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sistema financeiro_ Vol 2

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CEDERJ – CENTRO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR A DISTÂNCIA
DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
CURSO: Administração DISCIPLINA: Sistema 
Financeiro
CONTEUDISTA: Selma Velozo Fontes
Designer Instrucional: Cintia Luiza e Karin Gonçalves 
Aula 8
Operações ativas e passivas das instituições financeiras
Meta 
Apresentar as operações ativas e passivas das instituições financeiras, 
destacando suas características.
Objetivos
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de:
1. conceituar os principais tipos de operações passivas, praticadas pelas 
instituições financeiras;
2. conceituar os principais tipos de operações ativas, praticadas pelas instituições 
financeiras;
3. reconhecer as características dos produtos financeiros – ativos e passivos.
 
1 - Introdução
Chegamos à oitava aula e nela iremos conhecer algumas operações bancárias que 
permitem a troca de mão do dinheiro. Fique atento, pois você também faz parte 
desse processo! A proposta desta aula é apresentar alguns dos instrumentos 
financeiros, utilizados pelas instituições bancárias na intermediação de recursos. 
Figura 8.1: Operações bancárias permitem a troca de mão do dinheiro.
Fonte dinheiro na mão - http://www.sxc.hu/photo/1096837 - Svilen Milev 
Fonte mão pegando dinheiro - http://www.sxc.hu/photo/1096838 - Svilen Milev 
Fonte banco - http://www.sxc.hu/photo/1002994 - Svilen Milev 
Para operacionalizar suas atividades, o banco capta recursos de seus clientes que 
possuem recursos excedentes (poupadores e investidores). Essa operação ocorre 
por meio do oferecimento de produtos de captação e representa uma operação 
passiva bancária. Esses recursos captados são repassados aos clientes que, de 
alguma forma, necessitam de dinheiro através de produtos de empréstimos, 
caracterizando uma operação ativa bancária. Tanto os produtos de captação 
quanto de empréstimos são identificados como produtos financeiros. 
Então, vamos começar? 
2 - Produtos financeiros
Produtos Financeiros representam instrumentos por meio dos quais as instituições 
financeiras realizam suas operações passivas e ativas – operações praticadas na 
exploração da intermediação de recursos no mercado financeiro. As operações 
passivas têm como fim captar recursos dos quais as instituições financeiras 
precisam para operacionalizar sua atividade. Esses recursos são captados dos 
agentes econômicos que possuem recursos excedentes – agentes superavitários. 
http://www.sxc.hu/photo/1096837
http://www.sxc.hu/photo/1002994
http://www.sxc.hu/photo/1096838
Nas operações ativas, as instituições financeiras fazem o repasse dos recursos 
captados aos agentes econômicos que necessitam de recursos – agentes 
deficitários. Vamos conhecer agora um pouco mais da operação passiva.
2.1 - Operações Passivas 
Como já mencionado, as operações passivas são caracterizadas pela captação de 
recursos, realizada pelas instituições financeiras, com o objetivo de 
operacionalizar suas atividades. A seguir são apresentadas algumas dessas 
operações – produtos financeiros.
 
2.1.1 - Operações com Certificado de Depósito Bancário (CDB) e Recibo de 
Depósito Bancário (RDB) 
Os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) são títulos de captação de 
recursos, emitidos pelos bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de 
desenvolvimento e bancos múltiplos. Esses recursos captados são repassados 
aos clientes na forma de empréstimos. Os CDBs também são conhecidos como 
depósitos a prazo.
Figura 8.2: Depósito a prazo – quanto maior o prazo, maior o acúmulo de capital.
Fonte banco - http://www.sxc.hu/photo/1083424 - Svilen Milev 
 
A taxa paga nesses títulos pode ser pré-fixada ou pós-fixada. Os CDBs pré-
fixados têm rentabilidade estabelecida no ato da operação, ou seja, o investidor 
http://www.sxc.hu/photo/1002994
saberá previamente o quanto irá receber no vencimento. Os CDBs pós-fixados 
têm rentabilidade atrelada a um percentual da variação de um índice como a Taxa 
de Referência – TR – ou Certificado de Depósito Interbancário – CDI –, 
acrescido da taxa combinada no momento da transação. 
Tabela 8.1: Rentabilidades diferentes para os CDB pré e pós-fixados.
Verbete
Taxa de Referência – TR – Conforme Tostes (1999, p.73 e 74), a Taxa 
Referencial é uma taxa de juros, calculada a partir da remuneração mensal da 
média dos CDBs e RDBs, emitidos à taxa de mercado pré-fixadas. A TR leva em 
consideração um redutor instituído pelo BACEN, que por ele é modificado quando 
necessário, a fim de garantir a competitividade da poupança frente aos demais 
produtos. 
Certificado de Depósito Interbancário – CDI – De acordo com Tostes (1999, 
p.21), Certificados de Depósito Interbancários ou Interfinanceiros representam 
títulos semelhantes aos CDBs, porém de uso restrito às instituições financeiras. As 
instituições financeiras trocam recursos entre si por meio dos CDIs, a fim de 
equilibrar suas necessidades de recursos. 
Fim de verbete
Boxe de Curiosidade 
Como Nasceu a TR?
A TR foi criada em 31/01/1991, por meio da Medida Provisória 
294/91. Em decorrência da ADIN 493-0 – Ação Direta de 
Inconstitucionalidade, de 1992, relatada pelo ministro do STJ, Dr. Moreira Alves – 
esta taxa de juros não é recomendada como índice de correção monetária. 
 Fonte: Hoog (2007, p.209)
Fonte - http://www.sxc.hu/photo/983490 - Przemyslaw Szczepanski
Fim do boxe de curiosidade
A cobrança de Imposto de Renda ocorre no vencimento da aplicação ou na data 
de resgate e é cobrado sobre os rendimentos conforme o prazo de permanência 
dos recursos, ou seja, quanto maior o tempo de aplicação, menor será a alíquota 
do imposto. Quanto ao processo, as operações são formalizadas através de 
boletos e os certificados são emitidos para os investidores. As características da 
operação são descritas no certificado e a custódia é realizada pela Central de 
Custódia e Liquidação de Títulos Privados – CETIP. 
Boxe Multimídia 
CETIP – Central de Custódia e Liquidação de Títulos Privados
é depositária principalmente de títulos privados de renda fixa, 
títulos públicos municipais e estaduais e algumas modalidades 
de títulos do Tesouro Nacional. 
Para saber mais, você pode visitar a página: 
http://www.bcb.gov.br/htms/infecon/finpub/cap7p.pdf
Fonte da imagem - http://www.sxc.hu/photo/1172174 - Svilen Milev
Fim do boxe multimídia
Os CDBs são títulos negociáveis e transferíveis por meio de endosso nominativo. 
Podem ser resgatados antes da data de vencimento, conforme critério da 
instituição financeira emissora dos títulos. Segundo Assaf Neto (2006), o valor de 
recompra, negociado entre as partes, é normalmente referenciado nas livres 
cotações de mercado no ato da operação. 
http://www.sxc.hu/photo/1172174
http://www.bcb.gov.br/htms/infecon/finpub/cap7p.pdf
http://www.sxc.hu/photo/983490
Boxe Multimídia
Para saber mais sobre CDB, você pode consultar a cartilha, elaborada pelo 
Banco do Brasil, que está disponível para download no seguinte endereço: 
http://www.bb.com.br/docs/pub/voce/dwn/CartilhaCDB.pdf
Fim do boxe multimídia
Os Certificados de Recibo Bancário (RDB) são títulos similares aos CDB, porém 
são inegociáveis e instransferíveis. Conforme Tostes (1999), os RDB são 
nominativos e instransferíveis por endosso em virtude de não serem títulos de 
crédito.
2.1.2 - Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI) 
Os CDIs são títulos de emissão de instituições financeiras, criados para garantir a 
distribuição de recursos demandados pelas instituições deficitárias. Esses títulos 
lastreiam as transações do mercado interbancário e apresentam características 
iguais as dos CDBs, porém sua negociação é limitada ao mercado interbancário. 
O CDI é utilizado na transferência de recursos entre as instituições financeiras, 
a fim de tornar o sistema mais fluido.Explicativo
http://www.receita.fazenda.gov.br/PessoaFisica/IRPF/2010/Perguntas/AplicFinanRenFixaRenVariavel.htm
http://www.receita.fazenda.gov.br/PessoaFisica/IRPF/2010/Perguntas/AplicFinanRenFixaRenVariavel.htm
Fonte caneta- http://www.sxc.hu/photo/705376/ - Vince Petaccio
Fonte do i – http://www.sxc.hu/photo/959917/ - Jaylopez’s 
Colocando os pingos nos is...
As Bolsas de Valores são ambientes onde se negociam ações e outros títulos. A 
BMF&BOVESPA (Bolsa de Mercadorias e Futuros & Bolsa de Valores de São 
Paulo) é a principal bolsa da América Latina – . No 
Brasil, as bolsas são supervisionadas pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) 
- . Trata-se de um órgão estatal, criado pela Lei nº 6.385/76. A 
CVM tem poderes para disciplinar, fiscalizar e normatizar a atuação dos diversos 
integrantes do mercado. Seu poder normatizador inclui todas as matérias relativas 
ao mercado de valores mobiliários. 
Fonte: http://www.portalbrasil.net/rendavariavel/index_faq.htm#renda 
Fim do boxe explicativo
Boxe Multimídia
Fonte da imagem - http://www.sxc.hu/photo/1172174 - Svilen Milev
Para conhecer um pouco mais sobre bolsa de valores, visite o 
site da CVM, portal do investidor no endereço eletrônico 
. Lá você encontrará a história da 
BMF&BOVESPA, como também as funções das bolsas de valores. Dê uma 
chegadinha por lá, irá valer a pena e faça uma boa leitura! 
Fim do boxe multimídia
Atividade 1 - Atende ao Objetivo 1.
http://www.portaldoinvestidor.gov.br/Acad%C3%AAmico/EntendendooMercadodeValoresMobili%C3%A1rios/Oque%C3%A9BolsadeValores/tabid/92/Default.aspx
http://www.portaldoinvestidor.gov.br/Acad%C3%AAmico/EntendendooMercadodeValoresMobili%C3%A1rios/Oque%C3%A9BolsadeValores/tabid/92/Default.aspx
http://www.portaldoinvestidor.gov.br/Acad%C3%AAmico/EntendendooMercadodeValoresMobili%C3%A1rios/Oque%C3%A9BolsadeValores/tabid/92/Default.aspx
http://www.sxc.hu/photo/1172174
http://www.portalbrasil.net/rendavariavel/index_faq.htm#renda
http://www.cvm.gov.br/
http://www.bmfbovespa.com.br/
http://www.sxc.hu/photo/959917/
http://www.sxc.hu/photo/705376/
“A Inflação mais longe do controle”. O COPOM (Comitê de Política Monetária) do 
BACEN decidiu aumentar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual. Com 
esse aumento, a taxa passou a ser de 12,5%. “O BC, no entanto, surpreendeu o 
mercado ao indicar que o ciclo de alta pode ter chegado ao fim.”. Fonte: O Globo, 
caderno de economia pág. 21, por Martha Beck e Wagner Gomes, 21 jul. 2011.
A partir da matéria destacada, podemos refletir sobre a influência da condução da 
política econômica e monetária do país sobre as decisões de investimentos nas 
modalidades de ativos de renda fixa e variável. Assim, podemos perceber que 
diante da elevação da Selic, os ativos, cuja remuneração está atrelada a ela, 
tendem a serem mais atrativos. Mesmo porque, o histórico de resultados do 
principal Índice da Bolsa de Valores de São Paulo não vem revelando resultados 
tão atrativos. Confira esta informação nos portais da Gazeta, Terra Economia e 
O Globo.
Diante deste cenário e tendo de optar apenas por uma dessas modalidades, que 
opção você faria? Justifique a sua resposta. 
Resposta Comentada
Diante do cenário apresentado e tendo de escolher apenas uma das opções, 
recomendo a escolha da renda fixa, porque apresenta melhor rentabilidade atual, 
visando ao curto prazo. Ressalto que o ideal seria diversificar, o exercício não 
oferece esta opção, mas vale a pena comentar. O investimento em ações (renda 
variável) caracteriza um investimento de longo prazo e o momento de baixos 
ganhos é entendido como o melhor para compra desse tipo de ativo, pois tende a 
produzir no futuro maiores retornos. Mas, de qualquer forma, é bom ficarmos 
http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/06/bovespa-fecha-trimestre-com-pior-resultado-desde-2008.html
http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/06/bovespa-fecha-trimestre-com-pior-resultado-desde-2008.html
http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201101031813_RED_79459545
http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201101031813_RED_79459545
http://www.gazetadigital.com.br/conteudo/show/secao/2/materia/261747
antenados nos cenários, principalmente de olho no que se passa pelo mundo. 
Será que está para estourar uma nova crise mundial? Bom, este assunto fica para 
uma outra ocasião. 
Fim da resposta comentada
3 – Ativos do Mercado de Renda Variável 
Figura 10.2: “ À medida que a economia expande-se, mais relevante apresenta-
se o sistema de distribuição de valores mobiliários, como fator multiplicador de 
riqueza nacional” Assaf Neto (2006, p.160).
Fonte- http://www.sxc.hu/photo/1128569 - Svilen Milev
Como já mencionado, a SRF destaca que como ativos de renda é variável as 
ações, quotas ou quinhões de capital, os contratos negociados nas bolsas de 
valores, de mercadorias, o ouro etc. Aqui iremos conceituar alguns desses ativos. 
Boxe de Atenção 
Fonte - http://www.sxc.hu/photo/1201945 - Billy Alexander
Quando pensamos em renda variável, remetemo-nos, quase que 
intuitivamente, ao mercado de ações. Por este motivo, iremos tratar 
deste ativo de forma mais abrangente. E para cumprirmos isso, 
reservamos o tópico quatro (4). 
Fim do boxe de atenção
• Ações – são títulos que representam a menor parte ou fração do capital social 
http://www.sxc.hu/photo/983490
http://www.sxc.hu/photo/705376/
de uma sociedade anônima, companhia ou sociedade por ações. Podem ser 
ordinárias ou preferenciais e não têm prazo de resgate definido, podendo ser 
convertidas em dinheiro a qualquer tempo. 
• Depositary Receipt – recibo de depósito, trata-se de um ativo mobiliário, 
negociado em um país, lastreados em ações de companhias abertas ou 
assemelhadas de outros países. Ao nos referirmos a DR negociado no Brasil, 
falamos de BDR (Brazilian Depositary Receipt) e nos EUA, ADR (American 
Depositary Receipt).
• Quotas ou quinhões do capital – representam a participação em sociedade 
empresarial limitada. Porção de capital de um todo que cabe a cada indivíduo por 
quem se divide. 
• Fundos de investimento – representam um conjunto de recursos monetários 
destinado à aplicação coletiva em carteira de ativos. Os Fundos de renda variável 
são formados por investimentos com remuneração indefinida e podem ser de 
diferentes tipos, ou seja, com diferentes composições.
• Commodity – mercadoria, refere-se a mercadorias in natura ou pouco 
industrializadas, negociáveis em ambiente de bolsa, como por exemplo: café, soja, 
ouro, petróleo, etanol, boi gordo, entre outros.
Boxe Explicativo
Fonte caneta- http://www.sxc.hu/photo/705376/ - Vince Petaccio
Fonte do i – http://www.sxc.hu/photo/959917/ - Jaylopez’s 
Falando em commodities, por que não falar sobre derivativos?
Derivativos representam instrumentos financeiros (contratos) negociados nas bolsas 
(mercadoria e valores) ou balcão que têm valores derivados de outros ativos que 
servem como referência. As operações com derivativos têm como principais 
objetivos proteger, alavancar, especular e arbitrar. Os contratos derivativos mais 
http://www.sxc.hu/photo/959917/
http://www.sxc.hu/photo/705376/
utilizados são: 
A termo – acordo de compra e/ou venda, intransferíveis, de ativos específicos 
onde as partes envolvidas determinam o preço do bem para entrega ou liquidação 
financeira em uma data futura;
Futuro – acordo de compra e/ou venda de ativos específicos para uma data futura 
definida. Essetipo de contrato pode ser liquidado antes do prazo, apresenta e são 
padronizados, quanto à quantidade, qualidade, prazo garantias e forma de 
liquidação;
Opções – acordo onde uma parte tem o direito e não a obrigação (diferente dos 
futuros e a termos) de compra ou venda de ativos específicos em determinada 
data a valor pré-estabelecido;
Swaps – acordo em que as partes trocam a variação nos preços de commodities, 
moedas ou taxas de juros.
Fim do boxe explicativo
Boxe de Curiosidade 
História da BM&F
Em 26 de outubro de 1917, foi criada a Bolsa de Mercadorias de São Paulo – BMSP, 
por empresários de São Paulo, ligados ao comércio e a exportação. Esta bolsa foi a 
primeira bolsa do país a introduzir operações a termo. 
Em julho de 1985, surgiu a Bolsa Mercantil & de Futuros – BM&F. Seus pregões 
começam a funcionar em 31 de janeiro de 1986 e, em pouco tempo, conquistou uma 
posição invejável entre as principais Commodities Exchanges do mundo, negociando 
contratos de opções, futuros, a termo e à vista, referenciados em índices de ações, 
taxas de juros, ouro e taxas de câmbio. 
Em 9 de maio de 1991, BMSP e BM&F resolvem fundir suas atividades e surgiu 
então a Bolsa de Mercadorias & Futuros, cujo objetivo é desenvolver mercados 
futuros de ativos financeiros, agropecuários e outros.
Em 2007, a BM&F deu início ao seu processo de desmutualização e, em 1º de 
outubro de 2007, a BM&F tornou-se uma sociedade por ações. Em maio de 2008, a 
Bovespa e a BM&F integraram-se, formando a BM&FBOVESPA S/A.
Fonte:
Fim do boxe de curiosidade
Atividade 2 - Atende ao Objetivo 2.
Analise as informações abaixo e diga a que tipo de ativo estou me referindo.
Ativo 1 
 1 2 3
 
 
Fontes sequenciais:
http://www.sxc.hu/photo/919273 - Dick Head
http://www.sxc.hu/photo/1340934 - Caltiva Creatividad
http://www.sxc.hu/photo/1343644 - Roberto Burgos S.
Anote aqui a sua resposta: ____________________________________
http://www.sxc.hu/photo/1343644
http://www.sxc.hu/photo/1340934
http://www.sxc.hu/photo/919273
http://www.portaldoinvestidor.gov.br/Acad%C3%AAmico/EntendendooMercadodeValoresMobili%C3%A1rios/Oque%C3%A9BolsadeValores/tabid/92/Default.aspx
http://www.portaldoinvestidor.gov.br/Acad%C3%AAmico/EntendendooMercadodeValoresMobili%C3%A1rios/Oque%C3%A9BolsadeValores/tabid/92/Default.aspx
http://www.portaldoinvestidor.gov.br/Acad%C3%AAmico/EntendendooMercadodeValoresMobili%C3%A1rios/Oque%C3%A9BolsadeValores/tabid/92/Default.aspx
Ativo 2
 1 2 3
 
 
Fontes sequenciais:
http://www.sxc.hu/photo/1279618 - Gabriella Fabbri
http://www.sxc.hu/photo/984780 - Gabriella Fabbri
http://www.sxc.hu/photo/1148457 - Sanja Gjenero
Anote aqui a sua resposta: ____________________________________
Ativo 3
 1 2 3 
 
 
Fontes sequenciais:
http://www.sxc.hu/photo/75670 - Peter Björknäs
http://www.sxc.hu/photo/36217 - Nick Benjaminsz
http://www.sxc.hu/photo/395364 - Neil Gould
http://www.sxc.hu/photo/395364
http://www.sxc.hu/photo/36217
http://www.sxc.hu/photo/75670
http://www.sxc.hu/photo/1148457
http://www.sxc.hu/photo/984780
http://www.sxc.hu/photo/1279618
Anote aqui a sua resposta: ____________________________________
 
