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LEGISLAÇÃO E NORMAS COMPLEMENTARES À ERGONOMIA

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LEGISLAÇÃO E NORMAS COMPLEMENTARES À 
ERGONOMIA 
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NOSSA HISTÓRIA 
 
 
 
 A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, 
em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-
Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo 
serviços educacionais em nível superior. 
 A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação 
no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. 
Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que 
constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de 
publicação ou outras normas de comunicação. 
 A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma 
confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base 
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições 
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, 
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Sumário 
1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................... 3 
2. TIPOS DE ERGONOMIA ............................................................................................. 5 
2.1 Ergonomia Física ............................................................................................... 6 
2.2 Ergonomia Cognitiva ........................................................................................ 14 
2.3 Ergonomia Organizacional ............................................................................... 20 
3. A ERGONOMIA E A EDUCAÇÃO FÍSICA ................................................................ 25 
3.1 Importância da Ergonomia para a Educação Física ......................................... 26 
3.2 Benefícios de Aplicar a Ergonomia na Educação Física para o seu Aluno ...... 27 
3.3 Trabalhando a ergonomia em busca do aumento da produtividade ................ 28 
3.4 Tipos de ergonomia que podem ser trabalhados pelo educador físico ............ 28 
3.5 Campo de Atuação da Ergonomia ................................................................... 29 
3.6 Aspectos Biomecânicos e a Ergonomia ........................................................... 30 
3.7 Aspectos Fisiológicos e a Ergonomia .............................................................. 31 
3.8 Papel do Educador Físico no Aumento da Produtividade Diária do seu Aluno 32 
3.9 Educação Física e a Ergonomia para Atletas de Alto Rendimento .................. 33 
3.10 Como Alcançar mais Resultados com o seu Aluno Através da Ergonomia ... 33 
3.11 Lesões por Esforço Repetitivo: Como a Ergonomia pode Ajudar o seu Aluno
 ............................................................................................................................... 34 
3.12 Como Funciona a Norma Regulamentadora nº 17 Sobre a Ergonomia ......... 34 
4. MELHORA DO AMBIENTE DE TRABALHO COM A ERGONOMIA ......................... 36 
5. AÇÃO ERGONÔMICA ............................................................................................... 37 
6. REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 41 
 
 
 
 
3 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
A palavra "Ergonomia" vem de duas palavras Gregas: "ergon" que significa 
trabalho, e "nomos" que significa leis. Conhecida comumente como estudo científico 
da relação entre o homem e seus ambientes de trabalho, a ergonomia tem alguns 
objetivos básicos que são: possibilitar o conforto ao indivíduo e proporcionar a 
prevenção de acidentes e do aparecimento de patologias específicas para 
determinado tipo de trabalho. São constantes os estudos feitos a respeito da relação 
do homem com o ambiente de trabalho, o conforto ou mesmo horas de descanso. 
Ambos são de grande importância, mas, poucas pessoas prestam atenção nestes 
detalhes. A ergonomia vem justamente estudar estas medidas de conforto, a fim de 
produzir um melhor rendimento no trabalho, prevenir acidentes e proporcionar uma 
maior satisfação do trabalhador. 
A ergonomia é a ciência que estuda as adaptações do posto de trabalho em um 
contexto específico, para que os aspectos que dificultam o desenvolvimento do 
trabalho possam ser observados afim de buscar uma solução coerente para melhorar 
a qualidade de vida e da atividade laboral a ser desenvolvida pelo indivíduo. O 
principal foco da ergonomia é trazer, de maneira eficaz, técnicas adaptativas para 
facilitar as atividades diárias dos trabalhadores, trazendo maior qualidade de vida, 
buscando prevenir patologias que podem surgir por esforço repetitivo, melhorando o 
rendimento dos colaboradores junto às empresas, desenvolvendo ações que trarão 
benefícios para a empresa e seus colaboradores. 
A ergonomia deve ser aplicada nos postos de trabalho conforme a atividade 
desenvolvida, a partir de informações trazidas pelo colaborador, como por exemplo: 
tempo diário de atividade no posto de trabalho, altura, peso, posicionamento adotado 
para realização do trabalho e queixas relacionadas ao desconforto no posicionamento 
adotado. O profissional que analisará o posto de trabalho deverá se preocupar, além 
das informações já citadas, com informações como: dimensões do posto de trabalho, 
sugestão para a melhora do posto e na rotina dos colaboradores, além de trazer um 
embasamento cientifico para que a empresa compreenda os motivos para que as 
mudanças sejam realizadas. Dessa forma, as atividades serão realizadas com mais 
qualidade e consequentemente os benefícios serão favoráveis para ambas as partes, 
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trazendo mais saúde para os colaboradores, menor índice de faltas para a empresa, 
diminuição no risco de lesões, redução de acidentes de trabalho e maior 
aproveitamento para a empresa. 
A ergonomia é normatizada através das NR’s (normas regulamentadoras), onde 
o técnico em segurança do trabalho e o fisioterapeuta trabalham juntos, buscando 
informações que possam ser importantes para a melhora na saúde de funcionários 
nas mais diversas áreas. Para que essas normas sejam colocadas em prática, 
existem muitas avaliações que facilitam a identificação de irregularidades nos postos 
de trabalho, afim de complementar as informações anteriormente coletadas e 
estudadas. 
Apesar de se buscar muito pela realização de estudos sobre a ergonomia como 
ciência, necessita-se que as empresas entendam a importância da aplicação da 
mesma, para que assim ocorra a conscientização dos colaboradores para entender a 
importância de manter os cuidados em suas atividades diárias. Existem muitos 
exemplos de empresas em que seus colaboradores se queixam de dores e 
desconfortos que sentem diariamente devido à má postura; contudo, a maioria dessas 
empresas não se preocupam em questioná-los e realizar mudanças para que o posto 
de trabalho seja modificado afim de promover maior qualidade de execução do 
trabalho; sendo assim, o resultado é a diminuição na qualidade de produção, 
diminuição na frequência de trabalho dos colaboradores e, consequentemente, 
ambos saem perdendo. 
Por isso, é importante que as empresas se preocupem em demonstrar interesse 
na boa saúde de seus colaboradores, estimular a prática de atividades físicas, estudar 
possíveis modificações para melhorar as condições de trabalho, ofereça atendimento 
médico e fisioterapêutico de qualidade para os colaboradores, ofertar atividades 
como ginástica laboral e momentos de descontração e relaxamento no próprio 
ambiente de trabalho, estimular a utilização correta de EPI’s, assim como outras 
medidas que podem ser tomadas em prol do bem estar comum.a resposta não é simples nem imediata, requerendo de todos aos que 
se dediquem a respondê-la uma postura aberta e dinâmica. Por ora, assumiremos 
que a ação ergonômica é um processo ao mesmo tempo: 
• Construtivista - dando destaque às singularidades e demais características 
diferenciadoras de cada caso onde se busque conseguir realizar mudanças e 
transformações; 
• Participativo - no sentido possível da realidade de cada organização, de sua 
realidade social e de suas múltiplas microssociologias reais; 
• Consensual - onde as verdades se pautam por convergência de pontos de 
vista, buscando administrar o impacto das revelações possíveis e argumentar 
sobre as realidades e materialidades inequivocamente apresentáveis: 
A ação ergonômica não é uma venda de produtos, mas o atendimento à 
demanda do cliente de se dotar de tecnologia física ou gerencial para resolver seus 
problemas. Para realizar este trabalho de articulação dos talentos, competências e 
experiências existentes na organização com os saberes e práticas que aporta em sua 
consultoria, o consultor de ação ergonômica escuta a demanda gerencial, tal como 
ela é formulada pela organização: problemas geralmente complexos e num ambiente 
de relativa nebulosidade. São ofertas de encaminhamentos tanto da parte da 
organização - que tem sua cultura historicamente estabelecida e que deseja 
reformatá-la para estratégias já deliberadas - como também da consultoria - que traz 
outras experiências e benchmarkings inseridos numa metodologia que lhe é própria 
e que é ofertada à organização. 
Em suma, a ação ergonômica se caracteriza como uma consultoria dinâmica, 
que parte das definições inicialmente delineadas pela organização. Paulatinamente 
vai construindo um objeto preciso de intervenção, focos definidos de sua ação e 
modalidades ajustadas de atuação. Todo este funcionamento pode ser simbolizado 
por um itinerário que evita perigosos atalhos causadores de insucesso. Busca-se a 
instrução da demanda para permitir se trabalhar com problemas reais, efetivos e cujo 
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tratamento seja possível pela organização; isso feito, não se procura a passagem 
imediata a uma solução de algibeira, mas se deflagra todo um processo de análise e 
modelagem que permite à organização assenhorar-se do resultado, inclusive 
tomando parte ativa na especificação e implantação da mesma. O resultado é uma 
solução adaptada às necessidades das pessoas daquela organização. 
Como estamos podendo nos dar conta, o escopo da ergonomia é efetivamente 
amplo. Isto levou as pessoas que trabalham com ergonomia a desenvolver maneiras 
de dar conta dos problemas que lhes surgem em sua vida profissional. Estas 
maneiras se diferenciam quanto à forma de atacar os problemas, ou abordagem, 
quanto à forma de encaminhar soluções, ou perspectivas e quanto à forma de agir 
numa realidade efetiva, ou finalidade, propriamente dita. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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6. REFERÊNCIAS 
 
