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Cartografia - Conceitos de Geo-processamento
80 pág.

Cartografia Faculdade PiagetFaculdade Piaget

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## Resumo sobre Conceitos de Geoprocessamento e Noções de Cartografia para GeoprocessamentoO material aborda os fundamentos da cartografia e sua relação com o geoprocessamento, destacando a importância da representação gráfica da superfície terrestre para diversas aplicações, especialmente no ordenamento territorial municipal. A cartografia é definida como a ciência e a arte de expressar o conhecimento humano sobre a superfície da Terra por meio de representações gráficas, que incluem globos, mapas, cartas topográficas, cartas temáticas e plantas. O texto ressalta que, com o avanço tecnológico, a cartografia evoluiu para incorporar a organização, apresentação e comunicação de geoinformação em formatos digitais e táteis, ampliando seu alcance e precisão.Historicamente, a cartografia surgiu com as primeiras populações nômades, evoluindo com o comércio, as explorações, as guerras e o desenvolvimento científico e tecnológico. No século XX, a revolução cartográfica foi impulsionada pelo uso da aerofotogrametria, eletrônica, sensoriamento remoto, GPS e Sistemas de Informação Geográfica (SIG). O problema fundamental da cartografia é representar graficamente a superfície terrestre, que inicialmente foi considerada plana e depois esférica, conforme o avanço do conhecimento humano. A interdisciplinaridade entre cartografia e geoprocessamento é destacada, pois ambos lidam com o espaço geográfico: a cartografia cria modelos de representação gráfica, enquanto o geoprocessamento utiliza técnicas matemáticas e computacionais para tratar os processos espaciais.### Tipos de Levantamentos e Tecnologias AplicadasO texto detalha os tipos de levantamentos que geram dados para a elaboração de documentos cartográficos. O mapeamento é o processo de construção de mapas a partir da organização sistemática de dados coletados em levantamentos topográficos, hidrográficos, climatológicos, entre outros. Equipamentos tradicionais da topografia, como teodolito, estação total, nível e trena, vêm sendo complementados ou substituídos pelo GPS, que oferece rapidez, segurança e a possibilidade de monitoramento contínuo, mesmo em áreas sem intervisibilidade entre estações.O sensoriamento remoto é outro método fundamental, que consiste na obtenção de dados sobre objetos ou fenômenos sem contato físico, utilizando sensores que captam energia eletromagnética refletida ou emitida pela superfície terrestre. Essa tecnologia baseia-se na energia solar e pode ser realizada por aerolevantamento (fotografias aéreas feitas por aviões) ou por sistemas orbitais (satélites como Landsat, Spot, CBERS, IKONOS), que fornecem imagens orbitais essenciais para o monitoramento ambiental, planejamento urbano e outras aplicações.### Base Cartográfica, Localização Geográfica e Sistemas de ProjeçãoA base cartográfica do país é representada principalmente pelas cartas topográficas, que são modelos bidimensionais da superfície terrestre, utilizando três elementos básicos: sistema de signos, redução e projeção. A cartografia divide-se em dois ramos principais: o topográfico, que trata dos detalhes planialtimétricos (altitudes, direções, distâncias) e produz cartas topográficas; e o temático, que representa fenômenos geográficos, geológicos, demográficos, econômicos, entre outros, sobre um fundo geográfico básico, gerando cartas temáticas.Para localizar pontos na superfície terrestre, utiliza-se o sistema de coordenadas geográficas, baseado em linhas imaginárias chamadas meridianos e paralelos. A latitude é o ângulo norte-sul em relação ao Equador, variando de 0° a 90°, e a longitude é o ângulo leste-oeste em relação ao Meridiano de Greenwich, variando de 0° a 180°. Essas coordenadas permitem a localização precisa de qualquer ponto, como exemplificado pelas coordenadas do centro de Niterói (RJ).A confecção de mapas exige o uso de sistemas de projeção cartográfica, que são métodos para representar a superfície curva da Terra em um plano. Como não existe projeção que elimine todas as deformações, as projeções são classificadas conforme a propriedade que preservam: equidistantes (distâncias), conformes (ângulos) ou equivalentes (áreas). Exemplos incluem a projeção Albers (equivalente), Mercator (conforme), Lambert (conforme), entre outras, cada uma adequada para diferentes aplicações, como mapeamentos temáticos, cartas náuticas ou militares.O sistema UTM (Universal Transversa de Mercator) é destacado como o método padrão para o mapeamento sistemático do Brasil, dividindo a Terra em 60 fusos longitudinais de 6° cada, com projeção conforme e superfície de projeção em cilindro transverso. A correta utilização das projeções é fundamental para a sobreposição de dados em SIG, exigindo que os planos de informação estejam na mesma projeção ou que haja conversão adequada.### Datum, Modelos de Elipsóide e Sistemas GeodésicosO datum é um modelo matemático que define a superfície de referência para as coordenadas geográficas, substituindo a Terra real nas aplicações cartográficas. Ele é caracterizado por parâmetros como latitude, longitude, azimute e constantes que definem o elipsóide de referência. No Brasil, historicamente, foram utilizados os datums Córrego Alegre e SAD-69, sendo que atualmente o sistema SIRGAS2000, compatível com o GPS (WGS-84), é o referencial oficial desde 2005, com adoção definitiva prevista para 2014.O elipsóide de revolução é o modelo matemático que aproxima a forma da Terra, gerado pela rotação de uma elipse em torno do eixo dos pólos. Diferentes regiões adotam elipsóides específicos, como o de Hayford para o datum Córrego Alegre e o da União Astronômica Internacional para o SAD-69. A coexistência de diferentes datums pode gerar erros significativos (até 65 metros) na localização, o que exige atenção na configuração dos sistemas de coordenadas em SIG e GPS, bem como a conversão para um datum comum quando necessário.### Orientação, Escala e Precisão CartográficaA orientação em mapas é fundamental para a navegação e compreensão espacial, tendo como referência principal o norte, que pode ser geográfico verdadeiro, magnético ou da quadrícula UTM. A rosa dos ventos e a indicação do norte são elementos essenciais em qualquer carta para garantir a correta interpretação e uso no terreno.A escala é o fator que permite representar a superfície terrestre em dimensões reduzidas, mantendo uma relação constante entre as medidas no mapa e no terreno real. Pode ser expressa numericamente (exemplo: 1:25.000) ou graficamente (barra graduada). A escala determina a precisão gráfica, que é a menor dimensão que pode ser representada no mapa, geralmente limitada a 0,2 mm no desenho, o que implica um erro admissível proporcional à escala adotada. Detalhes menores que o erro tolerável não são representados, sendo necessário o uso de convenções cartográficas para símbolos que mantenham legibilidade independente da escala.---### Destaques- A cartografia evoluiu de mapas itinerários antigos para sistemas digitais modernos, integrando tecnologias como GPS, sensoriamento remoto e SIG.- Levantamentos topográficos, aerofotogramétricos e por sensoriamento remoto são essenciais para a produção de mapas precisos e atualizados.- A localização geográfica utiliza coordenadas de latitude e longitude, baseadas em meridianos e paralelos, para identificar pontos na superfície terrestre.- Sistemas de projeção cartográfica transformam a superfície curva da Terra em mapas planos, cada um com propriedades específicas e aplicações adequadas.- A escolha e conversão correta de datum e projeção são cruciais para evitar erros na sobreposição e análise de dados geográficos em SIG.- A escala e a precisão gráfica determinam o nível de detalhe e a confiabilidade das representações cartográficas, influenciando diretamente a utilidade dos mapas.

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