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Imposto sobre Transmissão

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Questões resolvidas

O ITCMD pertence à(ao/aos):
A) DF
B) Estados
C) União
D) País
E) Municípios

Um dos fatos geradores do ITCMD é:
A) mercadoria importada
B) mercadoria exportada
C) industrialização
D) importação
E) doação

Este imposto foi previsto na CF de 1967 e, portanto, não se encontra no CTN de 1966. Estamos a tratar do:
A) IPTU
B) ITCMD
C) ICMS
D) IPVA
E) ISS

O IPVA tem função predominantemente:
A) especial
B) alternativa
C) fiscal
D) legal
E) nacional

Sujeito ativo do IPVA é o(a):
A) União
B) Estado
C) Município
D) DF
E) proprietário do veículo automotor

Relativamente aos bens móveis, o ITCMD cabe:
A) ao Estado onde ser processa o inventário
B) à União
C) ao local da situação do bem
D) ao DF
E) aos Municípios

As alíquotas mínima e máxima do ITCMD são fixadas:
A) pelos Municípios
B) pelos Estados
C) pelo DF
D) pela União
E) pelo Senado

A transmissão causa mortis, para fins de ITCMD, ocorre:
A) com a abertura da sucessão
B) com a sentença do inventário
C) com a entrega do bem
D) com o atestado de óbito
E) com a citação válida no inventário

No caso de bens móveis, o ITCMD é devido com a(o):
A) contrato
B) registro
C) tradição
D) pagamento
E) citação

No caso do IPVA, a propriedade do veículo é provada pelo(a):
A) porte
B) licenciamento
C) contrato
D) recibo
E) CRV - Certificado de Registro de Veículo

Assinale a alternativa correta:
A) o IPVA não se sujeita ao princípio da legalidade
B) o IPVA, quanto à base de cálculo, não se sujeita ao princípio da anterioridade nonagesimal
C) o IPVA não se sujeira ao princípio da anterioridade nonagesimal
D) o IPVA não se sujeira ao princípio da anterioridade anual
E) o IPVA não se sujeita ao princípio da irretroatividade

Fulano de Tal quer presentear o seu filho único com um apartamento em função do casamento deste. Para evitar a incidência de impostos sobre esse presente, Fulano de Tal propõe ao seu filho que assinem contrato de mútuo, por meio do qual Fulano de Tal justificará o incremento patrimonial de um ano para outro, evitando com isso problemas junto à receita federal, estadual e municipal. Com os recursos “emprestados”, seu filho fará diretamente a aquisição do imóvel em seu nome. Fulano de Tal não pretende, porém, cobrar o pagamento do empréstimo em nenhum momento no futuro, de modo que o contrato de mútuo permanecerá vigente até a morte do pai.
A respeito da situação hipotética, é correto afirmar que
A) embora questionável do ponto de vista ético, a operação se mostra como situação válida de planejamento tributário, evitando a realização do fato gerador do imposto de renda, de competência da União, e do imposto sobre circulação de bens, de competência dos Estados.
B) em que pese ter evitado a incidência do imposto sobre a transmissão do imóvel, o negócio jurídico firmado entre o pai e o filho poderá resultar na incidência de imposto de competência da União.
C) a intenção de Fulano de Tal de vir a cobrar ou não o empréstimo é irrelevante para fins de identificação do tributo eventualmente devido, não afetando a interpretação a ser dada aos fatos, para fins da definição da incidência tributária.
D) a autoridade administrativa estadual poderá desconsiderar o negócio jurídico simulado entre o pai e o filho, pois foi realizado com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do imposto sobre doação de bens ou direitos de qualquer natureza.
E) além de justificar o incremento patrimonial, relevante para fins de imposto de renda, com a assinatura do contrato de mútuo evita-se também a incidência de imposto municipal sobre a transferência a título gratuito do imóvel do pai para o filho.

Beltrano faleceu no Município de Maceió, Estado de Alagoas, onde viveu toda a sua vida, deixando aos seus herdeiros como herança: (i) depósito em dinheiro em instituição financeira com sede no Município de São Paulo, Estado de São Paulo; (ii) ações de companhia de capital aberto negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo, Estado de São Paulo; (iii) automóvel que se encontra em posse de seu filho Beltraninho, domiciliado no Município de Cuiabá, Estado do Mato Grosso; e (iv) direito de superfície constituído sobre imóvel rural localizado no Município de Apiúna, Estado de Santa Catarina. O inventário e a partilha estão sendo processados no Município de Maceió, Estado de Alagoas, conforme as regras processuais.
A respeito da situação hipotética, é correto afirmar, com base nas normas de competência tributária previstas na Constituição Federal, que o ITCMD
A) sobre o depósito em dinheiro, sobre as ações e sobre o automóvel deve ser recolhido ao Estado de Alagoas; e o ITCMD sobre o direito de superfície, ao Estado de Santa Catarina.
B) sobre o depósito em dinheiro e sobre as ações deve ser recolhido ao Estado de São Paulo; o ITCMD sobre o automóvel, ao Estado do Mato Grosso do Sul; e o ITCMD sobre o direito de superfície, à União Federal, por se tratar de imóvel rural.
C) é devido apenas sobre o direito de superfície, por se tratar do único direito sobre bem imóvel, devendo ser recolhido ao Estado de Santa Catarina, local de situação do bem a ser partilhado.
D) sobre o depósito em dinheiro, sobre as ações e sobre o automóvel deve ser recolhido ao Estado de Alagoas, não havendo recolhimento de ITCMD sobre direito real de superfície.
E) sobre o depósito em dinheiro, sobre as ações, sobre o automóvel e sobre o direito de superfície deve ser recolhido ao Estado de Alagoas, por se tratar do local de abertura da sucessão.

As alíquotas máximas do Imposto sobre Transmissão causa mortis e Doação, de quaisquer bens ou direitos (ITCMD), são fixadas
A) por lei ordinária estadual.
B) pela Assembleia Legislativa do Estado ao qual competir.
C) pelo Congresso Nacional.
D) pelo Senado Federal.
E) por lei complementar federal.

