Logo Passei Direto
Buscar

Aula 9 e 10 - ORL II - Sistema de Pinos e Núcleos em Dentes Tratados Endodonticamente

Ferramentas de estudo

Passei Direto Aniversário

Quer receber 70% de desconto para assinar o PasseIA?

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

ODONTOLOGIA RESTAURADORA LABORATORIAL II ELLEN MIELKE - ODONTO 127 
Sistema de Pinos e Núcleos em Dentes Tratados Endodonticamente 
INTRODUÇÃO 
● Composição: 
○ Pino: parte intra-radicular. 
○ Núcleo: parte coronária → NMF. 
FRATURAS DENTÁRIAS EM DENTES VITAIS E DESVITALIZADOS 
● Começaram a ser feitas pesquisas sobre fraturas dentárias relacionadas com dentes vitais vs dentes desvitalizados. 
○ Conclusões: 
■ Lowenstein e Rathkamp (1955) + Rondonk e Glantz (1986): a perda de propriocepção permite que grandes cargas 
atuem sobre os dentes desvitalizados sem que uma resposta protetora seja ativada. 
■ Estatisticamente não existe diferença no conteúdo de colágeno em dentes vitais e tratados endodonticamente. 
■ Estatisticamente não existe diferença no conteúdo de água em dentes vitais e tratados endodonticamente. 
 
Procedimentos endodônticos reduzem apenas 5% da resistência cuspídea de pré-molares, enquanto que em um 
preparo cavitário oclusal a redução é de 25% e em preparo cavitário MOD é de 63% → ou seja, o que fornece 
resistência ao dente é a quantidade de estrutura dentária remanescente. 
 
A perda cumulativa de estrutura dental por cáries, traumas e procedimentos endodônticos levam a uma maior 
suscetibilidade à fratura, assim, o objetivo da restauração é restituir a resistência do dente tratado 
endodonticamente! 
 
PINOS INTRARRADICULARES 
● Funções: 
○ Fornecer retenção para a restauração ou núcleo em dentes que apresentam uma reduzida quantidade de remanescente 
dentário. 
○ Reforçar a porção coronária remanescente de um dente com grande destruição coronal. 
● Indicações: 
○ Dentes com tratamento endodôntico que apresentam extensa destruição coronária. 
■ Dentes com extensas destruições coronárias são dentes: 
● Sem paredes coronárias remanescentes; 
● Com apenas uma parede remanescente. 
 
Em dentes molares, geralmente não há necessidade de utilização de pinos intrarradiculares, pois apresentam 
uma câmara pulpar ampla, que proporciona maior área para adesão do material restaurador às paredes 
remanescentes. Além disso, a anatomia desses dentes favorece uma distribuição mais equilibrada das forças 
mastigatórias, especialmente das cargas laterais, contribuindo para a retenção e estabilidade da restauração. 
 
● Características ideais: 
1. Biocompatível; 
2. Fácil uso; 
3. Estético; 
4. Preservar dentina radicular; 
5. Apresentar união com o material restaurador. 
● Considerações importantes: 
○ Diâmetro; 
○ Comprimento; 
○ Forma. 
 
 
 
DIÂMETRO IDEAL DOS PINOS 
● Identificados por cores em sua extremidade (regiões da identificação devem ser retiradas antes da inserção no canal). 
● Hipóteses de diâmetro ideal: 
 
ODONTOLOGIA RESTAURADORA LABORATORIAL II ELLEN MIELKE - ODONTO 127 
○ Preservar pelo menos 1,5 mm de dentina lateralmente ao pino. 
○ O diâmetro do pino não deve exceder ⅓ do diâmetro da raiz. 
 
Preservar ao máximo a estrutura dental remanescente. 
 
Pinos de fibra de vidro quando bem adaptados ao canal radicular apresentam maiores valores de resistência 
de união. 
 
● Opções para uma melhor adaptação ao canal radicular: 
○ Pino com diâmetro compatível com o canal radicular. 
 
1. Pino anatômico: moldagem do canal com resina composta + pino de fibra de vidro → copiando a anatomia 
intrarradicular. 
■ Desvantagem: Possível somente em canais radiculares expulsivos/sem retenção. 
 
