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DIREITO PENAL
Concurso de Pessoas
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
250513559763
DOUGLAS VARGAS
Agente da Polícia Civil do Distrito Federal, aprovado em 6º lugar no concurso realizado 
em 2013. Aprovado em vários concursos, como Polícia Federal (Escrivão), PCDF 
(Escrivão e Agente), PRF (Agente), Ministério da Integração, Ministério da Justiça, 
BRB e PMDF (Soldado – 2012 e Oficial – 2017).
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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Direito Penal 
Concurso de Pessoas 
Douglas Vargas
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Concurso de Pessoas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Coautores e Partícipes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
Requisitos do Concurso de Pessoas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
Pluralidade de Agentes e Condutas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
Relevância Causal e Jurídica das Condutas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
Vínculo Subjetivo Entre os Agentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
Identidade de Infração Penal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
Teorias Sobre o Concurso de Pessoas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
Autoria Colateral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
Autoria, Coautoria e Participação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
Autor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
O “Problema do Partícipe” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
Teoria do Domínio do Fato . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
Outras Classificações de Autoria . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
Comunicabilidade de Circunstâncias Pessoais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
Impunibilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
Concurso de Pessoas em Crimes Culposos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
Concurso de Pessoas em Crimes Omissivos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
Questões de Concurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
Gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
 
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Concurso de Pessoas 
Douglas Vargas
aPreSentaÇÃoaPreSentaÇÃo
Olá, querido(a) aluno(a)!
Na aula de hoje iremos estudar especificamente e detalhadamente o tema concurso 
de pessoas.
Ao final, como de praxe, faremos uma lista de exercícios completa e atualizada sobre 
os temas apresentados, a fim de fixarmos os temas estudados e alcançarmos níveis mais 
aprofundados de conhecimento.
Bons estudos.
Prof. Douglas Vargas
 
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Concurso de Pessoas 
Douglas Vargas
CONCURSO DE PESSOASCONCURSO DE PESSOAS
introDUÇÃointroDUÇÃo
Enquanto o concurso de crimes trata da execução de mais de um delito pelo mesmo 
agente, o concurso de pessoas trata da execução de um crime por mais de um agente.
Primeiramente, vamos ver o que diz o Código Penal:
tÍtUlo iVtÍtUlo iV 
DO CONCURSO DE PESSOAS
CP
Art. 29. Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na 
medida de sua culpabilidade.
O conteúdo do art. 29 é básico, no entanto já nos permite fazer uma pergunta relevante:
o concurso de pessoas é sempre opcional?o concurso de pessoas é sempre opcional?
Via de regra, os tipos penais necessitam apenas de um indivíduo para a sua prática. 
Eventualmente, quando tais delitos são praticados por mais de um indivíduo, dizemos que 
ocorreu o chamado concurso eventual — que nada mais é do que um concurso de pessoas 
realizado de forma opcional.
Excepcionalmente, entretanto, o Código Penal e outras leis especiais apresentam figuras 
típicas que exigem a pluralidade de agentes para sua configuração. São os chamados 
delitos de concurso necessário.
Concurso Eventual
O tipo penal não exige a pluralidade de agentes. 
Exemplo: Homicídio
(O delito pode ou não ser prat icado em concurso 
de pessoas)
Concurso Necessário
O tipo penal EXIGE a pluralidade de agentes.
Exemplo: Associação criminosa / Bigamia
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Concurso de Pessoas 
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CoaUtoreS e PartÍCiPeSCoaUtoreS e PartÍCiPeS
Outro ponto sobre o qual o Código Penal não trata de forma explícita versa sobre a 
classificação dos indivíduos que concorrem para a realização de uma infração penal. Estamos 
falando, é claro, da divisão em autoria / coautoria e participação:
• É o indivíduo que pratica o núcleo do t ipo penal (a 
conduta principal).
• Executa a conduta típica!
Autor / Coautor
• Realiza uma conduta acessória, auxiliar.
• Induz, inst iga ou auxiliapode ser diminuída de um sexto 
a um terço (art. 29, § 1º, do CP).
d) Certa. É a previsão do art. 29, caput, do CP.
e) Certa. É a previsão do art. 31, caput, do CP.
Letra c.
003. 003. (CESPE/TJ-PA/AUXILIAR JUDICIÁRIO/2020) Em regra, consideram-se autores de um 
delito aqueles que praticam diretamente os atos de execução, e partícipes aqueles que 
atuam induzindo, instigando ou auxiliando a ação dos autores principais. No entanto, é 
possível que um agente, ainda que não participe diretamente da execução da ação criminosa, 
possa ter o controle de toda a situação, determinando a conduta de seus subordinados. 
Nessa hipótese, ainda que não seja executor do crime, o agente mandante poderá ser 
responsabilizado criminalmente. Essa possibilidade de responsabilizar o mandante pelo 
crime decorre da teoria
a) da acessoriedade limitada.
b) do favorecimento.
c) do domínio do fato.
d) pluralística da ação.
e) da causação.
Conforme estudamos, por força da teoria do domínio do fato, uma participação importante 
(como a de quem dá ordens para a realização de condutas criminosas) poderá ser considerada 
como autoria, e não como participação, mesmo que o autor não pratique o núcleo do tipo 
penal.
Letra c.
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004. 004. (INSTITUTO AOCP/PC-ES/PERITO OFICIAL CRIMINAL/ÁREA 8/2019) Considerando as 
disposições do Código Penal em relação ao concurso de pessoas, assinale a alternativa 
INCORRETA.
a) Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na 
medida de sua culpabilidade.
b) Se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída de um sexto a 
um terço.
c) Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a 
pena deste; essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o 
resultado mais grave.
d) Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, ainda que 
elementares do crime.
e) O ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em contrário, 
não são puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a ser tentado.
Questão excelente para mostrar um padrão recorrente da AOCP (a excessiva cobrança do 
texto legal), bem como para demonstrar a importância da atenção ao enunciado (note que 
o examinador pediu que você assinalasse a assertiva incorreta.
a) Certa. Literalidade do art. 29 do Código Penal.
b) Certa. Literalidade do §1º do art. 29, CPB.
c) Certa. Literalidade do §2º do art. 29, CPB.
d) Errada. Salvo quando elementares do crime, nos termos do art. 30 do CPB.
e) Certa. Literalidade do art. 31 do CPB.
Letra d.
005. 005. (INSTITUTO AOCP/PC-ES/ESCRIVÃO DE POLÍCIA/2019) Em relação ao concurso de 
agentes estabelecido no Código Penal, é correto afirmar que:
a) todos respondem igualmente para o delito, independente da conduta realizada.
b) as circunstâncias de caráter pessoal, como a menor idade, serão comunicadas a todos 
os integrantes da atividade delitiva.
c) se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída de um sexto a 
um terço.
d) não há distinção entre partícipe e coautoria.
e) o coautor que primeiro confessar o delito está isento de pena, independente do delito 
praticado.
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a) Errada. Cada um responde na medida de sua culpabilidade, nos termos do art. 29 do CPB.
b) Errada. Em regra, não se comunicam, salvo se elementares do delito (art. 30 CPB).
c) Certa. Literalidade do art. 29, §1º.
d) Errada. Há distinção, na figura da conduta praticada (conduta principal ou conduta 
acessória).
e) Errada. Não há isenção de pena, e a possibilidade de redução depende do delito praticado.
Letra c.
006. 006. (INSTITUTO AOCP/TRT 1ª REGIÃO (RJ)/TÉCNICO JUDICIÁRIO – SEGURANÇA/2018) 
Três indivíduos que são amigos reúnem-se para fazer uso de narcóticos. Porém, em dado 
momento, os entorpecentes acabam e eles não têm mais dinheiro para reabastecer o vício. 
Um deles, chamado Ronaldo, propõe que se dirijam a um ponto de ônibus para roubar 
algum transeunte que lá esteja aguardando a chegada do veículo de lotação. Contudo, ao 
se aproximarem do referido ponto de ônibus, uma viatura policial passa por eles, inibindo-
lhes a vontade de praticar o delito. Se o crime de roubo planejado pelo trio não chegou pelo 
menos a ser tentado, qual é a consequência penal para Ronaldo, aquele que havia sugerido 
a prática desse delito contra o patrimônio?
a) Nenhuma, pois tais atos são relativamente nulos.
b) Ele responderá por participação de menor importância.
c) Ele responderá por tentativa de roubo, nos termos do art. 14 do Código Penal.
d) Nenhuma, pois tais atos são impuníveis.
e) Ele responderá por roubo com aplicação de causa de diminuição de pena por arrependimento 
eficaz, nos termos do art. 15 do Código Penal.
Questão muito boa, baseada na literalidade do art. 31 do CPB. O delito deve deixar a esfera 
da cogitação e do planejamento, via de regra, para que seja possível a responsabilização 
penal (devem os autores ingressarem na esfera da execução, ensejando, conforme a norma 
legal, que o crime seja considerado ao menos “tentado”).
Outra coisa importante é perceber que não há falar em responsabilização pelo delito de 
associação criminosa pois a reunião dos três indivíduos era para a prática de um único 
crime, e não de múltiplos crimes.
Letra d.
007. 007. (VUNESP/PREFEITURA DE PORTO FERREIRA – SP/PROCURADOR JURÍDICO/2017) Sobre 
o concurso de pessoas, assinale a alternativa correta.
a) Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na 
medida de sua personalidade.
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b) Se a participação for de maior importância, a pena pode ser majorada de um sexto a 
um terço.
c) Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a 
pena deste; essa pena será aumentada até o dobro, na hipótese de ter sido previsível o 
resultado mais grave.
d) Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando 
elementares do crime.
e) O ajuste, a determinação, a sedição ou instigação e o auxílio ou cooperação material não 
são puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a ser executado.
O assunto de concurso de crimes e de pessoas é bastante rico em doutrina e jurisprudência. 
Apesar disso, é muito comum que o examinador se atenha apenas à literalidade do Código 
Penal (motivo pelo qual eu chego a ser chato recomendando a leitura da lei seca de forma 
complementar aos estudos de nossas aulas).
Foi exatamente o que aconteceu aqui. O examinador fez mudanças em algumas palavras 
dos artigos sobre o concurso de pessoas, de modo que apenas a leitura da lei é suficiente 
para acertar a questão.
