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Meu Exame Oral de GO Como está constituído o aparelho genital feminino? R: O aparelho genital feminino está constituído por: Órgãos externos (Vulva) – monte de vênus, Grandes e pequenos lábios, Clítoris, Meato uretral óstio vaginal e glândulas acessórias ( Gl. de Skene = Parauretrais; Gl. de Bartholin = Vulvovaginais) – e Órgãos internos ( vagina, útero «Colo, Istmo e Corpo», trompas «porção intersticial, istmica, ampolar e infundibular» e ovários). O que é o períneo e como está constituído? R: O períneo é o conjunto de partes moles (músculos e aponevrose) que encerra inferiormente a cavidade pélvica, é atravessado pelo recto atrás, e pela vagina e uretra, adiante. Está constituído por um sistema muscular – Músculos do diafragma pélvico (elevador do ânus e coccígeo), Músculos do períneo anterior (superficiais – Transverso superficial, isquiocavernoso e bulbocavernoso; Profundos: transverso profundo e esfincter externo da uretra) e Músculos do períneo posterior (esfincter do externo do ânus) – e um sistema aponevrótico (Aponevrose superficial, média e profunda). Quais são os limites do Losângulo de Michaelis? R: Os limites do Losângulo de Michaelis são: superiormente – fosseta da 5ª vertebra lombar; Lateralmente – as fossetas das espinhas ilíacas póstero – superior; e inferiormente – início do sulco inter-glúteo ( articulação sacro-coccígea). Quais os diâmetros externos e internos da pelve? R: Os diâmetros externos da pelve são: Bi – trocânter (32cm), Bi – crista (28cm), Bi – espinha (24cm), Bi – isquiático (11cm) e Conjugado externo (20cm) . Os diâmetros externos são medidos com um compasso denominado Pelvímetro. Os diâmetros internos da pelve são: diâmetros antero-posteriores ou Conjugados (Conjugado verdadeiro «11cm», Conjugado obstétrico «10,5 cm» e Conjugado diagonal «12cm»), diâmetro oblíquo (12cm) e diâmetro transversal (13cm). Quais são os planos de Hodge? R: Os planos de Hodge são: 1- Estreito superior (bordo superior da sínfise púbica e promontório), 2 – Bordo inferior da sínfise púbica e segunda vértebra sagrada, 3 – espinhas ciáticas e bordo inferior do sacro e 4 – pavimento da escavação pélvica. Quais os tipos de Bacia Óssea que conheces? R: Os tipos de bacia óssea que conheço são: Genóide, andróide, antropóide (diâmetro antero – posterior maior que o transverso) e platipelóide (diâmetro transverso largo). Como está constituído o canal do parto? R: O canal do parto está constituído pela bácia óssea (ossos ilíacos – púbis, ilíaco e isquio; sacro e cóccix) e pelas partes moles que a continuam: parte inferior do útero, a vagina, a vulva e o períneo. Quais são as funções da bolsa de água? R: As funções da bolsa de água são: Proteger o feto das compressões excessivas a quando das contracções uterinas, Ajuda a dilatação paulatina do colo e Protege a cavidade ovular de eventual colonização por germes ascendentes da vagina. Como se classifica a rotura da bolsa de Água? R: A rotura de bolsa de água classifica-se em: Rotura Prematura (antes do trabalho de parto), Rotura Precoce (ocorre durante a dilatação), Rotura Normal ou Tempestiva (ocorre quando a dilatação está completa) e Rotura Retardada (ocorre durante o período expulsivo). Quais são as indicações e contra – indicações para romper – se a bolsa de água? R: Pode-se romper a bolsa de água nas primíparas quando a dilatação está quase completa e nas multíparas a partir dos 6cm de dilatação. Está contra-indicado o rompimento da bolsa de água em pélvicos e prematuros. Qual a conduta terapêutica perante uma gestante que apresenta rotura prematura da bolsa de água? R: Perante uma gestante que apresenta rotura prematura de bolsa de água, a conduta terapêutica consiste na administração endovenosa de 1g de Ampicilina de 6/6h. Sobre o líquido amniótico, diga: O que entendes por líquido amniótico? R: O líquido amniótico é o líquido que envolve o embrião/feto e preenche a bolsa amniótica, sendo responsável pela protecção do feto contra os choques mecânicos e térmicos. Quais as funções do líquido amniótico? R: As funções do líquido amniótico são: Proteger o feto da lesão mecânica, permitir o movimento do feto, previnindo a contratura dos membros, previnir adesões entre o concepto e o âmnio e possibilita o desenvolvimento do pulmão fetal. Qual a sua composição? R: O líquido amniótico está constituído por: Células esfoliadas do feto e do âmnio, lanugem e goticulas de gordura. Tem uma composição semelhante ao líquido extracelular (electrolítos, proteínas (apenas 5% em relação ao valor do soro), açucares e gordura. Quais é a característica normal do líquido amniótico? R: O líquido amniótico normal tem um aspecto cristalino (1º e 2º semestre de gestação) ou opalescente (3º trimestre) com grumos. Como podemos fazer o diagnóstico de sofrimento fetal através das características do líquido amniótico? R: O diagnóstico de sofrimento fetal pode ser feito através da coloração do líquido amniótico: Líquido amarelado = sofrimento fetal crónico; Líquido esverdeado = sofrimento fetal agudo; Líquido castanho = Óbito fetal. Como fazer o diagnóstico de maturidade fetal a partir do líquido amniótico? R: O diagnóstico de maturidade fetal a partir do líquido amniótico é feito através do Teste de Clement (visa medir os índices de Lecitina e esfingomielinas no L.A.) e pela dosagem de bilirrubina e creatinina no L.A. (feto maduro, creatinina = 2mg/dl). Quais são as suas quantidades? R: A quantidade de líquido amniótico diminui com o tempo de gravidez e o tamanho do feto. O valor máximo normal varia entre 1000 – 1500 ml. Acima de 1500 ml = Polidrâmnio. Abaixo de 500 ml = Oligoâmnio. Quais as causas e complicações do Polidrâmnio? R: O Polidrâmnio surge quando há um desequilíbrio entre a excreção urinária e a deglutição fetal. No polidrâmnio, a produção do líquido amniótico é sempre normal. As causa de Polidrâmnio são: Maternas (Diabetes Mellitus e Iso-imunização), Fetais (Anencefalia, Defeitos do tubo neural, atrésias altas do tubo digestivo – atrésia esofágica e duodenal) e Infecciosas (Toxoplasmose, Citomegalovírus, Parvovírus, Sífilis, etc.) As principais complicações perinatais são: Descolamento prematuro da placenta normalmente inserida (DPPNI), Hemorragia pós – parto por atonia uterina ( cansaço das fibras musculares anteriormente hiperdistendidas), Prolapso do cordão e Parto Pré – Termo. Quais as causas e complicações do Oligodrâmnio? R: As causas de oligoâmnio são: Rotura Prematura das Membranas (amniorrexes expontânea antes do trabalho de parto), Malformações das vias urinárias (Agnésia ou displasia renal, rins policísticos, obstrução uretral ou ureteral), CIUR ( devido a hipóxia crónica, há redistribuição do fluxo sanguíneo principalmente para o coração e diminuição do fluxo sanguíneo renal e consequente diminuição da TFG e do débito urinário), pós – maturidade, insuficiência placentária e gravidez gemelar. As principais complicações são: Adesão entre o âmnio e as partes fetais, amputação dos membros, Hipoplasia pulmonar, Sofrimento fetal, asfixia e morte perinatal. . O que é a placenta? Qual a sua origem? R: A placenta, juntamente com o cordão umbilical e as membranas (âmnio e cório), são considerados os orgãos anexos do feto. A placenta origina-se a partir do cório frondoso (origem fetal) e decídua basal (origem materna) e tem o seu desenvolvimento completo ao 4º - 5º mês de gestação. Faça a descrição macroscópica da Placenta? R: A placenta possui mais frequentemente uma forma de disco de 18 – 20 cm de diâmetro, peso de aproximadamente 500g , possuí 2 faces (materna e fetal) separadas por um bordo. A face materna é aquela que está dirigida para o útero, tem uma coloração vinhosa, superfície cruenta, possui cotilédones em número de 10 -20, separados por sulcos intercotiledones. A face fetal está dirigida para a cavidade amniótica, possui uma superfície lisa, acinzentadae brilhante, e no seu centro encontra-se a inserção do cordão umbilical. Quais são as funções da placenta? R: As funções da placenta são: respiratória (o oxigénio e o dióxido de carbono passam através da placenta por difusão simples), Nutritiva (transferência de nutrirntes da mãe para o feto: Água e electrolítos = difusão simples; Glicose = difusão facilitada; Aminoácidos = difusão activa), Excretora (por difusão simples os resíduos fetais passam ao sangue materno), Função de Barreira (o sangue fetal nas vilosidades coriónicas é separado do sangue materno, nos espaços intervilositários pela barreira placentária), Endócrina (produção de proteínas hormonais « gonodotrofina coriónica humana – hCG, lactogénio placentário humano – hLP, e Tirotrofina coriónica hunana – hCT» e esteróides hormonais « estrogénio e progesterona») produção de