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Asma: 
Doença crônica mais comum da infância. 
INFLAMAÇÃO CRÔNICA DAS VIAS AÉREAS: 
- Hiper responsividade→ BRONCOCONSTRIÇÃO → Limitação do fluxo de ar. 
Sintomas variam ao longo do tempo e de intensidade. 
- REVERSÍVEL. 
 
Diagnóstico: 
QC: 
- Variabilidade de sintomatologia da doença é grande. 
- Chiado, dispneia, aperto no peito, tosse. 
- Desencadeantes por vírus, exercício, alérgenos, mudanças no clima, riso ou 
irritantes ambientais (fumaça). 
- PIORA A NOITE ou INÍCIO DA MANHÃ. 
- HF ou pessoal de atopia (dermatite atópica, rinite alérgica, asma, alergia alimentar). 
- Exame físico: Sibilância, rinite alérgica, dermatite atópica. 
 
LIMITAÇÃO FLUXO AÉREO + VARIABILIDADE/ RESPONSIVIDADE. 
ESPIROMETRIA (PROVA DE FUNÇÃO PULMONAR)→ Padrão ouro. Demonstração do 
fluxo aéreo. 
- Paciente faz manobras respiratórias no aparelho. 
VEF1 = Volume expiratório forçado no primeiro segundo 
CVF = CAPACIDADE VITAL FORÇADA 
- Limitação a expiração: Diminuição do VEF1 na asma (volume expiratório forçado 
no primeiro segundo) → Mostra a dificuldade de por o ar pra fora, então quanto 
maior a redução do VEF1, maior é a INTENSIDADE DA OBSTRUÇÃO. 
- Represamento de ar: aumento CVF (capacidade vital forçada→ todo volume 
expirado)→ acumulou ar nos alvéolos (volume residual aumentado por dificuldade 
na expiração). Na CVF medimos todo o volume que o paciente expira até o final, até 
esgotar! Como o paciente tem uma capacidade crônica de expirar, ele vai retendo ar 
nos alvéolos. Quando fazemos a manobra forçada, e tiramos todo o ar na expiração 
→ Esse volume vai ser maior, porque tira o ar expirado normalmente + o ar que 
estava represado nos alvéolos por conta da dificuldade. Temos CVF aumentada 
- Obstrução na espiro: VEF1 / CVF OU IGUAL A 12% → PARÂMETRO MAIS IMPORTANTE!! 
 
Isso é importante porque algumas vezes o paciente pode ter a prova VEF1/CVF normal, 
mas quando faz a prova broncodilatadora, ele tem aumento do VEF1 > ou = 12%. 
- Outro critério: após 4 semanas de tto VEF1 AUMENTA > ou igual a 12%. 
 
- Teste de broncoprovocação (exercício) → Provocamos broncoconstrição pelo 
exercício, e se tivermos QUEDA VEF1 > 12%, temos a prova +, que é sugestiva de 
asma. 
 
 
PICO DE FLUXO EXPIRATÓRIO (peak flow): 
- Paciente sopra. Medimos 3x e usamos a melhor/maior delas e faz com 
broncodilatador. 
 
 
Diagnóstico 10 dias durante IVAS, > 3 episódios 
por ano ou sintomas graves, piora noturna e sintomas entre episódios de IVAS, mas 
durante outras atividades quando está hígido também apresenta certo desconforto 
(brincadeiras, risada, fumaça/poluição). 
FR: HF de alergia ou asma (principalmente familiar de 1 grau) e história pessoal de 
dermatite atopica, rinite alérgica ou alergia alimentar. 
Exames complementares: 
- Solicitar teste cutâneo ou IgE para alérgenos → Isso é o melhor preditor 
para o dx de asma. Mas se esses exames vierem negativos, isso não exclui 
o dx. 
- Raio X: Apenas se dúvida dx. Para excluir anormalidades, infecções e 
aspiração de corpo estranho como responsáveis pela sibilância. 
 
Resposta terapêutica: Fala a favor de asma, o paciente que iniciamos o CI em 
dose baixa + SABA e em 2 a 3 meses esse paciente apresenta uma 
melhora/resposta positiva. E quando tentamos suspender o tratamento, o paciente 
apresenta piora. 
 
