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Saúde da Criança 
e do Adolescente
2
3
Sumário
Indicadores de morbimortalidade nacionais em saúde da 
criança 
 O que são indicadores? 
 Principais indicadores em saúde 
 Indicadores de morbidade 
 Indicadores de mortalidade 
Determinantes de morbimortalidade infantil e juvenil 
 Taxa de mortalidade 
 Determinantes da redução da mortalidade 
 Políticas de redução da mortalidade infantil 
Programa de atenção à saúde da criança e do adolescente 
 Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança 
(PNAISC) 
 Princípios da PNAISC 
 Diretrizes da PNAISC 
 Eixos estratégicos da PNAISC 
Assistência à saúde da criança e do adolescente nas unidades de 
ESF 
 Assistência à saúde da criança 
 Competência da unidade de saúde 
 O papel da ESF nas ações de saúde da criança 
CLIQUE NO CAPÍTULO PARA SER REDIRECIONADO
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Sumário
 Planejamento de ações 
 Avaliação de risco 
 Ações de saúde para crianças 
 Grupos educativos 
 Palestras educativas na saúde da criança 
 Dinâmicas em grupo 
Referências 
CLIQUE NO CAPÍTULO PARA SER REDIRECIONADO
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5
Objetivos Definição
Explicando Melhor Você Sabia?
Acesse Resumindo
Nota Importante
Saiba Mais Reflita
Atividades Testando
Para o início do 
desenvolvimento de uma 
nova competência;
Se houver necessidade 
de se apresentar um novo 
conceito;
Algo precisa ser melhor 
explicado ou detalhado;
Curiosidades indagações 
lúdicas sobre o tema em 
estudo, se forma necessárias;
Se for preciso acessar um 
ou mais sites para fazer 
download, assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
Quando for preciso se fazer 
um resumo acumulativo 
das últimas abordagens;
Quando forem necessárias 
observações ou 
complementações para o 
seu conhecimento;
As observações escritas 
tiveram que ser priorizadas 
para você;
Textos, referências 
bibliográficas e links para 
aprofundamento do seu 
conhecimento;
Se houver a necessidade 
de chamar a atenção 
sobre algo a ser refletido ou 
discutido sobre;
Quando alguma atividade 
de autoaprendizagem for 
aplicada;
Quando o desenvolvimento de 
uma competência for concluído 
e questões forem explicadas. 
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@faculdadelibano_
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Indicadores de
morbimortalidade 
nacionais em 
saúde da criança
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Saúde da Criança e do Adolescente Capitulo 1
Indicadores de
morbimortalidade nacionais 
em saúde da criança
O que são indicadores?
Indicadores são as medidas que utilizamos tanto para descrever quanto para analisar 
uma situação existente, bem como avaliar se os objetivos e as metas estão sendo 
cumpridas ao longo do tempo, além de prever tendências futuras.
De acordo com os autores Medronho e Pereira (2005; 1995), os indicadores de saúde são 
definidos como frequências relativas compostas por um numerador e um denominador, 
que fornecerão informações importantes sobre alguns atributos e dimensões 
relacionados às condições de vida da população e ao desempenho do sistema de 
saúde.
Objetivos
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender quais são os 
indicadores de morbimortalidade nacionais em saúde da criança! Isso 
será fundamental para o exercício de sua profissão. E então? Motivado 
para desenvolver essa competência? Então vamos lá. Avante
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Saúde da Criança 
e do Adolescente
Indicadores de morbimortalidade 
nacionais em saúde da criança
Capitulo 1
A qualidade e eficiência dos indicadores dependerão da sua validade, ou seja, da sua 
capacidade de medir o que se pretende; além de outros fatores, como confiabilidade, 
mensurabilidade, relevância e custo-efetividade.
Os profissionais de saúde, a população e os gestores são as pessoas que definem 
os indicadores a serem utilizados a partir do planejamento voltado para o interesse 
específico da localidade. 
Para que sejam utilizados de maneira efetiva, os indicadores devem ser organizados, 
atualizados, disponibilizados e comparados com outros indicadores.
Principais indicadores em saúde
FIGURA 1
Infográfico sobre diferença 
entre indicador e índice
FONTE
Elaborado pela autora 
(2022)
Saiba Mais
Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos o acesso à seguinte 
fonte de consulta e aprofundamento: “índice de desenvolvimento 
humano”, acessível pelo aqui .
http://www.pnud.org.br/idh
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Saúde da Criança 
e do Adolescente
Indicadores de morbimortalidade 
nacionais em saúde da criança
Capitulo 1
Você sabe quais são os principais indicadores de saúde? Eles estão descritos na Figura 
2. Vamos analisar?
FIGURA 2
Principais indicadores 
em saúde
FONTE
Elaborado pela autora 
(2022).
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Saúde da Criança 
e do Adolescente
Indicadores de morbimortalidade 
nacionais em saúde da criança
Capitulo 1
Na Figura 2, podemos observar os mais diversos indicadores em saúde, cada um com 
sua especificidade: indicadores de morbidade, mortalidade, nutricionais, demográficos 
e socioeconômicos. Mas ainda há outros, como fatores ambientais e relacionados ao 
sistema de saúde.
• Indicadores nutricionais: para avaliarmos o estado nutricional, há diferentes medidas 
e indicadores de avaliação, como:
• Mortalidade infantil.
• Mortalidade de crianças de 1 a 4 anos.
• Mortalidade infantil tardia.
• Disponibilidade de alimentos.
• Renda per capita.
• Inquéritos dietéticos e cálculo de consumo de nutrientes.
• Avaliações laboratoriais.
• Antropometria: peso, comprimento/estatura, perímetro cefálico, pregas cutâneas, 
IMC.
• Indicadores sociodemográficos: para avaliarmos os indicadores sociodemográficos, 
as variáveis mais utilizadas são a esperança de vida ao nascer, natalidade, 
fecundidade, a estrutura etária e a distribuição por sexo da população.
Quando verificamos o avanço crescente da população idosa em relação à infantil, 
podemos estimar as demandas de pré-natal, de saúde materno-infantil, de saúde da 
criança, etc.
Na Tabela 1, podemos observar, de acordo com o Ministério da Saúde, os indicadores, 
qual o impacto esperado e como realizar o cálculo desses indicadores.
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Saúde da Criança 
e do Adolescente
Indicadores de morbimortalidade 
nacionais em saúde da criança
Capitulo 1
FIGURA 3
Indicadores de saúde na área materno-infantil.
FONTE
Brasil (1998).
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Saúde da Criança 
e do Adolescente
Indicadores de morbimortalidade 
nacionais em saúde da criança
Capitulo 1
Tanto as unidades de saúde quanto os seus profissionais não podem apenas esperar 
passivamente a demanda de pacientes em busca de assistência e atendimento.
