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IGREJA
BATISTA
MONTE
DA FÉ –
ATOS DE
DEUS
PARTE I – BASE BÍBLICA DE MISSÕES
Para desempenharmos uma tarefa ou mesmo fazer um investimento em
qualquer área que seja, é necessário o conhecimento de pontos básicos
concernentes a ela, a fim de o fazermos bem e certeiramente.
No Reino de Deus não é diferente. Não podemos investir ou mesmo realizar
qualquer coisa sem entendermos os pontos básicos e determinantes para o bom
êxito da missão. Também, em tempos de expansão, de facilidade em
comunicação e agilidade nas informações, podemos e devemos nos beneficiar
dessas ferramentas em prol do Reino de Deus.
Muito se tem divulgado e pronunciado a respeito da missão da Igreja, seu
desempenho e avanço, porém, essa questão não tem estado presente na
reflexão diária da Igreja, o que acarreta na ineficácia enquanto igreja de Jesus no
mundo: ser “Luz” e “Sal da terra” diante dos povos, proclamando Sua Glória.
Por isso, veremos a seguir um resgate da base bíblica da missão, que foi
originada em Deus e está registrada em Sua Palavra, e assim investir e agir com
mais eficácia.
Esse resgate será dividido em duas partes: o Antigo Testamento e o Novo
Testamento, com seus aspectos específicos no desdobramento e fundamento da
Missão.
ANTIGO TESTAMENTO
A Bíblia é um instrumento do plano de Deus no mundo e na história. É preciso
que o povo de Deus sempre volte às Escrituras para reexaminar as bases da sua
identidade e vocação, a fim de melhor realizá-las dentro do seu contexto
específico e atual.
Podemos verificar de forma mais detalhada e progressiva a ação de Deus, em
tópicos que nos ajudarão também como ferramenta de informação à igreja.
A UNIVERSALIDADE DO PLANO E DA MENSAGEM DE DEUS.
Desde os primeiros relatos bíblicos, podemos notar um ponto singular na ação de
Deus, sua visão e atuação em sentido universal. Nesse aspecto destacamos:
A Criação
Deus criou o mundo e tudo o que nele há (Gen. 1). Assim como dEle é tudo o que
no mundo há (Sl. 24.1). Na criação, percebe-se que Ele propiciou o cenário para a
ação de Seu plano missionário redentor: o mundo.
A Formação do Homem
Nesse espaço, além de formar o homem e a mulher de forma distinta, Deus
também transferiu a eles um legado de Sua própria atuação, quando os
comissionou a exercer o controle sobre as outras criaturas, além de ordenar-lhes
que se multiplicassem e enchessem a terra, mostrando novamente o aspecto de
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MONTE
DA FÉ –
ATOS DE
DEUS
pluralidade. Posteriormente, o homem passou a ser o alvo de Sua ação
redentora.
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Após a criação do mundo e a formação do homem, outro fato aconteceu, no
qual podemos notar também o fator da universalidade da visão e ação de
Deus. Esse fato foi:
A Queda Humana
Ocasionou o distanciamento do plano e propósitos divinos. Temos nesse
evento, o que se intitula o início.
Base
Gen. 3:14 a 19 abrangendo três aspectos:
Pecado: Separação de Deus por parte do homem;
Consequências: Para a natureza, para o homem e para a serpente;
Promessa da Redenção: Um da linhagem da mulher para esse resgate.
Após a queda, houve a constância do homem em distanciar-se dos planos e
propósitos divinos, o que o levou a estágios de piora, nos quais se Deus não
interferisse, com certeza, culminaria no caos total.
A seguir, veremos em alguns eventos da História, a mão de Deus direcionando
e preservando o homem, dando seguimento à Sua promessa.
Alianças
Em seguida houve um período na história em que Deus, mais uma vez,
possibilitou uma nova caminhada ao homem, estabelecendo com ele algumas
alianças, havendo, dessa forma, parceria entre Deus e o homem, no tocante a
escolha de Deus em possibilitar ao homem essa participação na Sua missão.
