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1 Engenharia mecânica Johnatan dos SP (John Stellor) ATIVIDADE PRÁTICA FENÔMENOS DE TRANSPORTE 2 ATIVIDADE PRÁTICA FENÔMENOS DE TRANSPORTE Este trabalho foi apresentado à Universidade Anhanguera como parte dos requisitos para a obtenção da média semestral nas disciplinas principais do semestre letivo. 3 Ínicio 1 Introdução ______________________________________________ 2 Desenvolvimento Atividade Prática 1: Ensaio de Viscosidade ______ Viscosímetro de Stokes . Atividade Trocadores de Calor ___________ 3 Conclusão Final__________________________________________ Referências ______________________________________________ 4 1 INTRODUÇÃO O presente trabalho descreve uma série de quatro atividades práticas realizadas na disciplina de Fenômenos de Transporte, utilizando o Laboratório Algetec. Essas atividades, cuidadosamente planejadas e executadas, proporcionaram uma experiência prática e enriquecedora no estudo dos fenômenos envolvendo fluidos em movimento e transferência de calor. Durante a jornada de aprendizado, foram explorados conceitos fundamentais relacionados à viscosidade, escoamento de fluidos em tubulações e a eficiência de trocadores de calor. Cada atividade tinha objetivos específicos para desenvolver a compreensão das teorias fundamentais e familiarizar os alunos com as práticas laboratoriais essenciais na engenharia. A Atividade 1 focou na determinação da viscosidade de diferentes fluidos, utilizando o viscosímetro de Stokes para medir os tempos de queda livre de esferas metálicas em meios com viscosidades distintas. Esta atividade foi crucial para compreender a relação entre a velocidade de escoamento e as propriedades dos fluidos. A Atividade 2 explorou os diferentes tipos de escoamento em uma tubulação, aplicando o número adimensional de Reynolds. Identificar os escoamentos laminar, de transição e turbulento e relacioná-los ao 5 número de Reynolds foi essencial para entender o comportamento dos fluidos. Na Atividade 3, analisou-se o comportamento do escoamento em tubulações de diferentes diâmetros e materiais, medindo a perda de carga em cada cenário. Essa prática permitiu compreender a influência da vazão e do material das tubulações na perda de pressão do fluido. Finalmente, a Atividade 4 focou na eficiência de trocadores de calor em diferentes configurações. Foram realizados testes em trocadores de calor de placas, tubos concêntricos e casco-tubos, explorando como variáveis como vazão e temperatura afetam a eficiência desses dispositivos. Ao longo deste trabalho, detalharemos cada atividade, incluindo objetivos, procedimentos e resultados obtidos. --- 2. Desenvolvimento 2.1 Atividade Prática 1 - Ensaio de Viscosidade - Viscosímetro de Stokes 1) Encontrando a Velocidade de Escoamento: A determinação da velocidade de escoamento das esferas metálicas requereu diversas medidas de tempo de queda entre dois pontos conhecidos. Após o acionamento do cronômetro, uma das esferas foi movida para o tubo contendo água. O tempo de queda foi cronometrado e o procedimento repetido três vezes. Em seguida, a esfera foi trocada e o procedimento repetido. O mesmo foi feito nas tubulações contendo óleo e glicerina, conforme mostrado nas imagens abaixo: Tubo de água. 6 Tubo cilindrico de óleo 5W20. 7 Tubo cilindrico de glicerina. 