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1 Elaboração: A.C. Sanguino, 2025. UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA Instituto Socioambiental e dos Recursos Hídricos Profo - Antônio Carlos Sanguino CREA 8192/D –OAB – 8070. Curso: Engenharia Florestal Economia Agroflorestal RECEITA DE PRODUÇÃO Belém, 2025 http://www.eloforte.com/novo/diametro.htm 2 Elaboração: A.C. Sanguino, 2025. 3. RECEITA DE PRODUÇÃO 3.1 Receita Total A receita total de uma empresa (RT) é igual ao produto entre a quantidade produzida (Q) e o seu preço unitário de venda (Pq). Algebricamente tem-se: 𝑅𝑇 = 𝑃𝑞 𝑥 𝑄 3.2. Receita Marginal A expressão Receita Marginal (Rmg) designa a variação na receita total (RT) decorrente do acréscimo de uma unidade do produto vendido. Ela mede o ganho na receita da empresa obtido pela produção e venda de uma unidade a mais do bem/serviço a ser produzido e comercializado. Em termos algébricos tem-se: 𝑅𝑚𝑔 = ∆𝑅𝑇 ∆𝑄 3.3. Receita Média A receita média (RMe) é o quociente entre a receita total e a quantidade produzida. Como era de se imaginar, a receita média é dada pelo preço unitário de venda do produto. Algebricamente tem-se: 𝑅𝑀𝑒 = 𝑅𝑇 𝑄 = 𝑄𝑥𝑃𝑞 𝑄 = 𝑃𝑞 3.4 Demanda de uma firma em concorrência perfeita. Verificou-se que a empresa no regime de concorrência perfeita só é capaz de fixar as quantidades à serem vendidas e não o preço, uma vez que o preço é fixado pelo mercado. Isto indica que o preço é uma variável exógena (não é determinado pela firma), logo pode-se vender quantas unidades desejar pelo preço vigente no mercado. Diante do exposto pode-se argüír que os produtos apresentam demanda perfeitamente elástica a preço (Figura 5.11). Pq Q Pq Qd = Epd = + ∞ OBs: Se o preço Pq aumentar a Firma não vende nada. Figura 5.11 – Curva de demanda da firma individual. Em síntese pode-se inferir que a RMe, Pq, e Rmg são iguais. (Figura 5.12). 3 Elaboração: A.C. Sanguino, 2025. 3.5 Maximização do lucro a curto prazo de uma firma em concorrência perfeita. Foi visto que o curto prazo é um período de tempo em que a firma pode expandir ou retrair a produção, mediante uma maior ou menor utilização dos fatores de produção variáveis. Assim o empresário tende a ajustar o nível de produção de modo a maximizar seu lucro. O lucro é definido como sendo a diferença entre a receita total (RT) das vendas e o custo total (CT) de produção, ou seja: LT = (RT – CT) No curto prazo, uma firma operando em um mercado de concorrência perfeita maximizará o seu lucro total (LT) ao nível de produção em que a diferença entre a receita total (RT) e os custos totais (CT) for máxima (Figura, 5.12). Neste sentido, a firma maximizará seu lucro em termos marginais quando produzir ao nível Q onde a Rmg é igual ao Cmg (5.13) CT RT, CT Q=produção RT Reta paralela a RT e tangente ao CT ΔCT B T A T ΔQ 𝑑′𝑅𝑇 𝑑𝑄 = 𝑑′𝐶𝑇 𝑑𝑄 𝑅𝑚𝑔 = 𝐶𝑚𝑔 ∆𝑅𝑇 ∆𝑄 = ∆𝐶𝑇 ∆𝑄 = tga ΔRT 𝐴𝐵 = distância em que o LT é Maximo a Figura 5.12 – Maximização do lucro da firma. Fonte: (Adaptado de SANGUINO, A.C. Fragmentos extraídos da tese de doutorado, 2004). 