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Unidade 1
SISTEMA TEGUMENTAR
Aula 1
Introdução ao Sistema Tegumentar
Introdução ao Sistema Tegumentar
Introdução ao Sistema
Tegumentar
Disciplina
CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS
DOS SISTEMAS TEGUMENTAR,
LOCOMOTOR E REPRODUTOR
Olá, estudante! Convidamos você a assistir nossa videoaula
que trata da estrutura, da função e da embriogênese do
sistema tegumentar. Explore as complexidades da pele,
desde sua formação embrionária até suas múltiplas funções
no corpo humano. Não perca essa oportunidade de ampliar
seu conhecimento desse importante órgão. Assista agora e
desvende os mistérios da pele conosco!
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Ponto de Partida
Disciplina
CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS
DOS SISTEMAS TEGUMENTAR,
LOCOMOTOR E REPRODUTOR
https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/80473229-4cc2-45cc-9848-7ddaa0047132/52/b730a611-582f-5b16-837f-47ea01d3713b.pdf
Ponto de Partida
Olá. estudante! Seja muito bem-vindo ao estudo das ciências
morfofuncionais dos sistemas tegumentar, locomotor e
reprodutor. Para dar início ao nosso conteúdo, vamos
conhecer as funções e a estrutura básica do sistema
tegumentar, além dos processos envolvidos na
embriogênese do tecido cutâneo, desde as etapas iniciais de
desenvolvimento até a formação dos tecidos epitelial,
dérmico e subcutâneo. Abordaremos a anatomia e a
fisiologia básica da pele, destacando sua estrutura
multicamada e suas diversas funções, como proteção,
regulação térmica, sensação e excreção. Além disso,
examinaremos o processo de embriogênese do sistema
tegumentar, que é essencial para compreender a formação e
o desenvolvimento da pele desde as fases iniciais da vida
fetal. Diante da complexidade da estrutura e das diversas
funções do sistema tegumentar, surge a questão: como as
interações entre os processos de embriogênese e as funções
fisiológicas da pele influenciam a manutenção da
homeostasia do corpo humano ao longo da vida? Esta aula
marca o início de sua jornada no estudo do sistema
tegumentar, um campo fascinante e fundamental para
diversas áreas da saúde. Ao mergulhar nos conceitos básicos
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de anatomia, fisiologia e embriogênese da pele, você estará
construindo uma base sólida de conhecimento que será
essencial em sua prática profissional futura. Vamos lá?
Vamos Começar!
Vamos Começar!
A pele e suas estruturas acessórias como pelos, glândulas e
unhas, constituem o sistema tegumentar. A pele forma a
cobertura externa do corpo e representa seu maior órgão,
constituindo 15 a 20% da massa total. Varia em espessura,
sendo mais espessa na palma das mãos e nas solas dos pés,
e é constituída por duas principais camadas: a epiderme e a
derme. Entre a derme e as estruturas subjacentes existe
uma camada subcutânea, também denominada hipoderme.
A epiderme é a camada mais superficial da pele, consistindo
em tecido epitelial. Ela resiste à abrasão na superfície e
reduz a perda de água pela pele, repousando sobre a derme,
uma camada de tecido conjunto. A derme é responsável pela
maior parte da resistência estrutural da pele, e os vasos
sanguíneos, nervos, glândulas e os folículos pilosos estão
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presentes nessa camada. O tecido subcutâneo consiste em
tecido conjuntivo frouxo e tecido adiposo, servindo como
depósito para o armazenamento de gordura e contendo
grandes vasos que suprem a pele (Figura 1).
Figura 1 | Camadas da pele. Fonte: Shutterstock.
Embriogênese do sistema
tegumentar
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Os tecidos que formam o ser humano derivam de três
camadas germinativas: endoderma, mesoderma e
ectoderma. A partir desse desdobramento, são originados
quatro tipos básico de tecidos: o epitelial, o conjuntivo, o
muscular e o nervoso. Cada um deles, com suas
características e funções próprias.
A pele humana se desenvolve a partir de dois tecidos
embrionários especiais que se formam durante o estágio
inicial do desenvolvimento embrionário: o ectoderma e o
mesoderma. A epiderme é derivada do ectoderma, que
cobre a superfície do embrião. As células nessa camada se
proliferam e formam uma camada de epitélio escamoso, a
periderme, e uma camada basal (Figura 2-B). As células
peridérmicas sofrem queratinização e descamação contínua,
sendo substituídas por células provenientes da camada
basal. A proliferação da camada basal eventualmente forma
todas as camadas da epiderme (Figura 2-D). A proliferação
desta camada também forma as cristas epidérmicas. O
padrão das cristas epidérmicas, que se desenvolvem na
palma das mãos e na sola dos pés é determinado
geneticamente e formam as impressões digitais únicas para
cada indivíduo.
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O mesoderma dá origem a um tecido conjuntivo
embrionário frouxamente organizado, denominado
mesênquima (Figura 2-A), com onze semanas, as células
mesenquimais se diferenciam em fibroblastos e começam a
produzir colágeno, elastina e outras proteínas da matriz
extracelular que compõem a derme.
Entre a décima e décima quinta semana após a concepção, é
observado o início dos anexos cutâneos (Figura 2-C). A
formação dos folículos pilosos se inicia a partir de
evaginações na camada basal da epiderme na derme,
fazendo com que a derme direcione determinadas células
epidérmicas basais, que se reúnem para formar o folículo
piloso rudimentar. Os folículos pilosos continuam a se
diferenciar ao longo do segundo trimestre, e o cabelo do feto
pode ser observado cerca de 20 dias após a concepção.
As glândulas sudoríparas começam a se desenvolver como
evaginações da epiderme em direção à derme em áreas
específicas da pele. Essas começam a surgir por volta dos
cinco meses de gestação nas palmas das mãos e nas plantas
dos pés, e um pouco mais tarde em outras regiões. As
glândulas sebáceas, por sua vez, se formam como brotos a
partir das paredes dos folículos pilosos por volta de quatro
meses de gestação. As unhas se desenvolvem a partir do
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ectoderma que invagina no mesoderma subjacente em
aproximadamente dez semanas após a concepção. Até o
quinto mês de gestação, as unhas do feto já estão
totalmente desenvolvidas.
Figura 2 | Desenvolvimento do tegumento comum. Fonte:
adaptado de Tortora e Derrickson (2023, p. 167).
Conforme o desenvolvimento prossegue, os anexos da pele
amadurecem e começam a desempenhar suas funções
específicas, como a produção de suor pelas glândulas
sudoríparas para ajudar na regulação da temperatura
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corporal, e a secreção de sebo pelas glândulas sebáceas para
lubrificar e proteger a pele. Esses processos de
embriogênese são essenciais para o desenvolvimento
adequado da pele durante o desenvolvimento fetal.
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Funções do sistema tegumentar
O sistema tegumentar desempenha uma série de funções
vitais para o corpo. A pele oferece proteção para o nosso
corpo de várias maneiras, atuando como uma barreira física,
por conta, principalmente, de seu epitélio queratinizado, que
protege os tecidos subjacentes de microrganismos, abrasão,
calor e substâncias químicas. A pele ainda evita a
desidratação, reduzindo a perda de água pelo corpo, e
impede a entrada de água através da superfície durante
banhos e natação, por exemplo. O sebo produzido pelas
glândulas sebáceas evita que a pele resseque, e apresenta
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um pH ácido, retardando o crescimento de alguns
microrganismos. A melanina, produzida pelos melanócitos,
ajuda a proteger contra os efeitos danosos da luz
ultravioleta.
