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INTRODUÇÃO
Caro estudante,
A ênfase dos nossos estudos está nos aspectos vinculados à propriedade intelectual, marcas e patentes e
proteção do software.
Nesta aula, iniciaremos o estudo com foco na propriedade intelectual, gênero do qual direitos autorais,
marcas e patentes são as espécies.
Nossa legislação foi originalmente pensada em um mundo puramente físico, mas há décadas já temos os
desa�os vinculados ao mundo digital, com reconhecimento de extensão de direitos por normas esparsas,
jurisprudência e doutrina, além do próprio ordenamento internacional.
Com o fortalecimento do Metaverso, tais desa�os se multiplicam.
Vamos lá! 
PROPRIEDADE INTELECTUAL – INTRODUÇÃO E CONCEITOS GERAIS. A
LEGISLAÇÃO EM VIGOR
Entre as lutas que foram enfrentadas na Revolução Francesa, está a luta pelo reconhecimento do direito de
propriedade, o qual não era reconhecido pela grande maioria da população no período feudal, apenas à
nobreza e ao clero.
Quando falamos em direito de propriedade, usualmente lembramos da propriedade imobiliária. Mas nosso
objetivo é olhar a propriedade por inteiro, a propriedade de bens móveis e imóveis, materiais e imateriais,
incluindo a propriedade intelectual.
Sem o reconhecimento do direito de propriedade não é possível falarmos em desenvolvimento econômico em
uma estrutura democrática. Do contrário, teremos estruturas autoritárias e regimes ditatoriais.
É sob a ótica do reconhecimento do direito de propriedade e da evolução socioeconômica e jurídica que
enfrentaremos as questões vinculadas à propriedade intelectual. 
Mas, a�nal, o que é propriedade intelectual?
Aula 1
PROPRIEDADE INTELECTUAL
A ênfase dos nossos estudos está nos aspectos vinculados à propriedade intelectual, marcas e
patentes e proteção do software.
38 minutos
PROPRIEDADE INTELECTUAL, MARCAS E PATENTES E A PROTEÇÃO
DE SOFTWARES
 Aula 1 - Propriedade Intelectual
 Aula 2 - Marcas e Patentes
 Aula 3 - Direito Autoral na Era Digital
 Aula 4 - A proteção de Softwares
 Referências
149 minutos
A propriedade intelectual nada mais é que um conjunto de diretrizes para dar proteção legal às criações
humanas e ao seu respectivo direito de propriedade. Tal conjunto compõe-se de patentes, marcas, desenhos
industriais e direito autoral, entre outras diretrizes. 
O que a propriedade intelectual protege? 
A propriedade intelectual não protege uma ideia pura, mas uma ideia que tenha sido desenvolvida de forma
inovadora e levada a registro para preservação de autoria, inovação e anterioridade. Vale destacar que um
dos maiores inventores de todos os tempos foi Leonardo da Vinci. 
A Organização Mundial da Propriedade Intelectual (World Intellectual Property Organization ou WIPO)
destaca as seguintes possibilidades de caracterização de uma propriedade intelectual:
• Obras literárias, artísticas e cientí�cas.
• Interpretações dos artistas intérpretes.
• Execuções dos artistas executantes.
• Fonogramas e emissões de radiodifusão.
• Invenções em todos os domínios da atividade humana.
• Descobertas cientí�cas.
• Desenhos e modelos industriais.
• Marcas industriais, comerciais e de serviço.
• Firmas comerciais e denominações comerciais.
• Proteção contra a concorrência desleal e todos os outros direitos inerentes à atividade intelectual nos
domínios industrial, cientí�co, literário e artístico. 
O que a lei diz sobre a propriedade intelectual? 
A Lei nº 9.279/96 que regula os direitos e obrigações relativos à propriedade industrial na verdade está
tratando de propriedade intelectual, já que o seu escopo vai muito além da indústria para atingir todo o
segmento de serviços, tecnologia etc. A lei esclarece que a proteção dos direitos relativos à propriedade
intelectual ocorre das seguintes formas:
• Concessão de patentes de invenção e de modelo de utilidade.
• Concessão de registro de desenho industrial.
• Concessão de registro de marca.
• Repressão às falsas indicações geográ�cas.
• Repressão à concorrência desleal.
O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) é o órgão responsável no Brasil pelo registro de marcas
e patentes.
A propriedade intelectual segue um padrão para assegurar esses direitos: quem deseja a segurança e
reconhecimento de direito de propriedade (direitos morais e comerciais) sobre uma propriedade intelectual
deve registrar no INPI para adquirir as garantias legais – uma vez registrado, poderá explorar por um período
determinado pela lei.
Os períodos de proteção ao direito de propriedade intelectual conforme a Lei nº 9.279/96 são os que seguem:
• Desenho industrial: 10 anos a partir do depósito do pedido.
• Patente de invenção: 20 anos a partir do depósito do pedido.
A Convenção da OMPI de�ne como Propriedade intelectual, a soma dos direitos
relativos às obras literárias, artísticas e cientí�cas, às interpretações dos artistas
intérpretes e às execuções dos artistas executantes, aos fonogramas e às emissões de
radiodifusão, às invenções em todos os domínios da atividade humana, às descobertas
cientí�cas, aos desenhos e modelos industriais, às marcas industriais, comerciais e de
serviço, bem como às �rmas comerciais e denominações comerciais, à proteção
contra a concorrência desleal e todos os outros direitos inerentes à atividade
intelectual nos domínios industrial, cientí�co, literário e artístico. 
— (BARBOSA, 2010, [s. p.])
• Patente de modelo de utilidade: 15 anos, a partir do depósito do pedido.
A propriedade intelectual favorece a garantia para o autor de que sua obra é realmente sua, afastando a
concorrência desleal. Sem essa garantia, qualquer pessoa poderia se apropriar de uma obra, desfrutando da
comercialização e lucros derivados da propriedade intelectual.
Há, além da propriedade industrial, o direito autoral, por meio do qual as obras são protegidas. Os direitos do
autor, morais ou patrimoniais, são detalhados no art. 24 da Lei de Direitos Autorais (LDA, Lei nº 9.6010/1998).
Além dos principais reconhecimentos (propriedade autoral, marcas e patentes), temos a proteção sui generis,
que são as criações híbridas, como a topogra�a dos circuitos integrados (Lei nº 11.484/07), a proteção de
cultivares (Lei nº 9.456 e Decreto nº 2.366/97), e os conhecimentos tradicionais associados aos recursos
genéticos (Medida Provisória nº 2.186/16 e Decreto nº 2.519/98), entre outros.
CONTROVÉRSIAS ENVOLVENDO DIREITOS AUTORAIS E TECNOLOGIAS
STREAMING
A tecnologia de streaming é utilizada na distribuição on-line de conteúdo por meio de pacotes de dados.
Surgiu em 2006, mas evoluiu muito nos últimos anos em decorrência da evolução da internet e sua
velocidade, além dos próprios equipamentos. Deixando o download de lado, permite maior interatividade e
praticidade com a criação de playlists que �cam armazenadas na rede, sem ocupar a memória do
computador ou de aparelho celular.