2. Pino universal: pino de fibra de vidro + capa (melhor adaptação aos diferentes diâmetros intrarradiculares). 
■ Desvantagem: Presença de duas interfaces de adesão → difícil manipulação clínica. 
 
3. Pino fresado: 
1. Confecção de padrão de fundição, escaneamento e confecção de pino por fresagem. 
2. Escaneamento do conduto, desenho do pino e confecção do pino por fresagem. 
■ Desvantagem: Nem todos os scanners conseguem captar a real profundidade do canal radicular, sobretudo em 
canais mais atrésicos, onde não há luz em todo o comprimento para o escaneamento. 
 
Ausência de diferenças estatísticas na resistência adesiva entre pinos fresados por CAD-CAM e os pinos 
Splendor (Universal). 
 
O diâmetro do pino deve ser o menor possível (bem adaptado), conservando o máximo de estrutura dental 
remanescente. 
 
COMPRIMENTO IDEAL DOS PINOS 
● Pino curto, além de possuir pouca retenção pode provocar a fratura do dente, portanto, o pino deve ser tão longo quanto 
possível, sem comprometer o selamento. 
○ Um selamento efetivo é obtido quando 4-5mm de material obturador são mantidos. 
● Regras gerais: 
○ Pino com ⅔ do comprimento da raiz suportada por osso. 
○ Pino de comprimento igual ao da coroa clínica → dentes com perda óssea. 
 
 
Um pino com comprimento equivalente a metade do comprimento da raiz é uma solução viável quando 
não é possível utilizar pino com comprimento equivalente a dois terços da raiz. 
 
Não foram encontradas diferenças significativas na resistência à fratura entre 3 grupos com comprimentos de 
pinos de fibra de vidro diferentes (5mm, 7,5mm e 10mm) → ou seja, o foco deve ser no selamento apical. 
 
 
ODONTOLOGIA RESTAURADORA LABORATORIAL II ELLEN MIELKE - ODONTO 127 
O comprimento do pino deve ser o maior possível mantendo um adequado selamento apical. 
 
FORMA IDEAL DOS PINOS 
● 🎖Pinos cônicos → ⬇retenção e ⬆preservação. 
● Pinos cilíndricos → ⬆retenção e ⬇preservação → raízes curtas ou curvas. 
● Pinos personalizados → canais ovoides e elípticos. 
 
O desenho do pino deve ser ditado pela forma do canal radicular, para que o máximo de estrutura dental 
seja preservada. 
 
SISTEMAS DE PINOS E NÚCLEOS ⇒ DIRETOS E INDIRETOS 
● Indiretos: 
○ Necessitam de procedimentos laboratoriais (oneroso); 
○ Maior tempo de trabalho; 
○ Personalizado (melhor adaptação); 
○ Desvantagem: módulo de elasticidade diferente da dentina. 
■ Possuem módulo de elasticidade muito maior que o da dentina (metal e cerâmica) → como consequência, 
apresentam baixa capacidade de deformação sob carga, concentrando tensões na estrutura radicular. 
■ Durante traumas ou esforços oclusais excessivos, pode ocorrer um efeito de alavanca, aumentando a probabilidade 
de fratura da raiz, enquanto o pino permanece íntegro devido à sua elevada rigidez. 
 
● Diretos: 
○ Não necessitam de procedimentos laboratoriais; 
○ Menor tempo de trabalho; 
○ Diferentes tamanhos, formas e texturas; 
○ Módulos de elasticidade variados, incluindo semelhantes à dentina → pinos de fibra de vidro. 
○ Tipos: 
■ Pinos Metálicos: 
● Ativos → diferentes metais (parafuso rosqueado). 
● Passivos → diferentes metais. 
 
