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Constituição de 1824 e Confederação

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Professor Brando Conhecimentos Gerais 
 
03.ATUALIDADES HISTÓRICAS. 
 
CONSTITUIÇÃO DE 1824 
 
 
 
Foi a primeira constituição de nossa história e a única no 
período imperial. Com a Assembléia Constituinte 
dissolvida, D. Pedro I nomeou um Conselho de Estado 
formado por 10 membros que redigiu a Constituição, 
utilizando vários artigos do anteprojeto de Antônio Carlos. 
Após ser apreciada pelas Câmaras Municipais, foi 
outorgada (imposta) em 25 de março de 1824. 
 
Nossa primeira constituição fica assim marcada pela 
arbitrariedade, já que de promulgada, acabou sendo 
outorgada, ou seja, imposta verticalmente para atender 
os interesses do partido português, que desde o início do 
processo de independência política, parecia destinado ao 
desaparecimento. Exatamente no momento em que o 
processo constitucional parecia favorecer a elite rural, 
surgiu o golpe imperial com a dissolução da Constituinte e 
consequente outorga da Constituição. Esse golpe impedia 
que o controle do Estado fosse feito pela aristocracia rural, 
que somente em 1831 restabeleceu-se na liderança da 
nação, levando D. Pedro I a abdicar. 
 
CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR (1824) 
 
 
 
Trata-se de um movimento revolucionário de caráter 
emancipacionista e republicano ocorrido em Pernambuco, 
que foi a principal reação contra as ideias absolutistas e a 
política centralizadora de D. Pedro I (1822-1831) que ficou 
demonstrada na outorga da Constituição em 1824, a 
primeira Constituição do Brasil.Os revolucionários queriam 
formar uma república baseada na Constituição da 
Colômbia, ou seja, uma República Representativa e 
Federativa, facilitando a descentralização política e o fim 
do autoritarismo.Pode-se dizer que este conflito tem 
raízes em outros movimentos ocorridos na região, tais 
como a Guerra dos Mascates e a Revolução 
Pernambucana, esta com ideais republicanos. É 
considerada, por muitos, uma continuação da Revolução 
Pernambucana de 1817. 
 
Os jornais, notadamente o Typhis Pernambucano, dirigido 
por Frei Caneca que também era seu redator, criticavam 
dura e abertamente o governo imperial e absolutista do 
Imperador D. Pedro I e incitavam a população à rebelião. 
Em 1822 foi fundada pelo padre Venâncio Henriques de 
Resende uma Sociedade Patriótica Pernambucana durante 
o governo de Gervásio Pires que reunia figuras 
importantes da política local, inclusive Frei Caneca.A 
Província de Pernambuco foi o centro irradiador e o líder 
da revolta.Já havia se rebelado em 1817 passava por 
dificuldades econômicas e encontrava problemas para 
pagar as elevadas taxas para o Império que tentava 
controlar as guerras provinciais pós-independência, pois 
algumas províncias resistiam à separação de Portugal. 
 
Pernambuco desejava maior autonomia para as províncias 
resolverem suas questões internas, o que não ocorreu 
com a Constituição do Império de 1824. A Província de 
Pernambuco estava dividida entre duas facções políticas: 
monarquistas liderados por Francisco Pais Barreto, e 
liberais e republicanos liderados por Pais de Andrade. O 
governador da província era Pais Barreto, Presidente 
indicado por A dissolução da Assembleia Constituinte por 
D. Pedro I não foi bem recebida em Pernambuco e os dois 
representantes liberais na província eram Manuel de 
Carvalho Pais de Andrade e Frei Caneca que consideravam 
os Bonifácios como culpados pela dissolução. Criticavam, 
portanto, a Constituição de 1824 e a consideravam D. 
Pedro I. 
 
Ante a pressão dos liberais, Paes Barreto renunciou em 13 
de dezembro de 1823 e os liberais elegeram, ilegalmente, 
Paes de Andrade. O imperador Pedro I requisitou a 
recondução de Paes Barreto ao cargo e dois navios de 
guerra — Niterói e Piranga — foram enviados ao Recife 
sob comando do britânico John Taylor. Os Liberais não 
acataram a ordem de reempossar Pais Barreto e 
alardearam: “morramos todos, arrase-se Pernambuco, 
arda à guerra”. 
 
 
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Conhecimentos Gerais Professor Brando 
Os intelectuais do movimento Frei Caneca, José da 
Natividade Saldanha e João Soares Lisboa queriam 
preservar os interesses da aristocracia. D. Pedro I tentou 
evitar um conflito nomeando um novo presidente para a 
província, José Carlos Mayrink da Silva Ferrão, ligado aos 
Liberais que não o aceitaram. Manuel Carvalho Paes de 
Andrade proclamou a independência da Província de 
Pernambuco e enviou convites às demais províncias do 
Norte e Nordeste do Brasil para que se unissem a 
Pernambuco e formassem a Confederação do Equador. 
 
O novo Estado republicano seria formado pelas províncias 
do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, 
Paraíba e Pernambuco. Porém, não houve adesão ao 
movimento separatista com exceção de algumas vilas da 
Paraíba e do Ceará, sendo estas comandadas pelo General 
Pessoa Anta e por forte participação da família Alencar, 
além de Gonçalo Inácio de Loyola Albuquerque e Mello, 
mais conhecido por Padre Mororó, que era o redator chefe 
do jornal confederado. Fortaleza reafirmou a sua lealdade 
ao Império. 
 
Em Pernambuco, Paes de Andrade pode contar somente 
com a colaboração de Olinda, enquanto o restante da 
província não aderiu à revolta. O líder confederado 
organizou suas tropas, inclusive alistando à força velhos e 
crianças, sabendo que o governo central enviaria soldados 
para atacar os confederados, formando brigadas 
populares para radicalizar a luta. A adesão popular 
amedrontou as elites agrárias que iniciaram o movimento, 
pois os interesses dessas camadas sociais eram opostos: 
a elite desejava construir um Estado que lhe assegurasse 
a propriedade, enquanto as massas populares, ao 
integrarem as forças militares desse novo Estado, viram a 
possibilidade de se expressarem politicamente. 
 
Surgiram algumas dissidências internas no movimento, 
devido às disparidades sociais entre os grupos 
participantes do movimento e a proposta de Pais de 
Andrade para libertar os escravos; havia, ainda o exemplo 
do Haiti que se libertara da França por meio de uma 
revolta popular não tranquilizava as elites que passaram a 
colaborar com o governo imperial. Enfraquecidas e 
enfrentando duas forças de oposição, a da elite local e a 
do imperador, as massas populares resistiram até 
novembro de 1824, quando seus últimos líderes foram 
presos, entre eles, frei Joaquim do Amor Divino Rabelo e 
Caneca. 
 
Frei Caneca e vários rebeldes foram condenados por um 
tribunal militar à forca. Comenta-se que houve uma 
recusa dos carrascos em executar o Frei Caneca, sendo 
ele então fuzilado em 13 de janeiro de 1825, diante dos 
muros do Forte de São Tiago das Cinco Pontas localizado 
na cidade do Recife. Fato semelhante ocorreu com o Padre 
Mororó condenado à forca em Fortaleza e fuzilado em 30 
de abril de 1825. 
 
O Brasil era independente, mas seus administradores 
eram todos portugueses, desde o imperador até os 
ministros e senadores.D. Pedro I, como punição a 
Pernambuco, determinou por meio de decreto de 
07/07/1825, o desligamento do extenso território da 
Comarca do Rio São Francisco (atual Oeste Baiano), 
passando-o, a princípio, para Minas Gerais e, depois, para 
a Bahia. 
 
 
GUERRA DO PARAGUAI (1865-1870) 
 
 
 
María Victoria Baratta. In: “La guerra del Paraguay y la 
construcción de la identidad nacional.” 
 
Desde sua independência, em 1811 oParaguai começou a 
se desenvolver de um modo diferente de todos os países 
latino-americanos. Seu primeiro presidente, José Gaspar 
Rodrigues de Francia criou uma estrutura de produção 
voltada para os interesses internos da população 
paraguaia. Ele queria alcançar a plena independência 
econômica do país. Para isso, distribuiu terras aos 
camponeses, combateu a oligarquia rural improdutiva, 
construiu inúmeras escolas para o povo. Em 1840, o 
Paraguai não tinha analfabetos. Francia morreu em 1840. 
Seus sucessores, Antônio Carlos López (1840-1862) e seu 
filho, Francisco Solano López (1862-1870), não 
prosseguiram com a obra de construir no Paraguai um país 
forte e soberano. Sofreram forte pressão do capitalismo 
internacional e regional representando pela sua vizinhança 
(Brasil, Argentina e Uruguai). 
 
