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O Poder da Ressurreição

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Max Cunha

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Lição 8 
O poder da ressureição de 
Cristo 
 
15-21 de Agosto 
 
 
Leia para o estudo desta semana: 1Coríntios 15:1-58; Lucas 24:44-47, Apocalipse 
20:5, 6; Colossenses 2:12; 2Timóteo 1:12; 1Tessalonicenses 4:13-17. 
 
 
Verso para memorizar: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e é vã 
a fé que vocês têm. [...] E, se Cristo não ressuscitou, é vã a fé que vocês têm, e vocês 
ainda permanecem nos seus pecados” (1Coríntios 15:14, 17). 
 
ue fascinante que, mesmo em sua época, Paulo tenha tido que lidar com aqueles que 
negavam a ressurreição dos mortos. Afinal, as pessoas daquela época viam o que a 
morte fazia com o corpo humano. Sabiam como o cadáver se liquefazia, depois se 
desfazia em pó e, por fim, tornava-se quase nada. E também sabiam que as pessoas 
morriam há muito tempo. Aliás, a maioria das pessoas morria há muito mais tempo 
do que vivia. 
A ressurreição dos mortos não parecia mais plausível para eles naquela época do que 
parece para nós agora, pelo menos do ponto de vista humano. E essa deve ter sido uma 
questão que Paulo estava abordando. 
E isso era crucial. Se Jesus não tivesse ressuscitado, Ele não seria quem disse ser, a cruz 
não teria tido efeito e nossos pecados não teriam sido perdoados. O desespero seria tudo o 
que nos restaria. Mas nosso Senhor ressuscitou, ascendeu aos céus e voltará para nos levar 
para casa! 
Esta semana, vamos nos concentrar em 1 Coríntios 15 e seu ensinamento sobre a 
ressurreição de Cristo. Influenciados pela visão de mundo pagã da época, alguns em Corinto 
afirmavam que não havia ressurreição. Em resposta, Paulo afirma a ressurreição de Cristo 
como nossa única esperança de salvação. 
* Estude a lição desta semana para se preparar para o Sábado, 22 de Agosto. 
 
. 
Q 
Sábado, 15 de Agosto 
ADULTOS 
 
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Domingo 16 de Agosto 
Proclamação a ressureição de Cristo 
 
 
Paulo inicia 1 Coríntios 15 focando no evangelho. Ele fala sobre o evangelho: (1) 
que pregou aos coríntios; (2) que eles receberam; (3) no qual permaneceram firmes; e (4) 
pelo qual foram salvos (1 Coríntios 15:1, 2). Essa introdução prepara o leitor para o que 
vem a seguir no capítulo e mostra como a ressurreição de Cristo é essencial para a nossa 
salvação (veja também Romanos 10:9, 10). Sua ressurreição é uma parte tão vital da 
mensagem do evangelho que negá-la contradiz a fé em Cristo. 
 
1. Leia 1Coríntios 15:1-4, Lucas 24:44-47, Romanos 1:1-4. O que esses textos têm em 
comum? 
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Em 1 Coríntios 15:1-4, encontramos um resumo da mensagem de Paulo. Não importa 
se a expressão “segundo as Escrituras” se refere a passagens específicas do Antigo 
Testamento ou ao Antigo Testamento como um todo. A morte e ressurreição de Jesus 
cumprem as promessas de Deus encontradas no Antigo Testamento. 
 
2. Leia 1Coríntios 15:2, 11. Por que esses versos colocam lado a lado crer e pregar? Que 
relação existe entre os dois conceitos? 
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Todos os que proclamam a ressurreição de Cristo devem primeiro crer que a Sua 
ressurreição é um evento histórico. Nesse caso, 1 Coríntios 15:5-8 desempenha um papel 
crucial no Novo Testamento. Essa passagem fornece evidências bíblicas sólidas de que 
Cristo foi visto por inúmeras pessoas após a Sua ressurreição, muitas das quais ainda 
estavam vivas quando Paulo escreveu a carta (1 Coríntios 15:6). 
 
Basicamente, Paulo está dizendo: "Vão e perguntem a eles mesmos o que viram". 
Essa era a certeza que ele tinha da realidade da ressurreição de Cristo. 
Essas pessoas eram testemunhas oculares. Elas eram o que Jesus disse que seriam, ou 
seja, “testemunhas destas coisas” (Lucas 24:48). 
 