Há dois tipos de streaming: o não interativo, que não permite a escolha do que ouvir/assistir ao usuário – por
exemplo, as rádios –; e o interativo ou on demand, o mais utilizado atualmente, e que permite ao usuário
iniciar a transmissão quando desejar.
Veja, a seguir, duas notícias que tratam de serviços de streaming de rádio e on demand:
• “Em fevereiro de 2017, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) acolheu o recurso do ECAD (Escritório Central de
Arrecadação e Distribuição) contra uma emissora de rádio por streaming, onde entendeu-se que as músicas
oferecidas pela rádio eram sim passíveis de pagamento de direitos autorais. ” (TEIXEIRA, [s. d.], [s. p.])
• “O Spotify é a plataforma mais famosa. Em março de 2017, chegou à marca de 50 milhões de assinaturas
pagas e os números só crescem” (WACHOWICZ; VIRTUOSO, 2018, p. 7).
Embora não seja objeto de nosso estudo, vale destacar que sob a ótica tributária ainda há um forte debate
acerca da natureza jurídica do streaming, para compreender se é um serviço – portanto, tributado pelo
Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) de competência dos municípios –, ou se a tecnologiaé
apenas um avanço da forma de fornecimento de telefonia, e neste caso seria tributado pelo Imposto sobre
Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de competência dos Estados. Particularmente entendemos que o
streaming é um serviço.
A tecnologia streaming fez com que a circulação de conteúdo por meio de uma mídia física, como os CDs,
DVDs e Blu-rays, �casse obsoletas e menos lucrativa, pois além do limitado número de potenciais
compradores também envolve todo o custo de produção e distribuição. “É preciso ter-se claro que somente a
empresa Spotify possui mais de 30 milhões de obras em seu acervo” (WACHOWICZ; VIRTUOSO, 2018, p. 8).
Mais de 30 milhões de obras disponíveis aos seus assinantes, sem considerar a disponibilidade de conteúdo
por meio de podcasts.
Com essa plataforma de streaming, o conteúdo é colocado à disposição do público em troca de uma
contribuição �nanceira (assinatura). Entretanto, existe uma questão envolvendo os artistas e criadores de
conteúdo, que passaram a questionar se essa inovação está retribuindo corretamente os direitos pela
propriedade intelectual, ou seja: será que se trata apenas de uma forma de não pagamento dos valores
corretos em virtude da reprodução?
Mas essa questão não é nova. Na época de circulação de músicas, livros etc. por meio físico, era comum
observar artistas, autores e produtores questionando a falta de transparência na circulação e vendagem do
número de exemplares.
Acreditamos que os meios digitais tornam a conferência mais fácil, uma vez que o meio eletrônico possibilita
veri�car sistemicamente a quantidade de acessos. A polêmica não deixará de existir, mesmo considerando a
regulação internacional:
Essa tecnologia viola ou não os direitos autorais?
Segundo ensina Nucci (2010), violar signi�ca “ofender ou transgredir”. No caso do crime previsto no artigo
184, do CP,
A PROPRIEDADE INTELECTUAL COMO UM DIREITO DE CUNHO
INTERNACIONAL. CONVENÇÃO DA UNIÃO DE PARIS
A comunidade internacional sempre se preocupou com a proteção da propriedade intelectual, desde quando
a comunicação entre os continentes era muito precária até os tempos atuais, de hiperconectividade. Houve
uma preocupação dos Estados em regular internacionalmente, com  tratados e convenções, a proteção da
propriedade intelectual.
Conforme a Organização Mundial de Propriedade Intelectual, propriedade intelectual é
A primeira norma de propriedade industrial se deu em 1474 no Estado de Veneza, quando seu senado
aprovou a Lei de Patentes. Entretanto, a proteção da propriedade como existe atualmente surgiu após a
Revolução Industrial na Inglaterra, entre 1740 e 1830. “O objetivo original […] era ‘assegurar a exploração das
invenções, de qualquer invenção, numa época de intensa criatividade e profundas inovações tecnológicas’”
(NASIHGIL, 2014, [s. p.]).
Em 1883 alguns países se reuniram para �rmar o primeiro instrumento internacional regulador da
propriedade intelectual conhecida hoje como Convenção da União de Paris:
O controle dos Direitos Autorais tradicionalmente é feito através das entidades de
gestão coletiva, a qual é de�nida pela Organização Mundial de Propriedade
Intelectual (OMPI), como o exercício de direito de autor e direitos conexos, por meio
de organizações que agem no interesse e em nome dos titulares das obras. Segundo a
OMPI, há três modelos de gestão coletiva: o tradicional, o one-stop-shopse e o dos
centros de compensação de direitos. 
— (WACHOWICZ; VIRTUOSO, 2018, p. 8)
Portanto, diante da ainda notória insegurança jurídica a respeito da aplicação da
legislação brasileira de direitos autorais, é imprescindível que as produtoras,
gravadoras e autores busquem compreender o atual cenário do mercado. Ainda, faz-
se necessário o entendimento dos efeitos das decisões recentes dos Tribunais
Superiores para que os direitos autorais sejam comercializados de forma equilibrada
entre as partes. 
— (TEIXEIRA, [s. d.], [s. p.])
[…] a soma dos direitos relativos às obras literárias, artísticas e cientí�cas, às
interpretações dos artistas intérpretes e às execuções dos artistas executantes, aos
fonogramas e às emissões de radiodifusão, às invenções em todos os domínios da
atividade humana, às descobertas cientí�cas, aos desenhos e modelos industriais, às
marcas industriais, comerciais e de serviço, bem como às �rmas comerciais e
denominações comerciais, à proteção contra a concorrência desleal e todos os outros
direitos inerentes à atividade intelectual nos domínios industrial, cientí�co, literário e
artístico. 
— (ABIME, 2013, [s. p.])
Com a sua promulgação a propriedade industrial seria resguardada internacionalmente.
VÍDEO RESUMO
Caro estudante, nesta videoaula trataremos da importância da proteção do direito de propriedade intelectual
e sua conexão com o ambiente de tecnologia e inovação, especialmente considerando que na realidade do
século XXI as relações são cada vez mais transnacionais, e oferecem riscos de violação à propriedade
intelectual.
Por tais avanços, os pontos de atenção à violação da propriedade intelectual ganham muito mais relevância,
trazendo a necessidade de uma série de regramentos, convenções e acordos internacionais.
Além disso, novas tecnologias, como o Metaverso, redes distribuídas e serviços de streaming, representam um
constante desa�o ao pro�ssional do direito.
Vamos lá?
 Saiba mais
Após conhecer mais os impactos da propriedade intelectual e os seus impactos em relação ao direito
cibernético, recomendamos a leitura do artigo “A propriedade imaterial, o Marco Civil da Internet e a
regra dos três passos nas limitações de direitos autorais na sociedade da informação”, de autoria de
Emerson Penha Malheiro e Enki Della Santa Pimenta, publicado na Revista de Direito Privado (v. 82, p.
41-64, out. 2017, DTR\2017\6346) e disponível na base eletrônica da Revista do Tribunais Online.