“A definição do Paraguai como um país de pequenos 
proprietários sob o comando de um Estado clarividente, 
comum na historiografia de esquerda da década de 1970, 
refere-se sobretudo à época de Francia. É verdade que ele 
tomou algumas medidas excepcionais no contexto da América 
do Sul. Mas catalogá-las de progressistas simplifica seu 
conteúdo. Nas terras confiscadas, o governo organizou as 
Estâncias da Pátria, exploradas por ele ou por pequenos 
arrendatários. Nas estâncias do governo, se utilizava mão de 
obra escrava ou prisioneiros. A economia deixou de ser 
monetária: tanto a tenda da terra como os impostos eram 
pagos com produtos, não utilizando a moeda.” 
 
Bóris Fausto. In: “História Concisa do Brasil”. EDUSP, 2011, 
p. 116-7. 
 
A ideia constantemente difundida que "O desenvolvimento 
do Paraguai desagradava profundamente a Inglaterra, que 
queria manter todos os países latino-americanos como 
simples fornecedores de matérias-primas e consumidores 
dos seus produtos industrializados", não é só simplista, 
como também é equivocada, considerando que a 
Inglaterra capacitou o exército, a elite e incentivou o 
desenvolvimento industrial do Paraguai.A Inglaterra 
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financiou(empréstimos bancários, venda de 
armas,logística) o Brasil, a Argentina e o Uruguai na luta 
contra o Paraguai. Brasil, Argentina e Uruguai formaram a 
Tríplice Aliança contra o Paraguai e deram início ao mais 
longo e sangrento conflito armado já ocorrido na América 
do Sul. Mais do que motivos políticos ou reivindicações 
territoriais, o que verdadeiramente alimentou a Guerra do 
Paraguai foram questões econômicas. 
 
Para o Brasil, o episódio que deu início à guerra, foi o 
aprisionamento, pelo governo paraguaio do navio 
brasileiro Marquês de Olinda, em novembro de 1864. 0 
navio brasileiro navegava pelo rio Paraguai, próximo a 
Assunção, com destino à província de Mato Grosso. O 
aprisionamento do navio brasileiro foi uma reação do 
Paraguai contra a invasão brasileira do Uruguai e a derrota 
do presidente Aguirre (que era apoiado por Solano López). 
Para se ter uma idéia da do que caracterizou Guerra do 
Paraguai, basta dizer que, do lado brasileiro, morreram 
aproximadamente 100 mil combatentes. Do lado 
paraguaio, muito mais vidas foram sacrificadas, 
considerando o poderio militar combinado do Brasil, 
Argentina e Uruguai. 
 
Terminada a guerra, o império brasileiro passou a sofrer 
as conseqüências do sangrento conflito: 
• A economia estava fortemente abalada em virtude dos 
prejuízos da guerra. 
• O Exército brasileiro passou a assumir posições 
contrarias à sociedade escravista brasileira e a demonstrar 
simpatia pela causa republicana. 
• Aceleração do processo abolicionista. 
• Crise do Segundo Reinado, que o levará a ruína. 
 
 
SEDIÇÃO DE JUAZEIRO 
 
Após as terríveis consequências da Guerra de Canudos, os 
coronéis da política nordestina passaram a ter os beatos, 
ou qualquer tipo de líder religioso, ao seu lado; daí o 
prestígio do Padre Cícero Romão Batista. Ele era 
considerado autor de milagres pelos sertanejos na região 
de Juazeiro do Norte, no Ceará. 
 
Seu poder era tamanho que, em 1911, ele presidiu o pacto 
dos coronéis, em que chefes políticos locais aceitavam o 
comando da família Acioli, a mais poderosa oligarquia 
cearense. Entretanto, a Política das Salvações do Governo 
Federal decidiu perseguir os Acioli, pois estes eram ligados 
a Pinheiro Machado. Explodiu uma violenta oposição, em 
que jagunços eram comandados pelo deputado Floro 
Bartolomeu e pelo Padre Cícero. 
 
CONSTITUIÇÃO DE 1934 
 
Inspirada nas Constituições Alemã, de 1919, e Espanhola, 
de 1931, foi concebida em um momento de lutas sociais. 
A Constituição promulgada em 1934 introduziu novos 
direitos, sobretudo na área social, como o direito de voto 
para as mulheres, bem como instaurado o voto secreto. 
As mulheres já votavam desde 1932, porém, somente as 
solteiras e viúvas e que possuíssem renda própria e as 
casadas desde que tivessem autorização dos maridos, de 
acordo com o Código Eleitoral de 32. 
 
O Código Eleitoral de 1934 eliminou estas restrições, 
porém, permaneceu facultativo e só se tornou obrigatório, 
como o masculino, em 1946. Dois terços da população — 
os analfabetos, soldados e religiosos — ainda foram 
excluídos do direito do voto. 
 
Essa carta também aumentou a intervenção do Estado na 
economia e na política, estabelecendo monopólios e a 
compra (nacionalização) de empresas estrangeiras no 
Brasil. Ela incorporou as leis trabalhistas decretadas por 
Getúlio desde 1930. A aprovação de direitos trabalhistas 
envolvia a regulamentação da jornada de trabalho de 8 
horas, trabalho de mulheres e crianças, férias anuais 
remuneradas e previdência social. Foi instituída a carteira 
profissional obrigatória para registro do empregado. 
 
A Carteira de Trabalho serviu como instrumento de 
controle do operário pelo governo. Associação sindical 
única por categoria foi instaurada. Aumentou a proteção 
ao trabalhador, assim como o controle, pois os sindicatos 
tinham que ser autorizados pelo Ministério do Trabalho. 
Garantia total liberdade de crença, de reunião, de 
associação política e de imprensa. Foram criadas, ainda, a 
Justiça Eleitoral, a Justiça do Trabalho e a Militar. Previa a 
mudança da capital para uma área central do Brasil, 
porém, o Distrito Federal, isto é, a sede do governo, 
continuava sendo a cidade do Rio de Janeiro. 
 
GOVERNO CONSTITUCIONAL (1934-1937) 
 
Foi promulgada uma Nova Constituição, uma série de 
conquistas políticas foi concretizadas e ocorreram eleições 
em todos os níveis, exceto para presidente, pois foi 
estabelecido que esta última ocorreria em 1938. Foi criada 
a Justiça Eleitoral para organizar as eleições e combater 
as fraudes. Foram estabelecidas leis de amparo à classe 
trabalhadora, fato que acaba levando Vargas a ser 
conhecido pela alcunha de — pai dos pobres. A crise de 
1929 favoreceu os regimes ditatoriais de direita que 
culpam a democracia pela tragédia financeira. 
 
DITADURA MILITAR (1964-85) 
 
No dia 1º de abril, o Congresso Nacional declara a 
vacância da Presidência. Os comandantes militares 
assumem o poder. Em 2 de abril de 1964, Auro de Moura 
Andrade declara vacância do cargo de Presidente da 
República e determina a posse do presidente da Câmara, 
Raniere Mazzilli, com ações extremamente irregulares, as 
três horas da manhã do dia 3 de abril, um conjunto de 
parlamentares dão posse a Mazzili como Presidente da 
República. 
 
Em 9 de abril é decretado o Ato Institucional Nº 1 (AI-1), 
que cassa mandatos e suspende a imunidade parlamentar, 
a vitaliciedade dos magistrados, a estabilidade dos 
funcionários públicos e outros direitos constitucionais.Ele ficaria no cargo durante 13 dias, empossado, mas sem 
pode real. O General Costa e Silva se autodenomina 
comandante do Exército Nacional e cria o “comando 
supremo da revolução”. Após a cassação de 40 
parlamentares, entre eles Leonel Brizola, o Congresso se 
encarregaria de eleger o novo presidente, fato que se deu 
no dia 11. O ex-Chefe do Estado Maior do governo de 
Goulart, o general Castello Branco, é eleito sem 
dificuldades, dando início ao processo de consolidação dos 
militares no poder. 
 
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“A intervenção dos militares obteve êxito justamente porque 
estava respaldada nas aspirações de milhões de brasileiros — a 
despeito de toda infiltração e propaganda comunista na 
sociedade, já naquela época. A população brasileira, em sua 
maioria apoiava a ação dos militares porque estavam com medo 
do comunismo; porque sabia que, se esse regime fosse 
estabelecido no país, os valores democráticos seriam 
solapados; que as bases morais da família tradicional estariam 
em perigo; que as liberdades individuais seriam abolidas; que 
o governo autoritário e violento produziria uma carnificina. 
Basta olhar para o mundo e ver o que estava acontecendo, por 
exemplo, na União Soviética, na China ou em Cuba.” 
 
Itamar Flávio da Silveira. In: “Golpe de 1964 - O que os livros 
de história não contaram”. Editora Peixoto Neto, 2016, p. 15. 
 
GOVERNO CASTELLO BRANCO (1964-1967) 
 
O general Castello Branco é eleito pelo Congresso Nacional 
presidente da República em 15 de abril de 1964. Declara-
se comprometido com a defesa da democracia, mas logo 
adota posição autoritária. Decreta três atos institucionais, 
dissolve os partidos políticos e estabelece eleições 
indiretas para presidente e governadores. 
 