proteínas plasmáticas associadas a gravidez, produção de enzimas e função imunológica. Quais as anomalias da Placenta que conheces? R: As anomalias da Placenta que conheço são: configuração anormal (bilobada, bipartida, sucenturiada, circunvalada e fenestrada), diâmetro anormal, peso anormal, posição anormal (placenta prévia) e adesão anormal (acretismo placentário – placenta percreta, increta e acreta). Como está consituído o cordão umbilical e qual o seu tamanho normal? R: O cordão umbilical está constituído por tecido conjuntivo (Geleia de Warton) no qual correm os vasos umbilicais (2 artérias e uma veia) e os remanescentes da vesícula alontóidea e da vitelina. È todo revestido pelo âmnio funicular. O seu comprimento normal varia de 50 -60 cm. O que entendes por Procúbito (procidência) do cordão? R: É a presença do cordão umbilical antes da apresentação, íntegro o saco amniótico. O que é o prolapso do cordão? Que atitudes deve ter o médico perante um caso de prolapso do cordão? R: O prolapso do cordão é quando há presença do cordão umbilical antes da apresentação após a amniorrexe. Em alguns caso, palpa-se o cordão na vagina e, as vezes, ele ultrapassa a vulva. O prognóstico fetal é sempre reservado e a conduta depende de estar o feto vivo ou morto: no feto vivo, a cesárea é da maior urgência. Quais são as complicações do cordão curto e do cordão longo? R: As complicações do cordão curto são: apresentações anómalas, prejudica a descida do feto, causa descolamento prematuro da placenta, anóxia, rotura do funículo ou inversão uterina. As complicações do cordão longo são: procidência do cordão, nós e circulares do cordão. Defina: Situação, apresentação, atitude e posição fetal? R: Situação: relação entre o eixo longitudinal fetal e o da mãe (longit/transversa/obliqua); Apresentação: parte do feto que se encontra em contacto com o estreito superior da pelve da mãe (cefálica, pélvica, de ombros); Posição: relação entre o dorso do feto e o corpo materno; Atitude: da cabeça fetal pode ser de extensão «deflexão» ou de flexão. 22. Quais são as manobras de Leopold e qual a sua importância? R: As manobras de Leopold são 4: 1ª manobra tem como objectivo delimitar o fundo uterino e estabelecer o tempo de gestação mediante a medição da altura uterina; 2ª manobra serve para identificarmos o dorso fetal, ou seja a posição e para a posterior realização da auscultação; 3ª manobra serve para diagnosticarmos a apresentação; 4ª manobra serve para confirmarmos a apresentação, exploração da cavidade pélvica, e avaliar a atitude, se é de flexão ou de extensão. 23. O Que é o Parto Normal (Eutócico)? R: O parto normal é o término fisiológico de uma gravidez mediante a expulsão do feto maduro e orgãos anexos pelo canal do parto. 24. Quais são as fases (períodos) do parto? Descreve-as. R: As fases do parto são: Dilatação, Expulsão e Dequitadura. A dilatação deve-se a factores como a pressão hidrostática exercida pela bolsa de água, tracção que as fibras do colo exercem sobre o corpo e disposição espiralada das fibras musculares uterinas; difere nas primíparas e multíparas em relação ao tempo e ao mecanismo: Nas primíparas dura cerca de 12 – 16 horas e nas multíparas dura entre 6 – 8 horas; Na primípara há primeiro a dilatação do orifício cervical interno, apagamento do colo e, posteriormente, dilatação do orifício cervical externo; Na multípara há dilatação simultânea dos orifícios cervicais interno e externo. A expulsão é o período que vai desde a dilatação completa (10 cm) até a expulsão completa do feto. A dequitadura é o período que vai desde a expulsão do feto até a saída completa da placenta, cordão e membranas. Há uma pausa de 10 – 20 minutos entre os dois últimos períodos e é frequente haver calafrios ou tremores. O útero aumenta de volume e desvia-se para a direita, reflectindo desprendimento placentar. Se for feita uma pressão entre a sínfise púbica e o umbigo, verificaremos que haverá uma súbida do cordão umbilical (Sinal de Kustner). Existem dois mecanismos de expulsão placentária: Mecanismo de Schultze (saída da placenta em forma de taça) e Mecanismo de Duncan (saída da placenta por um dos seus bordos). 25. Quais são os elementos do parto? R: Os elementos do parto são: Motor do parto, Canal do parto e objecto do parto. 26. Quando é que podemos dizer que uma mulher está em trabalho de parto? R: Dizemos que uma mulher está em trabalho de parto quando reúne as seguintes condições: Apagamento do colo (primíparas), dilatação cervical, formação da bolsa de água, emissão de mucosidades e contrações uterinas ritmicas. 27. Quais são os pródromos do parto? R: Os Pródromos do parto são: insónia, nervosismo, irritabilidade, perda brusca de peso (podendo chegar a 1 kg), descida do fundo uterino ( traduzida pela diminuição da Altura Uterina), contracções indolores de Braxton – Hicks e expulsão do rolhão mucoso. 28. Quais as causas do parto? R: As causas do parto são: Causas musculares (super distenção da fibra muscular uterina «contração uterina», rotura da polaridade da membrana e desequilíbrio sódio – potássio e desequilíbrio estrogenio e progesterona), Causas hormonais (oxitocina, prostaglandinas, catecolaminas, histamina e acetilcolina), Causas nervosas (reflexo neuro – hormonal de Ferguson – Harris «Excitação do segmento inferior e consequente libertação de oxitocina») e Causas fetais e placentárias (situação insustentável do feto, senescência placentária, queda da progesterona, etc.). 29. Explica o mecanismo do parto de vértice? R: O mecanismo do parto de vértice consiste em: Insinuação, Descida ou Progressão, Rotação Interna, Desprendimento da cabeça, Rotação externa, Desprendimento do tronco e expulsão completa do feto. 30. Como é feito o diagnóstico de gravidez? R: O diagnóstico de gravidez pode ser: clínico, hormonal e ecográfico. O diagnóstico Clínico agrupam-se em sinais e sintomas de Presunção (Amenorréia de + de 4 semanas, naúseas e vómitos, anorexia, pica « preversão do apetite = ex. comer mabelé», congestão mamária, aréola primária hiperpigmentada, tubérculos de Montgomery e aumento da circulação venosa mamária = Rede venosa de Haller), Probabilidade (Sinal de Hegar = consistência quística do útero, principalmente do istmo, dando a sensação de existir uma separação entre o corpo e o colo; Sinal de Piskacek = assimetria uterina devido a zona de implantação; Sinal de Nobile – Budin = fundos de saco laterais ocupados pelo corpo uterino « a matriz piriforme passa a globosa»; Sinal de Osiander = percepção do pulso vaginal; Sinal de Jacquemier ou de Chadwick = Coloração violácea d da mucosa da vulva « vestíbulo e meato urinário; Sinal de Kluge = tonalidade violácea da mucosa vaginal) e de Certeza (Batimentos cardiofetais « varia de 120 – 160, sendo a média de 140 bat./min», movimentos fetais e Sinal de Puzos «rechaço fetal intra-uterino»). O diagnóstico hormonal é eficiente devido a sua precocidade e exactidão, e apoia-se na identificação da Gonodotrofina Coriónica humana no plasma ou na urina materna. O diagnóstico ecográficoconsiste na visualização do saco gestacional (4ª semana), na auscultação dos batimentos cardiofetais, etc. 31. Quais são os sinais tardios de gravidez? R: A inspeção: Face (Cloasma gravídico, sinal de Halban «aumento da penugem facial»), Pescoço (aumento do volume da tiróide devido a hiperplasia funcional da tiróide, aumento da vascularização do pescoço), Tórax (respiração exclusivamente costal), Mama (aréola primária hiperpigmentada, surgimento dos tubérculos de montgomery, aréola secundária = sinal de Hunter, rede venosa de Haller) Abdomén ( apagamento das reentrâncias dos flancos, apagamento da cicatriz umbilical, hiperpigmentação da línha alba, aumento do volume do abdómen, presença de estrias gravídicas), Genitais (aumento dos pêlos púbicos, grandes e pequenos lábios desenvolvidos e coloração azulada da mucosa do intróito vaginal); Palpação: manobras de Leopold; Auscultação: batimentos cardiofetais com estetoscópio de Pinard; e Percussão: de pouca utilidade. 32. O que entendes por Hemorragia pós –parto? R: Considera-se hemorragia pós – parto quando há uma perda sanguínea superior a 500ml após parto vaginal ou superior a 1000ml após parto cesáreo (cesariana). 33. Como se classifica a Hemorragia pós – parto? R: A hemorragia pós – parto classifica-se em: Precoce ou Primária – quando ocorre dentro das primeiras 24h do puerpério, e Tardia ou Secundária – quando ocorre apósas 24h até 6 – 12 semanas do pós –parto. 34. Quais as causas de hemorragia pós – parto precoce? R: As causas de hemorragia pós – parto precoce são( os 4 ts) Atonia uterina, Traumas (Lacerações do canal de parto, rotura uterina, hematoma, inversão uterina), resto de tecidos (placenta retida e acreta) e Coagulopatias. 