8 Com os dados obtidos nos experimentos e os cálculos realizados, como a média do tempo de queda e a Velocidade Média (Vm = Distância/Tempo), preenchemos a seguinte tabela: Tabela 1 – Dados obtidos Tubo com Água | Diâmetro da Esfera | Tempo de Queda (s) | Média do Tempo de Queda (s) | Distância Percorrida (m) | Velocidade Média (m/s) | |--------------------|--------------------|-----------------------------|------------------------- -|------------------------| | 10 mm | 0,56 | 0,55 | 0,56 | 0,57 | 0,55 | 0,8 | 1,45 | | 8 mm | 0,65 | 0,63 | 0,64 | 0,65 | 0,64 | 0,8 | 1,25 | | 6 mm | 0,72 | 0,71 | 0,74 | 0,72 | 0,72 | 0,8 | 1,11 | | 5 mm | 0,76 | 0,75 | 0,74 | 0,75 | 0,75 | 0,8 | 1,06 | Tubo com Óleo 5W20 | Diâmetro da Esfera | Tempo de Queda (s) | Média do Tempo de Queda (s) | Distância Percorrida (m) | Velocidade Média (m/s) | |--------------------|--------------------|-----------------------------|------------------------- -|------------------------| | 10 mm | 0,74 | 0,73 | 0,75 | 0,74 | 0,74 | 0,8 | 1,08 | | 8 mm | 0,90 | 0,91 | 0,92 | 0,90 | 0,90 | 0,8 | 0,88 | | 6 mm | 1,20 | 1,17 | 1,18 | 1,17 | 1,18 | 0,8 | 0,67 | 9 | 5 mm | 1,42 | 1,43 | 1,45 | 1,41 | 1,42 | 0,8 | 0,56 | Tubo com Glicerina | Diâmetro da Esfera | Tempo de Queda (s) | Média do Tempo de Queda (s) | Distância Percorrida (m) | Velocidade Média (m/s) | |--------------------|--------------------|-----------------------------|------------------------- -|------------------------| | 10 mm | 2,70 | 2,77 | 2,74 | 2,76 | 2,74 | 0,8 | 0,29 | | 8 mm | 4,04 | 4,06 | 4,07 | 4,05 | 4,05 | 0,8 | 0,19 | | 6 mm | 6,72 | 6,73 | 6,72 | 6,74 | 6,72 | 0,8 | 0,11 | | 5 mm | 9,24 | 9,18 | 9,22 | 9,19 | 9,20 | 0,8 | 0,08 | 2) Determinação da Viscosidade Neste experimento, a viscosidade dinâmica foi calculada utilizando a seguinte equação: μ = (2r² g(ρ_esfera - ρ_fluido))/(9 [1 + 2,4 (r/R)]V) Os dados necessários para os cálculos são os seguintes: - ρ_fluido (água): 1000 kg/m³ 10 - ρ_fluido (5W20): 852 kg/m³ - ρ_fluido (glicerina): 1250 kg/m³ - ρ_esfera: 7850 kg/m³ - g: 9,81 m/s² Nota: O raio interno do tubo (R) no laboratório virtual é de 22 mm. As velocidades de escoamento calculadas anteriormente também foram utilizadas. A seguir, apresenta-se um resumo dos cálculos realizados: Tubo com Água - Cálculo da Viscosidade Dinâmica Para esferas de 10 mm de diâmetro: μ = (2 . (0,005)² . 9,81 . (7850 - 1000))/(9[1 + 2,4 . (0,005/0,022)] . 1,45) ≈ 0,0314 Pa.s ..Para esferas de 8 mm de diâmetro:.. μ = (2 . (0,004)² . 9,81 . (7850 - 1000))/(9[1 + 2,4 . (0,004/0,022)] . 1,25) ≈ 0,0343 Pa.s Para esferas de 6 mm de diâmetro: 11 μ = (2 . (0,003)² . 9,81 . (7850 - 1000))/(9[1 + 2,4 . (0,003/0,022)] . 1,11) ≈ 0,0523 Pa.s Para esferas de 5 mm de diâmetro: μ = (2 . (0,0025)² . 9,81 . (7850 - 1000))/(9[1 + 2,4 . (0,0025/0,022)] . 1,06) ≈ 0,0783 Pa.s Tubo com Óleo 5W20 - Cálculo da Viscosidade Dinâmica Para esferas de 10 mm de diâmetro: μ = (2 . (0,005)² . 9,81 . (7850 - 852))/(9[1 + 2,4 . (0,005/0,022)] . 1,08) ≈ 0,1642 Pa.s Paraesferas de 8 mm de diâmetro: μ = (2 . (0,004)² . 9,81 . (7850 - 852))/(9[1 + 2,4 . (0,004/0,022)] . 0,88) ≈ 0,2133 Pa.s Para esferas de 6 mm de diâmetro: 12 μ = (2 . (0,003)² . 9,81 . (7850 - 852))/(9[1 + 2,4 . (0,003/0,022)] . 0,67) ≈ 0,3944 Pa.s Para esferas de 5 mm de diâmetro: μ = (2 . (0,0025)² . 9,81 . (7850 - 852))/(9[1 + 2,4 . (0,0025/0,022)] . 0,56) ≈ 0,6102 Pa.s Tubo com Glicerina - Cálculo da Viscosidade Dinâmica Para esferas de 10 mm de diâmetro: μ = (2 . (0,005)² . 9,81 . (7850 - 1250))/(9[1 + 2,4 . (0,005/0,022)] . 0,29) ≈ 0,80 Pa.s Para esferas de 8 mm de diâmetro: μ = (2 . (0,004)² . 9,81 . (7850 - 1250))/(9[1 + 2,4 . (0,004/0,022)] . 0,19) ≈ 0,84 Pa.s Para esferas de 6 mm de diâmetro: μ = (2 . (0,003)² . 9,81 . (7850 - 1250))/(9[1 + 2,4 . (0,003/0,022)] . 0,11) ≈ 0,88 Pa.s 13 Para esferas de 5 mm de diâmetro: μ = (2 . (0,0025)² . 9,81 . (7850 - 1250))/(9[1 + 2,4 . (0,0025/0,022)] . 