Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

SAMANTHA – BASES CONST. ADM, PUBLICA AULA 1. DIREITO ADMINISTRATIVO
1. CONCEITO
- É o conjunto de normas e princípios que regem a atuação da Administração Publica. É um ramo do direito público.
- é o ramo que tem por objeto os órgãos, agentes e pessoas jurídicas administrativas que integram a administração publica, a atividade jurídica não contenciosa que exerce e os bens de que se utiliza para a consecução de seus fins, de natureza pública (Maria Sylvia Zanella)
- trata da atuação da administração publica inserida no Poder Executivo. É o poder estatal dotada da atribuição de exercer atividade administrativa com repercussão imediata na coletividade, como sua atividade inerente e típica. Ex: calçamento de ruas. 
- há estrutura administrativa, tanto no poder legislativo, como no poder judiciário, essas atividades de apoio desses poderes são regidas pelo Direito Administrativo.
- antes imperava um direito ilimitado para administrar (rei)
2. ORIGEM
- começou a se formar nas primeiras décadas do sec XIX, com a lei francesa de 1800 disciplinou de modo sistemático a organização administrativa francesa com base na hierarquia e na centralização. Está relacionado com o próprio desenvolvimento da separação de poderes.
- os manuais de direito administrativo surgem apenas em 1814. A consolidação do direito só ocorreu na segunda metade do sec. XIX.
- no Brasil o ponto de partida se deu com a criação da cátedra da matéria da faculdade de direito de são Paulo e Recife. E a primeira obra é de 1857 de Vicente Pereira do Rego.
3. CARACTERÍSTICAS GERAIS
- é de criação recente, pois começou a ser elaborado há cerca de um século e meio.
- é um direito não codificado, está disperso em textos legislativos.
Administração Pública, em sentido objetivo, abrange as atividades exercidas pelas pessoas jurídicas, órgãos e agentes incumbidos de atender concretamente às necessidades coletivas.
A Polícia Administrativa compreende toda atividade de execução das chamadas limitações administrativas, que são restrições impostas por lei ao exercício de direitos individuais em benefício do interesse coletivo.
O Serviço Público é toda atividade que a Administração Pública executa, direta ou indiretamente, para satisfazer à necessidade coletiva, sob regime jurídico predominantemente público.
4. DIREITO ADMINISTRATIVO E OUTROS RAMOS DO DIREITO
- Dir. constitucional = as bases do direito administrativo estão presentes no texto constituicional, que trata dos seus princípios, de alguns institutos e seus parâmetros. - Dir. Processual = há o direito processual administrativo que é uma espécie do direito processual e que se encontra vinculado há vários de seus princípios (ampla defesa e contraditório)
- direito Penal= crimes contra a administração publica e a responsabilidade civil e penal dos seus servidores.
- Dir. Civil = mantém pontos de conexão, há uma base comum. teoria dos atos jurídicos.
- Dir. Ambiental = normas relativas a qualidade do meio ambiente (licenças, poder de policia, sanções administrativas)
- Dir. consumidor = sanções administrativas que integram o sistema nacional de defesa do consumidor.
- Dir. Internacional publico – blocos econômicos.
5. FONTES
A fontes do Direito Administrativo são: a) a doutrina; b) os costumes; c) a lei; d) princípios gerais do direito; e) a jurisprudência.Contudo, a principal fonte do Direito Administrativo é a lei.
a) Constituição
b) lei e lei delegada
c) medidas provisórias
d) atos administrativos
e) decretos
f) jurisprudência (sumulas)
g) doutrina
6. TENDENCIAS DO DIREITO ADMINISTRATIVO
- dir. econômico administrativo
- alargamento do princ. Da legalidade
- democracia participativa
- ampliação da discricionariedade
- crise do serviço publico
- agencias reguladoras
- principio da subsidiariedade – privatização.
AULA 2. PRINCIPIOS DO DIREITO ADMINISTRATIVO
1. CONCEITO
- as normas são divididas em regras e princípios.
- são normas jurídicas que veiculam valores e fundamentam toda a ordem jurídica.
- são mais abstratos e genéricos do que as regras e devem pautar toda o atuação da administração
2. PRINCIPIOS ADMINISTRATIVOS NA CONSTITUIÇÃO
- estão previstos expressamente no caput do art. 37 da Constituição da Republica.
2.1. PRINCIPIO DA LEGALIDADE
- significa que a administração deve sujeitar-se as normas legais. A administração publica só pode fazer o que está previsto em lei, já o particular pode fazer tudo aquilo que a lei não proíbe. (autonomia da vontade) 
- é um reforço ao princípio da legalidade previsto no art. 5, II da Constituição,
Nesse sentido: a) a administração pode realizar todos os atos e medidas que não sejam contrários a lei: b) a administração só pode editar atos ou medidas que uma norma autoriza; c) somente são permitidos atos cujo conteúdo seja conforme um esquema
abstrato fixado por norma legislativa; d) a administração só pode realizar atos ou medidas que a lei ordena fazer
- reserva de lei = são matérias que a constituição exige formalmente lei para regulamentar. Ex. art. 68, §1, II da Cf.
2.2. PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE
- significa que o administrador fica impedido de buscar outro objetivo ou de pratica-lo no interesse próprio ou de terceiros. A administração tem que tratar a todos os administrados sem discriminações, benéficas ou detrimentosas. - implica na objetividade no atendimento do interesse público, vedada a promoção pessoal de agentes ou autoridades. Regras de impedimento e suspeição no judiciário.
- ele visa obstaculizar atuações geradas por antipatias, simpatias, vinganças. Nepotismo.
– a atuação deverá voltar-se ao atendimento impessoal, geral, mesmo que venha a interessar a pessoas determinadas, não sendo a atuação atribuída ao agente público, mas a entidade estatal.
2.3. PRINCÍPIO DA MORALIDADE ADMINISTRATIVA
- defende a lisura ou a exação nas praticas administrativas.
