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Figura 1. Países que registraram 
casos de coinfecção por leishmaniose 
cutânea ou mucosa e HIV e por 
leishmaniose visceral e HIV, por 
primeiro nível administra�vo, Região 
das Américas, 2024
Fonte: OPAS. 
Clique no mapa abaixo para ver 
o infográfico da leishmaniose 
cutânea e da leishmaniose visceral 
em cada um dos países da Região 
das Américas que registraram 
casos em 2024
LV-HIV
LC/LM-HIV
LV-LC/LM-HIV
LEISHMANIOSES:
informe epidemiológico da Região das Américas
N.º 14, dezembro de 2025
Introdução
 Com o Programa Regional de Leishmanioses, a Organização Pan-Americana 
da Saúde (OPAS) continua apoiando os países endêmicos com o objetivo de 
fortalecer as ações de vigilância, assistência e controle das leishmanioses para 
alcançar os objetivos propostos, em conformidade com a Iniciativa da OPAS de 
eliminação de doenças: política para um enfoque integrado e sustentável das 
doenças transmissíveis na Região das Américas (1), o Roteiro para as doenças 
tropicais negligenciadas (2) da Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Plano de 
ação para fortalecer a vigilância e o controle das leishmanioses nas Américas 
2023–2030 (3). Na Região das Américas, as leishmanioses continuam sendo um 
problema de saúde pública devido à sua magnitude e à sua ampla distribuição 
geográfica. A complexidade clínica, biológica e epidemiológica requer um esforço 
conjunto entre os governos, as organizações e a sociedade civil para continuar 
avançando no seu controle. Nos últimos anos, observou-se uma diminuição 
crescente dos casos de leishmaniose cutânea (LC) e leishmaniose visceral (LV) na 
Região. Entretanto, apesar da tendência de redução nos casos, constatou-se uma 
expansão para áreas anteriormente sem transmissão, aumento na taxa de 
letalidade por LV e aumento na proporção de casos de coinfecção por LV e pelo 
vírus da imunodeficiência humana (HIV). 
 Em 2024, o Sistema de Informação Regional de Leishmanioses nas 
Américas (SisLeish) (4) foi atualizado e, pela primeira vez, os países inseriram os 
dados individualmente, permitindo análises mais detalhadas e precisas. 
Especificamente, este informe inclui uma análise das mortes por LV ou por outras 
causas relacionadas, bem como detalhes da coinfecção LV-HIV na Região das 
Américas. Além disso, chama-se a atenção para a necessidade de que os países 
tenham, nos serviços de saúde, as condições para fazer o diagnóstico precoce e o 
tratamento dos casos.
 A Figura 1 apresenta os países que notificaram casos de coinfecção LC-HIV 
e LV-HIV na Região das Américas em 2024. 
https://panaftosa.org/leish/inf2025_pt/INFOGRAFICOS_LCLV_2025_PORT_MEX.pdf
https://panaftosa.org/leish/inf2025_pt/INFOGRAFICOS_LC_2025_PORT_GTM.pdf
https://panaftosa.org/leish/inf2025_pt/INFOGRAFICOS_LC_2025_PORT_BLZ.pdf
https://panaftosa.org/leish/inf2025_pt/INFOGRAFICOS_LC_2025_PORT_HON.pdf
https://panaftosa.org/leish/inf2025_pt/INFOGRAFICOS_LC_2025_PORT_SLV.pdf
https://panaftosa.org/leish/inf2025_pt/INFOGRAFICOS_LC_2025_PORT_NIC.pdf
https://panaftosa.org/leish/inf2025_pt/INFOGRAFICOS_LC_2025_PORT_CRI.pdf
https://panaftosa.org/leish/inf2025_pt/INFOGRAFICOS_LC_2025_PORT_PAN.pdf
https://panaftosa.org/leish/inf2025_pt/INFOGRAFICOS_LCLV_2025_PORT_COL.pdf
https://panaftosa.org/leish/inf2025_pt/INFOGRAFICOS_LCLV_2025_PORT_VEN.pdf
https://panaftosa.org/leish/inf2025_pt/INFOGRAFICOS_LC_2025_PORT_ECU.pdf
https://panaftosa.org/leish/inf2025_pt/INFOGRAFICOS_LC_2025_PORT_PER.pdf
https://panaftosa.org/leish/inf2025_pt/INFOGRAFICOS_LC_2025_PORT_GUY.pdf
