Prévia do material em texto
1 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br ANÁLISE ERGONÔMICA DO TRABALHO Estabelecimento: VALMASTER INDUSTRIA E COMERCIO DE VALVULAS LTDA Elaboração: Fevereiro/ 2026 mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 2 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br SUMÁRIO IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA ..................................................................................................... 3 RESPONSABILIDADE TÉCNICA .................................................................................................... 4 RESPONSABILIDADE PEA EXECUÇÃO DA AÇÕES .................................................................... 4 ERGONOMICAS CORRETIVAS ..................................................................................................... 4 OBJETIVO GERAL .......................................................................................................................... 4 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ............................................................................................................ 4 METODOLOGIA .............................................................................................................................. 5 ESTAPAS DE ELABORAÇÃO DO DOCUMENTO .......................................................................... 7 AGENTES AMBIENTAIS ................................................................................................................. 9 DEFINIÇÃO DOS GRUPOS HOMOGÊNEOS DE EXPOSIÇÃO - GHE ........................................ 14 AVALIAÇÕES ................................................................................................................................ 16 AVALIAÇÕES ERGONÔMICAS DO TRABALHO ......................................................................... 16 ANEXOS ...................................................................................................................................... 120 FERRAMENTAS DE ANÁLISE .................................................................................................... 122 BIBLIOGRAFIA ............................................................................................................................ 134 ENCERRAMENTO ...................................................................................................................... 135 mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 3 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br 1 – IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA Razão Social: VALMASTER INDUSTRIA E COMERCIO DE VALVULAS LTDA CNPJ: 08.599.221/0001-30 Endereço: Rua João Alfredo, 566 – CEP: 04747-0001- Santo Amaro – São Paulo/SP Funcionários: 753 CNAE Principal: 2813-5/00 Grau de Risco: 3 Atividade Econômica: Fabricação de válvulas, registros e dispositivos semelhantes, peças e acessórios mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 4 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br 2 – RESPONSABILIDADE TÉCNICA 2.1 - RESPONSÁVEIS PELA EXECUÇÃO DAS AÇÕES ERGONÔMICAS CORRETIVAS: A minimização e/ou eliminação dos riscos, bem como demais recomendações registradas neste estudo são de responsabilidade, única e tão somente da empresa contratante, cabendo a esta prover os recursos, humanos e materiais, para a regularização da situação. 3 – OBJETIVO GERAL Esta Análise Ergonômica tem por finalidade o atendimento a alínea "a", do item 1.7, da NR -1 - "Disposições Gerais"; ao inciso I, Art. 157, da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, Lei no 6514/77; ao subitem 17.1.2, da NR-17 “ Ergonomia “- Portaria MTb 3751, de 23/11/90, que regulamenta os artigos 198 e 199, Seção XIV -"Da Prevenção da Fadiga", da CLT; as alíneas "a", "c" e "d", do item 4.12, da NR-4 - "Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho" , de modo a garantir o máximo conforto, segurança e desempenho os trabalhadores que ali labutam. Igualmente, constitui-se num guia que facilitará à Administração da Empresa, a atingir a meta principal deste Laudo, qual seja, a eliminação ou neutralização de possíveis riscos acentuados de lesões mediatas (à saúde) e lesões imediatas (integridade física), as quais, porventura, possam estar expostos os seus trabalhadores, durante a execução de suas tarefas laborais. A abrangência deste laudo seguirá aos parâmetros definidos pela NR-17 da Portaria 3214/ 78 do então MTb, sendo: - Levantamento, transporte e descarga individual de material; - Mobiliário e equipamentos dos postos de trabalho; - Condições ambientais (calor, ruído, iluminação); - Organização do trabalho; - movimentação (posturas, espaços, alcances físicos e visuais). 4 – OBJETIVOS ESPECÍFICOS Identificar e quantificar os riscos ambientais, relacionados à Ergonomia do Trabalho, em cada grupo homogêneo de exposição. Promover a melhoria no ambiente de trabalho e a preservação da saúde e integridade física dos colaboradores, assim como a melhoria do desempenho e qualidade das atividades profissionais. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 5 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br 5 – METODOLOGIA A ergonomia é a área da ciência que estuda os conhecimentos relativos ao homem para a concepção de instrumentos, máquinas e dispositivos que proporcionem uma melhor adaptação ao ambiente de trabalho. Para isso, porém, é fundamental que a análise comportamental seja baseada em perspectivas de estudo científico e tenha uma estratégia para decompor a atividade em indicadores observáveis. Normalmente, essa divisão é feita entre postura, exploração visual e deslocamento. Cada um desses componentes é observado até possibilitar a formulação de hipóteses científicas, que são a ordenação de fatos até alcançar uma conclusão fundamentada na lógica. A partir das hipóteses, o pesquisador precisa ordená-las para que seu trabalho tenha um status científico. Essa organização deve ser acompanhada das imposições práticas inerentes a cada atividade e relacionadas a cada tipo de ambiente. As técnicas de observação da ergonomia são divididas entre objetivas e subjetivas. A primeira categoria compreende registros em vídeo para criar padrões de movimento e comportamento. A outra abordagem possível, também chamada de indireta, é o tratamento do indivíduo por meio de questionários e entrevistas. Esseprecocemente desgastes, falhas estruturais ou mau funcionamento dos mecanismos de ajuste; • Garantir a substituição de cadeiras que apresentem defeitos estruturais ou que não possibilitem mais os ajustes mínimos recomendados; • Encaminhar cadeiras com potencial de reaproveitamento para reforma técnica, mantendo o padrão ergonômico exigido; • Priorizar a utilização de cadeiras com apoio de braços reguláveis, possibilitando suporte adequado aos membros superiores, reduzindo sobrecarga em ombros e região cervical; • Avaliar a adequação da altura, largura e regulagem dos apoios de braços, garantindo que permitam posicionamento neutro dos ombros (sem elevação ou abdução excessiva) e alinhamento adequado dos cotovelos próximos ao corpo; • Verificar a compatibilidade do apoio de braços com a altura da mesa, evitando compressão de antebraços ou elevação compensatória dos ombros. A manutenção periódica e a escolha adequada de cadeiras com apoio de braços contribuem significativamente para a prevenção de sobrecarga musculoesquelética em ombros, trapézio e membros superiores, além de assegurar a continuidade das condições ergonômicas adequadas ao longo do tempo. C.4 – Suporte para Documentos - Referência: NR-17, item 17.4.2-a Referência normativa: Norma Regulamentadora NR-17 – item 17.4.2, alínea “a” Aplicação: GHE 01 – Setor Administrativo Durante a avaliação ergonômica do GHE 01, não foi evidenciada a necessidade técnica obrigatória de suporte para documentos no cenário atual. As atividades desempenhadas apresentam caráter administrativo variado e acíclico, com digitação intercalada por leitura eventual, conferência de informações em tela, consultas pontuais mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 36 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br a documentos físicos e interações operacionais. Não foi identificada exigência de consulta simultânea e contínua a documentos impressos posicionados fora do campo visual primário. Também não foram observadas posturas forçadas de flexão cervical sustentada, inclinações repetitivas do tronco ou rotações excessivas de cabeça decorrentes da leitura de documentos físicos. A organização atual do posto permite acesso funcional aos materiais sem sobrecarga biomecânica relevante. Condições Observadas – GHE 01 • Digitação não contínua e fragmentada ao longo da jornada. • Consulta esporádica a documentos físicos. • Ausência de manutenção prolongada de flexão cervical. • Boa variabilidade de tarefas e alternância postural espontânea. Recomendações Técnicas Embora não haja obrigatoriedade atual de implementação de suporte para documentos, recomenda-se: ✔ Monitorar periodicamente a rotina do GHE 01, especialmente em situações de aumento de demanda documental, auditorias, implantação de novos sistemas ou mudanças processuais. ✔ Caso passe a ocorrer digitação contínua com consulta simultânea frequente a documentos físicos, recomenda-se a adoção de suporte ajustável para documentos, preferencialmente posicionado entre o teclado e o monitor ou lateralmente no mesmo plano visual. ✔ Garantir que eventual suporte utilizado permita: • Ajuste de altura e inclinação; • Manutenção da cervical em posição neutra; • Redução da movimentação repetitiva de cabeça e olhos. A adoção preventiva dessa medida poderá contribuir para minimizar risco de sobrecarga cervical e prevenir distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT), mantendo a conformidade ergonômica do GHE 01 conforme os princípios da NR-17. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 37 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br C.5 – Ofuscamento Visual - Referência: NR-17, item 17.4.2-b Referência normativa: Norma Regulamentadora NR-17 – item 17.4.2, alínea “b” Aplicação: GHE 01 – Setor Administrativo Conforme avaliação realizada no GHE 01, não foram identificadas condições de ofuscamento visual direto ou indireto que comprometam o desempenho das atividades em postos informatizados. A iluminação do ambiente apresenta distribuição homogênea, com nível compatível às exigências da atividade administrativa. Não foram observados reflexos intensos na tela do monitor, incidência direta de luz natural sobre o campo visual do trabalhador ou contrastes luminosos excessivos entre monitor e ambiente. A disposição dos monitores em relação às fontes de luz (naturais e artificiais) encontra-se adequada, evitando reflexos especulares e desconforto visual. Condições Observadas – GHE 01 • Ausência de reflexos diretos na tela dos computadores. • Iluminação artificial distribuída de forma uniforme. • Monitores posicionados lateralmente às janelas, quando existentes. • Não evidenciada queixa de desconforto visual recorrente durante a amostragem observacional. Análise Técnica O ofuscamento pode ocorrer por: • Ofuscamento direto: incidência luminosa intensa diretamente no campo visual do trabalhador. • Ofuscamento indireto (reflexo): reflexão da luz na superfície do monitor ou mobiliário. Nenhuma dessas condições foi identificada de forma significativa no GHE 01. Recomendações Preventivas Mesmo diante da conformidade observada, recomenda-se: ✔ Manter controle periódico das condições de iluminação, especialmente após mudanças de layout ou substituição de luminárias. ✔ Garantir que os monitores permaneçam posicionados perpendicularmente às janelas, evitando incidência frontal ou traseira de luz natural. ✔ Utilizar cortinas, persianas ou películas difusoras quando houver aumento de luminosidade externa. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 38 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br ✔ Orientar os colaboradores quanto ao ajuste de brilho e contraste do monitor, conforme preferência individual e conforto visual. ✔ Incentivar pausas visuais regulares (regra 20-20-20: a cada 20 minutos, olhar para algo a 20 pés por 20 segundos), contribuindo para redução da fadiga ocular. A manutenção dessas medidas assegura a preservação da saúde visual dos trabalhadores do GHE 01 e mantém o ambiente em conformidade com os requisitos ergonômicos previstos na NR-17. C.6 - Tipo de teclado, mouse e apoio ergonômico: NR17 (itens17.4.1 e 17.4.3 -b,c) Durante a análise ergonômica das condições de trabalho nos postos avaliados, observou-se que os periféricos utilizados (teclado e mouse) atendem aos requisitos mínimos de ergonomia estabelecidos pela NR-17 e pelas normas técnicas aplicáveis. Teclado: • Tipo independente, destacável da unidade de vídeo; • Mobilidade adequada, permitindo ao colaborador ajustar sua posição conforme a necessidade da tarefa e seu conforto postural; • Possui teclas de tamanho e espaçamento padrão, favorecendo a digitação com menor exigência de força e amplitude de movimento dos dedos. Mouse: • Modelo independente, de fácil manuseio; • Tecnologia óptica, que garante precisão e evita esforço repetitivo por falhas de rastreamento; • Equipado com scroll (botão de rolagem), favorecendo a navegação em documentos e sistemas sem excessivo movimento do punho.Apoios Ergonômicos: • Não foram observados apoios específicos para punho ou antebraço junto ao teclado ou mouse nas amostras avaliadas. • Apesar disso, não foram identificados indícios de desconforto ou queixa por parte dos usuários quanto ao uso prolongado dos periféricos, o que sugere compatibilidade entre os recursos disponíveis e as exigências biomecânicas da tarefa. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 39 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br Recomendações: Embora os equipamentos estejam em conformidade com a NR-17, recomenda-se como ação preventiva: • Disponibilização de apoios ergonômicos (para punho e antebraço) como opção complementar, principalmente para colaboradores que realizem tarefas de digitação com maior frequência ou por períodos prolongados; • Avaliação periódica do estado dos periféricos, especialmente quanto ao desgaste de teclas, botões e superfície de contato do mouse, garantindo conforto e precisão; • Orientações técnicas ou treinamentos periódicos sobre a correta regulagem da posição dos periféricos, prevenindo desvios posturais e minimizando o risco de distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT). Recomendações: Instalação de apoio de pulso para o teclado e pad mouse com apoio de punho para os mouses. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 40 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br C.7 – Leitura da tela do monitor: NR17 (itens17.4.3-a) Os postos de trabalho destes cargos alguns possuem dispositivos de regulagem de altura para os monitores sobre os tampos das mesas. A regulagem da altura dos monitores dos computadores, através do treinamento de capacitação, estabelece conformidade com os princípios prevencionistas para a incidência de afecções osteomusculares e diminui a possibilidade de erros na leitura das informações visualizadas na tela dos monitores dos computadores. Sabe-se que o correto posicionamento do monitor em relação ao usuário também facilita a visualização das informações descritas na tela e interage primariamente na busca de conformidade com os critérios ergonômicos descritos por Bastien e Scapin (1993): • Presteza / condução; • Agrupamento por localização; • Agrupamento por formato; • Feedback; • Legibilidade; • Concisão (Controle); • Ações mínimas .... (Explícito); • Densidade informal; • Ações explicitas; • Controle do usuário; • Flexibilidade; • Experiência do usuário; • Proteção contra erros; • Boas margens de erro; • Correção de erros; • Consistência; • Elementos com significado; • Compatibilidade. • Recomendações: Instalação de altura de monitores em todas as mesas do setor. C.8 - Suporte para os pés: NR-17 (item, 17.3.4) Durante a análise ergonômica, foi constatado que algumas estações de trabalho contam com apoio ergonômico para os pés, enquanto outras não dispõem deste acessório. Importante destacar que a ausência do suporte para os pés não configura inadequação ergonômica quando o mobiliário e o posicionamento do trabalhador permitem a manutenção de posturas adequadas, com os pés apoiados confortavelmente no piso ou outra superfície estável. O uso do apoio para os pés é recomendado principalmente para trabalhadores cuja estatura ou características antropométricas não permitam o contato firme dos pés com o chão, o que pode mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 41 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br comprometer a estabilidade postural e aumentar a tensão nas regiões lombar e inferior dos membros inferiores. Recomendações • A disponibilização do apoio ergonômico para os pés deve ser feita de forma facultativa, respeitando a individualidade antropométrica e o conforto do usuário, que deve ter autonomia para decidir sua utilização; • Recomenda-se que, em casos em que a estatura do colaborador seja inferior à média ou onde o posicionamento do mobiliário inviabilize o contato adequado dos pés com o chão, o suporte seja fornecido e ajustado conforme necessidade específica; • É importante incluir orientações sobre a correta utilização do apoio para os pés durante os treinamentos e capacitações em ergonomia, destacando que o uso correto auxilia na melhoria da circulação sanguínea e na redução da fadiga postural; • Deve-se realizar monitoramento periódico para avaliar se mudanças no mobiliário, na equipe ou nas tarefas possam exigir maior adoção ou ajustes nos apoios para os pés. D – CONDIÇÕES AMBIENTAIS DE TRABALHO NR 17, ITEM 17.5 Para o cargo analisado foi realizada a aferição condições ambientais no setor de labor DADOS GERAIS AVALIAÇÃO QUANTITATIVA Setor Cargo IL U M IN A M E N T O ( L U X ) R U ÍD O d B (A ) T E M P E R A T U R A E F E T IV A ( o C ) V E L O C ID A D E D O A R (m /s ) U M ID A D E R E L A T IV A D O A R ( % ) ADMINISTRATIVO – GHE 01 Todos os colaboradores do setor 585 Lux 58,0 dB(A) 20,5 oC 0,04m/s 58 % As condições ambientais de trabalho estabeleceram conformidade com a NR 17. item 17.5. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 42 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br E – ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO E.1 - Horário de trabalho e turnos: NR-17 (Item 17.6.1) Foi evidenciada a carga horaria de trabalho de 8 horas, com uma hora de intervalo para refeição e flexibilidade irrestrita para executar pausas adicionais para hidratação e uso de banheiro. Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. E.2 - Normas de Produção: NR-17 (Item 17.6.2) Não foi relatado pelos colaboradores entrevistados normas de produção rígida. As normas, escritas ou não, explícitas ou implícitas, que o trabalhador deve seguir para realizar a tarefa. Os colaboradores estão cientes do horário de trabalho, duração e frequência das pausas. Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. E.3 - Autonomia de Operação: NR-17 (Item 17.6.2) Os colaboradores analisados são capazes de decidir e adaptar a forma de execução de seus trabalhos dentro dos preceitos organizacionais estabelecidos. Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. E.4 - Exigência de Tempo: NR-17 (Item 17.6.2) Não é necessária a exigência de fixação de tempo determinado para a execução das atividades laborais analisadas. Os objetivos são fixados pela empresa, porém existem margens de liberdade para que os trabalhadores possam gerenciar seu tempo dentro da jornada de trabalho, de forma que não há elemento de esgotamento (físico). Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. E.5 - Conteúdo das atividades: (Alternância de atividades / Diversificação): NR-17 (Item 17.6.2) As tarefasdesenvolvidas no setor apresentam ampla diversificação, contemplando diferentes tipos de atividades ao longo do processo produtivo. Essa alternância contribui positivamente para o mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 43 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br estímulo cognitivo dos colaboradores, atuando como um importante fator de prevenção da monotonia, que é um dos principais desencadeadores do cansaço mental e da queda de atenção. A distribuição das atividades é realizada de acordo com as competências técnicas específicas e os registros profissionais de cada colaborador, garantindo que nenhuma tarefa seja atribuída sem o devido treinamento prévio, respeitando os limites das funções e evitando desvios ou acréscimos que possam comprometer a segurança e a saúde do trabalhador. Essa organização promove um ambiente de trabalho seguro e saudável, favorecendo o engajamento, a motivação e a manutenção do desempenho adequado, além de minimizar riscos psicossociais decorrentes da repetitividade ou sobrecarga cognitiva. Recomendações Embora a diversificação e a alternância das atividades estejam adequadas, recomenda-se: • Manutenção rigorosa dos programas de capacitação e treinamento, assegurando a atualização constante das competências profissionais e a adequada preparação para eventuais mudanças nas funções; • Monitoramento periódico da carga mental e física, especialmente em momentos de alteração na demanda ou no quadro de colaboradores, para garantir que a diversificação continue promovendo benefícios ergonômicos; • Estimular o feedback contínuo dos colaboradores acerca do conteúdo e da organização das atividades, possibilitando ajustes que melhorem o equilíbrio entre desafios e capacidades individuais; • Promover pausas e intervalos regulares, em consonância com as variações de tarefas, para otimizar a recuperação e a atenção durante a jornada. E.6 - Remuneração e vantagens de qualquer espécie: NR-17 (Item 17.6.3-a) Para efeito de remuneração financeira, não são oferecidas vantagens de qualquer espécie, que levem aos colaboradores a aumentarem a produtividade, podendo ocasionar repercussões negativas sobre a saúde. Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 44 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br E.7 – Pausas: NR-17 (Item 17.6.3-b) Durante a avaliação ergonômica, foram identificados diversos tipos de pausas na rotina laboral do colaborador, que contribuem para a redução da fadiga física e mental, favorecendo a manutenção do desempenho e da saúde ocupacional. São elas: 1. Pausas espontâneas: Interrupções voluntárias feitas pelo próprio trabalhador, que utiliza esses momentos para descanso ou troca de atividade, auxiliando na autorregulação da carga de trabalho e prevenção do cansaço acumulado. 2. Pausas disfarçadas: Intervalos que ocorrem quando o colaborador realiza atividades diferentes da tarefa principal, como atendimento a colegas ou consultas rápidas a documentos, proporcionando variação biomecânica e cognitiva. 3. Pausas inerentes à natureza do trabalho: São as interrupções naturais decorrentes da própria organização do trabalho, como mudanças de tarefas ou períodos de espera entre processos. 4. Pausas determinadas pela gerência: Interrupções formais e programadas, como os intervalos para refeições, que são essenciais para o descanso físico e mental dos colaboradores durante a jornada. A presença e a diversidade dessas pausas indicam uma adequada estruturação do trabalho, que respeita os limites psicofisiológicos dos trabalhadores e está alinhada às boas práticas ergonômicas preconizadas pela NR-17. Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 45 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br F – RESULTADOS DAS FERRAMENTAS COMPLEMENTARES DE ANÁLISE ERGONÔMICA UTILIZADAS F.1 - MOORE & GARG: A ferramenta de auxílio no diagnóstico ergonômico, que analisa o risco de desenvolvimento de disfunções músculo tendinosas em membros superiores MOORE & GARG, apresentou baixo risco para disfunções músculo tendinosas em membros superiores. F.2 - CHEKLIST DE HUDSON COUTO PARA AVALIAÇÃO DE CADEIRA E CARACTERÍSTICAS FÍSICAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS NA NBR 13962-2006: Visando facilitar a análise ergonômica do mobiliário (cadeira) e as ações corretivas da empresa, foram atribuídos em algarismos romanos, os números correspondentes para as cadeiras. A cadeira apresentou excelentes condições ergonômicas em suas características estruturais, segundo Hudson Couto, e, conformidade física e dimensional com a com a ABNT-NBR 13962- 2006. F.3 - CONFORMIDADE DAS DIMENSÕES GERAIS DA MESA DE TRABALHO BASEOU-SE NOS VALORES ESTIPULADOS PELA ABNT NBR 13966:2008 A mesa instalada no setor, possui as dimensões que estabelecem conformidade com a ABNT NBR 13966:2008; RESULTADOS DAS FERRAMENTAS COMPLEMENTARES DE ANÁLISE MOORE & GARG – Ferramenta de diagnóstico ergonômico, que analisa o risco de desenvolvimento de disfunções músculo tendinosas em membros superiores. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 46 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br Classificação Caracterização Mult. Enc. Intensidade do esforço ( FIT ) Leve Tranquilo F 80% do ciclo 3.0 Frequencia do Esforço ( FFE ) 20 por minuto 3.0 Postura da Mão-Punho ( FPMP ) Muito boa Neutro 1.0 Boa Próxima do neutro 1.0 Razoável Não neutro 1.5 Ruim Desvio nítido 2.0 Muito ruim Desvio próximo do máximo 3.0 Ritmo do trabalho ( FRT ) Muito lento = 115% ( apertado, não acompanha ) 2.0 Duração do trabalho ( FDT ) = 8 horas por dia 1.5 = 1,00 7,0 Índice de Moore & Garg (Strain Index) Baixo Risco Duvidoso 1 1 1 1 Alto risco ÍNDICE ( FITxFDExFFExFPMPxFRTxFDT ) 1 1 RESULTADO mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 47 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 115182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br IDENTIFICAÇÃO E METODOLOGIA DE AVALIAÇÃO DA CADEIRA 1- Características físicas: A norma define cadeira operacional, aquela com as seguintes características listadas abaixo: • Regulagem de altura do assento; • apoio lombar; • Base giratória; • Base com pelo menos cinco pontos de apoio, provida de rodízios; • Conformação da superfície do assento um pouco acentuada, e borda frontal arredondada. Contudo, visando o aperfeiçoamento da análise, utilizamos adicionalmente o checklist do pesquisador Hudson Couto para avaliação de cadeira e que levou em consideração os preceitos mais abrangentes em ergonomia e possibilita um diagnóstico quantitativo percentual do total de características ergonômicas existentes. CHEKLIST DE HUDSON COUTO PARA AVALIAÇÃO DE CADEIRA Cadeira Tipo I mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 48 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br CONCLUSÃO DA ANÁLISE DAS CARACTERÍSTICAS FISICAS DA CADEIRA: De acordo com o Checklist de Hudson, a cadeira analisada apresenta condições ergonômicas excelentes e de acordo com a ABNT-NBR 13962-2006 a cadeira analisada apresenta conformidade. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 49 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br 2- Características dimensionais: Dimensões da cadeira giratória descritas na ABNT-NBR 13962-2006 são: mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 50 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br Resumo das dimensões descritas na ABNT- NBR 13962-2006 e utilizadas na avaliação de conformidade da análise deste tipo de mobiliário: mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 51 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 52 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br CONCLUSÃO DA ANÁLISE DAS DIMENSÕES DA CADEIRA: De acordo com a ABNT-NBR 13962-2006 a cadeira analisada apresenta conformidade. MESA TIPO IX: Mesa de trabalho retangular CÓDIGO Nome da variável Valor em milímetros Valor aferido no local Mínimo Máximo h1 Altura da mesa de trabalho 720 750 720 l1 Largura da mesa de trabalho 800 - 1500 p1 Profundidade da mesa de trabalho 600 1.100 600 a Altura livre sob o tampo 660 - 727 b Profundidade livre para os joelhos 450 - 595 c Profundidade livre para os pés 570 - 600 e Largura livre para as pernas 600 - 600 r Raio da borda 25 25 Tabela 1: Dimensões gerais da mesa de trabalho (ABNT NBR 13966:2008) mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 53 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br A– IDENTIFICAÇÃO DO CARGO ANALISADO ERGONOMICAMENTE SETOR: – EXPEDIÇÃO – GHE02 CARGO: • Analista de Expedição • Líder de Expedição Importante informar: A descrição oficial das atividades foi apresentada pelo avaliador ergonômico aos colaboradores avaliados, com o objetivo de validar a veracidade das rotinas laborais executadas, assegurando fidelidade entre a função formal e a atividade real observada. • Os profissionais do GHE 02 – Expedição exercem atividades operacionais e de apoio logístico, compreendendo: o Recebimento, conferência e armazenamento de produtos e materiais em almoxarifados, armazéns e depósitos; o Lançamentos de entradas e saídas em sistema informatizado; o Controle e organização de estoque; o Separação, empacotamento/desempacotamento e expedição de materiais; o Preparação de cargas e providências para despacho; o Organização do layout do almoxarifado, visando facilitar movimentação e preservar integridade dos itens armazenados. • O Líder de Expedição, além das atividades operacionais, exerce função de coordenação da equipe, controle de prazos, conferência final de mercadorias, acompanhamento de metas e interface com setores administrativos e logística. • Parte das atividades envolve também: o Atendimento a clientes (presencial ou telefônico), esclarecimento de dúvidas e acompanhamento de pedidos; o Contato ativo para alinhamento de entregas, tratativas comerciais ou resolução de pendências; o Atualização cadastral em sistema; o Tratativas relacionadas a devoluções, inconsistências de pedido ou questões operacionais. TAREFA (S) ANALISADA (S) ERGONOMICAMENTE: Rotinas administrativas no escritório localizado no setor. NATUREZA DA ATIVIDADE LABORAL: Operacional Administrativo Mista mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 54 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br RECONHECIMENTO DO POSTO DE TRABALHO: Obs.: O local de trabalho desta amostra de colaboradores é mista. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 55 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br B – ANÁLISE PRELIMINAR DA ATIVIDADE Como foi mencionado no capítulo “METODOLOGIA”, após a entrevista com o trabalhador, foi determinado o tempo mínimo de 5 (cinco) minutos de observação da forma de execução das atividades, visando evidenciar as características dos ciclos biomecânicos de movimento no trabalho. Esta análise foi realizada utilizando a técnica de entrevista de uma amostra estatisticamente relevante, e observação a distância, para que o avaliado não alterasse a sua rotina e biomecânica de execução do trabalho em decorrência da presença do avaliador. B.1 - Descrição da Atividade Principal Os colaboradores pertencentes ao GHE 02 – Expedição desenvolvem atividadesde natureza mista, com predominância operacional, realizadas em ambiente de almoxarifado/armazém. As atividades principais consistem em: • Recebimento, conferência e armazenamento de produtos e materiais; • Organização física do estoque, preservando condições de limpeza, ordenação e acessibilidade; • Separação, embalagem, empacotamento e expedição de mercadorias; • Movimentação manual de cargas compatíveis com a função; • Lançamento e controle de entradas e saídas em sistema informatizado; • Conferência de notas fiscais e documentos logísticos; • Distribuição interna de materiais; • Atendimento a demandas internas e externas relacionadas à logística. O Líder de Expedição, além das atividades acima, exerce funções de coordenação operacional, acompanhamento de metas, organização de prioridades, orientação da equipe e tomada de decisão quanto a prazos e distribuição de tarefas. Características da Execução • Postura predominante em pé, com deslocamentos frequentes; • Alternância entre atividades dinâmicas (movimentação de cargas) e atividades administrativas (lançamentos e conferências); • Exigência de atenção concentrada durante conferências e registros; • Responsabilidade sobre controle de estoque e integridade dos produtos; mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 56 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br • Interação frequente com equipe interna, transportadoras e, eventualmente, clientes. A atividade apresenta ciclos variáveis, não padronizados, com alternância entre tarefas físicas e cognitivas ao longo da jornada. Recomendações – GHE 02 (Expedição) (Base normativa: NR-17 e NR-01) Considerando as características da execução das atividades descritas, recomenda-se: 1. Postura predominantemente em pé e deslocamentos frequentes ✔ Disponibilização de calçados de segurança com absorção de impacto e adequado suporte plantar; ✔ Implantação de tapetes antifadiga em postos fixos de conferência; ✔ Organização do layout para reduzir deslocamentos excessivos e trajetos cruzados; ✔ Incentivo a pausas breves para alongamento de membros inferiores e região lombar; ✔ Alternância postural sempre que possível, especialmente durante atividades administrativas. 2. Alternância entre atividades dinâmicas e administrativas ✔ Disponibilizar bancada ou estação adequada para registros, evitando digitação improvisada sobre volumes; ✔ Ajustar altura de bancadas conforme princípios ergonômicos (evitar flexão excessiva de tronco); ✔ Planejamento prévio das tarefas para minimizar retrabalho e deslocamentos desnecessários; ✔ Evitar realização de lançamentos prolongados em postura em pé sem apoio. 3. Movimentação manual de cargas ✔ Estabelecer limite de peso compatível com capacidade física dos trabalhadores; ✔ Utilizar equipamentos auxiliares (carrinhos, paleteiras) sempre que possível; ✔ Armazenar cargas mais pesadas entre a altura dos joelhos e ombros; ✔ Realizar treinamento periódico sobre técnicas corretas de levantamento e transporte. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 57 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br 4. Exigência de atenção concentrada e responsabilidade operacional ✔ Padronização de checklists para conferência de mercadorias; ✔ Minimizar interrupções durante conferências críticas; ✔ Garantir iluminação adequada nas áreas de conferência documental; ✔ Reforçar treinamentos sobre controle de estoque e prevenção de erros operacionais. 5. Interação frequente e pressão operacional ✔ Definir fluxos claros de comunicação com transportadoras e setores internos; ✔ Estabelecer priorização de demandas pelo Líder de Expedição; ✔ Realizar reuniões breves de alinhamento em períodos de maior demanda; ✔ Monitorar sobrecarga de trabalho em épocas de pico logístico. 6. Ciclos variáveis e alternância físico-cognitiva ✔ Manter a variabilidade das tarefas como fator protetivo ergonômico; ✔ Evitar centralização de tarefas repetitivas em um único trabalhador; ✔ Realizar reavaliação ergonômica periódica sempre que houver mudanças operacionais ou aumento significativo de demanda. B.2 - Espaço do posto de trabalho / Layout: NR17 (itens 17.1, 17.4.1 e 17.5) Base normativa: NR-17 – itens 17.1 (Organização do Trabalho), 17.4.1 (Mobiliário dos Postos de Trabalho) e 17.5 (Condições Ambientais de Trabalho) O ambiente de trabalho do GHE 02 – Expedição está inserido em área de almoxarifado/armazém, caracterizado por espaço destinado ao recebimento, armazenamento, separação e expedição de mercadorias. Características observadas • Área com circulação compatível com o fluxo de movimentação de pessoas e materiais; • Corredores entre prateleiras permitindo deslocamento seguro; • Organização do estoque de forma a preservar acessibilidade e identificação dos produtos; mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 58 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br • Existência de bancada ou superfície de apoio para conferência e registros; • Área administrativa integrada ou próxima ao setor operacional para lançamentos em sistema; • Iluminação artificial distribuída de forma homogênea; • Piso regular, sem desníveis significativos que comprometam a segurança; • Ausência de obstáculos fixos que restrinjam a movimentação. O layout favorece a dinâmica operacional, permitindo alternância entre tarefas físicas e administrativas sem restrição relevante de espaço. Análise Técnica Conforme item 17.1 da NR-17, a organização do trabalho observa compatibilidade entre a natureza das atividades e o espaço disponível. Nos termos do item 17.4.1, as superfícies de apoio para conferência apresentam dimensões compatíveis com as tarefas executadas, não sendo evidenciadas improvisações estruturais no momento da avaliação. Em relação ao item 17.5, as condições ambientais mostram-se adequadas ao tipo de atividade desenvolvida, não sendo observadas interferências ambientais significativas que comprometam o desempenho ou a segurança. Recomendações – Melhoria Contínua Embora o layout se apresente funcional, recomenda-se: ✔ Manter corredores com largura mínima adequada para circulação segura e eventual uso de equipamentos auxiliares; ✔ Armazenar cargas mais pesadas em níveis intermediários (entre joelhos e ombros); ✔ Evitar empilhamento excessivo que exija elevação acima da linha dos ombros; ✔ Garantir que bancadas de conferência estejam em altura compatível (aproximadamente entre 90 e 110 cm para trabalho em pé); ✔ Sinalizar áreas de circulação e zonas de carga/descarga; ✔ Realizar revisão periódica do layout em períodos de aumento de estoque; ✔ Monitorar iluminação nas áreas de conferência documental; ✔ Garantir que áreas administrativas possuam assentos adequados quando houver atividade de registro prolongado. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 59 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasilwww.newageassessoria.com.br B.3 - Forças envolvidas: Base normativa: NR-17 – itens 17.1, 17.2 e 17.3 (Movimentação Manual de Cargas) A análise das forças envolvidas no GHE 02 – Expedição foi realizada por meio de observação direta da atividade e entrevista com os colaboradores, considerando levantamento, transporte, deposição e organização de mercadorias. a) Forças Predominantes As atividades apresentam predominância de esforço físico dinâmico, decorrente de: • Levantamento e deposição manual de volumes; • Transporte manual de cargas por curtas distâncias; • Empurrar e puxar carrinhos ou paleteiras (quando utilizados); • Flexão e extensão de tronco para alcance em níveis inferiores e superiores; • Manuseio contínuo de produtos durante separação e organização. A postura predominante é em pé, com deslocamentos frequentes e alternância entre tarefas físicas e administrativas. Condições observadas • Movimentação de cargas com pesos variáveis, compatíveis com a atividade; • Ausência de exigência de força extrema ou esforços máximos isolados; • Esforço distribuído ao longo da jornada, com variação de intensidade conforme demanda; • Alternância natural entre movimentação e registros administrativos. b) Análise do Esforço Muscular O esforço muscular concentra-se principalmente em: • Região lombar (durante levantamento e deposição); • Membros superiores (manuseio e transporte); • Membros inferiores (sustentação da postura em pé e deslocamentos). Não foram observadas situações de contrações isométricas prolongadas críticas, porém há exposição a esforços repetidos de intensidade leve a moderada, dependendo do volume operacional do dia. Classificação Técnica da Exposição • Intensidade: Moderada • Frequência: Variável conforme demanda • Tipo de esforço: Dinâmico predominante mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 60 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br • Risco biomecânico: Moderado, principalmente para coluna lombar e ombros Recomendações Ergonômicas ✔ Priorizar utilização de equipamentos auxiliares para transporte de cargas; ✔ Armazenar cargas mais pesadas em altura intermediária (entre joelhos e ombros); ✔ Evitar torções de tronco durante levantamento; ✔ Implementar treinamento periódico sobre técnicas de levantamento seguro; ✔ Incentivar divisão de cargas mais pesadas entre dois trabalhadores quando necessário; ✔ Monitorar períodos de pico logístico para evitar sobrecarga acumulada; ✔ Realizar reavaliação ergonômica sempre que houver aumento de volume ou mudança de layout. b) Contrações Musculares Estáticas - Base normativa: NR-17 (itens 17.1 e 17.2 – Organização do Trabalho): Considerando as atividades desenvolvidas no GHE 02 – Expedição, observou-se que a função apresenta predominância de esforço dinâmico, com deslocamentos frequentes e alternância de tarefas, o que reduz a permanência em posturas totalmente estáticas por períodos prolongados. Entretanto, foram identificadas situações pontuais que podem gerar contrações musculares estáticas de curta duração, especialmente durante: • Permanência em pé em atividades de conferência; • Manutenção de postura inclinada para organização de produtos em níveis inferiores; • Sustentação de carga por breves períodos durante ajustes ou conferências; • Registros administrativos realizados em pé, quando não há apoio adequado. Essas situações podem gerar sobrecarga muscular transitória, principalmente em: • Região lombar; • Músculos paravertebrais; • Ombros e cintura escapular; • Membros inferiores (gastrocnêmios e quadríceps). Condições Observadas • Alternância natural entre tarefas físicas e administrativas; • Ausência de imobilidade prolongada contínua; mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 61 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br • Variação postural frequente ao longo da jornada; • Permanência em pé como postura predominante. A variabilidade da atividade atua como fator protetivo, reduzindo o risco de manutenção de contrações isométricas sustentadas por tempo excessivo. Análise Técnica Nos termos do item 17.1 da NR-17, a organização do trabalho apresenta dinâmica compatível com a natureza operacional da função, com alternância de tarefas que contribui para a redução da sobrecarga muscular estática contínua. Contudo, a permanência em pé por períodos extensos pode favorecer fadiga muscular acumulativa em membros inferiores e região lombar, especialmente em jornadas prolongadas ou períodos de maior demanda. Recomendações ✔ Disponibilizar assentos de apoio para uso eventual durante atividades administrativas; ✔ Implantar tapetes ergonômicos antifadiga em postos fixos de conferência; ✔ Incentivar alternância postural consciente durante a jornada; ✔ Orientar os trabalhadores quanto à importância de evitar permanência prolongada em postura inclinada; ✔ Estimular pausas breves para alongamento de membros inferiores e região lombar; ✔ Monitorar sinais de fadiga muscular, especialmente em períodos de pico operacional. c) Frequência de transporte manual de cargas: Base normativa: NR-17 – item 17.3 (Movimentação Manual de Cargas) De acordo com a observação técnica realizada e os relatos dos colaboradores do GHE 02 – Expedição, verificou-se que há ocorrência de transporte manual de cargas como parte integrante da rotina operacional. As atividades envolvem levantamento, transporte e deposição de volumes em curtas distâncias, principalmente durante: • Recebimento de mercadorias; • Organização e armazenamento em prateleiras; • Separação e preparação para expedição; mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 62 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br • Movimentação interna para conferência ou despacho. O transporte manual ocorre de forma intermitente ao longo da jornada, variando conforme volume de demanda logística diária. Variáveis Observadas • Peso das cargas: Variável conforme produto armazenado; • Frequência: Moderada e dependente do fluxo de entrada e saída; • Distância percorrida: Curta a moderada, dentro do próprio setor; • Postura: Predominantemente em pé, com flexão de tronco em níveis inferiores de armazenamento; • Alternância: Intercalada com atividades administrativas e de conferência. Não foram observadas movimentações contínuas ininterruptas durante toda a jornada, havendo alternância natural entre tarefas físicas e registros administrativos. Análise Técnica Conforme item 17.3 da NR-17, o transporte manual de cargas deve ser compatível com a capacidade física do trabalhador e não pode comprometer sua saúde ou segurança. A exposição identificada caracteriza-se como moderada, considerando: • Existência de movimentação manual; • Variabilidade da carga; • Alternância de tarefas; • Ausência de relatos de queixas osteomusculares no momento da avaliação. O risco biomecânico concentra-se principalmente na região lombar e ombros, especialmente em situações de flexão de tronco associada ao levantamento.Recomendações Ergonômicas ✔ Estabelecer limite interno de peso para levantamento individual; ✔ Priorizar utilização de carrinhos, paleteiras ou equipamentos auxiliares sempre que possível; ✔ Armazenar cargas mais pesadas entre a altura dos joelhos e ombros; ✔ Evitar levantamento com torção simultânea do tronco; ✔ Incentivar divisão da carga entre dois trabalhadores quando necessário; ✔ Realizar treinamento periódico sobre técnicas corretas de levantamento e transporte manual; ✔ Monitorar aumento de demanda que possa elevar a frequência de movimentação. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 63 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br d) Compressão de Tecidos: Base normativa: NR-17 – item 17.4.1 (Mobiliário dos Postos de Trabalho) A compressão de tecidos ocorre quando há pressão contínua de partes do corpo contra superfícies rígidas ou arestas, podendo comprometer circulação sanguínea e gerar desconforto musculoesquelético. No GHE 02 – Expedição, considerando a natureza predominantemente operacional da atividade, não foram identificadas situações críticas de compressão contínua de tecidos decorrentes de mobiliário inadequado. Entretanto, podem ocorrer situações pontuais de pressão localizada durante: • Apoio de antebraços em bancadas rígidas durante conferência; • Sustentação de volumes junto ao corpo por curtos períodos; • Apoio prolongado dos pés em piso rígido durante permanência em pé; • Contato eventual com quinas de prateleiras ou estruturas metálicas. Condições Observadas • Bancadas de conferência com superfície regular; • Piso firme e regular; • Ausência de arestas cortantes ou estruturas que provoquem compressão direta constante; • Permanência prolongada em pé como principal fator relacionado à possível sobrecarga em membros inferiores. Não foram observados indícios de compressão contínua em membros superiores ou inferiores que demandem intervenção corretiva imediata. Análise Técnica Nos termos do item 17.4.1 da NR-17, o mobiliário e as superfícies devem permitir postura adequada e evitar pontos de pressão prejudiciais. No cenário avaliado, o risco de compressão de tecidos é classificado como baixo, sendo mais relevante a sobrecarga por permanência em pé prolongada do que por compressão direta. Recomendações Ergonômicas ✔ Instalar tapetes ergonômicos antifadiga em postos fixos de conferência; ✔ Avaliar arredondamento ou proteção de quinas em bancadas e prateleiras; ✔ Incentivar alternância postural e movimentação frequente; mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 64 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br ✔ Disponibilizar assentos de apoio para pausas curtas; ✔ Monitorar possíveis relatos de desconforto em membros inferiores ou antebraços; ✔ Garantir que bancadas estejam em altura compatível para evitar apoio excessivo de peso corporal sobre antebraços. e) Ciclo de Trabalho: Base normativa: NR-17 – item 17.1 (Organização e Natureza da Atividade) O ciclo de trabalho do GHE 02 – Expedição caracteriza-se como variável e não padronizado, sendo determinado principalmente pelo fluxo diário de entrada e saída de mercadorias. Diferentemente de atividades industriais com ciclos fixos e repetitivos, a rotina operacional da expedição apresenta variação contínua, composta por etapas sucessivas que podem ser interrompidas ou reorganizadas conforme prioridade logística. Etapas típicas do ciclo operacional 1. Recebimento de mercadorias; 2. Conferência física e documental; 3. Armazenamento em estoque; 4. Separação de pedidos; 5. Embalagem e preparação para expedição; 6. Registro de movimentação em sistema; 7. Organização e readequação do espaço físico. Essas etapas não seguem tempo fixo predeterminado, podendo variar conforme volume de demanda, urgência de pedidos e disponibilidade de equipe. Características do Ciclo • Alternância entre atividades físicas e administrativas; • Períodos de maior intensidade operacional (picos logísticos); • Interrupções naturais para conferências e registros; • Autonomia moderada na organização da sequência das tarefas; • Dependência de fatores externos (transportadoras, prazos e recebimentos). mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 65 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br Análise Técnica Nos termos do item 17.1 da NR-17, a organização do trabalho deve considerar ritmo, exigências físicas e mentais, e alternância de tarefas. O ciclo identificado no GHE 02 apresenta como fator positivo a variabilidade de atividades, o que reduz a monotonia e a repetitividade excessiva. Contudo, em períodos de alta demanda, pode ocorrer intensificação do ritmo de trabalho e aumento da carga física e cognitiva. Classificação Técnica • Tipo de ciclo: Variável e não repetitivo • Predominância: Operacional dinâmica • Exigência física: Moderada • Exigência cognitiva: Moderada • Risco ergonômico: Controlado, dependente do volume operacional Recomendações ✔ Planejamento prévio das demandas diárias (briefing operacional); ✔ Distribuição equilibrada das tarefas entre a equipe; ✔ Monitoramento de sobrecarga em períodos de pico; ✔ Manutenção da alternância entre tarefas físicas e administrativas; ✔ Avaliação ergonômica periódica em caso de aumento significativo do volume logístico; ✔ Garantir pausas estratégicas em jornadas com maior intensidade. f) Ritmo de Trabalho e Pressão Temporal Base Normativa: NR-17 (Organização do Trabalho) e NR-01 (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais – fatores psicossociais) No GHE 02 – Expedição, o ritmo de trabalho caracteriza-se como misto, com predominância operacional, envolvendo atividades físicas contínuas associadas a demandas administrativas e de controle logístico. O ritmo é influenciado principalmente por: • Cumprimento de prazos de recebimento e expedição de mercadorias; mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 66 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br • Metas internas de produtividade e organização do estoque; • Demandas variáveis ao longo da jornada (picos operacionais); • Necessidade de conferência criteriosa de notas fiscais, volumes e registros sistêmicos; • Atendimento simultâneo a equipe interna, transportadoras e demandas externas. A pressão temporal tende a se intensificar em períodos de maior fluxo logístico, exigindo agilidade na movimentação de cargas e precisão nos registros, o que gera sobrecarga física associada à exigência cognitiva, especialmente pela responsabilidade quanto à integridade dos produtos e controle de estoque. Conforme estabelece a NR-17, o ritmo de trabalho não deve impor exigências incompatíveis com as capacidades psicofisiológicas dos trabalhadores. Já a NR-01, no contexto do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO),determina que fatores psicossociais, como pressão por tempo, responsabilidade operacional e cobrança por resultados, sejam identificados, avaliados e controlados. Análise Técnica A atividade apresenta ritmo variável e não padronizado, alternando tarefas físicas intensas com tarefas administrativas que exigem atenção concentrada. Classifica-se o fator como Risco Ergonômico Moderado, com potencial de elevação em situações de sobrecarga operacional ou dimensionamento inadequado da equipe. Análise Psicossocial (NR-01) Conforme a NR-01 (GRO/PGR), devem ser considerados fatores psicossociais relacionados a: • Pressão por prazos; • Responsabilidade por perdas financeiras; • Cobrança por metas; • Sobrecarga decorrente de dimensionamento inadequado. No cenário avaliado, não foram evidenciados relatos de adoecimento, afastamentos ou queixas relacionadas a sobrecarga emocional ou pressão excessiva. Contudo, o risco é potencial, especialmente em situações de aumento de demanda sem ajuste proporcional de equipe. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 67 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br Síntese Técnica O GHE 02 caracteriza-se por atividade predominantemente operacional, com alternância entre esforço físico e exigência cognitiva. As recomendações visam controle da sobrecarga biomecânica, organização do ritmo produtivo e mitigação de fatores psicossociais, mantendo conformidade com a NR-17 e integração ao gerenciamento de riscos da NR-01. g) Cadência Base Normativa: NR-17 – Organização do Trabalho (item 17.1) A cadência refere-se à velocidade de execução das tarefas e à frequência com que os movimentos e ações são realizados durante a jornada de trabalho. No GHE 02 – Expedição, a cadência é classificada como variável e não padronizada, uma vez que as atividades dependem diretamente do fluxo de recebimento e expedição de mercadorias, demandas internas e prazos logísticos. Condições Observadas • Ausência de linha de produção com ritmo imposto mecanicamente; mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 68 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br • Alternância entre períodos de maior intensidade (recebimento e expedição simultâneos) e períodos de menor demanda; • Movimentação manual de cargas intercalada com atividades administrativas (conferência e registros); • Possibilidade de autogerenciamento parcial da sequência das tarefas pelo Líder de Expedição. A variabilidade natural das tarefas reduz a exposição a movimentos repetitivos em alta frequência contínua, porém pode gerar picos momentâneos de aceleração do ritmo, especialmente em situações de prazo reduzido ou aumento de volume operacional. Análise Técnica A cadência observada não caracteriza ritmo excessivamente acelerado de forma contínua. Contudo, os picos de demanda podem elevar temporariamente a exigência física e cognitiva, aumentando a sobrecarga biomecânica e o desgaste mental. Recomendações • Planejamento prévio das expedições para evitar acúmulo de tarefas simultâneas; • Distribuição equilibrada das atividades entre os membros da equipe; • Implantação de pausas técnicas em períodos de maior intensidade operacional; • Monitoramento do volume de trabalho no PGR (NR-01), considerando impactos físicos e psicossociais; • Avaliação periódica da necessidade de reforço de equipe em épocas sazonais. h) Ritmo de Trabalho Base normativa: Norma Regulamentadora NR-17 – item 17.1 (Organização do Trabalho) Complementarmente: NR-01 – Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (fatores ergonômicos e psicossociais) Referência: GHE 02 – Expedição Descrição Técnica O ritmo de trabalho no GHE 02 – Expedição é determinado principalmente pelo fluxo operacional de recebimento, conferência, movimentação e expedição de mercadorias, sendo influenciado por prazos logísticos, volume de cargas e demandas internas e externas. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 69 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br Diferentemente de atividades com ritmo mecanicamente imposto (como linhas de produção automatizadas), o setor apresenta ritmo variável, condicionado à dinâmica do estoque e aos cronogramas de transporte. Condições Observadas • Existência de períodos de maior intensidade operacional, especialmente em horários de carregamento e recebimento de mercadorias; • Alternância entre atividades físicas (movimentação manual de cargas, organização de estoque) e cognitivas (conferência de documentos, registros em sistema); • Exigência de atenção concentrada durante conferências e validações de notas fiscais; • Interação frequente com transportadoras e equipe interna, podendo gerar necessidade de respostas rápidas; • Presença de responsabilidade operacional sobre prazos e integridade dos produtos. Do ponto de vista ergonômico, o ritmo não é contínuo nem repetitivo em padrão fixo, porém pode apresentar picos de pressão temporal, principalmente quando há acúmulo de expedições ou prazos reduzidos. Análise Técnica Sob a ótica da NR-17, o ritmo de trabalho encontra-se compatível com a natureza da atividade logística, caracterizando-se como ritmo moderado com variação sazonal ou pontual. Conforme diretrizes da NR-01, os fatores psicossociais relacionados ao cumprimento de prazos e à responsabilidade sobre estoque devem ser monitorados no PGR, a fim de prevenir sobrecarga mental associada à atividade operacional intensa. Importante destacar que o GHE 02 apresenta predominância operacional, com exigência física relevante associada à movimentação manual de cargas, o que, em períodos de ritmo elevado, pode ampliar a demanda biomecânica. Recomendações • Planejamento logístico para evitar concentração excessiva de expedições em curto intervalo de tempo; • Dimensionamento adequado da equipe em períodos de maior volume; • Implementação de pausas técnicas em jornadas com maior intensidade física; • Rodízio entre tarefas físicas e administrativas quando possível; • Monitoramento periódico dos indicadores psicossociais no âmbito do PGR (NR-01); mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 70 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br • Treinamento da equipe em organização do trabalho e gestão de prioridades. i) Repetitividade Base normativa: NR-17 – Ergonomia Complementar: Literatura técnica (Silverstein, 1985; Kilbom, 1995) Referência: GHE 02 – Expedição Descrição Técnica A repetitividade caracteriza-se pela execução contínua de movimentos semelhantes, em ciclos curtos e padronizados, com baixa variabilidade biomecânica, podendo contribuir para o desenvolvimento de DORT/LER quando associada a alta frequência e longa duração de exposição. Conforme Silverstein (1985), ciclos inferiores a 30 segundos configuram alta repetitividade.Kilbom (1995) complementa que mesmo ciclos mais longos podem representar risco quando um mesmo grupo muscular é solicitado por mais de 50% da jornada. No GHE 02 – Expedição, as atividades observadas apresentam ciclos variáveis e não padronizados, com alternância entre: • Movimentação manual de cargas; • Separação e organização de produtos; • Empacotamento e preparação para expedição; • Conferência documental; • Lançamentos em sistema informatizado; • Comunicação com equipe e transportadoras. Não foi identificado padrão fixo de movimentos repetitivos contínuos em ciclo curto. A atividade operacional envolve diversidade de tarefas, mudança frequente de postura e variação de amplitude de movimentos, o que reduz a caracterização de repetitividade clássica. Condições Observadas • Ausência de ciclos biomecânicos inferiores a 30 segundos de forma contínua; • Alternância entre tarefas físicas e administrativas; • Variação de grupos musculares solicitados ao longo da jornada; • Movimentos predominantemente amplos (alcances, flexões, deslocamentos), e não micro movimentos repetitivos contínuos; mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 71 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br • Repetição eventual de movimentos de empacotamento ou conferência, porém sem padronização mecânica contínua. Análise Técnica Sob a ótica ergonômica, o GHE 02 apresenta baixo índice de repetitividade clássica, porém com exposição relevante a esforço físico dinâmico, especialmente em períodos de maior volume operacional. O risco ergonômico está mais associado à manipulação de cargas, postura em pé prolongada e ritmo variável com picos de demanda, do que propriamente à repetição de micro movimentos de alta frequência. Recomendações • Monitorar períodos de aumento de volume que possam concentrar tarefas repetidas (ex.: empacotamento contínuo); • Promover rodízio entre tarefas físicas e administrativas quando operacionalmente viável; • Orientar quanto à técnica adequada de manuseio de cargas; • Realizar acompanhamento periódico de queixas musculoesqueléticas; • Manter avaliação ergonômica contínua conforme diretrizes da NR-17 e integração ao PGR (NR-01). C - MOBILIÁRIO E EQUIPAMENTOS DOS POSTOS DE TRABALHO NR 17, ITENS 17.3 e 17.4 C.1 - Dimensões e estrutura da mesa: A avaliação da mesa foi baseada na NR-17 (itens, 17.3.1 e 17.4) e NBR 13966:2008 e através da tese de mestrado denominado de “Definição de critérios de avaliação ergonômica para mesas de trabalho informatizado”. Nesta tese há considerações de projetos de mesas de trabalho na pesquisa de Moraes (2001), Karlqvist (1998), Sanders e Cormik (1993), Agilent Techologies (2001), Bridger (1995), Couto (1995), Barbosa (1999). As mesas estabelecem conformidade com a NBR 13966:2008 e proporcionam ao usuário condições de boa postura, visualização, operação e atende aos seguintes requisitos mínimos: • Ter altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de atividade, com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do assento; mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 72 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br • A área de trabalho é de fácil alcance e visualização pelo trabalhador; • Características dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentação adequada dos segmentos corporais. No item “F”, intitulado “RESULTADOS DAS FERRAMENTAS COMPLEMENTARES DE ANÁLISE ERGONÔMICA UTILIZADAS”, foi descrito o tipo de mesa evidenciada no posto de trabalho da amostra analisada e a metodologia de análise utilizada. Resumidamente o resultado desta análise foi: • CONCLUSÃO DA ANÁLISE DAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DA MESA DO TIPO IX: Apresenta conformidade dimensional com a norma ABNT NBR 13966:2008. Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. C.2 – Cadeiras: A avaliação da cadeira foi baseada na NR-17 (itens, 17.3.3 e 17.4.1), cheklist de Hudson Couto para avaliação de cadeira (2007) e NBR 13962:2006. A norma NBR 13962:2006 especifica as características físicas e dimensionais e classifica as cadeiras para escritório, bem como estabelece os métodos para a determinação da estabilidade, resistência e durabilidade de cadeiras de escritório, de qualquer material, excluindo-se longarina e poltronas de auditório e cinema. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 73 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br Os padrões adotados pela norma baseiam-se em um uso de 8h ao dia por pessoas com peso até 110Kg, com altura entre 1,51m e 1,92m. Visando facilitar a análise ergonômica do mobiliário (cadeira), e as ações corretivas da empresa, foram atribuídos em algarismos romanos, os números correspondentes para os diferentes tipos de cadeiras. No item “F”, intitulado “RESULTADOS DAS FERRAMENTAS COMPLEMENTARES DE ANÁLISE ERGONÔMICA UTILIZADAS”, foi descrito o tipo de cadeira evidenciada nos dois postos de trabalho das amostras analisadas e a metodologia de análise utilizada. Resumidamente a cadeira é igual para os dois tipos de postos de trabalho e o resultado desta análise foi: • CONCLUSÃO DA ANÁLISE DAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DA CADEIRA: De acordo com o Checklist de Hudson, a cadeira analisada apresenta condições ergonômicas excelentes e de acordo com a ABNT-NBR 13962-2006 a cadeira analisada apresenta conformidade. • CONCLUSÃO DA ANÁLISE DAS DIMENSÕES DA CADEIRA: De acordo com a ABNT- NBR 13962-2006 a cadeira analisada apresenta conformidade. Conclusão da Análise das Dimensões da Cadeira A cadeira avaliada no posto de trabalho apresenta conformidade com os requisitos técnicos e dimensionais estabelecidos pela norma ABNT NBR 13962:2006, demonstrando adequação para uso em ambientes de trabalho informatizado. Foram observadas as seguintes características em conformidade: • Presença de ajuste de altura do assento, permitindo adaptação à estatura do usuário; • Encosto com suporte adequado para a região lombar, favorecendo a manutenção da curvatura fisiológica da coluna; • Assento com bordas arredondadas e densidade de espuma compatível, evitando compressão de vasos e tecidos na região posterior das coxas; • Apoios de braço com altura regulável, colaborando para o relaxamento dos ombros e antebraços durante a digitação; • Rodízios que permitem mobilidade adequada, conforme as necessidades do posto de trabalho. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 74 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br Recomendações Apesar da conformidade evidenciada, recomenda-se a implementação de uma rotina preventiva anual de inspeção e revisão das cadeiras utilizadas no setor, conduzida por profissional habilitado e comconhecimentos aplicados em ergonomia do trabalho. Essa medida tem como objetivo: • Detectar precocemente desgastes, falhas estruturais ou mau funcionamento dos mecanismos de ajuste; • Garantir a substituição de cadeiras que apresentem defeitos estruturais ou que não possibilitem mais os ajustes mínimos recomendados; • Encaminhar cadeiras com potencial de reaproveitamento para reforma técnica, mantendo o padrão ergonômico exigido. A manutenção periódica contribui para a preservação da saúde musculoesquelética dos trabalhadores, além de garantir a continuidade das condições ergonômicas adequadas ao longo do tempo. C.4 – Suporte para Documentos - Referência: NR-17, item 17.4.2-a Durante a avaliação ergonômica, não foi evidenciada a necessidade atual de suporte para documentos, tendo em vista que a rotina de digitação dos colaboradores da amostra analisada não é contínua nem intensiva, sendo frequentemente intercalada com outras atividades que não exigem consulta constante a documentos impressos. Observou-se que os trabalhadores realizam tarefas diversificadas, como leitura esporádica de manuais ou conferência de materiais físicos, o que não caracteriza a exigência de manter documentos posicionados em linha de visão constante com a tela do computador — situação que normalmente justificaria o uso do suporte. Além disso, não foram evidenciadas posturas forçadas de flexão cervical ou inclinações repetitivas para leitura de documentos, reforçando a ausência de impacto ergonômico negativo pela não utilização desse equipamento. Recomendações: Ainda que o uso do suporte para documentos não seja essencial no contexto atual observado, recomenda-se o monitoramento contínuo da rotina laboral, especialmente caso haja aumento da frequência de digitação com necessidade simultânea de leitura de documentos físicos. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 75 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br Caso esta condição se torne habitual, a adoção de suportes ajustáveis de documentos posicionados entre o teclado e o monitor poderá minimizar a movimentação excessiva da cabeça e olhos, contribuindo para a prevenção de distúrbios osteomusculares relacionados ao pescoço e coluna cervical. C.5 - Ofuscamento visual: NR17 (item17.4.2- b): Durante a análise ergonômica, não foi identificado o uso de materiais com superfície refletiva ou papel brilhante, tampouco a presença de elementos físicos no posto de trabalho que gerem reflexos incômodos ou ofuscamento visual direto ou indireto. A iluminação natural e artificial do ambiente foi considerada adequada, com distribuição uniforme e sem incidência direta sobre os monitores ou planos de trabalho. As telas dos computadores observados não apresentaram reflexos significativos que comprometessem a legibilidade ou causassem desconforto visual. As janelas, quando existentes, encontram-se em posição lateral em relação ao plano de visão, e contam com cortinas ou persianas, que podem ser ajustadas conforme a intensidade luminosa externa. Recomendações Embora nenhum fator de ofuscamento visual tenha sido evidenciado na situação atual, recomenda-se: • Manutenção periódica do sistema de iluminação (natural e artificial), garantindo a distribuição homogênea da luz e evitando falhas pontuais; • Em caso de alteração do layout, posicionamento de monitores ou mudanças nas fontes de luz (ex. troca de luminárias, redimensionamento de janelas), a realização de nova verificação técnica para garantir que os novos arranjos não induzam ofuscamentos visuais ou reflexos prejudiciais à saúde visual dos trabalhadores; • Inclusão de orientações básicas em treinamentos de ergonomia para que os colaboradores saibam identificar e relatar eventuais desconfortos visuais. Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 76 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br C.6 - Tipo de teclado, mouse e apoio ergonômico: NR17 (itens17.4.1 e 17.4.3 -b,c) Durante a análise ergonômica das condições de trabalho nos postos avaliados, observou-se que os periféricos utilizados (teclado e mouse) atendem aos requisitos mínimos de ergonomia estabelecidos pela NR-17 e pelas normas técnicas aplicáveis. Teclado: • Tipo independente, destacável da unidade de vídeo; • Mobilidade adequada, permitindo ao colaborador ajustar sua posição conforme a necessidade da tarefa e seu conforto postural; • Possui teclas de tamanho e espaçamento padrão, favorecendo a digitação com menor exigência de força e amplitude de movimento dos dedos. Mouse: • Modelo independente, de fácil manuseio; • Tecnologia óptica, que garante precisão e evita esforço repetitivo por falhas de rastreamento; • Equipado com scroll (botão de rolagem), favorecendo a navegação em documentos e sistemas sem excessivo movimento do punho. Apoios Ergonômicos: • Não foram observados apoios específicos para punho ou antebraço junto ao teclado ou mouse nas amostras avaliadas. • Apesar disso, não foram identificados indícios de desconforto ou queixa por parte dos usuários quanto ao uso prolongado dos periféricos, o que sugere compatibilidade entre os recursos disponíveis e as exigências biomecânicas da tarefa. Recomendações: Embora os equipamentos estejam em conformidade com a NR-17, recomenda-se como ação preventiva: • Disponibilização de apoios ergonômicos (para punho e antebraço) como opção complementar, principalmente para colaboradores que realizem tarefas de digitação com maior frequência ou por períodos prolongados; • Avaliação periódica do estado dos periféricos, especialmente quanto ao desgaste de teclas, botões e superfície de contato do mouse, garantindo conforto e precisão; mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 77 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br • Orientações técnicas ou treinamentos periódicos sobre a correta regulagem da posição dos periféricos, prevenindo desvios posturais e minimizando o risco de distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT). Recomendações: Instalação de apoio de pulso para o teclado e pad mouse com apoio de punho para os mouses. C.7 – Leitura da tela do monitor: Base Normativa: NR-17 – item 17.4.3-a Descrição Técnica Conforme estabelece o item 17.4.3-a da NR-17, os equipamentos dos postos de trabalho que utilizam telas devem permitir boa visualização, evitando reflexos, ofuscamentos e posicionamentos inadequados que exijam flexão ou rotação excessiva da região cervical. No GHE 02 – Expedição, a utilização do monitor ocorre principalmente para: • Lançamento de entradas e saídas de mercadorias; • Consulta de pedidos e ordens de expedição; • Conferência de dados logísticos; • Emissão e verificação de documentos fiscais; • Controle de estoque em sistema informatizado. A atividade informatizada é intercalada com atividades operacionais, não havendo permanência contínua diante do monitor durante toda a jornada. Condições Observadas • Uso do computador de forma intermitente,procedimento é chamado de subjetivo porque sempre é suscetível às interpretações da situação real do trabalho. Para definir a maneira de abordagem e acompanhamento, é importante que o pesquisador tenha um dimensionamento do campo de trabalho e um diagnóstico dos problemas abordados. Esses dados são importantes para uma definição sobre quais podem ser os tratamentos. Depois de um diagnóstico sobre os problemas relacionados ao ambiente de trabalho, o ergonomista passa à fase de observação. Esse período é dividido em dois momentos: observação simples, que é a gravação através de filmagem e/ou fotográfica de um comportamento e a observação in loco deste comportamento com as considerações biomecânicas. Desta forma, um ergonomista experiente pode tentar identificar quais eram as fontes de informação visual e ferramentas disponíveis naquele momento e justificar o porquê daquela decisão biomecânica de execução. É importante identificar o número de informações que determinado trabalhador pode captar no período estipulado de análise para entender seu comportamento durante o período de trabalho estipulado visando trabalhar de uma forma que facilite sua interação com o ambiente de trabalho. Outro fator importante para a observação assistida é a comunicação. O conteúdo das informações mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 6 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br passadas entre uma pessoa e outra pode revelar aspectos coletivos do trabalho e mostrar deficiências e virtudes de determinado indivíduo em cada situação. O ergonomista também precisa estar atento à postura do funcionário, que constitui um reflexo de uma série de imposições da atividade realizada. Trata-se de um suporte à atividade gestual que explica a relação entre as características antropométricas do funcionário e as exigências dimensionais de sua função. Quanto aos métodos subjetivos, sua atuação na ergonomia não é tão comum em função da exigência de quantidade de operadores e da possibilidade de contaminação por conta dos valores pessoais. Entretanto, se for utilizado de forma correta, esse questionário pode angariar informações importantes, sendo que a principal explicação para o valor dos métodos subjetivos de observação é o valor da linguagem. A verbalização é a expressão direta dos processos cognitivos utilizados pelo indivíduo durante a realização de uma tarefa. Para isso, o mais comum é a entrevista ser feita logo depois da ação. Também existe a possibilidade de essa entrevista ser feita durante a realização da tarefa, seja ela real ou apenas uma simulação. Assim, o ergonomista pode acompanhar de forma mais clara a relação do indivíduo com seu meio de trabalho e as atividades cotidianas. Diante de todas essas maneiras de observação e identificação de problemas, a ergonomia tenta produzir conhecimentos específicos sobre a atividade laboral do ser humano, assim como a relação entre essas pessoas e o ambiente em que estão inseridas. Após a entrevista com o trabalhador, foi determinado o tempo mínimo de 5 (cinco) minutos de observação da forma de execução das atividades em posto informatizado, visando evidenciar as características dos ciclos biomecânicos de movimento no trabalho, sempre a uma distância e sem o conhecimento do avaliado (preferencialmente), para que o mesmo não altere a sua rotina de trabalho e biomecânica de execução em decorrência da presença do avaliador. Dentre os diferentes processos de amostragem não probabilísticos, será utilizado o processo de amostragem por cotas, no qual busca repetir a proporção de elementos de cada extrato da população. Na amostragem por cotas, os elementos da amostra não são selecionados através de sorteio e sim selecionados aleatoriamente pelo avaliador ou pela própria Contratante. A DRT (Delegacia Regional do Trabalho) preconiza que todos os colaboradores sejam ouvidos durante a análise ergonômica. Como tal procedimento é inviável, será realizada uma entrevista em mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 7 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br mostra significativa estatisticamente, de pelo menos 10% dos funcionários que ocupam o mesmo cargo. A exatidão solicitada no tempo necessário para o levantamento de dados e elaboração final do documento depende das condições físicas e operacionais evidenciadas no momento das entrevistas. 