O governo de Castello Branco, com a promessa de 
reformas, como a reforma agrária, habitacional, bancária 
e fiscal. O objetivo era romper com o impasse vivido pelo 
país nos últimos anos e promover um rápido 
desenvolvimento econômico, político e social no país. No 
entanto para tais medidas eram necessários recursos que 
o país não dispunha, isso foi remediado com um 
empréstimo de 50 milhões de dólares, concedido pelos 
Estados Unidos, que tinha enorme interesse em barrar a 
possível reação comunista na América Latina. 
 
Em junho de 1965, foi promulgada a “Lei de Greve”, que 
tramitava havia catorze anos no Congresso. Representou 
uma vitória do novo governo, essa vitória teve apoio do 
Congresso, considerando que o relator do projeto foi o 
Deputado Ulysses Guimarães (PSD), já bastante alinhado 
com o governo revolucionário. O “Clube de Paris” (países 
credores do Brasil), mediante a implantação do Programa 
de Ação Econômica do Governo (PAEG), que tinha como 
principal objetivo combater a inflação, que em 1964 já 
orbitava na esfera de 89,5%, escalonou 70% da dívida 
que venceria em 1965, isso deu um novo fôlego 
econômico ao governo que agora se iniciara. 
 
“O presidente Castello Branco se recusou a aprovar qualquer 
cassação sem a examinar atentamente. Algumas atingiam 
velhos amigos, camaradas, levando-o ao sofrimento que o 
abalava visivelmente. Era doloroso. Mas pondo de lado o 
coração, jamais admitiu eximir-se do dever.” 
 
Luís Viana Filho. In: “O governo Castello Branco”. Rio de 
Janeiro: José Olympio, 1975, p. 96 (com adaptações). 
 
Ao longo do seu governo cassa mandatos de 
parlamentares federais e estaduais, suspende os direitos 
políticos de centenas de cidadãos, intervém em quase 
70% de sindicatos e federações de trabalhadores e demite 
funcionários. Institui o bipartidarismo com a Aliança 
Renovadora Nacional (Arena), de situação, e o Movimento 
Democrático Brasileiro (MDB), de oposição. Cria o Serviço 
Nacional de Informações (SNI), que funciona como polícia 
política. Em janeiro de 1967, o governo impõe ao 
Congresso a aprovação da nova Constituição que 
incorpora a legislação excepcional e institucionaliza a 
ditadura. 
 
JOSÉ DE RIBAMAR SARNEY (1988-1990) 
 
O governo de José Sarney foi inicialmente marcado pela 
frustração político-ideológica da volta à democracia com a 
morte de Tancredo Neves. Ocupando o posto de vice-
presidente, Sarney foi o primeiro civil a tomar posse do 
governo presidencial após os anos da ditadura. 
Historicamente ligado às tradicionais oligarquias 
nordestinas, o governo José Sarney tinha a difícil missão 
de recuperar a economia brasileira sem abrir mão dos 
privilégios das elites que apoiavam. Buscando contornar a 
crise da economia, Sarney montou uma equipe econômica 
contrária a antiga política econômica do período militar. A 
nova equipe foi responsável pela criação, em 1986, do 
Plano Cruzado. Adotando políticas de controle dos salários 
e dos preços, o governo esperava conter o desenfreado 
processo de inflação que assolava a economia brasileira. 
No primeiro instante, os objetivos desse plano foram 
alcançados: a inflação atingiu valores negativos, o 
consumo aumentou e os fundos aplicados foram lançados 
na economia. Alguns meses mais tarde, a euforia de 
consumo levou o plano à falência. 
 
A estabilização forçada dos preços retraiu os setores 
produtivos e acabou fazendo com que os bens de consumo 
desaparecessem das prateleiras dos supermercados e das 
empresas. Muitos fornecedores passaram a cobrar um 
ágio sob a obtenção de determinados produtos. Além 
disso, as reservas cambiais do país foram empregadas na 
obtenção das mercadorias essenciais que desapareceram 
da economia nacional. 
 
A fuga das reservas motivou um processo de crise 
econômica marcado pela moratória, ou seja, o não 
pagamento dos juros da dívida externa brasileira. Não 
suportando mais tal conjunto de medidas, o controle dos 
preços foi eliminado e assim a inflação voltava a disparar. 
Mesmo ainda tentando novos planos (Bresser, 1987; e 
Verão, 1989) a economia brasileira não conseguia vencer 
seu problema inflacionário. No ano de 1989, a inflação 
anual já alcançava 1764%. 
 
FERNANDO COLLOR DE MELO (1990-1992) 
 
No ano de 1989, as eleições presidenciais do Brasil foram 
marcadas pela frustração do governo Sarney (assolado 
pela crise econômica) e as expectativas de, finalmente, 
ocorrerem eleições diretas depois de mais de trinta anos 
sem espaço para as práticas democráticas. O segundo 
turno dessas eleições polarizou o confronto entre Luis 
Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores; e 
Fernando Collor, do Partido Republicano Nacional. 
Contando com recursos de vários representantes do 
empresariado nacional e aproveitado sua habilidade 
frentes às câmeras, Fernando Collor de Mello prometia 
resolver os problemas que assolavam o Brasil. 
 
Após assumir o cargo, o novo governo anunciou um pacote 
de medidas chamado de Plano Collor. Sem alcançar o 
sucesso esperado o plano naufragou em meio a um surto 
de recessão econômica e a volta das ondas inflacionárias. 
Em 1992, o governo Collor ainda foi alvo de novas 
polêmicas. Uma rede de favorecimento político e 
econômico controlada por pessoas diretamente ligadas ao 
presidente escandalizou o país. As denúncias de corrupção 
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ocuparam as manchetes dos principais meiosde 
comunicação da época. Dando resposta a essas 
denúncias, o Congresso Nacional criou uma investigação 
controlada por uma Comissão Parlamentar de Inquérito 
(CPI). 
 
ITAMAR FRANCO (1992-1994) 
 
Eleito Vice-presidente da República, o mineiro Itamar 
Franco assumiu a presidência interinamente entre outubro 
e dezembro de 92, e em caráter definitivo em 29 de 
dezembro de 1992, após o Impeachment de Fernando 
Collor de Mello. Ele cumpre o restante do mandato cuja 
duração vai até 31 de dezembro 1994. Itamar recebe um 
país traumatizado pelo processo que levou à destituição 
do Presidente e procura administrá-lo com equilíbrio. Ao 
deixar o governo, seu índice de popularidade está entre os 
mais altos da República. Plebiscito: Em Abril de 1993, 
cumprindo com o previsto na Constituição, o governo 
realiza um plebiscito para a escolha da forma e do sistema 
de governo no Brasil. Quase 30% dos votantes, não 
compareceram ao plebiscito ou anularam o voto. Dos que 
comparecem às urnas, 66% votaram a favor da república, 
contra 10% favoráveis à monarquia. O presidencialismo 
recebeu cerca de 55% dos votos, ao passo que o 
parlamentarismo obteve 25% dos votos. Em função dos 
resultados, foi mantido o regime republicano e 
presidencialista. 
 
Plano Real: No campo econômico, o governo enfrentou 
sérias dificuldades. A falta de resultados na política de 
combate à inflação agravou o desequilíbrio do governo e 
abalou o prestígio do próprio Presidente da República. Os 
ministros da Economia sucederam-se, até que o chanceler 
Fernando Henrique Cardoso é nomeado para o cargo. No 
final de 1993, ele anunciou seu plano de estabilização 
econômica, o Plano Real, a ser implantado ao longo de 
1994. 
 
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO (1995-1998) 
 
“Foi o sucesso do Plano Real que catapultou a candidatura de 
Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República. Lula, 
que fora derrotado em 1989, também perdeu a eleição em 
1994. Ele despontou na frente nas primeiras pesquisas, mas 
suas críticas ao Plano Real o derrotaram. Durante o governo 
de Fernando Henrique Cardoso, o Congresso nacional aprovou 
emenda constitucional instituindo o direito de reeleição de 
prefeitos, de governadores e do Presidente da República.” 
 
Carlos Fico. In: “História do Brasil Contemporâneo - da morte 
de Vargas aos dias atuais”. São Paulo: Contexto, 2016, p. 
131. 
 
Senador, ex-chanceler e ex-ministro da Fazenda do 
governo Itamar Franco, FHC apresentou-se à disputa 
eleitoral como o idealiza-dor do Plano Real. Seu programa 
de campanha foi centrado na estabilização da moeda e na 
reforma da Constituição. Concorreu com o apoio do 
governo e da aliança formada entre o Partido da Social 
Democracia Brasileira (PSDB), de centro, e o Partido da 
Frente Liberal (PFL), de direita. Ganhou a presidência no 
primeiro turno das eleições, derrotando inúmeros 
candidatos. 
 
O governo foi empossado em 1º de janeiro de 1995, tendo 
como data para término 31 de dezembro de 1998. No 
entanto, sua reeleição ao final de 1998, também no 1o 
turno, permitiu-o permanecer no cargo até o término de 
2001. Ambas as eleições tiveram como principal 
concorrente o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) 
Luiz Inácio “Lula” da Silva, de esquerda. 
 