- ação popular e ação de improbidade administrativa.
- quando o agente pratica ato visando a fim diverso daquele previsto, explicita ou
implicitamente na regra de competência. Atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa fé.
- – pelo princípio da moralidade há a necessidade de que toda a atividade administrativa, bem como os atos administrativos atendam a um só tempo à lei, à moral,
à equidade, aos deveres de boa administração, uma vez que pode haver imoralidade em um ato tido como legal.
2.4. PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE - exige ampla divulgação dos atos praticados pela administração publica, salvo exceções
previstas em lei: defesa da intimidade; sigilo profissional; segurança publica)
- habeas data; direito de receber de órgãos públicos informações de seus interesse
particular ou de interesse coletivo e geral (art.5, LX), direito à informação, direito de petição.
- torna obrigatória a divulgação de atos, contratos instrumentos celebrados pela Administração Publica direta e indireta, para conhecimento, controle e início de seus efeitos.
- A publicação que produz efeitos é a realizada pelo órgão oficial. Órgão oficial é o jornal, público ou privado, destinado à publicação dos atos estatais.(art. 6º, da lei n. 8.666/93).
2.5. PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA
- impõe à Administração Pública direta e indireta a obrigação de realizar suas atribuições com rapidez, perfeição e rendimento, devendo satisfazer os interesses dos administrados em particular e da coletividade em geral, valendo-se de técnicas a tornar a
execução a melhor possível, evitando sua repetição e reclamos por parte dos administrados, devendo alcançar resultados positivos para o serviço público e satisfatórios para o interesse da coletividade.
3. REGIME JURIDICO ADMINISTRATIVO
3.1. Supremacia do interesse público
- em havendo embate entre o interesse particular e o particular deverá prevalecer o interesse público. Ex. desapropriação. Muito embora haja a aplicabilidade desse princípio, a Administração obedece ao direito adquirido, a coisa julgada e o ato jurídico
perfeito (CF, art. 5, XXXVI).
3.2 Igualdade
- todos são iguais em face da lei e também perante a administração pública. Dele decorre que aos iguais deve ser prestadoum tratamento impessoal, igualitário ou isonômico. Tal princípio norteia a administração publica direta e indireta. É aplicável a
brasileiros e estrangeiros. Cabe tratar os iguais igualmente e os desiguais desigualmente.
3.3 Indisponibilidade 
-a administração e seus agentes não possuem liberdade para concretizar transações de qualquer natureza sem prévia e correspondente norma legal. Os bens, direitos e interesses públicos são confiados a ele apenas para a sua gestão e jamais para a sua
disposição. Não há poder de transigir sem lei anterior que o permita.
3.4. Continuidade do serviço público
- a atividade administrativa deve ser ininterrupta. Há ressalvas e exceções ao direito de greve. Não se admite greve em serviços essenciais, incluso neste rol a segurança pública, a saúde, transporte público etc. Não pode o contrato administrativo deixar de
ser cumprido pelo contratado, ainda que a Administração tenha deixado de satisfazer suas obrigações contratuais. Não se aplica aos contratos administrativos, via de regra, a exceptio non adimpleti contractus (exceção de contrato não cumprido).
 
3.5. Presunção de legitimidade ou de veracidade
– segundo princípio que também é conhecido como da presunção de legalidade, abrange a presunção de verdade, que se refere à certeza dos fatos e da presunção da legalidade, uma vez que a  Administração Pública submete-se à lei e presume-se que tais atos sejam verdadeiros e praticados com observância das normas legais vigentes, até prova em contrário. Trata-se da presunção relativa (juris tantum), que tem como efeito a inversão do ônus da prova.
3.6. Especialidade
–é decorrente dos princípios da legalidade e da indisponibilidade do interesse público, referente à idéia de descentralização administrativa. O Estado ao criar pessoas jurídicas públicas administrativas, visando a descentralização da prestação de serviços públicos, com vistas à especialização de função, não concede ao administrador a possibilidade de afastar-se dos objetivos definidos em lei, uma vez que a lei que criou a entidade estabelece com precisão as finalidades que lhe incumbe atender.
3.7. Controle ou tutela
- Administração Pública Direta fiscaliza as atividades da Administração Pública Indireta, com o objetivo de garantir a observância de suas finalidades institucionais. 
3.8. Autotutela –
- obriga a Administração Publica a policiar, relativamente ao mérito e a legalidade, os atos administrativos que pratica, cabendo-lhe retirar do ordenamento jurídico os atos inconvenientes e inoportunos e os ilegítimos.
Hely Lopes Meirelles que " a Administração Publica, como instituição destinada a realizar o Direito e a propiciar o bem comum, não pode agir fora das normas jurídicas e da moral administrativa, nem relegar os fins sociais a que sua ação se dirige. Se, por erro, culpa, dolo ou interesses escusos de seus agentes a atividade do Poder Público desgarra-se da lei, divorcia-se da moral, ou desvia-se do bem comum, é dever da Administração invalidar, espontaneamente ou mediante provocação, o próprio ato, contrário a sua finalidade, por inoportuno, inconveniente, imoral ou ilegal". - Súmula 473 do STF disciplina que: " A Administração pode anular seus próprios atos quando eivados de vícios que os tornem ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial".
3.9. Hierarquia
– os órgãos da Administração Pública são estruturados de maneira a criar uma relação de coordenação e subordinação entre uns e outros, cada qual com atribuições definidas
em lei
3.10. Principio da proporcionalidade.
- Deriva da legalidade, o administrador publico ao aplicar a lei, não pode agir nem de forma mais intensa e nem de forma mais extensa pretendida por essa lei. O administrador público está obrigado a sacrificar o mínimo para preservar o máximo de direitos, ou seja, faz-se necessária a permanente adequação entre os meios e os fins, banindo-se medidas abusivas com intensidade superior ao estritamente necessário. art. 2º, parágrafo único, VI da lei n. 9.784/99 .
