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DISFUNÇÃO ERÉTIL
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Anatomia Faculdade de Tecnologia e Ciências de SalvadorFaculdade de Tecnologia e Ciências de Salvador

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## Resumo sobre Disfunção ErétilA disfunção erétil (DE) é definida como a incapacidade de atingir ou manter uma rigidez peniana suficiente para uma relação sexual satisfatória. Trata-se de um problema que pode afetar homens de todas as idades, embora seja mais prevalente em indivíduos mais velhos, nos quais as causas orgânicas predominam, enquanto em homens jovens as causas psicogênicas são mais comuns. A anatomia e fisiologia do pênis são fundamentais para entender a DE, envolvendo estruturas como os corpos cavernosos, corpo esponjoso, vasos sanguíneos e nervos que compõem o complexo vasculonervoso profundo.### Anatomia e Fisiologia do PênisO pênis é composto por dois corpos cavernosos localizados dorsalmente, que são estruturas eréteis formadas por sinusoides e artérias cavernosas centrais, e um corpo esponjoso que envolve a uretra, protegendo-a durante a ereção. Os corpos cavernosos são separados, mas possuem comunicações vasculares entre si. A inervação peniana é autônoma, com fibras simpáticas e parassimpáticas que convergem para formar a inervação cavernosa, além de inervação sensorial e motora responsável pela sensação e contração dos músculos bulbo-isquiocavernosos.A circulação sanguínea é essencial para a ereção. Em repouso, os sinusoides dos corpos cavernosos estão colapsados, com fluxo sanguíneo reduzido. Durante a excitação sexual, ocorre a liberação de óxido nítrico pelo sistema parassimpático, que promove vasodilatação das artérias cavernosas e bulboesponjosas, permitindo o enchimento dos sinusoides com sangue arterial. O aumento do volume pressiona as vênulas, que se colapsam, impedindo o refluxo venoso e mantendo a rigidez peniana. O corpo esponjoso também se enche de sangue, mas sua rigidez é menor, pois possui menos tecido fibroso, tendo função protetora da uretra.### Fatores de Risco e Causas da Disfunção ErétilA DE pode ser causada por múltiplos fatores, que incluem condições orgânicas, psicológicas e medicamentosas. Entre os principais fatores de risco estão:- **Diabetes Mellitus (DM):** Altamente prevalente em pacientes diabéticos, que desenvolvem vasculopatia periférica e esclerose das artérias cavernosas, dificultando a circulação sanguínea adequada para a ereção. A disfunção erétil pode preceder eventos isquêmicos cardíacos, devido à semelhança do calibre das artérias cavernosas com as coronarianas.- **Doenças cardiovasculares:** Hipertensão arterial sistêmica (HAS) está associada a cerca de 35% dos casos de DE, especialmente em populações afrodescendentes com alta incidência da doença.- **Dislipidemia e síndrome metabólica:** Níveis elevados de colesterol LDL e obesidade contribuem para a disfunção erétil, associadas a um estilo de vida sedentário e alterações hormonais.- **Traumas e cirurgias pélvicas:** Lesões nos nervos e vasos durante procedimentos como prostatectomia radical podem causar DE.- **Fatores psicológicos:** Ansiedade, depressão, estresse e causas psicogênicas são comuns, especialmente em pacientes jovens.- **Uso de medicamentos:** Antipsicóticos, anti-hipertensivos, antidepressivos, antiparkinsonianos, opioides, entre outros, podem interferir na função erétil.- **Doença de Peyronie:** Caracterizada por dor, enrijecimento e curvatura peniana devido a placas fibrosas.- **Causas neurogênicas:** Esclerose múltipla, AVC, radioterapia, doenças degenerativas e traumas medulares podem prejudicar a condução nervosa necessária para a ereção.### DiagnósticoO diagnóstico da DE inicia-se com uma história clínica detalhada, incluindo aspectos sexuais, para diferenciar problemas de ereção, ejaculação, orgasmo e desejo sexual. É importante identificar se a queixa é de diminuição da libido ou da rigidez peniana, pois as causas e tratamentos podem variar. Exames físicos buscam malformações, placas fibróticas e lesões. Exames laboratoriais incluem hemograma, glicemia, testes hormonais (testosterona total, SHBG, albumina, LH, FSH, prolactina) e avaliações neurológicas quando indicadas.Testes específicos como o teste de ereção farmacologicamente induzida com prostaglandina (trimix) e ultrassonografia Doppler das artérias cavernosas são utilizados para avaliar a resposta vascular e funcional do pênis, especialmente em casos refratários ao tratamento oral.### TratamentoO tratamento da disfunção erétil é escalonado em três linhas, conforme a gravidade e resposta terapêutica:- **Primeira linha:** Farmacoterapia oral com inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5), como sildenafil (Viagra), tadalafil (Cialis), vardenafil e udenafil. Essas medicações promovem vasodilatação e facilitam a ereção, devendo ser tomadas preferencialmente em jejum e cerca de uma hora antes da relação sexual. A principal diferença entre elas é a duração do efeito, sendo o tadalafil conhecido como "pílula do fim de semana" por sua ação prolongada de até 36 horas. É fundamental avaliar contraindicações, especialmente em pacientes com doenças cardíacas que utilizam nitratos, devido ao risco de hipotensão grave.- **Segunda linha:** Tratamentos injetáveis intracavernosos com prostaglandina E1 (alprostadil) ou combinações como trimix (prostaglandina, papaverina e fentolamina), que induzem ereção imediata e são indicados para pacientes que não respondem aos orais. Também existe o uso intrauretral de alprostadil (MUSE), porém com menor eficácia e maior desconforto.- **Terceira linha:** Tratamento cirúrgico com implante de próteses penianas, indicado para casos refratários. As próteses podem ser semi-rígidas (maleáveis), que conferem rigidez permanente, mas permitem flexão para disfarçar o volume, ou infláveis, que proporcionam ereção mais natural e controlada por bomba manual implantada no escroto. As próteses infláveis são mais caras, porém oferecem melhor qualidade de vida.Além disso, dispositivos de vácuo são uma alternativa não medicamentosa que cria uma ereção ao sucção do sangue para os corpos cavernosos, seguida de aplicação de anel para manter a rigidez. Contudo, a ereção obtida pode ser menos firme e o pênis pode apresentar coloração cianótica devido à oclusão venosa.### ConclusãoA disfunção erétil é uma condição multifatorial que envolve aspectos anatômicos, fisiológicos, psicológicos e sistêmicos. O diagnóstico cuidadoso e o tratamento escalonado são essenciais para restaurar a função sexual e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O avanço das terapias farmacológicas, especialmente os inibidores da PDE5, revolucionou o manejo da DE, mas casos mais complexos podem necessitar de intervenções injetáveis ou cirúrgicas. A avaliação cardiológica é imprescindível para garantir a segurança do paciente, especialmente em presença de comorbidades cardiovasculares.---### Destaques- A disfunção erétil é a incapacidade de manter ereção suficiente para relação sexual, com causas orgânicas e psicogênicas.- A ereção depende do enchimento dos corpos cavernosos por sangue arterial e do colapso das vênulas para manter a rigidez.- Principais fatores de risco incluem diabetes, hipertensão, dislipidemia, obesidade, traumas, uso de medicamentos e causas psicológicas.- O diagnóstico envolve história clínica, exames laboratoriais, testes hormonais e avaliação vascular com Doppler.- O tratamento é escalonado: primeira linha com inibidores da PDE5, segunda linha com injeções intracavernosas, e terceira linha com próteses penianas cirúrgicas.

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