Em relação aos impostos sobre transmissão causa mortis, doação e propriedade de veículos automotores, assinale a alternativa correta.
A) Há incidência do ITCMD na permuta de imóveis.
B) A doação de direitos não é hipótese de incidência do ITCMD.
C) O ITCMD só incide sobre doações em que haja aceitação do donatário, seja expressa ou tácita.
D) O Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), de competência dos Estados e do Distrito Federal, terá suas alíquotas mínimas fixadas pelo Congresso Nacional.
E) O IPVA não incide sobre veículo doado.

Assinale a alternativa que se encontra de acordo com a Constituição Federal.
A) O imposto sobre a transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição terá suas alíquotas máximas fixadas pelo Senado Federal.
B) O imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana não poderá ser progressivo em razão do valor do imóvel, mas terá alíquotas diferentes de acordo com a localização e o uso do imóvel.
C) O imposto sobre serviços de qualquer natureza poderá ser progressivo em razão do tipo de serviço prestado pelo contribuinte, hipótese em que a lei ordinária municipal deverá observar as alíquotas máximas e mínimas previstas na lei complementar.
D) O imposto sobre a transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos compete ao Estado onde se processar o inventário ou arrolamento, ou tiver domicílio o doador, ou ao Distrito Federal, relativamente a bens imóveis e respectivos direitos.
E) O imposto sobre serviços de qualquer natureza terá as suas alíquotas máximas e mínimas fixadas pela lei complementar.

Pertence aos Municípios 50% do produto da arrecadação do imposto do Estado sobre a propriedade de veículos automotores licenciados em seus territórios. No que se refere ao imposto em questão, é correto afirmar que suas alíquotas mínimas são fixadas
A) pela Constituição Federal.
B) por lei complementar.
C) pelo Senado Federal.
D) por lei ordinária estadual.
E) por decreto legislativo.

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Questões resolvidas

O ITCMD pertence à(ao/aos):
A) DF
B) Estados
C) União
D) País
E) Municípios

Um dos fatos geradores do ITCMD é:
A) mercadoria importada
B) mercadoria exportada
C) industrialização
D) importação
E) doação

Este imposto foi previsto na CF de 1967 e, portanto, não se encontra no CTN de 1966. Estamos a tratar do:
A) IPTU
B) ITCMD
C) ICMS
D) IPVA
E) ISS

O IPVA tem função predominantemente:
A) especial
B) alternativa
C) fiscal
D) legal
E) nacional

Sujeito ativo do IPVA é o(a):
A) União
B) Estado
C) Município
D) DF
E) proprietário do veículo automotor

Relativamente aos bens móveis, o ITCMD cabe:
A) ao Estado onde ser processa o inventário
B) à União
C) ao local da situação do bem
D) ao DF
E) aos Municípios

As alíquotas mínima e máxima do ITCMD são fixadas:
A) pelos Municípios
B) pelos Estados
C) pelo DF
D) pela União
E) pelo Senado

A transmissão causa mortis, para fins de ITCMD, ocorre:
A) com a abertura da sucessão
B) com a sentença do inventário
C) com a entrega do bem
D) com o atestado de óbito
E) com a citação válida no inventário

No caso de bens móveis, o ITCMD é devido com a(o):
A) contrato
B) registro
C) tradição
D) pagamento
E) citação

No caso do IPVA, a propriedade do veículo é provada pelo(a):
A) porte
B) licenciamento
C) contrato
D) recibo
E) CRV - Certificado de Registro de Veículo

Assinale a alternativa correta:
A) o IPVA não se sujeita ao princípio da legalidade
B) o IPVA, quanto à base de cálculo, não se sujeita ao princípio da anterioridade nonagesimal
C) o IPVA não se sujeira ao princípio da anterioridade nonagesimal
D) o IPVA não se sujeira ao princípio da anterioridade anual
E) o IPVA não se sujeita ao princípio da irretroatividade

Fulano de Tal quer presentear o seu filho único com um apartamento em função do casamento deste. Para evitar a incidência de impostos sobre esse presente, Fulano de Tal propõe ao seu filho que assinem contrato de mútuo, por meio do qual Fulano de Tal justificará o incremento patrimonial de um ano para outro, evitando com isso problemas junto à receita federal, estadual e municipal. Com os recursos “emprestados”, seu filho fará diretamente a aquisição do imóvel em seu nome. Fulano de Tal não pretende, porém, cobrar o pagamento do empréstimo em nenhum momento no futuro, de modo que o contrato de mútuo permanecerá vigente até a morte do pai.
A respeito da situação hipotética, é correto afirmar que
A) embora questionável do ponto de vista ético, a operação se mostra como situação válida de planejamento tributário, evitando a realização do fato gerador do imposto de renda, de competência da União, e do imposto sobre circulação de bens, de competência dos Estados.
B) em que pese ter evitado a incidência do imposto sobre a transmissão do imóvel, o negócio jurídico firmado entre o pai e o filho poderá resultar na incidência de imposto de competência da União.
C) a intenção de Fulano de Tal de vir a cobrar ou não o empréstimo é irrelevante para fins de identificação do tributo eventualmente devido, não afetando a interpretação a ser dada aos fatos, para fins da definição da incidência tributária.
D) a autoridade administrativa estadual poderá desconsiderar o negócio jurídico simulado entre o pai e o filho, pois foi realizado com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do imposto sobre doação de bens ou direitos de qualquer natureza.
E) além de justificar o incremento patrimonial, relevante para fins de imposto de renda, com a assinatura do contrato de mútuo evita-se também a incidência de imposto municipal sobre a transferência a título gratuito do imóvel do pai para o filho.