Que razões temos para crer na ressureição de Cristo? Além disso, em que outras 
coisas – seculares ou sagradas – cremos, mesmo sem tê-las visto pessoalmente? 
 
 
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Segunda-feira 17 de Agosto 
 
Cristo ressucitado, nossa única esperança 
 
 
Em 1 Coríntios 15:9-19, Paulo explica quão severas e terríveis são as consequências 
de negar a Ressurreição. Sem a Ressurreição, os crentes não têm esperança no presente, 
muito menos no futuro. 
 
3. Leia 1Coríntios 15:9-19. Quais seriam as consequências se Cristo não tivesse 
ressuscitado? 
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De modo geral, os antigos pagãos não acreditavam na ressurreição, especialmente no 
mundo grego, com sua crença no dualismo corpo-alma (na morte, a alma ascende para 
onde quer que as almas dos mortos supostamente vão). Paulo inicia o parágrafo em 1 
Coríntios 15:12-19 com uma pergunta retórica que demonstra sua profunda perplexidade: 
“Como? Como podem alguns de vocês dizer que não existe ressurreição dos mortos?” (1 
Coríntios 15:12). 
Para Paulo, descrer na Ressurreição era inconcebível, especialmente porque havia 
tantas testemunhas oculares (1 Coríntios 15:5-8). Mas pior ainda, sem a Ressurreição, a 
esperança deles se baseava em uma mentira, e eles permaneciam em seus pecados. 
Ele diz, de fato, que se não há ressurreição dos mortos, então (1) Cristo não ressuscitou 
( 1 Coríntios 15:13, 16 ); (2) nossa pregação é vã ( 1 Coríntios 15:14 ); (3) nossa fé também 
é vã ( 1 Coríntios 15:14 ); (4) somos falsas testemunhas ( 1 Coríntios 15:15 ); (5) nossa fé 
é inútil ( 1 Coríntios 15:17 ); (6) ainda estamos em nossos pecados ( 1 Coríntios 15:17 ); 
e, obviamente, (7) aqueles que morreram não existem mais ( 1 Coríntios 15:18 ). 
Sem a Ressurreição, tanto a pregação quanto a fé são vazias (1 Coríntios 15:14). O 
termo grego que traduz a palavra “vazia” é kenos. Esta é uma boa tradução, mas é muito 
ampla. Os intérpretes debatem se kenos significa “vazia” no sentido de falta de verdade 
(portanto, “falsa”), falta de resultados (portanto, “sem resultado ou efeito”) ou falta de 
propósito (portanto, “sem propósito”, “em vão”). 
Independentemente do significado específico, num cenário em que a ressurreição não 
existe, a fé é retratada como fútil, do grego mataios (1 Coríntios 15:17). Embora mataios 
não seja muito diferente de kenos, a ideia é que, se Jesus não está vivo, a fé é inútil, uma 
ilusão, porque os nossos pecados não foram perdoados (1 Coríntios 15:17). Seríamos 
falsas testemunhas, enganando e sendo enganados (1 Coríntios 15:15). 
Se, ao morrer, a pessoa vai imediatamente para o Céu ou para o inferno, que sentido 
tem 1Coríntios 15? Por que a verdade bíblica do “sono” dos mortos é um ensino tão 
importante? 
 
 
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Terça-feira 18 de Agosto 
 
Cristo, as Primícias 
 
 
Se Jesus não estivesse vivo, qualquer expectativa sobre o futuro seria mera ilusão (1 
Coríntios 15:12-19). “Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos” (1 Coríntios 15:20). 
Sua ressurreição é um evento histórico. Consequentemente, podemos ter certeza de que 
todos os que morreram em Cristo ressuscitarão na Sua vinda (1 Coríntios 15:20-23). 
 
4. Leia 1Coríntios 15:20-23. O que significa dizer que Jesus é as “primícias”? 
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O fim desta era maligna será marcado pela ressurreição corporal daqueles que 
morreram em Cristo (1 Coríntios 15:22, 23; Apocalipse 20:5, 6). Como o último Adão, 
Cristo devolverá o reino ao Pai, trazendo de volta para Si o domínio deste mundo(1 
Coríntios 15:25-28). A submissão de Cristo a Deus (1 Coríntios 15:28) deve ser 
compreendida em termos de como Adão e Cristo são retratados em relação um ao outro. 
Como o Adão definitivo no plano da redenção (1 Coríntios 15:45), Jesus submete-se 
inteiramente à vontade do Pai, algo que o primeiro Adão não conseguiu fazer. 
 
