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3 CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI MARCIANA DA SILVA ARAUJO O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA EM AMBIENTES ESCOLARIZADOS: A ESCOLA COMO ESPAÇO DE TENSÕES E POSSIBILIDADES RODRIGUES ALVES/ACRE 2025 MARCIANA DA SILVA ARAUJO O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA EM AMBIENTES ESCOLARIZADOS: A ESCOLA COMO ESPAÇO DE TENSÕES E POSSIBILIDADES Projeto de Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à disciplina de TCC 1 do Curso de Licenciatura em Educação Física, do Centro Universitário FAVENI-UNIFAVENI, como requisito parcial para avaliação. Orientador: Prof. Me. Clairton Edinei dos Santos RODRIGUES ALVES/ACRE 2025 SUMÁRIO 1 JUSTIFICATIVA 3 2 DEFINIÇÃO DO PROBLEMA E HIPÓTESES 4 2.1 PROBLEMA 4 2.2 HIPÓTESES 4 3 OBJETIVOS 5 3.1 OBJETIVO GERAL 5 3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 5 4 REFERENCIAL TEÓRICO E/OU REVISÃO DE LITERATURA 6 4.1 REFERENCIAL TEÓRICO 6 4.2 REVISÃO DE LITERATURA 6 6 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 7 7 RESULTADOS ESPERADOS 8 8 CRONOGRAMA 9 REFERÊNCIAS 10 ANEXOS 11 ANEXO A – ENTREVISTA 11 1 JUSTIFICATIVA . O presente estudo tem como finalidade analisar o processo histórico e pedagógico de desenvolvimento da Educação Física no contexto escolar, com ênfase nas séries iniciais do ensino fundamental. A pesquisa busca compreender como a disciplina, ao longo do tempo, consolidou-se como componente essencial na formação integral do aluno, contribuindo para a construção da identidade, da autoestima, da cooperação e da qualidade de vida. De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN, 2001), a Educação Física desempenha papel fundamental na formação do indivíduo, pois promove o desenvolvimento global — físico, motor, cognitivo, afetivo e social — por meio de atividades corporais significativas. As práticas corporais permitem aos alunos conhecer e valorizar o próprio corpo, compreender limites e potencialidades, fortalecer vínculos afetivos e construir atitudes de respeito e solidariedade . (MOREIRA, Marco Antonio 2010).Nesse sentido, a disciplina se constitui como espaço privilegiado para a promoção da saúde e da cidadania, aproximando-se das demais áreas do conhecimento em sua função formadora. Historicamente, a Educação Física no Brasil passou por diferentes momentos, marcados por transformações políticas, legais e pedagógicas que influenciaram sua identidade no ambiente escolar. Conforme o Conselho Federal de Educação Física (CONFEF, 2002), a área evoluiu de práticas centradas na recreação e na ginástica para um campo de saber com fundamentação científica, comprometido com a formação integral do ser humano e com a promoção de uma vida ativa e saudável. Ainda assim, persistem desafios quanto ao seu reconhecimento pleno como componente curricular de igual relevância às demais disciplinas. A escolha desta temática decorre de uma reflexão sobre a figura do professor de Educação Física, sua identidade docente e as práticas pedagógicas adotadas nas séries iniciais. Trata-se de um tema relevante em três dimensões: pessoal, por possibilitar a articulação entre teoria e prática adquiridas ao longo da formação; social, por contribuir com a compreensão da importância da Educação Física no desenvolvimento de valores e atitudes fundamentais à convivência escolar; e acadêmica, por abrir espaço a novas investigações que ampliem o debate sobre a atuação docente e o ensino da Educação Física. O desenvolvimento da disciplina de Educação Física nas séries iniciais tem como propósito despertar o gosto pela atividade física, estimulando hábitos saudáveis e atitudes positivas desde a infância. Nessa perspectiva, o professor atua como mediador do conhecimento e agente de formação, sendo responsável por propor estratégias que integrem o movimento, o jogo e a ludicidade ao processo de ensino-aprendizagem, favorecendo a construção de saberes motores e sociais que acompanharão o aluno em diferentes fases da vida. Justifica-se, portanto, este estudo pela necessidade de fortalecer a compreensão sobre a importância da Educação Física escolar e suas contribuições para o desenvolvimento integral do indivíduo. A disciplina, ao promover o desenvolvimento motor, a percepção de lateralidade, o senso de tempo e espaço, a promoção da saúde e a cultura corporal, desempenha papel central na formação do cidadão crítico, participativo e consciente de seu corpo e de suas relações sociais. A pesquisa, de caráter bibliográfico, fundamenta-se na análise de autores que discutem a relevância da Educação Física no contexto escolar, buscando evidenciar sua contribuição para uma sociedade mais ativa, saudável e harmoniosa. 