Como você já sabe, as circunstâncias elementares e condições de caráter pessoal não 
se comunicam, salvo quando elementares do crime (Art. 30, CP).
Letra d.
008. 008. (VUNESP/PC-CE/INSPETOR DE POLÍCIA CIVIL DE 1ª CLASSE/2015) No que dizrespeito 
ao concurso de pessoas, segundo as disposições previstas no Código Penal, é correto 
afirmar que:
a) não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, mesmo quando 
elementares do crime.
b) quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, 
independentemente se quis participar de crime menos grave
c) o ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em contrário, 
não são puníveis, se o crime, apesar de iniciada a execução, não chega a ser consumado.
d) quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na 
medida de sua culpabilidade.
e) se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, a pena pode ser 
diminuída de um sexto a um terço
a) Errada. Se as circunstâncias de caráter pessoal forem elementares do crime, irão se 
comunicar aos partícipes e coautores!
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b) Errada. Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, 
na medida de sua culpabilidade. (Art. 29 CP).
c) Errada. Não são puníveis se o crime não chega ao menos a ser tentado (Art. 31 CP).
d) Certa. É o que rege o art. 29 do CP.
e) Errada. Se o indivíduo quis participar de um crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a 
pena deste; essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o 
resultado mais grave. (Art. 29, § 2º).
Letra d.
009. 009. (VUNESP/CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – SP/ANALISTA LEGISLATIVO/
ADVOGADO/2014) CP, art. 30: quando se verifica o concurso de pessoas em matéria penal, 
não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal,
a) salvo nos crimes contra a Administração Pública.
b) salvo no caso de extinção da punibilidade.
c) salvo nos crimes contra a Fé Pública.
d) salvo quando elementares do crime.
e) em hipótese alguma.
Questão muito fácil. Basta se lembrar do Art. 30 CP. É claro que as circunstâncias e condições 
de caráter pessoal não se comunicam, salvo quando elementares do crime.
Letra d.
010. 010. (VUNESP/DPE-MS/DEFENSOR PÚBLICO/2012) No que tange ao concurso de pessoas 
nos crimes de corrupção ativa e passiva, o Código Penal adotou a teoria:
a) monista.
b) causal.
c) dualista.
d) pluralística
Questão bem tranquila. Conforme estudamos, o concurso de pessoas nos delitos de 
corrupção ativa e passiva configura uma exceção à teoria monista, na qual cada envolvido 
responderá por um delito diferente, embora exista apenas um fato delituoso.
Nesse caso, temos a aplicação da chamada teoria pluralista ou pluralística.
Letra d.
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011. 011. (FGV/TJ-RO/OFICIAL DE JUSTIÇA/2015) O Código Penal brasileiro traz diversos crimes 
que podem ser praticados por uma única pessoa, mas também prevê algumas hipóteses em 
que o concurso de pessoas é necessário. Como regra geral, quando duas ou mais pessoas, 
unidas em ações e desígnios, praticam em conjunto um delito, pode-se falar em concurso de 
pessoas. Sobre esse tema, é correto afirmar que o Código Penal adotou, em regra, a Teoria:
a) Pluralista, com exceções;
b) Dualista, sem exceções;
c) Monista, com exceções;
d) Dualista, com exceções;
e) Monista, sem exceções
Conforme estudamos, a regra geral adotada pelo CP é a aplicação da teoria MONISTA. 
Entretanto, existem exceções em que é aplicada a teoria PLURALISTA no que diz respeito 
ao concurso de pessoas.
Letra c.
012. 012. (FGV/PROCEMPA/ANALISTA ADMINISTRATIVO/ADVOGADO/2014) Com relação ao tema 
responsabilidade penal no concurso de pessoas, assinale a afirmativa incorreta.
a) A responsabilidade penal é individual, devendo cada agente responder na medida de sua 
culpabilidade.
b) Ocorrendo desvio subjetivo entre os agentes, quem quis participar de crime menos grave 
responde por este e não pelo crime mais grave praticado pelo outro agente.
c) Sendo a participação de menor importância, a pena pode ser reduzida de 1/6 a 1/3.
d) O Código Penal adotou a Teoria Monista sobre concurso de agentes sem exceção, devendo 
todos os participantes responder pelo mesmo crime.
e) Não há participação dolosa em crime culposo.
Cuidado! Note que o examinador pediu para você assinalar a afirmativa incorreta.
Diante do que estudamos na aula de hoje, sabemos que a teoria monista é a regra adotada 
pelo código penal. Entretanto, existem exceções onde é aplicada a teoria pluralista, 
motivo pelo qual a assertiva D está incorreta.
Letra d.
013. 013. (FCC/CNMP/ANALISTA DO CNMP/DIREITO/2015) No concurso de pessoas,
a) se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a 
pena deste, essa pena será aumentada de 1/3 a 2/3, na hipótese de ter sido previsível o 
resultado mais grave.
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b) quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na 
medida de sua periculosidade.
c) não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando 
elementares do crime.
d) o ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em contrário, 
não são puníveis, se o crime não chega a ser consumado.
e) se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída até metade.
Questão simples, na qual o examinador fez pequenas modificações no texto de lei. Vejamos:
a) Errada. Se for previsível o resultado mais grave, a pena deve ser aumentada até a metade.
b) Errada. Na medida de sua culpabilidade, e não de sua periculosidade, conforme afirma 
a questão.
c) Certa! Art. 30, CP.
d) Errada. Se o crime não chega a ser tentado.
e) Errada. A pena pode ser reduzida de 1/6 a 1/3.
Letra c.
014. 014. (FCC/DPE-CE/DEFENSOR PÚBLICO DE ENTRÂNCIA INICIAL/2014) No concurso de pessoas,
a) há autoria colateral quando os concorrentes se comportam para o mesmo fim, conhecendo 
a conduta alheia.
b) a infração penal não precisa ser igual, objetiva e subjetivamente, para todos os concorrentes.
c) é necessário que cada concorrente tenha consciência de contribuir para a atividade 
delituosa de outrem, dispensada a prévia combinação entre eles.
d) os concorrentes devem necessariamente realizar o fato típico.
e) dispensável a adesão subjetiva à vontade do outro.
Conforme estudamos, para que ocorra a configuração do concurso de pessoas, é necessário 
que os autores tenham a vontade de contribuir para o resultado da atividade delituosa, 
mas a prévia combinação entre os autores é perfeitamente dispensável.
Letra c.
015. 015. (FCC/TJ-CE/JUIZ SUBSTITUTO/2014) Em tema de concurso de pessoas, é possível 
afirmar que:
a) o concorrente, na chamada cooperação dolosamente diversa, responderá pelo crime 
menos grave que quis participar, mas sempre com aumento da pena.
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b) indispensável a adesão subjetiva à vontade do outro, embora desnecessária a prévia 
combinação.
c) o ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio nunca são puníveis, se o crime não 
chega, pelo menos, a ser tentado.
d) não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, ainda que 
elementares do crime.
e) a participação de menor importância constitui causa geral de diminuição da pena, 
incidindo na segunda etapa do cálculo.
Outra questão que trata simplesmente do mesmo assunto da anterior! A adesão subjetiva 
à vontade do outro (vontade de contribuir para o fato delitivo) é indispensável, mas é 
desnecessária a prévia combinação!
Letra b.
016. 016. (FCC/METRÔ-SP/ADVOGADO/2014) Júnior Joaus, Joseh e Pedrus acertaram, mediante 
prévio ajuste, a prática de um crime de furto qualificado em residência. Pedrus escolheu a 
residência e emprestou seu veículo para o transporte dos objetos furtados. Joaus arrombou 
a porta da residência indicada por Pedrus e entrou. Joseh entrou em seguida. Joaus e Joseh 
recolheram todos os objetos de valor, colocaram no veículo e fugiram do local. Nesse caso,
a) Joaus, Joseh e Pedrus foram coautores.
b) Joaus foi autor, Joseh partícipe e Pedrus autor mediato.
c) Joaus e Joseh foram partícipes e Pedrus foi autor imediato.
d) Joaus, Joseh e Pedrus foram autores.
e) Joaus e Joseh foram coautores e Pedrus partícipe.
Ao recolherem os objetos de valor, Joaus e Joseh praticaram o núcleo do tipo penal (subtrair), 
de modo que devem ser considerados coautores da infração penal.
Já Pedrus teve participação acessória: não executou o núcleo do tipo penal de furto, 
mas forneceu auxílio aos demais, ao escolher a residência e emprestar seu veículo para o 
transporte dos objetos furtados. Dessa forma, deve ser considerado partícipe.
Letra e.
017. 017. (FCC/TRT 1ª REGIÃO (RJ)/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2013) Quanto aos demais 
agentes do crime, o parentesco entre o autor e a vítima:
a) comunica-se, desde que elementar ao tipo.
b) comunica-se sempre, desde que por aqueles conhecido.
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c) comunica-se para agravamento genérico da pena concreta.
d) comunica-se para atenuação genérica da pena concreta.
e) não se comunica em qualquer hipótese.
Comunicabilidade das circunstâncias pessoas é um assunto bastante recorrente, como 
você já deve ter percebido.
E, como você já deve estar cansado de saber, as circunstâncias pessoas não se comunicam, 
salvo quando elementares do tipo.
Lembre-se do crime de infanticídio (que é praticado pela mãe contra seu filho). É perfeitamente 
possível que tal condição se comunique, pois é uma elementar do art. 123 do Código Penal!
Letra a.
018. 018. (FCC/DPE-AM/DEFENSOR PÚBLICO/2013) Se alguém instiga outrem a surrar inimigo 
comum, mas o instigado se excede e mata a vítima, é correto afirmar que:
a) a conduta do partícipe é atípica.
b) o partícipe poderá responder por lesão corporal, sem qualquer aumento de pena, se não 
podia prever o resultado morte.
c) o partícipe poderá responder por homicídio doloso, mas fará jus, necessariamente, ao 
reconhecimento da participação de menor importância.
d) o partícipe poderá responder por lesão corporal, com a pena aumentada até um terço, 
se previsível o resultado letal.
e) o partícipe não poderá responder por homicídio doloso, mesmo que tenha assumido o 
risco do resultado morte.
Nessa questão, temos um caso de partícipe que queria praticar um delito menos grave do 
que o realizado pelo autor. Nessa situação, ele deverá responder pelo delito menos grave 
que queria causar (lesões corporais).