Agora você deverá citar o (s) ativo (s) que você não identificou. 
Resposta Comentada
Muito provavelmente você não encontrou dificuldade em identificar o ativo 1 como 
commodities. As imagens remetem-nos diretamente a essa ideia, pois representam 
produtos básicos ou primários. 
No ativo 2, você deve ter associado as imagens ao conceito de Fundos de 
investimento, porque as imagens representam coletividade, aplicação coletiva, 
recursos monetários; logo, vão ao encontro ao conceito apresentado nesta aula.
No caso do ativo 3, você naturalmente indicou ações ou recibo de depósito (DR). As 
imagens revelam a NYSE (bolsa de Nova York), Dow Jones (Índice Dow Jones – 
representa o valor avaliado de grandes ações industriais, cujas operações passam 
pela Bolsa de Nova York) e o ambiente interno de bolsa.
Você não identificou, nas imagens apresentadas, as quotas de capital de participação 
em sociedade empresarial. 
Fim da resposta comentada
4 – Conhecendo um pouco mais sobre Ações 
Vamos começar este tópico, relembrando o conceito de mercado de capitais, visto 
na Aula 4 e diferenciando mercado primário de mercado secundário.
 Mercado de Capitais
Conforme a BM&FBovespa, o mercado de capitais representa um sistema de 
distribuição de valores mobiliários, que tem o fim de prover liquidez aos títulos de 
emissão de companhias abertas e viabilizar seu processo de capitalização. É 
formado pelas bolsas de valores, sociedades corretoras e outras instituições 
financeiras autorizadas.
Conforme a Aula 4, o mercado de capitais existe para atender às necessidades de 
financiamento de longo prazo das organizações por meio da emissão de títulos.
O mercado de capitais assume uma função fundamental no processo de 
desenvolvimento econômico do país, atua como propulsor de capitais para os 
investimentos de organizações e estimula a formação de poupança privada. Ele 
inclui um conjunto de operações para transferências de recursos financeiros entre 
agentes poupadores e investidores, com prazo médio, longo ou indefinido. É uma 
relação financeira constituída por instituições e contratos que permite que 
poupadores e organizações demandantes de capital de longo prazo realizem suas 
transações. Tem como função básica promover a riqueza nacional por meio da 
participação da poupança de cada agente econômico.
 Mercado Primário e Mercado Secundário de Ações
No mercado primário, são negociadas pela primeira vez as ações emitidas pelas 
organizações. Esse mercado compreende o lançamento de novas ações, onde o 
lançamento representa uma alternativa de captação de recursos para as 
companhias. Uma vez ocorrendo essa operação inicial, as ações passam a ser 
negociadas no mercado secundário, onde ocorre a troca de propriedade de título. 
No mercado primário, ocorre a transferência de recursos para financiamento das 
empresas. É nesse setor que as organizações “buscam, mais efetivamente, os 
recursos próprios necessários para a consecução de seu crescimento, 
promovendo, a partir do lançamento de ações, a implementação de projetos de 
investimentos e o consequente incremento da riqueza nacional.” (ASSAF NETO, 
2006, p. 171)
No mercado secundário, são registradas apenas as operações de transferência de 
propriedade dos ativos. Não inclui a colocação inicial das empresas emitentes das 
ações. Ou seja, “uma empresa somente obtém novos recursos por meio de 
subscrição de capital no mercado primário, não se beneficiando diretamente das 
negociações do mercado secundário.” (ASSAF NETO, 2006, p. 177)
O mercado secundário possibilita a realização de negócios, entre diversos 
investidores, com ativos emitidos anteriormente. Essas operações ocorrem 
principalmente nas bolsas de valores. 
Verbete
Subscrição - Segundo Tostes, subscrição é a declaração unilateral de vontade 
pela qual a pessoa jurídica ou física assume o compromisso de pagar o preço de 
emissão das ações adquiridas. Representa o ato de adquirir novas ações, 
emitidas em decorrência de aumento de capital da Sociedade. 
Fim de verbete
Boxe Explicativo
Fonte caneta- http://www.sxc.hu/photo/705376/ - Vince Petaccio
Fonte do i – http://www.sxc.hu/photo/959917/ - Jaylopez’s 
Colocando os pingos nos is...
Direito de subscrição confere a possibilidade de exercer o direito de compra de 
novas ações. Pode ser negociado no mercado, isoladamente das ações. Esse 
direito deixa de ter valorpara negociação no momento de encerramento do prazo 
para a subscrição de novas ações.
http://www.sxc.hu/photo/959917/
http://www.sxc.hu/photo/705376/
Fonte: http://www.cvm.gov.br/port/protinv/caderno5.asp
Fim do boxe explicativo
Figura 10.3: No mercado de capitais, os principais ativos negociados são as 
ações. 
Fonte - http://www.sxc.hu/photo/9633 - Simon Stratford
 Ações
As ações representam ativos de renda variável, pois não garantem remuneração 
pré-determinada, ou pós-fixada. São títulos nominativos e negociáveis, 
representativos da menor parcela do capital de uma empresa. Assim, ao adquirir 
ações de uma empresa, o investidor passa a fazer parte dela, tornando-se sócio e, 
com isso, concorre a lucros (dividendos e bonificações) e prejuízos como qualquer 
outro empresário. As negociações são feitas nas bolsas de valores por meio de 
intermediários como, por exemplo, uma corretora de valores. 
As ações podem ser ordinárias (ON) e preferenciais (PN). A ação ON concede o 
direito de voto nas assembleias de acionistas da companhia e a ação (PN) oferece 
a seu detentor preferência no recebimento de resultados ou no reembolso do 
capital, em caso de liquidação da companhia. Entretanto, as ações preferenciais 
não concedem o direito de voto, ou o restringem. 
Boxe de Atenção 
Fonte - http://www.sxc.hu/photo/1201945 - Billy Alexander
http://www.sxc.hu/photo/983490
http://www.sxc.hu/photo/9633
A boa prática de governança corporativa (sistema pelo qual as 
sociedades são monitoradas e dirigidas, que envolve o 
relacionamento entre acionistas, conselho fiscal e administrativo, 
direção e auditoria), orienta que as empresas optem por ações do tipo 
ON, de modo a proteger os interesses dos acionistas minoritários. 
Entretanto, as ações PN de algumas grandes Cia ainda apresentam elevada liquidez 
de mercado. Trata-se de uma questão cultural.
Fonte: Azevedo (2007) 
Fim do boxe de atenção
A formação de preço das ações está relacionada à oferta e à procura – valor de 
mercado, ou seja, é determinado a partir das percepções dos investidores e de 
suas expectativas em relação ao desempenho da economia e da empresa que 
representa a ação. Esta é a característica do mercado de renda variável, porém, 
para fins de análise e outros fins, determina-se: 
• o valor nominal, conforme regulamentado no estatuto da organização 
emissora e pelo conselho gestor; 
• valor intrínseco, que indica o valor presente dos fluxos de caixa esperados; 
• valor patrimonial, que representa a parcela do capital próprio da Cia. 
emissora; 
• valor de subscrição que é o valor estabelecido no lançamento e em 
operações de abertura de capital; 
• o valor de liquidação, definido no encerramento de atividade, revela o 
resultado da liquidação para cada ação emitida; e por fim; 
• o valor de mercado, como já mencionado, representa o valor efetivo de 
negociação. 
 Lote padrão ou redondo e lote fracionado 
Ao comprar ações é necessário determinar a quantidade de ações ou os lotes que 
se quer adquirir. O lote padrão ou redondo estabelece uma quantidade mínima de 
ações para negociação – normalmente são negociados lotes com 100 ou 1.000 
ações. Algumas ações são negociadas em lotes unitários, estes lotes são 
chamados de lotes fracionados. No mercado fracionário, como é conhecido, 
possibilita ao investidor a negociação de lotes menores do que os mínimos, ou 
seja, frações do lote.
 Ordens de negociação
Os investidores emitem ordem de compra ou venda de ação a uma corretora de 
valores (sociedade corretora ou sociedade distribuidora – a última opera por 
intermédio de sociedades corretoras) e esta realiza a execução. A ordem é 
processada e caracterizada pela liquidação física e financeira da operação. Os 
principais tipos de ordens ou instruções de execução são:
• ordem de mercado, são especificadas as quantidades e características do 
ativo e a instrução propriamente dita (compra ou venda), não havendo 
estabelecimento de preço; 
• ordem limitada, são estabelecidos, pelo investidor, os limites de valores 
para compra (preço máximo) e venda (preço mínimo); 
• ordem casada, ocorrem simultaneamente as ordens de compra e venda e 
apenas podem ser cumpridas integralmente, ou seja, concomitantemente.
Boxe Explicativo 
Fonte imagem- http://www.sxc.hu/photo/1084673 - Diego Medrano
Lei das Sociedades por Ações
A Lei das Sociedades por Ações n° 6.404/1976 – 15/12/1976 – 
rege contabilmente as Sociedades Anônimas. Foi redigida por Alfredo Lamy Filho 
http://www.sxc.hu/photo/983490
e José Luiz Bulhões Pedreira, por solicitação do então Ministro da Fazenda, Mário 
Henrique Simonsen. A referida Lei foi promulgada pelo Presidente Ernesto Geisel, 
e é considerada por muitos uma cópia do modelo federal de legislação societária 
dos EUA – Model Business Corporation Act (MBCA). 
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_das_Sociedades_por_A%C3%A7%C3%B5es
Fim do boxe explicativo
Boxe Multimídia
Fonte da imagem - http://www.sxc.hu/photo/1172174 - Svilen Milev
Quer conhecer a Lei das Sociedades por Ações na íntegra? 
Então acesse o site: 
Chegando lá, você poderá optar pelo texto compilado. Boa leitura! 
Fim do boxe multimídia
Atividade 3 - Atende ao Objetivo 3.
Agora que você terminou a leitura dessa seção, viaje pela rede para ampliar o seu 
conhecimento. Mergulhe fundo e depois relacione, nas linhas que seguem, 
diferentes companhias abertas – com atividades econômicas diferentes. Cite os 
nomes das empresas (razão social) e descreva sucintamente algumas 
características de suas ações, pelo histórico comportamental dos últimos dois 
anos e pela própria percepção atual do mercado. Faça uma boa viagem! 
Nota: recomendo o site da BM&FBovespa e da Hemeroteca Digital do 
INFOENER, nos endereços que seguem: 
()
http://infoener.iee.usp.br/scripts/infoener/hemeroteca/anteriores.asp
http://infoener.iee.usp.br/scripts/infoener/hemeroteca/anteriores.asp
http://www.bmfbovespa.com.br/cias-listadas/empresas-listadas/BuscaEmpresaListada.aspx?idioma=pt-br
http://www.bmfbovespa.com.br/cias-listadas/empresas-listadas/BuscaEmpresaListada.aspx?idioma=pt-br
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404consol.htm
http://www.sxc.hu/photo/1172174
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_das_Sociedades_por_A%C3%A7%C3%B5es
Poderá consultar também revistas e jornais diversos (carta capital, valor 
econômico, Folha de São Paulo etc.) para melhor compreensão do cenário. 
Busque sempre fontes seguras de informação. 
Resposta Comentada
Você poderá discorrer sobre qualquer empresa listada na Bovespa, pesquisar 
sobre a empresa e comentar o comportamento de suas ações, associando com 
os fatos políticos, econômicos e sociais, ocorridos nos últimos tempos. 
Fim da resposta comentada 
Atividade Final - Atende a todos os objetivos. 
Das afirmações que vêm a seguir, umas são falsas (F); outras, verdadeiras (V). 
Examine-as com atenção e, segundo seu entendimento, assinale V ou F. 
( ) Os ativos de renda variável são investimentos que apresentam regras bem 
definidas de remuneração, pois seus rendimentos ou retornos de capital são 
conhecidos previamente.
( ) São exemplos de ativos de renda variável: as ações, quotas ou quinhões de 
capital, os contratos negociados nas bolsas de valores, mercantis, de futuros e 
assemelhados. Operações realizadas fora de bolsas com ativos financeiros e 
ouro.
( ) São exemplos de commodities: milho, soja, petróleo, etanol, ouro, boi gordo. 
( ) O mercado de capitais tem grande importância no processo de 
desenvolvimento econômico do país.
( ) O mercado secundário representa o mercado onde ocorre a primeira 
colocação de ativos, ou melhor, lançamento de novas ações pelas empresas. Uma 
vez ocorrendo essa operação inicial, as ações passam a ser negociadasno 
mercado primário, onde ocorre a troca de propriedade de título. 
( ) As ações podem ser preferenciais e ordinárias. A ação preferencial, como o 
próprio termo sugere, concede o direito de voto aos acionistas da companhia e o 
acionista ordinário, comum, tem preferência sobre os resultados ou no reembolso 
do capital, em caso de liquidação da companhia. 
( ) A formação de preço das ações está relacionada à oferta e à procura – valor 
de mercado. 
Resposta Comentada 
(F) Resposta falsa! Os títulos de ativos de renda fixa são investimentos que 
apresentam regras bem definidas de remuneração, pois seus rendimentos ou 
retornos de capital são conhecidos previamente. Os ativos de renda variável são 
caracterizados por operações financeiras que não estabelecem antecipadamente 
um percentual fixo de retorno, pois sua remuneração é dimensionada em função 
das expectativas de mercado. 
(V) Sim, resposta verdadeira! Conforme a Secretaria da Receita Federal (SRF), 
em sua Instrução Normativa n° 25, de 6 de março de 2001 art. 18, define 
mercado de renda variável como aquele formado por “ativos de renda variável 
cuja remuneração ou retorno de capital não pode ser dimensionado no momento 
da aplicação”. E cita como exemplo de ativos as “ações, quotas ou quinhões de 
capital, o ouro, ativo financeiro, e os contratos negociados nas bolsas de valores, 
de mercadorias, de futuros e assemelhadas.”
(V) Resposta verdadeira! São exemplos de commodities agrícolas (milho e soja), 
petróleo e derivados (petróleo e etanol), metais preciosos (ouro) e 
carnes/pecuária (boi gordo). 
(V) Resposta verdadeira! O mercado de capitais assume uma função fundamental 
no processo de desenvolvimento econômico do país, atua como propulsor de 
capitais para os investimentos de organizações e estimula a formação de 
poupança privada.
(F) Resposta falsa! O mercado primário representa o mercado onde ocorre a 
primeira colocação de ativos, ou melhor, lançamento de novas ações pelas 
empresas. Uma vez ocorrendo essa operação inicial, as ações passam a ser 
negociadas no mercado secundário, onde ocorre a troca de propriedade de título. 
(F) Resposta falsa! As ações podem ser ordinárias e preferenciais. A ação ordinária 
concede o direito de voto aos acionistas da companhia e a ação preferencial oferece 
a seu detentor preferência no recebimento de resultados ou no reembolso do capital, 
em caso de liquidação da companhia. 
(V) Resposta verdadeira! A formação de preço das ações está relacionada à 
oferta e à procura – valor de mercado. É determinado, a partir das percepções dos 
investidores e de suas expectativas em relação ao desempenho da economia e da 
empresa que representa a ação. 
Fim da resposta comentada
Resumo
A renda variável é representada por toda operação financeira que não se pode 
estabelecer um percentual fixo de retorno, pois sua remuneração é dimensionada 
em função das expectativas de mercado. 
São exemplos de ativos de renda variável: as ações, quotas ou quinhões de 
capital, os contratos negociados nas bolsas de valores, mercantis, de futuros e 
assemelhados. Operações realizadas fora de bolsas com ativos financeiros e 
ouro. 
Ações são títulos que representam a menor parte ou fração do capital social de uma 
sociedade anônima, companhia ou sociedade por ações. 
Depositary Receipt ou recibo de depósito trata-se de um ativo mobiliário 
negociado em um país, lastreados em ações de companhias abertas ou 
assemelhadas de outros países. 
Quotas ou quinhões do capital representam a participação em sociedade 
empresarial limitada, ou seja, refere-se à porção de capital de um todo que cabe a 
cada indivíduo por quem se divide. 
Fundos de investimento são ativos que representam conjunto de recursos 
monetários destinados à aplicação coletiva em carteira de ativos. Os Fundos de 
renda variável são formados por investimentos com remuneração indefinida e podem 
ser de diferentes tipos, ou seja, com diferentes composições. 
Commodity ou mercadorias, em Português, referem-se a mercadorias in natura ou 
pouco industrializadas, negociáveis em ambiente de bolsa, como por exemplo: café, 
soja, ouro, petróleo, etanol, boi gordo, entre outros.
O mercado de capitais é formado por bolsas de valores, sociedades corretoras e 
outras instituições financeiras autorizadas. Representa um sistema de distribuição de 
valores mobiliários, que tem o propósito de viabilizar o processo de capitalização de 
companhias abertas e de proporcionar liquidez aos títulos de emissão dessas Cia.
O mercado primário representa o mercado onde ocorre a primeira colocação de 
ativos, ou melhor, lançamento de novas ações pelas empresas. Uma vez 
ocorrendo essa operação inicial, as ações passam a ser negociadas no mercado 
secundário, onde ocorre a troca de propriedade de título. 
As ações podem ser ordinárias e preferenciais. A ação ordinária concede o direito 
de voto aos acionistas da companhia e a ação preferencial oferece a seu detentor 
preferência no recebimento de resultados ou no reembolso do capital, em caso de 
liquidação da companhia. 
A formação de preço das ações está relacionada à oferta e à procura – valor de 
mercado. É determinado, a partir das percepções dos investidores e de suas 
expectativas em relação ao desempenho da economia e da empresa que 
representa a ação. 
Ao comprar ações, é necessário determinar a quantidade de ações ou os lotes 
que se quer adquirir, podendo o lote negociado ser padrão ou fracionado.
As principais ordens de negociação (compra e venda de ações) são a ordem de 
mercado, ordem limitada e ordem casada.
Informações sobre a próxima aula
Na próxima aula, iremos estudar alguns dos procedimentos e técnicas de 
avaliação de ações. Até lá!
Referências Bibliográficas
ASSAF NETO, Alexandre. Mercado Financeiro. 7ª ed. São Paulo: Atlas, 2006. 
AZEVEDO, Hugo Daniel de Oliveira. 500 Perguntas (e respostas) Avançadas 
de Finanças: para profissionais de mercado. Rio de Janeiro: Campus/Elsevier, 
2007. 
BECK, Martha; GOMES, Wagner. Inflação mais longe do controle. O Globo, Rio 
de Janeiro, 21 jul. 2011. 
FORTUNA, Eduardo. Mercado Financeiro – Produtos e Serviços. 15ª ed. Rio 
de Janeiro: Qualitymark, 2002. 
GALLAGHER, Lilian (Org). Conhecendo o Mercado Financeiro. Rio de Janeiro: 
ANDIMA- Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro. Apostila, 
2004.
GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira. 12ª ed. São 
Paulo: Pearson Prentice Hall, 2010. 
TOSTES, Marcello et al. Glossário de temos econômicos e financeiros. 2ª ed. 
Rio de Janeiro: SBERJ, 1999.
Sites:
http://economia.terra.com.br
http://infoener.iee.usp.br
http://g1.globo.com
http://pt.wikipedia.org/wiki
http://web.infomoney.com.br 
http://www.bcb.gov.br
http://www.bmfbovespa.com.br
http://www.comoinvestir.com.br
http://www.cvm.gov.br
http://www.gazetadigital.com.br
http://www.portalbrasil.net
http://www.portaldoinvestidor.gov.br
http://www.receita.fazenda.gov.br
http://www.sxc.hu/
http://www.sxc.hu/photo/1172174%20/
http://www.portaldoinvestidor.gov.br/Acad%C3%AAmico/EntendendooMercadodeValoresMobili%C3%A1rios/Oque%C3%A9BolsadeValores/tabid/92/Default.aspx
http://www.portalbrasil.net/rendavariavel/index_faq.htm#renda
http://www.gazetadigital.com.br/conteudo/show/secao/2/materia/261747
http://www.cvm.gov.br/
http://www.comoinvestir.com.br/
http://www.bmfbovespa.com.br/pt-br/educacional/iniciantes/mercados-de-derivativos/o-que-sao-derivativos/o-que-sao-derivativos.aspx?idioma=pt-br
http://www.cblc.com.br/cblc/hotsites/TesouroDireto/player.asp
http://www.bcb.gov.br/
http://web.infomoney.com.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_das_Sociedades_por_A%C3%A7%C3%B5es
http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/06/bovespa-fecha-trimestre-com-pior-resultado-desde-2008.html
http://infoener.iee.usp.br/scripts/infoener/hemeroteca/anteriores.asp
http://economia.terra.com.br/
CEDERJ – CENTRO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR A DISTÂNCIADO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
CURSO: Administração DISCIPLINA: Sistema 
Financeiro
CONTEUDISTA: Selma Velozo Fontes
Designer Instrucional: Karin Gonçalves 
Aula 11
Avaliação de ações
Meta 
Apresentar alguns dos procedimentos e técnicas aplicados no processo de 
avaliação de ações.
Objetivos
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de:
1. definir o conceito de avaliação e diferenciar análise gráfica de análise 
fundamentalista;
2. listar e estabelecer a relação dos indicadores fundamentais na prática de uma 
análise fundamentalista de ações;
3. aplicar o modelo básico de avaliação para a determinação de um valor intrínseco 
da ação.
1. Introdução
Chegamos a Aula 11 e nela iremos aprender algumas técnicas e procedimentos, 
aplicados no processo de avaliação de ações. Esta aula é importante porque parte 
da ideia lógica de que: - Quem investe, espera receber rendimentos satisfatórios. 
Mas para tanto, precisa buscar meios e instrumentos para observar, mensurar e 
avaliar a possibilidade de não realização do resultado esperado, ou melhor dizendo, 
o investidor precisa analisar as expectativas dos rendimentos prováveis, provenientes 
de sua aplicação financeira. 
Figura 11.1: Quem investe, pensa em retorno e, obviamente, visa ao ganho. 
Fonte Cifrão - http://www.sxc.hu/photo/1043017 - Sergio Roberto Bichara 
Fonte Globo - http://www.sxc.hu/photo/984784 - Gabriella Fabbri
O cálculo do valor intrínseco de uma ação e sua taxa de retorno esperado é de 
grande relevância no momento da escolha e tomada de decisão de investir em 
ações.
Está pronto para começar? Então, vamos nesta!
2. Análise de formação de preço da ação 
Conforme apresentado na Aula 10, o preço de mercado das ações se estabelece, 
a partir da relação oferta e procura. As expectativas de mercado, quanto aos 
cenários nacional e internacional, e quanto à empresa nos seus ambientes interno 
http://www.sxc.hu/photo/984784
http://www.sxc.hu/photo/1043017
e externo, e ao seu setor, são fatores preponderantes na definição do valor de 
mercado de ações. 
 
