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Unidade 2
Comunicação e Ciência
Aula 1
A Linguagem Científica
A Linguagem Científica
A Linguagem Científica
Disciplina
COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA
Olá, estudante! Nesta videoaula, vamos mergulhar no
universo da comunicação científica e acadêmica. Vamos
iniciar explorando as características da linguagem científica,
discutindo a diferença entre discurso científico e discurso
jornalístico e como o texto de divulgação científica se
posiciona entre esses dois. Em seguida, abordaremos a
multimodalidade aplicada ao discurso científico, analisando
como diferentes formas de comunicação podem ser
integradas para enriquecer a transmissão de conhecimento
científico.
Também vamos explorar os gêneros acadêmicos e suas
especificidades, detalhando como cada gênero, como
resumos, resenhas e artigos científicos, atende a diferentes
necessidades e objetivos na comunicação acadêmica.
Prepare-se para uma aula que ampliará sua compreensão
sobre a comunicação científica e acadêmica no mundo
moderno. Vamos começar!
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Ponto de Partida
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COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA
https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/13939c5f-1079-45bd-80f3-4a0f85e950eb/9db50652-958c-52a2-a668-bbf9dd5f2758.pdf
Ponto de Partida
Olá, desejamos boas-vindas!
Com grande entusiasmo, damos início à nossa jornada de
exploração sobre a comunicação científica e acadêmica. Para
tanto, vamos explorar como a comunicação vai além das
palavras, envolvendo uma rica combinação de elementos
que compõem a troca de informações em contextos
acadêmicos e científicos.
Começaremos analisando as características da linguagem
científica, diferenciando o discurso científico do discurso
jornalístico, e entendendo como o texto de divulgação
científica se posiciona entre esses dois tipos de discurso.
Essa análise nos ajudará a compreender como comunicar
conhecimento científico de maneira acessível e eficaz para
diferentes audiências.
Avançaremos para a multimodalidade aplicada ao discurso
científico, onde veremos como integrar diversas formas de
comunicação – como textos, imagens e gráficos – para criar
mensagens mais impactantes e compreensíveis. Esse é um
aspecto crucial para enriquecer a transmissão de
Disciplina
COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA
informações e facilitar o entendimento de conceitos
complexos.
Por fim, vamos explorar os gêneros acadêmicos e suas
especificidades, detalhando como cada gênero, como
resumos, resenhas e artigos científicos, dentre outros, serve
a diferentes propósitos e necessidades na comunicação
acadêmica.
Prepare-se para uma aula envolvente que ampliará sua
compreensão sobre a comunicação no âmbito científico e
acadêmico. Estamos ansiosos para embarcar nesta jornada
de aprendizado com você. Vamos começar! Bons estudos!
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Características da linguagem
científica
Disciplina
COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA
Todos os dias, ao assistirmos TV, lermos revistas ou jornais
ou navegarmos na internet, somos expostos a diversas
pesquisas realizadas em inúmeras áreas. Muitas dessas
descobertas salvam vidas e impactam o cotidiano das
pessoas. No entanto, para que essas informações cheguem
de forma clara e acessível ao público geral, que não possui o
mesmo conhecimento especializado, é necessário adaptar a
linguagem científica.
Essa adaptação surge da intersecção entre o Discurso
Científico (DC) e o Discurso Jornalístico (DJ), resultando no
Gênero de Divulgação Científica (GDC). Enquanto o DC é
voltado para especialistas, com termos técnicos e uma
estrutura rigorosa, o DJ utiliza uma linguagem acessível e
objetiva, voltada ao público leigo. Quando essas
características se combinam, o GDC consegue transmitir
informações complexas de forma compreensível, permitindo
que temas importantes da ciência sejam amplamente
divulgados e entendidos por todos (Leibruder, 2000).
Estudante, para melhor compreensão, leia a imagem a
seguir:
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COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA
Figura 1 | Interseção entre os discursos. Fonte: elaborada
pela autora.
De acordo com Leibruder (2002, p. 230), “a Divulgação
Científica é uma prática eminentemente heterogênea, na
medida em que incorpora no seu fio discursivo tanto
elementos provenientes daquele que lhe serve de fonte – o
discurso científico – quanto daquele que pretende atingir – o
discurso jornalístico”. Por isso, a imagem anterior representa
o contexto da intersecção entre o Discurso Científico (DC) e o
Discurso Jornalístico (DJ), a intersecção ocorre quando
características dos dois gêneros se sobrepõem para dar
origem a um novo gênero, no caso, o gênero Texto de
Divulgação Científica (TDC). Estudante, compreenda o
sentido de "intersecção" como o ponto onde dois discursos
se encontram e se mesclam para formar um novo gênero.
Diante disso, para melhorar o aprofundamento sobre o
tema, na sequência passaremos ao estudo de cada um dos
discursos: Discurso Científico (DC), Discurso Jornalístico (DJ)
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COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA
e, após, o Texto de Divulgação Científica (TDC). Iniciemos
com o estudo das características da linguagem usada no
Discurso Científico (DC). 
De acordo com os estudos de Reis (1964, p. 353), divulgar
cientificamente é 
[...] comunicar ao público, em linguagem acessível, os
fatos e princípios da ciência, dentro de uma filosofia que
permita aproveitar o fato jornalisticamente relevante com
motivação para explicitar os princípios científicos, os
métodos de ação dos cientistas e a evolução das ideias
científicas. 
No que tange às partes que compõem a caracterização da
linguagem do Discurso Científico, é relevante pontuar que é
empregado principalmente para compartilhar os resultados
das pesquisas dos especialistas. Para isso, o pesquisador
relata seus achados por meio de artigos ou papers, que
seguem uma estrutura rígida e formal, característica desse
tipo de discurso, composta de três partes principais: 
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Primeira
parte 
Descrevem-se os materiais utilizados na pesquisa. 
Em seguida  Explicam-se os objetivos e procedimentos adotados. 
Por fim  Apresentam-se os resultados e as conclusões obtidas
com o experimento. 
Tabela 1 | Partes do Discurso Científico. Fonte: adaptada de
Leibruder (2000); Reis (2001; 2018) e Nantes (2019). 
Tendo compreendido as partes do Discurso Científico,
precisamos compreender as características da linguagem
usada no Discurso Científico (DC). Isso significa identificar e
detalhar os aspectos específicos da maneira como os
cientistas se comunicam em textos acadêmicos e técnicos. A
linguagem científica é marcada por particularidades que a
tornam adequada para a produção e disseminação de
conhecimento especializado (Leibruder, 2000). Assim, no que
diz respeito às características da linguagem usada no
Discurso Científico, leia a figura a seguir: 
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Figura 2 | Características da linguagem usada no Discurso
Científico. Fonte: adaptada de Leibruder (2000); Reis (2001;
2018) e Nantes (2019).
Vejamos cada um desses itens elencados na imagem
anterior: 
Linguagem técnica e especializada: o DC usa termos técnicos
e específicos da área de conhecimento, com o objetivo de
garantir precisão e clareza entre os especialistas que o
utilizam. 
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Formalidade, precisão e clareza: o Discurso Científico utiliza
uma linguagem formal e impessoal, evitando expressões
coloquiais ou subjetivas. Ele é construído com precisão,
utilizando termos técnicos específicos da área de estudo
para garantir exatidão e evitar ambiguidades. Ao mesmo
tempo, a clareza é essencial, de modo que as ideias sejam
transmitidas de forma compreensível, mesmo sendo textos
altamente especializados, mantendo a objetividade e o rigor
científico. 
Estrutura rígida: segue uma estrutura definida, como
introdução, desenvolvimento, metodologia, resultados e
conclusão, para facilitar a organização das ideias e a
replicabilidade dos estudos. 
Objetividadesensíveis.
Por fim, vamos revisar estratégias para evitar plágio e
preservar a voz autoral, assegurando que seu trabalho seja
original e respeite a propriedade intelectual. Prepare-se para
adquirir conhecimentos valiosos que são fundamentais tanto
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para o sucesso acadêmico quanto para a integridade no
mundo científico. Vamos começar!
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Ponto de Partida
Ponto de Partida
Olá, desejamos boas-vindas!
É um prazer tê-lo conosco nessa trajetória de aprendizado. É
chegado o momento de explorarmos temas essenciais para
o desenvolvimento de um trabalho científico rigoroso e ético.
Primeiro, vamos discutir a voz de autoridade no discurso
científico. Você aprenderá como construir e sustentar sua
credibilidade acadêmica. Em um cenário onde a qualidade
do discurso pode determinar o impacto de sua pesquisa,
saber apresentar argumentos sólidos e utilizar recursos
adequados é crucial. Logo, a transcrição de excertos de
autores renomados no assunto é uma prática eficaz para
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https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/13939c5f-1079-45bd-80f3-4a0f85e950eb/8c0ed2ad-d8ae-50fe-9e9d-7afccefec0cc.pdf
conferir maior credibilidade ao seu trabalho e fortalecer seus
argumentos.
Em seguida, abordaremos a Lei Geral de Proteção de Dados
(LGPD) e seu impacto na pesquisa acadêmica. É crucial
entender como proteger informações pessoais e dados
sensíveis para garantir que seu trabalho respeite as normas
legais e éticas.
Por fim, vamos mergulhar em estratégias para evitar plágio e
preservar a voz autoral. Aqui, você descobrirá como criar
trabalhos originais e dar o devido crédito às fontes, o que é
vital para manter a integridade e autenticidade de suas
pesquisas.
Prepare-se para uma aula repleta de insights e práticas que
serão fundamentais para seu sucesso acadêmico e
profissional. Vamos explorar juntos esses conceitos e
garantir que você esteja pronto para enfrentar os desafios
do mundo científico com ética e competência. Vamos
começar? Bons estudos!
Vamos Começar!
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Vamos Começar!
Voz de autoridade no Discurso
Científico
A voz de autoridade é um elemento fundamental no discurso
científico, sendo essencial para conferir credibilidade e
tornar as argumentações mais persuasivas. No contexto
acadêmico e profissional, essa voz não só define a
legitimidade do texto, mas também estabelece uma conexão
de confiança entre o autor e o leitor. Por isso, é importante
que você compreenda como a voz de autoridade se
manifesta no discurso científico e em outros espaços, como
reuniões, palestras, apresentação de relatórios de empresas,
trabalhos acadêmicos, apresentações profissionais, dentre
outras possibilidades. O importante é sabermos explorar e
reconhecer essa voz (Leibruder, 2000; Reis, 2001e 2018;
Nantes, 2011).
studante, para você o que pode ser uma voz de autoridade a
ser utilizada no discurso científico (que você já estudou) ou
no mundo do trabalho?
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COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
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A voz de autoridade no discurso científico refere-se à
capacidade de um autor ou orador de estabelecer sua
credibilidade com base em conhecimento profundo,
demonstrar experiência na área e usar fontes e exemplos
confiáveis (Leibruder, 2000; Reis, 2001 e 2018; Nantes, 2011).
A voz de autoridade é construída através de três principais
pilares:
Figura 1 | Pilares que constroem a voz de autoridade. Fonte:
adaptada de Leibruder (2000).
Agora vamos explicitar cada um desses pilares para a
compreensão adequada deles:
1. Uso de fontes confiáveis: referenciar dados, pesquisas e
estatísticas de fontes respeitadas, como instituições
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acadêmicas, órgãos governamentais ou publicações
científicas de prestígio. Esse recurso mostra que o autor
está embasado em evidências robustas e minimiza
interpretações subjetivas.
2. Citação de autores/especialistas renomados: incorporar
no texto as ideias e teorias de especialistas reconhecidos
dentro da área estudada. Autores renomados
emprestam seu prestígio ao texto, agregando autoridade
e fortalecendo as argumentações apresentadas.
3. Experiência e credibilidade do autor: quando o autor tem
vasta experiência ou reconhecimento no campo de
atuação, como um pesquisador premiado ou um CEO
bem-sucedido, sua própria trajetória contribui para a voz
de autoridade. O autor demonstra sua competência por
meio de resultados obtidos ao longo de sua carreira,
aumentando a confiança do leitor.
No que se refere ao texto escrito, é relevante explorarmos
estratégias que sustentam a argumentação e referendam a
credibilidade dos dados (Leibruder, 2000; Reis, 2001 e 2018;
Nantes, 2011). Por exemplo, na redação de artigos, relatórios
e outros textos acadêmicos, a voz de autoridade deve ser
estrategicamente aplicada.
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Um exemplo da exploração de dados estatísticos em textos
científicos ocorre quando aparece a inclusão de dados bem
fundamentados, sendo essenciais para sustentar
argumentos. Esses dados, quando provenientes de fontes de
alta reputação, como a Organização Mundial da Saúde (OMS)
ou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
proporcionam maior peso às afirmações. Por exemplo, ao
discutir a prevalência de uma doença, dados atualizados e
estatísticas de fontes renomadas validam a discussão e
aumentam a força persuasiva do texto.
Como já destacamos, a voz de autoridade não é exclusiva do
campo acadêmico; em contextos corporativos e
empresariais, como relatórios, reuniões e apresentações, ela
também é vital. CEOs, diretores e especialistas são
frequentemente chamados a apresentar resultados de
projetos ou iniciativas estratégicas. Para esses profissionais,
a construção da autoridade segue princípios semelhantes ao
ambiente acadêmico e pode ser construída pelos relatórios
empresariais, como quando são apresentados dados
financeiros e métricas de desempenho provenientes de
auditorias independentes, como os resultados trimestrais
auditados por empresas renomadas, o que confere maior
credibilidade.
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Outro momento em que é muito comum a exploração da voz
de autoridade são as reuniões e apresentações, pois durante
uma apresentação é muito útil o uso de referências de
mercado e benchmarks de empresas reconhecidas, como
aquelas obtidas em estudos renomados, que reforça a
confiança do público na proposta apresentada.
Outra estratégia que traz voz de autoridade é a trajetória do
orador, tendo em vista que quando um líder empresarial
destaca conquistas pessoais ou de sua empresa, como
crescimento de receita ou expansão global, essa experiência
real se torna uma ferramenta poderosa para criar uma voz
de autoridade.
Assim, para os estudantes e futuros profissionais,
desenvolver uma voz de autoridade envolve prática e
exploração de estratégias, bem como um estudo contínuo e
a construção de uma base sólida de conhecimento (Mattar,
2017; Bauer e Gaskell, 2015). Algumas estratégias para
alcançar esse objetivo incluem:
Estudo aprofundado da área: conhecer profundamente o
campo de atuação e estar atualizado com as últimas
pesquisas e tendências permite fundamentar melhor os
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argumentos e se destacar em discussões acadêmicas ou
profissionais.
Uso criterioso de fontes: ao escrever textos científicos ou
relatórios, é crucial utilizar fontes de alta qualidade e citar
adequadamente os autores mais influentes da área.
Desenvolvimento de experiência prática: participar de
projetos, estágios e atividades práticas oferece vivências
reais que ajudam a construir autoridade. Quanto mais o
estudante ou profissional vivencia a área, mais legítimo será
seu discurso.
Networking com especialistas: interagir com profissionais e
pesquisadores renomados oferece oportunidades de
aprendizado e aumenta a confiança do próprio discurso. 
Estudante, como você pode observar,a voz de autoridade é
um componente essencial para o sucesso no discurso
científico e em ambientes profissionais. Ela é construída
através do uso de fontes confiáveis, citação de autores
renomados e a experiência do próprio autor. Estudantes que
buscam desenvolver essa voz devem focar em aprofundar
seus conhecimentos, buscar experiências práticas e se
conectar com especialistas da área. Dessa forma, poderão
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TECNOLOGIA
consolidar uma postura mais confiante e persuasiva em suas
produções textuais e apresentações.
Vamos pensar em alguns cursos de graduação e exemplificar
como essa voz de autoridade pode ser explorada?
A construção de uma voz de autoridade abrange um amplo
conceito, no sentido de ser necessária a adaptação para
cada área do conhecimento. Contudo, embora a aplicação
desse conceito varie de acordo com o campo de atuação,
todos compartilham a necessidade de credibilidade e
fundamentação sólida para tornar seus argumentos
persuasivos e respeitados (Reis, 2001; 2018).
Nos próximos exemplos, ilustraremos como essa voz de
autoridade pode ser trabalhada em diferentes áreas, mas é
fundamental que cada setor adapte essas estratégias para
suas realidades específicas, considerando seus objetivos,
finalidades e contextos de trabalho. 
Administração
Relatórios de desempenho: na elaboração de relatórios
empresariais e análises de desempenho, a voz de
autoridade se constrói ao citar métricas confiáveis, como
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COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
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auditorias financeiras, pesquisas de mercado ou dados
provenientes de órgãos como o IBGE e associações
empresariais.
Apresentações de projetos: ao apresentar um projeto ou
plano de negócios, o uso de benchmarks de sucesso e
citação de práticas validadas por consultorias
especializadas reforça a credibilidade.
Planos estratégicos: apresentar referências de gestão
baseadas em líderes da área com especialistas da área
contribui para fundamentar decisões estratégicas.
Ciências Contábeis
Relatórios financeiros e auditorias: a voz de autoridade
em relatórios contábeis é fortalecida com o uso de
normas internacionais e citações de órgãos de regulação,
como o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) ou a
Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Análises de balanços patrimoniais: citar relatórios de
auditorias independentes e estudos financeiros de
empresas sólidas no mercado com auditorias de
empresas renomadas confere maior segurança nas
análises.
Elaboração de pareceres contábeis: referenciar
legislações tributárias ou contábeis e normativas
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COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA
vigentes, baseando-se em especialistas da área contábil,
fortalece a argumentação técnica.
Ciências Econômicas (Economia)
Estudos de mercado: na elaboração de relatórios e
previsões econômicas, a voz de autoridade pode ser
ancorada no uso de dados macroeconômicos
provenientes de fontes como o Banco Central, Fundo
Monetário Internacional (FMI) ou Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), além de estudos de
economistas de renome.
Análises econômicas: citar economistas influentes
renomados na área ou utilizar dados de organizações
como a OCDE (Organização para a Cooperação e
Desenvolvimento Econômico) ou o Banco Mundial
reforça a legitimidade das análises.
Relatórios de impacto financeiro: apresentar relatórios
baseados em modelos econométricos amplamente
aceitos e utilizar comparações com dados históricos ou
regionais de mercados similares aumenta a confiança
nas projeções. 
Jornalismo (Bacharelado)
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COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA
Reportagens investigativas: a voz de autoridade é
estabelecida por meio de fontes confiáveis e verificáveis,
entrevistas com especialistas e citação de dados
estatísticos de instituições respeitadas.
Produção de conteúdo: ao escrever matérias sobre
economia, política ou tecnologia, citar fontes
acadêmicas, relatórios de organizações reconhecidas ou
estudos de instituições renomadas dá maior
credibilidade ao conteúdo.
Cobertura de eventos: referenciar análises de jornalistas
experientes ou especialistas de renome na área de
cobertura, como economia ou política, legitima a matéria
e aumenta sua aceitação pelo público. 
Publicidade e Propaganda - Marketing
Campanhas publicitárias: na criação e apresentação de
campanhas, utilizar dados de pesquisas de mercado de
institutos respeitados, como Nielsen ou IBOPE, e
benchmarks de cases premiados aumenta a autoridade
do projeto.
Análises de métricas de desempenho: ao avaliar o
impacto de uma campanha, o uso de métricas confiáveis
e plataformas de análise de dados confiáveis reforça a
argumentação e a eficácia da proposta.
Disciplina
COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA
Propostas de estratégias de marketing: citar teorias de
marketing de autores renomados na área, além de
exemplos de sucesso de empresas líderes do setor,
contribui para consolidar a autoridade ao propor novas
estratégias de branding ou posicionamento.
Temos situações que se aplicam a quase todos os cursos,
pois incluem a defesa de TCCs (Trabalhos de Conclusão de
Curso), onde é comum a citação de autores e teorias
consagradas da área específica, tanto na forma de citação
direta quanto indireta. Também, nas propostas de negócios,
frequentemente é explorado o uso de fontes de mercado
para trazer comparações setoriais e referências de práticas
bem-sucedidas, com o objetivo de agregar autoridade à
proposta. Além disso, em seminários ou debates
acadêmicos, é habitual referenciar ou citar autores
renomados e usar exemplos práticos baseados em estudos
de caso reais, visando consolidar a autoridade da
argumentação apresentada.
