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CONFORTO TÉRMICO –
FERRAMENTAS E SIMULAÇÕES 
Profª. Esp.: Karol Moreira
FATORES
1. Ambientais: 
• Temperatura do Ar (Tar)
• Velocidade do Ar, 
• Umidade Relativa (UR)
• Temperatura Radiante Média (TRM)
2. Pessoais
• Atividade Metabólica (MET)
• Vestuário (CLO)
ÍNDICES
1. PMV (Voto Médio Previsto)
É um índice que estima a sensação térmica média de um grupo de pessoas, numa escala de –3 (muito frio) a 
+3 (muito quente). Ele combina variáveis ambientais e pessoais para prever se o ambiente será percebido 
como confortável ou não.
2. PPD (Porcentagem Prevista de Insatisfeitos)
É o índice que estima a porcentagem de pessoas insatisfeitas em um ambiente térmico. Ele se baseia no 
PMV e varia de cerca de 5% (mínimo possível) até 100% de insatisfeitos.
ÍNDICE
1. Temperatura Efetiva (TE)
Índice que combina temperatura do ar, 
umidade relativa e velocidade do ar, 
traduzindo a sensação térmica percebida 
pelo corpo.
2. Heat Indez (Indice de Calor)
É um indicador meteorológico que 
combina a temperatura do ar e a 
umidade relativa para determinar como 
as sensação de calor real e o risco de 
estresse térmico, muito usado em climas 
quentes e úmidos
CARTA PSICOMÉTRICA
Carta psicrométrica: é um gráfico que relaciona temperatura do ar, umidade 
relativa, ventilação e calor radiante, permitindo visualizar em que condições o 
ambiente está dentro ou fora da zona de conforto térmico e indicar ajustes 
necessários.
Dentro da carta, há uma zona de conforto definida pela ASHRAE (ex.: entre 20–26 
°C e 30–60% UR). Então como saber se está ou não dentro da Zona de Conforto?
1. Identificação dos Eixos:
• Horizontal (x): temperatura do ar (°C).
• Vertical (y): umidade absoluta ou razão de umidade (g de vapor/kg de ar 
seco).
• As linhas curvas representam a umidade relativa (%).
2. Como inserir dados:
• Meça Temperatura do Ar (Tar) e Umidade Relativa (UR) com um higrômetro.
• Localize a temperatura no eixo x.
• Siga a linha correspondente de UR no gráfico (ex.: 50%).
• O ponto onde se cruzam Tar e UR é a condição do ar.
GRÁFICO DE OLGYAY
É uma ferramenta bioclimática que cruza 
temperatura do ar e umidade relativa em um gráfico, 
mostrando a zona de conforto e indicando, por meio 
de setas, quais estratégias arquitetônicas devem ser 
aplicadas quando o clima está fora dessa zona (como 
ventilação, sombreamento ou aquecimento).
Sobre o gráfico estão desenhadas zonas de 
conforto e setas que indicam as estratégias 
necessárias quando um ponto climático cai fora 
dessa zona.
1. Identificação dos Eixos:
• Horizontal (x): temperatura do ar ºC.
• Vertical (y): umidade relativa (%).
2. Como inserir dados:
• Pegue Tar e UR de uma condição (diária, 
média mensal ou medida real).
• Localize no gráfico (como na carta 
psicrométrica).
• Se o ponto cair dentro da zona central, há 
conforto.
• Se cair fora, siga a seta do diagrama ela 
aponta a estratégia projetual necessária.
GRÁFICO DE GIVONI
É um diagrama bioclimático que relaciona temperatura do ar e umidade relativa para indicar zonas de conforto e as estratégias 
arquitetônicas adequadas a cada condição climática, como ventilação, massa térmica ou aquecimento passivo.
O gráfico é dividido em zonas climáticas, cada uma associada a uma estratégia de conforto:
• Zona de conforto. – UR: 20 a 80%, Tar: 18 a 29ºC
• Zona de ventilação. – UR: acima de 80%, Tar: 29 a 32ºC
• Zona de resfriamento evaporativo. – Tar: acima de 32ºC
• Zona de resfriamento de massa térmica. – dia Tar Alta e noite Tar baixa
• Zona de ventilação noturna e resfriamento de massa térmica. – Tar acima de 32ºC
• Zona de umidificação. – UR: abaixo de 20% e Tar: menor que 27ºC
• Zona de massa térmica para aquecimento. – Tar: 12,5 a 18ºC
• Zona de aquecimento solar passivo. – Tar: 9 a 12,5ºC
• Zona de aquecimento solar ativo – Tar: 4 a 9ºC
1. Identificação dos Eixos:
• Horizontal (x): temperatura de bulbo seco (Tar).
• Vertical (y): umidade relativa (%).
2. Como inserir dados:
• Use dados de temperatura média mensal e UR 
(extraídos de arquivos climáticos ou tabelas).
• Marque os pontos no gráfico.
• Veja em que zona cada ponto 
cai isso mostra a estratégia
Predominante daquele mês.