Beltrano faleceu no Município de Maceió, Estado de Alagoas, onde viveu toda a sua vida, deixando aos seus herdeiros como herança: (i) depósito em dinheiro em instituição financeira com sede no Município de São Paulo, Estado de São Paulo; (ii) ações de companhia de capital aberto negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo, Estado de São Paulo; (iii) automóvel que se encontra em posse de seu filho Beltraninho, domiciliado no Município de Cuiabá, Estado do Mato Grosso; e (iv) direito de superfície constituído sobre imóvel rural localizado no Município de Apiúna, Estado de Santa Catarina. O inventário e a partilha estão sendo processados no Município de Maceió, Estado de Alagoas, conforme as regras processuais.
A respeito da situação hipotética, é correto afirmar, com base nas normas de competência tributária previstas na Constituição Federal, que o ITCMD
A) sobre o depósito em dinheiro, sobre as ações e sobre o automóvel deve ser recolhido ao Estado de Alagoas; e o ITCMD sobre o direito de superfície, ao Estado de Santa Catarina.
B) sobre o depósito em dinheiro e sobre as ações deve ser recolhido ao Estado de São Paulo; o ITCMD sobre o automóvel, ao Estado do Mato Grosso do Sul; e o ITCMD sobre o direito de superfície, à União Federal, por se tratar de imóvel rural.
C) é devido apenas sobre o direito de superfície, por se tratar do único direito sobre bem imóvel, devendo ser recolhido ao Estado de Santa Catarina, local de situação do bem a ser partilhado.
D) sobre o depósito em dinheiro, sobre as ações e sobre o automóvel deve ser recolhido ao Estado de Alagoas, não havendo recolhimento de ITCMD sobre direito real de superfície.
E) sobre o depósito em dinheiro, sobre as ações, sobre o automóvel e sobre o direito de superfície deve ser recolhido ao Estado de Alagoas, por se tratar do local de abertura da sucessão.

As alíquotas máximas do Imposto sobre Transmissão causa mortis e Doação, de quaisquer bens ou direitos (ITCMD), são fixadas
A) por lei ordinária estadual.
B) pela Assembleia Legislativa do Estado ao qual competir.
C) pelo Congresso Nacional.
D) pelo Senado Federal.
E) por lei complementar federal.

Em relação aos impostos sobre transmissão causa mortis, doação e propriedade de veículos automotores, assinale a alternativa correta.
A) Há incidência do ITCMD na permuta de imóveis.
B) A doação de direitos não é hipótese de incidência do ITCMD.
C) O ITCMD só incide sobre doações em que haja aceitação do donatário, seja expressa ou tácita.
D) O Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), de competência dos Estados e do Distrito Federal, terá suas alíquotas mínimas fixadas pelo Congresso Nacional.
E) O IPVA não incide sobre veículo doado.

Assinale a alternativa que se encontra de acordo com a Constituição Federal.
A) O imposto sobre a transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição terá suas alíquotas máximas fixadas pelo Senado Federal.
B) O imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana não poderá ser progressivo em razão do valor do imóvel, mas terá alíquotas diferentes de acordo com a localização e o uso do imóvel.
C) O imposto sobre serviços de qualquer natureza poderá ser progressivo em razão do tipo de serviço prestado pelo contribuinte, hipótese em que a lei ordinária municipal deverá observar as alíquotas máximas e mínimas previstas na lei complementar.
D) O imposto sobre a transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos compete ao Estado onde se processar o inventário ou arrolamento, ou tiver domicílio o doador, ou ao Distrito Federal, relativamente a bens imóveis e respectivos direitos.
E) O imposto sobre serviços de qualquer natureza terá as suas alíquotas máximas e mínimas fixadas pela lei complementar.

Pertence aos Municípios 50% do produto da arrecadação do imposto do Estado sobre a propriedade de veículos automotores licenciados em seus territórios. No que se refere ao imposto em questão, é correto afirmar que suas alíquotas mínimas são fixadas
A) pela Constituição Federal.
B) por lei complementar.
C) pelo Senado Federal.
D) por lei ordinária estadual.
E) por decreto legislativo.

