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Autor: Prof. Clovis Chiezzi Seriacopi Ferreira
Colaboradores: Profa. Christiane Mazur Doi
 Prof. José Carlos Morilla 
 
Instalações 
Prediais Elétricas
Professor conteudista: Clovis Chiezzi Seriacopi Ferreira 
Engenheiro Civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, mestre em Arquitetura e Urbanismo pela 
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, com pesquisa e dissertação com o tema “A casa 
dos sonhos: necessidades, aspirações, símbolos...”, apresentada em 2006. Atualização em Planejamento de Programas e 
Projetos – Modelo e Prática pela Fundação Getulio Vargas, com ênfase em planejamento e gestão de programas 
governamentais, tais como a instalação de “Poupatempo” e de novas unidades prisionais para o Governo do Estado 
de São Paulo, em 2009. Professor da UNIP desde 2006, além de permanecer atuando na elaboração e na gestão de 
projetos complementares e de obras.
© Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou 
quaisquer meios (eletrônico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem 
permissão escrita da Universidade Paulista.
U520.02 – 24
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
F383i Ferreira, Clovis Chiezzi Seriacopi.
Instalações Prediais Elétricas / Clovis Chiezzi Seriacopi Ferreira. 
– São Paulo: Editora Sol, 2024.
128 p., il.
Nota: este volume está publicado nos Cadernos de Estudos e 
Pesquisas da UNIP, Série Didática, ISSN 1517-9230.
1. Energia elétrica. 2. Dimensionamento. 3. Condutores. I. Título.
681.3
Profa. Sandra Miessa
Reitora
Profa. Dra. Marilia Ancona Lopez
Vice-Reitora de Graduação
Profa. Dra. Marina Ancona Lopez Soligo
Vice-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa
Profa. Dra. Claudia Meucci Andreatini
Vice-Reitora de Administração e Finanças
Prof. Dr. Paschoal Laercio Armonia
Vice-Reitor de Extensão
Prof. Fábio Romeu de Carvalho
Vice-Reitor de Planejamento
Profa. Melânia Dalla Torre
Vice-Reitora das Unidades Universitárias
Profa. Silvia Gomes Miessa
Vice-Reitora de Recursos Humanos e de Pessoal
Profa. Laura Ancona Lee
Vice-Reitora de Relações Internacionais
Prof. Marcus Vinícius Mathias
Vice-Reitor de Assuntos da Comunidade Universitária
UNIP EaD
Profa. Elisabete Brihy
Profa. M. Isabel Cristina Satie Yoshida Tonetto
Prof. M. Ivan Daliberto Frugoli
Prof. Dr. Luiz Felipe Scabar
Material Didático
Comissão editorial: 
 Profa. Dra. Christiane Mazur Doi
 Profa. Dra. Ronilda Ribeiro
Apoio:
 Profa. Cláudia Regina Baptista
 Profa. M. Deise Alcantara Carreiro
 Profa. Ana Paula Tôrres de Novaes Menezes
Projeto gráfico: Revisão:
 Prof. Alexandre Ponzetto Bruna Del Valle
 Vitor Andrade
Sumário
Instalações Prediais Elétricas
APRESENTAÇÃO ......................................................................................................................................................7
INTRODUÇÃO ...........................................................................................................................................................9
Unidade I
1 CONCEITOS BÁSICOS SOBRE ENERGIA ELÉTRICA .............................................................................. 13
1.1 Produção de energia elétrica ........................................................................................................... 13
1.2 Conceitos fundamentais ................................................................................................................... 18
1.3 Circuitos elétricos ................................................................................................................................. 20
1.4 Transmissão e distribuição de energia elétrica ......................................................................... 24
2 PROJETO EXECUTIVO DA EDIFICAÇÃO ..................................................................................................... 26
2.1 Concepção funcional de um projeto de instalação elétrica ............................................... 28
2.2 Divisão da instalação em circuitos elétricos ............................................................................. 31
3 ESQUEMAS DE REPRESENTAÇÃO DOS CIRCUITOS ELÉTRICOS ..................................................... 40
3.1 Esquema multifilar e esquema unifilar ....................................................................................... 42
3.2 Esquema unifilar na planta da edificação .................................................................................. 49
3.3 Instalação de lâmpadas com interruptores paralelos ........................................................... 52
3.4 Instalação de lâmpadas com interruptores intermediários ................................................ 53
4 DISTRIBUIÇÃO DOS ELETRODUTOS .......................................................................................................... 59
Unidade II
5 DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES E DE ELETRODUTOS ........................................................ 72
5.1 Dimensionamento de condutores elétricos ............................................................................... 73
5.2 Dimensionamento de eletrodutos ................................................................................................. 79
6 PROTEÇÃO DOS CIRCUITOS TERMINAIS E DISPOSITIVOS DE SECCIONAMENTO 
AUTOMÁTICO E MANUAL ................................................................................................................................. 83
7 ENTRADA DE SERVIÇO, MEDIÇÃO DE CONSUMO, CIRCUITOS DE DISTRIBUIÇÃO 
E PROTEÇÃO, SECCIONAMENTO E ATERRAMENTO ................................................................................ 96
7.1 Potência instalada, fator de demanda e demanda ................................................................. 98
7.2 Ramal de entrada, caixas de medição, de dispositivos de proteção 
e de seccionamento e circuitos de distribuição ............................................................................103
7.3 Aterramento, equipotencialização, condutores de proteção e barramento 
de equipotencialização principal .........................................................................................................105
8 SISTEMAS DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS (SPDA)...............................106
8.1 Formação das descargas atmosféricas ......................................................................................106
8.2 Métodos de proteção contra as descargas atmosféricas ...................................................108
7
APRESENTAÇÃO
O objetivo desta disciplina é contribuir para que o estudante de Engenharia Civil desenvolva seus 
conhecimentos e sua capacidade de elaborar e orientar projetos, além de dirigir e fiscalizar a execução 
de instalações elétricas nas edificações mais usuais.
Algumas das características fundamentais de uma instalação predial elétrica são:
• a adequada iluminação para as atividades exercidas em cada ambiente de uma edificação, 
residencial, comercial ou de prestação de serviços;
• a correta escolha dos pontos de tomadas de força disponíveis em locais de fácil acesso, onde 
aparelhos podem ser utilizados ao mesmo tempo, sem um interferir no funcionamento do outro; 
• a apropriada instalação de chuveiros ou de aquecedores elétricos para o fornecimento de água 
em temperatura adequada ao uso. 
Instalações elétricas industriais ou instalações de grande porte para finalidades comerciais, para a 
prestação de serviços ou para condomínios de múltiplas residências devem ser elaboradas e executadas 
sob a direção de um engenheiro eletricista, que é o profissional especialista habilitado para isso, não 
fazendo, portanto, parte do escopo desta disciplina.
Por ser o profissional que sempre deve fazer parte do processo de edificação, de quaisquer tipos 
ou portes, cabe ao engenheiro civil reconhecer as situações em que a colaboração do especialista é 
indispensável. Nessescômodos sejam ligadas a um mesmo circuito, desde que 
respeitados os limites de potência de 1.200 W, para tensão de 127 V, ou de 
2.500 W para tensão de 220 V em cada circuito. 
Do quadro de distribuição devem sair duas fases, uma para cada circuito, e cada uma de um disjuntor, 
já que a tensão elétrica será de 127 V. A Fase 1, para iluminação, é ligada ao interruptor, do qual sai o 
Retorno, que é ligado ao soquete da lâmpada. Da lâmpada, sai o Neutro 1, que completa a ligação com 
o quadro de distribuição, que, em resumo, está ligado aos polos de uma estação geradora de energia.
De forma similar, para o circuito de força, a Fase 2 é ligada a um dos bornes da tomada, 
preferencialmente o da direita. Do borne central deve sair o terra, condutor de proteção, e do borne da 
esquerda o neutro, que completa a ligação com o quadro de distribuição. 
Empregando o esquema unifilar, esses dois circuitos, que podem passar pelos mesmos eletrodutos, 
são representados pela figura 25, cuja leitura é bem mais simples do que a do esquema multifilar, mesmo 
para uma instalação tão simples como essa em estudo. Os símbolos usados na figura são identificados 
no Anexo deste livro-texto.
QD
-1-
-1-
-2-
-2-
-2-
Figura 25 – Esquema unifilar para uma lâmpada e uma tomada de 127 V
Observando as figuras anteriores, podemos verificar que pelo eletroduto unindo o quadro de 
distribuição e a caixa de passagem do teto devem passar as duas fases, 1 e 2, os dois neutros e o fio terra. 
46
Unidade I
Pelo eletroduto que liga a caixa de passagem do teto à caixa para o interruptor na parede devem 
passar a fase 1 e o retorno, para iluminação, bem como a fase 2, o neutro 2 e o terra, para a tomada. 
Pelo eletroduto que liga a caixa ao interruptor e a caixa à tomada, devem prosseguir apenas a fase 2, o 
neutro 2 e o terra.
Exemplo de aplicação
Observe o esquema unifilar representado na figura 25, que se destina à instalação de uma lâmpada 
no teto, com comando por um interruptor simples e uma tomada de uso geral (TUG) na parede, ambos 
sob tensão de 127 V, e avalie as afirmativas a seguir.
I – De todos os fios que chegam e saem da caixa de passagem no teto, apenas a fase 1 e o retorno 
serão ligados ao soquete da lâmpada.
II – Três condutores passarão direto pela caixa onde será instalado o comando de acender ou apagar 
a luz e outros dois serão conectados aos terminais do interruptor.
III – Todos os condutores destinados à tomada passam direto pelas caixas de passagem onde serão 
instalados o interruptor e a lâmpada.
É correto o que se afirma:
A) Em I, II e III.
B) Apenas em I e II.
C) Apenas em I e III.
D) Apenas em II e III.
E) Apenas em II.
Resolução
A afirmativa I é incorreta. Na caixa de passagem do teto, por um lado, chegam cinco fios do quadro 
de distribuição e, por outro lado, saem cinco fios que vão para a caixa do interruptor que comanda 
a lâmpada. 
Observe que o neutro correspondente à fase 1, que vem do quadro de distribuição, não prossegue na 
linha que vai para o interruptor, pois ele deve ser conectado a um dos terminais do soquete da lâmpada, 
como mostram tanto a figura 24 quanto a figura 17. 
47
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
Por outro lado, na linha que liga essa caixa à caixa do interruptor, há um retorno, indicando que 
ele deve ligar o outro terminal do soquete da lâmpada a um dos terminais do interruptor. Essa ligação 
também pode ser observada nas figuras 24 e 17.
Já o condutor da fase 1 chega a essa caixa e prossegue até o interruptor, indicando que ele deve ser 
conectado ao outro terminal desse dispositivo de comando, o que pode ser confirmado também nas 
figuras 24 e 17.
Então, de todos os fios que chegam e saem da caixa de passagem no teto, apenas o retorno e o 
neutro 1 são ligados aos terminais do soquete da lâmpada.
A afirmativa II é correta, pois, dos cinco condutores que chegam a um dos lados da caixa onde será 
instalado o comando de acender ou apagar a luz, apenas três prosseguem do outro lado, indicando que 
dois deles, a fase 1 e o retorno, serão conectados aos terminais do interruptor.
A afirmativa III é correta. Os três condutores destinados à tomada (fase 2, neutro 2 e terra) estão 
indicados em todas as linhas, desde o quadro de distribuição até a tomada, mostrando que eles devem 
passar direto pelas caixas de passagem onde serão instalados o interruptor e a lâmpada.
Portanto, a alternativa certa é a D.
Considerando os valores máximos de potência recomendados para cada circuito elétrico, o circuito 
para uma lâmpada de um cômodo pode servir para diversas outras lâmpadas, inclusive de diferentes 
cômodos e com dispositivos de comando independentes. 
Este conceito também se aplica à tomada de uso geral (TUG), cuja potência disponível mínima, 
recomendada pela norma, é de 100 W, ou seja, um único circuito pode servir a diversas tomadas 
de uso geral. 
Nesses casos, é importante observar os possíveis usos previstos para cada tomada. Uma tomada na 
qual é provável a eventual ligação de um aquecedor de ambiente portátil com potência requerida de 
1.600 W não deve ser ligada no mesmo circuito que contém outras tomadas cuja utilização possa ser 
simultânea, como para aparelhos de TV, aparelhos de som, sanduicheiras e computadores, entre outros.
Para que seja possível a ligação de diversos pontos de utilização em um mesmo circuito, é necessário 
que as caixas de passagem no teto, onde serão instaladas as lâmpadas ou as caixas de passagem nas 
paredes onde serão instaladas a tomadas também sejam interligadas por eletrodutos, como vemos na 
figura a seguir. 
48
Unidade I
Figura 26 – Perspectiva de eletrodutos interligando caixas de passagem de diferentes cômodos
A figura 27 representa um esquema multifilar para a instalação de circuitos elétricos em dois 
cômodos, contendo uma lâmpada e duas tomadas de uso geral em cada cômodo. O circuito 1 
corresponde às lâmpadas dos dois cômodos e o circuito 2 corresponde às tomadas de uso geral, também 
dos dois cômodos.
Fase 2
Fase 1
Disjuntores
Ponto 
de luz
Ponto 
de luz
Terra
QD
T F F N
RetornoRetorno
Interruptor 
simples
Interruptor 
simples
TUG TUG
Neutro 1
Neutro 2
Figura 27 – Esquema multifilar para lâmpadas e tomadas de 127 V situadas em dois cômodos
49
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
De acordo com esse esquema, os dois interruptores serão conectados à fase 1 e à sua respectiva 
lâmpada, permitindo o funcionamento independente de cada cômodo. É possível ainda ligar 
mais lâmpadas, de outros ambientes, cuja quantidade é limitada apenas à soma das suas potências. 
As tomadas dos dois cômodos serão conectadas na fase 2, no neutro 2 e no terra. Da mesma forma, 
ainda é possível conectar mais tomadas de outros ambientes neste circuito, cuja quantidade é limitada 
apenas à soma das suas potências. 
