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Unidade 1 SISTEMA TEGUMENTAR Aula 1 Introdução ao Sistema Tegumentar Introdução ao Sistema Tegumentar Introdução ao Sistema Tegumentar Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR Olá, estudante! Convidamos você a assistir nossa videoaula que trata da estrutura, da função e da embriogênese do sistema tegumentar. Explore as complexidades da pele, desde sua formação embrionária até suas múltiplas funções no corpo humano. Não perca essa oportunidade de ampliar seu conhecimento desse importante órgão. Assista agora e desvende os mistérios da pele conosco! Faça o download do arquivo Ponto de Partida Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/80473229-4cc2-45cc-9848-7ddaa0047132/52/b730a611-582f-5b16-837f-47ea01d3713b.pdf Ponto de Partida Olá. estudante! Seja muito bem-vindo ao estudo das ciências morfofuncionais dos sistemas tegumentar, locomotor e reprodutor. Para dar início ao nosso conteúdo, vamos conhecer as funções e a estrutura básica do sistema tegumentar, além dos processos envolvidos na embriogênese do tecido cutâneo, desde as etapas iniciais de desenvolvimento até a formação dos tecidos epitelial, dérmico e subcutâneo. Abordaremos a anatomia e a fisiologia básica da pele, destacando sua estrutura multicamada e suas diversas funções, como proteção, regulação térmica, sensação e excreção. Além disso, examinaremos o processo de embriogênese do sistema tegumentar, que é essencial para compreender a formação e o desenvolvimento da pele desde as fases iniciais da vida fetal. Diante da complexidade da estrutura e das diversas funções do sistema tegumentar, surge a questão: como as interações entre os processos de embriogênese e as funções fisiológicas da pele influenciam a manutenção da homeostasia do corpo humano ao longo da vida? Esta aula marca o início de sua jornada no estudo do sistema tegumentar, um campo fascinante e fundamental para diversas áreas da saúde. Ao mergulhar nos conceitos básicos Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR de anatomia, fisiologia e embriogênese da pele, você estará construindo uma base sólida de conhecimento que será essencial em sua prática profissional futura. Vamos lá? Vamos Começar! Vamos Começar! A pele e suas estruturas acessórias como pelos, glândulas e unhas, constituem o sistema tegumentar. A pele forma a cobertura externa do corpo e representa seu maior órgão, constituindo 15 a 20% da massa total. Varia em espessura, sendo mais espessa na palma das mãos e nas solas dos pés, e é constituída por duas principais camadas: a epiderme e a derme. Entre a derme e as estruturas subjacentes existe uma camada subcutânea, também denominada hipoderme. A epiderme é a camada mais superficial da pele, consistindo em tecido epitelial. Ela resiste à abrasão na superfície e reduz a perda de água pela pele, repousando sobre a derme, uma camada de tecido conjunto. A derme é responsável pela maior parte da resistência estrutural da pele, e os vasos sanguíneos, nervos, glândulas e os folículos pilosos estão Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR presentes nessa camada. O tecido subcutâneo consiste em tecido conjuntivo frouxo e tecido adiposo, servindo como depósito para o armazenamento de gordura e contendo grandes vasos que suprem a pele (Figura 1). Figura 1 | Camadas da pele. Fonte: Shutterstock. Embriogênese do sistema tegumentar Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR Os tecidos que formam o ser humano derivam de três camadas germinativas: endoderma, mesoderma e ectoderma. A partir desse desdobramento, são originados quatro tipos básico de tecidos: o epitelial, o conjuntivo, o muscular e o nervoso. Cada um deles, com suas características e funções próprias. A pele humana se desenvolve a partir de dois tecidos embrionários especiais que se formam durante o estágio inicial do desenvolvimento embrionário: o ectoderma e o mesoderma. A epiderme é derivada do ectoderma, que cobre a superfície do embrião. As células nessa camada se proliferam e formam uma camada de epitélio escamoso, a periderme, e uma camada basal (Figura 2-B). As células peridérmicas sofrem queratinização e descamação contínua, sendo substituídas por células provenientes da camada basal. A proliferação da camada basal eventualmente forma todas as camadas da epiderme (Figura 2-D). A proliferação desta camada também forma as cristas epidérmicas. O padrão das cristas epidérmicas, que se desenvolvem na palma das mãos e na sola dos pés é determinado geneticamente e formam as impressões digitais únicas para cada indivíduo. Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR O mesoderma dá origem a um tecido conjuntivo embrionário frouxamente organizado, denominado mesênquima (Figura 2-A), com onze semanas, as células mesenquimais se diferenciam em fibroblastos e começam a produzir colágeno, elastina e outras proteínas da matriz extracelular que compõem a derme. Entre a décima e décima quinta semana após a concepção, é observado o início dos anexos cutâneos (Figura 2-C). A formação dos folículos pilosos se inicia a partir de evaginações na camada basal da epiderme na derme, fazendo com que a derme direcione determinadas células epidérmicas basais, que se reúnem para formar o folículo piloso rudimentar. Os folículos pilosos continuam a se diferenciar ao longo do segundo trimestre, e o cabelo do feto pode ser observado cerca de 20 dias após a concepção. As glândulas sudoríparas começam a se desenvolver como evaginações da epiderme em direção à derme em áreas específicas da pele. Essas começam a surgir por volta dos cinco meses de gestação nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, e um pouco mais tarde em outras regiões. As glândulas sebáceas, por sua vez, se formam como brotos a partir das paredes dos folículos pilosos por volta de quatro meses de gestação. As unhas se desenvolvem a partir do Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR ectoderma que invagina no mesoderma subjacente em aproximadamente dez semanas após a concepção. Até o quinto mês de gestação, as unhas do feto já estão totalmente desenvolvidas. Figura 2 | Desenvolvimento do tegumento comum. Fonte: adaptado de Tortora e Derrickson (2023, p. 167). Conforme o desenvolvimento prossegue, os anexos da pele amadurecem e começam a desempenhar suas funções específicas, como a produção de suor pelas glândulas sudoríparas para ajudar na regulação da temperatura Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR corporal, e a secreção de sebo pelas glândulas sebáceas para lubrificar e proteger a pele. Esses processos de embriogênese são essenciais para o desenvolvimento adequado da pele durante o desenvolvimento fetal. Siga em Frente... Siga em Frente... Funções do sistema tegumentar O sistema tegumentar desempenha uma série de funções vitais para o corpo. A pele oferece proteção para o nosso corpo de várias maneiras, atuando como uma barreira física, por conta, principalmente, de seu epitélio queratinizado, que protege os tecidos subjacentes de microrganismos, abrasão, calor e substâncias químicas. A pele ainda evita a desidratação, reduzindo a perda de água pelo corpo, e impede a entrada de água através da superfície durante banhos e natação, por exemplo. O sebo produzido pelas glândulas sebáceas evita que a pele resseque, e apresenta Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR um pH ácido, retardando o crescimento de alguns microrganismos. A melanina, produzida pelos melanócitos, ajuda a proteger contra os efeitos danosos da luz ultravioleta. A pele regula a temperatura corporal por meio de dois mecanismos: liberando o suor em sua superfície e ajudando o fluxo sanguíneo na derme. Quando há um aumentoda temperatura ambiental ou durante a prática de exercícios físicos, as glândulas sudoríparas aumentam a produção de