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GERAÇÃO, TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA Engenharia Elétrica, 7º sem., noturno Faculdade Pitágoras-Londrina, 2011/1 Prof. Maurício G. Ballarotti (m.ballarotti@gmail.com) 1GTD 2011 2. Geração de Energia Elétrica(mar/2011) Termelétricas 1. Introdução 2. Combustíveis usados 3. Esquemas, principais tipos e configurações GTD 2011 e configurações 4. Impacto ambiental 3 • Veremos um resumo dos tipos e possíveis configurações de centrais termoelétricas: – Centrais a Vapor (não-nucleares) – Centrais a Diesel iii. Centrais Termelétricas Esquemas, Principais Tipos e Configurações GTD 2011 – Centrais a Diesel – Centrais Nucleares – Centrais a Gás 4 • Centrais a Vapor (não-nucleares): – São aquelas que se utilizam exclusivamente da combustão externa para gerar energia elétrica. – Combustíveis: Esquemas, Principais Tipos e Configurações: Centrais a Vapor (não-nucleares) GTD 2011 – Combustíveis: • Óleo combustível • Óleo diesel • Carvão • Gás Natural • Biomassa (lenha, bagaço da cana, lixo, etc.) 5 • A geração de energia nas termelétricas convencionais se baseia no Ciclo Rankine, onde a eficiência é bastante baixa (25-30%) em relação aos padrões atuais, o que compromete significativamente o preço da Esquemas, Principais Tipos e Configurações: Centrais a Vapor (não-nucleares) GTD 2011 compromete significativamente o preço da energia. • Além do mais, o óleo combustível é caro no Brasil, ficando sujeito às variações do preço do barril do petróleo. 6 • Fluído de trabalho: água desmineralizada • Por se tratar de um ciclo fechado, a água desmineralizada deve ter um controle rígido da (a) sílica (SiO2), evitando incrustações e Esquemas, Principais Tipos e Configurações: Centrais a Vapor (não-nucleares) GTD 2011 da (a) sílica (SiO2), evitando incrustações e condutividade e (b) sódio, prevenindo corrosão. • Perdas: – Caldeira: 10% – Vapor de exaustão nas turbinas a vapor: ~55% 7 Esquemas, Principais Tipos e Configurações: Centrais a Vapor (não-nucleares) GTD 2011 8 Maiores Perdas A mesma coisa de outra maneira... GTD 2011 9 • Baixa eficiência espanta investidores! • Vantagens atualmente: – A possibilidade dessas usinas utilizarem diferentes combustíveis aliado ao relativo baixo custo de implantação fazem dela uma alternativa Esquemas, Principais Tipos e Configurações: Centrais a Vapor (não-nucleares) GTD 2011 combustíveis aliado ao relativo baixo custo de implantação fazem dela uma alternativa interessante em tempos de crise. – Essas térmicas convencionais vêm sendo construídas em plantas de pequeno porte em regime de co-geração com outra indústria, onde esta se utiliza do vapor gerado para outro processo. 10 Esquemas, Principais Tipos e Configurações: Centrais a Vapor (não-nucleares) GTD 2011 11 • Central a Diesel: – Processo de combustão interna no Ciclo Diesel. – Combustível: óleo diesel – Muito usadas em potências até 40 MW para Esquemas, Principais Tipos e Configurações: Central a Diesel GTD 2011 – Muito usadas em potências até 40 MW para alimentar sistemas isolados (PCHs 1-30 MW) – Uso disseminado em regiões longínquas sem outra fonte de geração 12 • Desvantagens: – Limitação de potência – Alto ruído e vibração – Por estarem isoladas: alto custo do combustível e Esquemas, Principais Tipos e Configurações: Central a Diesel GTD 2011 – Por estarem isoladas: alto custo do combustível e dificuldade na troca de peças (transporte) • Vantagens: – Rápida entrada em carga – Simplicidade de operação – Fácil manutenção 13 Central a Diesel Típica GTD 2011 14 John Deere 30 kW Diesel Generator GTD 2011 151000 kW Isuzu 21 kW Diesel Generator GTD 2011 16 Esquemas, Principais Tipos e Configurações: Central a Diesel 17 3.1 MW Comparação: a Usina Hidrelétrica Apucaraninha possui capacidade instalada de 9,5 MW. Foi inaugurada em 1949, pela Empresa Elétrica de Londrina S.A., incorporada pela Copel em 1974. Esquemas, Principais Tipos e Configurações: Centrais Nucleares • Centrais Nucleares: existem diferentes tecnologias de reatores nucleares e são basicamente quatro: 1. Reatores de água leve (LWR – Light Water Reactor): – Dois tipos: • PWR – Pressurized Water Reactor ou reator a água pressurizada. Evite a ebulição da água. Westinghouse, Siemens, Framatome e GTD 2011 Evite a ebulição da água. Westinghouse, Siemens, Framatome e Mitisubishi. • BWR – Boiling Water Reactor ou reator à água fervente. Água entra em ebulição. General Electric, Siemens, Toshiba e Hitachi. – Capacidade > 900 MWe (MW elétrico) – Mais usado no mundo (> 75%) – Econômico, seguro e confiável – A tecnologia aprimorada dos PWR, com água a alta pressão, permite a construção de unidades de até 1.400 MWe. 18 Esquema do reator mostrando as barras de controle. Tais barras são feitas de material absorvente de nêutrons, que são emitidos constantemente pelo urânio radioativo. Existe um mecanismo que eleva essas barras a uma altura desejada e que consiste no primeiro controle dos reatores nucleares. Esquemas, Principais Tipos e Configurações: Centrais Nucleares GTD 2011 19 • PWR – Pressurized Water Reactor ou reator a água pressurizada Esquemas, Principais Tipos e Configurações: Centrais Nucleares GTD 2011 20 • BWR – Boiling Water Reactor ou reator à água fervente Esquemas, Principais Tipos e Configurações: Centrais Nucleares GTD 2011 21 2. Reatores a água pesada (HWR – Heavy Water Reactor): – ~ 8% dos reatores no mundo utilizam reatores refrigerados e moderados a água pesada. – Também são econômicos, seguros e confiáveis Esquemas, Principais Tipos e Configurações: Centrais Nucleares GTD 2011 – Também são econômicos, seguros e confiáveis (Canadá, Argentina e Índia) – Potência máxima:Tal possibilidade só Esquemas, Principais Tipos e Configurações: Centrais a Gás GTD 2011 altas temperaturas. Tal possibilidade só foi alcançada com avanços na tecnologia de materiais – Há um número excessivo de estágios no turbocompressor, o que limita a potência – Indústria aeronáutica auxiliou a melhoria do rendimento dos turbocompressores (85%) nas últimas décadas. 29 • Atinge eficiências termodinâmicas bem mais elevadas porque o pico do ciclo de temperatura das modernas turbinas a gás (~1.260 oC para a melhor turbina para aplicações estacionárias no mercado) é bem mais elevado do que o das Esquemas, Principais Tipos e Configurações: Centrais a Gás GTD 2011 mercado) é bem mais elevado do que o das turbinas a vapor (~540 oC). • Aproveitamento do calor de escape para produzir vapor numa caldeira de recuperação, que pode ser usada em processos industriais numa configuração de co-geração. 30 GTD 2011 31 • Existem 2 tipos básicos de turbina a gás dependendo de sua origem: 1. Turbinas Aeroderivativas: baseadas na tecnologia de propulsão de aeronaves. Compactas e de peso reduzido. Alta confiabilidade, tempo reduzido de Esquemas, Principais Tipos e Configurações: Centrais a Gás GTD 2011 reduzido. Alta confiabilidade, tempo reduzido de manutenção, elevado rendimento. Aplicações: geração elétrica (especialmente para pico de demanda ou regime de emergência) e co-geração. 2. Turbinas Industriais (heavy-duty ou carga pesada): construção mais robusta, resistentes a ambientes agressivos, são indicadas para operação de base. 32 Exemplos: Aeroderivativa & Industrial Esquemas, Principais Tipos e Configurações: Centrais a Gás GTD 2011 33 • Vantagens: – baixo custo de investimento por kW instalado – prazos curtos de entrega dos equipamentos – construção rápida – operação com elevada segurança e disponibilidade Esquemas, Principais Tipos e Configurações: Centrais a Gás GTD 2011 – operação com elevada segurança e disponibilidade – Razoável versatilidade quanto ao combustível – flexibilidade operacional no acompanhamento da carga (por serem unidades leves e compactas, as turbinas a gás entram em operação segundos após o seu acionamento e em minutos chegam a capacidade máxima, sendo ideal para trabalhar na ponta da geração) 34 • Desvantagens no Brasil: – Dependência