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Mecanismos de Coesão Referencial: 
anáfora, catáfora, dêixis, substituição, 
hiperonímia, hiponímia
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Anáfora ou coesão anafórica ocorre quando uma palavra ou expressão substitui outro(a) 
já citado. É possível até que uma frase ou parágrafo inteiros sejam retomados. Veja: 
Pedrinho segurava firme a mão do pai. O menino não queria se perder.
Catáfora ou coesão catafórica ocorre quando uma palavra ou expressão antecipa 
informações que o texto ainda vai apresentar mais especificamente na sequência. Veja:
Ela vinha de distantes terras onde não há tempo para tristezas. Ana era mais forte que 
todos.
Mecanismos de Coesão Referencial
Dica. Pronome relativo retoma substantivo anterior ou expressão nominal anterior, mas 
acima de tudo prevalece a lógica textual (coerência) e a clareza da informação. Veja:
 Comprei livros de receita, que mostram os hábitos culinários de cada país.
 Estudamos uma técnica de cálculo de juros, que facilita muito para resolver questões.
 Encontrei o irmão de Clara que prestou o serviço militar obrigatório no ano passado.
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IMPORTANTE: coesão referencial com pronome relativo!
Dica. X... Y... este... aquele
 X... Y... aquele... este 
Veja: 
 Estudamos Informática e Português. Este teve mais questões do que aquela.
 Estudamos Informática e Português. Aquela teve menos questões do que este.
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IMPORTANTE: coesão referencial com pronome demonstrativo!
Dica. Frase (sentido completo) anterior... Isso...
 Isto... Frase (sentido completo) posterior
Veja: 
 Quem estuda vence. Isso é fato.
 Isto é fato: Quem estuda vence.
Cuidado!! Um texto pode estar errado, mas a questão pode perguntar somente a 
referência (sentido):
 Quem estuda vence. Isto é fato. (O pronome “isto” refere-se à frase anterior 
completa, apesar de desobedecer à regra.)
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IMPORTANTE: coesão referencial com pronome demonstrativo!
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Suposta esta primeira verdade, certa e infalível; a segunda cousa que suponho com a 
mesma certeza é que a restituição do alheio sob pena da salvação não só obriga aos súditos e 
particulares, senão também aos cetros e às coroas. Cuidam, ou devem cuidar alguns príncipes 
que, assim como são superiores a todos, assim são senhores de tudo, e é engano. A lei da 
restituição é lei natural e lei divina. Enquanto lei natural, obriga aos reis, porque a natureza fez 
iguais a todos; e enquanto lei divina, também os obriga, porque Deus, que os fez maiores que 
os outros, é maior que eles. Esta verdade só tem contra si a prática e o uso. Mas por parte 
deste mesmo uso argumenta assim São Tomás, o qual é hoje o meu doutor, e nestas matérias 
o de maior autoridade: a rapina, ou roubo, é tomar o alheio violentamente contra vontade de 
seu dono: “os príncipes tomam muitas cousas a seus vassalos violentamente, e contra sua 
vontade; logo, parece que o roubo é lícito em alguns casos, porque se dissermos que os 
príncipes pecam nisto, todos eles, ou quase todos se condenariam”. Oh que terrível e 
temerosa consequência e quão digna de que a considerem profundamente os príncipes, e os 
que têm parte em suas resoluções e conselhos! Responde ao seu argumento o mesmo Doutor 
angélico (...). Respondo (diz S. Tomás) que, se os príncipes tiram dos súbditos o que segundo 
justiça lhes é devido para conservação do bem comum, ainda que o executem com violência, 
não é rapina ou roubo. Porém, se os príncipes tomarem por violência o que se lhes não deve, é 
rapina e latrocínio. Donde se segue que estão obrigados à restituição como os ladrões, e que 
pecam tanto mais gravemente que os mesmos ladrões, quanto mais perigoso e mais comum o 
dano com que ofendem a justiça pública, de que eles estão postos por defensores.
