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SOCIOLOGIA ECONÔMICA E 
POLÍTICA 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 4 – 
INSTITUIÇÕES SOCIAIS, 
ESTRUTURA SOCIAL E 
PODER. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Olá, caro (a) aluno (a)! 
 
As instituições sociais são organismos sociais constituídos para 
promover a integração dos membros da sociedade. Algumas instituições 
sociais, como o estado e a igreja, unem as pessoas de acordo com aspectos 
compartilhados pelos membros das instituições, como religião e 
nacionalidade. Em outros casos, como na escola e no trabalho, as instituições 
sociais são um meio de adequar o indivíduo ao comportamento esperado pela 
sociedade. 
Deste ponto de vista, neste capítulo, procuraremos identificar e analisar 
as mudanças sociais; conceituar interação social; conceituar e caracterizar 
instituições sociais e estruturas sociais relacionadas ao poder. 
 
 
Bons estudos! 
4 A IMPORTÂNCIA DAS INSTITUIÇÕES SOCIAIS 
 
 
No complexo sistema de interação social que existe em diferentes sociedades, 
certas atividades repetidas, rotineiras e planejadas são necessárias e, se não 
ocorrem, fazem falta para uma determinada comunidade para cumprir algum papel 
naquela coletividade (DIAS, 2010). 
Desde uma simples luta de boxe que ocorre regularmente e satisfaz várias 
necessidades como lazer, vazão de agressividade, geração de empregos, etc., até 
mesmo o complexo sistema de relacionamentos que existe em uma instituição como 
o Estado, todas desempenham necessidades. Muitos deles são perceptíveis, outros 
nem tanto. Podemos citar o ilegal jogo do bicho: qual é o seu papel representado em 
quase todos os municípios brasileiros, aceito e reconhecido por diversas classes 
sociais? Servindo a grupo mais amplo de pessoas com práticas menos burocráticas e 
respondendo mais rapidamente às necessidades de pessoas mais modestas, ou 
mesmo criando uma rede complexa de dependentes e assalariados, que não têm 
outro caminho. Se o analisarmos corretamente, encontraremos várias razões para sua 
persistência e aceitação social, que o determinam como instituição social, mesmo que 
seja considerada ilegal (DIAS, 2010). 
As instituições são caracterizadas pelos diferentes "status" e papéis 
construídos durante sua institucionalização, papéis previsivelmente ligados. No caso 
do "jogo do bicho", a previsibilidade de papéis e a padronização de regras e 
regulamentos o caracterizam como uma instituição social. Na maioria das cidades 
brasileiras, os organizadores do jogo são conhecidos e fáceis de encontrar, e se uma 
pessoa ganha, sabe que receberá um prêmio, pois é uma norma informal consolidada, 
um jeito institucionalizado: "ganhou, recebeu" (DIAS, 2010). 
Além do "jogo do bicho", existem outras instituições sociais que não são 
reconhecidas, que estão institucionalizadas e atendem a determinadas necessidades 
sociais e se perpetuam pela aceitação social ainda que não sejam legalmente 
reconhecidas. Certas instituições existem em todas as sociedades. São eles 
instituições familiares, educacionais, religiosas, econômicas e políticas. Cada uma 
dessas instituições tem certas funções e responsabilidades atribuídas a ela pela 
sociedade em que estão inseridas (DIAS, 2010). 
4.1 Conceito de instituição social 
 