Prévia do material em texto

A) IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E DOAÇÃO, DE QUAISQUER BENS
OU DIREITOS
 A Constituição de 1891, no artigo 9º, § 3º, dizia que era da competência dos Estados o poder de
decretar imposto sobre a transmissão de propriedade.
 A Carta de 1934 reafirmava a competência estadual no artigo 8º, I, “b” e “c”, estabelecendo a
dicotomia transmissão de propriedade causa mortis e transmissão de propriedade imobiliária inter vivos.
 A lei de 1937 manteve a regra de sua antecessora no artigo 23, I, “b” e “c”. A de 1946 também
reafirmou a competência dos Estados (artigo 19, I e II).
 A Emenda Constitucional nº 5/61 transferiu para os Municípios a competência para decretar
imposto sobre a transmissão de propriedade imobiliária inter vivos.
 A Emenda Constitucional nº 18, de 1965, fundiu num único imposto a transmissão causa mortis
e inter vivos, o qual passava a tributar somente a propriedade imóvel (artigo 9º).
 A constituição de 1967 referendou a competência tal como modificada por essa Emenda (artigo
24, I). Idem em relação à Emenda Constitucional nº 1/69, artigo 23, I.
 A Constituição Federal de 1988 fixou regras sobre a transmissão de bens e direitos no artigo 155,
I, e § 1º, e no artigo 156, I, e § 2º.
 O Código Tributário Nacional funciona como lei complementar parcial para o imposto
epigrafado. Quando foi editado, em estrita observância aos preceitos da Emenda Constitucional nº
18/65, o imposto incidia apenas sobre imóveis, mas em 1988 passou também a onerar os bens móveis.
In casu, é de aplicar-se ao imposto sobre transmissão de propriedade a título gratuito os artigos 35/42 do
CTN, na parte em que recepcionados pela ordem constitucional em vigor. Eis as normas:
Art. 35. O imposto, de competência dos Estados, sobre a transmissão de bens imóveis e de
direitos a eles relativos tem como fato gerador:
I - a transmissão, a qualquer título, da propriedade ou do domínio útil de bens imóveis por
natureza ou por acessão física, como definidos na lei civil;
II - a transmissão, a qualquer título, de direitos reais sobre imóveis, exceto os direitos reais de
garantia;
III - a cessão de direitos relativos às transmissões referidas nos incisos I e I.
Parágrafo único. Nas transmissões causa mortis, ocorrem tantos fatos geradores distintos quantos
sejam os herdeiros ou legatários.
Art. 36. Ressalvado o disposto no artigo seguinte, o imposto não incide sobre a transmissão dos
bens ou direitos referidos no artigo anterior:
I - quando efetuada para sua incorporação ao patrimônio de pessoa jurídica em pagamento de
capital nela subscrito;
30/03/2026, 10:51 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 1/24
II - quando decorrente da incorporação ou da fusão de uma pessoa jurídica por outra ou com
outra.
Parágrafo único. O imposto não incide sobre a transmissão aos mesmos alienantes, dos bens e
direitos adquiridos na forma do inciso I deste artigo, em decorrência da sua desincorporação do
patrimônio da pessoa jurídica a que foram conferidos.
Art. 37. O disposto no artigo anterior não se aplica quando a pessoa jurídica adquirente tenha
como atividade preponderante a venda ou locação de propriedade imobiliária ou a cessão de
direitos relativos à sua aquisição.
§ 1º Considera-se caracterizada a atividade preponderante referida neste artigo quando mais de
50% (cinqüenta por cento) da receita operacional da pessoa jurídica adquirente, nos 2 (dois) anos
anteriores e nos 2 (dois) anos subseqüentes à aquisição, decorrer de transações mencionadas
neste artigo.
§ 2º Se a pessoa jurídica adquirente iniciar suas atividades após a aquisição, ou menos de 2 (dois)
anos antes dela, apurar-se-á a preponderância referida no parágrafo anterior levando em conta os
3 (três) primeiros anos seguintes à data da aquisição.
§ 3º Verificada a preponderância referida neste artigo, tornar-se-á devido o imposto, nos termos
da lei vigente à data da aquisição, sobre o valor do bem ou direito nessa data.
§ 4º O disposto neste artigo não se aplica à transmissão de bens ou direitos, quando realizada em
conjunto com a da totalidade do patrimônio da pessoa jurídica alienante.
Art. 38. A base de cálculo do imposto é o valor venal dos bens ou direitos transmitidos.
Art. 39. A alíquota do imposto não excederá os limites fixados em resolução do Senado Federal,
que distinguirá, para efeito de aplicação de alíquota mais baixa, as transmissões que atendam à
política nacional de habitação.
Art. 40. O montante do imposto é dedutível do devido à União, a título do imposto de que trata o
artigo 43, sobre o provento decorrente da mesma transmissão.
Art. 41. O imposto compete ao Estado da situação do imóvel transmitido, ou sobre que versarem
os direitos cedidos, mesmo que a mutação patrimonial decorra de sucessão aberta no estrangeiro.
Art. 42. Contribuinte do imposto é qualquer das partes na operação tributada, como dispuser a
lei.
 O imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos, de
competência dos Estados e do Distrito Federal, onera a transferência de propriedade móvel e imóvel a
título gratuito, vale dizer, incide sobre a transmissão de propriedade via contrato de doação ou pelo fato
jurídico morte.
 Doação é qualquer ato em que o doador, por liberalidade, transmite bem, vantagem ou direito de
seu patrimônio ao donatário, que o aceita, expressa ou tacitamente.
 Entende-se como qualquer bem ou direito, o bem imóvel e o direito a ele relativo, e o bem
móvel, compreendendo o semovente, a mercadoria e qualquer parcela do patrimônio que for passível de
mercancia ou de transmissão, mesmo que representado por título, ação, quota, certificado, registro ou
qualquer outro bem ou documento, exceto os direitos reais de garantia.
 A incidência do imposto alcança:
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I - a transmissão ou a doação que se referir a imóvel situado no Estado, inclusive o direito a ele
relativo;
I - a doação, cujo doador tenha domicílio no Estado, ou quando nele se processar o arrolamento
relativo a bem móvel, direito, título e crédito.
 Ocorre o fato gerador do ITCD:
I - na transmissão causa mortis, na data da:
a) abertura da sucessão legítima ou testamentária, mesmo no caso de sucessão provisória, e na
instituição de fideicomisso e de usufruto;
b) morte do fiduciário, na substituição de fideicomisso;
II - na transmissão por doação, na data:
a) da instituição de usufruto convencional;
b) em que ocorrer fato ou ato jurídico que resulte na consolidação da propriedade na pessoa do nu
proprietário, na extinção de usufruto;
c) do ato da doação, ainda que a título de adiantamento da legítima;
d) da renúncia à herança, ao legado ou à doação em favor de pessoa determinada;
e) da partilha, como a decorrente de inventário, arrolamento, separação ou divórcio, em relação ao
excesso de quinhão que beneficiar uma das partes;
III - na data da formalização do ato ou negócio jurídico, nos casos não previstos nos incisos anteriores.
 Ocorrem tanto fatos geradores distintos quantos forem os herdeiros, legatários, donatários ou
usufrutuários, ainda que o bem ou direito seja indivisível.
 O pagamento do imposto devido na renúncia de herança, de legado ou de doação, não exclui a
incidência verificada na sucessão causa mortis ou doação anterior, a que está sujeito o renunciante,
respondendo pelo seu pagamento aquele a quem passar o bem a pertencer.
 Haverá nova incidência do imposto quando as partes resolverem a retratação do contrato que já
houver sido lavrado e transcrito, relativamente a transmissão não onerosa.
 A base de cálculo do ITCD é o valor venal do bem e do direito a ele relativo, do títuloou do
crédito transmitido ou doado.
 O valor venal será apurado mediante avaliação judicial ou avaliação, procedida pela Fazenda
Pública Estadual e expresso em moeda nacional.
 A base de cálculo do imposto, nas seguintes situações, corresponde a 50% (cinqüenta por cento)
do valor de avaliação do bem imóvel:
 I - transmissão não onerosa, com reserva ao transmitente de direito real;
 II - extinção do usufruto, com a consolidação da propriedade na pessoa do nu proprietário;
 III - transmissão de direito real de usufruto, uso, habitação ou renda expressamente constituída,
quando o período de duração do direito real for igual ou superior a 5 (cinco) anos, calculando-se
30/03/2026, 10:51 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 3/24
proporcionalmente esse valor quando essa duração foi inferior.
 As alíquotas do ITCD são as previstas em lei, costumando ser entre 2% (dois por cento) e 4%
(quatro por cento),
 Contribuinte do ITCD é:
I - o herdeiro ou o legatário, na transmissão causa mortis;
II - o donatário, na doação;
III - o beneficiário, na desistência de quinhão ou de direito, por herdeiro ou legatário;
IV - o cessionário, na cessão não onerosa.
 São solidariamente obrigados pelo pagamento do ITCD devido pelo contribuinte ou responsável:
I - o doador ou o cedente;
II - o tabelião, o escrivão e os demais serventuários de justiça, em relação aos atos praticados por
eles ou perante eles, em razão de seu ofício, bem como a autoridade judicial que não exigir o
cumprimento do disposto neste inciso;
III - a empresa, a instituição financeira ou bancária e todo aquele a quem caiba a
responsabilidade pelo registro ou pela prática de ato que implique na transmissão de bem móvel
ou imóvel e respectivos direitos e ações;
IV - o inventariante ou o testamenteiro em relação aos atos que praticarem;
V - o titular, o administrador e o servidor das demais entidades de direito público ou privado
onde se processe o registro, a anotação ou a averbação de doação;
VI - qualquer pessoa natural ou jurídica que detenha a posse do bem transmitido ou doado;
VII - a pessoa que tenha interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação
principal.
 
