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Iter criminis
Concurso de Crimes
Prof. Michael Procopio
Iter Criminis
Iter Criminis e Concurso de Pessoas
Prof. Michael Procopio
Cogitação
Atos 
preparatórios
Atos 
executórios
Consumação
▪ Regra:
Art. 14 - Diz-se o crime:
Crime consumado
I - consumado, quando nele se reúnem todos os
elementos de sua definição legal;
Iter Criminis e Concurso de Pessoas
Prof. Michael Procopio
Consumação e tentativa
Tentativa
II - tentado, quando, iniciada a execução, não se
consuma por circunstâncias alheias à vontade do
agente.
Pena de tentativa
Parágrafo único - Salvo disposição em contrário,
pune-se a tentativa com a pena correspondente ao
crime consumado, diminuída de um a dois terços.
Iter Criminis e Concurso de Pessoas
Prof. Michael Procopio
▪ Desistência voluntária:
Art. 15 - O agente que, voluntariamente, desiste de
prosseguir na execução ou impede que o resultado se
produza, só responde pelos atos já praticados.
Iter Criminis e Concurso de Pessoas
Prof. Michael Procopio
Tentativa abandonada
▪ Arrependimento eficaz:
Art. 15 - O agente que, voluntariamente, desiste de
prosseguir na execução ou impede que o resultado se
produza, só responde pelos atos já praticados.
Iter Criminis e Concurso de Pessoas
Prof. Michael Procopio
Tentativa qualificada
Art. 16 - Nos crimes cometidos sem violência ou grave
ameaça à pessoa, reparado o dano ou restituída a
coisa, até o recebimento da denúncia ou da queixa,
por ato voluntário do agente, a pena será reduzida de
um a dois terços.
Iter Criminis e Concurso de Pessoas
Prof. Michael Procopio
Arrependimento Posterior
Iter Criminis e Concurso de Pessoas
Prof. Michael Procopio
Ponte de Ouro e Ponte de Prata
Atos 
executórios
Consumação
Desistência 
voluntária
Arrependimento 
eficaz
Arrependimento 
posterior
Art. 17 - Não se pune a tentativa quando, por
ineficácia absoluta do meio ou por absoluta
impropriedade do objeto, é impossível consumar-
se o crime.
Iter Criminis e Concurso de Pessoas
Prof. Michael Procopio
Crime impossível
(FGV – ENAM I) No que diz respeito às figuras da desistência voluntária, do
arrependimento eficaz e do arrependimento posterior, analise as afirmativas a seguir.
I. A espontaneidade e o esgotamento da atividade executória são requisitos da
desistência voluntária.
II. O esgotamento da atividade executória, o impedimento da ocorrência do resultado
típico e a voluntariedade são requisitos legais do arrependimento eficaz.
III. No arrependimento posterior, a redução da pena do agente ocorrerá conforme a
celeridade da reparação do dano ou restituição da coisa, podendo ocorrer a exclusão
da punibilidade se o crime foi cometido sem violência ou grave ameaça à pessoa.
Está correto o que se afirma em
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) III, apenas.
d) I e II, apenas.
e) II e III, apenas.
Introdução ao Direito Penal
Prof. Michael Procopio
Dosimetria da pena
Concurso de Crimes
Prof. Michael Procopio
Art. 59 - O juiz, atendendo à culpabilidade, aos
antecedentes, à conduta social, à personalidade do
agente, aos motivos, às circunstâncias e consequências
do crime, bem como ao comportamento da vítima,
estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente para
reprovação e prevenção do crime:
Teoria Geral da Pena
Prof. Michael Procopio
Aplicação da Pena: 1ª Fase 
I - as penas aplicáveis dentre as cominadas;
II - a quantidade de pena aplicável, dentro dos limites
previstos;
III - o regime inicial de cumprimento da pena privativa
de liberdade;
IV - a substituição da pena privativa da liberdade
aplicada, por outra espécie de pena, se cabível.
Teoria Geral da Pena
Prof. Michael Procopio
Maus antecedentes:
▪ Súmula 444 STJ: “É vedada a utilização de inquéritos policiais e
ações penais em curso para agravar a pena-base”.