35. Quais os factores de risco para hemorragia pós – parto precoce? R: Os factores de risco para hemorragia pós – parto precoce são: multiparidade, gemelaridade, macrossomia fetal, parto prolongado, polidrâmnio, anestesia geral, infecção amniótica, sulfato de magnésio (vasodilatador e sedativo), etc. 36. Sobre a Menstruação, diga: Como ocorre? R: A menstruação ocorre devido a queda brusca de progesterona por involução do corpo amarelo que provoca: feichamento dos shunts e das arteríolas das zonas superficiais do endométrio, necrose da mucosa e das parede dos vasos. Qual a sua duração? R: O ciclo menstrual ocorre de 28 em 28 dias e tem uma duração de 3 a 5 dias. Como é constituído o sangue menstrual? R: O sangue menstrual é constituído por sangue venoso e arteria, misturado com restos da mucosa. 37. Quais são as alterações da menstruação que conheces? R: As alterações da menstruação que conheço são: Menorragia (perda excessiva de sangue durante a menstruação), Metrorragias (hemorragia uterina acíclica surgindo em intervalos irregulares), Menometrorragias (menstruações abundantes e prolongadas),. Hemorragia intermenstrual, Polimenorréia (hemorragia que surge em intervalos inferiores a 21 dias), Oligomenorréia (hemorragia que surge com intervalos suoeriiores a 31 dias) e Amenorreia (ausência de menstruação). 38. Quais são as causas de amenorreia que conheces? R: As causas de amenorréia são dividas em dois grupos: Fisiológicas (Lactação, gravidez, menopausa) e Patológicas ( Sindrome de Shean, quistos do ovário, hímen imperfurado, Pseudociese e sinéquias uterinas). 39. O que entendes por Doença Trofoblástica Gestacional e como se classifica?: R: Defini-se DTG como um grupo heterogéneo de lesões caracterizadas por proliferação anormal do trofoblasto. Segundo a OMS podemos classificar a DTG em: Mola hidatiforme, Mola invasora, Coriocarcinoma e Tumor trofoblástico do sítio placentário. 40. O que entendes por Mola Hidatiforme? R: Entidade nosológica que pertence ao grupo das doenças trofoblásticas gestacionais e caracteriza-se por anomalias das vilosidades coriónicas; Tais anomalias são: proliferação trofoblastica, edema do estroma vilositário e ausência de vasos. Podemos ainda distinguir 2 tipos histológicos de mola hidatiforme: a parcial e a completa, sendo qeu a completa difere da parcial pelo facto de apresentar uma hiperplasia trofoblastica difusa, ausência de vascularização das vilosidades bem como ausência de feto e de membranas ovulares. 41. Quais são as manifestações clínicas da Mola Hidatiforme? R: As manifestaçoes clínicas da mola hidatiforme são:Metrorragia que é o principal sintoma estando presente em mais de 90% dos casos, descreve-se essa hemorragia como suco de ameixa devido a liquefação do coagulo intra-uterino; esta hemorragia leva a anemia; o sinal mais importante é o aumento uterino, mas para ter um interesse semiologico o tamanho do útero deverá ter 4 semanas a mais que o tempo de amenorreia, ou seja, 4 semanas mais do que o tempo de gestação; em 30% dos casos há hiperemese gravídica, ou seja, vómitos excessivos acompanhados de nauseas, por vezes as grávidas podem necessitar de internação devido a desidrataçao; Hipertensão e proteinúria: embora não muito frequentes é considerado o sinal clássico ou patognomónico, pois excepto na mola hidatiforme o surgimento de hipertensão apenas se verifica na 2ª metade da gravidez por volta das 20 semanas. Na forma completa da mola hidatiforme há ausência de actividade fetal. Por acção da tireotrofina coriónica produzida pelo trofoblasto há o surgimento de hipertirodismo, ovários aumentados de volume devido a presença de quistos teca luteínicos. 42. Como se diagnóstica a mola hidatiforme? R: O diagnóstico da mola hidatiforme faz-se mediante os dados clínicos, achados laboratoriais e ultrasonografia. Em relação aos achados clínicos alguns sintomas e sinais assumem grande importância: a metrorragia, o aumento uterino, a hiperemese gravidica, hipertensão e proteinuria, quistos teca-luteinicos, hipertiroidismo e ausência de actividade fetal no caso da mola hidatiforme completa. Uma das caracteristicas mais importantes das DTG é a capacidade de produzir gonadotrofina corionica humana (hCG) que pode ser detectado no sangue ou na urina de todas as pacientes com DTG. A ultrasonografia é um exame de bastante confiança, simplicidade e segurança, por isso, é um dos métodos imagiológicos preferido para investigar pacientes sob suspeita de Mola Hidatiforme. Este exame revela imagens características de "floco de neve", ausência de embrião na Mola Hidatiforme completa, serve também para identificar os quistos teca-luteinicos. 43. Qual a conducta clínica na mola hidatiforme??? R: Após firmado o diagnóstico de mola hidatiforme a gravidez deve ser interrompida. Avaliação laboratorial antes da evacuação envolve a determinação dos niveis de gonadotrofina, hemograma, grupo sanguineo e provas de funçao hepatica, renal e tiroidea. É necessário também a realizacão de um raio-x do tórax. Evacuação uterina: o método preferido é a aspiraçao á vacuo que é um metodo seguro, rápido e eficaz em quase todos os casos, deverá ser seguida da administração de oxitocicos e curetagem uterina. 44 . Como é feito o seguimento (follow up) na Mola Hidatiforme? R: O controlo subsequente ou follow-up consiste em: Determinação semanal da Beta – hCG no soro materno (remissão da doença quando se obtém três valores negativos consecutivos), Exame físico (com o objectivo de se identificar invasões locais e metastases a distância), Controle laboratorial (Hemograma, provas de função hepática e renal), Ecografia ginecológica (controlo após evacuação uterina), Raio X do tórax - também faz parte do follow-up. É de vital importância o uso de anticoncepcionais orais durante todo o follow-up. Suspende-se o follow-up após 12 meses sem se detectar niveis de gonadotrofina e a paciente tem permissão para engravidar. Quais são principais locais de metástase do Coriocarcinoma? R: Os principais locais de metástase do coriocarcinoma são: pulmão, vagina, vulva, fígado e cérebro. O que é o aborto e como se classifica? R: O aborto é a interrupção da gravidez antes da viabilidade fetal. Considera-se inviáveis todos os fetos antesdas 20 semanas ou com menos de 500gr. O aborto pode ser classificado de várias formas: quanto ao tempo gestacional em que ocorre – Precoces «antes das 12 semanas» e Tardios « entre as 12 e as 20 semanas»; Quanto ao mecanismo: expontâneo ou provocado. Quais são as formas clínicas de apresentação do aborto? R: As formas clínicas de apresentação do aborto são: Ameaça de aborto, Aborto em evolução, Aborto completo, Aborto incompleto, Aborto retido, Aborto infectado e Aborto de repetição ou habitual. Como se diagnóstica um aborto séptico? R: O aborto séptico evidencia-se mediante achados clínicos como febre, secreção vaginal fétida, dores pélvica e abdominal e hipersensibilidade à mobilização do colo uterino. Quais são as manifestações clínicas da Ameaça de aborto? Qual a conducta terapêutica? R: As manifestações clínicas da ameaça de aborto são: amenorreia, dor tipo cólica no hipogastro e/ou região lombar, ao toque vaginal _ colo fechado e formado. A ecografia é o método de diagnóstico mais importante porque permite identificar gravidez ectópica e mola hidatiforme. A conducta consiste em: repouso, abstinência aos exercícios físicos sexual, analgesia, tocolíticos (útero relaxantes. Ex.: salbutamol) e Hormonoterapia. Cite alguns factores etiológicos do Aborto? R: Os factores etiológicos do aborto são: Anomalias cromossómicas (monossomias, trissomias e triplóidias), Anomalias endócrinas (diabetes mellitus, hipo/hipertireoidismo, insuficiência luteínica), Anomalias uterinas (distorcem ou reeduzem o tamanho da cavidade uterina = útero septado, útero bicorno, fibromiomas, etc.), Drogas, Doenças infecciosas (malária, toxoplasmose, rubéola, Sida. Etc.), etc. O que é a incontinência istmo – cervical? R: A incontinência istmo – cervical é a incapacidade do útero de manter o concepto, resulta da falência do sistema oclusivo da matriz uterina. As causas podem ser congénitas ou adquiridas. Qual a característica dos abortos por incontinência istmo – cervical? R: Os abortos por incompetência istmo – cervical caracterizam-se como abortos de repetição progressivamente menores, fazendo diagnóstico diferencial com os abortos por hipoplasia uterina e sinéquias uterinas que são progressivamente maiores. A conduta terapêutica consiste na serclagem (sutura do colo) para impedir a saída prematura do concepto. Usando as técnicas de MAC DONALD ou AQUINO SALES. O que é a gravidez ectópica? R: A gravidez ectópica é uma entidade nosológica obstétrica caracterizada pela implantação e desenvolvimento