É de extrema importância que toda equipe de saúde esteja capacitada e conheça o perfil 
epidemiológico da população ao seu redor. É fundamental saber de que os pacientes 
adoecem, quais as principais queixas que os levam às unidades de saúde.
É necessário saber de que aquela população morre, por quais motivos é internada e 
quais são os principais fatores determinantes das doenças na população, etc. Só assim 
poderemos desenvolver estratégias para o combate que sejam realmente eficazes.
 
Indicadores de morbidade
Os indicadores de morbidade são medidas utilizadas para descrever e verificar alguma 
situação existente. Esses indicadores avaliam o cumprimento dos objetivos, as metas e 
suas mudanças ao longo do tempo.
De acordo com a tabela abaixo, podemos observar as causas frequentes de morbidade 
infantil, as principais causas de internações hospitalares no Brasil de crianças de 0 a 4 
anos em diversas regiões do Brasil. Entre as causas mais frequentes, em primeiro lugar, 
encontramos as doenças respiratórias, seguidas pelas doenças infeciosas e parasitárias.
FIGURA 4
Vacinação infantil
FONTE
Freepik
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Saúde da Criança 
e do Adolescente
Indicadores de morbimortalidade 
nacionais em saúde da criança
Capitulo 1
FIGURA 5
Comparação da média de proporção de internações 
hospitalares (SUS) entre as regiões do Brasi
FONTE
Ministério da Saúde (2009).
FIGURA 6
 Doença respiratória
FONTE
Freepik
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Saúde da Criança 
e do Adolescente
Indicadores de morbimortalidade 
nacionaisem saúde da criança
Capitulo 1
De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), as doenças infectoparasitárias 
e causas externas apresentam correlação positiva com a pobreza. A correlação entre a 
proporção de pobres e doenças infectoparasitárias é positiva, ou seja, quanto maior o 
número médio de internações por essa causa, maior a proporção de pobres.
Indicadores de mortalidade
O indicador de mortalidade nos demonstra a intensidade de ocorrência dos óbitos por 
uma determinada doença numa certa população.
Temos diversos indicadores de mortalidade, como: mortalidade geral, mortalidade 
infantil, mortalidade materna e por doenças transmissíveis. São estes os mais utilizados 
para avaliar o nível de saúde de uma população.
Anualmente, centenas de crianças menores de 5 anos morrem devido a causas simples, 
que podiam ser evitáveis, como pneumonia, diarreia e malária. Em quase 50% dos casos, 
fatores como a falta de água, saneamento e higiene desempenham papel importante 
para desnutrição.
Coeficiente de mortalidade infantil
O coeficiente de mortalidade infantil avaliará o risco de morte para crianças menores 
de um ano de um dado local e período.
Esse risco pode ser medido precocemente ou tardiamente.
• Precoce: avalia o risco de morte em crianças menores de 28 dias.
• Tardia: avalia o risco de morte para crianças com idade entre 28 dias e 1 ano.
Mortalidade proporcional por causas
A mortalidade proporcional por causas é um indicador que apresenta os óbitos seja por 
região, por idade ou por sexo e o total de óbitos na fração que se deseja conhecer.
A mortalidade proporcional por causas pode ser definida como:
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Saúde da Criança 
e do Adolescente
Indicadores de morbimortalidade 
nacionais em saúde da criança
Capitulo 1
 
Número de óbitos por determinada causa no período 
x 100 
Total de óbitos no período (1) 
EXEMPLO
Suponhamos que, em 2015, no Brasil, morreram 1.568.346 pessoas. Desse total de óbitos, 
437.846 foram por doenças do aparelho circulatório. Aplicando a fórmula anterior, 
dividindo o número de óbitos por doenças do aparelho circulatório pelo total de óbitos 
no período e, em seguida, multiplicando o resultado por 100, chega-se a 27,91%. Portanto, 
de cada 100 mortes que ocorreram, 27,91 foram por doenças do aparelho circulatório.
 
437.846 
x 100 
1.568.346 (2) 
De acordo com o gráfico abaixo, podemos observar a evolução da mortalidade infantil 
no Brasil de 2002 a 2008. Com base nesses dados, podemos analisar que houve uma 
redução de 19,3 em 2002 para 15 óbitos em 2008 a cada mil nascidos vivos. É um progresso 
muito relevante, mas ainda temos muitas crianças indo a óbito por causas tratáveis, e 
isso deve ser evitado.
FIGURA 7
Mortalidade Infantil
FONTE
Ministério da Saúde (2009).
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Saúde da Criança 
e do Adolescente
Indicadores de morbimortalidade 
nacionais em saúde da criança
Capitulo 1
Tanto no Brasil quanto no mundo inteiro, podemos observar que houve inúmeros 
progressos essenciais na redução da mortalidade infantil nas últimas décadas.
Apesar dessa redução, a mortalidade infantil ainda continua sendo uma preocupação 
urgente.
No ano de 2016, cerca de 5,6 milhões de crianças vieram a óbito antes de completarem 
5 anos de vida. Não podemos nos acomodar com quase 15.000 crianças no mundo 
morrendo diariamente, principalmente por causas que podem ser evitadas e tratadas.
É fundamental que possamos erradicar as mortes de recém- nascidos e crianças por 
doenças infecciosas evitáveis. Apesar dos fortes avanços no combate às doenças 
infantis e doenças infecciosas, a pneumonia, a diarreia e a malária ainda são as principais 
causas de mortalidade entre crianças menores de 5 anos.
Resumindo
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? 
Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema 
de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve 
ter aprendido que há vários indicadores em saúde, como os indicadores 
de morbidade que indicam a incidência e prevalência de doenças, 
indicadores de mortalidade, indicadores relacionados à nutrição, 
indicadores demográficos e indicadores socioeconômicos. Vimos 
também que a mortalidade infantil é um fato extremamente importante, 
pois centenas de crianças menores de 5 anos estão morrendo por causas 
tratáveis, e é de extrema importância que os profissionais de saúde 
entendam seus pacientes, entendam de que aquela população está 
adoecendo e morrendo e quais são as ações a planejar. Interessante, 
não é? Vamos para o próximo capítulo!
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@faculdadelibano_
2
Determinantes de
morbimortalidade 
infantil e juvenil
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Saúde da Criança e do Adolescente Capitulo 2
Determinantes de
morbimortalidade infantil e 
juvenil
Taxa de mortalidade
A taxa de mortalidade infantil pode ser considerada como um dos mais eficazes 
indicadores tanto do estado de saúde infantil quanto do nível socioeconômico de uma 
população. Há uma relação em que quanto mais baixa é a taxa de mortalidade infantil, 
melhor será a condição social e econômica dessa população.