Caso o resultado mais grave seja previsível, a pena é aumentada da metade, e não de 1/3, 
motivo pelo qual a assertiva D está errada.
Já a afirmação da assertiva B está correta: Se o resultado mais grave (a morte) não era 
previsível, deve o partícipe responder pelo delito menos grave (lesões corporais) sem 
qualquer aumento de pena!
Letra b.
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019. 019. (FCC/TRE-CE/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2012) José, João e Mario praticam 
um determinado delito. Contudo, José, um dos concorrentes, queria participar de delito 
menos grave daquele cometido pelos agentes. Neste caso, para José, será aplicada a 
pena do crime:
a) menos grave, aumentada de 1/6 a 2/3, independentemente da previsibilidade do resultado 
mais grave.
b) mais grave diminuída de 1/6 a 1/3.
c) mais grave em qualquer hipótese.
d) menos grave, que será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o 
resultado mais grave.
e) menos grave, em qualquer hipótese, sem nenhuma majoração ou redução
Mais uma vez o assunto é o art. 29, § 2º do CP, sobre o indivíduo que quis praticar de delito 
menos grave. Conforme estudamos, nesse caso o concorrente que queria participar de 
delito menos gravo deve receber a pena menos grave, que será aumentada até a metade, 
na hipótese de o resultado mais grave ser previsível.
Letra d.
020. 020. (FCC/TRE-PE/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2011) De acordo com o Código 
Penal brasileiro,
a) não há distinção entre autores, coautores e partícipes, que incidem de forma idêntica 
nas penas cominadas ao delito.
b) os autores, coautores e partícipes incidem nas penas cominadas ao delito na medida de 
sua culpabilidade.
c) ao autor principal será obrigatoriamente imposta pena mais alta que a dos coautores e 
partícipes.
d) ao autor principal e aos coautores será obrigatoriamente imposta pena mais alta que a 
dos partícipes.
e) ao autor principal será imposta a pena prevista para o delito, sendo que os coautores e 
os partícipes terão obrigatoriamente a pena reduzida de um sexto a um terço.
Questão simples. É claro que autores, coautores e partícipes incidem nas penas cominadas 
ao delito na medida de sua culpabilidade. Simples assim!
Letra b.
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021. 021. (FCC/TRT 1ª REGIÃO (RJ)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/SEGURANÇA/2011) João instigou 
José a praticar um crime de roubo. Luiz forneceu-lhe a arma. Pedro forneceu-lhe todas as 
informações sobre a residência da vítima e sobre o horário em que esta ficava sozinha. No 
dia escolhido, José, auxiliado por Paulo, ingressou na residência da vítima. José apontou-
lhe a arma, enquanto Paulo subtraiu-lhe dinheiro e joias. Nesse caso, são considerados 
partícipes APENAS
a) Luiz e Pedro.
b) João, Luiz, Pedro e Paulo.
c) João, Luiz e Pedro.
d) José, Pedro e João.
e) João, José, Luiz e Pedro.
João instigou José a praticar o delito de roubo. Sua conduta foi acessória, de forma que 
deverá ser considerado como partícipe da infração penal.
Luiz forneceu a arma. Sua conduta foi de auxiliar materialmente na prática do delito. 
Também praticou conduta acessória, pois não executou o núcleo do tipo penal de roubo, 
sendo, portanto, partícipe.
Pedro forneceu informações sobrea residência e horários. Sua conduta também foi 
acessória, portanto, deve ser tido como partícipe.
Paulo, por sua vez, praticou o núcleo do tipo penal de roubo, subtraindo dinheiro e joias com 
sua conduta. Não é partícipe, e sim coautor.
O examinador tentou te induzir em erro ao dizer que Paulo auxiliou José em sua conduta 
delituosa. Por isso, muito cuidado: É sempre necessário analisar qual o tipo de auxílio que 
foi prestado. Se a conduta envolver a prática de um verbo descrito no tipo penal, estamos 
diante de uma conduta principal, e não acessória, mesmo que o examinador utilize o termo 
auxiliar para causar confusão.
Letra c.
022. 022. (FCC/TRE-RS/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2010) “A”, médico, determina à 
enfermeira que seja ministrado veneno ao paciente, e ela o faz, acreditando tratar-se de 
medicamento, verificando-se a morte da vítima. Nesse caso há
a) cooperação dolosamente distinta.
b) participação sucessiva, em relação à enfermeira.
c) concurso de agentes.
d) autoria imediata, em relação ao médico.
e) autoria mediata, em relação ao médico.
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Na situação acima, o médico utiliza de terceiro para realizar seu intento. A enfermeira não 
sabe estar ministrando veneno (acredita estar medicando a vítima). Dessa forma, temos a 
chamada autoria MEDIATA praticada pelo médico, que utilizou de terceira pessoa para 
praticar a conduta almejada por ele.
Letra e.
023. 023. (FCC/DPE-CE/DEFENSOR PÚBLICO DE ENTRÂNCIA INICIAL/2014) No concurso de pessoas,
a) há autoria colateral quando os concorrentes se comportam para o mesmo fim, conhecendo 
a conduta alheia.
b) a infração penal não precisa ser igual, objetiva e subjetivamente, para todos os concorrentes.
c) é necessário que cada concorrente tenha consciência de contribuir para a atividade 
delituosa de outrem, dispensada a prévia combinação entre eles.
d) os concorrentes devem necessariamente realizar o fato típico.
e) dispensável a adesão subjetiva à vontade do outro.
De fato, no concurso de pessoas, é necessário o liame subjetivo, a consciência de cada 
concorrente manifestada para contribuir para a atividade delituosa de um terceiro. 
Entretanto, conforme estudamos, não é necessário acerto prévio — motivo pelo qual a 
assertiva C está correta.
Letra c.
024. 024. (Q3127582/AVANÇA SP/PREFEITURA DE ÁGUAS DE LINDOIA/PROCURADOR JURÍDICO/2024) 
Assinale a alternativa que não representa um requisito necessário para a configuração do 
concurso de pessoas.
a) Pluralidade de Agentes.
b) Relevância causal da colaboração.
c) Vínculo ou liame objetivo.
d) Identidade (unidade) de infração penal.
e) Existência de fato punível.
Todos os itens são requisitos do concurso de pessoas, exceto a assertiva C — pois o liame 
é SUBJETIVO, e não OBJETIVO.
Letra c.
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025. 025. (Q3646151/COSEAC/SEAP RJ/INSPETOR DE POLÍCIA PENAL PÓS-EDITAL/2025/4º 
SIMULADO) Sobre o tema concurso de pessoas, marque a alternativa incorreta.
a) O fato de o roubo ter sido praticado junto com agente inimputável não afasta a causa 
de aumento referente ao concurso de pessoas.
b) O crime de associação criminosa do art. 288 do CP é de concurso necessário de agentes.
c) A relevância causal das condutas é um requisito para o concurso de pessoas.
d) O pactum sceleris, ou combinação prévia, é obrigatório para que um agente participe 
de um concurso de agentes.
e) É exigido o liame subjetivo entre os agentes.
Conforme estudamos, o ajuste prévio não é requisito para o concurso de pessoas. Assim 
sendo, está incorreta a assertiva “D” (note que o enunciado solicita a incorreta).
Letra d.
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	Sumário
	Apresentação
	Concurso de Pessoas
	Introdução
	Coautores e Partícipes
	Requisitos do Concurso de Pessoas
	Pluralidade de Agentes e Condutas
	Relevância Causal e Jurídica das Condutas
	Vínculo Subjetivo Entre os Agentes
	Identidade de Infração Penal
	Teorias Sobre o Concurso de Pessoas
	Autoria Colateral
	Autoria, Coautoria e Participação
	Autor
	O “Problema do Partícipe”
	Teoria do Domínio do Fato
	Outras Classificações de Autoria
	Comunicabilidade de Circunstâncias Pessoais
	Impunibilidade
	Concurso de Pessoas em Crimes Culposos
	Concurso de Pessoas em Crimes Omissivos
	Resumo
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentadoo autor.
Partícipe
Dependendo da situação, portanto, o indivíduo poderá ser considerado autor, coautor, 
ou participe da conduta criminosa.
Certo. Já sabemos que o concurso de pessoas está dividido em eventual e necessário, 
e que aqueles que concorrem para a execução de um delito podem ser classificados, em 
regra, como autores, coautores e partícipes. Vamos seguir adiante.
reQUiSitoS Do ConCUrSo De PeSSoaSreQUiSitoS Do ConCUrSo De PeSSoaS
Para a configuração do concurso de pessoas não basta simplesmente que dois autores 
concorram para a execução de um crime. Existem alguns requisitos que precisam ser 
observados — e você vai conhecê-los agora.
Pluralidade de Agentes e Condutas
• O primeiro requisito é óbvio: devem existir duas ou mais pessoas concorrendo 
para o crime.
• Observação importante: é perfeitamente possível que um menor de 18 anos 
concorra para a prática de crime em conjunto com um imputável. O menor 
será responsabilizado pelo ato infracional praticado, e o adulto, pelo crime, 
considerando o concurso de pessoas regularmente. 
Relevância de cada uma das condutas
• Para que ocorra o concurso de pessoas, deve haver relevância causal e jurídica 
da conduta de cada um dos agentes.
• Se a conduta de determinado autor ou partícipe não influir na causa da 
infração penal, será considerada um irrelevante penal.
Vínculo Subjetivo entre os Agentes
• Os indivíduo envolvidos devem possuir a vontade de agir em conjunto.
• Deve existir a chamada unidade de desígnios entre os agentes delit ivos. Do 
contrário, existirá a chamada autoria colateral. 
Identidade de Infração Penal
• Os indivíduos devem responder, em regra, pelo mesmo crime.
• Aplica-se a chamada teoria monista ou monística.
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Pluralidade de Agentes e Condutas
• O primeiro requisito é óbvio: devem existir duas ou mais pessoas concorrendo 
para o crime.
• Observação importante: é perfeitamente possível que um menor de 18 anos 
concorra para a prática de crime em conjunto com um imputável. O menor 
será responsabilizado pelo ato infracional praticado, e o adulto, pelo crime, 
considerando o concurso de pessoas regularmente. 