 
02.ATUALIDADES POLÍTICAS 
 
STF e sua Composição de José Sarney ao atual 
governo. 
 
MINISTRO ESTADO INDICADO 
Sepúlveda Pertence MG José Sarney 
 Celso de Mello SP 
Carlos Velloso MG 
Fernando Collor Marco Aurélio RJ 
Ilmar Galvão AL 
Maurício Correa MG Itamar Franco 
Nelson Jobim RS Fernando Henrique 
Cardoso (FHC) Ellen Gracie RJ 
Gilmar Mendes MT 
Cezar Peluso SP 
 
Luiz Inácio Lula da 
Silva (Lula) 
Ayres Brito SE 
Joaquim Barbosa MG 
Eros Grau RS 
Ricardo 
Lewandowski 
RJ 
Cármen Lúcia MG 
Meneses Direito PA 
Dias Toffoli SP 
Luís Fux RJ 
 
Dilma Rousseff 
Rosa Weber RS 
Teori Zavascki SC 
Luís Roberto 
Barroso 
RJ 
Edson Fachin RS 
Alexandre de 
Moraes 
SP Michel Temer 
Kassio Nunes PI Jair Bolsonaro 
André Mendonça SP Jair Bolsonaro. 
Cristiano Zanin SP Luís Inácio Lula 
Flávio Dino MA Luís Inácio Lula 
 
NOVO MINISTRO NO STF – CRISTIANO ZANIN 
 
Em 2023, foi indicado e empossado o novo ministro do 
STF Cristiano Zanin, sua indicação, sabatina e posse 
esteve envolta em grande polêmica, considerando que o 
ministro era advogado de presidente eleito Luís Inácio Lula 
da Silva no processo que o condenou na operação Lava 
Jato. Zanin ocupará a vaga de Ricardo Lewandowski que 
se aposentou em maio (2023), abrindo assim, uma nova 
vaga para nomeação. Em outubro (2023), a então 
presidente Rosa Weber, cumprirá seu tempo estabelecido 
para aposentadoria compulsória, criando assim uma nova 
vaga para o STF 
 
FLÁVIO DINO, novo ministro do STF 
 
O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Flávio Dino 
foi empossado no cargo de ministro do Supremo Tribunal 
Federal (STF). Indicado para a cadeira pelo presidente Luiz 
Inácio Lula da Silva, Dino chega ao Supremo aos 55 anos 
e poderá permanecer na Corte por 20 anos, até completar 
75 anos, idade para aposentadoria compulsória dos 
membros do Supremo. Ele entra na vaga aberta com a 
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aposentadoria de Rosa Weber, que deixou o tribunal em 
outubro do ano passado (2023). 
 
NOVO PRESIDENTE DO STF – 2023-2025 
 
O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) elegeu o 
ministro Luís Roberto Barroso para presidir a Corte e o 
Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no próximo biênio, 
tendo como vice-presidente Luiz Edson Fachin. Ele 
sucederá a ministra Rosa Weber. Na mesma eleição, o 
ministro Edson Fachin foi escolhido para assumir a Vice-
Presidência do Tribunal. A posse será no dia 28 de 
setembro (2023). De acordo com o Regimento Interno do 
STF, o Plenário deve eleger os novos dirigentes na 
segunda sessão ordinária do mês anterior ao do final do 
mandato do atual presidente. A votação seguiu a tradição 
de eleger o ministro mais antigo que ainda não tenha 
ocupado a Presidência. Em nome do Tribunal, a ministra 
Rosa Weber desejou aos dois uma gestão profícua e com 
todo êxito. 
 
NOVO PRESIDENTE DO TSE. 
 
O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reuniu-se 
para dar posse aos novos presidente e vice-presidente da 
Corte, ministros Alexandre de Moraes e Ricardo 
Lewandowski, respectivamente. A sessão solene contou 
com a presença de diversas autoridades dos Poderes 
Executivo, Legislativo e Judiciário, de profissionais da 
imprensa, de representantes de embaixadas e de 
convidados dos empossados. O novo presidente do TSE 
conduzirá a Corte Eleitoral até junho de 2024. A ele caberá 
presidir as Eleições Gerais de 2022 e iniciar os trabalhos 
de preparação do próximo pleito municipal. O ministro 
Ricardo Lewandowski se aposentará em maio de 2023, 
quando será sucedido na Vice-Presidência pela ministra 
Carmen Lúcia. 
 
PRESIDENTE DA CÂMARA DE DEPUTADOS 
 
O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) foi eleito 
presidente da Câmara dos Deputados para o biênio 2025-
2026. O parlamentar foi eleito em primeiro turno, com 444 
votos. Ele concorreu com os deputados Marcel Van Hattem 
(Novo-RS), que obteve 31 votos, e Pastor Henrique Vieira 
(Psol-RJ), que teve 22 votos. Outros 2 votos foram em 
branco. Motta foi apoiado por um bloco formado por 17 
partidos e 494 deputados. Integram o bloco PL, PT, PCdoB, 
PV, União, PP, Republicanos, PSD, MDB, PDT, PSDB, 
Cidadania, PSB, Podemos, Avante, Solidariedade e PRD. 
 
PRESIDENTE DO SENADO 
 
O senador Davi Alcolumbre (União-AP) foi escolhido 
como novo presidente da Casa até fevereiro de 2027. Davifoi eleito durante votação em primeiro turno, com um total 
de 73 votos, para um mandato de dois anos. A escolha foi 
feita por meio de cédulas de papel, em votação secreta, 
com a chamada dos parlamentares a partir da ordem de 
criação dos estados. 
 
Davi sucede Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que presidiu o 
Senado nos últimos quatro anos. Todos os 81 
parlamentares que integram o Senado registraram 
presença no Plenário e votaram. Na disputa, Davi derrotou 
outros dois candidatos: o senador Astronauta Marcos 
Pontes (PL-SP) e senador Eduardo Girão (Novo-CE), que 
obtiveram quatro votos cada um. O senador Marcos do Val 
(Podemos-ES) e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-
MS), antes inscritos como candidatos, retiraram as 
candidaturas durante a reunião preparatória, em seus 
discursos de apresentação das propostas. 
 
NOVOS MINISTROS E MINISTÉRIOS. 
 
O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva começou a 
anunciar os nomes para os ministérios no dia 9 de 
dezembro: o ex-ministro e ex-prefeito Fernando Haddad 
(Fazenda); o governador da Bahia, Rui Costa (Casa 
Civil); o ex-governador e senador eleito Ricardo 
Lewandosky (Justiça); o ex-ministro José Múcio 
Monteiro (Defesa); e o diplomata Mauro Vieira 
(Relações Exteriores). 
 
 
Alexandre Padilha (Saúde), Gleisi Hoffmann(Relações 
Institucionais) Marcio Macedo (Secretaria-Geral da 
Presidência), Jorge Messias (Advocacia-Geral da União), 
Camilo Santana (Educação), Esther Dweck (Gestão), 
Márcio França (Portos e Aeroportos), Luciana Santos 
(Ciência e Tecnologia), Cida Gonçalves (Mulher), 
Wellington Dias (Desenvolvimento Social), Margareth 
Menezes (Cultura), Luiz Marinho (Trabalho), Anielle 
Franco (Igualdade Racial), Macaé Maria Evaristo dos 
Santos (Direitos Humanos), Geraldo Alckmin (Indústria 
e Comércio) e Vinícius de Carvalho (Controladoria-Geral 
da União). 
 
O plantel de ministros foi completo, com os anúncios de: 
Marcos Antônio Amaro dos Santos (Gabinete de 
Segurança Institucional - 2023), Paulo Pimenta 
(Secretaria de Comunicação Social), Carlos Fávaro 
(Agricultura e Pecuária), Waldez Góes (Integração e 
Desenvolvimento Regional), André de Paula (Pesca), 
Carlos Lupi (Previdência), Jader Filho (Cidades), Pedro 
Lucas Fernandes (Comunicações), Alexandre Silveira 
(Minas e Energia), Paulo Teixeira (Desenvolvimento 
Agrário), André Luiz de Carvalho Ribeiro – “André 
Fufuca.” (Esporte), Marina Silva (Meio Ambiente), 
Simone Tebet (Planejamento), Celso Sabino (Turismo), 
Sônia Guajajara (Povos Originários) e Renan Filho 
(Transportes). 
 
MINISTÉRIO DA CULTURA E A LEI ROUANET 
 
O Ministério da Cultura anunciou, a liberação de R$ 968 
milhões em verbas da Lei Rouanet até o final do mês de 
janeiro (2023). No total, 1.946 projetos vão ser 
beneficiados, com a distribuição ocorrendo de acordo com 
a situação e a regularidade de cada proposta. Além disso, 
serão disponibilizados outros R$ 62 milhões para 353 
projetos já em andamento por meio da Secretaria de 
Economia Criativa e Fomento Cultural, subordinada à 
pasta. 
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INVASÃO AO CONGRESSO EM 2023 
 
No dia 8 de janeiro de 2023, centenas de pessoas 
apoiadoras do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e 
destruíram os prédios do Congresso Nacional, Palácio do 
Planalto e Supremo Tribunal Federal, em Brasília. O saldo 
da invasão ao Congresso: fachadas pichadas, móveis 
quebrados, obras de arte rasgadas, salas reviradas, 
objetos queimados e mais um sem igual de depredação e 
destruição. No final de semana do ataque em Brasília, 
centenas de ônibus foram até a capital do DF levando 
outras milhares de pessoas. As ações estavam sendo 
combinadas pelas mídias sociais e, há semanas, 
apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já faziam 
manifestações questionando o resultado das eleições em 
outubro de 2022. 
 