Em 1 Coríntios 15:29-34, Paulo retoma seu pensamento sobre a insensatez de negar a 
ressurreição de Cristo. Ele usa a ilustração do batismo porque este é, em si, um símbolo da 
união do crente com Cristo em Sua morte e ressurreição (Romanos 6:3, 4; Colossenses 2:12); 
não faz sentido negar a realidade da Ressurreição. O que é difícil de compreender, porém, é 
o que Paulo quis dizer com a expressão “batizados pelos mortos” (1 Coríntios 15:29). 
 
“Foram apresentadas diversas sugestões, mas é melhor interpretar a expressão como 
referente à decisão de alguns de serem batizados para que pudessem se reunir com seus entes 
queridos falecidos na ressurreição. Também pode ser que a decisão de ser batizado tenha 
sido uma resposta à vida exemplar daqueles que morreram em Cristo. Nesse caso, as pessoas 
não seriam batizadas em lugar dos mortos, mas por causa dos mortos.” — (Comentário 
Bíblico Andrews, v. 4: “Romanos a Apocalipse” [2025], p. 206) 
 
Em segundo lugar, arriscar a morte seria inútil se não houvesse ressurreição (1 
Coríntios 15:30-32). Seria melhor, em vez disso, deleitar-se nos prazeres deste mundo (1 
Coríntios 15:32). 
 
Reflita nas palavras de Paulo em 2Timóteo 1:12. Como ele podia ter tanta certeza 
em relação ao futuro? E nós, como podemos tê-la? 
 
 
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 22 de setembro 
 
Quarta-feira 19 de Agosto 
 
O corpo ressuscitado 
 
 
 
Em 1 Coríntios 15:35-39, Paulo aborda brevemente o corpo ressuscitado. Ele inicia 
esta seção com duas perguntas: “Como ressuscitam os mortos? E com que corpo vêm?” (1 
Coríntios 15:35). Essas perguntas são respondidas em 1 Coríntios 15:36-49. 
 
5. Leia 1Coríntios 15:36-41. Como esse trecho responde às perguntas de 1Coríntios 
15:35? 
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Paulo utiliza três analogias para ajudar seus leitores a compreender o que acontece na 
ressurreição. A primeira analogia (1 Coríntios 15:36-38) observa que o corpo é como uma 
semente que primeiro precisa morrer (ou deixar de ser semente) para milagrosamente se 
tornar uma planta. O ensinamento é claro: a ressurreição é um milagre de Deus. 
Em segundo lugar, a analogia dos corpos (1 Coríntios 15:39, 40) destaca que, neste 
mundo, Deus providenciou diferentes tipos de corpos para animais e para humanos, 
adequados ao ambiente presente. Da mesma forma, nossos corpos serão adequados às novas 
circunstâncias no mundo celestial. Essa ideia é aprofundada na terceira analogia de um corpo 
glorioso (1 Coríntios 15:40, 41), que enfatiza que a glória do corpo ressuscitado excede 
enormemente a do corpo que o precedeu, nossos corpos terrenos caídos. 
 
Essa ideia também pode ser vista através de quatro contrastes entre o nosso corpo 
terreno aqui e agora e o corpo ressuscitado. O primeiro é terrestre, perecível, frágil e natural. 
Por sua vez, o segundo é celestial, imperecível, poderoso e espiritual (1 Coríntios 15:40-44). 
Isso não significa que não haja continuidade entre os dois. O uso do termo grego sōma 
(“corpo”) por Paulo, tanto para o corpo sepultado quanto para o corpo ressuscitado, 
demonstra continuidade. Por outro lado, os quatro contrastes acima também demonstram 
descontinuidade. Nossos novos corpos não serão iguais aos corpos em decomposição que 
temos agora (graças a Deus). 
 