REVISANDO: A taxa de mortalidade infantil pode ser definida como: número de óbitos de 
menores de um ano de idade (por mil nascidos vivos) em determinada área geográfica 
e/ou período.
Quando uma determinada população/região apresenta elevadas taxas de mortalidade 
infantil, isso é refletido geralmente no desenvolvimento socioeconômico da região. As 
sociedades mais desenvolvidas apresentam baixas taxas de mortalidade infantil no 
geral.
Objetivos
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender quais são os 
indicadores de morbimortalidade infantil e juvenil! Isso será fundamental 
para o exercício de sua profissão. E então? Motivado para desenvolver 
essa competência? Então vamos lá. Avante!
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Saúde da Criança 
e do Adolescente
Determinantes de morbimortalidade 
infantil e juvenil
Capitulo 2
Nesse sentido, podemos afirmar que as taxas de mortalidade, principalmente da 
mortalidade infantil, estão diretamente ligadas com as condições de vida da população 
no geral, de forma que esse dado acaba indica a possibilidade de que um nascido vivo 
venha a falecer antes mesmo de completar seu primeiro ano de vida.
Assim, essedadoésuficienteparademonstraraprecariedade das condições de vida da 
população em um determinado local, de sua saúde, das taxas relativas à alimentação, 
nutrição, acesso a um saneamento básico adequado, assistência médica, entre tantos 
outros fatores fundamentais.
Dessa forma, o próprio Ministério da Saúde (BRASIL, 2015) afirma que quaisquer reduções 
nas taxas de mortalidade podem ser rapidamente compreendidas como a ocorrência 
de mudanças consideráveis em algum dos fatores já citados, indo desde melhorias nas 
formas de assistência básica e primária de saúde, acompanhamento médico, cobertura 
vacinal completa, serviços de pré-natal e acompanhamento pós-natal, incentivo ao 
aleitamento materno, entre tantos outros fatores.
FIGURA 8
Região de baixo desenvolvimento 
socioeconômico
FONTE
Freepik
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Saúde da Criança 
e do Adolescente
Determinantes de morbimortalidade 
infantil e juvenil
Capitulo 2
Da mesma maneira ocorre no resto do mundo. De acordo com a Organização das 
Nações Unidas, os países desenvolvidos economicamente e socialmente apresentam 
uma diminuição da mortalidade infantil por uma acentuada redução das causas 
associadas a fatores externos que podem ser facilmente prevenidos, tais como condições 
adequadas de nutrição, saneamento e assistência hospitalar.
De acordo com Ortiz (2002), na maior parte dos países desenvolvidos, as mortes infantis 
mais predominantes são aquelas que ocorrem durante os primeiros dias de vida da 
criança, provocadas, sobretudo, pela ineficiência da assistência ao pré- natal e por 
fatores relacionados às más condições do parto.
Você Sabia?
O Ministério da Saúde é o responsável pela publicação da Portaria nº 
72/2010, relativa à vigilância nacional sobre as taxas de morte infantil e 
também fetal. Dessa forma, torna-se obrigatórioque todos os serviços 
de saúde, tanto públicos como privados, notifiquem tais casos, de forma 
que, a partir desses números, possam ser subsidiados projetos e ações 
específicas voltadas para prevenir e reduzir as ocorrências desse tipo.
FIGURA 9
Exames pré-natais
FONTE
Freepik
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Saúde da Criança 
e do Adolescente
Determinantes de morbimortalidade 
infantil e juvenil
Capitulo 2
Determinantes da redução da mortalidade
Sousa e Maia (2004), em um dos seus trabalhos, apresentam dados em relação à 
evolução da mortalidade infantil e seus fatores determinantes no Nordeste brasileiro 
durante o período de 1990 a 2001.
Pôde-se observar que o acesso à água tratada tem efeitos positivos para redução da 
mortalidade infantil, e outros indicadores também foram considerados importantes, 
como a taxa de fecundidade, alfabetização, renda e gastos com saúde e saneamento.
Importante
A mortalidade infantil é o resultado de um conjunto extenso de fatores 
determinantes. Dessa forma, conhecermos os fatores associados 
aos óbitos é importante para que possamos planejar intervenções 
adequadas às necessidades do grupo específico.
Acesse
Para saber mais sobre a mortalidade infantil, seus fatores determinantes, 
causas e consequências, acesse este link e assista a um vídeo sobre o 
tema.
FIGURA 10
Unidade de tratamento de esgoto e saneamento básico
FONTE
Freepik
https://www.youtube.com/watch?v=B9EDpA5D2fA
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Saúde da Criança 
e do Adolescente
Determinantes de morbimortalidade 
infantil e juvenil
Capitulo 2
Em outro trabalho, avaliando os principais determinantes da mortalidade infantil no 
Nordeste brasileiro, Irffi et al. (2008) buscaram contribuir para a análise dos principais 
determinantes. Os autores identificaram que a redução da mortalidade infantil está 
relacionada à educação e, em seguida, ao nível de renda.
Noesquemada Tabela3, podemosobservarosdeterminantes sociais de saúde, 
relacionados à morbimortalidade de crianças e jovens e podemos notar também que 
os determinantes sociais de saúde, como as condições ambientais (água, esgoto, lixo), 
estão ligados diretamente à saúde infantil, que pode acarretar diversas doenças, como 
a diarreia, insuficiência respiratória aguda, desnutrição e baixo peso ao nascer.
Ao analisarmos as principais causas de mortalidade por 1.000 NV em menores de 5 anos 
no Brasil, entre os anos de 1990 e 2015, podemos observar que houve uma redução dos 
óbitos por doenças diarreicas, que passou da 2ª maior causa de mortalidade para a 7ª 
posição em 2015 (BRASIL, 2015).
FIGURA 12
Determinantes sociais de saúde
FONTE
Brasil (2019).
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Saúde da Criança 
e do Adolescente
Determinantes de morbimortalidade 
infantil e juvenil
Capitulo 2
Observamos também importante redução nos óbitos por infecções respiratórias e por 
desnutrição, que antes figuravam na 3ª e 7ª posições, e agora estão nas posições 5ª e 
9ª, respectivamente.
Em ambos os anos analisados, apesar da redução, podemos perceber que a 
prematuridade ainda é a principal causa de óbito.
A taxa de mortalidade entre crianças de 5 a 14 anos não é tão elevada quanto em 
crianças com idade inferior a 5 anos, porém cerca de 1 milhão de crianças com idade 
de 5 a 14 anos vieram a óbito no mundo em 2016. 
