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Tipos e Classificação de Vagões

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MÁQUINAS E VEÍCULOS 
FERROVIÁRIOS
UNIDADE III
VAGÕES/UNIDADES DE 
TRANSPORTE
Autoria
Paulo Fernando Figueiredo Maciel
Samuel José Casarin
Produção
Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e Editoração
SUMÁRIO
UNIDADE III
VAGÕES/UNIDADES DE TRANSPORTE ........................................................................................5
CAPÍTULO 1 
VAGÕES – TIPOS E CARACTERÍSTICAS GERAIS ..................................................................... 5
CAPÍTULO 2 
PROJETO DE VAGÕES ........................................................................................................ 14
REFERÊNCIAS ........................................................................................................................19
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UNIDADE IIIVAGÕES/UNIDADES DE 
TRANSPORTE
CAPÍTULO 1 
VAGÕES – TIPOS E CARACTERÍSTICAS GERAIS
1.1. Características gerais das locomotivas 
Entre os sistemas que se movimentam sobre a via ferroviária, distinguimos os que 
tracionam e os que são rebocados. Os primeiros são as locomotivas, incluídos no grupo 
chamado material de tração, e os outros são os veículos tracionados conhecidos por 
carros ou vagões (Siementkowski, 2016). 
Os serviços de transporte ferroviário são executados por diferentes tipos de material 
rodante, dependendo do caráter da carga, das construções de carroceria, dos métodos 
de carga e descarga, bem como da provisão de segurança de carga e divisória. 
Todo vagão da frota brasileira recebe um código identificador que relaciona sua 
classificação quanto a carga máxima admissível, bitola, tipo de descarregamento e 
operadora à qual pertence. A figura 36 mostra a sequência de números e letras que 
compõem esse identificador, de acordo com a NBR 11.691 da ABNT (Associação Brasileira 
de Normas Técnicas). Essa norma estabelece os critérios para classificação, identificação 
e marcação de vagão ferroviário (NBR 11691:2015).
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UNIDADE III | VAGÕES/UNIDADES DE TRANSPORTE
Figura 36. Classificação alfanumérica dos vagões.
Fonte: NBR 11691:2015.
As duas primeiras letras da classificação estabelecida pela NBR 11.691 representam 
o tipo do vagão, bem como suas características. A tabela 1 especifica alguns tipos de 
vagões de carga (NBR 11691).
Tabela 1. Tipos de vagões de carga.
Tipo Carga Iniciais Características 
Fechado
(Prefixo F)
Sólidos granéis, 
ensacados, caixas, 
cargas inutilizadas 
e transportes de 
produtos em geral 
que não podem ser 
expostos
FR Convencional, caixa metálica com revestimento
FS Convencional, caixa metálica sem revestimento
FM Convencional, caixa de madeira
FR Com escotilhas e portas plug
FH Com escotilhas, tremonhas no assoalho e portas plug
FL Com laterais corrediças
FP Com escotilhas, basculantes, fundo em lombo de camelo
FV Ventilado
FQ Outros tipos
Gôndola
(Prefixo G)
Produtos sólidos e 
produtos diversos 
que podem ser 
expostos
GD Para descarga em giradores de vagão
GP Com bordas fixas e portas laterais
GF Com bordas fixas e fundo móvel
GM Com bordas fixas e cobertura móvel
GT Com bordas tombantes
GS Com semibordas tombantes
GH Bordas basculantes ou semitombantes com fundo em lombo de 
camelo
GC Com bordas tombantes e cobertura móvel
GB Basculantes 
GQ Outros tipos 
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VAGÕES/UNIDADES DE TRANSPORTE | UNIDADE III
Hopper
(Prefixo H)
Granéis corrosivos e/
ou sólidos que não 
podem ser expostos 
ao tempo e abertos 
para os granéis que 
podem ser expostos
HF Fechado convencional
HP Fechado com proteção anticorrosiva
HE Tanque com proteção anticorrosiva
HT Tanque convencional
HÁ Aberto
HQ Outros tipos
Plataforma
(Prefixo P)
Cargas de 
containers, 
madeiras, produtos 
siderúrgicos ou 
peças de grandes 
dimensões
PM Convencional com piso de madeira
PE Convencional com piso metálico
PD Convencional com dispositivo para contêineres
PC Para contêineres
PR Com estrado rebaixado
PG Para serviço piggyback
PP Com cabeceira
PB Para bobinas
PA Com dois pavimentos para automóveis
PH Com abertura telescópica
PQ Outros tipos
Tanque
(Prefixo T)
Cargas líquidas 
não corrosivas 
e derivadas de 
petróleo e cimento 
granel
TC Convencional 
TS Com serpentinas para aquecimento 
TP Para produtos pulverulentos 
TF Para fertilizantes 
TA Para ácidos e líquidos corrosivos 
TG Para gases liquefeitos de petróleo
TQ Outros tipos 
Fonte: NBR 11691:2015.