Figura 11.2: A situação da economia, quanto a variações de curto prazo na 
produção ou nos preços são fatores de influenciam na oscilação no valor das ações.
Fonte - http://www.sxc.hu/photo/505237 - Pascal THAUVIN 
O processo de avaliação de ações constitui-se no cálculo de um valor intrínseco 
para o ativo, como também na determinação da taxa de retorno que se espera 
obter com o investimento. 
Verbete
Valor intrínseco: Valor baseado no princípio de que o valor presente de um ativo 
é o resultado dos retornos futuros que serão obtidos com o investimento. 
Fim de verbete
2.1 - Tipos de análise: grafista e fundamentalista
Conforme Assaf Neto (2006, p. 193), os modelos de análise buscam projetar o 
comportamento futuro dos ativos, “formulando previsões com relação às variações 
de seus preços no mercado”. 
São considerados dois enfoques diferenciados de análise na avaliação dos preços 
das ações: a análise técnica ou gráfica e análise fundamentalista. 
http://www.sxc.hu/photo/505237
 Análise técnica ou gráfica - estima o comportamento futuro dos preços de
Ativos, a partir da observação de resultados passados (valor e volume 
negociados). Os grafistas, como são conhecidos os analistas que utilizam este 
tipo de critério, buscam entender os fatores que influenciam na procura e oferta 
dos ativos no mercado e a evolução de suas cotações, assim avaliam e projetam 
o desempenho futuro de seus preços (preços dos ativos). Essas informações 
auxiliam o investidor na definição de melhor momento para a compra e venda da 
ação. Nesse tipo de análise, utilizam-se os gráficos como principal instrumento de 
ilustração das variações e tendências de valores. 
A hipótese implícita na análise técnica é que as variações nos 
preços das ações guardam uma relação entre si, descrevendo 
uma tendência de mercado. Dessa forma, pelas movimentações 
de preços passadas é possível explicar suas evoluções futuras. 
(ASSAF NETO, 2006, p. 193)
 Análise fundamentalista - está baseada na determinação do valor intrínseco 
da ação. Trata-se da observação e avaliação do desempenho econômico e 
financeiro da companhia emissora da ação, como também na observação e 
análise de eventos políticos, econômicos e sociais que possam, de alguma forma, 
influenciar no comportamento de variáveis que afetem o preço das ações. A partir 
dessas observações, o fundamentalista estima um valor para o ativo. Segundo 
Assaf Neto (2006, p.194):
a técnica fundamentalista considera a análise das variáveis internas e 
externas à empresa, as quais exerceram influências sobre seu 
desempenho e, em consequência, sobre o valor intrínseco de suas 
ações. Os principais subsídios desse critério de análise são os 
demonstrativos financeiros da empresa e os diversos dados e 
informações referentes ao setor econômico de atividade, ao mercado 
acionário e à conjuntura econômica. De posse deste elenco de 
informações, são aplicados modelos quantitativos e financeiros com o 
objetivo de relacionar as decisões de compra ou venda de 
determinada ação com seu valor de mercado.
Para as decisões de investimento, é importante conhecer um pouco sobre cada 
tipo de análise. O investidor deve apreciar as informações e assumir uma postura 
racional na hora de tomar sua decisão.
Atividade 1 - Atende ao Objetivo 1.
“Quem nunca ouviu um analista fundamentalista, criticando a análise técnica ou o 
contrário?” Sob o argumento de que a análise gráfica ou técnica é válida, visando 
apenas ao curto prazo, os analistas fundamentalistas criticam os grafistas e na 
contramão, os grafistas colocam que a análise fundamentalista não possui timing.
Por outro lado, existe uma corrente de analistas que são a favor da combinação 
das duas análises e entendem que as duas completam-se. Enquanto a análise 
fundamentalista permite ao investidor saber quais companhias estão gerando 
valor, crescendo, possuem boa gestão e perspectivas de bom retorno, a análise 
gráfica fornece ao investidor os indicativos para o momento ideal de comprar, 
vender ou manter o ativo. Fonte: Disponível em:
. Acessado em: jul/2011.
 
Você é favorável a combinação dos dois enfoques de análise? Acesse o link a 
seguir e faça uma reflexão sobre o assunto. Ei, não fique limitado apenas ao link 
disponível! Acesse outros que abordem o tema referido e, boas reflexões! 
http://www.fundamentus.com.br/pagina_do_ser/ataf.htm
Agora, diferencie análise técnica de análise fundamentalista. 
Resposta Comentada
Para o estudo de tendência de preços é interessante observar os dois enfoques 
de análise, uma vez que, alguns autores e pesquisadores entendem que as 
escolas fundamentalista e gráfica apresentam abordagens diferentes, porém se 
complementam no estudo das tendências de valor. 
http://www.fundamentus.com.br/pagina_do_ser/ataf.htm
http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/391877
A diferença entre a análise técnica e fundamentalista é que a primeira pressupõe 
que ações negociadas seguem uma tendência de variação de valores (preços e 
volumes negociados), e para caracterizar essa variação é necessário construir 
uma média da evolução dos preços. Já a análise fundamentalista utiliza-se de 
indicadores relativos ao desempenho de empresas, como também da observação 
dos cenários econômicos, políticos e sociais de âmbito global (nacional e 
internacional) que possam influenciar na previsão do preço da ação. 
Fim da resposta comentada
Boxe Explicativo
Fonte caneta- http://www.sxc.hu/photo/705376/ - Vince Petaccio
Fonte do i – http://www.sxc.hu/photo/959917/ - Jaylopez’s 
Colocando os pingos nos is...
Pensando em ações, o que significa a expressão “Preço Justo (Target Price)”? 
O preço justo de uma companhia hoje (momentozero) equivale ao valor presente 
dos resultados futuros esperados; logo, preço justo, pensando em ações “significa 
aquele que congrega os fluxos de caixa esperados da empresa.” (AZEVEDO, 
2007, p.45)
Simplificando: Preço Justo de uma ação = Valor Intrínseco de uma ação. Também 
igual a Valor Teórico da ação.
Fim do boxe explicativo
3. Indicadores fundamentalistas
Os indicadores fundamentalistas relacionam o desempenho da companhia com o 
http://www.sxc.hu/photo/959917/
http://www.sxc.hu/photo/705376/
preço da ação no mercado, por meio dos números gerados pelas empresas. 
Esses indicadores revelam o comportamento da organização em relação ao 
mercado e a percepção dos investidores em relação a diversas companhias de 
setores e tamanhos diferentes, proporcionando apoio às decisões financeiras 
tomadas por analistas de mercado, acionistas e investidores em geral. Conforme 
Azevedo (2007), são eles: lucro por ação, valor de mercado, índice preço/lucro, 
dividend yield, pay-out e valor patrimonial por ação.
 Lucro por Ação (LPA) – Representa o quociente da divisão entre o resultado 
líquido da empresa e o número total de ações. Conforme o próprio termo sugere, 
indica o lucro gerado por ação emitida pela companhia. 
LPA = *Lucro Líquido / Número de Ações Emitidas 
*Resultado Líquido
 Valor de Mercado (VM) – É o produto resultante dos fatores: preço de 
mercado da ação da companhia e o número total de ações. Conforme o próprio 
termo sugere, indica o valor de mercado da companhia. 
VM = Preço de Mercado da Ação x Número de Ações da Companhia 
 Índice Preço/Lucro (P/L) – É o resultado da divisão entre o preço de 
mercado da ação da empresa e o lucro por ação ou o valor de mercado da 
companhia e o resultado líquido, ou seja, o P/L traduz a relação 
investimento/retorno. Assim, poderíamos dizer, basicamente, que esse índice 
revela o tempo de recuperação do investimento realizado – mantidos constantes 
preço e lucro. O inverso desse índice revela a lucratividade de uma ação. 
P/L = Preço de Mercado da Ação da empresa / Lucro por Ação 
ou 
P/L = Valor de Mercado da Companhia / *Lucro Líquido 
*Resultado Líquido
Inverso P/L = [1 / (Preço de Mercado da Ação da empresa / Lucro por Ação)] x 
100 
 Dividend Yield (DY) – Este índice é calculado através da divisão do valor 
relativo aos dividendos pagos aos acionistas pelo preço de mercado da ação. 
Representa o rendimento do dividendo, ou seja, mede a rentabilidade dos 
dividendos de uma companhia em relação ao preço de suas ações. 
DY = Dividendos / Preço de Mercado da Ação
 Pay-Out – Indica a proporção do resultado líquido que é distribuída aos 
acionistas. Esse indicador é calculado pela divisão do valor de dividendos 
distribuídos por ação pelo lucro por ação. 
Pay-Out = Dividendos / *Lucro Líquido 
*Resultado Líquido
 Valor Patrimonial por Ação – Representa o resultado da divisão entre o 
patrimônio líquido e o número de ações da companhia. Este indicador revela o 
patrimônio líquido da empresa por ação.
VPA = Patrimônio Líquido da Companhia / Número de Ações da Companhia 
Tabela 11.1: Indicadores fundamentalistas.
Lucro por Ação LPA = Lucro Líquido / Número de Ações Emitidas 
Valor de Mercado VM = Preço de Mercado da Ação x Número de Ações da Companhia 
Índice Preço/Lucro P/L = Preço de Mercado da Ação da empresa / Lucro por Ação 
ou 
P/L = Valor de Mercado da Companhia / Lucro Líquido 
Dividend Yield DY = Dividendos / Preço de Mercado da Ação
Pay-Out Pay-Out = Dividendos / Lucro Líquido 
Valor Patrimonial 
por Ação
VPA = Patrimônio Líquido da Companhia / Número de Ações da 
Companhia 
Boxe Explicativo
Fonte caneta- http://www.sxc.hu/photo/705376/ - Vince Petaccio
Fonte do i – http://www.sxc.hu/photo/959917/ - Jaylopez’s 
Conhecendo um pouco mais...
Valor da Empresa e EBITDA
• Valor da Empresa (Enterprise Value – EV) – Medida do valor da companhia 
que considera as fontes de financiamento, ou seja, representa a soma do valor de 
mercado e o endividamento líquido.
• EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization) – 
Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização. Representa a 
capacidade de geração de caixa operacional da companhia e é comumente aplicado 
em análises que exigem comparação entre empresas de portes e setores diferentes. 
A razão entre EV e EBITDA (EV/EBITDA) representa um indicador, usando na 
análise fundamentalista que serve para comparar os graus de valorização de 
companhias do mesmo setor ou de setores diferentes. Segundo Azevedo (2007, p. 
54), este indicador revela “o retorno esperado sobre o valor da empresa, levando 
em consideração apenas os aspectos operacionais (ligados à atividade principal) 
da companhia.” 
Fonte: Azevedo (2007)
Fonte:
Fim do boxe explicativo
 
Boxe Multimídia
Fonte da imagem -http://www.sxc.hu/photo/1172174 - Svilen Milev
http://www.sxc.hu/photo/1172174
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lucros_antes_de_juros,_impostos,_deprecia%C3%A7%C3%A3o_e_amortiza%C3%A7%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lucros_antes_de_juros,_impostos,_deprecia%C3%A7%C3%A3o_e_amortiza%C3%A7%C3%A3o
http://www.sxc.hu/photo/959917/
http://www.sxc.hu/photo/705376/
Para conhecer um pouco mais sobre análise fundamentalista e 
seus indicadores, visite o site . 
Lá você encontrará informações financeiras das empresas de 
capital aberto, listadas na BM&FBovespa (cotações, oscilações referenciadas por 
período, indicadores fundamentalistas, outras informações). Dê uma chegadinha 
por lá, irá valer a pena! Bom mergulho no estudo!
Fim do boxe multimídia
Atividade 2 - Atende ao Objetivo 2.
Escolha três companhias de capital aberto (empresas que tenham ações listadas 
na BOVESPA) e acompanhe durante uma semana suas cotações (tempo relativo 
ao estudo desta aula). Pesquise em quaisquer fontes seguras (sites considerados 
seguros, jornais e revistas) informações relativas aos seus resultados e 
desempenho, como também de seus concorrentes. Avalie o cenário político e 
econômico atual global, e arrisque elaborar uma análise fundamentalista para 
cada companhia escolhida. Conclua o seu trabalho, elaborando um relatório que 
aponte as possíveis explicações para o comportamento dessas ações. 
Bom trabalho!
Resposta Comentada
Você deverá calcular, para cada empresa, os indicadores fundamentais 
apresentados nesta aula. Para tanto, deverá buscar informações sobre os setores 
de atuação das empresas escolhidas, inclusive sobre a estrutura operacional. 
Deverá levantar informações sobre planos de investimentos, grau de eficiência 
administrativa, financeira e produtiva, estratégias de marketing, capacidade 
tecnológica e outras informações que julgar relevantes. O uso de indicadores 
financeiros e de atividade, como também as análises vertical e horizontal 
contribuem muito no estudo das empresas. Precisará estudar o comportamento 
das ações no mercado e os acontecimentos conjunturais. Por fim, elaborar uma 
http://www.fundamentus.com.br/
síntese (por empresa) das informações obtidas, correlacionando os fatos, os 
dados e os resultados. 
Fim da resposta comentada
4. Processo de Avaliação 
Fonte - http://www.sxc.hu/photo/1149239 - Sanja Gjenero
Neste tópico, iremos conhecer alguns modelos básicos 
para cálculo do preço justo da ação, como também identificar a taxa de retorno 
requerida pelo investidor. Como já definido, o preço justo da ação refere-se ao seu 
valor intrínseco – valor estimado a partir do princípio de que o valor presente de uma 
ação é o resultado de seus benefícios futuros. 
O modelo básico de avaliação de um ativo pode ser definido com base no valor 
descontado dos fluxos de caixa. O processo de Avaliação, segundo Gitman (2010), 
une risco e retorno para determinar o valor de um ativo. Representa um processo 
relativamentesimples que pode ser aplicado às séries de fluxos de caixa esperados, 
para determinar seu valor em um dado instante de tempo. 
O valor de qualquer ativo é igual ao valor atual de todos os benefícios futuros que 
dele se espera obter. Os benefícios futuros esperados são geralmente medidos em 
termos de fluxo de caixa. O valor de uma ação é o valor presente do fluxo de 
dividendos futuros que o acionista espera obter. 
O modelo básico de desconto de fluxo de caixa é definido pelo valor presente de 
seus fluxos de caixa futuros. O investidor, quando opta por adquirir ações, tem a 
expectativa de ter ganho de capital, além do recebimento de dividendos. Logo, uma 
avaliação dessa situação – onde o investidor admite um período determinado para 
http://www.sxc.hu/photo/1149239
sua aplicação –, é realizada através da técnica de desconto de fluxo de caixa, 
conforme apresentado a seguir: 
 
P0=∑
t=1
n Dt
1+k t

Pn
1+k n
Onde: 
P0 = valor intrínseco ou preço justo;
Dt = dividendo esperado no final do ano t; 
Pn = preço de venda da ação ao final do período;
k = taxa de desconto que representa o retorno esperado.
Exemplificando: Suponha que você queira comprar ações da empresa Petrol S/A e 
que tenha estimado receber no final dos próximos três anos dividendos de R$4,00 
(ano 1), R$6,00 (ano 2) e R$8,00 (ano 3) por ação. Você acredita que conseguirá 
vender, no final do terceiro ano, suas ações por R$21,00 cada. Utilizando uma taxa 
de 22% ao ano, como taxa de retorno mínima anual desejada, calcule o valor máximo 
que você estaria disposto a pagar hoje por ação dessa companhia. 
Calculando: 
P0 = R$4,00 + R$6,00 + R$8,00 + R$21,00
 1,22 1,222 1,223 1,223
P0 = R$23,28 por ação
O valor máximo a ser pago por ação da empresa Petrol S/A é de R$23,28.
Boxe de Atenção 
Fonte - http://www.sxc.hu/photo/1201945 - Billy Alexander
A taxa de retorno mínima desejada pelo acionista representa a taxa 
de retorno exigida por ele, ou seja, a taxa que projeta a sua 
expectativa de retorno. Dessa forma, entende-se que essa taxa 
representa o custo de capital próprio da empresa emissora da ação. 
Assaf Neto (2006) coloca que uma empresa, ao captar recursos no 
http://www.sxc.hu/photo/983490
mercado acionário ou mesmo ao reter lucros, deve aplicá-los em investimentos que 
demonstrem viabilidade econômica, de forma que o retorno produzido possa 
remunerar os acionistas da empresa, conforme às suas expectativas. Caso contrário, 
haverá uma desvalorização do valor de mercado do ativo e, por consequência, 
diminuição da riqueza dos proprietários (acionistas).
Fim do boxe de atenção
Gitman (2010, p. 300) expõe que “o valor de uma ação é igual ao valor presente de 
todos os fluxos de caixa (dividendos) futuros que dela se esperam ao longo de um 
horizonte de tempo infinito“. O autor coloca que, do ponto de vista da avaliação, o 
que está sendo realmente negociado é o direito aos dividendos futuros. Então, 
apenas os dividendos são relevantes nesse processo, apesar do acionista conseguir 
realizar ganhos de capital ao vender suas ações por um valor maior do que o preço 
pago.
Pensando dessa forma e entendendo que a ação trata-se de um ativo que, 
teoricamente, perpetua-se, ele considera a seguinte equação:
 P0=
D1
1+k 1
D2
1+k 2. ..
D∞
1+k ∞
Simplificando...
 P0=∑
t=1
∞ Dt
1+k t
Onde: 
P0 = valor intrínseco ou preço justo;
Dt = dividendos esperados; 
k = taxa de desconto que representa o retorno esperado.
Um ativo perpétuo é aquele que fornece ao seu detentor, periodicamente, um fluxo 
de caixa por um tempo indeterminado. Como, teoricamente, ativos dessa natureza 
nunca deixa de gerar fluxo de caixa para o seu titular, esse tipo de investimento é 
interpretado com tendo prazo de duração infinito. Quando os fluxos de caixa são 
representados por valores iguais, sem variação do valor ao longo do tempo, são 
denominados de rendas perpétuas, ou matematicamente falando, sequência 
uniforme infinita. O valor atual dessa sequência uniforme infinita pode ser 
calculado, a partir da seguinte equação:
 P0=
D1
1+k 1
D1
1+k 2. ..
D1
1+k ∞
O segundo termo desta expressão é a soma dos termos de uma progressão 
geométrica infinita, tendo o primeiro termo a1 = D1/(1+k) e a razão q = 1/(1+k).
Considerando que a razão está entre 0 e 1 e que a soma destes termos (infinitos)
é dada por a1/(1-q), o valor atual (ou presente) é determinado, utilizando a 
seguinte equação simplificada:
 P0=
D1
1+k
1- 1/ 1+k 
 = P0=
D1
1+k
 k/ 1+k 
 = P0=
D1
 k 
Onde: 
P0 = valor atual ou preço justo;
D1 = valor do benefício esperado; 
k = taxa de desconto ajustada ao risco.
Vários autores de finanças (Lawrence Gitman, Eugene Brigham, Joel Houston, 
Richard Brealey, Stewart Myers, Alan Marcus, Stephen Ross, Randolph Westerfield, 
Jeffrey Jaff entre outros) abordam três modelos de desconto de dividendos, quando 
trata avaliação de ações - valuation. São eles: sem crescimento, com crescimento 
constante e com crescimento variável. 
 