Característica Pino ativo Pino passivo 
Retenção Por rosqueamento na dentina Pela cimentação 
Possui rosca funcional Sim Não 
Retenção mecânica Muito alta Moderada 
Distribuição de tensões Desfavorável Mais favorável 
Risco de fratura radicular Alto Baixo 
Indicação atual Restrita Preferencial 
 
■ Pinos Não Metálicos → cerâmicos e fibro-resinosos. 
● Rígidos → cerâmicos → se comportam mecanicamente de forma pior em relação aos metálicos. 
● Flexíveis → fibra de carbono e fibra de vidro. 
○ Os sistemas diretos tornaram-se muito populares entre os profissionais, principalmente pela facilidade de uso e baixo 
custo. 
 
ODONTOLOGIA RESTAURADORA LABORATORIAL II ELLEN MIELKE - ODONTO 127 
○ Atualmente, existe grande diversidade de sistemas, que podem ser de diferentes materiais e formas. 
PINOS NÃO METÁLICOS FLEXÍVEIS (SISTEMAS DIRETOS) 
● Vantagens: 
○ Estética (exceto os de fibra de carbono); 
○ Radiopacidade; 
○ Ausência de corrosão; 
○ Economia de tempo e custo; 
○ Baixo risco de fratura radicular → associada ao pino. 
○ Facilidade de remoção do pino → o cimento resinoso dificulta essa vantagem. 
○ Menor desgastede estruturas dentárias devido à variedade de diâmetros. 
 
● Pinos de fibra de vidro: 
○ Por serem compostos por fibras de vidro, são translucentes, sendo capazes de promover a refração e transmissão das 
cores através da estrutura dental. 
 
● Protocolo clínico: 
1. Avaliações Prévias → adequado exame clínico e radiográfico + autorização do endodontista por escrito 
para confecção da restauração. 
a. Comprimento e forma das raízes → viabilidade para inserção do pino; 
b. Cáries extensas próximas do conduto → mesmo em dentes restaurados com MTA, a decisão clínica deve ser 
fundamentada na análise biomecânica do remanescente dentário, avaliando sua capacidade de fornecer suporte e 
retenção adequados para a restauração definitiva; 
c. Trincas, fraturas e perfurações; 
d. Quantidade de estrutura coronária; 
e. Quantidade e qualidade do osso alveolar de suporte → se houver doença periodontal ativa, deve ser tratada 
anteriormente; 
f. Ausência de dor espontânea; 
g. Ausência de inflamação periodontal; 
h. Ausência de lesão periapical; 
i. Ausência de sensibilidade à percussão; 
j. Ausência de sensibilidade à palpação; 
k. Ausência de drenagem ou exsudato; 
l. Cicatrização progressiva ou potencial → analisado com radiografias entre sessões; 
m. Obturação de qualidade; 
n. Ausência de sinais de inflamação. 
2. Definição do comprimento, forma e diâmetro → menor diâmetro possível dentro de uma boa adaptação + maior 
comprimento possível mantendo um adequado selamento apical + preservar ao máximo a estrutura. 
3. Coroa provisória ou enceramento diagnóstico. 
 
- Se o paciente tiver coroa provisória: moldagem do arco dentário. 
- Se o paciente tiver parte do remanescente dentário: moldagem do arco dentário + confecciona o 
modelo de gesso + faz o encerramento diagnóstico + faz a moldagem do modelo encerrado. 
 
4. Confecção da guia de silicona. 
5. Isolamento do campo operatório → preferencialmente isolamento absoluto. 
6. Remoção da coroa/material provisório → pinça goiva em movimento de vai e vem + alta rotação para remoção de 
curativo (coltosol). 
 
 
ODONTOLOGIA RESTAURADORA LABORATORIAL II ELLEN MIELKE - ODONTO 127 
Cimentos provisórios apresentam efeito negativo sobre a resistência de união entre o pino de fibra de vidro e o 
canal radicular, possivelmente devido aos resíduos interradiculares do cimento. 
 
O canal radicular deve ser adequadamente limpo na presença de cimento provisório. Alternativamente, o uso de 
cimento provisório no interior do canal deve ser evitado → cimentar somente a região coronária. 
 
7. Prova da guia de silicona. 
 
Etapas 3, 4 e 7 realizadas somente se o CD decidir fazer o corte do pino de fibra de vidro antes da 
cimentação. 
 
