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DISCIPLINA : _________________________________________________ 
PROFESSOR(A): ______________________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SAO DOMINGOS -MA 
 
2026
 
Instituto de Educação Santa Maria-IESM 
CNPJ: 44.033.954/0001-76 
Curso: Licenciatura em Pedagogia 
Diretor Pedagógico: Prof.Esp.Francisco Barroso de 
Sousa 
Diretor Geral: Prof.Esp.Francisco Marcos Ferreira Lima 
Competência 01 
3 
Fundamentos Históricos da Educação 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
 
Figura 1 - Educação para Todos 
Fonte: mariajprn.blogspot.com 
 
 
 
Construir um texto diante da perspectiva histórica nos conduz a um diálogo 
entre o presente e o passado e, sobretudo, a influência maciça do passado 
sobre nossas posturas educacionais atuais, e tal influencia às vezes é bastante 
contraditória no que diz respeito a história da educação. 
 
Tais contradições se apresentam, pois cada “escrita da história” se apresenta 
de forma diferenciada, e traz em si uma variante de concepções de quem a 
escreve e de que forma foi apresentada. Cada relato histórico é a leitura do 
fato e não o “fato” em si, mas a representação deste é filtrada à luz do olhar 
de quem a escreve. 
 
Assim, a representação do passado e do que se considera importante 
representar é um processo em constante mudança, que configura e 
reconfigura os momentos da história da educação. Devemos salientar que o 
fazer da escrita histórica é mutável, porque o historiador, no presente, 
problematiza o passado, reescrevendo-o constantemente. 
Competência 01 
4 
Técnico em Secretaria Escolar 
 
 
 
I 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2 - Da cartilha ao Tablet 
Fonte: educarparacrescer.abril.com.br 
 
 
A História da Educação Brasileira não é difícil de ser estudada e 
compreendida, pois a mesma tem evoluído por meio dos tempos em 
rupturas, construções e desconstruções marcantes e de fácil observação. O 
primeiro marco foi a chegada dos portugueses a esta nação. Não podemos 
deixar de reconhecer que os portugueses trouxeram um padrão de educação 
próprio da Europa, mas as populações que por aqui viviam já possuíam 
características próprias de se fazer educação. 
 
Como exemplo temos que quando os jesuítas chegaram por aqui eles não 
trouxeram somente a moral, os costumes e a religiosidade europeia, 
trouxeram também os métodos pedagógicos. O método jesuíta de ensino foi 
vivenciado em nosso país de 1549 a 1759 quando a expulsão dos jesuítas pelo 
Marquês de Pombal marcou mais uma vez a história da educação. 
Na verdade não se conseguiu implantar um sistema educacional nas terras 
brasileiras, mas a vinda da Família Real permitiu uma nova ruptura com a 
situação anterior. Para preparar terreno para sua estadia no Brasil D. João VI 
abriu Academias Militares, Escolas de Direito e Medicina, a Biblioteca Real, o 
Jardim Botânico e, sua iniciativa mais marcante em termos de mudança, a 
Imprensa Régia. Segundo alguns autores o Brasil foi finalmente “descoberto” 
e a nossa História passou a ter uma complexidade maior no que diz respeito à 
educação. 
Competência 01 
5 
Fundamentos Históricos da Educação 
 
 
 
Sendo relegada ainda a segundo plano, a educação brasileira teve sua 
primeira universidade fundada apenas em 1934, em São Paulo. 
 
Em todo o Império, incluindo D. João VI, D. Pedro I e D. Pedro II, pouco se fez 
pela educação brasileira e muitos reclamavam de sua qualidade ruim. Com a 
Proclamação da República tentou-se várias reformas que pudessem dar uma 
nova guinada, mas se observarmos bem, a educação brasileira não sofreu um 
processo de evolução que pudesse ser considerado marcante ou significativo 
em termos de modelo. 
 
Portanto encontraremos e buscaremos juntos, compreender a construção e 
organização das instituições escolares, bem como a função da mesma na 
sociedade e suas classes. 
Competência 01 
6 
Técnico em Secretaria Escolar 
 
 
 
1. COMPETÊNCIA 01 | COMPREENDER A CONSTRUÇÃO, 
ORGANIZAÇÃO E O SIGNIFICADO DAS INSTITUIÇÕES ESCOLARES 
 
Figura 3 - Sala de Aula 
Fonte: www.colegioportinarislg.com.br 
 
 
1.1 Instituição Escolar e sua Razão de Existir 
Buscar compreender o papel ou a missão de uma escola tem como propósito 
oferecer subsídios para professores e alunos refletirem sobre para que e para 
quem a escola deve existir. Pertinente, tanto na formação de educadores, 
quanto nas discussões realizadas em instituições escolares, o que é 
importante saber é que para que uma escola exista, e isto é o mesmo que 
delinear ações para serem desenvolvidas, é mostrar suas características, sua 
conduta e identidade. 
 
