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Morfofisiologia Respiratória e do Exercício Animal Profa. Camila Regina Basso Camila.basso@unifil.br VIAS METABÓLICAS E FORNECIMENTO DE ENERGIA AOS MÚSCULOS ATP – Adenosina Trifosfato Molécula essencial para as células – produto do metabolismo celular (respiração aeróbica e anaeróbica) A ligação fosfórica é hidrolisada e com seu rompimento, libera-se ENERGIA para a execução de um trabalho - No músculo o trabalho é mecânico pela contração muscular Molécula Reciclável Vias Metabólicas AERÓBIAS ANAERÓBIAS Reciclagem ocorre por VIAS ANAERÓBICAS - Não utilizam oxigênio Via ATP-CP ou Sistema Fosfagênio atua como 1ª via energética com objetivo de ressintetizar ATP Nessa via, a fosfocreatina (CP - Creatina + Fosfato inorgânico) é degradada pela enzima creatinaquinase - Liberação do fosfato rico em energia e ressintetizando o ATP (ADP - ATP) Síntese de ATP no Músculo O co rr e n o C it o p la sm a Armazenado no músculo em pequena quantidade Via metabólica de curto período - de 10 a 15s ALÁTICO: não gera Lactato como produto final Síntese de ATP no Músculo VIAS ANAERÓBICAS - Não utilizam oxigênio Glicólise anaeróbica: Glicose é quebrada na ausência de oxigênio e gera pouco ATP – Necessitando ativar a fermentação láctica para reconversão do NADH em NAD+ O co rr e n o C it o p la sm a Gera pouca energia: 2 ATPs, 2 NADH e 2 Piruvatos (C3H4O3 ) Via metabólica que sustenta atividades de curta duração e alta intensidade VIA AERÓBICA - Utilizam oxigênio Ocorre a partir do produto da glicólise - Piruvato Via oxidativa (cadeia respiratória associada ao Ciclo de Krebs) Oxidação da glicose / aminoácidos / ácidos graxos - Via resultante de 1 ATP, 3 NADH, 1 FADH2 e 2 CO2 por Ciclo de Krebs + 1 CO2 por fase preparatória do Ciclo de Krebs - Ressíntese de 32 ATPs no total do metabolismo aeróbico Síntese de ATP no Músculo O co rr e n a M it o cô n d ri a Alteração na Via Aeróbia Na Cadeia respiratória o O2 é o aceptor final de elétrons, então se não houver sua presença, não irá ocorrer essa via - Piruvato é convertido em lactato (aceitando 2e- do NADH – NAD+) - Permite o retorno do metabolismo a partir de outra molécula de glicose Síntese de ATP no Músculo Fermentação lática Enzima lactato desidrogenase converte piruvato em lactato Parte do lactato pode voltar a piruvato e o piruvato, voltar a ser glicose Destino do Lactato Lactato Fígado Ciclo de Cori Dentro do fígado, a enzima Lactato Desidrogenase age invertendo a reação que ocorreu no músculo, transformando o lactato de volta em piruvato O fígado usa esse piruvato em uma série de reações químicas que gastam energia (ATP), fazendo o caminho exatamente inverso da glicólise. Ocorre a reconstrução da molécula completa de glicose que pode ser armazenada como glicogênio Circulação Sanguínea •Dentro do fígado, a enzima Lactato Desidrogenase (LDH) age invertendo a reação que ocorreu no músculo. Ela transforma o lactato de volta em piruvato. Fisiologia Muscular Propriedades Fisiológicas dos Músculos estriados esqueléticos: - Contratilidade: Capacidade do músculo de se encurtar com força quando recebe um estímulo. É o que gera o movimento de puxar ou empurrar algo - Elasticidade: Capacidade do músculo de voltar ao seu formato e tamanho originais depois de ser esticado ou contraído. Atua como uma mola - Excitabilidade: Capacidade do músculo de receber e responder a um estímulo, geralmente vindo de um nervo ou de um sinal químico - Extensibilidade: Capacidade do músculo de se esticar ou alongar, além do seu tamanho normal, sem se romper ou sofrer danos Fisiologia Muscular Músculo Estriado Esquelético apresenta variações nos tipos de fibras Fibras Vermelhas Tipo I – Contração Lenta Fibras Brancas Tipo II – Contração Rápida Fibras Intermediárias Condições intermediárias de ação Propriedades das Fibras Musculares A mioglobina e a hemoglobina são basicamente proteínas: A mioglobina é a proteína muscular que retém o oxigênio no tecido muscular e a hemoglobina é a proteína responsável pelo transporte de O2 na corrente sanguínea Tipos de Fibras Musculares Mamíferos no geral tem os 3 tipos de fibras, podendo variar em algumas espécies com predominância de fibras brancas ou vermelhas - Músculos posturais, por exemplo - Contração