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IGREJA BATISTA MONTE DA FÉ – ATOS DE DEUS PARTE I – BASE BÍBLICA DE MISSÕES Para desempenharmos uma tarefa ou mesmo fazer um investimento em qualquer área que seja, é necessário o conhecimento de pontos básicos concernentes a ela, a fim de o fazermos bem e certeiramente. No Reino de Deus não é diferente. Não podemos investir ou mesmo realizar qualquer coisa sem entendermos os pontos básicos e determinantes para o bom êxito da missão. Também, em tempos de expansão, de facilidade em comunicação e agilidade nas informações, podemos e devemos nos beneficiar dessas ferramentas em prol do Reino de Deus. Muito se tem divulgado e pronunciado a respeito da missão da Igreja, seu desempenho e avanço, porém, essa questão não tem estado presente na reflexão diária da Igreja, o que acarreta na ineficácia enquanto igreja de Jesus no mundo: ser “Luz” e “Sal da terra” diante dos povos, proclamando Sua Glória. Por isso, veremos a seguir um resgate da base bíblica da missão, que foi originada em Deus e está registrada em Sua Palavra, e assim investir e agir com mais eficácia. Esse resgate será dividido em duas partes: o Antigo Testamento e o Novo Testamento, com seus aspectos específicos no desdobramento e fundamento da Missão. ANTIGO TESTAMENTO A Bíblia é um instrumento do plano de Deus no mundo e na história. É preciso que o povo de Deus sempre volte às Escrituras para reexaminar as bases da sua identidade e vocação, a fim de melhor realizá-las dentro do seu contexto específico e atual. Podemos verificar de forma mais detalhada e progressiva a ação de Deus, em tópicos que nos ajudarão também como ferramenta de informação à igreja. A UNIVERSALIDADE DO PLANO E DA MENSAGEM DE DEUS. Desde os primeiros relatos bíblicos, podemos notar um ponto singular na ação de Deus, sua visão e atuação em sentido universal. Nesse aspecto destacamos: A Criação Deus criou o mundo e tudo o que nele há (Gen. 1). Assim como dEle é tudo o que no mundo há (Sl. 24.1). Na criação, percebe-se que Ele propiciou o cenário para a ação de Seu plano missionário redentor: o mundo. A Formação do Homem Nesse espaço, além de formar o homem e a mulher de forma distinta, Deus também transferiu a eles um legado de Sua própria atuação, quando os comissionou a exercer o controle sobre as outras criaturas, além de ordenar-lhes que se multiplicassem e enchessem a terra, mostrando novamente o aspecto de Rua Aspirante Santos,2184 – Passagem de Areia - Parnamirim IGREJA BATISTA MONTE DA FÉ – ATOS DE DEUS pluralidade. Posteriormente, o homem passou a ser o alvo de Sua ação redentora. Rua Aspirante Santos,2184 – Passagem de Areia - Parnamirim Após a criação do mundo e a formação do homem, outro fato aconteceu, no qual podemos notar também o fator da universalidade da visão e ação de Deus. Esse fato foi: A Queda Humana Ocasionou o distanciamento do plano e propósitos divinos. Temos nesse evento, o que se intitula o início. Base Gen. 3:14 a 19 abrangendo três aspectos: Pecado: Separação de Deus por parte do homem; Consequências: Para a natureza, para o homem e para a serpente; Promessa da Redenção: Um da linhagem da mulher para esse resgate. Após a queda, houve a constância do homem em distanciar-se dos planos e propósitos divinos, o que o levou a estágios de piora, nos quais se Deus não interferisse, com certeza, culminaria no caos total. A seguir, veremos em alguns eventos da História, a mão de Deus direcionando e preservando o homem, dando seguimento à Sua promessa. Alianças Em seguida houve um período na história em que Deus, mais uma vez, possibilitou uma nova caminhada ao homem, estabelecendo com ele algumas alianças, havendo, dessa forma, parceria entre Deus e o homem, no tocante a escolha de Deus em possibilitar ao homem essa participação na Sua missão. Deus em Sua justiça e santidade conduziu e manteve Seu plano de redenção e preservação humana. Ao homem compete a obediência e a fidelidade aos Seus