3.11. Principio da finalidade.
O administrador publico ao aplicar, devera sempre buscar atender a finalidade por ela pretendida.
3.12. Principio da razoabilidade.
- É o principio que proíbe o administrador ao aplicar a lei de agir de forma insensata. Está vinculado a lei, no ato discricionário a lei da uma margem de liberdade ao administrador. ao administrador não é concedido interpretar ou aplicar a lei que autoriza
a sua atuação segundo seus valores pessoais, mas a partir da perspectiva do resultado que corresponda a concretização da justiça. - Ao agente público não é permitido  qualquer conduta que esteja fora do razoável, do sensato, do normal, mesmo quando atua no exercício de competência discricionária. 
3.13. Motivação
- os atos administrativos devem ser motivados. A motivação é necessária para todo e qualquer ato administrativo. Ex. CF, art. 93, IX e X.
3.14. Segurança Jurídica
- visa garantir certa estabilidade nas relações jurídicas estabelecidas com a Administração. Portanto, não pode o Administrador, sem justificativa legal, invalidar atos administrativos, desfazendo relações ou situações jurídicas.
Aula 3. ADMINISTRAÇÃO PUBLICA
A Administração Pública “pode ser definida como a atividade concreta e imediata que o Estado desenvolve, sob regime jurídico de direito público, para a consecução dos
interesses coletivos”, a
CARACTERÍSTICAS
a) põe em execução a vontade do Estado contida na lei.  
b) a sua finalidade é a satisfação direta e imediata dos fins do Estado.
c) o seu regime jurídico é de direito público;
d) visa a consecução dos interesses coletivos.
e) visa a satisfação direta dos fins do Estado.
ADMINISTRAÇÃO OBJETIVA
- abrange as atividades exercidas pelas pessoas jurídicas, órgãos e agentes incumbidos de atender concretamente às necessidades coletivas; corresponde à função administrativa, atribuída preferencialmente aos órgãos do Poder Executivo. Desta
maneira, a Administração Pública abrange fomento a polícia administrativa e o serviço
público.
ADMINISTRAÇÃO SUBJETIVA
É o conjunto de pessoas e órgãos que desempenham a atividade administrativa.. É atribuída constitucionalmente a uma das pessoas políticas: união, estado, distrito federal, municípios.
a) trata-se do conjunto de órgãos e de pessoas jurídicas aos quais a lei atribui o exercício da função administrativa do Estado;
b) é composta por órgãos integrantes  das pessoas jurídicas políticas, aos quais a lei confere o exercício de funções administrativas;
c) às vezes, a lei pode optar pela execução indireta da atividade administrativa, transferindo-a a pessoas jurídicas com personalidade de direito público ou privado;
d) a função administrativa é exercida, predominantemente, pelos órgãos do Poder Executivo.
Essas atribuições podem ser delegadas.
- ressalvadas as hipóteses de competência exclusiva, as funções administrativas são transmissíveis entre os entes e órgãos competentes da estrutura administrativa
DESCONCENTRAÇÃO
É a transmissão de atribuições para um órgão da mesma pessoa jurídica administrativa. É uma especialização interna. Ex.: criação de secretarias. São características dos órgãos administrativos:
a) Órgãos públicos criados por lei;
b) Não possuem personalidade jurídica
c) Não tem patrimônio próprio
d) Fazem parte da administração direta
e) São subordinados ao ente público que o criou;
f) São influenciados pela normatividade do princípio da hierarquia.
DESCENTRALIZAÇÃO
É a transferência de poderes para outras pessoas- com personalidade jurídica independente, criadas com a finalidade única de receber e desempenhar atribuição delegada. Isso gera a especialização de funções, privilegiando a eficiência – quanto mais uma
pessoa for uma pessoa em relação a determinada atividade, mais eficiente será sua prática.
ÓRGÃOS PÚBLICOS
São centros de competências administrativas especificas que dependem da pessoa jurídica que os incorporampara funcionar, pois não tem personalidade jurídica própria. Os órgãos de uma pessoa jurídica mantêm relações funcionais entre si. (dica= corpo humano) 
AULA 4. ADMINISTRAÇÃO INDIRETA, AS ENTIDADES PARAESTATAIS E O TERCEIRO SETOR
ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
- é constituída por pessoas jurídicas de direito público ou privado, a quem o Poder Público delega ou comete a execução do serviço público e são criadas a partir de lei. CARACTERÍSTICAS: descentralização, quer dizer que a  competência para exercer um serviço público é distribuída de uma para outra pessoa, física ou jurídica. Assim, é pressuposto da descentralização a existência de pelo menos duas pessoas que entre si repartiram as competências.
A DESCENTRALIZAÇÃO pode ser dividida em:
Política - quando o ente descentralizado realiza suas atividades como sendo titulares de maneira originária e assim sendo, exerce suas atribuições próprias que não decorrem do ente central.
Administrativa - quando as atribuições exercidas pelo ente da administração indireta decorrem do poder central.
A pessoa jurídica instituída como integrante da Administração Indireta tem as seguintes
CARACTERÍSTICAS:
1)   sua criação decorrerá de lei. (art. 37, XIX CF);
2)   será sem fins lucrativos;
3)   sua extinção ocorrerá por força de lei e não pela vontade das partes;
4) sujeita-se ao controle interno, podendo inclusive, ficar sujeita à fiscalização pela entidade a que se vincula;
5)  sujeita-se ao controle externo, tal como do Poder Legislativo com apoio do Tribunal de Contas e do Poder Judiciário, além da fiscalização do Ministério Público;
6)    de acordo com o princípio da especialidade deve sujeitar-se à finalidade para a qual foi instituída.
AUTARQUIA
São pessoas jurídicas de direito público, criadas por lei especifica (art. 37, XIX) para executar um serviço público (serviço público personificado), possuindo capacidade exclusivamente administrativa. Se é criada por lei, só pode ser extinta por lei (princípio do paralelismo).