https://panaftosa.org/leish/inf2025_pt/INFOGRAFICOS_LC_2025_PORT_SUR.pdf
https://panaftosa.org/leish/inf2025_pt/INFOGRAFICOS_LCLV_2025_PORT_BRA.pdf
https://panaftosa.org/leish/inf2025_pt/INFOGRAFICOS_LC_2025_PORT_BOL.pdf
https://panaftosa.org/leish/inf2025_pt/INFOGRAFICOS_LCLV_2025_PORT_PRY.pdf
https://panaftosa.org/leish/inf2025_pt/INFOGRAFICOS_LCLV_2025_PORT_ARG.pdf
Situação epidemiológica 
Leishmaniose cutânea e mucosa
 No período de 2001 a 2024, os 18 países endêmicos da Região no�ficaram à OPAS 1 208 461 casos de LC e 
leishmaniose mucosa (LM), com uma média de 50 353 casos por ano (Quadro 1). Vale destacar o caso de Belize que, 
em 2024, no�ficou pela primeira vez um caso de LC ao Programa Regional de Leishmanioses da OPAS. 
 Desde 2005, a tendência de casos na Região das Américas con�nua em queda, com 30 036 casos no�ficados 
pelos países em 2024, o menor número observado no período (Figura 2). Quando se comparam os dados de 2024 
com os do ano anterior verifica-se uma redução geral de 14% nos casos no�ficados na Região, que foi verificada em 
11 países; as exceções são Argen�na (34%), Colômbia (22%), Equador (13%), Peru (2%), Suriname (95%) e Venezuela 
(República Bolivariana da) (8%), nos quais o número de casos aumentou em 2024. 
Figura 2. Número de casos de leishmaniose cutânea e mucosa no�ficados, Região das Américas, 2001–2024
Obs.: Dados no�ficados pelos programas de leishmanioses e serviços de vigilância dos 18 países da Região das Américas nos quais a doença é endêmica. Os pontos no gráfico correspondem ao número 
real de casos. As linhas correspondem a tendências de curto prazo, calculadas u�lizando o método de regressão local (LOESS, na sigla em inglês).
Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde. Sistema de Informação Regional de Leishmanioses nas Américas (SisLeish). Washington, D.C.: OPAS; 2025 [consultado em 1º de outubro de 2025]. Acesso 
limitado.
 Em 2024, os países com maior número de casos registrados foram Bolívia (Estado Plurinacional da) (1722), 
Brasil (9810), Colômbia (6002), Peru (5323) e Venezuela (República Bolivariana da) (1667); somados, esses casos 
representam 82% do total da Região das Américas (Figura 3). A taxa de incidência foi de 12,76 casos por 100 000 
habitantes, e os países com as maiores taxas foram Suriname (143,84 por 100 000 hab.), Panamá (29,67 por 100 000 
hab.), Honduras (27,2 por 100 000 hab.) e Guatemala (27 por 100 000 hab.). 
Caribe não latino
…: sem dados
Obs.: dados no�ficados pelos programas de leishmaniose e serviços de vigilância dos países.
Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde. Sistema de Informação Regional de Leishmanioses nas Américas (SisLeish). Washington, D.C.: OPAS; 2025 [consultado em 1º de outubro de 2025]. Acesso limitado.
Quadro 1. Série histórica do número de casos de leishmaniose cutânea e mucosa, Região das Américas, 2001–2024
 Observa-se uma pequena diminuição no número de casos em unidades do segundo nível administra�vo 
subnacional (2760 unidades, incluindo municípios, cantões, províncias, distritos, etc.) em comparação com o ano 
anterior, ao passo que o número de casos permaneceu inalterado em unidades do primeiro nível administra�vo 
(233, incluindo departamentos, estados, províncias, etc.). Verificou-se uma diminuição de 10% nos casos de LC nas 
fronteiras internacionais, o que foi confirmado em todos os países, exceto na Argen�na, onde houve um aumento de 
9% em relação a 2023. As Figuras 3 e 4 apresentam a análise regional dos dados de LC e LM, desagregada pelo 
segundo nível administra�vo subnacional, em termos do número de casos e da densidade em 2024.