 O local, o prazo e a forma de pagamento do ITCD devem ser estabelecidos em regulamento.O
pagamento do ITCD deve ser feito no prazo máximo de 60 (sessenta) dias, contados da data:
I - do julgamento do cálculo do imposto, na transmissão causa mortis;
II - da avaliação, na doação ou cessão não onerosa de qualquer bem, direito, título ou crédito.
 No caso de partilha amigável, nos termos dos arts. 1.031/1.034 do Código de Processo Civil, a
petição inicial deve estar acompanhada da prova de pagamento do imposto.
 É imposto real, direto, monofásico, de fato gerador instantâneo e alíquota máxima fixada pelo
Senado Federal (8%)
De um modo sistemático podemos apresentar o Imposto sobre transmissão causa mortis e doação,
de quaisquer bens ou direitos (ITCMD), da seguinte forma:
 
30/03/2026, 10:51 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 4/24
Competência
 
Disciplina a Constituição Federal, no seu artigo 155, I, o seguinte:
 
Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos
sobre: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)
I - transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos; (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993).
 
Função
 
A função do imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos (ITCMD) é
fiscal, vale dizer o objetivo do legislador é a arrecadação propriamente dita.
 
Fato Gerador
 
Ao falar do fato gerador do imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou
direitos (ITCMD), devemos notar que o Código Tributário Nacional deve ser interpretado de acordo
com a Constituição Federal de 1988, uma vez que, por ser anterior a Carta Magna, disciplina na mesma
seção um imposto de competência do estado e outro do município, assim sugere ALEXANDRE (2007:
529):
 
O Código Tributário Nacional disciplina o imposto nos arts. 35 a 42 e deve ser
interpretado à luz da atual Constituição, visto que a redação do CTN trata de um
único imposto de transmissão, de competência estadual, incidente
exclusivamente sobre a transmissão de bens imóveis e de direitos a eles
relativos.
Com a Constituição Federal de 1988, previu-se a instituição de dois impostos de
transmissão, um estadual (ITCMD) e outro municipal (ITBI), sujeitando à
incidência do primeiro as transmissões a título gratuito (causa mortis e doação) e
do segundo as transmissões a título oneroso.
 
Assim, o fato gerador do imposto é a transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos.
Observa-se da leitura dos artigos 36 e 37 do código, a seguir transcrito, que, em algumas hipóteses, não
deve haver incidência do imposto ora apresentado.
 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Emendas/Emc/emc03.htm#art155
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Art. 36. Ressalvado o disposto no artigo seguinte, o imposto não incide sobre a
transmissão dos bens ou direitos referidos no artigo anterior:
 I - quando efetuada para sua incorporação ao patrimônio de pessoa jurídica em
pagamento de capital nela subscrito;
II - quando decorrente da incorporação ou da fusão de uma pessoa jurídica por
outra ou com outra.
Parágrafo único. O imposto não incide sobre a transmissão aos mesmos
alienantes, dos bens e direitos adquiridos na forma do inciso I deste artigo, em
decorrência da sua desincorporação do patrimônio da pessoa jurídica a que
foram conferidos.
Art. 37. O disposto no artigo anterior não se aplica quando a pessoa jurídica
adquirente tenha como atividade preponderante a venda ou locação de
propriedade imobiliária ou a cessão de direitos relativos à sua aquisição.
§ 1º Considera-se caracterizada a atividade preponderante referida neste artigo
quando mais de 50% (cinqüenta por cento) da receita operacional da pessoa
jurídica adquirente, nos 2 (dois) anos anteriores e nos 2 (dois) anos subseqüentes
à aquisição, decorrer de transações mencionadas neste artigo.
§ 2º Se a pessoa jurídica adquirente iniciar suas atividades após a aquisição, ou
menos de 2 (dois) anos antes dela, apurar-se-á a preponderância referida no
parágrafo anterior levando em conta os 3 (três) primeiros anos seguintes à data
da aquisição.
§ 3º Verificada a preponderância referida neste artigo, tornar-se-á devido o
imposto, nos termos da lei vigente à data da aquisição, sobre o valor do bem ou
direito nessa data.
§ 4º O disposto neste artigo não se aplica à transmissão de bens ou direitos,
quando realizada em conjunto com a da totalidade do patrimônio da pessoa
jurídica alienante.
 
Para saber qual o Estado é competente para cobrar o referido imposto a constituição federal é bastante
elucidativa, em seu artigo 155, § 1.º:
 
Art. 155...
§ 1.º O imposto previsto no inciso I: (Redação dada pela Emenda Constitucional
nº 3, de 1993)
I - relativamente a bens imóveis e respectivos direitos, compete ao Estado da
situação do bem, ou ao Distrito Federal
II - relativamente a bens móveis, títulos e créditos, compete ao Estado onde se
processar o inventário ou arrolamento, ou tiver domicílio o doador, ou ao
Distrito Federal;
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III - terá competência para sua instituição regulada por lei complementar:
a) se o doador tiver domicilio ou residência no exterior;
b) se o de cujus possuía bens, era residente ou domiciliado ou teve o seu
inventário processado no exterior;
 
Base de Cálculo
 
O imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos (ITCMD), tem a sua
base de cálculo prevista no artigo 38 do Código Tributário Nacional: “Art. 38. A base de cálculo do
imposto é o valor venal dos bens ou direitos transmitidos.”.
 
Vale frisar que o valor venal do bem não pode ser superior ao valor de mercado.
 