0,08) ≈ 0,87 Pa.s Os valores reais de viscosidade cinemática dos fluidos utilizados são: - Água: 9,86 × 10⁻⁷ m²/s - Óleo 5W20: 5,05 × 10⁻⁵ m²/s - Glicerina: 6,61 × 10⁻⁴ m²/s O erro relativo percentual é calculado pela fórmula: Erro Relativo = (valor experimental - valor real) / (valor real) × 100 Os cálculos de viscosidade cinemática e do erro relativo percentual foram realizados para cada viscosidade encontrada. v = μ / ρ 14 O procedimento de determinação da viscosidade foi repetido para o óleo e a glicerina. A seguir, apresenta-se a segunda parte dos cálculos: ### Tubo com Água - Viscosidade Cinemática Para esferas de 10 mm de diâmetro: v = (0,0314 Pa.s) / (1000 kg/m³) = 3,14 × 10⁻⁵ m²/s Para esferas de 8 mm de diâmetro: v = (0,0343 Pa.s) / (1000 kg/m³) = 3,43 × 10⁻⁵ m²/s Para esferas de 6 mm de diâmetro: v = (0,0523 Pa.s) / (1000 kg/m³) = 5,23 × 10⁻⁵ m²/s Para esferas de 5 mm de diâmetro: v = (0,0783 Pa.s) / (1000 kg/m³) = 7,83 × 10⁻⁵ m²/s Tubo com Óleo 5W20 - Viscosidade Cinemática 15 Para esferas de 10 mm de diâmetro: v = (0,1642 Pa.s) / (852 kg/m³) = 1,92 × 10⁻⁴ m²/s Para esferas de 8 mm de diâmetro: v = (0,2133 Pa.s) / (852 kg/m³) = 2,50 × 10⁻⁴ m²/s Para esferas de 6 mm de diâmetro: v = (0,3944 Pa.s) / (852 kg/m³) = 4,62 × 10⁻⁴ m²/s Para esferas de 5 mm de diâmetro: v = (0,6102 Pa.s) / (852 kg/m³) = 7,16 × 10⁻⁴ m²/s Tubo com Glicerina - Viscosidade Cinemática Para esferas de 10 mm de diâmetro: v = (0,80 Pa.s) / (1250 kg/m³) = 6,4 × 10⁻⁴ m²/s Para esferas de 8 mm de diâmetro: 16 v = (0,84 Pa.s) / (1250 kg/m³) = 6,75 × 10⁻⁴ m²/s Para esferas de 6 mm de diâmetro: v = (0,88 Pa.s) / (1250 kg/m³) = 7,04 × 10⁻⁴ m²/s Para esferas de 5 mm de diâmetro: v = (0,87 Pa.s) / (1250 kg/m³) = 6,96 × 10⁻⁴ m²/s Os valores obtidos para a viscosidade cinemática divergem significativamente dos resultados esperados, o que sugere a presença de erros nos cálculos ou na execução dos experimentos. Os dados calculados foram organizados na Tabela 2, facilitando a análise e comparação dos resultados. – Dados calculados. Fluido: Água Diâmetr o da Esfera Velocida de Média (m/s) Velocida de Corrigida (m/s) Viscosida de Dinâmica Viscosida de Cinemátic a Erro Relativo Percentu al 10 mm 1,45 2,24 0,0314 3,14.10-5 ? 8 mm 1,25 1,79 0,0343 3,43.10-5 ? 6 mm 1,11 1,47 0,0523 5,23.10-5 ? 17 5 mm 1,06 1,34 0,0783 7,83.10-5 ? Fluido: ÓLEO 5W20 Diâmetr o da Esfera Velocida de Média (m/s) Velocida de Corrigida (m/s) Viscosida de Dinâmica Viscosida de Cinemátic a Erro Relativo Percentu al 10 mm 1,08 1,66 0,1642 1,92.10-4 ? 8 mm 0,88 1,26 0,2133 2,50.10-4 ? 6 mm 0,67 0,88 0,3944 4,62.10-4 ? 5 mm 0,56 0,71 0,6102 7,16.10-4 ? Fluido: Glicerina Diâmetr o da Esfera Velocida de Média (m/s) Velocida de Corrigida (m/s) Viscosida de Dinâmica Viscosida de Cinemátic a Erro Relativo Percentu al 10 mm 0,29 0,44 0,80 6,4.10-4 ? 8 mm 0,19 0,27 0,84 6,75.10-4 ? 6 mm 0,11 0,14 0,88 7,04.10-4 ? 5 mm 0,08 0,10 0,87 6,96.10-4 ? Por fim, responde-se também aos questionamentos propostos: 1) Compare os valores encontrados para a viscosidade cinemática de forma experimental com o valor da viscosidade cinemática real. Os valores encontrados podem ser utilizados para representar a viscosidade cinemática da água? Justifique. R – Os valores encontrados experimentalmente para a viscosidade cinemática dos fluidos no tubo de água foram significativamente 18 diferentes dos valores reais. Os valores experimentais obtidos foram todos maiores do que o valor real da viscosidade cinemática da água. Isso indica que os valores experimentais não podem ser utilizados para representar com precisão a viscosidade cinemática da água. A discrepância entre os valores reais e experimentais sugere que pode ter havido erros sistemáticos ou aleatórios durante o experimento que afetaram as medições. Justificação: As discrepâncias podem ter ocorrido devido a vários fatores, como erros de medição no tempo de queda, erros na determinação do diâmetro das esferas, variações nas condições do ambiente virtual do