Obs.: dados no�ficados pelos programas de leishmaniose e serviços de vigilância dos países. 
Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde. Sistema de Informação Regional de Leishmanioses nas Américas (SisLeish). Washington, D.C.: OPAS; 2025 [consultado em 1º de outubro de 2025]. Acesso 
limitado.
Figura 3. Casos de leishmaniose cutânea e mucosa por segundo nível 
administra�vo subnacional, Região das Américas, 2024
Figura 4. Densidade es�mada de casos de leishmaniose cutânea e mucosa 
no segundo nível administra�vo subnacional (em um raio de 50 km), 
Região das Américas, 2024
 A Figura 5 mostra um mapa com a estra�ficação de risco segundo o índice composto trienal. Em 2024, 
27 municípios de 10 países (Brasil, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Peru e 
Venezuela [República Bolivariana da]) relataram uma transmissão muito intensa. Belize e Guiana não estãorepresentados no cálculo porque sua divisão polí�co-administra�va abrange somente o primeiro nível 
administra�vo subnacional (distritos e regiões).
 As variáveis sexo e faixa etária estão disponíveis para aproximadamente 100,0% (30 034) e 99,4% (29 864) 
dos casos no�ficados ao SisLeish (4), respec�vamente. 
 Na Região, pessoas do sexo masculino foram as mais afetadas, com 68% dos casos. Entretanto, El Salvador 
informou uma porcentagem mais elevada de casos em mulheres (63%). 
 Os homens em idade a�va (20 a 50 anos) correspondem a 36% dos casos (10 824), sugerindo um padrão de 
transmissão silvestre devido às a�vidades no local de trabalho. As demais faixas etárias mais acome�das foram as de 
pessoas maiores de 50 anos (25%) e com idades entre 10 e 20 anos (16%). Os menores de 10 anos representaram 
10,6% do total da Região; Panamá (41,2%), Costa Rica (22,3%), El Salvador (18,7%), Nicarágua (18,4%), Honduras 
(15,7%) e Peru (14%) �veram as maiores proporções de casos nessa faixa etária, sugerindo possível transmissão peri 
ou intradomiciliar. 
IC-LC: índice composto de leishmaniose cutânea (baseado na média de casos e da incidência 
de casos por 100 000 habitantes no triênio 2022–2024).
Obs.: dados no�ficados pelos programas de leishmaniose e serviços de vigilância dos países. 
Belize e Guiana não estão representados na figura porque sua divisão polí�co-administra�va 
abrange somente o primeiro nível administra�vo subnacional (distritos e regiões). 
Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde. Sistema de Informação Regional de 
Leishmanioses nas Américas (SisLeish). Washington, D.C.: OPAS; 2025 [consultado em 1º de 
outubro de 2025]. Acesso limitado.
Figura 5. Índice composto de leishmaniose cutânea no segundo nível 
administra�vo subnacional, estra�ficado segundo o risco de 
transmissão, Região das Américas, 2022–2024
Figura 6. Proporção de casos de leishmaniose cutânea e mucosa por 
critério de confirmação do diagnós�co e país, Região das Américas, 2024
 Com relação ao critério de confirmação do 
diagnós�co, 83,7% (25 144) dos casos foram 
diagnos�cados por critérios laboratoriais, represen-
tando uma diminuição de 2,3% na proporção de casos 
confirmados por esse critério em comparação com 
2023, 12,1% (3642) foram diagnos�cados por critérios 
clínicos e vínculo epidemiológico e, em 4,2% (1250) dos 
casos, essa informação não foi especificada. Os países 
com as maiores taxas de diagnós�co confirmado por 
critérios clínicos e vínculo epidemiológico foram Guiana 
(100%), Suriname (51,9%), Panamá (46,1%), Belize 
(44,2%), Argen�na (40,9%) e Costa Rica (38,2%) 
(Figura 6). 
