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Aula 6
Tipos de detectores
Evolução dos detectores
Sistema Filme-écran;
Radiografia Computadorizada;
Radiografia Digital;
Funcionamento do Sistema Filme-Ecrã
O sistema filme-ecrã é um método clássico de radiografia que combina um filme radiográfico com um ecrã intensificador. Ele é projetado para detectar radiação, como raios X e raios gama, convertendo-a em uma imagem visível. Vamos entender como isso funciona em etapas:
1. Exposição à Radiação
Quando uma fonte de radiação (por exemplo, uma máquina de raios X) é ligada, ela emite radiação que atravessa o objeto a ser examinado.
A radiação é atenuada (enfraquecida) de acordo com as densidades e espessuras das diferentes partes do objeto.
Depois de atravessar o objeto, a radiação que resta atinge o sistema filme-ecrã, composto por um filme radiográfico e um ecrã intensificador.
2. O Papel do Ecrã Intensificador
O ecrã intensificador é um componente que converte a radiação que incide sobre ele em luz visível. Ele é composto por materiais que emitem luz (fluorescem) quando expostos à radiação.
Exemplos de materiais usados em ecrãs incluem tungstato de cálcio e compostos de lantanídeos como o gadolínio.
Quando a radiação atinge o ecrã, ele brilha e emite luz em direção ao filme.
O ecrã intensificador aumenta a eficiência do sistema, porque a luz emitida é mais eficaz na exposição do filme do que a própria radiação. Isso significa que menos radiação é necessária para produzir uma imagem adequada.
Formação da Imagem no Filme Radiográfico
O filme fotográfico é composto por uma camada de cristais de haleto de prata suspensos em uma emulsão. Esses cristais são sensíveis tanto à radiação direta quanto à luz emitida pelo ecrã.
A luz que vem do ecrã sensibiliza o filme, criando uma imagem latente. Esta imagem ainda não é visível a olho nu, mas é formada pela distribuição de áreas mais e menos expostas no filme.
Quanto mais intensa for a luz (ou radiação direta) que atinge uma área específica do filme, mais escura essa área aparecerá após a revelação.
Revelação e Formação da Imagem Final
Para tornar a imagem visível, o filme precisa passar por um processo de revelação química. Esse processo converte a imagem latente em uma imagem permanente e visível.
Durante a revelação, os cristais de haleto de prata que foram sensibilizados pela luz ou radiação são convertidos em partículas de prata metálica preta, criando áreas escuras no filme.
As áreas onde menos luz atingiu o filme permanecem claras. Assim, é criada uma imagem de contraste que representa a estrutura do objeto examinado.
Benefícios do Ecrã Intensificador
O ecrã intensificador é essencial para aumentar a eficiência do sistema, e ele oferece várias vantagens:
Redução da dose de radiação: Porque o ecrã converte a radiação em luz, é necessária uma quantidade menor de radiação para obter uma imagem clara. Isso é especialmente importante em aplicações médicas, pois reduz a exposição do paciente.
Melhor qualidade de imagem: A luz espalhada pelo ecrã pode ser mais uniforme, resultando em uma imagem mais detalhada e de melhor contraste.
Visão Geral do Processo
A radiação atravessa o objeto, sendo absorvida ou transmitida de acordo com as densidades internas.
A radiação atinge o ecrã intensificador, que converte a radiação em luz visível.
A luz visível expõe o filme radiográfico, criando uma imagem latente.
O filme passa por um processo de revelação química, que transforma a imagem latente em uma imagem visível de alto contraste.
A imagem final pode ser analisada para diagnóstico médico ou inspeção industrial.
Conclusão
O sistema filme-ecrã foi amplamente utilizado por muitos anos porque permitia capturar imagens de alta qualidade com uma dose relativamente baixa de radiação.