5.1 Etapas de elaboração do documento A Análise da Demanda é a definição do problema. Estabelecer seus objetivos é delimitar os pontos a serem tratados em um determinado estudo. Segundo LAVILLE (1977) a análise da demanda consiste, essencialmente, em situar o grupo que recorre à Ergonomia (diretoria de uma empresa, departamento pessoal, departamento de métodos etc.) e em conhecer seus objetivos, a fim de exprimir essa demanda em termos ergonômicos. A Análise da Tarefa irá englobar tudo aquilo que o trabalhador deve realizar, bem como as atividades necessárias para esta realização. Nesta fase é definida a situação de trabalho a ser analisada, isto é, delimitando o sistema homem/tarefa a ser abordado. A Análise da Atividade é o que o trabalhador efetivamente realiza para executar a tarefa. É a análise do comportamento do homem no trabalho, através do estudo das atividades desenvolvidas pelos trabalhadores, face às condições e aos meios que lhe são colocados a disposição. Estudam-se os comportamentos de trabalho: posturas, ações, gestos, comunicações, direção do olhar, movimentos, verbalizações, raciocínios, estratégias, resoluções de problemas, modos operativos, condições ambientais, técnicas e organizacionais, enfim, as condições psicofisiológicas a que estão submetidos os trabalhadores. Quando passamos a avaliar as condições psicofisiológicas no desenvolvimento de atividades laborais, estamos buscando evitar condições de esforços e solicitações, tanto físicas como psicológicas, que possam levar o trabalhador a condições de fadiga. Cabe ressaltar que cabe ao avaliador a escolha técnica da(s) atividade(s) com maior relevância ergonômica. Frente a esta situação, esta análise é dividida em etapas distintas: a. Conhecimento global da empresa: através da observação dos diversos setores envolvidos no processo da empresa, seja administrativo ou produtivo, bem como as atividades e operações desenvolvidas e os grupos homogêneos existentes. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 8 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br b. Análise de Campo: consistem basicamente em: b1. Análise do cargo • Estudo individual da tarefa prescrita e tarefa real do cargo em estudo. • Coleta e seleção de dados (inspeção/análise de demanda). Na inspeção, através de critérios ergonômicos de escolha, as atividades com maior relevância serão analisadas. b2. Estudo ergonômico do mobiliário do posto de trabalho • Verificação da adequação do mobiliário/ equipamentos com a antropometria (medida dos seguimentos corporais) do trabalhador. • Análise do mobiliário existente relacionando as condições de boa postura, visualização e operação.alternado com atividades físicas; • Monitor posicionado sobre mesa administrativa em área específica do setor; • Ausência de relatos de desconforto visual pelos colaboradores avaliados; • Não foram observadas posturas forçadas contínuas durante a digitação ou consulta ao sistema. Análise Ergonômica Considerando a natureza mista da função (operacional + administrativa), a exposição ao monitor caracteriza-se como moderada e não contínua, reduzindo o risco de sobrecarga visual prolongada. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 78 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br Contudo, por se tratar de ambiente logístico, deve-se observar: • Possível presença de iluminação artificial intensa; • Risco de reflexos oriundos de luminárias industriais ou portas metálicas; • Transição frequente entre ambiente operacional e área administrativa, podendo gerar adaptação visual constante. No momento da avaliação, não foram identificadas não conformidades relevantes quanto à leitura da tela. Recomendações Técnicas • Manter o monitor posicionado com o topo da tela na altura dos olhos ou ligeiramente abaixo; • Garantir distância média entre 50 e 70 cm entre olhos e monitor; • Evitar posicionamento frontal a fontes de luz intensa; • Ajustar brilho e contraste conforme iluminação do ambiente; • Orientar pausas visuais naturais, especialmente em períodos de maior uso do sistema; • Reavaliar as condições caso haja ampliação da informatização das atividades. C.8 - Suporte para os pés: Base Normativa: NR-17 – item 17.3.4 Descrição Técnica Conforme o item 17.3.4 da NR-17, quando o trabalhador utilizar posto de trabalho com assento ajustado à altura da mesa e seus pés não alcançarem o piso de forma confortável, deve ser disponibilizado suporte para os pés, com inclinação ajustável e superfície antiderrapante. No GHE 02 – Expedição, as atividades apresentam predominância operacional, com postura majoritariamente em pé e deslocamentos frequentes. O uso de assento ocorre de forma intermitente, principalmente durante: • Lançamentos em sistema informatizado; • Conferência documental; • Emissão de notas fiscais; • Planejamento e organização de tarefas (no caso do Líder de Expedição). mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 79 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br Condições Observadas • Postura predominante em pé ao longo da jornada; • Utilização eventual de cadeira nas atividades administrativas; • Não foram relatadas queixas relacionadas a desconforto por ausência de apoio para os pés; • O tempo sentado não é contínuo nem prolongado. Análise Ergonômica Considerando que a permanência sentada no GHE 02 não é contínua e ocorre de forma alternada com atividades dinâmicas, não foi evidenciada a necessidade obrigatória de suporte para os pés no momento da avaliação, desde que: • A cadeira esteja regulada adequadamente; • Os pés permaneçam totalmente apoiados no piso durante o uso do assento. O risco ergonômico associado à ausência de apoio para os pés é classificado como baixo, dada a curta duração da postura sentada. Recomendações Técnicas Mesmo não sendo requisito crítico no contexto atual, recomenda-se: • Verificar se todos os trabalhadores conseguem manter os pés totalmente apoiados no solo ao utilizar a cadeira; • Disponibilizar suporte para os pés caso seja identificado trabalhador com estatura que impeça apoio adequado; • Garantir que eventual apoio possua: o Superfície antiderrapante; o Inclinação ajustável; o Dimensão suficiente para acomodação confortável dos pés; • Reavaliar a necessidade caso aumente o tempo de permanência sentado em função de alterações operacionais. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 80 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br D – CONDIÇÕES AMBIENTAIS DE TRABALHO NR 17, ITEM 17.5 Para o cargo analisado foi realizada a aferição condições ambientais no setor de labor DADOS GERAIS AVALIAÇÃO QUANTITATIVA Setor Cargo IL U M IN A M E N T O ( L U X ) R U ÍD O d B (A ) T E M P E R A T U R A E F E T IV A ( o C ) V E L O C ID A D E D O A R (m /s ) U M ID A D E R E L A T IV A D O A R ( % ) EXPEDIÇÃO – GHE 02 Todos os colaboradores do setor 510 Lux 63,0 dB(A) 20,5 oC 0,04m /s 58 % As condições ambientais de trabalho estabeleceram conformidade com a NR 17. item 17.5. E – ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO E.1 - Horário de trabalho e turnos: NR-17 (Item 17.6.1) Foi evidenciada a carga horaria de trabalho de 8 horas, com uma hora de intervalo para refeição e flexibilidade irrestrita para executar pausas adicionais para hidratação e uso de banheiro. Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. E.2 - Normas de Produção: NR-17 (Item 17.6.2) Não foi relatado pelos colaboradores entrevistados normas de produção rígida. As normas, escritas ou não, explícitas ou implícitas, que o trabalhador deve seguir para realizar a tarefa. Os colaboradores estão cientes do horário de trabalho, duração e frequência das pausas. Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 81 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br E.3 - Autonomia de Operação: NR-17 (Item 17.6.2) Os colaboradores analisados são capazes de decidir e adaptar a forma de execução de seus trabalhos dentro dos preceitos organizacionais estabelecidos. Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. E.4 - Exigência de Tempo: NR-17 (Item 17.6.2) Não é necessária a exigência de fixação de tempo determinado para a execução das atividades laborais analisadas. Os objetivos são fixados pela empresa, porém existem margens de liberdade para que os trabalhadores possam gerenciar seu tempo dentro da jornada de trabalho, de forma que não há elemento de esgotamento (físico). Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. E.5 - Conteúdo das atividades: (Alternância de atividades / Diversificação): NR-17 (Item 17.6.2) As tarefas desenvolvidas no setor apresentam ampla diversificação, contemplando diferentes tipos de atividades ao longo do processo produtivo. Essa alternância contribui positivamente para o estímulo cognitivo dos colaboradores, atuando como um importante fator de prevenção da monotonia, que é um dos principais desencadeadores do cansaço mental e da queda de atenção. A distribuição das atividades é realizada de acordo com as competências técnicas específicas e os registros profissionais de cada colaborador, garantindo que nenhuma tarefa seja atribuída sem o devido treinamento prévio, respeitando os limites das funções e evitando desvios ou acréscimos que possamcomprometer a segurança e a saúde do trabalhador. Essa organização promove um ambiente de trabalho seguro e saudável, favorecendo o engajamento, a motivação e a manutenção do desempenho adequado, além de minimizar riscos psicossociais decorrentes da repetitividade ou sobrecarga cognitiva. Recomendações Embora a diversificação e a alternância das atividades estejam adequadas, recomenda-se: • Manutenção rigorosa dos programas de capacitação e treinamento, assegurando a atualização constante das competências profissionais e a adequada preparação para eventuais mudanças nas funções; mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 82 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br • Monitoramento periódico da carga mental e física, especialmente em momentos de alteração na demanda ou no quadro de colaboradores, para garantir que a diversificação continue promovendo benefícios ergonômicos; • Estimular o feedback contínuo dos colaboradores acerca do conteúdo e da organização das atividades, possibilitando ajustes que melhorem o equilíbrio entre desafios e capacidades individuais; • Promover pausas e intervalos regulares, em consonância com as variações de tarefas, para otimizar a recuperação e a atenção durante a jornada. E.6 - Remuneração e vantagens de qualquer espécie: NR-17 (Item 17.6.3-a) Para efeito de remuneração financeira, não são oferecidas vantagens de qualquer espécie, que levem aos colaboradores a aumentarem a produtividade, podendo ocasionar repercussões negativas sobre a saúde. Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. E.7 – Pausas: NR-17 (Item 17.6.3-b) Durante a avaliação ergonômica, foram identificados diversos tipos de pausas na rotina laboral do colaborador, que contribuem para a redução da fadiga física e mental, favorecendo a manutenção do desempenho e da saúde ocupacional. São elas: ✓ Pausas espontâneas: Interrupções voluntárias feitas pelo próprio trabalhador, que utiliza esses momentos para descanso ou troca de atividade, auxiliando na autorregulação da carga de trabalho e prevenção do cansaço acumulado. ✓ Pausas disfarçadas: Intervalos que ocorrem quando o colaborador realiza atividades diferentes da tarefa principal, como atendimento a colegas ou consultas rápidas a documentos, proporcionando variação biomecânica e cognitiva. ✓ Pausas inerentes à natureza do trabalho: São as interrupções naturais decorrentes da própria organização do trabalho, como mudanças de tarefas ou períodos de espera entre processos. ✓ Pausas determinadas pela gerência: Interrupções formais e programadas, como os intervalos para refeições, que são essenciais para o descanso físico e mental dos colaboradores durante a jornada. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 83 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br A presença e a diversidade dessas pausas indicam uma adequada estruturação do trabalho, que respeita os limites psicofisiológicos dos trabalhadores e está alinhada às boas práticas ergonômicas preconizadas pela NR-17. Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. F – RESULTADOS DAS FERRAMENTAS COMPLEMENTARES DE ANÁLISE ERGONÔMICA UTILIZADAS F.1 - MOORE & GARG: A ferramenta de auxílio no diagnóstico ergonômico, que analisa o risco de desenvolvimento de disfunções músculo tendinosas em membros superiores MOORE & GARG, apresentou baixo risco para disfunções músculo tendinosas em membros superiores. F.2 - CHEKLIST DE HUDSON COUTO PARA AVALIAÇÃO DE CADEIRA E CARACTERÍSTICAS FÍSICAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS NA NBR 13962-2006: Visando facilitar a análise ergonômica do mobiliário (cadeira) e as ações corretivas da empresa, foram atribuídos em algarismos romanos, os números correspondentes para as cadeiras. A cadeira apresentou excelentes condições ergonômicas em suas características estruturais, segundo Hudson Couto, e, conformidade física e dimensional com a com a ABNT-NBR 13962- 2006. F.3 - CONFORMIDADE DAS DIMENSÕES GERAIS DA MESA DE TRABALHO BASEOU-SE NOS VALORES ESTIPULADOS PELA ABNT NBR 13966:2008 A mesa instalada no setor, possui as dimensões que estabelecem conformidade com a ABNT NBR 13966:2008; RESULTADOS DAS FERRAMENTAS COMPLEMENTARES DE ANÁLISE MOORE & GARG – Ferramenta de diagnóstico ergonômico, que analisa o risco de desenvolvimento de disfunções músculo tendinosas em membros superiores. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 84 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br Classificação Caracterização Mult. Enc. Intensidade do esforço ( FIT ) Leve Tranquilo F 80% do ciclo 3.0 Frequencia do Esforço ( FFE ) 20 por minuto 3.0 Postura da Mão-Punho ( FPMP ) Muito boa Neutro 1.0 Boa Próxima do neutro 1.0 Razoável Não neutro 1.5 Ruim Desvio nítido 2.0 Muito ruim Desvio próximo do máximo 3.0 Ritmo do trabalho ( FRT ) Muito lento = 115% ( apertado, não acompanha ) 2.0 Duração do trabalho ( FDT ) = 8 horas por dia 1.5 = 1,00 7,0 Índice de Moore & Garg (Strain Index) Baixo Risco Duvidoso 1 1 1 1 Alto risco ÍNDICE ( FITxFDExFFExFPMPxFRTxFDT ) 1 1 RESULTADO mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 85 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br IDENTIFICAÇÃO E METODOLOGIA DE AVALIAÇÃO DA CADEIRA 3- Características físicas: A norma define cadeira operacional, aquela com as seguintes características listadas abaixo: • Regulagem de altura do assento; • apoio lombar; • Base giratória; • Base com pelo menos cinco pontos de apoio, provida de rodízios; • Conformação da superfície do assento um pouco acentuada, e borda frontal arredondada. Contudo, visando o aperfeiçoamento da análise, utilizamos adicionalmente o checklist do pesquisador Hudson Couto para avaliação de cadeira e que levou em consideração os preceitos mais abrangentes em ergonomia e possibilita um diagnóstico quantitativo percentual do total de características ergonômicas existentes. CHEKLIST DE HUDSON COUTO PARA AVALIAÇÃO DE CADEIRA Cadeira Tipo I mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/86 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br CONCLUSÃO DA ANÁLISE DAS CARACTERÍSTICAS FISICAS DA CADEIRA: De acordo com o Checklist de Hudson, a cadeira analisada apresenta condições ergonômicas excelentes e de acordo com a ABNT-NBR 13962-2006 a cadeira analisada apresenta conformidade. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 87 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br 4- Características dimensionais: Dimensões da cadeira giratória descritas na ABNT-NBR 13962-2006 são: mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 88 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br Resumo das dimensões descritas na ABNT- NBR 13962-2006 e utilizadas na avaliação de conformidade da análise deste tipo de mobiliário: mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 89 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 90 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br CONCLUSÃO DA ANÁLISE DAS DIMENSÕES DA CADEIRA: De acordo com a ABNT-NBR 13962-2006 a cadeira analisada apresenta conformidade. MESA TIPO IX: Mesa de trabalho retangular CÓDIGO Nome da variável Valor em milímetros Valor aferido no local Mínimo Máximo h1 Altura da mesa de trabalho 720 750 720 l1 Largura da mesa de trabalho 800 - 1500 p1 Profundidade da mesa de trabalho 600 1.100 600 a Altura livre sob o tampo 660 - 727 b Profundidade livre para os joelhos 450 - 595 c Profundidade livre para os pés 570 - 600 e Largura livre para as pernas 600 - 600 r Raio da borda 25 25 Tabela 1: Dimensões gerais da mesa de trabalho (ABNT NBR 13966:2008) mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 91 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br A– IDENTIFICAÇÃO DO CARGO ANALISADO ERGONOMICAMENTE SETOR: OPERACIONAL – GHE 03 03 CARGO: MONTADOR MECÂNICO – MOTORISTA – SUPERVISORA DE SERVIÇOS GERAIS Importante informar: A descrição oficial das atividades foi apresentada pelo avaliador ergonômico aos colaboradores avaliados, com o objetivo de validar a veracidade das rotinas laborais executadas pelos cargos integrantes do GHE 03. Os profissionais deste grupo exercem atividades de natureza predominantemente operacional, com exigências físicas, posturais e organizacionais distintas conforme o cargo. TAREFA (S) ANALISADA (S) ERGONOMICAMENTE: Rotinas administrativas no escritório localizado no setor. NATUREZA DA ATIVIDADE LABORAL: Operacional Administrativo Mista RECONHECIMENTO DO POSTO DE TRABALHO: Obs.: O local de trabalho desta amostra de colaboradores é Operacional. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 92 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br B – ANÁLISE PRELIMINAR DA ATIVIDADE Como foi mencionado no capítulo “METODOLOGIA”, após a entrevista com o trabalhador, foi determinado o tempo mínimo de 5 (cinco) minutos de observação da forma de execução das atividades, visando evidenciar as características dos ciclos biomecânicos de movimento no trabalho. Esta análise foi realizada utilizando a técnica de entrevista de uma amostra estatisticamente relevante, e observação a distância, para que o avaliado não alterasse a sua rotina e biomecânica de execução do trabalho em decorrência da presença do avaliador. B.1 - Descrição da Atividade Principal Os colaboradores pertencentes ao GHE 03 – Operacional desenvolvem atividades técnicas, de apoio logístico e de conservação predial, caracterizadas por execução prática, contato com equipamentos e/ou ambientes externos, exigindo atenção, responsabilidade e cumprimento de normas de segurança. Montador Mecânico Executa montagem e desmontagem de máquinas industriais, realiza ajustes técnicos, medições mecânicas, lubrificação de componentes, instalação de equipamentos e manutenção corretiva, podendo atuar em campo ou em área técnica interna. A atividade exige movimentação constante, uso de ferramentas manuais e elétricas, posturas variadas (em pé, inclinado, agachado) e eventual movimentação manual de cargas compatíveis com a função. Motorista Realiza condução e manobra de veículos para transporte de pessoas, cargas ou equipamentos, executa verificações básicas e manutenção preventiva do veículo, utiliza sistemas de navegação e cumpre normas de segurança e trânsito. A atividade caracteriza-se por permanência prolongada em postura sentada durante a condução, exposição a vibração veicular e exigência contínua de atenção e tomada de decisão. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 93 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br Supervisora de Serviços Gerais (Limpeza) Executa atividades de limpeza, higienização e conservação de ambientes internos e externos, incluindo varrição, lavagem de pisos, limpeza de sanitários, coleta de resíduos, reposição de materiais e organização de utensílios. A atividade é predominantemente realizada em pé, com deslocamentos frequentes, flexões de tronco, movimentos repetitivos de membros superiores e eventual transporte de materiais de limpeza. Características Gerais da Execução – GHE 03 • Predominância de atividades operacionais e físicas; • Posturas variadas, com alternância entre posições estáticas e dinâmicas; • Deslocamentos frequentes; • Possibilidade de movimentação manual de cargas conforme a função; • Exigência de atenção concentrada e cumprimento rigoroso de normas de segurança; • Atividades com ciclos variáveis, não padronizados, conforme demanda operacional. B.2 - Espaço do posto de trabalho / Layout: NR17 (itens 17.1, 17.4.1 e 17.5) Base Normativa: NR-17 (itens 17.1, 17.4.1 e 17.5) Descrição Técnica– GHE 03 (Operacional) O GHE 03 apresenta postos de trabalho distintos conforme o cargo, não se caracterizando por posto fixo padronizado, mas por ambientes operacionais variados. 1. Montador Mecânico Ambiente de Trabalho: • Área técnica, oficina ou campo externo; • Piso firme e regular; • Espaço destinado à montagem/desmontagem de máquinas; • Utilização de bancadas, ferramentas manuais e equipamentos mecânicos. Condições Observadas: • Espaço compatível com movimentação do trabalhador e manuseio de equipamentos; • Área que permite circulação segura ao redor das máquinas; mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 94 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br • Ausência de obstáculos fixos que comprometam deslocamentos; • Iluminação compatível com atividades de ajuste e medição. Análise Ergonômica: O layout permite mobilidade adequada, porém a variabilidade postural é inerente à atividade (inclinação de tronco, agachamentos e alcance manual). O espaço físico é compatível com a execução da função, desde que mantida organização contínua da área. 2. Motorista Ambiente de Trabalho: • Cabine do veículo; • Assento regulável; • Painel de instrumentos e comandos operacionais; • Utilização de sistema de navegação. Condições Observadas: • Veículo com regulagem de banco e encosto; • Espaço interno compatível com a função de condução; • Acesso adequado aos comandos sem necessidade de torções excessivas. Análise Ergonômica: O posto caracteriza-se como estação móvel, com permanência prolongada em postura sentada. A regulagem adequada do banco e encosto é essencial para manter alinhamento lombar e reduzir sobrecarga postural. 3. Supervisora de Serviços Gerais (Limpeza) Ambiente de Trabalho: • Ambientes internos e externos da empresa; • Uso de utensílios como vassouras, rodos, baldes e panos; • Deslocamentos frequentes entre setores. Condições Observadas: • Espaços amplos para execução das atividades; • Necessidade de deslocamento contínuo; • Eventual acesso a áreas com pisos molhados durante a atividade. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 95 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br Análise Ergonômica: O layout é variável e dinâmico, com alternância constante de ambientes. A atividade não se limita a posto fixo, sendo caracterizada por circulação permanente e execução manual. Conclusão Técnica – Layout (GHE 03) O GHE 03 não apresenta restrições espaciais significativas que comprometam a execução das atividades. Os postos de trabalho analisados estão compatíveis com as exigências da NR-17 quanto à organização e adequação do espaço, considerando a natureza operacional das funções. Entretanto, por se tratar de atividades predominantemente físicas e dinâmicas, recomenda-se monitoramento contínuo da organização dos ambientes, a fim de prevenir riscos decorrentes de obstáculos, armazenamento inadequado de ferramentas ou circulação comprometida. B.3 - Forças envolvidas: Base Normativa: NR-17 (itens 17.1, 17.2 e 17.3) Descrição Técnica – GHE 03 (Operacional) As atividades do GHE 03 apresentam exigências físicas variáveis conforme o cargo, com predominância de esforço muscular dinâmico em parte das funções. 1. Montador Mecânico a) Forças Predominantes • Aplicação de força manual para montagem e desmontagem de componentes; • Ajuste de peças mecânicas com utilização de ferramentas; • Eventual levantamento e posicionamento de partes e equipamentos; • Sustentação manual de ferramentas durante execução técnica. Classificação: Esforço físico moderado, podendo tornar-se pontualmente elevado dependendo do porte do equipamento. Condições Observadas • Posturas com inclinação de tronco; • Agachamentos ocasionais; • Uso frequente de membros superiores; • Alternância entre esforço estático e dinâmico. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 96 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br 2. Motorista a) Forças Predominantes • Baixa exigência de força física direta; • Movimentos repetitivos leves de membros superiores (volante e câmbio); • Esforço moderado eventual no manuseio de cargas ou equipamentos transportados. Classificação: Baixo esforço físico direto, porém com exposição a vibração e postura sentada prolongada. Condições Observadas • Permanência prolongada em postura sentada; • Movimentos contínuos de direção; • Exigência de coordenação motora e atenção constante. 