 Com relação à forma clínica, 98,5% (29 597) dos 
casos no�ficados incluíram essa variável no SisLeish. Do 
total de casos, 92,4% (27 763) correspondiam à LC, 
5,2% (1570), à LM, e 0,8% (254), à leishmaniose cutânea 
a�pica (LCA), forma clínica causada por L. infantum. Os 
países com os maiores números de casos de LM 
con�nuam sendo Brasil (636), Peru (457) e Bolívia 
Obs.: dados no�ficados pelos programas de leishmaniose e serviços de vigilância dos países. 
Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde. Sistema de Informação Regional de 
Leishmanioses nas Américas (SisLeish). Washington, D.C.: OPAS; 2025 [consultado em 1º de 
outubro de 2025]. Acesso limitado.
(Estado Plurinacional da) (267). Entretanto, os países 
com as maiores proporções de casos de LM são Paraguai 
(44%), Bolívia (Estado Plurinacional da) (15,5%) e 
Argen�na (14,9%). A forma cutânea a�pica foi registrada 
em três países: El Salvador (16 casos), Honduras (232) e 
Nicarágua (6) (Figura 7). 
Figura 7. Proporção de casos de leishmaniose cutânea e mucosa por 
forma clínica e país, Região das Américas, 2024
Obs.: dados no�ficados pelos programas de leishmaniose e serviços de vigilância dos países. LC: 
leishmaniose cutânea. 
Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde. Sistema de Informação Regional de 
Leishmanioses nas Américas (SisLeish). Washington, D.C.: OPAS; 2025 [consultado em 1º de 
outubro de 2025]. Acesso limitado.
 Com relação à coinfecção por LC/LM e HIV, em 
2024 registrou-se um total de 159 casos, representando 
0,5% do total de casos da Região, com 132 casos no 
Brasil, 20 na Colômbia, 3 na Venezuela (República 
Bolivariana da), 2 na Bolívia (Estado Plurinacional da) e 2 
na Nicarágua.
 Quanto à evolução clínica, 60,5% (18 179) dos 
casos não �nham essa variável, já que essa informação 
não estava disponível para 100% dos casos em oito 
países (Belize, Costa Rica, Equador, El Salvador, 
Honduras, Panamá, Paraguai e Peru) e 99,2% dos casos 
no Suriname. Do total de casos para os quais havia 
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Figura 8. Número de casos de leishmaniose visceral no�ficados por país, Região das Américas, 2001–2024
Obs.: dados no�ficados pelos programas de leishmanioses e serviços de vigilância dos 11 países da Região das Américas nos quais a doença é endêmica. Os pontos no gráfico correspondem 
ao número real de casos. As linhas correspondem a tendências de curto prazo, calculadas u�lizando o método de regressão local (LOESS, na sigla em inglês).
Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde. Sistema de Informação Regional de Leishmanioses nas Américas (SisLeish). Washington, D.C.: OPAS; 2025 [consultado em 1º de outubro 
de 2025]. Acesso limitado.
Leishmaniose visceral
 Entre 2001 e 2024, registrou-se na Região das Américas um total de 74 440 casos novos de leishmaniose 
visceral (LV), com uma média anual de 3102 casos (Quadro 1). 
 No primeiro período analisado (2001–2012), observou-se uma tendência de aumento do número de casos, 
com uma média anual de 3482. Já no período de 2013 a 2024, houve uma tendência de queda, com uma média anual 
de 2721, representando uma redução de 22% na média anual de casos em relação ao período anterior (Figura 8). 
Essa tendência regional tem a ver, principalmente, com a incidência de casos no Brasil, onde os casos diminuíram 
62% em 2024 (1245) em comparação com 2013 (3253), ano do início do segundo período analisado. Ainda assim, 
apesar da redução de casos na Região, observa-se uma tendência de aumento na Argen�na e no Paraguai a par�r de 
2017, especialmente na Argen�na, que em 2024 registrou o maior número de casos de todo o período analisado 
(Figura 8).
 informações de acompanhamento disponíveis, 99,4% (11 787) evoluíram para a cura. Houve registro de 70 mortes, 
10 delas associadas à LC/LM (90% em maiores de 50 anos).
IC-LV: índice composto de leishmaniose visceral, representado pela média de casos e da incidência de casos por 100 000 habitantes no triênio de 2022–2024.