ABERGO, 2000 - A certificação do ergonomista brasileiro - Editorial do Boletim 
1/2000, Associação Brasileira de Ergonomia. 
BARNES, Ralph Mosser. Estudo de movimentos e de tempos: projeto e medida 
do trabalho. 6. ed. São Paulo: Edgar Blücher, 1977. 635 p. 
COUTO, Hudson de Araújo. Ergonomia aplicada ao trabalho. Belo Horizonte: Ergo, 
1995. 
COUTO, Hudson de Araújo. Ergonomia aplicada ao trabalho. O manual técnico da 
máquina humana. Belo horizonte: Ergo Editora, 1995. II v. 
CYBIS, W.A, BETIOL, A.H. & FAUST, R, Ergonomia e Usabilidade – 
Conhecimentos, Métodos e Aplicações . Novatec Editora. ISBN 978-85-7522- 138-9. 
DEJOURS, Cristophe. O fator humano. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 
1997. 
DUL, J., WEEDMEESTER, B. Ergonomia prática. São Paulo : Edgard Blücher, 1995. 
DUL, Jan & WEERDMEESTER, Bernard. Ergonomia prática. Tradução por Itiro Iida. 
São Paulo: Edgar Blücher, 2004. 137 p 
FALZON, Pierre. Ergonomia. 2. ed. São Paulo: Edgar Blücher, 2012. 
FEITOSA, Bruno da Costa; MOREIRA, Raimundo Everton de Aquino. Análise 
ergonômica do trabalho – Um estudo de caso em pequena empresa de perfumaria 
e cosméticos. [S.d.]. Artigo. 8 p. 
FRANCISCHINI, P. G. Estudos de tempos. In: CONTADOR, J. C. (Coord.). Gestão 
de operações: a engenharia de produção a serviço da modernização da empresa. 
São Paulo: Edgard Blücher, 2010. 
GRANDJEAN, Etienne, Manual de Ergonomia, Adaptando o trabalho ao homem, 
Editora Artes Médicas Sul Ltda, 1998. 
42 
 
 
GUIMARÃES, L.B.M, Postos de trabalho, Equipamentos e Ferramentas, Arranjo 
físico do postos, 3.1 - 8, Postura para manejo e controles, Ergonomia de Produtos 
Vol.2. Porto Alegre, UFRGS,2000. 
IIDA, Itiro. Ergonomia: projeto e produção. São Paulo : Edgard Blücher, 2005. 
MANUAL DA ERGONOMIA. Manual de aplicação da norma regulamentadora 
n°17. 2. ed. São Paulo: EDIPRO, 2012. 
MASCIA, F. L.; SZNELW AR, L. I. Ergonomia. In CONTADOR, J. C. (Org.). Gestão 
de operações: a engenharia de produção a serviço da modernização da empresa. 
São Paulo: Edgard Blücher, 1996. p. 165-76. 
MONTMOLLIN, Maurice de. A ergonomia. Lisboa : Piaget, 1990. 
OLIVER, Jean, MIDDLEDITH, Alison, Anatomia funcional da coluna vertebral. 
PINHEIRO, Ana Karla da Silva; FRANÇA, Maria Beatriz Araújo. Ergonomia aplicada 
à anatomia e à filosofia do trabalhador. Goiânia: AB, 2006. 
VIDAL M., Meirelles L.A., Masculo F., Comte F. (1976) - Introdução à Ergonomia. 
Apostila para curso de Graduação. PEP/COPPE.5 
 
 
2. TIPOS DE ERGONOMIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
A definição hoje internacionalmente chama a atenção para três aspectos: o tipo 
de conhecimento e suas inter-relações, o foco nas mudanças e os critérios da ação 
ergonômica. A consideração destes aspectos configura contemporaneamente a 
Ergonomia como uma disciplina de síntese entre vários aspectos do conhecimento 
sobre as pessoas, a tecnologia e a organização. Numa boa ergonomia a 
antropometria física (as dimensões estáticas e dinâmicas do corpo), a fisiologia do 
trabalho (o funcionamento de nossos sistemas fisiológicos em diversos regimes), a 
psicologia experimental (a percepção de sinais, a discriminação de indícios, a 
leiturabilidade de instrumentação) a higiene e a toxicologia (os riscos envolvidos nas 
atividades) contribuem com a adequação da tecnologia e da organização do trabalho 
aos trabalhadores reais. 
Para uma ordenação desse campo é empregado uma classificação destes 
conteúdos, sugerida pela International Ergonomics Association (IEA): ergonomia 
física, cognitiva e organizacional. Para simplificar essa divisão subdividiu a ergonomia 
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física em ergonomia do posto e ergonomia ambiental, formando assim uma divisão 
de conteúdos. Esta classificação tem apenas finalidades didáticas para compreensão 
de conceitos. Uma realidade de trabalho é um sistema complexo onde cada um dos 
aspectos intervêm a seu modo porém de forma interdependente ou sistêmica. 
 
Assim sendo, podemos formar uma base de conhecimento em ergonomia 
através dos constituintes físicos, cognitivos e organizacionais, mas sem esperar que 
cada um destes elementos influa de forma isolada e comportada na realidade 
complexa do trabalho. 
 
2.1 Ergonomia Física 
Por ergonomia física se entende o foco da ergonomia sobre os aspectos físicos 
de uma situação de trabalho. E eles são inegavelmente reais: trabalhar engaja o corpo 
do trabalhador exigindo-os de várias formas ao longo da jornada de trabalho. A 
ergonomia física busca adequar estas exigências aos limites e capacidades do corpo, 
através do projeto de interfaces adequadas para o relacionamento físico homem-
máquina: as interfaces de informação (displays) as interfaces de acionamentos 
(controles). Para tanto são necessários diversos conhecimentos sobre o corpo e o 
ambiente físico onde a atividade se desenvolve. 
 
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A ergonomia física é entendida como a relação entre as atividades 
desempenhadas pelos profissionais no ambiente de trabalho e as características 
anatômicas da pessoa: sua fisiologia, antropometria e biomecânica. Neste estudo, 
são realizadas avaliações antropométricas (que medem as medidas do corpo 
humano) com o objetivo de conhecer o biotipo dos colaboradores e, a partir disso, 
dimensionar os equipamentos, máquinas e ferramentas. São analisadas também uma 
série de questões para manter o melhor desempenho e saúde das pessoas na 
realização das suas tarefas diárias. Entre elas: a postura dos profissionais ao 
executarem as suas tarefas, a forma como os equipamentos são manuseados, se 
durante as atividades são feitos movimentos repetitivos, a fim de promover maior 
segurança no dia a dia do trabalhador. 
E é a partir disso que se torna possível escolher os melhores móveis e utensílios 
ergonômicos, que ajudam as empresas a manter a saúde e o bem-estar dos 
trabalhadores. A nossa dica é que você consulte a Norma Regulamentadora (NR-17) 
e confira quais são as exigências ergonômicas quando se vai compor o espaço físico 
de trabalho para, assim, proporcionar um máximo de conforto, segurança e 
desempenho eficiente. 
 
 
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Caracterização 
Numa primeira simplificação, considera-se que o corpo tem um sistema 
musculoesquelético movimentado por uma central energética. O sistema esquelético 
confere ao corpo suas dimensões antropométricas: estatura, comprimento dos 
membros, capacidades de movimentação limitadas, alcances mínimos e máximos. 
Por óbvio que possa parecer, um dos aspectos mais importantes da Ergonomia é que 
o posto de trabalho, seus utensílios e elementos estejam de acordo com as 
dimensões do ocupante do posto de trabalho. Desta forma, o capitulo da 
antropometria como disciplina é fundamental da ergonomia. 
A inadequação antropométrica produz o desequilíbrio postural estático, fator 
causal das LER/DORT, mas igualmente a de lombalgias, ciáticas e outros problemas 
fisiátricos. Para que o sistema esquelético se movimente e se mantenha em 
determinadas posições, a ele está acoplado o sistema muscular que pode ser 
primariamente assimilado a um conjunto de cabos extensores em oposição. O 
sistema muscular tem a propriedade de poder se contrair e inversamente se distender 
e essa propriedade requer consumo de energia, provida ao corpo pelo metabolismo, 
que é a maravilha da natureza que transforma alimento e ar em energia no interior do 
organismo. 
A atividade de trabalho deve estar adequada às possibilidades musculares e do 
metabolismo humano e nisto consiste o segundo capítulo da ergonomia física, a saber 
a fisiologia do trabalho. Retomando um exemplo já citado, o desconhecimento da 
fisiologia produziu problemas para os aviadores, mas o mesmo se deu com mineiros, 
empregados em linhas de montagem e mais recentemente no pessoal de escritório. 
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As inadequações fisiológicas agravam e ampliam os problemas de inadequação 
antropométrica já aludidos. Finalmente este organismo musculoesquelético e dotado 
de um sistema de transformação de energia, um metabolismo interage com o 
ambiente em que se encontra realizando uma homeostase, suando no caso de 
temperaturas elevadas, sentindo odores e sabores, sendo facilitado ou dificultado 
nessa integração ao locus da atividade pelas qualidades acústicas e lumínicas deste 
ambiente. Estabelece-se um domínio de conhecimentos de ergonomia ambiental, 
também podendo ser chamado de ecologia humana. Trata-se de um grande capítulo 
da ergonomia e que responde pela maior parte dos trabalhos e livros até hoje 
publicados. Exatamente por isso é uma tarefa quase impossível sintetizar este campo. 
Neste sentido a opção é de, neste momento, ilustrar o campo com o esquema global 
proposto por Grandjean (1977). 
 
