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DIREITO PENAL Concurso de Pessoas Livro Eletrônico Presidente: Gabriel Granjeiro Vice-Presidente: Rodrigo Calado Diretor Pedagógico: Erico Teixeira Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às penalidades previstas civil e criminalmente. CÓDIGO: 250513559763 DOUGLAS VARGAS Agente da Polícia Civil do Distrito Federal, aprovado em 6º lugar no concurso realizado em 2013. Aprovado em vários concursos, como Polícia Federal (Escrivão), PCDF (Escrivão e Agente), PRF (Agente), Ministério da Integração, Ministério da Justiça, BRB e PMDF (Soldado – 2012 e Oficial – 2017). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br 3 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas SUMÁRIO Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 Concurso de Pessoas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 Coautores e Partícipes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 Requisitos do Concurso de Pessoas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 Pluralidade de Agentes e Condutas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 Relevância Causal e Jurídica das Condutas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 Vínculo Subjetivo Entre os Agentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 Identidade de Infração Penal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 Teorias Sobre o Concurso de Pessoas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 Autoria Colateral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 Autoria, Coautoria e Participação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 Autor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 O “Problema do Partícipe” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 Teoria do Domínio do Fato . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 Outras Classificações de Autoria . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 Comunicabilidade de Circunstâncias Pessoais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 Impunibilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22 Concurso de Pessoas em Crimes Culposos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23 Concurso de Pessoas em Crimes Omissivos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23 resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24 Questões de Concurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27 Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35 Gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 4 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas aPreSentaÇÃoaPreSentaÇÃo Olá, querido(a) aluno(a)! Na aula de hoje iremos estudar especificamente e detalhadamente o tema concurso de pessoas. Ao final, como de praxe, faremos uma lista de exercícios completa e atualizada sobre os temas apresentados, a fim de fixarmos os temas estudados e alcançarmos níveis mais aprofundados de conhecimento. Bons estudos. Prof. Douglas Vargas O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 5 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas CONCURSO DE PESSOASCONCURSO DE PESSOAS introDUÇÃointroDUÇÃo Enquanto o concurso de crimes trata da execução de mais de um delito pelo mesmo agente, o concurso de pessoas trata da execução de um crime por mais de um agente. Primeiramente, vamos ver o que diz o Código Penal: tÍtUlo iVtÍtUlo iV DO CONCURSO DE PESSOAS CP Art. 29. Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade. O conteúdo do art. 29 é básico, no entanto já nos permite fazer uma pergunta relevante: o concurso de pessoas é sempre opcional?o concurso de pessoas é sempre opcional? Via de regra, os tipos penais necessitam apenas de um indivíduo para a sua prática. Eventualmente, quando tais delitos são praticados por mais de um indivíduo, dizemos que ocorreu o chamado concurso eventual — que nada mais é do que um concurso de pessoas realizado de forma opcional. Excepcionalmente, entretanto, o Código Penal e outras leis especiais apresentam figuras típicas que exigem a pluralidade de agentes para sua configuração. São os chamados delitos de concurso necessário. Concurso Eventual O tipo penal não exige a pluralidade de agentes. Exemplo: Homicídio (O delito pode ou não ser prat icado em concurso de pessoas) Concurso Necessário O tipo penal EXIGE a pluralidade de agentes. Exemplo: Associação criminosa / Bigamia O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 6 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas CoaUtoreS e PartÍCiPeSCoaUtoreS e PartÍCiPeS Outro ponto sobre o qual o Código Penal não trata de forma explícita versa sobre a classificação dos indivíduos que concorrem para a realização de uma infração penal. Estamos falando, é claro, da divisão em autoria / coautoria e participação: • É o indivíduo que pratica o núcleo do t ipo penal (a conduta principal). • Executa a conduta típica! Autor / Coautor • Realiza uma conduta acessória, auxiliar. • Induz, inst iga ou auxiliapode ser diminuída de um sexto a um terço (art. 29, § 1º, do CP). d) Certa. É a previsão do art. 29, caput, do CP. e) Certa. É a previsão do art. 31, caput, do CP. Letra c. 003. 003. (CESPE/TJ-PA/AUXILIAR JUDICIÁRIO/2020) Em regra, consideram-se autores de um delito aqueles que praticam diretamente os atos de execução, e partícipes aqueles que atuam induzindo, instigando ou auxiliando a ação dos autores principais. No entanto, é possível que um agente, ainda que não participe diretamente da execução da ação criminosa, possa ter o controle de toda a situação, determinando a conduta de seus subordinados. Nessa hipótese, ainda que não seja executor do crime, o agente mandante poderá ser responsabilizado criminalmente. Essa possibilidade de responsabilizar o mandante pelo crime decorre da teoria a) da acessoriedade limitada. b) do favorecimento. c) do domínio do fato. d) pluralística da ação. e) da causação. Conforme estudamos, por força da teoria do domínio do fato, uma participação importante (como a de quem dá ordens para a realização de condutas criminosas) poderá ser considerada como autoria, e não como participação, mesmo que o autor não pratique o núcleo do tipo penal. Letra c. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 38 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas 004. 004. (INSTITUTO AOCP/PC-ES/PERITO OFICIAL CRIMINAL/ÁREA 8/2019) Considerando as disposições do Código Penal em relação ao concurso de pessoas, assinale a alternativa INCORRETA. a) Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade. b) Se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída de um sexto a um terço. c) Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste; essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. d) Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, ainda que elementares do crime. e) O ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em contrário, não são puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a ser tentado. Questão excelente para mostrar um padrão recorrente da AOCP (a excessiva cobrança do texto legal), bem como para demonstrar a importância da atenção ao enunciado (note que o examinador pediu que você assinalasse a assertiva incorreta. a) Certa. Literalidade do art. 29 do Código Penal. b) Certa. Literalidade do §1º do art. 29, CPB. c) Certa. Literalidade do §2º do art. 29, CPB. d) Errada. Salvo quando elementares do crime, nos termos do art. 30 do CPB. e) Certa. Literalidade do art. 31 do CPB. Letra d. 005. 005. (INSTITUTO AOCP/PC-ES/ESCRIVÃO DE POLÍCIA/2019) Em relação ao concurso de agentes estabelecido no Código Penal, é correto afirmar que: a) todos respondem igualmente para o delito, independente da conduta realizada. b) as circunstâncias de caráter pessoal, como a menor idade, serão comunicadas a todos os integrantes da atividade delitiva. c) se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída de um sexto a um terço. d) não há distinção entre partícipe e coautoria. e) o coautor que primeiro confessar o delito está isento de pena, independente do delito praticado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 39 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas a) Errada. Cada um responde na medida de sua culpabilidade, nos termos do art. 29 do CPB. b) Errada. Em regra, não se comunicam, salvo se elementares do delito (art. 30 CPB). c) Certa. Literalidade do art. 29, §1º. d) Errada. Há distinção, na figura da conduta praticada (conduta principal ou conduta acessória). e) Errada. Não há isenção de pena, e a possibilidade de redução depende do delito praticado. Letra c. 006. 006. (INSTITUTO AOCP/TRT 1ª REGIÃO (RJ)/TÉCNICO JUDICIÁRIO – SEGURANÇA/2018) Três indivíduos que são amigos reúnem-se para fazer uso de narcóticos. Porém, em dado momento, os entorpecentes acabam e eles não têm mais dinheiro para reabastecer o vício. Um deles, chamado Ronaldo, propõe que se dirijam a um ponto de ônibus para roubar algum transeunte que lá esteja aguardando a chegada do veículo de lotação. Contudo, ao se aproximarem do referido ponto de ônibus, uma viatura policial passa por eles, inibindo- lhes a vontade de praticar o delito. Se o crime de roubo planejado pelo trio não chegou pelo menos a ser tentado, qual é a consequência penal para Ronaldo, aquele que havia sugerido a prática desse delito contra o patrimônio? a) Nenhuma, pois tais atos são relativamente nulos. b) Ele responderá por participação de menor importância. c) Ele responderá por tentativa de roubo, nos termos do art. 14 do Código Penal. d) Nenhuma, pois tais atos são impuníveis. e) Ele responderá por roubo com aplicação de causa de diminuição de pena por arrependimento eficaz, nos termos do art. 15 do Código Penal. Questão muito boa, baseada na literalidade do art. 31 do CPB. O delito deve deixar a esfera da cogitação e do planejamento, via de regra, para que seja possível a responsabilização penal (devem os autores ingressarem na esfera da execução, ensejando, conforme a norma legal, que o crime seja considerado ao menos “tentado”). Outra coisa importante é perceber que não há falar em responsabilização pelo delito de associação criminosa pois a reunião dos três indivíduos era para a prática de um único crime, e não de múltiplos crimes. Letra d. 007. 