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GERAÇÃO, TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA Engenharia Elétrica, 7º sem., noturno Faculdade Pitágoras-Londrina, 2011/1 Prof. Maurício G. Ballarotti (m.ballarotti@gmail.com) 1GTD 2011 3. Transmissão de Energia Elétrica Transmissão de Energia Elétrica 1. Introdução à Transmissão 2. Rede de Transmissão no Brasil 3. Materiais e Componentes das Linhas de Transmissão 4. Projeto e Especificação de Linhas de Transmissão (LT) GTD 2011 4. Projeto e Especificação de Linhas de Transmissão (LT) (breve) 5. Cálculo de Parâmetros Elétricos da LT de Potência 6. Modelos de Linha de Transmissão 7. Exercícios 8. Operação em Regime Permanente das LTs (breve). 3 3. Materiais e Componentes das Linhas de Transmissão • Os componentes básicos de uma linha de transmissão aérea são: 1. Cabos Condutores 2. Isoladores GTD 2011 2. Isoladores 3. Estrutura de Suporte 4. Cabos Pára-raios 4 • São eles que realizam o processo de transmissão de energia elétrica em uma linha de transmissão • Um bom cabo condutor tem: 3.1 Cabos Condutores GTD 2011 • Um bom cabo condutor tem: 1. Alta condutividade elétrica 2. Boa resistência mecânica 3. Boa resistência ao sol, umidade, calor, frio, etc. 4. Baixo peso específico (ou densidade) 5. Custos não elevados 5 3.1 Cabos Condutores • Dentre os materiais que melhor preenchem estas características, destacam-se: – Cobre – Alumínio GTD 2011 – Alumínio • E são os materiais mais usados em LTs. 6 • Nas linhas de transmissão aéreas são usados cabos condutores obtidos pelo encordoamento de fios � maior resistência mecânica! 3.1 Cabos Condutores O enrolamento espiralado das camadas resulta em indutância extra na LT (longo solenóide)! GTD 2011 • Normalmente e no Brasil também, os cabos condutores empregados em LTs possuem fios de alumínio dispostos em camadas: – com alma de aço (CAA, cabo de alumínio com alma de aço ou ACSR, Aluminium Conductor Steel Reinforced) – ou sem alma de aço (CA, cabo de alumínio) 7 extra na LT (longo solenóide)! Considerar no projeto. Por que é tão crucial escolher os materiais e projetar bem os cabos condutores? • Porque pequenas variações de características dos materiais e dos cabos como: – Condutividade/resistividade – Coeficiente térmico de resistividade – Coeficiente de dilatação térmica – Densidade GTD 2011 – Densidade – Carga de ruptura – Módulo de elasticidade • se acumulam ao longo de centenas e milhares de km das linhas, podendo resultar em grandes perdas de potência, danos mecânicos, etc. • Por isso, se buscam ligas especiais de alumínio com outros elementos químicos. 8 • Aérea (mais largamente usada e foco deste curso) • Subterrânea • Submarina 3.1 Cabos Condutores Exemplos Comerciais GTD 2011 • Submarina 9 3.1 Cabos Condutores Espaçamento e Arranjo Espaçamento entre condutores de uma linha de transmissão aérea: O arranjo do espaçamento GTD 2011 10 O arranjo do espaçamento pode ser horizontal, vertical ou triangular. 3.2 Isoladores • Os cabos condutores são ligados às estruturas de transmissão pelo emprego de isoladores, cuja função consiste em isolar eletricamente os condutores GTD 2011 eletricamente os condutores energizados das estruturas de transmissão e resistir às solicitações mecânicas e elétricas oriundas dos cabos condutores. 11 • Solicitações Mecânicas: – Forças verticais pelo peso dos condutores – Forças horizontais axiais para suspensão dos condutores sobre o solo – Forças horizontais transversais pela ação dos ventos 3.2 Isoladores GTD 2011 ventos • Solicitações Elétricas: – Tensão normal e sobretensões à frequência industrial – Surtos de sobretensão de manobra, de curta duração, atingindo níveis de duas a cinco vezes a tensão normal entre fase-terra – Sobretensões de origem atmosférica (descargas atmosféricas ou relâmpagos) 12 • Os isoladores devem oferecer uma alta resistência para correntes de fuga de superfície e ser suficientemente espesso para prevenir ruptura sob as 3.2 Isoladores GTD 2011 para prevenir ruptura sob as condições de tensão que devem suportar. • Para aumentar o caminho de fuga e, portanto a resistência de fuga, os isoladores são construídos com curvas e saias. 13 3.2 Isoladores - Tipos • Os isoladores são basicamente de 4 tipos: 1. Isoladores de Pino ( 70 kV) GTD 2011 2. Isoladores de Disco (> 70 kV) • 110kV (4 a 7 discos) • 230 kV (13 a 16 discos) • > 500 kV feixes de isoladores 3. Isoladores de Suspensão 4. Isoladores tipo Pilar de subestação e de linha 14 3.2 Isoladores - Material • Os isoladores são normalmente constituídos pelos seguintes materiais: – Porcelana vitrificada (mais GTD 2011 – Porcelana vitrificada (mais usado) – Vidro temperado – Fibras de vidro tratadas com resinas epoxi (referido também “polimérico” ou “sintético”) 15 • A porcelana é uma variedade de cerâmica dura e resistente. • Os materiais cerâmicos se caracterizam, em geral: – por um preço baixo – por um processo de fabricação relativamente simples e – por características elétricas ou dielétricas, térmicas e mecânicas vantajosas desde que o processo de fabricação é bem controlado. • Composição da cerâmica: Isoladores de Porcelana Vitrificada GTD 2011 • Composição da cerâmica: – Argila – Caulim (silicatos hidratados de alumínio) – Quartzo (componente que influi termicamente: quanto maior sua porcentagem, maior é a temperatura suportada pela porcelana) – Feldspato (componente que define o comportamento isolante como rigidez dielétrica, fator de perdas, etc.) • O isolador de porcelana possui uma camada de verniz. 