Prévia do material em texto
8 A clínica psicopedagógica na intervenção no transtorno do espectro autista Ana Rita Bruni Destaques do capítulo: Níveis de adaptação curricular: as adaptações curriculares são estratégias que devem estar de acordo com o desenvolvimento e a possibilidade de aprendiza- gem do aluno, observando os níveis de dificuldade apresentados nos conteúdos. A escola e o transtorno do espectro autista (TEA): para a escola estar prepara- da para receber alunos com TEA, são necessárias ações pontuais, desde pre- paração da equipe e funcionários até dinâmicas no dia a dia e no ambiente. Projetos individualizados: o aluno com TEA tem direito a um projeto indi- vidualizado, no qual devem constar as características individuais, as neces- sidades específicas, os recursos adaptativos a serem utilizados e as formas de avaliação. papel do psicopedagogo é atuar com a equipe multiprofissional, no que tange às questões de aprendizagem, e acompanhar o desenvolvimento aca- dêmico do aluno com TEA. Comportamentos de alunos envolvem as habilidades ou os pré-requisitos que um aprendente deve possuir, para que esteja apto e pronto para apren- der conteúdos formais. Introdução A psicopedagogia vem contribuindo cada vez mais na inserção escolar de indivíduos com TEA. Independentemente de leis que regulamentam tal práti- ca, a observação, o levantamento de habilidades e possibilidades, bem como a adaptação curricular em vários níveis, vêm colaborando para que esses in- divíduos tenham acesso ao conhecimento formal e à integração com os pares etários. psicopedagogo, ao atuar em clínica e em instituições escolares, bem como em parceria com outros profissionais, tem condições de elaborar projetos individuais que irão facilitar o processo de aprendizagem.136 Intervenções em psicopedagogia A Associação Americana de Psiquiatria, no Manual diagnóstico e estatísti- de transtornos mentais: DSM-5 (American Psychiatric Association, 2014), co define o TEA como uma condição neurobiológica caracterizada por prejuízos severos e invasivos nas áreas de interação e comunicação social, com repertó- rio restrito e estereotipado de atividades e interesses. Entre tantos sintomas, o atraso no desenvolvimento da linguagem, a alte- ração comportamental e a dificuldade na interação social são fatores impac- tantes no desenvolvimento da aprendizagem e aquisição de conteúdos acadê- micos. Há que se considerar também que a rigidez com relação a rotinas e a resistência a mudanças, bem como o hiperfoco em assuntos específicos e a ecolalia, muitas vezes fazem com que o aprendente seja discriminado e fique à margem das dinâmicas escolares (Tamanaha & Perissinoto, 2017). As leis n°s 12.764/2012 e 13.146/2015, que instituíram a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e Estatuto da Pessoa com Deficiência, respectivamente, visam à garantia dos direitos das pessoas com TEA e consideram a escola como instituição respon- sável na promoção da inclusão desses indivíduos, garantindo sua adaptação social e acadêmica. Em seu capítulo IV, "Do direito à a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei n° 13.146/2015) assegura que TODOS os in- divíduos considerados deficientes ou impossibilitados de atuar plenamente em decorrência das limitações físicas, mentais ou sociais, têm o direito a adapta- ções, quaisquer que sejam necessárias, para possibilitar a verdadeira inclusão. Embora haja leis que determinem tais situações, a realidade nem sempre corresponde ao que deveria ocorrer. A inclusão e adaptação são tarefas de- safiadoras, que requerem capacitação e atualização dos profissionais envolvi- dos, uma vez que a formação destes nem sempre contempla tal necessidade. psicopedagogo, tanto na clínica quanto nas instituições, tem como dever atuar nessas demandas, realizando um trabalho em conjunto com toda a equi- pe. Dessa forma, deve levar em consideração as possibilidades do aprendente e os desafios que venham a aparecer no processo. Psicopedagogia e intervenção inclusão escolar A educação vem sofrendo transformações constantemente, e a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais em salas de aula regulares8. A clínica psicopedagógica na intervenção no transtorno do espectro autista 137 talvez seja um dos maiores desafios. Cada vez mais esses alunos vêm sendo recebidos nas escolas, e, em contrapartida, vê-se que as instituições de ensino não estão preparadas, bem como os professores não são capacitados para trabalhar com esse público. Aranha (2004) ressalta que, para haver uma verdadeira inclusão