O circuito das tomadas que percorre as caixas de passagem do teto pode seguir para seus pontos 
de utilização, através da caixa do interruptor, ou pode seguir diretamente para uma das tomadas, como 
mostra o esquema unifilar da instalação, representado pela figura a seguir. 
QD
-1- -1-
-1- -1-
-2- -2-
-2-
-2- -2-
-2- -2-
Figura 28 – Esquema unifilar para lâmpadas e tomadas de 127 V situadas em dois cômodos
3.2 Esquema unifilar na planta da edificação
Ao contrário do esquema multifilar, o esquema unifilar pode ser traçado na própria planta da 
edificação, facilitando a locação aproximada de todos os pontos de utilização, bem como o traçado 
do percurso de cada circuito, desde o quadro de distribuição, através dos eletrodutos e das caixas de 
passagem. 
A elaboração, a compreensão e a interpretação desses desenhos são bem simples, requerendo apenas 
que os profissionais estejam familiarizados com os quatro símbolos básicos, já ilustrados na figura 20, que 
representam os condutores fase, neutro, retorno e terra.
O esquema unifilar apresentado na figura 28 aplicado diretamente na planta da edificação, destinado 
à instalação de circuitos elétricos para dois cômodos, em que cada cômodocontém uma lâmpada e duas 
tomadas de uso geral, é representado pela figura a seguir.
50
Unidade I
Figura 29 – Esquema unifilar na planta da edificação para lâmpadas e tomadas de 127 V situadas em dois cômodos
Observando a figura 29, com apoio da perspectiva apresentada na figura 26, verificamos que os 
condutores que alimentam as tomadas do cômodo à esquerda passam pela caixa do interruptor (S). Já 
os condutores para as tomadas do cômodo à direita seguem diretamente da caixa de passagem no teto 
para uma das tomadas. 
A definição do percurso de cada circuito é atribuição do projetista, que pode fazer escolhas conforme 
as conveniências de cada caso, buscando caminhos mais diretos para a fiação e visando sobretudo 
não sobrecarregar os eletrodutos. É permitido, inclusive, separar os percursos, passando os circuitos da 
iluminação pelo teto e os circuitos das tomadas pelo piso. 
Em prédios com diversos andares, com os eletrodutos embutidos nas lajes, essa divisão pode 
representar economia, reduzindo as extensões dos eletrodutos e dos condutores. É necessário, no 
entanto, prever com extrema cautela eventuais operações de manutenção. Em edificações cujo andar 
térreo tenha o piso executado diretamente sobre o terreno, os riscos de danificar tais instalações em 
caso de reformas é bem mais elevado.
O dimensionamento dos eletrodutos, isto é, a definição dos diâmetros adequados para cada 
segmento, também se torna mais fácil com essa visão clara e imediata da quantidade de condutores 
que devem ser passados nos segmentos.
Ao observar a figura 29, constatamos que, no primeiro segmento de eletroduto, que vai do quadro 
de distribuição até a primeira caixa de passagem no teto, passam cinco condutores, sendo duas fases, 
51
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
dois neutros e um terra. Esses mesmos cinco condutores devem prosseguir pelo eletroduto que liga a 
primeira caixa e a segunda caixa de passagem no teto.
No cômodo à esquerda, o eletroduto que liga a caixa de passagem no teto e o interruptor também 
contém cinco condutores, mas um deles é o retorno da fase 1, e não o seu neutro. Pelos eletrodutos 
seguintes, que ligam o interruptor às tomadas, passam apenas os três condutores do circuito 2, uma 
fase, um neutro e um terra.
No cômodo à direita saem dois eletrodutos da caixa de passagem no teto. Um deles segue até o 
interruptor, contendo apenas a fase 1 e o retorno para a lâmpada. O outro eletroduto segue para uma 
das caixas de tomada e desta para a outra, contendo a fase 2, seu neutro e o terra.
Acentua-se que a fase 1, destinada à iluminação, é sempre ligada a um dos terminais de interruptor, 
vindo do quadro de distribuição e passando pelas duas caixas de passagem no teto de ambos os cômodos. 
Já o condutor neutro correspondente à fase 1, vindo também do quadro de distribuição, passa pela 
caixa de passagem no teto do primeiro cômodo e termina na caixa de passagem no teto do segundo 
cômodo, pois ele deve ser ligado apenas a um dos terminais de cada soquete de lâmpada. 
O condutor de retorno, por sua vez, completa o circuito, ligando um dos terminais do soquete 
de lâmpada ao outro terminal do respectivo interruptor, que comanda o fechamento ou a abertura 
desse circuito.
Com relação à fase 2, ao seu neutro e ao terra, todos os três condutores vêm do quadro de distribuição, 
passam por caixas de passagem no teto e nas paredes e devem ser ligados um em cada borne de 
cada tomada.
Pelo eletroduto que liga a primeira caixa e o interruptor do primeiro do cômodo também devem passar 
cinco condutores, muito embora um deles seja um retorno, e não uma fase. Pelos segmentos seguintes, 
do interruptor até as tomadas, passam apenas três eletrodutos, uma fase, um neutro e um terra.
 Lembrete
Os circuitos destinados à iluminação devem ser separados dos circuitos 
para tomadas de força, muito embora ambos possam alimentar diversos 
pontos de utilização, desde que respeitados os limites de potência total 
requerida por tais pontos (1.200 W para a tensão elétrica de 127 V ou de 
2.500 W para a tensão de 220 V).
52
Unidade I
3.3 Instalação de lâmpadas com interruptores paralelos
Há situações em que é necessário que as lâmpadas possam ser acesas ou apagadas em dois 
interruptores situados em locais distintos, como no caso da escada, da sala e da cozinha, representadas 
na figura a seguir. 
Figura 30 – Planta funcional da edificação, com lâmpadas comandadas por dois interruptores
Para situações assim, devemos empregar interruptores paralelos, que mudam o estado do circuito 
de aberto para fechado, ou seja, de luz apagada para luz acesa e vice-versa com o acionamento de 
qualquer um deles. 
Observando a figura 31, que representa esquematicamente a ligação entre dois interruptores 
paralelos (S3W), fica fácil visualizar essas operações. Os dois interruptores são ligados por dois condutores 
paralelos. No desenho à esquerda, o circuito está aberto, ou seja, sem passagem de corrente. Ao acionar 
o primeiro ou o segundo interruptor, o circuito se fecha, a corrente pode passar e a luz acende. A seguir, 
acionando esse mesmo ou o outro interruptor, o circuito se abre, a corrente é interrompida e a luz apaga.
Circuito aberto Circuito fechado
Figura 31 – Desenhos esquemáticos de ligação com interruptores paralelos (S3W)
Os interruptores paralelos, também denominados three way (S3W), têm três terminais para a conexão 
dos condutores. O condutor fase deve ser conectado no terminal central do primeiro interruptor. Dois 
condutores de retorno devem ser conectados nos terminais laterais e ligados aos terminais laterais do 
segundo interruptor. Assim, no terminal central do segundo interruptor deve ser conectado o condutor 
de retorno, que será ligado a um dos terminais do soquete da lâmpada. O esquema multifilar desse tipo de 
circuito elétrico é representado na figura 32.
53
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
Fase
Ponto 
de luz
Retorno
Retorno
Retorno
Interruptor 
paralelo
Interruptor 
paralelo
Neutro
Figura 32 – Esquema multifilar para lâmpada de 127 V, com interruptores paralelos
O esquema unifilar desse circuito, com todos os condutores que percorrem a caixa de passagem 
do teto vindos do quadro de distribuição ou ligando os interruptores e a lâmpada, é representado 
pela figura 33. 
QD
Figura 33 – Esquema unifilar para lâmpada de 127 V com interruptores paralelos
Observando esse esquema nota-se que do quadro de distribuição para a caixa de passagem no teto 
vêm os condutores de fase e neutro, habituais para lâmpadas de 127 V. O condutor neutro não continua 
por outras linhas porque ele é ligado a um dos terminais do soquete da lâmpada. 
O condutor de fase, no entanto, apenas passa e segue até o primeiro interruptor paralelo (S3W). Deste 
interruptor saem dois condutores de retorno, que passam pela caixa de passagem no teto e seguem até 
o outro interruptor (S3W). Do segundo interruptor sai outro retorno, que é ligado ao outro terminal do 
soquete da lâmpada, completando o circuito.
3.4 Instalação de lâmpadas com interruptores intermediários
Há ainda situações em que, por necessidade ou para maior conforto dos usuários, as lâmpadas 
devem ter a possibilidade de serem acesas ou apagadas em diversos interruptores situados em locais 
distintos. Nesses casos, é preciso utilizar interruptores intermediários (S4W), sempre instalados entre dois 
interruptores paralelos (S3W). 
54
Unidade I
Entre tais situações temos as escadas de edificações com vários andares, os corredores extensos ou 
as salas com diversos acessos, como vemos na figura a seguir. 
Figura 34 – Planta funcional de sala com lâmpadas comandadas por diversos interruptores
Os interruptores intermediários, denominados four way (S4W), permitem duas posições, que podem 
alterar o estado do circuito de aberto para fechado, ou seja, de luz apagada para luz acesa e vice-versa 
com o acionamento de qualquer um dos interruptores do circuito. Essas mudanças de posição são 
esquematicamente representadas na figura 35. 
Circuitoaberto Circuito fechado
Figura 35 – Desenhos esquemáticos de ligação com interruptores intermediários
Nesses circuitos, o primeiro interruptor e o último devem ser interruptores paralelos (S3W). No primeiro 
é ligada a fase, que vem do quadro de distribuição, onde no último é ligado o retorno que seguirá para 
as lâmpadas. Entre eles, podem ser conectados tantos interruptores intermediários (S4W) quantos forem 
necessários para atender a todos os pontos de comando requeridos.
O esquema multifilar para a instalação da sala representado na figura 35, com duas lâmpadas 
comandadas por interruptores situados em quatro pontos distintos, é mostrado na figura 36.
55
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
Fase
Ponto 
de luz
Ponto 
de luz
Retorno
Retorno
Retorno
Retorno
Retorno
Retorno
Retorno
Interruptores intermediários
Interruptor 
paralelo
Interruptor 
paralelo
Neutro
Neutro
Figura 36 – Esquema multifilar para 2 lâmpadas de 127 V comandadas em interruptores distintos
O condutor fase vindo do quadro de distribuição deve ser conectado ao borne central de um interruptor 
paralelo. De cada um dos seus bornes laterais deve sair um condutor de retorno, que deve ser conectado 
a um dos bornes de um dos interruptores intermediários. Dele, saem dois retornos para o próximo 
interruptor intermediário e assim sucessivamente, até os bornes laterais do outro interruptor paralelo. 
Do borne central do segundo interruptor paralelo sai outro condutor de retorno, que será ligado a 
cada um dos soquetes das lâmpadas. O outro soquete de cada lâmpada deve ser ligado ao condutor 
neutro, que vem do quadro de distribuição, completando o circuito.
O percurso de todos esses condutores em direção às lâmpadas e aos comandos, no interior dos 
eletrodutos, pode ser representado com o esquema unifilar traçado na planta da edificação, mostrado 
na figura 37. 
Figura 37 – Esquema unifilar na planta da edificação para duas lâmpadas e tomadas de 127 V 
com comandos em interruptores intermediários
56
Unidade I
O traçado e a leitura do esquema unifilar de um circuito devem ser feitos com ordem e cuidado, 
a partir dos condutores que vêm do quadro de distribuição. No caso, uma fase e um neutro chegam 
à primeira caixa de passagem no teto. O condutor fase passa direto por essa caixa e prossegue até o 
primeiro interruptor paralelo (S3W), situado próximo à porta de entrada da sala. O neutro prossegue até 
a segunda caixa no teto, sendo ligado a um dos terminais dos soquetes de cada lâmpada. 
Do primeiro interruptor paralelo (S3W) saem dois retornos, que passam pela caixa no teto e seguem até 
o primeiro interruptor intermediário (S4W). Desse interruptor saem outros dois retornos, que percorrem a 
primeira caixa de passagem no teto e seguem até o segundo interruptor intermediário (S4W). 
Do segundo interruptor intermediário saem outros dois retornos, que são encaminhados para o teto, 
percorrem as duas caixas de passagem e seguem até o quarto e o último ponto de comando, que deve 
ser um interruptor paralelo (S3W). Do borne central desse último interruptor sai um condutor retorno, 
que será conectado aos soquetes das lâmpadas, completando o circuito.
Exemplo de aplicação
(Enade 2011) Em uma situação hipotética de implantação de uma obra de construção civil, foram 
solicitadas a um engenheiro júnior, pelo gerente do empreendimento, várias tarefas, destacando-se as 
relacionadas com as instalações elétricas.
Como primeira tarefa, o gerente do empreendimento solicitou que o engenheiro fizesse a distribuição 
elétrica da iluminação de uma das salas do escritório da obra, que tem tubulações secas (eletrodutos e 
caixas sem fiação) já distribuídas e que não poderão sofrer alteração alguma ou acréscimo. O circuito 
é único e monofásico.
Considerando essas informações e a simbologia da norma ABNT NBR 5410, qual dos esquemas a 
seguir seria correto o engenheiro apresentar para o gerente como a solução para a instalação solicitada?
A) 
57
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
B) 
C) 
D) 
E) 
58
Unidade I
Resolução
Do ponto de vista funcional, trata-se da instalação de uma lâmpada que poderá ser comandada, 
ou seja, acendida ou apagada, em três interruptores distintos, correspondentes aos três acessos à sala. 
Serão necessários, portanto, os usos de um interruptor intermediário e de dois interruptores paralelos. 
Sendo um circuito único e monofásico, como indicado no enunciado, devem sair do quadro de 
distribuição para a caixa de passagem no teto apenas um condutor fase e um neutro. O esquema unifilar 
apresentado na alternativa D já pode ser descartado, pois contém um retorno nesse primeiro eletroduto.
O condutor fase deve percorrer a caixa de passagem no teto e ser conectado apenas ao borne central 
de um dos interruptores paralelos, o que não elimina nenhuma das outras alternativas, já que todas 
contemplam essa condição. 