laboratório, erros de cálculo ou até mesmo problemas com o modelo virtual utilizado para simular o experimento. Portanto, os valores experimentais não podem ser considerados precisos para representar a viscosidade cinemática da água. 2) Quais são as principais fontes de erros para este experimento? R - As principais fontes de erro para este experimento podem incluir: - Erros de medição: Pequenos erros ao medir o tempo de queda das esferas ou ao determinar o diâmetro das esferas podem afetar significativamente os cálculos da viscosidade. - Condições do ambiente virtual: Variações nas condições virtuais do laboratório, como temperatura e pressão, podem afetar os resultados. - Modelo de simulação: O modelo virtual utilizado para simular o experimento pode não ser totalmente preciso na representação das condições do mundo real, o que pode levar a discrepâncias nos resultados. 19 - Erros no equipamento virtual: Qualquer erro no funcionamento do equipamento virtual, como o viscosímetro ou a simulação do escoamento das esferas, pode afetar os resultados. - Erros sistemáticos: Erros sistemáticos que afetam todas as medições de forma consistente podem levar a resultados consistentemente diferentes dos valores reais. 2.2 Atividade Prática 2 - Experimento de Reynolds 1) Verificando o Posicionamento das Válvulas: inicialmente, verificou-se a posição das válvulas de acordo com a tabela disponibilizada. As alterações necessárias foram feitas com a bancada desligada. OBS: o diâmetro interno no tubo de Reynolds é D = 44 mm 2) Habilitando as Bombas: Posicionou-se a válvula 2c com 40% da sua capacidade, habilitaram-se as bombas no painel elétrico e apertou-se o botão de ligar. Após observar o fluxo de água no rotâmetro, a válvula 2c completamente foi aberta completamente. 3) Enchendo o Reservatório de Água: o potenciômetro foi ajustado para o controle de vazão para que a água entrasse no reservatório. Em seguida, a válvula 13 foi fechada, assim que se percebeu que o nível de água no reservatório estava subindo, a válvula 12 foi fechada após o reservatório encher completamente. 4) Medindo a Vazão: a medida do volume de água presente no reservatório foi feita. As seguintes dimensões foram consideradas: 400 20 mm de comprimento, 320 mm de largura e 474 mm de altura. Inicialmente, se constatou uma medida de 427. Logo depois, a válvula 14 foi aberta numa porcentagem escolhida, no caso, de 33%. O cronômetro também foi aberto e apertou-se o start. Aproximadamente 1 minuto foi esperado, então a válvula 14 foi fechada e novamente foi medidoo volume contido no reservatório. Mudando para 192. 5) Observando o Regime de Escoamento: a válvula 15 foi aberta para que o fluido com corante começasse a escoar. Quando se observou o fluxo através da pipeta, a válvula 14 foi aberta, controlando a vazão com a mesma porcentagem escolhida no passo anterior (33%). Foi necessário esperar o fluxo se estabilizar para começar a medição. As seguintes imagens demonstram a realização do experimento: realização do experimento. 21 realização do experimento. realização do experimento. 22 Por fim, responde-se também aos questionamentos propostos: 1) ..A partir dos dados obtidos no laboratório, determine a vazão do sistema... - ..R:.. Volume inicial: 427 litros - Volume final após abertura da válvula 14: 192 litros - Volume durante o experimento = Volume inicial - Volume final = 427 litros - 192 litros = 235 litros - Tempo = 1 minuto = 60 segundos - Vazão = Volume / Tempo = 235 litros / 60 segundos ≈ 3,92 litros por segundo 2) ..Qual o regime de escoamento observado no experimento?.. - ..R:.. O regime observado foi o fluxo laminar. Devido à diminuição da pressão causada pela redução da altura do nível; a diminuição do nível do reservatório causa uma redução da pressão na tubulação, o que provoca a diminuição da vazão e, por fim, uma redução de velocidade, resultando em fluxo laminar. ..2.3 Atividade Prática 3 - Perda de Carga Distribuída.. 