Enfim, esses exemplos mostram como a voz de autoridade
pode ser aplicada de maneira abrangente, elevando a
qualidade e a persuasão das produções acadêmicas e
profissionais em cada uma dessas áreas. 
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COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA
Lei Geral de Proteção de Dados
(LGPD) e seu impacto 
A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), estabelecida pela
Lei nº 13.709/2018, é uma legislação que regula como os
dados pessoais devem ser tratados no Brasil. Essa lei se
aplica a todos os aspectos do tratamento de dados pessoais,
incluindo sua coleta, armazenamento, processamento e
compartilhamento, tanto em meios digitais quanto físicos
(Brasil, 2018)
Leia a imagem a seguir, pois ela representa a questão da
segurança na internet:
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COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA
Figura 2 | Proteção de dados na era digital. Fonte: Freepik.
Você já reparou no ícone de cadeado que aparece no canto
da barra de endereços quando você navega na internet ou
mesmo nos aplicativos do seu celular? Ele simboliza a
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COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA
proteção dos dados que trocamos – como números de
documentos, telefones e endereços. Esse cadeado
representa a segurança digital, garantida pela criptografia e
pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que regula o
uso e a proteção dessas informações pessoais.
Assim como trancamos a porta de casa para proteger nossos
bens, o cadeado digital faz o mesmo por nossos dados on-
line. Seja no computador ou no celular, ele nos alerta para a
importância de manter nossas informações seguras,
especialmente ao usar sites de compras, redes sociais ou
aplicativos. Ao ver o cadeado, lembre-se: seus dados estão
sendo protegidos, mas é essencial adotar práticas seguras
ao navegar na web!
A LGPD define claramente o que são dados pessoais e suas
variações, além de estabelecer direitos e responsabilidades
para o tratamento dessas informações. Esse cuidado é
fundamental para preservar nossa privacidade e segurança
no ambiente digital. Dentre os dados, temos os dados
pessoais, que se referem a qualquer informação que possa
identificar ou tornar identificável uma pessoa natural.
Exemplos comuns de dados pessoais incluem o nome,
endereço e e-mail de um indivíduo. Por exemplo, quando
uma pessoa fornece seu e-mail a uma empresa, essa
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COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA
informação é classificada comodado pessoal, pois pode ser
usada para identificar a pessoa (Brasil, 2018).
Dentro da categoria de dados pessoais, existem os dados
pessoais sensíveis, que são informações que requerem um
cuidado especial devido à sua natureza íntima ou
potencialmente invasiva. Esses dados incluem informações
sobre origem racial ou étnica, convicções religiosas, opiniões
políticas, filiação a sindicatos, saúde, vida sexual, além de
dados genéticos e biométricos. Por exemplo, dados
relacionados à saúde de um indivíduo ou suas opiniões
políticas são considerados sensíveis e exigem maior
proteção (Brasil, 2018).
Além dos dados pessoais e sensíveis, a LGPD também trata
dos dados anonimizados, que são aqueles que não
permitem a identificação de um indivíduo, mesmo com o uso
de técnicas razoáveis. Um exemplo de dados anonimizados
seria um conjunto de informações de pesquisa em que os
participantes não possam ser identificados individualmente,
mesmo utilizando métodos de análise (Brasil, 2018).
A LGPD fortalece os direitos dos titulares de dados,
garantindo que eles tenham controle sobre como suas
informações são utilizadas. Os indivíduos têm o direito de
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COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA
consentir ou não com o uso de seus dados pessoais. Para
proteger esses dados, as organizações que realizam o
tratamento das informações devem implementar medidas
técnicas e organizacionais rigorosas para prevenir acessos
não autorizados e vazamentos de dados (Brasil, 2018).
Visando sintetizar, a seguir, leia a tabela que diferencia os
tipos de dados mencionados pela LGPD, com exemplos para
facilitar a compreensão de cada categoria.
Categoria  Descrição  Exemplo 
Dados
Pessoais 
Informações que podem
identificar ou tornar
identificável uma pessoa
natural. 
Nome, endereço,
e-mail, número
de documentos
(CPF, RG),
telefone. 
Dados pessoais
sensíveis 
Informações que exigem maior
proteção devido à sua natureza
íntima ou potencialmente
invasiva, como origem racial,
convicções religiosas, saúde,
vida sexual, entre outros. 
Informações de
saúde, opiniões
políticas, origem
racial. 
Dados
Anonimizados 
Dados que não permitem a
identificação de um indivíduo,
mesmo com o uso de técnicas
Dados de
pesquisa
anônima,
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razoáveis, como em pesquisas
anônimas. 
estatísticas
agregadas. 
Tabela 1 | Tipos de dados definidos pela LGPD e exemplos
práticos. Fonte: adaptada de Brasil (2018). 
Quanto à responsabilidade dos agentes de tratamento, a lei
estabelece que eles só serão isentos de responsabilidades se
provarem que não realizaram o tratamento dos dados ou
que, mesmo realizando-o, não houve violação das normas
estabelecidas. Além disso, esses agentes não serão
responsabilizados se o dano resultar de culpa exclusiva do
titular dos dados ou de terceiros (Brasil, 2018).
Diante do exposto, é fundamental que os indivíduos estejam
atentos à forma como suas informações pessoais são
coletadas e utilizadas. É recomendado verificar a política de
privacidade de qualquer serviço ou organização com a qual
se compartilhem dados. Proteger suas informações pessoais
e estar ciente dos direitos garantidos pela LGPD são passos
essenciais para garantir a privacidade e segurança dos
dados. Adotar uma abordagem cuidadosa e informada sobre
o compartilhamento de dados ajuda a preservar a
privacidade individual em um cenário digital cada vez mais
complexo.
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COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
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Como evitar plágio e preservar a
voz autoral
No Brasil, o plágio é considerado uma violação dos direitos
autorais e pode resultar em sanções legais com base na Lei
de Direitos Autorais. A principal legislação que trata do
assunto é a Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, também
conhecida como Lei de Direitos Autorais. Ademais, plagiar é
confrontar questões éticas, relacionadas à autoria do texto,
entendendo texto desde um texto escrito (artigo, letra de
música, dentre outros) até multimodal (imagem, som,
movimento). Para clarificar, leia a imagem a seguir:
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COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
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Figura 3 | A luta contra o plágio. Fonte: Freepik. 
 
A imagem desse notebook com soldadinhos posicionados no
teclado simboliza a batalha contra o plágio on-line. Esses
pequenos soldados representam a vigilância constante e as
estratégias de proteção da autoria e originalidade no
ambiente digital. Em um mundo cada vez mais conectado, a
luta contra o plágio vai além da simples cópia de textos:
envolve o uso ético da informação, a preservação da
integridade intelectual e o respeito às regras de direitos
autorais. Assim como os soldados protegem territórios, as
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COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA
ferramentas e práticas acadêmicas protegem a voz autoral
no vasto campo da internet.
A ética na autoria é fundamental para garantir a integridade
e a credibilidade no mundo acadêmico e profissional.
Quando um autor cria um trabalho, seja um artigo, um
relatório ou qualquer outro tipo de produção intelectual, ele
não apenas expressa suas ideias e descobertas, mas
também assume um compromisso com a honestidade e a
responsabilidade. Esse compromisso implica respeitar e
reconhecer as contribuições de outros autores e fontes que
influenciam o trabalho desenvolvido.
A autoria ética exige que o autor não apenas evite práticas
desonestas, como o plágio, mas também que mantenha a
originalidade e a autenticidade de suas ideias. O plágio, uma
violação grave da ética acadêmica, ocorre quando um autor
copia o trabalho ou as ideias de outro sem a devida
atribuição, apresentando-os como se fossem seus. Essa
prática não apenas compromete a integridade do trabalho,
mas também prejudica a confiança na pesquisa acadêmica e
pode levar a sérias consequências legais e profissionais.
Para garantir uma prática ética na autoria e preservar a voz
autoral, é essencial adotar algumas estratégias.
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COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA
Primeiramente, qualquer uso de ideias, dados ou textos de
outras fontes deve ser devidamente citado e referenciado.
Isso inclui a citação direta de trechos, a paráfrase de
conceitos e a incorporação de dados estatísticos. Além disso,
o autor deve assegurar que o trabalho apresentado seja uma
contribuição original, mesmo quando utiliza informações de
outros.
Ao evitar o plágio e valorizar a própria voz autoral, o autor
não só respeita os direitos de outros pesquisadores, mas
também reforça a credibilidade e a relevância de seu próprio
trabalho. Assim, é possível contribuir para o avanço do
conhecimento de forma ética e responsável, promovendo
uma cultura acadêmica baseada na integridade e no respeito
mútuo.
Estudante, o que é plágio? Há diferentes tipos de plágio?
Segundo Scorsolini-Comin (2021), o plágio ocorre quando há
uma reprodução total ou parcial do trabalho ou das ideias de
outro autor sem a devida menção ou referência às fontes
que fundamentam o conteúdo utilizado.
Dito com outras palavras, o plágio é o conceito que abrange
desde a cópia direta, muitas vezes realizada através do
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famoso “Ctrl C + Ctrl V”, até a apropriação indevida de ideias,
onde o autor não atribui corretamente o crédito aos
trabalhos originais. Portanto, é essencial que se evite esse
tipo de prática, garantindo que todo o conteúdo utilizado em
uma produção acadêmica seja devidamente referenciado e
citado.
Para compreender melhor como evitar o plágio e preservar a
autenticidade em seus trabalhos acadêmicos, é essencial
conhecer as diferentes formas que o plágio pode assumir. A
seguir, apresentamos uma tabela que classifica os principais
tipos de plágio encontrados na literatura acadêmica. Essa
classificação ajudará você a identificar e evitar práticas
inadequadas, garantindo que seu trabalho respeite a ética e
mantenha a integridade científica.
Figura 4 | Tipos de plágio. Fonte: adaptada de Krokoscz
(2011); Wachowicz et al. (2016); Mateus et al. (2020);
Scorsolini-Comin (2021).
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Veja a tabela a seguir, na qual temos uma explicitação de
cada um dos tipos de plágio e suas definições.
Tabela 2 | Definição dos tipos de plágio 
Plágio
Indireto 
Ocorre quando o autor reescreve as ideias de outra
obra com suas próprias palavras, mas sem creditar o
autor original, apropriando-se dos conceitos ou ideias
sem citação. 
Autoplágio 
 
Refere-se à reutilização de trabalhos ou partes de
trabalhos anteriores do próprio autor, sem fazer
referência às publicações anteriores. Pode ocorrer
através de publicação duplicada, reciclagem de texto
ou atualizações de estudos já publicados. 
Plágio em
Mosaico 
Envolve a criação de um novo texto a partir da junção
de trechos de outras obras, sem o devido
reconhecimento dos autores originais. Traduzir e usar
estruturas de artigos sem citar também é considerado
plágio parcial. 
Plágio
Acidental 
Acontece quando o autor omite uma citação por
descuido, erro ao parafrasear ou não faz a devida
referência. Apesar de ser involuntário, ainda é
considerado plágio e pode ter consequências legais. 
Outsourcing  Trata-se de receber créditos por um trabalho realizado
por terceiros ou usando ferramentas tecnológicas,
como Inteligência Artificial, sem a devida contribuição
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do autor. Essa prática também se enquadra como
plágio. 
Fonte: adaptada de Krokoscz (2011); Wachowicz et al. (2016);
Mateus et al. (2020); Scorsolini-Comin (2021). 
Mediante o exposto, vemos que o plágio é uma prática que
compromete a integridade acadêmica e profissional,
representando uma violação grave dos direitos autorais. Nos
contextos acadêmicos e profissionais, o plágio pode ocorrer
de diversas formas, desde a cópia direta de textos e dados
até a utilização não autorizada de ideias e criações.
Visando elucidar, a seguir, apresentaremos exemplos
ilustrativos (hipotéticos) de como o plágio pode se
manifestar em diferentes áreas de estudo, ressaltando na
importância de uma abordagem ética e original ao lidar com
conteúdos acadêmicos e profissionais. Essas situações
destacam as consequências legais e éticas do plágio,
sublinhando a necessidade de respeito pelos direitos
autorais e pela autoria. Vejamos: 
Administração 
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Relatórios de Pesquisa: um estudante copia trechos de
relatórios de pesquisa de outras empresas ou estudos
sem citar a fonte, prejudicando a integridade do trabalho
e a credibilidade da pesquisa.
Planos de Negócio: utilizar planos de negócio prontos
encontrados on-line sem adaptação ou menção da fonte,
o que pode levar a problemas legais e à falta de
originalidade. 
Ciências Contábeis
Relatórios Contábeis: copiar análises financeiras ou
relatórios contábeis de outras fontes sem dar o devido
crédito pode resultar em penalidades e questionar a
ética do profissional.
Declarações fiscais: usar declarações fiscais ou modelos
de documentos de outros profissionais sem autorização
pode levar a sanções legais e comprometer a confiança
na prática contábil.
Ciências Econômicas (Economia)
Artigos acadêmicos: plagiar artigos acadêmicos ou dados
econômicos em trabalhos de pesquisa compromete a
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originalidade e pode afetar a credibilidade da análise
econômica apresentada.
Estudos de caso: copiar estudos de caso de outros
autores sem reconhecimento adequado pode resultar
em consequências éticas e legais, prejudicando o valor
do trabalho acadêmico.
Jornalismo 
Matérias e reportagens: copiar conteúdos de
reportagens, entrevistas ou matérias jornalísticas sem
citar a fonte viola as normas éticas do jornalismo e pode
resultar em processos legais.
Roteiros de reportagens: plagiar roteiros de reportagens
ou scripts de entrevistas compromete a integridade
jornalística e pode afetar a reputação do jornalista.
Publicidade e Propaganda
Campanhas publicitárias: utilizar elementos de
campanhas publicitárias de outras empresas sem
autorização ou crédito pode resultar em disputas legais e
danificar a imagem da marca.
Criação de Conteúdo: copiar slogans, designs ou
conceitos de campanhas publicitárias sem referência
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pode resultar em sanções legais e impactar a criatividade
e inovação da área.
Publicidade e Propaganda - Marketing - Bacharelado
Materiais de Marketing: plagiar conteúdos de campanhas
de marketing, como posts de redes sociais ou estratégias
de branding, pode levar a problemas legais e afetar a
originalidade das estratégias desenvolvidas.
Relatórios de análise de mercado: utilizar relatórios de
análise de mercado de outras fontes sem atribuição
adequada compromete a credibilidade do trabalho e
pode ter implicações legais.
Enfim, esses exemplos nos ajudam a ilustrar a importância
de respeitarmos os direitos autorais e as questões éticas
relacionadas ao plágio em diferentes áreas de estudo,
naturalmente que cada área deve adaptar o exemplo de
acordo com o campo de atuação.
Sumarizando, é fundamental destacar que a escrita é um
processo dinâmico e criativo que vai além da simples
transcrição de informações. A produção de um trabalho
acadêmico é uma oportunidade para desenvolver
habilidades cognitivas, explorar a criatividade e adaptar o
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conteúdo às especificidades do objetivo, da finalidade e do
contexto.
Nesse contexto, destacamos a leitura, visto que desempenha
um papel crucial nesse processo, pois amplia nosso
repertório, aprimora nossas competências e fortalece nossa
capacidade de argumentação. Entender e aplicar
corretamente as normas de citação não só preserva a ética
acadêmica, mas também enriquece o processo de
aprendizado e contribui para o avanço do conhecimento.
Valorizar a autenticidade e a criatividade em nossos
trabalhos não apenas contribui para um ambiente
acadêmico mais transparente e inovador, mas também é
uma competência altamente valorizada no mercado de
trabalho. Em um mundo onde a integridade e a originalidade
são essenciais, essas qualidades se refletem em nossa
capacidade de gerar impacto e inovação profissional.
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
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Caro estudante, ao longo desta unidade, exploramos
aspectos cruciais para a elaboração de discursos científicos e
a gestão da autoria em contextos acadêmicos e profissionais.
Iniciamos nossa jornada com uma análise aprofundada da
voz de autoridade no discurso científico, compreendendo
como a credibilidade e a assertividade são fundamentais
para comunicar suas ideias de forma convincente e
respeitável.
Em seguida, discutimos a Lei Geral de Proteção de Dados
(LGPD) e seu impacto nas práticas acadêmicas e
profissionais. A proteção de dados pessoais é um tema de
crescente importância, e a compreensão das normas e
regulamentações da LGPD é essencial para garantir que você
manuseie informações de forma ética e legal, tanto em suas
pesquisas quanto em suas interações profissionais.
Por fim, abordamos estratégias para evitar o plágio e
preservar a voz autoral. Reconhecemos a importância de
respeitar os direitos de outros autores e manter a
integridade do seu próprio trabalho. Aplicar essas práticas é
vital para fortalecer sua credibilidade acadêmica e
profissional, garantindo que suas contribuições sejam
reconhecidas como genuínas e originais.
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Ao concluir seus estudos, esperamos que você tenha
adquirido uma compreensão mais profunda e prática desses
temas. As habilidades e os conhecimentos que
desenvolvemos aqui não são apenas fundamentais para o
sucesso acadêmico, mas também para a sua atuação ética e
responsável no mundo profissional. 
Assim, estamos confiantes de que, com essa base sólida,
você estará preparado para enfrentar os desafios do
discurso científico e da gestão da autoria com confiança e
competência. Que esses aprendizados sirvam como
ferramentas valiosas em sua trajetória acadêmica e em suas
futuras empreitadas profissionais.
Saibamais
Saiba mais
Recomendamos a leitura da Unidade 3 do livro Língua
Portuguesa II: leitura e produção de textos - letras 2. Essa
unidade é especialmente valiosa para compreender a
produção de textos acadêmicos e os gêneros que
encontramos na academia. Nela, você terá acesso a
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https://plataforma.bvirtual.com.br/
https://plataforma.bvirtual.com.br/
orientações detalhadas sobre como elaborar textos
acadêmicos e conhecerá os diferentes gêneros textuais
utilizados no ambiente acadêmico.
Estudante, este artigo é crucial para compreender a
gravidade do plágio no meio acadêmico. O plágio é uma
infração séria que compromete a integridade e a
credibilidade da pesquisa científica. Ele explora diferentes
tipos de plágio, muitos dos quais podem ser desconhecidos
pelo público, e discute como essa prática afeta não apenas a
qualidade acadêmica, mas também a confiança na pesquisa.
Além disso, o artigo destaca a importância da escrita autoral.
A produção de textos originais e bem fundamentados é
essencial para manter a integridade acadêmica e a
autenticidade do trabalho científico. Escrever com sua
própria voz autoral assegura a originalidade das ideias e o
devido reconhecimento das contribuições feitas. Brazilian
Journal of Implantology and Health Sciences.
Estudante, não deixe de ler este artigo, pois ele explora a Lei
Geral de Proteção de Dados (LGPD), discutindo como suas
regulamentações impactam a proteção e o tratamento de
dados pessoais e sensíveis no cenário digital. A leitura é
fundamental para entender a aplicação da LGPD nas
instituições e empresas, além das obrigações e sanções
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https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/321
https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/321
relacionadas. Com o advento da internet é fundamental que
conheçamos como proteger nossos dados. Os impactos da
Lei Geral de Proteção de Dados - LGPD no cenário digital.
Referências
Referências
BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. 5. ed. São Paulo:
Martins Fontes, 2010.
BAUER, M. W.; GASKELL, G. (orgs.). Pesquisa qualitativa com
textos, imagem e som: um manual prático. Tradução de
Pedrinho A. Guareschi. Rio de Janeiro: Vozes, 2015.
BRASIL. Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Dispõe
sobre os direitos autorais e dá outras providências. Diário
Oficial da União: Brasília, DF, 20 fev. 1998. Disponível em:
https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/243240. Acesso
em: 13 set. 2024.
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https://www.scielo.br/j/pci/a/tb9czy3W9RtzgbWWxHTXkCc/#
https://www.scielo.br/j/pci/a/tb9czy3W9RtzgbWWxHTXkCc/#
https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/243240
BRASIL. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Dispõe sobre
a proteção de dados pessoais e dá outras providências.
Diário Oficial da União: Brasília, DF, 15 ago. 2018. Disponível
em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-
2018/2018/lei/l13709.htm. Acesso em: 13 set. 2024.