▪ “Inquéritos ou processos em andamento, que ainda não tenham
transitado em julgado, não devem ser levados em consideração
como maus antecedentes na dosimetria da pena.”
▪(STF, HC94620/MS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Tribunal
Pleno, 24/06/2015).
Teoria Geral da Pena
Prof. Michael Procopio
Aplicação da Pena: 1ª Fase 
“Não se aplica ao reconhecimento dos maus antecedentes o prazo
quinquenal de prescrição da reincidência, previsto no art. 64, I, do
Código Penal, podendo o julgador, fundamentada e
eventualmente, não promover qualquer incremento da pena-base
em razão de condenações pretéritas, quando as considerar
desimportantes, ou demasiadamente distanciadas no tempo, e,
portanto, não necessárias à prevenção e repressão do crime, nos
termos do comando do artigo 59, do Código Penal.”
(STF, RE 593818 ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno,
julgado em 18-08-2020)
Teoria Geral da Pena
Prof. Michael Procopio
“Quanto à aplicação do denominado "direito ao esquecimento",
ambas as Turmas que compõem a Terceira Seção desta Corte
Superior posicionaram-se no sentido de que a avaliação dos
antecedentes deve ser feita com observância aos princípios da
proporcionalidade e da razoabilidade, levando-se em consideração
o lapso temporal transcorrido entre a extinção da pena
anteriormente imposta e a prática do novo delito, qual seja, mais de
10 anos, o que não ocorre no presente caso.”
(STJ, AgRg nos EDcl no REsp n. 2.015.564/SC, Rel. Min.Antonio
Saldanha Palheiro, Sexta Turma, j. em 17/9/2025, DJEN 22/9/2025.)
Teoria Geral da Pena
Prof. Michael Procopio
Art. 64 - Para efeito de reincidência:
I - não prevalece a condenação anterior, se entre a data do
cumprimento ou extinção da pena e a infração posterior tiver
decorrido período de tempo superior a 5 (cinco) anos, computado
o período de prova da suspensão ou do livramento condicional, se
não ocorrer revogação;
II - não se consideram os crimes militares próprios e políticos”.
Teoria Geral da Pena
Prof. Michael Procopio
Aplicação da Pena: 1ª Fase 
CP, Art. 61 - São circunstâncias que sempre agravam a pena,
quando não constituem ou qualificam o crime:
I - a reincidência;
Teoria Geral da Pena
Prof. Michael Procopio
Aplicação da Pena: 2ª Fase 
CP, Art. 63 - Verifica-se a reincidência quando o agente comete novo crime,
depois de transitar em julgado a sentença que, no País ou no estrangeiro, o
tenha condenado por crime anterior.
LCP, Art. 7º - Verifica-se a reincidência quando o agente pratica uma
contravenção depois de passar em julgado a sentença que o tenha
condenado, no Brasil ou no estrangeiro, por qualquer crime, ou, no Brasil,
por motivo de contravenção.
Teoria Geral da Pena
Prof. Michael Procopio
ReincidênciaAplicação da Pena: 2ª Fase 
Art. 64 - Para efeito de reincidência:
I - não prevalece a condenação anterior, se entre a data do
cumprimento ou extinção da pena e a infração posterior tiver
decorrido período de tempo superior a 5 (cinco) anos, computado o
período de prova da suspensão ou do livramento condicional,
se não ocorrer revogação;
II - não se consideram os crimes militares próprios e políticos.
Teoria Geral da Pena
Prof. Michael Procopio
Aplicação da Pena: 2ª Fase 
CP, Art. 67 - No concurso de agravantes e atenuantes, a pena
deve aproximar-se do limite indicado pelas circunstâncias
preponderantes, entendendo-se como tais as que resultam dos
motivos determinantes do crime, da personalidade do agente
e da reincidência.