Desde 1990, houve uma redução de 50% da taxa de mortalidade entre crianças de 5 a 
14 anos (ONU, 2017).
FIGURA 13
 Bebê nascido prematuramente
FONTE
Freepik
Saiba Mais
Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos o acesso à seguinte 
fonte de consulta e aprofundamento: “United Nations Inter-agency Group 
for Child Mortality Estimation (UN IGME), Levels & Trends in Child Mortality: 
Report 2017”, acessível aqui .
https://www.unicef.org/reports/levels-and-trends-child-mortality-report-2017
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Saúde da Criança 
e do Adolescente
Determinantes de morbimortalidade 
infantil e juvenil
Capitulo 2
Entre as crianças de 5 a 9 anos e adolescentes com idade entre 10 e 14 anos, as doenças 
transmissíveis apresentam baixas taxas de mortalidade, em relação a crianças mais 
novas, enquanto outras causas se tornam importantes.
Alguns dados fornecidos pelo Ministério da Saúde (BRASIL, 2015) refletem a realidade 
nacional, regional e global entre crianças de 5 a 14 anos, de forma que podemos observar 
que, entre as variáveis analisadas (mortalidade por sexo, mortalidade por mil nascidos 
vivos, mortalidade neonatal e probabilidade de morrer na idade de 5 a 14 anos), houve 
uma redução significativa da mortalidade ao compararmos os anos de 1990 e 2016, mas 
ainda há muito a melhorar!
Políticas de redução da mortalidade infantil
O Ministério da Saúde passou a implementar projetos e programas que trabalhavam na 
busca da redução da mortalidade infantil, sendo um destes o Programa de Estratégia 
Saúde da Família, conhecido também pela sigla EFS e considerado como uma das 
ramificações do SUS, dedicado a atuar diretamente com a redução da mortalidade 
infantil.
Assim, destacamos também a atuação do Comitê Científico do Núcleo de Ciência 
pela Infância, ou NCPI, que é o responsável pela coleta de dados e pesquisas sobre 
a mortalidade infantil em municípios cadastrados e que servem como base para a 
implementação e criação de novos programas sociais e políticas públicas no assunto.
Dentro da plataforma de prestação de serviços da EFS (BRASIL, 2015). tem-se a atuação 
de equipes completas, formadas por médicos, enfermeiros e agentes comunitários de 
saúde e técnicos de enfermagem que atuam diretamente com a melhoria de saúde 
das famílias e da população no geral de forma gratuita.
Sendo assim, o programa funciona a partir do cadastro de municípios interessados, por 
meio do qual se montam equipes de atendimento, voltadas para o cuidado específico 
de 800 a 1.000 famílias, o que abarca em torno de 4.000 pessoas atendidas de forma 
constante em Unidades Básicas de Saúde (UBS), com a atuação de médicos, enfermeiros 
e técnicos de saúde.
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Saúde da Criança 
e do Adolescente
Determinantes de morbimortalidade 
infantil e juvenil
Capitulo 2
No caso dos agentes comunitários de saúde, estes atuam em campo, por meio de 
visitas residenciais, programas de propagação da saúde dentro de escolas e creches, 
ajudando as crianças a compreender e aprender sobre cuidados básicos de saúde e 
também sobre práticas saudáveis de higiene pessoal e bucal.
Sendo assim, com a implementação de tais programas e políticas públicas, o Ministério 
da Saúde (BRASIL, 2015) passou a observar uma redução nas taxas de mortalidade 
infantil em diversas localidades de baixa renda e que antes tinham baixa atenção do 
governo e dos programas de saúde.
Nesse sentido, além da implementação de programas de saúde mais bem estruturados 
e de assistência básica, percebeu- se também que outros entes começaram a tratar 
também dessas populações, de forma que se foram aperfeiçoando os sistemas de 
saneamento básico, fornecimento de água potável, qualidade das moradias, qualidade 
alimentar, com melhores escolas e maior qualidade na educação.
O controle médico e o acompanhamento das mães após o nascimento de seus filhos 
também são de extrema importância para assegurar que haja a redução da mortalidade 
em seu nível mais alto, que está localizada entre o momento do nascimento até o 
primeiro ano de vida.
FIGURA 14
Ensino de saúde bucal para crianças
FONTE
Freepik
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Saúde da Criança 
e do Adolescente
Determinantes de morbimortalidade 
infantil e juvenil
Capitulo 2
Nesse caso, são importantes o acompanhamento médico, fornecimento de vacinas 
e medicamentos adequados, além do apoio das mães com o aleitamento materno, 
atenção aos cuidados e exames pré-natais e neonatais, controle local de prevenção e 
contenção de doenças contagiosas, entre outros pontos que fortalecem a saúde infantil 
no primeiro ano de vida.
Assim, podemos concluir que a redução das taxas de mortalidade está diretamente ligada 
com as taxas de desenvolvimento social e maior qualidade de vida das populações, de 
forma que é necessário que as populações e os cidadão busquemcobrar dos políticos 
a implementação de reais políticas públicas e melhorias para as mais diversas áreas 
da sociedade
Resumindo
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? 
Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema 
de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter 
aprendido que há diversos determinantes de morbimortalidade infantil, 
que fatores como as condições ambientais, fatores demográficos e 
condições socioeconômicas interferem diretamente na saúde infantil, 
podendo levar a diarreia, insuficiência respiratória, desnutrição, baixo 
peso ao nascer e até mesmo levar a óbito! Você também deve ter 
aprendido que a taxa de mortalidade entre crianças de 5 a 14 anos não 
é tão elevada quanto em crianças com idade inferior a 5 anos, mas 
ainda houve 1 milhão de crianças com idade de 5 a 14 anos que vieram 
a óbito no mundo em 2016! Interessante, não é? Vamos para o próximo 
capítulo!!
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@faculdadelibano_
3
Programa de 
atenção à saúde 
da criança e do 
adolescente
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Saúde da Criança e do Adolescente Capitulo 3
Programa de atenção à 
saúde da criança e do 
adolescente
Ao iniciarmos este tema, que é tão importante, sobre a atenção à saúde da criança e do 
adolescente, devemos nos lembrar que a atenção à saúde da criança é uma das áreas 
prioritárias em relação aos cuidados à saúde das populações.
Vamos entender um pouco da história e da evolução da saúde e da criança no Brasil?
Há muitos anos a saúde da criança está na agenda política do Brasil. No ano de 1937, 
durante o Estado Novo, ocorreu o início dos programas na área infantil, com ações 
voltadas para a proteção da maternidade, da infância e da adolescência. Esse programa 
estava a cargo do Departamento Nacional de Saúde do Ministério da Educação e Saúde 
(MES).