DÍAZ BORDENAVE, J. E. O que é comunicação? São Paulo:
Brasiliense, 1982.
FERRARI, P. Hipertexto, hipermídia: as novas ferramentas da
comunicação digital. São Paulo: Contexto, 2007.
FIORIN, J. L. Para entender o texto. São Paulo: Ática: 2002.
KYRILLOS, L.; SARDENBERG, C. A.; GODOY, C. Comunicação e
liderança: volume 2. São Paulo, SP: Contexto, 2024.
KRESS, G.; VAN LEEUWEN, T. Reading images: the grammar of
visual design. Londres; Nova York: Routledge, 1996.
KROKOSCZ, M. Abordagem do plágio nas três melhores
universidades de cada um dos cinco continentes e do Brasil.
Revista Brasileira de Educação, v. 16, n. 48, p. 745–768, set.
2011. Disponível em:
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm
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/abstract/?lang=pt Acesso em: 13 set. 2024.
LASSWELL, H. D. A estrutura e a função da comunicação na
sociedade. In: BRYSON, L. (org.). A comunicação das ideias.
São Paulo: Edições 34, 1983. p. 37-51. 
LEIBRUDER, A. P. O discurso de divulgação científica. In:
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MATEUS, S.; SILVA, J. F.; SILVA, L. S. F. Plágio: conceito, tipos e
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Roraima (Online), Brasil, v. 13, n. 01, p. 23– 32, 2020.
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MATTAR, J. Metodologia Científica na era digital. São Paulo:
Saraiva, 2017.
NANTES, E. A. S. Língua Portuguesa II: leitura e produção de
textos - letras 2. 1. ed. São Paulo: UNOPAR, 2019. E-book.
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https://www.scielo.br/j/rbedu/a/tKsDQfr6xgRGbNTghvQRFnK/abstract/?lang=pt
https://www.scielo.br/j/rbedu/a/tKsDQfr6xgRGbNTghvQRFnK/abstract/?lang=pt
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Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso
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ROJO, R. Pedagogia dos multiletramentos: diversidade
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(orgs.) Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola
Editorial, 2012.
SANTOS, A. C. dos. Teoria da comunicação. 1. ed. São Paulo:
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https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 26 ago. 2024.
SCORSOLINI-COMIN, F. Projeto de pesquisa em ciências da
saúde: guia prático para estudantes. Petrópolis: Editora
Vozes, 2021.
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https://portal.sbpcnet.org.br/livro/ebook_reflexoes_divulgacao_cientifica_press.pdf.
https://portal.sbpcnet.org.br/livro/ebook_reflexoes_divulgacao_cientifica_press.pdf.
https://plataforma.bvirtual.com.br/
WATZLAWICK, P.; BEAVIN, J. H.; JACKSON, D. D. A pragmática
da comunicação humana: um estudo dos processos de
interação. 3. ed. São Paulo: Cultrix, 2006.
Aula 4
Comunicação Científica para Públicos Diversos
Comunicação Científica para Públicos Diversos
Comunicação Científica
para Públicos Diversos
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Olá, estudante! Nesta videoaula, vamos estudar como
adaptar a linguagem para diferentes audiências. Outro ponto
será explorarmos a comunicação inclusiva e acessível.
Veremos como utilizar legendas, audiodescrição, fontes
acessíveis e intérpretes de linguagem de sinais para garantir
que todos possam participar e entender a mensagem. Por
fim, abordaremos estratégias para apresentações
acadêmicas.
Prepare-se para aprimorar suas habilidades de comunicação
e tornar suas apresentações mais inclusivas e eficazes.
Vamos começar!
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Ponto de Partida
Olá, desejamos boas-vindas!
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https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/13939c5f-1079-45bd-80f3-4a0f85e950eb/db743162-0b73-5907-9830-602784732c9b.pdf
Hoje, vamos abordar temas essenciais para qualquer
profissional ou acadêmico que deseja se comunicar de forma
eficaz e inclusiva. Nosso foco será dividido em três tópicos
principais.
Primeiro, falaremos sobre a adaptação da linguagem para
diferentes audiências. Vamos entender como ajustar o nível
de formalidade, a escolha de palavras e a abordagem de
acordo com o público-alvo, seja em uma apresentação
acadêmica, uma reunião profissional ou uma comunicação
mais casual. Você aprenderá a identificar o perfil da sua
audiência e a adaptar sua mensagem para que ela seja
compreendida da melhormaneira possível.
Em seguida, exploraremos o conceito de comunicação
inclusiva e acessível. Aqui, discutiremos práticas que
garantem que todas as pessoas, independentemente de
suas habilidades, possam participar e compreender a
comunicação. Vamos ver exemplos de como utilizar recursos
como legendas, audiodescrição, fontes acessíveis e
intérpretes de linguagem de sinais para tornar nossas
mensagens mais inclusivas.
Por fim, vamos explorar estratégias para apresentações em
eventos acadêmicos. Mostraremos como organizar uma
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apresentação clara e impactante, com estrutura lógica e uso
eficaz de recursos visuais. Além disso, vamos falar sobre
como manter a audiência engajada e adaptar sua
apresentação para torná-la acessível a todos.
Prepare-se para uma aula cheia de dicas práticas que vão
aprimorar suas habilidades de comunicação e tornar suas
apresentações mais inclusivas e eficazes. Vamos começar!
Bons estudos!
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Adaptação da linguagem para
diferentes audiências 
Estudante, Bagno (2017) é um dos principais estudiosos
brasileiros na área de sociolinguística e ele defende que a
língua varia de acordo com fatores como região, classe social
e contexto e que nenhuma variação é superior à outra. Para
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exemplificar, ele compara o uso da língua com nossa escolha
das roupas quando abrimos o nosso guarda-roupa. Vamos
adaptar essa comparação de Bagno (2017) para o contexto
da adaptação que fazemos na linguagem em diferentes
audiências.
Imagine que a comunicação científica é como um guarda-
roupa repleto de roupas. Cada peça é projetada para um
contexto específico e a escolha de qual usar depende do
evento, da ocasião e do público. Assim como você escolheria
uma roupa formal para uma cerimônia e uma roupa casual
para um encontro com amigos, a linguagem também deve
ser cuidadosamente escolhida e adaptada para diferentes
audiências. Assim como não usaria uma jaqueta de inverno
em um clima tropical, a comunicação deve ser moldada
conforme a situação discursiva para garantir a eficácia e o
impacto da mensagem.
No entanto, a comunicação não se limita apenas ao texto
escrito. Ela é um conjunto integrado de elementos que,
juntos, formam a mensagem completa. Cada aspecto –
desde  texto, imagens e gráficos até entonação, gestos e
elementos multimídia – deve convergir para construir um
sentido coeso e eficaz, adaptado ao contexto e ao público
específico.
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Contudo, Zinzer (2015, p. 15-18) destaca que:
Escrever não é divertido nem fácil. É algo difícil e solitário,
e as palavras raramente fluem com facilidade. A boa
escrita possui uma vivacidade capaz de prender um leitor
entre um parágrafo e o outro, e não se trata de usar
truques para “personificar” o autor. 
Assim, quando discutimos a adaptação da linguagem, é
crucial considerar que ela envolve muito mais do que apenas
palavras no papel. Bakhtin (1994) enfatiza a natureza
dinâmica da linguagem, apontando que cada época histórica,
cada geração, grupo social e instituição de ensino desenvolve
suas próprias formas de expressão, moldadas por fatores
específicos que influenciam a comunicação.
Nesse contexto, é importante considerar que a criação de
sentidos em nossa linguagem vai além da palavra escrita.
Elementos como textos escritos, imagens, gráficos,
entonação, gestos, vídeos e músicas também desempenham
um papel crucial na construção de significado. Vejamos cada
um deles.
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Texto escrito: o conteúdo textual é a base da comunicação.
No entanto, sua eficácia é amplamente determinada pela
clareza e adequação da linguagem utilizada para o público-
alvo. É fundamental que o texto seja redigido de forma que
se ajuste ao conhecimento e às expectativas da audiência.
Imagens e gráficos: estes são ferramentas visuais que
ajudam a ilustrar e reforçar o conteúdo textual. Imagens e
gráficos bem escolhidos podem tornar conceitos complexos
mais compreensíveis e envolventes. A escolha das imagens
deve ser feita com cuidado para garantir que elas
complementem e esclareçam o texto, em vez de criar
confusão.
Entonação e gestos: na comunicação oral, a entonação da
voz e os gestos são fundamentais para transmitir emoções e
enfatizar pontos-chave. A maneira como você fala pode
alterar a percepção da mensagem, tornando-a mais
convincente ou mais clara.
Vídeos e música: em apresentações multimídia, vídeos e
músicas podem adicionar uma dimensão adicional à
comunicação. Eles podem ser usados para demonstrar
conceitos, criar um ambiente ou evocar emoções. A escolha
do vídeo ou da música deve estar alinhada com o objetivo da
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apresentação e com o perfil do público (Bauer e Gaskell,
2015). 
Vamos pensar em exemplos práticos? Se você for preletor de
uma conferência que tem em seu público especialistas e
pesquisadores, precisará se preparar com antecedência.
Nesse caso, você selecionaria uma “roupa” formal – a
terminologia técnica e os detalhes metodológicos
aprofundados, que são apropriados para um público que já
possui um conhecimento avançado sobre o tema. Já se o seu
público fosse composto de estudantes do ensino médio, sua
escolha seria por uma “roupa” mais casual e confortável.
Você optaria por explicações mais simples e analogias que
ajudassem a relacionar conceitos complexos com
experiências do cotidiano desses estudantes. Agora,
pensemos se você fosse dialogar com o público em geral.
Bom, nessa situação, você escolheria uma “roupa” ainda
mais casual, talvez até com um toque de descontração,
usando uma linguagem clara e acessível que não
sobrecarregue o público com jargões técnicos. 
Vamos sintetizar essas informações na tabela a seguir: 
Público  Contexto a ser adaptado. 
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Publicações
Científicas 
Para um artigo científico, a linguagem deve ser
formal e técnica. O texto deve incluir uma revisão
detalhada da literatura, metodologias rigorosas e
discussões aprofundadas. 
Materiais
Educacionais 
Em livros didáticos ou materiais de aula, a linguagem
deve ser pedagógica e acessível. Inclua ilustrações,
exemplos práticos e uma estrutura clara que ajude os
estudantes a entender e aplicar os conceitos. 
Mídias Sociais
e Blogs 
Para blogs e postagens em mídias sociais, a
linguagem deve ser mais informal e envolvente.
Utilize uma abordagem mais descontraída, com
exemplos que se relacionem com o dia a dia do
público e que incentivem a interação e o
compartilhamento. 
Tabela 1 | Adaptação da linguagem em diferentes contextos.
Fonte: adaptada de Santaella (2012); Bauer e Gaaskell (2015)
e Mattar (2017).
A Tabela 1 demonstra como a linguagem deve ser ajustada
para atender às exigências de diferentes contextos
comunicativos. Em publicações científicas, a linguagem é
formal e técnica, com foco em uma revisão detalhada da
literatura, metodologias rigorosas e discussões
aprofundadas. Já em materiais educacionais, como livros
didáticos, a abordagem é pedagógica e acessível, utilizando
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exemplos práticos, ilustrações e uma estrutura clara para
facilitar a compreensão. Para mídias sociais e blogs, a
linguagem torna-se mais informal e envolvente, com
exemplos do cotidiano e um tom que incentiva a interação e
o compartilhamento entre os leitores. A tabela sintetiza
essas variações, evidenciando a importância de adequar a
linguagem ao meio e ao público. 
Outro ponto essencial é considerar os formatos em que essa
linguagem será veiculada, no sentido de analisarmos o lugar
ou local de alocação do texto. Cada formato requer uma
abordagem linguística específica para assegurar que a
mensagem seja transmitida com clareza e eficiência. Seja em
publicações científicas ou postagens em mídias sociais, a
maneira de comunicar deve estar alinhada às características
de cada meio (Santaella, 2012). 
Observe a tabela a seguir e lembre-sede acessar seu
conhecimento de mundo sobre a diferença entre um texto
publicado em uma revista especializada e outro em uma
mídia social, pois isso interferirá na adaptação da linguagem.
Vejamos:
Formato  Característica da linguagem 
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Publicações
Científicas 
Terminologia técnica, dados rigorosos, análise
detalhada. 
Materiais
Educacionais 
Linguagem clara, exemplos práticos, estrutura
pedagógica. 
Mídias Sociais e
Blogs 
Linguagem informal, exemplos cotidianos, tom
envolvente. 
Tabela 2 | Adaptação da linguagem em formatos. Fonte:
adaptada de Reis (2001; 2018), Santaella (2012) e Mattar
(2017).
A Tabela 2 ilustra como a escolha da linguagem deve ser
ajustada de acordo com o formato de publicação. Em
publicações científicas, a terminologia técnica, os dados
rigorosos e a análise detalhada são essenciais para atender
às necessidades de um público especializado que busca
precisão e profundidade. Por outro lado, em materiais
educacionais, é crucial utilizar uma linguagem clara e
acessível, com exemplos práticos e uma estrutura
pedagógica que facilite a compreensão e a aplicação dos
conceitos pelos estudantes.
Já em mídias sociais e blogs, conforme Santaella (2012), a
abordagem deve ser mais informal e envolvente. A utilização
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de uma linguagem descontraída, exemplos do cotidiano e
um tom que promova a interação são fundamentais para
captar a atenção do público e estimular o engajamento. Cada
formato, portanto, exige uma adaptação específica da
linguagem para garantir que a mensagem seja eficaz e
apropriada para o público-alvo. Adaptar a linguagem de
acordo com o formato e o contexto não apenas melhora a
comunicação, mas também aumenta a capacidade de
alcançar e impactar diferentes audiências de maneira mais
eficiente.
Se o formato escolhido fosse o Instagram, a linguagem
deveria ser ainda mais concisa e visualmente atraente. A
abordagem ideal seria manter um tom leve e descontraído,
com o uso de hashtags, emojis e chamadas para ação que
incentivem a interação imediata, como curtidas, comentários
e compartilhamentos. Além disso, é importante integrar
imagens ou vídeos que complementem a mensagem,
tornando o conteúdo envolvente e de fácil consumo no fluxo
rápido da rede social.
Quanto às estratégias de adaptação da linguagem, para
garantir que a “roupa” escolhida se ajuste perfeitamente ao
público e ao contexto, considere as seguintes estratégias:
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Figura 1 | Estratégias para adaptação da linguagem. Fonte:
adaptada de Silva (1999) e Mattar (2017).
Vejamos cada estratégia:
Análise de público: antes de qualquer comunicação, avalie
quem é seu público e quais são suas expectativas e nível de
conhecimento. 
Uso de exemplos relevantes: selecione exemplos que sejam
pertinentes e compreensíveis para a audiência. Analogias e
casos práticos são ferramentas eficazes para conectar
conceitos abstratos com a realidade do público. É crucial
também ter cuidado para evitar exemplos ofensivos,
politicamente incorretos ou que possam ser percebidos
como misóginos, preconceituosos ou insensíveis. A
sensibilidade cultural e social deve ser sempre considerada
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para evitar constrangimentos e promover um ambiente
respeitoso.
Revisão e feedback: teste sua comunicação com membros
do público-alvo, se possível, e ajuste conforme o feedback
recebido. Estar aberto a diferentes pontos de vista e aceitar
críticas construtivas é essencial para garantir que a “roupa”
escolhida esteja bem ajustada e adequada para o contexto.
Receber feedback de forma construtiva e estar disposto a
ajustar a comunicação com base em diversas opiniões ajuda
a aprimorar a eficácia e a receptividade da mensagem.
Estudante, essas estratégias são fundamentais para garantir
que a comunicação não apenas seja clara e adequada, mas
também ressoe com a audiência de forma significativa. Se os
estudos de Mattar (2017) nos trazem para a cientificidade da
linguagem, Silva (1999, p. 21) nos lembra de nossa
construção social, pois “por meio do processo de significação
construímos nossa posição de sujeito e nossa posição social,
identidade cultural e social de nosso grupo, e procuramos
construir as posições e as identidades de outros indivíduos e
de outros grupos”.
Mediante o exposto, ao aplicar essas estratégias, você
contribui para a construção e o reconhecimento de
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identidades e posições sociais, tanto suas quanto das
pessoas com quem você se comunica, reforçando a
importância da adequação linguística e da sensibilidade
cultural no processo de comunicação. Logo, ajustar a
linguagem com essas estratégias não só melhora a clareza e
a adequação da comunicação, mas também contribui para
uma interação mais positiva e respeitosa com o público.
Vamos exemplificar? Se você estiver apresentando uma
pesquisa em um congresso sobre mudanças climáticas em
uma conferência científica, seu texto pode ser repleto de
dados e análises técnicas. Imagens e gráficos que mostram
tendências e resultados são essenciais para ilustrar seus
pontos. Sua entonação deve ser clara e autoritária para
transmitir confiança. Caso use um vídeo, ele pode mostrar os
efeitos das mudanças climáticas em diferentes regiões,
adicionando uma dimensão visual e emocional ao seu
argumento. Além disso, é altamente relevante incluir
práticas reais exitosas que motivem e inspirem o público.
Compartilhar exemplos de iniciativas bem-sucedidas no
combate às mudanças climáticas pode demonstrar a
viabilidade de soluções e engajar a audiência,
proporcionando uma perspectiva prática e positiva que
complementa os dados e as análises apresentados.
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Em um contexto educacional da educação básica, onde você
pode estar ensinando conceitos básicos sobre o mesmo
tema para estudantes, o texto deve ser mais simplificado e
explicativo. Utilizar gráficos simples e exemplos cotidianos
ajudará na compreensão. A entonação deve ser
encorajadora e motivadora e o uso de vídeos e músicas pode
tornar o aprendizado mais dinâmico e interessante. Para
tanto, explore alguns elementos da comunicação.
Elemento  Função  Exemplo de aplicação 
Texto
escrito 
Fornece o conteúdo
principal da mensagem. 
Artigos científicos,
relatórios. 
Imagens e
gráficos 
Ilustram e reforçam o
conteúdo textual. 
Gráficos de dados,
diagramas imagens. 
Entonação e
gestos 
Transmitem emoções e
enfatizam pontos-chave. 
Tom de voz em
apresentações orais,
pausas e movimentos. 
Vídeos e
música 
Adicionam dimensão
emocional e visual à
comunicação. 
Vídeos explicativos, trilhas
sonoras. 
Tabela 3 | Elementos da comunicação e suas funções. Fonte:
adaptada de Reis (2001; 2018), Santaella (2012) e Mattar
(2017).
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Retomando a Tabela 3, é fundamental compreender que,
para que a comunicação seja eficaz, todos os elementos
devem trabalhar juntos de maneira harmoniosa,
assegurando a convergência entre seus componentes. Isso
significa que texto escrito, imagens e gráficos, entonação e
gestos e vídeos e música não devem atuar isoladamente,
mas sim complementar-se mutuamente.
Cada elemento desempenha um papel específico, mas sua
eficácia é maximizada quando estão alinhados e reforçam o
mesmo ponto. Por exemplo, um artigo científico com dados
complexos pode ser melhor compreendido quando
acompanhado de gráficos explicativos que visualizam as
informações, e uma apresentação oral pode ganhar maior
impacto com o uso de uma entonação envolvente e gestos
que enfatizem os principais argumentos.
Imagens e gráficos não apenas ilustram, mas também
reforçam o texto, oferecendo uma representação visual que
facilita a compreensão e retenção da informação. Entonação
e gestos ajudam a transmitir emoções e destacar pontos-
chave, tornando a comunicação mais dinâmica e envolvente.
Vídeos e música adicionam uma camada adicional de
emoçãoe contexto, tornando a mensagem mais atraente e
memorável.
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A integração eficaz desses elementos cria uma experiência
de comunicação mais rica e envolvente, que pode capturar e
manter a atenção do público, além de facilitar a
compreensão e a retenção da informação. Portanto, a
escolha cuidadosa e a combinação estratégica desses
componentes são essenciais para alcançar uma
comunicação bem-sucedida e impactante. 
Sumarizando, a harmonia entre esses elementos contribui
para uma comunicação mais coesa e eficiente, permitindo
que a mensagem seja compreendida de forma clara,
persuasiva e impactante.