 Modelo de desconto de dividendos sem crescimento - representa a 
abordagem mais simples. Supõe que as ações da empresa oferecem dividendos de 
valores iguais e perpétuos sem a perspectiva de crescimento. O cálculo de seu valor 
é representado pela seguinte equação:
 P0=
D1
 k
Onde: 
P0 = valor atual ou preço justo;
D1 = valor do dividendo esperado; 
k = taxa de desconto, ajustada ao risco.
 Modelo de desconto de dividendos com crescimento constante - ou Modelo 
de Gordon é considerado de abordagem mais frequente. Esse modelo supõe que os 
dividendos previstos cresçam a uma taxa constante por um período indeterminado. 
Porém, a aplicação deste modelo exige que a taxa de crescimento constante seja 
menor que a taxa de desconto, ajustada ao risco (taxa de retorno exigida). Assim o 
valor da ação pode ser estimado da seguinte forma:
 P0=
D1
 k - g
Onde: 
P0 = valor atual ou preço justo da ação;
D1 = valor do dividendo esperado – considerando, D1 = D0 x (1 + g)1 ; 
k = taxa de desconto ajustada ao risco ou taxa de retorno exigida;
g = taxa de crescimento. 
Verbete
Modelo de Gordon: Denominação dada em homenagem a Myron Gordon que 
popularizou o modelo. 
Fonte: Brealey, Myers e Marcus (2003)
Fim de verbete
Boxe Explicativo 
Fonte imagem- http://www.sxc.hu/photo/1084673 - Diego Medrano
Taxa de Crescimento - g 
O valor de crescimento dos lucros em determinado intervalo de 
tempo pode ser definido como o retorno produzido pela parcela dos resultados 
retidos e reinvestidos pela companhia. Assim o LPA projetado é igual a soma do 
LPA realizado e o valor de crescimento. Expressando em termos percentuais, a taxa 
de crescimento pode ser estimada a partir do produto entre a taxa de retorno 
produzida pelo lucros retidos (decimal) e o percentual de reinvestimento do lucro (1 – 
payout), também decimal). 
 g = (1 – pay-out) x retorno produzido pelo lucros retidos 
Fim do boxe explicativo
 Modelo de crescimento variável ou inconstante - esse modelo supõe variações 
na taxa de crescimento dos dividendos. Algumas companhias crescem a taxas 
rápidas e irregulares por um período de tempo e depois estabilizam esse 
crescimento. Dessa forma, o valor da ação pode ser calculado da seguinte maneira:
 P0=
D1
1+k 1
D2
1+k 2. ..
Dn
1+k n
[ Dn+1
 k - g2 n
x
1
1+k n ] 
Onde: 
P0 = valor atual ou preço justo da ação;
D = valor do dividendo esperado, conforme período indicado; 
k = taxa de descontoajustada ao risco ou taxa de retorno exigida;
g2 = taxa de crescimento. 
http://www.sxc.hu/photo/983490
Num processo de decisão de investimento, o valor calculado (valor atual ou preço 
justo da ação) deve ser confrontado com o valor de negociação da ação no mercado. 
Diferenças que venham ocorrer nesses valores podem ser justificadas pelo fato dos 
investidores não apresentarem expectativas idênticas com relação aos benefícios 
esperados. A leitura que se faz é que quando o preço justo calculado é maior que o 
valor de negociação, o papel está subavaliado para o mercado. Neste sentido, uma 
ação estando subavaliada, recomenda-se a compra ou superavaliada, recomenda-se 
a venda.
Figura 11.3: A base de dados e informações, utilizadas no processo de análise e 
avaliação, deve ser fidedigna. Dessa forma, as chances de erro diminuem.
Fonte - http://www.sxc.hu/photo/1209643 – sem autor 
Atividade 3 - Atende ao Objetivo 3.
A Companhia BBC está passando por um momento de rápido crescimento em 
função de recentes investimentos realizados. Ela espera que os lucros e os 
dividendos cresçam a uma taxa de 20% nos próximos dois anos, a 15% no 
terceiro ano e a uma taxa constante de 10% por um período indeterminado. 
Supondo que o último valor pago, relativo a dividendos foi de R$6,00 por ação e a 
taxa de retorno exigida da ação seja de 13%, determine o valor da ação hoje. 
Resposta Comentada
http://www.sxc.hu/photo/1209643
Um passo de cada vez...
Fórmula: P0=
D1
1+k 1
D2
1+k 2. ..
Dn
1+k n
[ Dn+1
 k - g2 n
x
1
1+k n ] 
1° Calcular os dividendos futuros esperados.
Período (n) Valor do dividendo (R$)
0 6,00 (D0)
1 6,00 x 1,20 = 7,20 (D1)
2 7,20 x 1,20 = 8,64 (D2)
3 8,64 x 1,15 = 9,94 (D3)
4 9,94 x 1,05 = 10,44 (D4)
 
2° Calcular os valores presentes, correspondentes a esses benefícios futuros, 
considerando apenas o período limitado de crescimento (os três primeiros anos). 
P0 = R$7,20 + R$8,64 + R$9,94 
 1,13 1,132 1,133 
P0 = R$6,37 + R$6,77 + R$6,89 
P0 = R$20,03 por ação considerando apenas os três primeiros anos.
3° Calcular o valor presente, aplicando o modelo de crescimento constante ou 
Modelo de Gordon para o período anterior – ano três – e depois calcular (descontar) 
para o valor de hoje – ano zero (esse modelo, crescimento constante, supõe que os 
dividendos previstos cresçam a uma taxa constante por um período indeterminado).
P3 = R$10,44 x 1 
 0,13 – 0,05 1,133 
P0 = R$130,50 x 0,693050 = R$90,44 por ação considerando o período infinito de 
crescimento.
4° Somar os valores encontrados nos passos 2 e 3.
P0 = R$20,03 + R$90,44 
P0 = R$110,47 
O valor máximo a ser pago por ação da empresa BBC hoje é de R$110,47.
Fim da resposta comentada 
Atividade Final - Atende a todos os objetivos. 
Das afirmações que vêm a seguir, umas são falsas (F); outras, verdadeiras (V). 
Examine-as com atenção e, segundo seu entendimento, assinale V ou F. 
( ) A análise do comportamento do preço de ações pode ser realizada, a partir de 
dois enfoques: análise técnica ou gráfica e análise fundamentalista. 
( ) A análise técnica trata-se da observação e avaliação do desempenho econômico 
e financeiro da companhia emissora da ação, como também na observação e análise 
de eventos políticos, econômicos e sociais de âmbito global que possam, de alguma 
forma, influenciar no comportamento de variáveis que afetem o preço das ações. 
( ) O valor intrínseco de um ativo é o valor resultante das negociações de 
mercado.
( ) O modelo básico de avaliação de um ativo pode ser definido com base no valor 
de descontado dos fluxos de caixa.
( ) São considerados indicadores fundamentalistas o índice preço/lucro e o pay-
out. 
( ) O modelo de desconto de dividendos com crescimento inconstante representa 
um enfoque de avaliação que não permite variações na taxa de crescimento dos 
dividendos. 
Resposta Comentada 
(F) Resposta falsa! 
(V) Sim, resposta verdadeira! A análise técnica estima o comportamento futuro dos 
preços de ativos, a partir da observação de resultados passados (valor e volume 
negociados) e a análise fundamentalista está baseada na determinação do valor 
intrínseco da ação.
(F) Resposta falsa! O valor intrínseco é o valor baseado no princípio de que o valor 
presente de um ativo é o resultado dos retornos futuros que serão obtidos com o 
investimento. 
(F) Resposta falsa! A análise fundamentalista trata-se da observação e avaliação do 
desempenho econômico e financeiro da companhia emissora da ação, como 
também na observação e análise de eventos políticos, econômicos e sociais de 
âmbito global que possam, de alguma forma, influenciar no comportamento de 
variáveis que afetem o preço das ações. 
(F) Resposta falsa! 
(V) Resposta verdadeira! Os benefícios futuros esperados, são geralmente medidos 
em termos de fluxo de caixa. O valor de uma ação é o valor presente do fluxo de 
dividendos futuros que o acionista espera obter.
(V) Resposta verdadeira! Os indicadores fundamentalistas relacionam o 
desempenho da companhia com o preço da ação no mercado, por meio dos 
números gerados pelas empresas, são exemplos: lucro por ação, valor de 
mercado, índice preço/lucro, dividend yield, pay-out e valor patrimonial por ação. 
(F) Resposta falsa! O modelo de desconto de dividendos com crescimento 
inconstante representa um enfoque de avaliação que assume variações na taxa de 
crescimento dos dividendos.
Fim da resposta comentada
Resumo
Um investidor deve analisar as expectativas dos rendimentos prováveis, provenientes 
de sua aplicação financeira. A análise do comportamento do preço de ações pode 
ser realizada, a partir de dois enfoques: análise técnica ou gráfica e análise 
fundamentalista. 
A análise técnica estima o comportamento futuro dos preços de ativos, a partir da 
observação de resultados passados (valor e volume negociados). Os analistas 
buscam entender os fatores que influenciam na procura e oferta dos ativos no 
mercado e a evolução de suas cotações, assim avaliam e projetam o desempenho 
futuro de seus preços. Essas informações são relevantes do ponto de vista de 
melhor momento para a compra e venda da ação. 
A análise fundamentalista está baseada na determinação do valor intrínseco da ação. 
Trata-se da observação e avaliação do desempenho econômico e financeiro da 
companhia emissora da ação, como também na observação e análise de eventos 
políticos, econômicos e sociais de âmbito global que possam, de alguma forma, 
influenciar no comportamento de variáveis que afetem o preço das ações. 
O processo de avaliação de ações constitui-se no cálculo de um valor intrínseco 
para o ativo, como também na determinação da taxa de retorno que se espera 
obter com o investimento. 
Os indicadores fundamentalistas relacionam o desempenho da companhia com o 
preço da ação no mercado, por meio dos números gerados pelas empresas. 
Esses indicadores revelam o comportamento da organização em relação ao 
mercado e a percepção dos investidores em relação a diversas companhias de 
setores e tamanhos diferentes, proporcionando apoio às decisões financeiras, 
tomadas por analistas de mercado, acionistas e investidores em geral. Foram 
citados nesta aula: lucro por ação, valor de mercado, índice preço/lucro, dividend 
yield, pay-out e valor patrimonial por ação.
O modelo básico de avaliação de um ativo pode ser definido com base no valor de 
descontado dos fluxos de caixa. Os benefícios futuros esperados são geralmente 
medidos em termos de fluxo de caixa. O valor de uma ação é o valor presente do 
fluxo de dividendos futuros que o acionista espera obter. São considerados três 
modelos de desconto de dividendos. São eles: modelo sem crescimento, modelo 
com crescimento constante e modelo com crescimento variável. 
Informações sobre a próximaaula
Na próxima aula, iremos iniciar o estudo das variáveis risco e retorno no âmbito do 
mercado financeiro. Até lá!
Referências Bibliográficas
ASSAF NETO, Alexandre. Mercado Financeiro. 7ª ed. São Paulo: Atlas, 2006. 
AZEVEDO, Hugo Daniel de Oliveira. 500 Perguntas (e respostas) Avançadas 
de Finanças: para profissionais de mercado. Rio de Janeiro: Campus/Elsevier, 
2007. 
BREALEY, Richard A.; MYERS, Stewart C.; MARCUS, Alan J. Fundamentos da 
Administração Financeira. 3ª ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill Irwin, 2003. 
BRIGHAM, Eugene F.; HOUSTON, Joel F. Fundamentos da Moderna 
Administração Financeira. Rio de Janeiro: Campus, 1999. 
CHEROBIM, Ana Paula M. Szabo; LEMES E JÚNIOR, Antônio Barbosa; RIGO, 
Cláudio Miessa. Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas 
brasileiras. 2ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. 
GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira. 12ª ed. 
São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2010. 
HAZZAN, Samuel; POMPEO, José Nicolau. Matemática Financeira. 6ª ed. 
São Paulo: Saraiva, 2007. 
HARSHBARGER, Ronald J.; REYNOLDS, James J. Matemática Aplicada: 
administração, economia, ciências sociais e biológicas. 7ª ed. São Paulo: 
McGraw-Hill, 2006. 
ROSS, Stephen A.; WESTERFIELD, Randolph W.; JAFFE, Jeffrey F. 
Administração Financeira. São Paulo: Atlas, 1995. 
TOSTES, Marcello et al. Glossário de temos econômicos e financeiros. 2ª ed. 
Rio de Janeiro: SBERJ, 1999.
Sites:
http://pt.wikipedia.org/wiki
http://web.infomoney.com.br 
http://www.bmfbovespa.com.br
http://www.fundamentus.com.br
http://www.sxc.hu/
http://www.bmfbovespa.com.br/pt-br/educacional/iniciantes/mercados-de-derivativos/o-que-sao-derivativos/o-que-sao-derivativos.aspx?idioma=pt-br
http://www.cblc.com.br/cblc/hotsites/TesouroDireto/player.asp
http://web.infomoney.com.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_das_Sociedades_por_A%C3%A7%C3%B5es
CEDERJ – CENTRO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR A DISTÂNCIA
DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
CURSO: Administração DISCIPLINA: Sistema 
Financeiro
CONTEUDISTA: Selma Velozo Fontes
Designer Instrucional: Karin Gonçalves 
Aula 12
Risco, retorno e investidor
Meta 
Apresentar o conceito de risco e sua dimensão, focando investimentos no âmbito do 
mercado financeiro e abordar a relação existente entre risco, retorno e investidores.
Objetivos
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de:
1. definir o conceito de risco e retorno, e estabelecer a relação entre eles;
2. identificar a diferença entre o risco sistemático e não sistemático, a partir da 
observação de diversos eventos; 
3. descrever a relação investidor e risco/retorno, conforme teoria da preferência.
1. Introdução
Estamos iniciando mais uma aula e nela iremos conhecer um pouco sobre risco e 
retorno, e como essas variáveis impactam na decisão de um investidor. Ou seja, 
vamos estudar como um investidor ou uma unidade tomadora de decisão pode 
melhor escolher sua composição de investimentos, a partir de sua expectativa de 
satisfação em termos de riscos incorridos e retornos esperados. Essas variáveis 
fazem parte do cenário em que se encontra a dinâmica dos mercados financeiros, 
afetando, de alguma forma, os investidores e as instituições. 
Quando pensamos no conceito amplo e geral de risco, nós nos remetemos a 
nossa própria existência e verificamos que convivemos lado a lado com ele. 
Figura 12.1: O risco faz parte do dia a dia do ser humano e em todos os seus 
âmbitos, seja profissional, acadêmico, familiar, no lazer etc. O que ocorre é que 
aprendemos a conviver com ele. Buscamos, normalmente, na maioria das 
situações o eliminar ou pelo mesmo reduzi-lo.
Fonte homens trabalhando: http://www.sxc.hu/photo/786215 - Julen Larruskain
Fonte locomotiva: http://www.sxc.hu/photo/910369 - Vasant Dave
Fonte skate: http://www.sxc.hu/photo/557879 - Luis Brito
Fonte escalador: http://www.sxc.hu/photo/898292 - Mono Bustos 
http://www.sxc.hu/photo/898292
http://www.sxc.hu/photo/557879
http://www.sxc.hu/photo/910369
http://www.sxc.hu/photo/786215
Fonte placa perigo eletricidade: http://www.sxc.hu/photo/770828 - Jason Antony
Fonte mergulhador: http://www.sxc.hu/photo/175555 - Alana Smith
Fonte placa perigo de afogamento: http://www.sxc.hu/photo/884094 - H Berends
Fonte dados: http://www.sxc.hu/photo/272176 - J. Henning Buchholz
Fonte bomba nuclear: http://www.sxc.hu/photo/201466 - Sergey Lebedev 
Esta aula irá apresentar o conceito de risco e sua dimensão, focando investimentos 
no âmbito do mercado financeiro e abordará a relação que os investidores esperam 
– suas preferências – em função de riscos incorridos e retornos esperados. 
O risco, considerando o enfoque proposto, representa a possibilidade de prejuízo 
financeiro ou a não realização de um resultado ou retorno esperado, proveniente de 
um dado investimento, durante um determinado período de tempo, ou seja, 
representa uma aposta perdida. Porém, existem técnicas e instrumentos que 
contribuem para sua mensuração, permitindo a identificação de seu grau, 
proporcionando possibilidade de escolha a partir de comparações e oferecendo 
maior segurança aos tomadores de decisão. 
Quer conhecer um pouco mais? Então, venha e pegue carona nesta aula!
2. O que é risco? O que é retorno?
2.1 - Conceituando risco
Risco caracteriza a possibilidade de perigo. Não é isso? Mas, perigo de quê? 
Poderia dizer que seria o perigo de não realização daquilo que se espera que 
aconteça, conforme expectativa ou planejamento.
Dentro do nosso campo de estudo – gestão –, esse suposto perigo pode ter sua 
medida estimada ou, melhor dizendo, pode ser quantificado. Mensurar o risco 
significa sinalizar e/ou atribuir um grau de perigo ou chances de erro na 
http://www.sxc.hu/photo/201466
http://www.sxc.hu/photo/272176
http://www.sxc.hu/photo/884094
http://www.sxc.hu/photo/175555
http://www.sxc.hu/photo/770828
concretização de uma determinada situação esperada, determinado evento ou 
mesmo a possibilidade que se espera de sucesso ou fracasso como resultado de 
uma decisão tomada. 
 
 
Figura 12.2: Fracasso? Sucesso? O que acontecerá? Paira no ar aquela incerteza.
Fonte : http://www.sxc.hu/photo/ 1010755 - Svilen Milev
Assaf Neto (2006, p. 206) expõe que “o risco é interpretado pelo nível de 
incerteza, associado a um acontecimento” (evento). 
Risco: possibilidade de prejuízo financeiro ou, mais formalmente, a variabilidade 
de retorno, associado a determinado ativo. (JÚNIOR, RIGO E CHEROBIN, 2005, 
p.123)
Gitman (2010, p.203) coloca que “risco é a chance de perda financeira.” O autor 
complementa que “ativos que apresentam maior chance de perda são 
considerados mais arriscados do que os que trazem uma chance menor. Em 
termos mais formais, risco é usado de forma intercambiável com incerteza em 
referência à variabilidade dos retornos associados a um determinado ativo.” 
O risco de um investimento pode ser mensurado, conforme apresentado na 
Aula 5, por medidas de dispersão. Os instrumentos mais comuns para 
mensuração do grau de dispersão de um investimento individual são desvio-
http://www.sxc.hu/photo/1010755
padrão, variância e coeficiente de variação.
 
O desvio-padrão é a medida de volatilidade representada pela raiz quadrada da 
variância. 
 Quadro 12.1: Desvio-padrão (refere-se ao Quadro 5.2, apresentado na Aula 5) 
Fórmula Características
S=∑i=1
n
 X i− X
−
2
n−1
Fórmula utilizada para calcular o desvio-padrão de 
um conjunto de observações, assumindo dados 
provenientes de uma amostra. 
σ=∑i=1
n
 X i− X
−
2
n
Expressão usada no cálculo do desvio-padrão de um 
conjunto de observações que trata dados 
provenientes de uma população. 
S=∑i=1
n
 X i− X
−
2× f
i
n−1
Fórmula utilizada para calcular o desvio-padrão de 
um conjunto de valores agrupados, em uma tabela 
de distribuição de frequência.
Definição das variáveis:
S = desvio-padrão, proveniente de dadosdeterminísticos amostrais;
σ = desvio-padrão, proveniente de dados determinísticos populacionais;
 ∑= somatório dos valores observados;
f = frequência;
 n = número de observações; 
X = elementos observados; 
X = média da amostra de elementos observados;
N – 1 = grau de liberdade – 1.
Fórmula para cálculo do coeficiente de variação (CV), conforme Aula 5:
 C V = desvio-padrão / X
2.2 - Conceituando retorno
Retorno é o resultado que se tem ou espera-se obter, proveniente de uma dada 
ação (aplicação realizada). Conceituando em termos financeiros (nosso objetivo), 
seria o resultado – satisfatório ou não satisfatório – de um determinado 
investimento, realizado durante um certo período de tempo previsto. 
Como mencionado, o resultado pode ser satisfatório ou 
não satisfatório. Ou seja, pode ser representado por ganhos ou 
perdas financeiras. 
Fonte - http://www.sxc.hu/photo/1222896 - Ivan Prole
Segundo Júnior, Rigo e Cherobin (2005, p.123), “retorno é o total de ganhos ou 
perdas de um proprietário ou aplicador sobre investimentos realizados. Refere-se 
a variações no valor dos ativos e das distribuições de lucros.”
Conforme Gitman (2010, p. 204), “retorno é o ganho ou prejuízo total que se tem 
com um investimento, ao longo de um determinado período de tempo.” O autor 
expõe a definição para o retorno obtido sobre qualquer ativo e acrescenta que o 
retorno “costuma ser medido como distribuições de caixa durante o período mais 
a variação de valor, este, expresso como porcentagem do valor do investimento 
no início do período.” 
Expressão algébrica para cálculo de retornos:
K = (Vt – Vt-1 + Cxt) / Vt-1
Definição das variáveis:
K = retorno esperado;
Vt = Valor do investimento no tempo t;
 Vt-1 = Valor do investimento no tempo t – 1;
Cxt = caixa ou fluxo de caixa recebido, relativo ao investimento no tempo t.
 