8. Remoção do material obturador → instrumentos rotatórios (Gates e Largo) ou instrumentos aquecidos (sonda 
Rhein). 
a. O instrumento rotatório deve entrar e sair ativo → até o tamanho ideal para inserção do pino. 
b. Pino com ⅔ do comprimento da raiz suportada por osso // Pino de comprimento igual ao da coroa clínica + 
4-5mm de material obturador são mantidos. 
9. Preparado conduto radicular para o pino. 
a. Broca com tamanho igual ao do pino → trabalhando como uma “lima”. 
b. Os kits introdutórios dos Sistemas de Pinos vem com brocas adequadas e ideais para o preparo do conduto. 
10. Radiografia com a broca de preparo no conduto radicular. 
11. Limpeza do conduto radicular → kit de irrigação/aspiração. 
a. Clorexidina 2% (não remove lama dentinária): 
i. Usar quando realizar condicionamento ácido prévio; 
ii. Aplicar a solução de clorexidina; 
iii. Irrigar com soro fisiológico. 
b. Clorexidina em gel a 2%: 
i. Usar quando realizar condicionamento ácido prévio; 
ii. Aplicar gel ativamente; 
iii. Irrigar com soro fisiológico. 
c. Hipoclorito de sódio 2,5% + EDTA 17% (remove a lama dentinária): 
i. Utilizar quando não realizar condicionamento ácido prévio; 
ii. Irrigação com NaOCl; 
iii. Aplicar EDTA por 1 min; 
iv. Irrigação com soro fisiológico; 
v. Mais eficaz quando se utilizam cimentos resinosos autoadesivos. 
vi. Quando não se tem conhecimento sobre qual solução irrigadora foi utilizada deve-se considerar que foi 
NaOCl. 
 
A solução irrigadora depende do cimento utilizado! 
 
12. Prova do pino. 
a. Marcar com lapiseira a profundidade desejada; 
b. Encostar no remanescente de guta-percha. 
13. Recorte do pino → alta rotação ou disco diamantado em baixa rotação ⇒ sempre com muita água (faísca). 
a. Deixar 2mm aquém da incisal. 
14. Procedimentos adesivos no conduto radicular: 
 
ODONTOLOGIA RESTAURADORA LABORATORIAL II ELLEN MIELKE - ODONTO 127 
a. Um dos grandes desafios da odontologia moderna diz respeito à adesão à dentina radicular, que pode ser 
considerado o substrato mais difícil de promover união. 
 
Dentina radicular: 
- Menor densidade dos túbulos na região apical da raiz; 
- Arranjo irregular; 
- Obliteração dos túbulos. 
 
b. Materiais e técnicas utilizadas no tratamento endodôntico podem interferir na adesão: 
i. A cimentação adesiva do pino pode ser afetada pelo cimento endodôntico utilizado na obliteração 
do canal radicular. 
ii. Cimentos endodônticos: cimentos à base de eugenol / cimentos biocerâmicos / cimentos à base de 
resina (o melhor → AH Plus Jet). 
 
Cimentos endodônticos à base de resina epóxi apresentam o melhor desempenho quando a restauração do 
dente tratado endodonticamente inclui um um pino de fibra de vidro cimentado com cimento resinoso. 
 
Quando a cimentação do pino é realizada uma semana após a obturação do canal radicular, o cimento 
endodôntico à base de Eugenol não tem influência significativa sobre a retenção do pino. 
 
Quando não se tem conhecimento sobre qual cimento foi utilizado anteriormente, recomenda-se aguardar 
cerca de 1 semana antes da cimentação do pino. 
 
iii. Soluções irrigadoras: hipoclorito de sódio ou peróxido de hidrogênio. 
1. Ambas ocasionam menores valores de resistência de união e altos percentuais de falhas adesivas 
nas interfaces dentina/adesivo para cimentos convencionais. 
2. Hipoclorito de sódio → mais comum. 
 
Uma possibilidade é a aplicação de ácido ascórbico ou ascorbato de sódio, após a irrigação dos canais 
radiculares, na tentativa de neutralizar os efeitos adversos do hipoclorito de sódio. 
 
Outra alternativa é a utilização de digluconato de clorexidina, que não interfere no processo de adesão. 
 