do ovo (Blastocisto) fora do útero. A implantação do ovo pode ocorrer nas trompas (98,3%, sendo a ampolar a mais frequente), no abdómen, (1,4%), nos ovários (0,15%) ou no canal cervical (0,15%). Quais são as causas de gravidez ectópica? R: as causas de gravidez ectópica são: DIP, concepção com DIU, história de cervicite por clamídea ou gonococo, fertilização in vitro, aderências peritubárias, cirurgias tubárias prévias, tumores, etc. . Qual é o quadro clínico? R: O quadro clínico depende se já houve ou não rotura tubária. Nos casos de rotura tubária frequentemente a paciente já se apresenta com quadro de abdómem agudo hemorrágico, necessitando do diagnóstico e tratamento rápidos (Laparatomia). Sintomas e sinais pré- rotura: Dor pélvica ou nos quadrantes inferiores, persistente , progressiva, quase sempre unilateral, Amenorreia, Hemorragia vaginal – geralmente escassa, acastanhada podendo ser contínua ou intermitente, Pulso e a Pressão Arterial- se hemorragia vaginal escassa pode não haver grandes alterações, Massa pélvica – em 20% dos casos é palpável uma massa anexial unilateral , geralmente mal delimitadas , de consistência elástica .No caso de um quadro crónico o hematocelo pélvico ocupa e distende o fundo de saco de Douglas. Sintomas e sinais pós rotura: A dor pélvica é mais intensa e persistente, perante um hemoperitoneu significativo, são frequentes os sintomas de irritacão peritoneal e frénica (dor no ombro ou no pescoço, mais intensa durante a inspiração - Sinal de LAFFONT ), o grito de Douglas (dor intensa ao toque do fundo de saco de Douglas, que se encontra normalmente abaulado - Sinal de PROUST), Coloração azulada periumbilical devido ao hemoperitoneu existente ( Sinal de CULEM) e se Hemorragia intra- abdominal abundante a doente pode apresentar sinais de Schok: bradicárdia, hipotermia, palidez cutâneo mucosa generalizada e hipotensão marcada. Quais osa exames complementares de diagnóstico necessários para auxiliar o diagnóstico? R: Os exames complementares de diagnóstico são: Hemograma,Teste de gravidez, Ecografia abdominal e transvaginal, Celioscopia e Laparotomia. A Culdocentese é um exame que se realiza na suspeita de hemorragia intraperitoneal, quando não se dispõe de ultrasonografia, podemos realizar uma punção do fundo de saco de Douglas com agulha grossa, a presença de sangue escuro incoagulável, é indicativo de hemoperitoneu. Qual a atitude terapêutica? R: A atitude terapêutica dependerá do estado hemodinâmico da paciente e se já houve ou não rotura da trompa. O tratamento pode ser: Médico (administração de Metrotexano – inibe a síntese de DNA e consequente crescimento do concepto – administrado por via intramuscular na dose única de 50mg, ou por salpingocentese «injecção directa na trompa afectada , guiada por celioscopia ou por ecografia», em doentes hemodinamicamente estáveis) e Cirúrgico. Qual é a etiologia do Hematoma Retroplacentário? R: As situações mais comumente relacionadas ao surgimento de HRP são: Antecedentes de HRP, HTA Crónica, Eclâmpsia, Pré – Eclâmpsia, Traumatismos abdominais externos, Cordão umbilical curto (favorece o desprendimento por tracção), Descompressão brusca do útero (por exemplo a qdo da ruptura de membranas em pacientes com polidrâmnios ou após a saída do primeiro gêmeo numa gravidez gemelar), Malformações ou Tumores Uterinos, Multiparidade, Tabagismo e Alcoolismo. Qual é o quadro clinico de um HRP grave ? R: O HRP grave é aquele em que há descolamento de 100% da placenta e o quadro clínico numa situação como esta caracteriza-se por inicio brusco de dor abdominal aguda espontânea ou a pressão do sitio placentário, acompanhada (ou não) de saída de quantidades escassas de sangue escuro e vinhoso; Apesar de haver saída de pequenas quantidades de sangue a paciente pode apresentar um estado de anemia e choque hemorrágico; A palpação do abdomen o útero revela uma hipertonia acentuada. Quais as complicações do HRP? R: As complicações do HRP surgem quando o intervalo entre o desprendimento e o parto é de mais de 6 horas. As principais complicações são: CID (por depleção do fibrinogénio e factores de coagulação «II, V, VIII e X»), Insuficiência Renal Aguda (devido a necrose tubular e cortical causada pela diminuição do fornecimento sanguíneo ao rim), Apoplexia Útero-Placentária «Útero de Cuvellaire» (por invasão sanguínea da parede miometrial, ou seja, o sangue dissocia as miofibrilas miometriais dando origem a um útero atónico com sufusões hemorrágicas), Embolia do líquido amniótico (por rompimento das membranas há passagem de líquido amniótico para o local d a hemorragia e posterior entrada deste líquido para um vaso sanguíneo) e Choque Hipovolémico. Qual a conducta perante um HRP? R: Perante um HRP a conducta do médico consiste em: Medidas Gerais (Cateterizar duas veias periféricas para administração de líquidos cristalóides com o objectivo manter a volémia e uma boa diurese; Controlar os sinais vitais; Coleta de sangue para o estudo da coagulabilidade sanguinea) e Conduta Obstétrica: Parto vaginal (está reservado aos casos em que o desprendimento placentario nao é extenso «por ex: grau 1» ou quando o feto está morto e há condições para a realização de parto vaginal) ou Parto Cesáreo (quando a condição materna é instavel assim como a condição fetal «sofrimento fetal» ou quando o feto está morto e o trabalho de parto se prolonga por mais de 6 horas). OBS: Transfusão sanguinea- de preferência sangue total fresco para reposição dos factores de coagulação e da volémia. O que entendes por Placenta Prévia? R: Placenta prévia é a implantação de qualquer parte da placenta no segmento inferior do útero. Como se classifica a placenta prévia? R: A placenta prévia classifica-se em: Placenta de inserção baixa (Grau 1), Placenta Prévia Marginal (Localizada a 6cm do orifício cervical interno - Grau 2), Placenta Prévia Oclusiva Parcial (Grau 3) e Placenta Prévia Oclusiva Total (Grau IV). Na placenta prévia de grau 1 e 2 é possível o parto por via vaginal, enquanto que as e grau 3 e 4 são indicações absolutas de cesareana. Qual a etiologia da Placenta Prévia? R: A etiologia da placenta prévia não é bem conhecida, mas os factores implicados na sua origem podem ser agrupados em dois grupos: Causas ovulares (Atraso da actividade histolítica do trofoblasto; Nidação no segmento inferior; Desenvolvimento anormal da placenta) e Causas maternas (São causas uterinas: Condições inadequadas intra-uterinas; Multípara; Cicatrizes uterinas e Abortos de repetição). Quais são os factores de risco na placenta prévia? R: Os factores de risco na placenta prévia são: Vascularização defeituosa da decídua, Idade superior aos 35 anos, multiparidade, cicatriz de cesareana prévia, gravidez múltipla, formas anormais de placenta (placenta suscenturiata) e fumadoras. Porque que uma mulher com placenta prévia sangra? E porque que a placenta prévia surge apenas na 2ª metade da gestação? R: A placenta prévia surge apenas na segunda metade da gestação porque a transformação do istmo em segmento inferior e a formação completa da placenta dá-se na segunda metade da gestação (5º, 6º e 7º mês). A hemorragia da placenta prévia surge por dois motivos em duas situações distintas: Durante a gravidez, o sangramento surge porque a placenta não acompanha a distensão do seguimento inferior e desprende-se; Durante o parto, a dinâmica uterina leva ao aumento da pressão intra-amniótica que por sua vez repuxa as membranas levando ao descolamento da placenta e consequente sangramento. Qual a conduta perante uma Placenta Prévia? Faça o diagnóstico diferencial entre Placenta Prévia (PP) e Hematoma Retroplacentário (HRP)? R: Os principais aspectos a ter em conta no diagnóstico diferencial entre PP e HRP são: Itens para diferenciação Placenta Prévia HRP Modo de instalação do quadro Insidioso Brusco Hemorragia Indolor, sangue vermelho vivo, repetitiva (a cada episódio aumenta a perda sanguínea) e surge com o doente em repouso. Dolorosa, um único episódio, sangue vinhoso e escasso; Está associado a traumatismos ou a toxemia. Sinais de anemia/Choque Proporcionais a perda sanguínea Não são proporcionais as perdas externas Consistência Uterina Tônus Uterino normal Hipertonia Uterina (consistência lenhosa) Batimentos Cardiofetais Presentes Irregulares ou Ausentes Amniorrexes Mecanismo Hemostático A hemorragia não para mesmo após a amniotomia Toque Vaginal Geralmente contra – indicado pelo risco de aumentar a hemorragia. Tensão do polo inferior O que entendes por Rotura Uterina? R: Rotura uterina é uma solução de continuidade patológica no músculo uterino, situado com maior frequência no segmento inferior. Como se classifica a Rotura Uterina? R: A rotura uterina pode classificar-se segundo: Epóca de