A apresentação do conceito de risco e retorno revela a relação 
http://www.sxc.hu/photo/1222896
existente entre eles e a tomada de decisão do investidor. Torna-
se claro que o nível de risco que o investidor ou tomador de 
decisão irá assumir está vinculado ao retorno que se espera 
obter. Esta é a visão racional da relação risco, retorno e 
investidor. 
Fonte - http://www.sxc.hu/photo/967211 - Ove Topfer
Atividade 1 - Atende ao Objetivo 1.
Observe as imagens a seguir:
Parte 1 
Fonte investindo - http://www.sxc.hu/photo/729164 - Thomas Picard
Fonte perigo - http://www.sxc.hu/photo/1211061 - Sigurd Decroos
Fonte 100% - http://www.sxc.hu/photo/980837 - Gabriella Fabbri
Fonte túnel - http://www.sxc.hu/photo/243760 - Collwyn Cleveland
 Parte 2 
Fonte setas - http://www.sxc.hu/photo/1269963 - Svilen Milev
Fonte interrogações - http://www.sxc.hu/photo/1238452 - Chris Baker
Fonte dados - http://www.sxc.hu/photo/1125112 - Ayhan YILDIZ
Fonte seta - http://www.sxc.hu/photo/1131300 - Sigurd Decroos
http://www.sxc.hu/photo/1131300
http://www.sxc.hu/photo/1125112
http://www.sxc.hu/photo/1238452
http://www.sxc.hu/photo/243760
http://www.sxc.hu/photo/980837
http://www.sxc.hu/photo/1211061
Agora estabeleça uma correlação entre as imagens apresentadas na Parte 1 com 
as da Parte 2. Você poderá realizar mais de uma correlação, utilizando a Parte 1. 
Ao correlacionar, seja fiel à teoria apresentada, nesta primeira parte da aula. 
Utilize o quadro abaixo para organizar a tarefa proposta.
Nota: Cada figura da Parte 1 pode correlacionar com mais de uma imagem da 
Parte 2.
Quadro de correlação de imagens 
A imagem da Parte 1 Correlaciona com A imagem da Parte 2
Correlaciona com
Correlaciona com
Correlaciona com
Correlaciona com
Descreva as relações que você considerou, ao realizar as combinações.
Resposta Comentada
O aluno deverá estabelecer as relações, conforme os conceitos apresentados 
risco e retorno, revelando sua percepção diante das situações que as figuras 
representadas na Parte 1 revelam e suas possíveis consequências representadas 
pelas figuras da Parte 2.
Quadro de correlação de imagens 
A imagem da Parte 1 Correlaciona com A imagem da Parte 2
investindo Correlaciona com dados
perigo Correlaciona com seta
100,00% Correlaciona com setas
túnel Correlaciona com interrogações
A correlação “investindo” com “dados” retrata a possibilidade de diversos 
resultados que um investimento pode realizar. 
Observe que a “seta” que correlaciono com a imagem “perigo” indica 
decrescimento. Sinaliza prejuízo. Perigo, nesta situação, revela a possibilidade de 
prejuízo financeiro.
Relaciono “100%” a “setas”, uma vez que o termo remete ao entendimento de 
ganhos satisfatórios. Setas apontadas para cima, em finanças, representam 
entradas de recursos ou saldo positivo – tendo em vista fluxos de caixa líquidos.
E por fim, relaciono a imagem do “túnel” com a imagem “interrogações”. Pois 
ambas as figuras remetem a ideia de incerteza, inerente ao conceito de risco. 
Fim da resposta comentada
3. Risco e sua dimensão 
O risco de prejuízo, proveniente de aplicação em ativos, representa um conceito 
que envolve fatores de risco conjunturais globais de ordem política, econômica e 
social, como também fatores de risco específicos, relacionados ao emissor do 
ativo.
O risco, relativo a fatores conjunturais, é comumente chamado de risco 
sistemático. A natureza desse risco é representada pelo reflexo de ocorrências de 
variados eventos que provocam repercussão positiva ou negativa por todos os 
mercados, afetando assim diversos ativos em proporções diferenciadas. 
Um exemplo típico desse tipo de risco é a própria inflação (leia mais sobre ela no 
boxe a seguir). Teoricamente, a variação da inflação afeta toda uma população, 
porém em proporções diferentes. Partindo do princípio que cada consumidor 
apresenta hábitos pessoais e preferências específicas pelo consumo de 
determinados bens e serviços que não estão vinculados necessariamente a sua 
renda, mas sim ao seu gosto e preferência pessoal. 
Figura 12.3: Os indivíduos de uma população apresentam diferentes perfis de 
consumo de bens e serviços. 
Fonte - http://www.sxc.hu/photo/604006 - Yez's
Assim acontece com os ativos no mercado. Todos são impactados pelo risco de 
sistema, ou melhor dizendo, risco sistemático. Entretanto, cada qual com sua 
proporção, conforme seu grau de sensibilidade a esses fatores sistemáticos. 
Boxe Explicativo
Fonte caneta- http://www.sxc.hu/photo/705376/ - Vince Petaccio
Fonte do i – http://www.sxc.hu/photo/959917/ - Jaylopez’s 
Conhecendo um pouco mais...
A inflação, em síntese, representa o aumento generalizado do nível médio de preço 
no mercado. Seu índice oficial (IPCA - Índice Nacional de Preços ao Consumidor 
Amplo) é medido pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
 
http://www.sxc.hu/photo/959917/
http://www.sxc.hu/photo/705376/
http://www.sxc.hu/photo/604006
O Sistema Nacional de Preços ao Consumidor – SNIPC, conforme site do IBGE, 
realiza a produção sistemática e contínua de índices de preços ao consumidor. Tem 
como unidade de coleta a concessionária de serviços públicos, domicílios para 
levantamento de aluguel, estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços. A 
população-objetivo para determinação desse indicador abrange as famílias com 
rendas mensais compreendidas entre 1 e 40 salários-mínimos, de qualquer fonte 
pagadora, e residentes nas áreas urbanas das regiões metropolitanas de Belém, 
Recife, Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e 
Porto Alegre, Brasília e município de Goiânia. O período de coleta do índice estende-
se, em geral, do dia 01 a 30 do mês de referência. O IPCA é o índice oficial de 
inflação do governo.
Fonte: 
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/inpc_ipca/defaultinpc.s
htm
Fim do boxe explicativo
BoxeAs instituições que têm posição liquida 
positiva de caixa aplicam recursos e instituições com posição negativa captam 
recursos para fecharem seu caixa.
Conforme Fortuna (2002), as operações realizam-se fora do âmbito do Banco 
Central, são isentas de impostos e não têm contrato. As transações são boletadas 
e registradas por meio eletrônico, nos sistemas das instituições envolvidas e na 
Central de Custódia e Liquidação de Títulos Privados. Os prazos são normalmente 
de um dia para o pré-fixado e de 30 dias, para o pós-fixado, porém podem ser 
negociados com prazos maiores. 
http://www.bb.com.br/docs/pub/voce/dwn/CartilhaCDB.pdf
O CDI de um dia, pré-fixado, é conhecido como CDI over ou DI – Depósito 
Interfinanceiro – e estabelece um padrão de taxa média que indica a expectativa de 
custo das reservas bancárias para o dia seguinte do fechamento das operações. O 
CDI de no mínimo 30 dias, pós-fixado, tem como base de remuneração a TR ou a 
TJLP, para os de prazo de 60 dias o índice base é a TBF e para os de prazo 
mínimo de um ano a base de remuneração é o índice geral de preços. 
Verbete
TJLP – A Taxa de Juros de Longo Prazo foi criada para estimular os 
investimentos nos setores de consumo e infraestrutura. Essa taxa é válida para 
operações de longo prazo e seu prazo de vigência é de três meses. Vem sendo 
aplicada nas linhas de financiamento, geridas pelo BNDES – Banco Nacional de 
Desenvolvimento Econômico e Social, na remuneração de recursos do FAT – 
Fundo de Amparo ao Trabalhador, PIS/PASEP – Programa de Integração 
Social/Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, FMM – Fundo 
de Marinha Mercante. 
TBF – A Taxa Básica Financeira representa uma taxa futura de juros dos títulos de 
renda fixa do mercado financeiro que transmite aos agentes econômicos um perfil 
sobre o comportamento dos juros previstos para os próximos trinta dias. Essa taxa 
foi criada em junho de 1995, por meio da Resolução nº. 2.071 do BACEN, com o 
intuito de prolongar o perfil das aplicações financeiras e apresenta remuneração 
superior a Taxa Referencial – TR, por não incluir em seu cálculo o redutor. 
Fim de verbete
2.1.3 - Letras de Câmbio
As Letras de Câmbio são títulos de captação específicos das sociedades de 
financiamento, investimento e crédito que são emitidas, a partir de operações 
comerciais. A colocação desse título é denominada saque, pois através dele o 
sacador – devedor – emite uma ordem de pagamento ao sacado – instituição 
financeira –, que a partir do aceite, assume a obrigação de pagar ao investidor – 
beneficiário ou credor específico – determinada quantia no vencimento fixado.
Boxe Explicativo
Fonte caneta- http://www.sxc.hu/photo/705376/ - Vince Petaccio
Fonte do i - http://www.sxc.hu/photo/959917/ - Jaylopez's 
Colocando os pingos nos is...
Os agentes envolvidos na operação de câmbio são o emitente ou sacador que é o 
devedor; a instituição financeita que é o aceitante ou sacado e o beneficiário que 
representa a pessoa jurídica ou física investidora que adquire do título, ou seja, a 
Letra de Câmbio. 
Fim do boxe explicativo
A Letra de Cambio é um título de crédito protestável e sujeito à ação cambial, 
quando não realizado o pagamento da obrigação. A instituição financeira tem o 
compromisso de pagar ao beneficiário o valor definido na Letra de Câmbio na 
data de vencimento, porém o emitente mantém-se subsidiariamente responsável 
pelo pagamento do título. 
Verbete
Ação Cambial – Procedimento que caracteriza a ação executiva para cobrança 
de título cambiário. 
Fim de verbete 
Boxe de Atenção
http://www.sxc.hu/photo/959917/
http://www.sxc.hu/photo/705376/
Letra de Câmbio 
A Letra de Câmbio é uma ordem de pagamento e deve apresentar os seguintes 
requisitos, a saber: 
 I. A denominação “letra de câmbio” ou a denominação equivalente na língua 
em que for emitida.
 II. A soma de dinheiro a pagar e a espécie de moeda.
 III. O nome da pessoa que deve pagá-la. Esta indicação pode ser inserida 
abaixo do contexto.
 IV. O nome da pessoa a quem deve ser paga. A letra pode ser ao portador e 
também pode ser emitida por ordem e conta de terceiro. O sacador pode desig-
nar-se como tomador.
 V. A assinatura do próprio punho do sacador ou do mandatário especial. A 
assinatura deve ser firmada abaixo do contexto.
Apenas será considerada Letra de Câmbio o título que cumprir todos os requisitos 
mencionados, anteriormente. A data do pagamento ao beneficiário do título deve 
ser precisa, uma e única para o total da soma cambial. 
Fonte - http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1900-1909/D2044.htm
Fim do boxe de atenção
2.1.4 - Cédulas de Debêntures 
As Cédulas de Debêntures são títulos mobiliários de captação que permitem a 
seu emitente – bancos comerciais, bancos de desenvolvimento, bancos de 
investimento e bancos múltiplos – adquirir recursos, tendo como garantia o 
penhor de debêntures lançadas por outras organizações. A rentabilidade e o 
prazo das Cédulas de Debêntures não são os mesmos das debêntures que lhes 
deram origem, o que transforma esses títulos mobiliários em forte instrumento de 
captação de recursos, uma vez que a instituição financeira pode subscrever 
debêntures de algumas organizações e posteriormente lançar cédulas de 
debêntures para obter recursos.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1900-1909/D2044.htm
Verbete
Penhor – Conforme Tostes (1999, p.60), penhor representa entrega de bem 
móvel, por parte de um devedor/tomador ao credor, como garantia de pagamento 
de uma obrigação. Se a dívida não for paga no prazo estipulado, o credor executa 
o bem penhorado. 
Fim de verbete
Segundo Fortuna (2002), as Cédulas de Debêntures permitem criar um mercado 
secundário para as debêntures existentes nas carteiras das instituições. Permite 
também a inclusão de pequenos investidores nesse mercado, aumentando assim 
a liquidez de mercado desses títulos.
Boxe de Atenção
 O que são Debêntures?
Conforme Assaf Neto (2006, p. 139 e 140), debêntures são:
Títulos de longo prazo, emitidos por companhias de capital aberto e destinados, 
geralmente, ao financiamento de projetos de investimentos (fixo e giro) ou para 
alongamento do perfil de endividamento das empresas. Constitui-se, em essência, 
num instrumento no qual o tomador de recursos (emitente do título) promete pagar 
ao aplicador (debenturista) o capital investido, acrescido de juros em determinada 
data previamente acertada.
As debêntures possuem geralmente prazo de vencimento determinado. Entretanto, 
estes títulos podem também ser emitidos com duração indeterminada.
Esses títulos apresentam formas diferentes de garantias, as mais comuns são: 
• garantia real – todos os ativos da sociedade emissora são dados como 
garantia aos investidores;
• garantia flutuante – investidores assumem uma prioridade geral sobre os ativos 
da sociedade emissora; 
• garantia quirografária (Conforme Tostes (1999, p.64), quirografário 
representa credor sem nenhuma preferência, privilégio ou garantia no pagamento 
de seu crédito.) – os investidores não têm preferência sobre os ativos da sociedade 
emissora;
• garantia subordinada – em caso de liquidação da sociedade emissora, os 
debênturistas terão privilégios, relação aos acionistas, para reembolso do capital 
aplicado.
Fim do boxe de atenção
 
2.1.5 - Letras Hipotecárias
As Letras Hipotecárias são títulos de captação, usados pelas instituições 
financeiras autorizadas a financiar linhas de crédito imobiliário, ou seja, 
instituições que atuam na concessão de financiamentos habitacionais. Conforme 
Fortuna (2002), as Letras Hipotecárias são emitidas com taxas de juros prefixadas 
e pós-fixadas em TR, TJLP ou TBF com prazo mínimo de 180 dias.
 
As Letras Hipotecárias normalmente atraem investidores de alta renda e com 
perfil mais conservador, pois exigem aplicações de alto valor que combinam boaMultimídia
Para conhecer um pouco mais sobre IPCA e outros índices, 
produzidos pelo IBGE, visite o site . 
Lá você encontrará manuais, artigos, pesquisas e diversos outros materiais que 
poderão lhe proporcionar melhor compreensão sobre a estruturação de 
indicadores. Dê uma chegadinha por lá, é sempre bom aprender algo mais! 
Fonte da imagem - http://www.sxc.hu/photo/1172174 - Svilen Milev
Fim do boxe multimídia
O outro tipo de risco é o não sistemático. Esse risco surge a partir de fatores de 
específicos relacionados ao emissor do ativo, inclusive ao setor de atuação. 
Como, por exemplo, ineficiência operacional. A ineficiência operacional pode gerar 
aumento de custos, problemas ambientais, tal como poluição do Meio Ambiente, 
comprometimento da credibilidade empresarial, entre outros problemas que 
afetam a imagem da empresa ou setor de atuação, provocando a desagregação 
http://www.sxc.hu/photo/1172174
http://www.ibge.gov.br/home/
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/inpc_ipca/defaultinpc.shtm
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/inpc_ipca/defaultinpc.shtm
de valor da instituição e, por conseguinte, a desvalorização de seus ativos. 
Dessa forma, o conceito de risco que esta aula trata representa a soma desses 
dois tipos de riscos mencionados, o risco não sistemático e risco sistemático. A 
parte do risco total considerada como risco sistemático também é chamada de 
risco não diversificável, uma vez que não é possível eliminá-lo completamente por 
meio da diversificação de ativos, considerando que fatores conjunturais atingem 
todos os ativos de mercado. Já o risco não sistemático, aquele específico ao 
emissor e ao seu setor de atividade, é possível de ser eliminado através da 
formação de uma carteira de ativos, tecnicamente montada – conteúdo a ser 
abordado na próxima aula.
Atividade 2 - Atende ao Objetivo 2.
Agora que você terminou a leitura dessa seção, viaje pela rede para ampliar o seu 
conhecimento. Mergulhe fundo e depois relacione, nas linhas que seguem, 
diferentes eventos que possam caracterizar o risco sistemático e o risco 
não sistemático – não esqueça de fazer a identificação do tipo de risco e, quando 
necessário, do ativo ou investimento específico ao evento. Depois faça um breve 
comentário de como esses eventos podem afetar os ativos que são 
transacionados nos mercados.
Faça uma boa viagem! 
Nota: recomendo o site do jornal Valor Econômico, o site da revista Carta Capital 
e o site da Hemeroteca Digital do INFOENER, nos endereços que seguem: 
http://www.valor.com.br/ 
http://www.cartacapital.com.br / 
http://infoener.iee.usp.br/scripts/infoener/hemeroteca/anteriores.asp
Você pode consultar qualquer outra fonte, mas fique atento! Busque sempre 
fontes seguras de informação. 
http://infoener.iee.usp.br/scripts/infoener/hemeroteca/anteriores.asp
http://www.cartacapital.com.br/
http://www.cartacapital.com.br/
http://www.valor.com.br/
Resposta Comentada
Para identificar o risco sistemático, você deverá pesquisar eventos de ordem 
conjuntural, relacionados à economia, à política e ao campo social. Deverá 
observar se os eventos geram impacto nos mercados financeiros e explicar como 
se procede a esse impacto. 
Para a identificação dos riscos não sistemáticos, você poderá consultar o setor 
econômico (pode consultar a Hemeroteca Digital do INFOENER, por exemplo, ou 
outras), como também os eventos relacionados a empresas específicas, como, 
por exemplo, a PETROBRAS. Deverá relatar os eventos encontrados, identificar e 
explicar os impactos gerados nos ativos em função desses eventos.
Fim da resposta comentada 
4. Posicionamento do investidor, quanto a sua preferência e satisfação, em 
relação à combinação de risco e retorno 
Os investidores, de modo geral, não apresentam a mesma tendência de 
comportamento em relação ao risco. Uns são mais arrojados e realizam 
investimentos com menor receio de ter prejuízo, pois vislumbram possibilidades de 
maiores ganhos. Já outros são mais conservadores, principalmente quando 
administram recursos de terceiros. Existem aqueles que são considerados 
moderados, diria um meio termo entre conservador e arrojado. Esses buscam 
segurança, mas estão dispostos a correr algum risco, desde que possam obter 
maiores ganhos. Leia mais sobre os perfis de investidores no boxe a seguir:
Boxe Explicativo 
Fonte imagem - http://www.sxc.hu/photo/1084673 - Diego Medrano
Conhecendo um pouco mais...
http://www.sxc.hu/photo/983490
Você conhece o seu perfil em relação ao risco? 
Será você arrojado? Ou quem sabe conservador? Pode ser que você apresente 
um perfil moderado... Que tal descobrir?
• Investidor conservador – busca a segurança e faz o possível para reduzir o 
risco de perdas, para isso, está disposto receber menor rentabilidade. Opções de 
investimentos: poupança, títulos públicos e fundos de curto prazo. 
• Investidor moderado – privilegia um equilíbrio entre segurança e 
rentabilidade e aceita correr um certo risco para que a quantia aplicada possa 
render um pouco mais do que os investimentos mais seguros. Opções de 
investimentos: fundos cambiais e fundos de renda fixa.
• Investidor arrojado - visa à rentabilidade e é capaz de correr grandes riscos, 
para que suas aplicações rendam o máximo possível. Opções de investimentos: 
fundos multimercado e ações.
É muito bom conhecer algumas regrinhas básicas sobre 
investimentos:
• Desconfie - não existe milagre no mercado, quanto maior a rentabilidade 
prometida, maior será o risco de perder dinheiro; 
• Evite aplicar recursos essenciais em investimento de alto risco; 
• Busque sempre informações, de fontes seguras, sobre suas aplicações; 
• Esteja sempre consciente e preparado para que possíveis prejuízos não 
provoquem grandes danos.
Fonte: 
http://www.portaldoinvestidor.gov.br/Investidor/Ondeinvestir/Qualomelhorinvestime
ntoparavoc%C3%AA/tabid/85/Default.aspx 
Fim do boxe explicativo
http://www.portaldoinvestidor.gov.br/Investidor/Ondeinvestir/Qualomelhorinvestimentoparavoc%C3%AA/tabid/85/Default.aspx
http://www.portaldoinvestidor.gov.br/Investidor/Ondeinvestir/Qualomelhorinvestimentoparavoc%C3%AA/tabid/85/Default.aspx
Como já mencionado, o investidor apresenta um perfil muito particular, quando se 
trata de risco. Mas, tratando-se das variáveis risco e retorno combinadas, há uma 
tendência racional, por parte do investidor, em visar ao máximo retorno em função 
de uma maior exposição ao risco. Ou, dentre alternativas de investimento que 
ofereçam o mesmo retorno, o investidor irá preferir aquela que apresentar o menor 
grau de risco. Desta forma, entende-se que o investidor racional irá atingir o seu 
mais alto grau de satisfação. 
Conforme a teoria de preferência do consumidor (aqui aplicada ao investidor), 
quando é traçada a escala de preferências, identificada pelo investidor, gera-se 
uma curva conhecida no campo da Microeconomia, como curva de indiferença. 
Essa curva reflete todas as combinações de alternativas de investimento que 
possam gerar o mesmo nível de satisfação (ou utilidade) a um investidor. Para 
descrever a preferência de um investidor em relação às combinações existentes 
igualmente desejáveis, pode-se traçar um conjunto de curvas de indiferença, 
denominado mapa de indiferença. 
Essa abordagem de representação da curva de indiferença visa avaliar a 
reação de um investidor de mercado diante de diferentes alternativas de 
investimentos, demonstrando aquelas capazes de satisfazer suas 
expectativas de risco/retorno. É um enfoque essencialmente comparativo, 
permitindo a visualização das preferências do investidor, diante do 
objetivo de maximização de sua satisfação (grau de utilidade). 
(ASSAF NETO, 2006, P. 209)
Boxe Explicativo
Teoria de preferência do consumidor 
Teoria microeconômica que estuda como os consumidores realizam suas 
escolhas. Pressupõe que cada consumidortem pleno conhecimento de toda 
informação importante para as suas decisões de consumo, conhece os produtos e 
serviços disponíveis, e de seu potencial de satisfazer seus desejos e 
necessidades. As pessoas preferem um produto ao outro, dessa forma o 
consumidor escolhe produtos e serviços que são acessíveis ao seu orçamento e 
seu objetivo é o de maximizar a sua satisfação. Disponível em: 
. Essa teoria 
aplicada à relação risco, retorno e investidor, assume o objetivo elementar de 
revelar como um investidor posiciona-se diante de aplicações financeiras que 
proporcionam diferentes combinações de risco e retorno.
Fim do boxe explicativo 
Teoricamente, qualquer ponto sobre a curva é indiferente para o investidor. 
A curva retrata as possíveis combinações de risco e retorno (quanto maior o risco, 
maior o retorno exigido).
Gráfico 12.1 - Curva de indiferença: preferências de um investidor em relação aos 
valores de risco e retorno, prometidos por um dado ativo.
Pedido para diagramação - Fazer gráfico similar ao exposto. Eliminar: E(R) e 
Retorno Esperado e informação na base da figura. Trocar M por X.
Fonte: Assaf Neto (2006, p. 209)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Prefer%C3%AAncia_do_consumidor
Gráfico 12.2 - Critério de seleção de investimento 
Pedido para diagramação - Fazer gráfico similar ao exposto. Eliminar: E(R) e 
informação na base da figura. Trocar D por A e A por D.
Fonte: Assaf Neto (2006, p. 210).
Analisando o Gráfico 12.2, podemos observar que o investimento B é preferível ao 
investimento D por apresentar, para um mesmo nível de risco, um maior retorno 
esperado. O investimento C, pelo mesmo critério descrito, é preferível ao 
investimento D, pois sugere menor risco para um mesmo retorno esperado. O 
investimento A, por seu lado, é superior a todos os demais, pois é capaz de 
oferecer o maior retorno esperado, para o mais baixo grau de risco.
Atividade 3 - Atende ao Objetivo 3.
Como a teoria da preferência do consumidor pode contribuir na identificação da 
melhor opção de investimento, do ponto de vista do tomador de decisão, tendo 
como conflito a relação risco incorrido e retorno esperado?
Resposta Comentada
A teoria da preferência do consumidor estuda como os consumidores decidem 
suas escolhas. Considera que o consumidor tem conhecimento de todas as 
informações relevantes, disponíveis no mercado, ou seja, conhece bem os 
produtos disponíveis e o seu potencial de satisfazer suas necessidades. A partir 
dessa concepção, o consumidor é capaz de escolher os produtos que são mais 
acessíveis ao seu orçamento e ao seu objetivo de utilidade (máxima satisfação). 
Do ponto de vista do investidor, a teoria objetiva, basicamente, identificar como 
um investidor posiciona-se diante de aplicações financeiras que ofereçam 
variadas combinações de risco incorrido e retorno esperado. Para decisões que 
envolvem a relação conflitante entre risco e retorno, o investidor define o seu 
objetivo de utilidade (máxima satisfação) que representa, diante de uma 
percepção racional, a busca da maximização do retorno e a minimização do risco. 
Fim da resposta comentada
Atividade Final - Atende a todos os objetivos. 
Das afirmações que vêm a seguir, umas são falsas (F); outras, verdadeiras (V). 
Examine-as com atenção e, segundo seu entendimento, assinale V ou F, 
justificando sua resposta. 
( ) Risco representa a possibilidade de prejuízo financeiro.
( ) O risco de prejuízo, proveniente de aplicação em ativos, representa um 
conceito que envolve fatores de risco conjunturais globais de ordem política, 
econômica e social. Por suas características, este tipo de risco caracteriza um 
risco diversificável.
( ) O risco de um investimento não pode ser mensurado.
( ) O risco não sistemático também é denominado de risco diversificável.
( ) O investidor apresenta um perfil muito particular, quando se trata de risco. 
Mas, em se tratando das variáveis risco e retorno combinadas, há uma tendência 
racional, por parte do investidor, em visar ao máximo retorno em função de uma 
maior exposição ao risco.
( ) A teoria da preferência, quando aplicada à relação risco, retorno e investidor, 
assume o objetivo elementar de revelar como um investidor posiciona-se diante 
de aplicações financeiras que proporcionam diferentes combinações de risco e 
retorno.
Resposta Comentada 
(V) Sim, resposta verdadeira! Risco representa a possibilidade de prejuízo financeiro 
em função das diversas possibilidades de resultados que um investimento poderá 
proporcionar em determinado período de tempo previsto. 
(F) Resposta falsa! O risco de prejuízo, proveniente de aplicação em ativos, 
representa um conceito que envolve fatores de ordem conjuntural, por este motivo 
é definido como risco sistemático e não diversificável. 
(F) Resposta falsa! O risco de um investimento pode ser mensurado por medidas 
de dispersão. Os instrumentos mais comuns para mensuração são desvio-padrão, 
variância e coeficiente de variação. 
(V) Resposta verdadeira! Por tratar-se de um tipo de risco, voltado para eventos 
específicos, relacionados ao emissor do ativo ou ao seu setor, é possível de ser 
reduzido ou até mesmo eliminado, a partir da formação de uma carteira eficiente de 
investimentos. 
(V) Resposta verdadeira! O investidor racional tem como máxima satisfação a 
maximização do retorno e a minimização do risco. 
(V) Resposta verdadeira! Para decisões que envolvem a relação conflitante entre 
risco e retorno, o investidor define o seu objetivo de utilidade (busca da máxima 
satisfação). 
Fim da resposta comentada
Resumo
Risco representa a possibilidade de prejuízo financeiro ou a não realização de um 
resultado ou retorno esperado, proveniente de um dado investimento, durante um 
determinado período de tempo. 
O risco de um investimento pode ser mensurado, conforme apresentado na 
Aula 5, por medidas de dispersão. Os instrumentos mais comuns para 
mensuração do grau de dispersão de um investimento individual são desvio-
padrão, variância e coeficiente de variação. 
O risco de prejuízo, proveniente de aplicação em ativos, representa um conceito 
que envolve fatores de risco conjunturais globais de ordem política, econômica e 
social (risco sistemático), como também fatores de risco específicos, relacionados 
ao emissor do ativo (risco não sistemático).
O investidor apresenta um perfil muito particular, quando se trata de risco. Mas, 
em se tratando das variáveis risco e retorno combinadas, há uma tendência 
racional, por parte do investidor, em visar ao máximo retorno em função de uma 
maior exposição ao risco. Ou, dentre alternativas de investimento que ofereçam o 
mesmo retorno, o investidor irá preferir aquela opção que apresentar o menor grau 
de risco. Desta forma, entende-se que o investidor racional irá atingir o seu mais 
alto grau de satisfação. 
A teoria da preferência, quando aplicada à relação risco, retorno e investidor, 
assume o objetivo elementar de revelar como um investidor posiciona-se diante de 
aplicações financeiras que proporcionam diferentes combinações de risco e 
retorno.
 