preceitos. Base Aliança com Noé – Gn. 6:9, 14; 7:1;9:8,15 Aliança com Abraão – Gn.12 Aliança com Isaque: Gen. 26 Aliança com Jacó – Gn 28.13-14 Aliança com Moisés – Ex 3.6-21; Ex 24 O próximo tópico confirma a ação de Deus em Seu plano redentor. A NACIONALIDADE E RELIGIOSIDADE DE ISRAEL Rua Aspirante Santos,2184 – Passagem de Areia - Parnamirim Verificamos outro fato novo. A ação de Deus foi de forma mais ampla, agora não só através da vocação de indivíduos, mas também, na formação de um povo, que seria Seu representante e a manifestação visível de Sua presença diante das nações. Consequentemente esse povo seria proclamador da justiça e regeneração divina. PERÍODOS: PATRIARCAL, MOSAICO, REIS E PROFÉTICOS Na formação de uma nação proclamadora às nações, revelando novamente o aspecto universal da missão de Deus, podemos notar um desenvolvimento caracterizado por períodos: Patriarcal Quando Deus chamou Abraão, o possibilitou a formar uma família, da qual constituiria Sua nação eleita. Assim, o vocacionou para ser abençoado e abençoar as nações, ou seja, as famílias da terra. (Gn 12.3). Base Tipologia do sacrifício de Jesus em Isaque - Gn 22; Fé de Abrão, não no previsível, mas no impossível – Gn 15.4; 18.10, 13 e 14; A preservação e condução de Deus até Jacó no Egito – Gn 28 a 50, Ex12.37; Extensão da missão aos descendentes - Gn 22.17 – 1 8. Decadência Espiritual – Gn. 6: 3-9. Nesse período, Deus está sempre em relacionamento com o homem, bem como, agindo para o cumprimento de Seu propósito e de Suas promessas. Através desse relacionamento, também, fortaleceu a fé do agente vocacionado – Abraão. Mosaico Mais uma vez, vemos a vocação divina a um indivíduo para o cumprimento de Seu propósito e resgate da nação que estava se formando: Israel, promovendo outras ações em favor deles, como bênção: Base Rua Aspirante Santos,2184 – Passagem de Areia - Parnamirim POVO S LÍNGU AS NAÇÕES TRiBO SÇW ISRAE L Deus escolheu homens, indivíduos, para chegar até a formação de um povo, o Seu povo. Deus estabeleceu que o homem, herdeiro da pecaminosidade e condenação, seria usado por Ele e enviado para Sua proclamação entre as nações. Provisão de um libertador, enviado em Seu nome; Ex 3.10 Favorecimento da nação de Israel com experiências e livramentos especiais, característicos do relacionamento de Deus para com esse povo – Ex: 3.6-21 O fator de escolha para eleger essa nação, implícito na missão: O amor – Det. 7 – 9. A eleição de um povo, o estabelecimento de uma comunicação com ele, o fortalecimento de seu caráter e a promoção de formação em nação sob Seus preceitos e propósitos, revelam o caráter de intimidade de Deus para com o homem. Também, no relacionamento mantido durante a peregrinação no deserto, perpetuando Sua ação, tanto na vida do povo, quanto através dele para proclamação de Sua Glória. Reis O período constituído pelos reinados na nação de Israel mostra-nos claramente a inclinação da maioria dos reis e do povo em não andar sob a prerrogativa divina e peculiaridade que Deus lhes proporcionara, enquanto povo escolhido Seu. Neste período a nação israelita insistia em equiparar-se a outros povos, demonstrando a incapacidade humana de viver na total dependência de Deus, e cumprir Seus desígnios em ser luz e justiça para as nações. Neste ponto, então, vemos que: A vocação não era tão compreendida pelo povo de Israel, pelo menos em ser peculiar e no cumprimento do propósito divino; O direcionamento de Deus constante ao povo, na maioria das vezes focando a inclinação de não serem tementes a Ele e infiéis aos Seus propósitos, apesar de ser a nação eleita; A corrupção e favorecimento da desmoralização do povo entre si e diante de outros povos. Apesar disso, notamos a existência da devoção no povo e o temor na proclamação em forma de cultos, referindo-seà glorificação de Deus pelos povos e em toda a terra. Podemos verificar isso nos Salmos. Mesmo nesse cenário, percebemos a fidelidade de Deus na permanência de Seu