007. (VUNESP/PREFEITURA DE PORTO FERREIRA – SP/PROCURADOR JURÍDICO/2017) Sobre o concurso de pessoas, assinale a alternativa correta. a) Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua personalidade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 40 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas b) Se a participação for de maior importância, a pena pode ser majorada de um sexto a um terço. c) Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste; essa pena será aumentada até o dobro, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. d) Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando elementares do crime. e) O ajuste, a determinação, a sedição ou instigação e o auxílio ou cooperação material não são puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a ser executado. O assunto de concurso de crimes e de pessoas é bastante rico em doutrina e jurisprudência. Apesar disso, é muito comum que o examinador se atenha apenas à literalidade do Código Penal (motivo pelo qual eu chego a ser chato recomendando a leitura da lei seca de forma complementar aos estudos de nossas aulas). Foi exatamente o que aconteceu aqui. O examinador fez mudanças em algumas palavras dos artigos sobre o concurso de pessoas, de modo que apenas a leitura da lei é suficiente para acertar a questão. Como você já sabe, as circunstâncias elementares e condições de caráter pessoal não se comunicam, salvo quando elementares do crime (Art. 30, CP). Letra d. 008. 008. (VUNESP/PC-CE/INSPETOR DE POLÍCIA CIVIL DE 1ª CLASSE/2015) No que dizrespeito ao concurso de pessoas, segundo as disposições previstas no Código Penal, é correto afirmar que: a) não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, mesmo quando elementares do crime. b) quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, independentemente se quis participar de crime menos grave c) o ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em contrário, não são puníveis, se o crime, apesar de iniciada a execução, não chega a ser consumado. d) quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade. e) se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, a pena pode ser diminuída de um sexto a um terço a) Errada. Se as circunstâncias de caráter pessoal forem elementares do crime, irão se comunicar aos partícipes e coautores! O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 41 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas b) Errada. Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade. (Art. 29 CP). c) Errada. Não são puníveis se o crime não chega ao menos a ser tentado (Art. 31 CP). d) Certa. É o que rege o art. 29 do CP. e) Errada. Se o indivíduo quis participar de um crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste; essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. (Art. 29, § 2º). Letra d. 009. 009. (VUNESP/CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – SP/ANALISTA LEGISLATIVO/ ADVOGADO/2014) CP, art. 30: quando se verifica o concurso de pessoas em matéria penal, não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, a) salvo nos crimes contra a Administração Pública. b) salvo no caso de extinção da punibilidade. c) salvo nos crimes contra a Fé Pública. d) salvo quando elementares do crime. e) em hipótese alguma. Questão muito fácil. Basta se lembrar do Art. 30 CP. É claro que as circunstâncias e condições de caráter pessoal não se comunicam, salvo quando elementares do crime. Letra d. 010. 010. (VUNESP/DPE-MS/DEFENSOR PÚBLICO/2012) No que tange ao concurso de pessoas nos crimes de corrupção ativa e passiva, o Código Penal adotou a teoria: a) monista. b) causal. c) dualista. d) pluralística Questão bem tranquila. Conforme estudamos, o concurso de pessoas nos delitos de corrupção ativa e passiva configura uma exceção à teoria monista, na qual cada envolvido responderá por um delito diferente, embora exista apenas um fato delituoso. Nesse caso, temos a aplicação da chamada teoria pluralista ou pluralística. Letra d. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 42 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas 011. 011. (FGV/TJ-RO/OFICIAL DE JUSTIÇA/2015) O Código Penal brasileiro traz diversos crimes que podem ser praticados por uma única pessoa, mas também prevê algumas hipóteses em que o concurso de pessoas é necessário. Como regra geral, quando duas ou mais pessoas, unidas em ações e desígnios, praticam em conjunto um delito, pode-se falar em concurso de pessoas. Sobre esse tema, é correto afirmar que o Código Penal adotou, em regra, a Teoria: a) Pluralista, com exceções; b) Dualista, sem exceções; c) Monista, com exceções; d) Dualista, com exceções; e) Monista, sem exceções Conforme estudamos, a regra geral adotada pelo CP é a aplicação da teoria MONISTA. Entretanto, existem exceções em que é aplicada a teoria PLURALISTA no que diz respeito ao concurso de pessoas. Letra c. 012. 012. (FGV/PROCEMPA/ANALISTA ADMINISTRATIVO/ADVOGADO/2014) Com relação ao tema responsabilidade penal no concurso de pessoas, assinale a afirmativa incorreta. a) A responsabilidade penal é individual, devendo cada agente responder na medida de sua culpabilidade. b) Ocorrendo desvio subjetivo entre os agentes, quem quis participar de crime menos grave responde por este e não pelo crime mais grave praticado pelo outro agente. c) Sendo a participação de menor importância, a pena pode ser reduzida de 1/6 a 1/3. d) O Código Penal adotou a Teoria Monista sobre concurso de agentes sem exceção, devendo todos os participantes responder pelo mesmo crime. e) Não há participação dolosa em crime culposo. Cuidado! Note que o examinador pediu para você assinalar a afirmativa incorreta. Diante do que estudamos na aula de hoje, sabemos que a teoria monista é a regra adotada pelo código penal. Entretanto, existem exceções onde é aplicada a teoria pluralista, motivo pelo qual a assertiva D está incorreta. Letra d. 013. 013. (FCC/CNMP/ANALISTA DO CNMP/DIREITO/2015) No concurso de pessoas, a) se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste, essa pena será aumentada de 1/3 a 2/3, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. 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Se for previsível o resultado mais grave, a pena deve ser aumentada até a metade. b) Errada. Na medida de sua culpabilidade, e não de sua periculosidade, conforme afirma a questão. c) Certa! Art. 30, CP. d) Errada. Se o crime não chega a ser tentado. e) Errada. A pena pode ser reduzida de 1/6 a 1/3. Letra c. 014. 014. (FCC/DPE-CE/DEFENSOR PÚBLICO DE ENTRÂNCIA INICIAL/2014) No concurso de pessoas, a) há autoria colateral quando os concorrentes se comportam para o mesmo fim, conhecendo a conduta alheia. b) a infração penal não precisa ser igual, objetiva e subjetivamente, para todos os concorrentes. c) é necessário que cada concorrente tenha consciência de contribuir para a atividade delituosa de outrem, dispensada a prévia combinação entre eles. d) os concorrentes devem necessariamente realizar o fato típico. e) dispensável a adesão subjetiva à vontade do outro. Conforme estudamos, para que ocorra a configuração do concurso de pessoas, é necessário que os autores tenham a vontade de contribuir para o resultado da atividade delituosa, mas a prévia combinação entre os autores é perfeitamente dispensável. Letra c. 015. 015. (FCC/TJ-CE/JUIZ SUBSTITUTO/2014) Em tema de concurso de pessoas, é possível afirmar que: a) o concorrente, na chamada cooperação dolosamente diversa, responderá pelo crime menos grave que quis participar, mas sempre com aumento da pena. 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A adesão subjetiva à vontade do outro (vontade de contribuir para o fato delitivo) é indispensável, mas é desnecessária a prévia combinação! Letra b. 016. 016. (FCC/METRÔ-SP/ADVOGADO/2014) Júnior Joaus, Joseh e Pedrus acertaram, mediante prévio ajuste, a prática de um crime de furto qualificado em residência. Pedrus escolheu a residência e emprestou seu veículo para o transporte dos objetos furtados. Joaus arrombou a porta da residência indicada por Pedrus e entrou. Joseh entrou em seguida. Joaus e Joseh recolheram todos os objetos de valor, colocaram no veículo e fugiram do local. Nesse caso, a) Joaus, Joseh e Pedrus foram coautores. b) Joaus foi autor, Joseh partícipe e Pedrus autor mediato. c) Joaus e Joseh foram partícipes e Pedrus foi autor imediato. d) Joaus, Joseh e Pedrus foram autores. e) Joaus e Joseh foram coautores e Pedrus partícipe. Ao recolherem os objetos de valor, Joaus e Joseh praticaram o núcleo do tipo penal (subtrair), de modo que devem ser considerados coautores da infração penal. Já Pedrus teve participação acessória: não executou o núcleo do tipo penal de furto, mas forneceu auxílio aos demais, ao escolher a residência e emprestar seu veículo para o transporte dos objetos furtados. Dessa forma, deve ser considerado partícipe. Letra e. 017. 017. (FCC/TRT 1ª REGIÃO (RJ)/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2013) Quanto aos demais agentes do crime, o parentesco entre o autor e a vítima: a) comunica-se, desde que elementar ao tipo. b) comunica-se sempre, desde que por aqueles conhecido. 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(FCC/DPE-AM/DEFENSOR PÚBLICO/2013) Se alguém instiga outrem a surrar inimigo comum, mas o instigado se excede e mata a vítima, é correto afirmar que: a) a conduta do partícipe é atípica. b) o partícipe poderá responder por lesão corporal, sem qualquer aumento de pena, se não podia prever o resultado morte. c) o partícipe poderá responder por homicídio doloso, mas fará jus, necessariamente, ao reconhecimento da participação de menor importância. d) o partícipe poderá responder por lesão corporal, com a pena aumentada até um terço, se previsível o resultado letal. e) o partícipe não poderá responder por homicídio doloso, mesmo que tenha assumido o risco do resultado morte. Nessa questão, temos um caso de partícipe que queria praticar um delito menos grave do que o realizado pelo autor. Nessa situação, ele deverá responder pelo delito menos grave que queria causar (lesões corporais). Caso o resultado mais grave seja previsível, a pena é aumentada da metade, e não de 1/3, motivo pelo qual a assertiva D está errada. Já a afirmação da assertiva B está correta: Se o resultado mais grave (a morte) não era previsível, deve o partícipe responder pelo delito menos grave (lesões corporais) sem qualquer aumento de pena! Letra b. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 46 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas 019. 019. (FCC/TRE-CE/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2012) José, João e Mario praticam um determinado delito. Contudo, José, um dos concorrentes, queria participar de delito menos grave daquele cometido pelos agentes. Neste caso, para José, será aplicada a pena do crime: a) menos grave, aumentada de 1/6 a 2/3, independentemente da previsibilidade do resultado mais grave. b) mais grave diminuída de 1/6 a 1/3. c) mais grave em qualquer hipótese. d) menos grave, que será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. e) menos grave, em qualquer hipótese, sem nenhuma majoração ou redução Mais uma vez o assunto é o art. 29, § 2º do CP, sobre o indivíduo que quis praticar de delito menos grave. Conforme estudamos, nesse caso o concorrente que queria participar de delito menos gravo deve receber a pena menos grave, que será aumentada até a metade, na hipótese de o resultado mais grave ser previsível. Letra d. 020. 020. (FCC/TRE-PE/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2011) De acordo com o Código Penal brasileiro, a) não há distinção entre autores, coautores e partícipes, que incidem de forma idêntica nas penas cominadas ao delito. b) os autores, coautores e partícipes incidem nas penas cominadas ao delito na medida de sua culpabilidade. c) ao autor principal será obrigatoriamente imposta pena mais alta que a dos coautores e partícipes. d) ao autor principal e aos coautores será obrigatoriamente imposta pena mais alta que a dos partícipes. e) ao autor principal será imposta a pena prevista para o delito, sendo que os coautores e os partícipes terão obrigatoriamente a pena reduzida de um sexto a um terço. Questão simples. É claro que autores, coautores e partícipes incidem nas penas cominadas ao delito na medida de sua culpabilidade. Simples assim! Letra b. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 47 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas 021. 021. (FCC/TRT 1ª REGIÃO (RJ)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/SEGURANÇA/2011) João instigou José a praticar um crime de roubo. Luiz forneceu-lhe a arma. Pedro forneceu-lhe todas as informações sobre a residência da vítima e sobre o horário em que esta ficava sozinha. No dia escolhido, José, auxiliado por Paulo, ingressou na residência da vítima. José apontou- lhe a arma, enquanto Paulo subtraiu-lhe dinheiro e joias. Nesse caso, são considerados partícipes APENAS a) Luiz e Pedro. b) João, Luiz, Pedro e Paulo. c) João, Luiz e Pedro. d) José, Pedro e João. e) João, José, Luiz e Pedro. João instigou José a praticar o delito de roubo. Sua conduta foi acessória, de forma que deverá ser considerado como partícipe da infração penal. Luiz forneceu a arma. Sua conduta foi de auxiliar materialmente na prática do delito. Também praticou conduta acessória, pois não executou o núcleo do tipo penal de roubo, sendo, portanto, partícipe. Pedro forneceu informações sobrea residência e horários. Sua conduta também foi acessória, portanto, deve ser tido como partícipe. Paulo, por sua vez, praticou o núcleo do tipo penal de roubo, subtraindo dinheiro e joias com sua conduta. Não é partícipe, e sim coautor. O examinador tentou te induzir em erro ao dizer que Paulo auxiliou José em sua conduta delituosa. Por isso, muito cuidado: É sempre necessário analisar qual o tipo de auxílio que foi prestado. Se a conduta envolver a prática de um verbo descrito no tipo penal, estamos diante de uma conduta principal, e não acessória, mesmo que o examinador utilize o termo auxiliar para causar confusão. Letra c. 022. 022. (FCC/TRE-RS/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2010) “A”, médico, determina à enfermeira que seja ministrado veneno ao paciente, e ela o faz, acreditando tratar-se de medicamento, verificando-se a morte da vítima. Nesse caso há a) cooperação dolosamente distinta. b) participação sucessiva, em relação à enfermeira. c) concurso de agentes. d) autoria imediata, em relação ao médico. e) autoria mediata, em relação ao médico. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 48 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas Na situação acima, o médico utiliza de terceiro para realizar seu intento. A enfermeira não sabe estar ministrando veneno (acredita estar medicando a vítima). Dessa forma, temos a chamada autoria MEDIATA praticada pelo médico, que utilizou de terceira pessoa para praticar a conduta almejada por ele. Letra e. 023. 023. (FCC/DPE-CE/DEFENSOR PÚBLICO DE ENTRÂNCIA INICIAL/2014) No concurso de pessoas, a) há autoria colateral quando os concorrentes se comportam para o mesmo fim, conhecendo a conduta alheia. b) a infração penal não precisa ser igual, objetiva e subjetivamente, para todos os concorrentes. c) é necessário que cada concorrente tenha consciência de contribuir para a atividade delituosa de outrem, dispensada a prévia combinação entre eles. d) os concorrentes devem necessariamente realizar o fato típico. e) dispensável a adesão subjetiva à vontade do outro. De fato, no concurso de pessoas, é necessário o liame subjetivo, a consciência de cada concorrente manifestada para contribuir para a atividade delituosa de um terceiro. Entretanto, conforme estudamos, não é necessário acerto prévio — motivo pelo qual a assertiva C está correta. Letra c. 024. 024. (Q3127582/AVANÇA SP/PREFEITURA DE ÁGUAS DE LINDOIA/PROCURADOR JURÍDICO/2024) Assinale a alternativa que não representa um requisito necessário para a configuração do concurso de pessoas. a) Pluralidade de Agentes. b) Relevância causal da colaboração. c) Vínculo ou liame objetivo. d) Identidade (unidade) de infração penal. e) Existência de fato punível. Todos os itens são requisitos do concurso de pessoas, exceto a assertiva C — pois o liame é SUBJETIVO, e não OBJETIVO. Letra c. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 49 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas 025. 025. (Q3646151/COSEAC/SEAP RJ/INSPETOR DE POLÍCIA PENAL PÓS-EDITAL/2025/4º SIMULADO) Sobre o tema concurso de pessoas, marque a alternativa incorreta. a) O fato de o roubo ter sido praticado junto com agente inimputável não afasta a causa de aumento referente ao concurso de pessoas. b) O crime de associação criminosa do art. 288 do CP é de concurso necessário de agentes. c) A relevância causal das condutas é um requisito para o concurso de pessoas. d) O pactum sceleris, ou combinação prévia, é obrigatório para que um agente participe de um concurso de agentes. e) É exigido o liame subjetivo entre os agentes. Conforme estudamos, o ajuste prévio não é requisito para o concurso de pessoas. Assim sendo, está incorreta a assertiva “D” (note que o enunciado solicita a incorreta). Letra d. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br Abra caminhos crie futuros gran.com.br O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. Sumário Apresentação Concurso de Pessoas Introdução Coautores e Partícipes Requisitos do Concurso de Pessoas Pluralidade de Agentes e Condutas Relevância Causal e Jurídica das Condutas Vínculo Subjetivo Entre os Agentes Identidade de Infração Penal Teorias Sobre o Concurso de Pessoas Autoria Colateral Autoria, Coautoria e Participação Autor O “Problema do Partícipe” Teoria do Domínio do Fato Outras Classificações de Autoria Comunicabilidade de Circunstâncias Pessoais Impunibilidade Concurso de Pessoas em Crimes Culposos Concurso de Pessoas em Crimes Omissivos Resumo Questões de Concurso Gabarito Gabarito Comentadoo autor. Partícipe Dependendo da situação, portanto, o indivíduo poderá ser considerado autor, coautor, ou participe da conduta criminosa. Certo. Já sabemos que o concurso de pessoas está dividido em eventual e necessário, e que aqueles que concorrem para a execução de um delito podem ser classificados, em regra, como autores, coautores e partícipes. Vamos seguir adiante. reQUiSitoS Do ConCUrSo De PeSSoaSreQUiSitoS Do ConCUrSo De PeSSoaS Para a configuração do concurso de pessoas não basta simplesmente que dois autores concorram para a execução de um crime. Existem alguns requisitos que precisam ser observados — e você vai conhecê-los agora. Pluralidade de Agentes e Condutas • O primeiro requisito é óbvio: devem existir duas ou mais pessoas concorrendo para o crime. • Observação importante: é perfeitamente possível que um menor de 18 anos concorra para a prática de crime em conjunto com um imputável. O menor será responsabilizado pelo ato infracional praticado, e o adulto, pelo crime, considerando o concurso de pessoas regularmente. Relevância de cada uma das condutas • Para que ocorra o concurso de pessoas, deve haver relevância causal e jurídica da conduta de cada um dos agentes. • Se a conduta de determinado autor ou partícipe não influir na causa da infração penal, será considerada um irrelevante penal. Vínculo Subjetivo entre os Agentes • Os indivíduo envolvidos devem possuir a vontade de agir em conjunto. • Deve existir a chamada unidade de desígnios entre os agentes delit ivos. Do contrário, existirá a chamada autoria colateral. Identidade de Infração Penal • Os indivíduos devem responder, em regra, pelo mesmo crime. • Aplica-se a chamada teoria monista ou monística. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 7 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas Pluralidade de Agentes e Condutas • O primeiro requisito é óbvio: devem existir duas ou mais pessoas concorrendo para o crime. • Observação importante: é perfeitamente possível que um menor de 18 anos concorra para a prática de crime em conjunto com um imputável. O menor será responsabilizado pelo ato infracional praticado, e o adulto, pelo crime, considerando o concurso de pessoas regularmente. Relevância de cada uma das condutas • Para que ocorra o concurso de pessoas, deve haver relevância causal e jurídica da conduta de cada um dos agentes. • Se a conduta de determinado autor ou partícipe não influir na causa da infração penal, será considerada um irrelevante penal. Vínculo Subjetivo entre os Agentes • Os indivíduo envolvidos devem possuir a vontade de agir em conjunto. • Deve existir a chamada unidade de desígnios entre os agentes delit ivos. Do contrário, existirá a chamada autoria colateral. Identidade de Infração Penal • Os indivíduos devem responder, em regra, pelo mesmo crime. • Aplica-se a chamada teoria monista ou monística. PlUraliDaDe De aGenteS e ConDUtaSPlUraliDaDe De aGenteS e ConDUtaS O primeiro tópico, como já falamos, é simples: deve haver mais de um agente praticando cada um uma conduta relevante para a prática da infração penal. A observação sobre o inimputável é muito importante pois é recorrente em provas. Muitas vezes, um menor de idade vai agir em concurso com um maior de idade. Nesses casos, acontece o seguinte: Lyanna, menor de idade, age em concurso de pessoas com seu tio, Jorah, na pratica de um roubo. Jorah responderá pelo art . 157 (roubo) na modalidade majorada (pelo concurso de agentes), mesmo que Lyanna não seja capaz de prat icar crimes — apenas atos infracionais. releVÂnCia CaUSal e JUrÍDiCa DaS ConDUtaSreleVÂnCia CaUSal e JUrÍDiCa DaS ConDUtaS O segundo requisito, relevância causal e jurídica da conduta, também é muito querido pelos examinadores. Questões nas quais um dos partícipes executa uma conduta considerada irrelevante para a realização do delito são muito comuns e você deve ficar bastante atento a essa informação: se a conduta do indivíduo for um irrelevante penal, não existirá concurso de pessoas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 8 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas Por exemplo: John decide matar seu desafeto, Iosef. Para isso, pega emprestado um revolver cal. 38 com seu amigo, Aurélio. No dia da execução do delito, no entanto, John muda de ideia e decide matar Iosef por envenenamento, não utilizando a arma de fogo que estava em seu poder. Note que, no caso acima, a conduta de Aurélio em nada influiu na prática do delito. Emprestando ou não a arma para John, o homicídio teria sido praticado. Houve a quebra da relevância causal de sua conduta, de modo que não se pode mais falar em concurso de pessoas! VÍnCUlo SUBJetiVo entre oS aGenteSVÍnCUlo SUBJetiVo entre oS aGenteS O vínculo subjetivo entre os agentes, também chamado de liame subjetivo, nada mais é do que a vontade de agir em conjunto na prática do delito. Este vínculo não se confunde com a chamada “prévia combinação – pactum sceleris”. Não há a necessidade de que os agentes tenham combinado previamente para que exista o concurso de pessoas. Por exemplo: Tyler ouve dizer que alguém irá furtar sabão da fábrica onde trabalha durante o período noturno. Para contribuir com a conduta do outro indivíduo (que sequer conhece), deixa todas as janelas e portas da empresa destrancadas ao final do expediente. Na situação acima, a conduta de Tyler irá contribuir para o delito de furto a ser praticado por um terceiro. Embora não tenha existido prévia combinação, Tyler quis atuar para auxiliar O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 9 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas o infrator, de modo que ficou configurada sua vontade de aderir à prática criminosa (a chamada convergência de vontade). iDentiDaDe De inFraÇÃo PenaliDentiDaDe De inFraÇÃo Penal O último requisito apresentado é a identidade de infração penal. Todos os indivíduos concorrentes em uma infração penal, em regra, devem responder pelo MESMO crime. Para entender melhor esse requisito precisamos estudar as teorias sobre o concurso de pessoas — que veremos a seguir. teoriaS SoBre o ConCUrSo De PeSSoaSteoriaS SoBre o ConCUrSo De PeSSoaS Existem basicamente três teorias sobre o concurso de agentes: teoria monista, pluralista e dualista. Para fins de concurso público, no entanto, basta que você domine duas delas: A teoria monista e a teoria pluralista. • A aplicação da teoria monista é a regra em nosso ordenamento jurídico. Também é chamada de teoria UNITÁRIA. • Segundo a teoria monista, todos os autores, coautores e partícipes respondem pelo mesmo crime, na medida de sua culpabilidade (Art. 29 CP). • Exemplo: Homicídio (Art. 121 CP) Teoria Monista • Excepcionalmente, no entanto, os agentes prat icam condutas concorrendo para um único fato, porém respondem cada um por um crime. • Exemplo: Corrupção Ativa & Passiva Teoria Pluralista Dessa forma, quando dois indivíduos concorrem para a prática de uma transgressão da lei penal, responderão pelo mesmo crime. Por exemplo: Sansa e sua irmã, Arya, decidem matar seu desafeto, Peter. Sansa compra uma adaga e incentiva sua irmã na prát ica delituosa. De posse daadaga fornecida por sua irmã, Arya executa o plano, esfaqueando e levando Peter à óbito. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 10 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas A situação acima é bastante simples: Ambas as envolvidas (Sansa como partícipe e Arya como Autora) irão responder pelo mesmo crime (Art. 121 CP — Homicídio). Temos, claramente, a aplicação da teoria monista. Embora essa seja a regra geral, excepcionalmente o legislador vai fazer a previsão da conduta de cada agente em um tipo penal diverso. Por exemplo: Tyrion oferece R$ 1.000,00 para Bronn, servidor público, para libertá-lo da prisão, pois Bronn possui prerrogativa funcional para tal. Bronn recebe a vantagem ilícita e liberta Tyrion, infringindo seu dever funcional. Na situação acima, Tyrion irá incidir no art. 333 do Código Penal (Corrupção ATIVA), enquanto Bronn terá praticado o art. 317 (Corrupção PASSIVA). Estamos diante de um único fato, mas de um crime para cada agente delitivo — aplica-se, portanto, a teoria pluralista. aUtoria ColateralaUtoria Colateral Perceber a importância da convergência de vontades é fundamental para que você não confunda o concurso de pessoas com a chamada autoria colateral: Na autoria colateral dois agentes concorrem para um mesmo resultado delituoso — porém um não conhece a vontade do outro. É recorrente o exemplo em provas de concursos no qual dois indivíduos envenenam uma mesma pessoa, sem saber da vontade do outro de matar a vítima. Nesse caso, não teremos um concurso de pessoas, e sim a autoria colateral (cada um responderá pelos atos que praticou de forma desvinculada). No entanto, se estivermos diante de dois indivíduos que quiseram contribuir para um mesmo resultado delitivo e cujas condutas tiveram relevância para causar o resultado criminoso, estaremos diante do concurso de pessoas. A diferença parece sutil, mas não é. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 11 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas Como sempre, vamos comparar dois exemplos para que você entenda melhor: Exemplo A Dois indivíduos desejam matar o mesmo desafeto. Sem saber da vontade um do outro, envenenam a bebida da vít ima, que vem a óbito. Autoria Colateral Exemplo B Dois indivíduos desejam matar o mesmo desafeto, e entram em acordo para lhe fazer uma emboscada. No dia combinado, ambos atacam a vít ima com disparos de arma de fogo, levando-a a óbito. Concurso de Pessoas Veja como agora ficou fácil entender a diferença entre a autoria colateral e o concurso de pessoas: No concurso de pessoas, há a chamada unidade de desígnios. O agente sabe da intenção delituosa do outro e deseja ajudá-lo a perpetrar a conduta — havendo ou não uma combinação prévia entre eles. Já na autoria colateral temos uma mera coincidência. Dois indivíduos, sem saber que há outro indivíduo está tentando cometer um mesmo crime de forma simultânea. aUtoria, CoaUtoria e PartiCiPaÇÃoaUtoria, CoaUtoria e PartiCiPaÇÃo Para finalizar a aula de hoje, precisamos discutir em detalhes os conceitos de autoria, coautoria e participação. aUtoraUtor A concepção majoritariamente adotada para a definição do autor do crime e sua diferenciação para o partícipe vem da chamada teoria objetivo-formal. Segundo tal teoria, temos o seguinte: Autor é aquele que realiza o núcleo do t ipo. J. Daniel no filme "Truque de Mestre" Partícipe é aquele que contribui para o crime sem realizar os elementos do t ipo. Dylan Rhodesno filme "Truque de Mestre" Coautor indivíduo que, em conjunto com o autor, prat ica o núcleo do t ipo. Merritt (Truque de Mestre) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 12 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas Esses conceitos ficam fáceis de entender com um exemplo. Vejamos: Filme Truque de Mestre (2013) Obs.: No filme Now you see me (Truque de Mestre), o personagem Dylan Rhodes (interpretado por Mark Ruffalo) seleciona quatro indivíduos para perpetrar diversas condutas delituosas em seu nome. Enquanto a equipe pratica roubos e outras fraudes de forma direta, Dylan fica apenas na retaguarda, contribuindo para a execução dos delitos sem executar o núcleo dos tipos penais. Na situação acima, todos os envolvidos responderão pelos delitos praticados, no entanto, Daniel e Merritt responderão pela autoria / coautoria (pois executaram os núcleos dos tipos penais, ou seja, o verbo das condutas de roubo e fraude) e Dylan responderá como partícipe (pois não executou o elemento dos tipos penais, apenas instigando e auxiliando os demais a fazê-lo). o “ProBleMa Do PartÍCiPe”o “ProBleMa Do PartÍCiPe” Observando a situação acima, é possível notar que a teoria em estudo possui um pequeno problema: algumas vezes, há um plano de execução de um delito que levará alguém com uma participação de grande importância a ser considerado partícipe, o que irá influir no cálculo da pena, beneficiando indevidamente o agente delitivo. Em outras palavras: O indivíduo cuja conduta é a mais importante receberá uma pena menor, por nunca ter “colocado a mão na massa”, por assim dizer. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 13 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas No caso do filme Truque de Mestre, por exemplo, Dylan não era mero partícipe: ele arquitetou um plano complexo e utilizou os quatro outros membros para executar o seu intento. Comandou e coordenou as ações do grupo, e o tempo todo tinha o domínio dos resultados dessas ações. No fim das contas, como poderia Dylan receber a menor das penas, quando o plano foi todo arquitetado por ele? É obvio que punir Dylan como partícipe seria inadequado. Afinal de contas, sua conduta não era de menor importância! Pelo contrário: suas ações foram as mais importantes, a despeito de nunca ter executado diretamente nenhum dos delitos. Felizmente, a solução para esse problema existe, sendo apresentada por uma outra teoria, a chamada teoria do domínio do fato. teoria Do DoMÍnio Do Fatoteoria Do DoMÍnio Do Fato A teoria do domínio do fato passou a ser objeto de provas de concursos após a famosa Ação Penal 470/STF, que tratou do caso que foi apelidado pela mídia como mensalão. Nessa ação penal, foi aplicada a teoria do domínio do fato para equiparar a conduta dos indivíduos que decidiram e ordenaram a prática de delitos a seus subordinados, de modo que estes não fossem considerados como meros partícipes quando na verdade, tinham uma participação mais importante. Por força da teoria do domínio do fato, uma participação importante (como a de quem dá ordens para a realização de condutas criminosas) poderá ser considerada como autoria, e não como participação, mesmo que o autor não pratique o núcleo do tipo penal. Assim, a doutrina denomina de autor intelectual aquele que planeja a empreitada criminosa para ser executada por outras pessoas. Por fim, ressaltamos que ateoria adotada pelo nosso Código Penal (art. 29) é a objetivo- formal. Contudo, destaca-se que a doutrina tem adotado cada vez mais a teoria do domínio do fato (seguida pelos Tribunais Superiores). oUtraS ClaSSiFiCaÇÕeS De aUtoriaoUtraS ClaSSiFiCaÇÕeS De aUtoria aUtoria iMeDiata A autoria imediata é a regra: é aquela que ocorre quando o próprio indivíduo executa a conduta delituosa diretamente, sem utilizar de um terceiro para tal. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 14 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas EXEMPLO Um indivíduo desfere golpes de faca contra seu inimigo, levando-o a óbito. Quanto à autoria imediata, temos uma observação interessante que já foi objeto de prova: Cuidado! Autor que manda seu animal atacar a vít ima pratica autoria imediata, e não autoria mediata, visto que o animal não é racional – é apenas instrumento da conduta delituosa do autor. aUtoria MeDiata A autoria mediata, por sua vez, é aquela utilizada por um indivíduo que se utiliza de um terceiro como instrumento para executar seu intento criminoso. Na autoria mediata, obviamente, o terceiro é inocente, está atuando sem intenção de participar da empreitada criminosa — afinal de contas, se o terceiro tivesse a intenção de participar do crime seria considerado coautor. A conduta praticada, é claro, será imputada ao autor mediato, e não ao terceiro que agiu de forma inocente. A autoria mediata possui diversas variações. Vejamos quais são: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 15 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas oBSerVaÇÕeS SoBre a aUtoria MeDiata Ainda sobre a autoria mediata, são observações importantes para fins de prova: • Segundo a doutrina, não é cabível a autoria mediata nos chamadoscrimesde mão própria. Crimes de Mão Própria • Também segundo a doutrina, não é cabível a autoria mediata em crimesculposos. • Tal vedação decorre do fato de que não é lógico que um indivíduo que não queria um determinado resultado se utilize de um terceiro para praticá-lo. Crimes Culposos 001. 001. (CESPE/CEBRASPE/POLÍCIA FEDERAL/DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL/2021) Conforme a autoria de escritório, tanto o agente que dá a ordem como o que cumpre respondem pelo tipo penal. Prezado aluno, a autoria de escritório também é chamada de autoria mediata especial ou particular. Vejamos a explicação de Rogério Sanches sobre o tema: É o caso do agente que emite a ordem para que outro indivíduo, igualmente culpável, pratique o fato criminoso. Esta espécie de autoria pode ser comumente identificada no âmbito de organizações criminosas, estruturadas hierarquicamente, em que certo indivíduo, exercendo O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 16 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas funções de comando, determina o cometimento de crimes por agentes que se encontram em posições subalternas e que podem substituir-se, ou seja, se aquele a quem foi originariamente emitida a ordem não a cumpre, outro membro da organização poderá fazê-lo. Dessa forma, a relação daquele que dá ordem e daquele que a cumpre é de autoria e não de participação. Portanto, o executor e o determinador são culpáveis, ou seja, são tidos como autores responsáveis com pleno domínio do fato. Certo. aUtoria Colateral A autoria colateral você já conhece. Também chamada de autoria paralela, é aquela que ocorre quando dois ou mais indivíduos concorrem para uma conduta visando um mesmo resultado, porém desconhecem a intenção uns dos outros. Como não há liame subjetivo, na autoria colateral não existe concurso de pessoas. oBSerVaÇÕeS SoBre a aUtoria Colateral Em primeiro lugar, a autoria colateral pode resultar na autoria incerta, quando por algum motivo, após a execução do delito, não for possível determinar qual dos autores causou o resultado! Além disso, quando ocorre uma autoria colateral em que o resultado só ocorreu com a soma das condutas praticadas, temos a chamada autoria acessória ou autoria colateral complementar. Para entender melhor: Olenna e Sansa ministram venenno para matar seu desafeto, Joffrey, sem consciência da intenção uma da outra. Joffrey morre, e a perícia demonstra que as duas doses foram necessárias para levá-lo a óbito. Fica configurada a autoria acessória entre Olenna e Sansa! aUtoria De reSerVa É aquela autoria perpetrada pelo indivíduo que “fica esperando para ver se vai tudo dar tudo certo”. Veja um exemplo simples: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 17 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas EXEMPLO A e B decidem praticar um roubo a transeunte. B fica aguardando a execução do delito por parte de A, observando escondido e decidindo atuar apenas se A não conseguir subtrair os bens da vítima sem ajuda. Nessa situação, note que B poderá responder como coautor ou partícipe, dependendo do desfecho da situação no caso concreto. As classificações doutrinárias de autoria são inúmeras. Felizmente as que apresentamos até agora são as mais importantes e que são mais cobradas em prova. É hora de passar para o próximo tópico: a participação. PartiCiPaÇÃo A participação é a conduta criminosa do indivíduo que não realiza a figura típica (o núcleo) da figura típica praticada pelos envolvidos. Lembre-se que, por força da teoria do domínio do fato, esse conceito de partícipe só se aplica se o indivíduo não for o mandante ou superior hierárquico do grupo que está realizando a conduta criminosa. O partícipe atua induzindo, instigando ou auxiliando os autores principais do delito. Vejamos agora quais são as espécies de participação: PartiCiPaÇÃo Material A participação material nada mais é do que o auxílio na prática de uma determinada conduta delituosa. O indivíduo não instiga ou induz (sua participação não é moral), mas realiza conduta relevante para ajudar na execução ou preparação do delito. Por exemplo: Charlize empresta seu rifle AR-15 para James prat icar um assalto a banco. Além disso, Charlize fica na esquina do banco, para avisar a James sobre a chegada da polícia. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 18 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas Na situação acima, temos que Charlize não será autora, e sim partícipe do delito de roubo. Sua atuação, no entanto, não foi moral, e sim material, tanto na preparação para o cometimento do delito (empréstimo do armamento) quanto na execução (ficando de “batedor” enquanto o assalto era realizado). PartiCiPaÇÃo Moral A participação moral, por sua vez, se caracteriza no induzimento ou na instigação dos outros envolvidos na prática do delito. Vejamos qualé a diferença entre essas duas modalidades: Induzimento Indivíduo faz surgir a vontade de prat icar o delito em um terceiro. Instigação O terceiro já possui a intenção de agir de forma criminosa, e o partícipe reforça essa vontade. iMPortÂnCia Da PartiCiPaÇÃo A participação, por expressa previsão no código penal, pode ser considerada de menor importância, ato em que poderá ser reduzida a pena do partícipe de 1/6 a 1/3. Veja só: CP Art. 29, § 1º Se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída de um sexto a um terço. CooPeraÇÃo DoloSaMente DiStinta Este instituto de nome complicado está previsto no art. 29, parágrafo 2º do CP, e em breve você vai ver que não há nada de complexo sobre ele. Primeiramente, vejamos o que diz o código penal: CP Art. 29, § 2º Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste; essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. Essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. O que acontece é o seguinte: pode ser que dois indivíduos combinem de praticar um determinado crime, e que um deles pratique uma conduta mais grave do que foi anteriormente combinado entre ele e seu parceiro. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 19 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas Nessa situação, se não era previsível esse resultado mais grave, o indivíduo que concordou apenas com a prática de um delito mais leve deverá responder por ele. Vejamos um exemplo clássico que facilita muito este entendimento: Charlize e James decidem furtar uma casa, para aproveitar que o proprietário está viajando. Charlize irá aguardar no carro, enquanto James irá subtrair uma televisão. Quanto James invade a casa, no entanto, se depara com o proprietário, que adiou sua viagem. Para garantir a subtração da TV, James utiliza de violência contra a vít ima. Na situação acima, Charlize não queria participar de uma conduta mais grave (roubo), que foi perpetrada por James. Dessa forma, Charlize responderá pelo delito que inicialmente desejava praticar (furto), enquanto James irá responder pelo roubo (tendo em vista a violência que utilizou contra a vítima). Entretanto, como o próprio parágrafo 2º do art. 29 prevê, se o resultado mais grave for previsível, o autor ainda responderá pelo delito menos grave, mas com a pena aumentada da metade. Vejamos outro exemplo: EXEMPLO Charlize e James decidem furtar uma casa, aproveitando que o proprietário está dormindo. Planejam quebrar a fechadura do portão e furtar a televisão sem serem notados. Charlize decide ficar aguardando no carro, enquanto James ficou responsável por arrombar a fechadura e furtar a TV. Acontece que James, ao quebrar a fechadura do portão, faz muito barulho, o que veio a acordar o proprietário. Desse modo, James teve de usar de violência e grave ameaça para conseguir subtrair a televisão. Nessa situação, embora Charlize quisesse participar de conduta menos grave (furto), era previsível que a conduta poderia se agravar, afinal de contas o vizinho estava em casa, apenas dormindo. Nessa situação, Charlize ainda responderá por furto, mas com a pena aumentada da metade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 20 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas CoMUniCaBiliDaDe De CirCUnStÂnCiaS PeSSoaiSCoMUniCaBiliDaDe De CirCUnStÂnCiaS PeSSoaiS O próximo tópico merece enorme atenção: simplesmente despenca em provas. Estamos falando, é claro, do teor do art. 30, CP: Circunstâncias incomunicáveis CP Art. 30. Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando elementares do crime. Primeiramente, vamos entender o que é uma elementar: Elementares são os dados que integram o tipo penal. CP Art. 121. Matar alguém. Em segundo lugar, precisamos entender o que são as circunstâncias: Circunstâncias são outros dados relacionados ao crime, que não afetam o tipo penal básico, mas que podem influenciar a pena cominada. Um bom exemplo está no parágrafo 1º do crime de furto: CP Art. 155, § 1º A pena aumenta-se de um terço, se o crime é praticado durante o repouso noturno. Agora que você sabe o que são elementares e o que são circunstâncias para fins penais, podemos adentrar a questão da pessoalidade. Tanto as elementares quanto as circunstâncias podem ou não ter caráter pessoal. Veja só: Caráter NÃO pessoal • São as circunstâncias ou elementares relacionadas ao fato e não ao autor. • Exemplos: Traição, Emboscada, Emprego de Veneno ou Explosivo. • São chamadas de Objetivas. Caráter Pessoal • São circunstâncias ou elementares relacionadas ao AUTOR. • Exemplos: Motivo de relevante valor moral, ser funcionário público. • São chamadas de Subjetivas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 21 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas Excelente. Já sabemos diferenciar circunstâncias, elementares, e como entender se elas possuem caráter pessoal ou não. Podemos enfim tratar da chamada comunicabilidade das elementares e circunstâncias. Em outras palavras: Podemos entender quando é que as circunstâncias e elementares aplicáveis a um autor irão “passar” para os demais no concurso de pessoas. A regra é a seguinte: Co m un ic ab ili da de Circunstâncias Objetivas (Não Pessoais) Se comunicam, desde que o outro agente as conheça. Subjetivas (Pessoais) Não se comunicam, salvo quando elementares do crime e o outro agente as conheça. Elementares Objetivas ou Subjetivas Sempre se comunicam. Confuso, certo? Calma que eu explico. Imagine a seguinte situação: EXEMPLO Indivíduo pratica um homicídio sob domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima (homicídio privilegiado). Nessa situação, se houver concurso de pessoas, a circunstância subjetiva do homicídio privilegiado não vai se comunicar ao coautor / partícipe que não estava sob domínio de violenta emoção. Sabe por que essa circunstância pessoal não se comunica? Porque ela não é uma elementar do crime (não faz parte do caput do art. 121, ou seja, não integra o tipo penal de homicídio). Entretanto, vejamos uma situação em que a circunstância pessoal é elementar do crime (integra a descrição do tipo penal): Peculato CP Art. 312. Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio: Pena – reclusão, de dois a doze anos, e multa. Agora sim! Aqui temos uma circunstância pessoal (a qualidade de funcionário público) que é uma elementar do crime (integra a descrição do art. 312). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 22 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas Nessa situação, se o coautor ou partícipe de um delitode peculato não for funcionário público, mas tiver ciência de que está em concurso de pessoas com um funcionário público, responderá também pelo delito de peculato, pois a circunstância de caráter pessoal irá se comunicar a ele. Ainda nesse sentido, vejamos mais um exemplo: Infanticídio CP Art. 123. Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após: Pena – detenção, de dois a seis anos. No delito de infanticídio, o autor via de regra é a mãe da criança, que durante o parto ou logo após tira a vida de seu próprio filho. Entretanto, note que a circunstância pessoa (influência do estado puerperal) também integra o tipo penal do art. 123. Dessa forma, suponha que a mãe peça uma faca para um terceiro que está na sala, logo após o parto, e este terceiro a auxilie fornecendo o objeto. O terceiro responderá como partícipe do delito de infanticídio, pois a circunstância de caráter pessoal irá se comunicar. iMPUniBiliDaDeiMPUniBiliDaDe Seguindo em diante, você ainda precisa conhecer o instituto do art. 31 do CP, que trata da impunibilidade em alguns casos de participação. Veja só: Art. 31. O ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em contrário, não são puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a ser tentado. Vamos analisar esse artigo de uma forma fragmentada, para facilitar seu entendimento: aJUSte O ajuste nada mais é do que o acordo realizado sobre a prática do delito. Ocorre quando dois ou mais indivíduos “combinam” de praticar uma determinada conduta delituosa. Caso a conduta desses indivíduos não entre em execução, ou seja, nunca venha a ser tentada, em regra o mero ajuste não irá ensejar a punibilidade dos indivíduos, pois o delito nunca saiu da esfera de cogitação. DeterMinaÇÃo A determinação é a participação daquele que faz nascer a vontade de delinquir em um terceiro. Caso este terceiro nunca venha a iniciar a execução do delito, da mesma forma que no ajuste, em regra não haverá a punibilidade da conduta do indivíduo que inicialmente tentou incentivar a prática delituosa. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 23 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas inStiGaÇÃo e aUXÍlio A instigação (estímulo a uma ideia já existente) e o auxílio (prestação material de ajuda na preparação do delito) via de regra também não serão puníveis se o crime não entrar ao menos na fase de execução (tentativa). ConCUrSo De PeSSoaS eM CriMeS CUlPoSoSConCUrSo De PeSSoaS eM CriMeS CUlPoSoS De acordo com a doutrina, é possível a coautoria em crimes culposos, no caso de dois ou mais indivíduos, vinculados subjetivamente, que atuem de forma negligente, imprudente ou imperita. Contudo, não há de se falar em participação em crime culposo. ConCUrSo De PeSSoaS eM CriMeS oMiSSiVoSConCUrSo De PeSSoaS eM CriMeS oMiSSiVoS Crimes omissivos próprios: • Coautoria: Doutrina diverge. • Quando à participação, é possível. Exemplo doutrinário: É o caso do agente que induz o médico a não efetuar a notificação compulsória da doença de que é portador. Crimes omissivos impróprios: • Coautoria: A doutrina diverge. Contudo, prevalece o entendimento de que é possível a coautoria em crimes omissivos impróprios no caso dos garantes, que de comum acordo, deixem de agir. • Quanto à participação, é possível. Exemplo doutrinário: João instiga Antônio a não alimentar o filho. Antônio se omite, como instigado. Antônio comete o crime de homicídio por omissão, já que tinha o dever jurídico de evitar o resultado (garante). João será partícipe. Querido aluno: finalizamos assim nosso estudo sobre o tema concurso de pessoas. É hora de revisar e, como de praxe, resolver questões sobre a temática. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 24 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas RESUMORESUMO ConCUrSo De PeSSoaS • Concurso Eventual: − O tipo penal não exige a pluralidade de agentes. • Concurso Necessário: − O tipo penal EXIGE a pluralidade de agentes. aUtoreS, CoaUtoreS e PartÍCiPeS • Autor: − É o indivíduo que pratica o núcleo do tipo penal (a conduta principal). − A concepção majoritariamente adotada para a definição do autor do crime e sua diferenciação para o partícipe vem da chamada teoria objetivo-formal. • Partícipe: − Realiza uma conduta acessória, auxiliar. teoriaS SoBre o ConCUrSo De PeSSoaS • Teoria Monista: − É a regra em nosso ordenamento jurídico. − Todos os autores, coautores e partícipes respondem pelo mesmo crime. • Teoria Pluralista: − Os agentes praticam condutas concorrendo para um único fato, porém respondem cada um por um crime. teoria Do DoMÍnio Do Fato Por força da teoria do domínio do fato, uma participação importante (como a de quem dá ordens para a realização de condutas criminosas) poderá ser considerada como autoria, e não como participação, mesmo que o autor não pratique o núcleo do tipo penal. aUtoria iMeDiata • A autoria imediata é a regra: é aquela que ocorre quando o próprio indivíduo executa a conduta delituosa diretamente. aUtoria MeDiata • É aquela utilizada por um indivíduo que se utiliza de um terceiro como instrumento para executar seu intento criminoso. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 25 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas aUtoria Colateral • Também chamada de autoria paralela, é aquela que ocorre quando dois ou mais indivíduos concorrem para uma conduta visando um mesmo resultado, porém desconhecem a intenção uns dos outros. aUtoria De reSerVa • É aquela autoria perpetrada pelo indivíduo que “fica esperando para ver se vai tudo dar tudo certo”. PartiCiPaÇÃo • É a conduta criminosa do indivíduo que não realiza a figura típica (o núcleo) da figura típica praticada pelos envolvidos. • O partícipe atua induzindo, instigando ou auxiliando os autores principais do delito. PartiCiPaÇÃo Material É o auxílio na prática de uma determinada conduta delituosa. O indivíduo não instiga ou induz (sua participação não é moral), mas realiza conduta relevante para ajudar na execução ou preparação do delito. PartiCiPaÇÃo Moral • Se caracteriza no induzimento ou na instigação dos outros envolvidos na prática do delito. − Induzimento: ◦ Indivíduo faz surgir a vontade de praticar o delito em um terceiro. − Instigação ◦ O terceiro já possui a intenção de agir de forma criminosa, e o partícipe reforça essa vontade. iMPortÂnCia Da PartiCiPaÇÃo Se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída de um sexto a um terço. CooPeraÇÃo DoloSaMente DiStinta Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste; essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. Essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br26 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas CoMUniCaBiliDaDe De CirCUnStÂnCiaS PeSSoaiS Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando elementares do crime. iMPUniBiliDaDe O ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em contrário, não são puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a ser tentado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 27 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO 001. 001. (CESPE/CEBRASPE/MPE-TO/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/2022) Autor é aquele que realiza ação típica ou alguns de seus elementos previstos na lei penal. A contribuição causal deve estar subsumida ao conteúdo descritivo do tipo. A autoria é determinada pelo momento de execução de uma ação típica, enquanto as formas de participação são entendidas como causas de extensão da punibilidade. Considerando-se as teorias aplicáveis ao concurso de pessoas, é correto afirmar que o texto precedente trata do conceito a) subjetivo de autor. b) residual ou extensivo de autor. c) finalista ou objetivo-subjetivo de autor. d) restritivo ou objetivo-formal de autor. e) unitário ou monista de autor. 002. 002. (NC-UFPR/PC-PR/INVESTIGADOR DE POLÍCIA/ PAPILOSCOPISTA/2021) Sobre o concurso de pessoas, assinale a alternativa INCORRETA. a) As circunstâncias ligadas ao sujeito não se estendem aos demais autores, salvo quando forem elementos constitutivos do crime. b) Se um dos agentes quis cometer um crime menos grave que o praticado pelos demais, ficará sujeito à pena do crime menos grave. c) É possível que a participação seja considerada de menor importância, mas isso não permite modificar a pena aplicável ao agente responsável por ela. d) Todos que concorrem para a ocorrência do crime ficam sujeitos às penas a este cominadas, cada um na medida de sua culpabilidade. e) O ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em contrário, não são puníveis se o crime não chega, pelo menos, a ser tentado. 003. 003. (CESPE/TJ-PA/AUXILIAR JUDICIÁRIO/2020) Em regra, consideram-se autores de um delito aqueles que praticam diretamente os atos de execução, e partícipes aqueles que atuam induzindo, instigando ou auxiliando a ação dos autores principais. No entanto, é possível que um agente, ainda que não participe diretamente da execução da ação criminosa, possa ter o controle de toda a situação, determinando a conduta de seus subordinados. Nessa hipótese, ainda que não seja executor do crime, o agente mandante poderá ser responsabilizado criminalmente. Essa possibilidade de responsabilizar o mandante pelo crime decorre da teoria O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 28 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas a) da acessoriedade limitada. b) do favorecimento. c) do domínio do fato. d) pluralística da ação. e) da causação. 004. 004. (INSTITUTO AOCP/PC-ES/PERITO OFICIAL CRIMINAL/ÁREA 8/2019) Considerando as disposições do Código Penal em relação ao concurso de pessoas, assinale a alternativa INCORRETA. a) Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade. b) Se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída de um sexto a um terço. c) Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste; essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. d) Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, ainda que elementares do crime. e) O ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em contrário, não são puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a ser tentado. 005. 005. (INSTITUTO AOCP/PC-ES/ESCRIVÃO DE POLÍCIA/2019) Em relação ao concurso de agentes estabelecido no Código Penal, é correto afirmar que: a) todos respondem igualmente para o delito, independente da conduta realizada. b) as circunstâncias de caráter pessoal, como a menor idade, serão comunicadas a todos os integrantes da atividade delitiva. c) se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída de um sexto a um terço. d) não há distinção entre partícipe e coautoria. e) o coautor que primeiro confessar o delito está isento de pena, independente do delito praticado. 006. 006. (INSTITUTO AOCP/TRT 1ª REGIÃO (RJ)/TÉCNICO JUDICIÁRIO – SEGURANÇA/2018) Três indivíduos que são amigos reúnem-se para fazer uso de narcóticos. Porém, em dado momento, os entorpecentes acabam e eles não têm mais dinheiro para reabastecer o vício. Um deles, chamado Ronaldo, propõe que se dirijam a um ponto de ônibus para roubar algum transeunte que lá esteja aguardando a chegada do veículo de lotação. Contudo, ao se aproximarem do referido ponto de ônibus, uma viatura policial passa por eles, inibindo- O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 29 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas lhes a vontade de praticar o delito. Se o crime de roubo planejado pelo trio não chegou pelo menos a ser tentado, qual é a consequência penal para Ronaldo, aquele que havia sugerido a prática desse delito contra o patrimônio? a) Nenhuma, pois tais atos são relativamente nulos. b) Ele responderá por participação de menor importância. c) Ele responderá por tentativa de roubo, nos termos do art. 14 do Código Penal. d) Nenhuma, pois tais atos são impuníveis. e) Ele responderá por roubo com aplicação de causa de diminuição de pena por arrependimento eficaz, nos termos do art. 15 do Código Penal. 007. 007. (VUNESP/PREFEITURA DE PORTO FERREIRA – SP/PROCURADOR JURÍDICO/2017) Sobre o concurso de pessoas, assinale a alternativa correta. a) Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua personalidade. b) Se a participação for de maior importância, a pena pode ser majorada de um sexto a um terço. c) Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste; essa pena será aumentada até o dobro, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. d) Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando elementares do crime. e) O ajuste, a determinação, a sedição ou instigação e o auxílio ou cooperação material não são puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a ser executado. 008. 008. (VUNESP/PC-CE/INSPETOR DE POLÍCIA CIVIL DE 1ª CLASSE/2015) No que diz respeito ao concurso de pessoas, segundo as disposições previstas no Código Penal, é correto afirmar que: a) não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, mesmo quando elementares do crime. b) quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, independentemente se quis participar de crime menos grave c) o ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em contrário, não são puníveis, se o crime, apesar de iniciada a execução, não chega a ser consumado. d) quem, de qualquer modo, concorre para o crime incidenas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade. e) se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, a pena pode ser diminuída de um sexto a um terço O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 30 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas 009. 009. (VUNESP/CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – SP/ANALISTA LEGISLATIVO/ ADVOGADO/2014) CP, art. 30: quando se verifica o concurso de pessoas em matéria penal, não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, a) salvo nos crimes contra a Administração Pública. b) salvo no caso de extinção da punibilidade. c) salvo nos crimes contra a Fé Pública. d) salvo quando elementares do crime. e) em hipótese alguma. 010. 010. (VUNESP/DPE-MS/DEFENSOR PÚBLICO/2012) No que tange ao concurso de pessoas nos crimes de corrupção ativa e passiva, o Código Penal adotou a teoria: a) monista. b) causal. c) dualista. d) pluralística 011. 011. (FGV/TJ-RO/OFICIAL DE JUSTIÇA/2015) O Código Penal brasileiro traz diversos crimes que podem ser praticados por uma única pessoa, mas também prevê algumas hipóteses em que o concurso de pessoas é necessário. Como regra geral, quando duas ou mais pessoas, unidas em ações e desígnios, praticam em conjunto um delito, pode-se falar em concurso de pessoas. Sobre esse tema, é correto afirmar que o Código Penal adotou, em regra, a Teoria: a) Pluralista, com exceções; b) Dualista, sem exceções; c) Monista, com exceções; d) Dualista, com exceções; e) Monista, sem exceções 012. 012. (FGV/PROCEMPA/ANALISTA ADMINISTRATIVO/ADVOGADO/2014) Com relação ao tema responsabilidade penal no concurso de pessoas, assinale a afirmativa incorreta. a) A responsabilidade penal é individual, devendo cada agente responder na medida de sua culpabilidade. b) Ocorrendo desvio subjetivo entre os agentes, quem quis participar de crime menos grave responde por este e não pelo crime mais grave praticado pelo outro agente. c) Sendo a participação de menor importância, a pena pode ser reduzida de 1/6 a 1/3. d) O Código Penal adotou a Teoria Monista sobre concurso de agentes sem exceção, devendo todos os participantes responder pelo mesmo crime. e) Não há participação dolosa em crime culposo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 31 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas 013. 013. (FCC/CNMP/ANALISTA DO CNMP/DIREITO/2015) No concurso de pessoas, a) se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste, essa pena será aumentada de 1/3 a 2/3, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. b) quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua periculosidade. c) não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando elementares do crime. d) o ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em contrário, não são puníveis, se o crime não chega a ser consumado. e) se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída até metade. 