Informações sobre a próxima aula
Na próxima aula, iremos estudar risco e retorno de carteiras. Até lá! 
Referências Bibliográficas
ASSAF NETO, Alexandre. Mercado Financeiro. 7ª ed. São Paulo: Atlas, 2006. 
BREALEY, Richard A.; MYERS, Stewart C.; MARCUS, Alan J. Fundamentos da 
Administração Financeira. 3ª ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill Irwin, 2003. 
BRIGHAM, Eugene F.; HOUSTON, Joel F. Fundamentos da Moderna 
Administração Financeira. Rio de Janeiro: Campus, 1999. 
CHEROBIM, Ana Paula M. Szabo; LEMES E JÚNIOR, Antônio Barbosa; RIGO, 
Cláudio Miessa. Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas 
brasileiras. 2ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. 
GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira. 7ª ed.São Paulo: Harbra, 1997. 
GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira. 12ª ed. 
São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2010. 
TOSTES, Marcello et al. Glossário de temos econômicos e financeiros. 2ª ed. 
Rio de Janeiro: SBERJ, 1999.
Sites:
http://infoener.iee.usp.br/scripts/infoener/hemeroteca/anteriores.asp
http://pt.wikipedia.org/wiki
http://www.cartacapital.com.br / 
http://www.ibge.gov.br/home/
http://www.valor.com.br/ 
http://www.valor.com.br/
http://www.ibge.gov.br/home/
http://www.cartacapital.com.br/
http://www.cartacapital.com.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_das_Sociedades_por_A%C3%A7%C3%B5es
http://infoener.iee.usp.br/scripts/infoener/hemeroteca/anteriores.asprentabilidade com baixo risco. 
 
Boxe Explicativo
Rentabilidade e liquidez das Letras Hipotecárias
A rentabilidade das Letras Hipotecárias está associada ao valor nominal do 
financiamento, com ajuste da inflação ou variação do Certificado de Depósito 
Interbancário – CDI. Quanto maior o prazo, maior será a rentabilidade garantida. 
A Caixa Econômica Federal – CEF – é atualmente a maior emissora de Letras 
Hipotecárias no Brasil.
 
Esse tipo de investimento apresenta baixíssima liquidez, as datas de vencimento 
são pré-definidas e variam entre 180 dias a 24 meses e não há a possibilidade de 
resgate dos recursos antes do período estabelecido.
Fonte - http://web.infomoney.com.br/templates/news/view.asp?codigo=368198
Fim do boxe explicativo
Atividade 1 - Atende ao Objetivo 1.
O Banco Múltiplo Moura SA. está avaliando a possibilidade de alavancar suas 
atividades e com isso pretende captar recursos junto ao público. Indique que tipo 
de operação esta instituição financeira irá realizar e revele as possíveis 
alternativas de produtos financeiros para essa captação. Justifique sua resposta.
Resposta Comentada
Esta instituição deverá realizar uma operação passiva, pois as operações 
passivas têm como objetivo captar recursos dos quais as instituições financeiras 
precisam para operacionalizar suas atividades. Esses recursos são captados dos 
agentes econômicos que possuem recursos excedentes, que são chamados no 
âmbito econômico de agentes superavitários. Quanto às possíveis alternativas, 
poderíamos citar as operações com certificado de depósito bancário e recibo de 
depósito bancário; letras de câmbio; cédula de debênture e letras hipotecárias.
Fim da resposta comentada
2.2 - Operações Ativas
 
As operações ativas são operações praticadas na exploração da intermediação de 
recursos no mercado financeiro, onde a instituição financeira assume a posição de 
credor, ou seja, repassa recursos aos agentes econômicos que necessitam de 
recursos. No âmbito econômico, esses agentes são chamados de agentes 
deficitários. Seguem algumas dessas operações.
2.2.1 - Hot Money
http://web.infomoney.com.br/templates/news/view.asp?codigo=368198
São transações de curtíssimo prazo, normalmente um dia. O produto tem como 
objetivo atender às necessidades imediatas de caixa das empresas, ou seja, 
financiar o cliente no curtíssimo prazo.
 
A formação da taxa tem como referencial a taxa CDI acrescida de um spread, 
definido pelo nível de risco do cliente e cobrado pela instituição intermediadora. 
Conforme Assaf Neto (2006), além do spread cobrado a transação, incorre em 
IOF, calculado sobre a repactuação diária da taxa de juro. 
Verbete
Spread – O spread cobrado pelas instituições financeiras representam, em 
síntese, a remuneração da instituição. 
“O spread bancário é a diferença entre os juros cobrados pelos 
bancos nos empréstimos a pessoas jurídicas e físicas e as taxas 
pagas pelos bancos aos investidores. Quanto maior o spread 
bancário, maior será o lucro auferido pelos bancos em suas 
operações de crédito. O risco da operação, as garantias oferecidas 
e a liquidez são alguns dos fatores que definem o spread bancário. 
Segundo o Bacen, os componentes que contribuem para a 
formação do spread bancário no Brasil são: os custos 
administrativos, os impostos diretos e indiretos, a inadimplência e 
a margem líquida das instituições. (FONTES, 2010, p.137)” 
Fim do verbete
O Hot Money, por ser uma operação de curtíssimo prazo, permite que os recursos 
aplicados sejam deslocados com grande agilidade de um mercado para outro. 
Essa agilidade de deslocamento é apontada, em determinadas situações, como 
causadora de turbulência nos mercados financeiros.
Figura 8.4: Hot Money – O objetivo é financiar o cliente no curtíssimo prazo.
Fonte - http://www.sxc.hu/photo/535521 - Mauro Sakamoto
 
Boxe de Curiosidade
Hot Money, conforme BACEN
Hot Money, em diversos países, indica fundos aplicados em ativos financeiros que 
atraem pela possibilidade de retornos rápidos em função de altas taxas de juros 
ou a grandes diferenças cambiais. São transações de curtíssimo prazo, em que os 
recursos podem ser transferidos de um mercado para outro com muita rapidez. 
Esses recursos são geridos por especuladores no mercado de câmbio e são 
caracterizados pela alta volatilidade, em oposição às aplicações de bancos 
centrais, de investimento ou investidores domésticos. Por esse fator, são 
considerados provocadores de turbulências nos mercados financeiros em algumas 
situações. O termo Hot Money no Brasil é amplamente empregado por bancos 
comerciais, por extensão de sentido aplica-se também a empréstimos de 
curtíssimo prazo - de 1 a 29 dias. Essas operações de empréstimos têm como 
objetivo financiar o capital de giro das empresas, a fim de cobrir necessidades 
imediatas de recursos, sem contrato de empréstimo de caráter complexo.
Fonte - http://www.bcb.gov.br/glossario.asp?id=GLOSSARIO&Definicao=603
Fim do boxe de curiosidade
2.2.2 - Desconto de Títulos
A finalidade do Desconto de Títulos é disponibilizar liquidez de recursos aos 
clientes. Representa um adiantamento de recursos, concedido por instituições 
financeiras sobre os valores dos respectivos títulos – duplicatas, notas 
promissórias, cheques e outros títulos de crédito – de modo a antecipar o fluxo de 
caixa do cliente. O credor – instituição financeira – recebe e analisa os títulos para 
determinar se são aceitáveis como garantia e, conforme o risco do emitente, 
determina o valor que será adiantado pela garantia oferecida.
http://www.bcb.gov.br/glossario.asp?id=GLOSSARIO&Definicao=603
http://www.sxc.hu/photo/535521
A transação de desconto de título normalmente proporciona ao credor o direito de 
regresso – significa que o cedente assume o risco de pagamento, incluindo juros 
e/ou multa pelo atraso, caso o pagamento não seja realizado pelo sacado no 
prazo de vencimento. 
O prazo das operações de desconto depende da data de vencimento dos títulos e 
essas transações costumam cobrar, além do juro antecipado, imposto sobre 
operações financeiras e taxa administrativa.
2.2.3 - Financiamento para Capital de Giro 
O Financiamento para Capital de Giro representa uma operação de curto prazo que 
tem como objetivo atender às necessidades de capital circulante das empresas. É 
uma operação tradicional de empréstimo que, segundo Fortuna (2002), está vinculada 
a um contrato específico que determina prazo, valor, garantias e taxa.
Figura 8.5: Capital de giro – tem como objetivo atender às necessidades de 
capital circulante das empresas.
Fonte da imagem - http://www.sxc.hu/photo/ 909242 - Mokra's
O prazo de amortização da dívida é determinado, conforme as necessidades e os 
interesses do tomador e credor – partes envolvidas. Normalmente, os prazos estão 
entre 60 e 180 dias. O valor solicitado é avaliado, conforme a necessidade de capital 
de giro da empresa. As garantias são normalmente constituídas por duplicatas a 
receber. Essas garantias expressam, em geral, uma relação de 120% a 200% do 
http://www.sxc.hu/photo/1096838
principal emprestado. A taxa geralmente é pré-fixada e é cobrado um prêmio 
adequado ao nível de risco do tomador do crédito.
 
Conforme Fortuna (2002), a operação pode envolver outras garantias, como notas 
promissórias e aval. Nesse caso, as taxas de juros são mais altas. 
Verbete
Aval – Forma de garantia, segundo Marion e Ludícibus (2001, p. 22). Conforme o 
dicionário Michaelis, aval é a segurança dada, por assinatura na própria célula, ao 
pagamento de letra de câmbio ou de nota promissória, por pessoa que não é 
sacado, endossante nem aceitante.
Fonte - http:/ www.michaelis.com.br 
Fim de verbete
 
2.2.4 - Conta Garantida/Cheque Especial
Esse produto representa uma forma de crédito rotativo e tem como objetivo 
atender às necessidades imediatas de recursos dos clientes através da 
concessão, por parte da instituiçãofinanceira, de um limite de crédito em conta 
corrente, provendo ao cliente uma liquidez imediata. 
O processo de determinação do limite de crédito segue os padrões estabelecidos 
pela instituição financeira e é utilizado quando esgota o saldo financeiro do 
“próprio cliente”, disponível em sua conta. Ou seja, quando não há recursos 
financeiros do próprio cliente, disponíveis em conta, e o cliente mantém sua 
movimentação de saques, ele estará fazendo uso do crédito garantido. 
http://www.michaelis.com.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aval
 Figura 8.6: Conta garantida/limite do cheque especial – caracterizando o uso da 
conta garantida.
Fonte ausência de recursos próprios - http://www.sxc.hu/photo/607167 - Anna 
H-G
Fonte movimentação da conta - http://www.sxc.hu/photo/701013 - Jeinny Solis 
Fonte recursos disponíveis - http://www.sxc.hu/photo/607168 - Anna H-G
À medida que entram novos depósitos em sua conta, o saldo devedor da conta 
garantida é coberto.
As taxas de juros cobradas variam de acordo com o perfil de risco do cliente. Os 
juros sobre as contas garantidas/cheque especial normalmente são calculados 
por dia sobre o saldo devedor. A cobrança dos juros em geral ocorre no primeiro 
dia útil do mês subsequente ao uso do limite de crédito disponibilizado.
 
 2.2.5 - Export Note
O Export Note é um título representativo de uma operação de concessão de 
financiamento ao exportador. Conforme Brito (2005), o exportador transfere o direito 
de recebimento do item a ser exportado, através da cessão de um título. O Export 
Note tem, geralmente, prazo entre 180 e 540 dias, as regras são mais flexíveis do 
que em outras operações de comércio exterior e o título pode ser vendido a 
terceiros pelas instituições financeiras. O título é negociado por meio de um 
http://www.sxc.hu/photo/1096838
http://www.sxc.hu/photo/1096837
http://www.sxc.hu/photo/1096838
desconto e incinde IR na fonte. Segundo Assaf Neto (2006), empresas com dívidas 
em moeda estrangeira podem fazer hedge cambial, obtendo Export Notes. Com isso, 
abre a possibilidade de se protegerem contra as flutuações nas taxas de paridade 
cambial.
Verbete
Hedge – Conforme Tostes (1999, p.41), representa um mecanismo utilizado no 
mercado para a proteção de uma variação de preços. 
Fim do verbete
Atividade 2 - Atende ao Objetivo 2.
Sílvio, empresário de pouca experiência no mercado, andava muito nervoso 
porque a gestão de curto prazo de seu negócio não estava nada bem, pois não 
detinha recursos disponíveis suficientes para sustentar suas obrigações mais 
imediatas, apesar de ter garantias futuras de recebimentos. Então, Sílvio resolveu 
buscar ajuda com seu amigo Alencar, gerente do Banco Múltiplo Moura SA. Após 
muito conversa, foi percebido que Sílvio conseguiu resolver, de forma satisfatória, 
o problema de sua empresa. 
Diante do problema vivenciado por Sílvio, qual possível solução foi proposta por 
Alencar? Assumindo que Sílvio captou recursos no banco, que tipo de operação 
esta instituição financeira realizou? Justifique sua resposta.
Resposta Comentada
 O caso leva-nos a pensar que a empresa necessita de capital de giro. Esse 
instrumento representa uma operação de curto prazo que tem como objetivo 
atender às necessidades de capital circulante das empresas. 
O Banco Múltiplo Moura SA realizou uma operação ativa, pois esse tipo de 
operação é caracterizado pela concessão de crédito, por parte do banco, aos 
clientes. Os recursos concedidos são providos de recursos, arrecadados de 
outros clientes, mediante as operações passivas.
Fim da resposta comentada
Atividade Final - Atende a todos os objetivos. 
Das afirmações que vêm a seguir, umas são falsas (F); outras, verdadeiras (V). 
Examine-as com atenção e, segundo seu entendimento, assinale V ou F. 
( ) Produtos Financeiros são instrumentos por meio dos quais as instituições 
financeiras realizam suas operações passivas e ativas.
( ) Operações Passivas objetivam captar recursos dos quais as instituições 
financeiras precisam para operacionalizar sua atividade.
( ) Os Certificados de Recibo Bancário são títulos similares aos CDBs, porém são 
negociáveis e transferíveis. 
( ) O CDI é um título utilizado na transferência de recursos entre as instituições 
financeiras, a fim de tornar o sistema mais fluido.
( ) As Cédulas de Debêntures são títulos de concessão de crédito específicos 
das sociedades de financiamento, investimento e crédito. 
( ) As Letras de Câmbio são títulos mobiliários de concessão de crédito que 
permitem a seu emitente adquirir recursos, tendo como garantia o penhor de 
debêntures lançadas por outras organizações. 
( ) As Letras Hipotecárias são títulos de captação, usados pelas instituições 
financeiras autorizadas a financiar linhas de crédito imobiliário.
( ) O Desconto de Títulos é uma operação que permite o deslocamentos de 
recursos com grande agilidade de um mercado para outro.
( ) O Financiamento para Capital de Giro representa uma operação de curto prazo 
que tem como objetivo atender às necessidades de capital circulante das empresas.
( ) O Export Note representa uma forma de crédito rotativo e tem como objetivo 
atender às necessidades imediatas de recursos dos clientes, através da 
concessão de um limite de crédito em conta corrente. 
( ) O Export Note tem, geralmente, prazo entre 180 e 540 dias, as regras são 
mais flexíveis do que em outras operações de comércio exterior e o título pode ser 
vendido a terceiros pelas instituições financeiras. 
Resposta Comentada 
( V ) Resposta verdadeira! Produtos Financeiros são instrumentos por meio dos 
quais as instituições financeiras realizam suas operações passivas e ativas –
operações praticadas na exploração da intermediação de recursos no mercado 
financeiro.
( V ) Resposta verdadeira! Operações Passivas objetivam captar recursos dos 
quais as instituições financeiras precisam para operacionalizar sua atividade. 
Esses recursos são captados dos agentes econômicos que possuem recursos 
excedentes, ou seja, agentes superavitários.
( F ) Resposta falsa! Os Certificados de Recibo Bancário são títulos similares aos 
CDBs, porém são inegociáveis e instransferíveis. RDBs são nominativos e 
instransferíveis por endosso em virtude de não serem títulos de crédito.
( V ) Resposta verdadeira! Os CDIs são títulos de emissão de instituições financeiras 
que lastreiam as transações do mercado interbancário. O CDI é um título utilizado 
na transferência de recursos entre as instituições financeiras a fim de tornar o 
sistema mais fluido. Apresentam características iguais as dos CDBs, porém sua 
negociação é limitada ao mercado interbancário. 
 ( F ) Resposta falsa! As Cédulas de Debêntures que são títulos mobiliários de 
captação que permitem a seu emitente adquirir recursos, tendo como garantia o 
penhor de debêntures lançadas por outras organizações. A rentabilidade e o 
prazo das cédulas de debêntures não são os mesmos das debêntures que lhes 
deram origem, o que transforma esses títulos mobiliários em forte instrumento de 
captação de recursos, uma vez que a instituição financeira pode subscrever 
debêntures de algumas organizações e posteriormente lançar cédulas de 
debêntures para obter recursos. 
( F ) Resposta falsa! As Letras de Câmbio são títulos de captação específicos 
das sociedades de financiamento, investimento e crédito que são emitidas a partir 
de operações comerciais. A colocação desse título é denominada saque, pois 
através dele o devedor emite uma ordem de pagamento ao sacado, que a partir 
do aceite, assume a obrigação de pagar ao investidor.
( V ) Resposta verdadeira! As Letras Hipotecárias são títulos de captação usados 
pelas instituições financeiras autorizadas a financiar linhas de crédito imobiliário, 
ou seja, instituições que atuam na concessão de financiamentos habitacionais. 
( F ) Resposta falsa! A resposta correta seria o Hot Money,que por ser uma 
operação de curtíssimo prazo, permite que os recursos aplicados sejam 
deslocados com grande agilidade de um mercado para outro. Essa agilidade de 
deslocamento é apontada, em determinadas situações, como causadora de 
turbulência nos mercados financeiros.
( V ) Resposta verdadeira! O Financiamento para Capital de Giro representa uma 
operação de curto prazo que tem como objetivo atender as necessidades de capital 
circulante das empresas. O prazo de amortização da dívida é determinado, conforme 
as necessidades e os interesses do tomador e credor, e o valor solicitado é avaliado 
conforme a necessidade de capital de giro da empresa.
( F ) Resposta falsa! A resposta correta seria Conta Garantida/Cheque Especial. 
Ela sim representa uma forma de crédito rotativo e tem como objetivo atender às 
necessidades imediatas de recursos dos clientes através da concessão de um 
limite de crédito em conta corrente. 
( V ) Resposta verdadeira! O Export Note é um título representativo de uma 
operação de concessão de financiamento ao exportador e geralmente tem prazo 
entre 180 e 540 dias, as regras são mais flexíveis do que em outras operações de 
comércio exterior e o título pode ser vendido a terceiros pelas instituições 
financeiras. 
Fim da atividade
Resumo
Os Produtos Financeiros representam instrumentos por meio dos quais as 
instituições financeiras realizam suas operações passivas e ativas. Essas 
operações são praticadas na exploração da intermediação de recursos no 
mercado financeiro. As operações passivas tratam-se da forma pela qual as 
instituições financeiras capitalizam-se, ou seja, adquirem recursos financeiros, 
garantindo assim a manutenção de suas atividades operacionais. Nas operações 
ativas, as instituições financeiras fazem o repasse desses recursos captados aos 
agentes econômicos que necessitam de recursos.
 