Já em meados dos anos 1975, foi criado o Programa Nacional de Saúde Materno-Infantil, 
que tinha como objetivo a redução da morbidade e mortalidade materno-infantil 
(BRASIL, 2011).
Com a prioridade e com o objetivo de promover o bem-estar da criança por meio da 
promoção e da recuperação da saúde, o governo brasileiro busca sempre desenvolver 
Objetivos
Ao término deste capítulo, você será capaz de conhecer o programa de 
atenção à saúde da criança e do adolescente! Isso será fundamental 
para o exercício de sua profissão. E então? Motivado para desenvolver 
essa competência? Então vamos lá. Avante!
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Saúde da Criança 
e do Adolescente
Programa de atenção à saúde 
da criança e do adolescente
Capitulo 3
estratégias para defesa dos direitos infantis e maternos (combate à desnutrição e ao 
analfabetismo e erradicação de doenças).
No ano de 1983, o governo lançou o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher 
e da Criança (PAISMC), que tinha como objetivo o desenvolvimento de ações que visam 
melhorar as condições de saúde, a cobertura e a rede pública de serviços. No ano 
seguinte, em 1984, com o objetivo de separar as ações voltadas para a mulher e para 
as crianças e reduzir a morbimortalidade infantil e materna, o PAISMC foi dividido em 2 
programas:
1. Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM).
2. Programa de Assistência Integral à Saúde da Criança (PAISC).
Analisando a Figura 4, podemos observar as principais estratégias públicas voltadas à 
saúde da criança desenvolvidas a partir dos anos 2000 até hoje. Essas estratégias foram 
e são de extrema importância para que possamos reduzir as taxas de morbimortalidade 
infantil e materna no Brasil.
FIGURA 15
Estratégias públicas de atenção à saúde 
da criança nos anos 2000.
FONTE
UFPEL (2015).
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Saúde da Criança 
e do Adolescente
Programa de atenção à saúde 
da criança e do adolescente
Capitulo 3
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC)
O PNAISC é a política mais recente voltada para a saúde da criança, e seus principais 
eixos envolvem toda a cadeia de atenção à saúde, que, por seu turno, abrange desde 
a atenção humanizada perinatal e ao recém-nascido até a prevenção do óbito infantil.
Princípios da PNAISC
Com base no que vimos até o momento e de acordo com a Lei (BRASIL, 1988; 1990), 
podemos observar os princípios que regem e norteiam a atuação da Política Nacional 
de Atenção Integral à Saúde da Criança.
 
Saiba Mais
Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos o acesso à seguinte 
fonte de consulta e aprofundamento: “Atenção integral à saúde da 
criança: políticas e indicadores de saúde” (MACEDO, 2016), acessível aqui 
Definição
De acordo com as definições da PANAISC, compreende-se como 
“criança” qualquer pessoa que esteja na faixa etária entre 0 e 9 anos 
de idade, sendo considerada como “primeira infância” a fase da vida 
entre 0 e 5 anos. Já para o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), 
é considerada como “criança” a pessoa que tenha até 11 anos, de forma 
que “adolescente” é aquele que está entre os 12 e 18 anos. Por fim, temos 
a definição trazida pelo Ministério da Saúde, que considera “criança” a 
pessoa de 0 a 9 anos de idade (assim como a definição da PNAISC), 
enquanto o “adolescente” passa a ser a pessoa dentro da faixa etária 
de 10 a 19 anos de idade.
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_crianca_materiais_infomativos.pdf
31
Saúde da Criança 
e do Adolescente
Programa de atenção à saúde 
da criança e do adolescente
Capitulo 3
• Direito à vida e à saúde
O direito à vida e à saúde é um princípio fundamental garantido e de acordo com o 
qual todas as crianças deveriam ter acesso universal e igualitário a todas as ações de 
saúde, voltadas para a promoção, proteção integral e recuperação da saúde, por meio 
de políticas públicas eficazes que permitam que as crianças nasçam, cresçam e se 
desenvolvam sadiamente e em condições dignas (BRASIL, 1988; 1990).
• Prioridade absoluta da criança
É um princípio constitucional que diz que a criança deve ser a primeira a receber proteção 
e cuidado em quaisquer circunstâncias, ter preferência nas políticas sociais e em toda a 
rede de cuidado e de proteção social, bem como o privilégio na destinação de recursos 
em todas as políticas públicas (BRASIL, 1988; 1990).
• Acesso universal à saúde
Toda criança tem o direito de receber atenção e cuidado necessários, e é dever da 
política de saúde atender as demandas da comunidade, propiciando, dessa forma, o 
acolhimento, a escuta dos problemas e a avaliação, além de classificar as crianças de 
acordo com o risco de vulnerabilidades sociais, propondo o cuidado necessário (BRASIL, 
2005).
• Integralidade do cuidado
É um princípio do SUS que trata da atenção global da criança. Abrange as ações de 
promoção, prevenção, tratamento, reabilitação e de cuidado. 
Esse princípio compreende que as crianças devem ter a garantia de acesso a todos os 
níveis de atenção, que se dão por meio da integração dos serviços, da Rede de Atenção 
à Saúde, que acompanha a trajetória da criança em uma rede de cuidados e proteção 
social, por meio de estratégias envolvendo a família e as políticas sociais (BRASIL, 2005).
• Equidade em saúde
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Saúde da Criança 
e do Adolescente
Programa de atenção à saúde 
da criança e do adolescente
Capitulo 3
O princípio de equidade significa igualdade da atenção à saúde, sem privilégios ou 
preconceitos. As prioridades de ações são definidas de acordo com as demandas 
específicas de cada um (BRASIL, 2005; BRASIL, 2009).
• Ambiente facilitador à vida
Este princípio se refere à qualidade do vínculo entre a criança e sua mãe ou cuidadores, 
e também com os profissionais que atuam em diversos locais que a criança percorre 
(PENELLO, 2013). Esse ambiente se institui a partir do entendimento da relação entre 
indivíduo e sociedade, interagindo em busca de um desenvolvimento permeado pelo 
cuidado essencial, abrangendo toda a comunidade em que vive.
• Humanização da atenção
É um princípio que objetiva qualificar as práticas do cuidado por meio de soluções 
reais para os problemas vividos no processo de produção de saúde. Essas práticasdevem ocorrer de maneira criativa e inclusiva, com acolhimento, gestão participativa e 
cogestão, valorização do trabalhador, defesa dos direitos dos usuários, estabelecimento 
de vínculos solidários entre as pessoas e a valorização das diferentes pessoas envolvidas 
desde os anos iniciais da vida (BRASIL, 2006).