014. 014. (FCC/DPE-CE/DEFENSOR PÚBLICO DE ENTRÂNCIA INICIAL/2014) No concurso de pessoas, a) há autoria colateral quando os concorrentes se comportam para o mesmo fim, conhecendo a conduta alheia. b) a infração penal não precisa ser igual, objetiva e subjetivamente, para todos os concorrentes. c) é necessário que cada concorrente tenha consciência de contribuir para a atividade delituosa de outrem, dispensada a prévia combinação entre eles. d) os concorrentes devem necessariamente realizar o fato típico. e) dispensável a adesão subjetiva à vontade do outro. 015. 015. (FCC/TJ-CE/JUIZ SUBSTITUTO/2014) Em tema de concurso de pessoas, é possível afirmar que: a) o concorrente, na chamada cooperação dolosamente diversa, responderá pelo crime menos grave que quis participar, mas sempre com aumento da pena. b) indispensável a adesão subjetiva à vontade do outro, embora desnecessária a prévia combinação. c) o ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio nunca são puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a ser tentado. d) não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, ainda que elementares do crime. e) a participação de menor importância constitui causa geral de diminuição da pena, incidindo na segunda etapa do cálculo. 016. 016. (FCC/METRÔ-SP/ADVOGADO/2014) Júnior Joaus, Joseh e Pedrus acertaram, mediante prévio ajuste, a prática de um crime de furto qualificado em residência. Pedrus escolheu a residência e emprestou seu veículo para o transporte dos objetos furtados. Joaus arrombou a porta da residência indicada por Pedrus e entrou. Joseh entrou em seguida. Joaus e Joseh recolheram todos os objetos de valor, colocaram no veículo e fugiram do local. Nesse caso, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 32 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas a) Joaus, Joseh e Pedrus foram coautores. b) Joaus foi autor, Joseh partícipe e Pedrus autor mediato. c) Joaus e Joseh foram partícipes e Pedrus foi autor imediato. d) Joaus, Joseh e Pedrus foram autores. e) Joaus e Joseh foram coautores e Pedrus partícipe. 017. 017. (FCC/TRT 1ª REGIÃO (RJ)/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2013) Quanto aos demais agentes do crime, o parentesco entre o autor e a vítima: a) comunica-se, desde que elementar ao tipo. b) comunica-se sempre, desde que por aqueles conhecido. c) comunica-se para agravamento genérico da pena concreta. d) comunica-se para atenuação genérica da pena concreta. e) não se comunica em qualquer hipótese. 018. 018. (FCC/DPE-AM/DEFENSOR PÚBLICO/2013) Se alguém instiga outrem a surrar inimigo comum, mas o instigado se excede e mata a vítima, é correto afirmar que: a) a conduta do partícipe é atípica. b) o partícipe poderá responder por lesão corporal, sem qualquer aumento de pena, se não podia prever o resultado morte. c) o partícipe poderá responder por homicídio doloso, mas fará jus, necessariamente, ao reconhecimento da participação de menor importância. d) o partícipe poderá responder por lesão corporal, com a pena aumentada até um terço, se previsível o resultado letal. e) o partícipe não poderá responder por homicídio doloso, mesmo que tenha assumido o risco do resultado morte. 019. 019. (FCC/TRE-CE/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2012) José, João e Mario praticam um determinado delito. Contudo, José, um dos concorrentes, queria participar de delito menos grave daquele cometido pelos agentes. Neste caso, para José, será aplicada a pena do crime: a) menos grave, aumentada de 1/6 a 2/3, independentemente da previsibilidade do resultado mais grave. b) mais grave diminuída de 1/6 a 1/3. c) mais grave em qualquer hipótese. d) menos grave, que será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. e) menos grave, em qualquer hipótese, sem nenhuma majoração ou redução O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civile criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 33 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas 020. 020. (FCC/TRE-PE/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2011) De acordo com o Código Penal brasileiro, a) não há distinção entre autores, coautores e partícipes, que incidem de forma idêntica nas penas cominadas ao delito. b) os autores, coautores e partícipes incidem nas penas cominadas ao delito na medida de sua culpabilidade. c) ao autor principal será obrigatoriamente imposta pena mais alta que a dos coautores e partícipes. d) ao autor principal e aos coautores será obrigatoriamente imposta pena mais alta que a dos partícipes. e) ao autor principal será imposta a pena prevista para o delito, sendo que os coautores e os partícipes terão obrigatoriamente a pena reduzida de um sexto a um terço. 021. 021. (FCC/TRT 1ª REGIÃO (RJ)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/SEGURANÇA/2011) João instigou José a praticar um crime de roubo. Luiz forneceu-lhe a arma. Pedro forneceu-lhe todas as informações sobre a residência da vítima e sobre o horário em que esta ficava sozinha. No dia escolhido, José, auxiliado por Paulo, ingressou na residência da vítima. José apontou- lhe a arma, enquanto Paulo subtraiu-lhe dinheiro e joias. Nesse caso, são considerados partícipes APENAS a) Luiz e Pedro. b) João, Luiz, Pedro e Paulo. c) João, Luiz e Pedro. d) José, Pedro e João. e) João, José, Luiz e Pedro. 022. 022. (FCC/TRE-RS/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2010) “A”, médico, determina à enfermeira que seja ministrado veneno ao paciente, e ela o faz, acreditando tratar-se de medicamento, verificando-se a morte da vítima. Nesse caso há a) cooperação dolosamente distinta. b) participação sucessiva, em relação à enfermeira. c) concurso de agentes. d) autoria imediata, em relação ao médico. e) autoria mediata, em relação ao médico. 023. 023. (FCC/DPE-CE/DEFENSOR PÚBLICO DE ENTRÂNCIA INICIAL/2014) No concurso de pessoas, a) há autoria colateral quando os concorrentes se comportam para o mesmo fim, conhecendo a conduta alheia. b) a infração penal não precisa ser igual, objetiva e subjetivamente, para todos os concorrentes. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 34 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas c) é necessário que cada concorrente tenha consciência de contribuir para a atividade delituosa de outrem, dispensada a prévia combinação entre eles. d) os concorrentes devem necessariamente realizar o fato típico. e) dispensável a adesão subjetiva à vontade do outro. 024. 024. (Q3127582/AVANÇA SP/PREFEITURA DE ÁGUAS DE LINDOIA/PROCURADOR JURÍDICO/2024) Assinale a alternativa que não representa um requisito necessário para a configuração do concurso de pessoas. a) Pluralidade de Agentes. b) Relevância causal da colaboração. c) Vínculo ou liame objetivo. d) Identidade (unidade) de infração penal. e) Existência de fato punível. 025. 025. (Q3646151/COSEAC/SEAP RJ/INSPETOR DE POLÍCIA PENAL PÓS-EDITAL/2025/4º SIMULADO) Sobre o tema concurso de pessoas, marque a alternativa incorreta. a) O fato de o roubo ter sido praticado junto com agente inimputável não afasta a causa de aumento referente ao concurso de pessoas. b) O crime de associação criminosa do art. 288 do CP é de concurso necessário de agentes. c) A relevância causal das condutas é um requisito para o concurso de pessoas. d) O pactum sceleris, ou combinação prévia, é obrigatório para que um agente participe de um concurso de agentes. e) É exigido o liame subjetivo entre os agentes. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 35 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas GABARITOGABARITO 1. d 2. c 3. c 4. d 5. c 6. d 7. d 8. d 9. d 10. d 11. c 12. d 13. c 14. c 15. b 16. e 17. a 18. b 19. d 20. b 21. c 22. e 23. c 24. c 25. d O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 36 de 50gran.com.br Direito Penal Concurso de Pessoas Douglas Vargas GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO 001. 001. (CESPE/CEBRASPE/MPE-TO/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/2022) Autor é aquele que realiza ação típica ou alguns de seus elementos previstos na lei penal. A contribuição causal deve estar subsumida ao conteúdo descritivo do tipo. A autoria é determinada pelo momento de execução de uma ação típica, enquanto as formas de participação são entendidas como causas de extensão da punibilidade. Considerando-se as teorias aplicáveis ao concurso de pessoas, é correto afirmar que o texto precedente trata do conceito a) subjetivo de autor. b) residual ou extensivo de autor. c) finalista ou objetivo-subjetivo de autor. d) restritivo ou objetivo-formal de autor. e) unitário ou monista de autor. A questão retrata o conceito de autor a partir da teoria Objetivo-formal. Conforme estudamos, autor é aquele realiza a ação nuclear prevista no tipo penal e partícipe é quem concorre de forma moral ou material para o crime. Aprofundando as teorias: • Teoria subjetiva ou unitária (subjetivo-causal): Não impõe diferença entre autor e partícipe. Dessa forma, autor será aquele que contribui para a produção do resultado de alguma forma. • Teoria extensiva: Não impõe diferença entre autor e partícipe, mas define graus de autoria, de acordo com a relevância de contribuição para o resultado. • Teoria objetiva ou dualista: Faz clara distinção entre autor e partícipe. Pode ser: − Objetivo-formal: Autor é aquele que pratica o núcleo do tipo penal e partícipe é aquele que concorre de qualquer forma para o delito. − Objetivo-material: Autor não é aquele que necessariamente pratica a ação nuclear, mas que objetivamente contribui para a ocorrência do resultado. Já o partícipe, é aquele que contribui de forma menos relevante para a produção do resultado, ainda que pratique conduta integrante do núcleo do tipo. Letra d. 002. 002. (NC-UFPR/PC-PR/INVESTIGADOR DE POLÍCIA/ PAPILOSCOPISTA/2021) Sobre o concurso de pessoas, assinale a alternativa INCORRETA. a) As circunstâncias ligadas ao sujeito não se estendem aos demais autores, salvo quando forem elementos constitutivos do crime. 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É a previsão do art. 29, § 2º, do CP. c) Errada. Na participação de menor importância, a pena