relacionamento não desamparando o homem em seus próprios desejos e inclinações. Proféticos Ressaltamos nessa fase da história, a figura do profeta, “enviado de Deus” aos “enviados de Deus às nações” tanto para mostrar-lhes o quanto se distanciavam de Seu propósito, quanto para manifestar Seu juízo, também, para com os outros povos. Mesmo assim, Deus continua estabelecendo Seu relacionamento e anunciando Seu propósito de redenção, agora, também, para com Israel, apesar de ser Seu escolhido como instrumento de proclamação. As mensagens desses períodos são variadas e diferenciadas em suas características: Rua Aspirante Santos,2184 – Passagem de Areia - Parnamirim Jonas e Amós: A proclamação da mensagem para outros povos, pois são iguais diante de Deus e serão julgados da mesma forma - Jn. 4.11; Am. 9. 7,11,12 Miquéias, Isaias, Sofonias: Confrontação da situação de Israel em relação à sua vocação missionária: Ser luz entre as nações - Mq.1.2; Is. 49.6, 26; Is. 55.4,5; Sf. 3.20 Jeremias e Habacuque: São profetas às nações mostrando-lhes o conhecimento de Deus e que o justo viverá pela fé, sendo a terra coberta do conhecimento de Deus – Jr. 1: 5, 31:10; Hb. 2:4 Daniel, Ezequiel, Obadias: Durante o exílio do povo de Israel, Deus manifesta que Seu reino seria implantado na terra. Para testemunho de todos os povos, para remissão e restauração de Israel. Deus fará Sua voz ouvida entre todas as nações Dn. 2.44; Ez.36.22,23; Ob 1.15 Ageu, Zacarias, Malaquias, Joel: Deus demonstra seu plano redentor para toda a humanidade, com a promessa de derramamento do Espírito e a manifestação do poder e da presença constante de Deus vivificando a fé sobre toda a carne, humanidade, nações, povos, etnias - Ag 2. 5-7; Zc. 8. 22, 23; Ml 1.1; Jl. 2. 27, 28. Após esse período no decorrer da história consta um período de silêncio das manifestações proféticas, chamado de período interbíblico2, porém, Deus ainda continuou operando para a concretização da vinda do Messias, O enviado de Deus, sendo o próprio Deus para o cumprimento de Sua missão, pois na plenitude dos tempos Jesus, O Messias, O Redentor veio a este mundo. Este novo período de revelação da parte de Deus está registrado no Novo Testamento, onde podemos verificar a continuidade da realização da missão de Deus. UNIVERSALIDADE INDIVIDUO MUNDO O antigo testamento foi inconcluso, seu propósito aponta o Novo Testamento em cumprimento das promessas e redenção, como propósito divino. INDIVIDUO PACTOS COLETIVO PERIODOS NACIONALIDADE Rua Aspirante Santos,2184 – Passagem de Areia - Parnamirim NOVO TESTAMENTO O Novo Testamento registra a sequência da ação missionária de Deus com o envio de Jesus ao mundo, para cumprir no tempo e espaço mais uma parte do Seu plano redentor. Como vimos no Antigo Testamento, Deus vocaciona homens como associados seus em Sua Missão (Missio Dei). Porém Ele não fica desassociado dela em nenhum momento. Ele é quem realiza e capacita homens para o cumprimento da missão, e é parte integrante da Missão em Seu ser, que por amor promoveu este plano redentor e enviou a Jesus - O enviado em excelência = O próprio Deus. Assim podemos ver alguns pontos importantes da ação missionária. JESUS E A MISSÃO O aspecto universal continua presente e identificado no ministério de Jesus. Isso está registrado desde o relato de sua genealogia (Mt.1), o que nos faz perceber esta constância no plano de Deus relatados desde a história da criação, portanto, não se limitando apenas a Israel, mas também às nações. No evangelho de Mateus, Jesus é mostrado como o Messias (enviado), porém é em Lucas que o vemos como Missionário de Deus. Lucas apresenta o ministério de Jesus em termos geográficos, sociais e culturais. Mostra também, questões da tradição que foram rompidas por Jesus e que se fazem necessárias à Missão. Barreiras Geográficas Jesus iniciou Seu ministério em Cafarnaum e prosseguiu, pregando, ensinando e curando com autoridade em vários lugares, sem medir esforços para isso: Base Seguiu de cidade em cidade e povoados - Lc. 4. 