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AVALIAÇÃO SEMINAL E
CRIOPRESERVAÇÃO DE GAMETAS
Profª Drª Grace Anne Vieira Magalhães Ghiotto
“A ciência de hoje é a tecnologia de 
amanhã. . .” 
Eduard Teller
Fonte da imagem:
INFERTILIDADE:
• Após 1 anos sem engravidar, o casal 
pode ser considerado infértil;
• Pesquisas sobre as causas da 
infertilidade - a fertilidade do homem;
DIAGNOSTICO GENÉTICO PRÉ-IMPLANTACIONAL 
(PGT)
• Primeiros diagnósticos foram em 1989 – risco de 
doenças ligada ao cromossomo X.
• Realizada biópsia embrionária em estagio de clivagem.
• Biópsias podem ser realizadas em qualquer etapa do 
desenvolvimento, mas são realizadas mais 
frequentemente em 3 etapas.
Infertilidade masculina
➢ anormalidades genéticas;
➢ Endocrinopatias;
➢ Varicocele;
➢ Criptorquidismo;
➢ infecção e pioespermia;
➢ distúrbios ejaculatórios;
➢ utilização de anabolizantes;
➢ causas idiopáticas;
ANÁLISE SEMINAL:
• Homens podem apresentar até 50% de espermatozoides com alterações 
de morfologia e motilidade;
• Importante para identificar a causa da infertilidade.
• A maioria dos casos utiliza a análise seminal como exame de escolha.
• Em casos mais complexos, testes complementares podem ser 
necessários.
Fonte da imagem:
SISTEMA REPRODUTOR 
MASCULINO:
• Composto por testículos, 
epidídimos, glândulas acessórias, 
canais deferentes e pênis.
• Responsável pela produção de 
espermatozoides, hormônios e 
deposição dos espermatozoides 
no sistema reprodutor feminino.
Fonte da imagem:
SISTEMA REPRODUTOR 
MASCULINO:
• Como é um sistema complexo, 
identificar a causa da infertilidade 
é um desafio;
• Análise seminal é o exame 
escolhido para identificação da 
infertilidade;
Espermograma:
• Um dos exames mais utilizados na avaliação da 
fertilidade masculina;
• Avalia os componentes do sêmen e morfologia;
• Exame fornece informações sobre a espermatogênese, 
função de glândulas acessórias (próstata e vesículas 
seminais) e permeabilidade do trato reprodutivo.
Avaliação Seminal:
➢ Espermograma normal: sem evidências de infertilidade.
➢ Qualidade seminal nos limites inferiores da 
normalidade: possível infertilidade.
➢ Espermograma alterado: infertilidade confirmada, 
requerendo investigação adicional.
Parâmetros Seminais:
• A literatura científica demonstra que características seminais 
tradicionais têm valor prognóstico para tratamento de 
infertilidade.
• A Organização Mundial da Saúde estabelece parâmetros 
para análise de sêmen.
• Análises de rotina: Avaliação macroscópica e microscópica 
do sêmen.
Parâmetros Seminais:
Parâmetros macroscópicos:
❖Presença de coágulo, 
❖Liquefação, 
❖Viscosidade, 
❖Aspecto, 
❖Cor, 
❖Ph, 
❖Volume seminal.
Parâmetros Seminais:
Parâmetros microscópicos:
❖Concentração;
❖Motilidade;
❖Vitalidade;
❖Morfologia; 
❖Contagem de células redondas.
Sêmen:
• Líquido viscoso; 
• Concentrado de espermatozoides diluídos pela 
secreção de componentes de glândulas acessórias; 
• Porção celular: 5% do volume total –espermatozoide;
• Pode apresentar de células do epitélio genital, 
germinativas imaturas, inflamatórias e debris 
celulares. 
• Porção não celular: secreções das glândulas sexuais 
acessórias - diluem e misturam os espermatozoides. 
• 60% do volume seminal proveniente da vesícula 
seminal, 30% da próstata e 5% das glândulas 
bulbouretrais
Sêmen:
• Líquido viscoso; 
• Concentrado de espermatozoides diluídos pela 
secreção de componentes de glândulas acessórias; 
• Porção celular: 5% do volume total –espermatozoide;
• Pode apresentar de células do epitélio genital, 
germinativas imaturas, inflamatórias e debris 
celulares. 
• Porção não celular: secreções das glândulas sexuais 
acessórias - diluem e misturam os espermatozoides. 
• 60% do volume seminal proveniente da vesícula 
seminal, 30% da próstata e 5% das glândulas 
bulbouretrais
Espermograma
Coleta Seminal:
• Realizada por masturbação em local limpo, isolado e próximo 
ao laboratório.
• Abstinência sexual de 2 a 7 dias para otimizar o volume, a 
concentração e mobilidade dos espermatozoides.
• Coleta em frasco estéril e atóxico, sem lubrificante.
• Análise deve iniciar dentro da primeira hora após a coleta e 
manter a amostra entre 25 e 37 °C.
Fonte da imagem:
Fonte da imagem:
Diagnóstico da Infertilidade depende da avaliação 
multifatorial da morfologia, concentração e motilidade dos 
espermatozoides, de acordo com parâmetros da OMS; 
Análise Macroscópica
➢Avaliação visual do sêmen.
➢Parâmetros incluem presença de coágulo, 
tempo de liquefação, viscosidade, volume, 
aspecto, coloração e pH.
Análise Macroscópica
➢Formação de coágulos:
Ausência pode indicar disfunção das vesículas;
Sêmen + proteínas = coágulo
Função: agir como tampão na vagina durante o 
coito. 
Análise Macroscópica
➢Tempo de Liquefação:
Liquefação em até 30 minutos
-Alterações podem ser classificadas em ausente 
ou incompleta;
-Liquefação por ação por proteases prostáticas;
- Podem apresentar corpos gelatinosos – não se 
dissolvem;
Análise Macroscópica
➢Viscosidade:
Medição do filamento
gotejar ou formar um filamento de tamanho de 
até 2cm
-Filamento maior que 2 cm: viscosidade 
aumentada ou anormal.
Análise Macroscópica
➢Volume:
Diz sobre atividade secretora das glândulas 
acessórias;
Medição do volume da amostra - mínimo 1,5ml
-Volume aumentado: processos inflamatórios agudos 
nas glândulas anexas;
-Volume diminuído: perda de amostra na coleta, 
obstrução no ducto ejaculatório ou ausência 
congênita bilateral dos vasos deferentes;
Análise Macroscópica
➢Aspecto e coloração:
Aspecto homogêneo e cor creme/cinza 
opalescente.
-Mudanças de coloração – infecções, doenças 
sistêmicas ou uso de medicamentos.
Análise Macroscópica
➢pH:
Ligeiramente alcalino - 7,2 a 7,8 (1ª hora após a 
ejaculação)
-Balanço entre secreções prostáticas e seminais.
-Secreção prostática – ácida
-Secreção seminal - básica
Análise Microscópica
➢Número total de espermatozoides no ejaculado.
➢Milhões de espermatozoides/mL de sêmen
➢Valores normais – mínimo de 15 milhões de 
espermatozoides/ml e total de 39 milhões;
➢Avalia produção de espermatozoide (pelos 
testículos) e o transporte pelos ductos do sistema 
reprodutor masculino.
Análise de Motilidade
➢Movimento espontâneo dos espermatozoides;
➢Motilidade classificada em progressiva (A e B), 
não progressiva (C) e imóvel (D);
➢Valores de referência (WHO) - 32% de motilidade 
progressiva e 40% de motilidade total;
Morfologia Espermática:
➢Sêmen com baixo número de espermatozoides 
morfologicamente normais apresentam taxas de sucesso 
mais baixas em FIV.
➢A classificação morfológica dos espermatozoides segue 
os critérios de Tygerberg.
Fonte da imagem:
➢ Cabeça:
oval, lisa, com acrossoma 
e núcleo.
Morfologia Espermática:
➢ Peça intermediária:
axialmente unida à 
cabeça.
➢ Cauda:
reta, uniforme e 
desenrolada.
Critérios da Morfologia Espermática:
➢ >14% de formas normais: bom prognóstico;
➢4-14% de formas normais: zona intermediária;
➢e escolha terapêutica.
Não devem ser usados para classificar 
estritamente homens como férteis ou inférteis.
Infertilidade Masculina:
➢Avaliação inicial minuciosa é necessária para 
diagnóstico e tratamento.
➢Causas comuns incluem varicocele, infertilidade 
idiopática e obstrução.
Fonte da imagem:
PRESERVAÇÃO DA FERTILIDADE MASCULINA:
➢Incidência do câncer tem aumentado globalmente.
➢Importância de preservar a fertilidade em pacientes 
jovens após o tratamento do câncer.
➢Pacientes transgêneros também podem sofrer danos 
na função reprodutiva durante a transição.
Criopreservação de Espermatozoides:
➢Método amplamente usado em pacientes submetidos 
a técnicas de reprodução assistida.
➢Injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI) 
pode contornar baixa concentração e motilidade.
➢A técnica não é viável para pacientes pré-púberes, mas 
a criopreservação de células-tronco germinativas e 
tecido testicular é uma opção experimental.
Crioprotetores:
➢Moléculas usadas para proteger os 
espermatozoides durante o congelamento e 
descongelamento.
➢Existem crioprotetores permeáveis (como 
glicerol) e não permeáveis (como gema de ovo).
Danos Celulares no Processo de 
Criopreservação:
➢Desidratação, formação de cristais de gelo, 
condensação da cromatina, alteração do DNA, 
estresse oxidativo, entre outros.
➢Uso de crioprotetores de alta osmolaridade para 
evitar danos.
Técnicas de Criopreservação Seminal:
➢Espermatozoides humanos tem taxa de congelamento 
alto (10 a 100 °C/minuto).
➢Congelamento lento, congelamento rápido e vitrificação.
➢Vitrificação é um método rápido e eficaz, evitando a 
formação de cristais de gelo.
Recuperação após Descongelamento:
➢Descongelamento em temp. ambiente – 10 a 15 min;
➢50% dos espermatozoides sofrem danos no 
descongelamento;
➢Recuperação de cerca de 25% de espermatozoides 
móveis são considerados dentro dos padrões.
Importância Clínica:
➢A criopreservação de espermatozoides é 
fundamental para preservar a fertilidade em 
pacientes de risco.
➢Anualmente, 50 mil a 100 mil nascidos vivos são 
obtidos com sêmen criopreservado.
PRESERVAÇÃO DA FERTILIDADE FEMININA:
➢Pacientes oncológicos devem ter opções para a preservar a 
fertilidade feminina;
➢Janela reprodutiva feminina é menor que masculina – entre 17 a 35 
anos;
➢Autotransplante de tecido ovariano é uma opção viável para 
pacientes pré-púberes ou quando a urgência da quimioterapia não 
permite esperar pelo congelamento de oócitos. 
➢Criopreservação de oócitos é sensível, devido à estrutura única 
dessas células e à sua alta sensibilidade às baixas temperaturas.
➢A vitrificação de oócitos é a técnica preferida para 
criopreservação, com altas taxas de sobrevivência e sucesso na 
implantação. 
Vitrificação de Oócitos:
Vitrificação: 
➢solidificação a uma temperatura abaixo da 
temperatura de transição vítrea da solução - 
extrema elevação da viscosidade;
 
➢Taxas de resfriamento de -15.000 a -30.000 °C 
por minuto
Vitrificação de Oócitos:
➢Técnica segura que utiliza um volume mínimo 
de meio para evitar a formação de cristais de 
gelo intracelular.
➢Combinação comum de crioprotetores inclui 
etilenoglicol (EG), dimetilsulfóxido (DMSO) e 
sacarose.
➢A fase de equilíbrio dos crioprotetores facilita a 
permeabilidade da membrana.
Temperaturas e Sobrevivência:
➢Melhores taxas de sobrevivência ocorrem em 
temperatura ambiente.
➢Oócitos devem ser vitrificados em até 2 horas e 
inseminados aproximadamente quatro horas 
após a punção – podem ficar 2 horas na estufa 
para descongelamento.
➢As 2h de reaquecimento são importantes para o 
rearranjo do fuso meiótico dos oócitos antes da 
fertilização.
ICSI e Membrana Pelúcida:
➢A ICSI ou Injeção intracitoplasmática de 
espermatozoides é recomendada para oócitos 
criopreservados.
➢Com a ausência das células dos grânulos, o 
espermatozoide não penetra naturalmente de 
fertilização in vitro; 
➢A alteração molecular na membrana pelúcida 
após a criopreservação (endurecimento) dificulta 
a penetração do espermatozoide.
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