Relevância de cada uma das condutas
• Para que ocorra o concurso de pessoas, deve haver relevância causal e jurídica 
da conduta de cada um dos agentes.
• Se a conduta de determinado autor ou partícipe não influir na causa da 
infração penal, será considerada um irrelevante penal.
Vínculo Subjetivo entre os Agentes
• Os indivíduo envolvidos devem possuir a vontade de agir em conjunto.
• Deve existir a chamada unidade de desígnios entre os agentes delit ivos. Do 
contrário, existirá a chamada autoria colateral. 
Identidade de Infração Penal
• Os indivíduos devem responder, em regra, pelo mesmo crime.
• Aplica-se a chamada teoria monista ou monística.
PlUraliDaDe De aGenteS e ConDUtaSPlUraliDaDe De aGenteS e ConDUtaS
O primeiro tópico, como já falamos, é simples: deve haver mais de um agente praticando 
cada um uma conduta relevante para a prática da infração penal.
A observação sobre o inimputável é muito importante pois é recorrente em provas. 
Muitas vezes, um menor de idade vai agir em concurso com um maior de idade. Nesses 
casos, acontece o seguinte:
Lyanna, menor de idade, age em concurso de pessoas com seu 
tio, Jorah, na pratica de um roubo.
Jorah responderá pelo art . 157 (roubo) na modalidade majorada (pelo 
concurso de agentes), mesmo que Lyanna não seja capaz de prat icar 
crimes — apenas atos infracionais.
releVÂnCia CaUSal e JUrÍDiCa DaS ConDUtaSreleVÂnCia CaUSal e JUrÍDiCa DaS ConDUtaS
O segundo requisito, relevância causal e jurídica da conduta, também é muito querido 
pelos examinadores. Questões nas quais um dos partícipes executa uma conduta considerada 
irrelevante para a realização do delito são muito comuns e você deve ficar bastante atento 
a essa informação: se a conduta do indivíduo for um irrelevante penal, não existirá concurso 
de pessoas. 
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Por exemplo:
John decide matar seu desafeto, Iosef. Para isso, pega 
emprestado um revolver cal. 38 com seu amigo, Aurélio.
No dia da execução do delito, no entanto, John muda de 
ideia e decide matar Iosef por envenenamento, não 
utilizando a arma de fogo que estava em seu poder.
Note que, no caso acima, a conduta de Aurélio em nada influiu na prática do delito. 
Emprestando ou não a arma para John, o homicídio teria sido praticado. Houve a quebra 
da relevância causal de sua conduta, de modo que não se pode mais falar em concurso 
de pessoas!
VÍnCUlo SUBJetiVo entre oS aGenteSVÍnCUlo SUBJetiVo entre oS aGenteS
O vínculo subjetivo entre os agentes, também chamado de liame subjetivo, nada mais 
é do que a vontade de agir em conjunto na prática do delito.
Este vínculo não se confunde com a chamada “prévia combinação – pactum sceleris”. Não 
há a necessidade de que os agentes tenham combinado previamente para que exista o 
concurso de pessoas.
Por exemplo:
Tyler ouve dizer que alguém irá furtar sabão da fábrica 
onde trabalha durante o período noturno.
Para contribuir com a conduta do outro indivíduo (que 
sequer conhece), deixa todas as janelas e portas da 
empresa destrancadas ao final do expediente.
Na situação acima, a conduta de Tyler irá contribuir para o delito de furto a ser praticado 
por um terceiro. Embora não tenha existido prévia combinação, Tyler quis atuar para auxiliar 
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o infrator, de modo que ficou configurada sua vontade de aderir à prática criminosa (a 
chamada convergência de vontade).
iDentiDaDe De inFraÇÃo PenaliDentiDaDe De inFraÇÃo Penal
O último requisito apresentado é a identidade de infração penal. Todos os indivíduos 
concorrentes em uma infração penal, em regra, devem responder pelo MESMO crime.
Para entender melhor esse requisito precisamos estudar as teorias sobre o concurso 
de pessoas — que veremos a seguir. 
teoriaS SoBre o ConCUrSo De PeSSoaSteoriaS SoBre o ConCUrSo De PeSSoaS
Existem basicamente três teorias sobre o concurso de agentes: teoria monista, pluralista 
e dualista. Para fins de concurso público, no entanto, basta que você domine duas delas: 
A teoria monista e a teoria pluralista.
• A aplicação da teoria monista é a regra em nosso 
ordenamento jurídico. Também é chamada de teoria 
UNITÁRIA.
• Segundo a teoria monista, todos os autores, coautores e 
partícipes respondem pelo mesmo crime, na medida de sua 
culpabilidade (Art. 29 CP).
• Exemplo: Homicídio (Art. 121 CP)
Teoria Monista
• Excepcionalmente, no entanto, os agentes prat icam 
condutas concorrendo para um único fato, porém 
respondem cada um por um crime.
• Exemplo: Corrupção Ativa & Passiva
Teoria Pluralista
Dessa forma, quando dois indivíduos concorrem para a prática de uma transgressão da 
lei penal, responderão pelo mesmo crime. Por exemplo:
Sansa e sua irmã, Arya, decidem matar seu 
desafeto, Peter. Sansa compra uma adaga e 
incentiva sua irmã na prát ica delituosa.
De posse daadaga fornecida por sua irmã, Arya 
executa o plano, esfaqueando e levando Peter à 
óbito.
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A situação acima é bastante simples: Ambas as envolvidas (Sansa como partícipe e 
Arya como Autora) irão responder pelo mesmo crime (Art. 121 CP — Homicídio). Temos, 
claramente, a aplicação da teoria monista.
Embora essa seja a regra geral, excepcionalmente o legislador vai fazer a previsão da 
conduta de cada agente em um tipo penal diverso. Por exemplo:
Tyrion oferece R$ 1.000,00 para Bronn, servidor público, para 
libertá-lo da prisão, pois Bronn possui prerrogativa funcional 
para tal.
Bronn recebe a vantagem ilícita e liberta Tyrion, infringindo 
seu dever funcional.
Na situação acima, Tyrion irá incidir no art. 333 do Código Penal (Corrupção ATIVA), 
enquanto Bronn terá praticado o art. 317 (Corrupção PASSIVA). Estamos diante de um único 
fato, mas de um crime para cada agente delitivo — aplica-se, portanto, a teoria pluralista.
aUtoria ColateralaUtoria Colateral
Perceber a importância da convergência de vontades é fundamental para que você não 
confunda o concurso de pessoas com a chamada autoria colateral:
Na autoria colateral dois agentes concorrem para um mesmo resultado delituoso — porém 
um não conhece a vontade do outro.
É recorrente o exemplo em provas de concursos no qual dois indivíduos envenenam 
uma mesma pessoa, sem saber da vontade do outro de matar a vítima. Nesse caso, não 
teremos um concurso de pessoas, e sim a autoria colateral (cada um responderá pelos atos 
que praticou de forma desvinculada).
No entanto, se estivermos diante de dois indivíduos que quiseram contribuir para um 
mesmo resultado delitivo e cujas condutas tiveram relevância para causar o resultado 
criminoso, estaremos diante do concurso de pessoas. A diferença parece sutil, mas não é.
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Como sempre, vamos comparar dois exemplos para que você entenda melhor:
Exemplo A
Dois indivíduos desejam matar o mesmo 
desafeto. Sem saber da vontade um do 
outro, envenenam a bebida da vít ima, que 
vem a óbito.
Autoria Colateral
Exemplo B
Dois indivíduos desejam matar o mesmo 
desafeto, e entram em acordo para lhe 
fazer uma emboscada. 
No dia combinado, ambos atacam a 
vít ima com disparos de arma de fogo, 
levando-a a óbito.
Concurso de Pessoas
Veja como agora ficou fácil entender a diferença entre a autoria colateral e o concurso 
de pessoas: No concurso de pessoas, há a chamada unidade de desígnios. O agente sabe 
da intenção delituosa do outro e deseja ajudá-lo a perpetrar a conduta — havendo ou não 
uma combinação prévia entre eles.
Já na autoria colateral temos uma mera coincidência. Dois indivíduos, sem saber que 
há outro indivíduo está tentando cometer um mesmo crime de forma simultânea.
aUtoria, CoaUtoria e PartiCiPaÇÃoaUtoria, CoaUtoria e PartiCiPaÇÃo
Para finalizar a aula de hoje, precisamos discutir em detalhes os conceitos de autoria, 
coautoria e participação.
aUtoraUtor
A concepção majoritariamente adotada para a definição do autor do crime e sua 
diferenciação para o partícipe vem da chamada teoria objetivo-formal. Segundo tal teoria, 
temos o seguinte:
Autor
é aquele que realiza o núcleo do t ipo.
J. Daniel no filme "Truque de Mestre"
Partícipe
é aquele que contribui para o crime 
sem realizar os elementos do t ipo.
Dylan Rhodesno filme "Truque de 
Mestre"
Coautor
indivíduo que, em conjunto com o 
autor, prat ica o núcleo do t ipo.
Merritt (Truque de Mestre)
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Esses conceitos ficam fáceis de entender com um exemplo. Vejamos:
Filme Truque de Mestre (2013)
 Obs.: No filme Now you see me (Truque de Mestre), o personagem Dylan Rhodes 
(interpretado por Mark Ruffalo) seleciona quatro indivíduos para perpetrar diversas 
condutas delituosas em seu nome.
Enquanto a equipe pratica roubos e outras fraudes de forma direta, Dylan fica 
apenas na retaguarda, contribuindo para a execução dos delitos sem executar o 
núcleo dos tipos penais.
Na situação acima, todos os envolvidos responderão pelos delitos praticados, no 
entanto, Daniel e Merritt responderão pela autoria / coautoria (pois executaram os núcleos 
dos tipos penais, ou seja, o verbo das condutas de roubo e fraude) e Dylan responderá como 
partícipe (pois não executou o elemento dos tipos penais, apenas instigando e auxiliando 
os demais a fazê-lo).
o “ProBleMa Do PartÍCiPe”o “ProBleMa Do PartÍCiPe”
Observando a situação acima, é possível notar que a teoria em estudo possui um pequeno 
problema: algumas vezes, há um plano de execução de um delito que levará alguém com 
uma participação de grande importância a ser considerado partícipe, o que irá influir no 
cálculo da pena, beneficiando indevidamente o agente delitivo.
