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Saúde Mental e Psicologia

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Psicologia da Saúde Mental
 
Saúde Mental
 
 
A saúde mental não se resume à ausência de transtornos mentais.
 
Características da saúde mental:
Equilíbrio emocional entre o mundo interior e as demandas externas.
Capacidade de resiliência e aceitação dos desafios da vida.
Habilidade de lidar com emoções positivas e desagradáveis.
Manter a noção do real, do precioso, do tempo e do espaço.
Busca por crescimento, desenvolvimento, autonomia e autorrealização.
Viver a vida plenamente, respeitando a lei e os outros.
Cultivar o bem-estar pessoal e nas relações interpessoais.
Ter controle sobre o ambiente e habilidades sociais eficazes.
Reconhecer os próprios limites e procurar ajuda quando necessário.
 
Um indivíduo mentalmente saudável não é perfeito, reconhece suas limitações, lida com uma variedade de emoções e busca ajuda quando necessário.
 
 
A saúde mental está relacionada com equilíbrio, bem-estar, qualidade de vida, resiliência e comportamento.
 
 
A promoção da saúde mental requer um ambiente que respeite e proteja os direitos básicos.
 
Fatores de risco para a saúde mental (OMS):
Condições de trabalho estressantes.
Discriminação de gênero.
Exclusão social.
Estilo de vida não saudável.
Acontecimentos e mudanças rápidas.
Violência e violação dos direitos humanos.
 
Pós-Modernidade e Adoecimento
 
Características da Pós-Modernidade:
Altamente Tecnológica
Veloz
Excessivo
Desregulamentado
Narcisista
Consequências da Pós-Modernidade na Saúde Mental:
Transhumanidade
Ansiedade
Angústia da escolha
Angústia do liberalismo
Relações interpessoais pobres/frágeis
 
A tentativa de acompanhar o ritmo acelerado do mundo pós-moderno pode causar sofrimento psíquico.
 
Sinais e Sintomas de Perturbações na Saúde Mental
 
 
Tristeza ou irritabilidade intensa.
 
 
Confusão e desorientação.
 
 
Apatia e perda de interesse.
 
 
Preocupações excessivas.
 
 
Raiva, hostilidade, violência, medo ou paranoia.
 
 
Dificuldades em lidar com emoções.
 
 
Dificuldade de concentração.
 
 
Dificuldade em assumir responsabilidades.
 
 
Isolamento social ou reclusão.
 
 
Problemas para dormir.
 
 
Presença de delírios ou alucinações.
 
 
Ideias grandiosas ou fora da realidade.
 
 
Abuso de substâncias (drogas ou álcool).
 
 
Pensamentos ou planos suicidas.
 
 
Fases da vida que tornam os indivíduos mais vulneráveis: infância, entrada na escola/faculdade, adolescência, nascimento do primeiro filho, menopausa, envelhecimento e eventos estressantes.
 
Transtornos Mentais Comuns (TMC)
 
 
Os TMC são mais frequentes e menos graves do que outros transtornos mentais.
 
TMC englobam:
Depressão não psicótica
Ansiedade
Sintomas somatoformes (cansaço, esquecimento, irritação, diminuição da concentração)
 
A dificuldade em reconhecer os TMC está relacionada ao desconhecimento, à dor invisível, ao preconceito/estigma e à dificuldade de acesso aos serviços de saúde mental.
 
 
O não reconhecimento e a falta de busca por ajuda adequada aumentam o sofrimento e sobrecarregam os sistemas de saúde.
 
 
Pacientes com TMC demandam de forma reiterada, apresentam queixas inespecíficas, quadros crônicos, resposta limitada às estratégias terapêuticas e dificuldades em seguir as condutas propostas.
 
 
Os TMC causam sofrimento, incapacitação e custos elevados.
 
 
SRQ (Self-Report Questionnaire): Questionário de auto relato composto por 20 questões para rastrear TMC. Não é um diagnóstico formal, mas serve como indicativo de sofrimento psíquico.
 
Morte e Luto
 
 
A morte é a parada irreversível da circulação e respiração ou a cessação definitiva de todas as funções cerebrais e do tronco encefálico.
 
 
Além da morte física, existe a "morte de sonhos", que são as perdas de aspirações e objetivos.
 
 
Luto: Processo que se inicia com uma perda e vai até a sua elaboração, quando o indivíduo enlutado volta ao mundo externo.
 
Sintomatologia do luto:
Afetivo: Depressão, ansiedade, culpa, raiva, hostilidade, perda de prazer, solidão, desamparo, baixa autoestima.
Comportamento: Agitação, fadiga, choro frequente, dificuldades nos relacionamentos interpessoais.
Cognitivo: Lentidão de pensamento, problemas de memória, fadiga mental. Fisiológico: Alterações no apetite, distúrbios do sono, perda de energia, queixas somáticas, mudanças no consumo de substâncias, aumento do estresse, suscetibilidade a doenças.
 
As 5 fases do luto (Elisabeth Kübler-Ross):
 
1. Negação
2. Raiva
3. Barganha
4. Depressão
5. Aceitação
 
Luto patológico: Não segue o curso típico do luto.
Luto crônico: Prolongamento indefinido com ansiedade persistente, tensão, inquietação e insônia.
Luto adiado: A pessoa adia a vivência do luto, exibindo comportamento aparentemente normal.
 