Comunicação inclusiva e
acessível
A comunicação é a base das interações humanas e é
essencial que seja acessível e inclusiva para todos. Isso
significa garantir que todas as pessoas, independentemente
de suas habilidades físicas, sensoriais ou cognitivas, possam
receber e transmitir informações de maneira eficiente.
Vamos explorar como podemos tornar nossa comunicação
mais inclusiva e por que isso é fundamental. Iniciemos com a
leitura da imagem a seguir:
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Figura 2 | Comunicação inclusiva.
Estudante, observe que a imagem anterior representa o
conceito de adaptação da linguagem para diferentes
públicos, destacando a importância de adequar a
comunicação ao contexto e à audiência. No centro, uma
pessoa está diante de um painel com diversos ícones
representando diferentes formas de comunicação, como
balões de fala com textos formais e informais, livros, gráficos
e vídeos. Ao redor, há diferentes grupos de pessoas, como
acadêmicos, profissionais e membros da comunidade,
simbolizando a diversidade de públicos. A imagem sugere
que a escolha das palavras, dos recursos visuais e da
abordagem deve ser feita conforme o perfil de quem recebe
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a mensagem, garantindo clareza e compreensão em
diferentes contextos.
Você sabe o que é comunicação inclusiva e acessível?
A comunicação inclusiva e acessível refere-se a práticas e
estratégias que garantem que todas as pessoas,
independentemente de suas capacidades físicas, sensoriais,
cognitivas ou culturais, possam receber e transmitir
informações de maneira eficaz e sem barreiras. Isso inclui
adaptar a comunicação para diferentes necessidades, como
deficiência visual, auditiva ou motora, e garantir que todos
tenham as mesmas oportunidades de acesso à informação
(Brasil, 2000; 2015; Sassaki, 1997).
A comunicação inclusiva e acessível é quando nos
preocupamos em garantir que todas as pessoas,
independentemente de suas condições físicas ou cognitivas,
possam entender e se comunicar de maneira igualitária. Isso
significa adaptar o conteúdo, as ferramentas e o formato de
apresentação, como, por exemplo, colocar legendas em
vídeos para quem tem deficiência auditiva ou usar
audiodescrição para aqueles com deficiência visual. O
objetivo é criar um ambiente em que todos possam
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participar plenamente, seja na universidade, no trabalho ou
em outros espaços sociais (Brasil, 2000; 2015; Sassaki, 1997).
No Brasil, essa questão é regulamentada por diversas leis e
normas que garantem os direitos de pessoas com deficiência
no acesso à informação e à comunicação. A Lei Brasileira de
Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015),
também conhecida como Estatuto da Pessoa com
Deficiência, é a principal referência. Ela estabelece, no Art. 3º,
que a comunicação deve ser acessível, utilizando, por
exemplo, a Libras (Língua Brasileira de Sinais), legendas em
vídeos e outros recursos para garantir a plena participação
de pessoas com deficiência. Além disso, a Lei nº 10.098/2000
regula a acessibilidade em ambientes físicos e digitais,
incluindo meios de comunicação e materiais didáticos.
Essas leis buscam eliminar barreiras de comunicação,
promovendo um ambiente mais justo e inclusivo para todos,
tanto no contexto educacional quanto no profissional.
O objetivo da comunicação inclusiva é eliminar barreiras que
podem impedir certos grupos de acessar informações. Isso
envolve várias práticas e estratégias. Por exemplo, para
pessoas com deficiência visual, a utilização de textos em
Braille e fontes acessíveis é crucial. Fontes com alto contraste
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e textos em Braille não são apenas convenientes, mas
essenciais para garantir que todos possam ler e
compreender o conteúdo (Brasil, 2000; 2015; Sassaki, 1997).
Para pessoas com deficiência auditiva, a inserção de
legendas em vídeos e a disponibilização de transcrições de
áudios são práticas indispensáveis. Elas garantem que o
conteúdo audiovisual seja acessível a todos, demonstrando
um compromisso com a inclusão e permitindo que
informações vitais, como palestras e tutoriais, sejam
compreendidas por todos.
O conceito de design universal e acessibilidade digital é
fundamental para a comunicação inclusiva. Imagine um
ambiente de aprendizagem ou um site que seja fácil de
navegar e compreender para todos, independentemente das
suas necessidades específicas. Utilizar layouts simples e
claros não é apenas uma questão de estética, mas uma
estratégia para tornar a informação acessível. Isso facilita a
vida de pessoas com deficiências e também ajuda qualquer
pessoa que possa estar sobrecarregada com informações
excessivas ou desorganizadas.
Além disso, é essencial adotar uma linguagem simples e
clara. Jargões ou termos técnicos podem alienar quem não
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está familiarizado com o assunto. Usar uma linguagem direta
e acessível pode fazer uma grande diferença, facilitando a
compreensão e beneficiando todos os leitores ou ouvintes.
A exploração de ferramentas e tecnologias assistivas é
essencial, como no caso da audiodescrição. Para vídeos e
apresentações visuais, a descrição detalhada dos elementos
permite que pessoas com deficiência visual participem
plenamente da experiência. Sem essa adaptação, elas
podem perder informações cruciais que são visíveis para
quem não tem deficiência.
As ferramentas de leitura e navegação, como leitores de tela
e teclados adaptativos, são tecnologias que ajudam pessoas
com deficiências motoras ou visuais a acessar e interagir
com conteúdos digitais de forma mais eficiente. Incorporar
essas ferramentas em nosso design digital é uma forma
prática de promover a inclusão.
Para documentos e apresentações, as alternativas de texto
para imagens e gráficos são essenciais. Descrições
detalhadas permitem que todos compreendam o conteúdo
visual, garantindo que ninguém seja deixado para trás. Além
disso, uma formatação e estruturação acessível – com
cabeçalhos claros, listas e espaçamento adequado – pode
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facilitar a navegação e a compreensão de documentos e
páginas da web.
Uma interface de usuário adaptativa também pode ajudar,
permitindo a personalização de elementos como o tamanho
do texto e as cores. Essa flexibilidade atende às
necessidades individuais, tornando o ambiente digital mais
acessível.
Não podemos esquecer dos ambientes físicos acessíveis.
Garantir que espaços como salas de aula e escritórios sejam
acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida, incluindo
rampas e portas largas, é fundamental para garantir que
todos possam participar e interagir sem barreiras.
Estudante, e o que o futuro nos reserva? Apesar dos
avanços, ainda enfrentamos desafios significativos na
implementação de práticas de comunicação inclusivas e
acessíveis. A conscientização, o investimento em tecnologias
assistivas e a formação de profissionais capacitados são
passos essenciais para superar esses obstáculos e criar um
ambiente verdadeiramente inclusivo.
A comunicação inclusiva exige o uso de diversas estratégias
que atendam às necessidades de pessoas com diferentes
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tipos de deficiências. A seguir, a partir das leis contidas em
Brasil (2000; 2015) e Sassaki(1997) são apresentadas
algumas práticas essenciais para garantir que a comunicação
seja acessível a todos:
Deficiência visual
- Utilize fontes grandes e legíveis, com alto contraste
entre o texto e o fundo, para facilitar a leitura.
- Ofereça textos em Braille, especialmente em
documentos impressos.
- Em apresentações digitais, inclua descrições verbais de
imagens, gráficos e outros elementos visuais para
garantir a participação plena.
- Nas apresentações, evite sobrecarregar os slides com
informações excessivas e certifique-se de que o
conteúdo visual seja simples e claro.
Deficiência auditiva
- Inclua legendas em vídeos para tornar o conteúdo
audiovisual acessível.
- Ofereça intérpretes de Língua de Sinais durante
eventos ao vivo e em apresentações.
- Forneça transcrições de áudios e vídeos para que as
informações estejam disponíveis em formato textual.
Deficiência cognitiva
- Utilize linguagem simples e acessível, evitando jargões
ou termos técnicos complexos.
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- Estruture o conteúdo de forma clara e lógica, facilitando
a compreensão.
- Recorra ao uso de imagens e diagramas para
complementar o texto, promovendo uma melhor
assimilação da informação.
Documentos e apresentações
- Documentos impressos: use papel de boa qualidade
com alto contraste, fontes grandes e legíveis. Sempre
que possível, forneça versões em Braille ou em formato
digital acessível.
- Apresentações digitais: adote esquemas de cores que
sejam acessíveis para pessoas com daltonismo ou
dificuldades visuais e permita o uso de leitores de tela.
Descrições detalhadas de imagens e gráficos também
devem ser incluídas.
- Eventos ao vivo: garanta a presença de intérpretes de
Língua de Sinais e ofereça materiais de apoio em
formatos acessíveis, como transcrições e versões em
áudio.
Essas estratégias ajudam a criar um ambiente comunicativo
mais inclusivo e acessível para todos, respeitando as diversas
necessidades de cada indivíduo e promovendo a
participação plena.
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Os estudos de Romeu Kazumi Sassaki são essenciais para a
compreensão e a aplicação efetiva da inclusão e
acessibilidade. Sua abordagem abrangente e prática oferece
um framework sólido para transformar atitudes, adaptar
ambientes e criar políticas que garantam a participação
equitativa de todos os indivíduos. Ao seguir suas diretrizes, é
possível avançar na construção de uma sociedade
verdadeiramente inclusiva, onde todas as pessoas possam
ter acesso às oportunidades e aos recursos de forma justa e
igualitária.
Mediante o exposto, sintetizaremos, para seu estudo,
questões essenciais atreladas à linguagem e à acessibilidade,
com base em Sassaki (1997). Para organizar os temas
abordados de acordo com os estudos do pesquisador sobre
inclusão, vamos organizar as informações em categorias que
refletem as principais áreas discutidas na obra Inclusão:
construindo uma sociedade para todos, tendo em visa que
nela o pesquisador foca em aspectos fundamentais para a
construção de uma sociedade inclusiva, que podem ser
categorizados em práticas de acessibilidade, comunicação
inclusiva e responsabilidade social.
Iniciemos refletindo que todos nós trabalhamos em uma
sociedade, logo temos responsabilidades para construirmos
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uma sociedade inclusiva.
Qual o nosso papel na construção de uma sociedade mais
inclusiva?
Tema  Descrição  Saussaki (1997) 
Empatia e
consciência 
Desenvolvimento da
empatia e compreensão das
barreiras enfrentadas por
pessoas com deficiência. 
Foco na mudança de
atitudes para
promover a inclusão e
acessibilidade. 
Atitudes e
práticas
cotidianas 
Adoção de práticas
inclusivas no dia a dia,
como linguagem acessível e
adaptação de documentos. 
Implementação de
práticas que garantem
acessibilidade no
cotidiano. 
Apoio às
iniciativas
inclusivas 
Participação em
treinamentos e apoio às
iniciativas da empresa para
criar materiais acessíveis. 
Envolvimento ativo em
práticas e políticas
inclusivas. 
Tabela 4 | O papel de cada indivíduo ou empesa na
promoção da acessibilidade e inclusão. Fonte: adaptada de
Sassaki (1997).
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A Tabela 4 destaca a importância do papel de cada indivíduo
ou empresa na promoção da acessibilidade e inclusão,
conforme abordado por Sassaki (1997). Sassaki enfatiza que
a inclusão vai além de meras adaptações físicas; envolve
uma mudança profunda nas atitudes e práticas diárias.
Desenvolver empatia e entender as barreiras enfrentadas
por pessoas com deficiência são fundamentais para
fomentar uma cultura inclusiva.  
A adoção de práticas cotidianas inclusivas, como o uso de
linguagem acessível e a adaptação de documentos, é crucial
para garantir que todos possam participar plenamente. Além
disso, o apoio ativo às iniciativas inclusivas, como
treinamentos e criação de materiais acessíveis, demonstra o
compromisso com políticas inclusivas e contribui para um
ambiente mais acessível e acolhedor. Essas ações, segundo
Sassaki, são essenciais para a construção de uma sociedade
verdadeiramente inclusiva e acessível a todos.
Tema  Descrição  Sassaki (1997) 
Adaptação
de
linguagem 
Ajuste da linguagem
conforme o público-alvo,
usando termos claros e
compreensíveis. 
Adaptação da
comunicação para
garantir que todos os
públicos
compreendam. 
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Uso de
tecnologias
assistivas 
Implementação de
tecnologias como legendas,
tradução para Libras e
leitores de tela. 
Uso de ferramentas
para assegurar acesso à
informação para todos. 
Design
inclusivo 
Criação de materiais físicos
e digitais acessíveis, com
descrições alternativas e
layouts adequados. 
Desenvolvimento de
conteúdos que
considerem
necessidades
específicas de
acessibilidade. 
Criação de
espaços
acessíveis 
Garantia de que os espaços
físicos e digitais sejam
acessíveis a todos,
independentemente de
limitações. 
Projetar ambientes
acessíveis para
promover a inclusão de
todos. 
Tabela 5 | Garantindo comunicação eficaz e justa para
diferentes públicos. Fonte: adaptada de Sassaki (1997).
A Tabela 5 oferece uma visão clara sobre como garantir uma
comunicação eficaz e justa para diferentes públicos,
refletindo os princípios de inclusão abordados por Sassaki
(1997). A adaptação da linguagem para o público-alvo,
utilizando termos claros e compreensíveis, é essencial para
assegurar que todos possam entender e participar das
comunicações de forma equitativa. Além disso, o uso de
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tecnologias assistivas, como legendas e tradução para Libras,
é fundamental para garantir que pessoas com diferentes
necessidades de acessibilidade tenham acesso à informação.
O design inclusivo é outro aspecto crucial, envolvendo a
criação de materiais físicos e digitais que considerem
necessidades específicas, como descrições alternativas e
layouts apropriados. Finalmente, a criação de espaços
acessíveis, tanto físicos quanto digitais, é indispensável para
que todos, independentemente de suas limitações, possam
acessar e interagir com o ambiente de maneira plena. Esses
princípios, segundo Sassaki (1997), são fundamentais para
promover uma comunicação que não só seja eficaz, mas
também justa e inclusiva para todos os indivíduos.
Tema  Descrição  Sassaki (1997) 
Participação ativa
nos projetos
comunitários 
Contribuição com
habilidades pessoais e
profissionais em
iniciativas comunitárias
inclusivas. 
Envolvimento em
projetos que
promovem a
inclusão na
comunidade. 
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Compartilhamento
de talentos 
Uso das habilidades
individuais para adaptar
materiais e interfaces e
criar conteúdos
acessíveis. 
Aplicação prática de
talentos para
apoiar a inclusão. 
Cultura de inclusão  Promoção de uma
cultura inclusiva, com
responsabilidade
coletiva em criar um
ambiente acessível. 
Criação de uma
cultura onde a
inclusão é um valor
compartilhado por
todos. 
Tabela 6 | Responsabilidade social e contribuiçãocoletiva
para a inclusão. Fonte: adaptada de Sassaki (1997).
A Tabela 6 explora a responsabilidade social e a contribuição
coletiva para a inclusão, alinhando-se com os conceitos
apresentados por Sassaki (1997). A participação ativa em
projetos comunitários é crucial, pois permite que indivíduos
contribuam com suas habilidades pessoais e profissionais
para iniciativas que promovem a inclusão. Isso demonstra
um compromisso concreto com a melhoria da acessibilidade
e da integração na comunidade. Além disso, o
compartilhamento de talentos é uma forma prática de
aplicar habilidades individuais para adaptar materiais,
interfaces e criar conteúdos acessíveis, evidenciando como o
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conhecimento especializado pode ser usado para apoiar a
inclusão de maneira efetiva.
Por fim, a promoção de uma cultura de inclusão é essencial
para garantir que a responsabilidade pela acessibilidade não
recaia apenas sobre alguns, mas seja um valor
compartilhado por todos. Sassaki destaca que a criação de
uma cultura inclusiva exige um esforço coletivo, onde cada
pessoa tem um papel ativo na construção de um ambiente
mais acessível e acolhedor. Esses princípios são
fundamentais para fomentar um ambiente social em que a
inclusão se torne parte integrante do dia a dia.
Tema  Descrição  Sassaki (1997) 
Compromisso
contínuo 
Manutenção do
compromisso com a
inclusão, revisão de
práticas e atualização
sobre metodologias
inclusivas. 
Sustentação do
compromisso com a
inclusão ao longo do
tempo. 
Capacitação
contínua 
Busca constante de
capacitação para entender
e atender melhor às
necessidades diversas. 
Formação contínua
para melhorar as
práticas inclusivas. 
Promoção da
inclusão em
Aplicação dos princípios
inclusivos fora do
Extensão da prática
inclusiva para todas
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outros espaços  ambiente de trabalho, na
vida pessoal e social. 
as áreas da vida. 
Tabela 7 | Contribuição contínua para um ambiente
inclusivo. Fonte: adaptada de Sassaki (1997).
A Tabela 7 ilustra a importância da contribuição contínua
para manter um ambiente inclusivo, conforme discutido por
Sassaki (1997). O compromisso contínuo é fundamental, pois
implica manter um engajamento ativo com as práticas de
inclusão, revisando constantemente as abordagens adotadas
e atualizando-se sobre novas metodologias inclusivas. Isso
garante que o compromisso com a inclusão não seja apenas
uma meta momentânea, mas uma prática sustentada ao
longo do tempo.
A capacitação contínua é igualmente essencial, pois busca
constantemente aprimorar o conhecimento e as habilidades
para melhor atender às diversas necessidades das pessoas.
A formação contínua permite que as práticas inclusivas
sejam constantemente ajustadas e aprimoradas. Além disso,
a promoção da inclusão em outros espaços destaca a
importância de aplicar os princípios inclusivos fora do
ambiente de trabalho, em nossas vidas pessoais e sociais.
Isso reforça que a inclusão deve ser uma prática abrangente,
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não limitada ao contexto profissional, mas estendida a todos
os aspectos da vida.
Em suma, a responsabilidade pela inclusão é de todos nós,
tanto individual quanto socialmente. Cada um tem um papel
vital na construção de uma sociedade mais inclusiva e
acessível e a adoção contínua de práticas inclusivas em todos
os aspectos da vida contribui significativamente para
alcançar esse objetivo.
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Estratégias para apresentações
em eventos acadêmicos
As apresentações acadêmicas são uma oportunidade para
compartilhar descobertas e ideias com a comunidade
científica e o público em geral. Assim, com base nos estudos
de Bauer e Gaskell (2015) e Mattar (2017), vamos refletir
sobre estratégias para apresentações em eventos
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acadêmicos. Para maximizar o impacto de suas
apresentações, considere as seguintes estratégias de uma
estrutura clara e lógica para uma apresentação eficaz.
A seguir está um modelo de estrutura de alguns itens que
podem ser adaptados, conforme o objetivo, a finalidade e o
contexto discursivo no qual você se encontra. Nas
apresentações, atente para itens como:
Introdução: apresente o tema, o objetivo da pesquisa e a
relevância do estudo. Esta seção deve captar a atenção da
audiência e estabelecer o contexto.
Desenvolvimento: explique a metodologia, os resultados e as
discussões. Use gráficos, tabelas e outros recursos visuais
para ilustrar os pontos principais. 
Conclusão: resuma os principais achados, discuta as
implicações e sugira possíveis áreas para futuras pesquisas.
Conclua com uma chamada à ação ou uma reflexão
provocativa.
Exemplo prático:
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Introdução: “Nosso estudo investiga os efeitos das mudanças
climáticas na biodiversidade. Com o aumento das
temperaturas, é crucial entender como as espécies estão se
adaptando.”
Desenvolvimento: “Utilizamos uma abordagem quantitativa
para analisar os dados de várias regiões. Os resultados
mostram uma correlação significativa entre o aumento da
temperatura e a mudança nos padrões migratórios.”
Conclusão: “Os dados sugerem que é necessário
implementar políticas de conservação para proteger as
espécies ameaçadas. Futuros estudos devem explorar
estratégias de mitigação eficazes.”
Para manter a audiência engajada, considere as seguintes
técnicas:
Narrativa: incorporar histórias ou exemplos reais torna a
apresentação mais envolvente e facilita a compreensão dos
pontos principais. Isso humaniza os dados e conecta o
público ao tema. 
Exemplo: “Para ilustrar o impacto das mudanças climáticas,
podemos citar o caso do urso polar, cuja área de caça está
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diminuindo devido ao derretimento das calotas polares.”