sem dis- criminação, preconceitos e rejeição por parte da escola e dos seus funcioná- rios, é preciso que haja um esclarecimento sobre assunto com toda a equipe que forma o ambiente escolar, que significa proporcionar capacitações para todos, com envolvimento e comprometimento na busca dos mesmos objetivos. Quando se trata de alunos com dificuldades visuais, restrições motoras, dificuldades auditivas e síndromes genéticas, as necessidades de adaptação, geralmente, são mais visíveis e até mesmo conhecidas. A maioria das escolas possui rampas de acesso, banheiros adaptados, portas amplas e até mesmo elevadores para melhorar e facilitar os acessos. Além dessas adaptações, tam- bém se podem observar placas em braile e outras sinalizações com símbolos internacionais, e até mesmo relevo no chão para guiar deficientes visuais. E para o aluno com TEA? Que adaptações se fazem necessárias? que é preciso adaptar na escola? que adaptar com relação aos materiais? Por tra- tar-se de um espectro com características heterogêneas, há uma variável ampla de necessidades, fazendo com que cada aluno com TEA necessite de adapta- ções personalizadas e individualizadas, assunto que será abordado a seguir. Inclusão de alunos com TEA Sassaki (2009) afirma que a inclusão é o processo pelo qual os sistemas sociais comuns se tornam adequados para toda a diversidade humana. Entre esses sistemas, um de suma importância é o educacional. Cada vez mais, ve- rifica-se que as escolas estão buscando respeitar a diversidade. aumento da preocupação também se intensificou a partir de mudanças legislativas que tornaram obrigatório o acesso ao aprendizado a todas as pessoas, indepen- dentemente do seu grau de dificuldade para aprender ou se locomover. Nesse contexto educacional, em que a Lei n° 13.146 (2015) diz que deve ocorrer "aprimoramento dos sistemas educacionais, visando a garantir con- dições de acesso, permanência, participação e aprendizagem, por meio da oferta de serviços e de recursos de acessibilidade que eliminem as barreiras e promovam a inclusão plena", os professores e profissionais de uma escola po- dem se defrontar com casos de alunos com TEA, em circunstâncias nas quais138 Intervenções em psicopedagogia ainda não tenham sido diagnosticados, e em outras em que a criança já algum tipo de tratamento, com um perfil cognitivo mais ou menos evidente faça e com sugestão de intervenções mais específicas. desenvolvimento da aprendizagem, segundo o Ministério da Educação (2003), depende da percepção, da comunicação (receptiva e interação social e do comportamento da criança, tornando maior desafio da ao tratar, especificamente, da inclusão de crianças com autismo, uma vez essa condição cursa com problemas nessas áreas em diferentes graus. Além que disso, para um indivíduo com TEA, muitas vezes será necessário fazer adap- tações no conteúdo e no currículo de modo mais intenso e detalhado para en- sinar tudo aquilo que é previsto regularmente na escola e que ocorre, muitas vezes, por meio de observação e experiência. Ou seja, os problemas sociais não serão resolvidos apenas pelo contato com outras crianças. A criança com TEA também terá dificuldade de apren- der por exploração do ambiente ou observação voluntária, o que mostra que o ensino tradicional, em que o professor é apenas o expositor de conteúdos e o aluno receptor passivo, dificilmente beneficiará uma criança autista. Dessa forma, Bosa (2006) indica que a eficácia da intervenção depende tanto da ex- periência e do conhecimento dos profissionais a respeito do autismo quanto da sua habilidade de trabalhar em equipe e com a família. aprendente com TEA e Projeto Educacional Individual (PEI) Como apresentado anteriormente, os desafios em se trabalhar com um alu- no com TEA são inúmeros e, por conseguinte, as demandas também. Há que reunir o maior número possível de informações sobre o indivíduo, que podem ser obtidas por meio da entrevista de anamnese, em que os dados da história de vida da criança são coletados. No entanto, somente essas informações não são suficientes para caracterizar o aprendente e elencar suas possibilidades e desafios perante a aprendizagem. Uma medida sugerida seria avaliar o aluno por meio de sessões de obser- vação, seja em consultório ou na própria escola, e se possível no ambiente em que ele vive. Além disso, é recomendável recolher informações a partir das avaliações já feitas com outros profissionais (como fonoaudiológica, neurop- sicológica, comportamentais ou de desenvolvimento Escala de Comporta- mento Adaptativo Vineland -, Verbal Behavior Milestones Assessment and8. A clínica psicopedagógica na intervenção no transtorno do espectro autista 139 Placement Program VB-MAPP e Assessment of Basic Language and Lear- ning Skills ABLLS), relatórios de terapeutas que acompanham a criança, bem como relatórios escolares passados, no caso de aluno já estar em escola. Além disso, deve-se verificar em qual nível de aprendizagem aprendente está, levando em consideração a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) norteia os currículos brasileiros e que servirá de base para elaborar o que Projeto Educacional Individual (PEI). Como já sugere o próprio nome, o PEI é um documento elaborado em parceria escola-terapeutas-pais, no qual são listadas todas as informações relevantes do aluno, bem como o histórico escolar referente às habilidades trabalhadas e conquistadas. A partir de tais informações, deve-se listar, com objetivos, o que a criança precisa aprender com relação às habilidades para a aprendizagem, como será ensinado, em quais condições e como será avaliado. Pletsch e Glat (2013) ressaltam que o PEI consiste em um planejamento pedagógico estruturado que visa à elaboração de um roteiro de aprendizados e experiências feito pelo educador. Ele deve ser flexível e permitir revisão constante, que reflita em sua prática, sempre que necessário. No trabalho de inclusão de alunos com TEA, deve-se ter em mente que cada aluno apresenta sua singularidade e nem sempre as mesmas estratégias terão êxito com o outro. Dessa forma, além de uma adaptação curricular, as crianças com autismo também precisam da elaboração de um PEI. Ou- tro ponto a ser considerado para estabelecer objetivos e técnicas refere-se às características cognitivas, motoras e emocionais de cada um dos indivíduos, bem como suas dificuldades (Bordini & Bruni, 2014). Veremos, na sequência, quais aspectos devem ser levados em conta na elaboração do PEI e na estruturação do ambiente. Estrutura da escola Teoricamente, todas as instituições escolares deveriam estar prontas para a inclusão, como citado anteriormente, contudo o que se observa é que nem toda escola vai ao encontro das necessidades dos alunos, em virtude das estru- turas físicas variadas, da linha pedagógica adotada e da cultura familiar. Isso não se aplica apenas a alunos com TEA, mas também é uma recomendação a ser considerada por todas as famílias, ao procurarem a escola mais adequada às características dos seus filhos, uma escola onde todos os alunos têm possi- bilidade de aprender (Mantoan, 2008).140 Intervenções em psicopedagogia E o que deve ser considerado essencial no momento de escolher uma instituição? Ambiente físico da escola: a escola oferece espaços adequados para todas as faixas etárias? As crianças interagem com qual faixa etária nos horários livres? Há espaços abertos que possibilitem variadas dinâmicas ou apenas as salas de aula e o pátio? Há toaletes e bebedouros em pontos fáceis de ser localizados? Há sala de recursos, de apoio? Sala de aula: a sala de aula da criança em questão é de fácil acesso? A mo- bília e os materiais utilizados são adequados à faixa etária? Há muitos estí- mulos concorrentes que podem atuar como gatilhos de desatenção ou com- portamentos disruptivos? qual é a quantidade de alunos por sala? Quantos professores atuam com criança? Há outros alunos de inclusão na sala de aula? Com quais demandas? Há acompanhantes terapêuticos (AT) na sala? Profissionais da escola: Qual é a formação deles? Há treinamento ou capa- citação regularmente? Todos estão cientes das necessidades e possibilida- des da criança com TEA? Grade horária, conteúdos e materiais: há estrutura curricular fixa, com aulas predeterminadas? Qual é o tempo de cada aula? Há necessidade de locomoção para aulas específicas? Há possibilidades de adaptação e flexi- bilização? É possível inserir conteúdos diferenciados, caso necessário? Há material estruturado (livro, apostilas)? aluno Como se pode observar, há muitas questões que devem ser levadas em conta quanto à estrutura geral da escola. Mas um fato primordial a ser con- siderado refere-se às habilidades ou aos pré-requisitos que a criança possui, que serão a base para um aprendizado favorável e significativo. A criança com TEA, antes de aprender conteúdos escolares formais, deve apresentar COM- PORTAMENTO de ALUNO. Comportamento de aluno envolve todas as habilidades fundamentais que um aprendente deve possuir, para que esteja apto e pronto para aprender conteúdos formais. Envolve habilidades primárias que antecedem currículos