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Escolas de pensamento organizacional Contextualização O pensamento organizacional vem evoluindo ao longo dos tempos, desde os primeiros estudos tentavam adaptar o ser humano às máquinas. As organizações sofrem com a in�uência de diversos fatores, como por exemplo estruturas, pessoas e atores organizacionais. Os estudos precisam levar em consideração o fato de que uma organização difere da outra. Escola clássica Frederick Winslow Taylor foi o fundador da Administração Cientí�ca, antigamente vigorava o sistema de pagamento por peça ou por tarefa. Os patrões procuravam ganhar o máximo na hora de �xar o preço da tarefa, enquanto os operários reduziam o ritmo de produção para contrabalançar o pagamento por peço, determinado pelos patrões. Contextualização Escola clássica Escola das relações humanas Escola Estruturalista Escola contingencial Escolas de pensamento organizacional 1 Taylor foi um dos pesquisadores que mais contribuiu para a formação da tecnologia da organização, sistemas e métodos, principalmente na instrumentação para �ns de racionalização do trabalho. Elaborou quatro elementos essenciais da administração cientí�ca, chamados de taylorismo: Desenvolvimento cientí�co da tarefa de assentar tijolos, com normas rigorosas, ferramentas padronizadas e condições de trabalho otimizadas. Seleção criteriosa e treinamento dos melhores operários, com exclusão dos que não se adaptam aos novos métodos. Adaptação dos melhores operários ao método cientí�co de trabalho, com boni�cação diária pelo desempenho rápido e conforme as instruções. Revisão equitativa do trabalho e responsabilidade entre o operário e a direção. Procurou através da mitologia melhorar as atividades dos trabalhadores, identi�cando a melhor forma como cada funcionário poderia exercer suas atividades aproveitando ao máximo o seu potencial levando em conta suas limitações. 💡 Desse modo, o taylorismo pregava a execução das atividades com excelência, fazendo da melhor forma, da maneira mais produtiva, maximizando os recursos existentes. Para Fayol, o ato de administrar é prever, organizar, comandar, coordenar e controlar. Os 14 princípios de administração de Fayol é o seguinte: Divisão do trabalhador Especialização das pessoas e das tarefas visando ao aumento da e�ciência Autoridade e responsabilidade De�nem quem dará a ordem e quem as obedecerá Disciplina Atitude, foco e respeito à hierarquia na atividade de�nida Unidade de comando Cada empregado deve receber o comando de somente um coordenador Unidade de direção Um único plano que visa atingir um objetivo previamente de�nido pelo conjunto Subordinação dos interesses individuais aos gerais Interesses gerais da empresa estão acima dos interesses particulares das pessoas. Escolas de pensamento organizacional 2 Remuneração de pessoal Os empregados e a empresa devem �car satisfeitos Centralização Autoridade centralizada no topo da hierarquia da empresa. Cadeia escalar Autoridade vai do nível mais alto ao mais baixo, prevalecendo o princípio do comando. Ordem Engloba materiais e pessoas, cada coisa em seu lugar. Equidade Obter a aceitação das pessoas através da boa convivência e aceitação Estabilidade do pessoal Permanência das pessoas na função pelo maior tempo possível. Iniciativa Tomar a frente de uma ação e executar com e�ciência. Espírito de equipe Conviver e interagir entre as pessoas e os grupos é vital para o bom desempenho das empresas Escola das relações humanas O surgimento da Escola das Relações Humanas tem como ponto de partida as experiências na fábrica da Western Electric, no Estado de Illinois. Elas aconteceram em função da necessidade de analisar a relação da produtividade com a iluminação no local de trabalho. Ocorreram mudanças no ambiente de trabalho, incluindo o operário como parte da operação da organização: A capacidade social contribui para a melhoria da produção ao promover relações informais entre operários e coordenação. Essa integração fortalece o desenvolvimento pessoal, aumentando a satisfação e a interação no ambiente de trabalho. O comportamento dos operários deixa de ser individual e passa a ser coletivo. Quem sai da linha é punido social e moralmente pelo grupo, o que desestimula o isolamento e reforça a importância de seguir os objetivos coletivos. O comportamento dos funcionários é in�uenciado por recompensas e sanções sociais, conforme as normas da sociedade. Ao produzir acima ou abaixo da meta esperada, podem ser excluídos pelo grupo, gerando descontentamento e pressão social. Escolas de pensamento organizacional 3 Grupos informais muitas vezes divergem das normas e princípios formais da organização, baseando-se no comportamento social interno. A empresa passa a ser vista como uma organização social, onde esses grupos de�nem recompensas com base em valores, objetivos, crenças e expectativas individuais. Nas organizações, as relações humanas