O uso do ecrã intensificador foi uma inovação que tornou o processo mais seguro e eficiente. Embora essa tecnologia tenha sido substituída em grande parte por sistemas digitais modernos, ela ainda é uma peça fundamental na história e no desenvolvimento das técnicas de imagem por radiação.
Esse processo de detecção é essencial para entender como as primeiras técnicas de radiografia se desenvolveram e como se deram os avanços na segurança e eficiência na captação de imagens.
Resolução
A resolução da imagem em um sistema filme-ecrã refere-se à capacidade de distinguir detalhes finos e pequenos na imagem formada.
Quanto maior a resolução, mais nítida e clara será a imagem, permitindo uma identificação precisa das estruturas ou objetos presentes.
A resolução depende de vários fatores, como a granulação do filme, a eficiência do ecrã intensificador, e o tamanho do ponto de radiação. Vamos explorar esses fatores em mais detalhes.
Granulação do Filme Radiográfico
O filme radiográfico é composto por cristais de haleto de prata em uma emulsão. Esses cristais são responsáveis por registrar a luz ou radiação que chega ao filme.
Filmes com grãos menores têm uma resolução maior porque são capazes de capturar mais detalhes finos. No entanto, eles precisam de uma exposição mais longa ou de maior intensidade para obter uma imagem clara.
Filmes com grãos maiores são menos detalhados (baixa resolução), mas são mais rápidos, ou seja, requerem menos radiação para formar a imagem. Isso pode ser vantajoso em situações onde a exposição precisa ser minimizada, como em radiografias médicas.
Influência do Ecrã Intensificador na Resolução
O ecrã intensificador melhora a sensibilidade do sistema, mas pode reduzir a resolução da imagem.
Os materiais no ecrã convertem radiação em luz, e essa luz se espalha antes de atingir o filme. Quanto mais espalhamento de luz, menor será a nitidez da imagem resultante.
Para melhorar a resolução, são usados ecrãs com menor espessura, o que reduz o espalhamento da luz. No entanto, isso também reduz a eficiência do ecrã, exigindo uma dose de radiação maior.
Tamanho do Foco (fino ou grosso)
O tamanho do ponto focal da fonte de radiação (ex.: tubo de raios X) também influencia a resolução.
Um foco menor gera um feixe mais preciso e, portanto, imagens mais nítidas e detalhadas. Por outro lado, um foco maior resulta em um feixe mais amplo e imagens menos nítidas.
Em radiografia médica, um foco pequeno é usado para imagens de estruturas menores, como ossos das mãos ou dentes, enquanto um foco maior pode ser usado para imagens de grandes áreas, como o tórax.
Espessura do Filme e do Ecrã
Filmes mais finos tendem a proporcionar melhor resolução porque reduzem o espalhamento da luz dentro do filme.
Ecrãs mais finos também ajudam a melhorar a resolução, mas como mencionado, podem necessitar de uma dose de radiação mais alta.
Troca entre Resolução e Sensibilidade
Existe sempre um compromisso entre a resolução e a sensibilidade do sistema:
Alta resolução: Filmes e ecrãs que priorizam a resolução são projetados para captar detalhes muito pequenos, mas geralmente exigem maior dose de radiação ou tempo de exposição.
Alta sensibilidade: Filmes e ecrãs que priorizam a sensibilidade são eficientes em converter a radiação em imagem, permitindo uma menor dose de radiação, mas podem sacrificar a nitidez da imagem.
Medida de Resolução: Linhas por Milímetro (lp/mm)
A resolução de um sistema filme-ecrã é frequentemente expressa em linhas por milímetro (lp/mm). Essa medida indica quantas linhas paralelas e alternadas claras e escuras podem ser distinguidas em um milímetro.
Sistemas de alta resolução podem atingir 8-10 lp/mm ou mais, enquanto sistemas mais sensíveis, que são menos focados na resolução, podem ter uma resolução mais baixa, como 2-4 lp/mm.
Curva de Sensibilidade
Comparação entre as curvas de sensibilidade do filme e da Placa de Imagem
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