A pele regula a temperatura corporal por meio de dois
mecanismos: liberando o suor em sua superfície e ajudando
o fluxo sanguíneo na derme. Quando há um aumentoda
temperatura ambiental ou durante a prática de exercícios
físicos, as glândulas sudoríparas aumentam a produção de
suor, resultando na transpiração. Esse processo auxilia na
redução da temperatura corporal, promovendo o
resfriamento do organismo. Além disso, os vasos sanguíneos
presentes na derme se dilatam, aumentando o fluxo
sanguíneo e favorecendo a dissipação do calor no corpo. Já
em resposta à baixa temperatura ambiente, a produção de
suor é reduzida, contribuindo para a conservação de calor, e
ocorre a vasoconstrição dos vasos sanguíneos, diminuindo o
fluxo sanguíneo cutâneo e reduzindo a perda de calor do
corpo.
O sistema tegumentar conta com diversos receptores
sensoriais que permitem detectar toque, pressão, vibração e
cócegas, bem como calor e frio, contribuindo para a
interação do corpo com o ambiente. A pele ainda tem um
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pequeno papel de excreção e absorção, promovendo a
eliminação de substâncias do corpo e na passagem de
substâncias do ambiente externo para o ambiente interno.
Quando exposta à luz solar, a pele produz 7-
dehidrocolesterol, uma substância precursora que pode ser
convertida em vitamina D, um nutriente essencial para a
saúde dos ossos e do sistema imunológico. Apenas uma
pequena quantidade de exposição à luz ultravioleta, cerca de
10 a 15 minutos, duas vezes por semana, é necessária
para a síntese de vitamina D. Em suma, o sistema
tegumentar desempenha um papel vital na manutenção da
homeostase e na proteção do corpo humano. Suas diversas
funções destacam a importância crítica da pele e seus
anexos para o funcionamento saudável do organismo.
Compreender as complexidades do sistema tegumentar não
apenas nos fornece insights sobre a fisiologia humana, mas
também nos instiga a valorizar e cuidar adequadamente
dessa barreira vital entre o corpo e o ambiente externo.
Vamos Exercitar?
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Vamos Exercitar?
Agora que você já conhece a embriogênese do sistema
tegumentar, bem como sua estrutura básica e suas funções,
vamos pensar na questão que abordamos no início da aula:
como as interações entre os processos de embriogênese e
as funções fisiológicas da pele influenciam a manutenção da
homeostasia do corpo humano ao longo da vida?
As interações entre os processos de embriogênese e as
funções fisiológicas da pele desempenham um papel crucial
na manutenção da homeostasia do corpo humano ao longo
da vida. Durante a embriogênese, a formação adequada da
pele é fundamental para estabelecer uma barreira protetora
eficaz contra lesões, infecções e danos ambientais. Essa
integridade estrutural é essencial para as funções fisiológicas
da pele, como regulação da temperatura corporal, sensação
tátil, excreção de substâncias indesejadas e síntese de
vitamina D.
Ao longo da vida, as funções fisiológicas da pele são
mantidas por meio de processos contínuos de renovação
celular, regulação da produção de sebo e suor, e resposta a
estímulos ambientais. Qualquer perturbação nos processos
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de embriogênese ou nas funções fisiológicas da pele pode
levar a desequilíbrios na homeostasia corporal. Por exemplo,
anomalias no desenvolvimento embrionário da pele podem
resultar em condições dermatológicas congênitas, enquanto
distúrbios na regulação da temperatura corporal podem
levar a hipertermia ou hipotermia.
Portanto, a integração entre os processos de embriogênese
e as funções fisiológicas da pele é essencial para garantir a
homeostasia do corpo humano ao longo da vida. Uma
compreensão mais profunda dessas interações pode ajudar
a identificar e tratar problemas de saúde relacionados à pele
e manter o equilíbrio interno do organismo.
Saiba mais
Saiba mais
A pele é mais do que uma simples barreira física; ela é uma
fábrica natural de vitamina D quando exposta à luz solar.
Essa vitamina desempenha um papel vital na absorção de
cálcio e fósforo, fundamentais para a saúde óssea. Além
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disso, a vitamina D está envolvida na regulação do sistema
imunológico, ajudando a proteger o corpo contra infecções e
doenças autoimunes. Portanto, cuidar da saúde da pele e
garantir exposição solar adequada são medidas essenciais
para manter níveis saudáveis de vitamina D e promover o
bem-estar geral do organismo. Faça a leitura do artigo a
seguir para conhecer mais sobre a importância dessa
vitamina para o nosso organismo.
“Vitamina D – Aspectos Fisiológicos, Nutricionais,
Imunológicos, Genéticos. Ações em doenças autoimunes,
tumorais, infecciosas. Funções musculoesqueléticas e
cognitivas”.
Referências
Referências
ANDERSON, B. Sistema Tegumentar. Volume 4. 2. ed. Rio de
Janeiro: Grupo GEN, 2014.
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https://www.revistas.usp.br/revistadc/article/view/210547
https://www.revistas.usp.br/revistadc/article/view/210547
https://www.revistas.usp.br/revistadc/article/view/210547
https://www.revistas.usp.br/revistadc/article/view/210547
MOORE, K. L.; PERSAUD, T. V. N.; TORCHIA, M. G. Embriologia
Básica. 10. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2022.
PAWLINA, W. Ross Histologia. Texto e Atlas. 8. ed. Rio de
Janeiro: Grupo GEN, 2021.
TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Princípios de Anatomia e
Fisiologia. 16. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2023.
VANPUTTE, C.; JENNIFER, R.; RUSSO, A. Anatomia e fisiologia
de Seeley. 10. ed. Porto Alegre: Grupo A, 2016.
WAUGH, A. Ross & Wilson – Anatomia e Fisiologia Integradas.
13. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021.
Aula 2
Fisiologia do sistema tegumentar: Epiderme
Fisiologia do sistema tegumentar: Epiderme
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Fisiologia do sistema
tegumentar: Epiderme
Olá, estudante! Você já se perguntou como as células da
nossa epiderme trabalham para proteger o nosso corpo?
Nesta videoaula, vamos explorar o fascinante mundo do
tecido epitelial. Você vai conhecer as diversas camadas da
epiderme, e explorar a função das suas células como
barreira protetora. Prepare-se para uma jornada educacional
envolvente e aprofunde seu conhecimento em fisiologia e
histologia humana. Vamos lá?
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Ponto de Partida
Ponto de Partida
Olá, estudante! Nesta aula, conheceremos a fisiologia e a
histologia da epiderme, a camada mais externa e visível da
pele. A epiderme é a primeira linha de defesa do corpo
contra agentes externos, crucial para a proteção contra
infecções e prevenção da perda de água. Compreender a
estrutura e as funções da epiderme é fundamental para
entendermos como a pele desempenha seu papel na
manutenção da saúde e integridade do organismo.
Ao estudar sobre tecidos, células e camadas que compõem a
epiderme, você ganhará um conhecimento valioso que pode
ser aplicado em diversas áreas da sua prática profissional.
Então, mergulhe de cabeça neste estudo, pois o
conhecimento que você adquirir aqui será um valioso
instrumento em sua jornada profissional!
Vamos Começar!
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Vamos Começar!
A epiderme é a camada mais externa da pele, composta de
epitélio pavimentoso estratificado queratinizado, e isso
significa que a epiderme é um tecido avascular (epitélio),
composto por várias camadas de células achatadas
(pavimentosas), organizadas em múltiplos estratos
(estratificados) e que produzem queratina. Dessa forma,
existem diversas camadas de células na epiderme,
denominadas também como estratos, que se estendem da
camada basal mais profunda até o estrato córneo mais
superficial,a camada córnea. Vamos conhecer um pouco
mais sobre as camadas que compõem a epiderme, as células
e suas funções?
Células da epiderme
Além das células que compõem o tecido epitelial, a epiderme
apresenta células importantes para a manutenção de suas
funções, como queratinócitos, melanócitos, células de
Langerhans e de Merkel.
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Os queratinócitos são encontrados em grande quantidade
na epiderme, representando cerca de 90% das células
epidérmicas. Essas células produzem queratina, uma
proteína rígida e fibrosa que garante a resistência da pele e
sua impermeabilização, além de protegê-la do calor, de
microrganismos e agentes químicos. Os queratinócitos
também sintetizam grânulos lamelares, que liberam um
selante à prova d’água. Esse selante reduz a entrada e a
perda de água, além de inibir a penetração de corpos
estranhos. Já os melanócitos representam cerca de 8% das
células epidérmicas, suas projeções longas e delgadas se
estendem entre os queratinócitos e transferem grânulos de
melanina. A melanina é um pigmento que contribui para a
coloração da pele, além de absorver os raios ultravioleta,
minimizando os efeitos danosos a ela.
As células de Langerhans, ou células dendríticas, por sua vez,
são encontradas em pequena quantidade na epiderme e são
responsáveis por participar de respostas imunes induzidas
contra agentes microbianos que invadem a pele. Por fim, as
células de Merkel, juntamente com os discos tácteis, são as
células menos numerosas, estão localizadas na camada mais
profunda da epiderme e participam da percepção sensorial
do tato.
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Camadas da epiderme
O número de camadas na epiderme pode variar de acordo
com a exposição da pele a atritos. Na maior parte de sua
extensão, a epiderme se constitui de quatro camadas, que
são: camada basal, espinhosa, granulosa e córnea. Já em
pontos de maior exposição, encontramos cinco camadas,
que são: camada basal, espinhosa, granulosa, lúcida e
córnea (Figura 1).
Figura 1 | Fotomicrografia de corte de pele espessa, com as
cinco camadas da pele. Fonte: Junqueira e Carneiro (2023, p.
390).
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A camada basal é a primeira e a mais profunda delas.
Constituída de apenas uma fileira de células epiteliais
cúbicas, nucleadas e altamente ativas, é a partir dela que
acontece a proliferação de novos queratinócitos. À medida
que novas células são geradas, são empurradas para cima,
afastando-se da camada basal e da fonte de sangue e
nutrientes. Conforme essas células se deslocam em direção
à superfície da pele, sua forma e estrutura sofrem alterações
graduais. Ao alcançarem a superfície, tornam-se células
mortas, planas, finas e sem núcleo, formando o estrato
córneo. As células superficiais são continuamente removidas
e substituídas por células mais profundas. Estima-se que a
renovação da epiderme humana ocorra a cada 15 a 30 dias,
variando principalmente de acordo com a localização e a
idade do indivíduo.
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Projeções ascendentes, denominadas papilas dérmicas, são
originadas da derme e ancoram-se firmemente à epiderme,
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permitindo a passagem e a troca de nutrientes e resíduos
para a camada basal. Esse arranjo contribui para a
estabilização das duas camadas.
Em seguida encontra-se a camada espinhosa, que é
resultante da migração da estrutura basal queratinizada.
Nessa camada, os queratinócitos estão unidos entre si por
inúmeras junções intercelulares do tipo desmossomo. Os
filamentos de queratina e desmossomo garantem a coesão
entre as células da epiderme e a resistência ao atrito. As
células de Langerhans e as projeções dos melanócitos estão
presentes nessa camada.
A camada granulosa consiste em três a cinco camadas de
queratinócitos achatados que estão em processo de morte
celular. É chamada de camada granulosa devido à presença
de grânulos de querato-hialina nos queratinócitos, que
desempenham um papel na formação da queratina,
conferindo resistência à pele. Além disso, na camada
granulosa ocorrem processos importantes para a
manutenção da integridade da barreira cutânea, como a
formação de lipídios que ajudam a impermeabilizar a pele,
impedindo a entrada de materiais estranhos, e a retenção de
água.
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A camada lúcida é uma camada translúcida, fina e
homogênea, encontrada apenas nas áreas de maior
exposição da pele, como extremidades (dedos, mãos e pés).
Ela é composta por células achatadas e transparentes, e seu
citoplasma apresenta numerosos filamentos de queratina. A
função principal da camada lúcida é proporcionar resistência
mecânica adicional nessas áreas da pele, nas quais há maior
atrito e pressão. Essa camada ajuda a fortalecer a barreira
cutânea e a proteger a pele contra lesões e danos.
Por fim, a camada córnea, que é a camada mais externa da
epiderme, apresenta estrutura muito variável, e é composta
por células achatadas, mortas e sem núcleo. As células da
camada córnea representam o produto final do processo de
diferenciação dos queratinócitos. Suas múltiplas camadas de
células mortas funcionam como importante barreira
protetora contra lesões e microrganismos, sendo
impermeável à água.
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Figura 2 | Camadas e células da epiderme. Fonte:
Shutterstock
Em síntese, o tecido epitelial é uma parte essencial do
organismo humano, desempenhando uma variedade de
funções vitais, e formando uma barreira que protege os
tecidos subjacentes. A compreensão detalhada da estrutura
e função do tecido epitelial é fundamental para a prática
clínica e o estudo da fisiologia, proporcionando insights
valiosos sobre a saúde e o funcionamento do corpo humano.
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Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Mariana, estudante da área da saúde, ao estudar a
epiderme, ficou intrigada em relação aos melanócitos. Ao
mergulhar mais fundo nessa questão, Mariana descobriu
que os melanócitos são células especializadas localizadas na
camada basal da epiderme e produzem melanina, o
pigmento responsável pela coloração da pele, dos cabelos e
dos olhos. Intrigada com o processo, Mariana decidiu
investigar mais a fundo os mecanismos envolvidos na síntese
e distribuição da melanina. Vamos ajudar Mariana?
Chamamos de melanogênese o processo biológico pelo qual
ocorre a produção de melanina pelos melanócitos.
Inicialmente, os melanócitos sintetizam uma proteína
chamada tirosinase, que converte o aminoácido tirosina em
DOPA (ácido diidroxifenilalanina). Em seguida, a DOPA é
convertida em dopaquinona, que é o primeiro passo na
síntese de melanina. A dopaquinona é então transformada
em diferentes formas de melanina, como eumelanina
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(responsável pelas cores escuras) e feomelanina
(responsável pelas cores claras), por meio de uma série de
reações enzimáticas. Essas formas de melanina são
posteriormente transferidas para os queratinócitos pelos
prolongamentos dos melanócitos, ajudando a proteger a
pele dos danos causados pela radiação ultravioleta.
Quanto à cor da pele, é determinada principalmente pela
quantidade e pelo tipo de melanina produzidos pelos
melanócitos. Por exemplo, uma maior produção de
eumelanina resulta em uma pele mais escura, enquanto
uma maior produção de feomelanina resulta em uma pele
mais clara. A combinação desses fatores genéticos, bem
como a exposição ao sol, influencia a tonalidade da pele de
um indivíduo.
Saiba mais
Saiba mais
Você sabia que o carcinoma basocelular (CBC), o tipo mais
comum de câncer de pele, é originado nas células basais da
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epiderme? Geralmente, esse tipo de câncer é causado pela
exposição prolongada à radiação ultravioleta do sol ao longo
da vida e, por isso, o uso de fotoprotetores é uma poderosa
estratégia de prevenção dessa neoplasia. Leia o artigo
“Fisiopatologia do carcinoma basocelular de pele e a
importância do uso de fotoprotetor” para compreender mais
a esse respeito.
Referências
Referências
JUNQUEIRA, L. C. U.; CARNEIRO, J. Histologia Básica: Texto e
Atlas. 14. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2023.
PAWLINA, W. Ross Histologia – Texto e Atlas. 8. ed. Rio de
Janeiro: Grupo GEN, 2021.
TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Princípios de Anatomia e
Fisiologia. 16. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2023.
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https://repositorio.animaeducacao.com.br/bitstreams/08ae98a5-1795-4ec2-b318-d975b6b18ea8/download
https://repositorio.animaeducacao.com.br/bitstreams/08ae98a5-1795-4ec2-b318-d975b6b18ea8/download
VANPUTTE, C.; JENNIFER, R.; RUSSO, A. Anatomia e fisiologia
de Seeley. 10. ed. Porto Alegre: Grupo A, 2016.
WAUGH, A. Ross & Wilson – Anatomia e Fisiologia Integradas.
13. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021.
Aula 3
Fisiologia do sistema tegumentar: Derme
Fisiologia do sistema tegumentar: Derme
Fisiologia do sistema
tegumentar: Derme
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Olá, estudante! Vamos, nesta aula que trata da fisiologia
cutânea, descobrir os segredos da derme. Explore as funções
e a estrutura dessa camada da pele, desde sua contribuição
para a regulação térmica até sua importância na cicatrização
de feridas. Não perca a oportunidade de aprofundar seu
conhecimento sobre a derme e seu papel vital para a saúde
da pele!
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Ponto de Partida
Olá, estudante! Nesta aula, vamos explorar as profundezas
da pele, adentrando na camada conhecida como derme. A
derme é muito mais do que apenas uma estrutura de
suporte; é um ambiente dinâmico com células
especializadas, vasos sanguíneos e uma miríade de
receptores sensoriais que desempenham papéis essenciais
em nossa percepção sensorial e regulação térmica.
Ao longo desta aula, investigaremos as camadas que
compõem a derme, destacando a complexidade de sua
estrutura e função. Compreenderemos o papel das células
presentes nessas camadas e sua interação com os vasos
sanguíneos e receptores sensoriais, essenciais para nossa
capacidade de sentir, regular a temperatura corporal e
responder a estímulos ambientais. Além disso, a derme
desempenha um papel fundamental no processo de
cicatrização da pele e na manutenção da integridade da pele,
sendo fundamental para a saúde e bem-estar do organismo.
Ao final desta jornada pelo mundo da derme, esperamos
que você se sinta inspirado a explorar ainda mais esse tema,
e reconheça a importância de compreender a complexidade
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e a funcionalidade da pele em suas práticas profissionais.
Vamos lá?
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A segunda camada da pele, e a mais profunda, é a derme.
Ela é composta por tecido conjuntivo, e desempenha um
papel fundamental na manutenção da estrutura e função da
pele. Composto principalmente por fibras de colágeno,
elastina e substância fundamental, o tecido conjuntivo
proporciona resistência, elasticidade e suporte à pele. Além
disso, o tecido conjuntivo é rico em células especializadas,
como fibroblastos, responsáveis pela produção e
manutenção das fibras e da matriz extracelular. Essas células
também desempenham um papel crucial na cicatrização de
feridas e na resposta a lesões na pele. Em conjunto com os
vasos sanguíneos, linfáticos, nervos sensoriais e estruturas
anexas, o tecido conjuntivo na derme forma uma rede
complexa e dinâmica que sustenta e protege a pele,
garantindo sua integridade e funcionalidade.
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Células da derme
A derme apresenta uma espessura significativamente maior
do que a epiderme, e essa espessura varia de acordo com a
região do corpo, alcançando seu ponto mais espesso nas
palmas das mãos e nas plantas dos pés. Os fibroblastos
(Figura 1) são as células predominantes nesta camada,
responsáveis pela produção de diversas substâncias
essenciais para a integridade e função dos tecidos
conjuntivos, incluindo a derme. São alongados, e
apresentam muitos prolongamentos em seu estado ativo.
Essas células são responsáveis pela produção de colágeno e
elastina, além de outras moléculas que compõem a matriz
extracelular do tecido conjuntivo, conferindo resistência e
elasticidade à pele.
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Figura 1 | Fibroblastos. Fonte: Shutterstock.
Além dos fibroblastos, é possível encontrar macrófagos,
células do sistema imunológico que atuam na defesa contra
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microrganismos patogênicos e na remoção de debris
celulares, ajudando a manter a integridade da pele, e os
mastócitos, que participam da resposta inflamatória e
alérgica da pele, liberando substâncias como histamina em
resposta a estímulos externos.
Camadas da derme
A derme é constituída de duas camadas: uma fina camada
papilar superficial e uma camada reticular espessa e mais
profunda.
A camada papilar é constituída por tecido conjuntivo frouxo
contendo fibras colágenas finas e fibras elásticas delicadas.
Essa camada recebe esse nome pela presença de suas
projeções, chamadas papilas dérmicas. As papilas dérmicas
se projetam da derme em direção à epiderme, contribuindo
para a aderência entre as duas camadas e facilitando a troca
de nutrientes e oxigênio. Todas as papilas dérmicas são
caracterizadas pela presença de alças capilares (vasos
sanguíneos), responsáveis por fornecer sangue e nutrientes
para a epiderme. Algumas dessas papilas também abrigam
receptores táteis conhecidos como corpúsculos táteis ou
corpúsculos de Meissner, os quais são sensíveis ao toque e
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desempenham um papel importante na percepção tátil.
Além disso, outras papilas dérmicas contêm terminações
nervosas livres, responsáveis por iniciar os sinais que levam
à percepção de sensações como calor, frio, dor, cócegas e
prurido.
A camada reticular é constituída de tecido conjuntivo denso,
e é mais espessa que a camada papilar. Esta camada é
composta por feixes de fibras colágenas e elásticas espessas,
dispostas em linhas regulares de tensão na pele,
denominadas linhas de clivagem ou linhas de Langer. Essa
orientação regular das fibras colágenas auxilia na resistência,
na extensibilidade e n elasticidade da pele. Vasos
sanguíneos, nervos, folículos pilosos, glândulas sebáceas e
glândulas sudoríparas ocupam os espaços entre as fibras. Os
vasos sanguíneos localizados na camada reticular provêm
nutrientes para a pele e estão envolvidos na
termorregulação. Nesta camada encontram-se também os
corpúsculos de Pacini, receptores encapsulados,
especializados na detecção de pressão e vibração, sendo
particularmente sensíveis a estímulos mecânicos de alta
frequência. Esses corpúsculos desempenham um papel
importante na percepção tátil e na resposta do corpo a
estímulos externos.
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As camadas papilar e reticular da derme apresentam
características distintas. A camada papilar é composta por
tecido conjuntivo frouxo e abriga as papilas dérmicas,
responsáveis pela conexão entre a derme e a epiderme. A
camada reticular,por sua vez, é formada por tecido
conjuntivo denso, caracterizado pela presença de feixes
robustos de fibras de colágeno, conferindo resistência e
suporte estrutural à pele.
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Figura 2 | Camadas papilar e reticular. Fonte: Junqueira e
Carneiro (2023, p. 395).
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g
Envelhecimento da pele
A partir dos 40 anos, as mudanças relacionadas à idade
afetam principalmente as proteínas da derme. As fibras
colágenas começam a diminuir em número, tornando-se
mais rígidas, quebradiças e desorganizadas, resultando em
rugas. As fibras elásticas perdem parte de sua elasticidade,
aglomerando-se e desgastando-se, especialmente em
fumantes. O número de fibroblastos diminui, reduzindo a
produção de colágeno e elastina. Isso leva à formação de
fissuras e rugas.