O “ caldeirão” da fadiga de Grandjean 
Os temas mais frequentemente estudados pela ergonomia física têm sido: 
• Posturas desfavoráveis 
• Força excessiva demandada 
• Movimentos repetitivos 
• Transporte de cargas. 
 
Utilidade 
A utilidade da ergonomia física está na contribuição decisiva que fornece a 
muitos problemas verificados nos sistemas de trabalho. No campo dos postos de 
trabalho, problemas antropométricos e posturais efetivamente se verificam numa 
grande quantidade sejam eles industriais, agrícolas ou de serviços. Nos dois primeiros 
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a atividade é em geral agravada pelo fato das tarefas comportarem igualmente uma 
importante parcela de manuseio de materiais. 
As contribuições da ergonomia física, nesse aspecto, têm sido muito grande, 
tanto que o Governo dos EUA acaba de promulgar um vasto programa de ação 
ergonômica a nível governamental, com uma série de incentivos para as empresas 
que adotarem programas de ergonomia com uma forte conotação neste campo da 
ergonomia física. No campo ambiental, aqui significando o meio-ambiente de 
trabalho, a ergonomia tem igualmente grandes contribuições para o agenciamento 
adequado desses ambientes. A mais importante delas está em que ao se colocar as 
mudanças necessárias a partir de seu ponto de vista-se o da atividade - e com sua 
orientação tecnológica - adequação das interfaces, pode prevenir problemas 
decorrentes das mudanças apenas parciais e por isso mesmo seus efeitos se situam 
entre insuficientes e inócuos. 
É a relação entre as atividades desempenhadas e as características anatômicas 
do homem. Neste campo, os seguintes elementos são avaliados: 
• A postura durante otrabalho; 
• O manuseio dos materiais; 
• A presença de movimentos repetitivos; 
• Os possíveis distúrbios musculoesqueléticos que podem surgir com a atividade; 
• A projeção das estações de trabalho; 
• A segurança e saúde do funcionário ao desempenhar a função. 
Essa área da ergonomia tem o objetivo de analisar as medidas do corpo para, 
por fim, dimensionar os equipamentos, máquinas e ferramentas de trabalho de acordo 
com a anatomia humana. Assim, os equipamentos utilizados pelos trabalhadores são 
adequados às suas capacidades fisiológicas e psicológicas. 
Como exemplo, pode-se citar um móvel utilizado por centenas de milhares de 
trabalhadores ao redor do mundo: a cadeira de escritório. Para que o funcionário 
possa manter a postura adequada e evitar lesões ou problemas de saúde posteriores, 
é preciso que a cadeira seja adaptada para sua altura, peso, atividade desempenhada 
e outros fatores. Este é o papel da ergonomia física: avaliar e orientar corretamente 
à saúde do colaborador. 
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Praticidade 
 No campo dos postos de trabalho, as especificações da Ergonomia física se 
orientam para modificações do contexto físico do trabalho que evitem a produção de 
esforços excessivos ou inadequados como os movimentos repetitivos. Essas 
especificações colocam como exigência, em geral, reconfigurações do posto de 
trabalho que irão implicar em mudanças na tecnologia física que muitas vezes podem 
se tornar inviáveis do ponto de vista financeiro, como, por exemplo, elevar ou abaixar 
uma plataforma, ou ainda modificar toda uma instalação. Algumas vezes isso é feito 
pois a previsão positiva de resultados o permite. 
Em algumas fábricas da Renault Veículos o automóvel em linha de montagem 
é rebatido sobre o plano vertical de forma a facilitar o acesso do operário para tarefas 
na parte inferior do mesmo. Em outras situações até mesmo o tipo de fornecimento 
dos componentes técnicos pode vir a se tornar um entrave. Num estudo para reforma 
da cabine de uma ponte rolante (Bezerra e col., comunicação pessoal) chegaram a 
propor uma alternativa de desenho que satisfazia a uma série de requisitos 
ergonômicos. Isso envolveria o redesenho da console de comando, incluindo a 
reconcepção do cabeamento inserido dentro de uma carenagem semicilíndrica que 
se posicionava exatamente entre as pernas do operador. 
Mesmo o protótipo tendo sido aprovado com sucesso nos testes experimentais, 
o fabricante da console não aceitou as modificações propostas e o projeto teve de ser 
ajustado a esse tipo de contrante. No campo dos ambientes as especificações da 
ergonomia física desaguam em recomendações relativas à higiene - manter o 
ambiente em um estado que não agrida a integridade do organismo - mesmo do 
conforto ambiental, buscando as melhores condições possíveis para o desempenho 
da atividade. 
Em certos casos o aspecto de eficiência ambiental se torna crucial. 
Normativamente esse tema vem sendo tratado pelo estabelecimento de padrões 
ambientais que estabelecem níveis de ruído, temperatura, iluminamento, qualidade 
do ar e demais aspectos aparentemente de fácil normalização. No entanto é enorme 
a dificuldade de se trabalhar, sob o prisma da adequação com limites de tolerância a 
agentes agressores, já que entre as faixas de conforto e as faixas de tolerância de 
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um parâmetro ambiental se estabelece uma região de nebulosidade: os limites 
superiores de conforto jamais coincidem com os limites de tolerância. Tomemos o 
exemplo acústico: um limite de tolerância estabelecerá um patamar abaixo qual não 
existiriam danos à pessoa. 
Como sustentar que um local de trabalho com nível de ruído próximo a este 
limite permita o bom desempenho da atividade? Uma especificação adequada de 
ambientes físicos, naturalmente terá como balizamentos os padrões ambientais 
normalizados - que é para que servem as normas - mas procurará enriquecê-las com 
considerações ergonômicas relativas à atividade, como no exemplo já citado. Na 
prática a cooperação entre ergonomistas e higienistas industriais é de inegável 
interesse para ambas as partes, ganhando com isso tanto a empresa como seus 
empregados. Assim sendo a praticidade das especificações de Ergonomia Física, 
sempre necessária, nem sempre é trivial e automática, decorrente das constatações 
do diagnóstico ergonômico. Ela vai requerer uma boa combinação de criatividade, 
argumentação e pertinência da parte do ergonomista. Pertinência de tratar problemas 
existentes e inequívocos; argumentação para convencer, sensibilizar e demonstrar as 
vantagens da proposta; e criatividade para encontrar boas soluções, propostas que 
não resolvam um problema criando outros desconhecidos ou inesperados. 
Aplicações 
O campo da ergonomia física, do ponto de vista de sua aplicabilidade, vai se 
consubstanciar na realização de especificações relativas ao posto e ao método de 
trabalho, bem como sobre o ambiente. Essas aplicações se destinam primariamente 
ao projeto de novos postos de trabalho e especificações ambientais. Uma segunda 
ordem de aplicações tem se situado no campo normativo, com vários trabalhos de 
ergonomistas sendo incorporados pelos comitês e comissões de normalização. Numa 
terceira linha de aplicações, estudos e propostas de ergonomia têm sido mobilizados 
para sensibilização das esferas dirigentes, conscientização e envolvimento dos 
funcionários e mesmo orientações específicas sobre o agenciamento do posto pelos 
próprios operadores, tal como um operário mais qualificado regula seu equipamento 
e instrumentos de trabalho. Num último porém crescente campo de aplicações, 
análises ergonômicas têm subsidiado a elaboração de programas de atividades 
compensatórias como escalonamento de pausas para repouso, exercícios e 
alternâncias de várias ordens - lazer, yoga, etc. 
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Dentro desse estudo da ergonomia física, encontra-se 4 modalidades de 
intervenções aplicadas no ambiente de trabalho. Veja quais são elas a seguir. 
Ergonomia de correção 
Atua de maneira parcial e restrita, modificando pontualmente elementos como a 
iluminação, os ruídos, a temperatura, as dimensões e posicionamento do mobiliário 
etc. 
Ergonomia de concepção 
Essa intervenção é feita diretamente no projeto do ambiente, com o intuito de 
promover uma melhor organização do trabalho e dos sistemas de produção. Cuida 
ainda do uso correto dos equipamentos e da manutenção da postura correta pelos 
funcionários. 
Ergonomia de 
conscientização 
Trata da educação sobre 
ergonomia para o 
funcionário, por meio de 
palestras e treinamentos, 
com foco na correção de 
hábitos posturais ou do uso 
de equipamentos. 
 
Ergonomia participativa 
Tem como foco a criação de um Comitê Interno de Ergonomia (CIE), que 
trabalha para a conscientização e viabilização de projetos que sejam 
ergonomicamente corretos e que priorizem a saúde dos trabalhadores. 
 