14.1. Condicionamento ácido do conduto radicular → 15 segundos + lavagem. 
14.2. Secagem do conduto radicular → cone de papel absorvente → secar sem ressecar. 
- Aplicação de solução de clorexidina 2% por 1 min → não lavar, apenas secar sem ressecar → inibe a 
ação das metaloproteinases (MMPs) que degradam o colágeno exposto após a desmineralização. 
14.3. Aplicação do sistema adesivo. 
- A transmissão de luz nas regiões mais profundas é insuficiente para a polimerização de sistemas adesivos, 
mesmo quando se utilizam pinos fototransmissíveis. 
- Observou-se uma menor resistência de união e um maior percentual de falhas adesivas quando sistemas 
fotopolimerizáveis são empregados. 
- Ideal: sistema adesivo dual. 
- Remoção de excesso de sistema adesivo com cone de papel absorvente → polimerização a depender do 
fabricante do cimento. 
 
 
ODONTOLOGIA RESTAURADORA LABORATORIAL II ELLEN MIELKE - ODONTO 127 
Para obter uma zona de interdifusão uniforme entre a dentina e os sistemas adesivos, principalmente na região 
apical, é necessário a utilização de dispositivos tipo microbrush, compatíveis com as dimensões do canal 
radicular. 
 
15. Tratamento da superfície do pino → depende dos fabricantes de pino e do cimento. 
a. Prender o pino na pinça Muller; 
b. Aplicação do ácido fosfórico ou álcool para desengordurar → 1 minuto (o álcool é maisvolátil então pode ser que 
a etapa não aconteça efetivamente, além disso ele deve ser aplicado por fricção); 
c. Lavar e secar; 
d. Aplicação do silano; 
e. Aplicação do sistema adesivo → o mesmo que foi aplicado no canal ou o que o fabricante do cimento autoadesivo, 
utilizado no conduto, recomendar. 
16. Cimentação do pino: 
a. Cimentos fotopolimerizáveis não são indicados, pois a transmissão de luz nas regiões mais profundas não é 
suficiente para permitir a completa polimerização. 
b. Ideal: cimentos resinosos duais. 
 
Os cimentos resinosos de ativação dual polimerizam-se lentamente o que é uma característica favorável, 
pois esse intervalo permite o adequado escoamento e alívio das tensões provenientes da contração de 
polimerização. 
 
Fator C = superfícies aderidas mm2 / superfícies livres mm2 ⇒ quase 200 mm2 no canal radicular. 
 
16.1 Inserção do cimento no canal → lentulo (entra desligada e carreada com cimento, dentro do canal ela é 
ativada e retirada em movimento). 
 
Durante a cimentação do pino, o cimento resinoso deve ser aplicado no interior do canal radicular idealmente 
utilizando pontas alongadas, a fim de evitar formação de vazios e bolhas. 
 
16.2 Aplicação do cimento resinoso no pino. 
16.3 Posicionamento do pino no conduto radicular. 
16.4 Remoção dos excessos de cimento fora do conduto radicular ao redor do pino. 
16.5 Fotopolimerização. 
 
Os cimentos autoadesivos resinosos apresentam menor sensibilidade técnica quando comparados aos 
cimentos resinosos convencionais. 
- Cimento auto-adesivo: 
- Não são realizados procedimentos adesivos no canal, apenas a limpeza do canal radicular. 
- Padrão ouro: RelyX → é necessário o sistema adesivo da mesma marca. 
 
17. Confecção do núcleo de preenchimento: 
a. Resina Composta Convencional; 
b. Resina Composta Bulk Fill; 
c. Resina Composta Bulk Fill Flow; 
d. Compósitos reforçados com fibras de vidro → maior resistência. 
18. Radiografia final. 
 