Além disso, a diminuição das células dendríticas afeta a
resposta imune da pele, enquanto as glândulas sebáceas
menores causam pele seca e propensão a infecções. A
produção de suor diminui, aumentando o risco de insolação.
O cabelo grisalho e a pigmentação atípica da pele resultam
da redução dos melanócitos funcionais. A pele envelhecida é
mais fina, cicatriza com mais dificuldade e se torna mais
suscetível a condições patológicas, como câncer de pele e
feridas de pressão.
Após explorarmos os intricados detalhes da fisiologia e
histologia da derme, torna-se evidente a complexidade e a
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importância dessa camada da pele. A derme não apenas
fornece suporte estrutural e resistência mecânica, mas
também desempenha um papel crucial na regulação da
temperatura corporal e na resposta imunológica.
Compreender a composição e as funções da derme nos
permite apreciar sua relevância no nosso organismo. 
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Como você já conheceu a derme, responda: como a
estrutura e a composição desta camada influenciam o
processo de cicatrização da pele?
O processo de cicatrização cutânea é complexo e envolve
várias etapas, e a derme desempenha um papel
fundamental em várias delas. Após uma lesão na pele, as
células inflamatórias, como os macrófagos, são recrutadas
para a área afetada na derme, onde iniciam o processo de
limpeza, removendo detritos e microrganismos, e formando
um tecido de granulação. Esse tecido é formado pela
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proliferação do tecido conjuntivo, sendo altamente
vascularizado e contendo numerosas células inflamatórias,
além de uma matriz extracelular temporária.
Em seguida, inicia-se a fase de proliferação, em que ocorre a
reepitelização, quando as células da epiderme migram em
direção à lesão e a fecham, a angiogênese, com a formação
de novos vasos, e a remodelação da derme. O processo de
remodelação da derme ocorre com a proliferação celular,
em que os fibroblastos sintetizam novo colágeno para
substituir o tecido danificado. Por fim, na fase de maturação,
as novas fibras colágenas se tornam mais organizadas,
auxiliando a preencher a ferida e restaurar a integridade da
pele. Ao longo do tempo, a ferida é fechada, embora uma
cicatriz possa permanecer visível.
Saiba mais
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O envelhecimento da pele é um processo natural e inevitável
que ocorre ao longo da vida. Como vimos nesta aula, com o
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passar dos anos, várias mudanças fisiológicas afetam a pele.
Além dos fatores intrínsecos ao envelhecimento, os fatores
extrínsecos, como exposição ao sol e tabagismo, também
podem acelerar essas mudanças. Leia o artigo “Colágeno e o
Envelhecimento Cutâneo”, que explora o papel crucial do
colágeno na saúde da pele e como sua deterioração
contribui para os sinais visíveis de envelhecimento.
Referências
Referências
JUNQUEIRA, L. C. U.; CARNEIRO, J. Histologia Básica: Texto e
Atlas. 14. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2023.
OVALLE, W. Netter Bases da Histologia. 2. ed. Rio de Janeiro:
Grupo GEN, 2014.
PAWLINA, W. Ross Histologia – Texto e Atlas. 8. ed. Rio de
Janeiro: Grupo GEN, 2021.
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https://bwsjournal.emnuvens.com.br/bwsj/article/download/161/177/1187
https://bwsjournal.emnuvens.com.br/bwsj/article/download/161/177/1187
TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Princípios de Anatomia e
Fisiologia. 16. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2023.
VANPUTTE, C.; JENNIFER, R.; RUSSO, A. Anatomia e fisiologia
de Seeley. 10. ed. Porto Alegre: Grupo A, 2016.
WAUGH, A. Ross & Wilson – Anatomia e Fisiologia Integradas.
13. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021.
Aula 4
Fisiologia do sistema tegumentar: Tecido subcutâneo e anexos cutâneos
Fisiologia do sistema tegumentar: Tecido subcutâneo e anexos cutâneos
Fisiologia do sistema
tegumentar: Tecido
subcutâneo e anexos
cutâneos
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Olá, estudante! Nossa videoaula aborda o tecido subcutâneo
e os diversos anexos cutâneos, como glândulas sebáceas,
sudoríparas, folículos pilosos e unhas. Descubra como essas
estruturas trabalham em conjunto para proteger, regular a
temperatura e transmitir sensações táteis. Vamos aprender
mais sobre a incrível complexidade da pele, o maior órgão
do corpo humano.
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Ponto de Partida
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https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/80473229-4cc2-45cc-9848-7ddaa0047132/52/4a2d63f2-a6d6-5974-b97a-25f11d661539.pdf
Ponto de Partida
Olá, estudante! Nesta aula, exploraremos a anatomia e
fisiologia dos anexos cutâneos, destacando a importância de
tecidos subcutâneos, glândulas sebáceas, sudoríparas,
folículos pilosos e unhas. Compreender essas estruturas é
essencial, pois elas desempenham papéis fundamentais no
nosso organismo.
Como as diferentes glândulas sebáceas e sudoríparas
contribuem para a regulação da temperatura corporal? Qual
é a relação entre a estrutura dos folículos pilosos e a
produção de sebo? Fique atento aos detalhes desses tópicos
para responder a essas perguntas durante o nosso
conteúdo.
Ao compreender a complexidade e a importância dessas
estruturas, você fortalecerá suas habilidades profissionais e
sua compreensão do funcionamento do corpo humano.
Aplique esse conhecimento no seu cotidiano profissional,
seja na prática clínica, na estética ou em qualquer área
relacionada à saúde e bem-estar. Boa aula e aproveite ao
máximo essa oportunidade de aprendizado!
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Vamos Começar!
Vamos Começar!
Tecido subcutâneo
Assim como uma árvore depende de suas raízes para se
manter firme e absorver nutrientes do solo, a pele repousa
sobre o tecido subcutâneo, que traz a ela suporte estrutural,
prendendo-a aos ossos e aos músculos, e fornece os
recursos necessários, através de vasos sanguíneos e nervos.
O tecido subcutâneo, ou hipoderme (Figura 1), é constituída
por tecido conjuntivo frouxo especializado (tecido adiposo),
unindo a derme aos órgãos subjacentes. Esta camada é
responsável pelo deslizamento da pele sobre as estruturas
nas quais se apoia, além de desempenhar um papel
importante na homeostasia energética. Os vasos sanguíneos
e nervos presentes na hipoderme fornecem nutrientes e
sinais nervosos para as células da pele e outras estruturas
adjacentes.
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As principais células presentes neste tecido são os
adipócitos, células especializadas em armazenar energia na
forma de gordura, que pode ser mobilizada quando o corpo
necessita de combustível. Além disso, os adipócitos também
desempenham um papel importante na regulação da
temperatura corporal, atuando comoisolante térmico. Eles
são responsáveis pela produção de hormônios adipocitários,
que desempenham funções metabólicas, endócrinas e
imunológicas.
Cerca de metade das reservas de gordura corporal estão
localizadas no tecido subcutâneo, desempenhando funções
essenciais de isolamento térmico, preenchimento de
espaços e reserva de energia. A quantidade de tecido
adiposo na camada subcutânea pode variar de acordo com
fatores como idade, sexo e hábitos alimentares.
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Figura 1 | Pele e suas principais estruturas. Fonte: Waugh
(2021, p. 394).
