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ECONOMIA INTERNACIONAL E COMÉRCIO EXTERIOR ava1
DESENVOLVIMEN TO DA AVALIAÇÃO 
Tratando-se de dois processos contratantes em relação ao comércio internacional e à integração econômica entre os países, a globalização e as ações protecionistas são duas forças dissemelhantes que exercem relevantes e expressivas atribuições ao cenário internacional, uma vez que a evolução contínua do comércio e aproximação entre as nações é um fator decisivo no desenvolvimento econômico do mundo. No que se refere aos dois processos, a principal diferença entre globalização e ações protecionistas reside na metodologia aplicada em relação ao mercado. Comportando-se como duas forças antagônicas e contraditórias, que coordenam simultaneamente as relações comerciais ao redor do mundo, a primeira estimula o livre comércio e a segunda isola o merca do local. A interação entre essas forças é complexa, visto que cada uma delas tem seus prós e contras e representam diferentes perspectivas sobre como um país de ve interagir com o comércio internacional e suas consequências econômicas.
Em busca por novas rotas para o comércio, com expedições movidas pela procura de ouro, prata e especiarias, colonizadores europeus entraram em contato com povos de outros continentes, mantendo relações sociais, culturais e comerciais. As Grandes Navegações foram o pontapé inicial para o processo de globalização, quando a base da economia era o comércio. Esse período foi caracterizado pelo aumento do comércio em nível mundial, empreendido pelas grandes potências da época, que transportavam matérias-primas e produtos industrializados. Avanços tecnológicos e industriais desse período possibilitara m a integração mundial por meio da vanguarda e desenvolvimento de transportes terrestres e marítimos e a modernização das linhas de produção industriais, que possibilitaram justamente a ampliação das trocas comerciais em nível global. A partir da crítica e oposição ao sistema mercantilista, surge a Escola Fisiocrata, a primeira escola da economia científica. Em Versailles , e economista e médico da corte de Luís XV, François Quesnay, em seu livro “Tableau Economique”, 1758, para explicar os mecanismos de geração de riqueza e o funcionamento da economia da época, defende e considera que as riquezas de uma nação provêm da agricultura, sendo essa o verdadeiro e único modo de gerar riquezas, já que proporciona grandes lucros e exige poucos investimentos, contestação assim a importância dada ao comércio e ao acumulo de metais. Para Quesnay , o comércio foi classificado como uma classe estéril que não está na esfera da produção, mas n a circulação, ou seja, não produz, apenas remaneja recursos de u m lugar para outro alcançando lucro, logo afirma ser inútil intervir na ordem natural da sociedade por meio de leis e regula mentos governa mentais , confirmando assim, uma característica de sua teoria: o estado do laissez faire, ou seja, a não-intervenção do Estado no sistema econômico. Embora a teoria tenha uma série de limitações, foi de grande importância para a economia, servindo como ponto d e partida para a cri ação da teoria clássica.
As críticas apontadas pela Escola Fisiocrata promoveram a ruptura do mercantilismo e o início de um novo modelo econômico amparado na produtividade da terra: a Escola Clássica. É feita a publicação do livro “A Riqueza das Nações” de Adam Smith , e m 1776. Para ele, a riqueza de uma nação é a terra, mas para que a terra seja produtiva deve haver o trabalho humano , logo a sistematização profunda da ciência econômica coloca em destaque a importância do homem como agente transformador. Até esse momento, a ciência a inda estava em processo evolutivo, mas com os avanços da ciência, somados aos avanços tecnológicos, a ciência econômica passou a ter importância no processo evolutivo da humanidade. No ano de 1817, David Ricardo, em “Princípio s da Economia Política e de tributação ”, amplia a questão do trabalho, direcionando assim parte do seu estudo para discutir a teor ia do “valor-trabalho”. Nessa teoria da ciência econômica, o capital se torna o ingrediente necessário para a remuneração do fator trabalho, dando destaque a fatores de produção: terra, trabalho e capital como recursos produtivos e como diferencial na alocação eficiente desses recursos, logo a indústria se torna assim o motor da economia.
Partindo do pressuposto de que existe livre comércio entre as nações, ou seja, de que não há restrições às exportações e importações, o processo de globalização é impulsionado por comunicações rápidas, avanços tecnológicos e redução de barreiras comerciais e investimentos internacionais, logo envolve a troca de informações, ideias, bens, serviços, tecnologias e aspectos culturais entre diferentes partes do mundo. Mas na prática as relações entre as economias não são simples, considerando -se o grau de desenvolvimento e a capacidade produtiva de cada país. Para Friedrich List, economista alemão, fundamentado no argumento de que os países passam por cinco estágios de desenvolvimento: selvagem, pastoril, agrícola, agrícola -manufatureiro e agrícola-manufatureiro -comercial, o livre comércio é a melhor prática para as nações em último grau de desenvolvimento econômico, mas inconveniente para os países com menor grau de desenvolvimento . Sua teoria manifesta a proteção à indústria nascente da concorrência estrangeira como meio de superar o atraso econômico.
A quebra da bolsa de valores de Nova York, n o período da maior crise do capitalismo, 1929, teve destaque principal para que o protecionismo ganhasse força. A consequência do episódio foi a crise econômica no início dos anos de 1930, acompanhada de recessão e desemprego. Tais episódios acabar am reanimando um comportamento que, em essência foi muito usado pelos governantes desde o mercantilismo: o protecionismo. É a partir desse cenário que a industrialização se torna o eixo dinamizador dos países periféricos. O principal fomentador desse model o é o Estado que passa a ter papel preponderante na economia como interventor e regulador do mercado, com o propósito de promover o bem-estar social da nação. Para fazer isso, o governo aumenta os impostos para produtos de outros países, além de criar leis, regulamentos ou medi das alfandegárias que acabam por impor restrições e dificuldades ao comércio exterior. No caso do Brasil, visando vencer os concorrentes externos, o Estado pode subsidiar a indústria e a agricultura nacional, por meio de isenção de impostos ou financiamentos, tem-se como exemplo o BNDES que é diretamente supervisionado pelo Ministério da Economia. Com isso, o governo busca valorizar o mercado nacional, gerando empregos, renda e circulação de moeda.
Ao passo que a globalização promove a abertura econômica e a independência entre países e visando aproveitar os benefícios da cooperação global, as ações protecionistas buscando, salvaguardar os setores locais, visam proteger os interesses nacionais através do controle que é importado. Como dito no início, a interação entre essas forças é complexa, mas não são abordagens absolutas.Dependendo das circunstâncias econômicas e políticas na ocasião, muitos países adotam políticas que combinam elementos de ambas as estratégias, logo é evidenciado que o equilíbrio entre as forças molda e estrutura a configuração do cenário internacional. Suas interações influenciam m o comércio, a política, a economia e as relações globais de maneiras complexas e muitas vezes imprevisíveis. 
REFERÊNCIAS:
CARVALHO, Maria A. de; SILVA, Cesar R. L. da. Economia Internacional. 5ª ed. São Paulo: Saraiva, 2017. 
GONÇALVES, João; LOPES, Karina. “O que é Globalização?” Politize! , 2017. Disponível em https://www.politize.com.br/globalizacao-o-que-e/HIGA, Carlos César. Crise de 1929: O Que Foi, Causas, Consequências. Mundo Educação. Disponível em https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/crise-1929.htm
LOPES, Thiago. “Protecionismo: O Que é E Como é Aplicado?” Politize! , 2020. Disponível em https://www.politize.com.br/protecionismo-o-que-e/
MENDES, Carlos M., et al. Introdução à Economia. Educapes , 2015. Disponível em: