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03 — Jó 3–31: os amigos e a teologia
que não explica Jó
Material de estudo — leitura e reflexão
Jó começa a lamentar
No capítulo 3, Jó não amaldiçoa Deus; ele amaldiçoa o dia do próprio nascimento. Sua fala
expressa exaustão e desejo de que sua existência não tivesse começado. O livro permite que a
dor seja verbalizada.
Elifaz, Bildade e Zofar
Os três amigos repetem variações da mesma ideia: Deus é justo; portanto, se Jó sofre, deve
haver uma causa moral escondida. Eles aconselham Jó a reconhecer seu pecado e voltar para
Deus.
Por que isso parece convincente?
Porque existe uma verdade bíblica por trás da fala deles: Deus é justo e o pecado tem
consequências. O erro está em transformar essa verdade em uma fórmula: “todo sofrimento
específico prova um pecado específico”. O prólogo já mostrou ao leitor que essa conclusão não
se aplica a Jó.
Jó reage
Jó insiste em sua integridade. Ele não afirma ser perfeito ou superior a Deus; ele afirma que
não entende por que está sendo tratado como culpado. Aos poucos, sua linguagem fica mais
ousada e ele deseja apresentar sua causa diante de Deus.
A tensão
Jó quer uma resposta. Seus amigos querem preservar uma explicação. Por isso, eles acabam
mais interessados em defender seu sistema de pensamento do que em ouvir a experiência de
Jó.
Lição
Uma explicação religiosa pode estar cheia de frases verdadeiras e ainda assim ser aplicada de
maneira errada. O livro de Jó ensina a distinguir entre uma verdade sobre Deus e uma
conclusão que não foi autorizada pelo texto.

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