Tratamento: 
Medicamentos de CONTROLE: 
- Usadas todos os dias, de uso contínuo, para manutenção e prevenção das crises. 
- CORTICOIDES INALADOS (ICS) e BETA AGONISTAS DE LONGA AÇÃO (LABA). 
Medicamentos de ALÍVIO: 
- Usadas durante crise → sob demanda 
- BETA AGONISTA DE CURTA AÇÃO (SABA)→ SALBUTAMOL. 
- Associação de ICS + SABA. 
- Associação de ICS + formoterol. 
Terapia de manutenção e alívio (MART/ SMART): 
- ICS + formoterol COMO ALÍVIO E COMO MANUTENÇÃO. 
- Tem que ser formoterol → Tem rápido início de ação e ação prolongada, por isso 
pode ser usado como alívio e manutenção. 
- Esquema preferencial em adolescentes/adultos 
- Opção a partir da step 3 em crianças de 6 - 11 anos. 
 
Espaçador: 
- Recomendado PARA TODAS AS CRIANÇAS. 
INALADOR dosimetrado pressurizado + espaçador + máscara. 
- Lavagem: Colocar de molho em água com detergente por 30 minutos 1 vez por 
mês, com secagem ao ar livre. 
- 4 - 5 anos: Espaçador + Bocal, assim que possível usamos sem a máscara, se 
conseguir coordenar respiração com a medicação. 
 
STEPS: 
 2x/semana durante 1 mês, ou 3 ou + exacerbações por ano, ou exacerbação grave → 
Podemos iniciar pelo STEP 2, com ICS em dose baixa contínuo + SABA em crises. 
 
 
 
6- 11 ANOS: 
- PODE USAR ICS + LABA, a partir do step 3. 
- Alício é com SABA! 
- A PARTIR DE 6 ANOS pode usar LABA 
 
LAMA→ antimuscarinico. 
 
 
 
QUANDO TEM ESQUEMA MART (formoterol + ICS)→ alívio é com o MART. 
STEP 1 → Sxe em um 
bom timing, ou seja o paciente está fora de infecção respiratória, viagens, e não está em 
mudança de estação. 
 
 
 
Gravidade da doença: 
- Vamos classificar a gravidade conforme a necessidade de tto necessário para atingir 
o controle da doença. 
- RETROSPECTIVA. 
- Fazemos isso após 2 a 3 meses de tto. 
 
- LEVE → Step 1 ou 2 
- MODERADA → Step 3 ou 4 
- GRAVE → Step 5 
 
Exacerbação da asma: 
Piora AGUDA ou SUBAGUDA dos sintomas e da função pulmonar. 
Desencadeantes: Infecções respiratórias virais, exposição a alérgenos ou poluição 
ambiental, mudança de estação, retorno às aulas, má adesão ao ICS (um dos principais)… 
 
GRAVE: 
 
TÓRAX SILENTE→ obstrução tão significativa que nem gera ruído. GRAVE! 
 
Tratamento: 
- Se sonolência, confusão ou tórax silencioso → VAI PARA UTI + SABA + O2 + 
prepara para IOT, se precisar. 
- Ipratrópio → SE MODERADA ou GRAVE 
- Corticoide sistêmico → Fazemos VO ou EV. São equivalentes. O EV não é melhor 
que VO. Escolhemos conforme aceitação. 
 
LEVE = SABA + O2 (se necessário) + Corticóide sistêmico 
 MODERADA = SABA + O2 (se necessário) + Corticóide sistêmico + Considera Ipratrópio 
GRAVE = SABA + Ipratrópio + O2 + Corticóide sistêmico 
Em caso de PIORA ou não resposta → Tratamos como grave e avaliamos a necessidade 
de internação na UTI 
Medimos função pulmonar após 1h do inicio do tto → Peak flow ou espiro na emer 
 
SALBUTAMOL: 
 
- Salbutamol spray 100 mcg/jato → TODOS OS CASOS DE CRISE DE ASMA 
- 2 a 6 jatos → ou igual a 6 anos e adolescentes 
 A dose inicial de SABA é de quatro inalações de salbutamol ([albuterol], 100 mcg por 
inalação 
 
- Fazemos os jatos de acordo com a idade a cada 20 minutos na primeira hora 
→ Ou seja 3x 
- APÓS: 2 a 3 JATOS POR HORA SE PERSISTIREM SINTOMAS. 
- Alternativa: formoterol + ICS (MART) em > ou igual a 6 anos. 
 