Regime jurídico de direito público. É uma pessoa jurídica de direito público; (não se aplica CC e lei de falências)
É o serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas da Administração Pública, que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada. Algumas características adicionais:
- tem autonomia e podem adquirir direitos e obrigações. Esta relacionada a um ministério ou secretaria.
Muito embora sua criação seja determinada por lei, tal lei deve ser de iniciativa do Poder executivo, sendo sua organização determinada por decreto, regulamento ou estatuto.
As autarquias possuem patrimônio próprio considerado público, que são impenhoráveis e imprescritíveis.
Tais bens são impenhoráveis divididos em:
A) Bens dominiais - bens em que o Estado exerce o domínio, mas que não são afetados a uma destinação pública específica. Ex.: terrenos sem donos; B)    Bens de uso comum do povo - bens do Estado, mas destinados ao uso da população. Ex.: praças, ruas etc. C)  Bens de uso especial - bens, móveis ou imóveis, que se destinam ao uso pelo próprio Poder Público para a prestação de serviços. Ex.: prédio da câmara municipal, prédio da prefeitura, etc.
EX: INSS, ANAC, ANATEL, Banco Central, IBAMA, INCRA, ANVISA, ANCINE, etc.
Privilégios:
A) possuem imunidade de impostos, art. 150 inciso 6 alínea A e parágrafo;
b) presunção de legitimidade e veracidade de seus atos;
c) prazos em quádruplo para contestar e em dobro para recorrer;
d) impenhorabilidade, imprescritibilidade e inalienabilidade de seus bens;
e) execução fiscal de seus créditos lei 6830/80.;
f) juízo privativo para o processo nos mesmos casos do ente criador;
g) legitimação ativa para a execução fiscal na cobrança de seus creditos;
h) pagamento dos seus débitos por meio do sistema de precatórios Controle : existem três formas das autarquias : administração direta, Cidadão, fiscalização finalística. Tutela administrativa Tribunal De Contas TCU UF
TCE ESTADOS MUNICIPIOS EXECUTIVO SP TC MUNICIPIO RJ TC MUNICIPIO
Responsabilidade estatal por atos da autarquia (art. 37 § 6º CF). A união responde se der causa a autarquia ou na hipotese de se esgotarem todos os recursos financeiros da autarquia . Nesta hipotese a responsabilidade da administração direta sera subsidiaria. Servidores = as vagas são supridas por concurso publico exceto cargos de chefia, de confiança, direção, assessoria, são de livre nomeação e exoneração. Atos = contratos Patrimônio. Os bens das autarquias são bens públicos e são impenhoráveis e imprescritíveis.
AUTARQUIAS ESPECIAIS- são dotadas de regime juridico especial, recebendo a qualificação de agências executivas ou reguladoras.
AGÊNCIA EXECUTIVA - autarquias ou fundações publicas que passam a gozar de regime juridico especial após celebrarem contrato de gestão com o órgão da Administrasção publica direta ao qual estão vinculados.
O objetivo do contrato de gestão é aumentar a eficiência e diminuir os custos da própria autarquia, que deve apresentar um plano estrategico de reestruturação e desenvolvimento. A qualidade executiva á atribuida por decreto. Em troca a autarquia
ganha mais autonomia gerencial, orçamentaria e financeira.
AGENCIAS REGULADORAS
Autarquias de regime juridico especial. Criadas para regular, normatizando e fiscalizando, determinadas atividades objeto de privatização (energia eletrica), ou a exploração, mediante concessão, de bens publicos (petroleo)
CARACTERÍSTICAS: poder normativo específico; maior autonomia em relação a administração direta, denominada independencia relativa; estabilidade de seus dirigentes, que detem mandato fixo e são nomeados pelo presidente da republica após aprovação do senado,
FUNDAÇÃO
“Pessoa jurídica de direito público ou privado criadas para a prestação de serviços públicos, contando com patrimônio personalizado destacado pelo seu instituidor, para a preservação do interesse público”.  São entidades de direito público ou privado, criadas para a prestação de atividades de interesse público (social, educacional ou cultural) e com um patrimônio próprio personalizado. Sem fins lucrativos  Patrimônio publico descentralizado com personalidade jurídica própria. (criadas por
lei) . Funcionam igual as autarquias.
São registradas, por escritura publica, em órgão competente. Por submeterem-se a regime idêntico ao das autarquias são consideradas autarquias fundacionais.
São exemplo dessas fundações as seguintes entidades: Biblioteca nacional; Hospital das clínicas; Fundação Butantã. Fundação Memorial da América Latina.
CARACTERISTICAS: autonomia financeira e administrativa, dirigentes próprios, patrimônio próprio e personalizado.
a) patrimônio público próprio;
b) criação autorizada por lei, isto é, a lei apenas autoriza, para que ela seja criada necessita de registro no órgão competente;
c) regime de pessoal: estatutário;
d) foro processual:
e)  pode ser de direito:
privado: também chamada de fundação governamental; público: esta é uma exceção, pois precisa ser CRIADA, não apenas autorizada, por lei, como as autarquias. Possuem os mesmos privilégios processuais das autarquias. Não se submetem ao regime falimentar; Exemplos: IBGE, FUNAI, PROCON, etc
Autarquia Fundação
Criada por lei ordinária e especifica Criada por autorização legislativa + lei complementar definindo a área de atuação
Serviço público personificado Patrimônio personificado Pessoa jurídica de direito público
SEMPRE.
Pessoa jurídica de direito público ou privado.
Exerce atividades típicas do Estado Exerce atividades atípicas
Possui natureza administrativa. Possui natureza social
EMPRESA PÚBLICA
“São pessoas jurídicas de Direito Privado, criadas para a prestação de serviços públicos ou para a exploração de atividades econômicas, constituídas por um capital exclusivamente público e sob qualquer modalidade empresarial.”
