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1. Contas contábeis a Lei das S.A. impõe vedação no que diz respeito a nomes genéricos, mas possibilita a agregação de contas de mesma natureza, para fins de apresentação nas demonstrações contábeis, desde que não ultrapassem 10% do valor total do grupo de contas. “Art. 176. § 2º Nas demonstrações, as contas semelhantes poderão ser agrupadas; os pequenos saldos poderão ser agregados, desde que indicada a sua natureza e não ultrapassem 0,1 (um décimo) do valor do respectivo grupo de contas; mas é vedada a utilização de designações genéricas, como "diversas contas" ou "contas-correntes".” Método das Partidas Dobradas ⇒ A soma dos débitos é sempre igual à soma dos créditos. Um ou + débitos em uma ou + contas deve corresponder a um ou + créditos de valor equivalente em uma ou + contas. Uma conta é estável credora quando sempre assume saldo credor. Nosso exemplo clássico é o Capital Social. Uma conta é estável devedora quando sempre assume saldo devedor. Nosso exemplo clássico é o Caixa. Uma conta é instável quando assumir saldo credor ou devedor, dependendo da situação. Como exemplo, temos a conta Lucros e Prejuízos Acumulados. 1.1 Função e Estrutura das Contas As contas contábeis possuem uma estruturação, composta por elementos essenciais, necessários para a identificação e mensuração dos fatos contábeis no Livro Razão. Função das Contas: É o objetivo ou a razão de ser da conta. Ela explica o que a conta está controlando (ex: dinheiro, dívidas, vendas). A função diz "para que serve" aquele registro no patrimônio ou no resultado da empresa. 🎯 Funcionamento das Contas: É a mecânica de movimentação, ou seja, as regras de débito e crédito. O funcionamento explica como o saldo aumenta ou diminui de acordo com a natureza da conta (Ativa, Passiva, Receita ou Despesa). ⚙ Aspecto Função 🧬 Funcionamento 🔧 Foco Natureza e representação. Dinâmica e registros. Pergunta-chave O que esta conta registra? Como o saldo aumenta/diminui? Exemplo A conta "Estoque" serve para controlar as mercadorias para venda. A conta "Estoque" aumenta com um débito e diminui com um crédito. 1.2. Plano de Contas Conjunto de contas, diretrizes e normas que padroniza as contas e transações e disciplina as tarefas do setor de contabilidade da entidade. Deve ser flexível, permitindo a exclusão ou inclusão de contas, acompanhando a dinâmica das operações da empresa. Elenco de Contas (rol de contas) → a relação de contas (intitulação) e respectivos códigos utilizados pela entidade. relação lógica e ordenada das contas. Manual de contas → apresenta informações detalhadas de cada conta, como um guia para o contabilista registrar uniformemente todos os eventos envolvidos na gestão do patrimônio da entidade. Envolve as seguintes informações: código numérico, intitulação, função, funcionamento, natureza e os critérios de avaliação de cada conta, exemplos de lançamentos apropriados para o registro de operações não triviais, roteiros para conciliações, além de informações referentes aos documentos suportes dos registros contábeis. O Plano de Contas organiza-se em diferentes níveis de detalhamento: Contas Sintéticas: São contas "resumo" ou de grupo. Elas consolidam os saldos de várias outras contas e servem para dar uma visão panorâmica. O ponto mais importante é que elas não recebem lançamentos diretos (débitos e créditos). Contas Analíticas: São as contas detalhadas, o nível mais baixo da hierarquia. É nelas que os registros contábeis acontecem de fato. A soma de várias contas analíticas compõem o saldo da conta sintética. Código Nome da Conta Tipo Função 1 Ativo Sintética Grupo principal (visão macro). 1.1 Ativo Circulante Sintética Subgrupo de bens e direitos de curto prazo. 1.1.01.01 Caixa Geral Analítica Onde o dinheiro em espécie é registrado. 1.1.01.02 Banco Conta Movimento Analítica Onde os extratos bancários são lançados. 1.3 Teoria das Contas Teoria Personalista Agentes Consignatários: representam as pessoas a quem os proprietários confiam a guarda dos bens da empresa. Agentes Correspondentes: representam as pessoas que não pertencem à empresa com as quais os proprietários se relacionam e que resultam nos direitos e obrigações da empresa. Proprietários: representam os sócios, na qualidade de titulares do Patrimônio Líquido, das receitas e das despesas da empresa. Teoria Patrimonialista Contas Patrimoniais: representam os bens, direitos, obrigações e patrimônio líquido, ou seja, representam o patrimônio da entidade em determinado momento, por meio do Balanço Patrimonial. As contas patrimoniais são subdivididas em contas ativas e contas passivas. Contas de Resultado: representam as receitas e despesas da entidade. As contas de resultado surgem durante o exercício contábil e encerram- se ao final do mesmo exercício. Contas de Compensação (Extrapatrimoniais): compreendem um sistema de contas próprias para o registro de atos administrativos relevantes (atos que podem afetar futuramente o patrimônio da entidade). Nesse sentido, as contas de compensação são utilizadas para registrar não os fatos, mas os atos administrativos relevantes dentro da entidade. Um exemplo clássico dessas contas são as hipotecas. Teoria Materialista Integrais: Bens, Direitos e Obrigações Diferenciais: Patrimônio líquido, receitas e despesas