Ao estudar o artigo indicado, você terá a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos quanto às
noções dos direitos da propriedade intelectual e os seus impactos em relação do direito cibernético,
conforme previsto no direito nacional, além do alinhamento com as práticas e regulações internacionais.
A área de atuação do pro�ssional do direito que se dedica à propriedade intelectual é realmente
instigante. Requer grande especialização, constante atualização e busca por novos conhecimentos
vinculados aos avanços tecnológicos e de inovação, além de um necessário conhecimento de mercado e
das práticas da administração de empresas e economia.
A Convenção da União de Paris para proteção da propriedade industrial teve seu
início sob a forma de anteprojeto, redigido em uma Conferência Diplomática
realizada em Paris no ano de 1880. Nova conferência foi convocada em 6 de março de
1883, para aprovação de�nitiva do texto, que entrou em vigor um mês depois do
depósito de instrumentos de rati�cação, em 7 de julho de 1883. O presidente da
conferência de 1880 pronunciou frase histórica: "Nós escrevemos o prefácio de um
livro que vai se abrir e que não será fechado se não após longos anos". Desde o
começo, a Convenção previa em seu art. 14, a celebração de conferências periódicas
de revisão a �m de introduzir no texto original, instrumentos destinados a
aperfeiçoar o sistema da união à luz da experiência obtida em sua aplicação prática.
— (INPI, 2013, [s. p.])
A Carta das Nações Unidas trouxe importantes e inovadoras disposições relativas à
cooperação econômica e social entre seus Estados-membros. As competências
conferidas ao Conselho Econômico e Social da ONU puseram em xeque a
sobrevivência dos organismos de coordenação então existentes, como as Uniões de
Paris e de Berna e seus “Bureaux”. Não tardou para que o Conselho Econômico e
Social acenasse com a possibilidade de liquidação de algumas instituições
internacionais, dentre as quais os referidos “Bureaux”. Com o surgimento da
Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento –
CNUCED/UNCTAD (1964) e da Organização das Nações Unidaspara o Desenvolvimento
Industrial – ONUDI (1966), soluções do passado tornaram-se ultrapassadas, era
preciso criar uma organização que se ocupasse, especi�camente, da propriedade
intelectual, que instituísse mecanismos adequados de proteção e redução das
disparidades crescentes entre os países industrializados e os em desenvolvimento. 
— (BASSO, 2002, p. 17)
No �lme Fome de Poder, disponível em diversas plataformas, é possível veri�car a evolução da rede de
fast-food McDonald’s na década de 1950. Por meio das negociações envolvendo direitos da propriedade
intelectual do nome, marca e patentes, foi possível tornar uma loja em uma das maiores redes de fast-
food do mundo.
É interessante assistir ao �lme observando a dinâmica do direito da propriedade intelectual e os
desenvolvimentos tecnológicos.
INTRODUÇÃO
Caro estudante,
Nesta aula trataremos dos temas vinculados a marcas e patentes, seu registro no Brasil e requisitos
necessários.
Como você já sabe, somente por meio do registro será possível exercer os respectivos direitos de propriedade
intelectual para a proteção de uma marca ou uma patente.
Além da proteção jurídica, devemos observar a proteção da exploração comercial e a própria proteção moral
sobre os direitos, práticas abusivas e abuso da concorrência sobre as marcas e as patentes.
Vamos lá! 
MARCAS, PATENTES E MODELO DE UTILIDADE. CONCEITOS. CARACTERÍSTICAS
O que é patente?
Podemos conceituar que patente é um documento que registra o direito da propriedade de alguma invenção,
garantindo o direito de exclusividade de comercialização. A patente tema validade de 20 anos para invenção
e 15 anos para modelo de utilidade
Para patentear algo é necessário que a ideia ou objeto contenha avanços tecnológicos e tenha aplicabilidade
industrial. Segundo a lei de patentes, o que não pode ser patenteado é:
• Seres vivos, exceto microrganismos.
• Tudo que contrariar a moral e os bons costumes.
• Substâncias, matérias, misturas e alimentos.
Cabe mencionar que o modelo de utilidade é o objeto de uso prático suscetível de aplicação industrial que
aparenta uma nova forma, por exemplo, exemplo o barbeador que surgiu da navalha e o telefone sem �o. O
registro do modelo de utilidade dura 15 anos.
Como é feito o registro de patentes?
O registro é feito em quatro etapas:
1. Pesquisa: veri�ca a existência ou não de outros produtos relacionados à sua invenção.
Dom Pedro I baixou uma lei em 28 de agosto de 1830 que se debruçava sobre aspectos
da concessão de patentes, mas ainda era uma tentativa quase telegrá�ca de tratar do
assunto. Coube a Dom Pedro II regular pela lei 3.129, de 14 de outubro de 1882, a
concessão de patentes no Impérios de forma abrangente. (CARDOSO, [s. d.], p. 15)
A Patente pode ser conceituada, inicialmente, tendo por base os princípios do
“Contrato Social” de Rousseau, como um acordo entre o inventor e a sociedade.” […] A
patente é uma unidade contraditória: protege o inventor, mas também desa�a ao
facilitar a geração de novas invenções por terceiros, induzindo seu próprio titular a
prosseguir inventando para se manter à frente de seus competidores. (MACEDO;
BARBOSA, 2000, [s.p.])
Aula 2
MARCAS E PATENTES
Nesta aula trataremos dos temas vinculados a marcas e patentes, seu registro no Brasil e
requisitos necessários.
33 minutos
2. Pagamento: cada projeto apresenta uma taxa, cujo valor é de�nido e gerada uma guia de pagamento para
que o processo ganhe sequência.
3. Apresentação de documentos: envio ao INPI de todo o conteúdo técnico acerca do produto, com relatórios e
imagens, junto com o comprovante de pagamento.
4. Acompanhamento: depois de todos os passos anteriores concluídos, será necessário acompanhar o
andamento do processo.
Marca
A marca é o que diferencia o produto no mercado, é seu sinal distintivo. Seu registro – e não patente, pois não
é possível patentear marca – também ocorre no INPI, porém, com um processo diferente, mais prático. Marca
não é o nome da empresa – este consta no contrato social –, mas o nome fantasia da empresa ou do produto.
Eventualmente a marca e a razão social da empresa podem ser iguais, no entanto, a marca será
acompanhada do estilo da escrita, sinais distintivos, tipogra�a etc. Um exemplo é a Coca-Cola, cuja razão
social também é a marca.
REGISTRO DE NOMES DE DOMÍNIO NO BRASIL E RESOLUÇÃO DE CONFLITOS. O
QUE NÃO É INVENÇÃO NEM INVENTO
O nome de domínio é o registro de um endereço na internet para a localização de uma empresa, como
www.cogna.com.br. O registro é realizado pelo órgão gestor da internet no Brasil, podendo ser acessado pelo
endereço www.registro.br.
Em razão do baixo custo e facilidade, hoje há um grande volume de registros, o que consequentemente gera
um volume alto também de fraudes e infrações marcárias.