Teoria Geral da Pena
Prof. Michael Procopio
Aplicação da Pena: 2ª Fase 
Teoria Geral da Pena
Prof. Michael Procopio
“A confissão do autor possibilita a atenuação da pena prevista no
artigo 65, III, d, do Código Penal, independentemente de ser utilizada
na formação do convencimento do julgador”. Súmula 545 do STJ
“A incidência da atenuante da confissão espontânea no crime de
tráfico ilícito de entorpecentes, quando o acusado admitir a posse ou
a propriedade para uso próprio, negando a prática do tráfico de
drogas, deve ocorrer em proporção inferior à que seria devida no caso
de confissão plena”. Súmula 630 do STJ
Aplicação da Pena: 2ª Fase 
Teoria Geral da Pena
Prof. Michael Procopio
“A reincidência, ainda que específica, deve ser compensadaintegralmente com a atenuante da confissão, demonstrando, assim,
que não deve ser ofertado maior desvalor à conduta do réu que
ostente outra condenação pelo mesmo delito. Apenas nos casos de
multirreincidência deve ser reconhecida a preponderância da
agravante prevista no art. 61, I, do Código Penal, sendo admissível a
sua compensação proporcional com a atenuante da confissão
espontânea, em estrito atendimento aos princípios da individualização
da pena e da proporcionalidade”.
(STJ, REsp n. 1.931.145/SP, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, Terceira
Seção, julgado em 22/6/2022, DJe de 24/6/2022).
Aplicação da Pena: 2ª Fase 
Teoria Geral da Pena
Prof. Michael Procopio
TESE: "A reincidência específica como único fundamento só justifica o
agravamento da pena em fração mais gravosa que 1/6 em casos
excepcionais e mediante detalhada fundamentação baseada em
dados concretos do caso.“
(STJ, REsp n. 2.003.716/RS, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Terceira
Seção, julgado em 25/10/2023, DJe de 31/10/2023)
Aplicação da Pena: 2ª Fase 
Teoria Geral da Pena
Prof. Michael Procopio
"A reincidência pode ser admitida pelo juízo das execuções penais
para análise da concessão de benefícios, ainda que não reconhecida
pelo juízo que prolatou a sentença condenatória".
(STJ, REsp n. 2.049.870/MG, relatora Ministra Laurita Vaz, Terceira
Seção, julgado em 17/10/2023, DJe de 20/10/2023)
Aplicação da Pena: 2ª Fase 
Art. 68 - A pena-base será fixada atendendo-se ao critério do art.
59 deste Código; em seguida serão consideradas as circunstâncias
atenuantes e agravantes; por último, as causas de diminuição e
de aumento. (sistema trifásico de dosimetria)
Parágrafo único - No concurso de causas de aumento ou de
diminuição previstas na parte especial, pode o juiz limitar-se a
um só aumento ou a uma só diminuição, prevalecendo, todavia, a
causa que mais aumente ou diminua.
Teoria Geral da Pena
Prof. Michael Procopio
Aplicação da Pena: 3ª Fase
Pedido de reconhecimento da impossibilidade de aplicação
concomitante entre o § 2°, inciso II (concurso de agentes), e o § 2°-A,
inciso I (emprego de arma de fogo), ambos do art. 157 do Código Penal.
A correta interpretação do art. 68 do Código Penal não é a que a
combativa defesa pugna nesta impetração. A norma penal apontada
permite a aplicação cumulativa de causas de aumento de pena
previstas na parte especial, desde que o magistrado sentenciante
fundamente a necessidade do emprego cumulativo à reprimenda.
(STJ, HC 620.677/SP, Rel. Ministro FELIX FISCHER, QUINTA TURMA,
julgado em 02/02/2021, DJe 08/02/2021)
Teoria Geral da Pena
Prof. Michael Procopio
Aplicação da Pena: 3ª Fase
"O aumento na terceira fase de aplicação da pena no crime de roubo
circunstanciado exige fundamentação concreta, não sendo suficiente
para a sua exasperação a mera indicação do número de majorantes.“
Súmula 443 do STJ
Teoria Geral da Pena
Prof. Michael Procopio
Aplicação da Pena: 3ª Fase
“Cálculo da reprimenda em razão do emprego das majorantes. Pleito de
utilização da acumulação simples. Impossibilidade. A jurisprudência
Pátria adota o critério cumulativo ou do "efeito cascata", no que tange
ao concurso de causas de aumento ou diminuição de pena.
Precedentes”.