3. Supervisora de Serviços Gerais (Limpeza) a) Forças Predominantes • Movimentos repetitivos de membros superiores (varrer, esfregar, torcer panos); • Transporte manual de baldes e materiais de limpeza; • Flexões frequentes de tronco; • Sustentação de utensílios durante a execução. Classificação: Esforço físico leve a moderado, com repetitividade funcional. Análise Geral das Forças – GHE 03 • Presença de esforço físico relevante nas funções de Montador Mecânico e Serviços Gerais; • Baixa exigência de força no cargo de Motorista, porém com sobrecarga postural; • Alternância entre atividades dinâmicas e momentos de menor exigência física; • Ausência de evidências de esforço extremo contínuo durante a observação. Recomendações Técnicas • Orientação quanto à postura adequada durante levantamento de cargas; • Incentivo à alternância postural sempre que possível; • Organização do ambiente para evitar alcances excessivos; • Treinamento periódico sobre ergonomia aplicada às atividades operacionais; • Monitoramento de eventuais mudanças de processo que aumentem a exigência física mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 97 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br b) Contrações Musculares Estáticas - Base normativa: NR-17 (itens 17.1 e 17.2 – Organização do Trabalho): Base normativa: NR-17 – itens 17.1 e 17.2 (Organização do Trabalho) As contrações musculares estáticas ocorrem quando há manutenção prolongada de determinada postura sem alternância adequada, podendo gerar fadiga muscular localizada. Montador Mecânico • Permanência em pé durante parte significativa da jornada; • Sustentação de ferramentas durante ajustes; • Posturas inclinadas ou agachadas por períodos intermitentes. Análise: Apesar de existirem momentos de sustentação muscular, a atividade apresenta alternância natural de movimentos, reduzindo a manutenção prolongada de contração isométrica contínua. Motorista • Permanência prolongada em postura sentada; • Manutenção contínua de membros superiores no volante; • Exposição a vibração de corpo inteiro. Análise: Existe maior potencial de contração estática em região lombar, cervical e ombros, especialmente em trajetos longos. A regulagem adequada do banco é fator determinante para redução da sobrecarga. Supervisora de Serviços Gerais (Limpeza)• Postura predominantemente em pé; • Movimentos repetitivos com membros superiores; • Flexão de tronco em determinadas atividades. Análise: Embora haja esforço físico, a atividade é predominantemente dinâmica, com alternância de tarefas, o que reduz o risco de contração estática prolongada. Recomendações – Contrações Estáticas • Incentivar alternância postural sempre que possível; • Realizar pausas para alongamento; mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 98 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br • Ajustar ferramentas e utensílios à altura adequada; • Para motorista, garantir regulagem correta do banco e pausas em trajetos extensos. c) Transporte Manual de Cargas Base normativa: NR-17 – item 17.3.2 (a, b, c) O transporte manual de cargas foi avaliado considerando levantamento, deposição e deslocamento de materiais cujo peso é suportado integralmente pelo trabalhador. Montador Mecânico • Movimentação eventual de peças e componentes; • Possível levantamento de equipamentos de porte variável. Classificação: Transporte ocasional, compatível com a função, devendo respeitar limites biomecânicos individuais. Motorista • Pode auxiliar na carga e descarga de materiais; • Esforço variável conforme peso transportado. Classificação: Transporte eventual, não contínuo. Supervisora de Serviços Gerais • Transporte de baldes com água; • Movimentação de sacos de lixo; • Transporte de materiais de limpeza. Classificação: Cargas leves a moderadas, com frequência distribuída ao longo da jornada. Condições Observadas • Não foi evidenciado transporte contínuo de cargas pesadas durante a amostragem; • As cargas manipuladas são compatíveis com a natureza das funções; • Não foram identificadas situações críticas de levantamento extremo. Recomendações – Transporte Manual • Orientar técnica correta de levantamento (flexão de joelhos e alinhamento de coluna); • Evitar torções de tronco durante transporte; • Utilizar carrinhos ou equipamentos auxiliares quando disponível; mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 99 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br • Avaliar necessidade de apoio mecânico caso haja aumento de demanda física futura. d) Vibração Ocupacional (Análise Complementar – Motorista) Referência técnica: NR-15 (Anexo 8) e ISO 2631 O cargo de Motorista apresenta exposição a vibração de corpo inteiro decorrente da condução veicular. Análise Técnica: • Exposição variável conforme tipo de via e veículo; • Possível impacto em região lombar; • Necessidade de manutenção preventiva do veículo para redução da vibração. Recomendação: • Manutenção periódica da suspensão; • Ajuste adequado do banco; • Pausas regulares em trajetos longos. e) Compressão de Tecidos: NR17 (item17.4.1) Durante a análise ergonômica do posto de trabalho no setor de formalização, não foi identificada compressão de tecidos moles, como antebraços, punhos, coxas ou panturrilhas, em contato com superfícies duras ou quinas de mobiliário. As cadeiras utilizadas possuem apoio de braços e regulagem de altura, com superfícies adequadas ao uso prolongado. As mesas não apresentam bordas ou quinas agressivas, e os equipamentos estão dispostos de forma funcional, respeitando as zonas de alcance manual e visual, o que minimiza o risco de apoio indevido de partes do corpo em superfícies que possam causar compressão ou comprometimento da circulação sanguínea. Condições observadas • Ausência de apoio contínuo de antebraços ou punhos sobre superfícies rígidas ou angulares. • Altura das mesas compatível com a posição sentada e o uso de teclado/mouse. • Assento das cadeiras com bordas arredondadas, sem interferência na circulação das pernas. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 100 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br Recomendações: Embora não tenham sido observados indícios de compressão de tecidos, seguem recomendações preventivas, alinhadas à ergonomia participativa e à promoção contínua da saúde ocupacional: ✓ Verificar periodicamente a regulagem das cadeiras, garantindo que os apoios estejam ajustados à estatura dos trabalhadores e não gerem pressão nos membros superiores ou inferiores. ✓ Estimular a alternância postural e a movimentação regular, reduzindo o tempo de apoio contínuo em uma mesma superfície. ✓ Evitar improvisos no mobiliário, como o uso de superfícies secundárias para apoio de braços ou pernas, que possam causar compressões pontuais. ✓ Orientar os trabalhadores quanto ao posicionamento correto dos braços, mantendo os ombros relaxados, cotovelos próximos ao tronco e antebraços paralelos ao chão, com apoio suave e contínuo. ✓ Substituir ou adaptar mobiliário com quinas vivas ou superfícies rígidas, caso venha a ser introduzido no ambiente futuramente. e) Ciclo de Trabalho (NR-17) O ciclo de trabalho no GHE 03 apresenta variação conforme o cargo exercido: • Montador Mecânico: ciclo variável, condicionado à demanda de montagem, manutenção ou assistência técnica, podendo envolver períodos alternados de execução técnica, ajustes e inspeções. • Motorista: ciclo contínuo durante o trajeto, com variação conforme rota, trânsito e carga transportada. • Supervisora de Serviços Gerais (Faxineira): ciclo repetitivo por ambiente/área limpa, com alternância entre atividades de varrição, lavagem, organização e coleta de resíduos. Observa-se que os ciclos não são rigidamente padronizados, havendo alternância de tarefas ao longo da jornada, o que reduz a monotonia operacional. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 101 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br f) Ritmo de Trabalho e Pressão Temporal (NR-17 / NR-01) O ritmo de trabalho é considerado moderado, variando conforme demanda operacional e prazos estabelecidos. • Para o Montador Mecânico, o ritmo é determinado por cronogramas de manutenção e necessidade de atendimento técnico. • Para o Motorista, o ritmo depende de itinerários, horários de entrega e condições externas (trânsito). • Para a Supervisora de Serviços Gerais, o ritmo está vinculado ao cronograma de limpeza e demandas internas. Não foi identificada pressão temporal excessiva de forma habitual. Eventuais períodos de maior exigência ocorrem de forma pontual. Conforme preconiza a NR-01 (PGR – Gerenciamento de Riscos Ocupacionais), recomenda- se monitoramento contínuo de fatores organizacionais que possam gerar sobrecarga física ou mental. g) Cadência A cadência de trabalho não é mecanicamente imposta por equipamentos automáticos ou esteiras. • No caso do Montador Mecânico, a cadência é auto-regulada conforme complexidade da tarefa. • O Motorista possui cadência variável, influenciada por condições externas. • A Supervisora deServiços Gerais executa tarefas com cadência moderada, determinada pela dimensão das áreas e metas diárias. Não há imposição de cadência elevada constante. h) Repetitividade Verifica-se presença de movimentos repetitivos, principalmente: • No Montador Mecânico, em ajustes, manuseio de ferramentas e fixação de peças. • Na Supervisora de Serviços Gerais, em atividades de varrição, esfregação e organização. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 102 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br • No Motorista, movimentos repetitivos de membros superiores durante condução e manobras. A repetitividade é classificada como moderada, com alternância de tarefas ao longo da jornada, o que reduz o risco de sobrecarga localizada. Recomenda-se: ✔ Alternância de atividades ✔ Pausas regulares ✔ Orientação postural ✔ Monitoramento de queixas osteomusculares Recomendações Ergonômicas (mesmo com conformidade) Embora o ritmo atual de trabalho esteja adequado, recomenda-se: ✓ Manter a autonomia funcional dos trabalhadores quanto à gestão do ritmo e da sequência de tarefas, promovendo equilíbrio entre produtividade e saúde ocupacional. ✓ Monitorar rotinas em períodos críticos, como fechamento de relatórios, auditorias ou alta demanda, que eventualmente possam elevar o ritmo de trabalho além do habitual. ✓ Promover campanhas de sensibilização sobre sinais de fadiga, para que os próprios colaboradores possam identificar precocemente alterações no ritmo que possam indicar risco ergonômico. ✓ Evitar introdução de metas rígidas ou controle automatizado de produtividade, que poderiam transformar um ambiente acíclico e flexível em um contexto de sobrecarga e exigência repetitiva. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 103 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 104 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br i) Parecer Biomecânico: Observa-se que a atividade laboral exige uma movimentação biomecânica ampla dos segmentos corporais. Além da deambulação (ato de andar), necessária para chegar aos locais de execução das atividades, há um regular uso da movimentação dos membros superiores decorrente das diferentes rotinas manuais executadas. As movimentações biomecânicas dos segmentos da coluna vertebral foram evidenciadas, porém a periodicidade de movimentação em grandes amplitudes é baixa e não indicou risco biomecânico decorrente da repetitividade, associada ou não ao transporte manual de recipientes e equipamentos. No item “F”, intitulado “RESULTADOS DAS FERRAMENTAS COMPLEMENTARES DE ANÁLISE ERGONÔMICA UTILIZADAS”, foi utilizada uma ferramenta de diagnóstico ergonômico que avalia a sobrecarga biomecânica dos membros superiores e do pescoço em uma tarefa ocupacional e uma ferramenta de análise dos riscos de desenvolvimento de disfunções músculo tendinosas em membros superiores. Resumidamente, o resultado destas duas análises foram respectivamente: • A avaliação através da ferramenta de diagnóstico ergonômico denominada de “RULA”, específica para avaliação da sobrecarga biomecânica dos membros superiores e do pescoço em uma tarefa ocupacional, demonstrou a necessidade de investigação das condições biomecânicas por esta análise ergonômica do trabalho. Hábitos posturais impróprios são fontes geradoras de movimentos biomecânicos inadequados e necessitam de intervenção não somente física no ambiente laboral, mas também comportamental dos colaboradores. Recomendações: • realização de treinamento postural. O estudo de periodicidade desta ação se faz necessário, para que seja possível a adequação gradativa no comportamento postural do colaborador durante a realização de suas atividades laborais. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 105 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br C - MOBILIÁRIO E EQUIPAMENTOS DOS POSTOS DE TRABALHO NR 17, ITENS 17.3 e 17.4 C.1 – Vassouras de varrição ou MOP: Foi evidenciada a presença de vassouras convencionais e MOP na atividade de limpeza. Foi verificada a presença de vassouras do tipo “Mop” de tamanhos diferenciados, para as atividades de varrição de salas em postura e biomecânica mais apropriadas. Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. C.2 – Panos de limpeza e rodos: Foi evidenciada a presença de rodos e panos de limpeza convencionais na atividade de limpeza. Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. C.3 – Baldes: Foi evidenciada a presença de baldes com capacidade de 5 litros para utilização dos produtos diluídos e água. Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. C.4 – Equipamento auxiliar para o transporte de equipamentos e materiais de limpeza: Foi evidenciado a presença de carrinho auxiliar para transporte dos materiais utilizados nas atividades de limpeza Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. C.5 - Sinalização de segurança: Foi evidenciado dispositivos de sinalização de piso molhado, para o uso na rotina laboral dos colaboradores. Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 106 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br C.6 – Carrinho coleta de lixo: Foi evidenciado carrinho de apoio para coleta de lixo nos diversos setores do complexo aeroportuário. Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. D – CONDIÇÕES AMBIENTAIS DE TRABALHO NR 17, ITEM 17.5 DADOS GERAIS AVALIAÇÃO QUANTITATIVA Setor Cargo IL U M IN A M E N T O ( L U X ) R U ÍD O d B (A ) T E M P E R A T U R A E F E T IV A ( o C ) V E L O C ID A D E D O A R (m /s ) U M ID A D E R E L A T IV A D O A R ( % ) OPERACIONAL GHE03 Todos os funcionários do setor Dependente da área em que está executando as atividades As condições ambientais de trabalho nas áreas vistoriadas, locais onde o agente de asseio e conservação trabalha, estabeleceram conformidade com a NR 17. item 17.5. E – ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO E.1 - Horário de trabalho e turnos: NR-17 (Item 17.6.1) Foi evidenciada a presença de um turno de trabalho com horário de 8 h diárias e com uma hora de intervalo para a refeição principal e flexibilidade irrestrita para executarpausas adicionais para hidratação e uso de banheiro. Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 107 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br E.2 - Horas extras: NR-17 (Item 17.6.1) Relata que não há incidência. Recomendações: Manter a política organizacional para evitar a ocorrência de horas extras. E.3 - Normas de Produção: NR-17 (Item 17.6.2) As normas, escritas ou não, explícitas ou implícitas que o trabalhador deve seguir para realizar a tarefa são transmitidas e supervisionadas por colaboradores que coordenam as atividades. Os colaboradores estão cientes do horário de trabalho, duração e frequência das pausas. Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. E.4 - Autonomia de Operação: NR-17 (Item 17.6.2) O colaborador analisado é capaz de decidir e adaptar a forma de execução de seu trabalho dentro dos preceitos organizacionais estabelecidos. Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. E.5 - Modo operatório: NR-17 (Item 17.6.2) O modo operatório da atividade administrativa analisada designa as atividades ou operações que devem ser executadas para se atingir o resultado desejado e o objetivo da tarefa. Os procedimentos de limpeza, que utilizam luvas, podem ser organizados através da especificação correta da cor e tipo da luva. Na rotina laboral de limpeza de banheiros, devido ao uso de produtos químicos diluídos e possibilidade de contaminação na lavagem do ambiente. Estas adequações organizacionais são incrementos nas rotinas de biossegurança que já existem na execução das atividades laborais da amostra analisada. Recomendações: • Uso de diferentes cores de luvas para executar atividades específicas: Cor da luva Local de limpeza Verde: Retirada de lixo Verde nitrilica Banheiro Amarela: Escritório, áreas comuns e copa mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 108 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br • Treinamento registrado para o uso correto dos novos equipamentos sugeridos por esta análise. E.6 - Exigência de Tempo: NR-17 (Item 17.6.2) Não é necessária a exigência de fixação de tempo determinado para a execução da atividade laboral analisada. Os objetivos são fixados pela empresa, porém existem margens de liberdade para que o trabalhador possa gerenciar seu tempo dentro da jornada de trabalho, de forma que não há elemento de esgotamento (físico). Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. E.7 - Conteúdo das atividades: (Alternância de atividades / Diversificação): NR-17 (Item 17.6.2) As tarefas apresentam diversificação por envolver atividades diferentes durante os processos produtivos, portanto o estímulo cognitivo é diferenciado, de forma que é um elemento de prevenção à monotonia nas atividades e auxilia na manutenção da atenção. A atividade executada é distribuída de acordo com a competência técnica e registro profissional do colaborador, não sendo permitida, em nenhuma hipótese, a atividade laboral sem treinamento prévio, desvio ou acréscimo de função. Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. E.8 - Remuneração e vantagens de qualquer espécie: NR-17 (Item 17.6.3-a) Para efeito de remuneração financeira, não são oferecidas vantagens de qualquer espécie, que levem o colaborador a aumentar a produtividade, podendo ocasionar repercussões negativas sobre a saúde. Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. E.9 – Pausas: NR-17 (Item 17.6.3-b) Foram verificadas as seguintes pausas na atividade laboral diária do colaborador avaliado: 1. Pausas espontâneas, que os trabalhadores fazem por iniciativa própria para interromper o fluxo de trabalho. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 109 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br 2. Pausas disfarçadas, que é o tempo em que o trabalhador desempenha outra atividade em vez do trabalho principal. 3. Pausas que fazem parte da natureza do trabalho, que englobam as causadas por interrupções ou organização do trabalho. 4. Pausas determinadas pela gerência, como as pausas para almoço. Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. E.10 - A rotatividade de pessoal (também Turnover): Não foi mencionado pelo colaborador analisado a existência de rotatividade (demissional e admissional) de pessoal no seu cargo. Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. E.11 - Conflitos na equipe de trabalho: Não foram observados ou explanados oralmente pelo colaborador analisado, qualquer forma de conflito na equipe de trabalho que deva sofrer intervenção ergonômica imediata. Importante salientar que os colaboradores estão cientes de que qualquer forma de conflito ou situação desconfortável devem ser relatadas para os seus supervisores ou para o setor de Recursos Humanos da empresa, que analisa e participa na solução das inconformidades relatadas pelos colaboradores. Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 110 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br F – CONCLUSÃO TÉCNICA FINAL Base Normativa: NR-17 e NR-01 (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais – GRO/PGR) A presente Análise Ergonômica do Trabalho foi conduzida conforme os preceitos estabelecidos na Norma Regulamentadora nº 17, considerando as condições reais de trabalho observadas, entrevistas com os colaboradores e avaliação técnica das atividades desempenhadas nos respectivos Grupos Homogêneos de Exposição (GHE). A análise contemplou aspectos biomecânicos, organizacionais, ambientais e psicossociais, conforme metodologia descrita neste documento. GHE 01 – SETOR ADMINISTRATIVO As atividades são predominantemente administrativas, realizadas em postos informatizados, com postura majoritariamente sentada e baixa exigência de força física. A exigência ocupacional concentra-se nos aspectos cognitivos, envolvendo: • Atenção concentrada; • Conferência de dados; • Tomada de decisão; • Atendimento a demandas internas e externas. Não foram evidenciados riscos ergonômicos significativos relacionados a transporte manual de cargas, esforços excessivos ou repetitividade crítica. Classificação do Risco Ergonômico: Baixo a Moderado (predominância cognitiva). Recomenda-se manutenção das boas práticas ergonômicas já adotadas, monitoramento periódico do mobiliário e incentivo a pausas preventivas. GHE 02 – EXPEDIÇÃO As atividades possuem natureza mista, com predominância operacional, envolvendo movimentação manual de cargas compatíveis com a função, organização de estoque, conferência documental elançamentos em sistema informatizado. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 111 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br Foi evidenciada alternância entre atividades dinâmicas e administrativas, com ciclos variáveis e ausência de padrão repetitivo contínuo. A exigência física é moderada e compatível com a natureza da atividade, não sendo identificadas situações de sobrecarga biomecânica crítica no momento da avaliação. A pressão temporal pode ocorrer em períodos de maior demanda logística, porém não se observou exigência de ritmo excessivo ou metas incompatíveis com a capacidade operacional. Classificação do Risco Ergonômico: Moderado (predominância operacional). Recomenda-se: • Orientação quanto a técnicas adequadas de levantamento e movimentação de cargas; • Monitoramento periódico do layout e organização do estoque; • Acompanhamento das condições organizacionais em períodos de alta demanda. GHE 03 – OPERACIONAL As atividades apresentam variabilidade biomecânica relevante, incluindo deslocamentos frequentes, uso de ferramentas, condução de veículos e execução de tarefas de limpeza e conservação. Foi observada movimentação ampla de segmentos corporais, com alternância postural e exigência física variável conforme a atividade executada. Não foram identificadas condições de repetitividade crítica ou exposição contínua a posturas forçadas de maneira permanente. A alternância natural das tarefas contribui para a redução de sobrecarga estática prolongada. Classificação do Risco Ergonômico: Moderado (variável conforme atividade). Recomenda-se: • Treinamento periódico sobre postura e técnicas seguras de movimentação; • Monitoramento preventivo das condições organizacionais; • Manutenção dos equipamentos auxiliares utilizados nas atividades operacionais. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 112 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br PARECER TÉCNICO CONCLUSIVO Após análise técnica detalhada dos postos de trabalho pertencentes aos GHE 01 (Administrativo), GHE 02 (Expedição) e GHE 03 (Operacional), conclui-se que: • As atividades avaliadas apresentam riscos ergonômicos compatíveis com sua natureza funcional. • Não foram identificadas condições de risco grave ou iminente. • Os fatores biomecânicos observados encontram-se dentro de padrões aceitáveis para as funções desempenhadas. • Os aspectos organizacionais não evidenciaram pressão temporal excessiva ou metas incompatíveis com a capacidade funcional dos trabalhadores. • As condições ambientais atendem aos requisitos mínimos estabelecidos pela NR-17. Os riscos ergonômicos identificados são classificados como: • GHE 01: Baixo a Moderado (predominância cognitiva) • GHE 02: Moderado (predominância operacional) • GHE 03: Moderado (variável conforme atividade) Recomenda-se a manutenção das medidas preventivas descritas neste documento e sua integração ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), conforme preconiza a NR-01. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 113 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br CONCLUSÃO GERAL Com base na análise técnica realizada, conclui-se que: • As condições avaliadas encontram-se em conformidade com os requisitos da NR-17. • Não foram identificadas situações de risco ergonômico grave ou iminente. • Os riscos ergonômicos observados são compatíveis com a natureza das atividades desempenhadas. • Recomenda-se a manutenção das práticas preventivas e o monitoramento contínuo das condições de trabalho, integrando os achados desta AET ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), conforme NR-01. A implementação das recomendações apresentadas neste documento contribuirá para a preservação da saúde musculoesquelética, redução de riscos ocupacionais e melhoria contínua das condições de trabalho. ✔ Ambiente ergonomicamente adequado ✔ Ausência de risco grave ou iminente ✔ Recomendações preventivas implementáveis ✔ Integração recomendada ao PGR mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 114 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br CÓDIGOS DE INSERÇÃO NO e-Social RELACIONADOS À ERGONOMIA S-2240 – Condições Ambientais do Trabalho - Fatores de Risco Conceito do evento: este evento é utilizado para registrar as condições ambientais de trabalho do empregado/servidor, estagiário, trabalhador avulso e cooperado de cooperativa de trabalho, indicando a prestação de serviços, pelo trabalhador, em ambientes descritos no evento S-1060, bem como para informar a existência de exposição aos fatores de risco descritos na Tabela 23 - fatores de risco ambientais. É utilizado também para comunicar mudança dos ambientes em que o trabalhador exerce suas atividades e para comunicar o encerramento de exercício das atividades do trabalhador nestes ambientes. Quem está obrigado: o empregador, a cooperativa, o órgão gestor de mão de obra, a parte concedente a estagiário e o sindicato de trabalhador avulso, sempre que mantiver empregado, trabalhador avulso, estagiário ou cooperado e Órgãos Públicos para servidores vinculados ao Regime Geral de Previdência Social - RGPS. No caso de servidores vinculados ao Regime Próprio de Previdência Social - RPPS o envio da informação é facultativo. Prazo de envio: até o dia 07 (sete) do mês subsequente ao da sua ocorrência ou antes do envio dos eventos mensais de remuneração relacionados ao trabalhador ou ainda daquele em que houver alteração ou cessação das atividades realizada nestes ambientes. Pré-requisitos: envio dos eventos “S-2100 - Cadastramento Inicial do Vínculo e/ou S-2200 - Admissão e/ou S-2300 – Trabalhador Sem Vínculo de Emprego/Estatutário - Início e o evento S1060 - Tabela de Ambientes de Trabalho". mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 115 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br Informações adicionais: 1) Um mesmo vínculo pode ser enquadrado em mais de um ambiente previsto no evento “S– 1060Tabela Ambiente de Trabalho”. 