suor, resultando na transpiração. Esse processo auxilia na redução da temperatura corporal, promovendo o resfriamento do organismo. Além disso, os vasos sanguíneos presentes na derme se dilatam, aumentando o fluxo sanguíneo e favorecendo a dissipação do calor no corpo. Já em resposta à baixa temperatura ambiente, a produção de suor é reduzida, contribuindo para a conservação de calor, e ocorre a vasoconstrição dos vasos sanguíneos, diminuindo o fluxo sanguíneo cutâneo e reduzindo a perda de calor do corpo. O sistema tegumentar conta com diversos receptores sensoriais que permitem detectar toque, pressão, vibração e cócegas, bem como calor e frio, contribuindo para a interação do corpo com o ambiente. A pele ainda tem um Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR pequeno papel de excreção e absorção, promovendo a eliminação de substâncias do corpo e na passagem de substâncias do ambiente externo para o ambiente interno. Quando exposta à luz solar, a pele produz 7- dehidrocolesterol, uma substância precursora que pode ser convertida em vitamina D, um nutriente essencial para a saúde dos ossos e do sistema imunológico. Apenas uma pequena quantidade de exposição à luz ultravioleta, cerca de 10 a 15 minutos, duas vezes por semana, é necessária para a síntese de vitamina D. Em suma, o sistema tegumentar desempenha um papel vital na manutenção da homeostase e na proteção do corpo humano. Suas diversas funções destacam a importância crítica da pele e seus anexos para o funcionamento saudável do organismo. Compreender as complexidades do sistema tegumentar não apenas nos fornece insights sobre a fisiologia humana, mas também nos instiga a valorizar e cuidar adequadamente dessa barreira vital entre o corpo e o ambiente externo. Vamos Exercitar? Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR Vamos Exercitar? Agora que você já conhece a embriogênese do sistema tegumentar, bem como sua estrutura básica e suas funções, vamos pensar na questão que abordamos no início da aula: como as interações entre os processos de embriogênese e as funções fisiológicas da pele influenciam a manutenção da homeostasia do corpo humano ao longo da vida? As interações entre os processos de embriogênese e as funções fisiológicas da pele desempenham um papel crucial na manutenção da homeostasia do corpo humano ao longo da vida. Durante a embriogênese, a formação adequada da pele é fundamental para estabelecer uma barreira protetora eficaz contra lesões, infecções e danos ambientais. Essa integridade estrutural é essencial para as funções fisiológicas da pele, como regulação da temperatura corporal, sensação tátil, excreção de substâncias indesejadas e síntese de vitamina D. Ao longo da vida, as funções fisiológicas da pele são mantidas por meio de processos contínuos de renovação celular, regulação da produção de sebo e suor, e resposta a estímulos ambientais. Qualquer perturbação nos processos Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR de embriogênese ou nas funções fisiológicas da pele pode levar a desequilíbrios na homeostasia corporal. Por exemplo, anomalias no desenvolvimento embrionário da pele podem resultar em condições dermatológicas congênitas, enquanto distúrbios na regulação da temperatura corporal podem levar a hipertermia ou hipotermia. Portanto, a integração entre os processos de embriogênese e as funções fisiológicas da pele é essencial para garantir a homeostasia do corpo humano ao longo da vida. Uma compreensão mais profunda dessas interações pode ajudar a identificar e tratar problemas de saúde relacionados à pele e manter o equilíbrio interno do organismo. Saiba mais Saiba mais A pele é mais do que uma simples barreira física; ela é uma fábrica natural de vitamina D quando exposta à luz solar. Essa vitamina desempenha um papel vital na absorção de cálcio e fósforo, fundamentais para a saúde óssea. Além Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR disso, a vitamina D está envolvida na regulação do sistema imunológico, ajudando a proteger o corpo contra infecções e doenças autoimunes. Portanto, cuidar da saúde da pele e garantir exposição solar adequada são medidas essenciais para manter níveis saudáveis de vitamina D e promover o bem-estar geral do organismo. Faça a leitura do artigo a seguir para conhecer mais sobre a importância dessa vitamina para o nosso organismo. “Vitamina D – Aspectos Fisiológicos, Nutricionais, Imunológicos, Genéticos. Ações em doenças autoimunes, tumorais, infecciosas. Funções musculoesqueléticas e cognitivas”. Referências Referências ANDERSON, B. Sistema Tegumentar. Volume 4. 2. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2014. Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR https://www.revistas.usp.br/revistadc/article/view/210547 https://www.revistas.usp.br/revistadc/article/view/210547 https://www.revistas.usp.br/revistadc/article/view/210547 https://www.revistas.usp.br/revistadc/article/view/210547 MOORE, K. L.; PERSAUD, T. V. N.; TORCHIA, M. G. Embriologia Básica. 10. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2022. PAWLINA, W. Ross Histologia. Texto e Atlas. 8. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 16. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2023. VANPUTTE, C.; JENNIFER, R.; RUSSO, A. Anatomia e fisiologia de Seeley. 10. ed. Porto Alegre: Grupo A, 2016. WAUGH, A. Ross & Wilson – Anatomia e Fisiologia Integradas. 13. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. Aula 2 Fisiologia do sistema tegumentar: Epiderme Fisiologia do sistema tegumentar: Epiderme Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR Fisiologia do sistema tegumentar: Epiderme Olá, estudante! Você já se perguntou como as células da nossa epiderme trabalham para proteger o nosso corpo? Nesta videoaula, vamos explorar o fascinante mundo do tecido epitelial. Você vai conhecer as diversas camadas da epiderme, e explorar a função das suas células como barreira protetora. Prepare-se para uma jornada educacional envolvente e aprofunde seu conhecimento em fisiologia e histologia humana. Vamos lá? Faça o download do arquivo Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/80473229-4cc2-45cc-9848-7ddaa0047132/52/f294f54a-b534-55a2-8f3a-082a4fea759a.pdf Ponto de Partida Ponto de Partida Olá, estudante! Nesta aula, conheceremos a fisiologia e a histologia da epiderme, a camada mais externa e visível da pele. A epiderme é a primeira linha de defesa do corpo contra agentes externos, crucial para a proteção contra infecções e prevenção da perda de água. Compreender a estrutura e as funções da epiderme é fundamental para entendermos como a pele desempenha seu papel na manutenção da saúde e integridade do organismo. Ao estudar sobre tecidos, células e camadas que compõem a epiderme, você ganhará um conhecimento valioso que pode ser aplicado em diversas áreas da sua prática profissional. Então, mergulhe de cabeça neste estudo, pois o conhecimento que você adquirir aqui será um valioso instrumento em sua jornada profissional! Vamos Começar! Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR Vamos Começar! A epiderme é a camada mais externa da pele, composta de epitélio pavimentoso estratificado queratinizado, e isso significa que a epiderme é um tecido avascular (epitélio), composto por várias camadas de células achatadas (pavimentosas), organizadas em múltiplos estratos (estratificados) e que produzem queratina. Dessa forma, existem diversas camadas de células na epiderme, denominadas também como estratos, que se estendem da camada basal mais profunda até o estrato córneo mais superficial,a camada córnea. Vamos conhecer um pouco mais sobre as camadas que compõem a epiderme, as células e suas funções? Células da epiderme Além das células que compõem o tecido epitelial, a epiderme apresenta células importantes para a manutenção de suas funções, como queratinócitos, melanócitos, células de Langerhans e de Merkel. Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR Os queratinócitos são encontrados em grande quantidade na epiderme, representando cerca de 90% das células epidérmicas. Essas células produzem queratina, uma proteína rígida e fibrosa que garante a resistência da pele e sua impermeabilização, além de protegê-la do calor, de microrganismos e agentes químicos. Os queratinócitos também sintetizam grânulos lamelares, que liberam um selante à prova d’água. Esse selante reduz a entrada e a perda de água, além de inibir a penetração de corpos estranhos. Já os melanócitos representam cerca de 8% das células epidérmicas, suas projeções longas e delgadas se estendem entre os queratinócitos e transferem grânulos de melanina. A melanina é um pigmento que contribui para a coloração da pele, além de absorver os raios ultravioleta, minimizando os efeitos danosos a ela. As células de Langerhans, ou células dendríticas, por sua vez, são encontradas em pequena quantidade na epiderme e são responsáveis por participar de respostas imunes induzidas contra agentes microbianos que invadem a pele. Por fim, as células de Merkel, juntamente com os discos tácteis, são as células menos numerosas, estão localizadas na camada mais profunda da epiderme e participam da percepção sensorial do tato. Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR Camadas da epiderme O número de camadas na epiderme pode variar de acordo com a exposição da pele a atritos. Na maior parte de sua extensão, a epiderme se constitui de quatro camadas, que são: camada basal, espinhosa, granulosa e córnea. Já em pontos de maior exposição, encontramos cinco camadas, que são: camada basal, espinhosa, granulosa, lúcida e córnea (Figura 1). Figura 1 | Fotomicrografia de corte de pele espessa, com as cinco camadas da pele. Fonte: Junqueira e Carneiro (2023, p. 390). Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR A camada basal é a primeira e a mais profunda delas. Constituída de apenas uma fileira de células epiteliais cúbicas, nucleadas e altamente ativas, é a partir dela que acontece a proliferação de novos queratinócitos. À medida que novas células são geradas, são empurradas para cima, afastando-se da camada basal e da fonte de sangue e nutrientes. Conforme essas células se deslocam em direção à superfície da pele, sua forma e estrutura sofrem alterações graduais. Ao alcançarem a superfície, tornam-se células mortas, planas, finas e sem núcleo, formando o estrato córneo. As células superficiais são continuamente removidas e substituídas por células mais profundas. Estima-se que a renovação da epiderme humana ocorra a cada 15 a 30 dias, variando principalmente de acordo com a localização e a idade do indivíduo. Siga em Frente... Siga em Frente... Projeções ascendentes, denominadas papilas dérmicas, são originadas da derme e ancoram-se firmemente à epiderme, Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR permitindo a passagem e a troca de nutrientes e resíduos para a camada basal. Esse arranjo contribui para a estabilização das duas camadas. Em seguida encontra-se a camada espinhosa, que é resultante da migração da estrutura basal queratinizada. Nessa camada, os queratinócitos estão unidos entre si por inúmeras junções intercelulares do tipo desmossomo. Os filamentos de queratina e desmossomo garantem a coesão entre as células da epiderme e a resistência ao atrito. As células de Langerhans e as projeções dos melanócitos estão presentes nessa camada. A camada granulosa consiste em três a cinco camadas de queratinócitos achatados que estão em processo de morte celular. É chamada de camada granulosa devido à presença de grânulos de querato-hialina nos queratinócitos, que desempenham um papel na formação da queratina, conferindo resistência à pele. Além disso, na camada granulosa ocorrem processos importantes para a manutenção da integridade da barreira cutânea, como a formação de lipídios que ajudam a impermeabilizar a pele, impedindo a entrada de materiais estranhos, e a retenção de água. Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR A camada lúcida é uma camada translúcida, fina e homogênea, encontrada apenas nas áreas de maior exposição da pele, como extremidades (dedos, mãos e pés). Ela é composta por células achatadas e transparentes, e seu citoplasma apresenta numerosos filamentos de queratina. A função principal da camada lúcida é proporcionar resistência mecânica adicional nessas áreas da pele, nas quais há maior atrito e pressão. Essa camada ajuda a fortalecer a barreira cutânea e a proteger a pele contra lesões e danos. Por fim, a camada córnea, que é a camada mais externa da epiderme, apresenta estrutura muito variável, e é composta por células achatadas, mortas e sem núcleo. As células da camada córnea representam o produto final do processo de diferenciação dos queratinócitos. Suas múltiplas camadas de células mortas funcionam como importante barreira protetora contra lesões e microrganismos, sendo impermeável à água. Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR Figura 2 | Camadas e células da epiderme. Fonte: Shutterstock Em síntese, o tecido epitelial é uma parte essencial do organismo humano, desempenhando uma variedade de funções vitais, e formando uma barreira que protege os tecidos subjacentes. A compreensão detalhada da estrutura e função do tecido epitelial é fundamental para a prática clínica e o estudo da fisiologia, proporcionando insights valiosos sobre a saúde e o funcionamento do corpo humano. Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR Vamos Exercitar? Vamos Exercitar? Mariana, estudante da área da saúde, ao estudar a epiderme, ficou intrigada em relação aos melanócitos. Ao mergulhar mais fundo nessa questão, Mariana descobriu que os melanócitos são células especializadas localizadas na camada basal da epiderme e produzem melanina, o pigmento responsável pela coloração da pele, dos cabelos e dos olhos. Intrigada com o processo, Mariana decidiu investigar mais a fundo os mecanismos envolvidos na síntese e distribuição da melanina. Vamos ajudar Mariana? Chamamos de melanogênese o processo biológico pelo qual ocorre a produção de melanina pelos melanócitos. Inicialmente, os melanócitos sintetizam uma proteína chamada tirosinase, que converte o aminoácido tirosina em DOPA (ácido diidroxifenilalanina). Em seguida, a DOPA é convertida em dopaquinona, que é o primeiro passo na síntese de melanina. A dopaquinona é então transformada em diferentes formas de melanina, como eumelanina Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR (responsável pelas cores escuras) e feomelanina (responsável pelas cores claras), por meio de uma série de reações enzimáticas. Essas formas de melanina são posteriormente transferidas para os queratinócitos pelos prolongamentos dos melanócitos, ajudando a proteger a pele dos danos causados pela radiação ultravioleta. Quanto à cor da pele, é determinada principalmente pela quantidade e pelo tipo de melanina produzidos pelos melanócitos. Por exemplo, uma maior produção de eumelanina resulta em uma pele mais escura, enquanto uma maior produção de feomelanina resulta em uma pele mais clara. A combinação desses fatores genéticos, bem como a exposição ao sol, influencia a tonalidade da pele de um indivíduo. Saiba mais Saiba mais Você sabia que o carcinoma basocelular (CBC), o tipo mais comum de câncer de pele, é originado nas células basais da DisciplinaCIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR epiderme? Geralmente, esse tipo de câncer é causado pela exposição prolongada à radiação ultravioleta do sol ao longo da vida e, por isso, o uso de fotoprotetores é uma poderosa estratégia de prevenção dessa neoplasia. Leia o artigo “Fisiopatologia do carcinoma basocelular de pele e a importância do uso de fotoprotetor” para compreender mais a esse respeito. Referências Referências JUNQUEIRA, L. C. U.; CARNEIRO, J. Histologia Básica: Texto e Atlas. 14. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2023. PAWLINA, W. Ross Histologia – Texto e Atlas. 8. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 16. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2023. Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR https://repositorio.animaeducacao.com.br/bitstreams/08ae98a5-1795-4ec2-b318-d975b6b18ea8/download https://repositorio.animaeducacao.com.br/bitstreams/08ae98a5-1795-4ec2-b318-d975b6b18ea8/download VANPUTTE, C.; JENNIFER, R.; RUSSO, A. Anatomia e fisiologia de Seeley. 10. ed. Porto Alegre: Grupo A, 2016. WAUGH, A. Ross & Wilson – Anatomia e Fisiologia Integradas. 13. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. Aula 3 Fisiologia do sistema tegumentar: Derme Fisiologia do sistema tegumentar: Derme Fisiologia do sistema tegumentar: Derme Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR Olá, estudante! Vamos, nesta aula que trata da fisiologia cutânea, descobrir os segredos da derme. Explore as funções e a estrutura dessa camada da pele, desde sua contribuição para a regulação térmica até sua importância na cicatrização de feridas. Não perca a oportunidade de aprofundar seu conhecimento sobre a derme e seu papel vital para a saúde da pele! Faça o download do arquivo Ponto de Partida Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/80473229-4cc2-45cc-9848-7ddaa0047132/52/31c2d85d-05f1-537f-a0cd-065e9bc7b936.pdf Ponto de Partida Olá, estudante! Nesta aula, vamos explorar as profundezas da pele, adentrando na camada conhecida como derme. A derme é muito mais do que apenas uma estrutura de suporte; é um ambiente dinâmico com células especializadas, vasos sanguíneos e uma miríade de receptores sensoriais que desempenham papéis essenciais em nossa percepção sensorial e regulação térmica. Ao longo desta aula, investigaremos as camadas que compõem a derme, destacando a complexidade de sua estrutura e função. Compreenderemos o papel das células presentes nessas camadas e sua interação com os vasos sanguíneos e receptores sensoriais, essenciais para nossa capacidade de sentir, regular a temperatura corporal e responder a estímulos ambientais. Além disso, a derme desempenha um papel fundamental no processo de cicatrização da pele e na manutenção da integridade da pele, sendo fundamental para a saúde e bem-estar do organismo. Ao final desta jornada pelo mundo da derme, esperamos que você se sinta inspirado a explorar ainda mais esse tema, e reconheça a importância de compreender a complexidade Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR e a funcionalidade da pele em suas práticas profissionais. Vamos lá? Vamos Começar! Vamos Começar! A segunda camada da pele, e a mais profunda, é a derme. Ela é composta por tecido conjuntivo, e desempenha um papel fundamental na manutenção da estrutura e função da pele. Composto principalmente por fibras de colágeno, elastina e substância fundamental, o tecido conjuntivo proporciona resistência, elasticidade e suporte à pele. Além disso, o tecido conjuntivo é rico em células especializadas, como fibroblastos, responsáveis pela produção e manutenção das fibras e da matriz extracelular. Essas células também desempenham um papel crucial na cicatrização de feridas e na resposta a lesões na pele. Em conjunto com os vasos sanguíneos, linfáticos, nervos sensoriais e estruturas anexas, o tecido conjuntivo na derme forma uma rede complexa e dinâmica que sustenta e protege a pele, garantindo sua integridade e funcionalidade. Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR Células da derme A derme apresenta uma espessura significativamente maior do que a epiderme, e essa espessura varia de acordo com a região do corpo, alcançando seu ponto mais espesso nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. Os fibroblastos (Figura 1) são as células predominantes nesta camada, responsáveis pela produção de diversas substâncias essenciais para a integridade e função dos tecidos conjuntivos, incluindo a derme. São alongados, e apresentam muitos prolongamentos em seu estado ativo. Essas células são responsáveis pela produção de colágeno e elastina, além de outras moléculas que compõem a matriz extracelular do tecido conjuntivo, conferindo resistência e elasticidade à pele. Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR Figura 1 | Fibroblastos. Fonte: Shutterstock. Além dos fibroblastos, é possível encontrar macrófagos, células do sistema imunológico que atuam na defesa contra Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR microrganismos patogênicos e na remoção de debris celulares, ajudando a manter a integridade da pele, e os mastócitos, que participam da resposta inflamatória e alérgica da pele, liberando substâncias como histamina em resposta a estímulos externos. Camadas da derme A derme é constituída de duas camadas: uma fina camada papilar superficial e uma camada reticular espessa e mais profunda. A camada papilar é constituída por tecido conjuntivo frouxo contendo fibras colágenas finas e fibras elásticas delicadas. Essa camada recebe esse nome pela presença de suas projeções, chamadas papilas dérmicas. As papilas dérmicas se projetam da derme em direção à epiderme, contribuindo para a aderência entre as duas camadas e facilitando a troca de nutrientes e oxigênio. Todas as papilas dérmicas são caracterizadas pela presença de alças capilares (vasos sanguíneos), responsáveis por fornecer sangue e nutrientes para a epiderme. Algumas dessas papilas também abrigam receptores táteis conhecidos como corpúsculos táteis ou corpúsculos de Meissner, os quais são sensíveis ao toque e Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR desempenham um papel importante na percepção tátil. Além disso, outras papilas dérmicas contêm terminações nervosas livres, responsáveis por iniciar os sinais que levam à percepção de sensações como calor, frio, dor, cócegas e prurido. A camada reticular é constituída de tecido conjuntivo denso, e é mais espessa que a camada papilar. Esta camada é composta por feixes de fibras colágenas e elásticas espessas, dispostas em linhas regulares de tensão na pele, denominadas linhas de clivagem ou linhas de Langer. Essa orientação regular das fibras colágenas auxilia na resistência, na extensibilidade e n elasticidade da pele. Vasos sanguíneos, nervos, folículos pilosos, glândulas sebáceas e glândulas sudoríparas ocupam os espaços entre as fibras. Os vasos sanguíneos localizados na camada reticular provêm nutrientes para a pele e estão envolvidos na termorregulação. Nesta camada encontram-se também os corpúsculos de Pacini, receptores encapsulados, especializados na detecção de pressão e vibração, sendo particularmente sensíveis a estímulos mecânicos de alta frequência. Esses corpúsculos desempenham um papel importante na percepção tátil e na resposta do corpo a estímulos externos. Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR As camadas papilar e reticular da derme apresentam características distintas. A camada papilar é composta por tecido conjuntivo frouxo e abriga as papilas dérmicas, responsáveis pela conexão entre a derme e a epiderme. A camada reticular,por sua vez, é formada por tecido conjuntivo denso, caracterizado pela presença de feixes robustos de fibras de colágeno, conferindo resistência e suporte estrutural à pele. Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR Figura 2 | Camadas papilar e reticular. Fonte: Junqueira e Carneiro (2023, p. 395). Siga em Frente... Siga em Frente... Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR g Envelhecimento da pele A partir dos 40 anos, as mudanças relacionadas à idade afetam principalmente as proteínas da derme. As fibras colágenas começam a diminuir em número, tornando-se mais rígidas, quebradiças e desorganizadas, resultando em rugas. As fibras elásticas perdem parte de sua elasticidade, aglomerando-se e desgastando-se, especialmente em fumantes. O número de fibroblastos diminui, reduzindo a produção de colágeno e elastina. Isso leva à formação de fissuras e rugas. Além disso, a diminuição das células dendríticas afeta a resposta imune da pele, enquanto as glândulas sebáceas menores causam pele seca e propensão a infecções. A produção de suor diminui, aumentando o risco de insolação. O cabelo grisalho e a pigmentação atípica da pele resultam da redução dos melanócitos funcionais. A pele envelhecida é mais fina, cicatriza com mais dificuldade e se torna mais suscetível a condições patológicas, como câncer de pele e feridas de pressão. Após explorarmos os intricados detalhes da fisiologia e histologia da derme, torna-se evidente a complexidade e a Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR importância dessa camada da pele. A derme não apenas fornece suporte estrutural e resistência mecânica, mas também desempenha um papel crucial na regulação da temperatura corporal e na resposta imunológica. Compreender a composição e as funções da derme nos permite apreciar sua relevância no nosso organismo. Vamos Exercitar? Vamos Exercitar? Como você já conheceu a derme, responda: como a estrutura e a composição desta camada influenciam o processo de cicatrização da pele? O processo de cicatrização cutânea é complexo e envolve várias etapas, e a derme desempenha um papel fundamental em várias delas. Após uma lesão na pele, as células inflamatórias, como os macrófagos, são recrutadas para a área afetada na derme, onde iniciam o processo de limpeza, removendo detritos e microrganismos, e formando um tecido de granulação. Esse tecido é formado pela Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR proliferação do tecido conjuntivo, sendo altamente vascularizado e contendo numerosas células inflamatórias, além de uma matriz extracelular temporária. Em seguida, inicia-se a fase de proliferação, em que ocorre a reepitelização, quando as células da epiderme migram em direção à lesão e a fecham, a angiogênese, com a formação de novos vasos, e a remodelação da derme. O processo de remodelação da derme ocorre com a proliferação celular, em que os fibroblastos sintetizam novo colágeno para substituir o tecido danificado. Por fim, na fase de maturação, as novas fibras colágenas se tornam mais organizadas, auxiliando a preencher a ferida e restaurar a integridade da pele. Ao longo do tempo, a ferida é fechada, embora uma cicatriz possa permanecer visível. Saiba mais Saiba mais O envelhecimento da pele é um processo natural e inevitável que ocorre ao longo da vida. Como vimos nesta aula, com o Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR passar dos anos, várias mudanças fisiológicas afetam a pele. Além dos fatores intrínsecos ao envelhecimento, os fatores extrínsecos, como exposição ao sol e tabagismo, também podem acelerar essas mudanças. Leia o artigo “Colágeno e o Envelhecimento Cutâneo”, que explora o papel crucial do colágeno na saúde da pele e como sua deterioração contribui para os sinais visíveis de envelhecimento. Referências Referências JUNQUEIRA, L. C. U.; CARNEIRO, J. Histologia Básica: Texto e Atlas. 14. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2023. OVALLE, W. Netter Bases da Histologia. 2. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2014. PAWLINA, W. Ross Histologia – Texto e Atlas. 8. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR https://bwsjournal.emnuvens.com.br/bwsj/article/download/161/177/1187 https://bwsjournal.emnuvens.com.br/bwsj/article/download/161/177/1187 TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 16. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2023. VANPUTTE, C.; JENNIFER, R.; RUSSO, A. Anatomia e fisiologia de Seeley. 10. ed. Porto Alegre: Grupo A, 2016. WAUGH, A. Ross & Wilson – Anatomia e Fisiologia Integradas. 13. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. Aula 4 Fisiologia do sistema tegumentar: Tecido subcutâneo e anexos cutâneos Fisiologia do sistema tegumentar: Tecido subcutâneo e anexos cutâneos Fisiologia do sistema tegumentar: Tecido subcutâneo e anexos cutâneos Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR Olá, estudante! Nossa videoaula aborda o tecido subcutâneo e os diversos anexos cutâneos, como glândulas sebáceas, sudoríparas, folículos pilosos e unhas. Descubra como essas estruturas trabalham em conjunto para proteger, regular a temperatura e transmitir sensações táteis. Vamos aprender mais sobre a incrível complexidade da pele, o maior órgão do corpo humano. Faça o download do arquivo Ponto de Partida Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/80473229-4cc2-45cc-9848-7ddaa0047132/52/4a2d63f2-a6d6-5974-b97a-25f11d661539.pdf Ponto de Partida Olá, estudante! Nesta aula, exploraremos a anatomia e fisiologia dos anexos cutâneos, destacando a importância de tecidos subcutâneos, glândulas sebáceas, sudoríparas, folículos pilosos e unhas. Compreender essas estruturas é essencial, pois elas desempenham papéis fundamentais no nosso organismo. Como as diferentes glândulas sebáceas e sudoríparas contribuem para a regulação da temperatura corporal? Qual é a relação entre a estrutura dos folículos pilosos e a produção de sebo? Fique atento aos detalhes desses tópicos para responder a essas perguntas durante o nosso conteúdo. Ao compreender a complexidade e a importância dessas estruturas, você fortalecerá suas habilidades profissionais e sua compreensão do funcionamento do corpo humano. Aplique esse conhecimento no seu cotidiano profissional, seja na prática clínica, na estética ou em qualquer área relacionada à saúde e bem-estar. Boa aula e aproveite ao máximo essa oportunidade de aprendizado! Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR Vamos Começar! Vamos Começar! Tecido subcutâneo Assim como uma árvore depende de suas raízes para se manter firme e absorver nutrientes do solo, a pele repousa sobre o tecido subcutâneo, que traz a ela suporte estrutural, prendendo-a aos ossos e aos músculos, e fornece os recursos necessários, através de vasos sanguíneos e nervos. O tecido subcutâneo, ou hipoderme (Figura 1), é constituída por tecido conjuntivo frouxo especializado (tecido adiposo), unindo a derme aos órgãos subjacentes. Esta camada é responsável pelo deslizamento da pele sobre as estruturas nas quais se apoia, além de desempenhar um papel importante na homeostasia energética. Os vasos sanguíneos e nervos presentes na hipoderme fornecem nutrientes e sinais nervosos para as células da pele e outras estruturas adjacentes. Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR As principais células presentes neste tecido são os adipócitos, células especializadas em armazenar energia na forma de gordura, que pode ser mobilizada quando o corpo necessita de combustível. Além disso, os adipócitos também desempenham um papel importante na regulação da temperatura corporal, atuando comoisolante térmico. Eles são responsáveis pela produção de hormônios adipocitários, que desempenham funções metabólicas, endócrinas e imunológicas. Cerca de metade das reservas de gordura corporal estão localizadas no tecido subcutâneo, desempenhando funções essenciais de isolamento térmico, preenchimento de espaços e reserva de energia. A quantidade de tecido adiposo na camada subcutânea pode variar de acordo com fatores como idade, sexo e hábitos alimentares. Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR Figura 1 | Pele e suas principais estruturas. Fonte: Waugh (2021, p. 394). Estruturas anexas da pele Os anexos cutâneos são estruturas que se originam da pele ou de seus tecidos subjacentes, e desempenham funções diversas. São eles: pelos, unhas, glândulas sebáceas e sudoríparas. Vamos conhecer cada um a seguir. Pelo Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR Os pelos (Figura 2) são estruturas delgadas e queratinizadas que crescem descontinuamente, para fora dos folículos pilosos, descendentes de células epidérmicas, para dentro da derme ou do tecido subcutâneo. Essas estruturas desempenham funções essenciais para o corpo humano incluindo proteção, isolamento térmico, sensação tátil e proteção contra raios UV, além de auxiliar na saída de substâncias em áreas como nas narinas e canais auditivos. A distribuição, a morfologia e a coloração dos pelos na pele variam entre os diferentes indivíduos, e são influenciadas por diversos fatores, incluindo o dimorfismo sexual. A estrutura da pele que produz e contém os pelos é o folículo piloso, uma estrutura complexa e cilíndrica da epiderme que se estende até a derme, onde o pelo se desenvolve. O pelo é dividido em duas partes distintas: a haste, que se projeta acima da superfície da pele, e a raiz, localizada abaixo da superfície. A base da raiz se expande para formar o bulbo capilar, contendo a papila dérmica. Recobrindo a papila dérmica estão as células que formam a raiz do pelo. Tanto a raiz quanto a haste são compostas principalmente por colunas de células epiteliais mortas e queratinizadas, organizadas em três camadas concêntricas: a medula, o córtex e a cutícula. A medula ocupa o centro da haste capilar Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR e consiste em duas ou três camadas de células contendo queratina mole. O córtex, localizado na parte externa do bulbo capilar, é formado por células que contêm queratina dura. Essa estrutura é revestida pela cutícula, uma única camada de células que se sobrepõem, contendo queratina dura. Associadas aos pelos, estão as glândulas sebáceas e um feixe de fibras musculares lisas, também conhecido como músculo eretor do pelo. A contração dessas fibras em situações fisiológicas ou de estresse emocional, como o frio ou o susto, faz com que os pelos se elevem perpendicularmente à superfície da pele. Este movimento resulta nos arrepios ou calafrios, devido à formação de pequenas elevações na pele ao redor dos pelos. Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR Figura 2 | Diagrama de um folículo piloso em corte transversal (A) e estrutura básica do pelo (B). Fonte: Shutterstock. Unhas As unhas (Figura 3), mais adequadamente designadas como placas ungueais, são formadas por células epidérmicas queratinizadas que formam lâminas de consistência Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR endurecida. Essa consistência dura confere proteção à extremidade dos dedos das mãos e pés. Cada unha é constituída pelo corpo ungueal, uma margem livre e uma margem oculta. O corpo ungueal é a porção visível da unha que cresce sobre a pele do dedo; é transparente e consiste em camadas sobrepostas de queratina. A pele macia e rosada sob o corpo ungueal, onde a unha se prende à pele, é chamada de leito ungueal. O leito ungueal é rico em vasos sanguíneos, fornecendo nutrientes necessários para o crescimento e a saúde das unhas. A margem livre corresponde à parte da unha que se estende além da extremidade distal do dedo. Sob a margem livre temos uma região espessa da camada córnea, chamada hiponíquio, que fixa a unha à ponta do dedo. E, por fim, a margem oculta, ou raiz, é a porção que está inserida na pele e coberta pela cutícula (ou eponíquio), formando uma área hemisférica e pálida chamada lúnula. Ainda na margem oculta encontramos a matriz ungueal, responsável pela produção de células que formam a unha, impulsionando seu crescimento. Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR Figura 3 | Vista dorsal e corte sagital demonstrando as partes da unha. Fonte: Tortora e Derrickson (2023, p. 161). Siga em Frente... Siga em Frente... Glândulas sebáceas As glândulas sebáceas são compostas por células epiteliais secretoras. Sua porção secretora é encontrada na derme, e geralmente estão conectadas aos folículos pilosos. Elas produzem sebo, uma substância oleosa com propriedades antimicrobianas, que é secretada nos folículos capilares. Presentes em todas as áreas da pele, exceto nas palmas das Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR mãos e solas dos pés, as glândulas sebáceas são mais numerosas no couro cabeludo, rosto, axilas e virilhas. Em regiões de transição entre diferentes tipos de epitélio de superfície, como lábios, pálpebras, mamilos, pequenos lábios e glande, existem glândulas sebáceas que secretam sebo diretamente na superfície, sem estar associadas aos folículos pilosos. O sebo desempenha várias funções essenciais: mantém os pelos macios, flexíveis e com um brilho saudável; impermeabiliza a pele; tem propriedades bactericidas e fungicidas, prevenindo infecções; e evita ressecamentos e rachaduras na pele, especialmente após exposição ao calor e luz solar. A atividade das glândulas sebáceas aumenta durante a puberdade e diminui nos extremos de idade. Glândulas sudoríparas As glândulas sudoríparas estão amplamente distribuídas por toda a pele. São formadas por células epiteliais que liberam suor ou transpiração através dos folículos pilosos, ou na superfície da pele através dos poros. Elas podem ser Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR classificadas como écrinas ou apócrinas, com base em sua estrutura e tipo de secreção (Figura 4). As glândulas sudoríparas écrinas ou merócrinas são as mais numerosas, distribuídas na maioria das regiões do corpo, principalmente na região frontal, nas palmas das mãos e plantas dos pés. A porção secretora dessas glândulas está localizada principalmente na derme reticular; o ducto excretor se projeta através da derme e da epiderme e termina como um poro na superfície da epiderme. Elas produzem um suor claro e líquido, composto principalmente por água e sais minerais. Sua principal função é regular a temperatura corporal, ajudando na dissipação do calor pela evaporação do suor na superfície da pele. As glândulas sudoríparas apócrinas apresentam ductos e lúmens maiores que as glândulas écrinas. A parte secretora da glândula se encontra nas camadas mais profundas da derme ou, mais frequentemente, na porção superior da hipoderme. Estas glândulas estão associadas aos folículos pilosos e são encontradas em áreas específicas, como axilas, região genital e mamilos. Elas secretam um suor mais viscoso, que contém lipídios e proteínas. A atividade dessas glândulas é influenciada por fatores como o estresse e a excitação emocional. Ao contrário das glândulas sudoríparas Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR écrinas, as glândulas sudoríparas apócrinas não participam da produção de suor para a regulação térmica do corpo e, por conseguinte, não contribuem para o processo de termorregulação. O suor apócrino é inodoro quando é secretado, mas pode ser decomposto por bactérias na pele, resultandoem odor corporal. Figura 4 | Glândulas sudoríparas écrinas e apócrinas e sua distribuição. Fonte: Shutterstock. De forma geral, o tecido subcutâneo e os anexos da pele desempenham papéis fundamentais na manutenção da integridade e função da nossa pele. Ao longo desta aula, Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR exploramos a complexidade e a importância dessas estruturas, desde as glândulas sebáceas e sudoríparas até os folículos pilosos e as unhas. Compreendemos como o tecido subcutâneo fornece suporte estrutural e armazenamento de energia, enquanto os anexos da pele desempenham funções essenciais, como regulação da temperatura corporal e proteção contra patógenos. A integração entre essas diversas estruturas é crucial para a homeostase do corpo humano, refletindo a incrível complexidade e adaptação do maior órgão do corpo humano: a pele. Vamos Exercitar? Vamos Exercitar? A acne é uma condição comum da pele que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, especialmente adolescentes e jovens adultos. Caracterizada pelo aparecimento de espinhas, cravos e lesões inflamadas na pele, a acne pode causar desconforto físico e emocional. Embora não seja uma condição grave, a acne pode ter um impacto significativo na autoestima e na qualidade de vida das pessoas afetadas. Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR Você sabia que a acne é ocasionada, em grande parte, pela atividade excessiva das glândulas sebáceas? Como você acha que o funcionamento das glândulas sebáceas influencia o desenvolvimento e a persistência da acne? As glândulas sebáceas desempenham um papel fundamental no desenvolvimento da acne. As glândulas sebáceas são responsáveis pela produção de sebo, uma substância oleosa que lubrifica a pele e os cabelos. O sebo é essencial para a saúde da pele, pois ajuda a manter a umidade e a flexibilidade, protege contra a perda excessiva de água e previne o ressecamento. Além disso, o sebo tem propriedades antimicrobianas, ajudando a proteger a pele contra infecções bacterianas e fúngicas. No entanto, quando as glândulas sebáceas produzem sebo em excesso, pode ocorrer obstrução dos poros e folículos pilosos, criando um ambiente propício para o crescimento bacteriano e a inflamação, o que pode levar ao desenvolvimento de acne. Além disso, alterações hormonais, como as que ocorrem durante a puberdade, podem estimular a produção excessiva de sebo. Durante a infância, as glândulas sebáceas são relativamente pequenas e inativas, e na puberdade, os hormônios andrógenos dos testículos, ovários e glândulas suprarrenais estimulam o seu crescimento e o aumento da Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR produção de sebo, contribuindo para o aparecimento da acne. Em conclusão, compreender o papel das glândulas sebáceas no desenvolvimento da acne é essencial para o manejo eficaz dessa condição. Ao reconhecer como o sebo produzido por essas glândulas pode contribuir para a obstrução dos poros e o surgimento de lesões acneicas, podemos adotar medidas preventivas e terapêuticas adequadas. Além disso, ao considerar as alterações hormonais que influenciam a atividade das glândulas sebáceas, como as que ocorrem durante a puberdade, podemos entender melhor por que a acne é tão comum nessa faixa etária. Saiba mais Saiba mais Você já parou para pensar como os pelos crescem e se desenvolvem? Diferentemente do que ocorre na renovação da epiderme, o crescimento dos pelos não se dá de forma Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR contínua, mas, sim, cíclica. Leia o texto “Crescimento e características dos pelos” para conhecer as etapas desse ciclo desde seu início, nos folículos pilosos, até sua eventual queda. O texto está no livro Ross Histologia – Texto e Atlas, Capítulo 15, “Sistema Tegumentar”, Boxe 15.4, página 544. Referências Referências JUNQUEIRA, L. C. U.; CARNEIRO, J. Histologia Básica: Texto e Atlas. 14. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2023. PAWLINA, W. Ross Histologia – Texto e Atlas. 8. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 16. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2023. Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527737241/epubcfi/6/52%5B%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter15%5D!/4/388/13:48%5Bda%20%2Cger%5D https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527737241/epubcfi/6/52%5B%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter15%5D!/4/388/13:48%5Bda%20%2Cger%5D VANPUTTE, C.; JENNIFER, R.; RUSSO, A. Anatomia e fisiologia de Seeley. 10. ed. Porto Alegre: Grupo A, 2016. WAUGH, A. Ross & Wilson – Anatomia e Fisiologia Integradas. 13. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. Aula 5 SISTEMA TEGUMENTAR Videoaula de Encerramento Videoaula de Encerramento Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR Olá, estudante! Nesta videoaula, você vai mergulhar no fascinante mundo do sistema tegumentar, explorando as diferentes camadas da pele, suas funções vitais e como elas impactam diretamente sua prática profissional. Entender os mecanismos de proteção, regulação térmica e sensibilidade da pele é fundamental para diversas áreas, desde a dermatologia até a enfermagem. Prepare-se para essa jornada de aprendizado e descoberta! Vamos lá! Faça o download do arquivo Ponto de Chegada Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/80473229-4cc2-45cc-9848-7ddaa0047132/52/7478dcf3-4f15-537d-8177-3440902eb422.pdf Ponto de Chegada O sistema tegumentar, composto por pele, pelos, unhas e glândulas anexas, desempenha um papel crucial no organismo. Essa complexa rede de estruturas integra-se harmoniosamente para manter a homeostase do corpo e proteger contra patógenos. Compreender a anatomia e a fisiologia desse sistema é fundamental para a prática profissional em diversas áreas da saúde! A pele, o maior órgão do corpo humano, é muito mais do que uma simples barreira física. Ela desempenha uma série de funções vitais para nossa sobrevivência e bem-estar. Além de proteger os tecidos internos contra danos mecânicos, químicos e biológicos, a pele regula a temperatura corporal, controla a perda de água, e atua como um importante órgão sensorial, transmitindo informações sobre o ambiente ao redor. As principais camadas da pele são a epiderme (mais superficial) e a derme (mais profunda). O tecido subcutâneo está situado abaixo da derme e não faz parte da estrutura da pele: ele ancora a derme aos tecidos e órgãos subjacentes. Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR A epiderme é composta por tecido epitelial estratificado pavimentoso queratinizado dividido em camadas: camada basal, espinhosa, granulosa, lúcida (presente apenas na pele espessa) e córnea. As células-tronco epidérmicas estão presentes na camada basal e sofrem divisão celular contínua, produzindo queratinócitos para as demais camadas. Os principais tipos celulares encontrados na epiderme são queratinócitos, melanócitos, células de Langerhans e células de Merkel. A derme é composta por tecido conjuntivo, apresentando fibras de colágeno e elastina que conferem resistência e elasticidade à pele. Essa camada é dividida em derme papilar, na qual encontramos fibras colágenas e elásticas finas e delicadas e as papilas dérmicas; e derme reticular, que apresenta fibras colágenas e elásticas mais espessas. Na derme encontramos também vasos sanguíneos, linfáticos e nervos que fornecem nutrientes à epiderme, removem resíduos e transmitem sensações. Além disso, a derme abriga os anexos cutâneos, como os folículos pilosos, glândulas sebáceas e sudoríparas, que desempenham papéis importantes na regulação da temperatura corporal e na proteção contra agentes externos. DisciplinaCIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR A hipoderme ou tecido subcutâneo caracteriza-se por ser composta principalmente por um tipo de tecido conjuntivo especializado, o tecido adiposo. Suas principais características incluem servir como um isolante térmico, ajudar na absorção de choques mecânicos, armazenar energia na forma de gordura (com os adipócitos) e fornecer suporte estrutural para a pele. Além disso, a hipoderme desempenha um papel essencial na fixação da pele aos tecidos subjacentes, como músculos e ossos, ajudando a manter a integridade e a forma do corpo. As estruturas anexas da pele – pelo, glândulas sebáceas, sudoríparas e unhas – se desenvolvem a partir da epiderme embrionária. Os pelos e os folículos pilosos são encontrados em praticamente todo o corpo. Um pelo é uma estrutura complexa composta por uma haste, que constitui a parte visível acima da superfície da pele, e uma raiz, que se estende até a derme e, por vezes, até a camada subcutânea. Cada