(STJ, AgRg no HC n. 723.412/SC, Rel. Des. Conv. Jesuíno Rissato, Quinta
Turma, julgado em 25/10/2022, DJe de 4/11/2022)
Teoria Geral da Pena
Prof. Michael Procopio
Aplicação da Pena: 3ª Fase
(FGV – ENAM I) Em uma ação penal per crime ocorrido em 04/03/2023, o réu, ao ser
interrogado, confessa espontaneamente, perante o juiz, a prática do delito que lhe é
imputado.
Na folha de antecedentes criminais do acusado, constam as seguintes anotações,
devidamente esclarecidas por certidões cartorárias:
I. condenação transitada em julgado em 08/06/2016 por crime anterior, praticado
em 06/02/2014, com pena de reclusão extinta em 15/03/2022, diante do término do
livramento condicional, cujo período de prova se iniciara em 14/08/2017.
II. condenação transitada em julgado em 02/09/2022 por contravenção penal
anterior, praticada em 07/01/2022, com pena de prisão simples cumprida em
03/03/2023; e
III. ação penal em curso, por crime posterior, praticado em 05/03/2024.
Introdução ao Direito Penal
Prof. Michael Procopio
À luz das informações apresentadas, conclusos os autos ao juiz para sentença, no dia
de hoje, na segunda fase da dosimetria da pena, a pena deverá ser
a) atenuada, incidindo a atenuante da confissão espontânea, sendo o réu primário.
b) atenuada, preponderando a atenuante da confissão espontânea sobre a
agravante da reincidência.
c) mantida, compensando-se integralmente a atenuante da confissão espontânea
com a agravante da reincidência.
d) agravada, compensando-se proporcionalmente a agravante da reincidência com
a atenuante da confissão espontânea.
e) agravada, preponderando a agravante da reincidência, sem qualquer
compensação em relação à atenuante da confissão espontânea.
Introdução ao Direito Penal
Prof. Michael Procopio
Crimes contra a 
Administração Pública
Concurso de Crimes
Prof. Michael Procopio
Artigo 33, § 4º, do CP: O condenado por crime contra a
administração pública terá a progressão de regime do
cumprimento da pena condicionada à reparação do
dano que causou, ou à devolução do produto do ilícito
praticado, com os acréscimos legais.
Dos Crimes Sexuais contra Vulnerável
Prof. Michael Procopio
Crimes contra a Administração Pública
Súmula 599 do STJ
O princípio da insignificância é inaplicável aos crimes contra
a administração pública.
Dos Crimes Sexuais contra Vulnerável
Prof. Michael Procopio
Crimes contra a Administração Pública
Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou
qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a
posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou
alheio:
Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa.
§ 1º - Aplica-se a mesma pena, se o funcionário público, embora
não tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre
para que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio, valendo-se
de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário.
Peculato
Dos Crimes Contra a Administração Pública
Prof. Michael Procopio
§ 2º - Se o funcionário concorre culposamente para o crime de
outrem:
Pena - detenção, de três meses a um ano.
§ 3º - No caso do parágrafo anterior, a reparação do dano, se
precede à sentença irrecorrível, extingue a punibilidade; se lhe é
posterior, reduz de metade a pena imposta.
Peculato culposo
Dos Crimes Contra a Administração Pública
Prof. Michael Procopio
Dos Crimes Contra a Administração Pública
Prof. Michael Procopio
Corrupção ativa Corrupção passiva
Art. 333 - Oferecer ou prometer
vantagem indevida a funcionário
público, para determiná-lo a praticar,
omitir ou retardar ato de ofício:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze)
anos, e multa.
Art. 317 - Solicitar ou receber, para si
ou para outrem, direta ou
indiretamente, ainda que fora da
função ou antes de assumi-la, mas
em razão dela, vantagem indevida, ou
aceitar promessa de tal vantagem:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze)
anos, e multa.
“Conforme a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, a perfeita
subsunção da conduta ao crime de corrupção passiva exige a
demonstração de que o favorecimento negociado pelo agente
público encontra-se no rol das atribuições previstas para a função
que exerce. Precedentes. No caso, a narrativa ministerial não descreve
quais as atribuições conferidas ao cargo ocupado pela congressista
denunciada que teriam sido objeto da negociação, nem tampouco quais
os interesses o Grupo Odebrecht buscava almejar com o suposto
repasse de valores em prol da parlamentar, a evidenciar a inépcia da
denúncia.
