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GERAÇÃO, TRANSMISSÃO E GERAÇÃO, TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA Engenharia Elétrica, 7º sem., noturno Faculdade Pitágoras-Londrina, 2011/1 Prof. Maurício G. Ballarotti (m.ballarotti@gmail.com) 1GTD 2011 4. Distribuição de Energia Elétrica Distribuição de Energia Elétrica 1. Introdução 2. Sistema de Subtransmissão 3. Subestações 4. Equipamentos GTD 2011 4. Equipamentos 5. Carga: Representação e Tipos 6. Estrutura Tarifária 7. Tipos e Topologias de Linhas de Distribuição 8. Sistema Digital de Automação 9. Queda de Tensão 10.Correção do Fator de Potência 3 Carga • Por que conhecer a carga? • Por que tentar representar a carga? • Para dimensionar e projetar os alimentadores e todos os componentes da rede. GTD 2011 e todos os componentes da rede. • Veremos a seguir alguns modos de representar a carga. 4 Intermediária Ponta Carga/Demanda de Energia: base, intermediária e ponta (relembrando) GTD 2011 5 Base Intermediária Variações da Carga • Podemos observar que a curva de carga diária varia durante a semana, sensivelmente, dos dias úteis para o final de semana e eventuais feriados. GTD 2011 feriados. • Tal variação é mais acentuada ao longo do ano, quando varia com a estação, com o período de férias, etc. 6 Representação da Carga • A carga pode ser representada de diversos modos, dentre eles se destacam: – Carga concentrada (rede 1ª) e Carga uniformemente distribuída (rede 2ª) GTD 2011 distribuída (rede 2ª) – Carga representada por sua demanda máxima • (medição da energia consumida num determinado intervalo de tempo e de uma estimativa do fator de carga, avaliado em função do seu consumo ou do tipo de atividade desenvolvida) – Carga representada por curvas de carga típica • (de cada classe de consumidor, p.ex.) 7 • Existem fatores típicos utilizados em sistemas de distribuição que representam a carga, os quais enfocaremos daqui em diante. São eles: 1. Demanda 2. Demanda máxima Representação da Carga GTD 2011 2. Demanda máxima 3. Diversidade de carga 4. Fator de demanda 5. Fator de utilização 6. Fator de carga 7. Fator de perdas 8 Demanda • Definição: – “A demanda de uma instalação é a carga nos terminais receptores tomada em valor médio num intervalo de tempo”. GTD 2011 • Quando o intervalo de tempo tende a zero, tem-se a demanda instantânea. • Usualmente, tomam-se valores médios em intervalos de 10 ou 15 minutos e traça-se uma curva, a chamada curva de demanda. 9 Demanda • Exemplo de curva diária de demanda. • Considerando que se trata da potência ativa, a área sob a curva corresponderá à energia consumida diariamente. tata 10 Diversidade de Carga • Qual será a demanda máxima imposta a um alimentador (saída de uma subestação, p. ex.)? – Cada consumidor tem uma curva de carga. – Será a soma das demandas máximas dos consumidores individuais? GTD 2011 consumidores individuais? – Não, pois cada consumidor possui uma curva diferente, com suas demandas máximas em horários diferentes. – Assim, a demanda máxima imposta a uma alimentador será menor que a soma das demandas máximas individuais. 11 Diversidade de Carga • Assim, define-se: – “A demanda diversificada de um conjunto de cargas, num dado instante, é a soma das demandas individuais das cargas, naquele instante”. ∑= (t)D(t)D :é cargas de conjunto um de adadiversific Demanda GTD 2011 12 ∑ ∑ = = = = n1,i idiv n1,i idiv (t)D n 1 (t)d :é cargasn de conjunto um de unitária adadiversific Demanda dia no tempode instante t, carga cada i, :sendo (t)D(t)D • A demanda máxima diversificada corresponde ao instante ta (normalmente do dia) em que ocorre a demanda máxima do conjunto de cargas, isto é: Diversidade de Carga GTD 2011 cargas, isto é: 13 ∑ = == n1,i aiadivmáxdiv, )(tD)(tDD • Define-se, também, o fator de diversidade do conjunto de cargas como: – “O fator de diversidade de um conjunto de cargas é a relação entre a soma das demandas máximas Diversidade de Carga GTD 2011 é a relação entre a soma das demandas máximas das cargas e a demanda máxima do conjunto”. 14 1)(sempre D D f máxdiv, n1,i imáx, div >= ∑ = • Define-se: – “O fator de contribuição de cada uma das cargas do conjunto é definido pela relação, em cada instante, entre a demanda da carga considerada e sua demanda máxima”. (sempre 1 quando o elemento está operando em GTD 2011 • É > 1 quando o elemento está operando em sobrecarga. • Exemplo: 17 Fator de Utilização • O fator de utilização de um sistema ou parte dele, num determinado período de tempo Δt, é a relação entre a demanda máxima do sistema, no período Δt, e sua capacidade. • A capacidade obrigatoriamente é expressa em GTD 2011 • A capacidade obrigatoriamente é expressa em unidade de corrente ou potência aparente. • Adimensional • Geralmente 1 quando o elemento está operando em sobrecarga. 