Porém, no início da tarde daquele domingo, uma centena 
de pessoas seguiu em direção ao Congresso, escoltada 
pela Polícia Militar, momento no qual iniciaram-se os 
ataques. A PM não conseguiu conter a multidão, que, 
enfurecida, invadiu os prédios. Com os prédios tomados, 
a polícia fez uso de bombas e gás lacrimogêneo, mas, 
mesmo com o auxílio da cavalaria e Tropa de Choque, a 
invasão ao Congresso Nacional não pode ser evitada. 
 
No momento da invasão ao Congresso, o presidente Luiz 
Inácio Lula da Silva estava em São Paulo, mas assim que 
tomou conhecimento dos atentados decretou intervenção 
federal para assumir a segurança pública do DF até o dia 
31 de janeiro. O decreto foi aprovado pelo Congresso 
Nacional na terça-feira (10 Jan.2023), dois dias depois dos 
ataques. Além disso, o ministro Alexandre de Moraes, do 
STF, também afastou o governador do DF, Ibaneis Rocha, 
por 90 dias. 
 
Há suspeitas de que houve omissão por parte do governo, 
uma vez que as ações já estavam sendo arquitetadas 
pelas mídias sociais e, portanto, já podiam ser previsíveis 
e evitáveis, com o reforço da segurança do local. 
 
Outra medida tomada é a investigação de quem estaria 
por trás dos atos, ou seja, pessoas e empresas que teriam 
financiado o deslocamento dos manifestantes, 
alimentação e até mesmo os acampamentos que estavam 
montados em frente ao Exército. A Polícia Federal 
instaurou, ainda, um gabinete de crise para identificar os 
envolvidos no ataque ao Congresso Nacional. A invasão e 
depredação de prédios dos três poderes em Brasília no 
domingo (8 jan 2023) causou diversos prejuízos a obras 
de arte localizadas nos prédios atacados. Um rico acervo 
guardado nesses edifícios do Congresso, do Supremo 
Tribunal Federal e do Palácio do Planalto sofreu diversos 
tipos de danos. 
 
 
O quadro é a principal peça do Salão Nobre do Planalto e 
tem um valor estimado em R$ 8 milhões, embora seu 
valor de venda possa ser cinco vezes maior em leilões, de 
acordo com o governo. A obra de 1962 é uma das mais 
importantes já produzidas pelo pintor carioca Emiliano 
Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo (1897-1976). 
 
"Esse quadro também já apareceu muito na mídia com o 
nome 'Mulheres na varanda'. Mas ele não intitulava as 
obras, quem fazia isso eram colecionadores e agentes do 
mercado secundário", disse ela ao jornal. 
 
'O Flautista', de Bruno Giorgi. A escultura de bronze do 
artista paulista Bruno Giorgi (1905-1993) foi 
"completamente destruída", informou o governo. A peça, 
avaliada em R$ 250 mil, ficava no 3º andar do Planalto, 
onde está localizado o gabinete presidencial. Giorgi é o 
autor de outras obras muito conhecidas instaladas em 
palácios públicos em Brasília, como Meteoro, no 
Itamaraty, e Os Candangos, na Praça dos Três Poderes. 
 
CPMI DO 8 DE JANEIRO 
 
O Congresso Nacional instalou em 25 de maio (2023) a 
Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) de 8 de 
janeiro, que investigará os ataques de apoiadores do ex-
presidente Jair Bolsonaro (PL) às sedes dos Três Poderes 
em Brasília. A CPMI do 8 de janeiro terá como presidente 
o deputado federal Arthur Maia (União-BA) e, como 
relatadora, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA). Os 
senadores Cid Gomes (PDT-CE) e Magno Malta (PL-
ES) serão o vice-presidente e o segundo vice-
presidente, respectivamente. O ex-ministro do 
Gabinete de Segurança Institucional, o general da reserva 
Marco Edson Gonçalves Dias, no Planalto no dia dos 
ataques. Dias foi acusado de ter sido leniente com os 
invasores a partir do que teria sido mostrado nas imagens. 
Ele nega e pediu para deixar o comando do ministério em 
seguida. Em entrevista à GloboNews após a demissão, 
Dias disse que colocou seu "cargo à disposição do 
presidente da Repúblicapara que toda a investigação seja 
feita". 
Já o governo Lula demorou para indicar os nomes porque 
não queria que a instalação da comissão atrapalhasse a 
aprovação pelo Congresso do arcabouço fiscal — que vai 
substituir o atual teto de gastos e era a grande prioridade 
de Lula no início do governo. Nos últimos dias, no entanto, 
o clima mudou. O arcabouço foi aprovado com folga na 
Câmara dos Deputados em 23 de maio e agora vai para o 
Senado. Ao mesmo tempo, a investigação da Polícia 
Federal sobre um suposto envolvimento de Jair Bolsonaro 
como autor intelectual dos ataques aumentou a 
possibilidade da CPMI ser prejudicial à imagem do ex-
presidente — o que fez o governo voltar a se interessar 
pela comissão. 
 
MARCO TEMPORAL INDÍGENA / POVOS 
ORIGINÁRIOS. 
 
Marco Temporal é como ficou conhecida a ação do 
Supremo Tribunal Federal (STF) que pretende discorrer 
sobre a reivindicação de posse de terras dos povos 
indígenas. Tal ação estabelece, por sua vez, que apenas 
teriam direitos sobre as terras aqueles que já as 
ocupassem no marco do dia 5 de outubro de 1988 – dia 
da promulgação da nossa mais recente Constituição 
Federal. As denominadas “Terras Indígenas” (TIs), as 
quais se refere o artigo 231 da Constituição, dizem 
respeito àquelas que são ocupadas por esses povos desde 
antes mesmo da configuração do estado brasileiro. Assim, 
são igualmente reconhecidos sua cultura e seus valores. 
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Atualmente, a demarcação fica a cargo da Fundação 
Nacional do Índio (Funai) a demarcação das terras 
indígenas, que se utiliza de critérios técnicos e legais em 
suas análises. Ao final do processo, resta ao Presidente da 
República a homologação – ou não – do registro solicitado, 
por meio de decreto publicado. Se aprovado, o Marco 
Temporal irá dificultar os processos de demarcação de 
terras ao demandar a comprovação de ocupação da etnia 
àquele território em período anterior à promulgação da 
Constituição Federal. Nos casos em que não seja possível 
a solicitada comprovação a terra não será, portanto, 
considerada de direito à parte reivindicante. Uma única 
exceção à regra será os casos que se possam comprovar 
que havia disputas físicas ou judiciais pela terra, os então 
chamados “conflitos possessórios”. 
 
BOLSONARO, INELEGÍVEL 
 
Em junho de 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) 
retomou o julgamento da ação que tornou o ex-presidente 
Jair Bolsonaro inelegível até 2030, por 5 votos a 2. O 
plenário analisou a Ação de Investigação Judicial Eleitoral 
(Aije) 0600814-85, proposta pelo Partido Democrático 
Trabalhista (PDT) contra Jair Bolsonaro e Walter Braga 
Netto, chapa que disputou a presidência pelo Partido 
Liberal (PL) nas eleições de 2022.A ação discutiu a 
inelegibilidade de ambos por abuso de poder político e uso 
indevido dos meios de comunicação durante reunião com 
embaixadores realizada em julho de 2022. 
 
GABRIEL GALÍPOLO - NOVO PRESIDENTE DO BANCO 
CENTRAL. 
 
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou o economista 
Gabriel Galípolo, de 42 anos, para substituir Roberto 
Campos Neto na presidência do Banco Central (BC). 
Galípolo é o diretor de política monetária do BC desde 
2023. O nome, agora, foi levado para sabatina do Senado 
Federal, a ser agendada pelo presidente da Casa, Rodrigo 
Pacheco. O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, 
Fernando Haddad em 28 de agosto (2024), a pedido do 
presidente Lula. Haddad comunicou que a partir de agora 
haverá um trabalho até o fim do ano para chegar a outros 
três nomes que vão passar a compor a diretoria do Banco 
Central. O mandato de Galípolo será de 2025 a 2028. 
 
MINISTÉRIO DA CULTURA E A LEI ROUANET 
 
O Ministério da Cultura anunciou, a liberação de R$ 968 
milhões em verbas da Lei Rouanet até o final do mês de 
janeiro (2023). No total, 1.946 projetos vão ser 
beneficiados, com a distribuição ocorrendo de acordo com 
a situação e a regularidade de cada proposta. Além disso, 
serão disponibilizados outros R$ 62 milhões para 353 
projetos já em andamento por meio da Secretaria de 
Economia Criativa e Fomento Cultural, subordinada à 
pasta. 
 