Interatividade: incluir perguntas, enquetes ou momentos de
discussão durante a apresentação estimula a participação do
público e mantém o interesse.
Exemplo: “Agora, gostaria de saber a opinião de vocês: Quais
outras espécies vocês acham que estão em risco devido às
mudanças climáticas?”
Visualização de dados: usar gráficos, infográficos e esquemas
visuais facilita a compreensão de informações complexas,
tornando os dados mais claros e acessíveis.
Exemplo: “Aqui temos um gráfico que mostra a relação
direta entre o aumento da temperatura e as mudanças nos
padrões migratórios das aves.”
Para garantir que a sua apresentação contemple a
comunicação inclusiva e acessível e seja adequadamente
compreendida por públicos diversos, é importante adotar
estratégias de comunicação inclusiva. Isso pode envolver a
adaptação da linguagem, a garantia de acessibilidade e o uso
de ferramentas que facilitem a compreensão de todos. Para
tanto, selecione:
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Linguagem Simples: evite jargões científicos ou termos
técnicos desnecessários. Explicar conceitos complexos de
maneira simples e clara ajuda a garantir que sua
apresentação alcance um público mais amplo.
Exemplo: “Ao invés de usar o termo 'biodiversidade',
podemos dizer 'variedade de espécies' para facilitar o
entendimento.”
Acessibilidade: certifique-se de que sua apresentação esteja
acessível para pessoas com diferentes habilidades. Isso pode
incluir o uso de legendas em vídeos, descrição verbal de
gráficos para pessoas com deficiência visual, intérpretes de
linguagem de sinais e versões dos materiais em diferentes
formatos (texto, áudio, digital).
Exemplo: “Em nosso slide, utilizamos fontes grandes e de
alto contraste para facilitar a leitura e incluímos uma
descrição detalhada dos gráficos para aqueles que não
podem visualizá-los.”
Enfim, concluindo nossos estudos, a comunicação científica
eficaz depende de uma apresentação bem estruturada, com
uma linguagem clara e acessível, e estratégias que envolvam
e engajem o público. Ao seguir essas práticas, você estará
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mais bem preparado para apresentare neutralidade: o discurso busca evitar
subjetividade, apresentando as informações de forma
neutra, com base em evidências, dados e resultados de
pesquisas, sem expressar emoções ou julgamentos pessoais.
Para alcançar essa neutralidade, é comum o uso de verbos
na terceira pessoa do singular ou plural, muitas vezes
acompanhados da partícula "se", como em: "observou-se",
"analisaram-se os dados" ou "realizaram-se os
experimentos". Esse tipo de construção mantém o foco nos
fatos, em vez de envolver a opinião ou perspectiva do autor. 
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Apoio em fontes, referências e verificabilidade: o Discurso
Científico é fundamentado em estudos anteriores e utiliza
referências para validar seus argumentos, cita dados
estatísticos, experimentos e recorre à voz de pesquisadores
renomados na área. Além disso, há um forte foco na
verificabilidade, o que significa que os métodos e dados
apresentados devem ser claros e detalhados o suficiente
para que outros pesquisadores possam reproduzir os
resultados, confirmando a validade das conclusões. 
No âmbito da Divulgação Científica, Leibruder (2002) enfatiza
que a escolha das palavras e o estilo narrativo adotado,
assim como a inclusão de elementos de julgamento em
diferentes graus, são determinados pelo contexto
comunicativo no qual o conteúdo está inserido, não apenas
pelo "veículo pelo qual o artigo será transmitido, mas
principalmente pelo interlocutor a quem se destina"
(Leibruder, 2002, p. 236). 
Mediante o exposto, o gênero de Divulgação Científica
desempenha um papel vital na ponte entre o conhecimento
especializado e o público geral. Ele permite que as
descobertas científicas saiam do ambiente restrito dos
laboratórios e das revistas especializadas para chegar à
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sociedade de maneira clara e acessível. Observe a imagem a
seguir:
Discurso Científico  Discurso Jornalístico 
 
Figura 3 | Discurso Científico e Discurso Jornalístico. Fonte:
Freepik. 
A imagem anterior, no primeiro quadro, mostra um cientista
em um laboratório, vestido com jaleco branco e utilizando
equipamentos complexos. Logo, se ele vai se dirigir a um
público de especialistas, ele utiliza o Discurso Científico, ou
seja, a linguagem técnica e específica. Por exemplo, se a
pesquisa for sobre o Aedes aegypti, mosquito responsável
pela transmissão de doenças como dengue, zika e
chikungunya, ele pode falar sobre a morfologia do Aedes
aegypti, ciclos de vida, hábitos de reprodução e mecanismos
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de transmissão de vírus. Essas informações são detalhadas e
frequentemente publicadas em artigos científicos ou
apresentados em conferências acadêmicas, destinadas a
outros cientistas e profissionais da área.
Assim, no ambiente acadêmico e científico, os pesquisadores
trabalham com informações detalhadas e técnicas. Por
exemplo, quando estudam o Aedes aegypti, eles investigam
aspectos como o ciclo de vida, a resistência a inseticidas e os
processos bioquímicos envolvidos na transmissão de vírus,
como o da dengue. Esses estudos são escritos em uma
linguagem altamente especializada, cheia de termos
técnicos, gráficos e dados complexos, publicados em revistas
científicas ou apresentados em conferências. Esse tipo de
texto é o Discurso Científico, voltado para outros cientistas e
especialistas na área.
Agora, retome a imagem e observe o jornalista com um
microfone na mão, imagem do segundo quadro. É o
jornalista quem vai até o laboratório, entrevista o cientista e
aprende sobre as descobertas científicas. O trabalho do
jornalista é transformar essas informações técnicas em uma
linguagem acessível ao público em geral. Como isso é feito?
Em vez de falar do Aedes aegypti de maneira técnica, o
jornalista se refere ao "mosquito da dengue" – um termo que
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a maioria das pessoas entende facilmente. Ele explica que
esse mosquito é o principal responsável por transmitir a
dengue e outras doenças e usa uma linguagem mais simples
para descrever como o mosquito se reproduz em água
parada e como prevenir a proliferação. Então, o jornalista
atua como um “tradutor” entre o mundo científico e o
público leigo. Ele faz a ponte entre o conhecimento profundo
e técnico do cientista e a necessidade do público em
entender essas informações de forma clara e prática. Isso é
essencial, porque se a população não compreender o perigo
do Aedes aegypti, ela não saberá como se proteger e evitar a
doença.
No Discurso Jornalístico, a objetividade, a clareza e a
concisão são fundamentais. Em relação ao uso dos tempos
verbais, é comum encontrarmos o discurso relatado, tanto
direto quanto indireto, bem como a descrição dos fatos,
frequentemente marcada pelo uso da partícula "se" após
verbos na 3ª pessoa do singular. O discurso direto ocorre
quando o jornalista usa aspas e apresenta a enunciação do
pesquisador/cientista; o indireto quando ele parafraseia,
com suas palavras, o que foi descrito. O foco principal nesse
tipo de discurso é o fato em si, e cabe ao jornalista divulgá-lo
da maneira mais eficaz possível (Leibruder, 2000; Reis 2001;
2018). Estudante, atente que: 
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[...] todo título ou artigo jornalístico, toda descrição de um
apresentador de noticiário televisivo (NT) ou radiofônico,
toda explicação de um jornalista especializado, estarão
carregados de efeitos possíveis e só uma parte deles
corresponderá às intenções conscientes destes, e outra
parte – não necessariamente a mesma – será
reconstruída pelo receptor. (Charaudeau, 2003, p. 26) 
A caracterização da linguagem no discurso jornalístico
envolve vários aspectos que a diferenciam de outros tipos de
discurso. Aqui estão alguns dos principais pontos: 
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Figura 4 | Caracterização da linguagem no Discurso
Jornalístico. Fonte: adaptada de Leibruder (2000); Reis (2001;
2018) e Nantes (2019).
 Agora, vejamos cada um dos itens anteriormente elencados:
Objetividade e clareza: o discurso jornalístico busca
transmitir informações de forma clara e objetiva. Isso
significa evitar ambiguidades e subjetividades,
priorizando a precisão e a factualidade.
Imparcialidade: a linguagem jornalística deve manter
uma postura neutra, evitando a expressão de opiniões
pessoais. A imparcialidade é fundamental para garantir a
credibilidade e a confiança do público.
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Concisão e brevidade: o jornalismo valoriza a concisão.
As informações são apresentadas de maneira direta e
sucinta, evitando descrições longas ou excessivas.
Estrutura e coerência: o discurso é estruturado de forma
lógica, com uma introdução clara, desenvolvimento das
ideias e conclusão. Logo, a linguagem é adaptada para
ser compreendida por um público amplo, evitando
jargões técnicos ou complexos que possam dificultar a
compreensão. Essa organização ajuda na compreensão e
facilita a leitura.
Estilo informativo: utiliza um estilo informativo que pode
variar de formal a informal, dependendo do público-alvo
e do meio de comunicação. A escolha do estilo deve
adequar-se ao tipo de notícia e ao contexto.
Uso de fontes e citações: a inclusão de citações e
referências a fontes é comum, fornecendo evidências e
aumentando a credibilidade da informação. Isso também
ajuda a garantir a precisão e a transparência.
Verificação dos fatos: a linguagem é sustentada por uma
rigorosa verificação de fatos para evitar a disseminação
de informações falsas ou imprecisas.
Enfim, todos esses elementos colaboram para que o
discurso jornalístico seja eficaz na comunicação de notícias e
informações ao público.
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Como ponto em comum entre o Discurso Jornalístico e o
Discurso Científico, destaca-se a tendência de minimizar a
presença do sujeito, com a preocupação do jornalista em
manter um tom impessoal, permitindo que as notícias se
apresentem por conta própria. Entretanto, uma diferençasuas ideias de forma
impactante e inclusiva, garantindo que suas descobertas
cheguem a todos de maneira compreensível e significativa.
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Caro estudante, vamos relembrar seus estudos até aqui?
Primeiramente, estudamos sobre a adaptação da linguagem
para diferentes audiências. Destacamos a importância de
ajustar o tom, a abordagem e a escolha das palavras
conforme o perfil do público-alvo. Seja em um contexto
formal, como uma apresentação acadêmica, ou em um
ambiente informal, como uma conversa casual, entender o
perfil da sua audiência é essencial para garantir que sua
mensagem seja clara e eficaz. Essa habilidade é fundamental
para se conectar com seu público e garantir que suas ideias
sejam compreendidas da melhor maneira possível.
Em seguida, discutimos a comunicação inclusiva e acessível.
Aprendemos como práticas como o uso de legendas,
audiodescrição, fontes acessíveis e uma linguagem simples
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podem tornar suas comunicações mais inclusivas. Essas
práticas não apenas garantem que todos,
independentemente de suas habilidades, possam acessar e
compreender o conteúdo, mas também demonstram um
compromisso com a inclusão e a igualdade de
oportunidades.
Por fim, exploramos estratégias para apresentações em
eventos acadêmicos. Vimos como organizar uma
apresentação de forma clara e lógica, utilizando recursos
visuais de maneira eficaz e mantendo a audiência engajada.
A estrutura bem definida, o uso adequado de gráficos e
infográficos e a interatividade são ferramentas valiosas para
criar apresentações impactantes e acessíveis.
Os conhecimentos adquiridos são extremamente relevantes
para o mundo do trabalho. A capacidade de adaptar sua
linguagem, promover a inclusão e realizar apresentações
eficazes são habilidades altamente valorizadas em qualquer
profissão. Essas competências não só te ajudarão a se
destacar em ambientes acadêmicos, mas também te
prepararão para enfrentar os desafios do mercado
profissional com mais confiança e eficácia. Estamos
confiantes de que, com essa base, você estará preparado
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para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades
que surgirem em sua jornada.
Saiba mais
Saiba mais
Recomendamos esta leitura essencial para aprofundar seu
entendimento sobre a educação de surdos e os direitos
humanos linguísticos. O artigo em questão explora a
complexidade e a riqueza desse campo, abordando como os
direitos e as políticas se entrelaçam com as línguas para
formar um processo educacional inclusivo e respeitoso. A
leitura oferece uma visão crítica das abordagens simplistas
que muitas vezes desconsideram a complexidade e a
diversidade da educação de surdos. Ela destaca a
importância de reconhecer e valorizar a singularidade
linguística e cultural dos surdos e como os direitos humanos
linguísticos são fundamentais para o pleno exercício dos
direitos civis, sociais, políticos, econômicos e culturais.
Direitos, políticas e línguas: divergências e convergências.
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https://www.scielo.br/j/edreal/a/dsnpFPRBcMG8xbd4Y7vcgZj/?lang=pt
Para aprofundar seu entendimento sobre o papel da
comunicação organizacional na era digital, recomendamos a
leitura do item 4.9 “Performance do comunicador
organizacional para negócios de sucesso”, que oferece
insights valiosos sobre como a performance de um
comunicador pode impactar o sucesso dos negócios. A
leitura desse capítulo é essencial para compreender as
habilidades e estratégias necessárias para uma comunicação
eficaz e bem-sucedida em um ambiente corporativo
moderno.
Para um aprofundamento sobre a estrutura e as
características dos artigos científicos, recomendo a leitura do
artigo intitulado O plano de texto do artigo científico:
caracterização e perspectivas didáticas. Este estudo explora
as principais propriedades dos planos de texto de quatro
artigos científicos oriundos de diferentes áreas disciplinares,
como Ciências e Ciências Sociais e Humanas/Humanidades.
Referências
Referências
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COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA
https://plataforma.bvirtual.com.br/
https://plataforma.bvirtual.com.br/
https://www.scielo.br/j/delta/a/jjTzPZxYvzB8PYHyT5Txtht/?lang=pt
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BAGNO, M. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. São
Paulo: Loyola, 2014.
BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. 5. ed. São Paulo:
Martins Fontes, 2010.
BAUER, M. W.; GASKELL, G. (orgs.). Pesquisa qualitativa com
textos, imagem e som: um manual prático. Tradução de
Pedrinho A. Guareschi. Rio de Janeiro: Vozes, 2015.
BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei
Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da
Pessoa com Deficiência). Diário Oficial [da] República
Federativa do Brasil, Brasília, DF, 7 jul. 2015. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-
2018/2015/lei/l13146.htm. Acesso em: 15 set. 2024.
BRASIL. Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000.
Estabelece normas gerais e critérios básicos para a
promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de
deficiência ou com mobilidade reduzida. Diário Oficial [da]
República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 20 dez. 2000.
Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l10098.htm Acesso
em: 15 set. 2024.
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DÍAZ BORDENAVE, J. E. O que é comunicação? São Paulo:
Brasiliense, 1982.
FERRARI, P. Hipertexto, hipermídia: as novas ferramentas da
comunicação digital. São Paulo: Contexto, 2007.
FIORIN, J. L. Para entender o texto. São Paulo: Ática: 2002.
KYRILLOS, L.; SARDENBERG, C. A.; GODOY, C. Comunicação e
liderança. São Paulo, SP: Contexto, 2024.
KOCH, I. G. V. A coesão textual. 19. ed. São Paulo: Contexto,
2019.
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sociedade. In: BRYSON, L. (org.). A comunicação das ideias.
São Paulo: Edições 34, 1983. p. 37-51.
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REIS, J. A divulgação da ciência e o ensino. Ciência & Cultura,
São Paulo: SBPC, v. 16, n. 4, 1964.
Disciplina
COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA
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do texto curricular. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.
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da comunicação humana: um estudo dos processos de
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interação. 3. ed. São Paulo: Cultrix, 2006. 
ZINSSER, W. Como escrever bem. Trad. Bernardo Ajzenberg.
São Paulo: Editora 3 Estrelas, 2017.
Aula 5
Encerramento da Unidade
Videoaula de Encerramento
Videoaula de Encerramento
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Olá, estudante! Nesta videoaula exploramos as
características da linguagem científica, focando em clareza e
precisão para garantir uma comunicação eficaz. Discutimosa
multimodalidade e como integrar textos, gráficos e vídeos
pode enriquecer a apresentação dos dados. Abordamos os
gêneros acadêmicos e métodos para uma escrita eficiente,
além de exemplos práticos para estruturar resultados.
Estabelecer uma voz de autoridade e aplicar a Lei Geral de
Proteção de Dados (LGPD) foram temas cruciais, assim como
estratégias para evitar plágio e adaptar a linguagem para
diferentes audiências. Finalmente, enfatizamos a
importância da comunicação inclusiva e acessível e técnicas
para a apresentação eficaz dos resultados. Prepare-se para
aplicar esse conhecimento no seu dia a dia! Vamos juntos
nessa jornada!
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Ponto de Chegada
Ponto de Chegada
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https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/13939c5f-1079-45bd-80f3-4a0f85e950eb/595ee619-dfa1-5a4e-85df-c6eb1ef78af0.pdf
Olá, estudante! Ao concluir esta unidade, é fundamental
revisitar os conceitos e as técnicas que exploramos,
refletindo sobre sua importância para a comunicação
científica eficaz. Cada tópico abordado não apenas contribui
para a produção de trabalhos científicos de alta qualidade,
mas também aprimora a capacidade de comunicar e
disseminar informações de maneira clara e impactante.
Primeiramente, destacamos as características da linguagem
científica, como clareza, precisão e objetividade. Esses são
elementos essenciais para garantir que a comunicação
científica não apenas alcance, mas também seja
compreendida corretamente pelo público-alvo. A utilização
de uma linguagem clara e precisa evita ambiguidades e
assegura que as ideias sejam transmitidas de forma eficaz.
Exploramos também a multimodalidade aplicada ao discurso
científico. A integração de diferentes formas de
comunicação, como textos, gráficos e vídeos, enriquece a
apresentação dos dados e melhora a compreensão dos
resultados. A multimodalidade não apenas facilita a
visualização de informações complexas, mas também torna
o discurso mais acessível e atraente para uma audiência
diversificada.
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Os gêneros acadêmicos e suas especificidades foram outro
foco importante. Compreender as particularidades de cada
gênero acadêmico é crucial para produzir trabalhos que
atendam às normas e expectativas da comunidade científica.
Essa compreensão permite uma produção textual adequada
e respeitosa às convenções estabelecidas, facilitando a
aceitação e a compreensão dos trabalhos.
Além disso, discutimos os aspectos fundamentais do
trabalho científico, que vão desde a introdução até a
conclusão. A estrutura adequada de um trabalho científico é
vital para apresentar resultados de forma lógica e coerente,
garantindo que as ideias e descobertas sejam claramente
articuladas e compreendidas.
Os métodos de escrita científica para uma comunicação
eficiente foram abordados para melhorar a organização e a
clareza dos textos científicos. Técnicas eficazes de escrita
ajudam a estruturar as ideias de maneira coesa,
contribuindo para a produção de trabalhos que são não
apenas informativos, mas também agradáveis de ler.
Analisamos também exemplos práticos de estruturação de
resultados em trabalhos científicos, o que permitiu a
aplicação de conceitos teóricos em situações reais. A prática
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com exemplos concretos ajuda a internalizar as melhores
práticas e a aprimorar a qualidade da própria produção
científica.
A importância de estabelecer uma voz de autoridade no
discurso científico foi enfatizada. Ter uma voz autoral
confiante e embasada é essencial para ganhar respeito e
influência na comunidade científica, ajudando a garantir que
suas contribuições sejam reconhecidas e valorizadas.
A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) foi discutida em
relação ao seu impacto na pesquisa científica. Compreender
e aplicar as regulamentações sobre proteção de dados é
crucial para garantir a conformidade e a segurança das
informações pessoais envolvidas em pesquisas.
Para evitar plágio e preservar a voz autoral, exploramos
estratégias para manter a originalidade e a integridade dos
trabalhos científicos. Essas práticas são essenciais para
respeitar o trabalho de outros pesquisadores e para garantir
que suas próprias contribuições sejam devidamente
creditadas.
A adaptação da linguagem para diferentes audiências foi
abordada para garantir que a comunicação científica seja
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adequada ao nível de conhecimento e às necessidades
específicas de cada grupo. Essa habilidade é importante para
maximizar o impacto e a compreensão das suas
descobertas.
Finalmente, discutimos estratégias para uma comunicação
inclusiva e acessível, assegurando que a informação
científica possa ser compreendida por um público
diversificado. Além disso, exploramos técnicas para a
apresentação eficaz de resultados, incluindo métodos para
criar apresentações envolventes e informativas que captem
a atenção e transmitam os pontos principais de forma clara.