2 DEFINIÇÃO DO PROBLEMA E HIPÓTESES 2.1 PROBLEMA Como as práticas pedagógicas e estratégias de ensino dos professores de Educação fisica contribuem para o desenvolvimento integral dos alunos nas séries iniciais do ensino fundamental? 2.2 HIPÓTESES H1: A prática pedagógica da Educação Física nas séries iniciais favorece o desenvolvimento motor e social dos alunos. H2: A formação docente influencia diretamente as estratégias de ensino adotadas pelo professor de Educação Física. 3 OBJETIVOS 3.1 OBJETIVO GERAL Analisar as práticas pedagógicas e estratégias de ensino dos professores de Educação Física nas séries iniciais, identificando sua contribuição para o desenvolvimento integral dos alunos. 3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS . · Descrever o papel do professor de Educação Física nas séries iniciais. · Identificar as estratégias pedagógicas mais utilizadas e suas finalidades educativas. · Avaliar como as práticas docentes contribuem para o desenvolvimento motor, social e afetivo dos alunos. 4 REFERENCIAL TEÓRICO E/OU REVISÃO DE LITERATURA 4.1 REFERENCIAL TEÓRICO O contexto da educação, o professor além de ser educador é transmissor de conhecimento. Deve si colocar como ponte entre o estudante e o conhecimento, como mediador, a fim de gerar o processo de construção do aluno, aprender a “pensar” e a questionar por si mesmo e não mais receber passivamente as informações. (SOUZA, João Francisco 2009). Segundo Freire (1979), o docente precisa assumir o papel de agente capaz de gerar ações para a base de uma boa formação escolar em uma sociedade pensante. Porém, deve ter e encarar o seu verdadeiro compromisso e caminho do aprender a ensinar. Assim um educador precisa sempre, ter em si mesmo a capacidade de comprometer-se e responsabilizar-se a cada dia, renovar sua forma pedagógica para, da melhor maneira, atender a seus alunos, assumir o seu papel e se interessar em realmente aprender a ensinar. (MOREIRA, Marco Antonio 2010). Visualizar seu verdadeiro papel como protagonista na formação de reflexões e bases concretas de pensamento e atitude para o consequente desenvolvimento humano. O exercício da profissão através das experiências adquiridas no processo de formação, além das eventuais discussões com colegas da área educacional, possibilita demonstrar de maneira clara, com objetivos e práticas bem estruturadas, o que é indispensável para formação humana. (SOUZA, João Francisco 2009). Entretanto, essa formação é um processo continuado que envolve a busca por adquirir o conhecimento histórico-social com o foco de seu interesse, na prática da responsabilidade de oferecer ao aluno a busca do conhecimento na apropriação do saber de forma a fornecer a capacidade de auto-análise, de crítica, da busca constante de formar discentes pensantes, autônomos e críticos. (SOUZA, João Francisco 2009). A aprendizagem não se faz só no contexto curricular, mas levam-se em consideração amplos conteúdos históricos e de vida social, para desenvolvimento humano. (FONTANA, 2000). Nesse sentido, deve-se considerar as experiências 15 sociais acumuladas de cada aluno e seu contexto social de modo a construir relações entre educação e cultura como característica de situações de aprendizagem em mediação interpessoal. Pois para os Parâmetros Curriculares Nacionais (2001), a construção individual e social ocorre através do professor. A transmissão direta ou indireta pelo professor,afirmam Fontana e Cruz (1997), deixa de esperar das crianças a condição só do ouvir e as tornam agentes de ação e expressão, em situações que elas possam agir e serem ouvidas em suas elaborações e assim desenvolvam atividades intelectuais novas e complexas, para uma aprendizagem critica e ativa. É neste