é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com patrimônio próprio e capital exclusivo da União, autorizada por lei (EC 19/1998)para a exploração de atividade econômica que o Governo seja levado a exercer por força de contingência ou de conveniência administrativa podendo revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito.
As empresas públicas só podem assumir personalidade jurídica de Direito Privado, contrariamente ao que se observou nas fundações e autarquias. Seu capital é inteiramente público.
São exemplos de empresas públicas as seguintes instituições: RADIOBRAS; INFRAERO; BNDES; CAIXA ECONOMICA FEDERAL
Características
a) Pessoas jurídicas de direito Privado, instituídas pelo poder publico;
b) sua criação é autorizada por lei.
c) Pessoas jurídicas de direito privado;
d) Possuem patrimônio próprio;
e) possuem autonomia financeira e administrativa;
f) Seus bens são penhoráveis;
g) Capital 100% público;
h) Pode adotar qualquer forma societária;
i) Não podem gozar de privilégios fiscais não extensivos ao setor privado;
Se prestadoras de serviço público, não se submetem ao regime falimentar (para
preservar a continuidade do serviço). Já se forem exploradoras de atividade econômica,
podem falir;
Exemplos: Caixa Econômica Federal, Correios, BNDES, etc.
Conceito : Sociedade mercantil industrial constituída mediante autorização de lei e sob a égide de direito privado, com capital exclusivamente da administração publica ou composto em sua maior parte de recursos dela advindos e de outras entidades
governamentais destinadas a realizar imperativos da segurança nacional e relevantes interesses da comunidade. Art. 173 CF
a) Patrimônio: caso se trate e uma empresa publica que explora atividade econômica o patrimônio será privado e portanto penhorável alienável e prescritível. Caso se trate de empresa publica prestadora de serviço publico o patrimônio é
considerado publico portanto, impenhorável, inalienável e imprescritível.
b) Servidores: regra geral prestam concurso, exceção chefia direção e assessoria, não precisam prestar concurso.
c) Responsabilidade: a responsabilidade de empresa publica que explora atividade econômica é subjetiva ( é relevante mostrar a intenção do agente) e se a empresa publica for extinta pela união então, a união respondera dentro dos limites do seu
patrimônio A empresa publica que presta um serviço publico tem a mesma responsabilidade das autarquias.
d) Atos e contratos: Empresa publica que explora atividade econômica. Tem que licitar tudo que não for ligado diretamente ao serviço direto da empresa. Caso se trate de empresa publica que preste serviço todas as contratações precisam de licitação.
e) Controle: Empresa publica que explora atividade econômica, esta sujeita ao controle do judiciário e tribunal de contas. E se prestar serviço publico esta sujeito a todos os controles da Adm direta, Trib. de contas e ao Judiciário.
Forma societária: As empresas publicas podem adotar quaisquer formas societárias admitidas em direito.
Privilégios: as empresas publicas que exploram atividade econômica não possuem qualquer espécie de privilégios e estão sujeitas as mesmas obrigações fiscais trabalhistas civis e comerciais que as demais empresas.
Exceção : empresas publicas que excepcionalmente que prestam serviços públicos. Ex. Infraero, correios
SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA
“Pessoas jurídicas de Direito Privado, criadas para a prestação de serviços públicos ou para a exploração de atividades econômicas, contando com um capital misto e constituídas somente sob a modalidade empresarial de sociedade anônima..
É a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, criada por autorização legislativa para a  exploração de atividade econômica ou prestação de serviço público sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto
pertençam em sua maioria à União ou a entidade da Administração Indireta.
Sociedade mercantil industrial cuja instituição, autorizada por lei, faz-se essencialmente, sob a égide de Direito Privado, com recursos públicos e particulares, para a realização de imperativos necessários à segurança nacional e de interesses
relevantes da comunidade. Art. 173 CF.
A criação depende de autorização legislativa e atos constitutivos devidamente registrados.
Extinção precisa de um ato de dissolução devidamente registrado. Autorização da lei e de um ato dissolvendo a pessoa jurídica devidamente registrado A sociedade de economia mista somente poderá assumir a modalidade de sociedade
anônima, ficando assim sujeitas à Lei n. 10.303/2001.
Entre suas características destacam-se: autonomia administrativa e financeira e de patrimônio próprio
Natureza: pessoa jurídica de privado “ instituída pelo poder publico”. Fins: explorar atividade econômica visando lucro e exceção prestar serviço publico.
Criação: autorização da lei e atos constitutivos
Forma: na esfera federal obrigatoriamente uma Soc. De economista deve adotar a forma de Soc. Anônima. E nas demais esferas quaisquer das formas. Capital: O capital das Soc. De economia mista deve ser composto de recursos públicos
e privados. Assim sendo a maioria das ações com direito a voto, no mínimo, deve ser publica e o restante particular.
Patrimônio: se explorarem uma atividade econômica o capital será privado (penhorável, prescritível e alienável). Se prestadoras de serviço publico o patrimônio é considerado publico.
Servidores: obrigatório prestar concurso publico e com vinculo CLT. Prerrogativas: se explorarem atividade econômica, não só não possuem privilégios como estarão sujeitas as mesmas obrigações, civis, comerciais trabalhistas e tributárias
das demais pessoas jurídicas de direito privado. Se prestarem serviço publico podem ser alcançadas por alguns privilégios a exemplo da imunidade de impostos, impenhorabilidade de bens.
Atos e contratos: Se explorarem atividade econômica a atividade finalística não estão sujeitas licitação, mas, às atividades estranhas à atividade principal estão sujeitas a licitação. Se prestarem serviço publico, estão sujeita a licitações.
Responsabilidade: Se explorarem atividade econômica a responsabilidade será apenas dela esta sujeita a falência, responsabilidade é subjetiva. Administração direta apenas respondera se extinguir a sociedade de economia mista, até o limite do patrimônio revertido. Se prestadoras de serviços públicos quem responde é própria Soc. De economia mista não havendo responsabilidade solidária com a administração direta.