Muitas vezes as informações inclusas na hora do registro di�cultam a citação em algum processo judicial, e
por causa desse tipo de di�culdade o Registro.Br implementou o Sistema Administrativo de Con�itos de
Internet relativos ao nome “.br” (SACI-Adm). Esse sistema foi instituído em 30 de setembro de 2010, e de
acordo com as suas regras, todos que registrarem um nome com o domínio “. br” consentem com os termos e
condições do SACI-Adm.
O titular que registra seu nome pode apresentar uma reclamação contra um nome de domínio de terceiro
que seja idêntico ou parecido com o seu. O requerente deve indicar se deseja que o nome de domínio seja
cancelado ou transferido, e assim que for recebida a reclamação inicia-se o procedimento do SACI-Adm. O
titular do nome é noti�cado caso queira responder a reclamação, e se não apresentar uma defesa, deverá ser
comunicado ao NIC.br em até 10 dias.
O reclamante deve apresentar o motivo pelo qual o domínio registrado estaria sendo usado de má-fé. O
regulamento do SACI-Adm traz alguns exemplos:
Segundo Outeiral (2022),
• o titular registrou o nome de domínio com o objetivo de vendê-lo, alugá-lo ou
transferi-lo para o reclamante ou para terceiros;
• o titular registrou o nome de domínio para impedir que o reclamante o utilize como
um nome do domínio correspondente;
• o titular registrou o nome de domínio com o objetivo de prejudicar a atividade
comercial do reclamante;
• ao usar o nome de domínio, o titular intencionalmente tenta atrair, com objetivo de
lucro, usuários da Internet para o seu site ou para qualquer outro, criando uma
situação de provável confusão com o sinal distintivo do reclamante. 
— (FERRER; MORETTO, 2021, [s. p.])
http://www.cogna.com.br/
http://www.registro.br/
OS REQUISITOS DA PATENTE DE INVENÇÃO. TIPOS DE PATENTES. QUAIS
INVENTOS NÃO SÃO PATENTEÁVEIS
Quais os requisitos para um patente de invenção?
Segundo o livro Comentários à Lei de Propriedade Industrial – IDS, (2013, p. 33):
Os requisitos para patente estão presentes no Livro de Propriedade industrial (IDS, 2013), são eles:
Os tipos de patentes são:
Patentes de invenção (PI) e os modelos de utilidade (MU). Essa classi�cação decorre da Lei n.º 9.279 de 1996,
que contém todas as regras relacionadas à propriedade industrial.
Não são patenteáveis:
Lei nº 9.279, de 14/5/1996, art. 18:
• o que for contrário a moral, aos bons costumes e à segurança, à ordem e à saúde públicas;
• as substâncias, matérias, misturas, elementos ou produtos de qualquer espécie, bem como a modi�cação de
suas propriedades físico-químicas e os respectivos processos de
• obtenção ou modi�cação, quando resultantes de transformação do núcleo atômico; e
• o todo ou parte dos seres vivos, exceto os microrganismos transgênicos.
Não se considera invenção nem modelo de utilidade
Lei nº 9.279, de 14/5/1996, art. 10:
• descobertas, teorias cientí�cas e métodos matemáticos;
As marcas, por sua vez, apesar de observarem o sistema atributivo (ou seja, quem
primeiro requerer o registro terá direito ao uso), comporta algumas exceções
importantes dentre os quais: (i) arguição de direito de precedência (a Lei possibilita
seja arguido direito de uso anterior de uma expressão,desde que observados os
prazos prescritos); (ii) princípio da especialidade (a marca estará protegida para o
segmento ao qual foi registrada, excetuando-se aqui as marcas de alto renome, que
terão proteção irrestrita); (iii) exclusividade de uso, o que impede a concessão de
registro de marcas iguais ou semelhantes, para segmentos idênticos ou a�ns. 
— (OUTEIRAL, 2022, [s. p.])
[…] a novidade é requisito primordial para obtenção da patente. O sistema patentário
baseia-se na troca entre o inventor e a sociedade: o inventor revela sua criação e a
sociedade reconhece seu direito à exclusividade temporária sobre ela. […] Contundo,
seguindo uma tendência que vem se �rmando, há que se excepcionar os atos
praticados pelo próprio inventor dentro de um prazo limitado, a �m de que ele ainda
tenha a oportunidade de proteger seu invento mesmo após ter promovido a sua
divulgação.
1 – Possuir formação pro�ssional geral de todo técnico;
2 – Possuir a técnica especial do ramo de indústria no qual exerce sua atividade;
3 – Conhecer, nas suas generalidades mais próximas, as técnicas próprias dos ramos
da indústria análogos à sua;
4 – Ter adquirido a habilidade e experiência pro�ssional de um técnico que não é
mais um principiante no ramo que exerce;
5 – ter como capacidade intelectual, aquela que em geral encontramos nos técnicos de
um ramo particular. 
— (p. 45 – Comentários à Lei de Propriedade Industrial – IDS – 3ª Ed)
• concepções puramente abstratas;
• esquemas, planos, princípios ou métodos comerciais, contábeis, �nanceiros, educativos, publicitários, de
sorteio e de �scalização;
• as obras literárias, arquitetônicas, artísticas e cientí�cas, ou qualquer criação estética;
• programas de computador em si;
• apresentação de informações;
• regras de jogo;
• técnicas e métodos operatórios ou cirúrgicos, bem como métodos terapêuticos ou de
• diagnóstico, para aplicação no corpo humano ou animal; e
• o todo ou parte de seres vivos naturais e materiais biológicos encontrados na natureza, ou ainda que dela
isolados, inclusive o genoma ou germoplasma de qualquer ser vivo
• natural e os processos biológicos naturais.
VÍDEO RESUMO
Caro estudante, nesta videoaula você compreenderá mais o sistema de registro e proteção de marcas e
patentes, incluindo as questões vinculadas ao registro de nome de domínio na internet, além das formas de
solução administrativa de con�itos pelo registro abusivo de um nome de domínio.
Vamos explorar melhor as características das marcas e patentes e conhecer o que não poderá ser objeto de
registro, como produtos e soluções que violem a função social, especialmente sob a ótica da dignidade da
pessoa, ou contrários aos bons costumes.
Vamos lá?
 Saiba mais
Nesta aula você teve a oportunidade de analisar e estudar a proteção da propriedade intelectual e o
direito cibernético, aprofundando questões vinculadas a marcas, patentes e ao próprio direito autoral.
Questões sempre controvertidas e que hoje contam com soluções adequadas de gestão do con�ito pelo
próprio órgão regulador, que tratam justamente do registro de domínio na internet e da proteção de
marcas, além da propriedade intelectual (Iato sensu).
Nesse sentido, para �xar o aprendizado e aprofundar os seus conhecimentos, recomendamos a leitura
do artigo “O registro de domínios no Brasil e a proteção das marcas no âmbito da internet”, escrito por
Natália de Campos Aranovich, publicado na Revista de Direito Privado (v. 4, p. 127-158, out.-dez. 2000,
DTR\2000\712), e disponível na base eletrônica da Revista dos Tribunais Online.
No artigo, a autora enfrenta a proteção do registro do domínio na internet, especialmente direcionado à
manutenção da proteção da propriedade intelectual.
Indicamos, também, o �lme A Rede Social (2010), que relata a história da criação do Facebook e os
con�itos decorrentes da sua invenção e registros.