O condutor neutro deve ser conectado apenas a um dos soquetes da lâmpada, sem prosseguir por 
outros eletrodutos. Desse modo, a alternativa A pode ser descartada, já que contém retornos seguindo 
para os interruptores.
O primeiro interruptor paralelo deve ser conectado ao interruptor intermediário por dois condutores 
retorno, o que permite descartar a alternativa C, pois, do interruptor onde chega a fase sai apenas um 
condutor retorno. 
O interruptor intermediário deve ser conectado ao outro interruptor paralelo por dois condutores 
retorno. Logo, no eletroduto que liga esse interruptor intermediário e a caixa de passagem no teto, 
devem passar quatro retornos, dois vindos do primeiro interruptor paralelo e outros dois seguindo 
para o outro interruptor paralelo. Logo, a alternativa B pode ser descartada, já que contém apenas dois 
retornos no referido eletroduto.
Resta, portanto, verificar se o esquema unifilar apresentado na alternativa E está correto até o final. 
O segundo interruptor paralelo é conectado aos dois retornos que vêm do interruptor intermediário 
e do seu borne central sai um retorno, que deve ser conectado ao soquete da lâmpada, fechando 
o circuito. 
Logo, o eletroduto que liga esse interruptor e a caixa de passagem no teto deve conter três condutores 
retorno, como mostra o esquema unifilar da alternativa E.
Portanto, a alternativa correta é a E.
59
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
4 DISTRIBUIÇÃO DOS ELETRODUTOS
A distribuição dos eletrodutos que fazem as ligações entre o quadro de distribuição e as caixas 
de passagem nas quais serão instalados os pontos de utilização de luz e força é uma tarefa de tal 
importância que pode definir tanto a qualidade de um projeto de instalações prediais elétricas quanto 
a própria qualidade do projetista. 
Por essa rede de eletrodutos e de caixas de passagem, também conhecida como tubulação seca, 
serão passados os condutores de todos os circuitos que alimentam os pontos de utilização. 
Uma rede bem traçada permitirá percursos mais diretos e mais curtos para os condutores do quadro 
de distribuição até cada ponto, o que significa economia no comprimento de fios e maior eficiência do 
circuito, com a redução da resistência devido à própria redução da extensão dos condutores elétricos. 
A partir da planta elétrica funcional, que deve conter todos os pontos de utilização (lâmpadas e seus 
respectivos pontos de comando, tomadas ou circuitos específicos), em geral elaborada pelo autor do 
projeto arquitetônico, como a apresentada na figura 15, é possível imaginar o melhor percurso para os 
condutores de cada circuito, previamente definido em função da soma de sua potência requerida. 
O traçado de uma boa rede de eletrodutos começa com a definição do local mais adequado para a 
instalação do quadro de distribuição, de onde sairão os condutores dos circuitos terminais para todos 
os pontos de utilização do imóvel, ilustrado na figura 38.
Fase
Disjuntores
Terra
T F F N
Neutro
Figura 38 – Quadro de distribuição, onde a energia chega e é distribuída para os circuitos
60
Unidade I
É também nesse quadro que chegarãoos condutores de alimentação e de proteção, fases, neutro e 
terra, vindos do quadro de medição, situado logo após o ponto de entrada de energia elétrica na edificação. 
Em edifícios com diversos andares é interessante que o quadro de cada andar, ou unidade autônoma, 
fique próximo do shaft (o duto vertical por onde passa a prumada de energia elétrica) e, ao mesmo 
tempo, em um ponto razoavelmente central do andar, ou da unidade, visando à distribuição equilibrada 
das cargas. 
O quadro de distribuição deve ficar em local de fácil acesso, mas com segurança em relação às 
pessoas que não têm a devida capacitação técnica e, sobretudo, às crianças. É prática usual instalar o 
quadro atrás de portas que tendem a permanecer abertas durante o uso cotidiano, como as de cozinha 
e de área de serviço, ou em locais de fácil circulação, onde possam ser cobertos por quadros decorativos, 
por exemplo.
Após a definição do local do quadro de distribuição, o passo seguinte é o traçado da tubulação seca, 
isto é, da rede de eletrodutos que liga esse quadro à caixa de passagem no teto mais próxima e a todas 
as demais, de forma que todas as caixas disponham de pelo menos uma via de acesso ao quadro. 
A figura 39 mostra a posição definida para o quadro de distribuição e os eletrodutos que fazem a sua 
ligação com as caixas para os pontos de iluminação no teto e nas paredes do apartamento já em estudo, 
cujas plantas de ocupação e elétrica funcional foram apresentadas nas figuras 14 e 15. 
Figura 39 – Planta com eletrodutos interligando o quadro de distribuição e os pontos de luz
61
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
É importante lembrar que os circuitos para lâmpadas e para tomadas, apesar de separados, devem 
ser passados preferencialmente pelas caixas de teto, e para completar o traçado dos melhores percursos 
para os condutores é conveniente estudarmos um circuito de cada vez, em escala maior.
Para a área íntima desse apartamento, constituída pelos dormitórios e pelos banheiros, já foram 
definidos, em exemplo de aplicação anterior, 10 circuitos, a seguir relacionados:
• Dois circuitos para chuveiro.
• Dois circuitos para possível instalação de ar-condicionado tipo split.
• Dois circuitos com tomadas para aquecedor de ambiente.
• Dois circuitos para as tomadas dos banheiros.
• Um circuito para iluminação dos dormitórios e dos banheiros.
• Um circuito para as tomadas dos dormitórios.
 Lembrete
Para circuitos que ocupam o mesmo eletroduto, basta um condutor 
de proteção, ou terra, que deve ter o diâmetro requerido pelo circuito de 
potência mais elevada.
Os dois circuitos para chuveiros elétricos, um para cada banheiro, que serão representados por -1- e -2-, 
devem ter o percurso mais direto e mais curto possível, por serem de 220 V, com dois condutores fase e 
um neutro, para elevada potência. 
Observando a figura 39, com a representação em planta da rede pré-traçada de eletrodutos, verificamos 
que é conveniente acrescentar quatro segmentos de eletrodutos com o objetivo de interligar as caixas 
para as lâmpadas de teto dos dois banheiros e o quadro de distribuição. 
Logo, a nova rede de eletrodutos, já com os esquemas unifilares dos condutores dos circuitos -1- e -2-, 
passa a ser representada pela figura 40. 
62
Unidade I
Figura 40 – Planta com eletrodutos interligando o quadro de distribuição 
e os esquemas unifilares para os circuitos dos chuveiros
Os dois circuitos para os dois aparelhos de ar-condicionado tipo split, um para cada dormitório, 
representados por -3- e -4-, cujas potência também são elevadas, seja sob tensão elétrica de 127 V ou 
de 220 V, devem seguir o mesmo critério dos circuitos para chuveiros, ou seja, um circuito para cada 
aparelho e o mais direto possível, do quadro de distribuição até o respectivo ponto de instalação.
Lembrando que o ponto de tomada deve situar-se próximo ao local onde a unidade evaporadora será 
instalada, no alto da parede, como a ilustrada na figura 41. É conveniente acrescentarmos eletrodutos 
que liguem as caixas para tais tomadas diretamente às caixas de passagem no teto que estiverem mais 
próximas delas.
63
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
Figura 41 – Perspectiva com a unidade evaporadora do ar-condicionado, tipo split, a caixa 
para a tomada e o eletroduto ligando-a à caixa de passagem de teto mais próxima
Dessa forma, a rede de eletrodutos, já com os devidos acréscimos e com os esquemas unifilares dos 
condutores dos circuitos -3- e -4-, passa a ser representada pela figura 42. 
Figura 42 – Planta com os esquemas unifilares para os circuitos dos aparelhos de ar-condicionado 
nos eletrodutos a partir do quadro de distribuição
64
Unidade I
Com relação aos circuitos -5- e -6-, para uma tomada de 127 V em cada dormitório, cuja potência 
pode superar 1.200 W (já que é provável a ligação de aparelho portátil aquecedor de ambiente, caso 
não sejam instalados os aparelhos de ar-condicionado), bem como aos outros dois circuitos, -7- e -8-, 
um para cada banheiro (onde podem ser ligados secadores de cabelos, cuja potência requerida é cerca 
de 1.000 W), apesar de não serem circuitos para tomadas de uso exclusivo (TUE), também devem ser 
considerados circuitos independentes e o mais diretos possível.
Observando a planta representada na figura 41, vemos que um bom caminho para os condutores 
dos circuitos -5- e -6-, uma fase, um neutro e um terra, seria pelo eletroduto que já liga o quadro de 
distribuição à caixa no teto do hall dos quartos e por novos eletrodutos ligando essa caixa diretamente 
aos pontos para cada tomada. 
Para os circuitos -7- e -8-, os condutores fase, neutro e terra podem seguir pelas caixas de teto dos 
banheiros e pelas caixas para os interruptores das arandelas, representados, em perspectiva, na figura 43. 
Figura 43 – Elevação com os eletrodutos para arandelas e a tomada de 127 V, do circuito -8-
65
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
Os eletrodutos acrescentados e os esquemas unifilares completos para os circuitos -5-, -6-, -7- e -8- 
estão representados, em planta, na figura 44.
Figura 44 – Planta com eletrodutos e esquemas unifilares para os circuitos -5-, -6-, -7- e -8-
Neste ponto, é fácil perceber que os desenhos contendo os eletrodutos e os condutores precisam 
ser elaborados em escala maior, tanto para o traçado quanto para a leitura e a interpretação correta 
dos circuitos. 
Para acrescentar os circuitos da iluminação, representados por -9-, já verificamos a falta de espaço 
para indicação dos condutores fase, neutro e retorno em alguns dos eletrodutos mais carregados, 
sobretudo naqueles que saem do quadro de distribuição ou naqueles com pequena extensão em planta. 
Como as plantas com esquema unifilar devem ser claras, precisas e inequívocas, é comum utilizarmos 
destaques para tais indicações, com notações semelhantes às representadas na figura 45.
66
Unidade I
Figura 45 – Planta com eletrodutos e esquemas unifilares para os circuitos -9-, para iluminação
Assim, a leitura e a compreensão dos circuitos ficam mais fáceis. O condutor fase, que servirá a 
todos os pontos de iluminação, já que a soma de suas potências é inferior a 1.200 W, sai do quadro de 
distribuição e segue pelo eletroduto que o liga à caixa de passagem no teto do hall dos quartos. Dessa 
caixa, saem derivações que passam pelas caixas de cada ponto de iluminação e prosseguem até seus 
respectivos interruptores. 
De cada interruptor sai o retorno que será conectado a um dos terminais do soquete para lâmpada, 
seguindo pelo mesmo eletroduto em que veio a fase. O neutro, que é ligado ao outro terminal do 
soquete para lâmpada, segue o mesmo caminho e tem as mesmas derivações da fase -9-, desde o 
quadro de distribuição até cada ponto de iluminação.
Na suíte, que conta com interruptores paralelos (S3W), a fase passa pela caixa destinada ao ponto de 
iluminação e segue até o interruptor próximo à porta de entrada do quarto. Desse interruptor, saem os 
dois retornos, que serão conectados ao outro interruptor paralelo(S3W), percorrendo também a caixa de 
passagem no teto. Do borne central do segundo interruptor (S3W) sai o retorno que será conectado a um 
dos terminais do soquete para a lâmpada.
67
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
Nessa área do apartamento falta ainda traçar o circuito -10-, que servirá a todas as demais tomadas 
de uso geral (TUG). 
Os condutores fase e neutro podem seguir do quadro de distribuição para a caixa de passagem 
no teto do hall dos quartos e daí para a caixa da tomada próxima à entrada do quarto menor, pelos 
eletrodutos onde já estão passando os condutores do circuito -5-, fase, neutro e terra. 
A partir dessa caixa, a fase, o neutro e uma derivação do terra podem seguir por eletrodutos embutidos 
nas paredes para todas as outras caixas e para tomadas de uso geral (TUG) dos dois dormitórios, 
representados na figura 46, com seu respectivo esquema unifilar.
Figura 46 – Planta com eletrodutos e esquemas unifilares para o circuito -10- para tomadas
É importante notar que, por se tratar de prédio com diversos andares cujos pisos e tetos são lajes, 
os circuitos para as tomadas baixas, tanto de uso geral (TUG) quanto de uso exclusivo (TUE), também 
poderiam ser passados em eletrodutos embutidos nas lajes de piso e nas paredes, como vemos, em 
perspectiva, na figura 47. 
68
Unidade I
Figura 47 – Eletrodutos na laje de piso e nas paredes, para os circuitos de tomadas baixas
O traçado dos eletrodutos para as demais áreas do imóvel residencial como este, para instalações 
comerciais ou para locais de prestação de serviços deve seguir basicamente os mesmos princípios e 
critérios apresentados. 
O dimensionamento dos eletrodutos, ou seja, a definição do diâmetro e da área da sua seção 
transversal, depende da definição da quantidade de condutores que passará em cada segmento de 
eletroduto e, também, da determinação do diâmetro de cada condutor. Vale destacar que esse assunto 
será estudado posteriormente.
69
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
 Resumo
Nesta unidade, foram expostos alguns dos conceitos básicos que todo 
engenheiro civil deve conhecer a respeito da energia elétrica. Iniciamos 
com um sucinto resumo histórico das descobertas na área e descrevemos as 
principais etapas da evolução dos conhecimentos científicos até chegarmos 
ao domínio completo da tecnologia para o aproveitamento dessa energia. 
Abordamos as principais formas de produção de energia elétrica, 
incluindo as desenvolvidas em décadas mais recentes, que utilizam recursos 
naturais renováveis e processos considerados limpos, bem como a evolução 
de sua participação na composição da matriz de produção, tanto no Brasil 
quanto no mundo.
Fizemos uma revisão de conceitos fundamentais, como tensão elétrica, 
corrente elétrica, resistência e potência, indispensáveis para a concepção 
e o dimensionamento e para a própria compreensão de circuitos elétricos.
A seguir, elaboramos um resumo relativo à transmissão e à distribuição 
da energia elétrica produzida, com as devidas transformações, primeiro 
para alta tensão, adequada à transmissão, e depois para a baixa tensão, 
que é a utilizada nas instalações prediais. 