Obs.: dados no�ficados pelos programas de leishmaniose e serviços de vigilância dos países. 
Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde. Sistema de Informação Regional de Leishmanioses nas Américas (SisLeish). Washington, D.C.: OPAS; 2025 [consultado em 1º de outubro de 2025]. 
Acesso limitado.
 Do total de casos da Região, 6% (82) ocorrem nas zonas de fronteira de diferentes países. Entretanto, 99% 
desses casos estão localizados nas fronteiras entre Argen�na, Brasil e Paraguai. 
 A variável sexo estava disponível para 100% dos casos no�ficados, e 70% dos casos ocorreram em pessoas do 
sexo masculino. A faixa etária mais afetada con�nua sendo a de 20 a 50 anos, seguida das pessoas maiores de 
50 anos (27%) e menores de 5 anos (18%), o mesmo padrão observado em 2023. Entretanto, esse padrão difere na 
Argen�na e no México, onde há uma maior proporção de casos em menores de 5 anos (43% e 50%, 
respec�vamente).
 Apesar da redução nos casos de LV nos úl�mos anos, o Brasil con�nua mantendo a maior carga da doença, 
com 92% dos casos. Entretanto, observa-se uma tendência de aumento do número de casos de LV na Argen�na e no 
Paraguai, países que em 2024 contribuíram com 2,2% e 4,5% dos casos, respec�vamente.
 O critério de confirmação do diagnós�co foi incluído em todos os casos no�ficadosde LV: 88% (1192) foram 
diagnos�cados por meio de exames laboratoriais e os demais por critérios clínicos e vínculo epidemiológico.
 Em 2024, dos 13 países com transmissão de LV, seis (Argen�na, Brasil, Colômbia, México, Paraguai e 
Venezuela [República Bolivariana da]) no�ficaram um total de 1348 casos de LV ao SisLeish. Os casos estão 
distribuídos em 46 unidades do primeiro nível administra�vo e 555 unidades do segundo nível (Figura 9). 
 A Figura 10 mostra a estra�ficação de risco da LV na Região das Américas, de acordo com o índice composto 
do triênio 2022–2024. Nesse período, 28 municípios de 4 países (25 no Brasil, 1 na Argen�na, 1 no Paraguai e 1 na 
Venezuela [República Bolivariana da]) apresentaram transmissão muito intensa; 69 municípios de 4 países (66 no 
Brasil, 1 na Bolívia [Estado Plurinacional da], 1 na Colômbia e 1 no Paraguai) apresentaram transmissão intensa; e 
211 municípios de 7 países (188 no Brasil, 14 no Paraguai, 4 na Venezuela [República Bolivariana da], 2 na Colômbia, 
1 na Argen�na, 1 em Honduras e 1 no México) apresentaram transmissão alta.
 Na Figura 11, pode-se observar a distribuição espacial da densidade es�mada de casos (em um raio de 
50 km). Verifica-se maior densidade de casos em áreas do nordeste e do sudeste do Brasil e nas fronteiras da 
Argen�na e do Paraguai. Entretanto, quando se observa o risco de transmissão (Figura 10), destacam-se três zonas 
de fronteira: Brasil-Venezuela (República Bolivariana da), Brasil-Bolívia (Estado Plurinacional da) e Argen�na-Bolívia 
(Estado Plurinacional da). 
Figura 9. Casos de leishmaniose visceral no 
segundo nível administra�vo subnacional, 
Região das Américas, 2024
Figura 10. Estra�ficação de risco da leishmaniose 
visceral no segundo nível administra�vo 
subnacional de acordo com o índice composto de 
leishmaniose visceral, Região das Américas, 
2022–2024
Figura 11. Es�ma�va da densidade de casos 
de leishmaniose visceral no segundo nível 
administra�vo subnacional (em um raio de 50 km), 
Região das Américas, 2024
Obs.: dados no�ficados pelos programas de leishmaniose e serviços de vigilância dos países. 
Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde. Sistema de Informação Regional de 
Leishmanioses nas Américas (SisLeish). Washington, D.C.: OPAS; 2025 [consultado em 1º de 
outubro de 2025]. Acesso limitado.
