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EMERGÊNCIAS NEUROLÓGICAS: Acidente Vascular Encefálico Verediana Uchôa Especialista em Terapia Intensiva/UFPA Mestra em Enfermagem/UFPA O AVE corresponde a segunda causa de morte no Brasil e no mundo. Dez principais causas de mortalidade no Brasil. EPIDEMIOLOGIA O AVE é definido como uma súbita perda da função encefálica devido à interrupção do fluxo sanguíneo para uma determinada região encefálica. Pode ser dividido em dois tipos: Acidente Vascular Encefálico Isquêmico (AVEI) e o Acidente Vascular Encefálico Hemorrágico (AVEH). Cerca de 85% dos casos de AVE são de origem isquêmica e 15% de origem hemorrágico. O AVE constitui uma emergência neurológica e a perda de tempo para a abordagem desses pacientes significa pior evolução e prognóstico. DEFINIÇÃO FATORES DE RISCO RISCOS MODIFICÁVEIS: Hipertensão; Diabetes; Tabagismo; Dislipidemias; Sedentarismo; Acidente isquêmico transitório. RISCOS NÃO MODIFICÁFEIS: Idade; Sexo; Raça; Hereditariedade. ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO ISQUÊMICO No acidente vascular encefálico isquêmico, há a diminuição do suprimento sanguíneo cerebral devido obstrução parcial ou total de vasos. AVE isquêmico aterotrombótico AVE isquêmico cardioembólico ETIOLOGIA Alteração na fala; Dificuldade visual; Alteração da força ou sensibilidade, especialmente em um lado do corpo; Alteração do equilíbrio; Déficit neurológico. SINTOMATOLOGIA FISIOPATOLOGIA TRATAMENTO O tratamento inclui intervenções de suporte clínico e medidas para restaurar o fluxo sanguíneo cerebral. No atendimento inicial, deve ser definido o momento exato do aparecimento dos sintomas do AVEI. Medidas gerais: Controle da PA Controle de glicemia Controle da temperatura Trombólise Endovenosa: tratamento trombolítico, com ativador do plasminogênico tecidual recombinate (rt-PA). Trombólise Endovenosa (critérios de inclusão) AVE isquêmico em qualquer território encefálico; Possibilidade de se iniciar a infusão do rtPA dentro de 4,5 horas do início dos sintomas; Tomografia computadorizada (TC) do crânio ou ressonância magnética (RM) sem evidência de hemorragia; Idade superior a 18 anos. TRATAMENTO Cuidados durante e após a administração do trombolítico: Transferir o paciente para unidade de tratamento intensivo ou unidade de AVE; Iniciar a infusão de rtPA EV 0,9mg/kg administrando 10% em bolus em 1 minuto e o restante em 1 hora. Não exceder a dose máxima de 90mg. Não administrar heparina, antiagregante plaquetário ou anticoagulante oral nas primeiras 24 horas do uso do trombolítico. Não passar sonda nasoentérica nas primeiras 24 horas. Não realizar cateterização venosa central ou punção arterial nas primeiras 24 horas. Não passar sonda vesical. Se for imprescindível o uso de sonda vesical, esperar até, pelo menos, 30 minutos do término da infusão do rtPA. TRATAMENTO Se houver qualquer suspeita de hemorragia intracraniana, suspender o rtPA e solicitar TC de crânio com urgência Controle neurológico rigoroso: verificar escore de AVE do NIHSS a cada 15 minutos durante a infusão, a cada 30 minutos nas próximas 6 horas e, após, a cada hora até completar 24 horas. Pacientes que apresentam contraidicação para trombólise endovenosa são tratados na fase inicial com antiagregante plaquetário e nos casos de AVEI de causa cardioembólica, com heparina seguida de anticoagulante oral. O AVE hemorrágico ocorre quando há rompimento de um vaso cerebral, provocando hemorragia. Esta hemorragia pode acontecer dentro do tecido cerebral (hemorragia intraparenquimatosa) ou na superfície entre o cérebro e a meninge (hemorragia subaracnóidea). ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO HEMORRÁGICO ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO HEMORRÁGICO O AVE hemorrágico tem como causa, principalmente, a hipertensão arterial e a ruptura de um aneurisma. No entanto, também pode ser provocado por outros fatores, como: TCE; Tumores cerebrais; Malformações arteriovenosas; Radioterapia de cabeça e pescoço; Vasculite (inflamação dos vasos sanguíneos), que pode ser provocada por infecções; Uso de rt-PA no AVEI. ETIOLOGIA SINTOMATOLOGIA Cefaleia; Náuseas e vômitos; Rebaixamento do nível de consciência; Déficit motor; Sintomas de hipertensão intracraniana. Tomografia Computadorizada (TC) de crânio (importante no diagnóstico diferencial entre AVEI e AVEH). AVEI AVEH DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL O tratamento do AVEH pode ser clínico ou cirúrgico. O tratamento clínico está focado no manejo das complicações do sangramento, como a hipertensão intracraniana e no manejo da PA. O tratamento cirúrgico deve ser considerado para a drenagem de hematomas de grande volume. TRATAMENTO image1.jpg image2.jpeg image3.png image4.png image5.png image6.png image7.jpeg image8.png image9.jpeg image10.png image11.png image12.jpeg image13.png image14.png image15.jpeg image16.png image17.png image18.png