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6 APOSTILA_R2_CUSTO_DE_PRODUO_2025_ALUNO

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1 
A.C, Sanguino, 2025. Apontamentos de economia aplicada a ciências agrárias 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA 
 
 
Instituto Socioambiental e dos Recursos Hídricos 
 
Profo - Antônio Carlos Sanguino 
CREA 8192/D –OAB – 8070. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso: Engenharia Florestal 
ECONOMIA AGROFLORESTAL 
 
 
 
CUSTOS DE PRODUÇÃO 
 
 
 
 
 
Belém, 2025 
 
http://www.eloforte.com/novo/diametro.htm
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A.C, Sanguino, 2025. Apontamentos de economia aplicada a ciências agrárias 
ECONOMIA AGROFLORESTAL 
 
1- CUSTOS DE PRODUÇÃO 
Custos são medidas monetárias dos sacrifícios financeiros com os quais uma 
organização, uma pessoa ou um governo, têm de arcar a fim de atingir seus objetivos. O 
objetivo de uma firma é produzir a quantidade desejada de bens e, ou serviços com o 
mínimo de custos, ou seja, sempre que possível aumentar sua margem de lucro. 
A Teoria dos custos incorpora esses e outros conceitos econômicos quando da 
utilização de um produto ou serviço qualquer, utilizados na obtenção de outros bens ou 
serviços. O primeiro passo da economia como ciência é entender os conceitos 
financeiros, já que a sobrevivência do negócio depende do grau de eficiência de sua 
gerência. 
1.1 Gasto 
Gasto em geral, é o comprometimento financeiro realizado pela empresa na 
obtenção de produtos ou serviços. 
Exemplo: gastos com salários, com insumos, matéria-prima, com máquinas e 
equipamentos, entre outros gastos. 
1.2 Desembolso 
É a realização do pagamento propriamente dito referente aquisição dos bens e 
serviços. É efetivação ou consumação do gasto. Pode ocorrer antes, durante ou depois 
da compra do bem ou serviço. 
Exemplo: pagamento pela compra de matéria-prima à vista ou a prazo (várias 
parcelas). 
1.3 Custo 
São todos os gastos realizados efetivamente na produção de um bem ou serviço 
e que serão incorporados posteriormente no preço de venda. 
Exemplo: matéria-prima é um gasto no ato da compra, passa a ser um 
investimento quando vai para o estoque e um custo quando sai do almoxarifado e entra 
na linha de produção. 
1.4 Despesa 
São gastos que se destinam a comercialização da produção e a administração 
em geral da empresa. Referem-se às atividades não produtivas da empresa, mas 
necessárias para a manutenção de seu funcionamento. São também incorporados ao 
preço de venda do produto no ato da precificação. 
Exemplo: comissão de vendas, honorários, serviços de terceiros, consultoria, 
contabilidade, entre outros. 
 