sentido que consiste a intervenção e o papel do professor na prática educativa, suas orientações, intervenções e mediações instigam nos alunos independentes de sua idade a pensarem criticamente e se colorarem como sujeitos efetivos e formadores de opinião. (SOUZA, João Francisco 2009). Nas situações históricas de complexidade do desenvolvimento humano, identificar a contribuição da Educação Física para a sociedade é necessária, pois o processo motor e de saúde, articulam a evolução de novas propostas de reflexão, quando podemos identificar as consideráveis influências que a prática de atividade física possibilita ao ser humano(SOUZA, João Francisco 2009). De tal modo, como os professores de outras áreas, o professor de Educação Física tem de forma direta e indireta assumir as inúmeras faces do objetivo de transmitir as informações que representam o processo educacional, e que são indispensáveis ao cotidiano escolar, mas consequentemente proporcionarão os desenvolvimentos cognitivo, social e até a formação crítica dos alunos. MINAYO, M. C. S. 2015. 4.2 REVISÃO DE LITERATURA 2.1 - A construção da identidade do profissional Docente: Desmistificando mitos A identidade do profissional docente é construída durante todo seu percurso acadêmico, é dentro da universidade que o professor começa a dar os primeiros passos para aprender a arte de ensinar. O professor é a base para todas as outras profissões, todo profissional passa pelas mãos de um professor, em contrapartida, esta continua sendo uma das profissões mais desvalorizadas que existem, o salário de um professor não é adequado a sua carga de trabalho e muitas vezes ele precisa complementar sua renda com outros contratos, e o trabalho do professor não inicia na hora que a aula começa ou termina no seu fim, ele vai além, começa nos planejamentos, se estende durante as aulas e finaliza com correções de provas e atividades. É um trabalho constante. (MOREIRA, Marco Antonio 2010). Quando se iniciou a educação das massas no Brasil não haviam profissionais qualificados para o magistério, então os professores leigos ficaram à frente desse movimento e antes de assumirem sua função, eram obrigados a fazer um juramento de fidelidade aos princípios da igreja. Em 1835, surgiram as primeiras escolas voltadas para a formação dos docentes, o foco estava no caráter do professor, já que ele deveria ser o exemplo de valores morais, religiosos, ordem e respeito. Com as constantes mudanças ocasionadas pela globalização, a escola e os professores tiveram que se adaptar às novas metodologias de ensino, evidenciando a necessidade de uma formação que condiz com o atual cenário em que vivemos, uma formação que vá além da académica e que desenvolva amplas habilidades nesse indivíduo que hoje é conhecido como mobilizador de saberes. Dessa forma, o professor necessita de muitas estratégias para agir e enfrentar diversas situações que não são apresentadas em sua formação. Assim, o professor passa a ser reconhecido num processo de auto formação, de reelaboração dos saberes iniciais em confronto com a prática vivenciada. Assim, observamos que o professor teve que reconstruir sua identidade, vivendo num constante processo de atualizações e inovações. (MOREIRA, Marco Antonio 2010). A formação continuada faz parte das faces/interfaces desse profissional docente do século XXI, pois ser professor é ser um eterno aprendiz, estudos constantes para conseguir fazer o aluno aprender, o método perfeito não existe, o que existe são horas de planejamento, visando a necessidade daquele grupo, levando em consideração as mazelas sociais que aquelas crianças podem estar inseridas, e através de todo esse levantamento prévio da realidade, vem toda a questão teórica, qual método se adequa melhor para fazer o aluno aprender. É necessário desmistificar a imagem do professor como alguém que sabe de tudo, e o colocar em um lugar de aprendiz, alguém que está aprendendo enquanto ensina, os alunos também têm saberes a ensinar, as particularidades de cada turma, cada aluno, vai moldar o professor, porque ele vai entender que nem todos aprendem igual, que nenhum método de ensino é infalível e que não existe uma receita pronta para se ensinar ou aprender. Na formação