Alíquota
 
As alíquotas do imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos
(ITCMD), devem respeitar o previsto no artigo 155, § 1.º, da Carta Magna:
 
Art. 155...
§ 1.º O imposto previsto no inciso I: (Redação dada pela Emenda Constitucional
nº 3, de 1993)
IV - terá suas alíquotas máximas fixadas pelo Senado Federal;
 
Verifica-se que não é outra a dicção do artigo 39 da lei complementar tributária, o Código Tributário
Nacional:
 
Art. 39. A alíquota do imposto não excederá os limites fixados em resolução do
Senado Federal, que distinguirá, para efeito de aplicação de alíquota mais baixa,
as transmissões que atendam à política nacional de habitação.
 
Contribuinte
 
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Apesar do mencionado anteriormente, entendemos que o Código Tributário Nacional deveria ter
determinado quem é o contribuinte do imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer
bens ou direitos (ITCMD), o que não foi feito, deixando para os estados disciplinarem a matéria, senão
vejamos: “Art. 42. Contribuinte do imposto é qualquer das partes na operação tributada, como dispuser a
lei.”.
 
Lançamento
 
O lançamento do imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos
(ITCMD) é por declaração conforme MACHADO (2009: 361):
 
O lançamento desse imposto é feito, em princípio, por declaração. O contribuinte
oferece ao fisco os elementos necessários ao respectivo cálculo.
 
Vale sempre a lembrança de que na hipótese de o contribuinte não apresentar a declaração, o poder
público pode fazer o lançamento de ofício.
B) IMPOSTO SOBRE PROPRIEDADE DE VEÍCULOS AUTOMOTORES
 A exação tributária em testilha, tal como se apresenta nos dias correntes, entrou para o Sistema
Tributário Nacional logo depois da edição do CTN. Portanto, nele não fora prevista. Todavia, os Estados
e DF podem instituir o imposto, na esteira da permissão dada pelo art. 24, § 2º e 3º, e art. 34, § 3º, do
ADCT, ambos da Carta Política Federal.
 O IPVA incide sobre a propriedade de veículo automotor aéreo, aquático ou terrestre, quaisquer
que sejam as suas espécies, ainda que o proprietário seja domiciliado no exterior. Contudo, o Supremo
Tribunal Federal assim vem assentando:
 É inconstitucional a incidência do IPVA sobre embarcações. Com base nesse entendimento, o
Tribunal, por maioria, proveu recurso extraordinário para declarar a não-recepção do inciso I do art. 5º
da Lei 948/85, do Estado do Rio de Janeiro. Adotou-se a orientação fixada pela Corte no julgamento do
RE 134509/AM (DJU de 13.9.2002), no sentido de que o IPVA é sucedâneo da antiga Taxa Rodoviária
Única - TRU, cujo campo de incidência não inclui embarcações e aeronaves. Vencidos os Ministros
Joaquim Barbosa e Marco Aurélio que negavam provimento ao recurso por considerar que o IPVA
incide também sobre embarcações. RE 379572/RJ, rel. Min. Gilmar Mendes, 1.4.2007. (RE-379572).
 Por ser real, o imposto é vinculado ao veículo. Ocorre o fato gerador do IPVA:
I - na data da primeira aquisição do veículo novo por consumidor final;
II - na data do desembaraço aduaneiro, em relação a veículo importado do exterior, diretamente
ou por meio de trading, por consumidor final;
III - na data da incorporação de veículo ao ativo permanente do fabricante, do revendedor ou do
importador;
IV - na data em que ocorrer a perda da isenção ou da não-incidência;
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V - no dia 1º de janeiro de cada ano, em relação a veículo adquirido em exercício anterior.
 A base de cálculo do IPVA é:
I - o valor constante do documento fiscal relativo à aquisição, acrescido do valor de opcional e
acessório e das demais despesas relativas à operação, quando se tratar da primeira aquisição do
veículo novo por consumidor final;
II - o valor constante do documento de importação, acrescido do valor de tributo incidente e de
qualquer despesa decorrente da importação, ainda que não pagos pelo importador, quando se
tratar de veículo importado do exterior, diretamente ou por meio de trading, por consumidor
final;
III - o valor do custo de aquisição ou de fabricação constante do documento relativo à operação,
quando se tratar de incorporação de veículo ao ativo permanente do fabricante, do revendedor ou
do importador;
IV - o somatório dos valores constantes de documento fiscal relativo à aquisição de parte e peça
e a serviço prestado, quando se tratar de veículo montado pelo próprio consumidor ou por conta
e ordem deste, não podendo o somatório ser inferior ao valor médio de mercado;
V - o valor médio de mercado divulgado em tabela elaborada por órgão próprio indicado em
regulamento, quando se tratar de veículo adquirido em exercício anterior, observando-se, no
mínimo, o seguinte: a) em relação ao veículo aéreo, o fabricante e o modelo; b) em relação ao
veículo aquático, a potência do motor, o comprimento, o tipo de casco e o ano de fabricação; c)
em relação ao veículo terrestre, a marca, o modelo, a espécie e o ano de fabricação.
 A tabela discriminativa do valor médio de mercado deve ser publicada até o dia 31 de dezembro
do exercício anterior ao da cobrança do imposto.
 As alíquotas do IPVA são as previstas em lei. Costumam ser: I - 1,25% (um inteiro e vinte e
cinco centésimos por cento) para ônibus, microônibus, caminhão, veículos aéreos e aquáticos utilizados
no transporte coletivo de passageiros e de carga, isolada ou conjuntamente; II - 2,5% (dois inteiros e
cinco décimos por cento) para motocicleta, ciclomotor, triciclo, quadriciclo, motoneta e automóvel de
passeio com potência até 100 cv; III - 3,45% (três inteiros e quarenta e cinco centésimos por cento) para
os veículos utilitários;IV - 3,75% (três inteiros e setenta e cinco centésimos por cento) para veículo
terrestre de passeio, jipe, picape e camioneta com cabine fechada ou dupla, veículo aéreo, veículo
aquático e demais veículos não especificados.
 Contribuinte do IPVA é o proprietário do veículo automotor aéreo, aquático ou terrestre.
 É sujeito passivo por substituição tributária:
I - o fiduciante, no caso de alienação fiduciária em garantia;
II - o arrendatário, no caso de arrendamento mercantil. Responsável. É pessoalmente responsável
pelo pagamento do IPVA o adquirente ou o remitente do veículo, em relação a fato gerador
anterior ao tempo de sua aquisição.
 É solidariamente responsável pelo pagamento do IPVA:
I - o credor fiduciário com o fiduciante, em relação ao veículo objeto de alienação fiduciária em
garantia;
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II - a empresa detentora da propriedade com o arrendatário, no caso de veículo cedido peloregime de arrendamento mercantil;
III - com o sujeito passivo, a autoridade administrativa que proceder o registro ou averbação de
negócio do qual resulte a alienação ou a oneração do veículo, sem que o sujeito passivo faça
prova de quitação de crédito tributário relativo ao imposto;
IV - com o sujeito passivo, qualquer pessoa que adulterar, viciar ou falsificar: a) documento de
arrecadação do imposto, de registro ou de licenciamento de veículo; b) dados cadastrais de
veículos, com o fim de excluir ou reduzir imposto.
 Pelo inegável caráter arrecadatório e pela importância de se aferir o valor de mercado dos
veículos automotores, a base de cálculo do IPVA não está sujeita princípio da anterioridade nonagesimal
(CF/8, art. 150, § 1º).
 É imposto real, direto, monofásico, de fato gerador instantâneo e alíquota mínima fixada pelo
Senado Federal.
 