Uma instituição social é um sistema complexo e organizado de relações sociais 
relativamente permanentes, incorporando valores comuns e formas de agir e 
satisfazer certas necessidades básicas da sociedade (DIAS, 2010). 
Em instituições sociais, as atividades são rotineiras e previsíveis; além disso, 
os relacionamentos humanos que as perpassam têm uma forma e um estilo 
reconhecível. Algumas instituições surgem espontaneamente, ao longo do tempo e 
suas normas podem não estar codificadas em leis ou regulamentos. As instituições 
desenvolvem-se gradualmente conforme as necessidades dos membros (DIAS, 
2010). 
Uma instituição também pode ser definida como uma organização de normas 
e práticas que atinge um objetivo ou atividade que as pessoas consideram importante. 
As instituições são os processos estruturais por meio dos quais grupos e indivíduos 
buscam realizar suas atividades. Em outras palavras, pode-se dizer que uma 
instituição é uma forma definida, formal e regular de fazer algo. Instituições são 
crenças e práticas organizadas. A palavra "associação" refere-se a um grupo social 
que incorpora esse conjunto de crenças e práticas (DIAS, 2010). 
Todas as definições de instituições incluem um conjunto de normas de 
comportamento e um sistema de relações sociais por meio do qual essas normas são 
aplicadas que incorporam alguns valores e procedimentos comuns e atendem a 
algumas necessidades básicas da sociedade. Nesta definição, valores compartilhados 
referem-se a ideias e objetivos comuns e procedimentos comuns são padrões de 
conduta estabelecidos, já o sistema de relacionamentos organizados é a rede de 
papéis e status por meio da qual esse comportamento é realizado (DIAS, 2010). 
As instituições formam uma estrutura permanente na qual a cultura e a 
estrutura social funcionam, por exemplo, a família contém um conjunto de valores 
comuns (sobre amor, filhos e vida familiar), práticas universais, namoro, puericultura, 
rotina familiar e a rede de papéis e status (homem, mulher, bebê, criança, adolescente, 
noiva), que compõem o sistema de relações sociais, através do qual a vida familiar se 
desenvolve (DIAS, 2010). 
Para que haver consistência e previsibilidade nas relações sociais, os 
procedimentos e ferramentas aceitos devem ter uma rotina para resolver problemas 
que surgem. Cada nova geração não precisa inventar seus próprios métodos e 
crenças para resolver tais problemas; as gerações anteriores já haviam criado as 
instituições. Essas, no que lhe concerne, permanecerão por algum tempo. É certo que 
alguns irão sofrer alterações, mas essencialmente continuam a servir as mesmas 
necessidades para as quais foram criados (DIAS, 2010). 
Como já atestamos, as principais instituições sociais consideradas 
fundamentais nas sociedades modernas são: a família, instituições religiosas, 
instituições econômicas, instituições educacionais e instituições políticas. Veja figura 
abaixo: 
Fonte: (DIAS, 2010) 
 
 
Entre essas instituições sociais básicas há um objetivo claro de socialização: a 
família, as instituições religiosas e educacionais. Existem muitas instituições 
relacionadas com outras necessidades humanas, como lazer, comunicação, saúde, 
etc. Todas as instituições têm alguns elementos em comum, tais como: pessoal, 
equipamento (bens materiais), organização e certo ritual (costumes, leis, cerimônias). 
Observe a figura abaixo: 
 
Fonte: (DIAS, 2010) 
É importante entender a diferença entre grupos sociais e instituições sociais. 
Os grupos sociais referem-se a pessoas que compartilham objetivos comuns e 
interagem socialmente. As instituições sociais, por outro lado, referem-se às regras e 
procedimentos padronizados de diferentes grupos. Por exemplo, se você se referir às 
regras e procedimentos do que regulam a relação entre pai, mãe e filhos, então é uma 
instituição familiar (DIAS, 2010). 
 
4.2 O processo de institucionalização 
 
A institucionalização é o processo pelo qual certas funções adquirem normas e 
rotinas. Além disso, estão previstas e aprovadas, cujo objetivo é atingir as metas 
consideradas importantes. Uma função é considerada institucionalizada, se for 
padronizada. A briga de rua sancionada é uma atividade não institucionalizada, 
enquanto o boxe profissional é institucionalizado porque tem regras padrão e uma 
certa rotina, como os campeonatos que definem o vencedor de cada categoria. Por 
mediação da institucionalização, o comportamento espontâneo e imprevisível é 
substituído por comportamento regular e previsível (DIAS, 2010). 
O ensino em sala de aula é institucionalizado porque é formalizado, regular e 
previsível, caracterizado por certas relações recorrentes entre professores, alunose 
administração escolar. Por outro lado, o ensino repassado de um irmão mais velho 
para um irmão mais novo ou de um adolescente para outro, não é uma atividade 
institucionalizada. A institucionalização desenvolve um sistema ordenado de normas 
sociais, status e papéis aceitos pela sociedade (DIAS, 2010). 
Diante da previsibilidade e organização criada pela institucionalização, pode-se 
observar que todas as organizações que compõem uma instituição econômica têm 
funções igualmente consolidadas, com base nas quais podemos prever o 
comportamento de uma pessoa que executa uma tarefa específica. Por exemplo, 
sabemos como caixas se comportam em um banco, qual o papel do gerente, etc. 
(DIAS, 2010). 
 
