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Resumos para Enfermeiro Parte 2 dos principais temas de conhecimentos específicos cobrados para ENFERMEIRO pela banca IBGP! Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com Olá, querido estudante! Esse material foi elaborado com muito carinho pensando em te ajudar no seu processo de estudos, rumo à sua aprovação! Desejo que faça um excelente uso e aproveitamento dessa apostila! Reforço que esse material é para reprodução individual, protegido pela lei nº 9610/1998; pelo artigo nº 184 do Código Penal Brasileiro; e também pela plataforma Eduzz®, sendo, portanto, terminantemente proibido a sua veiculação e compartilhamento com outrém. Cabendo pena de 3 meses a 4 anos de reclusão ou multa. AtençãoAtenção M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com Autoria M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is Olá! Me chamo Lídia, sou Enfermeira, Pós-graduada e Mestre em Enfermagem. Após ser aprovada em concursos, processos seletivos e também na Residência, decidi me dedicar a produção de materiais de estudos que podem ajudar colegas da enfermagem a alcançarem o mesmo objetivo: A APROVAÇÃO. Reconheço a importância de uma preparação eficaz para as provas e, por isso, desenvolvi uma abordagem única para otimizar seu tempo de estudos. Esse método inovador combina foco nos temas mais cobrados nas provas com uma abordagem didática, colorida e resumida que transforma a aprendizagem em uma experiência visualmente estimulante. Cada cor é estrategicamente escolhida para ressaltar conceitos-chave, facilitando a memorização e a assimilação do conteúdo. Com mais de 12 mil alunos já satisfeitos e um número de aprovados crescente, tenho certeza que você será um dos próximos alunos aprovados! Estude de forma constante e focada. Vamos juntos, rumo à sua APROVAÇÃO! Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com ÍN D IC E D E C O N T E Ú D O ÍN D IC E D E C O N T E Ú D O 4. Atendimento pré e intra-hospitalar às urgências e emergências clínicas pediátricas e neonatologias...................................................................................................................5 5. Distúrbios metabólicos e Atendimento Pré-Hospitalar: diabetes mellitus, distúrbios acidobásicos e hipertensão arterial sistêmica.................................................29 6. Tuberculose..............................................................................................................................................49 7. Definição dos veículos de Atendimento Pré-Hospitalar Móvel.................................53 8. Eletrocardiograma e Arritmias cardíacas..............................................................................54 Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 5 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to 4. Atendimento pré e intra-hospitalar às urgências e emergências clínicas pediátricas e neonatologias. *O mecônio não é uma condição para reanimação de forma isolada, mas deve ser avaliado em conjunto com os demais fatores listados. 4) Tônus muscular bom? Segundo as Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal (DNAPN): Se houver mecônio significativo e o RN não apresentar frequência respiratória (FR), frequência cardíaca (FC) e tônus normais, ele deve ser assistido conforme as diretrizes para RNEO, incluindo realização prévia de laringoscopia e sucção sob visão direta (BRASIL, 2017). Se houver mecônio significativo e a criança se apresentar saudável, esta deve ser observada em unidade com neonatologista. A observação deve ser realizada na primeira hora de vida, na segunda hora de vida e depois de 2 em 2 horas até 12 horas (BRASIL, 2017). Mesmo se não houver mecônio significativo, todos os RN’s com 1 hora e 2 horas de vida devem ser observados. 1) Gestação a termo? 2) Respirando ou chorando? 3) Ausência de mecônio?* Vamos estudar nesse conteúdo: 1) assistência ao recém-nascido: normal, prematuro e de alto risco; testes de triagem; 2) Puericultura (crescimento e desenvolvimento infantil; alimentação infantil; doenças prevalentes na infância). Os cuidados IMEDIATOS ao recém-nascido (RN) nas primeiras 2 horas de vida têm o objetivo de promover sua integridade ao nascer e sua adaptação a vida extrauterina. A necessidade de reanimação neonatal (RNEO) será verificada imediatamente após o nascimento, mediante 4 perguntas relacionadas a vitalidade do RN: Qual a avaliação a partir das 4 perguntas citadas? -Realizar a anamnese materna; -Ter disponível os materiais necessários para o atendimento do RN (berço aquecido, material de RCP e etc.), -Presença de equipe treinada em Reanimação neonatal. Se a resposta for SIM" para as 4 perguntas, considera-se que o RN está bem e não precisa de reanimação. Caso a resposta seja “NÃO” em pelo menos uma das quatro perguntas feitas, o RN será conduzido à mesa para reanimação. ASSISTÊNCIA AO RECÉM-NASCIDO Sobre o mecônio Na sala de parto, deve-se: Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 6 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to Assistência ao RN a termo com boa vitalidade ao nascer Assistência imediata após o parto É realizada quando o RN é a termo, está respirando ou chorando e com tônus muscular em flexão, sem a presença de líquido amniótico meconial, a criança apresenta boa vitalidade e não necessita de qualquer manobra de reanimação. Informações coletadas da DNAPN 2017 e 2022. Realizar o índice de Apgar no primeiro e quinto minutos de vida, rotineiramente. Cobrir a criança com um campo ou toalha morna para mantê-la aquecida enquanto mantém o contato pele-a-pele. Estimular o aleitamento materno, precoce na primeira hora de vida. Registrar a circunferência cefálica, temperatura corporal e peso após a primeira hora de vida. Realizar exame físico inicial para detectar qualquer anormalidade física maior e para identificar problemas que possam requerer transferência. Assegurar que qualquer exame, intervenção ou tratamento da criança seja realizado com o consentimento dos pais e também na sua presença ou, se isso não for possível, com o seu conhecimento. Conforme a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP, 2022) ainda não existe uma conclusão sobre o momento ideal para pinçar o cordão umbilical. Porém, quando a circulação cessar (em média 2 a 3 minutos após o nascimento) percebida pela palpação delicada direta deste e observando-se ausência de pulso, não haverá mais benefícios ao recém-nascido. Dessa forma, conforme a SBP (2022), o clampeamento e corte do cordão deve-se dar, Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/23396c- Diretrizes-Recom_Clamp_CordUmb.pdf Sobre o clampeamento do cordão umbilical, existem diferentes referências e vamos apresentá-las a seguir: As novas diretrizes de assistência ao Parto Normal (2022) preconizam o clampeamento de 1 a 3 minutos após o nascimento. Já as diretrizes de 2017 preconizavam o clampeamento de 1 a 5 minutos. portanto, entre 1 e 3 minutos no RN de termo com boa vitalidade, seguindo as técnicas de assepsia. (SBP, 2022). Recepção, contato pele a pelede 24 horas ou mais, durante os momentos em que a pessoa está acordada, dormindo e realizando atividades diárias. 5. Distúrbios metabólicos e Atendimento Pré-Hospitalar: diabetes mellitus, distúrbios acidobásicos e hipertensão arterial sistêmica. Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 32 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to MAPA ou MRPA: São indicadas quando existe a suspeita de hipertensão do avental branco (HAB) ou hipertensão mascarada (HM). Circunferência ≤ 6 cm 6-15 cm 16-21 cm Público RN Criança Infantil Veja a seguir o: HAB: caracterizada por PA elevada no consultório, mas normal fora dele. HM: caracterizada por PA controlada no consultório, mas elevada fora dele PASSO A PASSO DA AFERIÇÃO DA PA: A pressão diastólica corresponde ao desaparecimento dos batimentos (fase V)* Registrar valores com intervalos de 2 mmHg, evitando-se arredondamentos (Exemplo: 135/85 mmHg). A média de duas aferições deve ser considerada como a pressão arterial do dia; se os valores observados diferirem em mais de 5 mmHg, medir novamente. Na primeira vez, medir a pressão nos dois braços; se discrepantes, considerar o valor mais alto; nas vezes subsequentes, medir no mesmo braço (o direito de preferência). *No caso em que se ouvirem os batimentos até zero, considerar o abafamento do som (fase IV). O paciente deve estar sentado, com o braço apoiado e à altura do precórdio. Medir após cinco minutos de repouso. Evitar o uso de cigarro e de bebidas com cafeína nos 30 minutos precedentes. A câmara inflável deve cobrir pelo menos dois terços da circunferência do braço. Palpar o pulso braquial e inflar o manguito até 30 mmHg acima do valor em que o pulso deixar de ser sentido. Desinflar o manguito lentamente (2 a 4 mmHg/seg). A pressão sistólica corresponde ao valor em que começarem a ser ouvidos os ruídos de Korotkoff (fase I). Tamanho do manguito conforme a circunferência do membro (BARROSO et al., 2020): L/C* 3 cm/ 6 cm 5 cm / 15 cm 8 cm / 21 cm L/C*: Largura do manguito e Comprimento da bolsa. 