1) ..Posicionando as Válvulas das Bombas:.. As válvulas foram posicionadas da seguinte forma: válvulas A1 e B2 abertas e válvulas B1 e A2 fechadas. 23 2) ..Posicionando as Válvulas das Linhas:.. As válvulas correspondentes à linha foram configuradas para realizar cada experimento. A prática começou com a linha 1 (tubulação de PVC com 32 mm). As válvulas foram posicionadas de acordo com as configurações de cada linha (Parte Frontal da bancada): - ..Linha 1 - Tubo de PVC 32mm.. - Válvulas abertas: C2, V03 - Válvulas fechadas: V04, V05, V06, V07, V08, V09, V10, V11 - ..Linha 2 - Tubo de PVC 25mm.. - Válvulas abertas: C2, V04 - Válvulas fechadas: V03, V05, V06, V07, V08, V09, V10, V11 - ..Linha 3 - Tubo de Cobre 28mm.. - Válvulas abertas: C2, V05 - Válvulas fechadas: V03, V04, V06, V07, V08, V09, V10, V11 - ..Linha 4 - Tubo de Acrílico 25mm.. - Válvulas abertas: C2, V06 - Válvulas fechadas: V03, V04, V05, V07, V08, V09, V10, V11 24 3) ..Conectando as Mangueiras:.. As mangueiras de tomada de pressão foram conectadas na linha em que o experimento foi realizado. A distância entre os pontos de tomada de pressão é de um metro em qualquer uma das linhas. 4) ..Ligando a Bomba:.. Manteve-se o botão de emergência desativado. A bomba 2 foi habilitada. O potenciômetro de vazão foi posicionado no centro da sua escala. O sistema foi ligado. 5) ..Variando a Vazão:.. A vazão foi variada utilizando o potenciômetro. Anotou- se a vazão, bem como a perda de carga correspondente. Foi preciso determinar cinco pontos. Para realizar a prática em outra linha, foi necessário desligar o painel elétrico, desabilitar a bomba 2 e desconectar a mangueira. Em seguida, configurou-se a bancada para realizar a prática com outra linha, de acordo com as configurações acima, e seguindo os demais itens. Depois de determinar os cinco pontos para cada linha, ao final da prática, a bomba 2 foi desabilitada, o sistema foi desligado, as mangueiras foram desconectadas e as válvulas foram retornadas para a sua posição inicial. As seguintes imagens demonstram a realização do experimento: --- Se precisar de mais alguma alteração ou tiver outro texto, estou à disposição! 25 Tubo de PVC 32 mm. tubo de PVC 25mm. 26 Tubo de cobre 22 mm 27 Tubo de Acrílico 25 mm. Os seguintes dados foram obtidos: – Cinco medições realizadas em cada linha. PVC 32 mm PVC 25 mm Cobre 28 mm Acrílico 25 mm Rotâm etro Manôm etro Rotâm etro Manôm etro Rotâm etro Manôm etro Rotâm etro Manôm etro 2100 14 1200 16 2400 34 2400 58 3100 30 2200 66 700 8 1300 32 4100 48 2900 106 1400 16 800 16 4600 56 3600 146 3300 34 4100 196 1600 8 4400 182 4500 90 1400 34 Por fim, responde-se também aos questionamentos propostos: 28 1) O cálculo da perda de carga utilizando o DIAGRAMA DE MOODY (teórico): R – Linha 1 (PVC 32mm): V̅ = (2100 LPH / 1000) / (3600 s/hora) = 0,5833 m/s Re = (0,5833 . 0,032 m) / (1,003 x 10^-6 m²/s) ≈ 18609,77 Como Re > 4000, o escoamento é considerado turbulento. 𝑓 = 0,3164 / 𝑅𝑒^0,25 = 𝑓 = 0,3164 / 18609,77^0,25 = 0,027 Hc = fLV2/2gD = 0,027x1x(0,5833)2 / 2x9,81x0,032 = 0,014 mca. Linha 2 (PVC 25mm): V̅ = (1200 LPH / 1000) / (3600 s/hora) = 0,3333 m/s Re = (0,3333 . 0,025 m) / (1,003 x 10^-6 m²/s) ≈ 8324,18 Como Re > 4000, o escoamento é considerado turbulento. 𝑓 = 0,3164 / 𝑅𝑒^0,25 = 𝑓 = 0,3164 / 8324,18^0,25 = 0,033 Hc = fLV2/2gD = 0,033x1x(0,3333)2 / 2x9,81x0,025 = 0.00747 mca. Linha 3 (Cobre 28mm): V̅ = (2400 LPH / 1000) / (3600 s/hora) = 0,6667 m/s Re = (0,6667 m/s . 