A partir desses conhecimentos básicos, iniciamos a exposição sobre 
o processo de elaboração de um projeto de instalações prediais elétricas, 
desde a sua concepção, feita com base no ponto de vista do usuário da 
edificação, em geral estabelecido no projeto arquitetônico. 
Em seguida, apresentamos a definição dos circuitos elétricos necessários, 
em função da potência requerida nos pontos de utilização, os tipos de 
condutores (fase, neutro, retorno e terra) a serem utilizados, os caminhos 
que eles devem percorrer dentro de eletrodutos e caixas de passagem e 
suas representações por meio de esquemas multifilares e unifilares. 
Sempre que necessário, as exigências, as prescrições, as recomendações 
e as especificações da Norma ABNT NBR 5410:2004 (ABNT, 2008), que 
regulamenta instalações elétricas de baixa tensão, foram citadas nos 
contextos de suas aplicações.
Além disso, fizemos exemplos de aplicação a fim de concretizar os 
temas desenvolvidos na unidade.
70
Unidade I
 Exercícios
Questão 1. Observe a ducha elétrica mostrada na figura a seguir.
Figura 48 – Ducha elétrica que opera com potência de 5.500 W e tensão de 220 V
Assinale a alternativa que mostra a intensidade corrente elétrica, em amperes (A), que circula no 
chuveiro quando ele está ligado.
A) 12,5.
B) 25,0.
C) 55,0.
D) 5,5.
E) 2,2.
Resposta correta: alternativa B.
Análise da questão
Se substituirmos os valores fornecidos no enunciado (potência de 5.500 watts e tensão de 220 volts) 
na equação que relaciona potência P, tensão V e intensidade de corrente I, teremos os cálculos mostrados 
a seguir.
P VxI
5.500 220xI
5.500
I I 25A
220
=
=
= → =
Logo, a intensidade da corrente elétrica relativa a um chuveiro de 5.500 W em 220 V é igual a 25 A.
71
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
Questão 2. Imagine que tenhamos dois resistores, de resistências R1 = 5Ω e R2 = 7Ω, associados em 
paralelo, conforme mostrado na figura a seguir.
R1
R2
Figura 49 – Associação de resistores de resistências R1 e R2, em paralelo
Podemos trocar os dois resistores por um único resistor de resistência equivalente Req igual a:
A) 12,0 Ω.
B) 2,9 Ω.
C) 35,0 Ω.
D) 5,7 Ω.
E) 6,5 Ω.
Resposta correta: alternativa B.
Análise da questão
A resistência equivalente Req da associação em paralelo de dois resistores de resistências R1 e R2 é 
calculada conforme mostrado a seguir.
1 2
eq
1 2
R .R
R
R R
=
+
Se fizermos R1 = 5 Ω e R2 = 7 Ω na equação anterior, ficaremos com o que segue.
eq eq
5.7 35
R R 2,9
5 7 12
= = → = Ω
+casos, ele deverá orientar a elaboração do projeto, para atender às necessidades 
dos usuários, bem como acompanhar e fiscalizar, sob o mesmo ponto de vista, a correta execução das 
instalações elétricas. 
Este livro-texto apresenta os elementos fundamentais das instalações prediais elétricas mais típicas, 
desde a entrada de energia na edificação até cada ponto de utilização. 
Para facilitar a compreensão e o aprendizado do aluno de Engenharia Civil, a sequência de 
apresentação será a mesma empregada na elaboração de projetos, ou seja, da energia necessária em 
cada ponto de utilização para a energia total requerida pela instalação. Considerado o uso de cada 
ambiente, o ponto de partida é a definição dos dispositivos necessários para as atividades previstas e as 
respectivas demandas de carga, prosseguindo com a definição e o dimensionamento dos circuitos, em 
função da quantidade de energia demandada por eles.
O conhecimento básico de todo o processo de fornecimento de energia elétrica é importante para 
o traçado de circuitos, para o dimensionamento de fios e cabos e para a definição dos dispositivos de 
comando e de proteção. Assim, também serão expostos os principais conceitos relativos à geração e às 
formas de transmissão e de distribuição de energia elétrica. 
8
A compreensão e o domínio de tais conceitos são fundamentais tanto para o futuro profissional 
que pretende se dedicar mais à elaboração de projetos civis quanto para aquele que pretende se dedicar 
principalmente à direção de obras, na execução de edificações novas, nas reformas ou nos retrofits, isto é, 
atualizações de imóveis antigos, adequando-os para novas utilizações.
Nesse contexto, é de extrema importância que a comunicação entre os profissionais envolvidos 
seja clara e precisa, sem margem para interpretações diversas, de modo que tudo o que foi definido, 
detalhado e especificado em projeto seja executado com total fidelidade na edificação. 
A simbologia e as normas empregadas têm, portanto, papel fundamental na elaboração e na 
compreensão das peças gráficas que compõem o projeto executivo. 
Este texto emprega como documentação básica para a execução de uma instalação predial elétrica 
a norma ABNT NBR 5410:2004, Versão Corrigida:2008 - Instalações Elétricas de Baixa Tensão (ABNT, 2008), 
que, em seu item 6.1.8, é constituída por:
• plantas;
• esquemas unifilares e outros, quando aplicáveis;
• detalhes de montagem, quando necessários;
• memorial descritivo da instalação;
• especificação dos componentes (descrição, características nominais e normas que devem atender);
• parâmetros de projeto (correntes de curto-circuito, queda de tensão, fatores de demanda considerados, 
temperatura ambiente etc.).
A norma também estabelece que, após a conclusão da instalação, todos esses itens devem ser revisados 
e atualizados, de forma a corresponder fielmente ao que foi executado, gerando a documentação 
conhecida por “as built”, que, em português, significa “como construído”. Este documento pode ser 
realizado pelo projetista, pelo executor ou por outro profissional, devendo ser acordado previamente 
entre as partes.
Para as instalações que não necessitam de equipe permanente para operação, supervisão ou 
manutenção, como aquelas de unidades residenciais ou de pequenos estabelecimentos comerciais, a 
norma prescreve que também seja entregue ao usuário um manual redigido em linguagem acessível 
para leigos e que contenha, no mínimo, os seguintes elementos:
• esquema(s) do(s) quadro(s) de distribuição com indicação dos circuitos e respectivas finalidades, 
incluindo a relação dos pontos alimentados, no caso de circuitos terminais;
• potências máximas que podem ser ligadas em cada circuito terminal efetivamente disponível;
9
• potências máximas previstas nos circuitos terminais deixados como reserva, quando for o caso;
• recomendação explícita para que os dispositivos de proteção existentes no(s) quadro(s) não sejam 
trocados por outros tipos com características diferentes.
São esses os assuntos que você encontrará neste livro-texto. 
Boa leitura!
INTRODUÇÃO
Há pouco mais de um século, as atividades noturnas eram realizadas apenas à luz proporcionada 
pela combustão de velas, lampiões e tochas ou até por simples fogueiras. Atualmente, é praticamente 
impossível imaginar a vida sem o uso da energia elétrica. 
Contudo, desde a descoberta da eletricidade na Grécia Antiga, foram necessários mais de vinte 
séculos para que o seu domínio e a sua utilização, como modalidade de energia, se tornassem tanto 
possíveis quanto indispensáveis. Portanto, apesar de tão usual, é possível prever que não se trata de 
uma tecnologia simples, cuja instalação possa prescindir de profissionais com elevada competência e o 
devido conhecimento técnico.
Os primeiros registros históricos sobre a eletricidade são atribuídos a Tales de Mileto, filósofo grego 
pré-socrático que viveu por volta do século VI a.C. Ele seria o autor de um experimento que é repetido 
até hoje, principalmente na iniciação à ciência para crianças.
Tales observou que ao esfregar uma gema de âmbar em uma pele de carneiro a pedra passava a 
atrair palhas ou pequenos fragmentos de madeira. Isso pode ser facilmente verificado, caso alguém 
ainda não conheça o experimento, com um pente passado pelos cabelos ou com uma régua plástica 
esfregada na roupa e, a seguir, aproximados de pequenos pedaços de papel.
A relevância do âmbar, que é uma gema constituída de uma resina de origem orgânica e que tem 
aparência de uma pedra semipreciosa, é que a sua denominação na língua grega é elektron, o que deu 
origem à palavra eletricidade para a denominação desse fenômeno.
Tal experimento pode ser bem compreendido à luz do modelo atômico de Rutherford-Bohr, proposto 
pelo físico e químico Ernest Rutherford no início do século XX e aperfeiçoado por outro cientista, 
Niels Bohr, cerca de dois anos depois. Esse modelo descreve a constituição de toda a matéria como 
composições de átomos de diferentes elementos químicos. 
De acordo com tal modelo, cujo arranjo espacial é ilustrado na figura a seguir, os átomos são 
constituídos de elétrons (E), partículas com carga elétrica negativa que giram ao redor de um núcleo 
em órbitas. O núcleo, por sua vez, é composto por partículas com carga elétrica positiva, denominadas 
prótons (P), e partículas sem carga elétrica, denominadas nêutrons (N). 
10
E
P N
Figura 1 – Modelo atômico de Rutherford-Bohr
O átomo de cada elemento químico é caracterizado pela quantidade de prótons existentes no 
seu núcleo. Em estado de equilíbrio, a quantidade de elétrons presentes nas diversas órbitas é igual à 
quantidade de prótons no núcleo, fazendo com que as cargas negativas e positivas se neutralizem. 
Quando o âmbar, o pente ou a régua são esfregados em tecidos ou cabelos, parte dos seus elétrons, 
situados nas órbitas mais superficiais, são removidos, rompendo o equilíbrio de cargas elétricas em seus 
átomos. Assim, ao aproximar esse objeto de qualquer outro, tais átomos tentam recuperar seu equilíbrio 
atraindo elétrons do outro material. Por isso, se o outro material é um pequeno fragmento de palha ou 
papel, a força da atração pode ser suficiente para unir os objetos, deixando-os grudados uns aos outros.
As principais aplicações da eletricidade que dizem respeito diretamente às instalações prediais 
decorrem diretamente desse movimento de elétrons através da matéria, cujos efeitos foram percebidos 
por Tales de Mileto, ou seja, do emprego da corrente elétrica através de condutores.
As aplicações práticas da energia elétrica são o resultado de um conjunto de descobertas de diversos 
pesquisadores em diferentes épocas, que posteriormente foram repartidas e organizadas em três áreas, 
hoje conhecidas como eletrostática, eletrodinâmica e eletromagnetismo. 
Com relação à corrente elétrica, ligada principalmente à eletrodinâmica, apenas para se ter uma 
ideia desse contínuo processo de desenvolvimento e evolução, a seguir são resumidamentedestacados 
os pesquisadores, a época aproximada e as descobertas ou invenções a eles atribuídas. 
• Benjamin Franklin (1744): constatou a existência da corrente elétrica observando uma pipa 
exposta aos relâmpagos de uma tempestade.
• Alessandro Volta (1796): criou a pilha, um dispositivo capaz de produzir corrente elétrica, 
recebendo como homenagem o nome da unidade de diferença de potencial, ou tensão (volt).
11
• Hans Christin Oersted (1820): descobriu que a corrente elétrica gera campo magnético.
• George Simon Ohm (1827): descobriu a relação matemática entre os valores da corrente elétrica, 
da tensão e da resistência, denominada primeira lei de Ohm.
• Michael Faraday (1831): descobriu a indução eletromagnética.
• Hippolyte Pixii (1832): observou a existência de corrente alternada aplicando o princípio da 
indução eletromagnética. 
• Alexander Graham Bell (1875): inventou o telefone e criou uma das mais relevantes empresas de 
pesquisas, os laboratórios Bell, ainda em pleno exercício. Hoje, esse laboratório se chama Nokia 
Bell Labs, devido às inúmeras fusões e aquisições que ocorreram.
• Thomas Edison (1880): inventou a lâmpada incandescente. 
• George Westinghouse (1886): construiu, com a direção técnica de Nikola Tesla, a primeira linha de 
transmissão de eletricidade com corrente alternada, popularizando o uso energia elétrica. 
• Nikola Tesla (1890): desenvolveu o sistema trifásico para a distribuição de energia elétrica. 
• Albert Einstein (1905): descreveu o efeito fotoelétrico que tornou possível, posteriormente, a 
geração de energia elétrica com painéis solares. 
• Kamerlingh Onnes (1911): descobriu os supercondutores, que se tornam fundamentais para o 
desenvolvimento de toda a tecnologia utilizada atualmente em computadores, telefonia móvel e 
meios de comunicação e informação em geral.
Nesse contexto, não seria exagero afirmar que a vida contemporânea se tornou totalmente 
fundamentada no uso da energia elétrica, bem como na eficiência da sua produção, transmissão, 
distribuição e formas de utilização. 
Assim, conhecimentos básicos relativos a cada uma das etapas do processo de disponibilização da 
energia elétrica tornam-se indispensáveis à formação do engenheiro civil.
Bom estudo!
12
13
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
Unidade I
1 CONCEITOS BÁSICOS SOBRE ENERGIA ELÉTRICA
A parcela de conhecimentos específicos que cabe a esta disciplina é a distribuição da energia elétrica 
dentro de algumas das edificações mais típicas na prática da engenharia civil. O ponto de partida 
sempre será o final da linha, ou seja, a disponibilização da energia elétrica conforme as necessidades ou 
as aspirações do cliente, habitualmente definidas no projeto arquitetônico. 
Muito embora o projeto das instalações elétricas deva ser elaborado por um engenheiro eletricista 
e a sua execução deva ser feita por profissionais qualificados, cabe ao engenheiro civil orientar e 
acompanhar todo o processo. 
Porém, não é incomum que, a partir da análise dos projetos, verifiquemos a necessidade de 
retificação ou de complementação de algumas definições, de alguns dimensionamentos ou de alguns 
detalhamentos. Por isso, é importante que o engenheiro civil tenha conhecimento suficiente e, ao 
mesmo tempo, esteja sempre atento ao ponto de vista do usuário e à à finalidade da edificação. 
