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1. Nos primeiros trinta anos, a chamada “fase heroica” do Sphan, na qual o órgão esteve sob o comando de Rodrigo Melo e Franco, o conceito de bem cultural, repercutindo no patrimônio eleito para ser preservado, pautava-se em critérios: Escolha uma opção: a. Relacionados à diversidade cultural. b. Inovadores relativos à pós-modernidade e à crise dos paradigmas. c. Estéticos, estilísticos e comprometidos com uma visão histórica elitista. d. Estéticos, históricos e antinacionalistas. 2. No final do século XX, com o impacto da globalização e da indústria cultural, a valorização das identidades culturais múltiplas repercute nas formulações teóricas sobre o patrimônio. Sobre as concepções então forjadas podemos afirmar que: Escolha uma opção: a. A temática do patrimônio continua vinculada à questão das identidades coletivas. b. Consolida-se o conceito de patrimônio cultural. c. Todas as respostas anteriores estão corretas. d. As identidades locais e as singularidades dialogam com o nacional. 3. “Bem edificado por uma comunidade de indivíduos para recordar ou fazer recordar a outras gerações fatos, pessoas, ritos e crenças, de forma a manter viva a sua herança cultural”. Podemos considerar que a frase acima define: Escolha uma opção: a. Patrimônio imaterial. b. Cultura. c. Monumento histórico. d. Patrimônio histórico. 4. Dentre os desafios a serem enfrentados quanto à defesa do patrimônio cultural no Brasil e no mundo, podemos citar: Escolha uma opção: a. Especulação imobiliária. b. Turismo predatório. c. Todas as alternativas anteriores estão corretas. d. Alto custo dos investimentos para restauro. 5. “A cultura constitui uma dimensão fundamental do processo de desenvolvimento e contribui para fortalecer a independência, a soberania e a identidade das nações. O crescimento tem sido concebido frequentemente em termos quantitativos, sem levar em conta a sua necessária dimensão qualitativa, ou seja, a satisfação das aspirações espirituais e culturais do homem. O desenvolvimento autêntico persegue o bem-estar e a satisfação constantes de cada um e de todos.” (CURY, Isabelle. Cartas patrimoniais. Rio de Janeiro, IPHAN, 2000, 2. ed., p. 273). O trecho foi retirado da Declaração do México resultante da Conferência Mundial sobre as políticas culturais (1985) e revela uma preocupação que atinge a área do patrimônio, qual seja: Escolha uma opção: a. A busca de um desenvolvimento econômico autêntico a partir da coesão social resultante das ações espirituais da humanidade. b. A valorização do turismo cultural como fator de desenvolvimento econômico sustentável. c. A preocupação com o bem-estar da humanidade em termos quantitativos. d. A relação que estabelece entre desenvolvimento sustentável e manutenção da herança cultural como questão de sobrevivência dos grupos sociais na medida em que isso contribui para a manutenção da sua identidade e coesão. 6. “O patrimônio, assim, depende do passado, conta sua história e nos traz até o presente, cuja criatividade nutre”. (Benhamou, Françoise - Economia do patrimônio cultural. São Paulo: Edições Sesc São Paulo, 2016. p. 11). Sobre a importância do patrimônio histórico podemos afirmar, inspirados na frase acima, que: Escolha uma opção: a. O conhecimento sobre o passado oferecido pelo patrimônio nos vincula ao presente e estimula a nossa criatividade. b. O patrimônio é matéria de reflexão filosófica e, nesse sentido, deve ser preservado. c. Este, na medida em que informa sobre o passado, evita erros no presente. d. O passado é importante para o patrimônio do presente. 7. “Em 2003, a UNESCO adota uma declaração sobre a destruição internacional do patrimônio cultural; o preâmbulo lembra que essa destruição afetou “toda a comunidade internacional”. O texto estipula que os Estados membros se comprometem a combater as destruições intencionais do patrimônio comum, não importam quais sejam elas, de sorte que esse patrimônio possa ser transmitido de geração para geração.” (BENHAMOU, Françoise. Economia do patrimônio cultural. São Paulo: Edições Sesc São Paulo, 2016. p. 127) Nesse trecho está implícita a seguinte concepção relativa ao patrimônio mundial: Escolha uma opção: a. A salvaguarda do patrimônio deve ser sempre atribuição da UNESCO e não dos países membros. b. O patrimônio cultural mundial compreende os interesses nacionais dos diferentes países e, portanto, deve ser por eles defendido. c. A responsabilidade da humanidade como um todo defende as manifestações culturais do patrimônio mundial independentemente das fronteiras nacionais. d. A herança do patrimônio deve se transmitida de geração para geração, mas sempre dentro de um estado nacional predeterminado. 8. “As lutas de representações têm tanta importância como as lutas econômicas para compreender os mecanismos pelos quais um grupo se impõe, ou tenta impor, sua concepção do mundo social, os valores que são seus, e o seu domínio! (CHARTIER, Roger – A história cultural: entre práticas e representações. Lisboa: DIFEL, 1990, p. 17). A partir da frase desse historiador, poderíamos afirmar com relação ao patrimônio histórico que: Escolha uma opção: a. As lutas econômicas não são relevantes na consideração das lutas simbólicas que ocorrem na definição do patrimônio. b. O patrimônio é definido estritamente pelas lutas de poder a partir das questões econômicas. c. Este é formado por elementos simbólicos de forma democrática, sem disputa entre as memórias concorrentes. d. Os grupos sociais no poder procuram garantir a preservação da sua memória na seleção daquilo que vai ser considerado patrimônio histórico. 9. As políticas de preservação tradicionais dedicaram-se à salvaguarda de bens representativos da história e das memórias nacionais muitas vezes confundidos com a produção artística e cultural das elites. Sobre as políticas de preservação atuais podemos dizer que: Escolha uma opção: a. Pouco se alteraram em relação às políticas tradicionais. b. Tem procurado incluir a produção cultural dos diferentes grupos sociais entendendo as práticas de preservação como instrumentos de construção de cidadania. c. São excludentes e pouco comprometidas com a historicidade e materialidade dos bens culturais. d. Tem se dedicado à valorização de bens de pouco interesse para as origens da nação, tais como monumentos e obras de excepcionalidade artística. 10. "A criação do Sphan na década de 1930, portanto, não foi um ato isolado nem deslocado, mas uma peça importante no conjunto de atos políticos implementados pelo projeto ideológico de construção simbólica da nação.” (PEREIRA, Júlia Wagner. O tombamento: de instrumento a processo na construção de uma ideia de nação”. IN CHUVA, M.; NOGUEIRA, A. G. (orgs). Patrimônio Cultural. Políticas e perspectivas de preservação no Brasil. Rio de Janeiro: Mauad X: FAPERJ, 2012, p. 162). Faziam parte da ideologia nacionalista do Estado Novo, período no qual o SPHAN foi criado: Escolha uma opção: a. O afastamento dos intelectuais de tradição moderna na criação do órgão de preservação para não comprometer seus objetivos. b. Cultura histórica, concepção de que o Estado constrói a Nação e valorização do patrimônio nacional como fonte do imaginário da nação. c. A valorização da pluralidade e da diversidade das manifestações culturais em detrimento das tradições nacionais. d. Valorização da tradição em oposição ao modernismo.