Observar estudantes a caminho da escola nos deveria conduzir a um 
questionamento: O que esses alunos aprenderão? Como será a estadia nessa 
instituição chamada Escola? Qual a sua missão? Para que e para quem ela 
existe? 
 
Afinal uma escola não se define pelo seu nome, regimento ou pelos cursos 
que ministra, mas sim, por sua missão, o que ela é ou pretende ser, e que 
serviços presta à comunidade. 
http://www.colegioportinarislg.com.br/site2011/?p=a_escola/instalacoes
Competência 01 
7 
Fundamentos Históricos da Educação 
 
 
 
A escola existe para prestar um serviço à sociedade, preparando o indivíduo 
para se inserir no mundo em que vive, interpretando e pensando a realidade 
como um todo, de forma autônoma, tornando-o capaz de criticar e 
desenvolver expectativas e projetos em relação ao conjunto da sociedade. 
(SEEMG, 1997, p. 11) 
 
Para Paulo Freire (1981, p. 36) a principal função da educação é seu caráter 
libertador. Acredita que, ensinar seria, fundamentalmente, educar para a 
liberdade; a “educação para o homem-sujeito”. Compreende a educação, não 
como condicionamento social, mas voltada para a liberdade e a autonomia. 
 
É, portanto a função da escola, garantir a democracia e tornar a cultura 
acessível a todos. Afinal a democratização da cultura começa na escola. 
Assim, sem a escola não há base cultural mínima necessária para que o 
indivíduo acompanhe os progressos da sociedade e progrida 
intelectualmente. 
 
É neste momento que fica claro a todo professor e comunidade escolar que a 
escola é o cenário preparatório para a vida em sociedade e a formação do ser 
humano com bases na ética e no conhecimento sócio-histórico de seu país. 
 
Tanto a Constituição de 1988 quanto a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional) nº. 9.394 de 20 de dezembro de 1996 definem o papel da 
escola como capaz de contribuir para o pleno desenvolvimento da pessoa, 
preparando-a para a cidadania e qualificando-a para o trabalho, formando 
mais que informando, formando cidadãos. 
 
Um ensino de qualidade que busca formar cidadãos capazes de interferir 
criticamente na realidade para transformá-la deve também contemplar o 
desenvolvimento de capacidades que possibilitem adaptações às complexas 
condições e alternativas de trabalho que temos hoje e a lidar com a rapidez 
na produção e na circulação de novos conhecimentos e informações, que têm 
sido avassaladores e crescentes. A formação escolar deve possibilitar aos 
Competência 01 
8 
Técnico em Secretaria Escolar 
 
 
 
alunos condições para desenvolver competências e consciência profissional, 
mas não se restringir ao ensino de habilidades imediatamente demandadas 
pelo mercado de trabalho. (PCNs 1997, p. 3) 
 
Figura 4 - Herdeiros do Futuro 
Fonte: filhosdosertao.blogspot.com 
 
 
 
Assim no lugar de uma escola que se limita a ensinar ao aluno a fazer provas, 
surge outra que estimula sua vontade de aprender, seu espírito crítico, sua 
capacidade de resolver problemas. 
 
Diante do exposto, se nós observarmos os PCNs veremos que eles apresentam 
a função da escola primordial, ou seja, que os alunos sejam capazes de: 
 
Compreender a cidadania como participação social 
política; 
Posicionar-se de maneira crítica, responsável e 
construtiva nas diferentes situações sociais; 
Conhecer características fundamentais do Brasil nasdimensões sociais, materiais e culturais; 
Conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio 
sociocultural brasileiro; 
Perceber-se integrante, dependente e agente 
transformador do ambiente; 
Conhecer o próprio corpo e dele cuidar cultivando 
hábitos saudáveis; 
Ser questionador da realidade. 
(Parâmetros curriculares nacionais, 1997, p 3 – 4 ) 
Competência 01 
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Fundamentos Históricos da Educação 
 
 
 
Assim, cabe à Escola tornar o indivíduo um cidadão, capacitando-o para o 
exercício da sua cidadania, em que possa ser reconhecedor dos seus direitos e 
deveres de cidadão. 
 
Segundo Candau, (1999, p. 45) a escola é uma instituição que faz parte da 
história de vida de muitas pessoas, assim: 
 
A concepção de escola que se foi consolidando 
apresenta como uma instituição orientada 
fundamentalmente a promover a apropriação do 
conhecimento considerado socialmente relevante e a 
formação para a cidadania. (...) É no cruzamento, na 
interação, no reconhecimento da dimensão histórica e 
social do conhecimento que a escola está chamada a se 
situar. 
 