2) Neste evento todos os trabalhadores da empresa serão vinculados a um ambiente descrito no evento de tabela S-1060, mesmo que não haja exposição a risco, hipótese em que deverá ser informado o código 09.01.001 (Ausência de fatores de risco) da tabela 23. 3) Este evento deve ser informado inclusive quando existir exercício de atividade desde antes da data da implantação do eSocial, pois esta informação não consta no evento S-2100 - CadastramentoInicial do Vínculo. Entretanto, esta informação somente produzirá efeitos a partir da obrigatoriedade do eSocial, sendo que para o período anterior serão utilizadas as informações encaminhadas via GFIP. 4) As informações prestadas neste evento integrarão o Perfil Profissiográfico Previdenciário – PPP - do empregado. 5) Deve ser informada a data a partir da qual o trabalhador passa a exercer atividade nos ambientes descritos no evento S-1060 – Tabela de Ambiente de Trabalho, a descrição das atividades desempenhadas pelo trabalhador nestes ambientes, se existe Equipamento de Proteção Coletiva (EPC) ou são utilizados Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e ainda, se estes são eficazes ou não para neutralizar o risco. Entretanto, esta informação somente produzirá efeitos a partir da obrigatoriedade do eSocial, sendo que para o período anterior serão utilizadas as informações encaminhadas via GFIP, bem como deverá o PPP ser elaborado em meio físico. 6) Caso a empresa forneça EPI devem ser prestadas as informações sobre o atendimento aos requisitos das NR- 06 e NR – 09 do Ministério do Trabalho e Emprego. 7) Equipamento de proteção coletiva - EPC eficaz significa a implantação de dispositivo de proteção que, de forma coletiva, não permitirá que nenhum trabalhador, em nenhum momento, esteja exposto, aos fatores de riscos no trabalho, a valores acima dos limites de tolerância definidos e regulamentados. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 116 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br 8) O exercício de atividade em um dos ambientes com exposição a fatores de risco, não implica necessariamente em condições para concessão da aposentadoria especial. 9) Deve ser informado neste evento a descrição das atividades desempenhadas. 10) Os riscos ergonômicos devem ser informados de acordo com as explicações que constam na tabela abaixo: Obs.: Para facilitar a inserção dos códigos no sistema do e-Social, este avaliador ergonômico assinalou com “X” na coluna “C” e na cor amarela os códigos correspondentes ao cargo analisado. 04.01.000 C. ERGONÔMICO - BIOMECÂNICOS ORIENTAÇÃO DE PREENCHIMENTO 04.01.001 X Exigência de posturas incômodas ou pouco confortáveis por longos períodos. Aplicável às situações em que o trabalhador, para exercer sua atividade, necessita adotar posturas incômodas ou desconfortáveis durante longos períodos ou várias vezes durante a jornada de trabalho. 04.01.002 X Postura sentada por longos períodos Aplicável às situações em que o trabalhador, para exercer sua atividade, necessita permanecer sentado por longos períodos contínuos durante a jornada de trabalho. 04.01.003 Postura de pé por longos períodos Aplicável às situações em que o trabalhador, para exercer sua atividade, necessita ficar pé por longos períodos contínuos durante a jornada de trabalho. 04.01.004 Constante deslocamento a pé durante a jornada de trabalho Aplicável às situações em que o trabalhador, para exercer sua atividade, necessita se deslocar a pé por longos períodos contínuos durante a jornada de trabalho. 04.01.005 Exigência de esforço físico intenso Aplicável às situações em que o trabalhador, para exercer sua atividade, necessita realizar esforço físico intenso, de toda e qualquer natureza. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 117 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br 04.01.006 Levantamento e transporte manual de cargas ou volumes Aplicável às situações em que o trabalhador, para exercer sua atividade, necessita fazer regularmente o levantamento e o transporte manual de cargas ou volumes de maneira contínua ou mesmo descontínua 04.01.007 Frequente ação de puxar/empurrar cargas ou volumes Aplicável às situações em que o trabalhador, para exercer sua atividade, necessita realizar esforço físico para puxar e/ou empurrar cargas ou volumes de toda e qualquer natureza. 04.01.008 Frequente execução de movimentos repetitivos Aplicável às situações em que o trabalhador, para exercer sua atividade, necessita exercer o mesmo movimento repetidamente por períodos contínuos durante a jornada de trabalho. 04.01.009 Manuseio de ferramentas e/ou objetos pesados por períodos prolongados Aplicável às situações em que o trabalhador, para exercer sua atividade, necessita manusear ferramentas e/ou objetos pesados por longos períodos durante a jornada de trabalho. 04.01.0010 Outros Outras situações que possam ser relacionadas às estruturas e/ou ao sistema locomotor do corpo humano. 04.02.000 C. ERGONÔMICO – MOBILIÁRIO E EQUIPAMENTOS ORIENTAÇÃO DE PREENCHIMENTO 04.02.001 X Mobiliário sem meios de regulagem de ajuste Aplicável às situações em que o trabalhador, para exercer sua atividade, não disponha de meios de regulagem de ajuste em seu mobiliário de trabalho (mesa, bancada, estação de trabalho, cadeira e banco). 04.02.002 Equipamentos e/ou máquinas sem meios de regulagem de ajuste ou sem condições de uso Aplicável às situações em que o trabalhador, para exercer sua atividade, disponha de equipamentos ou máquinas que estejam sem condições de uso ou não possuam meios de regulagem para ajuste. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 118 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br 04.02.003 Outros Outras situações que possam ser relacionadas às questões de mobiliário e equipamentos não relacionadas acima 04.03.000 C. ERGONÔMICO – ORGANIZACIONAIS ORIENTAÇÃO DE PREENCHIMENTO 04.03.001 Ausência de pausas para descanso ou não cumprimento destas durante a jornada Aplicável às situações em que o trabalhador, para exercer sua atividade, não disponha da possibilidade de fazer interrupções periódicas para descanso durante a jornada de trabalho. 04.03.002 Necessidade de manter ritmos intensos de trabalho Aplicável às situações em que o trabalhador necessita manter um ritmo intenso de trabalho, seja físico ou mental, para cumprir suas atividades 04.03.003 Trabalho com necessidade de variação de turnos Aplicável às situações em que o trabalhador necessita exercer sua atividade em jornadas de trabalho escalonadas que podem ter turnos variáveis entre matutino, vespertino e noturno. 04.03.004 X Monotonia Aplicável às situações em que o trabalhador esteja locado em ambiente uniforme, pobre em estímulos ou pouco excitantes e executa o mesmo tipo de tarefa continuamente durante a jornada de trabalho. 04.03.005 Ausência de um plano de capacitação, habilitação, reciclagem e atualização dos empregados Aplicável às situações em que o empregado não participa de um plano de desenvolvimento profissional, não recebe instruções formais de trabalho, cursos ou treinamentos relacionados à sua área de atuação. 04.03.006 Cobrança de metas de impossível atingimento Aplicável às situações em que o trabalhador é cobrado por metas de produtividade que não estão de acordo com a sua realidade de alcance. 04.03.007 Outros Outras situações que possam ser relacionadas à organizaçãodo trabalho. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 119 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br 04.04.000 C. ERGONÔMICO – PSICOSSOCIAIS / COGITIVOS ORIENTAÇÃO DE PREENCHIMENTO 04.04.001 X Situações de estresse Aplicável às situações em que o trabalhador sofre exigências físicas ou mentais exageradas. Estas exigências podem estar relacionadas ao conteúdo ou as condições de trabalho, aos fatores organizacionais ou a pressões econômico-sociais. 04.04.002 Situações de sobrecarga de trabalho mental Aplicável às situações em que o empregado realiza trabalho de alta exigência mental, que envolva muitas tarefas e grandes responsabilidades. 04.04.003 X Exigência de alto nível de concentração ou atenção Aplicável às situações em que o empregado necessita de alto nível de concentração ou atenção para realizar suas atividades. 04.04.004 Meios de comunicação ineficientes Aplicável às situações em que os sistemas de comunicação, de todas as naturezas, são falhos ou ineficientes para que o empregado consiga realizar suas atividades. 04.04.005 X Outros Outras situações que possam ser relacionadas às questões que envolvam processos mentais de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio, bem como aspectos psicológicos e sociais. 11) Em caso de registros de ambientes de trabalho localizados no exterior, os campos do grupo deverão ser preenchidos com as informações do responsável pelo PGR no Brasil. Por todo exposto, está finalizado o item 6 da Análise Ergonômica do Trabalho do Cargo de Coordenador Administrativo, sendo que está análise individual é parte de um documento que contém informações complementares importantes para estabelecer conformidade com os parâmetros definidos pela NR-17 (Norma Regulamentadora -17) da Portaria 3214/ 78 do então MTb. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 120 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br 7. ANEXOS 7.1- FERRAMENTAS DE ANÁLISE: FICHA BASE PARA ENTREVISTA Setor:__________________________________________________________________ Cargo/Função:___________________________________________________________ Tipo: Escritório c/ computador. Escritório c/ Laptop Telefonista/Telemarketing Outros________________________________________________________________ • Postura no Posto de Trabalho: APROPRIADA INAPROPRIADA • Carga Horária: Hora Extra: SIM NÃO • Descrição Simplificada da Tarefa: • Cadência, Ritmo e Biomecânica: • Repetitividade: SIM NÃO • Contração Estática: SIM NÃO • Mobiliário: APROPRIADO INAPROPRIADO FALTA ALGUM MOBILIÁRIO • Dimensões das mesas: • Estrutura das mesas: • Instalação de equipamentos nos postos informatizados em distâncias adequadas: SIM NÃO • Áreas de alcance na mesa: APROPRIADO INAPROPRIADO • Cadeiras: APROPRIADO INAPROPRIADO TIPOS: mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 121 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br • Headset: SIM NÃO • Suporte para documentos: SIM NÃO • Tela dos monitores: APROPRIADO INAPROPRIADO • Ofuscamento visual: SIM NÃO • Tipo de teclado e apoio ergonômico: APROPRIADO INAPROPRIADO • Mouse e apoio ergonômico: APROPRIADO INAPROPRIADO • Suporte para os pés: SIM NÃO • Espaço do posto de trabalho / Layout: APROPRIADO INAPROPRIADO • Equipamento: APROPRIADO INAPROPRIADO FALTA ALGUM EQUIP. • Forças envolvidas, contrações musculares estáticas e frequência de transporte manual de cargas: • Compressão de Tecidos: SIM NÃO • Ciclo de Trabalho, Repetitividade: • Normas de Produção: • Autonomia de Operação: SIM NÃO • Modo operatório: • Exigência de Tempo: SIM NÃO • Conteúdo das atividades: (Alternância de atividades / Diversificação): • Remuneração e vantagens de qualquer espécie: SIM NÃO • Pausas: SIM NÃO • A rotatividade de pessoal (também Turnover): SIM NÃO • Conflitos na equipe de trabalho: SIM NÃO mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 122 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br FERRAMENTAS COMPLEMENTARES DE ANÁLISE A escolha da ferramenta apropriada para a análise ergonômica fica ao critério técnico do avaliador. Dentre as inúmeras ferramentas ergonômicas existentes, as mais utilizadas em análises ergonômicas do trabalho são: * * * * * + * + * = * 0 3 Braço - Ante-braço - Punho 2 2 3 1 3 0 mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 123 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br * * * * + * * = * Ref. www.rula.co.uk (Osmond Workplace Solution) 0 3 2 Pescoço e Tronco 2 2 1 1 + mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 124 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br NORMA REGULAMENTADORA 17 (NR17) 17.1. Esta Norma Regulamentadora visa a estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. 17.1.1. As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento, transporte e descarga de materiais, ao mobiliário, aos equipamentos e às condições ambientais do posto de trabalho, e à própria organização do trabalho. 17.1.2. Para avaliar a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, cabe ao empregador realizar a análise ergonômica do trabalho, devendo a mesma abordar, no mínimo, as condições de trabalho, conforme estabelecido nesta Norma Regulamentadora. 17.2. LEVANTAMENTO, TRANSPORTE E DESCARGA INDIVIDUAL DE MATERIAIS. 17.2.1. Para efeito desta Norma Regulamentadora: 17.2.1.1. Transporte manual de cargas designa todo transporte no qual o peso da carga é suportado inteiramente por um só trabalhador, compreendendo o levantamento e a deposição da carga. 17.2.1.2. Transporte manual regular de cargas designa toda atividade realizada de maneira contínua ou que inclua, mesmo de forma descontínua, o transporte manual de cargas.b3. Estudo ergonômico dos equipamentos do posto de trabalho • Verificação se os equipamentos que compõem o posto de trabalho estão adequados às características fisiológicas dos trabalhadores e a natureza do trabalho a ser executado. • Serão aplicadas as ferramentas ergonômicas de análise pertinentes às atividades laborais avaliadas, visando à mensuração quantitativa e qualitativa comprobatórias. b4. Estudo ergonômico da biomecânica ocupacional • Estudo das interações entre o trabalho e o homem, sob o ponto de vista dos movimentos músculo esquelético envolvidos e as suas consequências. • Análise das posturas corporais no trabalho e a aplicação de forças. • Utilização de filmagens antropométricas e fotos para posterior comprovação dos dados mencionados no Laudo. b5. Estudo ergonômico das condições ambientais no posto de trabalho • Verificação das condições de conforto lumínico, acústico e térmico do ambiente de trabalho seguindo a nova NR17, item 17.5. Análise através de aferições com equipamentos devidamente calibrados. c. Análise das informações: ponderação técnica das situações avaliadas para elaboração do documento final e suas devidas recomendações. • As condições e valores verificados são comparados com o estabelecido pela Norma Regulamentadora - NR 17 - "Ergonomia", dispositivo legal vigente, bem como, com outras fontes técnicas de referência. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 9 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br • Será elaborado um registro fotográfico das situações ergonômicas de maior relevância, e este registro fotográfico é utilizado para ilustrar as considerações técnicas no documento final. • O estudo de campo será realizado através da análise da atividade e do posto de trabalho, de uma amostra significativa de cada uma das funções, citadas na planilha de descrição da demanda de análises disponibilizada pela contratante. 5.1.1- Descrição dos setores avaliados Realiza-se a vistoria do ambiente de trabalho em cada setor através de questionários previamente elaborados para a análise de uma amostra de colaboradores significante metodologicamente. Análise dos postos de trabalho e ambientes da empresa, considerando: • Conforto Posicional: antropometria; layout; mobiliário, equipamentos e ferramentas; posturas etc. • Conforto Motor Operacional: movimentação músculo esquelética; contrações musculares; sobrecarga física etc. • Conforto Psico Organizacional: jornada de trabalho, períodos de descanso, ritmo de trabalho, relacionamento no ambiente de trabalho. • Conforto Climático: temperatura, umidade relativa e velocidade do ar. • Conforto Visual: níveis de iluminamento, tipo de iluminação, posicionamento das fontes de luz, contraste de cores e reflexos. • Conforto Auditivo: níveis de ruído, perda de concentração e estresse. 5.2 Agentes ambientais Inicia-se o trabalho com a análise de documentos da empresa referentes aos setores e agentes ambientais mensurados anteriormente à elaboração da Análise Ergonômica do Trabalho com o objetivo de estabelecer conhecimento prévio de cada setor e suas demandas apontadas nos documentos analisados. Posteriormente, com o conhecimento prévio das análises anteriores realizadas pela empresa, analisa-se as condições ambientais as que estão expostos os trabalhadores durante a execução mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 10 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br de suas atividades laborais, obedecendo ao estabelecido no item 17.5 da NR-17 da Portaria 3214/78 do MTb. Afere-se os agentes ambientais através de instrumentos devidamente calibrados e com certificação anexada no final do laudo ergonômico. 5.2.1- Instrumentos de medição utilizados: Os instrumentos utilizados, devidamente calibrados, para as aferições são: • Termo higrômetro decibelímetro luxímetro digital Instrutherm THDL-400 • Medidor de distância digital laser (para longas distâncias). • Trena metálica (para pequenas distâncias). Obs.: Será possível a utilização de outros equipamentos auxiliares de análise se o avaliador achar necessário. 5.2.2- Para avaliação do Risco adota-se os seguintes conceitos: • METODOLOGIA APLICADA As metodologias empregadas para as avaliações quantitativas seguem as recomendações obtidas em normas técnicas e referências bibliográficas, algumas são preconizadas pela legislação brasileira e segue as boas práticas de higiene ocupacional: Lei nº. 6.514/77 e Portaria nº. 3.214/78 da SSST do MTE; • Normas Brasileiras Registradas específicas da ABNT - Assoc. Brasileira de Normas Técnicas; • Norma de Higiene Ocupacional nº. 01, 02, 03, 04, 05, 06 e 07 da Fundacentro; • ACGIH - American Conference of Governmental Industrial Hygienists dos EUA; • NIOSH - National Institute of Occupational Safety and Health dos EUA. • Nota Técnica 060/2001 – MTE, Brasília, 3 de setembro de 2001. • Nota Técnica 287/2016 – MTE, Brasília, 17de outubro de 2016. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 11 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br • CONFORTO ACÚSTICO Com relação ao conforto acústico no trabalho, apresentaremos uma transcrição parcial da Lei 6.514 de 22/11/77 relativa ao Capitulo V do Título II da Consolidação das Leis do Trabalho, relativo à Segurança e Medicina do Trabalho, dado pela Portaria No. 3.751 de 23 de novembro de 1990, Norma Reguladora NR. 17- ERGONOMIA, na qual encontramos os parâmetros que permitem a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar conforto acústico, desempenho e segurança: Nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exigem solicitação intelectual e atenção constantes, tais como: salas de controle, laboratórios, escritórios, salas de desenvolvimento ou análise de projetos, dentre outros, é recomendada conformidade com o estabelecido na NBR 10152, registrada no INMETRO. Para as atividades que possuam as características definidas no subitem anterior, mas não apresentam equivalência ou correlação com aquelas relacionadas na NBR 10152, o nível de ruído aceitável para efeito de conforto será de até 65 dB (A) e a curva avaliação de ruído (NC) de valor não superior a 60dB(A). Os parâmetros previstos devem ser medidos nos postos de trabalho, sendo os níveis de ruído determinados próximos à zona auditiva e às demais variáveis na altura do tórax do trabalhador. Efetuamos medições para todos os postos setores/GHE, a fim de verificarmos a exposição de todos os trabalhadores. • CONFORTO VISUAL Em função do prescrito no subitem 17.5.3 da NR-17 - Ergonomia, Portaria MTb n. º 3214/78, foram analisadas as condições de iluminação dos postos de trabalho dos ambientes laborais. Para determinação da adequação ou não da iluminação nos ambientes e postos de trabalho, de acordo com o estabelecido pela NR-17 da Portaria 3214, devemos recorrer à NBR 5413/92 e NBR 5382/85, pois a ABNT NBR ISO/CIE 8995-1:2013 prejudicou o cumprimento da NR 17, especialmente no item de análise17.2.1.3. Trabalhador jovem designa todo trabalhador com idade inferior a 18 (dezoito) anos e maior de 14 (quatorze) anos. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 125 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br 17.2.2. Não deverá ser exigido nem admitido o transporte manual de cargas, por um trabalhador cujo peso seja suscetível de comprometer sua saúde ou sua segurança. (117.001-5 / I1) 17.2.3. Todo trabalhador designado para o transporte manual regular de cargas, que não os leves, devem receber treinamento ou instruções satisfatórias quanto aos métodos de trabalho que deverá utilizar, com vistas a salvaguardar sua saúde e prevenir acidentes. (117.002-3 / I2) 17.2.4. Com vistas a limitar ou facilitar o transporte manual de cargas, deverão ser usados meios técnicos apropriados. 17.2.5. Quando mulheres e trabalhadores jovens forem designados para o transporte manual de cargas, o peso máximo destas cargas deverá ser nitidamente inferior àquele admitido para os homens, para não comprometer a sua saúde ou a sua segurança. (117.003-1 / I1) 17.2.6. O transporte e a descarga de materiais feitos por impulsão ou tração de vagonetes sobre trilhos, carros de mão ou qualquer outro aparelho mecânico deverão ser executados de forma que o esforço físico realizado pelo trabalhador seja compatível com sua capacidade de força e não comprometa a sua saúde ou a sua segurança. (117.004-0 / 11) 17.2.7. O trabalho de levantamento de material feito com equipamento mecânico de ação manual deverá ser executado de forma que o esforço físico realizado pelo trabalhador seja compatível com sua capacidade de força e não comprometa a sua saúde ou a sua segurança. (117.005-8 / 11) 17.3. MOBILIÁRIO DOS POSTOS DE TRABALHO. 17.3.1. Sempre que o trabalho puder ser executado na posição sentada, o posto de trabalho deve ser planejado ou adaptado para esta posição. (117.006-6 / I1) mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 126 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br 17.3.2. Para trabalho manual sentado ou que tenha de ser feito em pé, as bancadas, mesas, escrivaninhas e os painéis devem proporcionar ao trabalhador condições de boa postura, visualização e operação e devem atender aos seguintes requisitos mínimos: a) Ter altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de atividade, com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do assento; (117.007- 4 / I2) b) Ter área de trabalho de fácil alcance e visualização pelo trabalhador; (117.008-2 / I2) c) Ter características dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentação adequados dos segmentos corporais. (117.009-0 / I2) 17.3.2.1. Para trabalho que necessite também da utilização dos pés, além dos requisitos estabelecidos no subitem 17.3.2, os pedais e demais comandos para acionamento pelos pés devem ter posicionamento e dimensões que possibilitem fácil alcance, bem como ângulos adequados entre as diversas partes do corpo do trabalhador, em função das características e peculiaridades do trabalho a ser executado. (117.010-4 / I2) 17.3.3. Os assentos utilizados nos postos de trabalho devem atender aos seguintes requisitos mínimos de conforto: a) Altura ajustável à estatura do trabalhador e à natureza da função exercida; (117.011-2 / I1) b) Características de pouca ou nenhuma conformação na base do assento; (117.012-0 / I1) c) Borda frontal arredondada; (117.013-9 / I1) d) Encosto com forma levemente adaptada ao corpo para proteção da região lombar. (117.014-7 / Il) 17.3.4. Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados sentados, a partir da análise ergonômica do trabalho, poderá ser exigido suporte para os pés, que se adapte ao comprimento da perna do trabalhador. (117.015-5 / I1) mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 127 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br 17.3.5. Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados de pé, devem ser colocados assentos para descanso em locais em que possam ser utilizados por todos os trabalhadores durante as pausas. (117.016-3 /I2) 17.4. EQUIPAMENTOS DOS POSTOS DE TRABALHO. 