 
 
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2.2 Ergonomia Cognitiva 
 
A cognição trata da ergonomia dos aspectos mentais da atividade de trabalho 
de pessoas e indivíduos, homens e mulheres. O olhar do ergonomista não se contenta 
em apontar características humanas pertinentes aos projetos de postos de trabalho 
ou de se limitar a entender a atividade humana nos processos de trabalho de uma 
ótica puramente física. Nesse movimento de ideias apreende-se - o que os filósofos 
gregos já discutiam - a importância dos atos de pensamento do trabalhador na 
consecução de suas tarefas. E com isso, se aprende que os trabalhadores não são 
apenas simples executantes, são capazes de detectar sinais e indícios importantes, 
são operadores competentes e são organizados entre si para trabalhar. E que, nesse 
contexto, podem até cometer erros. 
Caracterização Errar é humano! Mas...de quem é o erro? Que erro é esse? 
Como é que se produziu e como evitá-lo? São as questões para as quais a Ergonomia 
Contemporânea, particularmente a Ergonomia Cognitivatenta produzir para eles 
alguns elementos de respostas. Esses elementos de resposta projetual partem de 
três premissas básicas e sine qua non: 
(a) Como fundamento técnico a rejeição do absurdo que é projetar um sistema de 
produção a custos vultosos onde as decisões operacionais chaves estejam na 
dependência de operadores colocados diante de um quadro complexo, do qual não 
têm os elementos necessários e que se encontram num contexto de elevada 
solicitação e carga de trabalho. Tão mais complexo e perigoso seja o sistema, tanto 
mais os operadores devem estar aptos para tomar a boa decisão nos bons momentos. 
Esta aptidão deve estar nas pessoas (formação) nos sistemas (tecnologia) mas 
sobretudo nas interfaces entre uns e outros (ergonomia); 
(b) Como fundamento ético a premissa de que os trabalhadores num processo nem 
se caracterizem como insanos suicidas capazes de realizarem atos absurdos que lhes 
custe a própria integridade física, mental e espiritual e tampouco como sórdidos 
sabotadores dos engenhos físicos e sociais que constituem uma dada tecnologia de 
produção. Nesse sentido a ergonomia pode desapaixonar a questão do Erro humano 
contribuindo com elementos decisivos para uma perícia eficaz; 
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(c) Com fundamento moral, a crença de que as pessoas tentam cumprir seu contrato 
de trabalho nas situações de trabalho onde se encontram e, exatamente por isso, 
cabe aos projetistas assegurar uma situação de trabalho correta. A Ergonomia nesse 
sentido é indispensável para um bom projeto. 
Em termos cognitivos o ser humano transforma as informações de natureza 
física em informações de natureza simbólica e a partir desta em ações sobre as 
interfaces. Sua concepção é trazida pelo campo das ciências cognitivas, que visa ao 
estudo do conhecimento virtual, ou seja, foca o conjunto das condições estruturais e 
funcionais mínimas que permitem perceber, se representar, recuperar e usar a 
informação. (Tiberghien). 
A ergonomia cognitiva está ligada a todos os processos mentais usados pelas 
pessoas na realização das suas atividades e como eles afetam suas relações com 
outros elementos de um sistema. Sua função é verificar a carga mental exigida nos 
diferentes tipos e ambientes de trabalho. 
A ideia é conhecer os fatores que podem influenciar na saúde mental dos 
trabalhadores e fazer intervenções (se for preciso). E o objetivo é diminuir ou eliminar 
qualquer possibilidade de estresse e doenças como a depressão. Para isso, são 
avaliados os seguintes pontos: raciocínio, resposta motora, percepção e memória, 
relacionados aos processos de tomada de decisão, ao desempenho do profissional 
em determinada áreas e a forma como ocorre a interação entre o homem e as 
máquinas. 
A ergonomia tem uma interdisciplinaridade com as ciências cognitivas, mas não 
é a mesma coisa. As ciências cognitivas têm como foco e objetivo estudar a 
capacidade e os processos de formação e produção de conhecimento em sistemas 
em geral, sejam eles naturais ou artificiais (humanos, formigas…). Já a ergonomia se 
16 
 
 
alimenta de estudos de inteligência natural e busca trazê-los para a tecnologia de 
interfaces homem-máquina. 
Processo perceptivo, cognitivo e motor 
Os principais aspectos avaliados por esse tipo de ergonomia são: 
• O estudo da carga mental exigida pelo trabalho; 
• Os processos de tomada de decisão; 
• O desempenho especializado em determinadas áreas; 
• A forma como ocorre a interação entre homem e máquinas; 
• A confiabilidade humana; 
• O estresse de origem profissional; 
• A formação da concepção de pessoa-sistema; 
• O treinamento concernente aos projetos que envolvem seres humanos e 
sistemas. 
Pode-se dizer, de modo geral, que a ergonomia cognitiva se propõe a avaliar e 
intervir nas questões que podem influenciar no nível mental dos trabalhadores. 
Utilidade 
A ergonomia cognitiva tem como assunto a mobilização operatória das 
capacidades mentais do ser humano em situação de trabalho. Este campo da 
ergonomia tem como programa mínimo: 
• Inovações nos equipamentos, sobretudo que no que tange à usabilidade das 
interfaces entre o operador e os equipamentos; 
17 
 
 
• Confiabilidade humana na condução de processos, prevenindo as 
consequências dos erros humanos no controle de sistemas complexos e 
perigosos; 
• Otimização na operação de equipamentos informatizados e seus softwares, 
prevenindo seu funcionamento inadequado ou bloqueios; 
• A construção da formação de novos empregados na implantação de novas 
tecnologias e/ou novos sistemas organizacionais; 
• Estabelecimento e manutenção de sistemas seguros, confiáveis e eficientes 
de comunicação e de cooperação. 
A ergonomia cognitiva se subdivide em dois campos: a cognição individual e a 
cognição coletiva ou social. No campo da cognição individual se reúnem os vários 
estudos sobre o raciocínio e tomada de decisão que têm serventia na elaboração de 
procedimentos e normas operacionais. Muitos desses estudos se voltam para a 
formação profissional, sobretudo nos processos de qualificação e requalificação tão 
necessários num mundo em sobressalto pela constante introdução de novas 
tecnologias. No que tange as interfaces, a ergonomia cognitiva tem produzido 
resultados bastante convincentes na engenharia de softwares (amigabilidade) nas 
interfaces de instrumentação e controle (usabilidade). De forma mais ampla as 
modelagens cognitivas têm possibilitado a elaboração de sistemas de controle mais 
confiáveis. 
Um bom exemplo da usabilidade de softwares de extrema utilidade são os 
aplicativos JAVA que identificam os ícones das barras de ferramenta, nem sempre 
tão evidentes como gostariam que o fossem seus criadores. No entanto os avanços 
mais recentes têm sido registrados no âmbito da cognição coletiva, especialmente 
nos sistemas de interconecção de múltiplos agentes. Os sistemas de controle em rede 
que envolvem a intervenção simultânea de vários operadores comuns, por exemplo 
no controle de trafego aéreo, têm se disseminado em outras situações industriais e 
de serviços, numa tendência de integração que parece substituir a filosofia de 
centralização em voga há bem pouco tempo atrás. Esses dispositivos de cognição 
compartilhada e distribuída têm se revelado bastante mais eficazes para o tratamento 
de situações anormais e de emergência. 
18 
 
 
Um exemplo disso nos é dado por Pavard e col. (1998) que desenvolveu um 
sistema de escuta mútua e de bases informatizadas para a defesa civil o município 
de Essonne, na região metropolitana sul de Paris, França. Com este sistema os 
diferentes agentes - médicos, auxiliares e bombeiros - podem acompanhar chamadas 
recebidas por qualquer dos colegas e ir tratando coletivamente o problema: enquanto 
o médico aprofunda informações sobre o estado do acidentado, uma ambulância já é 
deslocada pelo bombeiro, conquanto o auxiliar providencia uma internação hospitalar 
adequada ao caso. 
Praticidade 
O grande perigo do campo cognitivo é seu aspecto fortemente abstrato, na 
medida que não vemos o pensamento em si, mas apenas indícios de sua existência 
nos atos das pessoas. E por essa mesma razão é um campo fértil para mistificações 
e deturpações, como um recente comercial onde uma empresa apresenta um 
computador que pensa, numa propaganda enganosa. Muitos cientistas e 
engenheiros buscaram o desenvolvimento de mecanismos e dispositivos lógicos 
capazes de reproduzir esta estrutura em sistemas mais ou menos complexos através 
de mecanismos de captação de sinais do ambiente (sensores) e dispositivos capazes 
de produzir as respostas adequadas. Os relativos insucessos dessa corrente 
chamada de Inteligência Artificial e alguns de seus espetaculares fracassos (explosão 
da Chalenger, queda do voo 402 da TAM, etc.) vêm criando uma alternativa que são 
o desenvolvimento de assistentes, onde os operadores têm a possibilidade de um 
sistema que os auxilienas tarefas cognitivas e com isso possam tomar as boas 
decisões nos momentos certos. 
Os assistentes mais frequentes têm sido os bancos de dados iterativos (data 
mining), como por exemplo os que auxiliam uma busca por palavra-chave, ou alguma 
outra variável de entrada. Na computação gráfica é cada vez mais frequente o 
desenvolvimento de programas de assistência à configuração de layouts gráficos. 
Poderíamos fazer uma longa lista, mas preferimos sublinhar o que esses programas 
têm tido de positivo no campo da Ergonomia cognitiva: eles aceitaram o fato de que 
as pessoas têm um pensamento, capacidade de raciocinar e tomar decisões, como 
por exemplo fazer uma escolha entre possibilidades que lhes são ofertadas. 
 