buscam a interação social, mas cada indivíduo possui uma personalidade própria, in�uenciada pelo grupo. Para evitar a exclusão, tende a se adaptar. Quando o gestor compreende essas dinâmicas, é possível promover um ambiente saudável e melhorar o desempenho dos funcionários. Com a especialização nas estruturas organizacionais, o per�l generalista perde espaço, dando lugar a colaboradores com domínio em atividades especí�cas, conforme suas competências. Ao alternarem funções para evitar a monotonia, os operários contrariavam a política da organização, o que inicialmente afetou a produção. No entanto, o grupo mostrou-se mais motivado. Mayo observou que a redução da monotonia torna o ambiente mais saudável, elevando a satisfação e a e�ciência no trabalho. Os autores da Teoria das Relações Humanas destacaram a importância dos aspectos emocionais, passando a valorizar o comportamento no ambiente de trabalho. Mary Parker Follet foi a primeira a pesquisar e analisar a motivação humana partindo de valores individuais e sociais. É descrito os quatro fatores que são citados nos compêndios que tratam da evolução da teoria das organizações: Contato direto: Trabalham perto com o objetivo de estreitar os contatos para melhorar coordenação Planejamento: Exercitam um trabalho desde o planejamento até o �nal. Relações recíprocas: Elementos de uma dado conjunto devem estar estreitamente relacionados. Processo contínuo da coordenação: Toda decisão é uma etapa de um processo e ganha importância nesse contexto. Uma pessoa é relevante quando intervém para tomar decisões no processo, não apenas por sua posição hierárquica. 💡 Lei da situação: Uma pessoa não deve dar ordens a outra pessoa, mas ambas devem concordar em receber ordens da situação Escolas de pensamento organizacional 4 O desenvolvimento dos grupos de trabalho depende muito da liderança que é colocada em prática, e também do comportamento dos indivíduos. A seguir pode-se veri�car o per�l de cada estilo de liderança: Autocrática Democrática Liberal O líder �xa as tarefas sem que o grupo faça parte das decisões. As tarefas são apresentadas e discutidas com o grupo chegando a uma decisão e todos concordam. As tarefas são escolhidas pelos grupos e o líder tem uma mínima participação nas decisões. O líder de�ne as ações conforme as tarefas se tornam necessárias, de forma gradual e imprevisível para o grupo. O grupo propõe ações para alcançar o objetivo e busca a orientação do líder, que sugere alternativas. Os debates ampliam a visão sobre as tarefas. A atuação do líder é limitada a apresentar materiais e oferecer informações apenas quando solicitadas pelo grupo. O líder determina a tarefa que cada um deverá executar e o seu companheiro de trabalho. A divisão das tarefas �ca a critério do grupo, cada membro tem liberdade de escolher seus companheiros de trabalho. A divisão das tarefas e a escolha dos colegas �cam totalmente a cargo do grupo. Absoluta falta de participação do líder. O líder é dominador e é “pessoal” nos elogios e nas críticas ao trabalho de cadamembro. O líder procura ser um membro normal do grupo, em espírito. O líder é “objetivo” e limita-se aos “fatos” nas críticas e nos elogios. O líder não avalia o grupo nem controla os acontecimentos. Apenas comenta as atividades quando perguntado. Escola Estruturalista Em busca do equilíbrio diante das críticas apresentadas na Teoria Burocrática, uma nova teoria chamada Estruturalismo foi criada por Amitai Etzioni. Apresentando um modelo integrado para o desenvolvimento de uma gestão dentro das organizações. Discute as seguintes variáveis: Formal e informal: Relacionamentos informais entre trabalhadores e com seus supervisores, negligenciando os aspectos formais e a conexão entre ambos. Campos dos grupos informais: Pesquisas dos estruturalistas mostraram que grupos informais são menos comuns entre operários e mais frequentes em cargos superiores da organização. Organização e seu ambiente: Sem abandonar essa perspectiva analítica, muitos têm voltado a atenção aos processos ambientais que in�uenciam a Escolas de pensamento organizacional 5 organização e aos processos internos que afetam suas relações com o ambiente. Recompensa material e social: Recompensas material e social tem lugar especí�co na organização, faz sentido à medida que o recompensado se identi�ca com a organização e entende o simbolismo da rescompsa. Fábricas, igrejas, prisões e escolas: A abordagem estruturalista não estudou apenas as fábricas, mas todos os tipos de organizações. Os estruturalistas defendiam que a administração deve considerar a estrutura da organização, incluindo as pessoas e o ambiente. Assim, os indivíduos não apenas participam da organização, mas também são por ela in�uenciados. A Teoria Estruturalista surgiu com quatro enfoques principais para aprimorar os procedimentos internos da organização, considerando tanto o ambiente formal quanto o informal nas