De um modo sistemático podemos apresentar Imposto sobre propriedade de veículos automotores,
da seguinte forma:
 
Competência
 
Disciplina a Constituição Federal no seu artigo 155, III, o seguinte:
 
Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos
sobre: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)
...
III - propriedade de veículos automotores. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 3, de 1993).
 
A competência para o Estado já existia na vigência da constituição anterior.
 
Função
 
A função do imposto sobre a propriedade de veículos automotores é primordialmente fiscal, vale dizer, o
objetivo do estado é o de arrecadar o valor do tributo. Existe, entretanto, a função extrafiscal, entre
outros casos, na isenção do imposto para o deficiente físico. Não é outra a leitura que deve ser feita do
artigo 155, § 6º, II:
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Art.155...
...
§ 6º O imposto previsto no inciso III:
II - poderá ter alíquotas diferenciadas em função do tipo e utilização.
 
Fato Gerador
 
O fato gerador do imposto sobre a propriedade de veículos automotores é, nas palavras de COSTA
(2009: 380):
 
... “ser proprietário de veiculo automotor”. Por veículo automotor há que se
entender veículo que tenha motor próprio,de qualquer espécie...
 
Base de Cálculo
 
A base de cálculo do imposto sobre a propriedade de veículos automotores é o valor venal do bem, o
qual não pode ser superior ao valor de mercado.
 
Alíquota
 
A constituição federal, ao se referir as alíquotas do IPVA, no artigo 155, § 6º, menciona:
 
Art.155...
...
§ 6º O imposto previsto no inciso III: (Incluído pela Emenda Constitucional nº
42, de 19.12.2003)
I - terá alíquotas mínimas fixadas pelo Senado Federal; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
II - poderá ter alíquotas diferenciadas em função do tipo e utilização.(Incluído
pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003).
 
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Contribuinte
 
O contribuinte do imposto sobre a propriedade de veículo automotor é o proprietário do bem tributado.
 
Lançamento
 
O lançamento imposto sobre a propriedade de veículos automotores é de ofício, uma vez que o estado já
tem todas as informações necessárias para realização do ato administrativo.
 
 
 
Exercício 1:
O ITCMD pertence à(ao/aos):
A)
DF
B)
Estados
C)
União
D)
País
E)
Municípios
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O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Exercício 2:
Um dos fatos geradores do ITCMD é:
A)
 mercadoria importada
B)
mercadoria exportada
C)
industrialização
D)
importação
E)
doação
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Exercício 3:
Relativamente aos bens imóveis, o ITCMD incide:
A)
no Estado da situação do bem
B)
no DF, apenas
C)
no momento da importação
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D)
no momento da exportação
E)
no imóvel mais antigo
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Exercício 4:
Este imposto foi previsto na CF de 1967 e, portanto, não se encontra no CTN de
1966. Estamos a tratar do:
A)
IPTU
B)
ITCMD
C)
ICMS
D)
IPVA
E)
ISS
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Exercício 5:
O IPVA tem função predominantemente:
A)
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especial
B)
alternativa
C)
fiscal
D)
legal
E)
nacional
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Exercício 6:
Sujeito ativo do IPVA é o(a):
A)
União
B)
Estado
C)
Município
D)
DF
E)
proprietário do veículo automotor
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O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Exercício 7:
Relativamente aos bens móveis, o ITCMD cabe:
A)
ao Estado onde ser processa o inventário
B)
à União
C)
ao local da situação do bem
D)
ao DF
E)
aos Municípios
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Exercício 8:
As alíquotas mínima e máxima do ITCMD são fixadas:
A)
pelos Muniípios
 