42-44; 5.12; 7.1; 8.1 e 26 Ensinou aos discípulos, ordenando-lhes que fossem a toda parte – Mc. 16.15; Mt. 28.19 Ele mesmo deu o exemplo, cruzando fronteiras, anunciando e conclamando a todos a assumirem a nova vida nEle. Barreiras sociais Assim, como Jesus rompeu barreiras geográficas indo a toda parte, e vilarejos, e provavelmente a lugares não tão privilegiados de sua época, também rompeu barreiras sociais, não desprezando ninguém. Vejamos alguns exemplos: Manteve contato e se relacionou com pessoas não privilegiadas e excluídas de sua época. Rua Aspirante Santos,2184 – Passagem de Areia - Parnamirim Ministrou à classe religiosa e pessoas de destaque da época, não agiu em privilégio de grupo algum em detrimento de outro. Não se importou com os estigmas sociais e hipócritas que impedem muitos de agirem e alcançarem seus semelhantes. Atendeu a todos com o mesmo valor e como alvo do amor de Deus, pois foi para esses que veio. Pessoas contatadas por Jesus e suas diferenças sociais. Despatriados e aflitos; pecadores; Enfermos; Pobres; Ricos; Humildes; Líderes Religiosos; Posição social inferior / superior. Base Lc. 5.27-32; 7.36, 41-43; 11.5-8 Lc. 11.37; 12. 13-21; 14. 1 e 18; Lc. 15. 8-10; Lc. 16. 1-13; Lc. 16. 19-31; Lc.18. 1-8; Lc. 19. 1-10 Barreiras Culturais Há outro tipo de barreira a romper, que o mestre Jesus também rompeu em seu ministério – a questão cultural e, consequentemente, os preconceitos com aqueles que não são da mesma nação, linhagem, cultura, enfim, o preconceito em ver e tratar os outros como superiores e/ou inferiores. Jesus não apenas lidou com eles, mas também os citou em seu discurso para confrontar aqueles que não conseguiam perceber ou se desvencilhar desses preconceitos: Exemplo: Os samaritanos (Lc 17. 11-19), O centurião romano (Lc 7.9). Gentios, leprosos, pecadores (Lc 10. 29-37) Barreiras Ideológicas e religiosas. Jesus além de cumprir Sua missão, reconhecê-la e anunciá-la, também denunciava a falta de visão e confrontava a religiosidade da época, exercitada apenas por tradições e normativas impostas no decorrer dos anos e por gerações. Base Lc. 4. 18,19 Lc. 4. 43,44 Com certeza, ainda hoje muitas pessoas ficam presas nessa forma de religiosidade, crendo que estão certas. Ele rompeu a ideologia e religiosidade da tradição, enfatizando a prática da fé em Deus movida pela intenção do coração em relação a Deus e ao próximo. Rua Aspirante Santos,2184 – Passagem de Areia - Parnamirim Podemos constatar que Jesus veio confirmar a ação de Deus no Antigo Testamento dando continuidade à Sua presença, Sua ação e também a comissão na Missão no Novo Testamento. OS DISCÍPULOS Além de continuar Sua missão, Jesus a declarava, praticava, discipulava e comissionava seus seguidores a fazerem o mesmo. De certa forma, Ele repete o processo do Antigo Testamento: com Sua manifestação pessoal, com a vocação de alguns indivíduos - os Seus discípulos. Depois formou um grupo decorrente dos testemunhos destes – a Igreja, para proclamação. Nota-se que é contínua tanto a Sua presença, quanto Sua ação. Base Chamado: Mt. 4.18; 9: 9; 10.1-4; Mc. 1.16-20; Lc. 5.1-11; Jo. 1.39-42 Ensino: Mt. 4. 23 a Mt. 28. 17; Mc. 1.21 a 16.13; Lc. 4.16 a 24: 43; Jô. 1. 43 a 21. 14 Treinamento: Mt. 4. 23 a Mt. 28. 17; Mc. 1.21 a 16.13; Lc. 4.16 a 24. 43; Jô. 1. 43 a 21. 14 Envio: Mt. 10.5-15; 28.19-20; Mc. 16.15-18; Lc. 24.44-49 Os discípulos tiveram um treinamento de excelência, direto da fonte pessoal de Deus - Jesus. Eles ouviram, viram, e agiram com Jesus. É certo que muitas coisasnão foram a princípio tão compreensíveis aos seus entendimentos e corações, mas no devido tempo, Jesus lhes esclareceu, e eles assumiram que eram perpetuadores da missão de Jesus e de Sua proclamação. É também notório que Deus trabalhou em cada um deles, especificamente, em suas potencialidades e personalidades, assim como faz conosco hoje - Suas testemunhas. ATOS DO ESPÍRITO SANTO Com