A norma que regulamenta o projeto e a execução das Instalações Prediais Elétricas, objetos desta 
disciplina, é a ABNT NBR 5410:2004 (ABNT, 2008) que, atualmente, como diversas outras normas da 
Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, está em processo de revisão. 
1.1 Produção de energia elétrica
A energia elétrica pode ser gerada em usinas hidrelétricas, a partir do aproveitamento da energia 
cinética da água que escoa nos cursos d’água em direção ao oceano. Com relação à sustentabilidade, 
esse é um dos processos totalmente renováveis e limpos. Toda a energia assim produzida é proveniente 
do sol, que movimenta continuamente o ciclo hidrológico. 
A energia solar provoca a evaporação de parte das águas do oceano e dos demais reservatórios 
superficiais do planeta. Parte do vapor d’água forma nuvens, que são transportadas pelos ventos. 
A condensação do vapor d’água nas nuvens, devido às alterações das condições de temperatura e 
de pressão, faz com que essa água precipite sobre a superfície terrestre e realimente as nascentes e os 
próprios cursos d’água. 
A energia cinética dessa massa de água em movimento nos cursos d’água retornando em direção 
ao oceano, que pode girar turbinas semelhantes à ilustrada esquematicamente na figura a seguir, é a 
energia transformada em energia elétrica nas usinas hidrelétricas. 
14
Unidade I
Duto
Rio
Re
se
rv
at
ór
io
Linhas de transmissão
Casa de força
Turbina
Vertedouro
Figura 2 – Corte esquemático da casa de força de uma usina hidrelétrica
Adaptada de: https://tinyurl.com/4fhstxtz. Acesso em: 12 out. 2023.
Outra fonte totalmente renovável e limpa para a produção de energia elétrica, cujo emprego vem 
crescendo significativamente nos anos recentes, consiste no aproveitamento direto da energia solar 
captada por painéis fotovoltaicos, ilustrados na figura 3.
Figura 3 – Painéis fotovoltaicos 
Disponível em: https://shre.ink/8Pvg. Acesso em: 2 set. 2023.
15
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
Uma importante vantagem desse tipo de produção de energia elétrica é que ela pode ser gerada em 
escala domiciliar e conectada à rede pública de distribuição. Assim, quando sua produção eventualmente 
for insuficiente para a sua demanda, devido às condições climáticas, o consumo do domicílio passa a ser 
complementado pela energia elétrica fornecida pela rede e, quando a produção for superior à demanda, 
o excedente é fornecido para a rede.
Acentua-se que, talvez, a principal vantagem dessa forma de gerar energia elétrica seja a pulverização 
e o caráter privado desses investimentos, reduzindo a necessidade de enormes investimentos por parte 
do poder público.
Entre as novas formas de geração de energia elétrica a partir de fontes limpas e renováveis, também 
vem crescendo significativamente, sobretudo no Brasil, o aproveitamento da energia dos ventos, captada 
por aerogeradores, como os ilustrados nas figuras a seguir.
Figura 4 – Aerogeradores de energia elétrica 
Disponível em: https://shre.ink/8Pvl. Acesso em: 25 jan. 2024.
Torre
Pás
Transformador
Nacele (abriga o gerador)
Ligação 
à rede
Figura 5 – Esquema de geração de energia eólica
Disponível em: https://shre.ink/8Pv1. Acesso em: 25 jan. 2024.
16
Unidade I
Nos países em que o potencial hidrelétrico é insuficiente para suprir a demanda, é necessário recorrer 
a outras formas de geração de energia, como as usinas termoelétricas e as nucleares. 
As usinas termoelétricas e as nucleares empregam processos considerados não limpos: as nucleares 
usam recursos naturais não renováveis. Na realidade, ambas utilizam recursos não renováveis, mas as 
usinas nucleares apresentam perigos de falhas catastróficas. Contudo, na ausência de incidentes, as usinas 
nucleares podem poluir menos. As termoelétricas empregam energia da queima de combustíveis, 
originalmente provenientes de fontes não renováveis, como carvão, derivados do petróleo ou do 
gás natural. 
Atualmente, em face da premente necessidade de preservação ambiental, vem ocorrendo uma 
crescente tendência para o emprego de processos sustentáveis, com a utilização de combustíveis de 
fontes renováveis, como o biodiesel obtido da cana-de-açúcar ou do milho e, sobretudo, das biomassas 
provenientes do aproveitamento de resíduos orgânicos. 
Merece destaque, no campo das biomassas, o aproveitamento do gás metano produzido na reação 
anaeróbia da digestão de esgotos. Trata-se do típico processo em que a sustentabilidade ocorre em mão 
dupla, ou seja, aquilo que era um resíduo indesejável de um sistema passa a ser um insumo quase que 
gratuito para um outro sistema. 
Nesse caso, o gás metano, resíduo nocivo e indesejável dos sistemasde tratamento de esgotos, 
torna-se combustível para a produção de energia elétrica, reduzindo a necessidade de combustível 
fóssil, carvão e gás natural.
Lagoas anaeróbias constituem um dos mais simples e mais econômicos sistemas de tratamento de 
esgoto. A instalação de biodigestores em tais lagoas, também bastante simples e econômica, como a 
ilustrada na figura 6, permite a coleta e o aproveitamento de praticamente todo o gás metano gerado 
pela reação anaeróbia da digestão do esgoto. 
Figura 6 – Biodigestor instalado em lagoa anaeróbia para tratamento de esgotos
Disponível em:https://tinyurl.com/4sakv69u. Acesso em: 25 jan. 2024.
17
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
O conjunto dessas iniciativas proporciona ampla diversificação dos componentes, o que se 
convencionou chamar de matriz de produção de energia elétrica, ou apenas matriz elétrica, que vem se 
desenvolvendo e evoluindo em direção à sustentabilidade e à preservação do meio ambiente.
O Brasil sempre teve posição de destaque no que diz respeito à produção de energia elétrica limpa 
e sustentável, sobretudo graças ao seu privilegiado potencial hidrelétrico. Essa posição de destaque 
é verificada ao compararmos a matriz elétrica mundial e a nossa matriz elétrica em anos recentes, 
apresentadas na figura 7. Enquanto cerca de 75% da energia elétrica produzida no mundo provinha de 
recursos naturais não renováveis, no Brasil essa produção era inferior a 20%.
 
Hidráulica
65,2%
Gás natural
10,5%
Biomassa
8,2%
Biomassa
2,3%
Matriz elétrica mundial 2016 (IEA, 2018) Matriz elétrica brasileira 2017 (IEA, 2018)
Nuclear 
2,6%
Nuclear 
10,4%
Petróleo e 
derivados 
2,5%
Petróleo e 
derivados 
3,7%
Carvão
38,3%
Carvão
4,1%
Solar e eólica
6,9%
Solar, eólica, 
geotérmica, maré
5,6%
Gás natural
23,1%
Hidráulica
16,6%
Figura 7 – Composição das matrizes elétricas no mundo e no Brasil
Adaptada de: https://tinyurl.com/yc4knwwm. Acesso em: 25 jan. 2024.
Apesar dessa situação, o desenvolvimento de alternativas renováveis vem sendo inegável e relevante 
em nosso país. A comparação das matrizes elétricas apresentadas na figura 8 a seguir permite que 
observemos a evolução que ocorreu em apenas dois anos, de 2017 a 2019. 
A participação das novas fontes renováveis, que em 2017 era de 15,1%, sendo 6,9% provenientes 
de energia solar e eólica e 8,2% de biomassa, subiu para aproximadamente 18% em 2019, sendo 1% 
proveniente de energia solar, 8,6% de energia eólica e 8,4% de biomassa.
18
Unidade I
 
Hidráulica
64,9%
Gás natural
9,3%
Biomassa
8,4%
Biomassa
8,2%
Matriz elétrica brasileira 2017 (BEN, 2018) Matriz elétrica brasileira 2019 (BEN, 2020)
Nuclear 
2,6%
Derivados de 
petróleo 
2,0%
Petróleo e 
derivados 
2,5%
Carvão e 
derivados
3,3%
Carvão
4,1% Nuclear 2,5%
Solar 1,0%
Solar e eólica 6,9%
Eólica 8,6%
Gás 
natural
10,5%
Hidráulica
65,2%
Figura 8 – Composição da matriz elétrica no Brasil em 2017 e em 2019
Adaptada de: https://tinyurl.com/yc4knwwm. Acesso em: 25 jan. 2024.
Considerando a intensidade da radiação solar e a quantidade de dias de sol em todo o território 
nacional, bem como a elevada produção de dejetos orgânicos gerados pela agropecuária, é possível 
concluirmos que o Brasil ainda pode aumentar bastante a sua contribuição positiva para a matriz 
elétrica mundial.
 Saiba mais
Para conhecer mais as fontes de energia e a atualização de suas 
posições, há um site do Ministério de Minas e Energia do Brasil, interessante 
e amigável. Acesse o link:
EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA (EPE). Fontes de energia. Brasília, [s.d.]. 
Disponível em: https://tinyurl.com/yc4knwwm. Acesso em: 25 jan. 2024.
1.2 Conceitos fundamentais
A energia elétrica gerada por qualquer um dos processos vistos está armazenada na forma de energia 
potencial, ou seja, um tipo de energia que tem a possibilidade de iluminar ou de realizar algum trabalho. 
Por isso, a capacidade instalada de uma usina é definida por sua potência, medida em watt (W), ou 
melhor, em megawatt (MW), que representa 1.000.000 W.
Se houver um condutor ligando os polos de um gerador, ocorrerá fluxo de elétrons do polo negativo 
para o polo positivo, denominado corrente elétrica, que tende a equilibrar a diferença de potencial 
existente entre ambos. 
19
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
A unidade de medida da intensidade da corrente elétrica (I) é o ampere (A).
A unidade de medida da diferença de potencial (ddp), em geral denominada tensão elétrica ou 
simplesmente tensão (U), é o volt (V).
Em um circuito qualquer, a relação entre os valores de potência (P), medida em W, tensão (U), 
medida em V, e corrente (I), medida em A, é:
[ ] [ ] [ ]P W U V I A= ×
A corrente elétrica depende da quantidade de elétrons livres presentes no condutor. Isso significa 
que materiais como o silício, a platina e o cobre, que têm muitos elétrons livres, são bons condutores. 
Os materiais nos quais os elétrons estão fortemente ligados ao núcleo são maus condutores, como a 
borracha, a madeira e a porcelana. 
A dificuldade que certo condutor impõe ao fluxo de elétrons, ou seja, à passagem da corrente elétrica, 
é denominada resistência elétrica (R), que é medida em ohms (Ω). 
O valor da resistência (R) de um condutor depende da resistividade (ρ), ou resistência específica, do 
material de que é constituído, da área (A) da sua seção transversal, do seu comprimento (L) e da sua 
temperatura, que influi no valor da resistividade, e pode ser obtida pela expressão:
L
R 
A
= ρ
A relação entre a resistência (R) de um condutor, medida em Ω, a tensão (U) existente entre suas 
extremidades, medida em V, e a intensidade da corrente (I) que passa por ele, medida em A, estabelecida 
por Georg S. Ohm, é a denominada lei de Ohm, expressa por:
U (V)
R ( )
I (A)
Ω =
Exemplo de aplicação
Um condutor de cobre com 50 m de comprimento e área da seção transversal de 2,5 mm2 será 
submetido à tensão elétrica de 220 V. Determine o valor da intensidade da corrente elétrica contínua 
que percorrerá esse condutor, considerando ρ = 0,0178 Ωxmm2/m o valor da resistividade do cobre. 
Resolução
O valor da intensidade da corrente pode ser obtido com a lei de Ohm:
U U
R I
I R
= ⇒ =
20
Unidade I
O valor da tensão (U) é conhecido, mas o valor da resistência (R) desse condutor precisa ser calculado. 
Tendo os valores da resistividade (ρ) do cobre, do comprimento (L) e da área da seção transversal (A) 
do condutor, o valor da resistência (R) desse condutor pode ser obtido por:
2
2
L mm 50m
R 0,0178 0,356
A m 2,5mm
= ρ = Ω× × = Ω
Então, o valor da intensidade (I) da corrente elétrica é: 
U 220V
I 617,98A 618A
R 0,356
= = = ≅
Ω
1.3 Circuitos elétricos
Circuito elétrico é a denominação genérica de uma ligação entre os dois polos, positivo e negativo, de 
uma unidade geradora, provida de algum dispositivo de comando que permite ou interrompe a passagem 
da corrente elétrica para fornecer energia a um ou mais aparelhos de utilização. Tais aparelhos podem 
ser, por exemplo, lâmpadas, eletrodomésticos, motores ou elevadores. Os dispositivos de comando que 
permitem fechar ou abrir um circuito são os interruptores, os disjuntores e as chaves seccionadoras, 
entre outros.
Os componentes de um circuito podem ser ligados em série, em paralelo ou de forma mista. Para 
facilitar a compreensão, os circuitos podem ser considerados, de forma simplificada, um condutor 
ligando os polos de um gerador a um ou mais aparelhos, admitidos como resistências. 
Em um circuito em série, representado esquematicamente na figura a seguir, a corrente elétrica 
passa através de cada um dos componentes em sequência e com a mesma intensidade. 
+
-
G U
I
I
I
I
I
R1 R2
R4
R3
Figura 9 – Circuito em série
A resistência total ou resistência equivalente de um circuito em série é dada por:
e 1 2 3 nR R R R ... R= + + + +
21
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
Exemplo de aplicação
Supondo que o circuito apresentado na figura 9 seja submetido à tensão elétrica U = 220 V e que 
os valores das resistênciassejam R1 = 40 Ω, R2 = 25 Ω, R3 = 60 Ω e R4 = 30 Ω, determine o valor da 
intensidade da corrente elétrica (I) que percorrerá o condutor, desprezando a sua resistência.