O terceiro caractere referente ao código de classificação está relacionado à bitola na 
qual o vagão é submetido, ao peso máximo admissível de sua carga e às dimensões da 
manga do eixo. A tabela 2 mostra como é feita essa distinção (NBR 11691:2015).
Tabela 2. Terceiro dígito.
Bitola
Manga do eixo Peso bruto (kg)
Métrica = 1,0 m Larga = 1,60 m
A - 3.3/4” X7” 30.000
B P 4.1/4” X8” 47.000
C Q 5” X9” 64.000
D R 5.1/2” X9” 80.000
E S 6”X11” 100.000
F T 6.1/2”X12” 119.000
G U 7”X12” 143.000
Fonte: NBR 11691:2015.
O dígito de verificação é obtido a partir de um cálculo com os algarismos que o 
antecedem, que identificam o proprietário ou concessionário do vagão. Cada operadora 
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UNIDADE III | VAGÕES/UNIDADES DE TRANSPORTE
dos trechos da malha ferroviária nacional recebe uma faixa de numeração, e seus vagões 
são assim identificados segundo a NBR 11691:2015.
A norma citada traz uma classificação ampla dos vagões. Porém, agora vamos tentar 
interpretá-la. Os vagões podem ser classificados de acordo com o formato, geometria, 
função e características de sua “caixa” (ou corpo do vagão). O corpo do vagão é o 
componente de sustentação utilizado para o confinamento da carga e instalação dos 
equipamentos de modo geral.
Tome como exemplo o vagão HFR 359735-1:
 » H – Hopper;
 » F – Fechado convencional;
 » R – Oitenta toneladas (80.000 kg) com bitola de 1,60 m.
1.2. Classificação dos vagões quanto ao tipo de 
transporte 
Basicamente, os diferentes tipos de vagões são denominados em função do formato 
e da utilização de suas “caixas” (corpo do vagão). Podemos citar como principais os 
seguintes vagões:
1.2.1. Vagão de passageiro
Um dos modelos mais famosos de vagão de trem é o carro ferroviário utilizado para 
transporte de passageiros. Esse tipo pode ser configurado de diversas maneiras, 
objetivando-se alcançar qualquer necessidade do cliente. 
Um carro ferroviário pode se tornar um vagão-dormitório, um vagão-restaurante, um 
vagão-administrativo ou um vagão de banheiro, por exemplo. Esses vagões também 
podem ser divididos de acordo com o luxo disponível nos carros. 
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VAGÕES/UNIDADES DE TRANSPORTE | UNIDADE III
Figura 37. Vagão de passageiros.
Fonte: https://www.tudodeviagem.com/2014/01/vale-compra-na-romenia-56-vagoes-para/.
1.2.2. Vagão fechado ou boxer
Os vagões fechados carregam granéis corrosivos e granéis sólidos que não podem 
ser expostos ao tempo (precipitações atmosféricas). Um vagão fechado consiste em 
uma estrutura com piso, quatro paredes e teto. A carga e descarga dos vagões é feita 
pelas portas localizadas nas paredes laterais, mas alguns modelos podem ter portas 
nas extremidades. 
Existem subtipos vagões fechados, os quais podem ter caixa metálica ou de madeira, 
com ou sem escotilhas, ventilados ou não, entre outras diferenças. 
Figura 38. Vagão do tipo fechado ou boxer.
Fonte: https://www.stummiforum.de/t160900f27-nur-mal-so-nebenbei-diverse-Versuche-bei-Eaos.html.