a morte de Jesus, os discípulos ainda perplexos e atônitos com os acontecimentos, apresentaram uma mistura de sentimentos: medo, insegurança, desconfiança, frustração, tristeza, ficaram reunidos. A ação de Deus é maravilhosa em socorrê-los neste momento, o que destaca mais um sinal da presença de Deus com Seus filhos no exercício da missão, juntamente com Sua própria ação na missão. Ele os confortou, orientou e acentuou a comissão dada anteriormente. Nessa etapa da Missão, a presença da Trindade com Seus vocacionados é manifestada em outra pessoa da trindade – o Espírito Santo, enviado pelo Pai e pelo Filho. Sua presença contínua na missão. Os discípulos, então, saem e iniciam a nova etapa de seus ministérios e proclamação - a Igreja da época, pela ação do Espírito Santo, resplandecendo e anunciando a todos os povos a mensagem de Jesus, o evangelho das boas novas, cumprindo assim o propósito universal da missão de Deus. Base Jo 14.16; 16. 7-14; Lc 24.49; At 1.3-8 Assim, podemos notar no Livro de Atos que: Rua Aspirante Santos,2184 – Passagem de Areia - Parnamirim A Igreja começou com 11 discípulos – At 1.13; Depois seu crescimento alcançou 3.000 e em seguida mais 5.000 crentes – At 2.41 e 4.4 Pedro e os outros discípulos testemunham com ousadia, mesmo com possibilidade de perseguição – At 3.11 e 4.21. Os cristãos convertidos tinham um estilo de vida novo e atraente, contrário ao comportamento costumeiro (religiosidade) e doavam de si e de seus bens (Barnabé) – At. 4. 32 e 5.16. É iniciada perseguição e registram-se mártires do evangelho (dispersão dos crentes) – At. 5. 17 7.6. O evangelho alcança os gentios – At 8.1. O evangelho se espalha por toda Judéia e Samaria (preconceito), estabelecendo igrejas – At 11.29 Surge o primeiro envio de missionários: Antioquia – At 13.4. Os apóstolos reconhecem o ministério junto aos gentios – At.13.3 O Espírito direciona o local de envio – At 13.2; 18.21 O Espírito Santo promove, capacita e concede o poder para realização do trabalho missionário, é o que vemos também no próximo tópico. ESTRATÉGIA DE PAULO Um dos Apóstolos mais destacados do Novo Testamento é o Apóstolo Paulo, o que não desmerece a ação dos outros, mesmo porque a ação deles estava condicionada à presença de Deus, através do Espírito Santo. Não é escolha de cada um, mas de Deus. Porém, cada um na área e local que Deus lhes comissionava e capacitava, como também o faz hoje. Ao apóstolo Paulo, deu-se o mesmo procedimento. Deus trabalhou em sua vida, seu potencial e características para uma vocação específica: Apóstolo aos gentios. Características do Ministério de Paulo: Um evangelista e formador de Igrejas. As Igrejas eram formadas e entregues a lideranças locais. Fazia parceria com companheiros que ele enviava a fortalecer e pastorear o rebanho. Retornava de tempo em tempo confirmando a fé, e outras vezes por cartas. Prestava contas à Igreja de Antioquia e aos Presbíteros. Base Atos 13.4; 15.36; 18.24 ESTRATÉGIA MISSIONÁRIA DA IGREJA NO NOVO TESTAMENTO Movida pelo Espírito Santo, a Igreja do Novo Testamento enviou seus primeiros missionários, isso após jejum, oração e confirmação dos dons daqueles homens. Homens que já atuavam na igreja local e estavam entre os mais preparados. (Atos 13.1-3) Características do Envio da Igreja: Não procuraram retê-los entre seus líderes, mas os abençoaram a sair. Rua Aspirante Santos,2184 – Passagem de Areia - Parnamirim Eram conclamados a investir e apoiar o trabalho missionário com orações, súplicas e donativos (parceria). Eram testemunhas onde estavam e os missionários animavam-se com as notícias e frutos deles. Tinham problemas e dificuldades e eram instruídos na palavra (Cartas Apostólicas). Base Fp. 4.10-19; Ef. 6.18-20 A igreja tinha a visão de cumprir a missão com urgência, pois esperava enfaticamente à volta de Jesus, assim podemos focar o próximo tópico. ESCATOLOGIA E MISSÕES Dentro dos ensinos de Jesus nota-se a ênfase no Reino dos céus, Seu reino, estabelecido por Deus com os santos. Há ainda a afirmação da condenação eterna do inimigo de nossas almas – o diabo e dos incrédulos e pecadores - os que não se arrependerem de seus pecados. Podemos notar alguns aspectos sobre o Reino: Há dois aspectos temporais: O presente, já instaurado por Jesus (Lc. 11.20; Mt . 