lenta e de maior duração, tem alta [mitocôndrias e de mioglobinas] - por isso são vermelhas - Altos níveis de enzimas oxidativas mitocondriais – maior metabolismo - Unidades motoras de contrações lentas resistentes à fadiga Dessa forma, o animal consegue manter um exercício como o voo ou uma corrida durante um período prolongado Fibras Vermelhas - Contêm a enzima lactato desidrogenase, mas realizam predominantemente a via aeróbica da respiração Fibras Brancas Contração Rápida - Recebem menor suprimento sanguíneo - Apresentam menor [mitocôndrias e mioglobinas] - Baixo nível de enzimas oxidativas e elevada atividade de enzimas anaeróbicas - Armazenam glicogênio - Unidades motoras de contrações rápidas propensas à fadiga Compõe músculos de reação rápida e curta duração Consistem em fibras longas ou grandes e com maior força de contração Ex: Músculos associados a saltos e locomoção veloz – Músculo longuíssimo do dorso, bíceps femoral, semitendíneo Estrutura da Fibra Muscular Estriada R. E. Liso Membrana Plasmática Citoplasma Constituídas por miofilamentos de actina e miosina Composto por 2 sistemas de túbulos que envolvem as miofibrilas - Retículo sarcoplasmático disposto paralelo as miofibrilas (armazenam cálcio para a contração muscular) - Sistema de Túbulos T – perpendicular (recebem a estimulação nervosa) - Estão localizados próximos da região de junção das actinas e miosinas Junção Neuromuscular Apenas um neurônio motor pode conter vários ramos que se conectam a cada fibra muscular Neurônio motor + fibras que inervam = UNIDADE MOTORA - As maiores U.M. estão nos membros e nos músculos posturais - As menores U.M. estão nos movimentos oculares A junção neuromuscular se posiciona no ponto médio de cada fibra e fica afastado dele cerca de 50nm de distância – Fenda Sináptica A junção neuromuscular amplifica o impulso nervoso cranial ou espinal e o neurotransmissor envolvido é a acetilcolina Junção Neuromuscular Representação da junção neuromuscular Quando o impulso chega até a junção neuromuscular, os canais de cálcio e sódio dependentes de voltagem se abrem Muito cálcio entra na extremidade do axônio e auxilia na saída da ACh para a fenda sináptica O sarcolema (M.P.) possui receptores para a ACh imediatamente abaixo da fenda Junção Neuromuscular Ao se ligar nos receptores do sarcolema, a ACh induz a abertura dos canais de sódio, iniciando assim a DESPOLARIZAÇÃO Dessa forma, o potencial é deflagrado em todas as direções a partir da JNM Os túbulos T serão a ponte de comunicação do impulso com as miofibrilas e com o retículo sarcoplasmático Ao ser estimulado, libera cálcio no citosol para que as miofibrilas contraiam Junção Neuromuscular Contração do Músculo Estriado Esquelético São ciclos repetidos de contração e relaxamento ACOPLAMENTO EXCITAÇÃO/CONTRAÇÃO Nos filamentos de actina existem sítios ativos que atraem a miosina Esses sítios são expostos (contração) e cobertos (relaxamento) O cálcio é o íon responsável pela exposição desses sítios na actina Filamento Fino - Actina Tropomiosina fica sobreposta aos sítios ativos da actina Actina possui os sítios ativos para ligação da ponte cruzada da miosina Troponina é um complexo triplo, ligando-se a tropomiosina, a actina e ao cálcio, que gera a mudança de conformação e expõe o sítio para atrair a miosina Miosina organizada em um filamento Filamento Grosso - Miosina Energia e Contração Muscular A energia investida para a contração muscular é de 50 a 70% convertida em trabalho – contração O restante é liberado na formade energia – Calor Importante na termorregulação Tanto para resfriar, quanto para aquecer o corpo “Quando sentimos frio, o músculo “treme” justamente para liberar calor!” Slide 1: Morfofisiologia Respiratória e do Exercício Animal Slide 2: ATP – Adenosina Trifosfato Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8: Fisiologia Muscular Slide 9: Fisiologia Muscular Slide 10: Propriedades das Fibras Musculares Slide 11: Tipos de Fibras Musculares Slide 12: Fibras Brancas Slide 13: Estrutura da Fibra Muscular Estriada Slide 14: Junção Neuromuscular Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18: Contração do Músculo Estriado Esquelético Slide 19: Filamento Fino - Actina Slide 20 Slide 21: Energia e Contração Muscular