Em outras palavras: O indivíduo cuja conduta é a mais importante receberá uma 
pena menor, por nunca ter “colocado a mão na massa”, por assim dizer.
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No caso do filme Truque de Mestre, por exemplo, Dylan não era mero partícipe: ele 
arquitetou um plano complexo e utilizou os quatro outros membros para executar o 
seu intento. Comandou e coordenou as ações do grupo, e o tempo todo tinha o domínio 
dos resultados dessas ações.
No fim das contas, como poderia Dylan receber a menor das penas, quando o plano 
foi todo arquitetado por ele?
É obvio que punir Dylan como partícipe seria inadequado. Afinal de contas, sua conduta 
não era de menor importância! Pelo contrário: suas ações foram as mais importantes, a 
despeito de nunca ter executado diretamente nenhum dos delitos.
Felizmente, a solução para esse problema existe, sendo apresentada por uma outra 
teoria, a chamada teoria do domínio do fato.
teoria Do DoMÍnio Do Fatoteoria Do DoMÍnio Do Fato
A teoria do domínio do fato passou a ser objeto de provas de concursos após a famosa 
Ação Penal 470/STF, que tratou do caso que foi apelidado pela mídia como mensalão.
Nessa ação penal, foi aplicada a teoria do domínio do fato para equiparar a conduta dos 
indivíduos que decidiram e ordenaram a prática de delitos a seus subordinados, de modo 
que estes não fossem considerados como meros partícipes quando na verdade, tinham 
uma participação mais importante.
Por força da teoria do domínio do fato, uma participação importante (como a de quem dá 
ordens para a realização de condutas criminosas) poderá ser considerada como autoria, e 
não como participação, mesmo que o autor não pratique o núcleo do tipo penal.
Assim, a doutrina denomina de autor intelectual aquele que planeja a empreitada 
criminosa para ser executada por outras pessoas.
Por fim, ressaltamos que ateoria adotada pelo nosso Código Penal (art. 29) é a objetivo-
formal. Contudo, destaca-se que a doutrina tem adotado cada vez mais a teoria do domínio 
do fato (seguida pelos Tribunais Superiores).
oUtraS ClaSSiFiCaÇÕeS De aUtoriaoUtraS ClaSSiFiCaÇÕeS De aUtoria
aUtoria iMeDiata
A autoria imediata é a regra: é aquela que ocorre quando o próprio indivíduo executa a 
conduta delituosa diretamente, sem utilizar de um terceiro para tal.
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EXEMPLO
Um indivíduo desfere golpes de faca contra seu inimigo, levando-o a óbito.
Quanto à autoria imediata, temos uma observação interessante que já foi objeto de prova:
Cuidado!
Autor que manda seu animal atacar a
vít ima pratica autoria imediata, e não
autoria mediata, visto que o animal não é
racional – é apenas instrumento da
conduta delituosa do autor.
aUtoria MeDiata
A autoria mediata, por sua vez, é aquela utilizada por um indivíduo que se utiliza de um 
terceiro como instrumento para executar seu intento criminoso.
Na autoria mediata, obviamente, o terceiro é inocente, está atuando sem intenção de 
participar da empreitada criminosa — afinal de contas, se o terceiro tivesse a intenção de 
participar do crime seria considerado coautor.
A conduta praticada, é claro, será imputada ao autor mediato, e não ao terceiro que 
agiu de forma inocente.
A autoria mediata possui diversas variações. Vejamos quais são:
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oBSerVaÇÕeS SoBre a aUtoria MeDiata
Ainda sobre a autoria mediata, são observações importantes para fins de prova:
• Segundo a doutrina, não é cabível a autoria
mediata nos chamadoscrimesde mão própria.
Crimes de Mão Própria
• Também segundo a doutrina, não é cabível a
autoria mediata em crimesculposos.
• Tal vedação decorre do fato de que não é lógico
que um indivíduo que não queria um determinado
resultado se utilize de um terceiro para praticá-lo.
Crimes Culposos
001. 001. (CESPE/CEBRASPE/POLÍCIA FEDERAL/DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL/2021) Conforme 
a autoria de escritório, tanto o agente que dá a ordem como o que cumpre respondem pelo 
tipo penal.
Prezado aluno, a autoria de escritório também é chamada de autoria mediata especial ou 
particular. Vejamos a explicação de Rogério Sanches sobre o tema:
É o caso do agente que emite a ordem para que outro indivíduo, igualmente culpável, pratique 
o fato criminoso. Esta espécie de autoria pode ser comumente identificada no âmbito de 
organizações criminosas, estruturadas hierarquicamente, em que certo indivíduo, exercendo 
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funções de comando, determina o cometimento de crimes por agentes que se encontram em 
posições subalternas e que podem substituir-se, ou seja, se aquele a quem foi originariamente 
emitida a ordem não a cumpre, outro membro da organização poderá fazê-lo.
Dessa forma, a relação daquele que dá ordem e daquele que a cumpre é de autoria e não 
de participação. Portanto, o executor e o determinador são culpáveis, ou seja, são tidos 
como autores responsáveis com pleno domínio do fato.
Certo.
aUtoria Colateral
A autoria colateral você já conhece. Também chamada de autoria paralela, é aquela que 
ocorre quando dois ou mais indivíduos concorrem para uma conduta visando um mesmo 
resultado, porém desconhecem a intenção uns dos outros.
Como não há liame subjetivo, na autoria colateral não existe concurso de pessoas.
oBSerVaÇÕeS SoBre a aUtoria Colateral
Em primeiro lugar, a autoria colateral pode resultar na autoria incerta, quando por 
algum motivo, após a execução do delito, não for possível determinar qual dos autores 
causou o resultado!
Além disso, quando ocorre uma autoria colateral em que o resultado só ocorreu com a 
soma das condutas praticadas, temos a chamada autoria acessória ou autoria colateral 
complementar.
Para entender melhor:
Olenna e Sansa ministram venenno para matar seu 
desafeto, Joffrey, sem consciência da intenção uma da 
outra.
Joffrey morre, e a perícia demonstra que as duas doses foram 
necessárias para levá-lo a óbito. Fica configurada a autoria 
acessória entre Olenna e Sansa!
aUtoria De reSerVa
É aquela autoria perpetrada pelo indivíduo que “fica esperando para ver se vai tudo dar 
tudo certo”. Veja um exemplo simples:
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EXEMPLO
A e B decidem praticar um roubo a transeunte.
B fica aguardando a execução do delito por parte de A, observando escondido e decidindo 
atuar apenas se A não conseguir subtrair os bens da vítima sem ajuda.
Nessa situação, note que B poderá responder como coautor ou partícipe, dependendo 
do desfecho da situação no caso concreto.
As classificações doutrinárias de autoria são inúmeras. Felizmente as que apresentamos 
até agora são as mais importantes e que são mais cobradas em prova. É hora de passar 
para o próximo tópico: a participação.
PartiCiPaÇÃo
A participação é a conduta criminosa do indivíduo que não realiza a figura típica (o 
núcleo) da figura típica praticada pelos envolvidos.
Lembre-se que, por força da teoria do domínio do fato, esse conceito de partícipe só 
se aplica se o indivíduo não for o mandante ou superior hierárquico do grupo que está 
realizando a conduta criminosa.
O partícipe atua induzindo, instigando ou auxiliando os autores principais do delito.
Vejamos agora quais são as espécies de participação:
PartiCiPaÇÃo Material
A participação material nada mais é do que o auxílio na prática de uma determinada 
conduta delituosa. O indivíduo não instiga ou induz (sua participação não é moral), mas 
realiza conduta relevante para ajudar na execução ou preparação do delito.
Por exemplo:
Charlize empresta seu rifle AR-15 para James 
prat icar um assalto a banco. 
Além disso, Charlize fica na esquina do banco, para 
avisar a James sobre a chegada da polícia.
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Na situação acima, temos que Charlize não será autora, e sim partícipe do delito de 
roubo. Sua atuação, no entanto, não foi moral, e sim material, tanto na preparação para 
o cometimento do delito (empréstimo do armamento) quanto na execução (ficando de 
“batedor” enquanto o assalto era realizado).
PartiCiPaÇÃo Moral
A participação moral, por sua vez, se caracteriza no induzimento ou na instigação 
dos outros envolvidos na prática do delito. Vejamos qualé a diferença entre essas duas 
modalidades:
Induzimento
Indivíduo faz surgir a 
vontade de prat icar o 
delito em um terceiro.
Instigação
O terceiro já possui a 
intenção de agir de forma 
criminosa, e o partícipe 
reforça essa vontade.
iMPortÂnCia Da PartiCiPaÇÃo
A participação, por expressa previsão no código penal, pode ser considerada de menor 
importância, ato em que poderá ser reduzida a pena do partícipe de 1/6 a 1/3. Veja só:
CP
Art. 29, § 1º Se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída de um 
sexto a um terço.
CooPeraÇÃo DoloSaMente DiStinta
Este instituto de nome complicado está previsto no art. 29, parágrafo 2º do CP, e em 
breve você vai ver que não há nada de complexo sobre ele. Primeiramente, vejamos o que 
diz o código penal:
CP
Art. 29, § 2º Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada 
a pena deste; essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o 
resultado mais grave. Essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível 
o resultado mais grave.
O que acontece é o seguinte: pode ser que dois indivíduos combinem de praticar 
um determinado crime, e que um deles pratique uma conduta mais grave do que foi 
anteriormente combinado entre ele e seu parceiro.
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Nessa situação, se não era previsível esse resultado mais grave, o indivíduo que concordou 
apenas com a prática de um delito mais leve deverá responder por ele. Vejamos um exemplo 
clássico que facilita muito este entendimento:
Charlize e James decidem furtar uma casa, para aproveitar que o 
proprietário está viajando. Charlize irá aguardar no carro, enquanto 
James irá subtrair uma televisão.
Quanto James invade a casa, no entanto, se depara com o proprietário, que 
adiou sua viagem. Para garantir a subtração da TV, James utiliza de 
violência contra a vít ima.
Na situação acima, Charlize não queria participar de uma conduta mais grave (roubo), 
que foi perpetrada por James. Dessa forma, Charlize responderá pelo delito que inicialmente 
desejava praticar (furto), enquanto James irá responder pelo roubo (tendo em vista a 
violência que utilizou contra a vítima).