1.2.3. Vagão do tipo gôndola 
O vagão do tipo gôndola é utilizado para granéis sólidos e produtos diversos que 
podem ser expostos ao tempo por não requererem proteção contra precipitações 
atmosféricas, como no transporte de minérios, insumos agrícolas, grãos. São carros 
robustos com paredes laterais baixas e capota aberta. Imagine um vagão fechado ao 
meio horizontalmente e você tem uma gôndola.
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UNIDADE III | VAGÕES/UNIDADES DE TRANSPORTE
Os vagões de gôndola não têm teto, permitindo mecanizar totalmente o carregamento. 
Para o transporte de cargas a granel, existem vagões gôndola com escotilhas no piso 
que permitem mecanizar o descarregamento dessas cargas (sistema basculante abaixo 
do chassi). 
O vagão gôndola se tornou o modelode carro mais utilizado no Brasil, principalmente 
por conta do transporte de minério, que ocorre em grande escala.
Figura 39. Vagão do tipo gôndola.
Fonte: https://br.pinterest.com/pin/363102788702651199/.
1.2.4. Vagão hopper 
O carro hopper é um tipo especial de carro gôndola. É utilizado para transporte de 
fertilizantes, cimento, grãos e outras cargas a granel. Para proteção contra precipitações 
atmosféricas, são usados com escotilhas de carregamento no seu teto.
O vagão do tipo hopper também se caracteriza por possuir um sistema de descarga 
diferenciado da maioria. A sua estrutura é composta por um funil no qual existem 
aberturas inferiores para a realização da descarga.
Figura 40. Vagão do tipo hopper.
Fonte: https://massa.ind.br/tipos-de-vagoes-de-trem/.
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VAGÕES/UNIDADES DE TRANSPORTE | UNIDADE III
1.2.5. Vagão plataforma 
Basicamente, uma plataforma é um vagão ferroviário de carga utilizado para o transporte 
de máquinas, equipamentos, mercadorias de longa distância, contêineres, produtos 
siderúrgicos, grandes volumes, madeira, entre outras peças de grandes dimensões que 
não requerem proteção contra precipitações atmosféricas.
As plataformas não possuem laterais e são equipadas com travas especiais para fixação de 
contêineres universais pesados. As plataformas para transporte de madeira têm paredes 
de extremidade e travas especiais adicionais que evitam o deslocamento da carga.
Figura 41. Vagão do tipo plataforma.
Fonte: https://massa.ind.br/tipos-de-vagoes-de-trem/.
1.2.6. Vagões tanque 
Os vagões tanque ou cisterna são utilizados no transporte de cimento a granel, derivados 
de petróleo, cargas líquidas não corrosivas em geral, combustíveis, GLP, produtos 
químicos, gases condensados, materiais em pó etc. Trata-se de um tanque projetado 
para conter fluidos de formato cilíndrico. 
Figura 42. Vagão do tipo tanque ou cisterna.
Fonte: https://massa.ind.br/tipos-de-vagoes-de-trem/.
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UNIDADE III | VAGÕES/UNIDADES DE TRANSPORTE
1.2.7. Vagão gaiola
Esse modelo é destinado a realizar o transporte de animais vivos. Apresenta frestas em 
suas laterais, destinadas a permitir a passagem de ar e respiração dos animais. Tanto 
suas cargas como as descargas são realizadas pela lateral.
Figura 43. Vagão do tipo gaiola.
Fonte: https://massa.ind.br/tipos-de-vagoes-de-trem/.
1.2.8. Vagão refrigerado
Trata-se de um tipo de vagão destinado a uma aplicação muito específica, que é o 
transporte de cargas refrigeradas. É um vagão completamente fechado, utilizado no 
transporte de cargas perecíveis e que necessitam de refrigeração. Além de conservar, 
ele pode ser utilizado para congelar certos produtos.
Figura 44. Vagão refrigerado.
Fonte: https://massa.ind.br/tipos-de-vagoes-de-trem/.
1.2.9. Vagões autorack
Os autoracks são vagões utilizados para transporte de automóveis. Esses vagões são 
feitos de metal e são totalmente fechados para proteger os veículos das intempéries. 
Geralmente possuem dois ou três níveis. Ter vários níveis no interior dos vagões maximiza 
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VAGÕES/UNIDADES DE TRANSPORTE | UNIDADE III
o espaço de transporte, permitindo que os veículos sejam empilhados sem causar danos 
e com segurança. Esses vagões são mais comuns nos EUA e na Europa. 
