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FUNDAMENTOS DO TÊNIS DE CAMPO – TEMA 5 Nesta unidade temática, você vai aprender · A conhecer os fundamentos principais do tênis de campo; · A entender a técnica do golpe de direita, de esquerda e serviço; · Os fundamentos acessórios como lob, voleio e smash entre outros. Introdução Com o desenvolvimento do Jau de paume até tênis de campo, buscaram-se melhores gestos para rebater a bola em cada contato com a raquete, surgindo golpes diferentes para cada situação de uma partida. Nesta unidade temática, abordaremos os fundamentos que fazem parte da prática do tênis, desde as batidas mais frequentes até fundamentos utilizados em momentos específicos durante o jogo, mas não menos importantes. FUNDAMENTOS DO TÊNIS A evolução do tênis tornou o jogo mais veloz, técnico e tático exigindo uma melhor preparação nos quesitos físicos para o desempenho. Os gestos fundamentais deste esporte também seguiram a mesma linha, à medida em que o jogo se desenvolveu e profissionalizou. Em relação aos fundamentos do desporto, deve-se ressaltar os golpes de direita e esquerda, saque, voleios, smash e slice como técnicas mais utilizadas (LUZ, 2008). De acordo com Silva e Lemos (2014), golpes de direita e esquerda têm uma taxa de execução média de 67% dos golpes durante uma partida de tênis, mesmo não sendo simples em sua aplicação, pois dependem de sincronismo perfeito entre o movimento da raquete e a trajetória da bola. Fique de olho! Um detalhe importante é que cada jogador pode ter seu estilo particular para executar um fundamento. Os golpes de direita e esquerda são chamados assim desde que o esporte chegou ao Brasil, todavia, não é a melhor nomeclatura a ser utilizada para tais técnicas, pois podem causar certo tipo de confusão em relação à dominância do praticante. O golpe de direita deve utilizar o termo em inglês forehand e, da mesma forma, o golpe de esquerda deve ser chamado de backhand (SILVA e LEMOS, 2014). Antes de aprofundar-se nos detalhes dos fundamentos do tênis, é crucial compreender alguns aspectos biomecânicos essenciais. A potência dos golpes está intrinsecamente ligada à força exercida pela raquete sobre a bola, e esse fenômeno depende de dois fatores primordiais: o momento angular da raquete e o momento linear do centro de gravidade entre o corpo e a raquete. Essa compreensão é fundamental para o desenvolvimento de uma técnica eficiente e para alcançar um desempenho superior no esporte (ISHIZAKI e CASTRO, 2006). O momento angular é definido pelo gesto circular da trajetória da raquete, sendo influenciado pela rotação do quadril e do tronco, apoiados pelas pernas e pés, que transferem velocidade para o braço, antebraço e mão, culminando no movimento da raquete. É evidente que quanto maior for a velocidade desse movimento, maior será a potência gerada no golpe, tornando esse aspecto crucial para o aprimoramento e efetividade do fundamento (ISHIZAKI e CASTRO, 2006). O momento linear refere-se à transferência do peso do corpo em uma direção desejada. Essa força é transmitida para a bola através da raquete e a eficiência do golpe está diretamente relacionada à firmeza da mão, punho e braço. Ao manter essas partes do corpo firmes e estáveis durante o impacto com a bola, é possível obter maior controle e precisão no golpe, resultando em uma execução mais eficiente no tênis. O correto domínio do momento linear, aliado ao momento angular, é fundamental para um desempenho aprimorado no gesto motor (ISHIZAKI e CASTRO, 2006). A eficiência do golpe no tênis depende da correta ativação e sincronização de cada segmento corporal, seguindo uma sequência de transferência de força coordenada. Essa cadeia de movimentos ocorre na seguinte sequência: primeiro, a força é gerada a partir do solo; em seguida, é transmitida através das pernas, seguida pelo quadril, tronco, braço e, finalmente, a raquete. A harmonia entre esses segmentos é crucial para maximizar a potência e precisão do golpe (ISHIZAKI e CASTRO, 2006). Fique de olho! Para um maior aprofundamento nos gestos técnicos, é importante conhecer previamente alguns detalhes que precedem a execução dos golpes: as empunhaduras, os tipos de efeito e o trabalho de pernas que inclui a posição de expectativa, split e passo de recuperação (ISHIZAKI e CASTRO, 2006). Há algumas maneiras de segurar uma raquete de tênis. Durante as situações de jogo e da opção de qual golpe será executado, o tenista vai optar por uma ou outra. Existe a mais indicada para forehand, uma para backhand, outra para saque e outras para golpes de rede e cortadas (ISHIZAKI e CASTRO, 2006). Existem muitas maneiras de segurar uma raquete e cada fundamento exige um tipo de pegada: continental, eastern, semi-western, western. Empunhaduras mais utilizadas para golpear o forehand são: eastern forehand, semi-western e western. Já para o fundamento backhand usa-se eastern de backhand e western de backhand. No saque, voleio e approach geralmente é aplicada a empunhadura continental (ISHIZAKI e CASTRO, 2006; SILVA e LEMOS, 2014). Fonte: adaptado do Autor. Já quanto aos tipos de efeito, existem três principais: o topspin, onde a raquete tem uma trajetória ascendente; o slice, onde a trajetória da raquete é de cima para baixo e o chapado, quando o movimento da raquete é paralelo ao chão. Existe ainda um efeito menos utilizado, o sidespin, em que a raquete golpeia a bola com um movimento lateral (ISHIZAKI e CASTRO, 2006). O footwork ou trabalho de pernas é uma movimentação específica do tênis que tem algumas técnicas específicas principais. A posição de expectativa permite uma reação rápida do corpo e é feita com o peso do corpo apoiado sobre os dedos dos pés, joelhos semiflexionados e raquete à frente. O split permite uma mudança rápida de direção e é um pequeno salto em que os dois pés tocam o chão ao mesmo tempo, sendo realizado logo após o adversário executar um golpe. Por fim, o passo de recuperação, que são passos laterais utilizados para o tenista retornar à posição de base após correr lateralmente (ISHIZAKI e CASTRO, 2006). Fique de olho! Após conhecer essas técnicas básicas, é importante aprofundar na descrição dos golpes, que normalmente consideram um tenista destro, onde os canhotos devem inverter o lado dos movimentos. FOREHAND (DIREITA) O forehand é o fundamento em que o jogador bate na bola com a mão que está segurando a raquete, posicionando a mão oposta em frente ao corpo. É uma grande técnica do tênis, utilizado na maioria das vezes durante uma partida e originando a maioria dos pontos. Ele é composto por três partes fundamentais: a preparação ou fase inicial; o contato da raquete com a bola ou fase intermediária; e, por último, a terminação do golpe ou fase final (FONTOURA, 2003; LUZ, 2008; SILVA e LEMOS, 2014). Fique de olho! As empunhaduras mais utilizadas, são a semi-western e eastern de direita, podendo ser utilizada também a western, por tenistas mais avançados que utilizam muito o efeito topspin (ISHIZAKI e CASTRO, 2006). Na fase de preparação, o punho deve estar estendido e controlado. A posição de espera deve ocorrer junto a uma boa separação de pernas, para gerar um maior equilíbrio e proporcionar uma maior amplitude de rotação do tronco. Deve-se levar a raquete para trás na altura da cintura, girando os ombros e dando um passo à frente. É essencial na preparação a utilização da musculatura abdominal, glúteos e pernas para promover o giro do tronco e boa força angular (FONTOURA, 2003; LUZ, 2008). Ainda conforme Luz (2008), podem existir três maneiras de iniciar a preparação: por baixo, por cima e reta. Nestas formas deve ocorrer o giro dos ombros e a raquete levada para trás, que são a parte mais lenta do gesto. Antecipar um movimento é imprescindível na execução de um fundamento de tênis. Fique de olho! Para tal, é importante iniciar o golpe no momento em que a bola sai da raquete do adversário. Dessa forma, existe a possibilidade de atingir a bola à frente do corpo, com mais velocidade e profundidade (LUZ, 2008). A fase intermediária equivale ao momento do movimento, ondeocorre o contato da raquete com a bola. Nesse momento, deve-se transferir o peso do corpo para frente, contatando a bola após o quique em sua maior altura. O gesto é feito em paralelo à quadra, sem movimento de punho, impedindo mudança de empunhadura (FONTOURA, 2003; LUZ, 2008). Fique de olho! Quando acontece o contato da raquete com a bola, deve-se aplicar uma trajetória parabólica, somada a um efeito capaz de dar rotação para frente à bola, chamado de topspin. Neste momento, é importante acelerar