12.28). E o que virá, pois ainda não se completou toda profecia e está relacionado com a volta de Jesus (Mt. 13.40-43). Semelhança com a missão: Esse Reino é universal, pois estarão nele pessoas de toda raça, tribo, língua e nação. Os gentios também estarão nele, não apenas os judeus como nação eleita, fato pelo qual Deus comissionou Paulo aos gentios. A volta de Jesus é sinal de missão cumprida – Mt. 24.4-12. A ênfase é dada ao anúncio de sinais dos últimos tempos, mas o maior sinal será obediência na pregação do evangelho a todos os povos – At 1.6-8; Mt. 24.4-12. É registrado que a manifestação da obediência será demonstrada em glória e louvor a Deus por todos os povos da terra – Ap. 7.9-10; Ap. 5.9- 10; Ap. 11.15b. Assim, como Deus criou o mundo formando um cenário universal - os céus e a terra, também, o terminam da mesma forma, sinalizando nova visão deles - novo céu e nova terra (Ap. 21). Finalmente, nos compete com esse embasamento bíblico continuar a obediência no cumprimento da missão Divina, com fidelidade e dignidade do Reino de Deus. CONCLUSÃO Pudemos contemplar fundamentos da missão no decorrer de todo texto bíblico, clareando-nos alguns pontos, dos quais, podemos deixar destacados: O lugar e alvo da missão: O mundo (universo) todo criado por Deus. O Alvo e Agente da Missão: O homem criado por Deus. Rua Aspirante Santos,2184 – Passagem de Areia - Parnamirim O Senhor e Impulsionador da Missão: Deus criador de todas as coisas. Método da Missão: Deus revelado no decorrer da História; Deus atuando no decorrer da História; Deus estabelecendo parceria com o homem na Sua missão; Deus capacitando para a missão. Resultado da Missão: Todos os povos, raças, línguas e nações adorando e glorificando a Deus diante de Seu trono. Contemplados esses pontos essenciais à Missão, concluímos que não só é necessário, mas também primordial, que dediquemos, capacitemos e mobilizemos tudo o que temos em prol do Reino de Deus e sua Missio Dei. PARTE II – IMPLICAÇÕES NA ÁREA MISSIONÁRIA Uma vez compreendidos o propósito e a ação divina para a Missão, vamos agora verificar alguns pontos específicos e implícitos nesse embasamento, que nos ajudarão a assumir e cumprir melhor nosso papel e lugar de atuação na missão. QUEM É QUEM? A missão é de Deus: Missio Dei. Somos participantes de Sua missão, comissionados a sermos testemunhas e a fazermos discípulos onde quer que estejamos. Somos capacitados por Deus a cumprir Sua missão. E o fazemos por amor e fé. QUEM FAZ O QUÊ? Todos os que fomos convertidos a Cristo somos e devemos testemunhar e proclamar a Deus, Seu amor e Seu propósito redentor, onde estamos e em nosso dia-a-dia. Estes e também os que têm ministério específico de evangelização são denominados “Evangelistas”. Assim como toda ação na localidade da igreja é identificada como missionária. Alguns Aspectos Importantes: Cada um tem dons dados por Deus como lhe aprouve – Efésios 4.11. Cada um deve cumprir Sua ordenança onde Deus o coloca. Aqueles que são comissionados especificamentepara lugares mais distantes são denominados pela Missiologia como “missionários”. O que difere é que especificamente vão além da Igreja local e há o rompimento de barreiras culturais, geográficas, etc. Rua Aspirante Santos,2184 – Passagem de Areia - Parnamirim OBS. NÃO É QUESTÃO DE VALOR, MAS SIM, DE ATIVIDADE ESPECÍFICA, COMO NOS DIZ A PALAVRA: “SOMOS COOPERADORES DE DEUS NO MINISTÉRIO DA RECONCILIAÇÃO, CADA UM COM UM DOM QUE ELE NOS CONCEDE” DEFINIÇÕES E TERMINOLOGIAS DA MISSIOLOGIA MISSIOLOGIA Ciência que estuda a missão da igreja. MISSÃO Palavra originada do latim “missio”, que significa: mandado ou enviado. Originalmente