(STF, Inq 4342, Rel. Min. Edson Fachin, Tribunal Pleno, julgado em 21-
11-2023)
Dos Crimes Contra a Administração Pública
Prof. Michael Procopio
Dos Crimes Contra a Administração Pública
Prof. Michael Procopio
Concussão Exigirvantagem
Corrupção 
passiva
Solicitar/receber vantagem
Aceitar promessa de vantagem
Corrupção passiva 
privilegiada
Ceder a pedido ou influência de 
outrem
Prevaricação
Satisfazer interesse ou sentimento 
pessoal
Art. 320 - Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar
subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando
lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade
competente:
Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa.
Dos Crimes Contra a Administração Pública
Prof. Michael Procopio
Condescendência criminosa
Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado
perante a administração pública, valendo-se da qualidade de
funcionário:
Pena - detenção, de um a três meses, ou multa.
Parágrafo único - Se o interesse é ilegítimo:
Pena - detenção, de três meses a um ano, além da multa.
Dos Crimes Contra a Administração Pública
Prof. Michael Procopio
Advocacia administrativa
Furto
Concurso de Crimes
Prof. Michael Procopio
Sistema de vigilância realizado por monitoramento
eletrônico ou por existência de segurança no interior
de estabelecimento comercial, por si só, não torna
impossível a configuração do crime de furto.
Súmula 567 do STJ
Dos crimes contra o patrimônio I
Prof. Michael Procopio
Furto
“Delimitada a tese jurídica para os fins do art. 543-C do CPC,
nos seguintes termos: Consuma-se o crime de furto com a
posse de fato da res furtiva, ainda que por breve espaço
de tempo e seguida de perseguição ao agente, sendo
prescindível a posse mansa e pacífica ou desvigiada.”
(STJ, REsp 1524450/RJ – Representativo da Controvérsia,
Rel. Min. Nefi Cordeiro, Terceira Seção, DJe 29/10/2015).
Dos crimes contra o patrimônio I
Prof. Michael Procopio
Furto
§ 1º - A pena aumenta-se de um terço, se o crime é
praticado durante o repouso noturno.
Tese jurídica: “A causa de aumento prevista no § 1° do art. 155 do Código Penal
(prática do crime de furto no período noturno) não incide no crime de furto na sua
forma qualificada (§ 4°)” (STJ, REsp 1.888.756/SP, Rel. Min. João Otávio de Noronha,
Terceira Seção, julgado em 25/5/2022)
Furto majorado
Dos crimes contra o patrimônio I
Prof. Michael Procopio
§ 2º - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a
coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão
pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou
aplicar somente a pena de multa.
“É possível o reconhecimento do privilégio previsto no § 2º do art. 155 do CP nos casos de furto
qualificado, se estiverem presentes a primariedade do agente, o pequeno valor da coisa e a
qualificadora for de ordem objetiva.” Súmula 511
Furto privilegiado
Dos crimes contra o patrimônio I
Prof. Michael Procopio
“Por maioria, foram também acolhidas as seguintes teses: (i) a
reincidência não impede, por si só, que o juiz da causa reconheça a
insignificância penal da conduta, à luz dos elementos do caso concreto;
e (ii) na hipótese de o juiz da causa considerar penal ou socialmente
indesejável a aplicação do princípio da insignificância por furto, em
situações em que tal enquadramento seja cogitável, eventual sanção
privativa de liberdade deverá ser fixada, como regra geral, em regime
inicial aberto, paralisando-se a incidência do art. 33, § 2º, c, do CP no
caso concreto, com base no princípio da proporcionalidade”
(STF, HC 123108, Relator Ministro Roberto Barroso, Tribunal Pleno,
julgado em 03-08-2015).
Dos crimes contra o patrimônio I
Prof. Michael Procopio
“Recurso especial desprovido, com a fixação da seguinte
tese: a restituição imediata e integral do bem furtado não
constitui, por si só, motivo suficiente para a incidência do
princípio da insignificância”.