17.4.1. Todos os equipamentos que compõem um posto de trabalho devem estar adequados às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado. 17.4.2. Nas atividades que envolvam leitura de documentos para digitação, datilografia ou mecanografia deve: a) Ser fornecido suporte adequado para documentos que possa ser ajustado proporcionando boa postura, visualização e operação, evitando movimentação frequente do pescoço e fadiga visual; (117.017-1 / I1) b) Ser utilizado documento de fácil legibilidade sempre que possível, sendo vedada a utilização do papel brilhante, ou de qualquer outro tipo que provoque ofuscamento. (117.018-0 / I1) 17.4.3. Os equipamentos utilizados no processamento eletrônico de dados com terminais de vídeo devem observar o seguinte: a) Condições de mobilidade suficientes para permitir o ajuste da tela do equipamento à iluminação do ambiente, protegendo-a contra reflexos, e proporcionar corretos ângulos de visibilidade ao trabalhador; (117.019-8 / I2) b) O teclado deve ser independente e ter mobilidade, permitindo ao trabalhador ajustá-lo de acordo com as tarefas a serem executadas; (117.020-1 / I2) c) A tela, o teclado e o suporte para documentos devem ser colocados de maneira que as distâncias olho / tela, olho / teclado e olho /documento sejam aproximadamente iguais; (117.021- 0 / I2) d) Serem posicionados em superfícies de trabalho com altura ajustável. (117.022-8 / I2) mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 128 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br 17.4.3.1. Quando os equipamentos de processamento eletrônico de dados com terminais de vídeo forem utilizados eventualmente poderão ser dispensadas as exigências previstas no subitem 17.4.3, observada a natureza das tarefas executadas e levando-se em conta a análise ergonômica do trabalho. 17.5. CONDIÇÕES AMBIENTAIS DE TRABALHO. 17.5.1. As condições ambientais de trabalho devem estar adequadas às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado. 17.5.2. Nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam solicitação intelectual e atenções constantes, tais como: salas de controle, laboratórios, escritórios, salas de desenvolvimento ou análise de projetos, dentre outros, são recomendadas as seguintes condições de conforto: a) Níveis de ruído de acordo com o estabelecido na NBR 10152, norma brasileira registrada no INMETRO; (117.023-6 / I2) b) Índice de temperatura efetiva entre 20oC (vinte) e 23oC (vinte e três graus centígrados);(117.024-4 / I2) c) Velocidade do ar não superior a 0,75m/s; (117.025-2 / I2) d) Umidade relativa do ar não inferior a 40 (quarenta) por cento (117.026-0 / I2) 17.5.2.1. Para as atividades que possuam as características definidas no subitem 17.5.2, mas não apresentam equivalência ou correlação com aquelas relacionadas na NBR 10152, o nível de ruído aceitável para efeito de conforto será de até 65 dB (A) e a curva de avaliação de ruído (NC) de valor não superior a 60 db. 17.5.2.2. Os parâmetros previstos no subitem 17.5.2 devem ser medidos nos postos de trabalho, sendo os níveis de ruído determinados próximos à zona auditiva e as demais variáveis na altura do tórax do trabalhador. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 129 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br 17.5.3. Em todos os locais de trabalho deve haver iluminação adequada, natural ou artificial, geral ou suplementar, apropriada à natureza da atividade. 17.5.3.1. A iluminação geral deve ser uniformemente distribuída e difusa. 17.5.3.2. A iluminação geral ou suplementar deve ser projetada e instalada de forma a evitar ofuscamento, reflexos incômodos, sombras e contrastes excessivos. 17.5.3.3. Os níveis mínimos de iluminamento a serem observados nos locais de trabalho são os valores de iluminâncias estabelecidos na NBR 5413, norma brasileira registrada no INMETRO. (117.027-9 / I2) Obs.: NBR 5413 foi substituída pela ABNT NBR ISO/CIE 8995-1: 2013. 17.5.3.4. A medição dos níveis de iluminamento previstos no subitem 17.5.3.3 deve ser feita no campo de trabalho onde se realiza a tarefa visual, utilizando-se de luxímetro com fotocélula corrigida para a sensibilidade do olho humano e em função do ângulo de incidência. (117.028-7 / I2) 17.5.3.5. Quando não puder ser definido o campo de trabalho previsto no subitem 17.5.3.4, este será um plano horizontal a 0,75m (setenta e cinco centímetros) do piso. 17.6. ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO. 17.6.1. A organização do trabalho deve ser adequada às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado. 17.6.2. A organização do trabalho, para efeito desta NR, deve levar em consideração, no mínimo: a) As normas de produção; mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 130 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br b) O modo operatório; c) A exigência de tempo; d) A determinação do conteúdo de tempo; e) o ritmo de trabalho; f) O conteúdo das tarefas. 17.6.3. Nas atividades que exijam sobrecarga muscular estática ou dinâmica do pescoço, ombros, dorso e membros superiores e inferiores, e a partir da análise ergonômica do trabalho, deve ser observado o seguinte: a) Para efeito de remuneração e vantagens de qualquer espécie deve levar em consideração as repercussões sobre a saúde dos trabalhadores; (117.029-5 / I3) b) Devem ser incluídas pausas para descanso; (117.030-9 / I3) c) Quando do retorno do trabalho, após qualquer tipo de afastamento igual ou superior a 15 (quinze) dias, a exigência de produção deverá permitir um retorno gradativo aos níveis de produção vigentes na época anterior ao afastamento. (117.031-7 / I3) 17.6.4. Nas atividades de processamento eletrônico de dados, deve-se, salvo o disposto em convenções e acordos coletivos de trabalho, observar o seguinte: a) O empregador não deve promover qualquer sistema de avaliação dos trabalhadores envolvidos nas atividades de digitação, baseado no número individual de toques sobre o teclado, inclusive o automatizado, para efeito de remuneração e vantagens de qualquer espécie; (117.032-5) b) O número máximo de toques reais exigidos pelo empregador não deve ser superior a 8 (oito) mil por hora trabalhada, sendo considerado toque real, para efeito desta NR, cada movimento de pressão sobre o teclado; (117.033-3 / I3) c) Tempo efetivo de trabalho de entrada de dados não deve exceder o limite máximo de 5 (cinco) horas, sendo que, no período de tempo restante da jornada, o trabalhador poderá exercer outras atividades, observado o disposto no art. 468 da Consolidação das Leis do Trabalho, desde que não exijam movimentos repetitivos, nem esforço visual; (117.034-1 / I3) mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 131 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br d) Nas atividades de entrada de dados deve haver, no mínimo, uma pausa de 10 (dez) minutos para cada 50 (cinquenta) minutos trabalhados, não deduzidos da jornada normal de trabalho; (117.035-0 / I3) Quando do retorno ao trabalho, após qualquer tipo de afastamento igual ou superior a 15 (quinze) dias, a exigência de produção em relação ao número de toques deverá ser iniciado em níveis inferiores do máximo estabelecido na alínea "b" e ser ampliada progressivamente. (117.036-8 / I3). mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 132 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br SÍNTESE: RECOMENDAÇÕES ERGONÔMICAS GERAIS 1. Jornada de Trabalho e Pausas • Adotar jornada em horário comercial, com incentivo a pausas a cada 50-60 minutos para descanso visual e alongamentos, prevenindo fadiga mental e postural. 2. Rodízio de Tarefas e Micropausas • Promover rodízio de atividades quando possível e incentivar micropausas frequentes para reduzir fadiga muscular e visual. 3. Layout e Mobiliário • Realizar revisão periódica do layout para garantir organização adequada dos equipamentos. • Ajustar cadeiras e mesas conforme a estatura e biotipo dos colaboradores, incluindo apoio ergonômico para os pés quando necessário. 4. Monitoramento dos Equipamentos • Garantir que o monitor esteja posicionado com o topo da tela na altura dos olhos e a uma distância de 50 a 70 cm, conforme NR-17. • Disponibilizar apoios para punho e antebraço em teclados e mouses, especialmente para colaboradores com maior demanda de digitação. 5. Práticas Preventivas e Capacitação • Incentivar ginástica laboral e alongamentos leves durante o expediente. • Realizar treinamentos periódicos sobre ergonomia, saúde mental e organização do trabalho. 6. Prevenção de Sobrecarga Musculoesquelética • Orientar a alternância postural consciente, uso correto do mobiliário e boas práticas de digitação. • Monitorar mudanças no volume de tarefas para evitar sobrecarga física e mental. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 133 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br 7. Manutenção dos Equipamentos• Implementar inspeções periódicas das cadeiras para identificar desgastes e garantir a funcionalidade dos ajustes. • Revisar estado dos periféricos (teclado, mouse) para manter conforto e prevenir distúrbios relacionados. 8. Saúde Mental e Carga Cognitiva • Promover a autonomia funcional dos trabalhadores na organização do ritmo e sequência das tarefas. • Monitorar sinais de fadiga mental e sobrecarga, principalmente em períodos de alta demanda. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 134 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br 8 - BIBLIOGRAFIA FALZON, PIERRE. ERGONOMIA. EDITORA EDGARD BLUCHER, 2007. GONÇALVES, Edwar Abreu. Manual de Segurança e Saúde no Trabalho. LTr Editora Ltda, São Paulo, SP, Brasil, 2000. GRANDJEAN, ETTIENE. MANUAL DE ERGONOMIA: ADAPTANDO O TRABALHO AO HOMEM. BOOKMAN, 2005. GUÉRIN, F; Laville, A; Daniellou, F; Duraffourg, J; Kerguelen. Compreender o Trabalho para Transformá-lo. Editora Edgard Blucher Ltda, São Paulo, SP, Brasil, 2001. IIDA, Itiro. Ergonomia Projeto e Produção. 8ª. ed., Editora Edgard Blucher Ltda. São Paulo, SP, Brasil, 2002. LAVILLE, ANTOINE. ERGONOMIA. EDITORA EPU, 1977. RUAS, Álvaro César. Conforto Térmico nos Ambientes de Trabalho. Ministério do Trabalho, FUNDACENTRO, 1999. SANTOS, Ubiratan de Paula. Ruído Riscos e Prevenção. 3.ª ed., Editora Hucitec, São PAULO, SP, BRASIL, 1999. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 135 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br 9 - ENCERRAMENTO Este documento foi digitado no anverso de 138 (cento e trinta e oito) páginas, datado e assinado na presente folha. A presente Análise Ergonômica do Trabalho – AET foi elaborada com base nas condições reais observadas nos postos de trabalho, entrevistas com colaboradores e análise técnica fundamentada na Norma Regulamentadora nº 17 e na Norma Regulamentadora nº 01 (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais – GRO/PGR). As avaliações consideraram aspectos biomecânicos, organizacionais, ambientais e psicossociais relacionados às atividades desenvolvidas nos GHEs avaliados. Declara-se que as informações constantes neste documento refletem as condições encontradas na data da vistoria técnica, podendo sofrer alterações em caso de mudanças estruturais, organizacionais ou operacionais. Recomenda-se a revisão desta AET sempre que houver: • Alteração significativa de layout; • Mudança de processo produtivo; • Introdução de novos equipamentos; • Alteração relevante na organização do trabalho. São Paulo, 19 de Fevereiro de 2026. Responsável Técnico pelas análises e avaliações ___________________________ Iandra Alves Ergonomista - TST MTBe 0048586SP mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 136 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 137 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 138 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/17.5.3.3. Desta forma, em 22/10/2014, a Secretaria de Inspeção do Trabalho, Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho e Coordenação Geral de Normatização e Programas decidiu pelo cumprimento do item 17.5.3.3, que devem ser observados os valores de iluminância previstos na mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 12 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br ABNT NBR 5413:1992, bem como os métodos de avaliação estabelecidos na norma ABNT NBR 5382:1985. Fonte: NR17 – iluminância Nota Técnica n° 224 – DSST-SIT A nova norma (ABNT NBR ISSO/CIE 8995-1:2013) é autorizada e utilizada somente para a elaboração de projetos novos de iluminância. Porém, por não ter elementos claros de análise para atender os requisitos vigentes da NR 17, ou seja, a forma que devem ser realizadas as avaliações em ambientes de trabalho já existentes, foi cancelada para o uso em Análises Ergonômicas do Trabalho. Salienta-se que a nova norma ABNT, que não é de cumprimento obrigatório, diferente da NR’s e que o nível de iluminância da nova norma é o mesmo que na antiga NBR 5413:1992. Frente a este cenário de inadequações, o Ministério do Trabalho e Emprego em 29/10/2014 demandou à FUNDACENTRO a solicitação de elaboração de nova Norma de Higiene Ocupacional -NHO sobre o tema, sendo que até que ela seja elaborada e publicada, os níveis de iluminamento a serem observados devem ser contidos na NBR 5413/92, devendo ser utilizados para fins de avaliação o disposto na NBR 5382/85. Fonte: NR 17 – NHO Iluminância Oficio n° 127 – Fundacentro Portanto, os valores recomendados foram considerados a fim de representar um balanço razoável, respeitando os requisitos de segurança, saúde e um desempenho eficiente do trabalho. Existem também parâmetros ergonômicos visuais tais como a capacidade de percepção e as características e atributos da tarefa, que determinam a qualidade das habilidades visuais do usuário, e consequentemente os níveis de desempenho. • UMIDADE RELATIVA DO AR A resolução - RE n º 176, de 24 de outubro de 2000 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária estabelece que a faixa recomendável de operação da umidade relativa do ar, nas condições internas para verão, deverá variar de 40% a 65%, com exceção de ambientes de arte que deverão operar entre 40% e 55% durante todo o ano. O valor máximo de operação deverá ser de 65%, com exceção das áreas de acesso que poderão operar até 70%. A seleção da faixa depende da finalidade e do local da instalação. Para condições internas para inverno, a faixa recomendável de operação deverá variar de 35% a 65%. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ http://www.sefit.com.br/wp-content/uploads/2015/01/03b-NR17-iluminancia-Nota-T%C3%A9cnica-n%C2%B0-224-DSST-SIT.pdf http://www.sefit.com.br/wp-content/uploads/2015/01/03a-NR-17-NHO-Ilumin%C3%A2ncia-Oficio-n%C2%B0-127-Fundacentro.pdf 13 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br A Nr17 no item 17.5.2 são preconizadas as situações de conforto nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam solicitação intelectual e atenção constante, tais como: salas de controle, laboratórios, escritórios, salas de desenvolvimento ou análise de projetos, dentre outros. Especificamente no item “d” a umidade relativa do ar não inferior a 40 (quarenta) por cento. • CONFORTO TÉRMICO Embora a legislação brasileira e as normas internacionais mais comuns, ACGIH e OSHA, por exemplo, adotem o IBUTG como limite de tolerância, a antiga legislação da Previdência Social exigia para a caracterização da aposentadoria especial que o calor fosse medido e expresso como Temperatura Efetiva (TE) e não IBUTG. A determinação da Temperatura Efetiva (TE) teve origem em 1923 e foi aperfeiçoada ao longo do tempo, porém, é mais aplicável para ambientes termicamente controlados ou naqueles em que não existem fontes radiantes expressivas, como escritórios, laboratórios, hospitais, lojas, depósitos etc. Para estes ambientes, o cálculo do IBUTG e da TE levará a resultados muito próximos. A NR 17, da Portaria MTb 3 214/78, também define que os ambientes de trabalho, “onde são executadas atividades que exigem solicitação intelectual e atenção constantes”, devem possuir um índice de Temperatura Efetiva entre 20 e 23°C. • VELOCIDADE DO AR O conforto térmico é um estado de espírito que reflete a satisfação com o ambiente térmico que envolve a pessoa. Se o balanço de todas as trocas de calor a que está submetido o corpo humano for nulo e a temperatura da pele e suor estiverem dentro de certos limites, pode-se dizer que o homem sente conforto térmico Lamberts et al (1997). As variáveis ambientais que influenciam este conforto são: a temperatura do ar, a umidade do ar, a velocidade do ar e o calor radiante, portanto é importante a mensuração da velocidade do ar para a análise ergonômica do trabalho. É importante salientar que as normas brasileiras estabelecem parâmetros de velocidade do ar para trabalhos em ambientes fechados, porém é importante que se façam adaptações na vestimenta dos trabalhadores que executam suas atividades laborais em ambientes externos quando a velocidade do ar excede os limites estabelecidos pelas normas e resoluções vigentes. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 14 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br Na Nr17 no item 17.5.2. são preconizadas as situações de conforto nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam solicitação intelectual e atenção constante, tais como: salas de controle, laboratórios, escritórios, salas de desenvolvimento ou análise de projetos, dentre outros. Especificamente no item “c” a velocidade do ar não superior a 0,75m/s. 6 – DEFINIÇÃO DOS GRUPOS HOMOGENEOS DE EXPOSIÇÃO - GHE O grupo homogêneo de exposição corresponde a um grupo de trabalhadores que ficam expostos de modo semelhante, de forma que o resultado da avaliação da exposição de qualquer trabalhador, ou do grupo, seja representativo da exposição do restante dos trabalhadores do mesmo grupo. Definição conforme Instrução Normativa nº1, de 20/12/95 do MTE (DOU de 04/01/96) Em outras palavras os GHE´s são os grupos formados por trabalhadores que estão expostos aos mesmos tipos de riscos ambientais no local de trabalho, sendo que os resultados das amostras quantitativas ou qualitativas de 01 (um) dos membros deste grupo pode ser replicado para os demais integrantes do grupo. Grupo Homogêneo de exposição SETOR FUNÇÕES GHE 01 ADMINISTRATIVO • Assistente de Comércio Exterior • Auxiliar Administrativo • Sócio Administrador • Analista de Vendas • Vendedor Orçamentista • Vendedor Técnico Senior • Gerente de Vendas • Gerente de Fábrica GHE 02 EXPEDIÇÃO / LOGÍSTICA • Analista de Expedição • Líder de Expedição GHE 03 OPERACIONAL / PRODUÇÃO • Montador Mecânico • Motorista • Supervisora de Serviços Gerais mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 15 Rua João Pais,136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br 7 – AVALIAÇÕES 7.1 – AVALIAÇÕES ERGONÕMICAS DO TRABALHO: A– IDENTIFICAÇÃO DO CARGO ANALISADO ERGONOMICAMENTE SETOR: ADMINISTRATIVO (GH01) • CARGOS: • Assistente de Comércio Exterior • Auxiliar Administrativo • Sócio Administrador • Analista de Vendas • Vendedor Orçamentista • Vendedor Técnico Senior • Gerente de Vendas • Gerente de Fábrica mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 16 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br Importante informar: A descrição oficial das atividades foi apresentada pelo avaliador ergonômico aos colaboradores avaliados, com o objetivo de validar a veracidade das rotinas laborais executadas no setor administrativo. • As atividades desenvolvidas no GHE 01 caracterizam-se por: • Uso predominante de computadores, notebooks e sistemas informatizados; • Elaboração de relatórios, propostas comerciais, orçamentos e documentos técnicos; • Atendimento telefônico e comunicação por e-mail e aplicativos corporativos; • Participação em reuniões presenciais e virtuais; • Análise de dados comerciais, estratégicos e operacionais; • Negociação com clientes, fornecedores e parceiros; • Gestão de metas, indicadores e planejamento estratégico (para cargos de gerência e sócio administrador); • Interface entre áreas administrativas e produtivas (especialmente no caso do Gerente de Fábrica quando em atividades de gestão). • As atividades são realizadas majoritariamente em postura sentada, com permanência prolongada em frente a monitor de vídeo, exigindo atenção concentrada, raciocínio lógico, tomada de decisão e interação constante com múltiplas demandas simultâneas. • Não foram relatadas queixas formais relacionadas a desconforto ergonômico significativo durante a coleta de dados, entretanto a natureza da atividade apresenta exposição típica a riscos ergonômicos relacionados a: • Postura estática prolongada; • Movimentos repetitivos de membros superiores (digitação e uso de mouse); • Exigências cognitivas e pressão por resultados; • Fatores psicossociais relacionados a metas e responsabilidades estratégicas. TAREFA (S) ANALISADA (S) ERGONOMICAMENTE: Rotinas administrativas no escritório localizado no setor. NATUREZA DA ATIVIDADE LABORAL: Operacional Administrativo Mista mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 17 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br RECONHECIMENTO DO POSTO DE TRABALHO: Obs.: O local de trabalho desta amostra de colaboradores é administrativa mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 18 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br B – ANÁLISE PRELIMINAR DA ATIVIDADE Conforme descrito no capítulo “METODOLOGIA”, após a entrevista individual com os colaboradores pertencentes ao GHE 01 – Setor Administrativo (Assistente de Comércio Exterior, Auxiliar Administrativo e Sócio Administrador), foi realizado período mínimo de 5 (cinco) minutos de observação direta da execução das atividades, com o objetivo de identificar os ciclos biomecânicos, padrões posturais, exigências cognitivas e organização do trabalho. A análise foi conduzida por meio de: • Entrevista estruturada com amostra representativa dos ocupantes do cargo; • Observação técnica a distância, evitando interferência na rotina laboral; • Verificação das condições reais de trabalho, mobiliário e organização das tarefas. A metodologia adotada buscou assegurar fidedignidade das informações, minimizando alterações comportamentais decorrentes da presença do avaliador. B.1 - Descrição da Atividade Principal No Setor Administrativo, os colaboradores exercem atividades predominantemente intelectuais e administrativas, desenvolvidas em postos de trabalho informatizados, com utilização contínua de computador (monitor, teclado e mouse) e sistema de telefonia convencional e/ou digital. As principais atividades observadas incluem: • Elaboração, conferência e organização de documentos; • Alimentação e análise de planilhas e sistemas informatizados; • Atendimento a clientes e fornecedores (presencial, telefônico e eletrônico); • Controle de prazos e processos administrativos; • Organização de arquivos físicos e digitais; • Apoio às áreas administrativa, financeira, logística e estratégica; • Atividades de gestão e tomada de decisão (no caso do Sócio Administrador). A atividade caracteriza-se por: • Permanência prolongada na posição sentada; • Movimentos repetitivos de membros superiores (digitação e uso de mouse); • Baixa exigência de deslocamentos; • Exigência contínua de atenção, memória operacional e concentração; • Atendimento simultâneo a múltiplas demandas. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 19 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br B.2 - Espaço do posto de trabalho / Layout: NR17 (itens 17.1, 17.4.1 e 17.5) O Setor Administrativo apresenta estrutura física compatível com as atividades desenvolvidas, caracterizadas como predominantemente administrativas e informatizadas. O ambiente avaliado é composto por: • Mesa de trabalho com dimensões adequadas às atividades de digitação, manuseio de documentos e utilização de equipamentos; • Cadeira giratória com rodízios, apoio de braços e regulagem de altura, atendendo aos parâmetros ergonômicos estabelecidos na NR-17; • Equipamentos como computador (monitor, teclado e mouse), sistema de telefonia e armários organizados de forma funcional; • Espaço de circulação suficiente para livre movimentação do trabalhador, sem obstáculos ou interferências mecânicas, permitindo deslocamento seguro e facilitando evacuação em situações de emergência, conforme item 17.1 da norma. A disposição do mobiliário e dos equipamentos encontra-se coerente com os princípios ergonômicos, não sendo identificadas restrições significativas de movimento, compressões corporais ou inadequações estruturais no espaço individual de trabalho. Análise Técnica O layout favorece: • Postura de trabalho estável; • Acesso funcional aos equipamentos de uso frequente; • Organização adequada de documentos e materiais; • Ausência de esforços excessivos decorrentes de alcance inadequado. Não foram observadas inconformidades relevantes em relação aos itens 17.4.1 (mobiliário dos postos de trabalho) e 17.5 (equipamentos dos postos de trabalho informatizados) da NR-17. Recomendações – Melhoria Contínua Embora o ambiente esteja em conformidade com os requisitos normativos, recomenda-seadoção de medidas preventivas e de ergonomia participativa: 1. Rodízio de tarefas ou micropausas Incentivar pausas a cada 50–60 minutos para redução da fadiga postural, visual e cognitiva. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 20 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br 2. Revisão periódica do layout Reavaliar o posicionamento de equipamentos e mobiliário sempre que houver: • Alterações na equipe; • Mudança de posto; • Introdução de novos equipamentos; • Reorganização do fluxo de trabalho. 3. Ajustes individualizados do mobiliário Verificar periodicamente se: • A altura da cadeira está compatível com a estatura do trabalhador; • Os braços permanecem apoiados adequadamente; • A postura lombar está preservada. 4. Monitoramento da altura e distância do monitor Garantir que: • O topo da tela esteja na linha dos olhos ou ligeiramente abaixo; • A distância entre os olhos e o monitor esteja entre 50 e 70 cm, conforme item 17.5.3 da NR- 17. 5. Apoio para os pés (quando necessário) Disponibilizar apoio ergonômico para os pés caso o trabalhador não consiga manter os pés totalmente apoiados no piso após ajuste da cadeira. 