 
Assim ensinar o cidadão a ser democrático e lutar por seus direitos, ter 
consciência de seus deveres, de sua liberdade e da liberdade do outro. Sendo 
assim, cabe à escola elaborar regras de conduta, e outros meios que levem a 
criança a agir como se estivesse na real sociedade que existe. Cabe também à 
família e aos membros da comunidade, contribuir com a escola para que esta 
tenha seu trabalho exercido de forma eficiente. 
 
1.2 Organização e Constituição Escolar 
 
Vamos conhecer alguns fatores básicos sobre o processo de organização 
escolar e atuação dos professores e do pessoal técnico-administrativo. Para 
tal fim, vamos nos deter mais profundamente nos seguintes aspectos: as 
concepções de organização e gestão escolar; a estrutura organizacional da 
escola; os elementos constitutivos do processo organizacional. 
 
Observar a escola como organização de trabalho não é algo novo, a todo 
tempo nos deparamos com pesquisas quanto à administração escolar. Tais 
estudos sempre estiveram marcados por uma visão burocrática deixando a 
Competência 01 
10 
Técnico em Secretaria Escolar 
 
 
 
organização escolar muito ligada à visão empresarial, e estes estudos estavam 
ligados ao campo da Administração e Organização Escolar ou, simplesmente, 
Administração Escolar. 
 
Na década de 80, diante de todos os pensamentos a cerca da necessidade de 
uma reforma pedagógica, o processo de administração escolar ou até mesmo 
o de organização escolar passou a ser visto como processo de Organização do 
Trabalho Pedagógico ou Organização do Trabalho Escolar, adotando um 
enfoque mais crítico, onde os aspectos organizacionais e técnico- 
administrativos da escola, neste momento, foram a segundo plano, 
 
Figura 5 - Haja Cuca 
Fonte: mettamorfoze.blogspot.com 
 
 
É nesta hora que nos deparamos com duas visões: uma científica e racional e 
a outra crítica, de cunho sócio-político. No primeiro modelo, a organização 
escolar é tomada como uma realidade objetiva, neutra, técnica, que funciona 
racionalmente; portanto, pode ser planejada, organizada e controlada, de 
modo a alcançar maiores índices de eficácia e eficiência. As escolas que 
operam nesse modelo dão muito peso à estrutura organizacional: 
organograma de cargos e funções, hierarquia de funções, normas e 
regulamentos, centralização das decisões, baixo grau de participação das 
pessoas que trabalham na organização, planos de ação feitos de cima para 
baixo. Este é o modelo mais comum de funcionamento da organização 
escolar. 
Competência 01 
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Fundamentos Históricos da Educação 
 
 
 
Já a segunda leitura vê a organização escolar como um sistema que agrega 
pessoas, importando bastante a intencionalidade e as interações sociais que 
acontecem entre elas, bem como o contexto sócio-político no qual elas estão 
inseridas. 
 
Para ficar mais claro este processo, vamos nos debruçar sobre três 
concepções de administração e gestão: 
 
 
Figura 6 - Vale a Pena 
Fonte: prefeiturateotonio.com.br 
 
 
 
A concepção técnico-científica baseia-se na hierarquia de cargos e funções 
visando à racionalização do trabalho, a eficiência dos serviços escolares. 
Tende a seguir princípios e métodos da administração empresarial. Algumas 
características desse modelo são: 
 
• Prescrição detalhada de funções, acentuando-se a divisão técnica do 
trabalho escolar (tarefas especializadas). 
• Poder centralizado do diretor, destacando-se as relações de 
subordinação em que uns têm mais autoridades do que outros. 
• Ênfase na administração (sistema de normas, regras, procedimentos 
burocráticos de controle das atividades), às vezes descuidando-se dos 
objetivos específicos da instituição escolar. 
• Comunicação linear (de cima para baixo), baseada em normas e regras. 
• Maior ênfase nas tarefas do que nas pessoas. 
Competência 01 
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Técnico em Secretaria Escolar 
 
 
 
A concepção autogestionária baseia-se na responsabilidade coletiva, ausência 
de direção centralizada e acentuação da participação direta e por igual de 
todos os membros da instituição. Outras características: 
 
• Ênfase nas inter-relações mais do que nas tarefas. 
• Decisões coletivas (assembleias, reuniões), eliminação de todas as 
formas de exercício de autoridade e poder. 
• Vínculo das formas de gestão interna com as formas de autogestão 
social (poder coletivo na escola para preparar formas de autogestão no 
plano político). 
• Ênfase na auto-organização do grupo de pessoas da instituição, por 
meio de eleições e alternância no exercício de funções. 
• Recusa a normas e sistemas de controle, acentuando-se a 
responsabilidade coletiva. 
 