Deus em Sua justiça e santidade conduziu e manteve Seu plano de redenção e
preservação humana. Ao homem compete a obediência e a fidelidade aos
Seus preceitos.
Base
Aliança com Noé – Gn. 6:9, 14; 7:1;9:8,15 
Aliança com Abraão – Gn.12
Aliança com Isaque: Gen. 26
Aliança com Jacó – Gn 28.13-14
Aliança com Moisés – Ex 3.6-21; Ex 24
O próximo tópico confirma a ação de Deus em Seu plano redentor.
A NACIONALIDADE E RELIGIOSIDADE DE ISRAEL
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Verificamos outro fato novo. A ação de Deus foi de forma mais ampla, agora
não só através da vocação de indivíduos, mas também, na formação de um
povo, que seria Seu representante e a manifestação visível de Sua presença
diante das nações.
Consequentemente esse povo seria proclamador da justiça e regeneração
divina.
PERÍODOS: PATRIARCAL, MOSAICO, REIS E PROFÉTICOS
Na formação de uma nação proclamadora às nações, revelando novamente o
aspecto universal da missão de Deus, podemos notar um desenvolvimento
caracterizado por períodos:
Patriarcal
Quando Deus chamou Abraão, o possibilitou a formar uma família, da qual
constituiria Sua nação eleita. Assim, o vocacionou para ser abençoado e
abençoar as nações, ou seja, as famílias da terra. (Gn 12.3).
Base
Tipologia do sacrifício de Jesus em Isaque - Gn 22;
Fé de Abrão, não no previsível, mas no impossível – Gn 15.4; 18.10, 13 e 14; 
A preservação e condução de Deus até Jacó no Egito – Gn 28 a 50, Ex12.37;
Extensão da missão aos descendentes - Gn 22.17 – 1 8.
Decadência Espiritual – Gn. 6: 3-9.
Nesse período, Deus está sempre em relacionamento com o homem, bem
como, agindo para o cumprimento de Seu propósito e de Suas promessas.
Através desse relacionamento, também, fortaleceu a fé do agente
vocacionado – Abraão.
Mosaico
Mais uma vez, vemos a vocação divina a um indivíduo para o cumprimento de
Seu propósito e resgate da nação que estava se formando: Israel, promovendo
outras ações em favor deles, como bênção:
Base
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POVO
S
LÍNGU
AS
NAÇÕES
TRiBO
SÇW
ISRAE
L
Deus escolheu homens, indivíduos, para chegar até a formação de um
povo, o Seu povo. Deus estabeleceu que o homem, herdeiro da
pecaminosidade e condenação, seria usado por Ele e enviado para Sua
proclamação entre as nações.
Provisão de um libertador, enviado em Seu nome; Ex 3.10
Favorecimento da nação de Israel com experiências e livramentos especiais,
característicos do relacionamento de Deus para com esse povo – Ex: 3.6-21
O fator de escolha para eleger essa nação, implícito na missão: O amor – Det.
7 – 9.
A eleição de um povo, o estabelecimento de uma comunicação com ele, o
fortalecimento de seu caráter e a promoção de formação em nação sob Seus
preceitos e propósitos, revelam o caráter de intimidade de Deus para com o
homem. Também, no relacionamento mantido durante a peregrinação no
deserto, perpetuando Sua ação, tanto na vida do povo, quanto através dele
para proclamação de Sua Glória.
Reis
O período constituído pelos reinados na nação de Israel mostra-nos claramente
a inclinação da maioria dos reis e do povo em não andar sob a prerrogativa
divina e peculiaridade que Deus lhes proporcionara, enquanto povo escolhido
Seu.
Neste período a nação israelita insistia em equiparar-se a outros povos,
demonstrando a incapacidade humana de viver na total dependência de Deus,
e cumprir Seus desígnios em ser luz e justiça para as nações.