Fatores de risco para o luto patológico: características do enlutado, relações com o falecido, tipos de morte e suporte social limitado.
 
Suicídio
 
 
O suicídio é influenciado por fatores psicológicos, biológicos, sociais e culturais.
 
 
A OMS classifica o suicídio como um problema de saúde pública.
 
Aspectos psicológicos:
A depressão é um dos principais quadros psicopatológicos associados ao comportamento suicida.
Sintomas da depressão maior (DSM-5): Pelo menos 5 dos seguintes sintomas devem estar presentes quase todos os dias durante o mesmo período de 2 semanas, e um deles deve ser humor deprimido ou perda de interesse ou prazer:
Humor deprimido durante a maior parte do dia
Diminuição acentuada do interesse em [quase] todas as atividades
Diminuição ou aumento do apetite
Insônia (muitas vezes insônia de manutenção do sono) ou hipersonia
Agitação ou atraso psicomotor observado por outros
Fadiga ou perda de energia
Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva ou inapropriada
Capacidade diminuída de pensar, concentrar-se ou indecisão Ideação, planejamento e/ou tentativa de suicídio
Aspectos sociais (Durkheim):
Suicídio egoísta: Falta de integração social.
Suicídio anômico: Desregulação social (crises).
Suicídio altruísta: Excesso de integração social.
 
Sinais de alerta do comportamento suicida:
 
1. Falar de suicídio
2. Procurar meios letais
3. Atenção com a morte
4. Sem esperança de futuro
5. Aversão a si
6. Organizar detalhes
7. Despedidas
8. Afastamento
9. Comportamento autodestrutivo
10. Estado repentino de calma
 
Como NÃO se comportar:
Evitar discutir e dizer frases como "você tem tanta coisa para querer viver", "sua morte vai machucar sua família" ou "tente ver o lado bom".
Não agir como se estivesse em choque, dando lição sobre o valor da vida ou dizendo que o suicídio é errado.
Não prometer sigilo sobre o assunto.
Não tentar resolver os problemas, dar conselhos ou fazer a pessoa precisar justificar seus motivos para pensar em suicídio.
Como se comportar:
Deixar a pessoa saber que você se importa e que ela não está só.
Permitir que ela desabafe seu desespero e sua raiva.
Não julgar, ter paciência e se manter calmo.
Garantir para a pessoa que existe ajuda e que o pensamento suicida é temporário.
Deixar que a pessoa entenda que ela é importante para você.
Se a pessoa dá sinais de alerta, não ter medo de perguntar se ela está tendo pensamentos suicidas.
 
É importante tratar o suicídio como algo real, discutindo o tema de forma transparente.
 
 
Ao identificar sinais, é importante encaminhar o paciente aos serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).
 
 
Prevenção: Ações para evitar o suicídio (diagnóstico precoce e tratamento correto).
 
 
Pósvenção: Apoio aos familiares e amigos de uma pessoa que se suicidou (prevenir outros atos suicidas).
 
Comunicação de Más Notícias
 
 
Má notícia: Informação que tem um impacto significativamente negativo na perspectiva do paciente em relação ao seu futuro.
 
 
Não há uma fórmula universal para comunicar más notícias.
 
 
As reações variam de acordo com as experiências de vida, personalidade, crenças espirituais, filosofia de vida, apoio social e resiliência emocional.
 
Protocolo SPIKES: Guia para comunicação de notícias difíceis.
S (Setting up): Preparar o médico, o paciente e o espaço físico.
P (Perception): Verificaraté que ponto o paciente tem consciência de seu estado.
I (Invitation): Convidar o paciente a procurar entender o quanto ele deseja saber sobre sua doença.
K (Knowledge): Transmitir a informação propriamente dita.
E (Emotions): Responder empaticamente à reação demonstrada pelo paciente. S (Strategy and Summary): Diminuir a ansiedade do paciente ao revelar o plano terapêutico e o que pode vir a acontecer.
Aspectos cruciais na comunicação de más notícias (do ponto de vista dos pacientes e seus familiares):
Competência profissional.
Diagnóstico claro e compreensível.
Atitude empática por parte dos profissionais de saúde.
Honestidade.
Tempo dedicado à conversa.
Atenção integral.
Garantia de privacidade.
 
Síndrome de Burnout
 
 
O estresse é a resposta fisiológica e comportamental a pressões internas e externas.
 
 
Quando a energia para lidar com essas pressões se esvai, o organismo entra em fase de esgotamento.
 
 
Conflitos interpessoais são apontados como o principal fator gerador de estresse no ambiente de trabalho.
 
 
Síndrome de Burnout: Quadro clínico de estresse ocupacional extremo.
 
Indicadores da Síndrome de Burnout:
Exaustão emocional
Despersonalização
Falta de realização profissional
 
Burnout é prevalente entre profissionais de saúde devido a extensas jornadas, carga emocional intensa, escassez de recursos e apoio, conflitos interpessoais e desafios na gestão do sofrimento.
 
Dicas para evitar e tratar a Síndrome de Burnout:
Encontrar tempo para praticar atividades físicas.
Incluir hábitos saudáveis na rotina.
Desfrutar de momentos de lazer.
Evitar o uso de álcool e outras drogas.
Tentar buscar melhores condições de trabalho. Procurar ajuda profissional especializada.

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