4.3 Os símbolos culturais 
 
Os símbolos culturais dentro das instituições são sinais que identificam sua 
existência. Exemplos: A bandeira e o hino nacional representam as instituições 
políticas do país. Um crucifixo e uma catedral representam uma instituição religiosa. 
A aliança de casamento simboliza o casamento, o nascimento de uma nova família. 
O sobrenome em uma certidão também são símbolos de família. O Palácio Planalto, 
em Brasília, representa uma instituição política nacional. (DIAS, 2010). 
 
4.4 Características das instituições 
 
As instituições apresentam seis importantes características comuns, veja a 
figura abaixo: 
Fonte: (DIAS, 2010) 
 
 
4.5 Conceito de estrutura social 
 
A estrutura social refere-se a modelos relativamente estáveis e sustentáveis 
nos quais as relações sociais são organizadas e que formam a chamada estrutura 
básica da sociedade. Para ilustrar esse conceito, vamos tomar como exemplo a 
estrutura do futebol profissional brasileiro. Os jogadores são apontados para uma 
vaga fixa em campo. Trata-se de posições interdependentes e já se espera o papel 
do jogador: goleiro, zagueiro, ponta-direita, etc., além disso, existem regras do jogo 
que devem ser seguidas e respeitadas. Esses princípios estruturais tornam um grupo 
de pessoas defensivas e ofensivas, e os times de futebol unidades funcionais com 
objetivos específicos. Além disso, a estrutura social faz o agrupamento de pessoas 
em grupos sociais e a população em uma sociedade (DIAS, 2010). 
Interação social é a base da organização e da estrutura social. Quando a 
interação entre indivíduos, grupos e instituições atinge certa estabilidade e dura um 
tempo relativamente longo, temos uma "estrutura social". Os principais elementos de 
qualquer estrutura social são: status, papéis sociais, grupos sociais e instituições 
sociais. A estrutura social afeta o comportamento individual e grupal enquanto 
estabelece regras e limita a ação de todos. Veja a figura: 
 
 
Pode-se dizer que a estrutura social representa o elemento estático da 
organização social, que inclui relações padronizadas entre indivíduos e grupos. A 
organização social representaria um elemento dinâmico do processo social, um 
sistema de relações sociais prevalecente na sociedade entre indivíduos, entre eles e 
grupos sociais, e entre grupos. Essas relações envolvem reciprocidade e aderem a 
normas e valores socialmente aceitos. 
Existem dois conceitos básicos - estrutura social e organização social. A 
estrutura diz respeito aos atores sociais no desempenho de seus papéis sociais, e a 
organização social trata do próprio funcionamento do chamado corpo social. Podemos 
também concluir que a estrutura social acaba por nos dar uma ideia, uma visão do 
estático - é o presente. Por outro lado, a organização social dá-nos uma ideia de 
desempenho, na medida em que estão envolvidos os atores sociais e as relações que 
estabelecem (OLIVEIRA, P. S. DE, 2005). Para Nery (2013): 
 
Pensar na estrutura social é também pensar no modo de produção que 
constitui a estrutura. É importante que retomemos a concepção marxista 
acerca da estrutura social. Temos aí claramente a formação social composta 
da infra e da superestrutura social. É importante que vejamos a relação entre 
essas duas “forças” que formam a sociedade. À infraestrutura, em que se 
encontram as bases econômicas da sociedade, as relações de produção, 
determina a superestrutura, isto é, a forma como os homens se organizam 
para produzir os bens de que necessitam (modo de produção) é a base infra 
estrutural de toda e qualquer sociedade. A superestrutura, por sua vez, é 
composta das instâncias ideológica, jurídica e política. (NERY, p. 73, 2013). 
 