16 • Cadeia de Ancoragem (conexão mecânica e “desconexão” elétrica do cabo condutor na torre): GTD 2011 torre): – Isoladores – Ferragens (grampo de suspensão, concha-garfo, elo- bola) – Jamper 17 3.3 Estrutura de Suporte • As estruturas de suporte de transmissão têm por objetivo sustentar os cabos condutores e elementos associados (isoladores, ferragens e cabos pára-raios). GTD 2011 cabos pára-raios). 18 • Podendo ser encarada como uma viga engastada no solo, a torre de transmissão fica sujeita aos seguintes esforços: – Cargas verticais: peso dos cabos, acessórios de fixação dos cabos e peso próprio 3.3 Estrutura de Suporte GTD 2011 dos cabos e peso próprio – Cargas horizontais transversais: ação do vento sobre os cabos, tração transversal dos cabos e esforços devidos ao estaiamento – Cargas horizontais longitudinais: ação do vento na direção da linha e tração longitudinal dos cabos • Identificar com a turma tais forças no quadro. 19 • Por causa dos tipos de cargas e esforços sofridos pela estrutura, as torres de transmissão podem ser 3.3 Estrutura de Suporte GTD 2011 transmissão podem ser classificadas segundo dois tipos básicos: 1. Estruturas autoportantes 2. Estruturas estaiadas 20 • Os cabos condutores podem ser colocados nas estruturas segundo disposição: 3.3 Estrutura de Suporte GTD 2011 disposição: – Triangular – Horizontal – Vertical (usada normalmente em linhas a circuito duplo) 21 • Seguem alguns exemplos de tipos de torres dentre os vários desenhos GTD 2011 desenhos existentes: • As torres de transmissão são solidamente aterradas. 22 GTD 2011 23 GTD 2011 24 Alguns exemplos relacionamento tensão de operação com tamanho da torre, dos isoladores e distância entre condutores: GTD 2011 25 • As dimensões e formas de estruturas de LTs dependem: – Disposição dos condutores: triangular, horizontal ou vertical – Distância entre condutores – Dimensões e forma de isolamento – Número de circuitos envolvidos 3.3 Estrutura de Suporte GTD 2011 – Número de circuitos envolvidos – Materiais estruturais: • Estruturas metálicas de aço revestido com zinco (aço galvanizado): proteção que atende à maioria das condições de agressividade atmosférica (mais usadas)• Concreto armado • Madeira (muito usada nos E.U.A. assim como estruturas tubulares de aço) • Fibras de vidro 26 3.4 Cabos Pára-raios • Localizados no topo da torre, têm a função de blindar a linha e protegê-la contra descargas atmosféricas. • Também chamados de “cabos-guarda”. GTD 2011 • Também chamados de “cabos-guarda”. • Material: em geral, usa-se aço galvanizado, mas também ligas de alumínio. • Diâmetro: 3/8-1/2”. 27 GTD 2011 28 • Quanto ao aterramento, podem ser: – Solidamente aterrados através de fortes conexões mecânicas e elétricas (forma mais comum). 3.4 Cabos Pára-raios GTD 2011 (forma mais comum). – Isolados através de isoladores de baixa capacidade de ruptura. • Podem ser usados também para transmitir dados através do uso de cabos OPGW (Optical Ground Wire), pois possuem feixes de fibra ótica além dos fios de alumínio. 29 4. Projeto e Especificação de Linhas de Transmissão (breve) • Aqui será dado somente uma noção geral e superficial de projeto e especificação de uma LT. • Os dados usados no início do projeto de uma GTD 2011 • Os dados usados no início do projeto de uma linha de transmissão são normalmente: 1. Potência a ser transmitida 2. Distância entre os pontos emissor e receptor 30 • No segundo passo do projeto de um LT, as principais especificações para uma linha aérea CA são: 1. Frequência de operação (Hz) 2. Potência a ser transmitida (kW ou MW) 3. Fator de potência no terminal receptor 4. Distância da linha (km) 4. Projeto e Especificação de Linhas de Transmissão (breve) GTD 2011 4. Distância da linha (km) 5. Queda de tensão permitida sob condição de plena carga em relação à tensão no receptor 6. Perdas possíveis na linha 7. Limitações de perda por corona por km e eficiência da linha 8. Variação de temperatura a qual a linha estará sujeita 9. Possível faixa de servidão (áreas sobre as quais passarão as LTs) 10. Eventos climáticos (força do vento, incidência de descargas atmosféricas, carregamento de gelo, etc.) 31 • Têm-se na saída do projeto da LT os seguintes dados, que serão usados na construção: 1. bitola dos condutores 2. espaçamento de condutores 4. Projeto e Especificação de Linhas de Transmissão (breve) GTD 2011 3. número de isoladores (por cadeia ou agrupamento) 4. bitola do condutor neutro 5. localização do condutor neutro na torre 6. tração permitida nos condutores 7. flecha para diferentes distâncias entre torres 8. resistência de aterramento, etc. 32 Referências • Camargo, C. C. B., Transmissão de energia elétrica: Aspectos Fundamentais, Ed. da UFSC, 2006. • Curso de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica, Profa. Ruth P. S. Leão, Univ. Fed. Ceará, acesso em Maio/2001 @ www.dee.ufc.br/~rleao/GTD/Livro.htm 33GTD 2011