Neste ponto, então, vemos que:
 A vocação não era tão compreendida pelo povo de Israel, pelo menos
em ser peculiar e no cumprimento do propósito divino;
 O direcionamento de Deus constante ao povo, na maioria das vezes
focando a inclinação de não serem tementes a Ele e infiéis aos Seus
propósitos, apesar de ser a nação eleita;
 A corrupção e favorecimento da desmoralização do povo entre si e
diante de outros povos.
Apesar disso, notamos a existência da devoção no povo e o temor na
proclamação em forma de cultos, referindo-seà glorificação de Deus pelos
povos e em toda a terra. Podemos verificar isso nos Salmos.
Mesmo nesse cenário, percebemos a fidelidade de Deus na permanência de
Seu relacionamento não desamparando o homem em seus próprios desejos e
inclinações.
Proféticos
Ressaltamos nessa fase da história, a figura do profeta, “enviado de Deus” aos
“enviados de Deus às nações” tanto para mostrar-lhes o quanto se
distanciavam de Seu propósito, quanto para manifestar Seu juízo, também,
para com os outros povos.
Mesmo assim, Deus continua estabelecendo Seu relacionamento e anunciando
Seu propósito de redenção, agora, também, para com Israel, apesar de ser Seu
escolhido como instrumento de proclamação.
As mensagens desses períodos são variadas e diferenciadas em suas
características:
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 Jonas e Amós: A proclamação da mensagem para outros povos, pois são
iguais diante de Deus e serão julgados da mesma forma - Jn. 4.11; Am.
9. 7,11,12
 Miquéias, Isaias, Sofonias: Confrontação da situação de Israel em
relação à sua vocação missionária: Ser luz entre as nações - Mq.1.2; Is.
49.6, 26; Is. 55.4,5; Sf. 3.20
 Jeremias e Habacuque: São profetas às nações mostrando-lhes o
conhecimento de Deus e que o justo viverá pela fé, sendo a terra
coberta do conhecimento de Deus – Jr. 1: 5, 31:10; Hb. 2:4
 Daniel, Ezequiel, Obadias: Durante o exílio do povo de Israel, Deus
manifesta que Seu reino seria implantado na terra. Para testemunho de
todos os povos, para remissão e restauração de Israel. Deus fará Sua
voz ouvida entre todas as nações Dn. 2.44; Ez.36.22,23; Ob 1.15
 Ageu, Zacarias, Malaquias, Joel: Deus demonstra seu plano redentor
para toda a humanidade, com a promessa de derramamento do Espírito
e a manifestação do poder e da presença constante de Deus vivificando
a fé sobre toda a carne, humanidade, nações, povos, etnias - Ag 2. 5-7;
Zc. 8. 22, 23; Ml 1.1; Jl. 2. 27, 28.
Após esse período no decorrer da história consta um período de silêncio das
manifestações proféticas, chamado de período interbíblico2, porém, Deus
ainda continuou operando para a concretização da vinda do Messias, O
enviado de Deus, sendo o próprio Deus para o cumprimento de Sua missão,
pois na plenitude dos tempos Jesus, O Messias, O Redentor veio a este mundo.
Este novo período de revelação da parte de Deus está registrado no Novo
Testamento, onde podemos verificar a continuidade da realização da missão
de Deus.
UNIVERSALIDADE
INDIVIDUO
MUNDO
O antigo testamento foi
inconcluso, seu propósito aponta
o Novo Testamento em
cumprimento das promessas e
redenção, como propósito divino.
INDIVIDUO
PACTOS
COLETIVO
 PERIODOS
NACIONALIDADE
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NOVO TESTAMENTO
O Novo Testamento registra a sequência da ação missionária de Deus com o
envio de Jesus ao mundo, para cumprir no tempo e espaço mais uma parte do
Seu plano redentor. Como vimos no Antigo Testamento, Deus vocaciona
homens como associados seus em Sua Missão (Missio Dei). Porém Ele não fica
desassociado dela em nenhum momento.