(STJ, REsp n. 2.062.375/AL, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior,
Terceira Seção, julgado em 25/10/2023, DJe de 30/10/2023.)
Dos crimes contra o patrimônio I
Prof. Michael Procopio
§ 4º - A pena é de reclusão de dois a oito anos, e multa, se o crime é
cometido:
I - com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa;
II - com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza;
III - com emprego de chave falsa;
IV - mediante concurso de duas ou mais pessoas.
Dos crimes contra o patrimônio I
Prof. Michael Procopio
Furto qualificado
Dos crimes contra o patrimônio I
Prof. Michael Procopio
Furto mediante fraude X estelionato
(ENAM I – Aplicação nacional) Alberto mágico profissional, em uma relojoaria, pede
ao vendedor para ver um relógio suíço, de elevado valor. O vendedor atende a seu
pedido, e Alberto coloca o relógio em seu pulso, sob o pretexto de querer ver se o
acessório fica bem em seu braço. Ato contínuo, ele distrai o vendedor, tirando-lhe a
atenção, momento em que, valendo-se da ligeireza de seus movimentos, retira rapida-
mente o relógio do pulso, substituindo-o por uma cópia idêntica, que traz em seu bolso,
e a entrega ao vendedor, que nada percebe. Alberto, então, agradece a atenção,
pergunta quanto custa o relógio e, depois de afirmar que vai pensar um pouco mais,
deixa a loja, levando consigo a peça.
Diante do caso narrado, Alberto deverá responder por
a) estelionato.
b) furto simples.
c) furto qualificado.
d) apropriação indébita simples.
e) apropriação indébita qualificada.
Introdução ao Direito Penal
Prof. Michael Procopio
Art. 155 - Subtrair, para si ou para outrem, coisa
alheia móvel:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
Furto
Dos crimes contra o patrimônio I
Prof. Michael Procopio
Súmula 96 do STJ:
“O crime de extorsão consuma-se
independentemente da obtenção da vantagem
indevida.”
Direito Penal
Prof. Michael Procopio
Crimes contra o patrimônio
Crimes contra a dignidade 
sexual
Concurso de Crimes
Prof. Michael Procopio
Dos Crimes contra a Dignidade Sexual
Prof. Michael Procopio
Delito contra a 
liberdade sexual
Tipo Penal
Estupro Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça,
a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato
libidinoso
Violação sexual
mediante fraude
Praticar ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou
outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação
de vontade da vítima
Importunação
sexual
Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso
com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro
Assédio sexual Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou
favorecimento sexual, prevalecendo-se da condição de
superior hierárquico ou ascendência inerentes ao
exercício de emprego, cargo ou função
Delito sexual contra 
vulnerável
Tipo Penal
Estupro de vulnerável Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com
menor de 14 (catorze) anos ou vulnerável.
Corrupção de menores Induzir alguém menor de 14 (catorze) anos a satisfazer a
lascívia de outrem.
Satisfação da lascívia
mediante presença de
criança ou adolescente
Praticar, na presença de alguém menor de 14 (catorze)
anos, ou induzi-lo a presenciar, conjunção carnal ou outro
ato libidinoso, a fim de satisfazer lascívia própria ou de
outrem
Favorecimento de
prostituição ou de outra
forma de exploração
sexual de criança ou
adolescente.
Submeter, induzir ou atrair à prostituição ou outra forma de
exploração sexual alguém menor de 18 (dezoito) anos ou
que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o
necessário discernimento para a prática do ato, facilitá-la,
impedir ou dificultar que a abandone.
“Tese: presente o dolo específico de satisfazer à lascívia, própria
ou de terceiro, a prática de ato libidinoso com menor de 14 anos
configura o crime de estupro de vulnerável (art. 217-A do CP),
independentemente da ligeireza ou da superficialidade da
conduta, não sendo possível a desclassificação para o delito
de importunação sexual (art. 215-A do CP)”.
(STJ, REsp n. 1.954.997/SC, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Terceira
Seção, julgado em 8/6/2022, DJe de 1/7/2022.)