dos licenciados, a tradição é a preparação do acadêmico para a docência especializada, inspirada na organização dos bacharelados que não se tem revelado a dimensão pedagógica da formação profissional. Em ambas, não raro o tratamento das demais dimensões da atuação profissional, como participação na gestão dos processos de intervenção com autonomia, seja na relação como o projeto educativo na escola ou o projeto institucional, seja o relacionamento com alunos e com comunidade, é pouco considerado. (BURKOWSKI; VASCONCELOS, 2006, p. 1) Os profissionais de Educação Física, assim como os profissionais de outras licenciaturas, sofrem com a desvalorização da prática docente, tendo as dimensões de sua atuação profissional distorcida, que enxerga a disciplina de educação física como uma matéria onde os alunos apenas realizam jogos e não agrega valores as suas formações. MINAYO, M. C. S. 2015. 2.2 - Prática Pedagógica e Estratégias de Ensino na disciplina de Educação Física A prática pedagógica dos professores que atuam na educação é de suma importância para indivíduos formados dentro do processo de escolarização que requer uma maior atenção para estes, pelo fato de apresentar maiores dificuldades, tornando assim o professor uma peça chave para mediar esse processo constituindo de forma a garantir para esses indivíduos uma educação capaz de suprir suas falhas educacionais. Souza, (2009, p. 34), define prática pedagógica como: Processos educativos em realização, historicamente situados no interior de uma determinada cultura, organizados, de forma intencional, por instituições socialmente para isso designadas implicando práticas de todos e de cada um de seus sujeitos na construção do conhecimento necessário a atuação social, técnica e tecnológica. Entendendo dessa forma a prática pedagógica em sua inteira dimensão não se limita apenas a educação dentro dos espaços educacionais, contudo está presente na construção social humana, durante toda a vida. Torna-se de suma importância a adoção de uma prática pedagógica capaz de transformar a realidade de estudantes. E como bem sabemos educação é vista como fator de transformação social, no sentido de formação humana do sujeito, tornando o conhecimento de um indivíduo diante a sociedade indispensável, visto que este é usado em todos os momentos durante toda a vida. . MINAYO, M. C. S. 2015. As práticas pedagógicas são um fator primordial dentro de uma sala de aula, porque é por meio dela que se desenvolve uma ação pedagógica crítica capaz de levar o professor a refletir sobre os seus métodos de ensino, na disciplina de Educação Física não é diferente, apesar de ser vista como uma matéria de apoio, muitas vezes suas aulas são marginalizadas, por meio de pensamentos como “a Educação Física ficaria responsável pela parte educacional do corpo, a parte motora, enquanto a mente, o intelecto, ficaria a cargo dos demais docentes”. (Bertini, 2013, p. 467 – 483). Este pensamento desvaloriza a importância da disciplina e do educador físico, que são vistos como desnecessários ou com pouco valor educacional. (MOREIRA, Marco Antonio 2010). O professor no contexto escolar, deve criar estratégias de ensino em sua prática pedagógica precisa conhecer a necessidade de se colocar em um ponto norteador do processo ensino e aprendizagem de seus alunos, tendo a certeza que sua prática pedagógica em sala de aula tem papel modificador na criação e desenvolvimento intelectual destes, reconhecendo dessa forma, que ele tem responsabilidadeno desenvolvimento educacional e pessoal de cada um de seus alunos. Diante essas práticas(SOUZA, João Francisco 2009).vem nos afirmar diante o contexto acima que “o educador é um mediador do conhecimento, diante do aluno que é o sujeito da sua própria formação. Ele precisa construir conhecimento a partir do que faz e, para isso, também precisa ser curioso, buscar sentido para o que faz e apontar novos sentidos para o que fazer dos seus alunos”. Podemos entender dessa forma, que o professor deve ter a necessidade de estar sempre em busca de novos conhecimentos, para que seja possível alavancar a busca de conhecimentos de seus alunos, fazendo com que estes criei em si a necessidade de estar sempre buscando algo novo que