Entretanto, como o próprio parágrafo 2º do art. 29 prevê, se o resultado mais grave for 
previsível, o autor ainda responderá pelo delito menos grave, mas com a pena aumentada 
da metade.
Vejamos outro exemplo:
EXEMPLO
Charlize e James decidem furtar uma casa, aproveitando que o proprietário está dormindo. 
Planejam quebrar a fechadura do portão e furtar a televisão sem serem notados.
Charlize decide ficar aguardando no carro, enquanto James ficou responsável por arrombar 
a fechadura e furtar a TV.
Acontece que James, ao quebrar a fechadura do portão, faz muito barulho, o que veio a 
acordar o proprietário. Desse modo, James teve de usar de violência e grave ameaça para 
conseguir subtrair a televisão.
Nessa situação, embora Charlize quisesse participar de conduta menos grave (furto), 
era previsível que a conduta poderia se agravar, afinal de contas o vizinho estava em casa, 
apenas dormindo. Nessa situação, Charlize ainda responderá por furto, mas com a pena 
aumentada da metade.
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CoMUniCaBiliDaDe De CirCUnStÂnCiaS PeSSoaiSCoMUniCaBiliDaDe De CirCUnStÂnCiaS PeSSoaiS
O próximo tópico merece enorme atenção: simplesmente despenca em provas. Estamos 
falando, é claro, do teor do art. 30, CP:
Circunstâncias incomunicáveis
CP
Art. 30. Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando 
elementares do crime.
Primeiramente, vamos entender o que é uma elementar:
Elementares são os dados que integram o tipo penal.
CP
Art. 121. Matar alguém.
Em segundo lugar, precisamos entender o que são as circunstâncias:
Circunstâncias são outros dados relacionados ao crime, que não afetam o tipo penal básico, mas 
que podem influenciar a pena cominada.
Um bom exemplo está no parágrafo 1º do crime de furto:
CP
Art. 155, § 1º A pena aumenta-se de um terço, se o crime é praticado durante o repouso noturno.
Agora que você sabe o que são elementares e o que são circunstâncias para fins penais, 
podemos adentrar a questão da pessoalidade.
Tanto as elementares quanto as circunstâncias podem ou não ter caráter pessoal. Veja só:
Caráter NÃO pessoal
• São as circunstâncias ou elementares 
relacionadas ao fato e não ao autor.
• Exemplos: Traição, Emboscada, Emprego de 
Veneno ou Explosivo.
• São chamadas de Objetivas.
Caráter Pessoal
• São circunstâncias ou elementares relacionadas 
ao AUTOR.
• Exemplos: Motivo de relevante valor moral, ser 
funcionário público.
• São chamadas de Subjetivas.
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Excelente. Já sabemos diferenciar circunstâncias, elementares, e como entender se elas 
possuem caráter pessoal ou não. Podemos enfim tratar da chamada comunicabilidade das 
elementares e circunstâncias.
Em outras palavras: Podemos entender quando é que as circunstâncias e elementares 
aplicáveis a um autor irão “passar” para os demais no concurso de pessoas.
A regra é a seguinte:
Co
m
un
ic
ab
ili
da
de
Circunstâncias 
Objetivas 
(Não Pessoais)
Se comunicam, desde 
que o outro agente as 
conheça.
Subjetivas (Pessoais)
Não se comunicam, salvo 
quando elementares do 
crime e o outro agente as 
conheça.
Elementares Objetivas ou 
Subjetivas Sempre se comunicam.
Confuso, certo? Calma que eu explico. Imagine a seguinte situação:
EXEMPLO
Indivíduo pratica um homicídio sob domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta 
provocação da vítima (homicídio privilegiado).
Nessa situação, se houver concurso de pessoas, a circunstância subjetiva do homicídio 
privilegiado não vai se comunicar ao coautor / partícipe que não estava sob domínio de 
violenta emoção.
Sabe por que essa circunstância pessoal não se comunica? Porque ela não é uma elementar 
do crime (não faz parte do caput do art. 121, ou seja, não integra o tipo penal de homicídio).
Entretanto, vejamos uma situação em que a circunstância pessoal é elementar do crime 
(integra a descrição do tipo penal):
Peculato
CP
Art. 312. Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, 
público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio 
ou alheio:
Pena – reclusão, de dois a doze anos, e multa.
Agora sim! Aqui temos uma circunstância pessoal (a qualidade de funcionário público) 
que é uma elementar do crime (integra a descrição do art. 312).
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Nessa situação, se o coautor ou partícipe de um delitode peculato não for funcionário 
público, mas tiver ciência de que está em concurso de pessoas com um funcionário 
público, responderá também pelo delito de peculato, pois a circunstância de caráter 
pessoal irá se comunicar a ele.
Ainda nesse sentido, vejamos mais um exemplo:
Infanticídio
CP
Art. 123. Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após:
Pena – detenção, de dois a seis anos.
No delito de infanticídio, o autor via de regra é a mãe da criança, que durante o parto 
ou logo após tira a vida de seu próprio filho.
Entretanto, note que a circunstância pessoa (influência do estado puerperal) também 
integra o tipo penal do art. 123. Dessa forma, suponha que a mãe peça uma faca para um 
terceiro que está na sala, logo após o parto, e este terceiro a auxilie fornecendo o objeto.
O terceiro responderá como partícipe do delito de infanticídio, pois a circunstância 
de caráter pessoal irá se comunicar.
iMPUniBiliDaDeiMPUniBiliDaDe
Seguindo em diante, você ainda precisa conhecer o instituto do art. 31 do CP, que trata 
da impunibilidade em alguns casos de participação. Veja só:
Art. 31. O ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em contrário, 
não são puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a ser tentado.
Vamos analisar esse artigo de uma forma fragmentada, para facilitar seu entendimento:
aJUSte
O ajuste nada mais é do que o acordo realizado sobre a prática do delito. Ocorre quando 
dois ou mais indivíduos “combinam” de praticar uma determinada conduta delituosa.
Caso a conduta desses indivíduos não entre em execução, ou seja, nunca venha a 
ser tentada, em regra o mero ajuste não irá ensejar a punibilidade dos indivíduos, pois o 
delito nunca saiu da esfera de cogitação.
DeterMinaÇÃo
A determinação é a participação daquele que faz nascer a vontade de delinquir em um 
terceiro. Caso este terceiro nunca venha a iniciar a execução do delito, da mesma forma 
que no ajuste, em regra não haverá a punibilidade da conduta do indivíduo que inicialmente 
tentou incentivar a prática delituosa.
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Concurso de Pessoas 
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inStiGaÇÃo e aUXÍlio
A instigação (estímulo a uma ideia já existente) e o auxílio (prestação material de ajuda 
na preparação do delito) via de regra também não serão puníveis se o crime não entrar ao 
menos na fase de execução (tentativa).
ConCUrSo De PeSSoaS eM CriMeS CUlPoSoSConCUrSo De PeSSoaS eM CriMeS CUlPoSoS
De acordo com a doutrina, é possível a coautoria em crimes culposos, no caso de dois ou 
mais indivíduos, vinculados subjetivamente, que atuem de forma negligente, imprudente 
ou imperita. Contudo, não há de se falar em participação em crime culposo.
ConCUrSo De PeSSoaS eM CriMeS oMiSSiVoSConCUrSo De PeSSoaS eM CriMeS oMiSSiVoS
Crimes omissivos próprios:
• Coautoria: Doutrina diverge.
• Quando à participação, é possível. Exemplo doutrinário: É o caso do agente que induz 
o médico a não efetuar a notificação compulsória da doença de que é portador.
Crimes omissivos impróprios:
• Coautoria: A doutrina diverge. Contudo, prevalece o entendimento de que é possível 
a coautoria em crimes omissivos impróprios no caso dos garantes, que de comum 
acordo, deixem de agir.
• Quanto à participação, é possível. Exemplo doutrinário: João instiga Antônio a não 
alimentar o filho. Antônio se omite, como instigado. Antônio comete o crime de 
homicídio por omissão, já que tinha o dever jurídico de evitar o resultado (garante). 
João será partícipe.
Querido aluno: finalizamos assim nosso estudo sobre o tema concurso de pessoas. É 
hora de revisar e, como de praxe, resolver questões sobre a temática.
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RESUMORESUMO
ConCUrSo De PeSSoaS
• Concurso Eventual:
− O tipo penal não exige a pluralidade de agentes.
• Concurso Necessário:
− O tipo penal EXIGE a pluralidade de agentes.
aUtoreS, CoaUtoreS e PartÍCiPeS
• Autor:
− É o indivíduo que pratica o núcleo do tipo penal (a conduta principal).
− A concepção majoritariamente adotada para a definição do autor do crime e sua 
diferenciação para o partícipe vem da chamada teoria objetivo-formal.
• Partícipe:
− Realiza uma conduta acessória, auxiliar.
teoriaS SoBre o ConCUrSo De PeSSoaS
• Teoria Monista:
− É a regra em nosso ordenamento jurídico.
− Todos os autores, coautores e partícipes respondem pelo mesmo crime.
• Teoria Pluralista:
− Os agentes praticam condutas concorrendo para um único fato, porém respondem 
cada um por um crime.
teoria Do DoMÍnio Do Fato
Por força da teoria do domínio do fato, uma participação importante (como a de quem 
dá ordens para a realização de condutas criminosas) poderá ser considerada como autoria, 
e não como participação, mesmo que o autor não pratique o núcleo do tipo penal.
aUtoria iMeDiata
• A autoria imediata é a regra: é aquela que ocorre quando o próprio indivíduo executa 
a conduta delituosa diretamente.
aUtoria MeDiata
• É aquela utilizada por um indivíduo que se utiliza de um terceiro como instrumento 
para executar seu intento criminoso.
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aUtoria Colateral
• Também chamada de autoria paralela, é aquela que ocorre quando dois ou mais 
indivíduos concorrem para uma conduta visando um mesmo resultado, porém 
desconhecem a intenção uns dos outros.
aUtoria De reSerVa
• É aquela autoria perpetrada pelo indivíduo que “fica esperando para ver se vai tudo 
dar tudo certo”.
PartiCiPaÇÃo
• É a conduta criminosa do indivíduo que não realiza a figura típica (o núcleo) da figura 
típica praticada pelos envolvidos.