Padre António Vieira. Sermão do bom ladrão. Pregado na Igreja da Misericórdia de
Lisboa, no ano de 1655. Internet: (com adaptações).
Pela construção dos sentidos do trecho “Respondo (diz S. Tomás) que, se os 
príncipes tiram dos súbditos o que segundo justiça lhes é devido para conservação 
do bem comum, ainda que o executem com violência, não é rapina ou roubo” 
(antepenúltimo período), é correto concluir que o termo “lhes” remete a 
“príncipes”.
Cebraspe/SEFAZ-RS. Coerência textual
RESPOSTA: 
Julgue o item a seguir, referente a ideias e aspectos gramaticais do texto 
precedente.
Dica. Referência de um pronome é o que ele substituiu no texto. Observe:
 Os imperadores cunhavam moedas com sua imagem para confirmar seu poderio.
 ➔Referência de “sua”: 
 ➔Referência de “seu”:
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IMPORTANTE: coesão referencial com pronome possessivo!
A alusão ao princípio republicano tornou-se extremamente frequente no Brasil, não só 
em textos acadêmicos e decisões judiciais, como também nos debates travados na sociedade por 
pessoas alheias ao mundo do direito. O tema tem vindo à baila, por exemplo, em discussões 
sobre a corrupção e seu combate; sobre privilégios concedidos a autoridades públicas e 
poderosos de todo tipo; sobre a persistência no país de cultura patrimonialista e desigualitária, 
que não separa o público do privado e não trata a todos com o mesmo respeito e consideração. 
Existe na sociedade a difusa percepção, infelizmente correta, de que, embora nossa forma de 
governo seja a república e não a monarquia, falta República — com “r” maiúsculo — às nossas 
relações políticas e sociais.
 A Constituição Federal de 1988 consagrou o princípio republicano em seu art. 1.º e 
acolheu diversos elementos e institutos que guardam estreita relação com o ideário republicano: 
o direito à igualdade; a legitimidade de todo cidadão para propor ação popular visando à 
garantia da coisa pública; os princípios da moralidade, publicidade e impessoalidade 
administrativa; as exigências constitucionais de concurso público e licitação; entre tantos 
outros.
 O próprio nome atribuído ao país — República Federativa do Brasil — sinaliza a 
centralidade do princípio republicano entre nós. Essa centralidade foi reforçada pelo povo bra-
sileiro no plebiscito ocorrido em 1993, quando, por expressiva maioria, optamos pela 
manutenção da forma republicana de governo, em detrimento da monarquia. Porém, entre a 
proclamação do princípio e a realidade há um abismo que ainda não fomos capazes de transpor 
nestes trinta anos de vigência da Carta de 1988.
 O republicanismo projeta um ideal ambicioso para a política. Deseja-se que a política — 
compreendida em sentido amplo — tenha importância para as pessoas, que não devem limitar 
suas atividades e atenção a seus interesses e negócios privados. Ademais, espera-se que a 
política não se resuma à disputa entre forças movidas por interesses egoísticos, mas se volte à 
busca coletiva do bem comum.
 Nessa chave, a esfera pública é idealmente concebida não como algo similar ao mercado 
— em que os agentes visam apenas a defender os próprios interesses —, mas como um fórum, em 
que existe disputa, mas também troca de razões e argumentos, objetivando-se a identificação e a 
persecução do interesse público. Não se afirma que essa seja a realidade da política nas 
sociedades contemporâneas. Trata-se, isso sim, do ideal normativo a ser perseguido para a 
construção do Estado republicano.
Daniel Sarmento. O princípio republicano nos 30 anos da Constituição de 88. Revista EMERJ,
v. 20, n.º 3, Rio de Janeiro, set. – dez./2018. Internet: (com adaptações).
O referente das formas pronominais “suas” e “seus”, no segundo período do 
quarto parágrafo, é “pessoas”.
Cebraspe/TCE-RS. Coesão textual
RESPOSTA: 
A respeito dos sentidos e das relações de coesão e coerência estabelecidas no 
texto, julgue o item que se segue.