pedagógicos, que seriam toda a base necessária para que os conteúdos pos- sam ser aprendidos. A lista a seguir engloba as principais habilidades que antecedem qualquer aprendizagem escolar:8. A clínica psicopedagógica na intervenção no transtorno do espectro autista 141 Permanecer sentado por um tempo mínimo em frente da mesinha. Aproxi- madamente 15 minutos (Gomes, 2015). Ser capaz de seguir regras e combinados. Olhar com atenção para os materiais que estão sendo apresentados. Corresponder às sequências de ações básicas, como pegar, usar e depois guardar. Olhar e ouvir o professor, compreendendo os comandos dados. Conseguir comunicar suas necessidades, independentemente da forma como será feita (verbal, gestual, pictórica, materiais de comunicação ampliada). Começar e terminar atividades, sem ficar pulando de uma para outra. Saber esperar. Alternar a vez com os colegas. Não se colocar em risco. Seguir instruções, num crescente de dificuldades. Respeitar os espaços. Vale destacar a IMITAÇÃO entre os pré-requisitos básicos para a apren- dizagem. Se a criança não consegue imitar, não adiantará dar modelos, pois estes não servirão como referência de ensino. No entanto, essas habilidades também vão evoluindo e se refinando, de acor- do com o nível escolar do aluno, a condição e a possibilidade de intervenção do aprendiz. As aulas, a partir do ensino fundamental II, passam a ser divididas por disciplinas, com professores específicos. Aqui vale ressaltar que nem todo professor do ensino fundamental II e/ou médio tem formação em pedagogia (sendo mais comum serem bacharéis em sua área) ou saberá lidar com alunos com questões de desenvolvimento e aprendizagem. Assim teremos um geógrafo dando aula de geografia, um historiador dando aula de história e assim por diante, o que torna o desafio ainda maior. apoio de um psicopedagogo, aqui, faz-se importante, na medida em que ele pode intermediar o diálogo entre es- cola e aprendente, oferecendo estratégias para melhor lidar com o estudante. tempo passa a ser diferenciado também. aluno terá que lidar com interrupções a cada 40 ou 50 minutos para troca de disciplina. A quantidade de materiais para manipular aumenta significativamente também. Aos professores cabe a tarefa de observar o desempenho de seu aluno, para levantar cada passo a ser tomado e quais requisitos estão presentes ou carentes. Em parceria com o psicopedagogo e a equipe pedagógico-terapêuti- ca, devem selecionar estratégias diferenciadas para atingir os objetivos, pen-142 Intervenções em psicopedagogia sando e deixando claras as dicas ou pistas que usará. PEI será fundamental para servir de apoio no que tange às demandas e possibilidades e em como atuar de forma mais eficaz. Como adaptar os materiais Cada aprendente deverá ter o seu portfólio para que as atividades sejam adap- tadas de acordo com seu repertório. Essas atividades devem se basear no nível de apoio que será oferecido, como intermitente, limitado, extensivo e e também de pequeno porte, como alterações/adaptações e acomodações, ou de grande porte, com adaptações curriculares significativas/modicações Para apro- fundar esse tema, sugerimos a leitura do Capítulo 7, do Volume 1 desta Em linhas gerais, podemos classificar em três níveis os procedimentos para as adaptações, que estarão seguidos por exemplos: Adaptar: o material usado pela turma será seguido pelo aluno com TEA, com adaptações no tamanho de letra, no tamanho do papel, na quantidade de exercícios por página, na quantidade de exercícios total, na diagrama- ção no espaço gráfico, no nível de complexidade quanto à apresentação dos textos e com instruções curtas, passo a passo. Figura 1 (A e B) Adaptação de material quanto à letra e ao tamanho de papel. Neste caso, a modificação quanto à letra se deu em relação ao tamanho da fonte e à apresentação em letra maiúscula A) SUSTO Oscar foi pescar, jogou o anzol com a isca e puxou. Oscar levou um susto daqueles ! Ele fisgou uma máscara de Carnaval.143 clínica psicopedagógica na intervenção no transtorno do espectro autista B) SUSTO OSCAR FOI PESCAR, JOGOU ANZOL COM A ISCA E PUXOU. OSCAR LEVOU UM SUSTO DAQUELES ! ELE FISGOU UMA MÁSCARA DE CARNAVAL. Fonte: Acervo pessoal. Figura 2 Quanto ao tamanho do papel, este pode ser ajustado na horizontal e até ampliado quanto ao seu tamanho, para facilitar tanto a visualização quanto a escrita pelo aluno A) B) SUSTO SUSTO OSCAR FOI PESCAR, JOGOU o ANZOL COM A ISCA E PUXOU. OSCAR FOI PESCAR, JOGOU o ANZOL COM A ISCA E OSCAR LEVOU UM SUSTO PUXOU. DAQUELES ! OSCAR LEVOU UM SUSTO