• O partícipe atua induzindo, instigando ou auxiliando os autores principais do delito.
PartiCiPaÇÃo Material
É o auxílio na prática de uma determinada conduta delituosa. O indivíduo não instiga 
ou induz (sua participação não é moral), mas realiza conduta relevante para ajudar na 
execução ou preparação do delito.
PartiCiPaÇÃo Moral
• Se caracteriza no induzimento ou na instigação dos outros envolvidos na prática do 
delito.
− Induzimento:
 ◦ Indivíduo faz surgir a vontade de praticar o delito em um terceiro.
− Instigação
 ◦ O terceiro já possui a intenção de agir de forma criminosa, e o partícipe reforça 
essa vontade.
iMPortÂnCia Da PartiCiPaÇÃo
Se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída de um sexto 
a um terço.
CooPeraÇÃo DoloSaMente DiStinta
Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada 
a pena deste; essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o 
resultado mais grave.
Essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o resultado 
mais grave.
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CoMUniCaBiliDaDe De CirCUnStÂnCiaS PeSSoaiS
Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando 
elementares do crime.
iMPUniBiliDaDe
O ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em contrário, 
não são puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a ser tentado.
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QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO
001. 001. (CESPE/CEBRASPE/MPE-TO/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/2022) Autor é aquele 
que realiza ação típica ou alguns de seus elementos previstos na lei penal. A contribuição 
causal deve estar subsumida ao conteúdo descritivo do tipo. A autoria é determinada 
pelo momento de execução de uma ação típica, enquanto as formas de participação são 
entendidas como causas de extensão da punibilidade.
Considerando-se as teorias aplicáveis ao concurso de pessoas, é correto afirmar que o 
texto precedente trata do conceito
a) subjetivo de autor.
b) residual ou extensivo de autor.
c) finalista ou objetivo-subjetivo de autor.
d) restritivo ou objetivo-formal de autor.
e) unitário ou monista de autor.
002. 002. (NC-UFPR/PC-PR/INVESTIGADOR DE POLÍCIA/ PAPILOSCOPISTA/2021) Sobre o concurso 
de pessoas, assinale a alternativa INCORRETA.
a) As circunstâncias ligadas ao sujeito não se estendem aos demais autores, salvo quando 
forem elementos constitutivos do crime.
b) Se um dos agentes quis cometer um crime menos grave que o praticado pelos demais, 
ficará sujeito à pena do crime menos grave.
c) É possível que a participação seja considerada de menor importância, mas isso não 
permite modificar a pena aplicável ao agente responsável por ela.
d) Todos que concorrem para a ocorrência do crime ficam sujeitos às penas a este cominadas, 
cada um na medida de sua culpabilidade.
e) O ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em contrário, 
não são puníveis se o crime não chega, pelo menos, a ser tentado.
003. 003. (CESPE/TJ-PA/AUXILIAR JUDICIÁRIO/2020) Em regra, consideram-se autores de um 
delito aqueles que praticam diretamente os atos de execução, e partícipes aqueles que 
atuam induzindo, instigando ou auxiliando a ação dos autores principais. No entanto, é 
possível que um agente, ainda que não participe diretamente da execução da ação criminosa, 
possa ter o controle de toda a situação, determinando a conduta de seus subordinados. 
Nessa hipótese, ainda que não seja executor do crime, o agente mandante poderá ser 
responsabilizado criminalmente. Essa possibilidade de responsabilizar o mandante pelo 
crime decorre da teoria
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a) da acessoriedade limitada.
b) do favorecimento.
c) do domínio do fato.
d) pluralística da ação.
e) da causação.
004. 004. (INSTITUTO AOCP/PC-ES/PERITO OFICIAL CRIMINAL/ÁREA 8/2019) Considerando as 
disposições do Código Penal em relação ao concurso de pessoas, assinale a alternativa 
INCORRETA.
a) Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na 
medida de sua culpabilidade.
b) Se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída de um sexto a 
um terço.
c) Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a 
pena deste; essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o 
resultado mais grave.
d) Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, ainda que 
elementares do crime.
e) O ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em contrário, 
não são puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a ser tentado.
005. 005. (INSTITUTO AOCP/PC-ES/ESCRIVÃO DE POLÍCIA/2019) Em relação ao concurso de 
agentes estabelecido no Código Penal, é correto afirmar que:
a) todos respondem igualmente para o delito, independente da conduta realizada.
b) as circunstâncias de caráter pessoal, como a menor idade, serão comunicadas a todos 
os integrantes da atividade delitiva.
c) se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída de um sexto a 
um terço.
d) não há distinção entre partícipe e coautoria.
e) o coautor que primeiro confessar o delito está isento de pena, independente do delito 
praticado.
006. 006. (INSTITUTO AOCP/TRT 1ª REGIÃO (RJ)/TÉCNICO JUDICIÁRIO – SEGURANÇA/2018) 
Três indivíduos que são amigos reúnem-se para fazer uso de narcóticos. Porém, em dado 
momento, os entorpecentes acabam e eles não têm mais dinheiro para reabastecer o vício. 
Um deles, chamado Ronaldo, propõe que se dirijam a um ponto de ônibus para roubar 
algum transeunte que lá esteja aguardando a chegada do veículo de lotação. Contudo, ao 
se aproximarem do referido ponto de ônibus, uma viatura policial passa por eles, inibindo-
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lhes a vontade de praticar o delito. Se o crime de roubo planejado pelo trio não chegou pelo 
menos a ser tentado, qual é a consequência penal para Ronaldo, aquele que havia sugerido 
a prática desse delito contra o patrimônio?
a) Nenhuma, pois tais atos são relativamente nulos.
b) Ele responderá por participação de menor importância.
c) Ele responderá por tentativa de roubo, nos termos do art. 14 do Código Penal.
d) Nenhuma, pois tais atos são impuníveis.
e) Ele responderá por roubo com aplicação de causa de diminuição de pena por arrependimento 
eficaz, nos termos do art. 15 do Código Penal.
007. 007. (VUNESP/PREFEITURA DE PORTO FERREIRA – SP/PROCURADOR JURÍDICO/2017) Sobre 
o concurso de pessoas, assinale a alternativa correta.
a) Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na 
medida de sua personalidade.
b) Se a participação for de maior importância, a pena pode ser majorada de um sexto a 
um terço.
c) Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a 
pena deste; essa pena será aumentada até o dobro, na hipótese de ter sido previsível o 
resultado mais grave.
d) Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando 
elementares do crime.
e) O ajuste, a determinação, a sedição ou instigação e o auxílio ou cooperação material não 
são puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a ser executado.
008. 008. (VUNESP/PC-CE/INSPETOR DE POLÍCIA CIVIL DE 1ª CLASSE/2015) No que diz respeito 
ao concurso de pessoas, segundo as disposições previstas no Código Penal, é correto 
afirmar que:
a) não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, mesmo quando 
elementares do crime.
b) quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, 
independentemente se quis participar de crime menos grave
c) o ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em contrário, 
não são puníveis, se o crime, apesar de iniciada a execução, não chega a ser consumado.
d) quem, de qualquer modo, concorre para o crime incidenas penas a este cominadas, na 
medida de sua culpabilidade.
e) se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, a pena pode ser 
diminuída de um sexto a um terço
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009. 009. (VUNESP/CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – SP/ANALISTA LEGISLATIVO/
ADVOGADO/2014) CP, art. 30: quando se verifica o concurso de pessoas em matéria penal, 
não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal,
a) salvo nos crimes contra a Administração Pública.
b) salvo no caso de extinção da punibilidade.
c) salvo nos crimes contra a Fé Pública.
d) salvo quando elementares do crime.
e) em hipótese alguma.
010. 010. (VUNESP/DPE-MS/DEFENSOR PÚBLICO/2012) No que tange ao concurso de pessoas 
nos crimes de corrupção ativa e passiva, o Código Penal adotou a teoria:
a) monista.
b) causal.
c) dualista.
d) pluralística
011. 011. (FGV/TJ-RO/OFICIAL DE JUSTIÇA/2015) O Código Penal brasileiro traz diversos crimes 
que podem ser praticados por uma única pessoa, mas também prevê algumas hipóteses em 
que o concurso de pessoas é necessário. Como regra geral, quando duas ou mais pessoas, 
unidas em ações e desígnios, praticam em conjunto um delito, pode-se falar em concurso de 
pessoas. Sobre esse tema, é correto afirmar que o Código Penal adotou, em regra, a Teoria:
a) Pluralista, com exceções;
b) Dualista, sem exceções;
c) Monista, com exceções;
d) Dualista, com exceções;
e) Monista, sem exceções
012. 012. (FGV/PROCEMPA/ANALISTA ADMINISTRATIVO/ADVOGADO/2014) Com relação ao tema 
responsabilidade penal no concurso de pessoas, assinale a afirmativa incorreta.
a) A responsabilidade penal é individual, devendo cada agente responder na medida de sua 
culpabilidade.
b) Ocorrendo desvio subjetivo entre os agentes, quem quis participar de crime menos grave 
responde por este e não pelo crime mais grave praticado pelo outro agente.
c) Sendo a participação de menor importância, a pena pode ser reduzida de 1/6 a 1/3.
d) O Código Penal adotou a Teoria Monista sobre concurso de agentes sem exceção, devendo 
todos os participantes responder pelo mesmo crime.
e) Não há participação dolosa em crime culposo.
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013. 013. (FCC/CNMP/ANALISTA DO CNMP/DIREITO/2015) No concurso de pessoas,
a) se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a 
pena deste, essa pena será aumentada de 1/3 a 2/3, na hipótese de ter sido previsível o 
resultado mais grave.
b) quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na 
medida de sua periculosidade.
c) não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando 
elementares do crime.
d) o ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em contrário, 
não são puníveis, se o crime não chega a ser consumado.
e) se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída até metade.
014. 014. (FCC/DPE-CE/DEFENSOR PÚBLICO DE ENTRÂNCIA INICIAL/2014) No concurso de pessoas,
a) há autoria colateral quando os concorrentes se comportam para o mesmo fim, conhecendo 
a conduta alheia.
b) a infração penal não precisa ser igual, objetiva e subjetivamente, para todos os concorrentes.
c) é necessário que cada concorrente tenha consciência de contribuir para a atividade 
delituosa de outrem, dispensada a prévia combinação entre eles.
d) os concorrentes devem necessariamente realizar o fato típico.
e) dispensável a adesão subjetiva à vontade do outro.
