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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ - UECE 
UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL - UAB 
CENTRO DE HUMANIDADES 
CURSO DE GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA - LICENCIATURA A DISTÂNCIA 
 
GRUPO: 
ADNA QUEIROZ FRUTUOSO DE OLIVEIRA 
ANA KELLY DA SILVA MENESES 
HIAGO LOPES PEREIRA 
MARIA DE LOURDES LOPES DE SOUZA 
 
DISCIPLINA: HISTÓRIA DO CEARÁ I 
PROFESSOR (A): CAMILA IMACULADA SILVEIRA LIMA 
 
CASCAVEL, CEARÁ 
2026.1 
 
HISTORIANDO 02: 
 
A Revista do Instituto do Ceará é um dos principais acervos para o estudo da história indígena 
no estado. Ela abriga artigos seminais, como os de Carlos Studart Filho e Pompeu Sobrinho, 
que mapearam as antigas etnias e a etnologia regional, além de relatórios coloniais, como os 
do padre Theberge entre outros. 
Dito isso, a proposta do nosso historiando é uma análise de documentos sobre os povos 
indígenas no Ceará disponibilizados pelo Instituto do Ceará em sua revista 
(Link: https://www.institutodoceara.org.br/revistas/). 
Orientações sobre o historiando: 
1. O trabalho será realizado em equipe (máximo 5); 
2. A equipe selecionará UM dos documentos disponibilizados no link da biblioteca da 
disciplina: https://drive.google.com/drive/folders/1LKnq6aVFReO0LuHCl2t2Yjp_DfXITjTO 
3. Os documentos são: 
• As Tribus Indígenas do Ceará (1926): Escrito por Carlos Studart Filho, traça um 
panorama sobre a localização e as características dos grupos Tupi-Guaranis e Cariris. 
• Notas Históricas sobre Indígenas Cearenses (1931): Documenta a presença de 
povos como os Cariris do Crato e os Icós na região do Vale do Jaguaribe. 
• Os Aborígenes do Ceará (1963): Estudo de Pompeu Sobrinho sobre a nomenclatura e 
a divisão dos povos nativos. 
4. Selecionado o documento, a equipe fará uma análise da fonte conforme o modelo 
disponibilizado no mesmo link. 
https://www.institutodoceara.org.br/revistas/
https://ava2.uece.br/mod/book/view.php?id=149941
https://drive.google.com/drive/folders/1LKnq6aVFReO0LuHCl2t2Yjp_DfXITjTO
OS ABORÍGENES DO CEARÁ (1963): ESTUDO DE POMPEU SOBRINHO SOBRE A 
NOMENCLATURA E A DIVISÃO DOS POVOS NATIVOS. 
 