Ao aplicar esses conhecimentos, você estará mais preparado
para produzir e comunicar trabalhos científicos com
qualidade e eficácia. A prática desses conceitos não só
melhora a produção acadêmica, mas também contribui para
o sucesso e a relevância de suas pesquisas na comunidade
científica.
É Hora de Praticar!
É Hora de Praticar!
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A empresa Viver Bem é conhecida por seu compromisso com
a responsabilidade social e pela busca constante de inovação
em seus processos internos. Clarinha, a gerente de Recursos
Humanos, tem desempenhado um papel fundamental nesse
cenário, promovendo a diversidade e a inclusão como pilares
essenciais na cultura organizacional. Ela lidera uma série de
treinamentos focados em preparar os funcionários para
atender as demandas de um mundo mais inclusivo e
adaptado às necessidades de todos.
Recentemente, a Viver Bem firmou uma parceria com a
comunidade local para promover ações sociais que
envolvem todos os colaboradores. Cada funcionário está
sendo encorajado a contribuir com seus talentos e
habilidades em atividades voltadas para a educação
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inclusiva, como o desenvolvimento de materiais didáticos
acessíveis, o apoio a projetos de alfabetização de pessoas
com deficiência visual e auditiva e a participação em
campanhas de conscientização sobre acessibilidade.
Clarinha destacou que a responsabilidade de criar um
ambiente acessível não é apenas da empresa, mas de cada
pessoa envolvida no processo. Ela reforça a ideia de que
todos têm um papel ativo na promoção de um ambiente
educacional inclusivo. “Nossa comunicação precisa ser
pensada de forma que atenda às necessidades de todos os
públicos, de maneira justa e eficaz. Seja nos treinamentos,
nos documentos que produzimos ou nas interações do dia a
dia, devemos garantir que todos se sintam incluídos e
respeitados”, disse Clarinha durante um dos treinamentos.
No desenvolvimento das ações, a Viver Bem identificou a
necessidade de implementar tecnologias assistivas em suas
atividades educacionais e comunicativas. Por isso, a empresa
introduziu legendas em vídeos institucionais, leitores de tela
para funcionários com deficiência visual e promoveu
treinamentos em Libras para facilitar a comunicação com
colegas e clientes surdos. Essas medidas são vistas como
fundamentais para garantir que todos tenham acesso às
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informações e possam contribuir plenamente para o sucesso
da organização.
A parceria com a comunidade também trouxe benefícios
mútuos. Funcionários com habilidades em design gráfico,
por exemplo, ajudaram a criar materiais acessíveis para
projetos educacionais, enquanto outros com experiência em
comunicação digital desenvolveram plataformas mais
inclusivas para disseminar o conhecimento. A troca de
experiências fortaleceu a consciência de todos sobre a
importância de criar um ambiente verdadeiramente
inclusivo, tanto dentro quantofora da empresa.
Clarinha sempre finaliza seus treinamentos com uma
reflexão: Como cada um de nós pode continuar
contribuindo, individualmente e coletivamente, para um
ambiente que seja realmente inclusivo e acessível, não só no
ambiente de trabalho, mas em todas as nossas interações
sociais?
Reflita
Objetivando promover uma reflexão sobre como os
conceitos e as habilidades adquiridos na unidade da
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disciplina de Comunicação, Ciência a Tecnologia, juntos,
vamos refletir sobre:
Qual é o papel de cada um de nós, como futuros
profissionais, na promoção de um ambiente educacional
acessível e inclusivo? Como podemos garantir que a
comunicação que produzimos atenda a diferentes
públicos de maneira eficaz e justa?
Resolução do Estudo de Caso
A seguir, apresentamos algumas respostas que o tutor pode
considerar adequadas ao estudo de caso da empresa Viver
Bem, levando em conta diferentes perspectivas e
interpretações dos estudantes.
1. Papel de cada funcionário na promoção da
acessibilidade e inclusão
Empatia e consciência: um ponto importante é que todos
os colaboradores devem desenvolver empatia e estar
conscientes das barreiras que outras pessoas enfrentam.
Ao compreender essas dificuldades, eles podem adaptar
suas atitudes e práticas para criar um ambiente mais
acolhedor e acessível para todos.
Atitudes e práticas cotidianas: cada funcionário deve
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atuar de forma proativa, adotando práticas inclusivas no
dia a dia, como usar uma linguagem acessível, garantir
que os documentos e comunicados sejam claros e
adaptáveis a diferentes públicos e promover a
acessibilidade digital (uso de sites responsivos, leitores
de tela, etc.).
Apoio às iniciativas inclusivas: além das práticas
pessoais, os funcionários podem apoiar as iniciativas da
empresa, como participar ativamente dos treinamentos,
colaborar com a criação de materiais acessíveis e
engajar-se nas atividades sociais com a comunidade,
promovendo assim a inclusão fora do ambiente de
trabalho.
2. Como garantir que a comunicação atenda diferentes
públicos de maneira eficaz e justa
Adaptação de linguagem: uma resposta possível seria
adaptar a linguagem usada na comunicação de acordo
com o público-alvo, utilizando termos claros e
compreensíveis por todos. Em contextos formais, por
exemplo, é necessário ser mais técnico, enquanto em
contextos comunitários é melhor optar por uma
linguagem mais simples e inclusiva.
Uso de tecnologias assistivas: a implementação de
tecnologias assistivas é essencial para garantir que
pessoas com deficiência tenham acesso às informações.
Exemplos incluem a utilização de legendas em vídeos,
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tradução simultânea para Libras e o uso de leitores de
tela para deficientes visuais.
Design inclusivo: o design de materiais, tanto físicos
quanto digitais, deve ser inclusivo. Isso significa pensar
em cores, contrastes, tamanho de fonte e layout que
favoreçam a acessibilidade, além de garantir que os
materiais visuais tenham descrições alternativas (textos
explicativos para imagens, gráficos, etc.).
Criação de espaços acessíveis: outro ponto que pode ser
destacado é a criação de espaços físicos e digitais
acessíveis, garantindo que todos, independentemente de
suas limitações, possam acessar, interagir e
compreender o conteúdo e o ambiente de trabalho.
3. Responsabilidade social e contribuição coletiva para a
inclusão
Participação ativa nos projetos comunitários: os
funcionários podem refletir sobre a importância de sua
participação nas iniciativas comunitárias organizadas
pela Viver Bem. Cada um pode contribuir com suas
habilidades pessoais e profissionais para criar materiais
inclusivos, ajudar na formação e no treinamento de
pessoas com deficiência e participar de campanhas de
conscientização.
Compartilhamento de talentos: a resposta poderia
explorar como os funcionários podem compartilhar seus
talentos de forma prática. Um designer gráfico pode
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adaptar materiais visuais, um programador pode ajustar
interfaces digitais para serem mais acessíveis e um
comunicador pode trabalhar com conteúdos de fácil
entendimento.
Cultura de inclusão: os estudantes também podem
abordar o conceito de responsabilidade coletiva. A ideia
de que a inclusão não é responsabilidade exclusiva de
Clarinha ou da equipe de Recursos Humanos, mas de
todos, pode ser enfatizada. A promoção de uma cultura
inclusiva requer o compromisso de cada indivíduo em
criar um ambiente seguro e acessível para todos, o que
resulta em benefícios para a empresa e a comunidade.
4. Reflexão final: como cada um pode continuar
contribuindo para um ambiente inclusivo?
Compromisso contínuo: uma resposta comum seria que
cada funcionário deve estar comprometido
continuamente com a promoção da inclusão, revendo
suas práticas, participando de novos treinamentos e se
atualizando sobre tecnologias e metodologias inclusivas.
Capacitação contínua: os funcionários podem buscar
capacitação constante para entender melhor as
necessidades dos diversos públicos e como adaptar suas
práticas de comunicação. Isso inclui aprender sobre
novas ferramentas e métodos de acessibilidade.
Promover inclusão em todos os espaços: outro ponto
interessante é a ideia de que os funcionários devem
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levar essa consciência inclusiva para além do ambiente
de trabalho, aplicando esses princípios em suas vidas
pessoais e em outras interações sociais.
Resumo das possibilidades: uma resposta adequada para
este estudo de caso deve refletir a compreensão de que a
inclusão e acessibilidade não são apenas questões de
tecnologia ou processos, mas um compromisso humano e
ético que envolve atitudes, responsabilidade coletiva e o uso
de ferramentas adequadas para garantir que todos tenham
acesso equitativo ao conhecimento e às oportunidades. A
reflexão final deve levar os estudantes a pensar no impacto
pessoal que cada um pode ter na promoção de um ambiente
mais inclusivo e justo.
Assimile
Na imagem a seguir, você encontrará um esquema visual
que ilustra a acessibilidade na educação. O conceito de
inclusão é representado por diversos elementos que
simbolizam diferentes formas de suporte e ferramentas de
aprendizagem. Uma mão repousa suavemente sobre uma
página em Braille, indicando a acessibilidade para pessoas
com deficiência visual. Ao lado, há ícones de uma cadeira de
rodas, um aparelho auditivo e sinais de linguagem de sinais,
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destacando o compromisso com a inclusão de pessoas com
mobilidade reduzida e deficiência auditiva. Ao fundo, linhas
abstratas e coloridas formam caminhos interconectados,
sugerindo que o acesso à educação é um direito para todos,
independentemente das limitações físicas ou sensoriais.
Estudante, observe que essa diversidade de elementos
reflete um ambiente educacional que valoriza a equidade e
proporciona oportunidades iguais para todos os estudantes.
Essa imagem serve como um guia visual para entender como
essas habilidades se inter-relacionam e contribuem para
uma comunicação eficaz em diferentes contextos.
Desejamos que esse objeto de aprendizagem instigue você a
finalizar seus estudos desta unidade, compreendendo que
as ações comunicativas serão úteis tanto na esfera
acadêmica como no mundo do trabalho.
Até a próxima unidade! 
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Figura 1 | Acessibilidade na educação.
Referências
BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. 5. ed. São Paulo:
Martins Fontes, 2010. 
BAUER, Martin. W.; GASKELL, George. (Orgs.). Pesquisa
qualitativa com textos, imagem e som: um manual prático.
Tradução de Pedrinho A. Guareschi. Rio de Janeiro: Vozes,
2015. 
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TECNOLOGIA
BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei
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COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
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FERRARI, P. Hipertexto, hipermídia: as novas ferramentas da
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COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
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da comunicação humana: um estudo dos processos de
interação. 3. ed. São Paulo: Cultrix, 2006.
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https://plataforma.bvirtual.com.br/importante é que o texto jornalístico cumpre sua função de
informar apenas quando é lido. Isso torna essencial que o
jornalista compreenda o público-alvo para o qual a
informação é destinada, determine o meio de comunicação
adequado e decida se deve usar a estratégia de "gancho frio"
para criar suspense e manter a atenção do leitor (Leibruder,
2000). Além disso, o jornalista deve escolher a linguagem
apropriada, seja mais formal ou coloquial, e considerar o uso
de juízos de valor (como metáforas, comparações,
modalizadores, advérbios), entre outras estratégias que
visam capturar e manter o interesse do leitor, incentivando-o
a selecionar e ler a notícia. 
Estudante, você pode estar se perguntando: se você já
estudou o Discurso Científico (DC) e o Discurso Jornalístico
(DJ) como é o gênero Texto de Divulgação Científica (TDC)? 
Mediante o contexto anterior, destacamos que o Texto de
Divulgação Científica (TDC) surge da intersecção das
características dos discursos científico e jornalístico. Ele
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COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
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mantém a precisão científica, mas é escrito de uma forma
que qualquer pessoa possa entender. Estudante, entenda a
"intersecção" no sentido de que um novo gênero é criado na
área onde os dois discursos se encontram e se combinam.
Assim, o Texto de Divulgação Científica (TDC) é produzido
quando essa informação especializada precisa ser
comunicada ao público geral, que não tem a mesma
formação técnica. Esse é o momento em que o Discurso
Científico é “traduzido”, pelo Discurso Jornalístico, criando o
texto de Divulgação Científica, usando uma linguagem mais
acessível. Por exemplo, em vez de falar sobre a “morfologia
do Aedes aegypti” ou sobre os “vetores virais”, o TDC vai
explicar que o “mosquito da dengue” se reproduz em água
parada e que é preciso eliminar esses focos para prevenir a
doença. 
Estudante, você pode estar se perguntando: em quais
suportes de publicação encontramos o TDC? 
O Texto de Divulgação Científica (TDC) pode ser encontrado
em vários suportes de publicação (Leibruder, 2000; Reis
2001; 2018). Esses suportes incluem:
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Revistas impressas: como VEJA, Superinteressante, Globo
Ciência, Nova Escola, Ciência Hoje, Ciência Hoje para
Crianças.
Plataformas digitais: Blogs, podcasts, videocasts,
entrevistas e documentários on-line.
Jornais: alguns jornais publicam seções ou artigos sobre
ciência.
Sites institucionais: websites de universidades, centros
de pesquisa e instituições científicas frequentemente
divulgam pesquisas e descobertas.
Redes sociais: plataformas como Facebook, Instagram e
Twitter também são usadas para compartilhar textos e
resumos de divulgação científica.
Webinars e seminários on-line: eventos virtuais podem
apresentar e discutir textos de divulgação científica.
Estudante, atente que a linguagem do Texto de Divulgação
Científica é ajustada conforme o público para o qual é
destinado. Por exemplo: Ciência Hoje é uma revista que
utiliza uma linguagem acessível e técnica para um público
geral interessado em ciência. Já a revista Ciência Hoje para
Crianças adapta a linguagem para ser mais simples e
compreensível, adequando o conteúdo às necessidades e ao
entendimento de crianças. Essa adaptação garante que o
conteúdo científico seja apresentado de maneira apropriada
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e eficaz para diferentes grupos de leitores, facilitando a
compreensão e o engajamento.
Para garantir que o Texto de Divulgação Científica (TDC) seja
compreendido por diferentes públicos, a linguagem é
cuidadosamente adaptada. Por exemplo, uma revista como
Ciência Hoje usa uma linguagem acessível para leitores
gerais, enquanto Ciência Hoje para Crianças ajusta o
conteúdo para tornar a ciência compreensível para os mais
jovens.
Além dessa adaptação, o TDC explora diversos elementos
didatizantes para facilitar a compreensão e tornar o texto
mais envolvente. Um elemento didatizante é qualquer
recurso utilizado para facilitar a compreensão de um
conteúdo, tornando-o mais acessível e claro para o público-
alvo. Esses elementos são frequentemente usados em textos
educativos, materiais didáticos ou textos de divulgação
científica, com o objetivo de transformar informações
complexas em algo mais simples e fácil de entender. Esses
elementos incluem: 
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Figura 5 | Elementos didatizantes explorados no TDC. Fonte:
adaptada de Leibruder (2000); Reis (2001; 2018) e Nantes
(2019).
Estudante, vejamos cada um dos itens elencados
anteriormente:
Uso de explicações: termos técnicos são explicados para
que todos os leitores possam entendê-los.
Exemplificações: exemplos são usados para ilustrar
conceitos e torná-los mais claros.
Comparações: comparar conceitos com algo familiar
ajuda a contextualizar a informação.
Metáfora: metáforas tornam conceitos abstratos mais
concretos e acessíveis.
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Nomeação: a nomeação precisa e clara de termos ajuda
a evitar confusões.
Escolha lexical: a seleção cuidadosa das palavras facilita a
compreensão.
Recursos visuais: imagens, gráficos e tabelas ajudam a
visualizar e entender a informação.
Esses elementos são usados para aproximar o leitor do
tema, mesmo que o texto científico original tenha sido
produzido para uma comunidade especializada. O objetivo
do TDC é tornar a ciência acessível e atraente para leitores
leigos, garantindo que a informação seja disseminada de
forma eficaz. Dessa maneira, o jornalista utiliza estratégias
para tornar o texto cativante, cumprindo o propósito de
informar e educar o público (Nantes, 2011, Leibruder, 2000;
Reis, 2001; 2018). 
Sumarizando, o Discurso Científico (DC) é formal e usa uma
linguagem técnica para comunicar descobertas e teorias a
especialistas. Já o Discurso Jornalístico (DJ) é mais acessível e
claro, visando informar um público geral sobre notícias e
eventos.
Quando esses dois estilos se encontram, o Texto de
Divulgação Científica (TDC) procura combinar a precisão da
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ciência com a clareza do jornalismo. Esse gênero transforma
conceitos científicos complexos em algo que o público leigo
possa entender e achar interessante. 
Multimodalidade aplicada ao
discurso científico
A multimodalidade no discurso científico refere-se ao uso de
múltiplos modos de comunicação, além do texto escrito,
para transmitir informações de maneira mais eficaz e
compreensível. Esses modos incluem elementos visuais,
auditivos e interativos, que complementam e enriquecem o
texto tradicional, facilitando a compreensão e o engajamento
dos leitores com o conteúdo científico (Rojo, 2012). Leia a
imagem a seguir:
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Figura 6 | A multimodalidade nos textos.
A aplicação da multimodalidade no discurso científico é
importante porque diferentes modos de comunicação
podem complementar-se, oferecendo uma compreensão
mais completa e acessível do conteúdo. Isso é especialmente
relevante em contextos educacionais, onde estudantes
podem ter diferentes preferências de aprendizagem. Além
disso, a multimodalidade pode tornar o discurso científico
mais inclusivo, alcançando um público mais amplo, incluindo
aqueles que podem ter dificuldades com textos densos ou
técnicos.
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Agora, com base nos estudos de Bauer e Gaskell (2015),
vamos explorar exemplos de multimodalidade no discurso
científico, como gráficos e tabelas, imagens e ilustrações,
vídeos e animações, simulações com objetos ou bonecos,
modelos 3D, infográficos, slides e apresentações interativas,
áudios e podcasts, além de videocasts. A seguir,
examinaremos cada um desses itens em detalhe:
Gráficos e tabelas: esses elementos são frequentemente
usados para apresentar dados de forma clara e concisa.
Por exemplo, um gráfico pode ilustrar tendências em um
conjunto de dados, enquanto uma tabela pode organizar
informações complexas de maneira acessível.
Imagense ilustrações: fotografias, diagramas e desenhos
ajudam a visualizar conceitos abstratos ou processos
complexos que podem ser difíceis de descrever apenas
com palavras. Em áreas como biologia ou medicina,
imagens de células, tecidos ou estruturas anatômicas
são essenciais para a compreensão.
Vídeos e animações: vídeos demonstrativos e animações
podem mostrar experimentos, simular fenômenos ou
explicar processos dinâmicos, proporcionando uma
compreensão mais profunda do que seria possível com
texto e imagens estáticas.
Simulações com objetos ou bonecos: em áreas como
medicina ou psicologia, simulações que utilizam objetos
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ou bonecos são essenciais para a demonstração prática
de técnicas ou para o estudo de comportamentos. Por
exemplo, em simulações cirúrgicas, bonecos anatômicos
são usados para treinar procedimentos médicos,
permitindo que os pesquisadores ou estudantes
pratiquem e visualizem os resultados em um ambiente
controlado.
Modelos 3D: em disciplinas como engenharia, química e
biologia molecular, modelos tridimensionais podem ser
usados para representar moléculas, estruturas
anatômicas ou projetos de engenharia, permitindo que
os pesquisadores interajam com essas representações
de maneiras que o texto e as imagens bidimensionais
não permitem.
Infográficos: combinações de texto, imagens, gráficos e
cores são utilizadas para sintetizar e apresentar
informações de forma visualmente atraente e fácil de
entender. Infográficos são particularmente úteis para
resumir resultados de pesquisa, métodos ou
descobertas principais.
Slides e apresentações interativas: em conferências e
seminários, cientistas frequentemente utilizam
apresentações multimodais que combinam texto,
imagens, gráficos e animações para comunicar seus
achados de maneira mais eficaz ao público.
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Áudio e podcasts: em alguns casos, áudio ou podcasts
podem ser utilizados para explicar conceitos, discutir
pesquisas ou compartilhar entrevistas com especialistas,
oferecendo uma forma alternativa de engajamento com
o conteúdo científico.