5. Distúrbios metabólicos e Atendimento Pré-Hospitalar: diabetes mellitus, distúrbios acidobásicos e hipertensão arterial sistêmica. Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 33 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to Circunferência 22-26 cm 27-34 cm 35-44 cm Circunferência 45-52 cm Adulto Pequeno Adulto Grande Manguito Coxa L/C* 10 cm / 24 cm 13 cm / 30 cm 16 cm / 38 cm L/C* 20 cm / 42 cm L/C*: Largura do manguito e Comprimento da bolsa. Segundo a oitava Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2020) e o Ministério da Saúde (2013), deve-se: Realizar consulta de enfermagem, abordando fatores de risco, tratamento não-medicamentoso, adesão e possíveis intercorrências ao tratamento, encaminhando o indivíduo ao médico, quando necessário. Faz parte do tratamento não- farmacológico da HAS: Controle de peso: a meta é alcançar um índice de massa corporal (IMC) inferior a 25 kg/m² e circunferência da cintura inferior a 102 cm para homens e 88 cm para mulheres, embora a diminuição de 5% a 10% do peso corporal inicial já seja capaz de produzir redução da pressão arterial. Faz parte do tratamento não- farmacológico da HAS: Adoção de hábitos alimentares saudáveis: uma dieta que contenha baixos níveis de sódio (anti- hipertensiva. Assim, particularmente nessas condições, deve-se medir a PA com o paciente de pé, após 3 minutos. Sendo a hipotensão ortostática definida como a redução da pressão arterial sistólica (PAS) > 20 mmHg ou da pressão arterial diastólica (PAD) > 10 mmHg. O treinamento aeróbico reduz a pressão arterial casual de pré- hipertensos e hipertensos, a de vigília de hipertensos, e diminui a PA em situações de estresse físico, mental e psicológico. O treinamento aeróbico é recomendado como forma preferencial de exercício para a prevenção e o tratamento da hipertensão arterial. Emergências Hipertensivas (EH): elevação acentuada e sintomática da PAS ≥ 180 e/ou PAD ≥ 120 mmHg com LOA aguda e progressiva, com risco iminente de morte. Requer tratamento com medicação parenteral p/ redução imediata. São recomendações importantes para a redução da PA na EH: Reduzir a PA em ≤ 25% na primeira hora; Reduzir a PA para 160/100-110 mmHg nas próximas 2 a 6 h; Reduzir a PA para 135/85 mmHg em um período de 24-48 h subsequentes. O tratamento da EH deve ser focado no sistema ou no órgão-alvo acometido. CLASSIFICADA EM: Urgências Hipertensivas (UH): elevação acentuada e sintomática da PAS ≥ 180 e/ou PAD ≥ 120 mmHg SEM LESÃO AGUDA E PROGRESSIVA em órgãos-alvo (LOA) e sem risco iminente de morte; Requer tratamento com medicação via oral p/ redução entre 24-48 horas; CRISE HIPERTENSIVA ANOTAÇÕES 5. Distúrbios metabólicos e Atendimento Pré-Hospitalar: diabetes mellitus, distúrbios acidobásicos e hipertensão arterial sistêmica. Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 36 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to DIABETES MELLITUS (DM) Distúrbio metabólico em que ocorre um aumento persistente nos níveis de glicose no sangue, devido a problemas na produção de insulina, na sua ação, ou em ambos os processos. Diabetes Mellitus tipo 1(DM1): condição súbita que afeta principalmente crianças e adolescentes sem excesso de peso, onde ocorre a destruição das células beta, levando à deficiência absoluta de insulina e à necessidade de administração de insulina para evitar a cetoacidose. Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2): início insidioso e sintomas mais brandos, afetando principalmente adultos com excesso de peso e histórico familiar da doença. *é caracterizado por resistência à insulina e uma deficiência relativa de sua produção, podendo progredir por muitos anos antes de ser necessário o uso de insulina. Principais tipos de DM Diabetes Mellitus gestacional (DMG): condição de intolerância a carboidratos que inicia durante a gestação, podendo ser transitória ou persistir após o parto, sendo um fator de risco independente importante para o desenvolvimento futuro de DM2. Vamos ver mais detalhes sobre cada tipo de DM! “Quatro P’s”: sintomas clássicos Esses sinais são mais agudos no DM1, embora também possam estar presentes no DM tipo 2. COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DO DM? POLIÚRIA Fome em excesso Sede em excesso Aumento da produção de urina POLIDIPSIA POLIFAGIA PERDA INEXPLICADA DE PESO Diagnóstico do DM1: Diagnosticado com frequência em crianças, adolescentes e adultos jovens. Sua evolução sintomática é rápida, podendo progredir para cetose, desidratação e acidose metabólica. Confirmação diagnóstica é realizada pela comprovação laboratorial de hiperglicemia. 5. Distúrbios metabólicos e Atendimento Pré-Hospitalar: diabetes mellitus, distúrbios acidobásicos e hipertensão arterial sistêmica. Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 37 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to Geralmente um resultado de glicemia ao acaso maior do que 200 mg/dL + os sintomas clássicos caracterizam a DM1. É composto pela: insulinoterapia, alimentação e atividade física. A insulinoterapia deve ser iniciada o mais rápido possível após o diagnóstico (geralmente dentro de 6 horas, em caso de cetonúria), para prevenir a descompensação metabólica e a cetoacidose diabética (CAD). A monitorização glicêmica deve ser feita no mínimo de 4 a 6 vezes ao dia. As crianças devem realizar no mínimo 60 minutos de atividade física diariamente, incluindo atividades aeróbicas de intensidade vigorosa e de fortalecimento osteomuscular. MANEJO CLÍNICO A dose diária total de insulina preconizada em pacientes com DM1, com diagnóstico recente ou logo após diagnóstico de cetoacidose diabética, varia de 0,5 a 1,0 U/kg/dia. O tratamento intensivo do Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1), visa alcançar níveis de HbA1c inferiores a 7%, e reduzir o risco de desenvolver complicações crônicas micro e macrovasculares. INSULINAS DE AÇÃO ULTRA-LONGA Glargina (100 UI/ml) Lantus® Início de ação 20-24 h 36 h 18-22 h 42 h Não tem Não tem Não tem 6-8 h Pico de ação Pico de ação Duração do efeito INSULINA DE AÇÃO INTERMEDIÁRIA INSULINA DE AÇÃO RÁPIDA 10-18 h 5-8 h 4-1o h 2-3 h Pico de ação Pico de ação INSULINA DE AÇÃO ULTRARRÁPIDA 3-5 h 3-5 h 3-5 h 0,5-2 h 0,5-2 h 0,5-2 h Pico de ação INSULINAS DE LONGA DURAÇÃO Tipos de Insulina (SBD, 2019; PASSOS et al., 2021) Glargina (300 UI/ml) Toujeo® Detemir (Levemir®) Degludeca (Tresiba®) Início de ação 2-4 h 6 h 1-3 h 21-41 min Insulina Insulina Duração do efeito Insulina NPH Insulina Regular Início de ação Início de ação 2-4 h 0,5-1 h Insulina Insulina Duração do efeito Duração do efeito Asparte (Novorapid®) Lispro (Humalog®) Glulisina (Apidra®) Início de ação 5-15 min 5-15 min 5-15 min Insulina Duração do efeito 5. Distúrbios metabólicos e Atendimento Pré-Hospitalar: diabetes mellitus, distúrbios acidobásicos e hipertensão arterial sistêmica. Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 38 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to Práticas seguras para preparo e aplicação de insulina Educação em diabetes para evitar erros na terapia insulínica A prega subcutânea é dispensável no uso de agulhas de 4-5 mm (exceto em (EV) de insulina é considerada, desde que o paciente esteja sob monitoramento adequado e supervisionado por profissionais médicos e de enfermagem. A insulina de ação rápida é a única opção disponível para administração por via intramuscular (IM) e intravenosa (EV). HOMOGENEIZAÇÃO DA INSULINA CONSERVAÇÃO E VALIDADE DAS INSULINAS O exercício físico, temperatura ambiente elevada, febre, banho quente, compressa quente e massagem aumentam a velocidade de absorção da insulina e podem causar hipoglicemia. Após a aplicação da insulina em um ponto, evite-o por 14 dias para prevenir a Lipohipertrofia. Por outro lado, compressas frias, banhos frios e desidratação podem diminuir a absorção e levar à hiperglicemia. É importante evitar a massagem local após a aplicação de insulina, especialmente em crianças pequenas, para evitar uma absorção irregular. Na geladeira doméstica, é recomendado conservar a insulina entre 2 e 8°C; Ao retirar a insulina da geladeira para uso, deve-se esperar de 15 a 30 minutos para evitar desconforto e irritação no local da aplicação. Transporte doméstico: pode ser utilizada embalagem comum e é necessário precaução para evitar o contato direto com gelo ou substâncias semelhantes. 5. Distúrbios metabólicos e Atendimento Pré-Hospitalar: diabetes mellitus, distúrbios acidobásicos e hipertensão arterial sistêmica. Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 39 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to 90%). Idade 250 mg/dL; Síndrome de ovários policísticos; Sedentarismo; Acantose nigricans. Diagnóstico do DM2 (SBD, 2024): Glicemia de jejum Glicemia ao acaso com sintomas Glicemia de 1 hora no TTGO Normal 300 mg/dl) São complicações agudas do diabetes *Meta para HbA1c no DM2: 250 mg/dl. Sintomas: polidipsia, poliúria, enurese, hálito cetônico, fadiga, visão turva, náuseas e dor abdominal, além de vômitos, desidratação, hiperventilação e alterações do estado mental. 5. Distúrbios metabólicos e Atendimento Pré-Hospitalar: diabetes mellitus, distúrbios acidobásicos e hipertensão arterial sistêmica. Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 41 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to São complicações agudas do diabetes Síndrome hiperosmolar hiperglicêmica não cetótica: ocorre apenas no DM tipo 2. Diagnóstico: glicemia > 600 mg/dl a 800 mg/dL + desidratação e alteração do estado mental. A mortalidade é maior em comparação com a cetoacidose diabética. Hipoglicemia: no contexto hospitalar é definida como qualquer glicemiacom ou sem neuropatia. 3 - Histórico de ulceração e/ou amputação. Sensibilidade tátil com o monofilamento de Semmes-Weinstem: Realizado com monofilamento de 10 gramas (5,07 U); Método de escolha recomendado como exame de rastreamento de neuropatia diabética; A percepção da sensibilidade protetora está presente se duas respostas forem corretas das três aplicações; A percepção da sensibilidade protetora está ausente se duas respostas forem incorretas das três aplicações. 5. Distúrbios metabólicos e Atendimento Pré-Hospitalar: diabetes mellitus, distúrbios acidobásicos e hipertensão arterial sistêmica. Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 42 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to Técnica de aplicação do teste com monofilamento: Fonte: Apelqvist et al., 2008 - in:manual do pé diabético. Fonte: Boulton et al., 2008 - in:manual do pé diabético. Locais para avaliação do teste com monofilamento de Semmes-Weinstem Sensibilidade vibratória com diapazão de 128 Hz: Avaliada com o uso de um diapasão de 128 Hz. Positivo (alterado): se o paciente responde de forma incorreta (a pessoa perde a sensação da vibração enquanto o examinador ainda percebe o diapasão vibrando), em pelo menos duas de três aplicações, e negativo (normal) com duas das três respostas corretas. Fonte: : Hoppenfeld, 1980.- in:manual do pé diabético. Fonte: Grupo de Trabalho Internacional sobre Pé Diabético, 2001. - in:manual do pé diabético. Avaliação do reflexo tendíneo de Aquileu: Obtido por meio da percussão com o martelo de reflexos ou com a digitopercussão do tendão de Aquiles. Alterado quando a flexão plantar reflexa do pé está ausente ou diminuída. Sensibilidade vibratória com diapazão de 128 Hz: Se alterado, recomenda-se a repetição do teste em local mais proximal (maléolo ou tuberosidade tibial). Local para avaliação do teste com diapasão de 128 Hz 5. Distúrbios metabólicos e Atendimento Pré-Hospitalar: diabetes mellitus, distúrbios acidobásicos e hipertensão arterial sistêmica. Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 43 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to VAMOS PRATICAR? 1. (FUNDATEC/2024/Pref. de Taquaraçu do Sul) Paciente entra no posto de saúde apresentando 4 Ps (poliuria, polidipsia, polifagia e perda involuntária de peso). Os sintomas mencionados são clássicos de qual patologia? A) Hipertensão arterial. B) Infarto agudo do miocárdio. C) Hiponatremia. D) Desidratação. E) Diabetes mellitus. 2. (AVANÇA SP/2024/Pref. de Araçariguama) Configura- se Hipertensão Arterial grau III, Pressão arterial de: A) 130/90. B) 160/90. C) 170/100. D) 150/90. E) Nenhuma alternativa está correta. 3. (AVANÇA SP/2024/Pref. de Araçariguama) Um dos sintomas de pacientes com diabetes mellitus do tipo 1 ou 2 é a presença de polifagia, que é definida como: A) Aumento anormal na produção da urina. B) Glicose na urina. C) fome excessiva e vontade de comer acima do normal. D) Diurese aumentada. E) Aumento da Salivação e dificuldade para deglutir. 4. (Instituto Social Univida/2024/Pref. de Pérola) Em relação às complicações crônicas do diabetes e a assistência de enfermagem a pacientes diabéticos, classifique V para verdadeiro e F para falso: ( ) A retinopatia diabética é uma das principais complicações do diabetes mellitus tipo 1. Essa condição apesar de ser grave, não chega a causar cegueira. ( ) O acompanhamento e tratamento de lesões nos pés decorrentes do diabetes demanda uma equipe multidisciplinar e requer uma adequada adesão ao paciente. ( ) As doenças cardiovasculares se apresentam de forma mais branda e tardia em pacientes diabéticos do que em pacientes hígidos. ( ) A principal complicação do diabetes mellitus tipo 1 é a cetoacidose diabética, que pode ser desencadeada por fatores como omissão de dose de insulina ou situações de estresse agudo como infecções, traumas ou emergências cardiovasculares. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta (de cima para baixo): A) F - V - F - V. B) V - F - V - F. C) F - V - V - V. D) V - V - F - V. E) F - V - V - F. 5. (FGV/2024/Pref. de Caraguatatuba) Com base nas Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, assinale a opção que indica a pressão arterial considerada normal para um jovem de 19 anos. A) PADde pH arterial fora do padrão. Ácidos, Bases e pH: conceitos iniciais Caracterizada por pH 7,45 Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 47 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to 5. Distúrbios metabólicos e Atendimento Pré-Hospitalar: diabetes mellitus, distúrbios acidobásicos e hipertensão arterial sistêmica. Conforme a Resolução nº 639/2020 do COFEN: no âmbito da equipe de Enfermagem, constitui procedimento privativo do Enfermeiro a coleta de sangue arterial para fins de monitorização gasométrica e respiratória. É o exame realizado para identificar os distúrbios ácido-base. GASOMETRIA ARTERIAL O tratamento dependerá da causa do distúrbio; por isso, é importante reconhecê-la oportunamente para realizar o tratamento adequado. A coleta do sangue para a gasometria é realizada em qual artéria? Passo a Passo p/ interpretar os resultados da Gasometria: Como tratar os distúrbios ácido- básicos? Artéria do braço ou perna do paciente, porém, com prioridade pela artéria radial. 1º Observar o valor do pH: se está entre 7,35-7,45 = normal se 7,45 = alcalose 2º Qual parâmetro causou a alteração no pH? Avalie os valores da PaCO2 e HCO3- para identificar a causa do distúrbio. 3º Mecanismos compensatórios: visam o retorno do pH ao normal. De maneira geral, os distúrbios metabólicos são compensados pelo sistema respiratório, ao passo que os distúrbios respiratórios são compensados pelos mecanismos metabólicos. Assim, o distúrbio pode estar: Compensado Parcialmente compensado Descompensado Resolva questões para fixar esse tema! SINAIS E SINTOMAS: são principalmente neurológicos e musculoesqueléticos. O paciente pode apresentar: vertigem, letargia, desorientação, convulsões e coma, m fraqueza, dores e tremores musculares, náusea, vômitos e depressão respiratória. Alcalose mista: ↓PaCO2 e ↑HCO3- Ocorre quando há falha tanto no componente respiratório (eliminação aumentada de CO2) como também no componente renal (retenção do bicarbonato). Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 48 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to 5. Distúrbios metabólicos e Atendimento Pré-Hospitalar: diabetes mellitus, distúrbios acidobásicos e hipertensão arterial sistêmica. 1. (IBFC/2016/EBSERH) Para o paciente admitido na Unidade de Urgência foi colhido sangue para gasometria arterial. Os resultados do exame evidenciaram alto pH, baixo PaC02 e HC03- dentro dos valores normais. Esses parâmetros indicam: A) Acidose mista. B) Acidose metabólica. C) Acidose respiratória. D) Alcalose metabólica. E) Alcalose respiratória. 2. (IBFC/2022/PREF. DE CONTAGEM - MG) A gasometria é um exame de sangue feito através da coleta de sangue arterial, com objetivo de analisar os gases presentes, suas distribuições, o pH e o ______ no sangue. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna. A) HCO3 (Bicarbonato de sódio) B) pCO2 (Pressão parcial do gás carbônico) C) Equilíbrio ácido-base D) Ânion Gap (AG) 3. (UFG/2018) Leia o caso clí nico a seguir. J.A.A., de 64 anos, com história de diabetes mellitus, insuficiência cardí aca congestiva e hipertensão arterial. Na admissão, o paciente está grave, não respondendo a estí mulos verbais e dolorosos. Feitos exames de laboratório querevelaram hipoglicemia importante e alto nível de escórias. Foi diagnosticada, então, insuficiência renal aguda. Paciente com rebaixamento do ní vel de consciência, apático e prostrado. Gasometria no dia da internação pH = 7.26 HCO3 = 17.2 PCO2 = 36 pO2 = 56 BE = -5.7. O distúrbio Ácido-básico apresentado é A) acidose metabólica. B) acidose mista descompensada. C) acidose respiratória descompensada. D) acidose mista parcialmente compensada. 4. (FUNDATEC/2021/GHC-RS) Paciente interna na CTI aos cuidados do Enfermeiro devido a POI (Pós-operatório Imediato) de craniotomia, apresentando hiperventilação (taquipneia) e diminuição da mensuração da capnografia beira-leito apontando sinais de hipocapnia, o que indica diminuição primária da pressão parcial de dióxido de carbono (PCO2). Coletada imediatamente gasometria arterial, que apresentou aumento do PH 7,53 e diminuição do PCO2 30 mmhg por padrão ventilatório ineficaz e bicabornato normal 25,4 mEq/L. Estamos diante de uma gasometria com: A) Alcalose respiratória. B) Alcalose metabólica. C) Acidose respiratória. D) Acidose metabólica. E) Acidose mista. Gabarito: 1 - E 3 - A 2- C 4- A VAMOS PRATICAR? Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 49 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to 6. Tuberculose. Características principais TUBERCULOSE (TB) TRANSMISSÃO MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Afeta prioritariamente os pulmões, embora possa acometer outros órgãos e sistemas. A forma pulmonar é a mais frequente e relevante para a saúde pública, pois é a principal responsável pela manutenção da cadeia de transmissão da doença. TUBERCULOSE PULMONAR: Adolescentes e adultos jovens: a tosse é o principal sintoma. Investigar a TB em sintomáticos respiratórios que apresentam tosse por 3 semanas ou mais. Outros sintomas comuns: febre baixa vespertina, sudorese noturna, emagrecimento e fadiga. No exame físico, durante a ausculta pulmonar, pode-se observar diminuição do murmúrio vesicular, presença de sopro anfórico ou até mesmo ausência de anormalidades. Crianças menores de 10 anos: o achado clínico que se destaca normalmente é a febre, geralmente moderada, por 15 dias ou mais, e frequentemente vespertina. Outros sintomas comuns: irritabilidade, tosse, inapetência, perda de peso e sudorese noturna, às vezes profusa. O exame físico pode ser inexpressivo. TUBERCULOSE EXTRAPULMONAR: Os sinais e sintomas variam conforme os órgãos e/ou sistemas afetados. Principais formas diagnosticadas de TB extrapulmonar: são a pleural e/ou empiema pleural tuberculoso, ganglionar periférica, meningoencefálica, miliar, laríngea, pericárdica, óssea, renal, ocular e peritoneal. Entre as pessoas que vivem com HIV/aids sua ocorrência é maior, especialmente em indivíduos imunocomprometidos graves. O principal reservatório é o homem. Transmissão por aerossóis eliminados pela tosse, espirro ou fala de doentes com tuberculose ativa pulmonar ou laríngea. Os bacilos depositados em objetos como roupas, lençóis e copos têm baixa capacidade de se dispersar no ar, portanto, desempenham um papel insignificante na transmissão da doença. Após 15 dias de tratamento adequado, a transmissão diminui gradativamente. Profissionais de saúde devem utilizar nos serviços de saúde máscaras N95 ou PFF2 e os pacientes máscaras cirúrgicas p/ evitar a transmissão da doença. Período de latência: o risco de adoecer é maior nos primeiros 2 anos após a infecção, uma vez infectada a pessoa pode adoecer em qualquer momento da vida. É uma doença infecciosa e transmissível, causada pelo Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch). A suspeita de tuberculose em crianças muitas vezes surge com o diagnóstico inicial de pneumonia sem melhora com o uso de antimicrobianos comuns. Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 50 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to 6. Tuberculose. A TB extrapulmonar é frequentemente associada à pulmonar, considerada TB mista. Por isso, nos casos de TB extrapulmonar também deve ser investigado a presença da TB pulmonar. Sobre o Teste rápido Molecular para TB (TRM-TB): CONFIRMAÇÃO DIAGNÓSTICA DA TB: Caso descartado: A tuberculose é uma doença de notificação compulsória semanal. 1- Critério laboratorial: todo caso, independentemente da forma clínica, que apresenta pelo menos uma amostra positiva de baciloscopia, de teste rápido molecular ou cultura para tuberculose. O teste TRM-TB é indicado principalmente para o diagnóstico de tuberculose pulmonar e laríngea em adultos e adolescentes. INDICAÇÕES DO TRM-TB: Diagnóstico de casos novos de TB pulmonar e laríngea em adultos e adolescentes; Diagnóstico de casos novos de TB pulmonar e laríngea em adultos e adolescentes de populações de maior vulnerabilidade; Diagnóstico de TB extrapulmonar nos materiais biológicos já validados; Triagem de resistência à rifampicina nos casos de retratamento; Triagem de resistência à rifampicina nos casos com suspeita de falência. Amplificação de ácidos nucleicos Necessária apenas 1 amostra de escarro Detecção de DNA dos bacilos do complexo M. tuberculosis Triagem de cepas resistentes à rifampicina pela técnica de reação em cadeia da polimerase (PCR) em tempo real Resultado em ≅ 2 horas. Sensibilidade de cerca de 90% em amostras de escarro de adultos, sendo superior à da baciloscopia. Sensibilidade de cerca de 66% em amostras de escarro de CRIANÇASde escarro no momento da identificação (na utilização de TRM-TB) Todo caso com diagnóstico de TB por meio de TRM-TB deverá realizar cultura e TS, independentemente de apresentar ou não resistência à rifampicina (Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, 2019). O diagnóstico da doença será realizado por meio da baciloscopia, ou seja, será necessária a coleta de duas amostras de escarro (Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, 2019). A busca ativa de sintomáticos respiratórios (SR) deve ser realizada de forma permanente por todos os níveis de saúde e tem significativo impacto no controle da doença. Em Locais COM acesso ao TRM-TB Em Locais SEM acesso ao TRM-TB Detecção de Casos de Tuberculose Para diagnosticar a doença Os SR devem realizar baciloscopia direta de escarro ou Teste Rápido Molecular para TB (TRM-TB). Em populações de maior risco, a radiografia de tórax pode ser adicionada ao rastreamento para aumentar a sensibilidade na detecção da tuberculose. Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 52 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to 6. Tuberculose. Rifampicina (150 mg) Rifampicina (150 mg) Combinação de 4 medicamentos em 1 CP Isoniazida (75 mg) Isoniazida (75 mg) Pirazinamida (400 mg) Etambutol (275mg) PROVA TUBERCULÍNICA A prova tuberculínica (PT) envolve a aplicação intradérmica de um derivado proteico purificado do M. tuberculosis, conhecido como purified protein derivative (PPD), para avaliar a resposta imunológica celular a esses antígenos. R H Z E R H Combinação de 2 medicamentos em 1 CP Esquemas terapêuticos PPD RT-23 aplicada via ID no terço médio da face anterior do antebraço esquerdo; Dose: 0,1 ml; Resultado: 48-72 horas (podendo ser estendida até 96 horas); Positivo: ≥ 5mm; Negativo:ou com inclinação descendente pode indicar isquemia miocárdica. Intervalos: Intervalo PP: início de uma onda P até o início da próxima onda P. Utilizado para determinar a frequência e o ritmo atrial. Intervalo PR: o início da onda P até o início do complexo QRS. Tempo que abrange a estimulação do nó sinoatrial, a despolarização atrial e a condução pelo nó AV antes da despolarização ventricular. Intervalo QT: despolarização e a repolarização ventricular, medido desde o início do complexo QRS até o término da onda T. Varia conforme a frequência cardíaca, sexo e idade. Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 55 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to Intervalo RR: intervalo entre os complexos QRS. Intervalo TP: medido desde o término da onda T até o início da próxima onda P. Podemos calcular a frequência cardíaca dividindo 300 pelo número de quadrados de 5 mm entre dois complexos QRS, também conhecido como intervalo R-R. Exemplificação: Como determinar a Frequência cardíaca a partir do ECG? O quadrado maior marcado de vermelho representa 5 mm. Dessa forma, observando a figura nota-se que existem 4 quadrados de 5 mm + no intervalo RR. Dividindo 300/4=75 bpm. O ritmo apresentado no ECG é sinusal (ritmo regular)- pois sua frequência está entre 60 a 100 bpm. O ECG de 12 derivações detalha a atividade elétrica cardíaca: É colocado 1 eletrodo em cada braço e perna: derivações-padrão (DI, DII, e DIII) e derivações aumentadas: aVR, aVL e aVF. fo n te : h tt p s :/ / c a r d io p a p e r s .c o m .b r / c u r s o - b a s ic o - d e - e le tr o c a r d io g r a m a - p a r te - 0 7 - fr e q u e n c ia - c a r d ia c a / # :~ :t e x t= U m a % 2 0 o p % C 3 % A 7 % C 3 % A 3 o % 2 0 m a is % 2 0 r % C 3 % A 1p id a % 2 0 p a r a ,6 0 b p m % 2 C % 2 0 e % 2 0 a s s im % 2 0 p o r % 2 0 d ia n te . 8. Eletrocardiograma e Arritmias cardíacas. E as derivações precordiais: V1: 4º espaço intercostal, na linha paraesternal direita. V2: 4º espaço intercostal, na linha paraesternal esquerda. V3: Entre V2 e V4. V4: 5º espaço intercostal, na linha médio-clavicular esquerda. V5: 5º espaço intercostal, entre V4 e V6, na linha axilar anterior. V6: 5º espaço intercostal, na linha axilar média. Arritmias que podem ser rastreadas no ECG: Arritmias do nó sinoatrial: bradicardia sinusal, taquicardia sinusal e arritmia sinusal. Arritmias atriais: extrassístole atrial, fibrilação atrial e flutter atrial. ANÁLISE DO ECG: ➔ Identificação do traçado (nome, idade, sexo, data e hora do registro); ➔ Examinar se o ritmo é regular; ➔ Determinar a frequência cardíaca; ➔ Observar a onda P; ➔ Medir o intervalo PR; ➔ Avaliar o complexo QRS; ➔ Examinar o segmento ST; ➔ Examinar a onda T. Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 56 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: hipertensão arterial sistêmica. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Atenção à saúde do recém-nascido: guia para os profissionais de saúde. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. Diretrizes Sociedade Brasileira de Diabetes. 2019- 2020. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA Coordenação Geral do Programa de Reanimação Neonatal. Reanimação do recém-nascido ≥34 semanas em sala de parto: Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria. Rio de Janeiro: SBP, 2016. Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.come aquecimento ATENÇÃO! Características/exame físico do RN: O RN com boa vitalidade deverá ser mantido sobre o abdome e/ou tórax materno, usando o corpo da mãe como fonte de calor, garantindo-se que o posicionamento da criança permita movimentos respiratórios efetivos. Colocar o recém-nascido em contato pele a pele a uma temperatura ambiente de 23-26°C ajuda a diminuir as chances de hipotermia em bebês a termo. Isso se aplica aos bebês que nasceram respirando naturalmente e não precisam de ventilação, contanto que sejam cobertos com campos preaquecidos. A aspiração de rotina do recém- nascido saudável, seja na orofaringe ou na nasofaringe, não é recomendada. Também não é recomendada a passagem sistemática de sonda nasogástrica e nem retal para descartar atresias no recém- nascido saudável. 4. Atendimento pré e intra-hospitalar às urgências e emergências clínicas pediátricas e neonatologias. Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 7 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to Leve: 36-36,4ºC; Moderada: 32,0-35,9ºC; Grave: 100 bpm) G- Irritabilidade: 0- Ausente 1- Alguma reação (careta ou estimulação agressiva) 2- Choro vigoroso, tosse ou espirro A- Tônus muscular 0- Flacidez (nenhuma ou pouco atividade) 1- Alguma flexão dos membros nas extremidades 2- Muita atividade: braços e pernas flexionados, que resistem à extensão R- Esforço respiratório: 0- Ausente 1- Irregular (lento, choro fraco) 2- Regular (choro forte) Para a prevenção de hemorragias, todos os RN devem receber a vitamina k (fitomenadiona) via IM/SC* em Dose Única de 1mg (BRASIL, 2017). Se os pais recusarem a administração IM, deve ser oferecida a administração VO, porém exige múltiplas doses, sendo 2mg ao nascer ou logo depois + 2mg entre o 4º e o 7º dia de vida. Também são cuidados imediatos ao recém-nascido: A administração da vitamina K; Profilaxia da oftalmia neonatal; Determinação das medidas antropométricas depois de uma hora do nascimento; Identificação do recém-nascido. VITAMINA K Caso a pontuação esteja menor que 7 no 5º minuto, o RN deve ser reavaliado a cada 5 minutos, até os 20 minutos de vida. 0-3 pontos: Sofrimento grave 4-6 pontos: Sofrimento moderado ≥7 pontos: Ausência de dificuldade de adaptação a vida extrauterina. Classificação dos escores de APGAR: Para os RN em aleitamento materno exclusivo, uma dose de 2mg de vitamina K deve ser administrada entre 4 e 7 semanas depois do nascimento, por causa dos níveis variáveis de vitamina K no leite materno. Também chamada de conjuntivite neonatal, possui como sinais e sintomas clínicos: Eritema, edema e secreção purulenta. Pode ser contraída durante o nascimento, no contato com as secreções maternas contaminadas por: Oftalmia neonatal 4. Atendimento pré e intra-hospitalar às urgências e emergências clínicas pediátricas e neonatologias. Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 9 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to BRASIL, 2014: -Retirar o vérnix da região ocular com gaze seca ou úmida, não utilizar soro fisiológico ou qualquer solução salina. -Aplicar 1 gota de nitrato de prata a 1% no fundo do saco lacrimal inferior de cada olho na primeira hora após o nascimento. BRASIL, 2017: -Aplicar profilaxia até 4 horas após o nascimento; -Utilizar pomada eritromicina a 0,5% e como alternativa, a tetraciclina a 1%. -O nitrato de prata a 1% só deve ser utilizado quando não houver disponibilidade de eritromicina ou tetraciclina. BRASIL, 2020: -A profilaxia deve ser aplicada na primeira hora após o nascimento; -Utilizar nitrato de prata a 1% ou tetraciclina a 1% (colírio). -Neisseria gonorrhoeae, que ocasiona a forma mais grave da doença. -Chlamydia trachomatis, forma mais comum. -Risco maior de contrair a doença em partos normais. Com relação à profilaxia da oftalmia neonatal temos 3 referências que podem ser cobradas nas provas, sendo estas: REANIMAÇÃO NEONATAL Para os RN’s que não nasceram a termo, que não apresentam respiração regular e/ou aqueles em que o tônus muscular está flácido, serão seguidos os seguintes passos em no máximo 30 segundos: 1. Prover calor, posicionar a cabeça em leve extensão, aspirar a boca e narinas (SN) e secar. 2. Os recém-nascidos em que foram realizados os passos iniciais da estabilização e a avaliação: 3. As compressões cardíacas só serão indicadas se: -Recomenda-se que a temperatura do RN seja mantida entre: 36,5º-37, 5ºC (OMS). Pois a hipotermia pode agravar ou favorecer o desequilíbrio ácido-básico, o desconforto respiratório, a enterocolite necrosante e a hemorragia intraperiventricular no RN de muito baixo peso. -Caso tenha sido verificado: respiração ausente ou irregular ou FCcom técnica adequada por meio da cânula traqueal e uso de concentração de oxigênio de 60- 100%, a FC se manter 60 irpm; FC 160 bpm; Presença de gemidos; Enchimento capilar > 3 segundos; Temperatura corpórea: ≥ 38ºc ou 37,5º em duas medições com intervalo de 30 minutos; 4. Atendimento pré e intra-hospitalar às urgências e emergências clínicas pediátricas e neonatologias. Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 11 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to Saturação de O² 2,5kg Baixo peso: 12mg/dl, independentemente da idade do RN. *BT=Bilirrubina Total 4. Atendimento pré e intra-hospitalar às urgências e emergências clínicas pediátricas e neonatologias. Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 12 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to Zonas da Icterícia conforme KRAMER: ZONA 1: icterícia de cabeça e pescoço (BT* = 6 mg/dl) ZONA 2: icterícia até o umbigo (BT = 9 mg/dl) ZONA 3: icterícia até os joelhos (BT = 12 mg/dl) ZONA 4: icterícia até os tornozelos e/ou antebraços (BT= 15 mg/dl) zona 5: icterícia até região plantar e palmar (BT = 18 mg/dl ou mais) BIZU PRA APRENDER: Note que são 5 zonas. Primeiro você vai aprender quais partes corporais cada zona atinge, depois o valor mínimo da BT considerado como icterícia. Após isso, note que o valor da BT vai aumentando de 3/3 mg/dl. As formas de tratamento da icterícia patológica incluem: -Fototerapia -Exsanguíneotransfusão -Imunoglobulina standard endovenosa *BT=Bilirrubina Total (continuação) Cuidados durante a fototerapia: Cuidados durante a fototerapia: -Aumentar a ingestão hídrica; -Cobrir a solução parenteral e o equipo com papel alumínio ou utilizar extensores impermeáveis; -Proteger os olhos com cobertura radiopaca por meio de camadas de veludo negro ou papel carbono negro envolvido em gaze; -Verificar a temperatura corporal a cada 3 horas, com o objetivo de detectar sinais de hipo ou hipertermia e o peso diário (pois pode haver perda de peso durante o tratamento); Indicações de exsanguíneotransfusão: -Será utilizada para diminuir os níveis de bilirrubina e o risco de kernicterus (lesão cerebral), remover hemácias com anticorpos ligados e os anticorpos livres, e corrigir anemia e melhorar a função cardiáca nos RNs com hidropsia (acúmulo de líquido, edemas cavitários) com anemia hemolítica. Recém-nascido prematuro O RN prematuro é a criança que nasceu pré-termo, ou seja, antes de completar 37 semanas de gestação. Prematuro extremo:cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 13 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to Cuidados com o RN prematuro Controle térmico Adiar o clampeamento do cordão umbilical ao menos 60 segundos para recém-nascidos prematuros com menos de 34 semanas que não demandem ressuscitação imediata (BRASIL, 2022). O RN prematuro necessita de atenção especialmente quanto ao(a): Controle Térmico Nutrição O reaquecimento é feito por meio de calor radiante ou incubadora (de forma rápida ou gradual), não havendo evidências de que um método seja melhor que o outro. É importante reaquecer o RN de forma cuidadosa e sob monitorização, com medida da temperatura a cada 15 minutos após cada aumento de temperatura na incubadora ou no berço de calor radiante. A tendência atual é aquecer o RN hipotérmico utilizando fonte de calor radiante, tendo como segunda opção o aumento gradativo da temperatura da incubadora, que é ajustada 1 a 2°C acima da temperatura do RN, seguindo-se com aumento de 1°C por hora até que haja normalização da temperatura do RN. O reaquecimento não monitorizado pode levar a complicações como hipertermia, apneia, hipotensão e convulsões. Conforme o Manual de gestação de alto risco (2022): É de grande importância um trabalho integrado da equipe assistencial e a presença de profissional qualificado para atendimento inicial ao recém- nascido prematuro (pediatra/ neonatologista), em instituição com recursos necessários para o atendimento posterior, caso seja necessária UTI Neonatal. Tratamento da hipotermia Quanto menor a idade gestacional e pós-natal e pior o estado clínico do RN pré-termo, Maior será a necessidade de suporte térmico ambiental para mantê-lo normotérmico. A hipotermia ocorre em pelo menos 25% dos RNs prematuros de baixo peso e atinge cerca de 50% dos RNs prematuros de muito baixo peso e dos menores de 34 semanas de idade gestacional (BRASIL, 2014). A hipotermia no RN prematuro é motivo de grande preocupação. Além de ocorrer frequentemente, é fator de risco para pior prognóstico, aumentando a morbidade e a mortalidade neonatais. Assim, estratégias que previnam a perda de calor podem ter impacto na morbidade e mortalidade do RN, especialmente do pré-termo, e podem melhorar seu prognóstico 4. Atendimento pré e intra-hospitalar às urgências e emergências clínicas pediátricas e neonatologias. Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 14 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to Como prevenir a hipotermia? Atenção Humanizada ao Recém- Nascido de Baixo Peso: Método Canguru Aquecimento da sala de parto (temperatura ambiental de 26o C). 1. Secagem do RN. RNs prematuros com menos de 1.500 g de peso ao nascer: não secar e colocar em saco de polietileno, que só será retirado na unidade neonatal. 2. Contato pele a pele (a depender da idade gestacional e da vitalidade do RN). 3. Aleitamento materno (a depender da idade gestacional e da vitalidade do RN). 4. Adiamento do banho e da pesagem.5. Uso de roupas e colchão aquecidos.6. Manutenção da mãe e do bebê juntos. 7. Transporte com aquecimento.8. Ressuscitação com aquecimento.9. Treinamento e consciência da equipe de cuidadores: é fundamental. 10. A posição canguru consiste em manter o RN, em contato pele a pele, somente de fraldas, na posição vertical junto ao peito dos pais guardando o tempo mínimo necessário para respeitar a estabilização do RN e pelo tempo máximo que ambos entenderem ser prazeroso e suficiente. A prática do Método Canguru envolve, portanto, a equipe de saúde, o bebê, o pai, a mãe, os irmãos, os avós e as redes de apoio familiar e social. Acolhimento ao bebê e à sua família. Respeito às individualidades. Promoção de vínculos. Envolvimento da mãe nos cuidados do bebê. Estímulo e suporte para o AM. Construção de redes de suporte É desejável que no final da assistência em sala de parto a temperatura axilar do RN esteja em torno de 36,5ºc. Não é frequente em RNs prematuros, mas são importantes os riscos da exposição fetal à febre materna e a associação entre hipertermia fetal/neonatal e lesão cerebral. Esse problema pode ser prevenido com a devida atenção e suporte ao aleitamento materno. Reduz o tempo de separação mãe/pai-filho. Facilita o vínculo afetivo mãe/pai- filho. Possibilita maior competência e confiança dos pais no cuidado do seu filho, inclusive após a alta hospitalar. HIPERTEMIA São pilares do Método: Vantagens 4. Atendimento pré e intra-hospitalar às urgências e emergências clínicas pediátricas e neonatologias. Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 15 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to Estimula o aleitamento materno, permitindo maior frequência, precocidade e duração. Possibilita ao recém-nascido adequado controle térmico. Contribui para a redução do risco de infecção hospitalar. Reduz o estresse e a dor. Propicia melhor relacionamento da família com a equipe de Saúde. Favorece ao recém-nascido uma estimulação sensorial protetora em relação ao seu desenvolvimento integral. Melhora a qualidade do desenvolvimento neuropsicomotor. O método canguru é aplicado em 3 etapas: 1) Inicia no pré-natal da gestação que necessita cuidados especializados, durante o parto/nascimento, seguido da internação do recém-nascido na UTI neonatal e/ou na Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional (UCINCo). 3) Os RNs pré-termo e/ou de baixo peso (RNBP) na terceira etapa receberão alta hospitalar e serão acompanhados de forma compartilhada pela equipe do hospital e da atenção básica do método canguru. São critérios para iniciar a terceira etapa: Da mãe: mãe segura, motivada, bem orientada e familiares conscientes quanto ao cuidado domiciliar do recém-nascido; compromisso materno e familiar para a realização da posição canguru pelo maior tempo possível. Do recém-nascido: Peso mínimo de 1.600 g; ganho de peso nos três dias que antecederem a alta hospitalar; sucção exclusiva ao peito ou, em situações especiais, mãe e família habilitados a realizar a complementação. Das equipes: a primeira consulta pela equipe hospitalar, no hospital ou domicílio, deverá ser realizada até 48 horas após a alta e as demais no mínimo uma vez por semana; assegurar acompanhamento ambulatorial do recém-nascido até o peso de 2.500 g compartilhado com a Atenção Básica de acordo com a agenda proposta pelo Método Canguru; garantir atendimento na unidade hospitalar de origem, a qualquer momento, até a alta da terceira etapa. É um dos grandes desafios da neonatologia nutrir adequadamente o RN prematuro visando manter o crescimento semelhante ao crescimento fetal. 