19 
 
 
Aplicação 
Um bom exemplo de aplicação da ergonomia cognitiva nos é dado pelo Prof. 
Maurice de Montmollin (1991). Imaginemos, por exemplo, um trabalhador diante de 
um terminal numa refinaria. Seu trabalho consiste em monitorar, através do sistema 
de instrumentação, o andamento do processo de refino e, se necessário, fazer as 
regulações necessárias, ou seja, acionar os dispositivos adequados, através do 
sistema de controle. Como uma refinaria não pode parar, ela funciona em turnos de 
trabalho e não esqueçamos, ali são processados materiais combustíveis de alto risco. 
O terminal em foco, permite monitorar pela tela de vídeo o processo e agir através de 
comandos do teclado do terminal. Este trabalhador não está sentado ali, sem fazer 
nada: ele exerce uma atividade. Ele percebe, identifica e interpreta as informações 
que aparecem no monitor e tenta resolver os problemas do processo que aparecem. 
Por vezes ele comete erros de julgamento, frequentemente se comunica com outros 
colegas da sala e de campo. 
O ergonomista pode aprender, através da análise de sua atividade, muitas 
coisas sobre os raciocínios empregados por este trabalhador. Ele pode, então, ajudar 
a melhor apresentar as informações no monitor, a melhor formular os problemas de 
diagnóstico e de regulação da planta, a conceber uma organização mais condizente 
com as necessidades de períodos calmos e períodos perturbados, a estruturar uma 
formação e um treinamento mais adequados, a estabelecer meios e métodos de 
comunicação entre os diversos operadores. Vamos agora supor um grupo de 
operadores numa central de atendimento de um cartão de crédito15. E o que 
dizermos da atividade de controladores de voo, de mergulhadores em manutenção 
subaquática, de pedreiros na construção civil. Enfim, sem alguma forma de raciocínio 
estas pessoas poderiam realizar suas tarefas? Me parece que não. E não poderíamos 
ajudá-las a raciocinarem em melhores condições? Eis o desafio da ergonomia 
cognitiva. 
 
20 
 
 
2.3 Ergonomia Organizacional 
 
 
 
 
 
 
 
O campo da ergonomia organizacional se constrói a partir de uma constatação 
óbvia, que toda a atividade de trabalho ocorre no âmbito de organizações. Esse 
campo que tem tido um formidável desenvolvimento é conhecido internacionalmente 
como ODAM (Organizational Design and Management), para alguns significando um 
sinônimo de macroergonomia. 
A ergonomia organizacional tem como missão promover alterações na estrutura 
organizacional de uma empresa. Estamos falando sobre a otimização dos aspectos 
sociotécnicos de uma organização – que incluem pessoas como partes inerentes do 
sistema -, incluindo também processos e políticas. 
A proposta é adaptar as condições da empresa para manter a boa saúde e o 
bem-estar do trabalhar. Para isso, é feita uma intervenção ergonômica na cultura e 
no clima organizacional por meio de intervenções nos processos de comunicação da 
companhia, nas atividades desempenhadas em grupo com o objetivo de orientar os 
profissionais e melhorar a qualidade da gestão. 
 
Caracterização 
Como já mencionado anteriormente (Vidal, 1997), ao se falar de trabalho e 
organização deve-se distinguir o plano da organização geral da organização do 
trabalho. A organização geral tem como bases teóricas a teoria das organizações e a 
logística, buscando especificar a organização produtiva tal como um organismo com 
vistas à sua atuação no contexto mais geral: social, econômico, geográfico, cultural. 
A organização do trabalho, se prosseguirmos na metáfora biológica, trata dos 
21 
 
 
aparelhos funcionais internos de uma organização produtiva e que lhe dão sentido 
motor. Em termos concretos o plano é o da troca de energia entre as pessoas da 
organização, repartidas entre as energias de execução e de controle, ou antes, de 
como estruturam-se os aparelhos para manusear tais energias 
A ideia motriz é a de compreender as formas como se dá a cada uma das 
unidades funcionais as disposições necessárias para a consecução das funções que 
lhes são imputadas pela organização geral e o conceito subsidiário é o 
estabelecimento de métodos de trabalho. Como conteúdo concreto a organização do 
trabalho envolve ao menos seis aspectos interdependentes, quais sejam: 
• A repartição de tarefas no tempo (estrutura temporal, horários, cadencias de 
produção) e no espaço (arranjo físico); 
• Os sistemas de comunicação, cooperação e interligação entre atividades, 
ações e operações; 
• As formas de estabelecimento de rotinas e procedimentos de produção; 
• A formulação e negociação de exigências e padrões de desempenho 
produtivo, aí incluídos os sistemas de supervisão e controle; 
• Os mecanismos de recrutamento e seleção de pessoas para o trabalho; 
• Os métodos de formação, capacitação e treinamento para o trabalho. 
Trata da otimização dos sistemas sociotécnicos – ou seja, que incluem pessoas como 
partes inerentes do sistema – e suas estruturas organizacionais, de processos e 
políticas. Os tópicos mais relevantes nesse tipo de ergonomia são: 
• As comunicações; 
• O trabalho realizado em grupo; 
• Os projetos participativos; 
• O trabalho cooperativo; 
• A organização em rede; 
• A cultura organizacional; 
• A organização temporal do trabalho; 
• A gestão da qualidade. 
22 
 
 
Essa área da ergonomia, então, se propõe a estudar e intervir na cultura e no 
clima organizacional. Seu objetivo é adaptar as condições da empresa para preservar 
a saúde e o bem-estar do trabalhador. 
Utilidade 
Simplificadamente, compreende-se uma organização compreendendo três 
níveis: operacional, tático e estratégico. De acordo com o fluxo de decisões e 
comunicações podemos distinguir dois tipos de decisórios: os de cima para baixo – 
top-down – e os de baixo para cima (bottom-up). Seja em processos top-down, seja 
em processos bottom-up, a utilidade da ergonomia é imensa. Ela vai permitir uma 
efetiva modelagem organizacional, sobretudo em processos chave da organização, 
onde a modelagem gerencial não seja suficiente para assegura o sucesso da 
empreitada de reestruturação. 
É o caso dos sistemas complexos, dos sistemas perigosos e dos sistemas de 
demanda flutuante. Vejamos alguns exemplos: Os bancos fazem previsões de qual a 
porcentagem do volume de depósitos estará disponível em sua rede para saques, as 
indústrias planejam quantas peças estarão disponíveis num dado momento para 
entrega ou estoque, os agricultores imaginam quantas caixas poderão estar prontas 
no final da semana e assim por diante. Essas estimativas são importantes para definir 
se haverá investimentos em automação bancária, em modernização da tecnologia 
industrial ou em mecanização agrícola. 
Este é o plano estratégico de um sistema de produção: decisões a médio e longo 
prazo são tomadas a partir da suposição de um funcionamento operacional 
satisfatório. A princípio, não parece haver conexão entre o nível operacional e o nível 
estratégico do que o fato de que o funcionamento (operacional) deva ser satisfatório 
(para o nível estratégico). Assim, em que consiste este aspecto de satisfação, quais 
os critérios a atender? 
Para assegurar o funcionamento satisfatórioem que se baseia toda a estratégia 
da organizaçã, está constitui um intermediário ou uma interface entre produção e 
estratégia que é o nível tático, estrutura que viabiliza a passagem das decisões top-
down, assim como as interações bottom-up. Assim banqueiros esperam que 
bancários descontem os cheques, industriais imaginam que os operários estarão 
23 
 
 
fabricando as peças, e fazendeiros que os lavradores estarão colhendo as frutas. E 
efetivamente é o que acontece, e isso dentro dos parâmetros previstos de qualidade 
de serviço, de conformação ou de produto com que cada um desses sistemas de 
produção funciona. 
Este esquema de organização é um tanto estático e supõe uma regulação 
simples: se algum imprevisto ocorre, bancários, operários e lavradores fazem os 
ajustes necessários, ora pedindo para um endosso de assinatura, ora realizando mais 
uma operação industrial de ajuste, como limar uma peça mecânica ou acrescentar 
um complemento de dose de reagente, ora optando por colher algumas frutas no dia 
seguinte e assim por diante. Assegurar que isto, acontecendo, implique em que o 
funcionamento continue satisfatório é o papel do nível operacional que contara para 
isso com uma quantidade definida de recursos e assumirá neste processo umas 
quantas responsabilidades. 
A maior parte dos sistemas de produção, a partir deste modelo deverá funcionar 
a contento. Então se alguém da organização fala em problemas para um consultor 
externo, e a nível gerencial, trata-se de algo que escapou deste sistema de regulação 
no down da organização, de algo que saiu do previsto. E sobretudo de algo que a 
organização julga não dispor de meios - métodos, conhecimentos, técnicas – ou 
recursos – tempo de resposta, pessoal capacitado, sistema de formação, etc. Ou seja, 
algo que sabe pouco o que seja, menos ainda como resolver e quase nada como 
encaminhar. E aí reside a utilidade da ergonomia no campo organizacional: através 
da modelagem do trabalho real poderá se estudar as cadeias de regulação informal, 
formalizando e até normatizando alguns desses procedimentos e sobretudo num 
esforço de codificar toda uma prática informal porém, na maioria das vezes, essencial 
para o bom andamento da produção. 
Praticidade 
O campo da organização de forma análoga ao campo da cognição tem o sério 
problema de tratar com entidades até certo ponto abstratas. Apesar de todo nosso 
enfoque se voltar para as materialidades da organização do trabalho, essa concretude 
nem sempre se fundamente numa objetividade plena, e a organização, mesmo para 
os altos dirigentes e boa parte dos gestores, é percebida e concebida no plano 
subjetivo. Nesta perspectiva (da subjetividade) a discussão acerca da praticidade 
24 
 