é a ação de Deus no mundo para salvar o homem perdido. É a missio Dei, compartilhada com o homem para alcançar os perdidos. MISSÕES Atividade de anunciar o evangelho atravessando uma barreira cultural. Que abrange várias outras atividades como: plantar igrejas, treinar lideranças (autóctones2), promover a prática educacional e social, etc. Dimensões Geográficas: (Atos 1.8) Local: Atividade missionária exercida na localidade da igreja. (Jerusalém) – (Capelania / pessoal). Nacional E Regional: Atividade missionária exercida em localidades além da igreja no âmbito nacional da igreja local (Judéia e Samaria) – (Cidade / Estado). Mundial (Estrangeiras): Atividade Missionária exercida além do país da igreja local, geralmente classificada como transcultural (confins da terra). [Outros países]. Classificação: Transcultural: Atividade missionária exercida em outra cultura além da cultura da igreja local do missionário. iáticos no bairro da Liberdade / Quilombolas no Amapá). Urbana: Atividade missionária exercida em centros Rua Aspirante Santos,2184 – Passagem de Areia - Parnamirim urbanos (cidades). Rural: Atividade missionária exercida em regiões interioranas, sem estrutura urbana. Tribal: Atividade missionária exercida com ênfase étnica e não geográfica TESTEMUNHA Discípulo de Jesus, que testemunha no local de sua residência e congregação (todos). EVANGELISTA Discípulo que além de testemunhar em seu local de residência e congregação, tem ministério específico de proclamar o evangelho itinerante. VOCACIONADO É o discípulo de Jesus, que além de testemunhar em seu local de residência e congregação, tem convicção pessoal de que é separado por Deus para o ministério missionário, reconhecido pela igreja, mas ainda precisa passar pelo processo de seleção, preparo e desenvolvimento. CANDIDATO É o Vocacionado durante a fase de preparação para o campo missionário. MISSIONÁRIO O enviado da igreja local, ao campo, para anunciar o evangelho a pessoas de outro contexto cultural e geográfico. Categorização: Está relacionada não só a atividade e tempo disponibilizado, quanto à forma de sustento, que estão atrelados entre si. Integral: É o missionário que recebe sustento integral de sua igreja local, o que consiste do salário, aposentadoria, assistência médica, e o suprimento das necessidades para a execução do trabalho. Associado: É o missionário que recebe parte de seu sustento de sua igreja, e também de outras igrejas. Bi vocacional: Também conhecido como fazedor de tendas, é o enviado da igreja que utiliza sua profissão e formação secular para entrar num campo missionário que, em geral, não permite o ingresso do missionário tradicional. Parte de seus recursos pode vir também dessa profissão. Qualificações: Para cada ministério, cada campo, cada atividade e devida categoria é necessário preparo e formação específica. O mínimo que pode se esperar é formação teológica, missiológica e técnica. ETNIA Grupo de pessoas que falam a mesma língua, possui Rua Aspirante Santos,2184 – Passagem de Areia - Parnamirim a mesma cultura e vive dentro do mesmo contexto histórico-social COSMOVISÃO Forma como um grupo vê e interpreta o universo que o cerca (tempo, localização, relacionamento pessoal, princípios e valores da vida, instituições). GRUPOS Grupo de pessoas definido linguisticamente levando em consideração os dialetos e subdialetos adotados ETNOLINGUÍSTICOS Povos não alcançados. Grupo de pessoas etnicamente definido que não possui qualquer testemunho do evangelho ou uma igreja autóctone*, forte o suficiente para desenvolver a propagação do evangelho dentro de sua própria cultura. PNAs (Povos não alcançados) Região do mundo entre as latitudes 10º e 40º Norte do Equador, abrangendo o Oriente Médio, Sul da Ásia e Norte da África. JANELA 10 - 40 A maioria dos PNAs está dentro dessa faixa territorial. IGREJA AUTÓCTONE Igreja autogovernada, autossustentada e auto reprodutora. Rua Aspirante Santos,2184 – Passagem de Areia - Parnamirim