Resolução
O valor da intensidade da corrente pode ser obtido com a lei de Ohm:
U U
R I
I R
= ⇒ =
O valor da tensão (U) é conhecido, e o valor da resistência equivalente (Re) é igual a:
e 1 2 3 4R R R R R 40 25 60 30 155= + + + = Ω + Ω+ Ω+ Ω = Ω
Então, o valor da intensidade da corrente elétrica é: 
U 220V
I 1,419A 1,42A
R 155
= = = ≅
Ω
Um circuito pode ser construído em paralelo, como esquematicamente representado na figura 10, 
em que a corrente elétrica se divide e passa através de cada componente com intensidade inversamente 
proporcional aos valores de cada resistência.
+
-
G U
I
I1 I2 I3 I4R1 R2 R4R3
Figura 10 – Circuito em paralelo
Aplicando a lei de Ohm, concluímos que o valor da resistência equivalente ao conjunto dos 
componentes instalados em paralelo é obtido pela relação:
e 1 2 3 n
1 1 1 1 1
...
R R R R R
= + + + +
22
Unidade I
Exemplo de aplicação
Considere que o circuito apresentado na figura 10 seja submetido à tensão elétrica U = 220 V e que 
os valores das resistências sejam R1 = 40 Ω, R2 = 25 Ω, R3 = 60 Ω e R4 = 30 Ω. Desprezando a resistência 
do condutor, avalie as afirmativas a seguir.
I – O valor da intensidade da corrente que passa através da resistência R1 é I1 = 5,5 A.
II – O valor da resistência equivalente desse circuito com componentes instalados em paralelo é 
cerca de 0,115 Ω.
III – O valor da intensidade da corrente elétrica (I) saindo da fonte de alimentação é cerca de 25,3 A.
É correto o que se afirma:
A) Em I, II e III.
B) Apenas em I e II.
C) Apenas em I e III.
D) Apenas em II e III.
E) Apenas em I.
Resolução
Afirmativa I: o valor da intensidade da corrente que passa através da resistência R1 pode ser 
determinado pela lei de Ohm. Sabendo que o valor da diferença de potencial, ou da tensão elétrica, 
entre o início e o final de todas as resistências é U = 220 V e que o valor da resistência é de 40 Ω, temos:
U 220V
I 5,5A
R 40
= = =
Ω
Afirmativa II: sendo um circuito com componentes instalados em paralelo, o valor da resistência 
equivalente é obtido pela relação:
e 1 2 3 4
e
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
0,115
R R R R R 40 25 60 30
1
R 8,695 8,7
0,115
 = + + + = + + + =  Ω Ω Ω Ω Ω 
= Ω = Ω ≅ Ω
23
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
Afirmativa III: nos segmentos indicados, a corrente não está dividida e o seu valor depende apenas 
da tensão e da resistência equivalente:
U 220V
I 25,287A 25,3A
R 8,7
= = = ≅
Ω
Portanto, a alternativa certa é a C.
Um circuito também pode ser misto, ou seja, uma combinação de ligações em série e em paralelo, 
como vemos no esquema da figura 11, bastante utilizado em instalações prediais elétricas. 
I2 I3R2
+
-
G U
I
I I3
R1
R3
R5 R4
Figura 11 – Circuito misto
Para determinar o valor da resistência total ou equivalente de um circuito misto é necessário 
resolvermos em partes os circuitos em paralelo e em série, até reduzirmos tudo a um circuito em série.
No circuito da figura 11, a resistência R2 está em paralelo com as resistências R3 e R4 que, por 
sua vez, estão em série. Devemos, primeiramente, determinar a resistência equivalente a R3 e R4, 
que pode ser denominada, por exemplo, Re3-4.
e3 4 3 4R R R− = +
A seguir, determinamos a resistência equivalente a R2 e Re3-4, que estão em paralelo, denominada, 
por exemplo, Re2-3-4, cujo valor é obtido por:
e2 3 4 2 e3 4
1 1 1
R R R− − −
= +
Assim, o circuito ficou reduzido apenas às resistências R1, Re2-3-4 e R5, ligadas em série, e o valor da 
resistência equivalente do circuito (Re) é: 
e 1 e2 3 2 5R R R R− −= + +
24
Unidade I
Exemplo de aplicação
Determine o valor da potência dissipada no circuito apresentado na figura que mostra o circuito 
misto, sabendo que ele está submetido à tensão elétrica U = 220 V e que os valores das resistências são 
R1 = 40 Ω, R2 = 25 Ω, R3 = 60 Ω, R4 = 30 Ω e R5 = 20 Ω. Despreze o valor da resistência do condutor.
Resolução
O valor da potência (P) dissipada é igual ao produto do valor da tensão (U) pelo valor da intensidade 
da corrente (I).
[ ] [ ] [ ]P W U V I A= ×
O valor da intensidade da corrente pode ser obtido com a lei de Ohm, desde que seja conhecido 
o valor da resistência equivalente de todo o circuito, que pode ser obtido seguindo o mesmo roteiro 
exposto há pouco. Vejamos.
e3 4 3 4R R R 60 30 90− = + = Ω + Ω = Ω
e2 3 4
e2 3 4 2 e3 4
1 1 1 1 1
R 19,565 19,6
R R R 25 90 − −
− − −
= + = + ⇒ = ≅ Ω
Ω Ω
e 1 e2 3 2 5R R R R 40 19,6 20 79,6− −= + + = Ω + Ω+ Ω = Ω
O valor da intensidade da corrente é:
e
U 220V
I 2,764A 2,8A
R 79,6
= = = ≅
Ω
Assim, o valor da potência dissipada neste circuito é: 
P (W) U (V) I (A) 220V 2,8A 616W= × = × ≅
1.4 Transmissão e distribuição de energia elétrica
O valor da potência, dissipada ou requerida, é de extrema importância para toda a questão da 
utilização da energia elétrica. Em primeiro lugar, ela é a principal grandeza empregada no âmbito da sua 
produção, ou seja, a medida da capacidade instalada de uma usina é a potência elétrica que ela pode 
gerar, geralmente expressa em megawatt (MW).
Assim, a soma das potências demandadas por todos os circuitos que devem ser alimentados por 
qualquer usina sempre deverá ser inferior à sua capacidade de geração. As falhas eventuais, não tão 
raras, que deixam grandes regiões temporariamente sem abastecimento de energia elétrica, conhecidas 
25
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
popularmente como “apagões”, em geral são devidas à demanda de potência próxima ao limite da 
capacidade do sistema. 
Apenas para facilitar a compreensão de conceitos fundamentais, nos exemplos de aplicação 
apresentados até este ponto, foi desconsiderada a parcela de potência dissipada nos condutores. No 
entanto, essa parcela não é desprezível, sobretudo nas linhas de transmissão e de distribuição.
A partir da estação geradora, a energia elétrica percorre, em forma de corrente, um longo caminho 
até chegar aos pontos de utilização, passando por diversas transformações, esquematicamente 
representadas na figura a seguir.
G T1 T2 T3
T3
T4
DP
DP
DS
DS
DS
Linha de 
transmissão
Instalação predial
Instalação predial
Instalação predial
Instalação industrial
Instalação industrial
Distribuição 
primária (DP)
Figura 12 – Transformação e distribuição de energia elétrica
Para transmitir determinada potência (P), o valor da intensidade de corrente (I) é inversamente 
proporcional ao valor da tensão elétrica (U). Quanto maior for a diferença de potencial, ou tensão 
elétrica, menor será a intensidade da corrente elétrica e, portanto, menor será a parcela de energia 
dissipada por resistência dos condutores. 
Para transportar a energia para os centros urbanos sob alta tensão, com os mínimos valores possíveis 
de corrente elétrica e visando minimizar as perdas em muitos quilômetros de extensão de condutores, 
há uma estação elevadora da tensão (T1) instalada junto à usina geradora.
Ao chegar aos centros urbanos, a tensão será reduzida em estações abaixadoras (T2), para que a 
distribuição primária (DP), dentro do perímetro urbano, possa ser feita sob média tensão. 
As linhas de distribuição primárias seguem até as subestações abaixadoras de tensão (T3 ou T4), 
instaladas nas proximidades dos domicílios em que se situam os pontos de consumo. Nessas subestações 
ocorre a transformação de média para baixa tensão, para a distribuição secundária (DS) adequada ao 
tipo de uso do consumidor, predial ou industrial. 
Para as instalações elétricas prediais, residenciais ou de prestação de serviços, cada subestação 
abaixadora, também conhecida por transformador, como o ilustrado na figura a seguir, serve a diversos 
domicílios através de ramais de ligação, um para cada domicílio. 
26
Unidade I
O limite de ramais em cada transformador é determinado pelo total de potência requerida por todos 
os domicílios ligados a ele. A potência instaladaem cada ramal de ligação é definida pela soma das 
potências requeridas por todos os aparelhos previstos em todos os circuitos servidos pelo ramal.
Figura 13 – Transformador para distribuição secundária
 Lembrete
O valor da potência requerida é uma característica de cada aparelho, 
que deve ser fornecido pelo seu fabricante. Todos os aparelhos, lâmpadas, 
geladeiras, máquinas de lavar, liquidificadores, chuveiros e televisores 
servidos pelos diversos circuitos devem ser considerados para a soma das 
potências, independentemente de estarem ou não em funcionamento. 
2 PROJETO EXECUTIVO DA EDIFICAÇÃO
O projeto de instalações elétricas é um dos projetos complementares que constituem o projeto executivo 
de uma edificação, ou seja, indica como devem ser executados todos os componentes dessa edificação. 
Projetos complementares presumem a existência de um projeto principal. Por mais que essa afirmação 
pareça teoricamente óbvia, nem sempre ela é devidamente considerada na prática profissional. 
27
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
Os diversos projetos complementares, o projeto da estrutura, das fundações, das instalações elétricas 
e o projeto das instalações hidráulico-sanitárias ou de climatização, entre outros, devem definir e indicar 
como cada uma das partes se insere no todo, de forma exata, clara e unívoca. 
O projeto principal, que define o todo, é o arquitetônico, pois é o que tem como pontos de partida 
o objetivo e a finalidade do edifício. Ele considera basicamente o ponto de vista do usuário, também 
denominado beneficiário da edificação. 
O projeto arquitetônico é o que apresenta sempre quais são as atividades e como serão exercidas 
na edificação depois de pronta. Os projetos complementares referem-se basicamente aos componentes 
necessários para que tais atividades possam ser exercidas da forma que o arquiteto imaginou, com a 
devida segurança e o devido conforto.
Assim, um projeto executivo, também denominado projeto para execução, deve ser único, apesar de 
ser constituído por diversas partes. O projeto executivo deve conter todos os elementos gráficos e todas 
as descrições textuais que indiquem os serviços a serem executados, bem como a forma de executar, 
para que o resultado da obra seja, de fato, o empreendimento com as características e o desempenho 
requeridos no projeto arquitetônico.
O processo de elaboração ideal é aquele em que os profissionais das diferentes especialidades podem 
trabalhar coordenadamente sobre o mesmo projeto, formando uma única equipe. 
Na prática, contudo, é bem usual que cada projeto complementar seja elaborado pelo respectivo 
especialista, sempre partindo do mesmo projeto arquitetônico, mas trabalhando de forma quase 
independente dos demais.
Em face das interferências entre os projetos complementares, a elaboração independente, com 
pouca intercomunicação, torna praticamente inevitável a ocorrência de incompatibilidades entre eles, 
decorrentes da concepção, do dimensionamento e do detalhamento de cada um. 
As incompatibilidades precisam ser solucionadas. Na situação ideal, com rápida e plena comunicação 
entre todos os envolvidos durante a elaboração, as incompatibilidades nem ocorreriam. Na pior situação, 
elas serão solucionadas na obra, pelo próprio executante dos serviços. 
Exemplos de soluções adotadas na própria obra, algumas pitorescas e outras com certa gravidade, 
não são difíceis de encontrar. A posição de uma tomada ou de um interruptor coincidindo com um pilar 
de concreto armado tanto pode ser solucionada com a mudança da posição da tomada quanto pelo 
corte do pilar, reduzindo a sua capacidade de carga. 
A situação intermediária consiste em montar uma equipe para se dedicar exclusivamente à detecção 
e à compatibilização dos projetos complementares. As interferências não devem, e algumas não podem, 
ser solucionadas pelo profissional que executa o serviço na obra. 
28
Unidade I
Um condutor vertical de águas pluviais com diâmetro de 75 mm que atravessaria as vigas em balanço 
que suportam lajes de varandas, com 12 cm de largura e armadura composta por 3 barras de 12,5 mm, 
é um exemplo real de interferência que jamais pode ser deixada para ser solucionada na própria obra.
Essas considerações iniciais são importantes para mostrar a atitude a ser mantida durante a 
elaboração tanto de um projeto de instalações prediais elétricas quanto de qualquer outro dos projetos 
complementares. Em primeiro lugar, devemos ter fidelidade ao projeto arquitetônico e consideração em 
relação às necessidades dos demais projetos. 
Supondo que o projetista da estrutura conclui que a área da seção transversal de um dos pilares ou 
de uma viga precisa ser maior do que o previsto no pré-dimensionamento, tanto o projeto arquitetônico 
quanto os projetos complementares devem ser verificados e, se necessário, alterados, pois a segurança 
da estrutura tem prioridade sobre todas as demais características da edificação.
Contudo, isso não significa que a submissão deva ser passiva. Por se tratar de um projeto executivo 
único, elaborado em equipe, sugestões podem e devem ser dadas, de parte a parte, em relação ao 
projeto principal, ao arquitetônico, e a cada um dos projetos complementares. 
 Lembrete
A comunicação e a colaboração entre os projetistas das diversas áreas 
envolvidas na elaboração de um projeto executivo deve ser constante e 
ocorrer em todas as direções e em ambos os sentidos.
2.1 Concepção funcional de um projeto de instalação elétrica
A energia elétrica para instalações prediais pode ser fornecida sob diversas formas, com ligações 
monofásicas, bifásicas ou trifásicas, dispondo de várias potências, conforme a necessidade da edificação. 
Para cada situação, há um tipo de entrada e um padrão de ligação específico.
A finalidade de um projeto de instalação elétrica é fornecer energia e iluminação adequadas para 
todas as atividades e todos os movimentos previstos para a edificação. Logo, a concepção do projeto 
deve começar pela definição dos usos, que tornará possível estabelecer as potências requeridas, os 
circuitos, os quadros de distribuição, as prumadas, o valor da potência instalada, o tipo de ligação e a 
modalidade de fornecimento.