Paulo não relaciona o termo “espiritual” a uma existência imaterial. Em outro lugar, 
ele diz que Jesus “transformará o nosso corpo humilde, para ser semelhante ao seu corpo 
glorioso” (Filipenses 3:21). Teremos corpos reais, mas eles não se desgastarão nem se 
deteriorarão. Como tudo o que conhecemos agora é decadência, doença e morte, é difícil 
imaginar a vida sem essas coisas, mas é isso que nos é prometido em Jesus. 
 
De que maneira a certeza de que nosso corpo será transformado à perfeição nos 
ajuda a lidar, com resiliência, com as limitações físicas que enfrentamos hoje? 
 
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Quinta-feira 20 de Agosto 
 Vitória final sobre a morte 
 
 
 
6. Leia 1Coríntios 15:54-57. O que esse trecho nos diz a respeito da nossa vitória 
definitiva sobre a morte? 
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Paulo inicia o último parágrafo de 1 Coríntios 15 com uma afirmação intrigante: 
“Carne e sangue não podem herdar o reino de Deus” (1 Coríntios 15:50). Muitos leitores 
da Bíblia usam essa declaração para dizer que Paulo defende uma existência imaterial no 
céu. Mas o contexto indica o contrário. O paralelismo em 1 Coríntios 15:50 sugere que 
“carne e sangue” está em paralelo com “corrupção”, assim como “o reino de Deus” está 
em paralelo com “incorrupção”. Assim como ocorreu em 1 Coríntios 15:42-49, aqui 
também Paulo está contrastando o corpo atual (ou mesmo o cadáver) com o corpo 
ressuscitado. O corpo sepultado é marcado pela corrupção e mortalidade, enquanto o corpo 
ressuscitado é caracterizado pela incorrupção e imortalidade (1 Coríntios 15:50, 53, 54). 
Simplificando, Paulo está dizendo que nossos corpos precisam passar por uma 
transformação radical para herdar o céu. 
 
Em resumo, Paulo usa as ideias de corrupção e mortalidade para se referir à nossa 
natureza pecaminosa. Nos escritos judaicos, "carne e sangue" é uma expressão para a 
humanidade caída, razão pela qual nossos corpos devem ser transformados e purificados 
de toda imperfeição em Seu retorno. 
Somente quando nossa natureza pecaminosa for removida (1 Coríntios 15:54) e 
passarmos pela experiência da glorificação (1 Coríntios 15:51-53, 1 Tessalonicenses 4:13-
17) é que a proclamação “A morte foi tragada pela vitória” (1 Coríntios 15:54) se cumprirá. 
Então, este hino ousado e desafiador será cantado: “Onde está, ó morte, o teu aguilhão? 
Onde está, ó inferno, a tua vitória?” (1 Coríntios 15:55). Tudo isso acontecerá na segunda 
vinda de Cristo (1 Coríntios 15:51, 52). 
 
Pense nisso: fechamos os olhos na morte, e a próxima coisa que experimentaremos 
será a segunda vinda de Jesus, quando Ele nos ressuscitar dos mortos. Não importa quando 
um crente morreu, mesmo milhares de anos atrás, “num instante, num abrir e fechar de 
olhos”, ele será vivificado “ao som da última trombeta. Pois a trombeta soará, os mortos 
ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados” (1 Coríntios 15:52). 
 
Quem nunca lamentou como a vida passa rapidamente? Do mesmo modo, a volta de 
Jesus nos parecerá rápida. Talvez, naquele dia, pensemos: “Senhor, como Tua vinda 
foi rápida!” Como essa perspectiva nos ajuda a lidar melhor com o que é visto como 
“demora”? 
 