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A.C, Sanguino, 2025. Apontamentos de economia aplicada a ciências agrárias 
Ressalte-se que os custos são assimilados e incorporados ao preço de venda, 
enquanto as despesas podem não ser assimiladas pelo preço de venda, assim, sua 
incorporação ao produto torna-o menos competitivo economicamente falando em 
relação aos substitutos e a concorrência, além de que as despesas reduzem a receita 
liquida, isto é, o lucro. Contudo para a economia tudo são Custos de Produção. 
1.5 Tipologia de custos 
Verificou-se que custos são gastos relativos à aquisição de bens e serviços 
utilizados no processo produtivo para produzir outros bens e serviços. Seus valores são 
incorporados aos preços dos produtos e, ou serviços. Os custos dividem-se em dois 
grupos: Custos Variáveis e Fixos. 
a) Custos variáveis 
São aqueles diretamente vinculados a produção de bens e serviços e variam de 
acordo com a variação do volume de produção. 
Exemplo: mão-de-obra direta (salários, férias, 13º salário, FGTS, plano de 
saúde, vale transporte e ou refeição, INSS, SESI, e outros encargos), insumos, matéria-
prima, combustível, energia, entre outros. 
b) Custos fixos 
São aqueles que não podem ser facilmente vinculados aos produtos ou 
serviços, mas são vinculados ao conjunto e, ou a empresa. Regra geral são custos que 
não variam quando varia a produção. 
1.6 Tipologia de despesas 
As despesas são diferenciadas dos custos pelo fato de estarem relacionadas 
com a administração geral da empresa e com a comercialização dos produtos e serviços, 
ao passo que os custos relacionam-se diretamente ou estão ligados a produção. 
a) Despesas de comercialização ou despesas variáveis. 
São gastos relacionados com a venda do produto. Exemplos: ICMS (Imposto 
sobre Circulação de Mercadorias e Serviços); CONFINS (Contribuição para 
Financiamento da Seguridade Social); PIS (Programa de Integração Social); IR 
(Imposto de Renda); IOF (Imposto sobre Operação Financeira); Comissão de 
vendedores, etc. 
b) Despesas fixas 
São todos os gastos que a empresa terá com a manutenção de suas operações 
não relacionadas com o produto ou serviço. Exemplo: água, luz, telefone, correios, 
material de escritório, manutenção de maquinas, apetrechos, IPTU, ITR, IPVA, 
aluguéis, condomínio, taxas, seguro, vale transporte, vale alimentação, plano de saúde, 
depreciação de máquinas e equipamentos, salário indiretos, despesas com marketing, 
honorários advocacia, contabilidade, despesas financeiras juros bancários, outras 
despesas. Atualmente o Brasil está inserido no mercado global, e assim considera-se 
como custos todos os desembolsos realizados: Custos, Despesas e outros desembolsos. 
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A.C, Sanguino, 2025. Apontamentos de economia aplicada a ciências agrárias 
1.7 Custo econômico 
O custo econômico é um conceito mais abrangente, que pode ser definido da 
seguinte forma: Custo econômico = (Custo variável + Custo fixo + Custo de 
oportunidade). Ou seja, o Custo econômico é igual à soma do custo contábil (também 
denominado explícito) e o custo de oportunidade (também denominado implícito). 
1.8 Custo de oportunidade 
O custo de oportunidade é um termo usado na economia para indicar o custo 
de algo em termos de uma oportunidade renunciada, ou seja, o custo, até mesmo social, 
causado pela renúncia do ente econômico, bem como os benefícios que poderiam ser 
obtidos a partir desta oportunidade renunciada ou, ainda, a mais alta renda gerada em 
alguma aplicação alternativa. 
Em outras palavras: O custo de oportunidade representa o valor associado a 
melhor alternativa não escolhida. Ao se tomar determinada escolha, deixa-se de lado as 
demais possibilidades. 
Em relação à alternativa escolhida, associa-se como "custo de oportunidade" o 
maior benefício não obtido das possíveis possibilidades não escolhidas, isto é: "a 
escolha de determinada opção impede o usufruto dos benefícios que as outras opções 
poderiam proporcionar". O mais alto valor associado aos benefícios não escolhidos 
pode ser entendido como um custo da opção escolhida, custo chamado "de 
oportunidade". 
a) Exemplificando: 
Cite-se que: uma fábrica de cadeiras de madeira que produzia 10 cadeiras por 
mês num mercado que absorvia totalmente esta produção. Diante de uma oportunidade 
de negócios, esta fábrica resolveu iniciar uma produção de um novo produto: portas de 
madeira. Porém, ao alocar recursos para tal, descobriu que terá de deixar de produzir 
duas cadeiras para contemplar a demanda de duas portas. O custo de oportunidade está 
no valor perdido da venda das duas cadeiras que deixaram de ser fabricadas. 
Se uma cidade decide construir um hospital num terreno vazio de propriedade 
estatal ou pública, o custo de oportunidade é representado pela renúncia a erguer outras 
construções naquele terreno e com o capital investido. 
Rejeita-se, por exemplo, a possibilidade de construir um centro desportivo, ou 
um estacionamento, ou ainda a venda do terreno para amortizar parte das dividas da 
cidade, e assim por diante. 
O custo de oportunidade não é definido só em termos monetários, mas, ao 
invés, pode ser definido em termos de qualquer coisa que pode ser valorada pela pessoa 
ou ente envolvido. 
Avaliar o custo de oportunidade é fundamental em qualquer operação 
econômica, ainda mais quando não estão explícitos valores financeiros (como os 
preços), o que pode levar a uma ilusão de que se obtiveram benefícios semqualquer 
custo. 
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A.C, Sanguino, 2025. Apontamentos de economia aplicada a ciências agrárias 
Ou ainda, o custo de oportunidade ambiental, é o máximo valor que poderia ter 
sido obtido pelo usufruto de um recurso natural. Como por exemplo, o custo de 
oportunidade de não desmatar uma reserva de preservação ambiental para a agricultura 
(pecuária, culturas permanentes) seria o que se deixa de ganhar com a atividade 
renunciada. 
 