ODONTOLOGIA RESTAURADORA LABORATORIAL II ELLEN MIELKE - ODONTO 127 
 
PINOS E NÚCLEOS METÁLICOS FUNDIDOS (SISTEMAS INDIRETOS) 
1. Avaliações Prévias → adequado exame clínico e radiográfico + autorização do endodontista por escrito para 
confecção da restauração. 
a. Comprimento e forma das raízes → viabilidade para inserção do pino; 
b. Cáries extensas próximas do conduto → mesmo em dentes restaurados com MTA, a decisão clínica deve ser 
fundamentada na análise biomecânica do remanescente dentário, avaliando sua capacidade de fornecer suporte e 
retenção adequados para a restauração definitiva; 
c. Trincas, fraturas e perfurações; 
d. Quantidade de estrutura coronária; 
e. Quantidade e qualidade do osso alveolar de suporte → se houver doença periodontal ativa, deve ser tratada 
anteriormente; 
f. Ausência de dor espontânea; 
g. Ausência de inflamação periodontal; 
h. Ausência de lesão periapical; 
i. Ausência de sensibilidade à percussão; 
j. Ausência de sensibilidade à palpação; 
k. Ausência de drenagem ou exsudato; 
l. Cicatrização progressiva ou potencial → analisado com radiografias entre sessões; 
m. Obturação de qualidade; 
n. Ausência de sinais de inflamação. 
2. Definição do comprimento, forma e diâmetro → deve ser tão longo quanto possível, sem comprometer o selamento apical 
(4-5 mm). 
3. Isolamento do campo operatório → preferencialmente isolamento absoluto. 
 
ODONTOLOGIA RESTAURADORA LABORATORIAL II ELLEN MIELKE - ODONTO 127 
4. Remoção da coroa/material provisório → pinça goiva em movimento de vai e vem + alta rotação para remoção de curativo 
(coltosol). 
5. Remoção do material obturador → instrumentos rotatórios (Gates e Largo) ou instrumentos aquecidos (sonda Rhein). 
a. O instrumento rotatório deve entrar e sair ativo → até o tamanho ideal para inserção do pino. 
b. Valores da odontometria pode ser feito com a sonda periodontal milimetrada por cima da radiografia. 
 
O diâmetro do pino deve ser o menor possível, conservando o máximo de estrutura dental. 
 
O desenho do pino deve ser ditado pela forma do canal radicular, para que o máximo de estrutura dental 
seja preservado. 
 
6. Moldagem do conduto radicular. 
7. Confecção do padrão de fundição. 
a. Preparo do remanescente dentário e do padrão de fundição com alta rotação e de forma simultânea. 
b. Envia para o laboratório com 100% de umidade → caixa fechada com gaze úmida para não sofrer deformação. 
8. Colocação do material provisório/coroa provisória. 
Em outra sessão clínica: 
9. Desinfecção do pino e do núcleo metálico fundido. 
10. Isolamento do campo operatório → preferencialmente isolamento absoluto. 
11. Remoção do material provisório/coroa provisória. 
12. Limpeza do conduto radicular. 
 
Cimento de Fosfato de Zinco → o conduto pode ser limpo com diferentes soluções, pois esse cimento não 
sofre interferência significativa do método de limpeza na sua cimentação. 
 
13. Secagem do conduto radicular. 
14. Asperização da superfície do pino. 
a. Ponta diamantada ao redor do pino ou jato de óxido de alumínio (de preferência). 
15. Cimentação do pino e do núcleo metálico fundido. 
a. Cimento de fosfato de zinco → levado ao canal com a lentulo. 
16. Confecção ou reembasamento de coroa provisória. 
Em outra sessão clínica: 
17. Repreparo para moldagem. 
CONCLUSÃO 
● Preservação do tecido dental, adequados procedimentos durante a cimentação e presença de um efeito férula são consideradas 
as condições mais eficazes para o sucesso a longo prazo da restauração de um dente tratado endodonticamente. 
 
Efeito férula: é a ação de abraçamento da coroa sobre o remanescente dental coronário → só é possível após a 
cimentação da coroa no remanescente. 
Quanto⬆o remanescente coronário = ⬆efeito férula = melhor prognóstico! 
 
 
REFERÊNCIAS 
● PEGORARO, Luiz Fernando et al. Prótese fixa: bases para o planejamento em reabilitação oral. 2. ed. São Paulo: Artes Médicas, 
2013.

Mais conteúdos dessa disciplina