A COESÃO ANAFÓRICA E A COESÃO CATÁFORICA ocorrem dentro do texto, entre elementos 
escritos ou pressupostos (elipse) na estrutura da oração. Podem ser chamadas de COESÃO 
ENDOFÓRICA.
Não obstante, a coesão pode ocorrer entre elementos expressos no texto e dados do contexto 
que envolve os interlocutores em uma dada situação comunicativa. Pode ocorrer aí:• Coesão exofórica: o elemento referido é fixo, mas apenas não estava expresso no texto.
• Coesão com dêixis: o elemento referido não é fixo, mas varia conforme a situação entre os 
interlocutores.
Compare:
a) Pedro chegou cedo. Queria ver tudo: animais, palhaços, trapezistas. ➔Nesse texto, o leitor só vai 
pensar logo em circo, a partir dos elementos desse campo lexical (animais, palhaços, 
trapezistas). Então temos aqui coesão exofórica.
b) Aqui estamos confortáveis hoje. ➔Nesse outro texto, o leitor vai associar o advérbio “aqui” ao 
lugar onde ele estiver (e isso pode variar a cada vez que enunciamos a mesma frase, em locais 
diferentes); o leitor vai associar a forma verbal “estamos” ao grupo em que ele estiver inserido a 
cada momento quando essa frase for enunciada; e o leitor vai associar o advérbio “hoje” ao dia 
ou à data do momento em que essa frase for enunciada. Então temos aqui coesão com dêixis ou 
elementos dêiticos.
Mecanismos de Coesão Referencial
No segundo quadrinho, o pronome essa tem valor
(A) anafórico.
(B) catafórico.
(C) dêitico.
(D) relativo.
(E) expletivo.
Mecanismos de Coesão Referencial
Mecanismos de Coesão Referencial (coesão lexical):
Hiperônimo: nome de um conjunto genérico de seres de diversas espécies. exemplo: 
militar é hiperônimo de sargento, major, tenente, capitão...
Hipônimo: nome de cada elemento de um conjunto genérico. Exemplo: sargento, major, 
tenente, capitão... são hipônimos na relação com o conjunto “militar”.
ALERTA! Não confundir hiperônimo com coletivo. DICA:
Sinônimo (ou quase-sinônimos): palavras com significados semelhantes.
Uso de termos cognatos: Palavras que possuem um mesmo radical e formam famílias de 
palavras: estudo, estudante, estudioso, estudar...; gelo, geleira, gelado, desgelar... 
Nominalização: Caminhar de manhã ativa a circulação. A caminhada melhora a 
disposição.
Mecanismos de Coesão Referencial (coesão lexical):
Verbalização: A caminhada ativa a circulação. Caminhar melhora a disposição.
Emprego de pronomes: o/no/na/lo/la, lhe, ele(a)(s), este, esse, aquele, isso; que, o qual, 
cujo...; todos, todas...
Uso de advérbios: lá, cá, aqui, ali...
Uso de numerais: os três, as cinco, ambos...
Ampliação com determinantes: escolhi um livro, e depois doei esse livro de aventuras 
após lê-lo
Uso de símbolos: trocamos seres por aquilo que os representa. Exemplos: a cruz e a 
espada se enfrentaram na América; armas deram lugar à pomba branca...
Elipse parcial ou redução: Getúlio Vargas governou o Brasil em dois mandatos. Vargas 
marcou a política do século XX.
Verbo vicário. Verbo ou locução/expressão verbal que substitui uma oração, e funciona 
como se fosse pronome em referência anafórica.
Assinale a frase em que o pronome sublinhado substitui uma frase e não um termo.
a) “Aqueles que reprimem o desejo assim o fazem porque seu desejo é fraco o suficiente 
para ser reprimido.”
b) “Os homens dizem que a vida é breve, mas seus infortúnios fazem-na parecer longa.”
c) “A vida tem um grande valor quando a desprezamos.”
d) “Não há bom raciocínio que pareça tal quando é muito longo.”
e) “Sobre aquilo que não se pode falar, deve-se calar.”
RESPOSTA:
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