 Dos casos informados, 63,5% evoluíram para a 
cura, 9,6% para a morte por LV e 4,2% para a morte por 
outras causas. A proporção de casos sem informações 
sobre a evolução clínica se manteve em torno de 23% 
(306) (Figura 12). 
 A par�r de 2018, observou-se uma redução nos 
casos e mortes por LV na Região. Entretanto, a taxa de 
letalidade con�nua com tendência de aumento. Apesar 
da diminuição observada em 2023 (7,8%), houve um 
aumento de 23% (9,6%) em 2024 em comparação com o 
ano anterior (Quadro 1 e Figura 13). As maiores taxas de 
letalidade ocorreram em maiores de 50 anos (32%), 
seguida das faixas etárias de 20 a 50 anos e de menores 
de 5 anos (8%) de ambos os sexos.
Figura 12. Proporção de casos de leishmaniose visceral por evolução 
clínica, Região das Américas, 2024 
Figura 13. Número de mortes e taxa de letalidade por leishmaniose 
visceral, Região das Américas, 2012–2024 
Obs.: dados no�ficados pelos programas de leishmaniose e serviços de vigilância dos países. 
Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde. Sistema de Informação Regional de 
Leishmanioses nas Américas (SisLeish). Washington, D.C.: OPAS; 2025 [consultado em 1º de 
outubro de 2025]. Acesso limitado.
 Em 2024, foi publicado o Plano de ação para 
fortalecer a vigilância e o controle das leishmanioses nas 
Américas, que definiu metas e indicadores para o 
período 2023–2030. O monitoramento dos indicadores 
passou a ser feito no segundo nível administra�vo 
subnacional e incluiu-se o indicador de taxa de 
letalidade por LV primária, que se refere aos casos novos 
e mortes por LV ocorridas durante o ano, excluindo todos 
os casos de coinfecção LV-HIV. Para esta análise, foram 
considerados 1079 casos de LV primária e 109 mortes 
causadas por LV (Figura 14). Portanto, a taxa de 
letalidade por LV primária na Região foi de 10,1%. 
Figura 14. Casos e mortes por leishmaniose visceral primária no segundo 
nível administra�vo subnacional, Região das Américas, 2024
Obs.: dados no�ficados pelos programas de leishmaniose e serviços de vigilância dos países. 
Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde. Sistema de Informação Regional de 
Leishmanioses nas Américas (SisLeish). Washington, D.C.: OPAS; 2025 [consultado em 1º de 
outubro de 2025]. Acesso limitado.
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 Dos casos de coinfecção LV-HIV, 70,0% (189) 
foram tratados com anfotericina B lipossomal, cerca de 
11,9% (32) com desoxicolato de anfotericina B e 3,3 % (9) 
com an�moniato de meglumina. Nos demais casos, a 
informação não estava disponível ou o tratamento foi 
feito com outro medicamento (Figura 18).
 Na Figura 19, pode-se observar a distribuição 
espacial dos casos e das mortes de pacientes com 
coinfecção LV-HIV na Região. Vale destacar que, dos 216 
casos de coinfecção LV-HIV para os quais há informações 
sobre o município do paciente, 33% (71) ocorreram em 
pessoas que residem nas capitais e 67% (145), no 
interior do país.
Coinfecção por leishmaniose visceral e vírus da imunodeficiência 
humana 
 Dos 1348 casos de LV registrados em 2024, 269 
(20%) eram posi�vos para HIV, 898 (66,6%) eram 
nega�vos e, em 181 casos (13,4%), essa informação 
não estava disponível. 
 A mediana de idade do grupo de pacientes com 
coinfecção LV-HIV foi de 41 anos (33 a 49) e a do grupo 
sem coinfecção, de 31,5 anos (8 a 53) (Figura 15), com 
uma associação posi�va no grupo de pacientes com 
coinfecção LV-HIV (razão de chances [OR] = 1,013 por 
ano; IC95%: 1,008 a 1,020; pe serviços de vigilância dos países. 
Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde. Sistema de Informação Regional de Leishmanioses nas 
Américas (SisLeish). Washington, D.C.: OPAS; 2025 [consultado em 1º de outubro de 2025]. Acesso 
limitado.