 
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Sexta-feira 
Estudo Adicional: Leia Ellen G. White, O Grande Conflito [2021] “O grande 
resgate” (p. 527-540). 
 “A divindade de Cristo é a garantia da vida eterna para o crente. 'Quem crê em mim', 
disse Jesus, 'ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim jamais 
morrerá. Crês tu nisso?' Cristo aqui antecipa o tempo de Sua segunda vinda. Então os justos 
mortos ressuscitarão incorruptíveis, e os justos vivos serão trasladados para o céu sem ver 
a morte. O milagre que Cristo estava prestes a realizar, ao ressuscitar Lázaro dentre os 
mortos, representaria a ressurreição de todos os justos mortos.” — Ellen G. White, O 
Desejado de Todas as Nações, [2021],p. 424. 
 “A terra tremeu poderosamente quando a voz do Filho de Deus chamou os santos 
adormecidos. Eles responderam ao chamado e saíram revestidos de gloriosa imortalidade, 
clamando: ‘Vitória, vitória sobre a morte e a sepultura! Ó morte, onde está o teu aguilhão? 
Ó sepultura, onde está a tua vitória?’ (Ver 1 Coríntios 15:55). Então, os santos vivos e os 
ressuscitados ergueram suas vozes num longo e arrebatador brado de vitória. Aqueles corpos 
que haviam descido à sepultura, carregando as marcas da doença e da morte, ressurgiram 
com saúde e vigor imortais. 
 Os santos vivos são transformados num instante, num abrir e fechar de olhos, e 
arrebatados com os ressuscitados, e juntos encontram seu Senhor nos ares. Oh, que encontro 
glorioso! Amigos que a morte havia separado foram reunidos, para nunca mais se 
separarem.” — Ellen G. White, História da Redenção, [2021]. P.288, 289. 
 
Questões para discussão: 
1. A ressureição de Cristo é parte integrante da mensagem do evangelho (1Coríntios 
15:1-4). Sem a ressureição, a proclamação da morte de Cristo perderia o sentido! 
(1Coríntios 15:14). A própria morte de Cristo seria irrelevante, Por quê? O que sua 
resposta revela sobre o poder da ressureição? 
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2. Reflita na afirmação de Paulo: “Se os mortos não ressuscitam, comamos e 
bebamos, porque amanhã morreremos” (1Coríntios 15:32). O que isso significa? 
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3. Em classe, converse sobre o estado dos mortos. Por que 1Coríntios 15 não faz 
sentido se, ao morrer, os salvos fossem levados imediatamente para o Céu? 
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21 de Agosto 
 
 
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Informativo Mundial da Missão 
Encontros guiados pelo Espírito 
 
 
Minha esposa e eu oramos fervorosamente para que Deus nos ajudasse a estabelecer 
uma igreja doméstica no país onde sirvo como testemunha. Sabíamos que inicialmente 
apenas estrangeiros frequentariam, mas tínhamos fé de que Deus nos enviaria pessoas 
locais cujos corações Ele já vinha moldando. Levou algum tempo, mas Ele providenciou! 
 
Conheci Salman um dia quando pedi um táxi. Enquanto ele me levava ao meu 
destino, começamos uma conversa que logo desviou para assuntos religiosos. Ele me 
contou que havia se tornado cristão dois anos antes, depois de buscar respostas para suas 
dúvidas espirituais na internet. 
 
Aos poucos, Salman e eu construímos uma amizade. Certa vez, perguntei a ele se 
fazia parte de alguma comunidade de fiéis ou se tinha amigos cristãos. Fiquei surpreso 
quando ele disse que nunca havia conhecido um cristão! Minha esposa e eu nos sentimos 
compelidos a convidá-lo para nossos cultos em casa, e ele começou a frequentá-los 
regularmente. Ficamos muito felizes quando, ao se casar, ele trouxe sua esposa, e ela 
também se apaixonou por Jesus. 
 
Certo dia, Salman decidiu contar ao seu irmão Faisal sobre seu amor por Cristo. Para 
sua surpresa, Faisal lhe disse que já era cristão! Ele explicou que também buscava 
respostas para questões espirituais online e entregou seu coração a Jesus. 
 
Salman contou a Faisal sobre a nossa igreja, e Faisal se juntou ao nosso grupo. Ele 
não tinha dúvidas de que Deus nos havia unido. Recentemente, ele havia visitado uma 
igreja em busca de comunhão cristã, mas o líder o proibiu de voltar, pois era proibido que 
pessoas da fé de Faisal frequentassem aquele lugar. Louvamos a Deus por nos ajudar a 
proporcionar um espaço de acolhimento para Faisal. 
 
 
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Após dois anos de silêncio e oração, Salman e Faisal decidiram contar à família 
sobre sua recém-descoberta fé. Pela graça de Deus, seus pais aceitaram a decisão, mas 
outros membros da família lhes viraram as costas. 
 
Por favor, orem para que Faisal, Salman e sua esposa continuem a crescer em seu 
relacionamento com Jesus e para que minha esposa e eu tenhamos muitos outros 
encontros guiados pelo Espírito com os filhos de Deus neste país fechado. 
 