a cabeça da raquete para cima e para frente, estender as pernas com força, quando o punho volta à posição normal e o cotovelo baixa (LUZ, 2008). Já a fase final é a continuação do movimento após o contato com a bola. Esse momento é essencial, pois auxilia o tempo de contato entre a raquete e a bola, possibilitando profundidade ao golpe. Nessa hora, segue-se levantando a mão para frente e para cima. Ao finalizar o movimento, a raquete deve estar sobre o ombro ou sobre a cabeça, acima da altura da rede, apontando para o alvo (LUZ, 2008). Fonte: Wikipedia. O autor Silva e Lemos (2014) aponta que existem dois tipos de forehand quanto ao posicionamento dos pés durante a fase de preparação do golpe: forehand open stance e forehand square stance. Há ainda um terceiro tipo de apoio para golpear o forehand, o forehand closed stance. O forehand open stance é utilizado quando não há tempo de o tenista posicionar o pé esquerdo à frente do direito e, então, o tenista posiciona o tronco lateralmente, com as pernas paralelas à rede. Esta técnica oferece melhor utilização da rotação do quadril aumentando a potência, além de uma recuperação mais rápida para a próxima bola durante uma disputa com sequência de golpes (SILVA e LEMOS, 2014). No caso do forehand square stance, o tenista posiciona o tronco lateralmente, com as pernas perpendiculares em relação à rede. Isto exige um maior tempo de preparação. As vantagens dessa técnica são o maior controle do golpe e potência no sentido ântero-posterior. Nessa técnica, é importante a transferência do peso do corpo do pé de trás para o da frente (SILVA e LEMOS, 2014). Os erros mais comuns do forehand são os seguintes: · Golpear de frente pela falta de rotação do tronco na preparação da batida; · Ponto de contato atrasado ou longe demais do corpo; · Terminação curta pela antecipação da flexão do punho e cotovelo. BACKHAND (ESQUERDA) O fundamento backhand, ou revés, é uma batida pelo lado oposto do braço dominante do jogador. Geralmente, é um golpe mais fraco do que a batida de direita. As empunhaduras mais utilizadas são a eastern de esquerda e continental, usada principalmente com o efeito slice (FONTOURA, 2003; ISHIZAKI e CASTRO, 2006). Na preparação, a posição inicial é similar ao forehand. Quando o jogador perceber a bola se direcionar para o backhand, precisa-se efetuar um giro com o corpo para a esquerda. Os pés e as articulações de joelhos, quadril e ombros devem fazer o giro ao mesmo tempo. Nesse momento, também é efetuada a troca de empunhadura. A mão esquerda segura a raquete com leveza, próximo ao coração da mesma, tracionando-a para trás. Após o giro, o tenista dá um passo frontal em direção à bola, com o pé direito apontado para frente. Nesse momento, ocorre a rotação do tronco e a transferência do peso para a perna direita (FONTOURA, 2003; ISHIZAKI e CASTRO, 2006; LUZ, 2008). Na fase intermediária, ocorre o momento de aceleração e ponto de contato. A cabeça da raquete faz um movimento pendular, descendo abaixo da linha de trajetória da bola e emergindo até o ponto de contato. Fique de olho! É importante bater na bola à frente do corpo, estando a raquete perpendicularmente disposta em relação ao chão. A cabeça da raquete faz um movimento ascendente, provocando o topspin (FONTOURA, 2003; ISHIZAKI e CASTRO, 2006; LUZ, 2008). Já na fase final ou de terminação, após contatar a bola, a raquete segue com uma movimentação para cima e direita, até que ocorra a desaceleração. O movimento de rotação, faz com que o corpo fique novamente disposto para frente (FONTOURA, 2003; ISHIZAKI e CASTRO, 2006; LUZ, 2008). Os erros mais comuns do backhand são: · Contato com a bola atrasado ou longe do corpo; · Passo muito cruzado; · Empunhadura incorreta forçando a flexão do punho; · Rotação antecipada do tronco ocasionando a batida com força somente do braço; · Terminação curta com hiperextensão do punho. Fonte: Flickr. Existe uma variação do backhand que pode ser executada com as duas mãos. Neste caso, a empunhadura indicada é a continental combinada nas duas mãos, podendo haver outra opção com a mão direita em eastern de esquerda e a mão esquerda em eastern de direita. Os erros mais comuns nesse caso são cruzar os antebraços muito cedo e pouca rotação de tronco na fase de preparação ou terminação (ISHIZAKI e CASTRO, 2006; LUZ, 2008). As vantagens do backhand com as duas mãos são as seguintes: · Maior facilidade de aprendizagem; · Força da batida dividida entre as mãos; · Permite mais facilidade em golpes com chapadas e topspin; · Facilita batidas angulando a bola; · Facilita golpes em bolas altas; · Menos segmentos corporais na realização da técnica; · Permite golpear mais tarde, facilitando alcance de bolas fundas e fortes. As desvantagens, ou seja, os contras, do backhand com duas mãos: · Dificuldade em bolas baixas; · Maior mobilidade pelo menor alcance com mãos juntas; · Força mais o trabalho de pernas por exigir o tenista mais próximo da bola; · Dificuldade para golpear em slice. SAQUE O serviço, ou saque, possivelmente é o fundamento mais importante do jogo pelo fato de o tenista ter o controle total do golpe, podendo até mesmo ditar o ritmo de jogo. O jogador tem a opção de dois saques e geralmente executa um primeiro mais arriscado e com mais força, seguido de um segundo menos potente, minimizando o erro. A empunhadura mais utilizada nesse golpe é a continental, que permite mais movimento do punho e utilização de efeitos (ISHIZAKI e CASTRO, 2006; LUZ, 2008). Na fase inicial da técnica desse fundamento, o pé esquerdo é disposto à frente e o direito atrás, paralelo à linha de base. Os pés ficam afastados na largura dos ombros, que ficam de lado para a rede. A mão esquerda segura a bola e apoia a raquete (ISHIZAKI e CASTRO, 2006; LUZ, 2008). A preparação é um gesto sincronizado dos dois braços: enquanto a mão esquerda se eleva para lançar a bola, a direita realiza a trajetória de jogar a raquete para trás. A raquete faz um movimento pendular com o braço estendido até alcançar a altura do ombro. O ombro esquerdo se eleva mais que o direito. A bola é lançada em uma altura coincidente com o ponto mais alto que a raquete possa atingi-la, fazendo com que o braço seja estendido ao golpear a bola, gerando mais potência. Após o braço direito estar na altura do ombro, ocorre a flexão do cotovelo e a raquete faz um trajeto circular. As pernas são semiflexionadas e o corpo arqueado para trás, ao mesmo tempo em que a bola é lançada. Em seguida, a raquete é disposta para trás e para baixo (ISHIZAKI e CASTRO, 2006; LUZ, 2008). Na fase principal, ocorre uma extensão de pernas juntamente com rotação de quadril e tronco, elevação do ombro direito, extensão do cotovelo, punho e pronação do antebraço, que coincide com o contato na bola. O punho é fortemente flexionado juntamente com a rotação do antebraço para acelerar a raquete. O contato deve ocorrer no ponto mais alto que a raquete pode alcançar, para que a bola possa ser atingida para baixo (ISHIZAKI e CASTRO, 2006; LUZ, 2008). Ishizaki e Castro (2006) demonstram que a fase final ou de terminação consiste no momento após o contato, em que a raquete continua o movimento para frente e para baixo, terminando do lado esquerdo do corpo. Os erros mais comuns no fundamento serviço são estes: · Falta de rotação do tronco na fase inicial; · Ombro direito muito alto na preparação; · Lançar a bola alto demais, dificultando a batida no ponto correto; · Rotação do tronco ou passo com perna direita muito antecipado; · Atingir a bola sem extensão completado corpo e braço; · Terminação curta demais. Existem variações do tipo de saque, que podem mudar a trajetória, ponto de contato e rotação de tronco. O saque chapado é veloz e potente, geralmente utilizado no primeiro serviço. O saque slice provoca um efeito de curva para a direita, permitindo mais controle e bolas anguladas. Neste caso, a bola é atingida mais à direita do sacador. O saque topspin muda o trajeto da bola após tocar o solo, onde ela quica para cima e para a esquerda e é muito utilizado no segundo serviço. Nessa opção, a bola é lançada mais à esquerda do sacador, com mais rotação de tronco e a bola atingida de baixo para cima (ISHIZAKI e CASTRO, 2006; LUZ, 2008). Fique de olho! A devolução de saque é algo muito importante dentro do jogo e que pode, se bem realizada, anular a vantagem do sacador. O sucesso na resposta varia de acordo com a potência do serviço e é dependente da capacidade do recebedor de antecipar o saque do oponente. O trabalho de pernas precisa ser eficiente, onde é preciso realizar um split na hora em