6. Incentivo à Ginástica Laboral Recomenda-se implementação de práticas de alongamento e relaxamento muscular ao longo da jornada, visando prevenção de desconfortos musculoesqueléticos. B.3 - Forças envolvidas: No GHE 01 – Setor Administrativo, a postura predominante observada é sentada, em posto de trabalho informatizado, com alternância pontual para pequenos deslocamentos (deambulação leve) destinados a: • Busca e arquivamento de documentos; • Utilização de impressoras e armários; • Comunicação com outros setores; • Atendimento eventual presencial. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 21 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br Não foram identificadas atividades que demandem: • Levantamento ou transporte manual de cargas relevantes; • Aplicação de força excessiva em membros superiores ou inferiores; • Esforço físico repetitivo de intensidade significativa. Condições Observadas • Ausência de transporte manual de cargas com exigência muscular relevante; • Predominância de postura estática sentada durante a execução das atividades principais; • Movimentos repetitivos de baixa intensidade, relacionados à digitação, manuseio de documentos e utilização de mouse e teclado; • Pequenos deslocamentos que contribuem para variação postural natural ao longo da jornada. Análise Técnica A exigência de força física é considerada baixa, não sendo caracterizado risco ergonômico relacionado a sobrecarga por esforço físico. O principal fator ergonômico relacionado à atividade refere-se à manutenção de postura estática prolongada, típica de atividades administrativas informatizadas. Recomendações Preventivas Ainda que o posto de trabalho não exija força física relevante, recomenda-se: ✔ Estimular micropausas regulares para redução da fadiga muscular estática; ✔ Manter equipamentos posicionados dentro da zona de alcance confortável (mouse próximo ao teclado, documentos ao alcance visual e manual); ✔ Realizar orientações ergonômicas periódicas reforçando alongamentos e conscientização postural; ✔ Monitorar alterações futuras no processo de trabalho ou layout que possam introduzir exigências físicas não previstas. b) Contrações Musculares Estáticas Base Normativa: NR-17 (itens 17.1 e 17.2 – Organização do Trabalho) Considerando as atividades desempenhadas no GHE 01, observa-se que, embora a postura predominante seja sentada, há variação funcional moderada ao longo da jornada, decorrente de: mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 22 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br • Alternância entre digitação, conferência documental e atendimento; • Interações interpessoais frequentes; • Deslocamentos leves dentro do setor; • Organização de arquivos físicos e digitais. Esse padrão reduz a probabilidade de manutenção de contrações isométricas prolongadas, especialmente em regiões como: • Cervical; • Ombros; • Região lombar; • Punhos e antebraços. Condições Observadas • Variação postural espontânea durante o expediente; • Interrupções naturais da atividade principal; • Ausência de imobilidade crítica contínua; • Não foram identificadas situações que demandem intervenção corretiva imediata. c) Frequência de transporte manual de cargas: Base Normativa: NR-17 – item 17.3.2 (a, b, c) Conforme observação técnica realizada durante a avaliação ergonômica do GHE 01 – Setor Administrativo (Assistente de Comércio Exterior, Auxiliar Administrativo e Sócio Administrador) e relatos dos colaboradores, não foi identificada a realização de transporte manual de cargas com peso relevante. As atividades desenvolvidas envolvem apenas: • Manuseio eventual de documentos; • Pastas e arquivos administrativos; • Pequenos materiais de escritório. O peso estimado dos itens manipulados é inferior a 1 kg, não caracterizando transporte manual de cargas conforme definição da NR-17, que considera como tal qualquer transporte em que o peso da carga seja suportado inteiramente por um único trabalhador, incluindo levantamento e deposição. Dessa forma, não se aplica análise detalhada de variáveis biomecânicas como: mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 23 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br • Peso da carga; • Frequência de levantamento; • Distância de transporte; • Postura de levantamento; • Altura inicial e final da movimentação. Condições Observadas • Ausência de movimentação de cargas com peso significativo; • Manuseio restrito a itens leves (documentos, pastas, materiais de escritório); • Deslocamentos eventuais realizados sem carga relevante; • Atividade predominantemente estacionária e administrativa. Análise Técnica A exigência biomecânica relacionada a transporte manual de cargas é classificada como inexistente no cenário atual, não havendo exposição ocupacional a risco ergonômico relacionado a levantamento ou transporte de peso. Recomendações Preventivas Embora não haja exposição significativa, recomenda-se adoção de medidas preventivas visando manutenção da condição ergonômica: ✔ Monitorar periodicamente as rotinas administrativas, especialmente em períodos de maior demanda documental, evitando acúmulo de volumes que possam gerar transporte manual de peso; ✔ Disponibilizar carrinhos ou organizadores adequados caso haja necessidade futura de movimentação de volumes maiores; ✔ Orientar os colaboradores quanto à postura adequada para levantamento de objetos, ainda que leves, prevenindo microlesões cumulativas; ✔ Manter materiais de uso frequente ao alcance funcional, evitando torções do tronco e movimentos compensatóriosdesnecessários. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 24 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br d) Compressão de Tecidos: Base Normativa: NR-17 – item 17.4.1 A análise do GHE 01 – Setor Administrativo (Assistente de Comércio Exterior, Auxiliar Administrativo e Sócio Administrador) não evidenciou condições que favoreçam compressão significativa de tecidos moles decorrentes do mobiliário ou da organização do posto de trabalho. Os postos avaliados apresentam: • Cadeiras com regulagem de altura e apoio de braços; • Assentos com superfície adequada, sem bordas rígidas; • Espaço suficiente sob a mesa para acomodação adequada dos membros inferiores; • Ausência de quinas vivas ou superfícies que promovam compressão localizada. A postura predominante é sentada, porém não foram observadas: • Compressões na região posterior das coxas decorrentes de altura inadequada do assento; • Compressão excessiva em punhos ou antebraços por apoio inadequado; • Restrição de espaço para movimentação dos membros inferiores; • Contato prolongado com superfícies rígidas que gerem pontos de pressão críticos. Condições Observadas • Apoio adequado dos antebraços durante digitação; • Espaço livre sob o plano de trabalho; • Ausência de contato com bordas rígidas ou superfícies inadequadas; • Regulagem do mobiliário compatível com a atividade desenvolvida. Análise Técnica O risco ergonômico relacionado à compressão de tecidos é classificado como baixo, considerando que o mobiliário atende aos parâmetros mínimos estabelecidos pela NR-17 e não foram identificadas inconformidades estruturais no posto de trabalho. Eventuais desconfortos poderiam estar mais associados à permanência prolongada na posição sentada do que a compressões diretas por inadequação do mobiliário. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 25 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br Recomendações Preventivas Embora não tenham sido identificadas não conformidades, recomenda-se: ✔ Verificar periodicamente a regulagem individual das cadeiras, garantindo apoio adequado da região lombar; ✔ Manter os pés totalmente apoiados no chão ou em apoio ergonômico quando necessário; ✔ Orientar quanto ao posicionamento neutro de punhos e antebraços durante digitação; ✔ Monitorar alterações futuras no mobiliário que possam introduzir pontos de compressão não previstos. e) Ciclo de Trabalho: Base normativa: NR-17 – item 17.1 (Organização e natureza da atividade) O ciclo de trabalho corresponde à sequência de ações realizadas para execução de determinada tarefa, incluindo repetitividade, duração, pausas naturais e variações operacionais. No GHE 01 – Setor Administrativo (Assistente de Comércio Exterior, Auxiliar Administrativo e Sócio Administrador), o trabalho caracteriza-se como não cíclico padronizado, apresentando variações conforme demanda diária, volume de atividades e prioridades organizacionais. Caracterização do Ciclo As atividades seguem fluxo administrativo variável, envolvendo: • Recebimento e análise de demandas; • Conferência e tratamento de documentos; • Inserção e atualização de dados em sistemas informatizados; • Atendimento a clientes e fornecedores; • Elaboração de relatórios e planilhas; • Organização e arquivamento físico e digital; • Tomada de decisão e acompanhamento de processos (no caso do Sócio Administrador). O ciclo de trabalho não apresenta repetição mecânica fixa com tempo determinado, sendo influenciado por: • Volume de demandas recebidas; • Prazos internos e externos; mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 26 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br • Interações interpessoais; • Necessidade de resolução de problemas administrativos. Aspectos Observados • Alternância entre tarefas administrativas e atendimento; • Interrupções naturais ao longo da jornada; • Execução de múltiplas tarefas simultaneamente; • Ausência de ciclo biomecânico repetitivo de alta frequência; • Ritmo de trabalho moderado, podendo variar conforme períodos de maior demanda. Análise Técnica Sob a ótica da NR-17, o trabalho enquadra-se como atividade predominantemente intelectual, com: • Baixa exigência física; • Exigência cognitiva moderada a alta; • Ausência de cadência mecânica imposta por máquinas; • Variação funcional que reduz monotonia biomecânica. O risco ergonômico relacionado ao ciclo de trabalho é classificado como baixo para repetitividade física, porém moderado quanto à carga mental, especialmente em períodos de maior volume de demandas. Recomendações ✔ Incentivar organização de prioridades e planejamento diário das atividades; ✔ Promover pausas programadas para recuperação cognitiva; ✔ Evitar concentração prolongada em uma única tarefa por períodos extensos; ✔ Implementar práticas de ergonomia organizacional para gestão do fluxo de trabalho; ✔ Monitorar períodos de sobrecarga administrativa. f) Ritmo de Trabalho e Pressão Temporal (NR-17 / NR-01 – fatores psicossociais Durante a análise ergonômica das atividades desenvolvidas no setor de formalização, verificou- se que a função do colaborador envolve diversas subtarefas interligadas à tarefa principal, tais como organização documental, alimentação de sistemas, atendimento pontual a outros setores, conferência de informações e controle de processos administrativos. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 27 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br A estruturação do trabalho é definida pela supervisão, mas observou-se que o colaborador possui margem de autonomia para organizar seu ritmo de execução, de acordo com prioridades, prazos e complexidade das tarefas. Isso favorece o gerenciamento equilibrado do tempo, contribuindo para a redução de sobrecarga física e emocional. Não foram identificados ciclos ininterruptos ou tarefas que configurem atividade repetitiva contínua, conforme os critérios técnicos para diagnóstico de atividade cíclica com risco ergonômico. O fluxo de trabalho analisado é considerado acíclico, com variação suficiente de tarefas que exige alternância cognitiva e postural. Além disso, observou-se o hábito espontâneo de realização de micro pausas, como breves interrupções entre tarefas, conversas com colegas e movimentações curtas, o que contribui significativamente para a prevenção de fadiga física e mental. Condições observadas: • Atividades diversificadas, sem repetitividade contínua. • Estrutura organizacional que permite flexibilidade e autorregulação. • Não evidenciada padronização rígida de ciclos produtivos. • Ausência de queixas relacionadas a sobrecarga física ou emocional. • Autonomia parcial do trabalhador para gerir o tempo de execução. Recomendações Ergonômicas Embora o ciclo detrabalho esteja bem estruturado e não represente risco ergonômico imediato, recomenda-se: ✓ Manutenção da autonomia funcional do trabalhador na organização de suas tarefas diárias, respeitando ritmos individuais dentro dos prazos e metas estabelecidos. ✓ Monitoramento contínuo das tarefas administrativas, especialmente em períodos de alta demanda, para prevenir a introdução inadvertida de repetitividade excessiva ou sobrecarga mental. ✓ Estímulo à prática consciente de micro pausas, reforçando sua importância na prevenção da fadiga e promovendo campanhas educativas sobre gestão do tempo de trabalho. ✓ Observação longitudinal das condições de trabalho, caso haja mudanças nos sistemas utilizados, aumento de volume de tarefas ou redução de equipe, para reavaliar o impacto no ciclo de trabalho. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 28 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br g) Cadência Base normativa: NR-17 – princípios de organização do trabalho e análise da carga de trabalho física e mental A cadência refere-se à velocidade com que os movimentos são repetidos em uma determinada unidade de tempo, sendo um fator importante na caracterização de atividades repetitivas e na avaliação da carga física imposta ao trabalhador. Na amostra analisada no setor de formalização, constatou-se que os movimentos são acíclicos e variam conforme o tipo de atividade exercida. Tarefas como digitação, análise de documentos, atendimento a demandas pontuais e registros em sistemas não seguem um padrão rítmico fixo, estando condicionadas a fatores variáveis como complexidade da demanda, prioridades do dia e características individuais do colaborador. Além disso, observou-se que não há imposição de ritmo externo (por máquina, linha de produção ou sistema automatizado), sendo a cadência de execução autorregulada pelo trabalhador, o que permite a alternância natural entre intensidade e pausas. A ocorrência espontânea de micro pausas irregulares reforça a adequação entre a carga de trabalho e as capacidades psicofisiológicas do colaborador. Condições observadas • Ausência de imposição externa de ritmo (sem linha de produção ou temporização automatizada). • Movimentos variáveis e ajustados conforme tipo de tarefa. • Pausas e micro pausas ocorrem de forma autônoma e não programada. • Não há padrão cíclico ou repetitivo que permita mensuração quantitativa de cadência. Recomendações Ergonômicas (mesmo com conformidade) Embora o ritmo de trabalho esteja adequado e autorregulado, recomenda-se: ✓ Manutenção da autonomia funcional quanto à organização e ritmo das tarefas, respeitando as diferenças individuais e evitando pressões indevidas por produtividade. ✓ Acompanhamento periódico das demandas, especialmente em períodos de acúmulo de tarefas ou mudanças tecnológicas, que possam alterar a cadência natural da atividade. ✓ Orientações regulares sobre pausas ativas, mesmo em ambientes onde o colaborador já realiza essas interrupções espontaneamente, reforçando a importância da autorregulação para prevenção de fadiga. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 29 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br ✓ Atenção a sinais de sobrecarga cognitiva ou mental, que podem surgir mesmo em atividades acíclicas com cadência variável, especialmente em ambientes multitarefa. h) Ritmo Base normativa: NR-17 – item 17.1 (Disposições Gerais) e princípios de organização do trabalho O ritmo de trabalho refere-se à velocidade com que as ações são executadas ao longo da jornada laboral, podendo ser influenciado por fatores organizacionais, demandas externas e características da própria atividade. Durante a análise do setor de formalização, constatou-se que o ritmo de execução das tarefas pelos colaboradores se dá de forma autorregulada, ou seja, os próprios trabalhadores organizam suas atividades conforme a variabilidade das demandas diárias e os prazos definidos. Essa autonomia funcional favorece a adequação do ritmo às capacidades psicofisiológicas individuais, reduzindo o risco de sobrecarga. O trabalho não é executado de forma ininterrupta, e há mudanças naturais na biomecânica dos movimentos ao longo do dia, conforme a alternância de subtarefas como digitação, atendimento presencial, organização de documentos, acesso a sistemas e movimentações pelo ambiente. Não foram identificados indícios de que o ritmo de trabalho seja excessivamente acelerado ou lento, tampouco se observou imposição externa que comprometa a fluidez natural da execução das tarefas. O ritmo se mostrou compatível com a complexidade da atividade e com as capacidades físicas e cognitivas dos trabalhadores. Condições observadas: • Ritmo variável e não padronizado, ajustado de acordo com a demanda e a complexidade de cada tarefa. • Mudanças biomecânicas frequentes, que evitam monotonia e sobrecarga muscular localizada. • Autonomia do trabalhador na organização da rotina, favorecendo a adaptação do ritmo às condições do dia. • Ausência de queixas relacionadas à pressão por desempenho ou fadiga decorrente de ritmo intenso. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 30 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br Recomendações Ergonômicas (mesmo com conformidade) Embora o ritmo atual de trabalho esteja adequado, recomenda-se: ✓ Manter a autonomia funcional dos trabalhadores quanto à gestão do ritmo e da sequência de tarefas, promovendo equilíbrio entre produtividade e saúde ocupacional. ✓ Monitorar rotinas em períodos críticos, como fechamento de relatórios, auditorias ou alta demanda, que eventualmente possam elevar o ritmo de trabalho além do habitual. ✓ Promover campanhas de sensibilização sobre sinais de fadiga, para que os próprios colaboradores possam identificar precocemente alterações no ritmo que possam indicar risco ergonômico. ✓ Evitar introdução de metas rígidas ou controle automatizado de produtividade, que poderiam transformar um ambiente acíclico e flexível em um contexto de sobrecarga e exigência repetitiva. i) Repetitividade: Base normativa: NR-17 e literatura técnica complementar (Silverstein, Kilbom, Work-Factors) A repetitividade diz respeito à execução contínua de movimentos semelhantes ou padronizados, em ciclos curtos, com baixa variação biomecânica e, frequentemente, com exigência de ritmo constante. Essa condição, se mantida por longos períodos, pode elevar o risco de distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT/LER). Segundo Silverstein (1985), tarefas com ciclos inferiores a 30 segundos são consideradas altamente repetitivas. No entanto, mesmo em ciclos mais longos, o risco permanece caso um único elemento da tarefa ocupe mais de 50% do tempo de execução. Kilbom (1995) complementa que a duração da exposição diária é um fator determinante para o risco de lesão, mesmo em atividades moderadamente repetitivas. Durante a observação direta (amostragem de 5 minutos), evidenciou-se que as tarefas executadas no setor de formalização são acíclicas e com alta variabilidade, caracterizandoum baixo índice de repetitividade. A atividade de digitação – comum nesse tipo de função – não é realizada de forma contínua, sendo constantemente interrompida por outras tarefas complementares, como leitura de documentos impressos, verificação de informações em materiais de apoio, atendimento telefônico e interação com colegas de trabalho. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 31 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br Essas interrupções frequentes promovem a fragmentação natural da atividade principal e quebram a continuidade biomecânica dos movimentos digitados, minimizando a exposição a padrões repetitivos prolongados. Condições observadas: • Ausência de ciclos curtos ou movimentos repetitivos ininterruptos. • Atividade de digitação fragmentada e intercalada com outras ações cognitivas e motoras. • Variabilidade de tarefas e alternância postural ao longo da jornada. • Alta autonomia do trabalhador sobre a sequência de execução das atividades. Recomendações Ergonômicas (mesmo com conformidade) Embora não tenham sido identificadas condições de repetitividade preocupantes, recomenda-se: ✓ Monitorar eventuais mudanças nas rotinas administrativas, como aumento do volume de digitação, implantação de novos sistemas ou centralização de tarefas, que possam alterar o grau de repetitividade da função. ✓ Incentivar boas práticas de digitação, como posicionamento neutro dos punhos, uso adequado de apoio de antebraços e pausas visuais regulares. ✓ Realizar avaliações ergonômicas periódicas e escuta ativa dos colaboradores, a fim de identificar precocemente sinais de sobrecarga muscular ou fadiga. ✓ Manter a fragmentação natural das tarefas como estratégia de prevenção ergonômica, garantindo que a variabilidade seja preservada no cotidiano laboral. C - MOBILIÁRIO E EQUIPAMENTOS DOS POSTOS DE TRABALHO NR 17, ITENS 17.3 e 17.4 C.1 - Dimensões e estrutura da mesa: A avaliação da mesa foi baseada na NR-17 (itens, 17.3.1 e 17.4) e NBR 13966:2008 e através da tese de mestrado denominado de “Definição de critérios de avaliação ergonômica para mesas de trabalho informatizado”. Nesta tese há considerações de projetos de mesas de trabalho na pesquisa de Moraes (2001), Karlqvist (1998), Sanders e Cormik (1993), Agilent Techologies (2001), Bridger (1995), Couto (1995), Barbosa (1999). mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 32 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br As mesas estabelecem conformidade com a NBR 13966:2008 e proporcionam ao usuário condições de boa postura, visualização, operação e atende aos seguintes requisitos mínimos: • Ter altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de atividade, com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do assento; • A área de trabalho é de fácil alcance e visualização pelo trabalhador; • Características dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentação adequada dos segmentos corporais. No item “F”, intitulado “RESULTADOS DAS FERRAMENTAS COMPLEMENTARES DE ANÁLISE ERGONÔMICA UTILIZADAS”, foi descrito o tipo de mesa evidenciada no posto de trabalho da amostra analisada e a metodologia de análise utilizada. Resumidamente o resultado desta análise foi: • CONCLUSÃO DA ANÁLISE DAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DA MESA DO TIPO IX: Apresenta conformidade dimensional com a norma ABNT NBR 13966:2008. Recomendações: Não há recomendações pela conformidade evidenciada. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 33 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br C.2 – Cadeiras: A avaliação da cadeira foi baseada na NR-17 (itens, 17.3.3 e 17.4.1), cheklist de Hudson Couto para avaliação de cadeira (2007) e NBR 13962:2006. A norma NBR 13962:2006 especifica as características físicas e dimensionais e classifica as cadeiras para escritório, bem como estabelece os métodos para a determinação da estabilidade, resistência e durabilidade de cadeiras de escritório, de qualquer material, excluindo-se longarina e poltronas de auditório e cinema. Os padrões adotados pela norma baseiam-se em um uso de 8h ao dia por pessoas com peso até 110Kg, com altura entre 1,51m e 1,92m. Visando facilitar a análise ergonômica do mobiliário (cadeira), e as ações corretivas da empresa, foram atribuídos em algarismos romanos, os números correspondentes para os diferentes tipos de cadeiras. No item “F”, intitulado “RESULTADOS DAS FERRAMENTAS COMPLEMENTARES DE ANÁLISE ERGONÔMICA UTILIZADAS”, foi descrito o tipo de cadeira evidenciada nos dois postos de trabalho das amostras analisadas e a metodologia de análise utilizada. Resumidamente a cadeira é igual para os dois tipos de postos de trabalho e o resultado desta análise foi: • CONCLUSÃO DA ANÁLISE DAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DA CADEIRA: De acordo com o Checklist de Hudson, a cadeira analisada apresenta condições ergonômicas excelentes e de acordo com a ABNT-NBR 13962-2006 a cadeira analisada apresenta conformidade. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 34 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br • CONCLUSÃO DA ANÁLISE DAS DIMENSÕES DA CADEIRA: De acordo com a ABNT- NBR 13962-2006 a cadeira analisada apresenta conformidade. Conclusão da Análise das Dimensões da Cadeira A cadeira avaliada no posto de trabalho apresenta conformidade com os requisitos técnicos e dimensionais estabelecidos pela norma ABNT NBR 13962:2006, demonstrando adequação para uso em ambientes de trabalho informatizado. Foram observadas as seguintes características em conformidade: • Presença de ajuste de altura do assento, permitindo adaptação à estatura do usuário; • Encosto com suporte adequado para a região lombar, favorecendo a manutenção da curvatura fisiológica da coluna; • Assento com bordas arredondadas e densidade de espuma compatível, evitando compressão de vasos e tecidos na região posterior das coxas; • Rodízios que permitem mobilidade adequada, conforme as necessidades do posto de trabalho. mailto:contato@newageassessoria.com.br http://www.newageassessoria.com.br/ 35 Rua João Pais, 136 Telefone: 55 11 5182-8221 Santo Amaro – 04603-039 contato@newageassessoria.com.br São Paulo, SP – Brasil www.newageassessoria.com.br Recomendações Apesar da conformidade evidenciada, recomenda-se a implementação de rotina preventiva anual de inspeção e revisão das cadeiras utilizadas no setor, conduzida por profissional habilitado com conhecimentos aplicados em ergonomia do trabalho, em conformidade com a Norma Regulamentadora NR-17. Essa medida tem como objetivo: • Detectar