 
Fornecido pelo Escritório da Conferência Geral da Missão 
Adventista, que usa as ofertas missionárias da Escola Sabatina 
para espalhar o evangelho em todo o mundo. Leia novas histórias 
diariamente em www.AdventistMission.org. 
 
 
Acreditamos que Deus aumentou o conhecimento de nosso mundo 
moderno e que Ele deseja que o usemos para Sua glória e proclamar 
Seu breve retorno! Precisamos da sua ajuda para continuar a 
disponibilizar a Lição neste aplicativo. Temos os seguintes custos 
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Comentários do Professor 
PARTE 1: Visão Geral 
Texto-chave: 1 Coríntios 15:14-7. 
Foco do estudo: Coríntios 15. 
Uma menininha observava sua avó plantar bulbos de tulipa no jardim. Confusa, 
perguntou: "Vovó, por que você está enterrando cebolas tão boas?". A avó riu e disse: 
"Não são cebolas, são tulipas! Você as enterra agora e, na primavera, elas voltam lindas". 
A menina olhou com desconfiança para os bulbos que a avó estava enterrando. "Essas 
coisas feias morrem e depois voltam bonitas?". "Exatamente", respondeu a avó. A 
menininha pensou por um instante e então perguntou: "É isso que acontece conosco 
quando Jesus nos ressuscita? Será que voltamos... mais bonitos?". 
Essa não é uma má maneira de colocar as coisas, na verdade — e Paulo 
provavelmente sorriria com a expressão fantasiosa da garotinha. Em 1 Coríntios 15, Paulo 
diz algo radical: a ressurreição é real, e nossos corpos quebrados e “comuns” serão 
ressuscitados gloriosos — transformados, aperfeiçoados e melhores do que jamais 
poderíamos imaginar. Essa é a esperança cristã: a morte não é o fim. Para o crente, a 
morte é apenas o período de espera ou o sono invernal antes da grande transformação. 
Temas das aulas 
Primeira Coríntios 15 é teologicamente um dos capítulos mais ricos do Novo 
Testamento. Ele se concentra principalmente na ressurreição de Cristo e na ressurreição 
dos crentes na segunda vinda de Jesus. Esta lição examinará quatro temas principais deste 
capítulo: 
1. A Ressurreição de Cristo. Paulo começa afirmando a realidade histórica da 
ressurreição de Cristo, citando testemunhas oculares (1 Coríntios 15:1-11). Essa 
afirmação é fundamental para a mensagem do evangelho e essencial para a fé cristã. 
2. A Ressurreição dos Mortos. Paulo argumenta que, se Cristo ressuscitou dos 
mortos, então os crentes também ressuscitarão (1 Coríntios 15:12-34). Ele rebate as 
afirmações de que não há ressurreição, explicando suas implicações falaciosas: sem 
a ressurreição corporal da morte e da sepultura, a fé é inútil e os crentes ainda estão 
em pecado. 
3. A natureza do corpo da ressureição. Paulo então explica com que tipo de corpo 
os mortos serão ressuscitados (1Coríntios 15:35-49). Ele usa metáforas (como a da 
semente que morrer para se tornar uma planta) para ilustrar a transformação de um 
corpo perecível em um corpo imperecível e glorificado. 
 
 
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Comentários do Professor 
PARTE 2: Comentários 
 
 
1. Contexto: A mensagem de 1 Coríntios 15 contrasta fortemente com as crenças 
pagãs predominantes na Corinto do primeiro século d.C., uma cidade culturalmente grega, 
porém filosoficamente diversa. O ensinamento de Paulo sobre a ressurreição entrava em 
conflito com a visão de mundo da época. 
 
O pensamento grego (especialmente o platônico) considerava o corpo inferior, ou até 
mesmo uma prisão para a alma. A salvação, nessa visão,significava escapar do corpo 
material e entrar em uma existência puramente espiritual e incorpórea. Paulo, no entanto, 
insiste na ressurreição corporal — não apenas em uma continuação espiritual, mas em uma 
transformação do físico em algo imperecível. Essa ideia teria sido radical, até mesmo 
repugnante, para muitos no meio intelectual de Corinto. 
 