1.9. Custo Total 
O custo total (CT) de uma produção é dado pela soma dos custos fixos (CF) 
mais os custos variáveis (CV) (figura 5.1). 
Algebricamente tem-se: CT = CF + CV 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CT = CF + CV 
CF 
Q 
CT 
CV 
 
Figura 5.1 – Custo total 
1.10. Custo Médio 
O custo médio (CMe) corresponde ao quociente entre o custo total e a 
quantidade produzida, (Figura 5.2). 
Algebricamente tem-se = CMe = 
𝐶𝑇
𝑄
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Q 
CMe 
curva 
CMe 
A medida que a produção aumenta 
o custo médio total diminui até 
certo ponto. Isto se deve a 
eficiência com o qual os fatores de 
produção fixo e variáveis estão 
sendo empregados. De inicio o 
CMe diminui, atinge o mínimo 
depois começa aumentar. 
Figura 5.2 – Custo médio. 
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A.C, Sanguino, 2025. Apontamentos de economia aplicada a ciências agrárias 
1.11 Custo Variável Médio 
É o custo variável dividido pela quantidade produzida (Figura 5.3). 
Algebricamente tem-se = CVme = 
𝐶𝑉
𝑄
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O custo variável médio (CVme), 
decresce, na medida em que aumenta a 
produção e atinge o ponto de mínimo. 
A partir desse ponto à medida em que 
aumenta a produção o CVme aumenta. 
A curva desse custo assemelha-se ao 
formato de U, ou uma parábola. 
Q 
CVme 
curva 
CVme 
Ponto de 
mínimo 
 
Figura 5.3 – Custo variável médio. 
 
1.12 Custo Fixo Médio 
É o custo fixo dividido pela quantidade produzida, (Figura 5.4). 
Algebricamente tem-se = CFme = 
𝐶𝐹
𝑄
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Hipérbole regular 
Q 
CFme 
CFme 
 
Figura 5.4 – Custo fixo médio. 
 
 
 
 
 
 
 
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A.C, Sanguino, 2025. Apontamentos de economia aplicada a ciências agrárias 
1.13. Custo Marginal 
De forma semelhante à explanação sobre produtividade média e marginal, 
dizemos que o custo marginal (Cmg) mostra o quanto se aumenta, no custo total da 
produção ao se produzir mais uma unidade do bem. 
Em outras palavras é a mudança no custo total de produção advinda da 
variação em uma unidade da quantidade produzida, ou ainda nos diz quanto custará para 
a empresa o aumento da produção de mais uma unidade. 
Algebricamente tem-se: 
Cmg = 
𝛥𝐶𝑇 
𝛥𝑄
 → 𝑙𝑖𝑚
𝛥𝑄→0
𝛥𝐶𝑇 
𝛥𝑄
= 
𝑑𝐶𝑇
𝑑𝑄
 