ocorrência (Durante a gravidez ou Durante o parto), quanto ao determinismo (Espontâneas, Traumáticas, Por deiscência de cicatriz ou Provocada «Uso abusivo de oxitocicos»), quanto a extensão (completas «quando há rotura de todas as camadas uterinas», Incompletas «quando há rotura apenas do miométrio» e complexas «quando há afectação de órgãos vizinhos como a bexiga, etc.) e quanto a localização ou classificação anatómica (R.U. do corpo, do segmento ou do colo). Quais as causas de rotura uterina que estudou? R: As causas de rotura uterina são devididas em dois grupos: Causas de rotura durante a gravidez (traumáticas « quedas, acidente de tráfego, ferimentos por arma branca, manobras obstétricas» ou expontâneas « deiscência de cicatriz») e Causas durante o parto (Parto obstruído, uso abusivo de ocitócicos, debilidade da cicatriz de cesareana anterior, instrumentalização «fórceps e ventosas», manobras obstétricas perigosas «versão interna» e multiparidade «por fragilidade da musculatura uterina»). Descreva o quadro clínico de eminência de rotura? R: O quadro clínico de eminência de rotura é caracterizado por: Doente Agitada, exagero da dinâmica uterina (mais fortes e mais demoradas devido a tentativa de superar o obstáculo) e distensão do segmento uterino inferior com a formação de um limite entre o corpo e o colo - Sindrome de Bandel-Frommel (com subida do anel de Bandel e rectilinização dos ligamentos redondos). Descreva o quadro clínico de rotura consumada? R: O quadro clínico da rotura consumada é caracterizado por: Dor (súbita, violenta, localizada no baixo ventre _ dor supra-púbica), paralização do trabalho de parto devido a cessação das contrações (útero roto não contrai), Sinais de choque hipovolémico «hipotensão, taquicardia, mucosas hipocoradas», Hemorragia vaginal e passagem do feto para cavidade abdominal. Ao exame físico: Inspecção: 2 saliências « útero vazio contraído + feto na cavidade abdominal»; Palpação: Crepitação devido a passagem de ar para o peritoneu «Sinal de Clarck» e palpação de partes fetais no abdómen); Percussão: macicez variável dos flancos devido ao hemoperitoneu; Auscultação: Frequência cardiofetal negativa. Diga qual a conduta perante uma rotura uterina? R: A conduta dependerá se for eminência de rotura ou rotura consumada: se eminência de rotura = Cesariana imediata; se rotura consumada: laparotomia urgente, perfusão de cristalóides e electrólitos para correção da volémia, hemotransfusão, histerorrafia ou histerectomia e antibioterapia de largo espectro EV. Defina Pré – Eclâmpsia? R: É o desenvolvimento de HTA, proteinúria significativa e edema, ocorrendo após as 20 semanas de gestação ou anteriormente a esta na DTG. Defina Eclâmpsia? R: É o surgimento de convulsões, coma ou ambas, em uma paciente com pré – eclâmpsia, durante a gravidez, parto ou puerpério, uma vez excluídas outras causas de convulsões (patologias do SNC, etc.) e coma. Quais os factores de risco para Pré – Eclâmpsia e Eclâmpsia? R: Os factores de risco para eclâmpsia e Pré – eclâmpsia são: Nuliparidade, Raça negra, Baixo nível socio-económico, Mudança de parceiro, Extremos de idade fértil «abaixo de 18 anos ou acima de dos 40», Historia familiar de PEE, HTA crónica, Mola hidatiforme, Gravidez gemelar, Polidrâmnios, Tabagismo e Diabetes Mellitus. Como se classificão aos disturbios hipertensivos da gravidez? R: Os disturbios hipertensivos da gravidez classificam-se em: HTA induzida pela gravidez «PEE e Eclâmpsia», HTA crónica de qualquer etiologia, HTA crónica associada a PEE e HTA transitória. Qual a etiopatogenia da PEE? R: A PEE é conhecida como a doença das teorias (cerca de 12 teorias já foram enunciadas) pois a sua causa exacta ainda não foi determinada. Umas das teorias mais aceites é da lesão endotelial e explica muitas das manifestaçoes clinicas da PEE: segundo esta teoria, a PEE não é muito mais que uma simples HTA, onde o endotelio vascular produz substâncias importantes que modificam a resposta contractil das celulas musculares subjacentes a ele, e na PEE há evidências de lesão endotelial devido a uma perfusão anormal da placenta e formação de produtos tóxicos a nivel do sangue, e levando a um vasoespasmo generalizado. Descreva a fisiopatologia da PEE? R: A isquémia utero-placentária é o aspecto fisiopatológico mais importante pois levará a um vasoespasmo generalizado, sendo assim: a nivel renal teremos - vasoconstrição arteriolar com aumento da permeabilidade capilar e extravasamento de proteínas (proteinúria) com consequente formação de edema devidoa diminuição da pressão oncótica. Há igualmente a retenção de água e sódio levando ao surgimento de HTA. a nível do SNC: o vasoespasmo leva a anóxia cerebral com o surgimento de convulsões e coma. a nível vascular: há o aumento da permeabilidade capilar, com perda de elementos celulares e hemorragia. a nível hepático: surgimento do sindrome de HELLP (hemólise, elevação das enzimas hepáticas e trombocitopénia), hematoma subcapsular e ruptura da cápsula de Glissem. Como se classifica a PEE? R: A PEE classifica-se em: PEE leve (T.A.Sistolica = 140 mmHg e T.A.Diastólica = 90 mmHg ou T.A.Sistolica igual ou superior a 30 mmHg e T.A.Diastólica igual ou superior 15 mmHg em relação a TA do inicio da gravidez; proteinúria das 24h menor de 3,0 gr/l), PEE Grave (TA sistólica maior que 160 mmHg e diastólica maior que 110 mmHg ou proteinúria /24h superior a 3,0 gr/l e presença de sintomas e sinais como: oligúria, pertubações visuais e epigastralgias). Como se classifica a Eclâmpsia? R: A Eclâmpsia classifica-se em: Qto a epóca de aparecimento ( ante – parto, intraparto e pós – parto ou puerperal) e Quanto a gravidade ou prognóstico (Não complicada, Complicada e Descompensada). Qual a conduta perante uma Eclâmpsia? R: A conduta médica perante uma eclâmpsia está dividida em: Tratamento médico (Medidas gerais e específicas) e Tratamento obstétrico. Medidas Gerais: imobilização da paciente, protecção das vias aereas (impedindo a queda da lingua com o tubo de Mayo ou canula de Guedal, aspiração de secreções e se necessario devemos proceder a entubaçao endotraqueal) preservação da função respiratoria (oxigenioterapia, manter a paciente na posição de Fowler « evita a broncoaspiração e descomprime a veia cava inferior, e assistencia ventilatoria mecânica caso seja necessário), colocar a paciente deve estar num quarto escuro e algaliação para controle da diurese e venoclise em pelo menos 2 veias profundas; Medidas Específicas: Tratamento anticonvulsivante – Esquema de Pritchard «dose de ataque, 14gr (5gr, IM em cada nádega e 4gr, EV), e dose de manutenção, 5gr, IM/4h -4h, em nádegas alternadas até 24horas pós – parto); Tratamento da crise hipertensiva – Hidralasina 5 a 10mg, EV, lento, a cada 10 – 20 minutos até TAD menor de 100 mmHg; Manutenção – Aldomet 250mg, 1 comp. 3x/dia, V.O. . Tratamento obstétrico: O parto deve ter lugar 6 – 8h após a última convulsão; se não houver contra – indicação ao parto vaginal, induzir com mesoprostol, condução com oxitocina, 2,5 unidades/EV, e amniorrexes. Se contra –indicação para parto vaginal ou indução falhada, sofrimento fetal, HRP, etc, optar pela Cesareana. Quais as complicações maternas e fetais da Eclâmpsia? R: As complicações maternas da Eclâmpsia são: Insuficiência renal aguda, CID, Síndrome de HELLP, Pneumonia por Broncoaspiração, HRP; As complicações fetais são: aborto, prematuridade, CIUR, sofrimento fetal e óbito fetal. Quais os sinais de intoxicação por sulfato de magnésio? R: Os sinais de intoixicação por sulfato de magnésio são: reflexo patelar diminuído, frequência respiratória inferior a 12 cpm e diurese inferior a 30ml/h. O tratamento é feito mediante a administração de Gluconato de cálcio a 10%, 10ml, EV, lento. Em que situações está indicado o uso de diuréticos na Eclâmpsia? R: O uso de diuréticos está indicado somente quand há: Insuficiência cardíaca, congestão pulmonar e edema agudo do pulmão. O que entendes por Anemia na Gravidez? R: Define-se anemia na gravidez a concentração de Hb abaixo de 10g/dl e do hematócrito abixo de 30%, como causa da hemodiluição que ocorre durante a gravidez desde à 8 – 10ª semana e com limite máximo o IIº trimestre. Quais os factores implicados na etiopatogenia da anemia na grávida? R: Os factores implicados na etiopatogenia da anemia são: hábitos alimentares, determinados fármacos, antecedentes familiares e doenças infecciosas. Qual o tipo de anemia mais frequente nas grávidas e quais as causas? R: O tipo de anemia mais frequente no nosso meio é a anemia feropénica. É devido principalmente a: diminuição do conteúdo de ferro na dieta, escassez de depósito de ferro e aumento da demanda de ferro principalmente no IIº trimestre. Outros factores a ter em conta são: grandes multíparas, intervalo intergenésico inferior a 2 anos, gravidez na adolescência, síndrome de má absorção. Como é feito o diagnóstico da anemia ferropénica? R: A anemia ferropénica é uma anemia hipocrómica e microcítica (VGM e CHCM diminuídos). Para além dos achados clínicos de anemia, constata-se: diminuição do ferro sérico, aumento da transferritina sérica e ausência de reticulócitos no sangue periférico. Qual é o tratamento da anemia ferropénica? R: A prevenção da anemia ferropénica consiste na administração de 1 comp. de sulfato ferroso/dia, após a refeição desde o IIº trimestre de gestação até ao parto. No caso de anemia já instalada, administramos 3 comp. por/dia de sulfato ferroso de 8/8h, após as refeições. Quais são as formas que podemos encontrar o ferro no organismo? R: O ferro está distribuído em 3 compartimentos no organismo humano: ligado ao heme (ex.: hemoglobina), armazenado sobre a forma de ferritina /hemossiderina e transportados sob a forma de transferrina. Quais as repercussões da anemia na gravidez? R: Existem evidências que a anemia pode estar associada a complicações obstétricas materno/fetais como: Maternas – PEE, Eclâmpsia, DPPNI, PP, Parto pré – termo; Fetais – Prematuridade, morte fetal, CIUR. Quais os outros tipos de anemia que podemos encontrar numa grávida? R: Numa grávida podemos ainda encontrar: Anemia Megaloblástica (devido ao défice de vit. B12 e/ou ácido fólico _ anemia normocrómica e macrocítica; Aporte inadequado, má absorção e aumento de consumo) e Anemia Hemolítica (normocrómica, normocítica). O que entendes por Puerpério? R: O puerpério é o tempo que vai desde o parto até a completa normalização do organismo feminino. Como se classifica o puerpério? R: Existem duas classificações de puerpério: Rezende divide o puerpério em Imediato (1º - 10º dia), Mediato (10º -45º dia) e Remoto (45º - 2 anos); Zugaib divide em Imediato (até a 2ª hora do pós –parto.). Mediato (2ª hora do pós parto até ao 10º dia) e Tardio ( do 10º dia até o surgimento da menstruação). O que entendes por Lóquios? R: Lóquios são exsudados do aparelho genital feminino durante o puerpério. Segundo alguns docentes, é considerado lóquio somente 24 horas após o parto. Quais as características dos lóquios? R: As características dos lóquios variam de acordo com os dia: 1º e 2º dia = avermelhados; 3º e 4º dia = rochos ou achocolatados; 4 e 5º dia = brancos ou purulentos; 9º e 10º dia = transparentes e depois desaparecem aos pouco. Quais são os factores que podem alterar a evolução normal do puerpério? R: Os factores que podem alterar a evolução normal do puerpério são: infecção, processos dolorosos (ingurgitação mamária dolorosa, dores tortas, etc.), alteração da secreção láctea e transtornos neuropsíquicos (Psicose Puerperal). O que entendes por infecção puerperal? R: Conjunto de lesões sépticas localizadas ou generalizadas cujo ponto de partida é o aparelho genital feminino depois do parto .... OU ENTÃO.... presença de FEBRE durante dois dias do 2º ao 10º dia pós parto. Quais são os factores predisponentes a infecção puerperal? R: Os factores predisponentes são: R.P.M, Multiplos toques vaginais, Restos placentário, Infecções vaginais prévias, anemia, Diabetes Mellitus, subnutrição, obesidade, etc. Quais os principais agentes etiológicos implicados na infecção puerperal? R: Os principais agentes etiológicos são: E. Coli, Proteus, Klebsiella e enterobacter. Quais as principais manifestações clínicas de infecção puerperal? R: Os sintomas e sinais mais comuns são: febre alta, lóquios fétidos, dor abdominal e sub – involução uterina. O que entendes por infecção urinária? R: A infecção urinária é um processo inflamatório, infeccioso de alguns dos órgãos do aparelho urinário.Como se classifica a infecção urinária? R: A infecção urinária classifica-se em: qto a anatomia (Baixas « cistite e uretrite» e Altas «pielite, pielonefrite, hidronefrose») e de acordo com a gravidade clínica (complicada e não complicada). Quais os factores de risco a infecção urinária? R: Os principais factores de risco para infecção urinária são: sexo feminino (por possuírem uretra mais curta e muito próxima ao canal vaginal, que por sua vez está proximo do ânus), gravidez, multiparidade, relaxamento perineal, relações sexuais e hábitos higiénicos. Quais os agentes etiológicos mais frequentemente implicados nas infecções urinárias? R: Os agentes etiológicos mais frequentemente implicados na infecção urinária são bactérias aeróbicas gram negativas: E. Coli, Klebsiella, Enterobacter, Proteus, Pseudomonas, S.aureus, Estreptococos fecallis e Clamídea Trachomatis (apenas durante a gestação). Explica de forma resumida a etiopatogenia da infecção urinária na gravidez? R: A Compressão que o útero gravídico exerce sobre os uretes (principalmente o direito, devido a dextro-rotação fisiológica do útero) leva a estase urinaria, associada ao relaxamento da musculatura lisa das vias excretoras devido a acção da progesterona e da HCG, favorecem a ascenção e proliferação bacteriana. Quais as formas clínicas de infecção urinária durante a gravidez e quais as suas principais características? R: As formas clínicas de infecção urinária na grávida são: Bacteriúria assintomática (mais de 100.000 colónias/ml de urina e sem sintomatologia específica), Cistite Aguda (menos de 100.000 colónias/ml de urina e com sintomas específicos: disúria, polaquiúria, tenesmo vesical, hematúria terminal e desconforto supra – púbico) e Pielonefrite Aguda (febre alta, naaúseas e vómitos, anorexia, urgência miccional, calafrios e hipersensibilidade no ângulo costovertebral). Como se classifica a Diabetes Mellitus (Dça dos 4P « Poliúria, Polidpsia, Polifagia e Perda Ponderal»? R: A diabetes mellitus classifica-se em: DM insulino – dependente, DM não insulino – dependente e DM gestacional. Descreva de forma resumida a patogenia da DM na gravidez? R: A DM na gravidez é devido ao efeito contra – insular (efeito diabetogénico) de algumas hormonas da gravidez (hLP, corticoesteróides e hormona de crescimento) no metabolismo dos carbohidratos. Com o objectivo de manter os níveis de glicose no sangue inalterados, mesmo durante o jejum. Quais os efeitos da DM sobre a gravidez? R: Na DM getsacional há um um risco acrescido de ocorrência de malformações fetais (SNC e no aparelho cardiovascular), Abortamento espontâneo, Pré-Eclâmpsia, Polidrâmnios, Infecções, Hemorragia pós parto e Macrossomia fetal. Porque razão é contra – indicado o uso de hipoglicemiantes orais na DM durante a gravidez? R: O uso de hipooglicemiantes orais deve ser evitado devido ao risco de hipoglicemia fetal e malformações fetais. Qual a conducta perante uma grávida com DM gestacional? R: A conduta perante uma grávida com dm gestacional deve ser a seguinte: aconselhar a gestante a usar um glucometro, procurar de sinais de afectação de diferentes orgãos (como o olho «retinopatia - fazer oftalmoscopia», os rins «nefropatia - fazer provas de função renal e exame da urina»), manter normal os niveis de glicose no sangue (em jejum - 90 a 117 mg/dl; 2 h pós - prandial 80-110 mg/dl, primeiro com instauração de um dieta diabética, e caso esta falhe e o tipo de DM for insulino-dependente, devemos instituir insulinoterapia com uma mistura de insulina de curta duração e insulina de acção rápida. OBS: nunca usar hipoglicemiantes orais) e monitorização fetal. Qual é o tuberculostático que não devemos usas na mulher grávida e porquê? R: O tuberculostático que não devemos usar numa mulher grávida é a Estreptomicina, devido a sua ototoxicidade. Que cuidados devemos ter ao fazer o Rx de uma mulher grávida? R: O Rx não é um exame de rotina em mulheres grávidas, e sempre que for feito devemos faze-lo com protecção abdominal para proteger o feto. O que é a tuberculose genital e onde se localiza mais frequentemente? R: A tuberculose genital é a infecção dos orgãos genitais pelo bacilo de Koch. Localiza-se mais frequentemente nas trompas (90%) e no endométrio (60%). Qual é o principal sinal de tuberculose no endométrio? R: O principal sinal de TB endometrial é a metrorragia. Quais os tipos de peritonite tuberculosa que conheces? R: Os tipos de peritonite tuberculosa que conheço são: Húmida, seca e fibroblástica. Quais os efeitos da malária na gravidez? R: Durante a gravidez há um declinio geral da imunidade (sobretudo nas primigestas e no 3º trimestre de gravidez) e malária pode levar a: interrupção da gravidez, CIUR, baixo peso a nascença, morte materna e fetal, hemorragia pós-parto e insuficiência cardíaca. Qual o fármaco usado para interromper a infecção? R: O fármaco usado para interromper a infecção na malária é o Fansidar ( Sulfadoxina-Pirimetamina). Quais as complicações da malária na gravidez? R: As complicações