 
encontra muitas dificuldades, pois nada mais fácil do que desqualificar uma proposta 
ou alternativa com argumentos subjetivos. 
O maior problema da praticidade está exatamente no maior recurso de 
ergonomia organizacional que se dispõe que é o uso de benchmarkings, dado que 
esta técnica sempre poderá ser contestada pelo fato das organizações serem 
diferentes em algum aspecto. Nesse sentido não basta que os modelos descritivos e 
conceituais sejam bem estabelecidos do ponto de vista de método, também é preciso 
que eles sejam consensuados, aceitos e validados ao menos para uma fração 
estratégica e significativa na empresa. Essa constatação levou ergonomistas do 
campo da ODAM a uma saudável discussão sobre um subcapítulo da ergonomia 
organizacional que é a ergonomia participativa. Nessa acepção se busca agir sobre 
as representações mentais sobre o que acontece na empresa, buscando substituí-las 
por modelagens ergonômicas devidamente validadas ao longo do processo de ação 
ergonômica na empresa, como veremos mais adiante. 
Contudo o mais importante no que tange ao aspecto prático é o fato de que a 
ergonomia, pela natureza de seus métodos e pela estrutura de conhecimento que 
mobiliza, não busca a aplicação de soluções prontas nem preconiza orientações 
absolutas, mas sim o desenvolvimento participativo de encaminhamentos possíveis 
na situação a que é chamado a intervir. Ergonomia, em termos organizacionais 
significa fazer a coisa certa, desde o início e de forma tão duradoura quanto estável 
for a organização mais geral da empresa ou organismo. Não por acaso a ergonomia 
tem praticamente desde seus primórdios uma ampla e generalizada aceitação e 
resultados em meios militares, aeroespaciais e outras organizações deste tipo. 
Aplicação 
As aplicações que a ergonomia pode trazer para o plano organizacional se 
fundamentam na sabida determinação da tecnologia física sobre a organização do 
trabalho e as condições de trabalho, elementos que irão compor a equação dos 
resultados da empresa. As maiores aplicações da ergonomia no campo 
organizacional têm sido: 
• Modelagem de processos para a elaboração de cenários e roteiros para as 
mudanças organizacionais; 
25 
 
 
• Análise dos requisitos das novas propostas organizacionais em termos de 
capacidades, limitações e demais características, especificando necessidades 
de treinamento e de novas competências; 
• Construção de roteiros de implementação para evitar a descapitalização ou 
desaproveitamento do capital de competência (know-how) existente sobretudo 
no nível operacional; 
• Perícia e prevenção de acidentes. 
3. A ERGONOMIA E A EDUCAÇÃO FÍSICA 
A ergonomia pode ser definida como a área da ciência composta por um 
conjunto de disciplinas que estuda a organização no trabalho por meio da facilitação 
da interação entre o homem, objetos e máquinas. O termo origina-se de duas palavras 
gregas: “ergon” (trabalho) e “nomos” que significa leis ou normas. 
O objetivo da ergonomia é melhorar a qualidade do ambiente de trabalho e o 
bem-estar do trabalhador, melhorando assim a eficiência e produtividade. Essa 
melhora se dá através da elaboração e aplicação de técnicas de adaptação dos 
elementos do ambiente de trabalho. Dentre os diversos setores que a ergonomia pode 
ser aplicada, podemos ressaltar os setores: Industriais, hospitalares, sistemas 
informatizados, transportes e escolares. Além de ser aplicável em diversos setores, a 
ergonomia é tida como uma ciência multidisciplinar, englobando áreas de 
conhecimento como: anatomia, psicologia, biomecânica, antropometria, fisiologia e 
engenharia. Sendo assim, um tema complexo e que envolve diversas profissões. 
26 
 
 
Dois temas cruciais e muito discutidos na ergonomia são: a segurança do 
trabalho e prevenção dos acidentes laborais. Tendo então como proposta a criação 
de locais adequados para a realização das tarefas do trabalho prezando a segurança. 
Melhorando assim, a qualidade do ambiente e a saúde do trabalhador com a 
prevenção dos acidentes laborais. Neste guia definitivo de ergonomia para a 
educação física, você entenderá a ciência da ergonomia, sua importância, aplicação 
e a importância do profissional de educação física nessa ciência tão importante para 
a qualidade de vida do trabalhador. 
 
3.1 Importância da Ergonomia para a Educação Física 
Dentro do ambiente de trabalho, a ergonomia nas empresas pode ser aplicada 
através da adaptação do ambiente de trabalho de acordo com a função e carga 
horária dos funcionários, pausas regulares e rotatividade de tarefas e a ginástica 
laboral que deve ser aplicada por um profissional de educação física. 
Embora seja um ambiente completamente diferente daquele em que o 
profissional de educação física está habituado, é de suma importância que ele atue 
com essa intervenção física nas empresas. Os exercícios de ginástica laboral são 
exercícios compensatórios para os movimentos executados repetidamente pelos 
funcionários, que ajudarão na correção da postura, alívio de dores, tensões e 
desequilíbrios musculares que possam existir, uma vez que um dos maiores índices 
por afastamento do trabalho é por LER e dores musculares,principalmente na região 
lombar. Ambas ocasionadas por movimentos repetitivos por tempo prolongado e má 
postura. E ninguém melhor que o profissional de educação física para intervir com 
esses movimentos que influenciarão de modo direto a qualidade de vida dessas 
pessoas. 
Outro ponto importante é que atualmente, com a alta concorrência e demanda 
de trabalho, a maioria das pessoas é sedentária. Isso ocorre muitas vezes, por 
preguiça, por falta de tempo ou por não se sentirem motivadas a se exercitarem, com 
esse estímulo dentro do local de trabalho, o funcionário irá levar essa rotina para sua 
vida, sendo assim um incentivo para realizar regularmente exercício físico. Como 
qualquer planejamento de exercício físico visa a melhora da qualidade de vida e o 
27 
 
 
bem estar do aluno, o profissional de educação física tem a função não só de planejar, 
mas também de detectar problemas. Uma vez que a ginástica laboral trabalha com 
setores, o profissional deve saber da rotina daquelas pessoas, os movimentos que 
elas executam mais vezes, como é a disposição dos objetos e máquinas que elas 
utilizam e se estes se encontram adequados para a utilização sem danos ao 
funcionário. Assim, é possível planejar e com essas adaptações chegar ao objetivo 
da ginástica laboral tendo assim, uma contribuição positiva para a empresa. 
3.2 Benefícios de Aplicar a Ergonomia na Educação Física para o 
seu Aluno 
São diversos os benefícios que o investimento na ergonomia pode proporcionar, 
abaixo estão os principais benefícios que irão fazer muita diferença na vida do 
trabalhador e da empresa. 
 
Redução do número de afastamento e ausências – Como já citado neste guia 
existe um alto índice de afastamentos devido às lesões por esforço repetitivo e dores 
musculares, principalmente na região lombar. Com a prática regular da ginástica 
laboral, o funcionário além de mais motivado, irá sofrer adaptações físicas e 
fisiológicas que aliviarão os movimentos que ele executa durante sua rotina. 
Diminuindo assim, o número de faltas e afastamentos pela melhora da saúde e bem 
estar. 
 
Diminuição de desperdício – Através das técnicas ergonômicas há a diminuição do 
desperdício de matéria prima e demais materiais utilizados pela empresa. Ainda, um 
ambiente laboral saudável assegura trabalhadores motivados e atentos além de todo 
o material que estiver disponível ter função específica que ajudará o trabalhador, não 
sendo necessários gastos extras que resultariam em desperdício de matéria prima. 
Melhora na qualidade de vida – O investimento da ergonomia pela ginástica laboral 
aplicada por um profissional de educação física é investimento em saúde, bem estar 
e qualidade de vida das pessoas. Uma vez que através dos exercícios propostos há 
diminuição dos acidentes de trabalho, faltas e afastamentos, tendo como resultado 
final, funcionários saudáveis, dispostos, motivados e economia para empresa. 
28 
 
 
Valorização profissional – O sentimento de valorização acontece por parte dos 
colaboradores da empresa, pois quando as pessoas recebem suporte e orientações 
adequadas para exercerem suas funções, existe um sentimento de reconhecimento 
que influencia o nosso próximo tópico: a melhora na produtividade. 
3.3 Trabalhando a ergonomia em busca do aumento da 
produtividade 
A redução do número de ausências, ambiente favorável, saudável e seguro para 
o trabalhador aliado ao sentimento de valorização profissional, não só gera economia 
para a empresa, pela diminuição das ausências dos colaboradores, mas também gera 
funcionários mais eficazes, uma vez que os prazos são cumpridos com empenho e 
motivação. Com a melhora na produtividade, a empresa satisfaz seus clientes e estes 
aumentam a demanda de trabalho para a empresa. Ou seja, o investimento em uma 
estrutura ergonomia gera uma reação em cadeia onde todo mundo se beneficia em 
um ambiente com qualidade e harmonia. Preservando a imagem da empresa no 
mercado de trabalho e o crescimento constante da mesma, com colaboradores 
satisfeitos. 
3.4 Tipos de ergonomia que podem ser trabalhados pelo educador 
físico 
A ciência da ergonomia é dividida em três tipos: Ergonomia cognitiva, ergonomia 
organizacional e ergonomia física. Abaixo conceituaremos e explicaremos sua 
aplicação pelo profissional de educação física. 
Ergonomia Cognitiva 
Também conhecida engenharia psicológica, refere-se aos processos mentais, tais 
como percepção, atenção, cognição, controle motor e armazenamento e recuperação 
de memória, como eles afetam as interações entre seres humanos e outros elementos 
de um sistema. Dentre os temas abordados nessa divisão da ergonomia, se incluem: 
carga mental de trabalho, vigilância, tomada de decisão, desempenho de habilidades, 
erro humano, interação humano-computador e treinamento. 
29 
 
 
Ergonomia Organizacional 
Também chamada de macro ergonomia, está relacionada com a otimização dos 
sistemas sócio-técnicos, incluindo sua estrutura organizacional, políticas e processos. 
Dentre os temas abordados nessa divisão da ergonomia se incluem: trabalho em 
turnos, programação de trabalho, satisfação no trabalho, teoria motivacional, 
supervisão, trabalho em equipe, trabalho à distância e ética. Ou seja, basicamente 
como é a relação do indivíduo com seus chefes, colegas de trabalho e o impacto da 
organização da empresa com seus processos e políticas na motivação e rendimento 
do colaborador. 
Ergonomia Física 
A ergonomia física lida com as respostas do corpo humano à carga física e psicológica 
de trabalho. Dentre os temas mais abordados nessa divisão da ergonomia se incluem 
manipulação de materiais, arranjo físico de estações de trabalho, demandas do 
trabalho e fatores tais como repetição, vibração, força e postura estática, relacionada 
com lesões musculoesqueléticas. 
É nessa divisão propriamente dita que o profissional de educação aturará 100%. 
Pois o profissional irá proporcionar exercícios que irão amenizar a tensão e desordens 
musculoesqueléticas e também orientar os colaboradores formas de executar suas 
tarefas de modo com que não haja prejuízo à saúde física e mental do trabalhador. 
 
3.5 Campo de Atuação da Ergonomia 
Como citado no começo deste guia, a ergonomia é uma ciência multidisciplinar, 
ou seja, engloba diversas áreas de conhecimento, sendo necessário, o auxílio de 
profissionais de áreas distintas para que haja de fato um ambiente laboral 
ergonômico. Dentro da ergonomia cognitiva e da ergonomia organizacional podemos 
destacar principalmente a atuação de psiquiatras e psicólogos. Estes têm a habilidade 
de identificar o impacto da rotina e das cargas de trabalho no rendimento do 
colaborador, seu índice de motivação e relacionamento para com seus colegas e 
chefes. 
30 
 
 
Já na ergonomia física, podemos contar com a atuação principalmente dos 
profissionais de educação física, fisioterapeutas e engenheiros. Esses profissionais 
estão aptos para: Corrigir os maus hábitos posturais adquiridos durante a rotina de 
trabalho, excesso de peso carregado durante as tarefas diárias, correção de 
movimentos que possam gerar algum tipo de acidente e prevenção de lesão por 
esforço repetitivo; Na área da engenharia ressaltamos o desenvolvimento de objetos 
e maquinas em medidas que possam ser usados com conforto e sem sobrecarga pelo 
colaborador. 
 
3.6 Aspectos Biomecânicos e a Ergonomia 
Esse é um dos aspectos mais importantes dentro da ergonomia física. Está 
ligado ao movimento durante a carga de trabalho do indivíduo. Imagina abaixar e 
levantar algumas dezenas de vezes ao dia de modo incorreto, pegar caixas pesadas 
de modo inadequado, ficar horas sentado em postura indevida, não realizar pausas 
durante o turno. Agora multiplique essas dezenas de vezes por alguns anos. 
Certamente, se não resultar em uma lesão, certamente irá gerar algum desconforto 
por desordem neuromuscular. É nessa hora que o profissionalde educação física 
intervém corrigindo todos os aspectos biomecânicos incorretos, incorporando uma 
nova rotina de repertório motor para o colaborador e exercícios compensatórios, 
através da ginástica laboral que irá aliviar tensões, ajudando física e psicologicamente 
o trabalhador. Abaixo mostraremos dicas simples que fazem toda diferença na 
qualidade de vida do colaborador da empresa. 
A primeira dica para quem trabalha em empresas é sentar corretamente. É 
fundamental manter a coluna ereta, aliviando o peso na coluna lombar, olhar na 
posição anatômica a fim de evitar cervicalgia, descanso paro antebraço a fim de não 
sobrecarregar o punho, que em longo prazo é responsável por grande índice de 
lesões por esforço repetitivo e por fim, descanso para os pés, os pés devem manter-
se inclinados em uma angulação de em média 45 graus, facilitando assim o retorno 
venoso, diminuindo dores e inchaços nas pernas. 
Agachar e levantar nunca foram tarefas tão simples assim. Ao movimentar-se 
com a flexão de tronco, redirecionamos não só o peso do nosso corpo, mas como o 
31 
 
 
do objeto que estamos levantando, diretamente para a nossa coluna lombar. Gerando 
um estresse desnecessário nessa região, podendo futuramente levar desde 
desgastes a compressões discais. Independe se vai ou não pegar algum objeto, 
abaixe corretamente e preserve suas estruturas. Outra dica é: Não queria ser o 
superman. Se você precisa levantar ou descolar um objeto muito pesado, peça ajuda 
a um colega de trabalho. 
Outra dica: faça pausas! Se você trabalha por muitas horas sentado, por 
exemplo, faça intervalos regulares. Levante, vá até ao banheiro, de uma breve 
caminhada. Isso ajuda a redistribuir a carga corporal e manda um sinal de alerta para 
o corpo se manter ativo. Muito tempo em uma mesma posição seja ela em pé ou 
sentada, leva ao comodismo e a uma aquisição de padrões de movimentos que 
prejudicam sua saúde. É fundamental que a empresa possua um programa de 
ginástica laboral para todos os seus setores. Além de ser um momento de pausa e 
recreativo, onde o funcionário renova as energias e uma oportunidade de 
desestressar física e psicologicamente. Os exercícios mandam estímulos de 
fortalecimento e alongamento corporal, fundamentais para a prevenção do desgaste, 
lesões e compensações que podem resultar em futuros desvios posturais. 
 
3.7 Aspectos Fisiológicos e a Ergonomia 
Alterações físicas levam a alterações fisiológicas. Logo, se o colaborador está 
em um ambiente que ele não gosta, com dificuldade de acesso a seus acessórios, 
ambiente de pura cobrança e estresse. Além de compensações físicas, sua fisiologia 
sofrerá alterações. Desregulando as concentrações de cortisol (hormônio do stress), 
por exemplo. Alterações da frequência cardíaca e pressão arterial, se sempre 
colocado em situações de estresse, cobrança e onde a empresa não lhe estimula a 
ser produtivo de modo saudável. 
Isso gera dois problemas: O primeiro é que esse funcionário, sob essas 
condições, nunca irá render o que a empresa necessita que ele produza. O segundo, 
é que mais cedo ou mais tarde, essas péssimas condições de trabalho prejudicarão 
sua saúde de modo definitivo, podendo levar o colaborador à um quadro de 
hipertensão arterial, lesão por esforço repetitivo, desordens posturais ou 
neuromusculares como lombalgia, escoliose e hérnia de disco. Resultando em faltas 
32 
 
 
no trabalho ou em afastamento das atividades. Fato este que gera mais prejuízo para 
a empresa. 
 
3.8 Papel do Educador Físico no Aumento da Produtividade Diária 
do seu Aluno 
O papel do profissional de educação física, independente do ambiente que ele 
esteja ou do objetivo do seu aluno, é melhorar a qualidade de vida e proporcionar 
através de exercícios físicos a melhora da saúde e bem estar. Tendo em vista que o 
ambiente empresarial, independente do setor de trabalho, é cercado de cobranças, 
prazos e metas, o acúmulo de dias nessa rotina acaba afetando física e 
psicologicamente o colaborador, deixando o ambiente de trabalho estressante e 
desmotivador. 
Com as adaptações físicas e fisiológicas proporcionadas através da ginástica 
laboral, o trabalhador tem maior suporte para estar fisicamente bem durante sua 
rotina e a ludicidade aliado a esse momento de descontração proporcionado pela 
empresa, faz com que o trabalhador relaxe e desestresse. Ou seja, após a prática da 
ginástica laboral ele se sentira muito mais motivado e disposto para continuar seu 
trabalho, tornando-o então, mais produtivo. 
Com a ergonomia aplicada de fato na empresa, os funcionários já chegarão no 
local de trabalhos motivados, pois eles sabem que estão em um lugar que foi 
adaptado exclusivamente para que ele realize suas tarefas de modo com que ele não 
se machuque e consiga cumprir seus prazos do modo mais confortável possível. Além 
de que as intervenções físicas através da ginástica laboral passam a gerar uma 
expectativa nos funcionários, pois é um momento de descontração e uma forma de 
socialização também. 
Em resumo, o colaborador já sai de casa sabendo que está indo trabalhar em 
um ambiente onde ele não é só mais um e sim um membro fundamental na equipe. 
Deixando o ambiente de trabalho descontraído e produtivo ao mesmo tempo. 
 