 
Matematicamente, a função de custo marginal (Cmg) é expressa como a 
derivada parcial da função de Custo Total (CT) sobre a quantidade total produzida Q. 
Em um gráfico, a curva que represente a evolução do custo marginal é uma parábola 
côncava, devido a lei dos rendimentos decrescentes. 
No ponto mínimo dessa curva, se encontra o número de bens que devem ser 
produzidos para que os custos sejam mínimos (Figura 5.5). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Q 
Cmg 
Cmg 
 
Figura 5.5 – Custo marginal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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A.C, Sanguino, 2025. Apontamentos de economia aplicada a ciências agrárias 
A figura (5.6) mostra as curvas dos custos CMe, CMg e CFme juntas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CMe 
CFme 
Q 
CMe; Cmg, CFme 
 
Cmg 
 
Figura 5.6– Curvas de CMe, Cmg e CFme juntas. 
 
A figura (5.7) apresenta um quadro exemplificativo de custos de produção de 
uma firma. 
Q CF CV CT CFme CVme CMe Cmg 
0 180 0 180 - - - 
1 180 90 270 180 90 270 90 
2 180 120 300 90 60 150 30 
3 180 135 315 60 45 105 15 
4 180 165 345 45 41,2 86,2 30 
5 180 225 405 36 45 81 60 
6 180 360 540 30 60 90 135 
Figura 5.7 – Custos de produção, valores em R$ 1,00. 
Em relação ao Cmg, observa-se que quando a empresa produz a 10 unidade ela 
tem um custo igual R$ 90, ao produzir a 20 unidade incorre num custo de R$ 30, porém 
a 30 unidade produzida esse custo cai para R$ 15, contudo ao produzir mais uma 
unidade (40 ) o custo come a aumentar (R$ 30). 
Isto mostra o quanto custará para a empresa produzir uma unidade adicional do 
produto, ou ainda, quanto aumenta o CT quando a empresa produz mais uma unidade do 
bem. 
 
 
 
 
 
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A.C, Sanguino, 2025. Apontamentos de economia aplicada a ciências agrárias 
2 ECONOMIAS DE ESCALA 
A firma incorre em economias de escala quando tem seu custo total médio 
(CMe) diminuído na medida em que aumenta o nível de produção (Q). Isto ocorre 
quando há especialização do trabalho, ou seja: maior habilidade, destreza, rapidez, ou 
ainda quando a empresa compra grandes quantidades de insumos, matéria-prima e 
estoca (Figura, 5.8). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CMe 
Custo 
Q 
Economia de escala Deseconomia de escala 
 
Figura 5.8- Economia e deseconomia de escala 
Por outro lado, pode ocorrer também o fenômeno chamado de deseconomia de 
escala, isto se dá quando o CMe aumenta na medida em que se aumenta a quantidade 
produzida Q, por exemplo, aumento crescente nos fatores de produção (terra, trabalho 
capital) ou mesmo incapacidade administrativa 
2.1 Custos no curto e longo prazos. 
Longo prazo é o horizonte de planejamento (tempo) em que a firma planeja 
suas instalações do tamanho ideal, adequado em relação ao nível de produção desejada, 
ou capacidade instalada. Uma vez concluída as instalações a firma passa a operar no 
curto prazo, que por sua vez é o período em a produção se realiza. Infere-se então que a 
firma opera no curto prazo e planeja no longo prazo. 
No longo prazo o planejamento da firma provavelmente apresentará CMe de 
curto, médio e longo prazo. Se a ela for dimensionada como de pequeno porte suas 
instalações serão obviamente de pequeno porte. 
Contudo se a demanda de mercado para o seu produto aumentar, o empresário 
no curto prazo nada poderá fazer para atender essa demanda não satisfeita e os custos 
médios serão bastante elevados, no longo prazo, isso não vai ocorrer, pois pode-se, 
planejar as instalações para o futuro substituindo-se tecnologia, logística, entre outros 
fatores, afim de adequá-la ao novo nível de produção com menor custo Figura (5.9). 
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A.C, Sanguino, 2025. Apontamentos de economia aplicada a ciências agrárias 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fábrica atual 
Q 
CMe 
Expansão da demanda 
implica no aumento da 
produção 
 
CM0 
 
Q2 Q1 
CM1 
 
CM2 
 Fábrica futura 
Aumento 
da produção 
 
Figura 5.9 – Capacidade instalada no curto e longo prazo. 
 