Figura 45. Vagão autorack.
Fonte: https://www.trinityrail.com/hitop-autorack/.
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CAPÍTULO 2 
PROJETO DE VAGÕES
Os vagões são projetados para serem construídos em aço fundido. Alguns modelos 
possuem elementos e peças de outros materiais, mas isso acontece na fase de 
acabamento. O projeto é basicamente um par de armações laterais e um suporte. 
Existem modelos mais complexos, com suspensão primária de mola de aço, suspensões 
secundárias e freios de piso e discos. Muitas decisões devem ser tomadas ao selecionar 
o truque apropriado para a função. Além do sistema de suspensão e freios, é necessário 
decidir usar rolamentos internos ou externos, eixos maciços ou ocos, e escolher o 
diâmetro da roda e o perfil do piso. Tudo isso deve ser muito bem detalhado na etapa 
de projeto. 
Por exemplo, o tipo de via à qual se destina o material rodante deve ser levado em 
conta no projeto, pois a interface entre a pista e o veículo é influenciada por uma série 
de fatores. Ao se projetar um vagão de passageiros, os seguintes requisitos devem ser 
levados em consideração:
 » peso do veículo vazio;
 » peso do veículo totalmente carregado;
 » tolerância de localização de plataforma;
 » folga entre carros e pistas adjacentes;
 » dinâmica do carro;
 » folga para pontes, túneis e outras construções; 
 » questões de acessibilidade, como o espaço entre a soleira da porta do veículo e a 
borda da plataforma, que pode afetar o acesso de cadeiras de rodas;
 » dimensões da roda, incluindo o perfil, diâmetro da roda e bitola; 
 » componente lateral das forças do veículo na pista;
 » forças de interação longitudinal entre o veículo e a via.
 » No caso de vagões de carga, o projeto deve levar em conta os seguintes requisitos: 
 » tipo de produto a ser transportado (grãos, minérios, líquidos etc.); 
 » tipo de terminal de carga e descarga (viradores, pontes, correias etc.); 
 » tipo de proteção exigida pelo cliente final (intempéries, temperatura etc.); 
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VAGÕES/UNIDADES DE TRANSPORTE | UNIDADE III
 » condições geométricas e operacionais das ferrovias nas quais ele irá circular (perfis 
longitudinal e horizontal); 
 » interação com os demais veículos existentes na frota; 
 » condições de segurança e de treinamento do pessoal envolvido.
Na etapa de projetos, é importante se ater que, na concepção de um vagão, há muitos 
fornecedores de subsistemas, como freios, iluminação, assentos, propulsão, motores 
de tração etc. As especificações desses sistemas devem ser feitas com cuidado, para 
determinar quem pode atender aos requisitos do projeto em questão. 
Seja como for, o projeto do veículo e o conceito de montagem acabarão por se encaixar, 
e alguns desenhos de projeto preliminares serão produzidos para apresentação ao 
cliente. É importante também ter atenção, na fase de projetos, a um cronograma real, 
para que não ocorram problemas de entregas. 
Um cronograma bem elaborado mostrará quais tarefas devem ser concluídas, onde, com 
quais máquinas e ferramentas, quando e por quem. O cronograma é importante também, 
pois, durante a construção de um vagão, há sistemas que podem exigir materiais 
especializados com longos períodos de fabricação, e isso deve ser previsto. 
A qualidade dos materiais deve receber total atenção do projetista. Vagões são ativos 
projetados para um ciclo de vida longo, e problemas de especificação de material podem 
trazer muitos transtornos tanto para o cliente quanto para o projetista fabricante. 
É extremamente caro realizar um recall de vagões, por exemplo, para a retificação de 
algum defeito estrutural.
Além da necessidade de atender aos requisitos de resistência, durabilidade e resistência 
a chamas, a falha de um componente estrutural pode ter consequências graves para o 
operador e o fornecedor.
Os gabaritos e as ferramentas também são áreas de extrema importância no projeto 
e na fabricação de vagões. Um gabarito é basicamente uma base de aço, moldada 
para suportar a seção a ser soldada, ou uma série de armações de aço especialmente 
formadas, sobre as quais as peças serão fixadas enquanto são soldadas. 