DAQUELES ! ELE FISGOU UMA MÁSCARA DE CARNAVAL. ELE FISGOU UMA MÁSCARA DE CARNAVAL. Tam A3 Tam A4 Fonte: Acervo pessoal.144 Intervenções em psicopedagogia Figura 3 Quantidade de atividades por página: para evitar poluição visual e mesmo a distração por parte do aluno, é possível reduzir a quantidade de atividades na mesma página, melhorando a diagramação e minimizando OS distratores B) Texto adaptado A) Texto original 11- com atenção exercícios e marque apenas a resposta Este texto CIRCO CIRCO BILHETE ANÚNCIO CONVITE Venha sorrir comigo! assunto principal deste texto Vamos comemorar 0 Venha sorrir comigo! meu Aninho. Festa de casamento Vamos comemorar 0 PAULO Festa de aniversário Dia: 13/10/10 meu 1° Aninho. Festa de batizado Hora: 17:00hs Local: Minha casa. Festa de 15 anos PAULO da festa é: Dia: 13/10/10 MICKEY CIRCO TURMA DA MÔNICA Hora: 17:00hs Local: Minha casa. d- A festa vai A noite durante dia a tarde ESTE TEXTO É UM : e- convite é para comemorer 1° aninho de Paulo, ou seja: BILHETE ano de crescimento 1 ano de nascimento 1 ano de escola CONVITE 1 de alimento que não pode ter em um convite: dia o ASSUNTO PRINCIPAL É: ANIVERSÁRIO local CASAMENTO presente Fonte: Acervo pessoal. Figura 4 Quantidade de exercícios e diagramação: deve-se adotar mesmo padrão da Figura 3, de modo a facilitar a visualização e realização da proposta 63 42 15 71 45 +24 +50 +63 +32 63 42 +24 +50 86 16 45 50 61 +12 +52 +34 +19 +17 42 54 35 27 30 +36 +22 +41 +31 +49 86 16 +12 +52 15 23 41 20 62 +72 +54 +18 +59 +16 44 51 36 25 72 +33 +26 +61 +42 +12 42 54 +36 +22 Fonte: Acervo pessoal.8. A clínica psicopedagógica na intervenção no transtorno do espectro autista 145 Figura 5 (A e B) de complexidade: selecionar no texto as informações são mais relevantes e apresentá-las de modo objetivo, dispensando OS detalhes vamos fornecer algumas dicas de NA COZINHA Neste utilizar a água sem Seguindo-as, como val ajudar de nossas represas NO JARDIM, NO QUINTAL e economizar na sua conta. É veja: E NA CALÇADA Limpe bem os restos de comida de pratos e antes de Não lave carro NO BANHEIRO lavá-los, jogando os com restos no Use balde Mantenha a um enquanto escova Você economizará de 12 litros em casa Encha pia com de água em e detergente eté a Não use a mangueira para limpar a calçada metade coloque e sim uma de por uns minutos é ensaboe. Usar mangueira Não tome processo "vassoura" banhos demorados. durante 15 Só ligue a de louça quando estiver minutos pode com capacidade cerca de 280 de NA LAVANDERIA água. Deixe a roupa acumular e lave tudo de uma vez. Regue as manhã ou noite, para evitar desperdicio causado pela evaporação. No tanque, feche a tomeira consome enquanto ensaboa e esfrega multa água. a Não use Utilize a de lavar Não utilize a bacia sanitária como lixeira, somente quando estiver jogando papel cigarro, etc. capacidade Uma lavadora de cinco quilos de 6 a 10 litros de água, ao consome 135 litros de a válvula de descarga por seis segundos. água cada MANEIRAS DE ECONOMIZARMOS ÁGUA Fonte: Disponível em: www.meioambiente.culturamix.com.146 Intervenções em psicopedagogia Figura 6 (A e B) selecionando uma informação a ser pedida Instruções curtas: apresentar atividades com orientações claras, curtas e A) Atividade original. ATENTAMENTE E CIRCULE A CRIANÇA QUE ESTÁ PULANDO CORDA. ERA UM BELO DIA DE SOL. AS CRIANÇAS ESTAVAM BRINCANDO NO OLHE B) Atividade adaptada, com apenas a ação a ser feita. CIRCULE A CRIANÇA QUE ESTÁ PULANDO CORDA Fonte: Disponível em: br.freepik.com. Minimizar: aqui já haverá uma interferência mais importante no material, embora possa ser utilizado já com as adaptações de base feitas (como cita- das no item anterior). Devem-se selecionar, a partir do critério de funciona- lidade para a vida da criança, os conteúdos que realmente forem essenciais. Pensar na aplicabilidade do que será apresentado aos alunos, deixando a "bijuteria" de lado. Priorizar o contexto trabalhado, as minúcias.8. A clínica psicopedagógica na intervenção no transtorno do espectro autista 147 7 (A e B) essencial: apresentar um material mais "limpo" quanto à quantidade informações A) Atividade original TRANSLAÇÃO o movimento de translação é aquele que o planeta Terra realiza ao redor do Sol planetas. tempo necessário para completar uma volta ao redor do Sol é de 365 junto dias, com 5 horas outros e cerca de 48 minutos e ocorre numa velocidade média de 107.000 km por hora. tempo que o planeta leva para dar uma volta completa ao redor do Sol é chamado "anoO civil, aceito por convenção, tem 365 dias. Como o ano sideral, ou o