Desconhecido Negativo 
HIV
Positivo
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Desconhecido Negativo 
HIV
Positivo
1,00
0,75
0,50
0,25
0,00
Desconhecido Negativo 
HIV
Positivo
Evolução 
clínica
Curado
Desconhecido
Morte por 
doença
Morte por 
outras causas
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Figura 18. Casos de leishmaniose visceral tratados por medicamento e 
sorologia para o HIV, Região das Américas, 2024
Obs.: dados no�ficados pelos programas de leishmaniose e serviços de vigilância dos países. 
Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde. Sistema de Informação Regional de 
Leishmanioses nas Américas (SisLeish). Washington, D.C.: OPAS; 2025 [consultado em 1º de 
outubro de 2025]. Acesso limitado.
Figura 19. Casos e mortes de pacientes com coinfecção de leishmaniose 
visceral e HIV no segundo nível administra�vo subnacional, Região das 
Américas, 2024
Obs.: dados no�ficados pelos programas de leishmaniose e serviços de vigilância dos países. 
Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde. Sistema de Informação Regional de 
Leishmanioses nas Américas (SisLeish). Washington, D.C.: OPAS; 2025 [consultado em 1º de 
outubro de 2025]. Acesso limitado.
Considerações finais 
 Desde 2012, ano de início da implementação do 
SisLeish na Região das Américas, a oportunidade e a 
qualidade dos dados informados à OPAS vem 
melhorando. Até 2023, apenas Argentina, Brasil e 
Colômbia notificavam os dados individualmente; todos 
os demais países notificavam os dados de forma 
agregada por segundo nível administrativo subnacional.
 Em 2024, o SisLeish foi atualizado para permitir o 
acompanhamento das metas e indicadores de 
desempenho do Plano de Ação 2030 (3). Com a nova 
versão, todos os países passaram a notificar os dados 
individualmente, com exceção de Bolívia (Estado 
Plurinacional da) e Honduras. Apesar dos avanços e dos 
esforços realizados pelos países, observa-se uma piora 
na completude dos dados para vários indicadores, como 
os de tratamento e evolução clínica. Contudo, trata-se 
de um processo de melhoria gradual, como se tem 
observado ao longo dos anos. Por outro lado, cabe 
destacar que as mudanças são importantes, pois 
permitem fazer uma análise mais detalhada e de melhor 
qualidade, como a que foi apresentada este ano em 
relação aos casos de coinfecção LV-HIV, que continuam 
crescendo na Região. 
 Os dados de LC e LV de 2024 continuam 
demonstrando uma tendência de queda de 14% e 16% 
no número de casos, respectivamente, em comparação 
com 2023. Ainda assim, apesar da diminuição 
mencionada, os números permaneceram estáveis no 
primeiro e no segundo nível administrativo subnacional 
com casos. 
 O perfil dos casos de LC/LM e LV indica uma maior 
proporção de pessoas do sexo masculino e na faixa etária 
de 20 a 50 anos, com diagnóstico confirmado por 
laboratório em 84% e 88% dos casos, respectivamente. 
No que diz respeito à evolução clínica, essa informação 
não estava disponível para 61% e 23% dos casos de LC/LM 
e LV, respectivamente. Conforme mencionado, verifica-se 
uma piora nesse indicador, de modo que é necessário que 
as áreas de vigilância e assistência dos países analisem e 
identifiquem mecanismos para melhorar a completude 
dos dados. 
 Em 2024, os casos de coinfecção LC/LM-HIV 
aumentaram 0,5% (159) e foram notificados por apenas 
quatro países (Brasil, Bolívia [Estado Plurinacional da], 
Colômbia e Venezuela [República Bolivariana da]). Dessa 
forma, é necessário que os países ampliem a oferta de 
1,00
0,75
0,50
0,25
0,00
Q
u
a
n
ti
d
a
d
e
Desconhecido Negativo 
HIV
Positivo
Medicamento 
administrado
Antimoniato
Desconhecido
Desoxicolato
Lipossomal
Outras
Referências
1. Organização Pan-Americana da Saúde. Iniciativa da OPAS de eliminação de doenças: política para um enfoque 
integrado e sustentável visando as doenças transmissíveis nas Américas [Documento CD57/7]. 57º Conselho 
Diretor da OPAS, 71ª Sessão do Comitê Regional da OMS para as Américas; 30 de setembro a 4 de outubro de 