As peças da carroceria do vagão são montadas nos gabaritos para garantir que sejam 
mantidas rigidamente na posição correta durante a soldagem. A própria carroceria 
também exigirá um grande gabarito para auxiliar na montagem. Os gabaritos não 
podem ser projetados até que a forma do corpo seja conhecida e os métodos de 
construção acordados.
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UNIDADE III | VAGÕES/UNIDADES DE TRANSPORTE
Os gabaritos são equipados com grampos ajustáveis que mantêm cada peça em sua 
posição correta para a soldagem. Muitos projetos têm sido um sucesso ou um fracasso 
por causa da qualidade, ou falta de qualidade, dos gabaritos.
Se qualquer ferramenta especializada for necessária,como matrizes para estampar peças 
de aço, elas devem ser projetadas e fabricadas de acordo com os mais altos padrões 
de qualidade. 
Durante toda a montagem, há uma equipe responsável por controle e monitoramento, 
garantindo que seja feita conforme especificado em projeto, certificando-se não apenas 
que nenhuma peça falte, mas que todas as peças instaladas apresentem a qualidade e 
integridade especificadas. 
A equipe de engenharia de manufatura responde diretamente à gerência de projeto. 
Isso garante que o veículo esteja sendo fabricado (montado) de acordo com o que 
foi projetado. 
Já o controle de produção tem a responsabilidade de reunir todas as várias áreas de 
compras e manufatura e garantir que um veículo completo saia da montagem com 
todos os requisitos do cliente e de acordo com o cronograma acordado. O controle de 
produção também alocará materiais, pessoal e tempos de cada processo. As ordens 
de produção são então produzidas e repassadas para o pessoal da manufatura, junto 
com os desenhos.
Uma vez que peças suficientes tenham sido fabricadas separadamente, elas são reunidas 
para montagem em um gabarito. O chassi do veículo será movimentado por uma série 
de gabaritos projetados para segurá-lo em locais específicos para permitir a fixação de 
vários componentes enquanto eles são soldados. A estrutura inferior é normalmente 
montada em um estado invertido, para que os suportes e outros acessórios possam 
ser soldados facilmente. 
Figura 46. Uma das etapas de fabricação de um vagão.
Fonte: https://viga.ind.br/vagoes_de_trem_fabricacao_manutencao_venda_de_locomotivas/.
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VAGÕES/UNIDADES DE TRANSPORTE | UNIDADE III
Uma característica importante da fabricação da estrutura inferior tradicional é o 
fornecimento de uma curvatura. Esse é o “arqueamento” da estrutura ao longo do 
comprimento longitudinal das extremidades até o centro. A curvatura é importante 
porque, como todas as outras estruturas são adicionadas ao quadro, o peso obviamente 
aumenta. Se não houvesse curvatura, a carcaça do carro resultante cederia no meio. 
Da mesma forma que a estrutura inferior, as laterais do veículo são reunidas em uma 
série de gabaritos para montagem e soldagem. Se for um vagão de passageiros que 
está sendo fabricado, as janelas podem ser cortadas dos painéis da carroceria ou as 
laterais podem ser montadas em seções, com as esquadrias já instaladas. 
Figura 47. Estrutura inferior concluída sendo movida para a área de montagem da carroceria.
Fonte: https://www.industriousdesign.com.au/rail-wagons.
O aspecto mais difícil da fabricação lateral é obter um grau aceitável de nivelamento, 
mantendo o peso da carroceria em limites razoáveis. A soldagem dos painéis à moldura 
frequentemente causa ondulações no painel, devido à distorção pelo aquecimento do 
processo de soldagem.
A construção de vagões em alumínio com painel duplo ajudou a minimizar esse 
problema, mas a soldagem produz calor, e isso deve ser gerenciado com cuidado nas 
fases de projeto e construção. 
Os cantos curvos das molduras da janela é projetado dessa forma, pois as curvas nos 
cantos reduzem as tensões nessa área e diminuem o risco de os painéis romperem. 
Na carroceria de aço inoxidável projetada tradicionalmente pela Siemens nos EUA para 
os trens de alta velocidade Brightline, da Flórida, os lados do corpo são constituídos por 
chapas de aço inoxidável, que funcionam como revestimento externo, soldadas a uma 
moldura preparada previamente. 
