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1 ANATOMIA E FISIOLOGIA: • Órgão tubular que se estende desde o pescoço (C6) até o abdome superior (T11) • 25-30 cm • Apenas mucosa e camada muscular • Epitélio escamoso estratificado não queratinizado • Musculatura estriada - 1/3 superior • Musculatura lisa - 2/3 inferiores • Inicia na linha média • À esquerda no desfiladeiro torácico • À direita no arco aórtico e carina • Volta para a esquerda junto do brônquio fonte esquerdo até o hiato • Área em V de Laimer • Triangulo de Killian - divertículo de Zenker 3 ÁREAS DE CONSTRIÇÃO: • Músculo cricofaríngeo (EES) • Constrição bronco-aórtica • Hiato esofágico (EEI) 2 Os esfíncteres esofágicos superior e inferior são áreas de alta pressão → NÃO SÃO ESTRUTURAS ANATÔMICAS!!!! • EES - previne a entrada contínua de ar no esôfago - pressão média de 60 mmHg • EEI - previne o refluxo de conteúdo gástrico para o esôfago - pressão média de 24 mmHg A DEGLUTIÇÃO TEM 3 FASES: • Fase oral • Fase faríngea • Fase esofágica FASE ESOFÁGICA: • Relaxamento do EES seguido por rápida contração • Peristalse Primária Secundária Terciária • Relaxamento do EEI DISTÚRBIOS DE MOTILIDADE: QUADRO CLÍNICO: • Disfagia • Regurgitação • Globus • Precordialgia • Queimação • Perda de peso ETIOLOGIA: PRIMÁRIA: • Acalasia • EED • Esôfago em quebra-nozes • Hipertensão do EEI O único órgão envolvido é o esôfago SECUNDÁRIA: • Colagenoses • Doença de Chagas • Miastenia Gravis Doenças sistêmicas DIAGNÓSTICO: • História Clínica • Manometria esofágica A severidade dos sintomas nem sempre se correlaciona diretamente com os achados da manometria • Exames contrastados: Esofagograma contrastado EDA ESPASMO ESOFAGEANO DIFUSO (EED): • Distúrbio de hipermotilidade do esôfago distal – contrações não propulsivas e hiperdinâmicas – difere da acalasia pois o problema está no corpo do esôfago, nela predomina a hipertonicidade do EEI enquanto aqui predominam as contrações vigorosas e descoordenadas. • Mais comum em mulheres • Múltiplas queixas não relacionadas QUADRO CLÍNICO: 3 • Precordialgia • Regurgitação • Disfagia • Os sintomas tendem a aparecer em associação com episódios de estresse • Os sintomas podem não estar associados à DRGE, mas este último tende a agravar os sintomas • Pode haver associação com determinados tipos de alimentos: ácidos e gelados DIAGNÓSTICO: • Manometria esofágica → contrações precoces ( 8.000 mmHg x s x cm em pelo menos 2 deglutições líquidas • Associação do aumento de pressão com dor precordial TRATAMENTO CLÍNICO: • Medidas comportamentais - retirada de alimentos “gatilho” • Medicamentos – nitrato, bloqueadores de canal de cálcio, anticolinérgicos TRATAMENTO CIRÚRGICO: Peroral Endoscopic Myotomy (POEM) ACALASIA: • Ausência de relaxamento • Distúrbio de motilidade esofágica mais frequente • Mais comum em mulheres jovens PATOGÊNESE: • Destruição da inervação do EEI, com consequente não relaxamento do mesmo → falha do relaxamento do EEI • Degeneração do plexo nervoso esofageano: Dilatação esofágica Perda da peristalse QUADRO CLÍNICO: • Disfagia progressiva (primeiro líquido, depois sólido) • Regurgitação • Perda de peso A acalasia é considerada uma condição clinica pré-maligna, com risco de até 8% em 20 anos do paciente desenvolver câncer de esôfago (aumento de 28x) DIAGNÓSTICO: ESOFAGOGRAMA BARITADO: “Bico de pássaro” – deformidade afunilada do EEI MANOMETRIA ESOFÁGICA: • Exame padrão ouro • Ausência de relaxamento do EEI e peristalse primária ENDOSCOPIA DIGESTIVA ALTA: Excluir outras causas de disfagia CLASSIFICAÇÃO: TIPO I (ACALASIA CLÁSSICA): Ausência de peristalse esofageana normal, sem aumento de pressão intra-luminal; ausência de relaxamento do EEI TIPO II: Ausência de peristalse esofageana normal, com aumento de pressão esofageana em pelo menos 20% das deglutições; ausência de relaxamento do EEI 5 Contrações espásticas do esôfago em pelo menos 20% das deglutições; ausência de relaxamento do EEI TRATAMENTO CLÍNICO: Habitualmente gera alívio sintomático provisório e de curto prazo Reduzem a pressão do EEI: • Nitrato • Bloqueador de canal de cálcio • Toxina botulínica TRATAMENTO CIRÚRGICO: Esofagomiotomia a Heller: Associada a fundoplicatura parcial. Casos não avançados – secção das fibras musculares da transição esôfago gástrica. Mais usado. Esofagectomia: Casos avançados ou lesões pré-malignas • Falha da miotomia • Dólico-megaesôfago • Técnica trans-hiatal ou transtorácica • A preservação do nervo vago é possível • Preferencialmente a reconstrução é feita com tubo gástrico DISTÚRBIO DE MOTILIDADE ASSOCIADO À DRGE: 6 Mecanismo de lesão ainda não estabelecido - provavelmente decorrente da irritação crônica pelo conteúdo gástrico QUADRO CLÍNICO: • Refluxo • Disfagia DIAGNÓSTICO: Manometria esofágica: • Motilidade ineficaz em pelo menos 50% das deglutições • DCI