015. 015. (FCC/TJ-CE/JUIZ SUBSTITUTO/2014) Em tema de concurso de pessoas, é possível 
afirmar que:
a) o concorrente, na chamada cooperação dolosamente diversa, responderá pelo crime 
menos grave que quis participar, mas sempre com aumento da pena.
b) indispensável a adesão subjetiva à vontade do outro, embora desnecessária a prévia 
combinação.
c) o ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio nunca são puníveis, se o crime não 
chega, pelo menos, a ser tentado.
d) não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, ainda que 
elementares do crime.
e) a participação de menor importância constitui causa geral de diminuição da pena, 
incidindo na segunda etapa do cálculo.
016. 016. (FCC/METRÔ-SP/ADVOGADO/2014) Júnior Joaus, Joseh e Pedrus acertaram, mediante 
prévio ajuste, a prática de um crime de furto qualificado em residência. Pedrus escolheu a 
residência e emprestou seu veículo para o transporte dos objetos furtados. Joaus arrombou 
a porta da residência indicada por Pedrus e entrou. Joseh entrou em seguida. Joaus e Joseh 
recolheram todos os objetos de valor, colocaram no veículo e fugiram do local. Nesse caso,
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a) Joaus, Joseh e Pedrus foram coautores.
b) Joaus foi autor, Joseh partícipe e Pedrus autor mediato.
c) Joaus e Joseh foram partícipes e Pedrus foi autor imediato.
d) Joaus, Joseh e Pedrus foram autores.
e) Joaus e Joseh foram coautores e Pedrus partícipe.
017. 017. (FCC/TRT 1ª REGIÃO (RJ)/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2013) Quanto aos demais 
agentes do crime, o parentesco entre o autor e a vítima:
a) comunica-se, desde que elementar ao tipo.
b) comunica-se sempre, desde que por aqueles conhecido.
c) comunica-se para agravamento genérico da pena concreta.
d) comunica-se para atenuação genérica da pena concreta.
e) não se comunica em qualquer hipótese.
018. 018. (FCC/DPE-AM/DEFENSOR PÚBLICO/2013) Se alguém instiga outrem a surrar inimigo 
comum, mas o instigado se excede e mata a vítima, é correto afirmar que:
a) a conduta do partícipe é atípica.
b) o partícipe poderá responder por lesão corporal, sem qualquer aumento de pena, se não 
podia prever o resultado morte.
c) o partícipe poderá responder por homicídio doloso, mas fará jus, necessariamente, ao 
reconhecimento da participação de menor importância.
d) o partícipe poderá responder por lesão corporal, com a pena aumentada até um terço, 
se previsível o resultado letal.
e) o partícipe não poderá responder por homicídio doloso, mesmo que tenha assumido o 
risco do resultado morte.
019. 019. (FCC/TRE-CE/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2012) José, João e Mario praticam 
um determinado delito. Contudo, José, um dos concorrentes, queria participar de delito 
menos grave daquele cometido pelos agentes. Neste caso, para José, será aplicada a 
pena do crime:
a) menos grave, aumentada de 1/6 a 2/3, independentemente da previsibilidade do resultado 
mais grave.
b) mais grave diminuída de 1/6 a 1/3.
c) mais grave em qualquer hipótese.
d) menos grave, que será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o 
resultado mais grave.
e) menos grave, em qualquer hipótese, sem nenhuma majoração ou redução
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020. 020. (FCC/TRE-PE/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2011) De acordo com o Código 
Penal brasileiro,
a) não há distinção entre autores, coautores e partícipes, que incidem de forma idêntica 
nas penas cominadas ao delito.
b) os autores, coautores e partícipes incidem nas penas cominadas ao delito na medida de 
sua culpabilidade.
c) ao autor principal será obrigatoriamente imposta pena mais alta que a dos coautores e 
partícipes.
d) ao autor principal e aos coautores será obrigatoriamente imposta pena mais alta que a 
dos partícipes.
e) ao autor principal será imposta a pena prevista para o delito, sendo que os coautores e 
os partícipes terão obrigatoriamente a pena reduzida de um sexto a um terço.
021. 021. (FCC/TRT 1ª REGIÃO (RJ)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/SEGURANÇA/2011) João instigou 
José a praticar um crime de roubo. Luiz forneceu-lhe a arma. Pedro forneceu-lhe todas as 
informações sobre a residência da vítima e sobre o horário em que esta ficava sozinha. No 
dia escolhido, José, auxiliado por Paulo, ingressou na residência da vítima. José apontou-
lhe a arma, enquanto Paulo subtraiu-lhe dinheiro e joias. Nesse caso, são considerados 
partícipes APENAS
a) Luiz e Pedro.
b) João, Luiz, Pedro e Paulo.
c) João, Luiz e Pedro.
d) José, Pedro e João.
e) João, José, Luiz e Pedro.
022. 022. (FCC/TRE-RS/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2010) “A”, médico, determina à 
enfermeira que seja ministrado veneno ao paciente, e ela o faz, acreditando tratar-se de 
medicamento, verificando-se a morte da vítima. Nesse caso há
a) cooperação dolosamente distinta.
b) participação sucessiva, em relação à enfermeira.
c) concurso de agentes.
d) autoria imediata, em relação ao médico.
e) autoria mediata, em relação ao médico.
023. 023. (FCC/DPE-CE/DEFENSOR PÚBLICO DE ENTRÂNCIA INICIAL/2014) No concurso de pessoas,
a) há autoria colateral quando os concorrentes se comportam para o mesmo fim, conhecendo 
a conduta alheia.
b) a infração penal não precisa ser igual, objetiva e subjetivamente, para todos os concorrentes.
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c) é necessário que cada concorrente tenha consciência de contribuir para a atividade 
delituosa de outrem, dispensada a prévia combinação entre eles.
d) os concorrentes devem necessariamente realizar o fato típico.
e) dispensável a adesão subjetiva à vontade do outro.
024. 024. (Q3127582/AVANÇA SP/PREFEITURA DE ÁGUAS DE LINDOIA/PROCURADOR JURÍDICO/2024) 
Assinale a alternativa que não representa um requisito necessário para a configuração do 
concurso de pessoas.
a) Pluralidade de Agentes.
b) Relevância causal da colaboração.
c) Vínculo ou liame objetivo.
d) Identidade (unidade) de infração penal.
e) Existência de fato punível.
025. 025. (Q3646151/COSEAC/SEAP RJ/INSPETOR DE POLÍCIA PENAL PÓS-EDITAL/2025/4º 
SIMULADO) Sobre o tema concurso de pessoas, marque a alternativa incorreta.
a) O fato de o roubo ter sido praticado junto com agente inimputável não afasta a causa 
de aumento referente ao concurso de pessoas.
b) O crime de associação criminosa do art. 288 do CP é de concurso necessário de agentes.
c) A relevância causal das condutas é um requisito para o concurso de pessoas.
d) O pactum sceleris, ou combinação prévia, é obrigatório para que um agente participe 
de um concurso de agentes.
e) É exigido o liame subjetivo entre os agentes.
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GABARITOGABARITO
1. d
2. c
3. c
4. d
5. c
6. d
7. d
8. d
9. d
10. d
11. c
12. d
13. c
14. c
15. b
16. e
17. a
18. b
19. d
20. b
21. c
22. e
23. c
24. c
25. d
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (CESPE/CEBRASPE/MPE-TO/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/2022) Autor é aquele 
que realiza ação típica ou alguns de seus elementos previstos na lei penal. A contribuição 
causal deve estar subsumida ao conteúdo descritivo do tipo. A autoria é determinada 
pelo momento de execução de uma ação típica, enquanto as formas de participação são 
entendidas como causas de extensão da punibilidade.
Considerando-se as teorias aplicáveis ao concurso de pessoas, é correto afirmar que o 
texto precedente trata do conceito
a) subjetivo de autor.
b) residual ou extensivo de autor.
c) finalista ou objetivo-subjetivo de autor.
d) restritivo ou objetivo-formal de autor.
e) unitário ou monista de autor.
A questão retrata o conceito de autor a partir da teoria Objetivo-formal. Conforme 
estudamos, autor é aquele realiza a ação nuclear prevista no tipo penal e partícipe é quem 
concorre de forma moral ou material para o crime.
Aprofundando as teorias:
• Teoria subjetiva ou unitária (subjetivo-causal): Não impõe diferença entre autor e 
partícipe. Dessa forma, autor será aquele que contribui para a produção do resultado 
de alguma forma.
• Teoria extensiva: Não impõe diferença entre autor e partícipe, mas define graus de 
autoria, de acordo com a relevância de contribuição para o resultado.
• Teoria objetiva ou dualista: Faz clara distinção entre autor e partícipe. Pode ser:
− Objetivo-formal: Autor é aquele que pratica o núcleo do tipo penal e partícipe é 
aquele que concorre de qualquer forma para o delito.
− Objetivo-material: Autor não é aquele que necessariamente pratica a ação nuclear, 
mas que objetivamente contribui para a ocorrência do resultado. Já o partícipe, 
é aquele que contribui de forma menos relevante para a produção do resultado, 
ainda que pratique conduta integrante do núcleo do tipo.
Letra d.
002. 002. (NC-UFPR/PC-PR/INVESTIGADOR DE POLÍCIA/ PAPILOSCOPISTA/2021) Sobre o concurso 
de pessoas, assinale a alternativa INCORRETA.
a) As circunstâncias ligadas ao sujeito não se estendem aos demais autores, salvo quando 
forem elementos constitutivos do crime.
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b) Se um dos agentes quis cometer um crime menos grave que o praticado pelos demais, 
ficará sujeito à pena do crime menos grave.
c) É possível que a participação seja considerada de menor importância, mas isso não 
permite modificar a pena aplicável ao agente responsável por ela.
d) Todos que concorrem para a ocorrência do crime ficam sujeitos às penas a este cominadas, 
cada um na medida de sua culpabilidade.
e) O ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em contrário, 
não são puníveis se o crime não chega, pelo menos, a ser tentado.
a) Certa. Art. 30 do CP.
b) Certa. É a previsão do art. 29, § 2º, do CP.
c) Errada. Na participação de menor importância, a pena

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