Ele é quem realiza e capacita homens para o cumprimento da missão, e é
parte integrante da Missão em Seu ser, que por amor promoveu este plano
redentor e enviou a Jesus - O enviado em excelência = O próprio Deus. Assim
podemos ver alguns pontos importantes da ação missionária.
JESUS E A MISSÃO
O aspecto universal continua presente e identificado no ministério de Jesus.
Isso está registrado desde o relato de sua genealogia (Mt.1), o que nos faz
perceber esta constância no plano de Deus relatados desde a história da
criação, portanto, não se limitando apenas a Israel, mas também às nações.
No evangelho de Mateus, Jesus é mostrado como o Messias (enviado), porém é
em Lucas que o vemos como Missionário de Deus. Lucas apresenta o
ministério de Jesus em termos geográficos, sociais e culturais. Mostra também,
questões da tradição que foram rompidas por Jesus e que se fazem
necessárias à Missão.
Barreiras Geográficas
Jesus iniciou Seu ministério em Cafarnaum e prosseguiu, pregando, ensinando
e curando com autoridade em vários lugares, sem medir esforços para isso:
Base
Seguiu de cidade em cidade e povoados - Lc. 4. 42-44; 5.12; 7.1; 8.1 e 26
Ensinou aos discípulos, ordenando-lhes que fossem a toda parte – Mc. 16.15;
Mt. 28.19
Ele mesmo deu o exemplo, cruzando fronteiras, anunciando e conclamando a
todos a assumirem a nova vida nEle.
Barreiras sociais
Assim, como Jesus rompeu barreiras geográficas indo a toda parte, e vilarejos,
e provavelmente a lugares não tão privilegiados de sua época, também
rompeu barreiras sociais, não desprezando ninguém.
Vejamos alguns exemplos:
 Manteve contato e se relacionou com pessoas não privilegiadas e
excluídas de sua época.
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 Ministrou à classe religiosa e pessoas de destaque da época, não agiu
em privilégio de grupo algum em detrimento de outro.
 Não se importou com os estigmas sociais e hipócritas que impedem
muitos de agirem e alcançarem seus semelhantes.
 Atendeu a todos com o mesmo valor e como alvo do amor de Deus, pois
foi para esses que veio.
Pessoas contatadas por Jesus e suas diferenças sociais.
 Despatriados e aflitos; 
 pecadores;
 Enfermos;
 Pobres; 
 Ricos;
 Humildes;
 Líderes Religiosos; 
 Posição social inferior / superior.
Base
Lc. 5.27-32; 7.36, 41-43; 11.5-8 
Lc. 11.37; 12. 13-21; 14. 1 e 18; 
Lc. 15. 8-10; Lc. 16. 1-13;
Lc. 16. 19-31; Lc.18. 1-8; Lc. 19. 1-10
Barreiras Culturais
Há outro tipo de barreira a romper, que o mestre Jesus também rompeu em
seu ministério – a questão cultural e, consequentemente, os preconceitos com
aqueles que não são da mesma nação, linhagem, cultura, enfim, o preconceito
em ver e tratar os outros como superiores e/ou inferiores.
Jesus não apenas lidou com eles, mas também os citou em seu discurso para
confrontar aqueles que não conseguiam perceber ou se desvencilhar desses
preconceitos:
Exemplo:
Os samaritanos (Lc 17. 11-19), 
O centurião romano (Lc 7.9).
Gentios, leprosos, pecadores (Lc 10. 29-37)
Barreiras Ideológicas e religiosas.
Jesus além de cumprir Sua missão, reconhecê-la e anunciá-la, também
denunciava a falta de visão e confrontava a religiosidade da época, exercitada
apenas por tradições e normativas impostas no decorrer dos anos e por
gerações.