Videocasts: um videocast combina elementos de vídeo
com áudio, criando um formato rico que pode ser usado
para compartilhar discussões detalhadas sobre
pesquisas científicas, demonstrações experimentais ou
entrevistas com especialistas. Isso torna o conteúdo
acessível para um público que prefere consumir
informação de forma visual e auditiva.
Em resumo, a multimodalidade no discurso científico
enriquece a comunicação ao combinar várias formas de
representação e expressão, tornando a ciência mais
acessível, compreensível e interativa para diferentes
públicos.
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Gêneros acadêmicos e suas
especificidades
Os gêneros acadêmicos são formas textuais que circulam em
ambientes educacionais e científicos, sendo utilizados para
comunicar pesquisas, refletir sobre o conhecimento e
compartilhar descobertas. Cada gênero acadêmico tem
características próprias em termos de estrutura, linguagem e
finalidade, de modo que sejam adequados ao contexto de
produção e ao público-alvo (Mattar, 2017).
Quanto às especificidades da linguagem dos Gêneros
Acadêmicos, temos: objetividade, formalidade, uso de
citações e referências, estrutura rígida e impessoalidade
(Mattar, 2017). Vejamos cada um desses itens:
Objetividade: gêneros acadêmicos são focados na
exposição clara e direta de fatos, dados e argumentos. A
subjetividade é minimizada e o autor deve sustentar
suas ideias com base em evidências verificáveis e
citações.
Formalidade: a linguagem utilizada é
predominantemente formal, respeitando as normas
gramaticais e de estilo acadêmico. Jargões técnicos são
frequentes, adequando-se ao público especializado.
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Uso de citações e referências: um aspecto essencial dos
gêneros acadêmicos é a necessidade de citar autores e
obras que embasam a pesquisa. O uso de normas como
ABNT, APA ou Vancouver para formatação de referências
é obrigatório.
Estrutura rígida: os gêneros acadêmicos costumam
seguir uma estrutura predefinida, o que facilita a
organização do conteúdo e a apresentação de ideias de
forma lógica e coesa.
Impessoalidade: a impessoalidade é uma característica
recorrente, especialmente nos artigos científicos e
relatórios, em que o foco está nos resultados e na
metodologia, não no autor.
Para relembrarmos alguns textos acadêmicos, leia a imagem
a seguir: 
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Figura 7 | Caracterização da linguagem no Discurso
Jornalístico. Fonte: adaptada de Nantes (2011); Brasileiro
(2021); Mattar (2017).
Agora, para exemplificarmos, vejamos cada gênero
acadêmico a partir de Mattar (2017) e Brasileiro (2021),
destacando sua especificidade:
Resumo: o resumo é uma síntese concisa de um texto maior,
como um artigo ou um livro, que apresenta de forma
objetiva os principais pontos, argumentos e conclusões. Seu
objetivo é fornecer uma visão geral do conteúdo original,
permitindo que o leitor compreenda rapidamente os
aspectos principais sem precisar ler o texto completo.
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Resenha: a resenha é uma análise crítica e avaliativa de um
texto, como um livro, artigo ou filme. Além de resumir o
conteúdo, a resenha oferece uma avaliação fundamentada
sobre a obra, discutindo suas contribuições, seus pontos
fortes e suas limitações. Seu propósito é fornecer uma visão
crítica e reflexiva sobre o texto analisado.
Fichamento: o fichamento é uma técnica de estudo que
registra e organiza as principais ideias e informações de um
texto acadêmico. Ele inclui dados bibliográficos, objetivos,
argumentos principais e conclusões, servindo como uma
ferramenta de consulta e revisão para facilitar a
compreensão e a organização do conhecimento adquirido.
Artigo científico: o artigo científico é um dos gêneros mais
comuns na academia, destinado a relatar resultados de
pesquisas. Sua estrutura segue padrões rígidos,
normalmente compostos por: introdução, metodologia,
resultados, discussão e conclusão. É caracterizado pela
objetividade, clareza e formalidade, com uma linguagem
técnica própria da área de conhecimento. O uso de citações
e referências é essencial para embasar argumentos e situar
o trabalho dentro de uma discussão mais ampla.
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Relatório de pesquisa: o relatório de pesquisa é um gênero
acadêmico usado para apresentar os resultados de um
estudo de forma detalhada. Ele descreve os procedimentos,
os instrumentos utilizados, os resultados obtidos e a
interpretação desses dados. Assim como outros gêneros
científicos, o relatório deve ser objetivo e técnico, focando na
transparência dos métodos e na precisão dos dados
apresentados.
Projeto de pesquisa: o projeto de pesquisa é um texto que
antecede a realização de uma pesquisa científica, sendo
utilizado para planejar e justificar a investigação que será
desenvolvida. Ele inclui a formulação de um problema, a
apresentação de hipóteses, a revisão de literatura e a
descrição dos métodos e cronograma. A linguagem é formal
e objetiva, e o texto deve demonstrar o rigor científico do
planejamento.
Pôster acadêmico: o pôster acadêmico é um gênero visual
utilizado principalmente em congressos e eventos científicos
para apresentar de forma resumida uma pesquisa. Ele
combina elementos textuais e visuais (gráficos, tabelas,
imagens) para destacar os aspectos principais da
investigação. O pôster deve ser claro e atrativo, com
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COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E
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informações organizadas de maneira a facilitar a
compreensão rápida.
Estudante, observe que os gêneros acadêmicos seguem
convenções específicas, tanto em termos de conteúdo
quanto de forma, permitindo que os leitores e ouvintes
compreendam e avaliem o trabalho apresentado. Outra
coisa relevante é que eles são amplamente explorados não
apenas no ambiente acadêmico, mas também no mundodo
trabalho, especialmente em áreas que demandam a
produção de relatórios, propostas e apresentações, em
cursos como Administração, Ciências Contábeis, Ciências
Econômicas (Economia), Jornalismo (Bacharelado),
Publicidade e Propaganda, Publicidade e Propaganda -
Marketing - Bacharelado, dentre outros. Assim, ao migrarem
para o contexto profissional, esses gêneros podem exigir
adaptações para se adequarem às demandas de
comunicação mais prática e direta, sem perder a precisão e a
clareza.
Em resumo, as habilidades desenvolvidas ao trabalhar com
gêneros acadêmicos são valiosas para o ambiente de
trabalho, já que muitos deles têm correspondentes que são
essenciais na vida profissional, apenas com ajustes de estilo
e formato para atender às necessidades específicas de cada
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área. Logo, os gêneros são essenciais para a comunicação do
conhecimento científico e para o desenvolvimento do
pensamento crítico e analítico no meio acadêmico e no
mercado de trabalho.
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
À medida que concluímos nossa exploração sobre o
fascinante mundo da comunicação científica e acadêmica,
queremos refletir sobre o que aprendemos nesta videoaula.
Iniciamos nossa jornada mergulhando nas características da
linguagem científica, diferenciando entre o discurso científico
e o discurso jornalístico e entendendo o papel do texto de
divulgação científica em tornar o conhecimento acessível e
eficaz para diferentes públicos.
Avançamos para a multimodalidade aplicada ao discurso
científico, explorando como a integração de textos, imagens
e gráficos pode criar mensagens mais impactantes e
compreensíveis. Compreendemos como a combinação
dessas formas de comunicação enriquece a transmissão de
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informações e facilita a compreensão de conceitos
complexos.
Por fim, detalhamos os gêneros acadêmicos e suas
especificidades, analisando como resumos, resenhas e
artigos científicos atendem a diferentes propósitos e
necessidades na comunicação acadêmica. Cada gênero
desempenha um papel essencial na forma como
compartilhamos e recebemos informações em contextos
acadêmicos.
Esperamos que os conhecimentos adquiridos aqui
proporcionem uma base sólida para suas futuras
explorações no campo da comunicação. Com essas
ferramentas e insights, você estará melhor preparado para
enfrentar desafios e aproveitar oportunidades em sua
trajetória acadêmica e profissional.
Agradecemos por sua participação e dedicação.
Continuamos ansiosos para as próximas etapas de nossa
jornada juntos. Bons estudos e até a próxima!
Saiba mais
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Saiba mais
Indicamos a leitura das páginas 65 a 82 do livro Leitura e
produção de textos acadêmicos, pois no Capítulo 5 as
autoras exploram os gêneros acadêmicos, incluindo resumo,
resenha e artigo científico. Esse capítulo também diferencia
artigo científico, paper e ensaio. Essa leitura é essencial para
compreender as características e funções de cada gênero
acadêmico, oferecendo uma base sólida para a produção e
análise de textos acadêmicos e científicos.
Proceda a leitura das páginas 103 a 134 do livro Língua
Portuguesa II: leitura e produção de textos - letras 2, na
Unidade 4, a autora apresenta uma proposta de trabalho
com o gênero divulgação científica, destacando as diferenças
e semelhanças entre o discurso científico e o discurso
jornalístico. Essa leitura é essencial para compreender como
o gênero divulgação científica se posiciona entre esses
discursos, oferecendo ferramentas para a produção de
textos que tornem o conhecimento científico acessível a um
público mais amplo.
Indicamos a leitura das páginas 73 a 100 do livro Língua
Portuguesa II: leitura e produção de textos - letras 2, pois
nessa seção, localizada na Unidade 3, a autora explora os
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textos acadêmicos, abordando os principais gêneros
encontrados no ambiente acadêmico, como o resumo e a
resenha. A leitura é fundamental para compreender as
características e estruturas desses gêneros, além de fornecer
orientações práticas sobre como produzir textos acadêmicos
de maneira eficaz. Essa seção será de grande auxílio no
desenvolvimento de habilidades essenciais para a escrita
acadêmica.
Referências
Referências
BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. 5. ed. São Paulo:
Martins Fontes, 2010.
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mito, conto, discurso político, divulgação científica. São
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SANTOS, A. C. dos. Teoria da comunicação. 1. ed. São Paulo:
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WATZLAWICK, P.; BEAVIN, J. H.; JACKSON, D. D. A pragmática
da comunicação humana: um estudo dos processos de
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Aula 2
Estruturação do Trabalho Científico com Foco em Comunicação
Estruturação do Trabalho Científico com Foco em Comunicação
Estruturação do Trabalho
Científico com Foco em
Comunicação
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Olá, estudante! Nesta videoaula, vamos explorar aspectos
cruciais da comunicação científica. Iniciaremos com os
aspectos fundamentais do trabalho científico, abordando a
importância de uma estrutura bem definida: introdução,
metodologia, resultados, discussão e conclusão. Cada seção
é vital para garantir que seu trabalho seja claro e rigoroso,
seguindo uma linguagem técnica e objetiva. Em seguida,
discutiremos os métodosde escrita científica para uma
comunicação eficiente. Por fim, apresentaremos exemplos
práticos de estruturação de resultados. Prepare-se para uma
aula informativa e prática que ampliará sua compreensão
sobre a comunicação no campo científico. Vamos começar!
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Ponto de Partida
Ponto de Partida
Olá, desejamos boas-vindas!
Estamos prestes a iniciar uma jornada pelos aspectos
fundamentais do trabalho científico e queremos que você se
sinta animado e engajado! Imagine a construção de um
trabalho científico como um grande projeto, onde cada etapa
é uma peça crucial do quebra-cabeça.
Primeiro, vamos explorar os aspectos fundamentais do
trabalho científico. Pense nisso como a base sólida sobre a
qual você construirá seu projeto. A estrutura do seu trabalho
– com introdução, metodologia, resultados, discussão e
conclusão – é como um mapa que orienta o leitor pelo
caminho das suas descobertas. Cada parte deve estar bem
definida e interligada, garantindo clareza e coerência em
todo o texto.
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Depois, vamos abordar os métodos de escrita científica para
uma comunicação eficiente. Aqui, é como afinar um
instrumento musical para que ele soe perfeitamente. Vamos
focar em como apresentar suas ideias com objetividade e
precisão, utilizando gráficos e tabelas para tornar seus dados
mais compreensíveis e evitar ambiguidades. A escrita
científica exige atenção aos detalhes e uma abordagem
sistemática para que suas conclusões sejam claras e
impactantes.
Finalmente, daremos exemplos práticos de estruturação de
resultados em trabalhos científicos. Imagine isso como um
guia prático que mostra como aplicar o que aprendemos em
diferentes áreas, como Administração, Economia e
Jornalismo. Vamos ver como introduzir, apresentar e discutir
seus resultados de forma eficaz, sempre mantendo a
integridade da linguagem científica.
Estamos aqui para ajudar você a dominar essas habilidades
e fazer com que você se sinta confiante ao enfrentar
qualquer desafio acadêmico. Prepare-se para mergulhar
nesse conteúdo e aprimorar sua capacidade de comunicar
suas descobertas de forma clara e eficaz. Vamos juntos
nessa jornada de aprendizado!
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Bons estudos! Vamos começar?
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Aspectos fundamentais do
trabalho científico
Estudante, você já se perguntou como as descobertas e
teorias são compartilhadas na academia e em outros
campos profissionais? Um trabalho científico é exatamente
isso: um documento formal que ajuda a compartilhar e
discutir pesquisas de forma organizada e detalhada. Para
construir um trabalho científico você precisa usar a
linguagem. Dito com outras palavras, um trabalho científico
é um documento que apresenta e discute de forma
sistemática e rigorosa uma pesquisa realizada sobre um
determinado tema e para ser construído exploramos
diferenciadas formas de uso da linguagem. 
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Estudante, você sabe qual a importância da linguagem e
como ela se manifesta em diferentes formatos e como é
utilizada em múltiplos contextos, incluindo o mundo do
trabalho?
Para responder a questão anterior, lembre-se que a
linguagem é um sistema de comunicação que utiliza
símbolos, sinais ou palavras para expressar ideias,
sentimentos e informações. Ela é fundamental para a
interação humana e para a construção e transmissão de
conhecimento. A linguagem pode se manifestar de diversas
formas e em diferentes contextos, desempenhando um
papel crucial na organização do pensamento e na
comunicação eficaz (Díaz Bordenave, 1982; Lasswell, 1983;
Fiorin, 2002; Bakhtin, 2010). Leia a imagem a seguir e
observe as várias possibilidades que usamos para nos
comunicarmos e explorarmos a linguagem:
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Figura 1 | As múltiplas formas da linguagem. Fonte:
adaptada de Watzlawick (2006), Rojo (2012), Rose (2015) e
Santos (2020).
 A seguir, vamos explorar cada uma das abordagens da
linguagem apresentada na imagem anterior, pois você fará
uso na elaboração do trabalho científico. Vejamos:
Texto escrito: forma mais comum de linguagem, onde
palavras são usadas para formar frases, parágrafos e
documentos. O texto escrito pode variar de simples notas a
complexos artigos acadêmicos e científicos. Ele é essencial
para a documentação e disseminação de informações
detalhadas e estruturadas.
Imagens: linguagem visual, que inclui gráficos, tabelas,
diagramas e ilustrações, complementa o texto escrito e
ajuda a representar dados e conceitos de maneira visual.
Imagens podem tornar informações complexas mais
acessíveis e compreensíveis, especialmente quando usadas
em conjunto com o texto.
Oratória: comunicação verbal e não verbal que ocorre em
situações ao vivo, como palestras, reuniões e apresentações.
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A oratória inclui o uso da voz, entonação, ritmo e expressão
corporal para transmitir uma mensagem de forma eficaz.
Linguagem multimodal: refere-se à integração de diferentes
modos de comunicação, como texto, imagens, vídeos e sons,
para criar uma mensagem mais rica e dinâmica. No
ambiente digital, a linguagem multimodal é frequentemente
utilizada para melhorar a clareza e o impacto da
comunicação.
Sinais e símbolos: inclui o uso de sinais não verbais, como
gestos e expressões faciais, bem como símbolos gráficos,
como ícones e logotipos, para transmitir significados
específicos.
No contexto do nosso estudo deste momento, cabe ressaltar
dois conceitos relevantes: linguagem científica e letramento
científico.
A linguagem científica é uma forma especializada de
comunicação que se caracteriza por sua precisão, clareza e
objetividade. Ela utiliza um vocabulário técnico e conceitos
específicos ao campo de estudo para transmitir informações
de maneira rigorosa e exata. A linguagem científica pode
incluir o uso de textos escritos, gráficos, tabelas e outras
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formas de representação visual para apresentar dados e
resultados de pesquisa de forma sistemática e
compreensível (Mill, 2018).
O letramento científico refere-se à capacidade de
compreender, interpretar e aplicar informações científicas de
forma crítica e eficaz. Envolve não apenas o entendimento
de conceitos científicos e métodos de pesquisa, mas também
a habilidade de comunicar e avaliar informações científicas.
O letramento científico inclui a capacidade de ler e
interpretar textos científicos, compreender gráficos e dados
e aplicar o conhecimento científico em contextos diversos.
Ele é essencial para a formação de cidadãos informados e
para o desenvolvimento de habilidades que permitem a
participação ativa em debates científicos e decisões
baseadas em evidências (Mill, 2018).
Diante do exposto, cabe destacar que tanto a linguagem
científica como o letramento científico são essenciais para a
construção de um trabalho científico.
Estudante, você sabe qual é o principal objetivo de um
trabalho científico e qual sua contribuição?
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O principal objetivo de um trabalho científico é contribuir
para o avanço do conhecimento em um campo específico,
oferecendo uma análise detalhada, resultados e
interpretações baseadas em evidências. É importante
destacar que os trabalhos científicos não são importantes
apenas para a academia; eles também são adaptados e
utilizados em contextos profissionais (Mattar, 2017; Bauer e
Gaskell, 2015). Por isso, estudar e compreender as
características da linguagem científica é crucial para a
produção de textos de qualidade.
Estudante, é importante você atentar que todo texto
científico começa com uma pergunta-problema que orienta a
pesquisa e define o foco do estudo. Essa pergunta-problema
é formulada com base em lacunas identificadas na literaturaexistente ou em observações iniciais que despertam
interesse. A partir dessa questão central, os pesquisadores
desenvolvem uma hipótese, que é uma proposição testável
sobre a relação entre variáveis ou sobre o fenômeno em
questão. A hipótese serve como uma previsão ou uma
explicação provisória que será investigada ao longo do
trabalho científico. A investigação subsequente é conduzida
para testar essa hipótese, coletar dados e avaliar os
resultados, com o objetivo de confirmar, refutar ou refinar a
hipótese inicial. Assim, a pergunta-problema e a hipótese são
fundamentais para a estruturação e a direção da pesquisa,
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proporcionando um caminho claro para a investigação
científica (Mattar, 2017; Bauer e Gaskell, 2015).
Para conhecer as principais características da linguagem
científica utilizada em trabalhos acadêmicos e profissionais,
consulte a imagem a seguir: 
Figura 2 | Características da linguagem científica. Fonte:
adaptada de Mattar (2000); Bauer e Gaskell (2015).
Para produzir um trabalho científico de qualidade, é
essencial seguir um conjunto de características
fundamentais presentes na linguagem científica, uma vez
que são os métodos científicos que orientam desde a coleta
de dados até a apresentação dos resultados. Cada etapa
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realizada contribui para o desenvolvimento de uma parte do
todo, resultando, ao final, em um texto construído com uma
linguagem científica, argumentos adequados e progressão
temática. Essas etapas passam credibilidade, pois
demonstram que o resultado advém de uma construção
textual confiável. Além disso, a escolha de fontes seguras,
uma revisão de literatura abrangente e o uso de recursos
visuais enriquecem o conteúdo, tornando-o mais claro e
acessível (Mattar, 2000; Bauer e Gaskell, 2015). A seguir,
vamos explorar detalhadamente cada um desses elementos
e sua importância para garantir a eficiência e o rigor
científico. Vejamos:
Objetividade: deve apresentar informações e resultados
de forma imparcial e fundamentada.
Metodologia: utilizar métodos e técnicas sistemáticas
para coletar e analisar dados.
Revisão de literatura: contextualizar a pesquisa dentro
do que já foi publicado, destacando lacunas e
contribuições.
Clareza e precisão: a linguagem deve ser clara e precisa
para comunicar eficazmente os resultados e as
conclusões.
Estrutura formal: seguir uma estrutura específica que
inclui introdução, desenvolvimento (metodologia,
resultados) e conclusão.
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Fontes confiáveis: a pesquisa deve estar fundamentada
em dados e informações provenientes de fontes
confiáveis, como artigos científicos, livros e relatórios de
instituições reconhecidas. Nas fontes, não esqueça de
citá-las no formato apropriado (como ABNT ou APA).