Essa responsabilidade será objetiva. Respondera em duas hipóteses em caso de dissolução da soc. E se esgotados os recursos financeiros. Controle: se explorar atividade econômica não sofrem controle da administração direta mais sofrem controle do tribunal de contas e do judiciário. Se prestarem serviço publico sofrem controle da adm. direta, trib. de contas e judiciário.
Pessoas jurídicas de direito privado;
CARACTERÍSTICAS:
A) São autorizadas por lei;
B) Possuem patrimônio próprio;
C) Possuem autonomia financeira e administrativa;
D) Seus bens são penhoráveis;
E) Capital misto, público/privado
F) Pode adotar somente a forma de Sociedade Anônima (S/A);
G) Não podem gozar de privilégios fiscais não extensivos ao setor privado;
Se prestadoras de serviço público, não se submetem ao regime falimentar (para preservar a continuidade do serviço). Já se forem exploradoras de atividade econômica, podem falir; Exemplos: Petrobras, Banco do Brasil, Eletrobrás, etc.
Características comuns das Empresas Públicas e das Sociedade de economia mista:
 objeto: prestação de serviço público (ex.: Correios) ou exploração de atividade econômica (ex.: Petrobrás);
 são pessoas jurídicas de direito privado;
 regime jurídico híbrido, ou seja, possuem regras mescladas do direito público e do direito privado;
 regime de pessoal: CLT, empregados públicos;
 não se sujeitam à falência;
 não são para-estatais;
 contratam por concurso público e compram por meio de licitações;
 conforme art. 173, par. 1, III da CF, as EP's e SEM's podem ter estatuto próprio de licitações e contratos, uma vez que competem no mercado privado e as rígidas regras da Lei 8.666 podem engessar as entidades, dificultandoa concorrência pela morosidade do processo licitatório. No entanto, na prática este estatuto ainda não Existe.
Diferenças entre EP e SEM:
Sociedade de Economia Mista Empresa Pública
Formação de capital Majoritariamente público:50% mais uma ação ON (ordinária, isto é, com direito a voto) 100% do capital é público Forma societária Sociedade Anônima (S/A) Qualquer forma permitida no direito, inclusive S/A
Juízo competente (foro Como regra geral, para União, processual) Estados, DF e Municípios será a Justiça Estadual
União: Justiça Federal; Estados, DF e Municípios: Justiça Estadual
Na Sociedade de economia mista haverá uma exceção quanto ao foro processual.Quando a União atuar como assistente ou oponente na ação, o foro processual será a Justiça Federal.
Quanto à formação de capital das Empresa Publica e Sociedade de economia mista, fica fácil de memorizar as diferenças quando pensamos em exemplos práticos. Por exemplo: CEF (Caixa Econômica Federal) é uma empresa pública, isto é, possui capital 100% público. A Petrobrás, por sua vez, é uma sociedade de economia mista, com forma societária de S/A de capital aberto, tendo inclusive ações negociadas em bolsa de valores.
A empresa pública poderá ter seu capital composto por mais de um sócio e mesmo assim continuar tendo 100% do seu capital público. EX. podem ser sócios de uma EP:
a) dois Estados e a União;
b) a União, uma autarquia e um Estado;
c) ou ainda, a União, um Estado e uma Sociedade de Economia Mista. Mesmo uma SEM sendo de direito privado e possuindo capital misto entre público e privado, ela poderá ser sócia de uma EP.
TERCEIRO SETOR
A composição do denominado Terceiro Setor é realizada por particulares, pessoas jurídicas de Direito Privado, que não integram a estrutura da Administração Pública, contudo, com ela mantêm parcerias com o intuito de preservar o interesse público.  Estão entre elas as seguintes organizações:
ORGANIZAÇÕES SOCIAIS
pessoas jurídicas de Direito Privado, sem fins lucrativos, criadas por particulares, para desempenhar serviços sociais não exclusivos do Estado, como: ensino, pesquisa científica, proteção ao meio ambiente, incentivo à cultura, programa de saúde. No âmbito federal foram criadas pela lei n. 9.637/1998 Ex.: OSESP, Associação Amigos do Museu da Imagem e do Som.
ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL DE INTERESSE PÚBLICO – São
pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, que atendam aos requisitos instituídos pela Lei n. 9.790/1999.
SERVIÇOS SOCIAIS AUTÔNOMOS
São aqueles serviços instituídos por lei com personalidade jurídica de Direito Privado para ministrar assistência ou ensino a certas categorias sociais ou grupos profissionais, e que não tenham finalidade lucrativa. Ex.: Senai, Sesi, Sesc e Senac.
Aula 5. PODERES DA ADMINISTRAÇÃO PUBLICA
PODER - não se trata de uma faculdade, mas sim de um poder-dever, já que o exerce em benefício da coletividade. Os poderes são irrenunciáveis.
PODER VINCULADO
Restringe, está prevista na lei praticamente todos os seus aspectos. Estabelece todos os requisitos do ato, cabendo a autoridade apenas editá-lo, sem apreciar os aspectos de oportunidade, conveniência., interesse público e equidade. Matérias de reserva legal absoluta.
PODER DISCRICIONÁRIO
Dá a ideia de prerrogativa, uma vez que a lei ao atribuir determinada competência, deixa alguns aspectos do ato a serem apreciados pela Administração diante do caso concreto, Liberdade. É a faculdade conferida à autoridade administrativa de escolher várias soluções.
Mérito administrativo – conveniência e oportunidade no atendimento do interesse público.
Conceitos jurídicos indeterminados = justo preço, boa-fé, perigo para pessoas, ordem pública
PODER NORMATIVO
É o poder de criar normas, com efeito férias e abstratos.
ORIGINÁRIOS - emanados de um órgão estatal em virtude de competência própria. Ex. atos legislativos.
DERIVADOS – explicitação ou especificação de um conteúdo normativo derivado por excelência: ex. regulamento.