Base
Lc. 4. 18,19
Lc. 4. 43,44
Com certeza, ainda hoje muitas pessoas ficam presas nessa forma de
religiosidade, crendo que estão certas. Ele rompeu a ideologia e religiosidade
da tradição, enfatizando a prática da fé em Deus movida pela intenção do
coração em relação a Deus e ao próximo.
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Podemos constatar que Jesus veio confirmar a ação de Deus no Antigo
Testamento dando continuidade à Sua presença, Sua ação e também a
comissão na Missão no Novo Testamento.
OS DISCÍPULOS
Além de continuar Sua missão, Jesus a declarava, praticava, discipulava e
comissionava seus seguidores a fazerem o mesmo. De certa forma, Ele repete
o processo do Antigo Testamento: com Sua manifestação pessoal, com a
vocação de alguns indivíduos - os Seus discípulos. Depois formou um grupo
decorrente dos testemunhos destes – a Igreja, para proclamação. Nota-se que
é contínua tanto a Sua presença, quanto Sua ação.
Base
Chamado: Mt. 4.18; 9: 9; 10.1-4; Mc. 1.16-20; Lc. 5.1-11; Jo. 1.39-42
Ensino: Mt. 4. 23 a Mt. 28. 17; Mc. 1.21 a 16.13; Lc. 4.16 a 24: 43; Jô. 1. 43 a
21. 14
Treinamento: Mt. 4. 23 a Mt. 28. 17; Mc. 1.21 a 16.13; Lc. 4.16 a 24. 43; Jô. 1.
43 a 21. 14
Envio: Mt. 10.5-15; 28.19-20; Mc. 16.15-18; Lc. 24.44-49
Os discípulos tiveram um treinamento de excelência, direto da fonte pessoal
de Deus - Jesus. Eles ouviram, viram, e agiram com Jesus. É certo que muitas
coisasnão foram a princípio tão compreensíveis aos seus entendimentos e
corações, mas no devido tempo, Jesus lhes esclareceu, e eles assumiram que
eram perpetuadores da missão de Jesus e de Sua proclamação.
É também notório que Deus trabalhou em cada um deles, especificamente, em
suas potencialidades e personalidades, assim como faz conosco hoje - Suas
testemunhas.
ATOS DO ESPÍRITO SANTO
Com a morte de Jesus, os discípulos ainda perplexos e atônitos com os
acontecimentos, apresentaram uma mistura de sentimentos: medo,
insegurança, desconfiança, frustração, tristeza, ficaram reunidos.
A ação de Deus é maravilhosa em socorrê-los neste momento, o que destaca
mais um sinal da presença de Deus com Seus filhos no exercício da missão,
juntamente com Sua própria ação na missão.
Ele os confortou, orientou e acentuou a comissão dada anteriormente.
Nessa etapa da Missão, a presença da Trindade com Seus vocacionados é
manifestada em outra pessoa da trindade – o Espírito Santo, enviado pelo Pai e
pelo Filho. Sua presença contínua na missão.
Os discípulos, então, saem e iniciam a nova etapa de seus ministérios e
proclamação - a Igreja da época, pela ação do Espírito Santo, resplandecendo
e anunciando a todos os povos a mensagem de Jesus, o evangelho das boas
novas, cumprindo assim o propósito universal da missão de Deus.
Base
Jo 14.16; 16. 7-14; Lc 24.49; At 1.3-8
Assim, podemos notar no Livro de Atos que:
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 A Igreja começou com 11 discípulos – At 1.13;
 Depois seu crescimento alcançou 3.000 e em seguida mais 5.000
crentes – At 2.41 e 4.4
 Pedro e os outros discípulos testemunham com ousadia, mesmo com
possibilidade de perseguição – At 3.11 e 4.21. 
 Os cristãos convertidos tinham um estilo de vida novo e atraente,
contrário ao comportamento costumeiro (religiosidade) e doavam de si
e de seus bens (Barnabé) – At. 4. 32 e 5.16. 