tempo concreto do ano acrescido ao nosso calendário, o mês de fevereiro eque recebe o nome de ano bissexto. translação, é de 365 dias e 6 horas, a cada quatro anos, temos um ano de 366 dias, movimento dia este que de é o movimento de translação é o responsável pelas quatro estações do ano : verão, outono, inverno e primavera, que ocorrem em razão das diferentes localizações da Terra no espaço. MOVIMENTO DE TRANSLAÇÃO DA TERRA ESTAÇÕES DO ANO MARCO primavera DEZEMBRO no SOL TEMBRO B) Atividade adaptada, selecionando as informações mais significativas. Translação O movimento de translação é aquele em que a Terra dá uma volta completa ao redor do Sol. Esse tempo é conhecido por ano e é responsável pelas quatro estações : verão, outono, inverno e primavera. MOVIMENTO DE TRANSLAÇÃO DA TERRA ESTAÇÕES DO ANO MARCO no norte DEZEMBRO no norte JUNHO verão no norte SOL verão no inverno no SETEMBRO no norte primavera no Disponível em:148 Intervenções em psicopedagogia Figura 8 (A, e Priorizar contexto: apresentar que realmente for significativo, considerando tema a ser trabalhado, contudo respeitando as possibilidades de compreensão do aluno Atividade original Representações do Planeta Terra o globo terrestre é considerado a representação mais fiel da superfície terrestre, pois possui uma forma esférica semelhante à da Terra. Desse modo, essa representação conserva de maneira proporcional, a forma e o tamanho dos continentes, ilhas e oceanos do nosso planeta. No entanto, o globo terrestre é uma representação que permite visualizar apenas uma face do planeta de cada vez Globo Terrestre Os planisférios ou mapasmunditambém são representações da Terra porém permitem visualizá-la por inteiro, de uma só vez. Esses mapas representam a Terra em uma superfície plana, como a de um papel. Planisfério As imagens de satélite também são representações planas que podem abranger toda a superfície terrestre ou partes dela. Essas imagens são obtidas do espaço, por meio de equipamentos instalados em satélites artificiais, que orbitam a Terra. Observe, abaixo, uma imagem de satélite da superfície da Terra.8. A clínica psicopedagógica na intervenção no transtorno do espectro autista 149 Imagem de satélite da superfície da Terra. Mundo Melhor Geografia Lis Andreia Giaretta/Thatiane Tomal Pinela. São Paulo, Quinteto editorial, 2012 Atividade adaptada Apenas as imagens e sua nomenclatura, para pareamento e identificação. REPRESENTAÇÕES DO PLANETA TERRA PLANISFÉRIO OU MAPA MUNDI GLOBO TERRESTRE IMAGEM DE SATÉLITE DA SUPERFÍCIE DA TERRA Fonte: Planisfério: disponível em: Globo terrestre: disponível em: NP_660576-MLB31133460428_062019-O.jpg Imagem de satélite: disponível em:150 Intervenções em psicopedagogia pares etários, contextos ensinados, Modificar: nesse "descolando-se" nível, a prioridade dos materiais é o aluno com TEA vel, basear-se nos eliminando porém com modificação que seus ternativas, sempre trabalhando com o nível em que a criança atividades ou procedimentos, componentes e introduzindo de técnicas al. Figura 9 (A e B) Modificação de conteúdo: priorizar tema "animais" e seus em apresentá-lo em forma de texto, organizá-lo a partir de figuras e solicitar vez de comandos simples A) Atividade original Atividade: Exercite: Atividade: rotina Projeto Quem não não tem Nada a Dizer Tema: Monterio Lobato 1. Combine as silabas, copie complete as frases: Atividade: Pecuária cuidando de bois vacas. trabalha na pecuária, Pecuária é 0 trabalho de criar cuidar do gado. Muitos profissionais trabalham na pecuária: pecuarista, peões, vaqueiros, retireiros, pastores, veterinários, etc. b. A pecuária é trabalho de criar do Há diversos tipos de gado: Bovino de bois vacas; Asinino de asnos, jumentos, burros Suino de poscos e porcas; bestas; Ovinos de ovelhas @ Equino de cavalos éguas; 2. Observe as figuras escreva name dos tipos de Caprino de cabras Muar de mulas; de búfalos. suino N ovino caprino obtemos 3. Observe do as gado palavras das fichas copie somente dos produtos que asinino leite muar bufalino carne ovos penas Os animais necessita de cuidados especiais: gordura Boas pastagens; Alimentação Limpeza dos locais onde vivem; 4.0 que faz cada um desses profissionais que trabalham na pecuária? a. pastor Vacinas e remédios; b. veterinário . Acompanhamento por médicos Peão d. retireiro Do gado podemos obter vários produtos: 0 leite, a a gordura, 0 couro, a as pele, etc. fornece melhores produtos homem. 