POLÍTICA INTERNACIONAL 
 
ERDOGAN, reeleito na Turquia. 
 
O atual presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan 
venceu a concorrência para a presidência durante eleição 
ocorrida em maio (28 de maio, 2023) e conquistou a 
reeleição, segundo a agência estatal do país. Até a última 
atualização da reportagem, 99,66% das urnas já haviam 
sido apuradas e Erdogan vencia por 52,13% dos votos, 
contra 47,87% de seu adversário, Kemal Kilicdaroglu. 
Antes mesmo do anúncio oficial, Erdogan já havia 
reivindicado vitória e deu um discurso em frente à sua 
casa. A Turquia constitui o principal caminho dos 
refugiados em direção a Europa, e sua posição geográfica 
a coloca como peça fundamental no tabuleiro geopolítico 
mundial, especialmente dada as relações entre a Turquia 
e a Rússia. 
 
CRISE NA FRANÇA 2024 
 
As crises econômicas, sociais e especialmente, a de 
imigrantes na Europa, já não são mais novidade, no 
entanto, o prolongamento de tais crises gera instabilidade 
em todo o mundo, a bola da vez, é mais é a França 
governada pelo contraditório Emmanuel Macron, que já 
não conta com a maioria do parlamento e vê dia após dia 
o crescimento da oposição e dos partidos de direita e 
extrema direita no território francês. 
 
Milhões de manifestantes nas ruas francesas. Cerca de 10 
mil toneladas de lixo acumuladas nas ruas de Paris. Postos 
sem gasolina após greves nas maiores refinarias 
nacionais. A raiz da onda de insatisfação popular atual é 
uma reforma no sistema previdenciário assinada pelo 
governo de Emmanuel Macron em meados de março. Ela 
aumenta a idade mínima de aposentadoria de 62 para 64 
anos para a maioria das categorias. O governo argumenta 
que a reforma é necessária para sustentar a Previdência, 
algo cada vez mais difícil diante da queda na proporção 
entre trabalhadores ativos e aposentados. Só em 2021, as 
despesas com pensões custaram quase 14% do PIB 
francês aos cofres públicos, quase o dobro da média dos 
países da Organização para a Cooperação e 
Desenvolvimento Econômico (OCDE). 
 
As manifestações causadas pela proposta de reforma da 
previdência se assomaram ao assassinato de Nahel M., de 
17 anos, sua morte provocou tumultos em várias cidades 
da França, bem como na cidade de Nanterre, a oeste de 
Paris, onde ele cresceu. Filho único criado pela mãe, ele 
trabalhava como entregador de comida e jogava rúgbi. Ele 
estava estudando em Suresnes, não muito longe de onde 
morava, para se formar como eletricista. Àqueles que o 
conheceram disseram que ele era muito querido em 
Nanterre, onde morava com sua mãe Mounia, e 
aparentemente nunca conheceu seu pai. 
 
A morte do jovem filho de imigrantes, reacende a questão 
da imigração do norte da África(Magreb) e de várias ex-
colônias francesas, como a Argélia e o Mali, no entanto, a 
imagem que se tem vendido é a da chegada de crianças, 
mulheres e idosos, o que não corresponde a realidade, 
pelo menos não a realidade francesa, onde diariamente 
chegam centenas de homens (jovens e adultos), muitos 
ligados a grupos extremistas ou com ficha policial, tal 
quadro reforça a instabilidade política e econômica da 
França. 
 
G-7 E A GUERRA DA UCRÂNIA. 
 
Em 24 de fevereiro de 2022, teve início da Guerra Rússia-
Ucrânia, resultante do rompimento das negociações 
diplomáticas e o reconhecimento das províncias 
ucranianas que se declararam independentes e de 
imediato tiveram acolhimento político e armamentista da 
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Rússia, que almeja reestabelecer a "Grande mãe Rússia", 
que correspondem aos delírios de seu presidente Vladimir 
Putin, que está há mais de 20 anos no poder, sempre de 
forma democrática, é claro. 
 
A guerra entre os dois países constituiu a quebra de um 
tratado estabelecido em 1994, tal decreto foi assinado 
pelos americanos, britânicos, russos e ucranianos, que 
estabelecia a devolução das armas nucleares que estavam 
em território ucraniano para a Rússia, com a promessa de 
que a Rússia jamais invadiria o território de sua ex-
província, bem, apenas a Ucrânia cumpriu tal decreto. O 
resultado é notório e conhecido, Ucrânia foi invadida em 
2014 e teve um território anexado pela Rússia, a Criméia, 
isso foi apenas o início da crise, que culminou com a 
eclosão da guerra em fevereiro de 2022, e que impacta 
todo o globo e a ordem política-militar mundial, inclusive 
o Brasil. 
 
O presidente dos EUA, Joe Biden, e os líderes do G-7 
devem fazer um anúncio com o presidente ucraniano 
Volodymyr Zelensky em Vilnius, na Lituânia, sobre o 
aumento das capacidades militares da Ucrânia, oferecendo 
assistência adicional ao país devastado pela guerra, 
enquanto seu líder expressa frustração com o caminho 
para adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte 
(OTAN). “Os Estados Unidos, juntamente com os líderes 
do G7, anunciarão nossa intenção de ajudar a Ucrânia a 
construir um exército que possa se defender e impedir um 
ataque futuro”, disse a diretora sênior do Conselho de 
Segurança Nacional para a Europa, Amanda Sloat. 
 
Haverá um “investimento de longo prazo na futura força 
da Ucrânia” com o objetivo de “garantir que a Ucrânia 
tenha uma força de combate sustentável capaz de 
defender a Ucrânia agora e impedir a agressão russa no 
futuro, uma economia forte e estável e a ajuda que a 
Ucrânia precisa para avançar a agenda de reformas para 
apoiar a boa governança necessária, a fim de promover 
aspirações euro-atlânticas da Ucrânia”, essa é o 
pensamento corrente da diretora sênior do Conselho de 
Segurança Nacional para a Europa, Amanda Sloat. Sloat 
acrescentou que o objetivo da declaração seria duplo: 
reforçar a dissuasão da Ucrânia e enviar uma mensagem 
à Rússia. 
AMÉRICA LATINA. 
 
NICARÁGUA 
 
Daniel Ortega, ex-líder revolucionário e atual presidente 
da Nicarágua, foi reeleito em 2021 para seu 5º mandato, 
o 4º consecutivo. Os Estados Unidos, a União Europeia e 
a Organização dos Estados Americanos (OEA) não 
reconheceram as eleições e apontaram possibilidades 
altas de fraude no processo. Para permanecer por tanto 
tempo no poder, o próprio presidente alterou a 
constituição nicaraguense para permitir mais reeleições 
para seu cargo. Próximo ao pleito de 2021, Ortega 
decretou a prisão dos seus principais opositores. Daniel 
Ortega governa desde 2007 e, de 2018 aos dias atuais, 
vem sendo acusado de promover a perseguição 
sistemática à mídia tradicional e independente, religiosos 
e opositores. 
 
o governo de Ortega montou em 2020 um tripé legislativo 
para minar a liberdade de expressão no país: 
 
▪ 01.Lei contra Discurso de Ódio: Ortega enviou 
ao parlamento um projeto de lei para punir com 
prisão perpétua aqueles que praticarem “discurso 
de ódio” e atentarem contra a “segurança do 
Estado”. O juízo que declara o que é ou não 
discurso de ódio parte de tribunais comandados 
pelos governantes. 
 
▪ 02.Lei de Agentes Estrangeiros: proíbe o 
financiamento e as doações internacionais à 
sociedade civil, ONGs, jornalistas e especialmente 
grupos de oposição. 
 
▪ 03.Lei Especial de Delitos Cibernéticos: 
apelidada de Lei da Mordaça, a lei pune conteúdos 
publicados na internet que forem considerados 
falsos pelo governo, a pena prevista é de 1 a 10 
anos de cárcere. 
 
O aparato jurídico-policial montado pelo governo de Daniel 
Ortega, que conta com o apoio político de vários países 
latinos, entre eles Cuba, Bolívia, Venezuela e Brasil, têm 
promovido a repressão, prisão e "sumiço" de vários 
oposicionistas ao regime, que apresenta características 
ditatoriais e de Estado de exceção. 
 
VENEZUELA 
 
A ex-deputada María Corina Machado desponta nas 
pesquisas venezuelanas como favorita nas primárias que 
os partidos de oposição vão realizar em outubro (2023), 
mas ela ficou inelegível por 15 anos por uma decisão da 
Controladoria Geral da República. Entre 2011 e 2014, 
Corina foi deputada na Assembleia Nacional da Venezuela. 
Considerada combativa, ela se destacou por fazer críticas 
tanto ao regime, quanto à oposição. Ficou conhecida por 
liderar a oposição mais linha-dura contra o então 
presidente Hugo Chávez. 
 