0,028 m) / (1,003 x 10^-6 m²/s) ≈ 18611,76 Como Re > 4000, o escoamento é considerado turbulento. e/D(cobre) = 0,0015mm/28mm = 5,35x10^-5 𝑓 = 0,3164 / 𝑅𝑒^0,25 = 𝑓 = 0,3164 / 18611,76^0,25 = 0,0279 29 Pelo Diagrama de Moody, o 𝑓 é igual a 0,027 Hc = fLV2/2gD = 0,027x1x(0,6667)2 / 2x9,81x0,028 = 0,0218 mca. Linha 4 (Acrílico 25mm) V̅ = (2400 LPH / 1000) / (3600 s/hora) = 0,6667 m/s Re = (0,6667 . 0,025 m) / (1,003 x 10^-6 m²/s) ≈ 16650,41 Como Re > 4000, o escoamento é considerado turbulento. 𝑓 = 0,3164 / 𝑅𝑒^0,25 = 𝑓 = 0,3164 / 16650,41^0,25 = 0,027 Hc = fLV2/2gD = 0,027x1x(0,6667)2 / 2x9,81x0,025 = 0,024 mca. 2) O cálculo do desvio relativo em relação às perdas de carga obtidas teoricamente e a lida no manômetro U no experimento. R – Linha 1 (PVC 32mm): Leitura do manômetro experimental: 14 mmCa Conversão da leitura para metros de coluna d'água: 14 mmCa = 0,014 mCa Desvio Relativo = (0,014-0,014/0,014) x100 = 0% Linha 2 (PVC 25mm): Leitura do manômetro experimental: 16 mmCa Conversão da leitura para metros de coluna d'água: 16 mmCa = 0,016 mCa Desvio Relativo = (0,016-0,00747/0,00747) x100 = 114,58% 30 Linha 3 (Cobre 28mm): Leitura do manômetro experimental: 34 mmCa Conversão da leitura para metros de coluna d'água: 34 mmCa = 0,034 mCa Desvio Relativo = (0,034-0,0218/0,0218) x100 = 55,74% Linha 4 (Acrílico 25mm): Leitura do manômetro experimental: 80 mmCa Conversão da leitura para metros de coluna d'água: 80 mmCa = 0,080 mCa Desvio Relativo = (0,080-0,058/0,058) x100 = 37,93% ..3) Quais são as principais fontes de erros para este experimento? A discrepância foi grande entre os valores teóricos e experimentais?.. ..R:.. As principais fontes de erro para este experimento podem incluir: - Erros de medição nos instrumentos, como leitura imprecisa do manômetro e rotâmetro. - Variações nas propriedades reais do fluido em relação às propriedades assumidas na teoria, como viscosidade e densidade. Usar dados mais precisos para as propriedades do fluido pode minimizar esse erro. 31 - Rugosidade real da superfície interna dos tubos, que pode diferir da rugosidade considerada nos cálculos teóricos. - Erros na leitura das grandezas, como velocidade e pressão, durante o experimento. - Pequenas variações nas dimensões dos tubos que podem afetar os cálculos da perda de carga. - Condições não ideais, como perturbações no fluxo, que podem afetar a precisão. Nas Linhas 1 (PVC 32mm), 3 (Cobre 28mm) e 4 (Acrílico 25mm), os desvios relativos são próximos de zero (bem abaixo de 100%), indicando que os valores experimentaisestão muito próximos dos teóricos, com discrepâncias insignificantes. Na Linha 2 (PVC 25mm), o desvio relativo é significativamente alto, indicando uma grande discrepância entre os valores teóricos e experimentais. Isso sugere que pode haver algum erro no experimento, nas medições ou nos cálculos. Portanto, as principais fontes de erro podem estar relacionadas à precisão das medições dos manômetros ou a possíveis variações nas condições experimentais não consideradas nos cálculos teóricos. A discrepância é maior nas linhas com diâmetros menores (PVC 25mm), o que pode indicar que os efeitos de superfície interna e rugosidade podem estar influenciando mais nessas linhas de menor diâmetro. 32 ..4) Qual a influência do diâmetro da tubulação, do material e da vazão na perda de carga distribuída?.. ..R:.. - ..Diâmetro da Tubulação:.. A perda de carga distribuída é inversamente proporcional ao diâmetro da tubulação. Tubos mais largos (maior diâmetro) resultam em menor perda de carga devido ao atrito, enquanto tubos mais estreitos (menor diâmetro) têm maior perda de carga. - ..Material da Tubulação:.. A rugosidade da superfície interna da tubulação é crítica. Materiais com superfícies internas mais lisas, como PVC e acrílico, tendem a ter menor perda de carga devido ao atrito em comparação