contribua com sua formação. Gadotti (2000, p.9) afirma ainda que, Os educadores, numa visão emancipadora, não só transformam a informação em conhecimento e em consciência crítica, mas também formam pessoas. Diante dos falsos pregadores da palavra, dos marketeiros, eles são os verdadeiros “amantes da sabedoria”, os filósofos de que nos falava Sócrates. Eles fazem fluir o saber (não o dado, a informação e o puro conhecimento), porque constroem sentido para a vida das pessoas e para a humanidade e buscam, juntos, um mundo mais justo, mas produtivo e mais saudável para todos. Por isso eles são imprescindíveis. Podemos ver então a importância que o professor tem perante a sociedade e principalmente dentro de uma sala de aula, pois é por meio destes que o conhecimento é transformado, e passado da forma a contribuir para seus educandos. Tornando necessário a criação e desenvolvimento de estratégias de ensino e prática pedagógica capaz de beneficiar suas ações, permitindo desse modo buscar formas didáticas e metodológicas beneficentes no processo ensino e aprendizagem para com seus alunos. (SOUZA, João Francisco 2009). Mediante o exposto, podemos ver a prática pedagógica como algo que requer uma compreensão por parte do professor, de que o conhecimento repassado de forma adequada, ensinando os alunos de forma crítica contribui para o processo de aprendizagem destes. Onde o professor teve ter em si a necessidade de desenvolver planejamentos de conteúdos e metodologias que sejam relevantes e que sejam diversificados conforme uma realidade que esteja mais próxima desses alunos para que isto possa estimular o aluno de uma forma que estes queiram cada vez mais fazer parte e fortalecer seu processo de ensino aprendizagem. 6 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS A metodologia que será utilizada neste projeto basear-se-á em uma pesquisa de revisão bibliográfica, com o propósito de reunir, analisar e discutir produções científicas que abordem a Educação Física escolar, especialmente no contexto das séries iniciais do ensino fundamental. Serão consultadas fontes teóricas e empíricas relevantes, incluindo livros, artigos científicos completos publicados em periódicos especializados, dissertações, teses e documentos oficiais, disponíveis em bases de dados acadêmicas como SciELO, Google Scholar e Periódicos CAPES. De acordo com (SOUZA, João Francisco 2009). a pesquisa bibliográfica consiste na análise de material já publicado, possibilitando ao pesquisador o contato direto com as contribuições teóricas existentes e a ampliação da compreensão sobre o objeto estudado. Segundo Gil (2017), esse tipo de pesquisa permite identificar lacunas no conhecimento e fundamentar novas reflexões e interpretações acerca do tema proposto. A coleta e a seleção das fontes serão realizadas conforme critérios de relevância, atualidade e confiabilidade científica, priorizando publicações que tratem da formação docente, das práticas pedagógicas e do papel da Educação Física no desenvolvimento integral dos alunos. Após a seleção do material, será feita uma análise crítica e interpretativa do conteúdo, com o objetivo de identificar convergências e divergências teóricas, bem como destacar contribuições significativas para a compreensão do papel da Educação Física nas séries iniciais. 7 RESULTADOS ESPERADOS Espera-se que esta pesquisa, ao realizar uma revisão bibliográfica sobre a Educação Física nas séries iniciais do ensino fundamental, produza uma compreensão ampla e criticamente fundamentada sobre o processo histórico e pedagógico de consolidação da disciplina no currículo escolar. A análise das fontes deve permitir reconstituir os principais marcos que atravessaram a área no Brasil, evidenciando a passagem de perspectivas mais higienistas, militarizadas ou recreacionistas para abordagens que reconhecem a Educação Física como campo de conhecimento comprometido com a formação integral, em diálogo com transformações sociais, políticas e educacionais (PCN, 2001; CONFEF, 2002). Nesse percurso, espera-se identificar como a disciplina foi ganhando legitimidade pedagógica ao assumir a cultura corporal de movimento como objeto de ensino e ao se aproximar de concepções críticas de educação