 É iniciada perseguição e registram-se mártires do evangelho (dispersão
dos crentes) – At. 5. 17 7.6. 
 O evangelho alcança os gentios – At 8.1.
 O evangelho se espalha por toda Judéia e Samaria (preconceito),
estabelecendo igrejas – At 11.29
 Surge o primeiro envio de missionários: Antioquia – At 13.4. 
 Os apóstolos reconhecem o ministério junto aos gentios – At.13.3 O
Espírito direciona o local de envio – At 13.2; 18.21
O Espírito Santo promove, capacita e concede o poder para realização do
trabalho missionário, é o que vemos também no próximo tópico.
ESTRATÉGIA DE PAULO
Um dos Apóstolos mais destacados do Novo Testamento é o Apóstolo Paulo, o
que não desmerece a ação dos outros, mesmo porque a ação deles estava
condicionada à presença de Deus, através do Espírito Santo. Não é escolha de
cada um, mas de Deus. Porém, cada um na área e local que Deus lhes
comissionava e capacitava, como também o faz hoje.
Ao apóstolo Paulo, deu-se o mesmo procedimento. Deus trabalhou em sua
vida, seu potencial e características para uma vocação específica: Apóstolo
aos gentios.
Características do Ministério de Paulo:
 Um evangelista e formador de Igrejas.
 As Igrejas eram formadas e entregues a lideranças locais.
 Fazia parceria com companheiros que ele enviava a fortalecer e
pastorear o rebanho. Retornava de tempo em tempo confirmando a fé,
e outras vezes por cartas. 
 Prestava contas à Igreja de Antioquia e aos Presbíteros.
Base
Atos 13.4; 15.36; 18.24
ESTRATÉGIA MISSIONÁRIA DA IGREJA NO NOVO TESTAMENTO
Movida pelo Espírito Santo, a Igreja do Novo Testamento enviou seus primeiros
missionários, isso após jejum, oração e confirmação dos dons daqueles
homens. Homens que já atuavam na igreja local e estavam entre os mais
preparados. (Atos 13.1-3)
Características do Envio da Igreja:
 Não procuraram retê-los entre seus líderes, mas os abençoaram a sair.
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 Eram conclamados a investir e apoiar o trabalho missionário com
orações, súplicas e donativos (parceria). 
 Eram testemunhas onde estavam e os missionários animavam-se com
as notícias e frutos deles.
 Tinham problemas e dificuldades e eram instruídos na palavra (Cartas
Apostólicas).
Base
Fp. 4.10-19; Ef. 6.18-20
A igreja tinha a visão de cumprir a missão com urgência, pois esperava
enfaticamente à volta de Jesus, assim podemos focar o próximo tópico.
ESCATOLOGIA E MISSÕES
Dentro dos ensinos de Jesus nota-se a ênfase no Reino dos céus, Seu reino,
estabelecido por Deus com os santos. Há ainda a afirmação da condenação
eterna do inimigo de nossas almas – o diabo e dos incrédulos e pecadores - os
que não se arrependerem de seus pecados. Podemos notar alguns aspectos
sobre o Reino:
Há dois aspectos temporais:
 O presente, já instaurado por Jesus (Lc. 11.20; Mt . 12.28).
 E o que virá, pois ainda não se completou toda profecia e está
relacionado com a volta de Jesus (Mt. 13.40-43).
Semelhança com a missão:
 Esse Reino é universal, pois estarão nele pessoas de toda raça, tribo,
língua e nação.
 Os gentios também estarão nele, não apenas os judeus como nação
eleita, fato pelo qual Deus comissionou Paulo aos gentios.
 A volta de Jesus é sinal de missão cumprida – Mt. 24.4-12.
 A ênfase é dada ao anúncio de sinais dos últimos tempos, mas o maior
sinal será obediência na pregação do evangelho a todos os povos – At
1.6-8; Mt. 24.4-12.