GRÁFICO DE GIVONI
ATIVIDADE COM 
HIGRÔMETRO
Agora vamos testar na prática 
os conceitos de Temperatura do 
Ar (Tar) e Umidade Relativa (UR).
Se dividam em 2 grupos, onde 
vocês vão utilizar o higrômetro
para medir as condições 
ambientais em diferentes pontos 
da sala de aula. Em seguida, 
registrem os valores na ficha 
fornecida e depois marquem no 
gráfico psicrométrico 
simplificado para verificar se o 
ambiente se encontra dentro ou 
fora da zona de conforto.
INERCIA TÉRMICA 
materiais
INERCIA TÉRMICA
Os materiais e acabamentos desempenham um 
papel crucial na estratégia de conforto térmico. 
Um dos conceitos importantes a considerar é a 
inércia térmica que é a capacidade que um 
material possui de absorver, armazenar e liberar 
calor de forma gradual. Essa propriedade está 
diretamente ligada à densidade, à condutividade 
e ao calor específico: quanto maior a massa e 
maior a capacidade térmica do material, mais 
lentamente ele reage às mudanças de 
temperatura externa. Assim, a inércia atua como 
um “amortecedor” das variações térmicas ao 
longo do dia.
INERCIA TÉRMICA E 
TROCAS DE CALOR
A capacidade de absorver calor acontece porque todo 
material realiza trocas de calor por condução, convecção e 
radiação. Nas paredes externas, o calor do sol incide 
primeiro na superfície, que o absorve e o transfere para o 
interior por condução; em materiais de alta massa térmica
(como concreto, tijolo maciço ou pedra), essa transferência 
é lenta, criando um desfasamento entre o pico de calor 
externo e o aquecimento interno, o que pode melhorar o 
conforto em climas de grande amplitude térmica. No 
entanto, em climas quentes e úmidos, esse mesmo atraso 
pode ser prejudicial, pois o calor armazenado ao longo do 
dia é liberado à noite, justamente quando se busca 
resfriamento. Já os materiais de baixa inércia térmica (como 
madeira leve ou drywall) aquecem e resfriam rapidamente, 
transmitindo calor quase de imediato, o que pode ser 
desconfortável em regiões de calor constante, mas 
vantajoso em locais com noites frias.
DEFINIÇÃO DOS MATERIAIS
Os materiais de construção podem ser classificados de acordo com sua inércia térmica, isto é, a 
capacidade de armazenar e liberar calor ao longo do tempo. Essa característica determina se um 
ambiente se aquece ou se resfria mais lentamente ou mais rapidamente. De forma geral, falamos em alta, 
média e baixa inércia térmica:
Categoria / Inércia Exemplos de Materiais Função no Aquecimento Função no Resfriamento
Alta Inércia Térmica
Concreto maciço, tijolo maciço, 
pedra, adobe
Funcionam como 
“acumuladores” de calor: 
absorvem a radiação solar 
durante o dia e a liberam 
lentamente à noite
Retardam a entrada de calor 
externo, diminuindo o 
superaquecimento diurno. 
Média Inércia Térmica
Madeira maciça, blocos 
cerâmicos ocos, argamassas
Possuem capacidade moderada 
de armazenar calor, oferecendo 
equilíbrio térmico em climas 
amenos. 
Amortecem parcialmente o 
ganho de calor durante o dia e 
permitem dissipação razoável à 
noite.
Baixa Inércia Térmica
Madeira leve, drywall, placas de 
gesso acartonado, chapas 
metálicas finas e vidro
Quase não armazenam calor, 
resfriando rapidamente após o 
pôr do sol; 
Reagem rápido às variações 
externas: aquecem e resfriam 
com facilidade. 
DINÂMICA
ATIVIDADE EM SALA – ANALISE CLIMÁTICA
• Manaus (úmido/quente): Jan 29 °C | 80% UR; Mai 
28 °C | 83% UR
• Brasília (tropical sazonal): Jul 20 °C | 35% UR; Nov
26 °C | 55% UR
• Curitiba (mais ameno): Jul 15 °C | 70% UR; Jan 24 
°C | 65% UR
ATIVIDADE EM SALA – ANALISE CLIMÁTICA - ESTRATÉGIAS
• Manaus • Brasília • Manaus
	Slide 1: Conforto térmico – ferramentas e simulações 
	Slide 2: Fatores
	Slide 3: índices
	Slide 4
	Slide 5: Carta psicométrica
	Slide 6: Gráfico de Olgyay
	Slide 7:Gráfico de givoni
	Slide 8: Gráfico de givoni
	Slide 9: Atividade com higrômetro
	Slide 10: Inercia térmica 
	Slide 11: inercia térmica
	Slide 12: inercia térmica e trocas de calor
	Slide 13: Definição dos materiais
	Slide 14: dinâmica
	Slide 15: Atividade em sala – analise climática
	Slide 16: Atividade em sala – analise climática - estratégias