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RUPREME: 
- Rotura das membranas oculares antes do TP em gestação após 20/22 semanas. 
- RUPREME pré termo- 20/22 até 37 semanas. 
- RUPREME pós termo- > 37s. 
- período de latência: intervalo entre a rotura e o TP. 
● no termo 90% entram em TP em 24h. 
● pré termo: inversamente proporcional à IG da rotura (mais precoce a IG 
maior tempo de latência). 
- líquido amniótico: 
● barreira protetora. 
● facilita a movimentação fetal. 
● ambiente estéril. 
● favorece o desenvolvimento dos sistemas urinário e gastrintestinal. 
● PRODUÇÃO DE URINA. 
 
Etiologia: 
- aumento da pressão intra uterina (polidrâmnio e gemelaridade). 
- procedimentos intrauterinos. 
● fetoscopia→ cx intrauterina. 
● cerclagem uterina. 
● bx vilo corial. 
- fraqueza estrutural do colo (insuficiência istmo cervical e os casos de 
cervicodilatação precoce). 
- processo inflamatório/ infeccioso local. 
 
Espontânea: 
- multifatorial. 
- envolvem fatores que alteram a estrutura do colágeno e elastina. 
- infecções cérvico vaginais (VAGINOSE BACTERIANA→ GARDNERELLA e IST- 
CLAMÍDIA E GONORREIA→ produzem proteases e colagenases). 
● infecções clínicas. 
● ITU. 
● infecções respiratórias. 
● inserção baixa da placenta. 
● tabagismo. 
● excesso de movimento fetal. 
● fatores nutricionais e baixo nível socioeconômico. 
 
Diagnóstico: 
- 90% HISTÓRIA CLÍNICA→ saída de líquido amniótico por orifício externo do 
colo no especular. 
● valsalva. 
● elevação da apresentação- manobra de Ranieri. 
● palpação uterina. 
● EVITAR TV, exceto nas gestações a termo, em gestantes com parto iminente 
ou quando se planeja indução imediata. 
- NÃO PRECISA DE USG!!!!! 
- exames: 
● avaliação do PH. 
- secreção vaginal o Ph é de 4 a 4,5. 
- secreção líquido amniótico de 7,1 a 7,3. 
- pH > 6 significa que provavelmente há presença de líquido 
amniótico. 
● teste de cristalização→ aspecto em samambaia. 
● pesquisa de células fetais ao microscópio na secreção vaginal→ 
CÉLULAS ORANGIÓFILAS (corante azul do Nilo). 
● USG→ teste não definitivo (mostra só a redução do líquido amniótico). 
● ACTIM PROM e AMNISURE→ teste imunocromatográfico qualitativo rápido 
que detecta alfa 1 microglobulina placentária. 
- alta sensibilidade e especificidade. 
- CARO. 
 
Complicações: 
- infecção cavidade amniótica. 
- descolamento prematuro da placenta. 
- prolapso de cordão. 
- se oligoâmnio severo e persistente: 
● hipoplasia pulmonar. 
● deformidades características da face, mãos e pés. 
● CIUR. 
 
Conduta: 
- Depende de IG, vitalidade fetal, sinais de infecção e local de suporte. 
- INTERNAR!! 
- labs: 
● hemograma. 
● PCR. 
● EQU e UCA. 
● pesquisa GBS. 
● pesquisa infecções genitais→ clamídia e gonorreia. 
 
IG entre 22 e 24s: 
- PROGNÓSTICO MUITO RUIM. 
- internar. 
- avaliar sinais de infecção materna. 
- DECISÃO COMPARTILHADA com casal. 
- interrupção→ aceitável. 
 
IG entre 24 e 34s: 
- internação. 
- conduta expectante. 
- repouso relativo. 
- hidratação VO generosa. 
- controle de pulso, PA e tax. 
- observação tônus uterino e BCF. 
- aspecto, odor e cor das secreções vaginais. 
- cardiotoco diária. 
- controle HMG e PCR a cada ⅔ dias. 
- USG com doppler e perfil biofísico fetal 2 vezes na semana. 
 
Corticoterapia antenatal: 
- BETAMETASONA 12 mg IM a cada 24h por 2 dias. 
- DEXAMETASONA 6 mg IM a cada 12h por 2 dias. 
- MATURAÇÃO PULMONAR. 
- ENTRE 24 E 34s. 
 
ATB profilático: 
- se SEM SINAL DE INFECÇÃO NA RUPREME!! 
- recomendado para prevenir doenças por GBS. 
- AMPICILINA EV (2G A CADA 6H) durante 48h após coleta vaginal e perianal para 
aumentar FASE DE LATÊNCIA COM ATB. 
● depois→ amoxacilina 500 mg a cada 8h por 5 dias + DU azitromicina 1g 
(tto clamídia). 
- SE ENTROU EM TP→ NÃO INIBIR TP com tocólise. 
 
Complicações maternas: 
- infecção. 
- risco de cesárea e distorcias. 
- corioamnionite. 
 
Complicações fetais: 
- pré termo→ hipoplasia pulmonar, hipóxia fetal, hemorragia intraventricular, 
enterocolite necrotizante, sepse neonatal e sd desconforto respiratório. 
- compressão do cordão umbilical. 
- DIP III ao MAP. 
 
Motivo para interrupção da conduta expectante: 
- sinais de infecção materna e/ou fetal. 
- comprometimento da vitalidade fetal. 
- maturidade fetal confirmada. 
- TP espontânea. 
- atingidas 34s de gestação→ pode esperar até 36/37s dependendo do local (se 
menor infraestrutura neonatal). 
● via de parto obstétrica (pode ser induzido). 
 
 
Corioamnionite: 
- TAX > 37,8 (critério maior) + taquicardia materna (FC> 100) ou taquicardia fetal 
(BCF > 160), útero irritável com contrações irregulares, saída de secreção purulenta, 
leucocitose > 20 mil com desvio a esquerda ou aumento de 20% em 48h se sem 
desvio ou após corticoide OU ausência de movimentos respiratório fetais no 
perfil biofísico. 
- TTO→ ATB (ampi/ penicilina cristalina + gentamicina + metronidazol OU clinda + 
genta) + PARTO. 
● após parto→ manter ATB EV por 48h. 
● IDEAL POR VIA VAGINAL!!

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