2019. Washington, D.C.: OPAS; 2019. Disponível em: https://iris.paho.org/handle/10665.2/59695 .
2. Organização Mundial da Saúde. Poner fin a la desatención para alcanzar los objetivos de desarrollo sostenible: 
una hoja de ruta para las enfermedades tropicales desatendidas 2021–2030. Panorama general. Genebra: OMS; 
2020. Disponível em: https://apps.who.int/iris/handle/10665/332421.
3. Organização Pan-Americana da Saúde. Plano de ação para fortalecer a vigilância e o controle das 
leishmanioses nas Américas, 2023–2030. Washington, D.C.: OPAS; 2024. Disponível em: 
https://iris.paho.org/handle/10665.2/61620.
4. Organização Pan-Americana da Saúde. Sistema de Informação Regional de Leishmanioses nas Américas 
(SisLeish). Washington, D.C.: OPAS; 2025. Sistema de acesso limitado.
Editores: Ana Nilce Silveira Maia-Elkhoury,¹ Samantha Yuri Oshiro Valadas Rocha,¹ Lia Puppim Buzanovsky,² Daniel 
Magalhães Lima,² Manuel José Sánchez Vázquez.²
Correspondência: aelkhoury@paho.org.
¹ Departamento de Prevenção, Controle e Eliminação de Doenças Transmissíveis, Unidade de Doenças 
Negligenciadas, Tropicais e Transmi�das por Vetores , Organização Pan-Americana da Saúde.
² Centro Pan-Americano de Febre A�osa e Saúde Pública Veterinária , Organização Pan-Americana da Saúde.
Agradecimentos
A OPAS agradece aos profissionais dos programas nacionais de leishmaniose, vigilância epidemiológica e 
entomológica, laboratório, atenção à saúde e zoonoses dos países nos quais a doença é endêmica e que 
par�cipam direta ou indiretamente do fortalecimento das ações de vigilância, prevenção e controle das 
leishmanioses na Região das Américas para beneficiar as pessoas que vivem na Região. 
Referência bibliográfica sugerida: Organização Pan-Americana da Saúde. Leishmanioses: informe epidemiológico 
da Região das Américas. Nº 14, dezembro de 2025. Washington, D.C.: OPAS; 2025. Disponível em: 
h�ps://iris.paho.org/handle/10665.2/51742.
OPAS/CDE/AFT/25-0029
© Organização Pan-Americana da Saúde, 2025. Alguns direitos reservados. Esta obra está disponível nos termos 
da licença . CC BY-NC-SA 3.0 IGO
testes rápidos de HIV para os pacientes com LC/LM que apresentem manifestações clínicas incomuns, falências 
ao tratamento, recaídas, etc.
 Quanto aos pacientes com coinfecção LV-HIV, o sexo masculino, a idade acima de 40 anos e o uso de 
anfotericina B lipossomal tiveram uma associação positiva com a coinfecção por HIV, ao passo que a morte por LV 
demonstrou ter uma associação positiva inversa.
 A taxa de letalidade por LV, que abrange os casos de LV com e sem infecção por HIV, é de 9,5% e continua em 
tendência de aumento. Entretanto, a taxa de letalidade por LV primária é maior (10,1%), o que chama a atenção, pois 
esperava-se uma taxa menor devido à exclusão dos casos HIV positivo.
 Espera-se que, por meio de suas áreas técnicas de vigilância e assistência, os países avancem na melhoria dos 
indicadores relacionados ao tratamento e à evolução clínica dos casos, já que correspondem a duas das metas para 
LC e LV, que necessitam de um acompanhamento sistemático para uma adequada tomada de decisão.
https://iris.paho.org/handle/10665.2/59695
https://iris.paho.org/handle/10665.2/59695
https://apps.who.int/iris/handle/10665/332421
https://iris.paho.org/handle/10665.2/61620
mailto:aelkhoury@paho.org
https://iris.paho.org/handle/10665.2/51742
https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/igo/deed.pt
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