Inclua livros, artigos acadêmicos e outras fontes
relevantes que sustentam a pesquisa.
Exploração de recursos visuais: o uso de gráficos,
tabelas, diagramas e outras representações visuais
facilita a compreensão dos dados e resultados, tornando
a comunicação mais eficiente e acessível, logo esse
recurso deve ser explorado.
Agora que entendemos os elementos essenciais de um
trabalho científico, pois estudamos as características da
linguagem científica, passaremos a investigar a possibilidade
de explorarmos métodos de escrita que nos auxilie a criar
textos coerentes, com adequada progressão temática,
utilizando a argumentação com dados que possam
demonstrar credibilidade. 
Métodos de escrita científica para
comunicação eficiente
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A comunicação eficiente é a capacidade de transmitir
informações de maneira clara, objetiva e compreensível,
garantindo que a mensagem seja corretamente interpretada
pelo receptor. No contexto científico, essa habilidade é
essencial para que ideias complexas sejam apresentadas de
forma acessível, permitindo a disseminação de
conhecimento sem perda de conteúdo ou significado.
Para alcançar a eficiência comunicativa, é necessário
organizar bem as informações, escolher uma linguagem
adequada ao público-alvo e utilizar recursos visuais ou
multimodais que facilitem a compreensão, evitando
ambiguidades e promovendo o engajamento do leitor (Díaz
Bordenave, 1982; Mattar, 2000; Bauer e Gaskell, 2015).
Para atendermos ao método de escrita adequado,
precisamos iniciar considerando itens como: 
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Figura 3 | Características da linguagem científica. Fonte:
adaptada de Mattar (2000), Bauer e Gaskell (2015) e Santos
(2020).
Estudante, para garantir uma comunicação eficiente, o
produtor do texto deve considerar vários aspectos
fundamentais, como os que estão na imagem anterior. Para
melhor compreensão, vejamos cada um deles:
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Objetivo: o propósito central da mensagem deve ser claro,
orientando o desenvolvimento do texto para alcançar a meta
desejada, seja informar, persuadir, educar ou entreter.
Finalidade: relacionada ao objetivo, a finalidade envolve o
impacto que se deseja causar no público, como gerar
reflexão, promover ações ou influenciar decisões. Para isso
você precisa saber a quem o texto se destina.
Contexto: o ambiente em que a comunicação ocorre, como a
situação, o momento sócio-histórico-cultural, logo você
precisa considerar que a mensagem seja apropriada e
relevante. 
Estudante, você sabe quem pode ser o interlocutor, ou seja,
a quem se destina o trabalho científico produzido por você?
Na comunicação, seja ela oral, escrita ou multimodal,
sempre existe um interlocutor, ou seja, alguém a quem o
texto se destina (Rojo, 2012). No contexto de um trabalho
científico, o interlocutor pode variar, desde colegas de área,
professores e pesquisadores até um público mais amplo,
dependendo do objetivo do texto. É fundamental que o
autor tenha clareza sobre quem será esse interlocutor, pois
isso influencia diretamente as escolhas linguísticas, o nível
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de detalhamento e a forma como os argumentos são
apresentados. A identificação do destinatário permite que o
autor adeque sua linguagem e estrutura, garantindo que a
mensagem seja transmitida de maneira eficaz e
compreendida pelo público pretendido (Mattar, 2000; Bauer
e Gaskell, 2015). Como possíveis interlocutores podemos ter:
1. Acadêmicos e pesquisadores: seu trabalho pode ser lido
por outros acadêmicos e pesquisadores que possuem
conhecimento prévio no campo. Isso exige um nível mais
técnico e detalhado na escrita.
2. Estudantes: ao escrever para estudantes, é importante
apresentar conceitos de forma clara e acessível, evitando
terminologias excessivamente complexas sem
explicação.
3. Profissionais da área: se o público inclui profissionais, a
comunicação deve ser prática e diretamente aplicável às
suas necessidades e desafios diários. 
Considerando que estamos tratando da comunicação
científica, observe que ela possui três objetivos. No entanto,
eles não devem ser vistos de forma separada, pois pode
ocorrer um imbricamento das informações. Observe a
imagem a seguir: 
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Figura 3 | Objetivos na linguagem científica. Fonte: adaptada
de Mattar (2000); Bauer e Gaskell (2015).
Procedendo com a análise da imagem anterior, podemos
asseverar que o ato de informar é o primeiro propósito, que
visa transmitir conhecimento de maneira clara e precisa,
assegurando que o público compreenda os dados e
conceitos apresentados. Explicar, por sua vez, está
relacionado à especificação e ao esclarecimento de
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fenômenos e conceitos, proporcionando uma compreensão
mais profunda do assunto. Convencer envolve a
apresentação de evidências e argumentos sólidos, com o
intuito de demonstrar a validade de uma determinada tese
ou conclusão. Embora distintos, esses objetivos muitas vezes
se imbricam, reforçando-se mutuamente na construção de
uma comunicação científica eficaz(Mattar, 2000; Bauer e
Gaskell, 2015).
Há, ainda, outra etapa fundamental na elaboração do
trabalho científico que sempre ajudará você, estudante, na
hora de elaborar o seu próprio trabalho. Essa etapa
compreende: ler outros trabalhos similares para entender as
abordagens e métodos utilizados, pesquisar profundamente
sobre o tema para garantir que o conteúdo esteja atualizado
e bem fundamentado, escrever o texto com clareza e
coerência, reler para identificar e corrigir erros ou
incoerências e reescrever conforme necessário para
aprimorar a qualidade e a precisão do trabalho (Mattar,
2000).
Dando prosseguimento, o foco na sequência será na
concretização da teoria estudada até o momento,
destacando caminhos práticos que podem ser utilizados
tanto na academia quanto adaptados para o mundo do
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trabalho. Explorar exemplos práticos de estruturação de
resultados permitirá ilustrar como diferentes abordagens
podem ser aplicadas para tornar as descobertas mais
acessíveis e impactantes, proporcionando insights valiosos
para pesquisadores e profissionais.
Siga em Frente...
Siga em Frente...
Exemplos práticos de
estruturação de resultados em
trabalho científico
A linguagem científica, como vimos, é fundamental para
garantir a clareza, precisão e objetividade no texto e sua
aplicação correta está diretamente ligada ao sucesso na
comunicação dos resultados de pesquisa.
Assim, dentro do trabalho científico, você já compreende que
a estruturação é imprescindível. Cada trabalho deve seguir
uma organização que contemple introdução, metodologia,
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resultados e discussões, além de conclusões, sempre com
base em uma linguagem técnica e formal. A apresentação
dos resultados é uma parte central dessa estrutura, pois é
aqui que o pesquisador (você) demonstra suas descobertas e
as evidências que sustentam suas hipóteses ou teorias. Para
isso, você pode incluir o uso de gráficos, tabelas e recursos
visuais para tornar os dados mais acessíveis e evitar
ambiguidades. Além disso, os resultados devem ser
apresentados com base em evidências concretas,
respeitando a linguagem científica e suas características:
objetividade, clareza, coesão e uso de fontes confiáveis
(Mattar, 2000; Bauer e Gaskell, 2015).
A seguir, com base nos estudos de Mattar (2000); Bauer e
Gaskell (2015), exploraremos exemplos práticos de
estruturação de trabalhos científicos aplicados a diferentes
áreas de estudo, sempre mantendo o foco na linguagem e
na estrutura próprias do gênero trabalho científico. Como
um recorte para exemplificação, selecionamos uma das
partes mais observadas pelos avaliadores: a apresentação
dos resultados.
Observe, estudante, que nesta seção, você deve organizar
suas descobertas de forma clara, objetiva e embasada em
evidências, respeitando a coesão e a clareza da linguagem
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científica. Para tanto, apresentaremos um exemplo
específico para cada curso, detalhando como introduzir os
resultados, organizar e expor os dados, discutir os achados e
concluir com precisão. Vejamos: 
1. Administração
- Exemplo de estruturação de resultados: pesquisa sobre
Gestão de Pessoas e Liderança.
- Introdução ao capítulo de resultados: “A seguir,
apresentamos os dados coletados na pesquisa sobre as
práticas de liderança e seu impacto na motivação dos
funcionários em empresas do setor de tecnologia.”
- Apresentação dos dados: utilize gráficos e tabelas para
mostrar resultados quantitativos, como taxas de
engajamento ou produtividade em diferentes estilos de
liderança.  Uma possibilidade é o uso de gráfico de
barras comparando a produtividade de equipes
lideradas por gestores autocráticos versus gestores
democráticos.
- Discussão dos resultados: “Observa-se que as equipes
sob liderança democrática tiveram um aumento de 15%
na produtividade, reforçando a hipótese de que um
ambiente colaborativo aumenta o engajamento dos
colaboradores.”
- Conclusão parcial: “Esses dados corroboram as teorias
de liderança situacional, onde a flexibilidade do estilo de
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gestão contribui para melhores resultados
organizacionais.”
2. Ciências Contábeis
- Exemplo de estruturação de resultados: estudo sobre
Auditoria e Fraude Financeira.
- Introdução ao capítulo de resultados: “Nesta seção,
serão apresentados os principais achados da pesquisa
sobre fraudes financeiras em auditorias externas
realizadas em empresas de médio porte.”
- Apresentação dos dados: tabelas comparativas entre
diferentes empresas auditadas, indicando casos de
divergências financeiras e fraudes detectadas ou, ainda,
tabela com as principais falhas de controle interno
identificadas e seu impacto financeiro.
- Discussão dos resultados: “Foram identificadas
inconsistências significativas nas demonstrações
contábeis de 25% das empresas auditadas, indicando
uma falha nos mecanismos de controle interno.”
- Conclusão parcial: “Esses resultados evidenciam a
importância da auditoria externa como ferramenta
indispensável na detecção de fraudes contábeis,
especialmente em empresas com estrutura de
governança pouco robusta.”
3. Ciências Econômicas (Economia)
- Exemplo de estruturação de resultados: estudo sobre
Políticas Monetárias e Inflação.
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- Introdução ao capítulo de resultados: “Os resultados da
pesquisa sobre os efeitos das políticas monetárias
adotadas pelo Banco Central entre 2010 e 2020 são
apresentados a seguir.”
- Apresentação dos dados: gráficos de linha comparando
a taxa de juros, a inflação e o crescimento do PIB ao
longo do período analisado ou gráfico de linha
mostrando a correlação entre o aumento da taxa de
juros e a desaceleração da inflação.
- Discussão dos resultados: “Verificou-se que a política de
aumento gradual da taxa de juros resultou em uma
queda progressiva da inflação, corroborando as
previsões da Teoria Quantitativa da Moeda.”
- Conclusão parcial: “Os dados mostram que, embora o
controle da inflação tenha sido eficaz, o crescimento do
PIB foi impactado negativamente, o que sugere a
necessidade de ajustes mais equilibrados na política
monetária.”
4. Jornalismo
- Exemplo de estruturação de resultados: pesquisa sobre
Fake News e Credibilidade Jornalística.
- Introdução ao capítulo de resultados: “Nesta seção,
serão apresentados os resultados da análise das
estratégias de combate à desinformação em plataformas
de mídia digital.”
- Apresentação dos dados: tabelas com a quantidade de
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fake news detectadas em diferentes categorias de
notícias e plataformas (redes sociais, portais de notícias,
etc.) ou, ainda, gráfico de pizza mostrando a proporção
de fake news por categorias (política, saúde, etc.).
- Discussão dos resultados: “Foi identificado que 35% das
fake news analisadas estavam relacionadas a temas
políticos, com um alcance significativamente maior nas
redes sociais em comparação aos portais de notícias.”
- Conclusão parcial: “Esses resultados indicam que as
redes sociais continuam sendo o principal canal de
disseminação de desinformação, ressaltando a
necessidade de políticas mais rigorosas de verificação de
fatos.”
5. Publicidade e Propaganda / Publicidade e Propaganda -
Marketing
- Exemplo de estruturação de resultados: estudo sobre
Campanhas Publicitárias e Comportamento do
Consumidor.
- Introdução ao capítulo de resultados: “Os resultados a
seguir foram obtidos a partir da análise do impacto de
campanhas publicitárias em mídias sociais sobre o
comportamento de compra dos consumidores.”
- Apresentação dos dados: gráficos de dispersão e
tabelas mostrando a relação entre a frequência de
anúncios e o número de cliques/compra ou, ainda,
tabela que compara o engajamento em campanhas
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tradicionais versus campanhas digitais (likes,
comentários, compartilhamentos, etc.).
- Discussão dos resultados: “Foi observado que
campanhas publicitáriascom maior frequência de
exposição em mídias sociais geraram um aumento de
20% nas taxas de cliques, indicando uma correlação
positiva entre visibilidade e intenção de compra.”
- Conclusão Parcial: “Esses resultados sugerem que a
publicidade digital está cada vez mais eficaz na influência
do comportamento de compra, especialmente entre os
consumidores jovens, o que reforça a necessidade de
investir em estratégias de marketing direcionadas.”
Enfim, para concluir, para a apresentação de resultados em
um trabalho científico é preciso organização e clareza na
disposição dos dados, bem como a adaptação da linguagem
ao público-alvo e ao campo de estudo. Independentemente
da área – seja Administração, Ciências Contábeis, Economia,
Jornalismo ou Publicidade, dentre outras – é fundamental
que os resultados sejam expostos de maneira objetiva,
embasados em evidências concretas e apresentados com o
auxílio de recursos visuais, como gráficos e tabelas, para
facilitar a compreensão e a análise crítica.
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A estruturação dos resultados dentro do gênero científico
deve sempre seguir uma sequência lógica, respeitando as
normas acadêmicas, e garantir a coesão e coerência
necessárias para comunicar com precisão as descobertas e
implicações da pesquisa. Dessa forma, o pesquisador não só
cumpre os requisitos formais do trabalho científico, como
também contribui de maneira significativa para o avanço do
conhecimento em sua área.
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Caro estudante, para encerrar nosso encontro, vamos
recapitular os principais pontos que exploramos e incentivá-
lo a continuar seu caminho de aprendizado.
Primeiramente, abordamos os aspectos fundamentais do
trabalho científico. Relembramos que um trabalho bem
estruturado é essencial para comunicar suas descobertas de
forma clara e eficaz. Discutimos como a introdução, a
metodologia, a apresentação dos resultados, a discussão e a
conclusão formam a espinha dorsal do seu texto científico,
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cada uma com um papel crucial para o entendimento
completo do seu estudo.
Em seguida, mergulhamos nos métodos de escrita científica
para comunicação eficiente. Destacamos a importância de
usar uma linguagem objetiva e precisa, utilizando recursos
visuais como gráficos e tabelas para apresentar seus dados
de maneira clara. A comunicação eficiente garante que suas
ideias sejam transmitidas de forma compreensível e sem
ambiguidades, maximizando o impacto do seu trabalho.
Por último, exploramos exemplos práticos de estruturação
de resultados em diferentes áreas de estudo, como
Administração, Economia e Jornalismo. Observamos como
cada área exige uma abordagem específica para apresentar
resultados, discutindo a importância de adaptar sua
comunicação ao público-alvo e ao contexto do seu trabalho.
Agora, é o momento de aplicar o que você aprendeu!
Incentivo você a se aprofundar no estudo dos aspectos
abordados, praticando a escrita científica e revisando
exemplos práticos. A prática constante e a reflexão crítica
são essenciais para aprimorar suas habilidades e se tornar
um comunicador científico eficaz.
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Lembre-se, o domínio da comunicação científica não é
apenas uma habilidade acadêmica, mas um diferencial
valioso para sua carreira. Continue explorando, pesquisando
e escrevendo e você verá seu desenvolvimento ao longo do
tempo.
Bons estudos e até breve!
Saiba mais
Saiba mais
Para aprofundar seus conhecimentos sobre a estrutura e a
execução de um trabalho científico, recomendamos a leitura
dos itens 1.1 a 1.9, que cobrem desde a formulação da
pergunta-problema até a elaboração das referências. Esses
tópicos são essenciais para entender como construir uma
pesquisa sólida e bem estruturada.
O passo a passo do trabalho científico.
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Estudante, recomendo que você leia atentamente o Capítulo
III do livro, tendo em vista que no trabalho científico é
preciso fazer a seleção temática adequada, bem como ter
uma compreensão profunda do conteúdo para a construção
de um trabalho científico sólido. A leitura crítica e eficaz não
apenas permite que você entenda melhor os textos que está
analisando, mas também ajuda a garantir que suas próprias
contribuições para o campo sejam relevantes e bem
fundamentadas. Lembre-se: não há construção textual sem
uma leitura atenta e bem-informada.
Metodologia do estudo e pesquisa: facilitando a vida dos
estudantes, professores e pesquisadores.
Estudante, sugerimos que você proceda a leitura dos itens
2.2 a 2.4 do livro, tendo em vista que abordam práticas de
letramento acadêmico e discutem os desafios do letramento
acadêmico na era digital. Logo, a compreensão dessas
práticas e desafios é fundamental para a produção de textos
científicos adequados e de qualidade. Aprofundar-se nesses
tópicos permitirá que você desenvolva textos mais precisos e
relevantes, preparando-o melhor tanto para sua trajetória
acadêmica quanto para suas futuras atividades profissionais.
Boa leitura!
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Leitura e produção de textos acadêmicos.
Referências
Referências
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Martins Fontes, 2010.
BAUER, M. W.; GASKELL, G. (orgs.). Pesquisa qualitativa com
textos, imagem e som: um manual prático. Tradução de
Pedrinho A. Guareschi. Rio de Janeiro: Vozes, 2015.
BAUER, M. Análise de conteúdo clássica: uma revisão. In:
BAUER, M. W.; GASKELL, G. (orgs.). Pesquisa qualitativa com
textos, imagem e som: um manual prático. Tradução de
Pedrinho A. Guareschi. Rio de Janeiro: Vozes, 2015, p. 189-
217.
DÍAZ BORDENAVE, J. E. O que é comunicação? São Paulo:
Brasiliense, 1982.
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https://plataforma.bvirtual.com.br/
FERRARI, P. Hipertexto, hipermídia: as novas ferramentas da
comunicação digital. São Paulo: Contexto, 2007.
FIORIN, J. L. Para entender o texto. São Paulo: Ática: 2002.
KYRILLOS, L.; SARDENBERG, C. A.; GODOY, C. Comunicação e
liderança: volume 2. São Paulo, SP: Contexto, 2024.
LASSWELL, H. D. A estrutura e a função da comunicação na
sociedade. In: BRYSON, L. (org.). A comunicação das ideias.
São Paulo: Edições 34, 1983. p. 37-51. 
MATTAR, J. Metodologia científica na era digital. São Paulo:
Saraiva, 2017, p. 171-230.
MILL, D. (org.). Dicionário crítico de educação e tecnologias e
de educação a distância. Campinas: Papirus, 2018.
ROJO, R. Pedagogia dos multiletramentos: diversidade
cultural e de linguagens na escola. In: ROJO, R.; MOURA, E.
(orgs.). Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola
Editorial, 2012.
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ROSE, D. Análise de imagens em movimento. In: BAUER, M.
W.; GASKELL, G. (orgs.). Pesquisa qualitativa com textos,
imagem e som: um manual prático. Tradução de Pedrinho A.
Guareschi. Rio de Janeiro: Vozes, 2015, p. 343-364.
SANTOS, A. C. dos. Teoria da comunicação. 1. ed. São Paulo:
Contentus, 2020. E-book. Disponível em:
https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 26 ago. 2024.
WATZLAWICK, P.; BEAVIN, J. H.; JACKSON, D. D. A pragmática
da comunicação humana: um estudo dos processos de
interação. 3. ed. São Paulo: Cultrix, 2006.
Aula 3
Ética e Integridade na Comunicação
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Olá, estudante! Na nossa videoaula de hoje, abordaremos
temas essenciais para a construção de um trabalho científico
sólido e ético. Primeiro, exploraremos a voz de autoridade
no discurso científico, discutindo como garantir credibilidade
e assertividade em suas pesquisas e publicações. Em
seguida, analisaremos a Lei Geral de Proteção de Dados
(LGPD) e seu impacto na pesquisa acadêmica, enfatizando a
importância de proteger informações pessoais e dados

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