A concepção democrático-participativa baseia-se na relação orgânica entre a 
direção e a participação do pessoal da escola. Acentua a importância da busca 
de objetivos comuns assumidos por todos. Defende uma forma coletiva de 
gestão em que as decisões são tomadas coletivamente e discutidas 
publicamente. Entretanto, uma vez tomadas as decisões coletivamente, cada 
membro da equipe deve assumir a sua parte no trabalho, admitindo-se a 
coordenação e avaliação sistemática da operacionalização das decisões 
tomadas dentro de tal diferenciação de funções e saberes. Outras 
características desse modelo: 
 
• Definição explícita de objetos sócio-políticos e pedagógicos da escola, 
pela equipe escolar. 
• Articulação entre a atividade de direção e a iniciativa e participação das 
pessoas da escola e das que se relacionam com ela. 
• A gestão é participativa, mas espera-se, também, a gestão da 
participação. 
• Qualificação e competência profissional. 
Competência 01 
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Fundamentos Históricos da Educação 
 
 
 
• Busca de objetividade no trato das questões da organização e gestão, 
mediante coleta de informações reais. 
• Acompanhamento e avaliação sistemáticos com finalidade pedagógica: 
diagnóstico, acompanhamento dos trabalhos, reorientação dos rumos e 
ações, tomada de decisões. 
• Todos dirigem e são dirigidos, todos avaliam e são avaliados. 
 
Este modelo democrático-participativo defende que a escola não é uma 
estrutura totalmente objetiva, independente das pessoas, ao contrário, ela 
depende muito das experiências subjetivas das pessoas e de suas interações 
sociais. Em outras palavras, dizer que a organização é uma cultura significa 
dizer que ela é construída pelos seus próprios membros. 
 
Tal modelo busca relações solidárias, formas participativas, mas também 
valoriza os elementos internos do processo organizacional- o planejamento, a 
organização e a gestão, a direção, a avaliação, as responsabilidades 
individuais dos membros da equipe e a ação organizacional coordenada e 
supervisionada. Assim as concepções de gestão escolar refletem, portanto, 
posições políticas e concepções de homem e sociedade. O modo como uma 
escola se organiza e se estrutura tem um caráterpedagógico, ou seja, 
depende de objetivos mais amplos sobre a relação da escola com a 
conservação ou a transformação social. 
 
1.3 A Estrutura Organizacional de Uma Escola 
 
Toda instituição escolar necessita de uma estrutura de organização interna. O 
termo estrutura tem aqui o sentido de ordenamento e disposição das funções 
que asseguram o funcionamento da escola. Vejamos algumas com suas 
determinadas atribuições. 
Competência 01 
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Técnico em Secretaria Escolar 
 
 
 
• Conselho Escolar 
 
O Conselho de Escola tem atribuições consultivas, deliberativas e fiscais em 
questões definidas na legislação estadual ou municipal e no Regimento 
Escolar. Essas questões, geralmente, envolvem aspectos pedagógicos, 
administrativos e financeiros. Em vários Estados o Conselho é eleito no início 
do ano letivo. Sua composição tem certa proporcionalidade de participação 
dos docentes, dos especialistas em educação, dos funcionários, dos pais e 
alunos, observando-se, em princípio: 
 
• Direção Escolar 
 
A equipe gestora coordena, organiza e gerencia todas as atividades da escola, 
auxiliado pelos demais componentes do corpo de especialistas e de técnicos- 
administrativos, atendendo às leis, regulamentos e determinações dos órgãos 
superiores do sistema de ensino e às decisões no âmbito da escola e pela 
comunidade. 
 
• Setor Técnico-Administrativo 
 
O setor técnico-administrativo responde pelas atividades-meio que asseguram 
o atendimento dos objetivos e funções da escola. 
 
A Secretaria Escolar cuida da documentação, escrituração e correspondência 
da escola, dos docentes, demais funcionários e dos alunos. Responde também 
pelo atendimento ao público. Para a realização desses serviços, a escola conta 
com um secretário e escriturários ou auxiliares da secretaria. 
 
O setor técnico-administrativo responde, também, pelos serviços auxiliares 
(Zeladoria, Vigilância e Atendimento ao público) e Multimeios (biblioteca, 
laboratórios, videoteca etc.). 
Competência 01 
15 
Fundamentos Históricos da Educação 
 
 
 
A Zeladoria, responsável pelos serventes, cuida da manutenção, conservação 
e limpeza do prédio; da guarda das dependências, instalações e 
equipamentos; da cozinha e da preparação e distribuição da merenda escolar; 
da execução de pequenos consertos e outros serviços rotineiros da escola. 
 
A Vigilância cuida do acompanhamento dos alunos em todas as dependências 
do edifício, menos na sala de aula, orientando-os quanto a normas 
disciplinares, atendendo-os em caso de acidente ou enfermidade, como 
também do atendimento às solicitações dos professores quanto a material 
escolar, assistência e encaminhamento de alunos. 
 
O serviço de Multimeios compreende a biblioteca, os laboratórios, os 
equipamentos audiovisuais, a videoteca e outros recursos didáticos. 
 