com materiais mais ásperos. - ..Vazão:.. A vazão influencia diretamente a perda de carga. À medida que a vazão aumenta, a perda de carga devido ao atrito também aumenta. Isso ocorre porque uma vazão mais alta resulta em uma velocidade do fluido mais alta, o que gera mais atrito nas paredes do tubo. Portanto, esses fatores desempenham papéis cruciais na determinação da perda de carga em um sistema de tubulação e devem ser considerados ao projetar sistemas de encanamento para atender a requisitos específicos. Aqui está o texto editado, mantendo a lógica original: 33 --- ..2.4 Atividade Prática 4 – Trocadores de Calor.. 1) ..Selecionando e Encaixando o Trocador de Calor:.. Cada um dos trocadores de calor foi colocado sobre a bancada e conectado aos canos. A prática foi realizada na seguinte ordem: trocador de tubos concêntricos, trocador de calor casco-tubo e trocador de calor do tipo placas. Inicialmente, o trocador de calor do tipo tubos concêntricos foi levado para a bancada e encaixado. 2) ..Ligando as Bombas:.. Energizou-se o painel, o aquecedor foi ligado e esperou-se a temperatura chegar a 60°C. A temperatura foi monitorada pelos indicadores e, ao atingir 60°C, o aquecedor desligou-se automaticamente. Em seguida, as válvulas foram abertas e as bombas ligadas. O aquecedor foi ligado novamente. 3) ..Variando a Vazão:.. A vazão da bomba dois foi aumentada através do potenciômetro localizado no painel, observando-se a variação de temperatura nos indicadores. Para uma melhor compreensão, também foi observada a variação de temperatura para diferentes vazões. 4) ..Repetição dos Procedimentos:.. Os mesmos procedimentos foram repetidos para o trocador de calor casco-tubo e para o trocador de calor do tipo placas. As seguintes imagens demonstram a realização do experimento: 34 trocador de calor do tipo tubos concêntricos. trocador de calor casco tubo. 35 trocador de calor do tipo placas. 36 Aqui está o texto editado, mantendo a lógica original: --- Por fim, responde-se também aos questionamentos propostos: 1) ..Quais as principais vantagens da utilização de trocadores de calor?.. - R:As principais vantagens da utilização de trocadores de calor incluem a eficiência na transferência de calor entre fluidos, o que ajuda a economizar energia, o controle de temperatura em processos industriais, a capacidade de reciclar calor em sistemas, a redução de custos operacionais e a manutenção de temperaturas adequadas em equipamentos e processos. 2) ..Qual tipo de trocador é mais utilizado na indústria de alimentos? Justifique.. - ..R:.. Na indústria de alimentos, o tipo de trocador de calor mais utilizado é o trocador de calor de placas. Isso ocorre devido à sua capacidade de manter a qualidade dos produtos alimentícios, evitar contaminações cruzadas entre fluidos, ser de fácil limpeza (CIP - Clean-in-Place), além de permitir uma alta taxa de transferência de calor. 37 3) ..Quais critérios devem ser levados em consideração ao escolher um tipo de trocador de calor?.. - ..R:.. Ao escolher um tipo de trocador de calor, é importante levar em consideração critérios como a natureza dos fluidos envolvidos (corrosivos, viscosos, etc.), a temperatura e pressão de operação, a eficiência desejada na transferência de calor, a facilidade de manutenção e limpeza, o espaço disponível para instalação, o custo inicial e operacional, e as normas regulatórias aplicáveis ao setor. 4) Qual a influência da vazão na transferência de calor? - R: A vazão de um fluido influencia diretamente na transferência de calor, pois determina a quantidade de fluido que passa pelo trocador de calor em um determinado período de tempo. Quanto maior a vazão, maior será a taxa de transferência de calor, desde que outros parâmetros, como temperatura e área de superfície de troca térmica, permaneçam constantes. Portanto, uma vazão adequada é essencial para garantir uma transferência eficiente de calor em um trocador. 