Ao longo do �lme é possível veri�car uma série de fatos vinculados à propriedade intelectual,
especialmente em relação a patentes e marcas: pessoas que alegavam ter criado o Facebook não
conseguiram demonstrar sua real criação por falta de registro. No mesmo sentido são os con�itos entre o
seu principal fundador e um dos sócios, curiosamente, um brasileiro.
Outro �lme igualmente relevante para a análise da importância do registro de marcas e patentes é o
baseado na biogra�a de Steve Jobs, Jobs (2013). É possível analisar uma série de questões que envolvem
o direito societário e os aspectos de governança corporativa. Mas o foco é o registro de patentes entre
empresas concorrentes, como IBM, Microsoft, Xerox, Apple etc. A história da Apple e da própria
Microsoft é cercada de acusações mútuas de concorrência desleal quanto a patentes e desenvolvimentos
tecnológicos.
São dois �lmes que ajudam na compreensão de todo o contexto que estamos tratando e da importância
da área de marcas e patentes para o dia a dia das atividades empresariais, além das atividades dos
empreendedores de startups.
Aula 3
INTRODUÇÃO
Caro estudante,
Nesta aula trataremos dos temas vinculados ao direito autoral, especialmente considerando a realidade do
direito cibernético.
Teremos a oportunidade de analisar os principais conceitos do direito autoral e sua consequente
responsabilidade civil e criminal por práticas que possam caracterizar a violação do direito autoral. Tal
dinâmica deve ser integralmente aplicada ao ambiente cibernético da mesma maneira que é aplicada ao
ambiente físico.
Olharemos também os desa�os que são gerados a partir dos conceitos de NFTs, Metaverso, Inteligência
Arti�cial (IA) e Aprendizado de Máquina (Machine Learning).
Existe um limite legal que deva ser observado?
Temos proteção autoral nos ambientes cibernéticos?
DIREITO AUTORAL - INTRODUÇÃO E CONCEITOS GERAIS. NATUREZA JURÍDICA
Dando sequência à análise da propriedade intelectual, estudaremos o direito autoral, parte extremamente
importante do gênero propriedade intelectual.
Quando pensamos em uma música, uma composição, um texto, uma palestra, um software (sim, um
software), uma obra arquitetônica, uma obra de arte etc., estamos tratando do direito autoral em essência.
O direito autoral protegerá sua criação e autoria, como também sua publicação, transmissão ou emissão,
retransmissão, distribuição, comunicação e/ou reprodução ao público e reprodução.
A principal legislação no Brasil para a proteção do direito autoral é a Lei nº
9.610/1998.
Neste período (1998), a internet em escala comercial no Brasil vinha sendo usada há apenas dois anos, e não
foi considerada plenamente, tampouco quanto à sua potência.
Mas isso não impediu sua plena aplicação. O legislador da época foi muito sábio, especialmente considerando
que a internet já era uma realidade em outras nações.
Em que medida o legislador foi muito sábio?
No sentido de incluir no caput do artigo 7º da Lei nº 9.610/98 que a proteção autoral ao desenvolvimento
intelectual seria realizada independentemente do meio de veiculação e do suporte físico, ou, ainda,
independentemente de ser um suporte e/ou meio de divulgação tangível ou intangível.
Lembrando que para compreender o conceito de bens tangíveis ou intangíveis deve-se buscar a parte geral
do Código Civil e suas respectivas de�nições.
Não será objeto de proteção autoral simples ideias, procedimentos, sistemas, métodos, projetos, conceitos
matemáticos, esquemas, jogos ou negócios, formulários, informações de uso comum da população etc.
O rol completo do que não é protegido pelo direito autoral foi descrito no artigo 8º da Lei 9.610/1998.
Ou seja, se você pensar em um jogo de tabuleiro (como o “Banco Imobiliário”), quantos jogos semelhantes e
com objetivos muito parecidos existem no mercado? Certamente chegará a um número bem considerável. O
jogo em si não tem proteção autoral. O que terá proteção é o nome do jogo, o manual do jogo, que poderá ser
registrado como obra literária, a imagem do tabuleiro, a imagem da caixa etc. Mas o jogo não terá proteção.
Situação semelhanteé veri�cada em software ou jogos eletrônicos. Quantos softwares são parecidos e
executam atividades muito parecidas? Softwares de controle de prazos processuais, softwares de gestão,
softwares de planilha de cálculos etc.
Então o que é protegido?
A principal referência está no rol do artigo 7º da Lei nº 9.610/1998.
DIREITO AUTORAL NA ERA DIGITAL
Nesta aula trataremos dos temas vinculados ao direito autoral, especialmente considerando a
realidade do direito cibernético.
36 minutos
Portanto, “Direitos autorais são os direitos que todo criador de uma obra intelectual tem sobre a sua criação.
Esse direito é exclusivo do autor, de acordo com o artigo 5º, XXVII, da Constituição Federal.” (SEBRAE, 2022, [s.
p.])
DIREITO AUTORAL – OBRAS PROTEGIDAS, REGISTRO, TRANSFERÊNCIA, CRIMES
E DOMÍNIO PÚBLICO
O direito autoral poderá ser concedido à pessoa natural ou à pessoa jurídica, conforme o caso.
Para a sua garantia, é fundamental que o autor seja identi�cado pelo “nome civil, completo ou abreviado até
por suas iniciais, de pseudônimo ou qualquer outro sinal convencional”, de acordo com o art. 12 da Lei nº
9.610 BRASIL, 1998, [s. p.]).
Nos termos da lei de direitos autorais, a proteção aos direitos intelectuais não dependerá de registro (artigo
18, Lei nº 9.610/1998), devendo, todavia, ser uma obra identi�cável com os dados de autoria (Art. 12 e 13, Lei
nº 9.610/1998).
Os direitos intelectuais devem ser considerados sob a ótica de direitos comerciais e sob a ótica de direitos
morais. Os direitos morais de propriedade intelectual são intransferíveis e irrenunciáveis, conforma consta
no art. 27 da referida lei.
Já os direitos comerciais podem ter duas classi�cações: direitos totais e direitos parciais. Pelos direitos totais
signi�ca o autor transfere integralmente a titularidade e os direitos de exploração comercial da obra. Já pelos
direitos parciais, o titular está transferindo apenas o direito de uso, podendo ser exclusivo ou não exclusivo.
No entanto, mesmo não sendo obrigatório para a comprovação da autoria, há pelo menos duas hipóteses em
que o registro deve ser observado. A primeira é em relação a efeitos para terceiros em caso de transações e
relações jurídicas com terceiros. A segunda hipótese de registro recomendado se dá na transferência de
tecnologia. Para a regular transação comercial (negócio jurídico), inclusive para efeitos �scais e tributários, é
recomendado que a obra esteja devidamente registrada.
Os direitos patrimoniais de uma obra literária terão proteção de 70 (setenta) anos a contar de 1º de janeiro do
ano subsequente ao óbito do autor, no caso de pessoa natural, e no caso de pessoa jurídica ou de pessoa
anônima, o prazo será contato a partir de 1º de janeiro do ano subsequente ao da divulgação.