4 Elaboração: A.C. Sanguino, 2025. Cmg Cmg >Rmg D =Cmg =Rmg=Rme=Pv Rmg > Cmg Q Cmg ; Rmg Equilíbrio da Firma Cmg =Rmg 10 16 6,5 9 8 7 0 1 2 3 20 Figura 5.13 – Maximização do lucro da firma em termos marginais. Fonte: (Adaptado de SANGUINO, A.C. Fragmentos extraídos da tese de doutorado, 2004). Verifica-se que o equilíbrio da firma ocorre no ponto onde o Cmg é igual a Rmg, nesse ponto a Rmg =Cmg=Pv=R$ 10,00 e o nível de produção Q = 8 unidades. Se a firma aumentar a produção de 6 un para 7 un. A Rmg dessa 70 un, também será R$10,00, enquanto que seu custo será de R$ 6,50. O acréscimo de receita é maior que o de custo e o lucro aumenta de R$ 11,50 para R$ 15,00 (Figura 5.14). Produção Q Preço $ Pv RT (Q.Pv) Rmg (ΔRT/ΔQ) Custo Total (CT) Cmg (ΔCT/ΔQ CMe (CT/Q) Lucro (LT) 1 10,00 10,00 10,00 34,00 34.00 -24,00 2 10,00 20,00 10,00 37,00 3,00 18,50 -17,00 3 10,00 30,00 10,00 39,00 2,00 13,00 -9,00 4 10,00 40,00 10,00 41,50 2,50 10,38 -1,50 5 10,00 50,00 10,00 44,50 3,00 8,90 5,50 6 10,00 60.00 10,00 48,50 4,00 *8.08 11,50 7 10,00 70,00 10,00 55,00 6,50 * 7,86 15,00 8 10,00 80,00 10,00 65,00 10,00 8.13 15,00 9 10,00 90,00 10,00 81,00 16,00 9,00 9,00 10 10,00 100,00 10,00 105,00 24,00 10,50 5,00 Figura 5.14- Quadro exemplificativo com receita total, média e marginal, custo marginal, custo médio e lucro total. Cmg; Rmg 5 Elaboração: A.C. Sanguino, 2025. O equilíbrio da firma será atingido quando a firma produzir 8 un do produto. A receita marginal Rmg, da 80 unidade será de R$10,00, enquanto seu custo marginal também será de R$10,00. O acréscimo de receita ΔR será, então, igual ao acréscimo de custo ΔC, não havendo mudança no lucro total LT, que permanecerá no valor máximo de R$ 15,00. Em termos gráficos, a curva de Cmg intercepta a curva de Rmg ao nível de produção de 8 unidades (Figura 5.13), já visto na página anterior. Para qualquer nível de produção inferior a 8 unidades a receita marginal é maior que o custo margina, por exemplo: Q = 7 un, Rmg = 10,00 e Cmg = R$ 6,50. Para aumentos na produção, a partir de 8 un, o custo marginal é maior que a receita marginal, por exemplo: Q = 9 un, Rmg = R$ 10,00 e Cmg = R$ 16,00. Assim aumentos na produção aumentarão o custo total mais que a receita total, levando a uma diminuição nos lucros. 3.7. Lucro ou Prejuízo da Firma no Curto Prazo A análise empreendida até o momento mostrou que a igualdade entre receita marginal e custo marginal garante ou a maximização do lucro, ou a minimização do prejuízo por parte da empresa. Busca-se agora a analisar em que condições a empresa, operando no curto prazo obtém lucro ou prejuízo. 3.8 Lucro no curto prazo Uma empresa estará obtendo lucro, no curto prazo, sempre que o preço de mercado “Pv” do produto for maior que o custo médio “CMe” de curto prazo. Assim, para entendimento adequado dessa colocação, consulte-se a (Figura 5.15) Pv > CMe →Lucro no curto prazo. Por hipótese o preço de mercado do produto é igual a R$ 16,00 a curva de demanda e de receita marginal serão dadas por D = Rmg. No curto prazo, o equilíbrio de mercado será alcançado quando: Rmg = Cmg= Pv = $16,00, Figura (5.16). Q Pv RT Rmg CT Cmg CTme Lucro/Prej 1 16,00 16,00 16,00 34,00 - 34,00 - 18,00 2 16,00 32,00 16,00 37,00 3,00 18,50 - 5,00 3 16,00 48,00 16,00 39,00 2,00 13,00 9,00 4 16,00 64,00 16,00 41,50 2,50 10,38 22,50 5 16,00 80,00 16,00 44,50 3,00 8,90 35,50 6 16,00 96,00 16,00 48,50 4,00 8,08 47,50 7 16,00 112,0 16,00 55,00 6,50 7,86 57,00 8 16,00 128,00 16,00 65,00 10,00 8,13 63,00 9 16,00 144,00 16,00 81,00 16,00 9,00 63,00 10 16,00 160,0 16,00 105,00 24,0 10,50 55,00 Figura 5.15 – Quadro exemplificativo apresentando custos, receitas lucros ou prejuízos de uma firma. 