do gás importado e variações do preço internacional. – Alto preço das turbinas importadas e impostos de Esquemas, Principais Tipos e Configurações: Centrais a Gás GTD 2011 – Alto preço das turbinas importadas e impostos de importação 35 • Centrais a Ciclo Combinado: – A tecnologia do ciclo combinado na geração térmica é relativamente recente e consiste basicamente na acoplagem dos sistemas a vapor e a gás. – Ou seja: Esquemas, Principais Tipos e Configurações GTD 2011 – Ou seja: • É a Combinação do Ciclo Rankine (vapor) + Ciclo Brayton (gás). – Assim, funcionam juntamente no mesmo ciclo turbinas a gás e a vapor, o que garante que a energia perdida pela descarga a alta temperatura dos gases na turbina a gás seja aproveitada para a geração de vapor, aumentando o rendimento do ciclo. 36 Fluxograma de uma UTE a Gás utilizando Ciclo Combinado GTD 2011 37 Ciclo Rankine Ciclo Brayton Ciclo combinado • Grande eficiência (ηηηη> 50%, > vapor, > gás) • Modelo clássico: 2+1, duas turbinas a gás iguais + uma a vapor de mesma capacidade (Gerador elétricos, trafos e demais GTD 2011 (Gerador elétricos, trafos e demais equipamentos padronizados). • Existem diversas configurações (3+1, 4+1, etc.) usando este modelo básico do ciclo combinado. 38 • Vantagem: – Economia de energia e recursos em geral. Ciclo combinado GTD 2011 39 Co-geração • A co-geração é a produção simultânea ou combinada de energia térmica útil (calor na forma de água quente e vapor) e energia mecânica a partir da queima de um único combustível (gás natural, resíduos de GTD 2011 combustível (gás natural, resíduos de madeira, casca de arroz, bagaço da cana, palha, etc.). Ou seja, usa o Ciclo Combinado. • Pode-se ainda definir a co-geração como a integração eficiente dos processos térmicos e elétricos. 40 • Segmento em constante crescimento! • Devido aos investimentos relativamente baixos, a co-geração tem sido cada vez mais empregada para: Co-geração GTD 2011 empregada para: – Suprir energia elétrica quer para consumo próprio onde está sendo produzida, quer para negociação com a concessionária ou mercado de energia; – Reaproveitamento do calor para uso na calefação, refrigeração, secagem, lavagem, etc. 41 Co-geração GTD 2011 42 Intermediária Ponta Carga/Demanda de Energia: base, intermediária e ponta GTD 2011 43 Base Intermediária Carga/Demanda de Energia: base, intermediária e ponta • As três categorias de demanda de energia, base, intermediária e pico, definem três tipos de usinas de geração: – Usina de Potência de Base: gera continuamente a plena carga. Ex.: Usina Nuclear, Usina Térmica à Carvão e Hidráulica. – Usina de Potência Intermediária: responde relativamente GTD 2011 – Usina de Potência Intermediária: responde relativamente rápida às mudanças de demanda, em geral, pela adição ou retirada de unidades geradoras. Ex.: Usinas Hidráulicas – Usinas de Potência de Ponta: • São colocadas em operação em períodos de demanda alta. • Entregam potência durante pequenos intervalos durante o dia. • São usinas de custo elevado porque permanecem na maior parte do tempo paradas. • Ex.: Usinas de armazenamento por bombeamento ou usinas reversíveis, geradores a diesel, turbinas a gás. 44 Comparação entre Hidrelétrica, Térmica e Nuclear GTD 2011 45 Exercício • Reis, p. 142: Rendimentos -> total GTD 2011 46 Referências • Atlas de Energia Elétrica do Brasil, Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) www.aneel.gov.br/aplicacoes/Atlas/download.htm • Reis, L. B., Geração de Energia Elétrica: tecnologia, inserção ambiental, planejamento, operação e análise de viabilidade, Ed. Manole, 2003.de viabilidade, Ed. Manole, 2003. • Curso de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica, Profa. Ruth P. S. Leão, Univ. Fed. Ceará www.dee.ufc.br/~rleao/GTD/Livro.htm • L. L. Grigsby, Electric Power Generation, Transmission and Distribution, CRC Press, 2007. • Tolmasquim, Geração de Energia elétrica no Brasil, 2005. • http://www.copel.com/hpcopel/geracao/ 47GTD 2011