2) Realizada a na Unidade de Cuidados Intermediários Canguru (UCINCa). O RN permanece de maneira contínua com sua mãe e a posição canguru será realizada pelo maior tempo possível. A presença e a participação do pai nos cuidados devem ser estimuladas. O RN deve apresentar: estabilidade clínica, nutrição enteral plena e peso mínimo de 1.250 g. A mãe deve apresentar: desejo e disponibilidade, além de apoio familiar e conhecimento e habilidade para manejar o recém-nascido em posição canguru. Nutrição 4. Atendimento pré e intra-hospitalar às urgências e emergências clínicas pediátricas e neonatologias.Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 16 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to A nutrição pode ser realizada via parenteral ou enteral. A nutrição enteral é importante para: A alimentação enteral deve ser considerada em todos os RN que possuem intestino funcionante. Mesmo que em quantidade mínima, e em associação com a alimentação parenteral, ajudará a minimizar a atrofia da mucosa intestinal e a translocação bacteriana, além de diminuir o tempo de duração da alimentação parenteral. Diminuir a perda de proteína endógena nos primeiros dias de vida. Proporcionar perda de peso mínima nos primeiros dias de vida. Proporcionar ganho de peso de 14 a 16g/kg/dia após a recuperação do peso de nascimento Evitar que o RN atinja o termo com peso abaixo de dois desvios - padrão. A introdução precoce da alimentação enteral também é a principal estratégia para se evitar a colestase associada à alimentação parenteral. Estimulando a motilidade da vesícula biliar, a alimentação enteral previne a formação de cálculos biliares. Além disso, pode prevenir a desconjugação da bilirrubina, reduzindo a formação de metabólitos tóxicos da bilirrubina. Esses nutrientes devem ser prescritos conforme as quantidades recomendadas de acordo com o peso, a idade gestacional, as condições clínicas e a avaliação laboratorial. RN alimentados com leite humano apresentam a vantagem da presença da lipase no leite materno. O melhor leite a ser oferecido para o RN pré-termo é o leite da própria mãe. A oferta de pequenos volumes por via enteral durante o período em que o RN ainda está recebendo nutrição parenteral é chamada de nutrição enteral mínima ou nutrição trófica. O início precoce da dieta está associado a menor tempo para recuperar o peso de nascimento, para atingir o volume enteral pleno e de hospitalização. O momento para o início da nutrição enteral mínima deve ser avaliado caso a caso. Fluidos; hidratos de carbono; aminoácidos (proteínas); lipídios; eletrólitos; oligoelementos; vitaminas. Composição da alimentação parenteral 4. Atendimento pré e intra-hospitalar às urgências e emergências clínicas pediátricas e neonatologias. Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 17 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to FATORES DE RISCO O Início precoce da alimentação enteral deve ser evitado nas seguintes situações: RN asfixiados (pHTeste do Pezinho oferecido pelo SUS. Esta Lei passou a valer a partir do dia 27/05/2022. Dificuldades de acessar algumas aldeias indígenas, populações do campo e da floresta, questões culturais e casos de negligência. -Fenilcetonúria; -Hipotireoidismo congênito; -Anemia falciforme e outras hemoglobinopatias; -Deficiência de biotinidase (*incluída pela portaria nº2829/12); -Fibrose cística; -Hiperplasia adrenal congênita (*incluída pela portaria nº2829/12). O Ministério da Saúde considera que crianças de risco apresentam pelo menos um destes critérios: baixo peso ao nascer ( 34 semanas, ainda na maternidade, entre 24-48 horas de vida. Deve ser realizado através de duas medidas, sendo no Membro superior direito (MSD) e Membro inferior. SatO² ≥95% em ambas as medidas com diferença 3% nas medidas do MSD e membro inferior indica a necessidade de repetição do teste em 1 hora. Repetido o teste, se persistir a alteração, indica anormalidade dos parâmetros e deve ser realizado um ecocardiograma nas primeiras 24 horas posteriores. INFORMAÇÕES IMPORTANTES: O TRV deve ser realizado ainda na maternidade e pelo menos 2-3 vezes por ano até os 3 anos de vida. 1-Para realizá-lo é utilizado o oftalmoscópio direto, que é colocado entre 5-10 cm de distância dos olhos. 2-Espera-se que ocorra o reflexo vermelho em ambos os olhos quando incidir a luz. 3-Se for detectada alteração no reflexo ocular, a criança deverá ser avaliada por um oftalmologista com urgência. Deve ser realizado entre 24-48 horas de vida do RN até no máximo durante o primeiro mês de vida. Possui 2 etapas que consistem no teste e reteste. Para neonatos e lactentes sem indicador de risco utiliza-se o exame de Emissões Otoacústicas Evocadas (EOAE). Para neonatos e lactentes com indicador de risco utiliza-se o teste de Peate-automático ou em modo triagem (Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico- de curta latência e a audiometria do tronco cerebral). Caso não se obtenha resultado satisfatório em neonatos e lactentes sem indicador de risco, repita o EOAE, ainda nessa etapa. Caso a falha persista deve-se realizar de imediato o Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (Peate). Leitura do resultado: 4. Atendimento pré e intra-hospitalar às urgências e emergências clínicas pediátricas e neonatologias. Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 21 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to 5. Teste da linguinha (triagem do frênulo lingual) Objetiva identificar a anquiloglossia (frênulo lingual curto) e deve ser realizado ainda na maternidade entre 24-48 horas de vida. Observa-se a presença do frênulo quando a criança está chorando ou abre-se a boca do RN. Protocolo de avaliação da Língua (BTAT) (NOTA TÉCNICA Nº 35/2018): Os elementos do BTAT são: (1) aparência da ponta da língua; (2) fixação do frênulo na margem gengival inferior; (3) elevação da língua; (4) projeção da língua. As pontuações obtidas para os quatro itens são somadas e podem variar de 0 a 8, sendo que escores de 0 a 3 indicam potencial redução mais grave da função da língua, como demonstrado a seguir. A Síndrome de morte súbita do lactente é definida por óbito ocorrido com menos de 1 ano de vida que não for esclarecido por laudo de necropsia ou outra investigação. São fatores de risco: -Colchões macios ou superfícies moles; -Dormir em posição ventral; -Pré-natal tardio ou inexistente; -Idade entre 2-4 meses; -Sexo masculino; -Mães adolescentes; -Mães com baixa escolaridade; -Mães tabagistas. ANOTAÇÕES 4. Atendimento pré e intra-hospitalar às urgências e emergências clínicas pediátricas e neonatologias. Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 22 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to PUERICULTURA Parâmetros avaliados em + 2 escore z é considerado acima do esperado p/ a idade. É considerado elevado p/ a idade quando > + 2 escore-z. Adequado: ≤ +2 escore-z e ≥ -2 escore-z. Baixo peso: ≥ - 3 eescore-z para adequado. -Peso para a idade (por faixa etária- de 0 a 2 anos; de 5 a 10 anos); Deve estar ≤ +2 escore-z e ≥ -2 escore-z para adequado. -Comprimento (0 a 2 anos) / estatura (2 a 10 anos); Adequado para 0-2 anos: ≥ -2 escore-z. -IMC para a idade por faixa etária- de 0 a 2 anos; de 2 a 5 anos e de 5 a 10 anos). IMC adequado: escore-z ≥ -2 e ≤ + 1. A partir do 5º ano de vida a velocidade de crescimento é quase constante, sendo entre 5-6 cm/ano. O estirão da adolescência ocorre por volta dos 11 anos nas meninas e 13 anos nos meninos. Obesidade > escore-z +3 Sobrepeso > escore-z +2 e ≤ escore-z +3 Risco de sobrepeso > escore-z +1 e ≤ escore-z +2 Eutrofia ≥ escore-z -2 e ≤ escore-z +1 Magreza ≥ escore-z -3 e Escore-z +3 Obesidade: > Escore-z +2 e ≤ Escore-z +3 Sobrepeso: > Escore-z +1 e ≤ Escore-z +2 Eutrofia: ≥ Escore-z -2 e ≤ Escore-z +1 Magreza: ≥ Escore-z -3 eeritematosa, pontos inflamados, hipo ou hiperpigmentação mamilar. As queixas mais frequentes das mães são: ardência, fisgadas, dor intensa e/ou latejante que persiste depois da amamentação. -Abscesso mamário: citado anteriormente, é causado, em geral, por mastite não tratada ou com tratamento tardio/ineficaz. É comum depois da interrupção da amamentação. Compressas mamárias: Processos inflamatórios mamários: IMPORTANTE: O leite materno pode ser conservado por até 12 horas na geladeira e 15 dias no freezer ou congelador. 