3. Conclusão A conclusão deste portfólio de atividades práticas em Fenômenos de Transporte reflete a riqueza da experiência adquirida ao longo dessas quatro atividades laboratoriais. Durante esse percurso de aprendizado, mergulhamos profundamente nos conceitos fundamentais relacionados a 38 fluidos em movimento e transferência de calor, construindo uma base sólida que certamente será valiosa em nossa jornada acadêmica e profissional. Uma das principais lições aprendidas com essas práticas é a importância da correlação entre teoria e prática. As atividades nos proporcionaram a oportunidade de aplicar os conceitos aprendidos em sala de aula, verificando sua relevância e eficácia na resolução de problemas reais. Isso reforça a ideia de que a teoria e a prática são duas faces inseparáveis da engenharia e da ciência, e ambas são igualmente cruciais para o nosso crescimento como profissionais. Na Atividade 1, compreendemos a viscosidade dos fluidos de forma tangível, ao determinar a viscosidade dinâmica por meio do viscosímetro de Stokes. Isso nos ensinou a diferenciar a viscosidade dinâmica da viscosidade cinemática e como aplicar a lei de Stokes para medir a viscosidade do fluido. A Atividade 2 nos levou a uma exploração fascinante do número de Reynolds e seu papel na classificação dos tipos de escoamento. A identificação dos escoamentos laminar, transição e turbulento nos trouxe uma compreensão mais profunda das características únicas de cada regime. A Atividade 3 demonstrou a importância da relação entre a vazão e a perda de carga em tubulações de diferentes diâmetros e materiais. Aprendemos como o número de Reynolds é essencial na descrição desse 39 fenômeno e como a escolha de materiais pode influenciar significativamente o desempenho dos sistemas de transporte de fluidos. Por fim, a Atividade 4 nos apresentou o mundo dos trocadores de calor, onde exploramos a influência da vazão e da temperatura na eficiência desses dispositivos. Compreendemos como os trocadores de calor desempenham um papel fundamental em uma variedade de aplicações industriais e a importância de otimizar seu funcionamento. No geral, essas atividades práticas enriqueceram nossa compreensão dos Fenômenos de Transporte, proporcionando um ambiente de aprendizado estimulante e desafiador. O conhecimento adquirido e as habilidades desenvolvidas ao longodeste processo nos capacitam para enfrentar problemas complexos no campo da engenharia, com confiança e expertise. Portanto, encerramos este portfólio com a certeza de que as lições e experiências aqui compartilhadas nos servirão como uma base sólida em nossa busca contínua pelo entendimento dos fenômenos que governam o transporte de fluidos e calor, e na aplicação desses conhecimentos para moldar um mundo melhor e mais eficiente. --- 40 __________________________________________________________ __________________________________________________________ __________________________________________________________ ..REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.. - ALGETEC. Sumário Teórico: Trocador de Calor. - ALGETEC. Roteiro de Experimentos: Perda de Carga Distribuída. - ALGETEC. Sumário Teórico: Experimento de Reynolds. - ALGETEC. Roteiro de Experimentos: Trocador de Calor. - ALGETEC. Sumário Teórico: Determinação da Viscosidade de Fluidos. - ALGETEC. Roteiro de Experimentos: Determinação da Viscosidade de Fluidos. - ALGETEC. Sumário Teórico: Perda de Carga Distribuída. - ALGETEC. Roteiro de Experimentos: Experimento de Reynolds. 41 Obrigado pela oportunidade Johnatan dos SP (John Stellor)