B)
pelos Estados
 
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C)
pelo DF
 
D)
pela União
 
E)
pelo Senado
 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Exercício 9:
A transmissão causa mortis, para fins de ITCMD, ocorre:
A)
com a abertura da sucessão
B)
com a sentença do inventário
C)
com a entrega do bem
D)
com o atestado de óbito
E)
com a citação válida no inventário
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O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Exercício 10:
No caso de bens móveis, o ITCMD é devido com a(o):
A)
contrato
B)
registro
C)
tradição
D)
pagamento
E)
citação
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Exercício 11:
No caso do IPVA, a propriedade do veícuículo é provada pelo(a):
A)
porte
B)
licenciamento
C)
contrato
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D)
recibo
E)
CRV - Certificado de Registro de Veículo
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Exercício 12:
Assinale a alternativa correta:
A)
o IPVA não se sujeita ao princípio da legalidade
B)
o IPVA, quanto à base de cálculo, não se sujeita ao princípio da anterioridade
nonagesimal
C)
o IPVA não se sujeira ao princípio da anterioridade nonagesimal
D)
o IPVA não se sujeira ao princípio da anterioridade anualE)
o IPVA não se sujeita ao princípio da irretroatividade
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Exercício 13:
Fulano de Tal quer presentear o seu filho único com um apartamento em função do casamento
deste. Para evitar a incidência de impostos sobre esse presente, Fulano de Tal propõe ao seu filho
que assinem contrato de mútuo, por meio do qual Fulano de Tal justificará o incremento
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patrimonial de um ano para outro, evitando com isso problemas junto à receita federal, estadual e
municipal. Com os recursos “emprestados”, seu filho fará diretamente a aquisição do imóvel em
seu nome. Fulano de Tal não pretende, porém, cobrar o pagamento do empréstimo em nenhum
momento no futuro, de modo que o contrato de mútuo permanecerá vigente até a morte do pai.
A respeito da situação hipotética, é correto afirmar que
A)
embora questionável do ponto de vista ético, a operação se mostra como situação válida de
planejamento tributário, evitando a realização do fato gerador do imposto de renda, de
competência da União, e do imposto sobre circulação de bens, de competência dos Estados.
B)
em que pese ter evitado a incidência do imposto sobre a transmissão do imóvel, o negócio jurídico
firmado entre o pai e o filho poderá resultar na incidência de imposto de competência da União.
C)
a intenção de Fulano de Tal de vir a cobrar ou não o empréstimo é irrelevante para fins de
identificação do tributo eventualmente devido, não afetando a interpretação a ser dada aos fatos,
para fins da definição da incidência tributária.
D)
a autoridade administrativa estadual poderá desconsiderar o negócio jurídico simulado entre o pai
e o filho, pois foi realizado com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do imposto
sobre doação de bens ou direitos de qualquer natureza.
E)
além de justificar o incremento patrimonial, relevante para fins de imposto de renda, com a
assinatura do contrato de mútuo evita-se também a incidência de imposto municipal sobre a
transferência a título gratuito do imóvel do pai para o filho.
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Exercício 14:
Beltrano faleceu no Município de Maceió, Estado de Alagoas, onde viveu toda a sua vida, deixando
aos seus herdeiros como herança: (i) depósito em dinheiro em instituição financeira com sede no
Município de São Paulo, Estado de São Paulo; (ii) ações de companhia de capital aberto negociadas
na Bolsa de Valores de São Paulo, Estado de São Paulo; (iii) automóvel que se encontra em posse
de seu filho Beltraninho, domiciliado no Município de Cuiabá, Estado do Mato Grosso; e (iv) direito
de superfície constituído sobre imóvel rural localizado no Município de Apiúna, Estado de Santa
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Catarina. O inventário e a partilha estão sendo processados no Município de Maceió, Estado de
Alagoas, conforme as regras processuais.
A respeito da situação hipotética, é correto afirmar, com base nas normas de competência
tributária previstas na Constituição Federal, que o ITCMD
A)
sobre o depósito em dinheiro, sobre as ações e sobre o automóvel deve ser recolhido ao Estado de
Alagoas; e o ITCMD sobre o direito de superfície, ao Estado de Santa Catarina.
B)
sobre o depósito em dinheiro e sobre as ações deve ser recolhido ao Estado de São Paulo; o
ITCMD sobre o automóvel, ao Estado do Mato Grosso do Sul; e o ITCMD sobre o direito de
superfície, à União Federal, por se tratar de imóvel rural.
C)
é devido apenas sobre o direito de superfície, por se tratar do único direito sobre bem imóvel,
devendo ser recolhido ao Estado de Santa Catarina, local de situação do bem a ser partilhado.
D)
sobre o depósito em dinheiro, sobre as ações e sobre o automóvel deve ser recolhido ao Estado de
Alagoas, não havendo recolhimento de ITCMD sobre direito real de superfície.
E)
sobre o depósito em dinheiro, sobre as ações, sobre o automóvel e sobre o direito de superfície
deve ser recolhido ao Estado de Alagoas, por se tratar do local de abertura da sucessão.
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Exercício 15:
As alíquotas máximas do Imposto sobre Transmissão causa mortis e Doação, de quaisquer bens ou
direitos (ITCMD), são fixadas
A)
por lei ordinária estadual.
B)
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pela Assembleia Legislativa do Estado ao qual competir.
C)
pelo Congresso Nacional.
D)
pelo Senado Federal.
E)
por lei complementar federal.
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Exercício 16:
Em relação aos impostos sobre transmissão causa mortis, doação e propriedade de veículos
automotores, assinale a alternativa correta.
A)
Há incidência do ITCMD na permuta de imóveis.
B)
A doação de direitos não é hipótese de incidência do ITCMD.
C)
O ITCMD só incide sobre doações em que haja aceitação do donatário, seja expressa ou tácita.
D)
O Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), de competência dos Estados e do
Distrito Federal, terá suas alíquotas mínimas fixadas pelo Congresso Nacional.
E)
O IPVA não incide sobre veículo doado.
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O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Exercício 17:
Assinale a alternativa que se encontra de acordo com a Constituição Federal.
A)
O imposto sobre a transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por
natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como
cessão de direitos a sua aquisição terá suas alíquotas máximas fixadas pelo Senado Federal.
B)
O imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana não poderá ser progressivo em razão do
valor do imóvel, mas terá alíquotas diferentes de acordo com a localização e o uso do imóvel.
C)
O imposto sobre serviços de qualquer natureza poderá ser progressivo em razão do tipo de serviço
prestado pelo contribuinte, hipótese em que a lei ordinária municipal deverá observar as alíquotas
máximas e mínimas previstas na lei complementar.
D)
O imposto sobre a transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos compete ao
Estado onde se processar o inventário ou arrolamento, ou tiver domicílio o doador, ou ao Distrito
Federal, relativamente a bens imóveis e respectivos direitos.
E)
O imposto sobre serviços de qualquer natureza terá as suas alíquotas máximas e mínimas fixadas
pela lei complementar.
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Exercício 18:
Pertence aos Municípios 50% do produto da arrecadação do imposto do Estado sobre a
propriedade de veículos automotores licenciados em seus territórios. No que se refere ao imposto
em questão, é correto afirmar que suas alíquotas mínimas são fixadas
A)
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pela Constituição Federal.
B)
por lei complementar.
C)
pelo Senado Federal.
D)
por lei ordinária estadual.
E)
por decreto legislativo.
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
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