Estruturas anexas da pele
Os anexos cutâneos são estruturas que se originam da pele
ou de seus tecidos subjacentes, e desempenham funções
diversas. São eles: pelos, unhas, glândulas sebáceas e
sudoríparas. Vamos conhecer cada um a seguir.
Pelo
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Os pelos (Figura 2) são estruturas delgadas e queratinizadas
que crescem descontinuamente, para fora dos folículos
pilosos, descendentes de células epidérmicas, para dentro
da derme ou do tecido subcutâneo. Essas estruturas
desempenham funções essenciais para o corpo humano
incluindo proteção, isolamento térmico, sensação tátil e
proteção contra raios UV, além de auxiliar na saída de
substâncias em áreas como nas narinas e canais auditivos.
A distribuição, a morfologia e a coloração dos pelos na pele
variam entre os diferentes indivíduos, e são influenciadas
por diversos fatores, incluindo o dimorfismo sexual. A
estrutura da pele que produz e contém os pelos é o folículo
piloso, uma estrutura complexa e cilíndrica da epiderme que
se estende até a derme, onde o pelo se desenvolve.
O pelo é dividido em duas partes distintas: a haste, que se
projeta acima da superfície da pele, e a raiz, localizada
abaixo da superfície. A base da raiz se expande para formar
o bulbo capilar, contendo a papila dérmica. Recobrindo a
papila dérmica estão as células que formam a raiz do pelo.
Tanto a raiz quanto a haste são compostas principalmente
por colunas de células epiteliais mortas e queratinizadas,
organizadas em três camadas concêntricas: a medula, o
córtex e a cutícula. A medula ocupa o centro da haste capilar
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e consiste em duas ou três camadas de células contendo
queratina mole. O córtex, localizado na parte externa do
bulbo capilar, é formado por células que contêm queratina
dura. Essa estrutura é revestida pela cutícula, uma única
camada de células que se sobrepõem, contendo queratina
dura.
Associadas aos pelos, estão as glândulas sebáceas e um feixe
de fibras musculares lisas, também conhecido como
músculo eretor do pelo. A contração dessas fibras em
situações fisiológicas ou de estresse emocional, como o frio
ou o susto, faz com que os pelos se elevem
perpendicularmente à superfície da pele. Este movimento
resulta nos arrepios ou calafrios, devido à formação de
pequenas elevações na pele ao redor dos pelos.
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Figura 2 | Diagrama de um folículo piloso em corte
transversal (A) e estrutura básica do pelo (B). Fonte:
Shutterstock.
Unhas
As unhas (Figura 3), mais adequadamente designadas como
placas ungueais, são formadas por células epidérmicas
queratinizadas que formam lâminas de consistência
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endurecida. Essa consistência dura confere proteção à
extremidade dos dedos das mãos e pés.
Cada unha é constituída pelo corpo ungueal, uma margem
livre e uma margem oculta. O corpo ungueal é a porção
visível da unha que cresce sobre a pele do dedo; é
transparente e consiste em camadas sobrepostas de
queratina. A pele macia e rosada sob o corpo ungueal, onde
a unha se prende à pele, é chamada de leito ungueal. O leito
ungueal é rico em vasos sanguíneos, fornecendo nutrientes
necessários para o crescimento e a saúde das unhas. A
margem livre corresponde à parte da unha que se estende
além da extremidade distal do dedo. Sob a margem livre
temos uma região espessa da camada córnea, chamada
hiponíquio, que fixa a unha à ponta do dedo. E, por fim, a
margem oculta, ou raiz, é a porção que está inserida na pele
e coberta pela cutícula (ou eponíquio), formando uma área
hemisférica e pálida chamada lúnula. Ainda na margem
oculta encontramos a matriz ungueal, responsável pela
produção de células que formam a unha, impulsionando seu
crescimento.
 
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Figura 3 | Vista dorsal e corte sagital demonstrando as
partes da unha. Fonte: Tortora e Derrickson (2023, p. 161).
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Glândulas sebáceas
As glândulas sebáceas são compostas por células epiteliais
secretoras. Sua porção secretora é encontrada na derme, e
geralmente estão conectadas aos folículos pilosos. Elas
produzem sebo, uma substância oleosa com propriedades
antimicrobianas, que é secretada nos folículos capilares.
Presentes em todas as áreas da pele, exceto nas palmas das
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mãos e solas dos pés, as glândulas sebáceas são mais
numerosas no couro cabeludo, rosto, axilas e virilhas.
Em regiões de transição entre diferentes tipos de epitélio de
superfície, como lábios, pálpebras, mamilos, pequenos lábios
e glande, existem glândulas sebáceas que secretam sebo
diretamente na superfície, sem estar associadas aos folículos
pilosos.
O sebo desempenha várias funções essenciais: mantém os
pelos macios, flexíveis e com um brilho saudável;
impermeabiliza a pele; tem propriedades bactericidas e
fungicidas, prevenindo infecções; e evita ressecamentos e
rachaduras na pele, especialmente após exposição ao calor e
luz solar. A atividade das glândulas sebáceas aumenta
durante a puberdade e diminui nos extremos de idade.
Glândulas sudoríparas
As glândulas sudoríparas estão amplamente distribuídas por
toda a pele. São formadas por células epiteliais que liberam
suor ou transpiração através dos folículos pilosos, ou na
superfície da pele através dos poros. Elas podem ser
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classificadas como écrinas ou apócrinas, com base em sua
estrutura e tipo de secreção (Figura 4).
As glândulas sudoríparas écrinas ou merócrinas são as mais
numerosas, distribuídas na maioria das regiões do corpo,
principalmente na região frontal, nas palmas das mãos e
plantas dos pés. A porção secretora dessas glândulas está
localizada principalmente na derme reticular; o ducto
excretor se projeta através da derme e da epiderme e
termina como um poro na superfície da epiderme. Elas
produzem um suor claro e líquido, composto principalmente
por água e sais minerais. Sua principal função é regular a
temperatura corporal, ajudando na dissipação do calor pela
evaporação do suor na superfície da pele.
As glândulas sudoríparas apócrinas apresentam ductos e
lúmens maiores que as glândulas écrinas. A parte secretora
da glândula se encontra nas camadas mais profundas da
derme ou, mais frequentemente, na porção superior da
hipoderme. Estas glândulas estão associadas aos folículos
pilosos e são encontradas em áreas específicas, como axilas,
região genital e mamilos. Elas secretam um suor mais
viscoso, que contém lipídios e proteínas. A atividade dessas
glândulas é influenciada por fatores como o estresse e a
excitação emocional. Ao contrário das glândulas sudoríparas
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écrinas, as glândulas sudoríparas apócrinas não participam
da produção de suor para a regulação térmica do corpo e,
por conseguinte, não contribuem para o processo de
termorregulação. O suor apócrino é inodoro quando é
secretado, mas pode ser decomposto por bactérias na pele,
resultandoem odor corporal.
Figura 4 | Glândulas sudoríparas écrinas e apócrinas e sua
distribuição. Fonte: Shutterstock.
De forma geral, o tecido subcutâneo e os anexos da pele
desempenham papéis fundamentais na manutenção da
integridade e função da nossa pele. Ao longo desta aula,
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exploramos a complexidade e a importância dessas
estruturas, desde as glândulas sebáceas e sudoríparas até os
folículos pilosos e as unhas. Compreendemos como o tecido
subcutâneo fornece suporte estrutural e armazenamento de
energia, enquanto os anexos da pele desempenham funções
essenciais, como regulação da temperatura corporal e
proteção contra patógenos. A integração entre essas
diversas estruturas é crucial para a homeostase do corpo
humano, refletindo a incrível complexidade e adaptação do
maior órgão do corpo humano: a pele.