 
Nas ciências sociais, um papel social dá significado a estrutura social, 
essencialmente um conjunto de normas, direitos, obrigações e expectativas que 
determinam o comportamento humano dos indivíduos em um grupo ou organização. 
Os papéis sociais dados ou conquistados visam a interação social e são resultados 
do processo de socialização. Parece haver uma conexão com o seu oposto, porque 
toda organização nasce para resistir a possíveis disrupções (MARTINS, 2010). 
Os papéis sociais conferem um certo status que os destinatários de tais 
classificações e tais definições não são complexificados. O comportamento se adapta, 
se conformam e se misturam. Esses mesmos papéis sociais têm um valor relativo e 
um significado atribuído pela sociedade. O papel social é um dos resultados do 
processo social primário e secundário, que merece ser estudado e analisado como 
uma realidade que determina as normas da sociedade e dos indivíduos que a ela 
pertencem. Eles formam a identidade coletiva e a identidade individual de uma pessoa 
(MARTINS, 2010). 
A posição (status) dado a uma pessoa em termos de prestígio e privilégios é 
conforme as posições determinadas pela sociedade, tanto quanto a sociedade 
necessita para seu desenvolvimento, algumas definidas, outras adquiridas, do 
contexto histórico, social, econômico e organizacional. Na sociedade moderna, uma 
posição melhor é buscada e agariada (OLIVEIRA, pp. 85-86, 2002). 
Os papéis sociais incluem ações, pensamentos e sentimentos. Eles 
determinam a consciência coletiva num cenário social (COSTA, p.54, 1987). 
O que define uma sociedade em sua estrutura está significativamente 
relacionado aos papéis que ela atribui a seus participantes, padronizados desde o 
nascimento. Assim, uma sociedade pode não estar ciente dos papéis de outra. A 
legitimação de papéis entre e dentro das culturas determina suas características, 
diferenças. Finalmente, a minoria parece usar a grande maioria para sua própria 
felicidade (MARTINS, 2010). 
Papéis sociais são performances sociais, como se a sociedade fosse um 
grande teatro onde a maioria dos personagens não consegue distinguir entre quem 
eles são e os papéis que desempenham. Dentro deste contexto é estabelecido uma 
sociedade hierárquica onde se adaptam e justificam a discriminação social. Um dos 
resultados mais importantes do processo social é a definição de papéis sociais. A 
existência de papéis racionalmente definidos é essencial para definir a sociedade 
como uma estrutura ordenada de interação previsível e planejada (MARTINS, 2010). 
Portanto, a estrutura de qualquer ordem social afeta a distribuição do poder 
econômico ou outro, dentro dos limites de cada sociedade. A estrutura social é 
organizada não apenas no nível econômico, mas também no nível do poder. Portanto, 
não apenas o poder resultante de fatores econômicos determina a estratificação social 
que ocorre em diferentes sociedades, mas a luta pelo poder também é impulsionada 
pelas honras e prestígio sociais que a acompanham. Há contextos onde há honra que 
é a base do poder político ou mesmo econômico (LEMOS, 2012). Weber (1974) afirma 
que: 
[...] a forma pela qual as honras sociais são distribuídas numa comunidade, 
entre grupos típicos que participam nessa distribuição, pode ser chamada de 
“ordem social”. Ela e a ordem econômica estão, decerto, relacionadas da 
mesma forma com a “ordem jurídica”. Não são, porém, idênticas. A ordem 
social é, para nós, simplesmente a forma pela qual os bense serviços 
econômicos são distribuídos e usados. A ordem social é, decerto, 
condicionada em alto grau pela ordem econômica, e por sua vez influi nela 
(WEBER, p. 212, 1974). 
 
A estrutura de poder e produção econômica permite a classificação das 
sociedades e também avaliar o grau de mobilidade social nelas observado. Assim, 
conclui-se que as castas, “classes, estamentos e partidos são fenômenos da 
distribuição de poder em uma comunidade” (WEBER, p.212, 1974). 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
COSTA, Maria Cristina Castilho. Sociologia: introdução à Ciência da Sociedade. 
São Paulo: Editora Moderna LTDA, 1987. 
 
DIAS, Reinaldo. Introdução à sociologia. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2010. 
 
LEMOS, Marcelo Rodrigues. Estratificação social na teoria de Max Weber: 
Considerações em torno do tema. Revista Iluminart, v. 1, n. 9, 2012. 
 
MARTINS, Eduardo Simões. Os papéis sociais na formação do cenário social e da 
identidade. Kínesis-Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia, v. 2, 
n. 04, p. 40-52, 2010. 
 
NERY, M. C. R. Sociologia da Educação. Rio de Janeiro: Ed. Intersaberes. 2013. 
 
OLIVEIRA, C. R. de. Neoliberalismo, globalização e pós-modernidade. Canoas: 
Ulbra, 2005. 
 
OLIVEIRA, Pérsio Santos de. Introdução à Sociologia. São Paulo: Ática, 2002. 
 
WEBER, Max. Classe, estamento, partido. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1974, p. 
211-228.

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