0 gado bem fica mais forte saudável. Assim, presta bons serviços Atividade: Para Casa Pastor guardador de ovelhas. Peão trabalhador que cuida de cavalos, burros e bestas. Retireiro trabalhador que toma conta do gado. Quais são os tipos de gado encontrados no seu municipio? Vaqueiro guardador de bois vacas b. Que produtos da pecuária são utilizados em sua casa? Veterinário médico de animais. 2. Ciente: Fonte:8. A clínica psicopedagógica na intervenção no transtorno do espectro autista 151 Figura 10 (A, e Atividade adaptada B) Atividade adaptada REBANHO BOVINO REBANHO BOVINO BOI VACA PORCOS PRODUTOS DERIVADOS PRODUTOS DERIVADOS CARNE LEITE QUEIJO LINGUIÇA SALAME PRESUNTO REBANHO EQUINO AVICULTURA: CRIAÇÃO DE AVES ATIVIDADE BOI VACA CAVALOS PRODUTOS DERIVADOS MARQUE os DERIVADOS DO TRANSPORTE DE PESSOAS E REBANHO BOVINO MERCADORIAS FRANGO ovos EMPANADOS ovos CARNE LEITE Fonte: Acervo pessoal, construído em colaboração com a AT Daniele Vieira. Um recurso que pode (e deve) ser utilizado é a Comunicação Alternativa Ampliada (CAA). A CAA é uma prática clínica e educacional que se propõe a compensar (temporária ou permanentemente) a incapacidade ou dificuldade do indivíduo... Tem como objetivo valorizar todos os sinais expressivos do sujeito, para o es- tabelecimento de uma comunicação rápida e eficiente (Walter & Nunes, 2013, p. 2). De forma precisa: Dizemos que a comunicação é aumentativa, quando o indivíduo utiliza outro meio de comunicação para complementar ou compensar deficiências que a fala apresenta, mas sem substituí-la totalmente. E que a comunicação152 Intervenções em psicopedagogia é alternativa, quando o indivíduo utiliza outro meio para se comunicar invés da fala, devido à impossibilidade de articular ou produzir sons ao quadamente (Tetzchner & Martinsen, 1992, p. 2). A expressão "comunicação alternativa ampliada" é utilizada para defi- nir outras formas de comunicação, como o uso de gestos, língua de expressões faciais, uso de pranchas de alfabeto ou símbolos pictográficos. até o uso de sistemas sofisticados de computador, com voz sintetizada (Glennen, 1997). Em muitos dos casos, a criança com TEA deverá, além dos recursos adap- tativos, também contar com o apoio de um AT, para auxiliar nas demandas já descritas e na regulação comportamental, atuando como SUPORTE e FACI- LITADOR do processo de aprendizagem. Figura 11 Receita retirada de um domínio público Receita de Mousse de Manga Ingredientes : 1 lata de leite condensado 1 lata de creme de leite 1 lata de suco de manga Modo de fazer Bater todos os ingredientes no liquidificador. Despejar o líquido num refratário. Levar ao congelador por 2 horas8. A clínica psicopedagógica na intervenção no transtorno do espectro autista 153 Figura 12 (A e B) Receita adaptada A) RECEITA ADAPTADA - MOUSSE DE MANGA PASSOS Moça Nestle desde 1921 iStock154 Intervenções em psicopedagogia ATIVIDADE ADAPTADA SOBRE A RECEITA MARQUE os INGREDIENTES QUE USAMOS : Moça desde 1921 Nestle Creme Fonte: Atividade adaptada do livro de Ciências, do ano, do Colégio Objetivo. Elaborada em supervisão com a AT.8. A clínica psicopedagógica na intervenção no transtorno do espectro autista 155 A seguir é apresentado o texto "Boi da cara preta" de forma adaptada. Figura 13 Utilização de imagens apenas para a representação da música do folclore brasileiro MÚSICA Fonte: Acervo pessoal.156 Intervenções em psicopedagogia 8. A clínica psicopedagógica na intervenção no transtorno do espectro autista 157 Figura 14 (A e B) Atividades apresentadas com a utilização de CAA para as instruções Avaliação saber se o aluno aprendeu que foi ensinado? A CONTAR Como base no PEI e no repertório do aluno, estabelecem-se os objetivos a se- 1 3 rem para identificar se o aluno chegou aonde se esperava, para correção necessário. Com atingidos, sempre levando em conta as necessidades individuais. A avaliação das 2 servirá estabelecidas e estabelecimento de novas metas, sempre que metas profissional precisa ter em mente que qualquer habilidade, quando divi- o pequenas etapas e ensinadas passo a passo, tem maior possibilidade facilitará dida em avaliada quanto à sua conquista. Colocar pequenos objetivos de as aquisições, ser as quais serão mais fáceis de ser redirecionadas ou repetidas. do exemplo básico é o objetivo de estar alfabetizado ao final ano. Um aluno não estiver dominando completamente os códigos de leitura e Se o ele dificilmente atingirá o objetivo, e todas as pequenas conquistas escrita, desconsideradas. Dividindo-se o objetivo em partes menores, pautados tema, PINTE A IMAGEM QUE MOSTRA UM RIO COM ÁGUAS LIMPAS serão de metas SMART (para maior aprofundamento sobre mais visíveis o e na