 É registrado que a manifestação da obediência será demonstrada em
glória e louvor a Deus por todos os povos da terra – Ap. 7.9-10; Ap. 5.9-
10; Ap. 11.15b.
 Assim, como Deus criou o mundo formando um cenário universal - os
céus e a terra, também, o terminam da mesma forma, sinalizando nova
visão deles - novo céu e nova terra (Ap. 21).
Finalmente, nos compete com esse embasamento bíblico continuar a
obediência no cumprimento da missão Divina, com fidelidade e dignidade do
Reino de Deus.
CONCLUSÃO
Pudemos contemplar fundamentos da missão no decorrer de todo texto
bíblico, clareando-nos alguns pontos, dos quais, podemos deixar destacados:
O lugar e alvo da missão: O mundo (universo) todo criado por Deus.
O Alvo e Agente da Missão: O homem criado por Deus.
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O Senhor e Impulsionador da Missão: Deus criador de todas as coisas.
Método da Missão:
 Deus revelado no decorrer da História;
 Deus atuando no decorrer da História;
 Deus estabelecendo parceria com o homem na Sua missão;
 Deus capacitando para a missão.
Resultado da Missão: Todos os povos, raças, línguas e nações adorando e
glorificando a Deus diante de Seu trono.
Contemplados esses pontos essenciais à Missão, concluímos que não só é
necessário, mas também primordial, que dediquemos, capacitemos e
mobilizemos tudo o que temos em prol do Reino de Deus e sua Missio Dei.
PARTE II – IMPLICAÇÕES NA ÁREA MISSIONÁRIA
Uma vez compreendidos o propósito e a ação divina para a Missão, vamos
agora verificar alguns pontos específicos e implícitos nesse embasamento, que
nos ajudarão a assumir e cumprir melhor nosso papel e lugar de atuação na
missão.
QUEM É QUEM?
 A missão é de Deus: Missio Dei.
 Somos participantes de Sua missão, comissionados a sermos
testemunhas e a fazermos discípulos onde quer que estejamos.
 Somos capacitados por Deus a cumprir Sua missão. E o fazemos por
amor e fé.
QUEM FAZ O QUÊ?
Todos os que fomos convertidos a Cristo somos e devemos testemunhar e
proclamar a Deus, Seu amor e Seu propósito redentor, onde estamos e em
nosso dia-a-dia. Estes e também os que têm ministério específico de
evangelização são denominados “Evangelistas”. Assim como toda ação na
localidade da igreja é identificada como missionária.
Alguns Aspectos Importantes:
 Cada um tem dons dados por Deus como lhe aprouve – Efésios 4.11.
 Cada um deve cumprir Sua ordenança onde Deus o coloca.
 Aqueles que são comissionados especificamentepara lugares mais
distantes são denominados pela Missiologia como “missionários”. O que
difere é que especificamente vão além da Igreja local e há o
rompimento de barreiras culturais, geográficas, etc.
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OBS. NÃO É QUESTÃO DE 
VALOR, MAS SIM, DE 
ATIVIDADE ESPECÍFICA, 
COMO NOS DIZ A PALAVRA:
“SOMOS COOPERADORES DE 
DEUS NO MINISTÉRIO DA 
RECONCILIAÇÃO, CADA UM 
COM UM DOM QUE ELE NOS 
CONCEDE”
 DEFINIÇÕES E TERMINOLOGIAS DA MISSIOLOGIA
MISSIOLOGIA
Ciência que estuda a missão da igreja.
MISSÃO
Palavra originada do latim “missio”, que significa: 
mandado ou enviado. 
Originalmente é a ação de Deus no mundo para 
salvar o homem perdido. É a missio Dei, 
compartilhada com o homem para alcançar os 
perdidos.
MISSÕES Atividade de anunciar o evangelho atravessando 
uma barreira cultural. Que abrange várias outras 
atividades como: plantar igrejas, treinar lideranças 
(autóctones2), promover a prática educacional e 
social, etc.