Os Certificados de Depósito Bancário e Recibo Bancário, Certificado de Depósito 
Interfinanceiro, Letra de Câmbio, Cédulas de Debêntures e Letras Hipotecárias 
são exemplos de produtos financeiros, característicos das operações passivas 
bancárias. Já as ativas são representadas pelas operações de Hot Money, 
Desconto de Títulos, Financiamento para Capital de Giro, Conta Garantida e Export 
Note.
 
Os Certificados de Depósitos Bancários são instrumentos de captação de recursos 
emitidos pelos bancos. A taxa paga nesses títulos pode ser pré-fixada ou pós-
fixada. Os CDBs são títulos negociáveis e transferíveis por meio de endosso 
nominativo e podem ser resgatados antes da data de vencimento. Já os 
Certificados de Recibo Bancário são títulos similares aos CDBs, porém são 
inegociáveis e instransferíveis. O Certificado de Depósito Interfinanceiro é um título 
de emissão de instituições financeiras e apresentam características iguais as dos 
CDBs, porém sua negociação é limitada ao mercado interbancário. A Letra de 
Câmbio representa um instrumento de captação específico de sociedade de 
financiamento, investimento e crédito que é emitida, a partir de operações 
comerciais. As Cédulas de Debêntures são títulos mobiliários de captação que 
permitem a seu emitente adquirir recursos, tendo como garantia o penhor de 
debêntures, lançadas por outras companhias e as Letras Hipotecárias são títulos 
de captação, usados pelas instituições financeiras autorizadas a financiar linhas 
de crédito imobiliário.
 
Hot Money é um tipo de operação de curtíssimo prazo e tem como objetivo 
atender às necessidades imediatas de caixa das empresas. O Desconto de Títulos 
tem como fim disponibilizar liquidez de recursos aos clientes. Representa um 
adiantamento de recursos, concedido por instituições financeiras sobre os valores 
de títulos caucionados, de modo a antecipar o fluxo de caixa do cliente. O 
Financiamento para Capital de Giro representa uma operação de curto prazo que tem 
como objetivo atender às necessidades de capital circulante das empresas. É uma 
operação tradicional de empréstimo que está vinculada a um contrato específico que 
determina prazo, valor, garantias e taxa. A Conta Garantida ou Cheque Especial, 
representa uma forma de crédito rotativo e tem como objetivo atender às 
necessidades imediatas de recursos dos clientes através da concessão, por parte 
da instituição financeira, de um limite de crédito em conta corrente, provendo ao 
cliente uma liquidez imediata. O Export Note é um título representativo de uma 
operação de concessão de financiamento ao exportador. O exportador transfere o 
direito de recebimento do item a ser exportado, através da cessão de um título. 
Informações sobre a próxima aula
Na próxima aula, iremos estudar o mercado de renda fixa. Até lá!
Referências Bibliográficas
ASSAF NETO, Alexandre. Mercado Financeiro. 7ª ed. São Paulo: Atlas, 2006. 
BRITO, Osias. Mercado Financeiro – Estrutura, Produtos, Serviços, Riscos e 
Controle Gerencial. São Paulo: Saraiva, 2005. 
FERNANDES, Antônio Alberto Grossi. O Sistema Financeiro Nacional 
Comentado. São Paulo: Saraiva, 2006. 
FONTES, S. V. Sistema Financeiro. v.1. Rio de Janeiro: Fundação CECIERJ, 
2010.
FORTUNA, Eduardo. Mercado Financeiro – Produtos e Serviços. 15ª ed. Rio 
de Janeiro: Qualitymark, 2002. 
GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira. 10ª ed. São 
Paulo: Addison Wesley, 2004. 
HOOG, Wilson Alberto Zappa. Moderno Dicionário Contábil da Retaguarda à 
Vanguarda. 3ª ed. Curitiba: Juruá, 2007. 
MARION, J. C., IUDÍCIBUS, S. Dicionário de Termos de Contabilidade. São 
Paulo: Atlas, 2001. 
MELLAGI FILHO, Armando e ISHIKAWA, Sérgio. Mercado Financeiro e de 
Capitais. 2ª ed. São Paulo: Atlas, 2003. 
TOSTES, Marcello et al. Glossário de temos econômicos e financeiros. 2ª ed. 
Rio de Janeiro: SBERJ, 1999.
Sites:
 
http://www.bb.com.br/docs/pub/voce/dwn/CartilhaCDB.pdf 
http://www.bcb.gov.br
http:/ www.michaelis.com.br 
http://www.planalto.gov.br
http://www.segundoprotestosbc.com.br/sbc/
http://www.sxc.hu/
http://web.infomoney.com.br
http://web.infomoney.com.br/
http://www.sxc.hu/photo/1172174%20/
http://www.segundoprotestosbc.com.br/sbc/img_up/letracambio.jpg
http://www.planalto.gov.br/
http://www.michaelis.com.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aval
http://www.bcb.gov.br/
http://www.bb.com.br/docs/pub/voce/dwn/CartilhaCDB.pdf
CEDERJ – CENTRO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR A DISTÂNCIA
DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
 
CURSO: Administração DISCIPLINA: Sistema 
Financeiro
CONTEUDISTA: Selma Velozo Fontes
Designer Instrucional: Karin Gonçalves 
Aula 9
Mercado de Renda Fixa
Meta 
Apresentar o conceito de renda fixa, os principais títulos negociados no mercado, 
bem como suas características e descrever o processo básico de avaliação de 
títulos.
Objetivos
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de:
1. aplicar o conceito de títulos de renda fixa e caracterizá-los em pré-fixados, e 
pós-fixados;
2. identificar e listar alguns dos principais títulos, negociados no mercado de renda 
fixa – títulos públicos e privados;
3. aplicar o processo básico de avaliação de títulos.
1 - Introdução
 “...posso dizer àqueles que só se interessam por renda variável que não adianta 
querer entender de renda variável, se você não entende de renda fixa...” Azevedo 
(2007). 
Estamos iniciando a Aula 9 e, por suposição, não entendemos nada de renda fixa, 
certo? Bom, nesta aula, iremos conhecer um pouco sobre este mercado que atrai 
inúmeros investidores pelo país e pelo mundo. Será por que, hein?
 
O mercado de renda fixa é formado por títulos que remuneram seus investidores 
em períodos fixados, ou seja, definidos. Essa remuneração pode ser determinada 
no momento da realização da aplicação ou no momento do resgate da aplicação 
realizada, vai depender das características da aplicação. E quais são essas 
características?Figura 9.1: Títulos de renda fixa remuneram os investidores em períodos fixados.
Fonte calendário - http://www.sxc.hu/photo/1281977 - Uwbobio's
Fonte relógio - http://www.sxc.hu/photo/1237683 - Mohammed Odeh
Fonte moeda - http://www.sxc.hu/photo/972315 - Tey Teyoo
Esse tipo de investimento normalmente proporciona maior segurança aos 
investidores. Se bem que essa segurança vai depender muito do perfil creditício do 
emissor do título. 
Ficou confuso? Qual seria a melhor opção para investir? Quer saber um pouco 
mais? 
http://www.sxc.hu/photo/1281977
http://www.sxc.hu/photo/972315
http://www.sxc.hu/photo/1237683
Essas e outras perguntas poderão ser respondidas no decorrer desta aula. 
Então, vamos lá! 
2 - Títulos de Renda Fixa 
Os títulos de renda fixa, também chamados de bônus (bond), são investimentos 
que apresentam regras bem definidas de remuneração, isto é, podemos conhecer 
o valor dos rendimentos ou retorno do capital no momento da compra (títulos pré-
fixado) ou ter o retorno do capital corrigido por seu indexador (título pós-fixado).
Verbete
Indexador: indicador referencial de reajuste, baseado em índices oficiais do 
governo, como o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e a 
Taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) que representa a taxa de 
juros básica da economia. 
Fim de verbete
Conforme Assaf Neto (2006), esse tipo de título é representativo de contratações 
de empréstimos pelas instituições, os quais prometem pagar a seus investidores 
determinado fluxo futuro de rendimentos. “Esses papéis nada mais são do que 
notas promissórias, emitidas sem garantias reais que pagam juros periódicos a 
seus proprietários, ou determinado montante fixo ao final do prazo de emissão.” 
(ASSAF NETO, 2006).
Boxe de Atenção
Mercado de Renda Fixa, segundo Ministério da Fazenda:
Compõe-se de ativos de renda fixa aqueles cuja remuneração ou retorno 
de capital pode ser dimensionado no momento da aplicação. Os títulos 
de renda fixa são públicos ou privados, conforme a condição da entidade 
ou empresa que os emite. Como títulos de renda fixa públicos, citam-se 
as Notas do Tesouro Nacional (NTN), os Bônus do Banco Central (BBC), 
os Títulos da Dívida Agrária (TODA), bem como os títulos estaduais e 
municipais. Como títulos de renda fixa privados, aqueles emitidos por 
instituições ou empresas de direito privado, citam-se as Letras de 
Câmbio (LC), os Certificados de Depósito Bancário (CDB), os Recibos 
de Depósito Bancário (RDB) e as Debêntures.
Equiparam-se a operações de renda fixa, para fins de incidência do 
imposto sobre a renda incidente na fonte, as operações de mútuo e de 
compra vinculada à revenda, no mercado secundário, tendo por objeto 
ouro, ativo financeiro, as operações de financiamento, inclusive box, 
realizadas em bolsas de valores, de mercadorias e de futuros, e as 
operações de transferência de dívidas, bem como qualquer rendimento 
auferido pela entrega de recursos a pessoa jurídica.
 (Instrução Normativa SRF nº 25, de 6 de março de 2001, art. 18)
Fonte: 
http://www.receita.fazenda.gov.br/PessoaFisica/IRPF/2010/Perguntas/Ap
licFinanRenFixaRenVariavel.htm 
Fim do boxe de atenção
2.1 – Conhecendo um pouco mais... 
Se você investir em títulos pré-fixados saberá exatamente quanto irá receber no 
futuro se permanecer com o título até o vencimento, porque esses títulos têm a 
rentabilidade definida no momento da compra. Já os títulos pós-fixados funcionam 
de modo diferente. Você saberá o quanto irá receber somente no final da 
aplicação, porque a rentabilidade não é definida no momento da compra. Ela está 
vinculada à variação de um indicador de preço (IPCA) ou a taxa básica de juros da 
economia (Selic).
Boxe Explicativo
Fonte caneta- http://www.sxc.hu/photo/705376/ - Vince Petaccio
Fonte do i – http://www.sxc.hu/photo/959917/ - Jaylopez’s 
Colocando os pingos nos is...
IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo) – Índice de inflação calculado pelo 
IBGE, mensalmente. Reflete a variação dos valores das cestas de consumo das 
famílias com renda mensal de um a 40 salários mínimos, nas regiões 
metropolitanas de Fortaleza, Recife, Salvador, Belém, Belo Horizonte, 
Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Goiânia, Curitiba e Porto Alegre. Além de ser 
o índice de medida oficial da inflação do país, o IPCA também é empregado para 
verificar se a meta de inflação, determinada pelo Conselho Monetário Nacional, 
está sendo cumprida. 
Taxa Selic (SELIC – Sistema Especial de Liquidação e Custódia) é a taxa média 
das operações diárias com títulos públicos, registrados no Sistema Selic (BACEN). 
Ela funciona como a taxa básica da economia e é a referência que o BACEN 
utiliza na administração da taxa de juros do país. 
Fonte: http://www.cblc.com.br/cblc/hotsites/TesouroDireto/player.asp
Fim do boxe explicativo
Depois de realizar a leitura do tópico “conhecendo um pouco mais...”, você deve 
ter entendido a diferença entre títulos pré-fixados e pós-fixados. Então você já 
consegue compreender porque quando há um cenário econômico onde se espera 
aumento da taxa de juros, muitos profissionais da área de consultoria financeira 
orientam seus clientes a aplicarem seus recursos em títulos pós-fixados. 
Atividade 1 - Atende ao Objetivo 1.
“Desde meados dos anos 1990, o Brasil segue controlando sua febre 
inflacionária, buscando o fortalecimento de sua economia e consolidando suas 
instituições financeiras. Um dos cuidados que o Brasil tem tomado para 
permanecer economicamente saudável é um controle rigoroso contra uma nova 
disparada da inflação. Para tanto, o instrumento principal que as autoridades 
http://www.cblc.com.br/cblc/hotsites/TesouroDireto/player.asp
http://www.sxc.hu/photo/959917/
http://www.sxc.hu/photo/705376/
financeiras têm em mão é a taxa de juros. Ao alterá-la, o Banco Central é capaz 
de desaquecer e aquecer a economia, e influenciar nos principais indicadores do 
país.”
Fonte: 
http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/perguntas_respostas/taxa_juros/taxa-de-
juros-selic-banco-central-bc-inflacao-reuniao-ata.shtml
O texto destacado retrata um dos instrumentos utilizados pelo governo na 
condução da política monetária do país – taxa de juros – que, conforme 
interesses econômicos, irá variar, a fim de estimular ou não o consumo. 
Supondo que você seja um consultor financeiro, como orientaria seus clientes 
interessados em aplicar seus recursos em títulos de renda fixa, considerando as 
seguintes hipóteses: 
(a) De um cenário econômico onde existe a expectativa de aumento das taxas de 
juros. 
(b) De um cenário econômico onde existe a expectativa de redução das taxas de 
juros.
Comente sua resposta.
Resposta Comentada
(a) Para este item, você deverá recomendar o investimento em títulos pós-fixados, 
pois num cenário onde há expectativa de aumento da taxa de juros a remuneração 
tende a aumentar, uma vez que está vinculada à variação de um indicador de 
mercado, possibilitando assim maiores ganhos para o investidor (aumenta 
indexador, aumenta remuneração). 
(b) Já neste item, você deverá recomendar a aplicação em títulos pré-fixados, 
porque a taxa será fixada no momento da aplicação e ocorrendo uma posterior 
queda nas taxas de juros vigentes no mercado, seu cliente já teria garantido sua 
remuneração pré-fixada que, teoricamente, seria superior as praticadas no 
mercado (considerando a aquisição dos títulos antes da redução das taxas de 
http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/perguntas_respostas/taxa_juros/taxa-de-juros-selic-banco-central-bc-inflacao-reuniao-ata.shtml
http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/perguntas_respostas/taxa_juros/taxa-de-juros-selic-banco-central-bc-inflacao-reuniao-ata.shtml
mercado).
Fim da resposta comentada
Boxe Multimídia
Para complementar a seção, realize a leitura do artigo “Fundos de renda fixa 
também oscilam”, ele descreve bem os riscos envolvidos na aquisição de um título 
de rendafixa.
Boa leitura!
http://www.comoinvestir.com.br/boletins-e-publicacoes/boletim-como-
investir/Paginas/fundos-renda-fixa-tambem-oscilam.aspx
 Fim do boxe multimídia
3 – Principais Títulos do Mercado de Renda Fixa 
Nesse mercado, são negociados títulos públicos e privados que se diferenciam 
basicamente pelo prazo de vencimento e pela natureza do emissor. 
• Prazo de vencimento - Aqueles que apresentam prazo de vencimento inferior 
a um ano são normalmente classificados como instrumentos de curto prazo do 
mercado monetário. Já os título que apresentam prazo de vencimento superior a um 
ano são comumente identificados no mercado como bônus ou títulos de dívida. 
• Natureza do emissor - Pode ser pública ou privada. Os títulos de renda fixa 
públicos são emitidos pelo Tesouro Nacional (Poder Federal) e pelos Poderes 
Estaduais e Municipais, e os títulos privados são emitidos por instituições ou 
empresas de direito privado. Serão apresentados a seguir alguns dos principais 
instrumentos negociados no mercado de renda fixa.
3.1 - Títulos Públicos 
Títulos públicos são instrumentos de captação de recursos que apresentam alguns 
http://www.comoinvestir.com.br/boletins-e-publicacoes/boletim-como-investir/Paginas/fundos-renda-fixa-tambem-oscilam.aspx
http://www.comoinvestir.com.br/boletins-e-publicacoes/boletim-como-investir/Paginas/fundos-renda-fixa-tambem-oscilam.aspx
objetivos específicos, como, por exemplo, financiar a dívida pública, aplicar os 
recursos em projetos governamentais ou ainda aumentar o capital das empresas 
em que é acionista majoritário. Os títulos públicos federais são classificados no 
mercado como os de mais baixo risco e os juros pagos são representados por 
juros de cupom. As taxas podem ser fixas, com percentual sobre o principal (pré-
fixadas), ou variáveis (pós-fixadas), determinadas conforme os referenciais 
estabelecidos. O valor aplicado pode ser pago integralmente na data de 
vencimento ou em valores periódicos. 
Verbete
Juros de cupom: juros calculados a partir de uma taxa percentual sobre o valor 
nominal de um título. Antigamente, os títulos traziam anexado o cupom que era 
destacado e trocado pela remuneração correspondente.
Fim de verbete
Boxe Explicativo 
Fonte imagem- http://www.sxc.hu/photo/1084673 - Diego Medrano
A Dívida Pública...
...Federal Brasileira é a dívida contraída pelo Governo Federal 
com instituições ou pessoas da sociedade para financiar parcela de seus gastos 
que não são cobertos com os impostos arrecadados e/ou alcançar objetivos da 
administração econômica, como: controlar o crédito e o consumo; rolar dívida; 
captar dólares no exterior. Refere-se às obrigações do Governo Federal, enquanto 
ente, ou seja, exclui os Governos Regionais, as Empresas Estatais e o BACEN 
(Banco Central).
Fonte: http://www.cblc.com.br/cblc/hotsites/TesouroDireto/player.asp
Fim do boxe explicativo
http://www.cblc.com.br/cblc/hotsites/TesouroDireto/player.asp
http://www.sxc.hu/photo/983490
São exemplos de títulos públicos: 
Pré-fixados
• LTN (Letras do Tesouro Nacional) – A rentabilidade é fixada no momento da 
aquisição e a remuneração ou pagamento ocorre no momento de resgate;
• NTN–F (Notas do Tesouro Nacional – série F) – A rentabilidade é fixada no 
momento da aquisição. A remuneração ou pagamento de juros de cupom é feito 
semestralmente e o valor nominal do título é pago na data de resgate. 
 