REVISTA 
Revista do Instituto do Ceará – Tomo LXXVII – 1963. 
Ano de publicação: 1963. 
DESCRIÇÃO DA EDIÇÃO DA REVISTA 
O Tomo LXXVII (1963) da Revista do Instituto do Ceará traz estudos sobre a história, geografia, cultura e 
memória do Ceará, escritos por pesquisadores do Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e 
Antropológico). O objetivo da edição é preservar e divulgar documentos, pesquisas e interpretações sobre 
a formação histórica do estado e valorizar seu patrimônio histórico e cultural. 
Dentre os trabalhos publicados, destaca-se "Os Aborígenes do Ceará – 2.ª Parte: Notícias Históricas", de 
Carlos Studart Filho. Este artigo apresenta um levantamento histórico sobre os povos indígenas do Ceará. 
Ele aborda a nomenclatura, a localização geográfica, a classificação e as referências em documentos 
coloniais. Além desse estudo, a revista inclui outros artigos sobre a história regional, ajudando a preservar 
a memória cearense. 
FONTE 
Os Aborigines do Ceará (2.ª Parte: Notícias Históricas) 
Fonte de Publicação: Revista do Instituto do Ceará, Fortaleza, v. LXXVII, p. 153-217, 1963. 
AUTOR 
Carlos Studart Filho destacou-se no Ceará como historiador, pesquisador e intelectual, concentrando suas 
atenções nos campos da história, etnografia e arqueologia locais. Ele deu continuidade a uma linhagem de 
intelectuais do estado por ser descendente do Barão de Studart (Guilherme Studart), figura central na 
preservação documental mencionada ao longo do texto. 
Em sua rotina de pesquisa, trocava ideias e mantinha forte contato com outros nomes de peso do meio 
intelectual cearense e brasileiro, a exemplo de Thomaz Pompeu Sobrinho, Antônio Bezerra, Perdigão de 
Oliveira, Araripe e Estêvão Pinto. 
O ponto forte de seus trabalhos residia no exame criterioso de papéis do período colonial e de fontes 
primárias cuja autenticidade estivesse comprovada. Ele questionava atalhos e conceitos genéricos da 
época, como chamar qualquer grupo de "tapuia" ou misturar os nomes das etnias, preferindo fazer um 
levantamento sistemático da cultura, da divisão geográfica e da dinâmica social dos povos originários do 
Ceará. 
Como integrante atuante do Instituto do Ceará, utilizava a Revista do órgão como canal preferencial para 
circular seus achados etnológicos e historiográficos. O estudo "Os Aborígenes do Ceará - 2.ª Parte: 
Notícias Históricas" ilustra bem essa parceria frequente com a publicação, por meio da qual deixou um 
acervo relevante para a história e a arqueologia cearenses. 
DESCRIÇÃO DA FONTE 
O artigo "Os Aborígenes do Ceará – 2ª Parte: Notícias Históricas", publicado em 1963 na Revista do 
Instituto do Ceará, tem como tema principal os povos indígenas que habitavam o território cearense antes e 
durante a colonização portuguesa. O autor, Carlos Studart Filho, reúne informações extraídas de crônicas, 
documentos coloniais e trabalhos de historiadores anteriores para identificar as diferentes etnias indígenas, 
os espaços que ocupavam e os conflitos travados com os colonizadores. 
A narrativa possui caráter histórico-descritivo e documental. O autor afirma que a história dos povos 
indígenas do Ceará é fragmentada devido à dispersão das fontes e ao fato de muitos documentos utilizarem 
denominações genéricas, como "tapuia", "índio" ou "caboclo", dificultando a identificação precisa de cada 
povo. Por isso, busca organizar essas referências, localizar geograficamente as tribos e discutir aspectos 
relacionados à ocupação do território e à cultura material indígena. 
O texto destaca a dificuldade de identificar corretamente as diferentes etnias indígenas, pois um mesmo 
povo podia receber nomes distintos nos documentos coloniais. Assim, o autor busca organizar essas 
informações para ampliar o conhecimento sobre a história indígena do Ceará. 
CONTEXTO HISTÓRICO DE PRODUÇÃO DA FONTE 
A obra Os Aborígenes do Ceará, de Carlos Studart Filho, foi publicada na Revista do Instituto do Ceará, 
em 1962/1963. Ela foi escrita em um período em que a historiografia brasileira valorizava principalmente a 
pesquisa documental e a preservação da história regional. 
No texto Os Aborigenes do Ceará: 
O autor utilizou documentos reunidos por pesquisadores como Barão de Studart e Antônio Bezerra, 
buscando organizar informações que estavam dispersas sobre os povos indígenas do Ceará. Ele próprio 
afirma que a história dessas populações era fragmentada e difícil de reconstruir devido à escassez de 
registros e ao uso de diferentes nomes para os mesmos grupos indígenas. Além disso, a obra reflete a visão 