6 Elaboração: A.C. Sanguino, 2025. O equilíbrio ocorre no ponto B, quando as curvas Rmg e Cmg se interceptam. Neste ponto tem-se uma produção Q, igual a 9 un, um lucro unitário igual a ($16 - $9) R$ 7,00, e lucro total igual R$ 63,00. Observe-se que Pv é maior que CMe (Figura 5.16). Lucro CMe CMN Rmg Q Cmg CMe Lucro: (CPBA) ($ 7x 9) = $63,00; Receita (OPBE) ($16 x 9) =$144,00 Custo total: QxCme ($9x$9) = $81,00 LT = (RT – CT) D=Rmg=Pv 16,00 9 9,00 0 O A B C P 1 2 7 Pv > CMe E Figura 5.16- Empresa operando com lucro extra no curto prazo. O custo total é igual R$ 81,00 e a receita R$ 144,00,portanto maior que o custo, isto indica que a firma está operando com um lucro de R$ 63,00. Isto posto, pode-se afirmar que uma firma obtém lucro no curto prazo, sempre que o preço de venda de mercado for superior ao custo médio (Pv > CMe). Diz-se, nesse caso, que a firma está recebendo lucros extraordinários ou que ela está tendo um lucro econômico puro. Foi visto que o custo econômico difere do custo contábil, uma vez que o econômico contempla: os custos fixos, os variáveis e também o custo implícito (Custo de Oportunidade). Neste sentido, o lucro normal considerado como uma remuneração do empresário é incluído no custo total, mais propriamente, dentro dos custos implícitos. Assim, se o lucro normal está incluído no custo total da firma, sempre que a receita total exceder o custo total haverá um lucro maior que o lucro normal, ou o que é a mesma coisa, um lucro extraordinário (ou lucro econômico puro) que representa um retorno de um investimento superior ao que seria obtido em outro lugar. Registre-se então que quando a receita total for igual ao custo total, o lucro extraordinário será nulo, e a firma estará recebendo lucros normais. 3.9 Lucro normal incluído no custo total em curto prazo A figura (5.17) retrata a situação de uma firma que esteja recebendo lucros normais. Nota-se que a linha de preço coincide com o ponto mínimo do custo médio, isto é: Pv = CMe. Isso significa que a receita total cobre exatamente o custo total da firma. 7 Elaboração: A.C. Sanguino, 2025. O equilíbrio da firma é atingido quando Rmg = Cmg, isto ocorre no ponto B, determinando uma produção Qe. CMe CMN Rmg Q CMe D=Rmg=Pv Q Pv Cmg O A B C P Qe Pv = CMe E CVme Figura 5.17 – Empresa operando com lucro normal no curto prazo Verifica-se então que o lucro normal já está incluído no custo total. Nesse caso, então, o empresário está recebendo o lucro normal, que seria o mínimo para estimulá-lo a permanecer na atividade. 3.10 Prejuízo no curto prazo Uma firma incorrerá em prejuízo sempre que o preço do produto for inferior ao custo médio de curto prazo, ou seja: Pv