Dos Crimes Sexuais contra Vulnerável
Prof. Michael Procopio
Art. 218-B. § 2º Incorre nas mesmaspenas:
I - quem pratica conjunção carnal ou outro ato libidinoso com alguém menor
de 18 (dezoito) e maior de 14 (catorze) anos na situação descrita no caput
deste artigo;
II - o proprietário, o gerente ou o responsável pelo local em que se verifiquem
as práticas referidas no caput deste artigo. SUGAR BABY!
§ 3º Na hipótese do inciso II do § 2o, constitui efeito obrigatório da
condenação a cassação da licença de localização e de funcionamento do
estabelecimento.
Dos Crimes Sexuais contra Vulnerável
Prof. Michael Procopio
Súmula 659 do STJ – "A fração de aumento em razão da prática
de crime continuado deve ser fixada de acordo com o número
de delitos cometidos, aplicando-se 1/6 pela prática de duas
infrações, 1/5 para três, 1/4 para quatro, 1/3 para cinco, 1/2 para
seis e 2/3 para sete ou mais infrações."
Dos Crimes Sexuais contra Vulnerável
Prof. Michael Procopio
“Para os fins do art. 927, inciso III, c.c. o art. 1.039 e seguintes, do
Código de Processo Civil, fixa-se a seguinte tese: "No crime de
estupro de vulnerável, é possível a aplicação da fração máxima de
majoração prevista no art. 71, caput, do Código Penal, ainda que
não haja a delimitação precisa do número de atos sexuais
praticados, desde que o longo período de tempo e a recorrência
das condutas permita concluir que houve 7 (sete) ou mais
repetições".
(STJ, REsp n. 2.029.482/RJ, relatora Ministra Laurita Vaz, Terceira Seção,
julgado em 17/10/2023, DJe de 20/10/2023.)
Dos Crimes Sexuais contra Vulnerável
Prof. Michael Procopio
Ação Penal (depois da Lei 13.718/2018)
Art. 225. Nos crimes definidos nos Capítulos I e II deste
Título, procede-se mediante ação penal pública
incondicionada.
Parágrafo único. (Revogado).
Disposições Gerais
Dos Crimes Sexuais contra Vulnerável
Prof. Michael Procopio
Aumento de pena
Art. 226. A pena é aumentada:
I – de quarta parte, se o crime é cometido com o
concurso de 2 (duas) ou mais pessoas;
Disposições Gerais
Dos Crimes Sexuais contra Vulnerável
Prof. Michael Procopio
II - de metade, se o agente é ascendente, padrasto ou
madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tutor,
curador, preceptor ou empregador da vítima ou por
qualquer outro título tiver autoridade sobre ela;
O motorista de van escolar, ao cometer o crime de estupro de vulnerável contra criança
ou adolescente sob sua vigilância, está sujeito à causa de aumento de pena prevista no
art. 226, II, do Código Penal, devido à sua posição de autoridade e garantidor da
segurança e incolumidade moral das vítimas. (Processo em segredo de justiça, Rel.
Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 8/10/2024 -
Informativo 829)
Dos Crimes Sexuais contra Vulnerável
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II - de metade, se o agente é ascendente, padrasto ou
madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tutor,
curador, preceptor ou empregador da vítima ou por
qualquer outro título tiver autoridade sobre ela;
Art. 61 - São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não constituem ou
qualificam o crime:
II - ter o agente cometido o crime:
f) com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas, de coabitação
ou de hospitalidade, ou com violência contra a mulher na forma da lei específica;
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“nos crimes contra a dignidade sexual, não configura bis
in idem a aplicação simultânea da agravante genérica
do art. 61, II, "f", e da majorante específica do art. 226,
II, ambos do Código Penal, salvo quando presente
apenas a relação de autoridade do agente sobre a vítima,
hipótese na qual deve ser aplicada tão somente a causa de
aumento”
(STJ, REsp n. 2.038.833/MG, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Terceira Seção,
julgado em 13/11/2024, DJe de 18/11/2024)
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IV - de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), se o crime é
praticado:
Estupro coletivo
a) mediante concurso de 2 (dois) ou mais agentes;
Disposições Gerais
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IV - de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), se o crime é
praticado:
Estupro corretivo
b) para controlar o comportamento social ou sexual da
vítima.
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Disposições Gerais
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