Art. 7º São obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por
qualquer meio ou �xadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou
que se invente no futuro, tais como:
I - os textos de obras literárias, artísticas ou cientí�cas;
II - as conferências, alocuções, sermões e outras obras da mesma natureza;
III - as obras dramáticas e dramático-musicais;
IV - as obras coreográ�cas e pantomímicas, cuja execução cênica se �xe por escrito ou
por outra qualquer forma;
V - as composições musicais, tenham ou não letra;
VI - as obras audiovisuais, sonorizadas ou não, inclusive as cinematográ�cas;
VII - as obras fotográ�cas e as produzidas por qualquer processo análogo ao da
fotogra�a;
VIII - as obras de desenho, pintura, gravura, escultura, litogra�a e arte cinética;
IX - as ilustrações, cartas geográ�cas e outras obras da mesma natureza;
X - os projetos, esboços e obras plásticas concernentes à geogra�a, engenharia,
topogra�a, arquitetura, paisagismo, cenogra�a e ciência;
XI - as adaptações, traduções e outras transformações de obras originais,
apresentadas como criação intelectual nova;
XII - os programas de computador;
XIII - as coletâneas ou compilações, antologias, enciclopédias, dicionários, bases de
dados e outras obras, que, por sua seleção, organização ou disposição de seu
conteúdo, constituam uma criação intelectual. 
— (BRASIL, 1998, [s. p.])
A transferência dos direitos do autor poderá ser realizada por causa mortis e por sucessão, nas hipóteses e
forma legal, bem como por atos entre vivos por meio de negócios jurídicos contratuais. Se a transferência da
propriedade autoral for total (cessão de todos os direitos comerciais conforme visto), o contrato deverá ser
�rmado por escrito, obrigatoriamente. Presume-se, nesta hipótese, que a cessão total é realizada de forma
onerosa.
Para a violação dos direitos de autor, quem praticar a infração estará sujeito a sanções civis e penais. As
sanções civis vão desde a busca e apreensão de exemplares e condenações de até três mil vezes o valor da
obra que foi comercializada irregularmente, segundo artigo 103 da Lei nº 9.610/1998.
Além da pena civil, há uma sanção penal na seguinte forma nos termos do Código Penal:
ERA DIGITAL: RESPONSABILIDADE CIVIL PELA VIOLAÇÃO DE DIREITOS
AUTORAIS NA INTERNET
Conforme visto nos dois primeiros blocos desta aula, a principal legislação no Brasil para a proteção do
direito autoral é a Lei nº 9.610/1998.
Em 1998 não havia o conceito de streaming, tampouco de plataformas lícitas para a divulgação de música,
�lmes, livros e outras mídias. Existiram algumas iniciativas de distribuição de músicas, livros e �lmes de
forma ilícita. Não trataremos delas.
No �m do século XX, a maioria das pessoas ainda achava que internet era algo para os jovens e/ou apenas
para brincadeiras.
Poucas pessoas tinham a capacidade de identi�car em um horizonte mais distante o grande potencial da
internet e como o mundo seria completamente revolucionado por esta tecnologia. Hoje em dia, no �nal do
primeiro quarto do século XXI, é absolutamente impensável realizar qualquer coisa sem internet.
No seriado da Net�ix Stranger Things – que se passa nos anos 1980 –, na temporada 4 um personagem
pergunta: “O que é internet? ”, e a resposta é: “Não é nada que você deva se preocupar agora, ela só irá mudar
o mundo como a gente conhece! ”
Art. 184. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos:
Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa.
§ 1º Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito de lucro direto
ou indireto, por qualquer meio ou processo, de obra intelectual, interpretação,
execução ou fonograma, sem autorização expressa do autor, do artista intérprete ou
executante, do produtor, conforme o caso, ou de quem os represente:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.
§ 2º Na mesma pena do § 1o incorre quem, com o intuito de lucro direto ou indireto,
distribui, vende, expõe à venda, aluga, introduz no País, adquire, oculta, tem em
depósito, original ou cópia de obra intelectual ou fonograma reproduzido com
violação do direito de autor, do direito de artista intérprete ou executante ou do
direito do produtor de fonograma, ou, ainda, aluga original ou cópia de obra
intelectual ou fonograma, sem a expressa autorização dos titulares dos direitos ou de
quem os represente.
§ 3º Se a violação consistir no oferecimento ao público, mediante cabo, �bra ótica,
satélite, ondas ou qualquer outro sistema que permita ao usuário realizar a seleção da
obra ou produção para recebê-la em um tempo e lugar previamente determinados
por quem formula a demanda, com intuito de lucro, direto ou indireto, sem
autorização expressa, conforme o caso, do autor, do artista intérprete ou executante,
do produtor de fonograma, ou de quem os represente:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.
§ 4º O disposto nos §§ 1o, 2o e 3o não se aplica quando se tratar de exceção ou
limitação ao direito de autor ou os que lhe são conexos, em conformidade com o
previsto na Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, nem a cópia de obra intelectual
ou fonograma, em um só exemplar, para uso privado do copista,sem intuito de lucro
direto ou indireto.
— (CÓDIGO PENAL, Decreto-Lei nº 2.848 de 7 de dezembro de 1940, art. 184)
Realmente, tal como todas as áreas do direito, dos negócios e da vida em sociedade, o direito autoral sofreu
um grande impacto com a internet.
Monitorar a reprodução ilícita de livros e textos era razoavelmente simples no século XX. Bastava �scalizar
�sicamente as empresas de reprogra�a, usualmente conhecidas como copiadoras. Sabidamente os principais
polos de copiadoras �cavam próximos de faculdades, escolas e centros de ensino.
Hoje, as cópias ilícitas por meio de fotogra�as e/ou PDFs circulam diretamente pela internet. Estão
disponibilizadas em drives e com localização no exterior em múltiplas plataformas. É correto a�rmar que o
combate às cópias ilícitas se tornou uma tarefa complexa.
A �scalização da violação dos direitos autorais é um desa�o muito grande. No entanto, o rápido avanço
tecnológico tem permitido que os grandes provedores de internet façam essa �scalização por centrais de
combate à pirataria com técnicos especializados, além do uso de inteligência arti�cial. Da mesma forma que a
tecnologia é um desa�o, também proporciona a solução.
No entanto, um desa�o maior se dá com o uso de plataformas descentralizadas como a blockchain, além do
uso de tecnologias como NFTs (já analisadas em aulas passadas), e ainda com a criação de obras por meio da
inteligência arti�cial.
Entendemos que as tecnologias de blockchain e NFTs mais ajudam na proteção de direitos autorais do que
atrapalham. Como vimos nos dois primeiros blocos, a proteção da propriedade intelectual independe de
registro. No entanto, deve ser comprovada a autoria e a anterioridade. Tanto a tecnologia da blockchain e
outras tecnologias distribuídas, como a tecnologia NFTs, tem justamente este objetivo: criar registros
imutáveis e certi�cados. Portanto, a proteção autoral só tem a ganhar com a sua aplicação.
Por sim, a inteligência arti�cial é um verdadeiro desa�o. Em alguns casos reais, a questão é entender a quem
pertence o direito autoral.