Muitos gregos acreditavam na imortalidade da alma, mas não na ressurreição. Para 
eles, a ressurreição do corpo suava como regressão, não como libertação. Paulo afirma o 
contrário. Ele enfatiza uma visão bíblica holística dos seres humanos como seres completos, 
não como seres com almas que podem existir sem corpos. Para Paulo, a ressurreição é a 
vitória final, onde até mesmo a morte é vencida — não por fuga, mas pela transformação da 
pessoa em sua totalidade. 
 
No paganismo greco-romano em geral, as visões sobre a vida após a morte variavam. 
Algumas pessoas eram céticas ou agnósticas; outras acreditavam em existências vagas ou 
obscuras após a morte (como o Hades). Em contraste, o ensinamento de Paulo é esperançoso 
e confiante: a ressurreição é certa, gloriosa e física. Ela estava fundamentada na própria 
ressurreição de Cristo, que foi testemunhada e proclamada. As visões pagãs frequentemente 
levavam a um senso de fatalismo — a morte era definitiva, ou a vida após a morte era incerta 
e impotente para afetar a vida cotidiana. 
 
Paulo encerra o capítulo exortando à firmeza e ao propósito, lembrando seus leitores 
de que “no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (1 Coríntios 15:58). A ressurreição dá 
sentido, esperança e motivação para viver fielmente. O ensinamento de Paulo em 1 Coríntios 
15 era contracultural — um confronto ousado com as suposições intelectuais de Corinto. 
Em vez de almas desencarnadas flutuando nebulosamente no éter, Paulo pinta um quadro 
de uma nova criação na qual a morte é vencida e na qual as pessoas são redimidas. 
 
 
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Comentários do Professor 
2. A Ressurreição de Cristo: 1 Coríntios 15:1-11 é uma passagem fundamental na qual 
Paulo prepara o terreno para todo o capítulo. Esta seção é tanto pessoal quanto teológica, 
pois Paulo reafirma a mensagem do evangelho e enfatiza a ressurreição de Jesus como seu 
núcleo. Ele começa lembrando aos coríntios o evangelho que eles já conhecem. Ele não está 
introduzindo algo novo, mas reconectando os crentes àquilo de que corriam o risco de se 
afastar. Ele enfatiza a noção de que a fé deve ser inabalável — não apenas um breve 
momento de aceitação, mas uma confiança contínua. Em 1 Coríntios 15:3, 4, encontramos 
um dos primeiros resumos das crenças cristãs no Novo Testamento, baseado nos seguintes 
quatro elementos históricos principais: 
 
1. Cristo morreu. Sua morte não foi apenas um martírio, mas ocorreu por causa dos 
nossos pecados. 
2. Ele foi sepultado. Seu sepultamento confirma que Ele realmente morreu. 
3. Ele ressuscitou. Sua ressurreição é o milagre central. 
4. Todos esses eventos aconteceram de acordo com as Escrituras. Portanto, a morte, 
o sepultamento e a ressurreição de Cristo faziam parte do plano de Deus desde o 
princípio. 
 
A morte e ressurreição de Cristo não foram opinião ou filosofia — esses eventos são 
história real, ancorada nas Escrituras e profecias. A ressurreição foi pública, física e 
verificável. Em 1 Coríntios 15:9-11, Paulo usa sua história de vida como exemplo do poder 
da ressurreição em ação, demonstrando que a ressurreição não é apenas uma doutrina para 
se crer; é um poder transformador que revoluciona vidas. 
 
3. A Ressurreição dos Mortos: Em 1 Coríntios 15:35-49, Paulo aborda uma questão 
importante que os coríntios, influenciados pela filosofia grega, provavelmente tinham sobre 
a ressurreição. “Embora a ressurreição corporal tenha sido a questão central desde o início, 
o termo 'corpo' aparece pela primeira vez neste capítulo e se torna o foco principal de 
1Coríntios 15:35-49.” — Mark Taylor em The New American Commentary: ed. E. Ray 
Clendenen et al. (Nashville, TN: B&H Publishing, 2014), p. 401. 
 