• Pedagógico 
 
O setor pedagógico compreende as atividades de coordenação pedagógica e 
orientação educacional. As funções desses especialistas variam conforme a 
legislação estadual e municipal, sendo que em muitos lugares suas atribuições 
ora são unificadas em apenas uma pessoa, ora são desempenhadas por 
professores. Como são funções especializadas, envolvendo habilidades 
bastante especiais, recomenda-se que seus ocupantes sejam formados em 
cursos de Pedagogia ou adquiram formação pedagógico-didática específica. 
 
O coordenador pedagógico ou professor coordenador supervisiona, 
acompanha, assessora, avalia as atividades pedagógicas curriculares. Sua 
atribuição prioritária é prestar assistência pedagógica e didática aos 
professores em suas respectivas disciplinas, no que diz respeito ao trabalho 
interativo com os alunos. Há lugares em que a coordenação restringe-se à 
disciplina em que o coordenador é especialista; em outros, a coordenação se 
faz em relação a todas as disciplinas. Outra atribuição que cabe ao 
coordenador pedagógico é o relacionamento com os pais e a comunidade, 
Competência 01 
16 
Técnico em Secretaria Escolar 
 
 
 
especialmente no que se refere ao funcionamento pedagógico-curricular e 
didático da escola e comunicação e interpretação da avaliação dos alunos. 
 
• Professores 
 
O Corpo docente é constituído pelo conjunto dos professores em exercício na 
escola, que tem como função básica realizar o objetivo prioritário da escola, o 
ensino. Os professores de todas as disciplinas formam, junto com a direção e 
os especialistas, a equipe escolar. Além do seu papel específico de docência 
das disciplinas, os professores também têm responsabilidades de participar 
na elaboração do plano escolar ou projeto pedagógico-curricular, na 
realização das atividades da escola e nas decisões dos Conselhos de Escola e 
de classe ou série, das reuniões com os pais (especialmente na comunicação e 
interpretação da avaliação), da APM e das demais atividades cívicas, culturais 
e recreativas da comunidade. 
 
Diante do exposto devemos salientar que a gestão democrática-participativa 
valoriza a participação da comunidade escolar no processo de tomada de 
decisão, concebe a docência como trabalho interativo, aposta na construção 
coletiva dos objetivos e funcionamento da escola, por meio da dinâmica 
intersubjetiva, do diálogo, do consenso. 
 
Nos itens interiores mostramos que o processo de tomada de decisão inclui, 
também, as ações necessárias para colocá-la em prática. Em razão disso, faz- 
se necessário o emprego dos elementos ou processo organizacional, tal como 
veremos adiante. 
 
De fato, a organização e gestão referem-se aos meios de realização do 
trabalho escolar, isto é, à racionalização do trabalho e à coordenação do 
esforço coletivo do pessoal que atua na escola, envolvendo os aspectos, 
físicos e materiais, os conhecimentos e qualificações práticas do educador, as 
relações humanas interacionais, o planejamento, a administração, a formação 
continuada, a avaliação do trabalho escolar. Tudo em função de atingir os 
Competência 01 
17 
Fundamentos Históricos da Educação 
 
 
 
objetivos. Ou seja, como toda instituição as escolas buscam resultados, o que 
implica uma ação racional, estruturada e coordenada. 
 
Ao mesmo tempo, sendo uma atividade coletiva, não depende apenas das 
capacidades e responsabilidades individuais, mas de objetivos comuns e 
compartilhados e de ações coordenadas e controladas dos agentes do 
processo. O processo de organização educacional dispõe de elementos 
constitutivos que são, na verdade, instrumentos de ação mobilizados para 
atingir os objetivos escolares, tais como: 
 
• Planejamento - processo de explicitação de objetivos e antecipação de 
decisões para orientar a instituição, prevendo-se o que se deve fazer 
para atingi-los. 
• Organização - Atividade através da qual se dá a racionalização dos 
recursos, criando e viabilizando as condições e modos para se realizar o 
que foi planejado. 
• Direção/Coordenação - Atividade de coordenação do esforço coletivo 
do pessoal da escola. 
• Formação continuada - Ações de capacitação e aperfeiçoamento dos 
profissionais da escola para que realizem com competência suas tarefas 
e se desenvolvam pessoal e profissionalmente. 
• Avaliação - comprovação e avaliação do funcionamento da escola. 
Competência 02 
18 
Técnico em Secretaria Escolar 
 
 
 
2. COMPETÊNCIA 02 | PERCEBER AS FUNÇÕES DA ESCOLA NA 
SOCIEDADE CAPITALISTA E AS RELAÇÕES ENTRE AS CLASSES 
SOCIAIS E EDUCAÇÃO 
2.1 Função da Escola em Meio a uma Sociedade Capitalista 
 
 
Figura 7 - Educação Financeira 
Fonte: entretenimento.r7.com 
 
 
 
Observar o papel da escola na sociedade capitalista é também analisar o papel 
do Estado como mantenedor da escola pública. Então qual será o papel desta 
escola que temos atualmente? 
 