Agora, o regime venezuelano prorrogou a proibição que 
havia sido determinada pelas seguintes razões: 
ela apoiou sanções dos Estados Unidos ao governo de 
Maduro. Ela apoiou o ex-líder da oposição Juan Guaidó. 
 
ELEIÇÃO DE NICOLÁS MADURO - 2024 
 
O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela emitiu, 
a decisão definitiva sobre a eleição presidencial do dia 28 
de julho e ratificou a vitória do presidente Nicolas Maduro 
para o mandato de 2025 a 2031. 
 
Certificado de forma inapelável o material eleitoral 
peritado e esta Sala convalida os resultados da eleição de 
28 de julho de 2024 emitidos pelo Conselho Nacional 
Eleitoral (CNE), onde resultou a eleição do cidadão Nicolás 
Maduro Moros como presidente”, afirmou a presidente do 
Tribunal, Caryslia Rodríguez, acrescentando que não cabe 
recurso à decisão. 
 
EL SALVADOR 
 
O mapa administrativo de El Salvador vai mudar 
drasticamente: os atuais 262 municípios serão agrupados 
em apenas 44. Ou seja, 83% dos municípios vão deixar 
de existir. O presidente do país centro-americano, Nayib 
Bukele, ratificou a Lei Especial de Reestruturação 
Municipal, um dia depois de 67 dos 84 deputados do 
Congresso terem aprovado a proposta após mais de cinco 
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horas de debate. O regulamento, que contém 13 artigos, 
entrará em vigor a 1 de maio de 2024, no início da próxima 
legislatura e três meses após as próximas eleições 
presidenciais, legislativas e autárquicas. A partir de então, 
o país terá 44 prefeitos, 44 curadores e 372 vereadores, 
número bem inferior aos atuais 3 mil. 
 
No plano econômico, o Ministério da Fazenda garante que 
a reestruturação municipal significará uma economia de 
US$ 250 milhões (R$ 1,2 bilhões) por ano para os cofres 
de El Salvador. Esse excedente poderá ser utilizado para 
“maiores e melhores investimentos em obras e serviços 
de qualidade para a população”, segundo nota da 
Assembleia Legislativa. 
 
Além disso, sustenta o parlamento, as cidades menos 
populosas vão se beneficiar da “solidariedade entre 
municípios”, uma vez que a concentração de prefeituras 
vai favorecer o financiamento e a distribuição equitativa 
de bens e serviços. 
 
NOVO PRESIDENTE DO PARAGUAI 
 
O presidente eleito do Paraguai, Santiago Peña, tomou 
posse (15.ago.2023) em Assunção. O economista de 44 
anos foi eleito em abril com 43% dos votos válidos e 
assumirá um mandato de 5 anos. Peña é do Partido 
Colorado, de centro-direita. A legenda foi criada em 1887 
e comandou o Paraguaipor mais de 30 anos desde a 
redemocratização do país, em 1989. 
 
CLAUDIA SHEINBAUM – 1ª PRESIDENTE DO 
MÉXICO. 
 
A candidata do governo Claudia Sheinbaum venceu a 
eleição presidencial do México. Apadrinhada pelo atual 
presidente, Andrés Manuel López Obrador, Sheinbaum 
será a primeira mulher a assumir o cargo no país. A vitória 
é indicada pela contagem preliminar dos votos do Instituto 
Nacional Eleitoral (INE), a principal autoridade eleitoral do 
país. Com 91,1% das urnas apuradas, Sheinbaum obteve 
entre 57,6% e 60,6% dos votos na contagem do INE. Na 
sequência, a opositora Xóchitl Gálvez conquistou entre 
26,4% e 29,4%, ainda de acordo com a projeção. A 
porcentagem representa 31,9 milhões de votos 
conquistados por Sheinbaum. 
 
YAMANDÚ ORSI, NOVO PRESIDENTE DO URUGUAI 
 
Professor de História de 57 anos, Yamandú Orsi é ex-
governador do departamento (espécie de Estado) de 
Canelones, o segundo maior do Uruguai. Sua militância 
política remonta ao fim da ditadura militar no país, em 
1984. Ele deu aulas a adolescentes em vilas e cidades do 
interior e foi dançarino de folclore tradicional por uma 
década. Orsi é considerado herdeiro político do ex-
presidente José Mujica, que liderou o Uruguai entre 2010 
e 2015 e participou ativamente de sua campanha até 
junho. 
 
ELEIÇÃO DE DONALD TRUMP - PRESIDENTE EUA - 
2024 
 
O candidato republicano Donald Trump venceu a eleição 
para presidente dos Estados Unidos. A vitória foi 
confirmada após ele obter 276 cadeiras do Colégio 
Eleitoral com a vitória no Wisconsin, de um total 
necessário de 270 para garantir a vitória. No fim do dia 
06/11(2024), Trump somava 294 votos. 
 
Antes da oficialização, mas quando projeções indicavam a 
provável vitória de Trump, o republicano fez discurso de 
agradecimento aos eleitores se declarando vencedor. 
Naquele momento, Donald Trump reunia 266 cadeiras do 
Colégio Eleitoral, de um total necessário de 270 para 
garantir a vitória. 
 
EXERCÍCIOS PROPOSTOS 
 
No âmbito das atualidades a nível mundo, em agosto 
de 2024, após a desistência de Joe Biden da corrida 
presidencial dos Estados Unidos, o Partido 
Democrata oficializou uma nova candidata à 
presidência. 
 
01.Quem foi oficializada como candidata à 
presidência dos Estados Unidos pelo Partido 
Democrata em 2024? (Pref.São Bernardino-SC|2024) 
a) Elizabeth Warren. 
b) Nancy Pelosi. 
c) Kamala Harris. 
d) Michelle Obama. 
 
Conhecida como “la Doctora” por suas brilhantes 
credenciais acadêmicas (fez parte do painel de 
cientistas climáticos das Nações Unidas que recebeu 
o Prêmio Nobel da Paz), Claudia Sheinbaum é uma 
física com doutorado em engenharia energética, ex-
prefeita de uma das cidades mais populosas do 
mundo. Em junho de 2024, ela se tornou a primeira 
mulher e a primeira pessoa de herança judaica a ser 
eleita presidente, marcando uma conquista histórica 
em um país majoritariamente católico e conhecido 
por sua cultura profundamente patriarcal. 
 
02.Assinale a alternativa que indica corretamente o 
país para qual ela foi eleita presidente. (Pref.Palhoça-
SC|2024) 
a) Argentina. 
b) Chile. 
c) Colômbia. 
d) Itália. 
e) México. 
 
03.Considerando informações publicadas, uma das 
razões que teria levado o Supremo Tribunal Federal 
(STF) a bloquear a rede social X no Brasil foi o(a): 
(Pref.Ubajara-CE|2024) 
a) Dívida econômica de Elon Musk com a Receita Federal. 
b) STF alega que a plataforma incentiva discursos 
extremistas. 
c) Rede Social X não se enquadra no modelo de 
comunicação brasileira. 
d) Plataforma fere as normativas da lei de acesso à 
informação. 
e) STF acredita que a Rede Social X deseduca a 
população brasileira. 
 
O anúncio do crescimento de 0,8% do Produto 
Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2024, 
resultando no acumulado de 2,5% nos quatro 
trimestres anteriores, fez o Brasil entrar na linha de 
ultrapassagem da Itália. E desse modo, se tornar a 
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oitava maior economia do mundo. O resultado foi 
comemorado pelo Governo Federal. 
(Disponível em: https://agenciagov.ebc.com.br/ 
noticias/202406/alta-do-pib-torna-brasil-8a-economia-do-
mundo-no-rumo-certodiz-lula. Acessado em: 10 ago 2024, com 
adaptações.) 
 
04.O Ministério da Fazenda é responsável pela 
formulação e execução da política econômica 
nacional, assinale a alternativa que apresenta o 
nome do atual ministro da Fazenda. (Pref.São João do 
Ivaí-PR|2024) 
a) Henrique Meirelles. 
b) Paulo Guedes. 
c) Guido Mantega. 
d) Fernando Haddad. 
 
05.Qual o nome do atual presidente do Brasil? 
(Pref.Santa Adélia-SP|2024) 
a) Geraldo Alckmin. 
b) Jair Messias Bolsonaro. 
c) Luís Inácio Lula da Silva. 
d) Marcos Pontes. 
 
06.Qual evento internacional recente impactou 
significativamente a economia global? 
(Pref.Bombinhas-SC|2024) 
a) A eleição presidencial nos Estados Unidos. 
b) O acordo de paz no Oriente Médio. 
c) A pandemia de COVID-19. 
d) O lançamento de uma nova criptomoeda por um país 
europeu. 
 
No Brasil, assim como o Ministério da Saúde, o 
Ministério da Educação é bastante conhecido pela 
população, sendo o responsável para tratar da 
educação em geral, a qual abrange, dentre outras 
áreas, o ensino fundamental, o médio, o superior e 
a educação de jovens e adultos. 
 