O ponto de partida do projeto de instalação elétrica deve ser, portanto, o layout previsto para a 
ocupação do imóvel. Via de regra, durante a elaboração do projeto arquitetônico, o autor deve imaginar 
o layout mais provável, mesmo considerando que cada usuário irá adotar sua forma pessoal de ocupação. 
Em geral, o próprio arquiteto costuma definir os pontos de energia e de iluminação, bem como os 
locais e as formas de comando, com base nesse layout mais provável. 
29
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
A figura 14 exemplifica a planta do andar tipo de um prédio residencial, com dois apartamentos 
por andar. Nesse desenho, o layout de ocupação mais provável, segundo o autor, está representado no 
apartamento à esquerda, enquanto à direita está representado o apartamento como ele será entregue 
ao usuário. 
Figura 14 – Planta do andar tipo de um prédio residencial, com layout provável de ocupação
Considerando essa ocupação e, tanto quanto possível, outras formas de ocupação e uso, deve ser 
elaborada uma planta com as indicações das tomadas específicas para cada aparelho previsto (como 
refrigerador, máquinas de lavar e de secar, fogão e chuveiro), das tomadas disponíveis para usos diversos 
e eventuais (como liquidificador, batedeira, torradeira, faca elétrica, carregador de telefone celular, 
30
Unidade I
abajures e luminárias) e dos pontos de luz, no teto e nas paredes, com seus respectivos interruptores. 
Essa planta, representada na figura 15, em geral é denominada planta elétrica funcional. 
Ponto de luz no teto
Ponto de luz na parede
Interruptor simples
Interruptor paralelo
Tomada baixa 127 V
Tomada média 127 V
Tomada alta 127 V
Tomada baixa 220 V
Tomada média 220 V
Tomada alta 220 V
Ponto internet
Legenda
Figura 15 – Planta elétrica funcional do apartamento tipo deum prédio residencial
31
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
 Observação
A questão da nomenclatura técnica dos componentes de uma 
instalação predial elétrica será detalhadamente exposta mais adiante. 
Para o momento, os símbolos utilizados nas figuras destinam-se apenas 
a salientar a importância da presença de uma legenda, para permitir a 
correta compreensão do projeto.
É importante não confundir essa planta elétrica funcional com as plantas de representação de 
eletrodutos, que será elaborada a partir da definição de todos os circuitos. As linhas representadas na 
figura 15 servem, única e exclusivamente, para indicar os locais dos pontos de iluminação, os locais e as 
respectivas formas de comando. 
Algumas das luzes da sala, por exemplo, com a luz no hall dos quartos, podem ser acesas ou apagadas 
tanto na entrada da sala quanto no próprio hall, correspondendo a movimentos típicos dos usuários. 
A mesma condição pode ser observada na suíte de casal, em que a luz no teto pode ser acesa 
ou apagada tanto na entrada quanto na cabeceira da cama, também prevendo movimentos típicos e 
indicando que o circuito e os interruptores devem constituir uma ligação em paralelo. 
O posicionamento dos componentes na planta, ainda que esboçado de forma apenas aproximada, 
facilita o levantamento das potências requeridas, além da definição e distribuição equilibrada dos circuitos.
2.2 Divisão da instalação em circuitos elétricos
A divisão da instalação em circuitos elétricos independentes, ligados a dispositivos de proteção no 
quadro de distribuição, deve observar normas e critérios técnicos. Contudo, na medida do possível, essa 
divisão também deve considerar a conveniência do usuário, tanto em relação ao uso habitual de luz e 
força quanto à eventual necessidade de manutenção. 
Os pontos de tomada de uso exclusivo, destinados a equipamentos com corrente nominal superior 
a 10 A, por exemplo, devem ser alimentados por um circuito independente, de acordo com a Norma ABNT 
NBR 5410:2004 (ABNT, 2008). Aquecedores elétricos de água, além de requererem circuito independente, 
devem ser ligados diretamente, sem o uso de tomada. 
Já os demais pontos para lâmpadas e tomadas, de uso específico ou geral, podem ser alimentados 
em comum, por diversos circuitos, conforme o uso e a potência total demandada.
Para o apartamento dado como exemplo nas figuras 14 e 15, no espaço destinado à cozinha há 
diversas tomadas, algumas para uso específico, como geladeira, máquina de lavar louça, fogão, coifa e 
aquecedor de passagem da água para a pia. Há também tomadas de uso geral, que podem ser usadas para 
liquidificadores, batedeiras, torradeiras, fornos elétricos ou de micro-ondas, entre outros. Tais tomadas 
32
Unidade I
podem ser agrupadas em circuitos, desde que a soma das potências requeridas não seja superior a 1.200 W 
para a tensão de 127 V ou a 2.500 W para a tensão de 220 V. 
 Observação
Lembrando que o valor da potência (P), em watts (W), é igual ao valor da 
tensão (V), em volts (V), multiplicado pelo valor da corrente (I), em amperes (A). 
Podemos observar que esses limites para a soma das potências em cada 
circuito terminal são praticamente equivalentes ao limite de 10 A para a 
corrente, citado pouco antes. Vejamos.
P V I 127V 10A 1.270W 1.200W= × = × = ≅
P V I 220V 10A 2.200W 2.500W= × = × = ≅
A potência dos diversos aparelhos eletrodomésticos vem especificada nos manuais dos fabricantes. 
Contudo, para a maior parte dos projetos de instalações prediais, não há o conhecimento prévio dos 
modelos e das marcas dos aparelhos que serão utilizados. 
 Saiba mais
Para refrigeradores, resultados de ensaios do PBE (Programa Brasileiro 
de Etiquetagem) realizados pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, 
Qualidade e Tecnologia) disponíveis na referência a seguir indicam que a 
potência demandada por um aparelho com volume útil de 478 litros pode 
ser cerca de 30% maior do que a demandada por outro aparelho, da mesma 
marca, mas com volume útil de 374 litros. 
INMETRO. Programa Brasileiro de Etiquetagem. 2 jul. 2020. Disponível 
em: https://tinyurl.com/mv7yxakk. Acesso em: 23 nov. 2023.
Com base em tais dados, o Procel (Programa Nacional de Conservação 
de Energia Elétrica) elabora tabelas de consumo médio de energia para 
os aparelhos mais utilizados, que são periodicamente atualizados e 
divulgados em:
PROCEL. Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica. 2006. 
Disponível em: https://tinyurl.com/s5w3hfar. Acesso em: 23 nov. 2023.
33
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
Tabela 1 – Consumo médio mensal de energia elétrica (kWh)
Aparelhos elétricos
Estimativa de uso Consumo médio 
mensal (kWh)(dias/mês) (h/dia)
Aparelho de blu-ray 8 2 0,19
Aparelho de DVD 8 2 0,24
Aparelho de som 20 3 6,60
Aquecedor de ambiente 15 8 193,44
Aspirador de pó 30 20 min 7,17
Geladeira com duas portas 30 24 48,24
Lavadora de roupas 12 1 1,76
Adaptada de: Procel Info (2023). 
A partir das informações constantes nessa tabela, o projetista pode elaborar e manter atualizada 
sua própria tabela com os valores de potência demandados pelos aparelhos mais comuns, como os 
apresentados na tabela a seguir.
Observando que o valor estimado para o consumo médio mensal de energia em quilowatt-hora 
(kWh) na tabela anterior é obtido com o produto do valor da potência (P) do aparelho, em kW, pela 
quantidade média de horas de uso por mês, tendo a estimativa de horas de uso por mês (N) e o valor do 
consumo mensal (C), podemos obter o valor aproximado da potência (P) demandada para cada aparelho 
empregando a seguinte expressão:
C kWh
C P N P kW
N h
= × ⇒ = = =
É interessante notarmos que, empregando os valores de consumo médio mensal em watt-hora 
(1000Wh = 1 kWh), os valores de potência para cada aparelho são obtidos diretamente em watt (W).
Tabela 2 – Potência elétrica de aparelhos eletrodomésticos
Aparelhos elétricos
Estimativa de uso Consumo médio 
mensal (Wh) Potência (W)
(dias/mês) (h/dia)
Aparelho de som 20 3 6.600 110
Aquecedor de ambiente 15 8 199.440 1.662
Ar-condicionado tipo janela 9.000 BTUs 30 8 128.880 537
Ar-condicionado tipo janela 14.000 BTUs 30 8 374.160 1.559
Ar-condicionado tipo split 10.000 BTUs 30 8 142.320 593
Ar-condicionado tipo split 15.000 BTUs 30 8 193.920 808
Ar-condicionado tipo split 20.000 BTUs 30 8 293.760 1.224
Ar-condicionado tipo split 30.000 BTUs 30 8 439.200 1.830
Aspirador de pó 30 20 min 7.170 717
Batedeira 8 20 min 400 150
34
Unidade I
Aparelhos elétricos
Estimativa de uso Consumo médio 
mensal (Wh) Potência (W)
(dias/mês) (h/dia)
Boiler elétrico de 200 L 30 24 347.040 482
Boiler elétrico de 500L 30 24 540.000 750
Bomba d’água 1/3 CV 30 30 min 6.150 410
Bomba d’água ½ CV 30 30 min 7.200 480
Bomba d’água 1 CV 30 30 min 15.765 1.051
Bomba trifásica ½ CV - - - 570
Cafeteira elétrica 30 1 6.570 219
Cafeteira expresso 30 1 23.820 794
Cafeteira de uso comercial - - - 1.200
Chaleira elétrica 30 1 28.230 941
Churrasqueira elétrica 5 4 76.000 3.800
Chuveiro elétrico de 4.500 W - - - 4.500
Chuveiro elétrico de 5.500 W - - - 5.500
Circulador de ar pequeno 30 8 21.600 90
Circulador de ar grande 30 8 48.000 200
Espremedor de frutas 20 10 min 120 36
Exaustor de fogão 30 2 9.960 166
Ferro elétrico de 1.050 W - - - 1.050
Ferro elétrico de 1.200 W - - - 1.200
Fogão elétrico por queimador 30 1 34.290 1.143
Forno elétrico 30 1 15.000 500
Forno elétrico grande 30 1 45.000 1.500
Forno elétrico de embutir - - - 4.500
Forno micro-ondas 25 L 30 20 min 13.980 1.398
Freezer horizontal/vertical 30 24 47.520 66
Freezer frost free 30 24 54.000 75
Frigobar 30 24 19.440 27
Fritadeira elétrica 15 30 min 6.810 908
Furadeira 4 1 940 235
Geladeira 1 porta frost free 30 24 39.600 55
Geladeira 2 portas frost free 30 24 56.880 79
Grill 10 30 min 3.200 640
Impressora 30 1 450 15
Lâmpada incandescente 60 W - - - 60
Lâmpada fluorescente 23 W - - - 23
Lâmpada LED 18 W - - - 18
Lavadora de louças 30 40 min 30.860 1.543
Lavadora de roupas 12 1 1.764 147Liquidificador 15 15 min 802,5 214
Máquina de costura 10 3 3.000 100
Microcomputador 30 8 15.120 63
Monitor LCD 30 8 8.160 34
35
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
Aparelhos elétricos
Estimativa de uso Consumo médio 
mensal (Wh) Potência (W)
(dias/mês) (h/dia)
Multiprocessador 20 1 8.560 428
Notebook 30 8 4.800 20
Panela elétrica 20 1 22.000 1.100
Rádio-relógio 30 24 3.600 5
Sanduicheira 30 10 min 3.350 670
Secador de cabelo – 1.000 W - - - 1.000
Secadora de roupas 8 1 14.920 1.865
Tanquinho 12 1 840 70
Torneira elétrica – 3.250 W - - - 3.250
Torradeira 30 10 min 4.000 800
TV em cores 29” (tubo) 30 5 15.600 104
TV LCD 32” 30 5 14.250 95
TV LCD 42” 30 5 30.450 203
Ventilador de mesa 30 8 17.280 72
Ventilador de teto 30 8 17.520 73
Adaptada de: Procel Info (2023).
 Lembrete
Entre os princípios fundamentais que orientam os objetivos e as 
prescrições da Norma ABNT NBR 5410:2004 (ABNT, 2008), é bom lembrar 
os itens destacados a seguir.
• A determinação da potência de alimentação é essencial para a 
concepção econômica e segura de uma instalação, dentro de limites 
adequados de elevação de temperatura e de queda de tensão 
(item 4.2.2.1.1).
• Na determinação da potência de alimentação de uma instalação, ou 
de parte de uma instalação, devem ser computados os equipamentos 
de utilização a serem alimentados, com suas respectivas potências 
nominais e, em seguida, consideradas as possibilidades de não 
simultaneidade de funcionamento de tais equipamentos, bem como 
capacidade de reserva para futuras ampliações (item 4.2.1.1.2). 
A divisão da instalação em circuitos deve, portanto, começar por um levantamento, o mais preciso 
possível, de todos os equipamentos que podem vir a ser utilizados. Essa previsão pode ser facilitada pela 
divisão da edificação em áreas, de acordo com o tipo de utilização.
36
Unidade I
No apartamento representado pela figura 15, por exemplo, podemos separar três áreas, da forma 
descrita a seguir.
• Área social, constituída pelo hall de entrada, pela sala e pela varanda.
• Área íntima, formada pelos dois dormitórios e pelos três banheiros.
• Área de serviços, composta pela cozinha e pela lavanderia. 
Além do equilíbrio de cargas, a distribuição espacial dos circuitos, a definição dos percursos 
até o quadro de distribuição e a própria localização desse quadro se tornam mais fáceis com essa 
divisão em áreas. 
Entre os princípios fundamentais que a Norma ABNT NBR 5410:2004 (ABNT, 2008) prescreve para as 
instalações prediais elétricas, o item 4.2.5.5 define que os circuitos terminais devem ser individualizados 
pela função dos equipamentos de utilização que alimentam e, também, que os circuitos terminais para 
pontos de iluminação devem ser separados dos circuitos para pontos de tomada.