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
A acne é uma condição comum da pele que afeta milhões de
pessoas em todo o mundo, especialmente adolescentes e
jovens adultos. Caracterizada pelo aparecimento de
espinhas, cravos e lesões inflamadas na pele, a acne pode
causar desconforto físico e emocional. Embora não seja uma
condição grave, a acne pode ter um impacto significativo na
autoestima e na qualidade de vida das pessoas afetadas.
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Você sabia que a acne é ocasionada, em grande parte, pela
atividade excessiva das glândulas sebáceas? Como você acha
que o funcionamento das glândulas sebáceas influencia o
desenvolvimento e a persistência da acne?
As glândulas sebáceas desempenham um papel
fundamental no desenvolvimento da acne. As glândulas
sebáceas são responsáveis pela produção de sebo, uma
substância oleosa que lubrifica a pele e os cabelos. O sebo é
essencial para a saúde da pele, pois ajuda a manter a
umidade e a flexibilidade, protege contra a perda excessiva
de água e previne o ressecamento. Além disso, o sebo tem
propriedades antimicrobianas, ajudando a proteger a pele
contra infecções bacterianas e fúngicas. No entanto, quando
as glândulas sebáceas produzem sebo em excesso, pode
ocorrer obstrução dos poros e folículos pilosos, criando um
ambiente propício para o crescimento bacteriano e a
inflamação, o que pode levar ao desenvolvimento de acne.
 Além disso, alterações hormonais, como as que ocorrem
durante a puberdade, podem estimular a produção
excessiva de sebo. Durante a infância, as glândulas sebáceas
são relativamente pequenas e inativas, e na puberdade, os
hormônios andrógenos dos testículos, ovários e glândulas
suprarrenais estimulam o seu crescimento e o aumento da
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produção de sebo, contribuindo para o aparecimento da
acne.
Em conclusão, compreender o papel das glândulas sebáceas
no desenvolvimento da acne é essencial para o manejo
eficaz dessa condição. Ao reconhecer como o sebo
produzido por essas glândulas pode contribuir para a
obstrução dos poros e o surgimento de lesões acneicas,
podemos adotar medidas preventivas e terapêuticas
adequadas. Além disso, ao considerar as alterações
hormonais que influenciam a atividade das glândulas
sebáceas, como as que ocorrem durante a puberdade,
podemos entender melhor por que a acne é tão comum
nessa faixa etária.
Saiba mais
Saiba mais
Você já parou para pensar como os pelos crescem e se
desenvolvem? Diferentemente do que ocorre na renovação
da epiderme, o crescimento dos pelos não se dá de forma
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contínua, mas, sim, cíclica. Leia o texto “Crescimento e
características dos pelos” para conhecer as etapas desse
ciclo desde seu início, nos folículos pilosos, até sua eventual
queda.
O texto está no livro Ross Histologia – Texto e Atlas, Capítulo
15, “Sistema Tegumentar”, Boxe 15.4, página 544.
Referências
Referências
JUNQUEIRA, L. C. U.; CARNEIRO, J. Histologia Básica: Texto e
Atlas. 14. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2023.
PAWLINA, W. Ross Histologia – Texto e Atlas. 8. ed. Rio de
Janeiro: Grupo GEN, 2021.
TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Princípios de Anatomia e
Fisiologia. 16. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2023.
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https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527737241/epubcfi/6/52%5B%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter15%5D!/4/388/13:48%5Bda%20%2Cger%5D
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527737241/epubcfi/6/52%5B%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter15%5D!/4/388/13:48%5Bda%20%2Cger%5D
VANPUTTE, C.; JENNIFER, R.; RUSSO, A. Anatomia e fisiologia
de Seeley. 10. ed. Porto Alegre: Grupo A, 2016.
WAUGH, A. Ross & Wilson – Anatomia e Fisiologia Integradas.
13. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021.
Aula 5
SISTEMA TEGUMENTAR
Videoaula de Encerramento
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Olá, estudante! Nesta videoaula, você vai mergulhar no
fascinante mundo do sistema tegumentar, explorando as
diferentes camadas da pele, suas funções vitais e como elas
impactam diretamente sua prática profissional. Entender os
mecanismos de proteção, regulação térmica e sensibilidade
da pele é fundamental para diversas áreas, desde a
dermatologia até a enfermagem. Prepare-se para essa
jornada de aprendizado e descoberta! Vamos lá!
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Ponto de Chegada
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Ponto de Chegada
O sistema tegumentar, composto por pele, pelos, unhas e
glândulas anexas, desempenha um papel crucial no
organismo. Essa complexa rede de estruturas integra-se
harmoniosamente para manter a homeostase do corpo e
proteger contra patógenos. Compreender a anatomia e a
fisiologia desse sistema é fundamental para a prática
profissional em diversas áreas da saúde!
A pele, o maior órgão do corpo humano, é muito mais do
que uma simples barreira física. Ela desempenha uma série
de funções vitais para nossa sobrevivência e bem-estar. Além
de proteger os tecidos internos contra danos mecânicos,
químicos e biológicos, a pele regula a temperatura corporal,
controla a perda de água, e atua como um importante órgão
sensorial, transmitindo informações sobre o ambiente ao
redor.
As principais camadas da pele são a epiderme (mais
superficial) e a derme (mais profunda). O tecido subcutâneo
está situado abaixo da derme e não faz parte da estrutura da
pele: ele ancora a derme aos tecidos e órgãos subjacentes.
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A epiderme é composta por tecido epitelial estratificado
pavimentoso queratinizado dividido em camadas: camada
basal, espinhosa, granulosa, lúcida (presente apenas na pele
espessa) e córnea. As células-tronco epidérmicas estão
presentes na camada basal e sofrem divisão celular
contínua, produzindo queratinócitos para as demais
camadas. Os principais tipos celulares encontrados na
epiderme são queratinócitos, melanócitos, células de
Langerhans e células de Merkel.
A derme é composta por tecido conjuntivo, apresentando
fibras de colágeno e elastina que conferem resistência e
elasticidade à pele. Essa camada é dividida em derme
papilar, na qual encontramos fibras colágenas e elásticas
finas e delicadas e as papilas dérmicas; e derme reticular,
que apresenta fibras colágenas e elásticas mais espessas. Na
derme encontramos também vasos sanguíneos, linfáticos e
nervos que fornecem nutrientes à epiderme, removem
resíduos e transmitem sensações. Além disso, a derme
abriga os anexos cutâneos, como os folículos pilosos,
glândulas sebáceas e sudoríparas, que desempenham
papéis importantes na regulação da temperatura corporal e
na proteção contra agentes externos.
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A hipoderme ou tecido subcutâneo caracteriza-se por ser
composta principalmente por um tipo de tecido conjuntivo
especializado, o tecido adiposo. Suas principais
características incluem servir como um isolante térmico,
ajudar na absorção de choques mecânicos, armazenar
energia na forma de gordura (com os adipócitos) e fornecer
suporte estrutural para a pele. Além disso, a hipoderme
desempenha um papel essencial na fixação da pele aos
tecidos subjacentes, como músculos e ossos, ajudando a
manter a integridade e a forma do corpo.
As estruturas anexas da pele – pelo, glândulas sebáceas,
sudoríparas e unhas – se desenvolvem a partir da epiderme
embrionária. Os pelos e os folículos pilosos são encontrados
em praticamente todo o corpo. Um pelo é uma estrutura
complexa composta por uma haste, que constitui a parte
visível acima da superfície da pele, e uma raiz, que se
estende até a derme e, por vezes, até a camada subcutânea.