• Gestão participativa e controle social
É um princípio do SUS que objetiva fomentar a democracia representativa e criar as 
condições para o desenvolvimento da cidadania por meio de diálogo social, audiências 
públicas, conferências e os conselhos de saúde em todas as esferas de governo que 
compõem a gestão do SUS (BRASIL; MARTINS, 2010).
Saiba Mais
Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos o acesso ao artigo 
“AIDPI: Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância: curso de 
capacitação: identificar o tratamento: módulo 3”. O texto está disponível 
aqui .
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/aidpi_mod3.pdf
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Saúde da Criança 
e do Adolescente
Programa de atenção à saúde 
da criança e do adolescente
Capitulo 3
Diretrizes da PNAISC
As diretrizes da PNAISC devem ser observadas para elaboração de programas e projetos 
voltados para saúde da criança. Podemos observas as seguintes diretrizes:
• Gestão interfederativa das ações de saúde da criança
Essa diretriz diz respeito ao fomento à gestão para implementação da PNAISC, por meio 
da viabilização de parcerias e articulações necessárias para fortalecer a política com os 
planos de saúde e os planos específicos que dizem respeito à criança.
• Organização das ações e dos serviços em Redes de Atenção à Saúde
Diz respeito à organização das ações e serviços da Rede de Atenção à Saúde, bem como 
a articulação dos profissionais e serviços de saúde, por meio de estratégias que visam 
garantir o cuidado com a criança e a completa resolução dos problemas, contribuindo 
para a integralidade da atenção e a proteção da criança.
• Promoção da saúde
É um conjunto de estratégias para produção da saúde, na busca da equidade e da 
melhor qualidade de vida, com ações voltadas para o desenvolvimento humano, do 
ambiente e de hábitos de vida saudáveis, além do enfrentamento da morbimortalidade 
por doenças crônicas não transmissíveis (BRASIL, 2014).
• Fomento à autonomia e à corresponsabilidade da família
É um princípio previsto na constituição e que deve ser estimulado e apoiado pelo poder 
público. 
Envolve informações sobre os principais problemas de saúde, bem como orientações 
sobre a educação dos filhos e o estabelecimento de limites educacionais sem o uso de 
violência.
• Qualificação da força de trabalho
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Saúde da Criança 
e do Adolescente
Programa de atenção à saúde 
da criança e do adolescente
Capitulo 3
A qualificação da força de trabalho é essencial para a prática do cuidado, da participação 
do controle social e do trabalho em equipe e dos diversos saberes e intervenções dos 
profissionais.
• Planejamento no desenvolvimento de ações
Trata-se do aprimoramento das estratégias de planejamento para a execução das 
ações da PNAISC, decorrentes das evidências epidemiológicas, de indicadores e metas, 
com medidas eficazes de intervenção.
• Incentivo à pesquisa e à produção de conhecimento
É muito importante o incentivo à pesquisa e à produção de conhecimento. Dessa forma, 
a inovação e a tecnologia possibilitam a execução de medidas necessárias para a 
implementação da PNAISC, sempre respeitando a diversidade étnico-cultural.
• Monitoramento e avaliação
Tanto o fortalecimento do monitoramento e da avaliação das ações e das estratégias 
da PNAISC quanto o aperfeiçoamento dos sistemas de informação e instrumentos de 
gestão são eficazes para obtermos informações a respeito dos objetivos alcançados e 
sobre quais processos ou efeitos são indicados para mais efetividade.
• Intersetorialidade
As políticas sociais brasileiras são muito fragmentadas, e promover a intersetorialidade 
favorece a tomada de decisões que geram efeitos positivos na produção de saúde e de 
cidadania.
Eixos estratégicos da PNAISC
A PNAISC é estruturada em 7 (sete) eixos estratégicos, com o objetivo de superar os 
desafios, orientar e qualificar as ações e os serviços de saúde da criança brasileira, 
sempre levando em consideração os determinantes sociais (BRASIL, 2015).
35
Saúde da Criança 
e do Adolescente
Programa de atenção à saúde 
da criança e do adolescente
Capitulo 3
Eixo I – Atenção humanizada e qualificada à gestação, ao parto, ao nascimento e ao 
recém-nascido
Este eixo baseia-se na melhora tanto do acesso quanto da cobertura, na qualidade e 
na humanização da atenção obstétrica e neonatal, englobando as ações do pré-natal 
e da assistência à criança na atenção básica (BRASIL, 2015).
Para que possamos reduzir a mortalidade materna e infantil, é necessária a oferta de 
serviços de qualidade que garantam fácil acesso e cumpram os protocolos estabelecidos, 
além de proporcionar intervenções eficazes que garantam a saúde materna.
O pré-natal é uma proteção tanto para a mãe quanto para o filho, pois inclui 
procedimentos rotineiros preventivos, curativos e de promoção da saúde (LEAL et al., 
2015).
Eixo II – Aleitamento materno e alimentação complementar saudável
O eixo 2 está baseado na promoção, na proteção e no apoio ao aleitamento materno, já 
iniciando desde a gestação, levando em conta as vantagens da amamentação para a 
criança, bem como a importância de estabelecer hábitos alimentares saudáveis (BRASIL, 
2015).
O aleitamento materno traz inúmeros benefícios para o bebê e também para a mãe. 
Amamentar é uma estratégia eficaz para fortalecer o vínculo entre a mãe e o filho. Além 
de nutrir a criança, o leite materno o protege contra inúmeras doenças, além de ser uma 
estratégia barata e eficaz no combate da mortalidade infantil.
Tanto o Ministério da Saúde quanto a Organização Mundial da Saúde preconizam que 
a amamentação deve ser exclusiva até os seis meses de idade, além de leite materno 
até a idade de dois anos.
Eixo III – Promoção e acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento integral
A promoção e o acompanhamento do crescimento baseiam- se tanto na vigilância, 
quanto no estímulo para o crescimento e desenvolvimento infantil (BRASIL, 2015).
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Saúde da Criança 
e do Adolescente
Programa de atenção à saúde 
da criança e do adolescente
Capitulo 3
O acompanhamento do crescimento infantil é uma ação que visa à prevenção e é 
baseada em atividades pautadas na promoção do desenvolvimento e da percepção 
de problemas inerentes à atenção primária à saúde da criança.
Manuais técnicos foram divulgados ao longo dos anos, visando ao monitoramento 
do crescimento e do desenvolvimento infantil. Esses manuais são acompanhados de 
fichas, que são utilizadas como roteiro de observação e identificação de crianças com 
prováveis problemas de desenvolvimento (ZEPONNE; VOLPON; DEL CIAMPO, 2012).