Pensar na função social da educação e da escola no processo de formação dos 
homens como sujeitos históricos que organizam a sociedade. 
 
Nesse sentido, só podemos discutir a função educacional como umaconstrução histórica. Vejamos: 
 
Os fins da educação derivam da estrutura homogênea do ambiente social, 
identificam-se como os interesses comuns do grupo, e se realizam 
igualitariamente em todos os seus membros, de modo espontâneo e integral: 
espontâneo na medida em que não existe nenhuma instituição destinada a 
inculcá-los, integral no sentido que cada membro da tribo incorporava, mais 
Competência 02 
19 
Fundamentos Históricos da Educação 
 
 
 
ou menos bem, tudo o que na referida comunidade era possível receber e 
elaborar (PONCE, 1994, p. 21). 
 
Com as mudanças da vida em sociedade, no próprio homem e o momento de 
mudança da comunidade primitiva para a antiguidade, novas formas de 
organização surgem, com a substituição da propriedade comum pela 
propriedade privada. A relação entre os homens, que na sociedade primitiva 
se fundamentava na propriedade coletiva, passa a ser privada e o que rege as 
relações é o poder do homem, que se impõe aos outros homens, diante disto 
PONCE expõe que: 
 
Com o desaparecimento dos interesses comuns a todos os membros iguais de 
um grupo e a sua substituição por interesses distintos, pouco a pouco 
antagônicos, o processo educativo, que até então era único, sofreu uma 
partição: a desigualdade econômica entre os ‘organizadores’ e os ‘executores’ 
trouxe, necessariamente, a desigualdade das educações respectivas (PONCE, 
1994, p. 27). 
 
Assim, os ideais educacionais não são mais os mesmos para todos, onde a 
classe dominante tenta fazer com que a classe trabalhadora aceite essa 
desigualdade educacional como desigualdade natural, sendo, assim, inútil 
lutar contra ela. 
 
Com o advento da sociedade capitalista as relações sociais de produção, as 
concepções de homem, de trabalho e de educação começam a mudar. O 
homem não é aquele ser histórico que se humaniza nas relações com outros 
homens, e desce ao patamar de indivíduo que vende a sua força de trabalho 
e, ao vendê-la, transforma-se em fator de produção. 
 
Assim a educação, para a classe dominante, deve habilitar técnica, social e 
ideologicamente os diversos grupos de trabalhadores, para servir ao mundo 
do trabalho. 
Competência 02 
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Técnico em Secretaria Escolar 
 
 
 
Porém sob a ótica da classe trabalhadora a educação é, antes de qualquer 
coisa, desenvolvimento de potencialidades e apropriação de saber social, que 
visa a formação integral do homem, ou seja, o desenvolvimento físico, 
político, social, cultural, filosófico, profissional, afetivo, entre outros. 
 
Considerando que os sujeitos históricos, o projeto de educação a ser 
desenvolvido nas nossas escolas têm que estar pautado na realidade, visando 
a sua transformação, pois se compreende que a realidade não é algo pronto e 
acabado. Não se trata, no entanto, de atribuir à escola nenhuma função 
heroica, mas reconhecer seu incontestável papel social no desenvolvimento 
de processos educativos, na sistematização e socialização da cultura 
produzida pelos homens. 
 
Ao pensarmos na educação e na escola, entendemos a educação no seu 
sentido ampliado, enquanto prática social que se dá nas relações sociais que 
os homens estabelecem entre si. Nesse sentido, a escola, enquanto criação do 
homem, só se justifica e se legitima diante da sociedade, ao cumprir a 
finalidade para a qual foi criada, formadora de sujeitos históricos onde a 
construção e a socialização do conhecimento produzido é sua própria 
essência. 
 
Assim a educação, como prática social se desenvolve nas relações 
estabelecidas entre os grupos, seja na escola ou em outras esferas da vida 
social na perspectiva de articular as concepções, a organização dos processos 
e dos conteúdos educativos na escola e, mais amplamente, nas diferentes 
esferas da vida social, aos interesses de classes. Sendo assim, a educação se 
constitui numa atividade humana e histórica que se define na totalidade das 
relações sociais. 
 
Nessa ótica, as relações sociais desenvolvidas nas diferentes esferas da vida 
social, inclusive no trabalho, constituem-se em processos educativos, assim 
como os processos educativos desenvolvidos na escola consistem em 
Competência 02 
21 
Fundamentos Históricos da Educação 
 
 
 
processos de trabalho, desde que este seja entendido como ação e criação 
humanas. 
 