Cada folículo piloso está associado a uma glândula sebácea,
um músculo eretor do pelo e um plexo da raiz do pelo. O
crescimento do pelo é um processo cíclico que envolve a
divisão das células da matriz no bulbo piloso, passando por
estágios de crescimento, regressão e repouso. Além de
oferecer proteção contra os raios solares, a perda de calor e
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a entrada de partículas estranhas, os pelos também
desempenham um papel na detecção do toque suave.
As unhas ou placas ungueais são estruturas rígidas e mortas
compostas por células queratinizadas da epiderme,
localizadas nas extremidades dos dedos. Elas apresentam
várias partes, incluindo corpo ungueal, margem livre e
oculta, lúnula, hiponíquio, leito ungueal, eponíquio e matriz
ungueal. A matriz ungueal é responsável pela produção de
novas unhas por meio da divisão celular.
As glândulas sebáceas são normalmente associadas aos
folículos pilosos, exceto nas palmas das mãos, plantas dos
pés e algumas áreas específicas. Elas produzem o sebo, uma
substância que lubrifica os pelos e a pele, conferindo-lhes
impermeabilidade. A obstrução das glândulas sebáceas pode
levar ao desenvolvimento de acne. O sebo é secretado pelos
sebócitos por meio de secreção holócrina, e é liberado nos
folículos pilosos através do canal pilossebáceo.
Existem dois tipos de glândulas sudoríparas: as écrinas e as
apócrinas. As glândulas sudoríparas écrinas têm uma
distribuição ampla, e seus ductos terminam nos poros da
superfície da epiderme. Elas são responsáveis
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principalmente pela termorregulação. Por outro lado, as
glândulas sudoríparas apócrinas estão localizadas em áreas
específicas do corpo, como axilas, virilhas e aréolas, e seus
ductos se abrem nos folículos pilosos. Elas secretam um suor
rico em proteínas e lipídios. Enquanto as glândulas
sudoríparas écrinas estão envolvidas principalmente na
regulação da temperatura corporal, as apócrinas são
ativadas durante o estresse emocional, excitação sexual e
resposta hormonal.
Ao final deste estudo sobre o sistema tegumentar, é
imprescindível pensar na importância de compreendermos
de forma crítica as características morfofuncionais e
histológicas das camadas da pele e seus anexos. Essa
competência não apenas nos permite reconhecer a
complexidade e a vitalidade desse órgão, como também nos
capacita a diagnosticar e tratar uma variedade de condições
dermatológicas com maior eficácia. Ao compreendermos
profundamente a estrutura e as funções da pele, estamos
equipados para oferecer melhores cuidados de saúde aos
nossos clientes e pacientes.
É Hora de Praticar!
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É Hora de Praticar!
Uma mulher, adulta, 35 anos, durante sua rotina doméstica
cotidiana, sofreu um acidente derrubando óleo quente de
fritura em sua mão. Com muita dor, foi levada ao Pronto
Atendimento mais próximo para que diagnosticassem a
gravidade da lesão e seu respectivo tratamento. O médico
que a atendeu pôde observar uma grande quantidade de
bolhas de base branca, diagnosticando-a como queimadura
de 2º grau.
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Nesse contexto, quais camadas da pele podem ser
lesionadas nas queimaduras de 1º, 2º e 3º graus? Quais
fatores podem influenciar a dificuldade de reparação desta
lesão celular?
Reflita
Como a estrutura da pele influencia a regulação da
temperatura corporal e a proteção contra danos externos?
Qual é a importância dos anexos cutâneos, como pelos,
glândulas sebáceas e sudoríparas, e unhas, para a saúde e
integridade da pele?
Como as estruturas anexas da pele contribuem para as
funções protetoras e sensoriais da pele?
Resolução do Estudo de Caso
Para resolução da nossa situação-problema, precisamos
compreender o que é uma queimadura. Queimadura é uma
lesão na pele ou em outros tecidos corporais causada por
diversos agentes, como calor, frio, atrito, produtos químicos,
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eletricidade ou radiação. Independentemente da causa,
esses eventos resultam em danos ao tecido, rompendo a
estrutura da pele e prejudicando suas funções. Esses danos
podem ser classificados de acordo com a extensão da área
de superfície envolvida e a profundidade do dano cutâneo.
Em relação à profundidade do dano cutâneo, as
queimaduras podem ser classificadas como de espessura
parcial (1º e 2º grau) ou espessura completa (3º grau). As
queimaduras de 1º grau afetam somente a epiderme, e
podem resultar em vermelhidão, dor e edema leve na região.
Não há presença de bolhas, e o dano causado ao tecido é
mínimo. A restauração do tecido se dá em uma semana,
aproximadamente, e não deixa cicatrizes.
As queimaduras de 2º grau afetam a epiderme e parte
superior da derme. Podem resultar em todos os sinais e
sintomas observados na queimadura de 1º grau, além da
presença de bolhas. Nesse tipo de queimadura, algumas
funções da pele como a proteção e a sensação tátil são
perdidas. As estruturas associadas à pele, como folículos
pilosos, glândulas sebáceas e sudoríparas, geralmente não
são lesionadas.
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Por fim, as queimaduras de 3º grau destroem
completamente a epiderme e a derme, podendo envolver
tecidos mais profundos. A maioria das funções da pele é
perdida, é observado um edema acentuado e a região
queimada fica dormente devido à destruição das
terminações nervosas sensoriais. A regeneração da pele
ocorre de forma lenta, podendo ser necessário um enxerto
de pele para promover o reparo tecidual e minimizar as
cicatrizes.
Figura 1 | Classificação das queimaduras. Fonte: Vanputte,
Jennifer e Russo (2016, p. 151).
Existem vários fatores que podem influenciar a dificuldade
de reparação dessas lesões celulares, incluindo:
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Extensão da lesão: quanto maior a área da queimadura e
quanto mais profunda for a lesão, mais difícil será o
processo de reparação celular.
Idade do paciente: indivíduos mais jovens tendem a ter uma
capacidade de regeneração celular mais eficiente do que os
mais idosos.
Estado de saúde prévio: condições médicas preexistentes,
como diabetes ou comprometimento imunológico, podem
dificultar a cicatrização de feridas.
Presença de infecções: infecções secundárias nas áreas
queimadas podem complicar o processo de cicatrização e
aumentar o risco de complicações.
Localização da queimadura: queimaduras em áreas como
articulações ou regiões de dobras da pele podem ser mais
difíceis de tratar devido à mobilidade constante e atrito.
Tratamento adequado: a administração precoce de cuidados
médicos adequados, incluindo limpeza, desbridamento e
curativos apropriados, pode influenciar significativamentea
velocidade e a eficácia da cicatrização.
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Assimile
O material a seguir é uma viagem visual pelo sistema
tegumentar, destacando os principais componentes e
funções da nossa pele. Desde a epiderme até o tecido
subcutâneo, vamos explorar as camadas, células e
estruturas que compõem esse incrível órgão, o maior do
corpo humano!
Referências
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JUNQUEIRA, L. C. U.; CARNEIRO, J. Histologia Básica: Texto e
Atlas. 14. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2023.
PAWLINA, W. Ross Histologia – Texto e Atlas. 8. ed. Rio de
Janeiro: Grupo GEN, 2021.
TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Princípios de Anatomia e
Fisiologia. 16. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2023.
VANPUTTE, C.; JENNIFER, R.; RUSSO, A. Anatomia e fisiologia
de Seeley. 10. ed. Porto Alegre: Grupo A, 2016.
WAUGH, A. Ross & Wilson – Anatomia e Fisiologia Integradas.
13. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021.
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