Exemplo de aplicação
Determine a quantidade mínima de circuitos necessários para o apartamento em estudo, representado 
na figura 16, utilizando dados de potência elétrica de aparelhos eletrodomésticos mais usuais, constantes 
da tabela apresentada anteriormente.
Considere a previsão de circuitos para a possível instalação de aparelhos de ar-condicionado do tipo 
split de 20.000 BTUs para a suíte e de 15.000 BTUs para o dormitório 2. Para os ambientes da sala, da 
cozinha e do hall de entrada, a previsão é de um aparelho de 30.000 BTUs. Considere também chuveiros 
elétricos de até 6.800 W e iluminação com lâmpadas LED de 16 W ou 25 W.
37
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
Ponto de luz no teto
Ponto de luz na parede
Interruptor simples
Interruptor paralelo
Tomada baixa 127 V
Tomada média 127 V
Tomada alta 127 V
Tomada baixa 220 V
Tomada média 220 V
Tomada alta 220 V
Ponto internet
Legenda
Figura 16 – Planta elétrica funcional da área íntima do apartamento em estudo
Resolução
A Norma ABNT NBR 5410:2004 (ABNT, 2008), estabelece que aquecedores elétricos de água, 
incluindo os chuveiros elétricos, devem ser ligados por circuito independente e direto, sem o uso de 
tomadas. Então, em primeiro lugar, já serão necessários dois circuitos distintos para os chuveiros, cada 
um com 6.800 W.
Essa norma também estipula que pontos para lâmpadas e tomadas, tanto para uso geral quanto para 
uso específico, podem ser alimentados por um mesmo circuito, desde que a soma das suas potências 
não seja superior a 1.200 W para a tensão de 127 V ou a 2.500 W para a tensão de 220 V.
Para definir os demais circuitos, será de grande utilidade elaborarmos uma relação de todos os 
aparelhos, com as respectivas quantidades e potências previstas, semelhante ao que vemos na 
tabela a seguir.
38
Unidade I
Tabela 3 – Potência elétrica de equipamentos a serem utilizados
Aparelhos elétricos Potência (W) Ambiente Quantidade Potência 
total (W)
Lâmpada LED 25 W 25 Suíte 2 50
Lâmpada LED 16 W 16 Banho suíte 3 48
Lâmpada LED 25 W 25 Dormitório 2 1 25
Lâmpada LED 16 W 16 Banho comum 2 32
Lâmpada LED 16 W 16 Banho serviço 1 16
Secador/barbeador 1.000 Banho suíte 1 1.000
Secador/barbeador 1.000 Banho comum 1 1.000
Abajur e computador 15 + 63 Suíte 2 156
Abajur e computador 15 + 63 Dormitório 2 1 78
Monitor LCD 34 Suíte 1 34
Monitor LCD 34 Dormitório 2 1 34
Impressora 15 Suíte 1 15
Impressora 15 Dormitório 2 1 15
Aspirador de pó 717 Suíte 1 717
Aspirador de pó 717 Dormitório 2 1 717
TV LCD 42” 203 Suíte 1 203
TV LCD 42” 203 Dormitório 2 1 203
Aparelho de som 110 Suíte 1 110
Aparelho de som 110 Dormitório 2 1 110
Aquecedor de ambiente 1.662 Suíte 1 1.662
Aquecedor de ambiente 1.662 Dormitório 2 1 1.662
Ar-condicionado tipo split 20.000 BTUs 1.224 Suíte 1 1.224
Ar-condicionado tipo split 15.000 BTUs 808 Dormitório 2 1 808
Nesta tabela, no caso dos aparelhos cuja utilização não será simultânea, como o secador de 
cabelos e o barbeador elétrico, consideramos apenas a maior potência requerida. 
Em outros casos, a instalação de um aparelho dispensa a utilização de outro, ou seja, a instalação 
de ar-condicionado tipo split, por exemplo, dispensa o uso de aquecedor de ambiente. Nessas 
situações, podemos considerar apenas o circuito com maior potência requerida. 
A partir desses elementos, damos início à definição dos circuitos, que consiste, basicamente, em 
um trabalho de escolhas criteriosas do projetista da instalação predial elétrica. 
Como a soma das potências em um circuito não deve exceder 1.200 W para a tensão de 127 V 
ou 2.500 W para a tensão de 220 V, outros circuitos independentes já podem ser definidos.
Pelo menos uma das tomadas de cada dormitório deve constituir um circuito independente, 
por exemplo a que se situa próxima à porta de entrada, onde há mais espaço livre para circulação 
e, por isso, há maior probabilidade de vir a ser ligado um aquecedor de ambiente. É provável que 
39
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
a mesma tomada também seja usada para ligar um aspirador de pó. Como esse uso não será 
simultâneo, podemos considerar apenas a potência mais elevada.
A potência prevista para esse circuito deve ser cerca de 1.800 W, ou seja, a potência requerida para 
o aquecedor, estimada em 1.662 W na tabela 2 acrescida de certa reserva. 
Os aparelhos de ar-condicionado tipo split são constituídos por duas unidades, a condensadora, 
instalada na parte externa da edificação, e a evaporadora, instalada na parte interna. Habitualmente, 
esses conjuntos são ligados em tensão de 220 V e devem constituir circuitos independentes e exclusivos.
Para a iluminação dos dormitórios e dos banheiros, basta um circuito, já que temos quatro lâmpadas 
no teto e três lâmpadas de arandelas nas paredes, cuja soma das potências totalizará apenas 155 W.
Com relação às tomadas dos banheiros, normalmente destinadas a um secador de cabelos ou a um 
barbeador elétrico, a potência requerida é de 1.000 W para cada uma, o que já está próximo dos 1.200 W 
que a norma recomenda como valor máximo. 
Para as tomadas de uso geral (TUG), observando a tabela 3, verificamos que os demais aparelhos 
podem ser agrupados em um só circuito, ou dividido em circuitos conforme a localizaçãoespacial, os 
tipos ou outro critério que o projetista julgar mais conveniente.
Logo, para a área íntima desse apartamento, são necessários 10 circuitos, a seguir relacionados.
• Dois circuitos para chuveiro.
• Dois circuitos para a possível instalação de ar-condicionado tipo split.
• Dois circuitos com tomadas para aquecedor de ambiente.
• Dois circuitos para as tomadas dos banheiros.
• Um circuito para a iluminação dos dormitórios e dos banheiros.
• Um circuito para as tomadas dos dormitórios.
A concepção dos circuitos pode ser considerada a fase mais importante da elaboração do projeto 
de instalações prediais elétricas econômicas e seguras. O dimensionamento e o detalhamento de todos 
os seus componentes têm, sem dúvida, extrema importância, mas eles sempre são uma consequência 
natural da concepção e da divisão dos circuitos. 
Após a divisão de toda a instalação elétrica em circuitos, cuja qualidade depende das definições do 
projetista, feitas com critério pessoal, mas à luz da norma, podemos definir e dimensionar cada circuito 
e determinar o caminho que ele deve percorrer para ser ligado ao quadro de distribuição. 
40
Unidade I
3 ESQUEMAS DE REPRESENTAÇÃO DOS CIRCUITOS ELÉTRICOS
Conceitualmente, um circuito elétrico consiste de um condutor que liga os polos, negativo e positivo, 
de uma estação geradora de energia elétrica a pontos de iluminação ou a pontos de tomada de força, 
dotado de dispositivo de comando para controlar a sua utilização e de dispositivo de proteção.
Os circuitos são divididos, basicamente, em circuitos de distribuição e circuitos terminais. Circuitos 
terminais são aqueles que ligam pontos de utilização, luz, tomada ou motores a um quadro de 
distribuição (QD), que é alimentado por um circuito de distribuição. 
O circuito terminal mais básico é o que liga uma lâmpada comandada por um interruptor simples, 
esquematicamente representado na figura 17.
Fase
Retorno
Disjuntores
Ponto 
de luz
Interruptor 
simples
Neutro
QD
T F F N
Figura 17 – Circuito terminal para uma lâmpada de 127 V, com interruptor simples
Se temos uma lâmpada de 127 V, apenas uma das fases de alimentação é ligada a um interruptor, 
que fecha ou abre o circuito elétrico, ligado à lâmpada por um condutor denominado retorno. A lâmpada 
é, então, ligada ao quadro de distribuição pelo condutor neutro. 
Um circuito pode conter diversas lâmpadas, considerando que o limite recomendado para a soma 
das suas potências é de 1.200 W para a tensão elétrica 127 V. 
Para circuitos com potência superior a esse valor, os fios devem ter maior diâmetro e, assim, seção 
transversal com área maior, além de haver a necessidade de disjuntores com capacidades mais elevadas. 
41
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
Para tomadas de força, o circuito terminal mais simples, representado na figura 18, é o que liga uma 
tomada de uso geral, ou seja, uma tomada onde pode ser ligado um liquidificador, uma batedeira, um 
processador ou uma torradeira, entre outros.
Fase
Disjuntores
Tomada 
de uso geral
NeutroTerra
QD
T F F N
Figura 18 – Circuito terminal para uma tomada de 127 V
As tomadas de uso geral, também conhecidas pela sigla TUG, e as tomadas de uso específico, também 
conhecidas por TUE, devem ser ligadas ao fio terra, para sua proteção. A norma recomenda que o fio 
terra seja instalado no borne central da tomada, o condutor neutro à esquerda e o condutor fase à 
direita, como indicado na figura 18.
Um circuito pode conter diversas tomadas de uso geral, considerando o limite recomendado para 
a soma das suas potências, da ordem de 1.200 W, sob a tensão elétrica de 127 V, ou de 2.500 W, sob 
tensão de 220 V. 
Para circuitos terminais de uso específico, com ou sem tomadas, por exemplo destinados à ligação 
de aquecedor de água, chuveiro, forno elétrico, forno de micro-ondas e aparelho de ar-condicionado, 
entre outros, em geral com potência elevada, é conveniente utilizar tensão elétrica de 220 V. 
Nesses casos, cada aparelho de utilização deve contar com um circuito exclusivo, ligado a duas fases 
e ao fio terra no quadro de distribuição, como o esquematicamente representado na figura 19 para um 
chuveiro elétrico.
42
Unidade I
Fase
Fase
Disjuntores
Ponto de uso 
específico
Terra
QD
T F F N
Figura 19 – Circuito terminal para um chuveiro elétrico, sob tensão de 220 V
 Lembrete
Em circuitos com tomadas de uso geral e em circuitos de uso específico, 
com ou sem tomada, o dispositivo de comando para fechar ou abrir o 
circuito elétrico está no próprio aparelho de utilização.
Em chuveiros e aquecedores de passagem, o comando é acionado 
pela abertura ou pelo fechamento do fluxo de água. Em aquecedores 
elétricos com acumulação, geladeiras e freezers, o comando é acionado por 
termostato. Nos demais aparelhos eletrodomésticos, em geral, o comando 
é acionado pelo botão liga/desliga. 
3.1 Esquema multifilar e esquema unifilar
Os desenhos que representam os circuitos elétricos nas figuras 17, 18 e 19 são denominados 
esquemas multifilares, nos quais cada linha representa um dos condutores utilizados na instalação: 
fase, neutro, retorno ou terra. 
Se todos os circuitos que constituem o projeto de uma instalação predial fossem representados 
por esquemas multifilares em um só desenho, sua elaboração, sua leitura e sua interpretação seriam 
complexas ou até mesmo confusas. 
43
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
Na elaboração de desenhos para execução são utilizados os esquemas unifilares, assim denominados 
por serem constituídos de uma única linha, que representa os eletrodutos que interligam as caixas 
de passagem, no teto ou nas paredes, nos quais os quatro tipos de condutores são representados por 
símbolos, descritos na figura a seguir.
Fase
Neutro
Retorno
Terra
Figura 20 – Símbolos para representação de condutores em circuitos elétricos
Dessa forma, o circuito elétrico para apenas uma lâmpada comandada por um interruptor simples e 
composto por uma fase, um retorno e um neutro, cujo esquema multifilar foi representado na figura 18 
é representado utilizando o esquema unifilar pela figura 21.
QD
Figura 21 – Esquema unifilar de circuito para uma lâmpada com um interruptor simples
Já o circuito elétrico para uma tomada composto por um condutor fase, um neutro e um terra, 
representado com esquema multifilar na figura 18, é representado com o esquema unifilar pela figura 22.
QD
Figura 22 – Esquema unifilar de circuito para uma tomada sob tensão elétrica de 127 V
Nas instalações prediais mais comuns, os condutores de cada circuito são encaminhados, dentro 
de eletrodutos, do quadro de distribuição para as caixas de passagem no teto, onde serão instaladas as 
lâmpadas. Daí seguem para caixas de passagem situadas nas paredes, onde serão instalados interruptores, 
tomadas ou pontos de força, representados na figura 23.
44
Unidade I
Figura 23 – Perspectiva de eletrodutos ligando quadro de distribuição e pontos de utilização
Logo, diversos condutores, de fase, neutro, retorno ou terra, destinados a diferentes circuitos elétricos, 
podem e habitualmente passam em um mesmo eletroduto. Nesse sentido, o esquema unifilar é bastante 
útil para a representação dessas ligações.
A representação dos circuitos para uma instalação com um ponto de luz no teto e uma tomada 
de força na parede para um dormitório, por exemplo, empregando o esquema multifilar, pode ser 
a da figura 24.
Fase 2
Fase 1
Disjuntores
Ponto 
de luz
Terra
QD
T F F N
Retorno
Interruptor 
simples
Tomada de 
uso geral
Neutro 1
Neutro 2
Figura 24 – Esquema multifilar para uma lâmpada e uma tomada de 127 V
45
INSTALAÇÕES PREDIAIS ELÉTRICAS
Para essa instalação serão necessários dois circuitos, já que lâmpadas e tomadas não devem ser ligadas 
no mesmo circuito elétrico, segundo a norma brasileira ABNT NBR 5410:2004 (ABNT, 2008). 
 Observação
A Norma ABNT NBR 5410:2004 (ABNT, 2008). no entanto, admite que 
diversas lâmpadas de diferentes cômodos, bem como diversas tomadas 
de um ou mais

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