Pós-fixados 
• LFT (Letras Financeiras do Tesouro) – A rentabilidade é diária, vinculada à 
taxa básica de juros da economia (SELIC) e a remuneração ou pagamento ocorre 
no momento de resgate; 
• NTN–B (Notas do Tesouro Nacional – série B) – A rentabilidade é vinculada 
à variação do índice de preço ao consumidor amplo (IPCA) mais juros fixados no 
momento da aplicação. A remuneração ou pagamento de juros de cupom é feito 
semestralmente e o valor nominal do título é pago na data de resgate; 
• NTN–B Principal (Notas do Tesouro Nacional – série B Principal) – A 
rentabilidade é vinculada à variação do índice de preço ao consumidor amplo 
(IPCA) mais juros fixados, no momento da aplicação. A remuneração ou 
pagamento ocorre no momento de resgate. 
• NTN-C (Notas do Tesouro Nacional – série C) – A rentabilidade é vinculada 
à variação do índice geral de preço do mercado (IGP-M) mais juros fixados no 
momento da aplicação. A remuneração ou pagamento de juros de cupom é feito 
semestralmente e o valor nominal do título é pago na data de resgate.
• NTN-D (Notas do Tesouro Nacional – série D) – A rentabilidade é vinculada 
à taxa de câmbio real por dólar dos EUA, contratada nos termos da Resolução 
1690/90 do Conselho Monetário Nacional, definida como taxa média de venda 
apurada pelo BACEN (Ptax800, 5L fechamento). A remuneração ou pagamento de 
juros de cupom é feito semestralmente e o valor nominal do título é pago na data 
de resgate.
Boxe Explicativo 
Fonte imagem - http://www.sxc.hu/photo/1084673 - Diego Medrano
Notas do Tesouro Nacional...
...tem como objetivo alongar o prazo de financiamento da dívida do Tesouro e são 
emitidas na modalidade escritural, nominativa e negociável. Apresentam forma de 
remuneração pós-fixada (exceto da série F) com valor de colocação, 
normalmente, escritos em múltiplos de R$1.000,00. Os tipos de NTN são de série 
A, B, C, D, E, F, H, I, J, L, M, N, P, R, T, e U (FILHO, 2010).
Fim do boxe explicativo
Boxe Multimídia
Fonte da imagem - http://www.sxc.hu/photo/1172174 - Svilen Milev
A negociação dos títulos públicos pode ser feita pela internet, no 
site do tesouro direto. Quer saber como investir no tesouro direto 
e conhecer um pouco mais? Acesse o site
http://simuladortesourodireto.cblc.com.br/ e veja o simulador e o curso gratuito on-
line. Mas se você quiser conhecer a metodologia de cálculo de preço e taxas de 
juros, visite a página
http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/consulta_títulos/consultatitulos.a
sp do Tesouro Direto e faça o download do arquivo Entenda a Tabela de Preços e 
Taxas.
Fim do boxe multimídia
3.2 - Títulos Privados 
Os títulos privados são instrumentos vendidos pelas instituições privadas ao mercado 
http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/consulta_titulos/consultatitulos.asp
http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/consulta_titulos/consultatitulos.asp
http://simuladortesourodireto.cblc.com.br/
http://www.sxc.hu/photo/1172174
http://www.sxc.hu/photo/983490
para a captação de recursos financeiros. 
Teoricamente, representam um contrato de financiamento no qual a instituição, 
tomadora do recurso, compromete-se a pagar o principal na data de vencimento do 
título mais juros estipulados no ato da negociação (pré-fixado) ou juros que irão 
variar conforme indexador (pós-fixado). 
Além das oscilações das taxas de juros de mercado, o grau de risco desses títulos 
também está associado ao perfil do emissor. Normalmente, há um prêmio pelo risco 
do emissor, em função da capacidade ou histórico de crédito da empresa emissora 
do papel. Esse prêmio pelo risco é uma forma de compensação a exposição de risco 
que o investidor coloca-se e está disposto a correr. 
Boxe de Atenção 
Fonte - http://www.sxc.hu/photo/1201945 - Billy Alexander
O risco referido representa o risco de inadimplência por parte do 
emissor, ou seja, a possibilidade de não serem pagos os juros e/ou o 
principal. A taxa relativa a esse prêmio é geralmente obtida por 
organizações especializadas em classificações de risco de crédito. 
Fim do boxe de atenção
São exemplos de títulos privados:
 
• CDB (Certificado de Depósito Bancário) – São emitidos por instituições 
financeiras – bancos comerciais, múltiplos, de desenvolvimento e de investimento 
– tendo a rentabilidade fixada no momento da negociação. Podem ser emitidos 
com taxa pós-fixada ou pré-fixada. São escriturais, nominativos, transferíveis e 
improrrogáveis; 
• LH (Letras Hipotecárias) – São emitidas por instituições financeiras– Caixa 
Econômica Federal, bancos múltiplos e sociedades de crédito imobiliário. Os juros 
http://www.sxc.hu/photo/983490
podem ser pré-fixados ou pós-fixados, indexados pela TBF, TLPJ, TR, acrescidas 
ou não de cupom; 
• Debêntures – São emitidas por instituições não financeiras – sociedades 
anônimas. É nominativa, escritural e negociável, e tem como objetivo captar 
recursos de médio e longo prazos, destinados a financiar projetos. Esses títulos 
pagam juros periódicos, sendo o pagamento do principal, realizado na data de 
vencimento;
• CRI (Cerficado de Recebíveis Imobiliários) – São emitidos somente por 
companhias securitizadas. São nominativos, escriturais e de livre negociação.
Boxe Explicativo
Fonte caneta- http://www.sxc.hu/photo/705376/ - Vince Petaccio
Fonte do i - http://www.sxc.hu/photo/959917/ - Jaylopez's 
Colocando os pingos nos is...
A securitização de créditos imobiliários, conforme CIBRASEC, representa:
um processo estruturado e coordenado por uma instituição especializada 
(companhia securitizadora), por meio do qual os créditos imobiliários são 
empacotados e convertidos em títulos imobiliários (Certificados de 
Recebíveis Imobiliários - CRI), passiveis de negociação no mercado 
financeiro e de capitais. Os CRIs, adquiridos pelos Investidores, permitem 
que os recursos sejam direcionados para os originadores 
(incorporadoras, construtoras) de maneira a que permita a recomposição 
de seu capital de giro e subsidie novos lançamentos imobiliários. Trata-
se, portanto, de uma mudança no modelo clássico de intermediação 
financeira. 
(Disponível em
 . 
Acessado em 25/04/2011)
Fim do boxe explicativo
http://www.cibrasec.com.br/conteudo/index.php?id=4
http://www.sxc.hu/photo/959917/
http://www.sxc.hu/photo/705376/
Atividade 2 - Atende ao Objetivo 2.
Agora que você terminou a leitura dessa seção, viaje pela rede para ampliar o seu 
conhecimento. Mergulhe fundo e depois relacione, nas linhas que seguem, 
diferentes exemplos de títulos de renda fixa. Descreva sucintamente algumas de 
suas características. Faça uma boa viagem! 
Nota: você poderá consultar os sites de instituições bancárias, o site do tesouro, 
da CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia), da CETIP (Central de 
Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos) e outros. 
Resposta Comentada
Você poderá discorrer sobre qualquer titulo de renda fixa, a exemplo: privados - 
Cédula Rural Pignoratícia (CRP), Depósito a Prazo com Garantia Especial 
(DPGE), Letra de Câmbio (LC), Letra de Crédito Imobiliário (LCI), Cédula de 
Crédito Bancário (CCB), Cédula de Crédito Imobiliário (CCI), Cédula de Produto 
Rural (CPR), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Nota Comercial 
(Commercial Paper); públicos - Certificado de Dívida Pública / INSS (CDP), 
Certificado do Tesouro Nacional (CTN).
Existem ainda vários outros, pesquise!
Fim da resposta comentada
4 – Processo Básico de Avaliação de Títulos de Renda Fixa 
O processo de avaliação de títulos de renda fixa consiste, basicamente, em 
descontar os fluxos de caixa futuros (remuneração) prometidos ao investidor a uma 
taxa que reflete o risco do investimento/aplicação.
Verbete
Avaliação: Segundo Gitman (2010), “é o processo que relaciona risco e retorno 
para determinar o valor de um ativo.” Avaliar ativo refere-se a determinar o valor 
de um bem ou direito para um determinado momento do tempo. 
Fim de verbete
Apesar da simplicidade exposta, outras variáveis também costumam influir no 
processo de avaliação, como indicadores econômicos, aspectos tributários e a 
liquidez do mercado. Nesta seção, trataremos o modelo elementar de avaliação. O 
valor de um título de renda fixa no tempo zero, B0, pode ser expresso como:
B0=
J
1+kd
+
J
(1+kd )
2
+
J
(1+kd )
3
+. . .+
J
(1+k d )
n
+
M
(1+kd )
n
Onde
B0 = valor do ativo no tempo zero
J = valor monetário relativo a juros de cupom ou fluxo de caixa esperado no final 
de cada período
k = retorno exigido apropriado (taxa de desconto)
M = valor de face (resgate)
n = período de tempo relevante
ou B0=J×[∑t=1
n
1
(1+k d )
t ]+M×[ 1
(1+kd )
n ]
Onde
B0 = valor do ativo no tempo zero
J = valor monetário relativo a juros de cupom ou fluxo de caixa esperado no final 
de cada período
k = retorno exigido apropriado (taxa de desconto)
M = valor de face (resgate)
n = período de tempo relevante
A fórmula básica de avaliação pode ser adaptada à avaliação de títulos 
específicos, conforme suas características.
Quando o investidor apresenta o interesse em avaliar títulos, normalmente 
considera o rendimento até o vencimento - Yield to Maturity – YTM. 
Conforme Assaf Neto (2006): “o conceito de Yield to Maturity - YTM reflete o 
rendimento (yield) efetivo dos títulos de renda fixa até seu vencimento (maturity)”. O 
rendimento até o vencimento representa a taxa interna de retorno (TIR) do 
investimento. 
Verbete
Taxa Interna de Retorno (TIR): Segundo Gitman (2010), a taxa interna de retorno 
(TIR) é definida como a taxa de desconto que iguala o valor presente das entradas 
de caixa ao investimento inicial. Em outras palavras, é a taxa de desconto que iguala, 
em uma data especifica, entradas e saídas previstas de caixa de um investimento. 
Fim de verbete
Para calcular o YTM, é necessário ter revelado o preço de mercado do título, os 
fluxos de caixa ou rendimentos associados, o valor de face é o número de períodos 
até a data de vencimento. Quanto à análise do título em relação ao YTM, o raciocínio 
é o mesmo da TIR, se o rendimento até o vencimento for maior que a taxa de 
rentabilidade divulgada, o investimento é compensador. Se rendimento até o 
vencimento for menor que a rentabilidade requerida, torna-se desinteressante o 
investimento.
Atividade 3 - Atende ao Objetivo 3.
Quanto você estaria disposto a pagar hoje por uma debênture que tem valor 
nominal igual a R$1.000, com prazo de vencimento de quatro anos, oferecendo 
taxa de cupom de 5% ao semestre (cupom pago semestralmente)? Considere 
que debêntures de mesmo risco são descontadas, atualmente, a 6% ao semestre. 
Resposta Comentada
VPL=0=∑
t=1
n FCt
(1+k )t
−II
O objetivo da questão é determinar o valor atual ou valor de mercado do título, ou 
seja, avaliar a debênture. 
Aplicando a fórmula para determinar o valor atual dessa debênture:
B0 = (R$50/1,06) + (R$50/1,062) + (R$50/1,063) + (R$1050/1,064)
B0= R$965,35
O valor de mercado do título é de R$965,35. 
Fim da resposta comentada
Atividade Final - Atende a todos os objetivos. 
Das afirmações que vêm a seguir, umas são falsas (F); outras, verdadeiras (V). 
Examine-as com atenção e, segundo seu entendimento, assinale V ou F. 
( ) Os títulos de renda fixa são investimentos que apresentam regras bem 
definidas de remuneração, pois seus rendimentos ou retornos de capital são 
conhecidos previamente.
( ) IPCA, IGPM, Taxa Selic, TR são exemplos de indexadores de mercado para 
remuneração de títulos prefixados.
( ) Havendo a expectativa de um cenário, onde as taxas de juros irão subir, é 
interessante aplicar em títulos pré-fixados. 
( ) Os títulos de renda fixa Públicos Federais só podem ser emitidos pelo Banco 
Central do Brasil e pelo Tesouro Nacional..
( ) Os títulos públicos federais são classificados no mercado como os de mais 
alto risco. 
( ) Os títulos emitidos por instituições de direito privado são classificados no 
mercado como os de mais menor risco. 
( ) O processo de avaliação de títulos de renda fixa consiste em descontar os 
fluxos de caixa futuros, prometidos ao investidor, a uma taxa que reflete o risco do 
investimento realizado.
Resposta Comentada 
( V ) Sim, resposta verdadeira! As regras são claras. A remuneração é definida no 
momento da compra para os títulos pré-fixados e para os pós-fixados a 
rentabilidade é vinculada a um referencial de mercado (indexador). 
( F ) Resposta falsa! IPCA, IGPM, TaxaSelic, TR são exemplos de indexadores de 
mercado para remuneração de títulos PÓS-FIXADOS.
( F ) Resposta falsa! Quando se espera aumento das taxas de juros, os 
investidores tendem a aplicar seus recursos em títulos de renda fixa pós-fixados, 
uma vez que a remuneração está vinculada à variação de um indicador de 
mercado, possibilitando assim maiores ganhos para o investidor.
( F ) Resposta falsa! Desde março de 2002, o BACEN não emite títulos. Os 
títulos públicos federais são emitidos pelo Tesouro Nacional. O BACEN executa a 
política monetária com os títulos do Governo.
( F ) Resposta falsa! Os títulos públicos federais são classificados no mercado 
como os de mais baixo risco, porque há garantia do Governo Federal de 
pagamento e, teoricamente, o governo é considerado emissor livre de risco. 
( F ) Resposta falsa! Os títulos públicos federais que são considerados de menor 
risco. Existe maior grau de risco nas emissões privadas. Um dos riscos é o de 
inadimplência. Este pode ser percebido por meio da avaliação do perfil creditício 
do emissor. Deve ser observada a capacidade e o histórico de pagamento do 
emissor do título, como também outros indicadores que revelam a eficiência 
operacional, estrutura de endividamento etc. 
( V ) Resposta verdadeira! Esse processo tem como objetivo determinar o valor 
presente do título, ou melhor, o valor de mercado para negociação.
Fim da atividade
Resumo
Os títulos de renda fixa são investimentos que apresentam regras bem definidas 
de remuneração, pois seus rendimentos são conhecidos previamente. Ou seja, 
pré-determinado no momento da compra, que são os títulos pré-fixados, ou 
corrigido por um indexador, que são os títulos pós-fixados.
No mercado de renda fixa, são negociados títulos que se diferenciam, 
principalmente, pelo prazo de vencimento e pela natureza do emissor. Os títulos que 
apresentam prazo de vencimento inferior a um ano são normalmente classificados 
como instrumentos de curto prazo do mercado monetário. Os títulos que apresentam 
prazo de vencimento superior a um ano são comumente identificados no mercado 
como bônus ou títulos de dívida. 
Os títulos de renda fixa podem ser emitidos por instituições públicas e privadas. Os 
públicos são emitidos pelo Tesouro Nacional (poder federal) e pelos poderes 
estaduais e municipais, e os títulos privados são emitidos por instituições ou 
empresas de direito privado. 
De modo geral, os títulos de renda fixa representam instrumentos de captação de 
recursos com objetivos específicos de aplicação e são avaliados, pelos investidores, 
quanto ao grau de risco e retorno esperado, a partir da aplicação de técnicas 
específicas de avaliação. 
Informações sobre a próxima aula
Na próxima aula, iremos estudar o mercado de ações. Até lá!
Referências Bibliográficas
ASSAF NETO, Alexandre. Mercado Financeiro. 7ª ed. São Paulo: Atlas, 2006. 
AZEVEDO, Hugo Daniel de Oliveira. 500 Perguntas (e respostas) Avançadas de 
Finanças: para profissionais de mercado. Rio de Janeiro: Campus/Elsevier, 2007. 
FORTUNA, Eduardo. Mercado Financeiro – Produtos e Serviços. 15ª ed. Rio 
de Janeiro: Qualitymark, 2002. 
GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira. 10ª ed. São 
Paulo: Addison Wesley, 2004. 
GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira. 12ª ed. São 
Paulo: Pearson Prentice Hall, 2010. 
TOSTES, Marcello et al. Glossário de temos econômicos e financeiros. 2ª ed. 
Rio de Janeiro: SBERJ, 1999.
Sites:
http://www.bcb.gov.br
http://www.cblc.com.br
http://www.cibrasec.com.br
http://www.comoinvestir.com.br
http://www.sxc.hu/
http://web.infomoney.com.br 
http://www.receita.fazenda.gov.br
http://simuladortesourodireto.cblc.com.br
http://www.tesouro.fazenda.gov.br
http://veja.abril.com.br/
http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/perguntas_respostas/taxa_juros/taxa-de-juros-selic-banco-central-bc-inflacao-reuniao-ata.shtml
http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/consulta_titulos/consultatitulos.asp
http://simuladortesourodireto.cblc.com.br/
http://web.infomoney.com.br/
http://www.sxc.hu/photo/1172174%20/
http://www.comoinvestir.com.br/
http://www.cibrasec.com.br/conteudo/index.php?id=4
http://www.cblc.com.br/cblc/hotsites/TesouroDireto/player.asp
http://www.bcb.gov.br/
CEDERJ – CENTRO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR A DISTÂNCIA
DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
 
CURSO: Administração DISCIPLINA: Sistema 
Financeiro
CONTEUDISTA: Selma Velozo Fontes
Designer Instrucional: Karin Gonçalves 
Aula 10
Mercado de Renda Variável: focando o mercado de ações
Meta 
Apresentar o conceito e características de renda variável e de alguns dos ativos 
negociados nesse mercado, destacando o mercado de ações.
Objetivos
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de:
1 - apontar a modalidade de renda (fixa ou variável) mais adequada de acordo 
com a variação do mercado; 
2 - identificar alguns ativos de renda variável;
3 - descrever o mercado de ações.
1. Introdução
Estamos iniciando a Aula 10 e nela iremos conhecer um pouco sobre o mercado 
de renda variável. Como o próprio termo sugere, esse mercado caracteriza-se 
pelo fato da remuneração dos ativos ou investimentos não ser dimensionada no 
momento da realização da aplicação, mas sim pelo que se espera do mercado. 
Como assim? Ainda não ficou muito claro?
Então, vamos clarificar: a remuneração não é pré-fixada, não faz parte das 
condições do ativo e varia em função das condições do mercado. 
Figura 10.1: Ativos de renda variável remuneram, conforme as condições ou 
expectativas do mercado.
Fonte - http://www.sxc.hu/photo/504872- Pascal Thauvin
Talvez você já conheça uma série de ativos que remuneram desta maneira. Os 
mais comuns são as ações. Mas também, há os fundos de ações, as commodities 
(mercadorias), entre outros. 
Que tal conhecermos um pouco mais sobre esse mercado? 
Então, vamos lá! 
2. Renda Variável 
A renda variável é representada por toda operação financeira que não se pode 
estabelecer um percentual fixo de retorno, pois sua remuneração é dimensionada 
em função das expectativas de mercado. Os retornos de mercado são sensíveis a 
http://www.sxc.hu/photo/1281977
diversos fatores, como: a condução política e econômica adotada pelo país, 
acontecimentos sociais e políticos, ocorridos no mercado nacional e internacional. 
Tratando-se de ações e outros ativos assemelhados, emitidos por organizações 
empresariais, o mercado também é afetado pelas decisões tomadas pelas 
próprias empresas emissoras, como também pela ocorrência de fatos em seus 
setores de atuação. Desta forma, as operações, cuja remuneração é variável, são 
consideradas mais arrojadas, pois revelam um maior risco no curto prazo. A 
Secretaria da Receita Federal (SRF), em sua Instrução Normativa n° 25, de 6 de 
março de 2001 art. 18, define mercado de renda variável como aquele formado 
por “ativos de renda variável cuja remuneração ou retorno de capital não pode ser 
dimensionado no momento da aplicação”. E cita como exemplo de ativos as 
“ações, quotas ou quinhões de capital, o ouro, ativo financeiro e os contratos 
negociados nas bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas.”
Verbete
Quinhões - representa a parte de um todo que cabe a cada um membro ou 
agente por quem se divide. 
Fim de verbete
O mercado de renda variável compreende todas as operações realizadas 
nas bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas, 
bem como as operações com ouro, ativo financeiro, realizadas fora de 
bolsas, com a interveniência de instituições integrantes do Sistema 
Financeiro Nacional (bancos, corretoras e distribuidoras)...” (INSTRUÇÃO 
NORMATIVA SRF Nº 25, DE 6 DE MARÇO DE 2001, ART. 23) DISPONÍVEL EM: 
Boxe

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