• Ao software? Pouco provável, já que não é uma pessoa, ainda não detém capacidade, legitimidade nem
reconhecimento de direito de personalidade.
• Ao desenvolver o software? Bem provável, já que foi ele o responsável pela criação dos algoritmos e códigos
de programação.
• Ao proprietário do hardware e do software (quando estivermos falando de robôs)? Também é bem provável,
pelos mesmos motivos. 
VÍDEO RESUMO
Caro estudante, nesta aula você compreenderá mais o sistema de proteção da propriedade autoral, o que é
passível de proteção autoral e o que não é.
Também veri�caremos as hipóteses em que a proteção autoral dependerá de registro, e a consequência da
violação da propriedade autoral, seja sob enfoque civil ou penal.
Para efeitos �scais e tributários, bem como para os efeitos de transferência da propriedade, a existência de
registro também trará consequências.
Finalmente, veremos os desa�os ao direito cibernético quanto ao tema da propriedade autoral.
Vamos lá?
 Saiba mais
Embora as normas que tratam da violação de propriedade intelectual datem do início da internet em
escala comercial no Brasil, você teve a oportunidade de veri�car que nosso sistema legal atende à
maioria das situações de violação de tais direitos, alterando-se apenas o ambiente, para o cibernético.
Nesse sentido, para �xar o aprendizado e aprofundar seus conhecimentos, recomendamos a leitura do
artigo “Violações dos sinais e obras na internet”, de autoria de Paulo Brancher, publicado na Revista de
Direito Bancário e do Mercado de Capitais (v. 65, p. 31-34, jul.-set. 2014, DTR\2014\15163) que disponível
na base eletrônica da Revista dos Tribunais Online.
No artigo, o professor Paulo Brancher enfrenta as principais circunstâncias de violação aos direitos
autorais na internet e a sua respectiva proteção legal.
Indicamos o vídeo “Inteligência Arti�cial no Museu”. A aplicação da inteligência arti�cial na Pinacoteca
do Estado de São Paulo/SP cria uma experiência única na visitação de um museu.
Porém, a mesma tecnologia é capaz de coletar as informações que tratam dos seus artistas, das obras e
das técnicas aplicadas e criar uma obra nova por meio do cruzamento das informações.
https://www.youtube.com/watch?v=WIvMS5IH5RU
Neste caso, re�ita: a quem pertencerá a obra criada pela inteligência arti�cial? Como você criaria uma
legislação para tal iniciativa tecnológica?
INTRODUÇÃO
Caro estudante,
Nesta aula vamos estudar uma das áreas mais antigas do direito cibernético, que trata da proteção dos
direitos sobre os softwares (programas de computador). Como a proteção do desenvolvimento de hardwares
– que serão protegidos por patentes e invenções –, o software tem uma proteção de propriedade intelectual.
Originalmente, quando trabalhávamos com a temática do software, sua distribuição e comercialização era
realizada em conjunto com o hardware, daí a expressão “software embarcado”, uma vez que no início do
desenvolvimento dos computadores e da programação não havia meios de armazenar arquivos magnéticos,
pois esta não era uma necessidade da sociedade.
Com o desenvolvimento tecnológico foram criados meios de armazenamento dos arquivos magnéticos e
eletrônicos, permitindo a livre circulação e distribuição independente do hardware (computador).
Atualmente, a circulação e distribuição é predominantemente realizada por meio de download da internet
e/ou de acessos remotos a arquivos e softwares armazenados na nuvem (cloud), ou seja, em data centers
remotos e de acesso pela internet.
Vamos lá!
CONCEITOS INTRODUTÓRIOS SOBRE SOFTWARES E SUA TIPIFICAÇÃO.
LEGISLAÇÃO APLICÁVEL
Até o início da década de 1990 o Brasil seguia uma política de informática derivada da época em que o país
era muito fechado ao compartilhamento e/ou adoção de tecnologias vindas do exterior.
A partir da redemocratização e após a Constituição Federal de 1988, foram realizadas diversas iniciativas de
reabertura do país para o compartilhamento e/ou adoção de outras tecnologias. Entre estas medidas, em 1998
foram editadas na sequência a lei de proteção autoral (Lei nº 9.610/98), já analisada, e a Lei do Software (ou
programa de computador na expressão da lei), a Lei nº 9.609/98. Ambas as leis são de 19 de fevereiro de 1998.
A intenção de editar os temas de direitos autorais e proteção ao software em leis separadas, porém conexas e
complementares, foi justamente a sabedoria de que a lei do software poderia sofrer constantes atualizações.
O fato é que até outubro de 2022 a referida lei não sofreu qualquer alteração, com exceção da referência aos
artigos do Código de Processo Civil com a atualização ao novo CPC/2015.
Tal como as obras de propriedade autoral, o software igualmente não dependerá de registro para a
preservação e proteção da autoria e respectiva proteção legal.
O seu registro será obrigatório, nas situações que caracterizem a transferência de tecnologia, ou, ainda,
quando estivermos diante de um contrato de distribuição e representação de um software estrangeiro. Nesta
segunda hipótese, o registro é necessário para efeitos de remessa regular de capitais para outros países, além
dos respectivos efeitos �scais e tributários.
Algumas empresas, por cautela, optaram por registrar o software como meio de alcançar maior proteção
legal. Consideramos importante o registro do software em operações que envolvam o chamado M&A, ou seja,
operação de transformação societária por incorporação, fusão ou cisão. Nessas hipóteses haverá maior
segurança jurídica do negócio jurídico praticado.
Onde registrar um software?
Embora um software seja tratado como propriedade autoral, o seu registro será excepcionalmente realizado
no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), conforme prevê o Decreto nº 2.556/1998. As demais
obras autorais serão preferencialmente registradas na Biblioteca Nacional ou mesmo nos cartórios de
registro de títulos e documentos.
O objetivo de registrono INPI se deve ao fato de que a instituição já trata das hipóteses de transferência de
tecnologia, além possibilitar preservar a con�dencialidade e integridade do software.
Aula 4
A PROTEÇÃO DE SOFTWARES
Nesta aula vamos estudar uma das áreas mais antigas do direito cibernético, que trata da
proteção dos direitos sobre os softwares (programas de computador).
32 minutos
O que será levado a registro no INPI?
No INPI, o autor (pessoa natural ou jurídica) deverá registrar o código fonte (códigos de programação) do
software e demais desenhos e estruturas. Deve-se aplicar o disposto no parágrafo 1º do artigo 3º em conjunto
com o artigo 11 da Lei nº 9.609 (BRASIL, 1998, [s. p.]), cuja redação é a seguinte:
PROTEÇÃO EQUIPARADA A PROPRIEDADE AUTORAL E VIOLAÇÕES DE DIREITOS
AUTORAIS SOBRE O SOFTWARE
O Artigo 1º da Lei nº 9.609/1998 dispõe o que segue:
Obviamente a expressão “contida em suporte físico de qualquer natureza” se refere a um período em que a
internet ainda estava em estágio inicial no Brasil e o conceito de serviços em nuvem ou de drives em nuvem
(na internet) ainda não existia. O fato de não serem “contidos” em suporte físico não modi�ca a natureza do
software.