da malária na gravidez são: anemia hemolítica, icterícia, edema agudo do pulmão, hipoglicémia, convulsões e coma. Como é feito o tratamento da malária? R: O tratamento da malária é feito de 2 formas: Tratamento intermitente e preventivo da malária (TIP) – feito a partir do 4º ao 7º mês «20ª – 32ª semana», em doses de supressão do parasita da circulação e da placenta e uso de medidas de prevenção da malária (uso de mosquiteiros, redes milimétricas, insecticidas, etc); Tratamento em grávidas com diagnóstico de malária – Iº trimestre (Quinino oral, 300mg, 2comp. 8/8h durante 7 dias), IIº trimestre e IIº trimestre ( Coarten « lumefantrina + artemeter» ou quinino). No tratamento da malária, usamos dextrose a 5% ou a 10%? Porquê? R: No tratamento da malária usamos Dextrose a 10%, porque a malária tem como complicação a hipoglicémia e também pelo facto do quinino provocar hipoglicémia. O que entendes por distócias? R: Um parto é distócico quando está perturbado na sua dinâmica ou embaraçado mecanicamente. Como se classifica as distócias? Dê exemplos. R: As distócias são classificadas em: Distócias do motor do parto «contrações uterina insuficiente para fazer dilatar o colo» (ex.: hipotonia uterina – tônus inferior a 8 mmHg, e hipertonia – igual ou superior a 12mmHg, podendo chegar a valores superiore a 30 mmHg), Distócias do canal de parto (ex.: Vícios pélvicos «acentuada redução de um ou mais de seus diâmetros ou modificações da forma», distócias do colo « rigidez, aglutinação, distopias ou edema», distócias da vagina «septos longitudinais ou transversais», distócias da vulva «varizes, cistos e abcessos da gl. de Barttholin, condilomas acuminados,etc.», tumorações prévias «miomas uterinos, cistos e tumores do ovário _ colocam-se diante da apresentação fetal e dificultam ou impedem a progressão) e distócias do objecto do parto e seus anexos (ex.: desporpoção cefalopélvica, distócia de ombros, apresentações anómalas «pélvicos», distócias do cordão «procidência e prolapso do cordão, nós, cordão curto, cordão longo e circulares do cordão). Quais as características de uma contração uterina normal? R: Uma contração uterina normal tem que nascer alternadamente nos marcapassos e possuir triplo gradiente de contração: ser descendente, ser mais débil a medida que desce e durar menos tempo. Uma contração uterina normal geralmente tem um tônus entre 8 – 10 mmHg e demora 30 segundos. Quais as causas de hipertonia uterina de conheces? R: As causas de hipertonia que conheço são: HRP, polidrâmnios, gravidez gemelar, macrofetos, etc. Quais as causas de Sindrome de + e de – que conheces? R: As causa de síndrome de mais que conheço são: Gravidez gemelar, polidrâmnio, mola hidatiforme, macrossomia fetal, etc. As causas de sindrome de menos são: oligoâmnio, CIUR, etc. Quais os tipos de transmissão vertical do HIV que conheces? R: A transmissão vertical é toda aquela em que há transmissão de uma doença da mãe para o feto.No caso do HIV isto pode ocorrer de 3 formas: Intra – uterina, durante o parto e pelo aleitamento materno. Quando começar o TARV numa grávida? R: O TARV pode ser profiláctico, com o objectivo de evitar a transmissão vertical e deve ser iniciado na 20ª semana de gestação, ou terapêutico (quando há comprometimento do estado imunológico da doente «linfócitos TCD inferiores a 350 células/mm3» ou então agravamento do quadro clínico). Quais os fármacos ARV mais comumente utilizados na gravidez? R: Os fármacos ARV mais comumente utilizados na gravidez são: Zidovudina (AZT), Lamivudina (3TC) e Nevirapina (NVP). Qual a conduta perante o parto de uma doente com HIV? R: Durante o parto de uma gestante com HIV, devemos: evitar toques vaginais desnecesários, evitar a rotura da bolsa de água por mais de 4 horas, não ordenhar o cordão umbilical, evitar episiotomia e procedimentos invasivos. Como é feito o diagnóstico de morte fetal? R: O diagnóstico de morte fetal é feito através de: achados clínicos como cessação dos movimentos fetais e diminuição do volume do abdómen; cabeça com cavalgamento dos ossos do craneo ao T.Vaginal (sinal de Negri) e a confirmação é feita com: ausência de batimentos cardiofetais e pelos Sinais de Spalding ao Rx caracterizado por: cifose exagerada da coluna e afastamento dos membros em relação ao corpo «aspecto de feto nadador». 135. Como se classificam os quistos do ovário? R: Os quistos do ovário dividem-se em: quistos funcionais (folículos persistentes e corpo amarelo persistente) e patológicos (seroso, seropapilífero, mucóide e dermóide). 136. Como se classificão os tumores do ovário? R: os tumores do ovário classificam-se em: Epiteliais, tumores do estroma gonodal, tumores de células germinativas e tumores metastáticos. 137. Omo é feito o estadiamento dos tumores do Ovário segundo a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO)? R: Segundo a FIGO, o estadiamento dos tumores do ovário é feito da seguinte forma: FASE I: tumor limitado aos ovários (I-A: tumor limitado a 1 ovário, sem ascite; I-B: tumor limitado aos 2 ovarios, sem ascite; I-C: tumor limitado a 1 ou 2 ovarios, com ascite); FASE II: Tumor envolvendo 1 ou 2 ovarios com invasão pélvica (II-A: metástases uterinas, trompas ou outro ovario; II-B: metástase para outros tecidos pélvicos); FASE III: Tumor envolvendo 1 ou 2 ovarios, com metástases intraperitoneais; FASE IV: Tumor envolvendo 1 ou 2 ovarios, com metástases a distância. 138. Quais as características do Cancro do colo uterino? Quais os factores de risco? R: O cancro do colo uterino tem um desenvolvimento rápido, é frequente em países sub – desenvolvidos e está relacionado com infecção pelo HPV (16, 18 e 33). Os factores de risco para o cancro do colo são: início precoce das relações sexuais, promíscuidade, tabagismo, infecção pelo HPV, etc. 139. Quais as características e factores de risco do cancro do corpo uterino? R: O cancro do corpo uterino tem um crescimento rápido, manifesta-se geralmente aos 61 anos, é considerado cancro dos rico, está associado a: Diabtes mellitus, Hipertensão Arterial Sistémica e Obesidade. 140. Como é feito estadiamento do tumor do corpo uterino? R: O estadiamento do tumor do corpo uterino é feito da seguinte forma: ESTADIO 0: carcinoma não invasivo; ESTADIO 1: carcinoma confinado ao corpo; ESTADIO 2: carcinoma envolvendo o colo e o corpo; ESTADIO 3: carcinoma que se estende para fora do útero mas não atinge a pelve; ESTADIO 4: carcinoma envolvendo a bexiga ou recto e que se estende para fora da pelve. 141. O que é a Endometriose? Quais as teorias explicativas que conheces? R: A endometriose é a presença de endométrio funcional fora da cavidade uterina. O principal sintoma é a dor. As teorias explicativas são: Teorias da Metaplasia do epitélio Celómico (T. de Meyer) e a Teoria das Células restantes de Russel. 142. O que é o planeamento familiar? R: É o conjunto de actividades destinadas a evitar os nascimentos não desejados, favorecer os nascimentos em função da idade dos pais e determinar o número de crianças que constituirão a família (OMS). 143. O que entendes por Contracepção ou anti – concepção? R: Contracepção ou anti-concepção é um conjunto de procedimentos utilizados por um casal, para evitar uma gravidez não desejada. 144. Quais são os métodos de contracepção que conheces? R: Os métodos de contracepção que conheço são: Comportamentais (abstinência, coito interrompido, duche vaginal, temperatura basal, muco cervical), De barreira (Mecânicos: preservativo, diafragma; Químicos: espermicidas), Dispositivo intra-uterino, Hormonais (orais, injectáveis, implantes subcutâneos, adesivos contraceptivos, anéis vaginais), Cirúrgicos (vasectomia e laqueação das trompas) e De emergência. 145. Quais as características de um contraceptivo oral? R: As características de um contraceptivo oral são: eficácia, reversibilidade, inocuidade, acessibilidade, aceitabilidade e continuidade. 146. Que tipos de instrumentos são mais comumente utilizados em obstetrícia? R: Os instrumentos mais comumente utilizados em obstetrícia são: forceps, ventosas e espatulas. 147. Defina fórceps? R: É um instrumento que constituido por 2 cabos e 2 ramos e que foi desenvolvido para ajudar a retirar a cabeça do bebé, e é usado para apressar o nascimento ou corrigir algumas anormalidades da Relação Cefalo-Pelvica que interferem na progressão da cabeça ao longo do Trabalho de Parto. 148. Quais as condições de praticabilidade do fórceps? R: As condições de praticabilidade do fórceps são: Dilatação Completa do Colo, B.A. rota, Cabeça fetal deve estar encaixada, Feto vivo, Ausência de Obstaculos e Bexiga e recto devem estar vazios para evitar lesões. 