Dimensões Geográficas: (Atos 1.8) 
Local: Atividade missionária exercida na localidade 
da igreja. (Jerusalém) – (Capelania / pessoal).
Nacional E Regional: Atividade missionária 
exercida em localidades além da igreja no âmbito 
nacional da igreja local (Judéia e Samaria) – 
(Cidade / Estado).
Mundial (Estrangeiras): Atividade Missionária 
exercida além do país da igreja local, geralmente 
classificada como transcultural (confins da terra). 
[Outros países].
Classificação:
Transcultural: Atividade missionária exercida em 
outra cultura além da cultura da igreja local do 
missionário. iáticos no bairro da Liberdade / 
Quilombolas no Amapá).
Urbana: Atividade missionária exercida em centros 
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urbanos
(cidades).
Rural: Atividade missionária exercida em regiões 
interioranas, sem estrutura urbana.
Tribal: Atividade missionária exercida com ênfase 
étnica e não geográfica
TESTEMUNHA
Discípulo de Jesus, que testemunha no local de sua 
residência e congregação (todos).
EVANGELISTA
Discípulo que além de testemunhar em seu local de 
residência e congregação, tem ministério específico 
de proclamar o evangelho itinerante.
VOCACIONADO
É o discípulo de Jesus, que além de testemunhar em 
seu local de residência e congregação, tem 
convicção pessoal de que é separado por Deus para 
o ministério missionário, reconhecido pela igreja, 
mas ainda precisa passar pelo processo de seleção, 
preparo e desenvolvimento.
CANDIDATO
É o Vocacionado durante a fase de preparação para 
o campo missionário.
MISSIONÁRIO
O enviado da igreja local, ao campo, para anunciar o
evangelho a pessoas de outro contexto cultural e 
geográfico.
Categorização: 
Está relacionada não só a atividade e tempo 
disponibilizado, quanto à forma de sustento, que 
estão atrelados entre si.
Integral: É o missionário que recebe sustento 
integral de sua igreja local, o que consiste do 
salário, aposentadoria, assistência médica, e o 
suprimento das necessidades para a execução do 
trabalho.
Associado: É o missionário que recebe parte de seu
sustento de sua igreja, e também de outras igrejas.
Bi vocacional: Também conhecido como fazedor 
de tendas, é o enviado da igreja que utiliza sua 
profissão e formação secular para entrar num 
campo missionário que, em geral, não permite o 
ingresso do missionário tradicional. Parte de seus 
recursos pode vir também dessa profissão.
Qualificações: Para cada ministério, cada campo, 
cada atividade e devida categoria é necessário 
preparo e formação específica. O mínimo que pode 
se esperar é formação teológica, missiológica e 
técnica.
ETNIA Grupo de pessoas que falam a mesma língua, possui
Rua Aspirante Santos,2184 – Passagem de Areia - Parnamirim
a mesma cultura e vive dentro do mesmo contexto 
histórico-social
COSMOVISÃO
Forma como um grupo vê e interpreta o universo 
que o cerca (tempo, localização, relacionamento 
pessoal, princípios e valores da vida, instituições).
GRUPOS Grupo de pessoas definido linguisticamente levando 
em consideração os dialetos e subdialetos adotados
ETNOLINGUÍSTICOS
Povos não alcançados. Grupo de pessoas 
etnicamente definido que não possui qualquer 
testemunho do evangelho ou uma igreja autóctone*,
forte o suficiente para desenvolver a propagação do 
evangelho dentro de sua própria cultura.
PNAs (Povos não
alcançados)
Região do mundo entre as latitudes 10º e 40º Norte 
do Equador, abrangendo o Oriente Médio, Sul da 
Ásia e Norte da África.
JANELA 10 - 40 A maioria dos PNAs está dentro dessa faixa 
territorial.
IGREJA AUTÓCTONE Igreja autogovernada, autossustentada e auto 
reprodutora.
Rua Aspirante Santos,2184 – Passagem de Areia - Parnamirim

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