4. Atendimento pré e intra-hospitalar às urgências e emergências clínicas pediátricas e neonatologias. Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 26 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to -Após o 6º mês de vida do RN: amamentação + 2 papas de frutas e 1 papa salgada*/comida de panela; -Após o 7º mês: amamentação + 2 papas de frutas e 2 Papas salgadas*/comida de panela; -Após 1 ano: aleitamento materno e pelo menos 5 refeições familiares. O quadro clínico é composto por dor intensa, febre, mal-estar, calafrios e presença de áreas de flutuação à palpação. A ultrassonografia pode confirmar o abcesso mamário além de indicar o melhor local para incisão ou aspiração. De ferro*: -Para todas as crianças de 6 a 24 meses (1mg/Kg) Se a criança não estiver em aleitamento materno exclusivo a suplementação pode ser iniciada a partir de 4 meses. - Para gestantes ao iniciarem o pré- natal até o 3º mês pós-parto ou pós- aborto; Ácido fólico*: -Indicado para mulheres ao iniciarem o pré-natal. * Indicado para mulheres que desejam engravidar pelo menos 30 dias antes. Alimentação complementar Programa de suplementação preventiva: -A diarreia: Geralmente é definida como 3 ou mais evacuações em 24 horas. Se configura como uma das principais causas de morbimortalidade infantil no Brasil, especialmente nas crianças com menos de 6 meses que não estão em aleitamento materno exclusivo. Sinais de alerta: letargia, inconsciência, inquietude e irritação, olhos fundos, sinal de prega presente, e a criança não consegue mamar ou beber líquidos. Pode levar a desidratação grave e até ao óbito. DOENÇAS DIARREICAS São a principal causa de internação no período neonatal. No caso da insuficiência respiratória, os sinais clínicos no RN são: -Batimento de asa de nariz e gemência. De acordo com a SBP(2016) a pneumonia é a principal causa de mortalidade em crianças menores de 5 anos nos países em desenvolvimento. Infecções do trato respiratório DOENÇAS RESPIRATÓRIAS 4. Atendimento pré e intra-hospitalar às urgências e emergências clínicas pediátricas e neonatologias. Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 27 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to Nas pneumonias adquiridas na comunidade (PAC) o Streptococcus pneumoniae é a causa bacteriana mais prevalente. Nas crianças menores de 5 anos, os vírus são os principais agentes etiológicas da PAC, dentre eles o vírus sincicial respiratório (VSR) (mais frequente). Se não houver sibilância, as crianças sintomáticas podem ser diagnosticadas com PAC. A causa da pneumonia varia conforme a idade da criança e o ambiente em que a infecção é contraída. A etiologia sofre mudanças ainda devido à vacinação, principalmente antipneumocócica conjugada e anti h. influenzae tipo B. ANOTAÇÕES 1. (AVANÇA SP/2024/Pref. de Águas de Lindóia) Trata-se de um Índice empregado para avaliar o recém-nascido em cinco indicadores clínicos fundamentais: frequência cardíaca, respiração, tônus muscular, reflexos e coloração da pele. Cada indicador recebe uma pontuação e a soma dessas pontuações resulta no Índice. A avaliação é conduzida no primeiro e quinto minuto após o nascimento. Cumpre observar que uma pontuação baixa não prediz problemas de saúde futuros; indica apenas a necessidade de atenção e intervenções específicas nos primeiros momentos de vida.” Esse índice é denominado: A) Aldrete e Kroulik. B) Apgar. C) Katz. D) Pittsburgh. E) Braden Q. VAMOS PRATICAR? 2. (CONSULPLAN/2024/Pref. de Miracema) A puericultura refere-se ao acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança. É importante que o agente comunitário de saúde acompanhe sistematicamente a presença das crianças às consultas agendadas na UBS e faça a busca ativa dos faltosos, informando à Equipe Saúde da Família (ESF) os motivos de falta. O calendário de consultas preconizado pelo Ministério da Saúde em relação às consultas de puericultura estabelece: A) Três consultas no 2º ano de vida. B) Duas consultas no 3º ano de vida. C) A partir do 5º ano de vida, consultas anuais. D) Sete consultas de rotina no primeiro ano de vida. 3. (FAUEL/2024/Pref. de Cândido de Abreu) Condição comum nos recém-nascidos, de forma fisiológica ou patológica, em que ocorre o aumento na concentração da bilirrubina no 4. Atendimento pré e intra-hospitalar às urgências e emergências clínicas pediátricas e neonatologias. Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 28 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to 6. (FGV/2024/Pref. de Caraguatatuba) Acerca da assistência ao recém-nascido acima de 34 semanas, analise as afirmativas a seguir e assinale V apara a verdadeira e F para a falsa. ( ) Um RN ≥34 semanas apresenta boa vitalidade se, ao nascer ele está respirando ou chorando e o tônus muscular está em flexão, independentemente do aspecto do líquido amniótico. ( ) A aspiração de boca e narinas deve ser realizada de rotina em todos os RNs, independente do resultado do apgar no 1º minuto, para evitar broncoaspiração. ( ) Considera-se bradicardia em recém nascido a frequência cardíacaé: A) Na presença de perímetro cefálico +2 escores Z, deve-se referir para avaliação neuropsicomotora. B) Na ausência de um ou mais marcos do desenvolvimento para a sua faixa etária, deve-se referir para avaliação neuropsicomotora. C) Na presença de todos os marcos para o desenvolvimento, porém com um ou mais fatores de risco, deve-se agendar retorno conforme a rotina do serviço de saúde. D) Na ausência de um ou mais marcos para a faixa etária anterior, deve-se orientar a mãe/cuidador sobre a estimulação da criança e marcar retorno em trinta dias. 4. Atendimento pré e intra-hospitalar às urgências e emergências clínicas pediátricas e neonatologias. Licenciado para - F abrícia cristina silva E ugênio - 01400091675 - P rotegido por E duzz.com 29 M a te r ia l e x c lu s iv o - e la b o r a d o p o r : @ p r o fl id ia r o c h a / @ c a d e r n o s d e e s tu d o s d ig it a is - p r o ib id o c o m p a r ti lh a m e n to 5. Distúrbios metabólicos e Atendimento Pré-Hospitalar: diabetes mellitus, distúrbios acidobásicos e hipertensão arterial sistêmica. A Pressão arterial (PA) é o produto do débito cardíaco (DC) (DC= volume sistólico x frequência cardíaca) pela resistência vascular periférica (RVP). A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é diagnosticada quando o valor da PA se encontra entre 140 x 90 mmHg de forma sustentada, verificada pelo menos em duas ou mais visitas médicas em intervalo de dias, ou semanas. Pode ser essencial: sem causa definida, geralmente causada por desequilíbrio homeostático; ou Pode ser secundária: possui causa definida, como causas não endócrinas, endócrinas, medicamentosas, entre outras. HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA (HAS) Idade; Sobrepeso/ obesidade; Sexo e etnia; Alcoolismo; Ingestão de sódio e potássio em elevada quantidade; Sedentarismo; Fatores socioeconômicos; Genética. *A HAS também pode estar relacionada ao uso de algumas medicações ou drogas ilícitas. Quando utilizadas as medidas de consultório o diagnóstico da PA deverá ser realizado sempre por medições repetidas, 2 ou mais vezes em intervalos de dias, ou semanas. Quando fora do consultório pode ser feito o diagnóstico pelo MAPA ou MRPA. Fatores de risco principais para a HAS: São exemplos de medicações: os descongestionantes nasais (fenilefrina), antidepressivos tricíclicos (imipramina e outros), os hormônios tireoidianos, os contraceptivos orais, anti- inflamatórios não esteroidais, a carbenoxolona e a liquorice, os glicocorticoides, a ciclosporina e a eritropoetina. Drogas ilícitas: a cocaína, a cannabis ativa, a anfetamina e a 3-4- metilenodioximetanfetamina. -Ótima: 95 em três visitas distintas, de acordo com idade, sexo e percentil de estatura. Em crianças e adolescentes com diagnóstico de HA, as metas referentes à terapia não farmacológica e farmacológica devem ser a redução da PA percentil