3 FUNÇÃO CUSTO NO CURTO PRAZO 
Verificou-se que a função custo está relacionada aos gastos efetuados pela 
firma, empresa, loja, ou mesmo aquisição de um bem qualquer e que as curvas dos 
CMg, CMe tem forma de “U”. 
Custos médios podem ser dependentes do tempo considerado oscilações na 
produção no curto prazo, por exemplo. Os custos médios afetam a curva de oferta e são 
um componente fundamental na definição da oferta e da demanda. 
Por outro lado, no sentido de estimar a equação do custo médio, relata-se que a 
experiência tem mostrado que as curvas desses custos é uma função polinomial, similar 
à uma parâbola e que o melhor ajuste é a de um ajuste polinomial. 
3.1 Estimativa da equação de custo médio 
Para o ajuste da equação de custo médio, ou função polinomial, podemos usar 
o mesmo princípio dos mínimos quadrados utilizados na regressão linear quando se 
estimou em sala de aula a equação da demanda, se admitirmos que a função de 
regressão é um polinômio de grau k > 1. Para isso, devemos estimar k + 1 coeficientes. 
Se admitirmos que a função de regressão seja um polinômio de grau 2 teremos 
uma parábola na forma: 
𝑌 = 𝑎 + 𝛽𝑥 + 𝛾𝑥 2 
A estimativa da parábola a ser construída é: 
( 1 ) �̂� = (𝑎 + 𝑏𝑥 + 𝑐𝑥 2) 
Tomando as derivadas parciais (conforme demonstrado em sala de aula, no 
tópico funçãoprodução), em relação às k + 1 estimativas, chega-se a um sistema linear 
de k + 1 equações com k + 1 incógnitas que, após resolvido, fornece a solução para o 
problema. 
http://obaricentrodamente.blogspot.com/2010/07/regressao-linear.html
http://obaricentrodamente.blogspot.com/2010/07/regressao-linear.html
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A.C, Sanguino, 2025. Apontamentos de economia aplicada a ciências agrárias 
Apenas à título de revisão sabe-se que um sistema de equações lineares ou 
sistema linear é um conjunto formado por duas ou mais equações lineares e que pode 
ser representado na forma: 
a11 x1 + a12 x2 +...+ a1n xn = b1 
a21 x1 + a22 x2 +...+ a2n xn = b2 
am1 x1 + am2 x2 +...+ amn xn = bn 
Onde: 
x1, x2, ..., xn são as incógnitas; 
a11, a12, ..., amn são os coeficientes; 
b1, b2, ..., bm são os termos independentes. 
Para resolver o sistema acima faremos uso dos determinantes. Para indicar o 
determinante do sistema tem-se que: 
a11 x1 + a12 x2 +...+ a1j xj +...+ a1n xn = b1 
a21 x1 + a22 x2 +...+ a2j xj +...+ a2n xn = b2 
an1 xn + an2 xn +...+ anj xj +...+ ann xn = bn 
Onde x1, x2, xn são as incógnitas, a11, a12, a23, anj são os coeficientes e b1, b2, bn 
são os termos independentes. 
A este sistema podemos associar a matriz A =(aij) de ordem n, cujos elementos 
(a i j), são números complexos, associa-se por definição, um único número que será 
denominado o seu determinante e que indicaremos assim: 
 
Det (M) ou = 
 
Seja uma matriz quadrada de ordem 2: 
 a11 - a12 
 a21 -a22 
→ det. M (a 11 x a 22 – a 21 x a 12): 
Onde: 
O det M é a diferença entre o produto dos elementos da diagonal principal e o 
produto dos elementos da diagonal secundária. Em síntese argui-se, que os pontos 
experimentais fornece-nos os elementos para a montagem da matriz e solução do 
sistema, obtendo-se os coeficientes de x1, x2, ., xn ; ou seja: a, b e c, depois aplica-se os 
valores em (1) para encontrar a equação de regressão. 
 