Segundo Frigotto (1999), a escola é uma instituição social que, mediante sua 
prática no campo do conhecimento, dos valores, atitudes e, mesmo por sua 
desqualificação, articula determinados interesses e desarticula outros. Nessa 
contradição existente no seu interior, está à possibilidade da mudança, assim, 
pensar na função social da escola implica repensar no seu próprio papel, sua 
organização e os atores que a compõem. Já sabemos então que a escola 
contribui para o processo de reprodução da ordem social e também participa 
da sua transformação. 
 
Assim, o dirigente escolar, o professor, os pais de alunos e a comunidade em 
geral precisam entender que a escola é um espaço contraditório e, portanto, 
se torna fundamental que ela construa seu Projeto Político-Pedagógico. 
Portanto, nessa concepção de gestão, a função do dirigente escolar não se 
restringe ao desenvolvimento das atividades burocráticas e à organização do 
trabalho na escola. 
 
Portanto, as discussões atuais em torno da educação e do trabalho têm sido 
abordadas de diferentes maneiras e para compreendermos o quadro atual 
sobre o Estado, o capitalismo e a escola é preciso que primeiramente nos 
inteiremos da organização do trabalho tomando como pressuposto Marx & 
Engels (1992) que abordam o trabalho como definidor do homem e regente 
das relações sociais. 
 
Com a Revolução Industrial surge um novo padrão de tecnologias para a 
concentração técnica e financeira e HELOANI, 1996 diz: 
 
A concentração de mercados permitiu a produção em 
série e os altos lucros. No nível da fábrica, a extensão de 
mercado exigiu a introdução de novos instrumentos de 
trabalho e a redefinição do trabalho para atender à 
velocidade e o novo ritmo de produção. (HELOANI, 1996 
p. 11) 
Competência 02 
22 
Técnico em Secretaria Escolar 
 
 
 
Heloani ressalta então que podemos observar que desde o final do século XIX 
o desenvolvimento das máquinas e ferramentas simplificou o trabalho e 
agregou às fábricas um grande número de trabalhadores que não eram 
especializados. Com isso as fábricas, na figura de seus patrões, passaram a ter 
grande domínio sobre os trabalhadores, e diante do abuso por parte das 
fábricas os sindicatos voltam a agir, surgindo assim greves e movimentos de 
resistências, demonstrando o descontentamento dos trabalhadores. 
 
A superação da propriedade privada é a emancipação plena de todos os 
sentidos e qualidades; humanos; porém, é esta emancipação precisamente 
porque todos estes sentidos e qualidades tornaram-se humanos, tanto no 
sentido objetivo quanto subjetivo. (MARX; ENGELS, 1992, p.34) 
 
Marx & Engels (1992) defendem uma escola voltada para o proletariado que 
superasse a divisão do trabalho e os conflitos entre as classes. Assim 
entendem que para que os homens sejam emancipados é preciso que isto 
ocorra em todos os níveis, inclusive o da consciência, e a educação 
fundamentada na ciência e na razão possibilitariam tal emancipação. Para 
isso, seria necessário que a educação e a escola passassem a ser consideradas 
como um instrumento de empoderamento das classes de trabalhadores, para 
a transformação da sociedade capitalista em uma sociedade comum a todos. 
 
2.2 Classes Sociais e Educação 
 
Figura 8 - Sucesso 
Fonte: fotografia.folha.uol.com.br 
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Fundamentos Históricos da Educação 
 
 
 
A desigualdade social é elemento cada vez mais presente no cotidiano das 
grandes cidades brasileiras. Este fenômeno tem se caracterizado como marca 
dos grandes centros urbanos, que são capazes de congregar, em uma mesma 
localidade, diferentes grupos sociais com interesseseconômicos, políticos e 
sociais diferentes. 
 
Segundo PONCE (2005), o sistema educacional constituiu-se a partir do 
momento em que a sociedade se estruturou em classes social antagônicas, 
com o fim da chamada sociedade primitiva. 
 
Os interesses e as necessidades da classe social dominante passaram a 
delimitar o campo da Educação na medida em que passou a servir para a 
dominação social de poucos sobre muitos. O referido autor, ao analisar a 
gênese da escola, entende que esta instituição surgiu a partir do fato de que a 
dominação militar e política não surtiam mais os efeitos desejados em uma 
sociedade, que se tornava cada vez mais complexa e multifacetada. 
 
Neste sentido, o sistema educacional é considerado um elemento da crise da 
estrutura do capitalismo, diante de desafios e limites que se impõem na 
construção da emancipação humana. 
 
O sistema educacional, fruto de um processo histórico, configura-se no bojo 
das relações sociais e de produção, que dividiram e ainda dividem a sociedade 
em grupos econômicos distintos e, ainda mais, estabelece uma relação entre 
classes sociais antagônicas. 
 
Sendo assim, a necessidade de se construir um aparato de dominação 
ideológica e intelectual encontrou, na escola e no sistema educacional em 
geral, seu ponto de apoio. 
 