Eixo IV – Atenção integral a crianças com agravos prevalentes na infância e com doenças 
crônicas
O eixo 4 consiste em estratégias para o diagnóstico precoce de doenças que são comuns 
na infância. Consiste também no planejamento de ações de prevenção de doenças e 
de tratamento dos casos diagnosticados (BRASIL, 2015).
Considerada um instrumento útil para a detecção precoce e tratamento de principais 
doenças, a Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI) é uma 
importante intervenção para melhorar as condições de saúde na infância nos países 
em desenvolvimento.
A utilização da AIDPI nos serviços de saúde pode ser muito importante para redução da 
mortalidade infantil (BRASIL, 2012).
Eixo V – Atenção integral à criança em situação de violências, prevenção de acidentes e 
promoção da cultura de paz
Este eixo baseia-se na articulação de um conjunto de ações e estratégias que objetivam 
a prevenção de violências, acidentes e promoção da cultura de paz. Consiste também 
na organização de metodologias de apoio aos serviços especializados de atenção 
à criança em situação de violência, seja denatureza sexual, física, psicológica, por 
negligência ou abandono (BRASIL, 2015).
A violência pode deixar sequelas tanto físicas quanto emocionais, além de interferir 
diretamente no desenvolvimento da criança.
 
37
Saúde da Criança 
e do Adolescente
Programa de atenção à saúde 
da criança e do adolescente
Capitulo 3
Eixo VI – Atenção à saúde de crianças com deficiência ou em situações específicas e de 
vulnerabilidade
Este eixo objetiva a junção de diversas estratégias para que ocorra o processo de inclusão 
das crianças em situação de deficiência ou de vulnerabilidade nas redes temáticas de 
atenção à saúde, reconhecendo as especificidades desse público para uma atenção 
resolutiva (BRASIL, 2015).
Eixo VII – Vigilância e prevenção do óbito infantil, fetal e materno
De extrema importância, este eixo consiste na contribuição para a vigilância e 
investigação da mortalidade infantil, fetal e materna, além de possibilitar a avaliação 
das medidas necessárias para a prevenção de óbitos evitáveis (BRASIL, 2015).
Resumindo
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? 
Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema 
de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter 
aprendido um pouco da história das ações e dos programas voltados 
à atenção e à saúde da criança, e que atualmente o programa que 
está em vigor é a Política Nacional de Atenção Integrada à Saúde. Nesse 
programa, encontramos diversos eixos e diretrizes voltados à assistência 
infantil. Entre os principais eixos estratégicos, está englobada a atenção 
humanizada desde a gestação até o nascimento, o aleitamento materno, 
a promoção e acompanhamento do crescimento infantil, a atenção 
integral a crianças com agravos e doenças crônicas, em situação de 
violência e vulnerabilidade, atenção a crianças com deficiência e a 
prevenção de óbitos tanto infantis quanto maternos e fetais. E, então? 
Gostou deste capítulo? Vamos para o próximo?
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@faculdadelibano_
4
Assistência à saúde 
da criança e do 
adolescente nas 
unidades de ESF
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Saúde da Criança e do Adolescente Capitulo 4
Assistência à saúde da 
criança e do adolescente 
nas unidades de ESF
Assistência à saúde da criança
O bem-estar da criança tem chamado atenção há alguns anos. Dessa forma, o Brasil 
busca desenvolver estratégias que objetivam a defesa dos direitos infantis e maternos, 
além de combater a desnutrição e o analfabetismo e promover a erradicação de 
doenças que causam a morte de milhões de crianças.
Para que as crianças cresçam saudáveis, é necessário que passem por cuidados básicos 
de promoção e recuperação da saúde. Esses cuidados são garantidos na atenção 
básica à saúde por meio de ações práticas, habilidades e conhecimentos, sendo a ESF 
um importante facilitador desse processo.
Como uma ferramenta estratégica, a Estratégia Saúde da Família (ESF), que promove 
a atenção básica, permite o acompanhamento de forma eficaz das crianças menores 
de cinco anos e busca desenvolver o vínculo com as famílias, além de desenvolver as 
ações específicas direcionadas aos principais problemas da população a partir do 
conhecimento de sua realidade.
Objetivos
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender a respeito da 
assistência à saúde da criança e do adolescente nas unidades de 
Estratégia Saúde da Família (ESF)! Isso será fundamental para o exercício 
de sua profissão. E então? Motivado para desenvolver essa competência? 
Então vamos lá. Avante!
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Saúde da Criança 
e do Adolescente
Assistência à saúde da criança e do 
adolescente nas unidades de ESF
Capitulo 4
A organização dos serviços em Redes de Atenção à Saúde tem o objetivo de oferecer o 
cuidado integral à saúde da criança, por meio das seguintes ações:
Competência da unidade de saúde
A unidade de saúde apresenta as seguintes competências:
• A Unidade de Saúde sempre deve ser a porta de entrada da criança para o sistema 
de saúde.
FIGURA 16
Ações da Rede de Atenção 
à Saúde
FONTE
Elaborado pela autora 
(2022).
FIGURA 17
Acompanhamento da saúde da criança
FONTE
Freepik
41
Saúde da Criança 
e do Adolescente
Assistência à saúde da criança e do 
adolescente nas unidades de ESF
Capitulo 4
• A unidade de saúde deve garantir a acessibilidade, responsabilizando-se pelos 
problemas de saúde das crianças do seu território e pelo monitoramento deles.
• Deve haver acompanhamento da criança em todos os ciclos da vida (recém-nascido, 
primeiro ano de vida, pré-escolar e escolar).
• A equipe de saúde tem responsabilidade integral sobre todas as crianças da sua 
área de abrangência.
• A equipe de saúde deve coordenar a rede de serviços necessários ao acompanhamento 
adequado da criança, identificando todos os serviços de que as crianças possam ter 
necessidade, fazendo um encaminhamento adequado e se comprometendo com 
um acompanhamento conjunto.
• Realizar ações junto à comunidade, com o propósito de mobilizá-la em prol da 
redução da mortalidade infantil e materna no seu território.
Saiba Mais
Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos o acesso à seguinte 
fonte de consulta e aprofundamento - Curso: “O papel da ESF nas ações 
de saúde da criança” (MESQUITA et al.), acessível aqui .
O papel da ESF nas ações de saúde da criança
A ESF tem extrema importância nas ações de saúde de crianças, promovendo a 
prevenção e recuperação da saúde, como veremos nos tópicos a seguir.
Vamos iniciar falando da caderneta de vacinação, que é o principal documento da 
criança. Ao chegar ao ESF, os profissionais devem verificar se as mães a receberam 
na maternidade, para que nela sejam feitas anotações dos marcos de crescimento e 
desenvolvimento em cada atendimento.