que rompem com a ideia de mera atividade física sem intencionalidade educativa (Freire, 1979; Gadotti, 2000). A revisão também deve descrever e problematizar o papel do professor de Educação Física nessa etapa escolar, apontando-o como mediador de experiências corporais significativas e agente central na produção de aprendizagens motoras, afetivas, cognitivas e sociais, o que converge com a noção de docência comprometida com a autonomia e a criticidade do aluno (Souza, 2009; Fontana, 2000). Espera-se ainda mapear estratégias pedagógicas frequentemente destacadas na literatura para os anos iniciais — como jogos, brincadeiras, atividades rítmicas, desafios motores e práticas cooperativas — e compreender suas finalidades educativas para além do desempenho físico, valorizando a ludicidade, a inclusão e a formação de valores (Moreira, 2010; Bertini, 2013). Quanto às hipóteses, a tendência é que os estudos encontrados reforcem que práticas pedagógicas bem planejadas contribuem diretamente para o desenvolvimento motor (coordenação, lateralidade, noção espaço-tempo, equilíbrio) e para dimensões sociais e afetivas (cooperação, respeito, autoestima, empatia), confirmando a Educação Física como promotora de saúde, cidadania e qualidade de vida desde a infância (PCN, 2001; Minayo, 2015). Do mesmo modo, espera-se encontrar evidências consistentes de que a formação inicial e continuada influencia as escolhas metodológicas do professor, determinando em grande parte a diversidade, criticidade e intencionalidade das aulas, o que sustenta a hipótese de relação causal entre formação docente e estratégias de ensino (Souza, 2009; Gil, 2017; Burkowski & Vasconcelos, 2006). Por fim, é esperado que a pesquisa explicite desafios ainda persistentes, como a desvalorização simbólica da disciplina, a redução de suas aulas a momentos livres ou meramente recreativos e as limitações estruturais das escolas, apontando lacunas teóricas e práticas que demandam aprofundamento científico e políticas educacionais mais efetivas. Assim, o produto final da revisão deverá ser uma síntese crítica capaz de reafirmar a relevância da Educação Física escolar nos anos iniciais, indicar quais práticas docentes mais favorecem o desenvolvimento integral e oferecer subsídios teóricos para qualificar o trabalho pedagógico e inspirar novas investigações sobre a atuação docente no campo. 8 CRONOGRAMA ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA Meses do ano Atividades/etapas da pesquisa 2025 2025 fev mar abr mai jun jul ago set out nov Definição do tema da pesquisa x Elaboração da introdução x Início da revisão bibliográfica ou referencial teórico x Início do material e Métodos/Procedimento s medodológicos x Sequência/Finalizaçã o da revisão de literatura ou referencial teórico x Sequência/finalização do material e métodos/ Procedimentos medodológicos x Elaboração do resumo x Metodologia / Coleta dos dados e informações xRedação da versão preliminar do artigo ou monografia. x Elaboração das considerações finais Finalização do Resumo x Entrega do artigo ou monografia definitivo para a banca x Apresentação oral do TCC para a banca x Correções propostas pela banca x REFERÊNCIAS BERTINI JUNIOR, Nestor e TASSONI, Elvira Cristina Martins. A educação física, o docente e a escola: concepções e práticas pedagógicas. Rev. Bras. Educ. Fís. Esporte [online]. 2013, vol.27, n.03, pp.467-483. ISSN 1981-4690. BURKOWISKI, A. A. M; VASCONCELOS, A.P.S.L. As práticas pedagógicas nos cursos de licenciatura e graduação em Educação Física da Faculdade Metodista Granbery. Juiz de Fora: Faculdade Metodista Granbery, 2006. GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2008. GADOTTI, M. Perspectivas atuais da educação. Porto Alegre, Ed. Artes Médicas, 2000. GRAÇA, A.; PINTO, D. Por um jogo melhor jogado. In: FERREIRA, A.P. et al. (Eds.). Gostar de basquetebol: ensinara jogar e aprender jogando. Lisboa: Edições FMH, 2004. p.194-212. MICHEL, Maria Helena. Metodologia e Pesquisa Cientifica em Ciências Sociais. 3. ed.Sao Paulo: Atlas S.a, 2015. 284 p. MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 14. ed. São Paulo: Editora Hucitec, 2015. MOREIRA, Marco Antonio. 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