PODER REGULAMENTAR
É uma forma de expressão normativa do Poder Executivo. São normas complementares a lei utilizadas para sua fiel execução.
REGULAMENTO EXECUTIVO
Complementa a lei, nos termos do art. 84, IV da CF/88, para fiel execução da lei, não pode estabelecer normas contra legem. Não pode inovar na ordem jurídica (criar direitos e deveres).
REGULAMENTO AUTONOMO
ou independente. Tem o condão de inovar na ordem jurídica. Não desenvolve uma lei, mas sim estabelece normas, não disciplinadas em lei (art. 84, VI). Pode o Presidente da República dispor sobre: a) organização e funcionamento da administração pública federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos
públicos; b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos. Obs.: A competência do item “a” limita-se a organização e funcionamento, pois a criação extinção de ministérios e de órgãos da administração dependem de lei. As
agências reguladoras têm poder normativo. ATOS = resoluções, portarias, deliberações, instruções e regimentos (são atos pelos quais órgãos colegiados estabelecem normas para seu funcionamento interno) Em caso de omissão do Poder executivo em editar regulamentos, cabe o mandado de injunção e ação de inconstitucionalidade por omissão.
PODER DISCIPLINAR
É o que cabe à administração pública para apurar infrações e aplicar penalidades aos servidores públicos e demais pessoas sujeitas à disciplina administrativa, Ex. estudantes de uma escola pública. Não abrange as sanções impostas a particulares não sujeitos à disciplina interna da Administração, por que nesse caso as medidas punitivas encontram seu fundamento no
poder de polícia do Estado. (Não atinge terceiros) É uma decorrência da hierarquia, mesmo no Poder Judiciário e no Ministério Público, no qual não há hierarquia. Existe um aspecto funcional da relação de trabalho. Sujeitam-se à disciplina interna da instituição.Não é um poder discricionário. Ela não tem liberdade de punir ou não punir, pois tendo conhecimento de falta praticada pelo servidor, tem necessariamente que instaurar o procedimento adequado para sua apuração, e se for o caso, aplicar a pena cabível. A lei costuma dar à administração o poder de levar em consideração, na escolha da
pena, a natureza e a gravidade da infração e os danos que dela provierem para o serviço público. (proporcionalidade)
Nenhuma penalidade pode ser aplicada sem prévia apuração por meio do procedimento legal (devido processo administrativo)
PODER DECORRENTES DA HIERARQUIA “ dar ordens” A organização administrativa é baseada em dois pressupostos: a distribuição de competência e hierarquia. Há uma relação de coordenação e subordinação.
PODER DE EDITAR ATOS NORMATIVOS. Resoluções, portarias, instruções. São atos de efeitos apenas internos, e portanto, diferentes do regulamento. São decorrentes da relação hierárquica e não obrigam pessoas estranhas.
PODER DE DAR ORDENS- aos subordinados, que implica o dever de obediência para estes últimos, salvo se forem ordens ilegais.
PODER DE CONTROLAR – a atividade dos órgãos inferiores, para verificar a legalidade de sus atos e o cumprimento das obrigações, podendo anular os atos ilegais ou revogar os inconvenientes ou inoportunos, de ofício.
PODER DE APLICAR SANÇÕES – em caso de infrações disciplinares
PODER DE AVOCAR – atribuições, desde que estas não sejam da competência exclusiva do órgão subordinado.
PODER DE DELEGAR – atribuições que não lhe sejam privativas,
A RELAÇÃO HIERARQUICA é acessória da organização administrativa. A relação hierárquica:
a) uma relação que se estabelece entre órgãos, de forma necessária e permanente;
b) que os coordena;
c) que os subordina uns aos outros;
d) e gradua a competência de cada um.
Nos Poderes Judiciários e Legislativo não existe hierárquica no sentido de relação de
coordenação e subordinação (distribuição de competências).
PODER DE POLICIA
É a prerrogativa da administração pública de restringir ou disciplinar direitos, liberdades e interesses individuais em prol do interesse público
O SEU FUNDAMENTO É A ORDEM PÚBLICA. Abrangedesde os aspectos da segurança das pessoas e bens, saúde e tranquilidades públicas até a preservação da qualidade do meio ambiente natural e cultural, o combate ao abuso do poder econômico, e a preservação do abastecimento de gêneros alimentícios. Ex. direitos de construir, condições sanitárias de alimentos, medicamentos, exercício de profissões, poluição sonora, visual, atmosférica, dos rios mares, praias e lagos e transito. são existe incompatibilidade entre os direitos individuais e os limites a eles impostos pelo poder de polícia do Estado. O poder de polícia constitui um meio de assegurar os direitos individuais porventura ameaçados pelo exercício ilimitado, sem disciplina normativa dos direitos individuais por parte de todos. O fundamento do poder de polícia é o princípio da predominância do interesse público sobre o particular, que dá a Administração pública posição e supremacia sobre os administrados. O poder de polícia é a atividade do Estado consiste em limitar o exercício de direitos individuais em
benefício do interesse público.
O poder de polícia que o Estado exerce pode individuais em duas áreas de atuação: administrativa e judicial. (Executivo e Judiciário)
FUNDAMENTO – é o princípio da predominância do interesse público sobre o particular, que dá a Administração posição de supremacia sobre os administrados.
CONCEITO
- o conjunto de atribuições.
- atividade estatal consistente em limitar o exercício de direitos individuais em benefício do interesse público.
Interesse público= segurança, moral, saúde, meio ambiente, defesa do consumidor, patrimônio e propriedade.
Código Tributário Nacional. Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. Parágrafo único. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável, com observância do processo legal e, tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de poder.
PODER LEGISLATIVO – no exercício do poder de polícia que incumbe ao Estado, criar por lei as chamadas limitações administrativas ao exercício das liberdades públicas. Lei.