historiográfica da época, baseada principalmente nos relatos dos colonizadores e missionários, o que 
explica a linguagem e as interpretações presentes no texto. 
PROBLEMATIZAÇÃO DA FONTE 
Apesar de sua relevância, a fonte precisa ser analisada considerando o contexto em que foi produzida. 
Grande parte das informações utilizadas por Carlos Studart Filho foi retirada de documentos escritos por 
colonizadores, missionários e administradores portugueses. Isso significa que a visão apresentada é, em 
muitos momentos, a dos europeus, e não a dos próprios povos indígenas. 
Além disso, o texto reproduz algumas classificações, como "selvagens", "hordas" e "tapuias; 
expressões comuns na historiografia da época, que atualmente são questionadas por simplificarem a 
diversidade dos povos indígenas. Estudos mais recentes mostram que esses povos não foram apenas 
vítimas da colonização, mas sujeitos históricos que resistiram, negociaram e desempenharam papel 
fundamental na formação do Ceará. 
Desse modo, a fonte levanta importantes questões para a pesquisa histórica: 
• Quem produziu os documentos utilizados pelo autor? 
• Quais vozes indígenas ficaram ausentes? 
• Como os interesses da colonização influenciaram a forma como esses povos foram descritos? 
• De que maneira a historiografiacontemporânea revisa essas interpretações e reconhece o 
protagonismo indígena na formação histórica do ceará? 
Essas problematizações permitem compreender que toda fonte histórica é resultado de um contexto 
específico de produção e deve ser analisada de forma crítica. 
RECEPÇÃO E RELEVÂNCIA HISTORIOGRÁFICA DA FONTE 
A obra tornou-se uma importante referência para os estudos sobre os povos indígenas do Ceará por reunir e 
sistematizar informações presentes em diversos documentos históricos. Ela apresenta dados sobre 
diferentes etnias, conflitos, aldeamentos e o processo de ocupação do território cearense. 
Atualmente, os historiadores reconhecem seu valor documental, mas também fazem uma leitura crítica da 
obra. Isso porque ela foi escrita com base, principalmente, na visão dos colonizadores, sem considerar 
plenamente a perspectiva dos próprios povos indígenas. 
Por esse motivo, hoje a obra continua sendo uma referência importante, mas é utilizada em conjunto com 
pesquisas mais recentes da História, da Antropologia e da Arqueologia, que ampliam o conhecimento sobre 
os povos indígenas e valorizam seu protagonismo histórico. 
REFERÊNCIAS 
ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. Metamorfoses indígenas: identidade e cultura nas aldeias 
coloniais do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2003. 
BARROS, José D'Assunção. Fontes históricas: uma introdução aos seus usos historiográficos. In: 
ANPUH-RJ. História e Parcerias, 2019. 
CUNHA, Manuela Carneiro da (org.). História dos índios no Brasil. 2. ed. São Paulo: Companhia das 
Letras, 1998. 
INSTITUTO DO CEARÁ (Histórico, Geográfico e Antropológico). Revistas. Disponível em: 
https://www.institutodoceara.org.br/revistas/. Acesso em: 22 jul. 2026. 
MONTEIRO, John Manuel. Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. São 
Paulo: Companhia das Letras, 1994. 
SILVA, Francisco Gleidson da. As classificações etnolinguísticas e culturais dos povos indígenas do 
Ceará segundo os intelectuais do Instituto do Ceará (1926–1963). 2019. Dissertação (Mestrado em 
História e Culturas) – Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, 2019. Disponível em: 
http://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=102601. Acesso em: 22 jul. 2026. 
STUDART FILHO, Carlos. Aborígines do Ceará. Fortaleza: Instituto do Ceará, 1965. Disponível em: 
https://etnolinguistica.wdfiles.com/local--files/biblio%3Astudart-1965-
aborigines/Studart_1965_AboriginesDoCeara.pdf. Acesso em: 22 jul. 2026. 
STUDART FILHO, Carlos. Os Aborígenes do Ceará – 2ª Parte: Notícias Históricas. In: Revista do 
Instituto do Ceará, Fortaleza, ano LXXVII, 1963. Disponível em: 
https://www.institutodoceara.org.br/revistas/. Acesso em: 22 jul. 2026. 
 
 
 
https://www.institutodoceara.org.br/revistas/?utm_source=chatgpt.com
http://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=102601
https://etnolinguistica.wdfiles.com/local--files/biblio%3Astudart-1965-aborigines/Studart_1965_AboriginesDoCeara.pdf
https://etnolinguistica.wdfiles.com/local--files/biblio%3Astudart-1965-aborigines/Studart_1965_AboriginesDoCeara.pdf
https://www.institutodoceara.org.br/revistas/

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