folículo piloso está associado a uma glândula sebácea, um músculo eretor do pelo e um plexo da raiz do pelo. O crescimento do pelo é um processo cíclico que envolve a divisão das células da matriz no bulbo piloso, passando por estágios de crescimento, regressão e repouso. Além de oferecer proteção contra os raios solares, a perda de calor e Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR a entrada de partículas estranhas, os pelos também desempenham um papel na detecção do toque suave. As unhas ou placas ungueais são estruturas rígidas e mortas compostas por células queratinizadas da epiderme, localizadas nas extremidades dos dedos. Elas apresentam várias partes, incluindo corpo ungueal, margem livre e oculta, lúnula, hiponíquio, leito ungueal, eponíquio e matriz ungueal. A matriz ungueal é responsável pela produção de novas unhas por meio da divisão celular. As glândulas sebáceas são normalmente associadas aos folículos pilosos, exceto nas palmas das mãos, plantas dos pés e algumas áreas específicas. Elas produzem o sebo, uma substância que lubrifica os pelos e a pele, conferindo-lhes impermeabilidade. A obstrução das glândulas sebáceas pode levar ao desenvolvimento de acne. O sebo é secretado pelos sebócitos por meio de secreção holócrina, e é liberado nos folículos pilosos através do canal pilossebáceo. Existem dois tipos de glândulas sudoríparas: as écrinas e as apócrinas. As glândulas sudoríparas écrinas têm uma distribuição ampla, e seus ductos terminam nos poros da superfície da epiderme. Elas são responsáveis Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR principalmente pela termorregulação. Por outro lado, as glândulas sudoríparas apócrinas estão localizadas em áreas específicas do corpo, como axilas, virilhas e aréolas, e seus ductos se abrem nos folículos pilosos. Elas secretam um suor rico em proteínas e lipídios. Enquanto as glândulas sudoríparas écrinas estão envolvidas principalmente na regulação da temperatura corporal, as apócrinas são ativadas durante o estresse emocional, excitação sexual e resposta hormonal. Ao final deste estudo sobre o sistema tegumentar, é imprescindível pensar na importância de compreendermos de forma crítica as características morfofuncionais e histológicas das camadas da pele e seus anexos. Essa competência não apenas nos permite reconhecer a complexidade e a vitalidade desse órgão, como também nos capacita a diagnosticar e tratar uma variedade de condições dermatológicas com maior eficácia. Ao compreendermos profundamente a estrutura e as funções da pele, estamos equipados para oferecer melhores cuidados de saúde aos nossos clientes e pacientes. É Hora de Praticar! Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR É Hora de Praticar! Uma mulher, adulta, 35 anos, durante sua rotina doméstica cotidiana, sofreu um acidente derrubando óleo quente de fritura em sua mão. Com muita dor, foi levada ao Pronto Atendimento mais próximo para que diagnosticassem a gravidade da lesão e seu respectivo tratamento. O médico que a atendeu pôde observar uma grande quantidade de bolhas de base branca, diagnosticando-a como queimadura de 2º grau. Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR Nesse contexto, quais camadas da pele podem ser lesionadas nas queimaduras de 1º, 2º e 3º graus? Quais fatores podem influenciar a dificuldade de reparação desta lesão celular? Reflita Como a estrutura da pele influencia a regulação da temperatura corporal e a proteção contra danos externos? Qual é a importância dos anexos cutâneos, como pelos, glândulas sebáceas e sudoríparas, e unhas, para a saúde e integridade da pele? Como as estruturas anexas da pele contribuem para as funções protetoras e sensoriais da pele? Resolução do Estudo de Caso Para resolução da nossa situação-problema, precisamos compreender o que é uma queimadura. Queimadura é uma lesão na pele ou em outros tecidos corporais causada por diversos agentes, como calor, frio, atrito, produtos químicos, Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR eletricidade ou radiação. Independentemente da causa, esses eventos resultam em danos ao tecido, rompendo a estrutura da pele e prejudicando suas funções. Esses danos podem ser classificados de acordo com a extensão da área de superfície envolvida e a profundidade do dano cutâneo. Em relação à profundidade do dano cutâneo, as queimaduras podem ser classificadas como de espessura parcial (1º e 2º grau) ou espessura completa (3º grau). As queimaduras de 1º grau afetam somente a epiderme, e podem resultar em vermelhidão, dor e edema leve na região. Não há presença de bolhas, e o dano causado ao tecido é mínimo. A restauração do tecido se dá em uma semana, aproximadamente, e não deixa cicatrizes. As queimaduras de 2º grau afetam a epiderme e parte superior da derme. Podem resultar em todos os sinais e sintomas observados na queimadura de 1º grau, além da presença de bolhas. Nesse tipo de queimadura, algumas funções da pele como a proteção e a sensação tátil são perdidas. As estruturas associadas à pele, como folículos pilosos, glândulas sebáceas e sudoríparas, geralmente não são lesionadas. Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR Por fim, as queimaduras de 3º grau destroem completamente a epiderme e a derme, podendo envolver tecidos mais profundos. A maioria das funções da pele é perdida, é observado um edema acentuado e a região queimada fica dormente devido à destruição das terminações nervosas sensoriais. A regeneração da pele ocorre de forma lenta, podendo ser necessário um enxerto de pele para promover o reparo tecidual e minimizar as cicatrizes. Figura 1 | Classificação das queimaduras. Fonte: Vanputte, Jennifer e Russo (2016, p. 151). Existem vários fatores que podem influenciar a dificuldade de reparação dessas lesões celulares, incluindo: Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR Extensão da lesão: quanto maior a área da queimadura e quanto mais profunda for a lesão, mais difícil será o processo de reparação celular. Idade do paciente: indivíduos mais jovens tendem a ter uma capacidade de regeneração celular mais eficiente do que os mais idosos. Estado de saúde prévio: condições médicas preexistentes, como diabetes ou comprometimento imunológico, podem dificultar a cicatrização de feridas. Presença de infecções: infecções secundárias nas áreas queimadas podem complicar o processo de cicatrização e aumentar o risco de complicações. Localização da queimadura: queimaduras em áreas como articulações ou regiões de dobras da pele podem ser mais difíceis de tratar devido à mobilidade constante e atrito. Tratamento adequado: a administração precoce de cuidados médicos adequados, incluindo limpeza, desbridamento e curativos apropriados, pode influenciar significativamentea velocidade e a eficácia da cicatrização. Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR Assimile O material a seguir é uma viagem visual pelo sistema tegumentar, destacando os principais componentes e funções da nossa pele. Desde a epiderme até o tecido subcutâneo, vamos explorar as camadas, células e estruturas que compõem esse incrível órgão, o maior do corpo humano! Referências Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR JUNQUEIRA, L. C. U.; CARNEIRO, J. Histologia Básica: Texto e Atlas. 14. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2023. PAWLINA, W. Ross Histologia – Texto e Atlas. 8. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 16. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2023. VANPUTTE, C.; JENNIFER, R.; RUSSO, A. Anatomia e fisiologia de Seeley. 10. ed. Porto Alegre: Grupo A, 2016. WAUGH, A. Ross & Wilson – Anatomia e Fisiologia Integradas. 13. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. Disciplina CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS DOS SISTEMAS TEGUMENTAR, LOCOMOTOR E REPRODUTOR