IPRATRÓPIO: 
- 250 mcg/jato. 
- 1- 2 jatos a cada 20 minutos por apenas 1 hora! 
- Só fazemos em crises graves / moderadas. Na leve NÃO. 
 
CORTICOIDE SISTÊMICO: 
- Deve ser usado na PRIMEIRA HORA DE TTO. 
- Demora no mínimo 4h para ter resposta. 
- PREDNISOLONA VO 1- 2 mg/kg. 
- Dose máxima: 20 mg em ou igual a 6 
anos. 
- Adolescentes: Cp de prednisona de 40 ou 50 mg. 
- Se desconforto respiratório significativo, não consegue fazer VO → Podemos fazer 
METILPREDNISOLONA EV 1 mg/ kg/dose. 
- Hidrocortisona 0,2mg/kg/dose de 6h/6h 
 
 
SULFATO DE MAGNÉSIO: 
- Medicamento broncodilatador 
- EV: 40 a 50 mg/kg/dose (MÁXIMO 2g) em 20 - 60 minutos. 
- Indicado a partir de 6 anos se temos falha do tto inicial, hipoxemia persistente e 
VEF1 que não atinge 60% após 1h. 
- Nos ou igual a 6 anos: Stepping up se já em uso de ICS ou iniciar se não estava 
em uso (preferência por MART). 
- 50% do predito. 
- Grave: fala em palavras (não consegue formar frases), inclina tronco para 
frente, FR aumentada, uso de musculatura acessória, taquicardia mais 
importante, satO2- Usar cânula nasal ou máscara de venturi para manter a saturação de oxigênio entre 
93-95% em adultos e 94-98% em crianças de 6 a 11 anos. 
- Níveis moderados de saturação trazem melhores resultados do que FiO2 de 100%; 
- Casos graves: Para saturação muito baixa, usar máscara não-reinalante e preparar 
material para intubação, se necessário. 
 
Beta2-Agonista de Curta Ação (SABA): 
- Administração: Inalado, preferencialmente com espaçador, podendo ser 
administrado 4 - 10 puffs a cada 20 minutos na primeira hora; 
- Leve: 4-6 | Moderada: 6-8 | Grave: 8-10 
- Não há evidências de eficácia para uso de beta-2-agonista intravenoso em crises 
graves. 
 
Corticosteróide Sistêmico: 
- Duração do uso: 3-5 dias em crianças e 5-7 dias em adultos. 
- Oral: Prednisona (40-50 mg para adultos; 1-2 mg/kg até 40 mg/dia para crianças). 
Preferida em casos leves e graves em que o paciente consegue deglutir. 
- Intravenoso: Metilprednisolona 60-125 mg por dose EV (preferido) ou 
Hidrocortisona 100-500 mg por dose EV. 
- Usado em casos de dispneia extrema, vômito, ou necessidade de VNI/IOT; 
pode ser mudado para via oral assim que possível. 
 
Brometo de Ipratrópio: 
- Indicação: Utilizado em crises graves; reduz a necessidade de hospitalização e 
melhora PEF e FEV1; 
- Administração: 40 gotas a cada 20 minutos via nebulização, associado ao SABA e 
diluído em 3-5 mL de SF 0,9%; 
- Não indicado para uso prolongado durante a internação. 
 
Sulfato de Magnésio (MgSO4): 
- Indicação: Para exacerbações graves sem resposta ao tratamento inicial com 
β2-agonista e corticosteroide; 
- Administração: Dose única de 2 g EV em adultos 50 - 75 mg/kg em crianças, 
infundida em 20 minutos (20 mL de MgSO4 10% + 200 mL de SF 0,9%). 
 
Revisão da Resposta e Monitoramento: 
- Reavaliação frequente do estado clínico e saturação de oxigênio 
- Considerar transferência para UTI em caso de piora 
 
Planejamento e acompanhamento pós alta: 
- Consulta de acompanhamento em 2-7 dias (1 a 2 dias para crianças). 
- Orientações de uso dos medicamentos, habilidades com inaladores e plano de ação 
escrito. 
- Tratamento pós-alta: Terapia de manutenção e alívio com ICS-formoterol 
recomendada. 
- Acompanhamento regular até alcançar controle dos sintomas e melhor função 
pulmonar. 
- Incentivar o uso contínuo de tratamento com ICS-formoterol para reduzir riscos de 
futuras exacerbações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CLASSIFICAR PACIENTE EM GRAVIDADE DE EXACERBAÇÃO DE ASMA:

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