 
a11 a12 ... a1j ... a1n 
a21 a22 ... a2j ... a2n 
an1 an2 ... anj ... ann 
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A.C, Sanguino, 2025. Apontamentos de economia aplicada a ciências agrárias 
3.2 Aplicação Prática 
Estimar a equação de custo médio (CMe) relativa a produção extrativa de látex 
de seringueira (Hévea brasilience), plantada no Campus da Ufra-Belém, coletada pelos 
alunos do curso de engenharia florestal Quadro 1. 
Onde: 
Q = quantidade media em kg de látex por árvore; 
CMe = custo médio em R$ 1,00/kg/ látex. 
Diante do exposto, pede-se para determinar: 
a) Estimativa da equação de custo médio (CMe); 
b) Custo total (CT) e 
c) Custo marginal (Cmg); 
d) quadro de resultados 
e) esboçar o gráfico do Cmg e determinar o ponto de custo mínimo. 
 
Quadro 1. Dados de produção e custo de látex em R$ 1,00/kg/árvore 
Observação 
Período de 2012 
Produção (Q) 
em/kg - (Xi) 
Custo médio (CMe) 
em R$1,00/kg – (Yi) 
Jan/2012 1,00 1,00 
Fev/2012 2,00 2,50 
Mar/2012 3,00 6,00 
Abr/2012 4,00 11,50 
Mai/2012 5,00 19,00 
Fonte: Levantamento de dados: Ufra, 2017 
3.3 Resultado: 
( 1 ) �̂� = (𝑎 + 𝑏𝑥 + 𝑐𝑥2) → �̂� = 1,5 – 1,5X + X2 
a) Estimativa da equação de custo médio (CMe); 
Equação estimada → CMe = 1,5 – 1,5Q + Q2 
 
4. MERCADO 
4.1 Definição mercado 
Mercado é um local onde se encontra um conjunto de vendedores e potenciais 
compradores de um bem ou serviço, que mediante condições contratuais de compra e 
venda concretizam os negócios. 
Aspectos implícitos no conceito de mercado: o mercado comporta qualquer 
tipo de intercâmbio, isto é, trocas diretas (negociações diretas entre os vendedores e 
compradores em qualquer lugar) e trocas indiretas (negociações através de bolsas de 
mercadorias, bolsas de cereais ou em instituições congêneres). Assim, a definição de 
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A.C, Sanguino, 2025. Apontamentos de economia aplicada a ciências agrárias 
mercado é caracterizada pela idéia de espaço econômico, ou seja, não está circunscrita a 
uma região determinada. As negociações são voluntárias e o sistema de preços funciona 
como denominador comum nas trocas. 
Não há a necessidade de presença explícita das partes envolvidas no processo. 
Essa possibilidade é possível pelo desenvolvimento de redes internacionais de 
telecomunicação em tempo real e padronização de produtos (commodities). Assim, os 
mercados se desenvolvem em termos locais, regionais, nacionais e internacionais. 
4.2 TIPOS DE MERCADOS. 
Existem vários tipos de mercado, entre os principais estão: o Mercado 
Puramente Competitivo ou em Concorrência Perfeita, Oligopólio, Monopólio, entre 
outros. 
4.2.1 Concorrência Perfeita 
Nesse tipo de mercado os bens oferecidos pelos diversos vendedores são em 
grande escala homogêneos e substitutos entre si. Por causa destas condições, as ações de 
um comprador ou vendedor individual do mercado tem impacto insignificante sobre o 
preço de mercado como dado. Como as empresas competitivas são tomadoras de preços, 
suas receitas são proporcionais à quantidade produzida. Principais características desse 
modelo: 
1. Existe um grande número de produtores (também chamados de vendedores); 
2. Cada um dos produtores é pequeno em relação à dimensão do mercado; 
3. Os produtos elaborados são homogêneos, sendo substitutos perfeitos entre si; 
4. Existe um grande número de compradores, sendo que cada um deles é pequeno 
em relação à dimensão do mercado; 
5. Existe completa informação e conhecimento sobre o preço do produto por parte 
dos produtores e dos consumidores; 
6. Não existe habilidade das firmas para influenciar a procura de mercado através 
de mecanismos como propaganda, melhoria de qualidade, comercialização, etc. 
7. Livre entrada e saída das empresas inexistem barreiras legais e econômicas, em 
relação a entrada e saída. Pressupõe-se, portanto, a inexistência de direitos de 
propriedade e patentes que possibilitem a uma empresa controlar a entrada da 
outra. 
 