proposta Capítulo 7 do volume 1 desta coleção), as aquisições ficam inicial sub- ver de seguir num crescente. Por exemplo, o mesmo objetivo identificar a passíveis em: diferenciar letras de numerais, reconhecer a letra A, palavra, dividido em meio a várias letras, ser capaz de identificar a letra A numa palavras, letra identificar A o som inicial A em palavras, identificar o som final A em elencar objetos que iniciem com a letra A e assim sucessivamente. avaliação não precisa ser feita sempre da mesma maneira mostrar e igual o para que A Possibilitar que o aluno apresente formas variadas de desempenho todos. (oralmente, por meio de desenho, gravação, colagens, ocorreu, inclusi- aprendeu global etc.) trará maiores indicativos de que a aprendizagem ve por meio de autoavaliação. Fonte: Rio com águas158 159 Intervenções em psicopedagogia 8. A clínica psicopedagógica na intervenção no transtorno do espectro autista Figura 15 (A e B) Avaliação adaptada com desenhos para melhor autonomia e compreensão por parte do aluno MATEMÁTICA A RODA DE CONVERSA IDENTIFIQUEI NUMERAIS ATÉ 30 IDENTIFIQUEI NUMERAIS ATÉ 20 PARTICIPEI NÃO PARTICIPEI 1 2 3 4 56 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 PESQUISA CORPO HUMANO REFEIÇÕES - ALMOÇO E JANTAR PARTICIPEI NÃO PARTICIPEI PARTICIPEI COM COLEGAS NÃO PARTICIPEI Fonte: Material cedido pela AT Veronica Urbani para esta publicação. Considerações finais sociedade que aceite e valorize todas as diferenças, como classe de cada so- Uma etnia, e que respeite as necessidades e individualidades independente- cial, pessoa cor de e acordo com a legislação, deve ser garantida a todos, mente de possuírem deficiências ou não.161 160 Intervenções em psicopedagogia 8. A psicopedagógica na intervenção no transtorno do espectro autista Martinsen, H. (1992). Augmentative and Alternative In profissional que atua com a educação inclusiva deve ter V., & Sign teaching & the use of communication Whurr E. Martinsen, contínua buscando vencer obstáculos para um melhor desempenho uma formação Tetzchner & H. nal. Cada aluno possui seu ritmo para aprender, e aos educadores educacio olhar de lidar com as diversas situações que possam ser ter Tetzchner, E. de F., & ensino Nunes, regular. L. R. Revista d'O. de Educação P. (2013). Especial, Comunicação 26(47), alternativa 587-602. para https://doi. alunos no aluno em suas habilidades e competências. a dia, podendo ter a inclusão diariamente em sala de respeitando dia 0 Walter. com 10.5902/1984686X9689 cada org meio de técnicas e métodos, possibilita uma intervenção que vise à por psicopedagogo ocupa um papel importante nesse de problemas de aprendizagem nas escolas, criando propostas que solução a facilitar a vida acadêmica, em todos os níveis, dos aprendentes com venham Sabe-se que há muito que trilhar no caminho da inclusão. Cada nal, em sua área, tem contribuições imprescindíveis a fazer no processo que um dia as diferenças possam ser eliminadas. desenvolvimento da criança. Aqui não cabe dividir e sim somar esforços, para de Referências American Psychiatric Association (2014). Manual diagnóstico e estatístico de transtornos tais: DSM-5. Artmed. Aranha, M. S. F. (2004). Educação inclusiva: Transformação social ou In S. Omote (Org.), Inclusão: Intenção e realidade. Fundepe. Bordini, D., & Bruni, A. R. (2014). Transtorno do espectro autista. In G.M. Estanislau & R. A. Bressan (Orgs.), Saúde mental na escola: que os educadores devem saber. Artmed. Bosa, C.A. (2006). Autismo: Intervenções psicoeducacionais. Revista Brasileira de 28, 47-53. Glennen, S. L. (1997). Introduction to argumentative and alternative communication. In Glennen & D. DeCoste (Eds.), The handbook of argumentative and alternative communica- tion. Singular Publishing Group. Gomes, C.G.S. (2015). Ensino de leitura para pessoas com autismo. Apris. Lei n° 13.146, de 6 de julho de 2015 (2015). Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com cia. T.E. M. (2008). O desafio das diferenças nas escolas. Vozes. Pletsch, M. D., & Glat, R. (2013). Plano Educacional Individualizado (PEI): Um diálogo entre práticas curriculares e processos de avaliação escolar. In M. D. Pletsch & R. Glat, gias educacionais diferenciadas para alunos com necessidades especiais. Eduerj. Sassaki, R. K. (2009). Inclusão: Acessibilidade no lazer, trabalho e educação. Revista Nacional de Reabilitação (Reação), 12, 10-16. Tamanaha, In A. C., & Perissinoto J. (2017). Linguagem compreensiva, expressiva e Hogrefe. C. A. Bosa & M. C. T. V. Teixeira, avaliação psicológica e neuropsicológica.