07.Atualmente, o cargo de Ministro da Educação é 
ocupado pelo(a): (GMF|2023) 
a) Sobralense Cid Gomes, engenheiro civil e professor. 
b) Mato-grossense Simone Tebet, advogada e 
professora. 
c) Cratense Camilo Santana, engenheiro agrônomo. 
d) Paulista Fernando Haddad, economista. 
 
"Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito com 60,3 milhões 
de votos no 2º turno nas Eleições de 2022.A 
diplomação do presidente eleito foi realizada no dia 
12 de dezembro, em que certifica que a Justiça 
Eleitoral brasileira realizou a apuração das urnas, 
como também analisou as contas dos partidos, e 
atestou a veracidade das eleições." 
 
08.A posse presidencial foi realizada na tarde de 1º 
de janeiro de 2023, tendo como vice-presidente: 
(Pref.Palmeira das Missões-RS|2023) 
a) Bruno Reis. 
b) Fernando Haddad. 
c) Geraldo Alckmin. 
d) Jorginho Mello. 
 
Eternizado no imaginário popular como o "quais dos 
pobres", Getúlio Vargas, destaca-se como uma das 
principais personalidades da história brasileira. Sob 
sua liderança se observou uma maior ingerência do 
Estado como a gente patrocinador do 
desenvolvimento industrial, fato que por 
consequência promoveu uma acentuação da 
importância do operariado transformando de forma 
hábil como segmento social de sustentação política, 
por meio de políticas assistencialistas de cunho 
populista. 
 
09.Atento aos acontecimentos que marcaram a 
trajetória de Getúlio Vargas à frente do governo 
brasileiro, análise as proposições a seguir, 
assinando (V) se for verdadeira e (F) se for falsa, 
em seguida, marque a alternativa que apresenta a 
sequência correta: (Pref.Jijoca de Jericoacoara|2024) 
 
I. Apesar de sua nítida simpatia pelo fascismo, Getúlio 
Vargas cassou a legalidade da AIB (Ação Integralista 
Brasileira), fato que acabou por motivar uma invasão de 
membros dessa facção política ao palácio do Catete em 
1938, comumente descrita como Intentona integralista. 
 
II. As leis trabalhistas estabelecidas ao longo do período 
em que Getúlio Vargas governou o Brasil só eram 
destinadas aos trabalhadores urbanos indicados não 
sendo extensivas aos trabalhadores rurais, que na época 
perfaziam a maior parte do contingente economicamente 
ativo do país. 
 
III. Segundo muitos historiadores, o suicídio de Getúlio 
Vargas em agosto de 1954 acabou, em razãoda grande 
comoção da sociedade pelo seu trágico destino, por 
impossibilitar uma intervenção militar golpista em curso, 
pela evidente falta de apoio popular que há investida teria. 
 
a) I-F; II-F; III-F. 
b) I-V; II-V; III-V. 
c) I-F; II-F; III-V. 
d) I-V; II-V; III-F. 
 
Neste ano completa-se 70 anos da morte de uma das 
principais personalidades políticas brasileiras, 
Getúlio Vargas. Atento às ações que marcaram a sua 
trajetória enquanto figurou como presidente de 
nosso país. 
 
10.Analise as assertivas a seguir e assinale a opção 
que não pode ser destacado como uma 
característica que marcou o seu governo: (Pref.Jijoca 
de Jericoacoara|2024) 
a) centralismo político. 
b) paternalismo sindical. 
c) liberalismo econômico. 
d) intervencionismo estatal. 
 
11.Em meados do século XVIII, o governo 
português decidiu pela primeira mudança da capital 
do Brasil. Das razões motivadoras desta atitude por 
parte da Coroa, é válido considerar o interesse 
especial de: (Pref.Nova Olinda-CE|2025) 
a) Aproximar o centro político do principal eixo 
econômico brasileiro, exercendo um controle mais 
rigoroso sobre a exploração da atividade aurífera. 
b) Garantir que a máquina burocrática estatal e os 
membros da família imperial pudessem usufruir dos 
equipamentos culturais instalados no Rio de Janeiro 
quando da transferência da Corte Portuguesa para o 
Brasil. 
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c) Exercer de forma mais eficiente o fisco sobre a 
produção cafeeira, que sofria um processo de 
expansão da área produzida, alcançando a região 
litorânea fluminense. 
d) Transferir o centro administrativo brasileiro para a 
Capitânia que detinha a condição de polo mais 
dinâmico da atividade industrial no Brasil, São Paulo. 
 
Fundado há 45 anos, no contexto da crise da 
ditadura Militar após a permissão para o 
restabelecimento do pluripartidarismo no país. O PT 
(Partido do Trabalhadores), sigla política que 
nasceu da união de esforços de sindicalistas, 
intelectuais, artistas, movimentos sociais e setores 
progressistas da Igreja Católica, dentre outros. 
Destaca-se por ser a legenda partidária que por 
mais tempo comandou os destinos do país durante 
a Nova República. Atento às particularidades 
relacionadas ao Partido dos Trabalhadores (PT). 
 
12.Analise as proposições a seguir, assinalando (V) 
se for verdadeira e (F) se for falsa, em seguida, 
marque a alternativa que apresenta a sequência 
correta: (Pref.Nova Olinda-CE|2025) 
I. (__) O Partido do Trabalhadores é a sigla partidária 
brasileira atualmente com maior número de filiados. 
II. (__) Em todas as disputas presidenciais após a última 
redemocratização brasileira, o Partido dos Trabalhadores 
ou venceu a disputa ou chegou ao final do pleito tendo o 
seu candidato como o segundo mais votado. 
III. (__) O Partido do Trabalhadores é uma das legendas 
integrantes da primeira federação partidárias formada no 
Brasil, somando-se ao PSOL (Partido Socialismo e 
Liberdade) e PCB (Partido Comunista Brasileiro). 
 
a) I-F; II-F; III-F. 
b) I-V; II-V; III-V. 
c) I-V; II-F; III-V 
d) I-F; II-V; III-F. 
 
Há quarenta anos, em face da rejeição do Congresso 
Nacional da Emenda Dante de Oliveira que pretendia 
restabelecer o voto direto para Presidente no Brasil, 
a eleição do mais importante cargo de comando do 
Executivo Nacional foi disputada entre apenas dois 
candidatos pelo sistema de votação indireta, 
segundo a decisão dos políticos que compunham o 
Colégio Eleitoral. 
 
13.Assinale a alternativa que corretamente 
identifica os políticos que se enfrentaram nestas 
eleições presidenciais brasileiras: (Pref.Nova Olinda-
CE|2025) 
a) José Sarney e Franco Montoro. 
b) Tancredo Neves e Paulo Maluf. 
c) Leonel Brizola e Tancredo Neves. 
d) Mário Andreazza e José Sarney. 
 
A seguir destacamos uma série de medidas ou ações 
políticas de enorme relevância na trajetória 
histórica nacional. 
14.Analise-as atentamente e assinale em seguida 
nos seus respectivos parênteses com a numeração 
correspondente ao Presidente em cujo mandato elas 
foram estabelecidas. (Pref.Nova Olinda-CE|2025) 
Nota de esclarecimento: Como a quantidade de 
Presidentes supera o número de medidas ou ações 
polÍticas, logicamente alguns deles deverão ser excluídos 
da correlação. 
Medidas ou Ações Políticas 
(__) Construção de Brasília, atual capital do país. 
(__) Implantação da moeda oficial atualmente em 
circulação no país, o Real. 
(__) Promulgação da atual Constituição em vigor no país, 
a de 1988. 
(__) Edição do mais autoritário dos Atos Institucionais 
estabelecidos durante a Ditadura Militar, o AI-5. 
1.Getúlio Vargas. 
2.Fernando Henrique Cardoso. 
3.Juscelino Kubitschek. 
4.Garratazu Médici. 
5.Itamar Franco. 
6.José Sarney. 
7.Fernando Collor de Mello. 
8.Costa e Silva. 
a) 1, 7, 2, 4. 
b) 3, 5, 6, 8. 
c) 8, 2, 5, 1. 
d) 3, 2, 7, 4. 
 
Durante a maior parte do período inicial da 
República Brasileira, comumente denominado 
República Velha, as elites rurais de dois Estados em 
especial, a partir de mecanismos repressores e 
fisiológicos, como o voto de cabresto e a política dos 
governadores, controlaram os destinos do país, 
exercendo uma hegemonia no controle do mais 
importante cargo Poder Executivo nacional, a 
Presidência da República. 
15.Assinale a assertiva que corretamente identifica 
esses estados:(Pref.Nova Olinda-CE|2025) 
a) Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. 
b) Rio de Janeiro e São Paulo. 
c) São Paulo e Minas Gerais. 
d) Pernambuco e Bahia. 
 
GABARITO 
 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
C E B D C A C C B A 
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 
A D B B C * * * * * 
 
 
 
Instagram: @prof.brando 
E-mail: professorbrando@gmail.com 
 
 
 
 
 
 
 
 
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