4.2. 2 Oligopólio 
Oligopólio é a forma de mercado que atualmente prevalece nas economias do 
mundo ocidental. Pode ser conceituada como sendo uma estrutura de mercado em que 
um pequeno número de empresas controla a oferta de um determinado bem ou serviço, 
assim como, o fluxo de matéria-prima, economia de escala, patentes de invenção e 
marcas. 
Oligopólio é um tipo de mercado onde ocorre competição imperfeita, em 
essência é aquele em que há poucos vendedores às vezes necessita-se de grande capital 
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A.C, Sanguino, 2025. Apontamentos de economia aplicada a ciências agrárias 
para entrar no negócio. Como resultado, os atos de qualquer vendedor do mercado 
podem ter grandes impactos sobre os lucros de todos os outros. Ou seja, as empresas 
oligopolistas são interdependentes de uma forma que as empresas competitivas não são. 
Este tipo de mercado pode ser puro ou diferenciado. Ele é considerado puro 
caso os concorrentes ofereçam exatamente o mesmo produto homogêneo (substitutos 
perfeitos entre si). Exemplo de oligopólios puros podem ser encontrados nas industrias 
de cimento, aço, alumínio etc. 
Caso o produto não seja homogêneo o oligopólio será considerado 
diferenciado. Como exemplo cita-se a indústria automobilística, a de cigarros, máquinas 
pesadas, aeronaves, etc. 
Como em um mercado oligopolista há somente um pequeno número de 
vendedores, uma característica-chave do oligopólio é a tensão entre a cooperação e o 
interesse próprio. O grupo de oligopolistas se beneficia e age como se fosse um 
monopólio produzindo uma pequena quantidade de produto e cobrando um pouco 
superior ao custo marginal. 
Mas, como cada oligopolista se preocupa somente com seu próprio lucro, há 
fortes incentivos em ações que impedem que um grupo de firmas mantenha os 
resultados de um monopólio. 
4.2.3 Monopólio 
Um monopolista é uma empresa que é a única vendedora em seu mercado. Um 
monopólio surge quando uma única empresa detém o poder sobre seu produto,por 
exemplo, quando o governo concede a ela, o direito exclusivo de produzirum bem ou 
quando uma só empresa pode difundir o mercado inteiro a um custo menor do que o 
poderá ser atingido por duas ou mais empresas. 
A maioria das empresas tem algum controle sobre os preços que cobram. Elas 
não são obrigadas a cobrar o preço de mercado por seus produtos porque eles não são 
exatamente idênticos aos ofertados por outras empresas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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A.C, Sanguino, 2025. Apontamentos de economia aplicada a ciências agrárias 
5. LITERATURA CONSULTADA 
1. ASSAF NETO, A. Matemática financeira e suas aplicações. São Paulo: Atlas, 2006. 
2. BUARQUE, C. Avaliação Econômica de Projetos – uma apresentação didática. 
Campus, 1984. 
3. CASAROTTO FILHO, N.; KOPITTKE, B. H. Análise de investimento. São Paulo: 
Atlas, 2000. 
4. HIRSCHFELD, HENRIQUE. Engenharia econômica e análise de custos. São Paulo: 
Ed. Atlas, 2000. 
5. HIRSCHFELD, H. Viabilidade Técnica-econômica de Empreendimentos: roteiro 
completo de um projeto. Atlas, 1993. 
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