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NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 39 Professor: Gabriel de Oliveira Alves – gabrieloalves@yahoo.com.br GRADUAÇÃO CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA Manufatura Celular e Flexibilidade Produtiva 6. TIPOS DE LAYOUT PARA OS SISTEMAS FLEXÍVEIS DE MANUFATURA – SFM O arranjo físico de uma operação produtiva define o posicionamento dos recursos físicos de transformação, basicamente definir o arranjo físico é planejar a localização da instalação, máquinas, equipamentos e pessoas. Mudanças de arranjo físico impactam diretamente na produtividade e tempo de pro- dução dos produtos, portanto é imprescindível que ao planejar o arranjo físico de uma empresa identifique-se profundamente os produtos que estão sendo produzi- dos. Existem três situações que impactam diretamente nas decisões de arranjo físico, sendo elas: Dificuldade de mudança: muitas vezes, o arranjo físico pode ser uma ativi- dade longa e demorada devido à complexidade de instalação e ajuste dos equipamentos, ou até mesmo pela sua dimensão física. Rearranjo físico: o rearranjo físico de um parque fabril pode interromper o funcionamento temporário da linha, gerar atrasos nas entregas e baixa no fa- turamento. Erro na definição do arranjo físico: o arranjo físico errado pode delimitar fluxos de processos muito longos e confusos, gerar estoques de produtos em processo excessivos, filas, tempos de processamento mais longos do que o necessário, entre outras perdas. AULA 6 NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 40 Professor: Gabriel de Oliveira Alves – gabrieloalves@yahoo.com.br GRADUAÇÃO CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA Manufatura Celular e Flexibilidade Produtiva 6.1. Tipos de processos para os Sistemas Flexíveis de Manufatura – SFM A escolha do tipo de processo é de extrema importância, pois é nesse momento que se inicia toda a estratégia de determinação do arranjo físico, porém é necessário levar em consideração as especificações do produto a ser produzido como entradas para a tomada de decisão. Assim como qualquer atividade de planejamento, a definição do arranjo físico tam- bém não é diferente, portanto é necessário iniciar pelos objetivos ou estratégias, se- lecionar o tipo de processo, definir qual é o melhor arranjo físico e detalhar o projeto, conforme mostra a figura abaixo: Processo de decisão do arranjo físico NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 41 Professor: Gabriel de Oliveira Alves – gabrieloalves@yahoo.com.br GRADUAÇÃO CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA Manufatura Celular e Flexibilidade Produtiva Para definir o tipo de processo é necessário levar em conta as variáveis de volume e variedade de produtos, pois de acordo com o nível de customização dos produtos fabricados e o volume necessário é que será determinado se o processo é por proje- to, jobbing, lotes, produção em massa ou contínuos. Processo de projeto: geralmente produtos com alto grau de customização, recursos dedicados e tempos de fabricação dos produtos mais longos. A ca- racterística principal deste processo é alta variedade e baixo volume. Exem- plos: construção de navios, construção de túnel, produção de novelas, filmes etc. Processo de jobbing: muito semelhante ao processo de projeto, com alta va- riedade e baixo volume, porém a diferença é que no processo de jobbing rea- liza-se o compartilhamento dos recursos de operação com os demais produ- tos. Os processos de jobbing produzem mais itens e geralmente um pouco menores do que os processos de projeto, mas nos dois processos o grau de repetição é baixo e na maioria das vezes os trabalhos serão únicos. Exem- plos: gráfica que produz ingressos ou panfletos para eventos exclusivos, res- tauradores de móveis, restauradores de joias etc. Processos em lotes ou bateladas: os processos em lotes ou bateladas são muito semelhantes aos processos de jobbing, porém os processos em lotes não possuem a mesma variedade que os processos de jobbing. A caracterís- tica principal dos processos em lotes ou bateladas é que quando um produto é fabricado é feito um lote de produção e não apenas um produto, portanto, neste processo, enquanto o lote está sendo fabricado existe a repetitividade de produtos dentro de cada lote. Neste processo, o tamanho do lote indepen- de, podendo ser de dois produtos ou até mesma de uma grande quantidade. Exemplos: fabricação de máquinas, fabricação de produtos químicos, fabrica- ção de roupas etc. Processos de produção em massa: produzem bens de baixa variedade e alto volume. Podemos exemplificar este processo com a fabricação de pneus, NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 42 Professor: Gabriel de Oliveira Alves – gabrieloalves@yahoo.com.br GRADUAÇÃO CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA Manufatura Celular e Flexibilidade Produtiva se forem levados em consideração todos os tipos diferentes de pneus seria uma gama grandiosa, porém toda essa gama de pneus diferentes não afeta o processo, visto que são fabricados da mesma forma e diferem apenas em al- gumas dimensões. As características principais desse processo são a alta re- petitividade e a previsibilidade da operação. Exemplos: fabricação de auto- móveis, fabricação de lâmpadas, fabricação de televisores etc. Processos contínuos: esse processo é muito semelhante ao processo de produção em massa, porém operam com volumes ainda maiores e variedade ainda mais reduzida. A característica principal desse processo é operar por períodos de tempos muito longos sem a necessidade de paradas ou alteração do mix de produtos. Existem situações em que os produtos fabricados são in- separáveis ou até mesmo linhas dedicadas apenas para um produto, fazendo com que o processo se torne ininterrupto. Exemplos: fabricação de papel, re- finarias de petróleo, siderúrgica etc. ATENÇÃO! Vá para a aba VÍDEOS COMPLEMENTARES e assista ao vídeo TIPOS DE CÉ- LULAS DE MANUFATURA NO LEAN MANUFACTURING. REFERÊNCIAS: BERTOLDI, J. H.; MILNITIZ, D. Manufatura Celular e Sistemas Flexíveis. Unias- selvi – Indaial, 2019. CARDOZO, C. M. O trabalho em equipe e seus motivadores. EAESP/FGV, 2003. Dissertação apresentada como parte dos requisitos para o grau de Mestrado Profis- sional em Administração, Área de concentração: organização, recursos humano e planejamento. São Paulo, 2003. NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 43 Professor: Gabriel de Oliveira Alves – gabrieloalves@yahoo.com.br GRADUAÇÃO CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA Manufatura Celular e Flexibilidade Produtiva CONTADOR, José C. Gestão de operações: a engenharia de produção a serviço da modernização da empresa. 3. ed. São Paulo: Blücher, 2010. HARMON, R. L.; PETERSON, L. D. Reinventando a fábrica: conceitos modernos de produtividade aplicados na prática. Rio de Janeiro: Campus, 1991. MARTINS, P. G; LAUGENI, F. P. Administração da produção. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2005. SIAUTEC. Soluções – Integração Sistemas Automatizados. Disponível em: . Acesso em: 27 set. 2018. SLACK, N.; CHAMBERS, S.; JOHNSTON, R. Administração da produção. 3. ed. São Paulo: Atlas,2009. SLACK, Nigel. Administração da produção. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2002. TUBINO, D. F. Sistema de produção: a produtividade no chão-de-fábrica. Porto Alegre: Bookman, 1999. UFSC. Espaço de ciência e tecnologia. Disponível em: . 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