Essa de�nição apontada pela lei nos remete ao início dos primeiros computadores, que foram criados durante
a Segunda Guerra Mundial, inicialmente com objetivos bélicos-militares em busca de derrotar o movimento
nazista. Neste sentido é o que veri�camos muito bem retratado no �lme O Jogo da Imitação.
O software é equiparado à obra literária para todos os efeitos legais, e por este motivo devemos aplicar a Lei
de Propriedade Autoral (9.610/1998) em conjunto com a Lei do Software (9.609/1998).
Curiosamente a lei protege a propriedade autora de um software por 50 anos. Em 50 anos toda a tecnologia já
sofreu profundas alterações, assim entendemos que não haveria a necessidade de um prazo tão longo.
A regra geral é que a propriedade autoral do software pertencerá exclusivamente ao empregador, contratante
do serviço ou ao órgão público em que trabalhe o servidor público ou contrato para o desenvolvimento do
software (artigo 4º da Lei nº 9.609/1998). Presume-se que a remuneração mensal (salário) seja a retribuição
total pelo seu trabalho e forma de remunerar o trabalho autoral em desenvolvimento. Conforme autonomia
privada das partes, pode ser estabelecido em contrato escrito em que a propriedade autoral pertencerá ao
desenvolvedor, ou seja, ao contratado, ao empregado ou ao servidor público. Mas esta regra é a exceção.
O autor do software deterá os direitos de exploração comercial sobre o software, podendo licenciar seu uso,
distribuição e comercialização, bem como as situações de transferência de tecnologia, isto é, a cessão total dos
direitos sobre o software.
O contrato que licencia o software é um contrato típico e nomeado, devendo ser tratado como contrato de
licença.
As penalidades por infração a propriedade autoral do software estão previstas entre os artigos 12 a 14 da Lei
nº 9.609/1998, destacando-se:
• Detenção de seis meses a dois anos ou multa, na hipótese de violação de direitos autorais do software para
reprodução de uso pessoal (pessoa jurídica ou natural) sem expressa autorização.
• Reclusão de um a quatro anos e multa, na hipótese de violação de direitos autorais do software com objetivo
de comercialização para terceiros (pessoa jurídica ou natural) sem expressa autorização.
Art. 11. Nos casos de transferência de tecnologia de programa de computador, o
Instituto Nacional da Propriedade Industrial fará o registro dos respectivos contratos,
para que produzam efeitos em relação a terceiros. 
Parágrafo único. Para o registro de que trata este artigo, é obrigatória a entrega, por
parte do fornecedor ao receptor de tecnologia, da documentação completa, em
especial do código-fonte comentado, memorial descritivo, especi�cações funcionais
internas, diagramas, �uxogramas e outros dados técnicos necessários à absorção da
tecnologia.
Programa de computador é a expressão de um conjunto organizado de instruções em
linguagem natural ou codi�cada, contida em suporte físico de qualquer natureza, de
emprego necessário em máquinas automáticas de tratamento da informação,
dispositivos, instrumentos ou equipamentos periféricos, baseados em técnica digital
ou análoga, para fazê-los funcionar de modo e para �ns determinados. 
— (BRASIL, 1998, [s. p.])
Para a apuração de violação dos direitos autorais, o autor ou seu representante poderá valer-se de medidas
de proteção de tutela antecipada e medidas especiais como a vistoria. Estas hipóteses tramitam em segredo de
justiça.
Além das sanções penais, os autores do ilícito serão responsabilizados civilmente a pagar pelas cópias
irregulares e multa indenizatória. A multa indenizatória poderá chegar a três mil vezes o valor comercial do
software em caso de não se conhecer o exato número de cópias comercializadas ilicitamente. 
FORMAS DE CONTRATAÇÃO COMO SERVIÇO (SAAS, PAAS E IAAS)
Inicialmente os softwares eram comercializados em conjunto com o seu respectivo suporte físico, no caso, o
próprio computador, pois não havia meios de gravar magneticamente ou eletronicamente o código fonte em
outro suporte físico que não fosse o próprio computador.
O estágio seguinte foi a circulação do software por meio de cartões perfurados (cartões de papel),
posteriormente �tas magnéticas, disquetes e periféricos eletrônicos como pendrives, unidades SSD, �ta DAT
etc., muitos dos quais utilizados até hoje (2022).
Com o avanço da internet e dos serviços de servidores em nuvem (cloud), tornou-se possível pensar no
armazenamento de softwares em servidores remotos dispostos em outras localidades e acessíveis pela
internet. São os chamados cloud solutions (soluções em nuvem).
Como re�exo desta inovação tecnológica e de prática de negócios, as soluções vinculadas à tecnologia
passaram a ser oferecidas como serviços ou como assinaturas.
Assim surgiram as expressões SaaS, PaaS e IaaS.
• SaaS – Software as a Service – software como serviço.
• PaaS – Plataform as a Service – plataforma como serviço.
• IaaS – Infrastructure as a Service – infraestrutura como serviço.
Por meio destes avanços tecnológicos e da forma de comercialização, o software passou a ser distribuído
como um serviço. A empresa e/ou pessoa natural usuária não adquire um software, mas contrata uma série
de serviços que normalmente são compostos pelo software em si, serviços de manutenção e evolução
tecnológica do software e o próprio serviço de disponibilidade e armazenamento do software e da estrutura
de dados.
Esta forma de negociação é o que se veri�ca nas assinaturas de plataformas como Google, Microsoft, HP e
IBM.
Já a PaaS, diferentemente do SaaS, que disponibiliza um software e respectivos serviços agregados,
disponibiliza ao contratante uma plataforma completa de soluções de hardware, software e infraestrutura,
além dos serviços de manutenção, suporte e evolução tecnológica. O PaaS também pode envolver a
disponibilidade de uma plataforma na internet que serve de modelo padrão de uma plataforma de e-
commerce (comércio eletrônico), agregando o site, serviços, meios de pagamento e outras necessidades de
cada segmento de atuação.
Por �m, com a IaaS o contratante tem acesso a toda uma infraestrutura de tecnologia, ou seja, não compra
mais os computadores, servidores e demais hardwares, mas contrata um serviço completo de disponibilidade
de hardwares e de automação do processo de manutenção, evolução tecnológica e tudo o mais que seja
necessário. O serviço gerencia os softwares de uso corrente da empresa ou da pessoa, as aplicações e demais
ferramentas usualmente necessárias ao desenvolvimento de uma atividade empresarial.
VÍDEO RESUMO
Caro estudante, nesta aula você compreenderá os conceitos e a evolução do software e os motivos pelos quais
o software é equiparado a uma obra literária, ou seja, protegido pelo direito autoral, porém, com
especi�cidades apresentadaspela Lei nº 9.609/1998.
Analisaremos os critérios e requisitos para o registro do software no INPI, bem como as consequências penais
e civil por violação do direito autoral.
Por �m, veremos os atuais meios de comercialização de um software e respectivos serviços conexos. Tais
formas são conhecidas pelas siglas SaaS, PaaS e IaaS, as quais caracterizam software, plataforma e
infraestrutura como um serviço.
Aproveite!

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