PODER EXECUTIVO- administração exerce o poder de regulamentar as leis e controlar sua aplicação, preventivamente (por meio de notificações, licenças ou autorizações) ou repressivamente (medidas coercitivas).
POLICIA ADMINISTRATIVA = é um poder preventivo, visa impedir as ações antissociais.
POLICIA JUDICIÁRIA = é um poder repressivo, visa a punir os infratores da lei penal. É preventiva em relação ao interesse gera, na medida em que visa impedir a reincidência.
MEIOS DE ATUAÇÃO = atos normativos (lei) - atos administrativos e operações materiais de aplicação da lei ao caso concreto, compreendendo medidas preventivas (fiscalização, vistoria, ordem, notificação, autorização e licença) e medidas repressivas (dissolução e reunião, interdição de atividade e apreensão de mercadorias deterioradas)
ATRIBUTOS OU CARACTERÍSTICAS = são atributos do poder de polícia:
a) discricionariedade,
b) auto executoriedade
c) Coercibilidade
d) Indelegabilidade do poder de polícia para os particulares.
Ele pode ser tanto discricionário, como vinculado.
PODER VINCULADO = é uma atribuição da administração que está sujeita à lei em praticamente todos os seus aspectos. Não há que se falar em prerrogativa do Poder Público. A administração terá que adotar solução previamente estabelecidas, sem
qualquer possibilidade de opção. Ex. licença. A lei prevê os requisitos diante dos quais a administração é obrigada a conceder o alvará e licença para conduzir automóveis.
PODER DISCRICIONÁRIO = há uma margem de apreciação. Ex. porte de armas, autorização para circulação de veículos com peso ou altura excessivos. (autorização).
AUTOEXECUTORIEDADE: = é a possibilidade que tem a administração de, com os próprios meios, por em execução as suas decisões, sem precisar recorrer previamente ao Poder Judiciário (exigibilidade). A decisão administrativa impõe-se ao particular
ainda contra a sua concordância, se quiser se opor terá que ingressar em juízo.
IMPOSITIVA - pelo atributo da exigibilidade a administração se vale de meios indiretos de coação. Ex. multa, não licencia o veículo se não pagar as multas. Ela não está presente em todas as medidas de polícia.
CARACTERÍSTICAS
a) é atividade administrativa: conjunto de atos, fatos e procedimentos realizados pela administração.
b) É atividade subordinada à ordem jurídica, regia pelos princípios constitucionais.
c) Acarreta limitação direta a direitos reconhecidos a particulares.
d) É um obstáculo ao exercício pleno de um direito do particular ou a retirada de uma faculdade pertinente ao conteúdo do direito ou uma obrigação e fazer;
e) Abrange o controle da observância das prescrições e a impossibilidade de sanções em caso de desatendimento.
POLÍCIA ADMINISTRATIVA = restringe o exercício de atividades lícitas, reconhecidas pelo ordenamento como direitos dos particulares, isolados ou em grupo.
POLICIA JUDICIÁRIA = visa a impedir o exercício de atividades ilícitas, vedas pelo ordenamento jurídico. Auxilia o Estado e o Poder Judiciário na prevenção e repressão de delitos e no cumprimento de sentenças judiciais. É restrita a determinados órgãos.
PODER REGULAMENTAR
O Estado ao impor, limitar a liberdade ou o direito de propriedade do administrado, sem que haja total despojamento de tias direitos, acarretando indenização.
LICENÇA = É o ato administrativo vinculado pelo qual o poder verifica se o interessando atendeu às exigências legais, possibilita a realização de atividades ou de fatos materiais, vedados sem tal apreciação. Não pode ser negada quando
preenchidos ou requisitos legais para sua obtenção. Em regra é definitiva, mas pode ter prazo e se desfaz com a cassação (quando o particular descumprir requisitos para o exercício da atividades) ou revogação (motivo de interesse público que exija a não realização da atividade licenciada, cabendo, indenização ao particular).
Se exterioriza no documento “alvará” licença ambiental, de construir e de funcionamento.
AUTORIZAÇÃO = é um ato discricionário e precário, pelo qual a administração consente no exercício de certa atividade, inexiste direito subjetivo à atividade: conveniência e oportunidade. Diz respeito ao exercício de atividades cujo livre
exercício pode, em muitos casos, constituir perigo ou dano para a coletividade, mas que não é oportuno impedir de modo absoluto, a administração examina caso a caso. De regra a autorização se expressa por escrito, de modo explícito. Ex. porte de arma e, comercio de fogos. Sanções: demolição de edificação, apreensão de mercadorias e guinchamento de
veículos.
Na fiscalização(observância, vigilância observadora): inspeção, vistoria e exames laboratoriais.
SANÇÕES DECORRENTES DO PODER DE POLÍCIA
Estão previstas em lei, não se pode inventá-las.
FORMAIS – cassação de licença (privada), revogação de autorização (publica)
PESSOAIS – apreensão e destruição de gêneros alimentícios, apreensão de armas e instrumentos usados na caça e pesca proibidas e guinchamento de veículos.
PECUNIÁRIAS – multa única e multa diária, impedimentos temporários ou definitivos de exercício de atividades, suspensão ou interdição de atividade, fechamento de estabelecimento, embargo de obra, demolição de edificação, apreensão de mercadorias.
LIMITES = respeito aos direitos fundamentais
PRESCRIÇÃO DA AÇÃO PUNITIVA DA ADMINISTRAÇÃO FEDERAL – prescreve em 5 anos a contar da data da prática do ato ou no caso de infração permanente ou continuada do dia em que tiver cessado (art. 1°Lei 9.873/99) quando for
crime em matéria penalrege-se pela prescrição penal. Também não se aplica às infrações de natureza funcional e ao processo de natureza tributária.
EXTENSÃO DO PODER DE POLÍCIA – Estado de Defesa e de Sítio: restrição de determinados direitos, mas com a responsabilização dos executores por eventuais ilícitos ou abusos cometidos.

Mais conteúdos dessa disciplina