O registro, pelos profissionais de saúde, das informações sobre os diferentes aspectos da 
saúde da criança é fundamental para que a caderneta cumpra seu papel na vigilância 
e promoção da saúde.
https://ares.unasus.gov.br/acervo/handle/ARES/1295?show=full
42
Saúde da Criança 
e do Adolescente
Assistência à saúde da criança e do 
adolescente nas unidades de ESF
Capitulo 4
Planejamento de ações
A ESF é uma organização da atenção primária à saúde no Brasil, que tem como objetivo 
o cuidado integral de pessoas (BRASIL, 2012).
O processo de trabalho das equipes no ESF envolve o planejamento e a organização da 
agenda de trabalho de todos os profissionais para que seja viável (BRASIL, 2005).
O planejamento de ações e avaliação de riscos em saúde da criança deve ainda 
considerar as particularidades de cada faixa etária.
• Lactentes (menores de 2 anos de idade): estão sujeitos a riscos causados por outras 
pessoas, como: queimaduras, intoxicações, acidentes de automóvel e quedas.
• Pré-escolares (2 a 6 anos): sofrem mais atropelamentos, afogamentos, quedas de 
lugares altos, ferimentos, lacerações e queimaduras.
FIGURA 18
Processos e trabalhos das 
equipes de ESF
FONTE
Adaptado de Brasil (2005).
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Saúde da Criança 
e do Adolescente
Assistência à saúde da criança e do 
adolescente nas unidades de ESF
Capitulo 4
• Escolares (6 a 10 anos): podem ser vítimas de atropelamentos, quedas de bicicletas, 
quedas de lugares altos, traumatismos dentários.
• Adolescentes (maiores de 10 anos): é de se ressaltar a elevada vulnerabilidade desse 
grupo às causas externas, em proporções mais significativas que no restante da 
população, uma vez que essas causas ocupam o primeiro lugar na mortalidade 
juvenil. Ex.: agressões (homicídios), acidentes de transportes terrestres, suicídios etc.
Para um planejamento eficiente pela equipe da ESF, devem ser assegurados à criança, 
enquanto usuária da Atenção Básica e do SUS, os seguintes fundamentos e diretrizes.
FIGURA 19
Crianças em idade pré-escolar
FONTE
Freepik
FIGURA 20
Diretrizes e fundamentos 
da equipe de ESF
FONTE
Adaptado de Brasil (2005).
44
Saúde da Criança 
e do Adolescente
Assistência à saúde da criança e do 
adolescente nas unidades de ESF
Capitulo 4
São 5 etapas para um planejamento eficazde acordo com Vilasboas (2004). Em primeiro 
lugar, devemos analisar a situação de saúde; em segundo, definir os objetivos, as ações; 
analisar a viabilidade de execução; elaborar a programação operativa e, por fim, o 
acompanhamento da avaliação de programação.
Avaliação de risco
A avaliação da presença de situações de risco e vulnerabilidade deve estar presente na 
abordagem à saúde da criança desde a primeira consulta, observando aspectos como:
• Presença de problemas familiares.
• Falta de vacinação.
• Presença de problemas socioeconômicos.
• Suspeita de violência. 
Referência e contrarreferência
Ao organizarmos a assistência à saúde em linhas de cuidado, possibilita-se uma 
estratégia de desarticulação entre os diferentes níveis da saúde e garante-se, assim, a 
continuidade do cuidado integral, de maneira ágil e oportuna em cada nível de atenção, 
FIGURA 21
Planejamento e programação das ações 
de vigilância da saúde em nível do SUS
FONTE
Vilasboas (2004).
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Saúde da Criança 
e do Adolescente
Assistência à saúde da criança e do 
adolescente nas unidades de ESF
Capitulo 4
assim como referência e contrarreferência responsável. Espera-se que a assistência 
básica no ESF dê a oportunidade de:
• Consultas para crianças e mães.
• Vacinações.
• Estímulo a presença do pai.
• Teste do pezinho.
• Acompanhamento do crescimento da criança.
Ações de saúde para crianças
Grupos educativos
Os grupos educativos são eficientes, pois podemos aplicar ações voltadas para promoção 
e prevenção da saúde, possibilitando, dessa maneira, construir novas alternativas de 
desenvolver práticas em saúde
Palestras educativas na saúde da criança
FIGURA 22
Vacinação infantil
FONTE
Freepik
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Saúde da Criança 
e do Adolescente
Assistência à saúde da criança e do 
adolescente nas unidades de ESF
Capitulo 4
As palestras educativas na saúde da criança objetivam trazer informações, esclarecer 
e conscientizar as crianças e familiares acerca de medidas de promoção e prevenção 
de saúde.
 
Dinâmicas em grupo
As dinâmicas de grupo para crianças apresentam resultado muito positivo quando 
bem aplicadas, além de proporcionarem um momento de descontração nas rotinas de 
atendimento, desenvolvendo um forte vínculo com a equipe de Saúde da Família.
Resumindo
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? 
Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema 
de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter 
aprendido algumas das principais ações desenvolvidas pela ESF visando 
à atenção integral à criança. Abordamos a organização do serviço e da 
equipe de saúde, a referência e a contrarreferência e vimos também as 
etapas do planejamento local em saúde. Esperamos que você possa 
transpor o conteúdo abordado para o seu ambiente de trabalho e, em 
equipe, colocar em prática as ações de saúde na atenção à saúde da 
criança
47
Saúde da Criança e do Adolescente
Referências
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MACÊDO, V. C. Atenção integral à saúde da criança: políticas e indicadores de saúde. 
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realizado no Brasil. Rev. Paul. Pediatr., São Paulo, v. 30, n. 4, p. 594-599, 2012.
50
	Indicadores de
	morbimortalidade nacionais em saúde da criança
	O que são indicadores?
	Principais indicadores em saúde
	Indicadores de morbidade
	Indicadores de mortalidade
	Determinantes de
	morbimortalidade infantil e juvenil
	Taxa de mortalidade
	Determinantes da redução da mortalidade
	Políticas de redução da mortalidade infantil
	Programa de atenção à saúde da criança e do adolescente
	Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC)
	Princípios da PNAISC
	Diretrizes da PNAISC
	Eixos estratégicos da PNAISC
	Assistência à saúde da criança e do adolescente nas unidades de ESF
	Assistência à saúde da criança
	Competência da unidade de saúde
	O papel da ESF nas ações de saúde da criança
	Planejamento de ações
	Avaliação de risco
	Ações de saúde para crianças
	Grupos educativos
	Palestras educativas na saúde da criança
	Dinâmicas em grupo
	Referências

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