A necessidade de se apropriar da atividade intelectual e das técnicas refinadas 
de produção passou a compor o rol da divisão social do trabalho e, neste 
sentido, a classe dominante passou a compreender a Educação como 
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elemento fundamental para a manutenção da desigualdade social, uma vez 
que os conhecimentos científicos e tecnológicos passaram a ser 
compreendidos como, cada vez mais necessários para o desenvolvimento do 
sistema produtivo (SOARES, 2004; TONET, 2005). 
 
Neste sentido, desigualdade social e sistema educacional são dois elementos 
que encontram raízes no próprio processo produtivo e que, dessa forma, não 
podem ser analisadas fora do bojo da sociedade capitalista. 
 
O sistema educacional assume, portanto, um papel fundamental na 
manutenção da alienação e da divisão social do trabalho, na medida em que 
as escolas têm se configurado como um espaço estratégico de convivência 
social, pautada pela reprodução da dinâmica da sociedade capitalista. 
 
Partindo da concepção de que a sociedade capitalista se estrutura a partir das 
relações de produção, orientadas pelo capital, a relação entre os indicadores 
educacionais e a desigualdade de renda deve ser prioridade em uma análise 
acerca da desigualdade social e os níveis de escolaridade. 
 
O papel que o sistema educacional exerce para a manutenção da 
desigualdade social pode ser analisado com mais clareza, a partir do impacto 
do neoliberalismo na acentuação da tensão existente entre Educação pública 
e privada. 
 
A palavra crise, quando esta se refere ao contexto das políticas educacionais, 
não é unanimidade entre as pessoas. Ela ganha espaço de acordo com a 
concepção que se adota sobre o assunto, sobre a função das instituições 
educacionais e suas potencialidades. Afinal, se considerarmos que o Estado 
não tem responsabilidade sobre a Educação e que, sua finalidade deve ser 
mercantilista e de preparação para o mercado, não caberia aqui a utilização 
deste termo. Neste sentido, a compreensão do quadro atual remete, 
portanto, a uma leitura referenciada por determinada opção ético-política. 
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Fundamentos Históricos da Educação 
 
 
 
Segundo FREIRE (1973), a Educação pode dirigir-se a dois caminhos: para 
contribuir para o processo de emancipação humana, ou para domesticar e 
ensinar a ser passivo diante da realidade que está posta. Assim, a educação 
deve também ter agentes que se posicionem diante da realidade, que optem 
pela construção de um saber comprometido com a maioria popular, ou que 
fiquem alheios a essas questões e contribuam para a manutenção das 
desigualdades. A opção majoritária das instituições educacionais parece 
seguir claramente os padrões neoliberais e apresenta, portanto, uma 
dependência em relação às demandas do mercado de trabalho, o que 
coaduna com um processo educativo fragmentado da realidade, com sentido, 
apenas, para ser aplicado à lógica dominante, geradora da passividade e da 
submissão aos valores consumistas, mas que se apresenta, por outro lado, 
com um discurso "humanista" e "democrático" da escola cidadã (FREIRE, 
1973; 2001; 2003; TONET, 2005). 
 
Visto que o sistema educacional subordina-se ao processo de trabalho, não é 
necessário ressaltar os limites da ação educativa, que se inscreve na ação 
sobre a consciência. Neste sentido, fica evidente a função ideológica exercida 
pela Educação na manutenção do sistema de relações de produção 
capitalista. 
 
Para a realização de uma Educação Emancipadora, é preciso que se considere 
a posição dos educadores, funcionários, alunos e suas famílias na estrutura 
produtiva. Essa concepção parte de uma análise sobre a emancipação 
humana que, compreendida a partir da transformação das relações de 
produção capitalistas, atenta para a tarefa histórica da classe trabalhadora na 
construção de uma alternativa ao sistema social vigente (TONET, 2005). 
 
A contribuição da Educação Emancipadora, neste sentido, é de trazer um 
olhar crítico sobre a sociedade capitalista, analisando-a como um sistema de 
classes, na busca de fomentar uma consciência acerca do papel político e 
econômico que a maioria da população exerce nesta sociedade. Isso 
corresponde a uma compreensão em que não se distingue teoria e prática, 
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Educação e sociedade, e que, considera perfeitamente factível estabelecer 
uma relação entre a situação objetiva dos segmentos oprimidos da 
população, e a consciência sobre as necessidades e sobre as tarefas futuras da 
classe trabalhadora. 
 
Podemos considerar, portanto, a proposta de Educação emancipadora como 
uma proposta que deve ser incluída no contexto mais amplo da luta da classe 
trabalhadora, mas que pretende abrir espaços de diálogo acerca das 
contradições expostas pelo capitalismo, voltados para o avanço da 
consciência de professores, alunos e comunidade, em uma proposta que dê 
conta de refletir sobre as necessidades inscritas na vida das camadas 
populares, tendo como norte, a desnaturalização da desigualdade social. 
Afinal como nos diz Paulo Freire.

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