18 Fator de Utilização t período no sistema do máxima demanda D sistema do utilização defator f :onde C D f máx util sist máx util ∆= = = 19 sistema do capacidade C t período no sistema do máxima demanda D sist máx = ∆= • Exprime a porcentagem da capacidade do sistema que está sendo utilizada. • Exemplo: o tronco de um alimentador tem capacidade para transportar 1,2 MVA, mas transporta somente 592,08 kVA num determinado Δt. • Logo: futil = 592,08/1.200 = 0,4934 = 49,34% • Sob o ponto de vista de carregamento, tronco está operando com uma reserva de 50,66%. Fator de Carga • Define-se: – “O fator de carga de um sistema ou de parte dele como sendo a relação entre as demandas média e máxima do sistema, correspondentes a um período de tempo Δt”. GTD 2011 de tempo Δt”. • O fator de carga é adimensional • Sempre ≤ 1. – Fator de carga = 1 � demanda constante. 20 • Assim, tem-se que: Fator de Carga : t.D d(t).dt D D f máxmáx média carga ∆ == ∫ onde GTD 2011 21 tinstante no ainstantâne demanda d(t) ∆t período no sistema do máxima demanda D ∆t período no sistema do média demandaD ∆t período no sistema do carga defator f : máx média carga = = = = onde • Escrevendo de outra maneira: Fator de Carga ∆t.D ε ∆t.D ∆t período no absorvida Energia ∆t.D ∆t.D f máxmáxmáx média carga === GTD 2011 22 Fator de Perdas • Define-se: – “O fator de perdas de um sistema ou parte dele como sendo a relação entre os valores médio e máximo da potência dissipada em perdas, num intervalo de tempo Δt”. GTD 2011 Δt”. – Sendo p(t) o valor da perda instantânea no instante t, tem-se: 23 t.p ∆t intervalo no perdida Energia t.p p(t).dt p p ∆t em máxima Perda ∆t em média Perda f máx máxmáx média perdas ∆ = ∆ === ∫ Exercício em sala • Criar três consumidores com perfis de consumo diferentes, com curvas diárias de carga diferentes (só 3 patamares diferentes com 24 intervalos de 1 hora) • Criar um alimentador (subestação) para os três, com capacidadeespecificada de x MVA. • Estabelecer potências nominais das três cargas em MVA • Encontrar: GTD 2011 • Encontrar: – Demanda máxima de cada carga – Demanda máxima diversificada – Demanda diversificada unitária – Fator de diversidade do conjunto de cargas – Fator de contribuição de cada carga para as 19 h – Fator de contribuição para a demanda máxima – Fator de demanda de cada carga – Fator de utilização do alimentador – Fator de carga de cada carga 24 Representação e Modelagem da Carga • Pode-se modelar as cargas em um sistema de distribuição basicamente de três modos, a saber: – Carga de Potência Constante GTD 2011 – Carga de Potência Constante – Carga de Corrente Constante – Carga de Impedância Constante 25 Representação e Modelagem da Carga • A Tabela mostra as aproximações recomendadas para modelagens de carga segundo o tipo de alimentador: GTD 2011 26 Estrutura Tarifária • A tarifa da energia elétrica tem por finalidade remunerar a concessionária dos investimento no sistema e dos custos operacionais. • Deve-se lembrar que o sistema está construído de modo a atender à demanda máxima, que GTD 2011 de modo a atender à demanda máxima, que tem duração de cerca de 2 horas. • Assim, é razoável considerar-se a estrutura tarifária que leve em conta a tarifação da demanda máxima verificada e da energia absorvida, “tarifa binômia”. 27 • Exemplo: Camargo, p. 44 (fazer em sala). Estrutura Tarifária GTD 2011 28 • O problema de fixação da tarifa se afigura de maior complexidade que o exemplo simplista apresentado, pois que, deve levar em consideração, dentre outros, fatores Estrutura Tarifária GTD 2011 consideração, dentre outros, fatores pertinentes à disponibilidade de água nos reservatórios, ano seco ou ano úmido, à estação do ano, período de seca ou de chuva, etc. 29 Estrutura tarifária • Tributos aplicáveis ao setor elétrico: – Tributos federais: • Programas de Integração Social (PIS) • Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) GTD 2011 (COFINS) – Tributo estadual: • Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) – Tributo municipal: • Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (CIP) 30 En ca rg o s GTD 2011 31 En ca rg o s Tarifa média Brasil GTD 2011 32 Referências • Curso de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica, Profa. Ruth P. S. Leão, Univ. Fed. Ceará www.dee.ufc.br/~rleao/GTD/Livro.htm • L. L. Grigsby, Electric Power Generation, Transmission and Distribution, CRC Press, 2nd Ed., 2007. • N. Kagan, C. C. B. de Oliveira e E. J. Robba, Introdução aos Sistemas de Distribuição de Energia Elétrica, 1ª Ed., São Paulo: Blucher, 2005. • L. C. Zanetta Jr., Transitórios Eletromagnéticos em Sistemas de Potência, Edusp, • L. C. Zanetta Jr., Transitórios Eletromagnéticos em Sistemas de Potência, Edusp, 2003. • T. Gönen, Electric Power Distribution System Engineering, 2nd Ed., CRC Press, 2007. • Agência Nacional de Energia Elétrica (Brasil), Por dentro da conta de luz: informação de utilidade pública / Agência Nacional de Energia Elétrica, 4a. Ed., Brasília: ANEEL, 32 p., 2008. (http://www.aneel.gov.br/area.cfm?idArea=532) • http://www.aneel.gov.br/arquivos/PDF/Cartilha_COPEL_pdf.pdf • Empresa ABB: http://www.abb.com/product • Empresa ARTECHE. Flash com equipamentos: http://www.arteche.com/web/frontoffice/Index.aspx?Idioma=3 33GTD 2011