condições de trabalho. A Teoria Estruturalista surgiu para integrar a Teoria Tradicional e a das Relações Humanas, superando seus con�itos. Passou-se a ver a organização como um sistema social, com objetivos econômicos e sociais compartilhados. Incorporou conceitos da �loso�a, psicologia, antropologia, entre outras áreas, focando nas relações sociais. A estrutura é estável, mesmo com mudanças internas; o �uxo continua, como em uma estrada por onde diferentes pessoas passam. Escola contingencial Para a contingencial, tudo depende e tudo é muito relativo porque enfatiza que não existe um modelo ideal para atender a todos os tipos de organização e todos os seus cenários mas a constante necessidade de mudanças, sejam internos ou externos. A Teoria da Contingência baseia-se na Teoria de Sistemas, destacando a interdependência e o caráter orgânico das organizações. Considera as empresas como sistemas abertos e adaptáveis, em constante interação com o ambiente externo. Tem um enfoque proativo, buscando alinhar práticas administrativas às condições do ambiente. Organizações mais e�cazes seguiam os pressupostos da Teoria Clássica, como divisão do trabalho, amplitude de controle, hierarquia de autoridade entre outros. Chiavenato (2014) apresenta quatro pesquisas que deram origem à teoria contingencial: Escolas de pensamento organizacional 6 Pesquisa de Chandle sobre estratégia e estrutura: Grandes organizações passaram por um processo histórico que envolveu quatro fases: Acumulação de recursos. Racionalização do uso dos recursos. Continuação do crescimento. Racionalização do uso de recursos em expansão. Pesquisa de Burns e Stalker sobre organizações: Pesquisadores encontraram diferentes procedimentos administrativos nas indústrias e as classi�caram em dois tipo de organizações: mecanísticas e orgânicas. A mecanicista é apropriado para empresas que operam em condições ambientais estáveis e o orgânico é para as que contém condições ambientais em mudanças: Organizações mecanísticas: Estrutura burocrática baseada em uma minuciosa divisão do trabalho. Cargos ocupados por especialistas com atribuições claramente de�nidas. Decisões centralizadas e concentradas na cúpula da empresa. Hierarquia rígida de autoridade baseada no comando único. Sistema rígido de controle: a informação sobe por meio de �ltros e as decisões descem por meio de uma sucessão de ampli�cadores. Predomínio da interação vertical entre superior e subordinado. Amplitude de controle administrativo mais estreita. Ênfase nas regras e procedimentos formais. Ênfase nos princípios universais da Teoria Clássica (CHIAVENATO, 2014, p. 506). Organizações orgânicas: Estrutura burocrática baseada em uma minuciosa divisão do trabalho. Cargos ocupados por especialistas com atribuições claramente de�nidas. Decisões centralizadas e concentradas na cúpula da empresa. Hierarquia rígida de autoridade baseada no comando único. Sistema rígido de controle: a informação sobe por meio de �ltros e as decisões descem por meio de uma sucessão de ampli�cadores. Escolas de pensamento organizacional 7 Predomínio da interação vertical entre superior e subordinado. Amplitude de controle administrativo mais estreita. Ênfase nas regras e procedimentos formais. Ênfase nos princípios universais da Teoria Clássica (CHIAVENATO, 2014, p. 506). Pesquisa de Lawrance e Lorsch sobre o ambiente: Concluíram que os problemas organizacionais básicos são a diferenciação e a integração. Diferenciação: Dividida em subsistemas ou departamentos, cada qual desempenhando uma tarefa especializada para um contexto ambiente especializado e cada sistema reage somente ao ambiente da sua própria tarefa. Integração: Pressões vindas do ambiente da organização para obter unidade de esforços e coordenação entre vários departamentos. Pesquisa de Joan Woodward sobre a tecnologia: Avaliar se as práticas dos princípios de administração propostos pelas teorias administrativas. As conclusões de Woodward são descritas a seguir: O desenho organizacional é in�uenciado pela tecnologia utilizada. Na produção em massa, o modelo burocrático com estruturas clássicas tende a ser mais e�caz. Já nas tecnologias de produção unitária e contínua, estruturas mais �exíveis, diferentes dos princípios clássicos, mostram-se mais adequadas. Existe uma forte relação entre estrutura organizacional e previsibilidade das técnicas de produção. Produções com alta previsibilidade, como o processamento contínuo, tendem a ter mais níveis hierárquicos. Já produções com baixa previsibilidade, como a unitária, exigem menos hierarquia. Empresas com operações estáveis se bene�ciam de estruturas burocráticas e mecanicistas. Já organizações com tecnologia mutável exigem sistemas orgânicos, �exíveis e adaptativos. A função dominante na empresa varia conforme a tecnologia adotada, in�uenciando a importância de áreas como vendas, produção ou engenharia. Escolas de pensamento organizacional 8