33 
 
 
3.9 Educação Física e a Ergonomia para Atletas de Alto Rendimento 
A atividade desportiva também vem sendo estudada do ponto de vista 
ergonômico devido a crescente participação da população em atividades esportivas 
nos últimos anos. Assim, tornou-se necessária a análise dos efeitos do esporte e do 
estresse sobre o organismo humano, visando prevenir lesões decorrentes desta 
prática, além de contribuir para a melhora da performance. 
Tanto em atletas de alto rendimento como em praticantes de desporto, a 
ergonomia irá investigar tudo de errado que pode acontecer que prejudique o 
rendimento do atleta ou que possa ser um fator desencadeador de lesão, a fim de 
corrigir essas falhas para proporcionar ao atleta conforto e segurança durante seu 
treino. Na prática, podemos exemplificar um ambiente muito comum tanto para atletas 
profissionais e amadores: A sala de musculação. 
Por ser um espaço de uso comum, diversas pessoas fazem de uso dos 
aparelhos, logo todos devem ser versáteis e ajustáveis. Bancos reguladores, alturas 
diferentes para apoios de braços ou pernas, ou seja, os aparelhos devem se moldar 
a todos os tamanhos e pesos. Uma vez que um exercício executado em um aparelho 
inapropriado para o atleta, além de gerar desconforto e diminuição de rendimento, 
poderá levar a consequências mais graves como lesões de articulações, 
musculoesqueléticas ou nos tendões. 
Pode-se levar esse raciocínio para todas as modalidades, pensando sempre na 
necessidade do atleta, padrões biomecânicos de movimento e conforto para que o 
rendimento na sessão de treino seja fidedigno ao que o atleta pode realizar, sem se 
machucar na sessão ou futuramente. 
3.10 Como Alcançar mais Resultados com o seu Aluno Através da 
Ergonomia 
Através de um ambiente no qual o aluno consiga realizar suas tarefas diárias de 
trabalho de modo confortável, sem sobrecarregar suas estruturas, não haverá 
influência negativa no treino. Uma vez que há constante reclamações de alunos que 
trabalham muito tempo em pé, ou sentado, que não fazem pausas durante o turno e 
acabam por faltar nos treinos prejudicando a evolução dentro da prática esportiva. 
34 
 
 
Além de que essa população está muito mais suscetível a lesões. Aplicando a 
ergonomia dentro do ambiente esportivo, é fundamental que todos os aparelhos 
sejam ajustáveis ao seu aluno, evitando movimentos compensatórios que geram 
maior estresse físico e lesões no seu aluno. Em resumo, a ergonomia irá preservar a 
saúde do seu aluno e o treinamento, fará com a qualidade de vida e o objetivo 
particular do seu aluno seja alcançado com segurança. 
3.11 Lesões por Esforço Repetitivo:Como a Ergonomia pode Ajudar 
o seu Aluno 
A atenção a ergonomia é um dos principais fatores para o tratamento e 
prevenção da L.E.R. Sendo está lesão por esforço repetitivo, está intimamente 
associada com as atividades no trabalho, onde é comum o indivíduo executar por 
muito tempo a mesma tarefa, podendo solicitar além do normal o mesmo grupo 
articular, muscular ou ósseo. A LER pode ocorrer em diversas partes do corpo e ela 
possui diversos graus e sintomas. Ajustes ergonômicos físicos nos objetos e 
máquinas de trabalho associada a uma boa postura e pausas regulares durante o 
turno, para alongar-se como forma de compensação ao esforço que está sendo 
realizado, são estratégias eficientes para a prevenção e o tratamento das lesões por 
esforço repetitivo. 
3.12 Como Funciona a Norma Regulamentadora nº 17 Sobre a 
Ergonomia 
A norma regulamentadora nº 17 tem como objetivo estabelecer os parâmetros 
que permitam a adaptação das condições de trabalho às características 
psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, 
segurança e desempenho eficiente. De acordo, estabelece o subitem 17.1.2 da norma 
regulamentadora nº 17, para avaliar a adaptação das condições de trabalho às 
características psicofisiológicas dos trabalhadores, cabe ao empregador realizar a 
análise ergonômica do trabalho ou AET, devendo a mesma abordar, no mínimo, as 
condições de trabalho, conforme especifica a norma regulamentadora nº 17. A NR-
17 é de grande importância pois uma das maiores doenças de trabalho são 
desenvolvidas a partir da exposição ao risco ergonômico que muitos trabalhadores 
35 
 
 
passam, como por exemplo: Trabalhos realizados em pé durante toda a jornada; 
Esforços repetitivos (LER); Levantamentos de cargas; Monotonia. 
Além da saúde do trabalhador, o que se deve estar consciente é que o 
desconforto do trabalho pode gerar também baixa produtividade para as empresas, 
portanto, no final das contas, o não comprimento desta norma não é vantajoso em 
nenhuma circunstância. Estrutura da NR-17. A norma regulamentadora nº 17 
apresenta a seguinte estrutura: 
• Levantamento, transporte e descarga individual de materiais; 
• Mobiliário dos postos de trabalho; 
• Equipamentos dos postos de trabalho; 
• Condições ambientais de trabalho; 
• Organização do trabalho. 
Além disso, a norma regulamentadora nº 17 apresenta 2 (dois) anexos acerca 
das condições ergonômicas nas seguintes áreas de trabalho: 
• Anexo I – Trabalho dos Operadores de Check outs; 
• Anexo II – Trabalho em Teleatendimento/Telemarketing. 
A NR-17 também determina as condições do ambiente de trabalho no item 17.6, 
onde é estabelecido que a organização do trabalho deve ser adequada às 
características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser 
executado, assim como também para efeito desta NR, deve levar em consideração, 
no mínimo: as normas de produção, o modo operatório, a exigência de tempo, a 
determinação do conteúdo de tempo, o ritmo do trabalho e o conteúdo das tarefas. A 
aplicação da ergonomia no ambiente de trabalho pode ser estabelecida nas seguintes 
etapas: 
• Concepção do Programa de Ergonomia – Nesta fase baseia-se no 
levantamento dos riscos ergonômicos e na concepção do programa de 
ergonomia; 
36 
 
 
• Conscientização dos Funcionários – Nesta fase busca através de treinamentos 
e palestras a conscientização dos funcionários acerca dos riscos ergonômicos 
e sua prevenção; 
• Correção do Programa de Ergonomia – Nesta fase baseia-se na correção e no 
aperfeiçoamento do programa de ergonomia aplicado no ambiente de trabalho. 
4. MELHORA DO AMBIENTE DE TRABALHO COM A ERGONOMIA 
 
Trabalhando de forma prática, é interessante observar como melhorar o 
ambiente de trabalho mostrando a abordagem da ergonomia. 
 
Equipamentos certos – A utilização dos equipamentos adequados é a principal 
forma de melhorar as condições de trabalho e preservar o colaborador de doenças 
laborais. São equipamentos que adaptam as condições mecânicas, posturais e 
anatômicas à condição do trabalhador. Cadeiras adequadas, suportes, apoio para 
pulsos e pés, entre outros, preservam a saúde do colaborador e ajudam a prevenir 
uma série de problemas. 
Boa iluminação – A má iluminação é um poderoso inimigo da visão humana. 
Trabalhar nessas condições pode levar a danos progressivos aos olhos. Por isso, é 
preciso verificar as condições de luz natural e artificial no ambiente de trabalho e 
adequá-las ao esforço exigido pela atividade. 
37 
 
 
Incentivo a vida saudável – Pode parecer que esse tipo de estímulo não cabe à 
empresa, mas é bom pensar que grande parte do seu dia o trabalhador passa na 
empresa, que é onde faz as refeições e compromete a sua condição física ao se 
portar de modo sedentário. 
Ofereça pausas – As pausas são essenciais para recarregar as baterias e alongar o 
corpo, o que ajuda a evitar problemas físicos. 
Distribuição de responsabilidades – Além de distribuir as responsabilidades, é 
preciso ter clareza e fazer isso de uma forma justa, que não sobrecarregue ninguém. 
Planejamento e organização – É fundamental, porque planejamento e organização 
ajudam a economizar tempo e reduzem as situações de estresse. 
Canal de comunicação – Não conseguir falar com um superior num momento de 
dificuldade no trabalho ou quando se tem uma grande ideia, ou mesmo uma 
reclamação pode desestimular e desanimar o funcionário. A comunicação deve ser 
um canal de ida e volta. 
5. AÇÃO ERGONÔMICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
A ação ergonômica é um conjunto de princípios e conceitos eficazes para 
viabilizar as mudanças necessárias para a adequação do trabalho às características, 
habilidades e limitações dos agentes no processo de produção de bens e serviços. 
Nesse sentido, a ação ergonômica: 
• Parte dos fundamentos da ergonomia: ou seja, dos diversos conhecimentos 
sobre as características, habilidades e limitações da pessoa humana envolvida 
38 
 
 
num processo de produção – o que constitui o campo da ergonomia física, 
onde se estabelece uma visão do operador e de seu posto de trabalho como 
unidades elementares do sistema de trabalho; 
• Se alimenta da abordagem cognitiva do trabalho: ou seja das diversas 
modelagens sobre a natureza e o processo de tomada de decisão individual e 
coletiva que requer a execução das atividades de trabalho - o que constitui o 
campo da ergonomia cognitiva onde o trabalhador é concebido como um 
agente competente e organizado num sistema de produção 
• Se estabelece com foco na organização do trabalho: ou seja busca descrever 
as atividades de trabalho como uma resposta do operador às exigências da 
produção – o que constitui o campo da ergonomia situada, onde se modela a 
organização baseada na atividade e, mais ainda, qual o lugar da modelagem 
da atividade na concepção da organização. 
• Se conduz na perspectiva da avaliação custo-efetividade: ou seja, busca ao 
longo da ação avaliar o custo e o retorno propiciado pela Ergonomia para a 
organização - o que constitui o campo da macroergonomia. 
• Produz resultados a nível de negócios: ou seja, busca inserir as necessidades 
de mudanças estabelecidas nos campos clássicos, cognitivos e situados numa 
perspectiva maior da estratégia e da organização da empresa, suas 
contingências e de mudanças de cultura da organização – o que constitui o 
campo da antropotecnologia onde se constrói uma engenharia simultânea de 
produto, de processo e de gestão da produção centrada na atividade de 
trabalho. 
 
As diferentes e complementares ergonomias 
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Nos termos contemporâneos da ergonomia estaremos olhando para o operador 
– individualmente ou em coletivo – como uma pessoa que realiza sua atividade em 
situação de trabalho socialmente determinada. A pergunta chave da ação ergonômica 
é portanto: Como transformar as situações de trabalho em nossa sociedade? 
Naturalmente,

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