que o sacador acertar a bola, tentando golpeá-la na subida, impedindo avanço do oponente à rede (ISHIZAKI e CASTRO, 2006; LUZ, 2008). A devolução no primeiro saque não permite uma preparação maior, devendo-se apenas bloquear a bola à frente do corpo e, se possível, aplicar algum efeito. Fique de olho! Manter a raquete sempre firme é importante, onde a face dela direciona a bola. Já a devolução no segundo saque pode ser feita uma preparação com mais tranquilidade e realizar uma devolução mais forte (ISHIZAKI e CASTRO, 2006; LUZ, 2008). VOLEIO O voleio, embora seja menos utilizado durante um partida do que as batidas de direita, esquerda e serviço, também tem sua relevância no jogo de tênis. Ele é um golpe usado perto da rede, em que a bola é golpeada antes que toque o solo. Deve ser utilizado como um bloqueio de trajetória (ISHIZAKI e CASTRO, 2006; LUZ, 2008). Os tenistas geralmente utilizam a empunhadura continental para volear, todavia, os iniciantes podem utilizar a eastern. A preparação para o voleio se atém à rotação do tronco, em que a raquete acompanha o movimento. A cabeça da raquete fica na altura dos ombros, com braços flexionados. A bola deve ser golpeada à frente do corpo com punho firme e cabeça da raquete alta, com um movimento descendente de slice. A terminação é curta e para frente, pois é um golpe mais de colocação do que força (ISHIZAKI e CASTRO, 2006; LUZ, 2008). Os erros comuns do voleio: · Golpear a bola sem rotação de tronco; · Braço estendido e preparação longa; · Golpear a bola com atraso; · Punho sem firmeza; · Não transferir peso frontalmente. Existem ainda, além dos golpes básicos, os gestos técnicos mais avançados no tênis. Geralmente têm um nível mais alto de dificuldade e exigem mais sensibilidade para serem utilizados (ISHIZAKI e CASTRO, 2006). GOLPES ESPECIAIS O approach é o deslocamento, aproximação ou subida em direção à rede. Na maioria das vezes, se utiliza uma batida com slide e com bola baixa, dificultando a devolução do adversário. A subida é comumente utilizada na paralela, facilitando a proteção do ângulo de devolução do oponente (ISHIZAKI e CASTRO, 2006). O half-volley ou bate pronto, é uma técnica onde se rebate a bola em seguida ao momento em que ela quica no solo. Ocorre com frequência na subida da rede, onde o oponente pode enviar uma bola próxima aos pés, ocasionando falta de tempo para voleio ou outro golpe. Nessa batida, o punho precisa estar firme na hora do contato, com o peso corporal se deslocando frontalmente (ISHIZAKI e CASTRO, 2006). O dropshot ou deixada é uma técnica que coloca a bola próxima da rede, com menos potência e mais efeito. Usa-se o efeito slice acentuado, amortecendo ao máximo a bola, diminuindo o que for possível a sua velocidade. Na terminação, a face da raquete fica virada para cima. Na deixada de esquerda, a palma da mão fica totalmente voltada para baixo e na deixada de direita para cima. É uma batida curta e que deve pegar o adversário de surpresa (ISHIZAKI e CASTRO, 2006). O drop-volley ou voleio deixada, como o próprio nome insinua, é uma deixada durante um voleio. A ideia é que o jogador absorva o impacto da bola, fazendo ela cair com proximidade da rede. Sempre que possível deve ser uma bola cruzada para dificultar a resposta (ISHIZAKI e CASTRO, 2006). A técnica chamada lob é um recurso utilizado com uma bola alta sobre o adversário. Esse golpe deve ter profundidade e passar pelo adversário ou, ao menos, afastar ele da rede. O lob também pode ser defensivo, utilizando geralmente o efeito slice para deixar a bola lenta e permitir o reposicionamento em quadra antes de o adversário devolvê-la (ISHIZAKI e CASTRO, 2006). Por fim, o smash ou overhead é uma batida similar ao saque, muito utilizada em resposta a um lob do adversário, quando o tenista sobe à rede. Ao perceber um lob, o jogador leva a raquete para trás, girando os ombros e ficando com o corpo de lado para a rede. O braço livre é referência em relação à bola e o outro a golpeia em uma altura com máxima extensão do braço de corpo e braço. Se necessário, pode-se utilizar um salto (ISHIZAKI e CASTRO, 2006). Esses golpes especiais podem ter variações em relação à experiência, nível técnico e estilo do tenista e a existência de um movimento referencial pode gerar alguns questionamentos.