Paulo começa usando uma metáfora agrícola para confrontar uma visão de mundo que 
menospreza o corpo físico. A metáfora é a de uma semente que precisa "morrer" para gerar 
nova vida. Ressurreição não significa que Deus recicla o corpo atual — significa que Ele o 
transforma em algo glorioso. Apontando para a diversidade criativa de Deus, Paulo assegura 
aos leitores que Deus pode nos dar novos corpos. Ele contrasta diretamente nossos corpos 
atuais com nossos corpos ressuscitados. Agora carregamos a imagem do homem terreno 
(Adão), mas carregaremos a imagem do Homem celestial (Cristo). Assim como herdamos 
o corpo imperfeito de Adão, herdaremos o corpo ressuscitado e glorificado de Cristo. Em 
última análise, nos pareceremos menos com Adão e mais com Jesus — em glória, força e 
uma vida cheia do Espírito. 
 
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4. Vitória sobre a Morte: Depois de explicar a natureza do corpo ressuscitado, na 
última parte do capítulo (1 Coríntios 15:50-58), Paulo proclama a vitória final sobre a morte 
e a esperança que dela provém. A expressão “carne e sangue” no versículo 50 refere-se à 
nossa condição humana atual, em decadência — não que os corpos sejam maus, mas que 
precisam de transformação. 
 
Essa transformação acontece no retorno de Cristo, ocasião em que os crentes, tanto os 
mortos quanto os vivos, serão instantaneamente transformados. Paulo então usa uma 
metáfora de vestimenta, afirmando que devemos ser “vestidos” para a eternidade. 
Ressurreição significa ser revestido de imortalidade, não apenas sobreviver à morte, mas ser 
gloriosamente restaurado. Combinando trechos de Isaías 25:8 e Oséias 13:14, Paulo mostra 
que a morte é vencida — não apenas ferida, mas completamente consumida — pela 
ressurreição de Cristo. O “ferrão” da morte é como uma abelha; dói, mas Cristo removeu 
seu veneno. 
 
1 Coríntios 15:56 pode parecer desafiador em uma primeira leitura, com o poder do 
pecado sendo conectado à lei. Como observou o estudioso do Novo Testamento Mark 
Taylor, “Paulo não elabora mais sobre a relação entre a tríade morte, pecado e lei. Sem 
dúvida, os coríntios 'compreenderiam essa abreviação teológica' com base em instruções 
anteriores. Os detalhes são elaborados e preservados para nós em outros textos, 
especialmente Romanos 5–7. 
 
Mesmo que a zombaria de Paulo em relação à morte e sua afirmação de vitória estejam 
no presente do indicativo, a vitória final aguarda o retorno de Cristo, quando aqueles que 
lhe pertencem ressuscitarão (15:23). Em outras palavras, Paulo contempla a derrota da 
morte à luz do dia da ressurreição.” — Taylor em The New American Commentary: 1 
Corinthians, v. 28, p. 415. Paulo argumenta que a lei revelou o pecado e, portanto, mostrou 
que a humanidade estava condenada, dando assim poder ao pecado. Sem Cristo, o pecado 
leva à morte e ao julgamento. Com Cristo, o pecado é perdoado e a morte é neutralizada. A 
ressurreição não é apenas teologia — é um motivo para adoração, para esperança e para 
uma vida destemida. 
 
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PARTE 3: Aplicação Prática 
 
 
 Primeira Coríntios 15 representa um capítulo crucial no pensamento de Paulo sobre a 
ressurreição dos crentes na segunda vinda de Cristo. As perguntas a seguir têm o objetivo 
de estimular tanto a reflexão teológica quanto a aplicação pessoal: 
 
1. Por que Paulo dá tanta ênfase às testemunhas oculares da ressurreição de Jesus? 
____________________________________________________________________ 
2. Como você explicaria a importância da ressurreição para alguém que questiona a 
fé cristã? 
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3. De que maneira a história pessoal de Paulo (1 Coríntios 15:9, 10) reforça sua 
mensagem? 
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4. Quais são as implicações, segundo Paulo, se não houver ressurreição (1Coríntios 
15:14-19)? 
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5. Será que a cultura moderna reflete de que forma dúvidas semelhantes sobre a 
ressurreição, como as que os coríntios tinham? 
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6. De que forma a ressurreição influencia sua compreensão da vida, da morte e do 
que vem depois? 
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7. De que maneira as metáforas usadas por Paulo (como a de uma semente que se 
transforma em planta) ajudam você a entender a ideia de transformação? 
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8. De que forma essa passagem te encoraja ao enfrentar o luto ou a perda? 
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9. Como a crença na ressurreição pode dar propósito e fomentar um espírito de 
perseverança e fortaleza na vida cotidiana? 
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