149. Quais as indicações do Fórceps? R: As indicações do fórceps são divididas em maternas e fetais, e incluem as circunstâncias em que a continuação do 2º estágio do trabalho de parto (expulsão) poderia acarretar um risco significativo para a mãe ou para o feto, assim como as condições em que a mãe não consegue mais colaborar satisfatoriamente para o nascimento do bebé. As indicações maternas são: distócias dinamicas e mecanicas, doenças que contra indiquem esforço como é o caso da asma, insuficiencia cardiaca As indicações fetais para o uso de forceps são: o sofrimento fetal após avaliaçao cariotocográfica e do L-Amniotico; procidência do cordão, ou então quando a cabeça fica retida num parto pélvico. 150. O que entendes por ventosa? R: Ventosa ou extractor a vacuo é um instrumento usado com o propósito de ajudar o nascimento exercendo tração em uma ventosa aplicada no couro cabeludo do feto. É formado por uma bomba, um frasco e uma taça metálica. 151. Quais as condições de praticabilidade das ventosas? R: As condições de praticabilidade das ventosas são: Dilatação Completa do Colo, B.A. rota, Cabeça fetal deve estar encaixada, Feto vivo, Ausência de Obstaculos e Bexiga e recto devem estar vazios para evitar lesões. 152. Quais as indicações da ventosa? R: As indicações a ventosa são divididas em maternas e fetais, e incluem as circunstâncias em que a continuação do 2º estágio do trabalho de parto (expulsão) poderia acarretar um risco significativo para a mãe ou para o feto, assim como as condições em que a mãe não consegue mais colaborar satisfatoriamente para o nascimento do bebé. As indicações maternas são: distócias dinamicas e mecanicas, doenças que contra indiquem esforço como é o caso da asma, insuficiencia cardiaca As indicações fetais para o uso de ventosa são: o sofrimento fetal após avaliaçao cariotocográfica e do L-Amniotico; procidência do cordão, ou então quando a cabeça fica retida num parto pélvico. 153. O que entendes por cesareana? R: A cesareana é o acto cirúrgico que consiste em incisar o abdómen e a parede do útero gestante para libertar o concepto aí desenvolvido. 154. Quais as indicações de cesareana? R: As indicaçõesde cesareana estão divididas em 2 grandes grupos: Indicações absolutas (Placenta prévia oclusiva, Malformações genitais, tumores prévios e desporpoção cefalopélvica) e relativas (Maternas «cardiopatias específicas, pneumopatias específicas, dissecção da aorta, etc.», Fetais «sofrimento fetal, macrossomia fetal, herpes genital activo, etc.» e Materno – fetais «cesárea prévia, DPPNI»). 155. Quais as contra – indicações da cesareana? R: As contra – indicações da cesareana são: Falta de indicação, Infecções, B.A.Rota por muito tempo, Feto morto, Cabeça encaixada e Fetos imaturos cuja sobrevivência é duvidosa. 156. O que entendes por isoimunização? R: É a resposta imunitária de um indivíduo, de uma espécie face a um antigéneo de outro individuo, da mesma espécie que está ausente no seu próprio organismo. 157: Quais as causas de Isoimunização? R: As causas de isoimunização são: transplantes, transfusões e gravidez. 158. O que entendes por doença hemolítica do RN? R: Também chamada de eritroblastose fetal é a anemia que se produz no feto resultante da união de um pai Rh positivo com uma mãe Rh negativa, durante os últimos meses de gestação. 159. Quais os tipos de anticorpos produzidos pela mãe na eritroblastose fetal? R: Os tipos de anticorpos produzidos pela mãe na eritroblastose fetal são: IgM – que não atravessam a barreira placentária – ATC AGLUTINANTES; IgG – que atravessam a barreira placentária – ATC BLOQUANTES que produzem doença hemolítica no RN. 160. Quais as causas de doença hemolítica no RN? R: As causas de doença hemolítica no RN são: Manobras e manipulações uterinas, dequitadura manual, expressão uterina e cesareana. 161. Quais os graus evolutivos de doença hemolítica do RN? R: Os graus evolutivos de doença hemolítica do RN são: Síndrome de Ecklui (anemia hemolítica), Síndrome de Phannenstiel (icterícia grave) e Síndrome de Balantine (hidropsia fetal). 162. Quais os agentes mais frequentes na DIP? R: Os agentes mais frequentes na DIP são : Nisseria gonorreae e Clamídea Trachomatis. 163. Quais as manifestações clínicas da DIP? R: As principais manifestações clínicas da DIP são: dor abdominal «baixo ventre» intensa, agravada com a mudança de posição, marcha e acto sexual, e corrimento vaginal anormal. 164. O que entendes por Pelves Congelada? R: è uma situação clínica em que há adesão dos órgãos devido a presença de pús e fibrina na cavidade uterina devido a várias infecções pélvicas. 165. O que entendes por semiologia ginecológica? R: É o estudo dos sintomas e sinais relacionados com o aparelho genital feminino, com o objectivo de chegar a um diagnóstico. 166. Quais os tempos da semiologia ginecológica? R: A semiologia ginecológica compreende 2 tempos: tempos fundamentais (anamnese, exame físico e exame especular) e tempos complementares. 167. Descreva de forma resumida o teste de Papanicolau e o teste de Schiller? R: Teste de Schiller: 1- Com ajuda do espéculo, limpar o colo com ácido acético; 2 – Corar a região do colo em estudo com a coloração de lugol; 3 – Se corar = não há doença; se não corar = provavelmente estamos na presença de carcinoma do colo, por isso devemos fazer uma biópsia e enviar ao patologista. Teste de Papanicolau: toda mulher em idade fértil, principalmente aquelas com actividade sexual activa, devem fazer este teste, que serve para descartar a existência de cancro do colo uterino. Consiste no raspado de células a nível dos fundos de saco vaginais (ant., post., e laterais) e mandá-los ao patologista: se 0 – 3 = normal, se 4 – 5 = fazer teste de Schiller. 168. O que entendes por infertilidade e como se classifica? R: Infertilidade é a incapacidade de um casal conceber após um ano de actividade sexual activa. Classifica-se em primária (nunca engravidou) e secundária. 169. O que entendes por ITS? R: ITS é um grupo de infecções endémicas tendo como traço comum a transmissão durante a actividade sexual. 170. Como se classificam as ITS? R: As ITS classificam-se em: ITS Essencialmente transmitidas sexualmente (Gonorreia, Sífilis), Frequentemente transmitidas sexualmente (SIDA, Hepatite B, Candidíase, Herpes genital, etc.) e Eventualmente transmitidas sexualmente (escabiose, molusco contagioso e pediculose). 171 . O que entendes por Doenças benignas do colo, vagina e vulva? R: São doenças que surgem no colo, vagina e vulva, de origem benigna e que são passíveis de tratamento. 172. Descreva a Vaginose bacteriana? R: é uma infecção vaginal causada pela Gardnella Vaginallis, clinicamente apresenta-se com um corrimento vaginal branco, abundante, com odor fétido (cheiro a peixe seco deteriorado) e prurido vaginal. 173. Descreva o quadro clínico da Candidíase vaginal? R: Corrimento vaginal branco (leucorréia), inodor, e prurido vulvovaginal intenso, podendo levar a maceração da vulva de tanto coçar. 174. O que entendes por sofrimento fetal? R: É toda situação que coloca o feto em sofrimento devido a dificuldades nas trocas gasosas. Pode ser: Agudo (surge durante o trabalho de parto) e Crónico (durante a gravidez e geralmente é por insuficiência placentária). 175. Quais são os sinais bioquímicos de Sofrimento fetal? R: Os sinais bioquímicos de sofrimento fetal são: Acidose, Hipóxia e Hipercapnia. 176. Quais os sibais de alarme no sofrimento fetal? R: Os sinais de alarme no sofrimento fetal são: Expulsão de mecónio, alterações da FCF e alterações da PA. 177. Explica porque que durante o sofrimento fetal há saída/libertação de mecónio? R: Isto deve-se ao efeito da hipóxia. A hipóxia leva a estimulação do nervo vago que aumenta o peristaltismo e leva ao relaxamento do esfíncter anal e consequente saída do mecónio. 178. Oque entendes por DIP no sofrimento fetal? Explica cada um deles. R: DIPs são bradicardias transitórias: DIP 1 = Descida da frequência cardiofetal coincide com a contração uterina; DIP 2 = Descida da frequência cardiofetal não coincide com a contração e há um intervalo entre elas de mais ou menos 18 segundos (surge depois de 18 seg. da contração uterina); DIP 3 = desacelerações variáveis; Não há coincidência da descida da FCF e a contração uterina, nem um intervalo de tempo definido entre eles. 179. Qual é a característica do corrimento vaginal na Vaginite por Trichomonas? R: A vaginite por trichomonas caracteriza-se por apresentar um corrimento amarelo – esverdeado e fétido. Folha1 Menor de 36 semanas Maior de 36 semanas Tratamento conservador T. vaginal c/ cautela Se a hemorragia pára Se a hemorragia Se palpar só placenta Se palpar membranas não pára prosseguir até à ma- Cesariana Amniorrexe turidade fetal Cesariana Se a hemorragia pára Se a Hemorragia não pára Párto Vaginal Feto vivo Cesariana Feto morto Folha2 Folha3