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UNIDADE III | VAGÕES/UNIDADES DE TRANSPORTE
A estrutura inferior pode ser virada ou invertida em vários estágios durante sua 
fabricação. Como ela carregará todos os tipos de equipamento, vários suportes, tubos 
e lances de cabo precisam ser fixados, e instalá-los é uma tarefa árdua e lenta.
Para tornar essa tarefa mais fácil, uma vez que o chassi esteja substancialmente completo, 
antes de ter os lados e extremidades do carro fixados, ele é invertido novamente, 
e os suportes extras são soldados ou aparafusados, assim como tubos, conduítes e 
reservatórios de ar, entre outras peças. 
Trens modernos, em geral, são projetados com uma extremidade dianteira 
aerodinamicamente lisa. Porém, certa resistência ao choque é necessária. A solução usual 
é construir uma estrutura de aço e, em seguida, montar a extremidade lisa e moldada 
sobre ela. Os métodos de montagem modernos incluem a construção de extremidades 
separadas do carro. Estes são preparados em sua própria área e adicionados à carroceria 
principal em um estágio posterior. Isso pode ser útil para que as extremidades da cabine 
possam ser testadas separadamente. 
Após a união das diversas partes, a montagem do trem entra em sua fase final. A 
suspensão é conectada. Em seguida vêm os tubos de ar, seguidos pelo aparelhamento 
do freio, depois a fiação e, finalmente, os rodados, culminando com o trem concluído. 
Após a conclusão, os veículos vão para a fase de testes.
Uma vez que o trem começa a ser “juntado”, os testes começarão. Mas, na realidade, eles 
começam muito antes no processo de fabricação. Um exemplo é o teste combinado, em 
que o kit de propulsão é todo disposto no chão do laboratório, incluindo conversores, 
motores, caixas de câmbio e sistema de controle.
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REFERÊNCIAS
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Brasília: ANTT, 2010.
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na região de Bauru. Semana de Tecnologia Metroferroviária. 23. 2017.
BALDOW, R.; MONTEIRO JÚNIOR, F. N. M. Os livros didáticos de física e suas omissões e distorções 
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DI LUCCIO, A. R. de A. Estudo dinâmico de uma composição ferroviária de carga e análise de condições 
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Politécnica, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2016.
DIAS, T. M. da S.; COSTA, F. A.; DANILO, S. C. Manutenção Centrada na Confiabilidade em ferrovias 
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MIO DAL PAI, L. R. Estudo do custo do ciclo de vida de um motor diesel de locomotiva. Curitiba: 
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20
REFERÊNCIAS
Imagens
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IME, 2006.
Figura 2. VIEIRA, A. Apostila do curso de especialização em Engenharia Ferroviária. Rio de Janeiro: 
IME, 2006.
Figura 3. Elaborada pelo autor, 2024.
Figura 4. ALSTOM. Disponível em: https://www.alstom.com/press-releases-news/2021/9/alstom-presents-
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Figura 6. LUMINEQ. Disponível em: https://www.lumineq.com/blog/lumineq-transparent-display-on-
maglev-train. Acesso em: 27 ago. 2024.
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rodotrilho-e-transtrailer-no.html. Acesso em: 27 ago. 2024.
Figura 8. BBC. Disponível em: https://www.bbc.com/news/world-europe-36450141. Acesso em: 27 ago. 
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Figura 9. Disponível em: https://www.todayifoundout.com/index.php/2015/07/cabooses-go. Acesso em: 
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Figura 10. Mobilidade Porto Alegre. Disponível em: https://mobilidadeportoalegre.com.br/aeromovel-
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Figura 13. Daily Mail. Disponível em: https://www.dailymail.co.uk/news/article-2079602/188million-lifeline-
struggling-train-maker-Bombardier-strikes-deal-rail-operator.html. Acesso em: 28 ago.2024.
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REFERÊNCIAS
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22
REFERÊNCIAS
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Tabelas
Tabela 1. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 11691:2015: Vagão 
ferroviário – Classificação, identificação e marcação. Rio de Janeiro, 2015.
Tabela 2. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 11691:2015: Vagão 
ferroviário – Classificação, identificação e marcação. Rio de Janeiro, 2015.

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